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Hoje vamos começar a publicar posts semanais com os destaques do PapodeHomem. A ideia é listar o que surgiu de memorável em todos os nossos canais: comentários, Fórum (que volta em breve), Cabana, Twitter, Facebook, YouTube, site principal… E no mundo real também: encontros, festas, eventos.
Nesse primeiro post, vamos enfatizar os melhores comentários, mas nos próximos teremos mais material também. Além disso, como teremos 2 artigos por dia no site principal (14 por semana) com média de 50 comentários (700 por semana), o objetivo deste post de fechamento semanal é relembrar e iluminar os destaques e as principais discussões, caso você tenha perdido ou passado a semana descansando em Bora Bora. ;-)
Para estimular mais papo de qualidade, comentários bem escritos com fotos cadastradas no Gravatar, sempre premiaremos o autor do melhor comentário. Hoje o prêmio é cortesia do Daniel Bender, dono da loja mais saco-roxo do Brasil: “Mulher, Cerveja & Futebol“.

Prêmio de hoje: 6 bolachas porta-copos do Charles Bronson (leia a genial descrição do produto)
Vocês mesmo vão escolher o melhor comentário. Fizemos uma pré-seleção e trouxemos 5 para a disputa. Como é o primeiro fechamento semanal, todos os comentários de janeiro foram contemplados, não só os da semana (o que não acontecerá na próxima seleção, claro).
1. Bob, no artigo “Acompanhe seu coração e melhore seus resultados com um frequencímetro” (19.01.10):
“Poxa, muito interessante e tudo mais, mas não ficou meio óbvio?
Dr. Fitness, seus outros artigos foram, além de interessantes e instrutivos, úteis. ás vezes não sabemos como fazer o exercício (o abdominal corretamente, ou como alongar a rebimboca da parafuseta transversa dupla) e os vídeos / fotos ajudaram.
Agora o post demi-pago feito aqui, deu a impressão que tu tinha que escrever alguma coisa, foi ao google ou ao wikipedia e copiou, colou e editou.
Acredito que o tal do ‘frequencímetro’ seja uma ferramenta útil, mas acho que seria melhor se tu ensinasse às pessoas como medir o pulso pelo pescoço, punho, sovaco, coxa etc. e falar mais de como controlar a pulsação (além da diminuição da intensidade do exercício, técnicas de respiração etc) do que falar de um aparelhinho que custa quase que 30% de um salário mínimo.
Um forte abraço e continuo na espera de próximas dicas.”
2. Patricia Pacheco, no artigo ““Você me completa”: sobre relacionamentos e incompletude” (15.01.10):
“Bom… Nenhuma novidade. Todos nós buscamos a perfeição, sendo bem mais fácil procurar a perfeição nos outros que em nós mesmos.
O fato é que ninguém precisa se completar. Nascemos completos. E a idéia passada pela mídia, contos de fadas, etc. são idéias que nos envenenam. É um absurdo crianças assistirem e lerem coisas do gênero.
Observem como é um conceito estúpido e idealizador o modelo único de promessa de felicidade criado pela mídia:
- Temos que ser brancos, loiros e de olhos azuis (porque isso sim é beleza para a mídia);
- Sermos ricos e comprarmos roupas, acessórios e tecnologia da moda (o intelecto pouco importa; isso me lembra um adolescente babando na frente de um videoclip);
- Temos que ter uma profissão promissora: médico, advogado, etc. (outras profissões são meras coadjuvantes);
- Encontrar o “único e verdadeiro amor” (um absurdo. Como se não pudéssemos ser felizes com mais de uma pessoa: se a minha outra metade da laranja morrer em um acidente de carro estou condenada à infelicidade por todo o resto da minha insignificante vida);
- Casar com esse “único e verdadeiro amor” e ser feliz para sempre (engraçado que a mídia não comenta que tudo tem seus altos e baixos. A fé, a paixão, o amor, a felicidade, a tristeza, a esperança: tudo oscila como se fosse uma onda).E quem já sabe de tudo isso e já instalou um filtro contra a mídia no cérebro? Agora sim pode ser feliz? Pois é… É claro que não! A nossa mente é uma coisa bem complicada. Como os pscicanalistas são corajosos… Hahaha!
Sabe qual é o pior dos nossos erros? Colocar nos ombros de quem está ao nosso lado a total responsabilidade de nos fazer feliz. Sendo que esta responsabilidade é exclusivamente nossa. Estar em boa companhia deve ser apenas mais agradável.
As pessoas precisam ter a auto-estima elevada. Sem ela sempre precisarão ouvir de outra pessoa o quanto são especiais, importantes, lindas… Nós sempre precisaremos disso, mas não podemos ser reféns dessa dependência. É importante nos valorizarmos…
E sabe por que atualmente as pessoas não conseguem se valorizar? Porque infelizmente não conhecem conceitos de valores além daqueles mostrados pela mídia… Sad, very sad…”
3. Gaby, no artigo ”A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?” (21.01.10):
“A monogamia não é uma imposição. Sinceramente, não quer ser monogâmico, ok. Mas que isso seja bem claro na relação. O problema de manter uma relação sem uma parceira só é a diferença de informação que as duas partes têm. “Traição” não é uma palavra usada a toa. Pra mim, significa mentir, desrespeitar e etc a pessoa que tá com você. Não é novidade que casamento/relacionamento sério não é coisa fácil, ou a porcentagem deles que deram certo seria bem maior.
É por isso que eu acho que quando você se une e faz juras mimimi, você deve não fidelidade, mas lealdade. Se for pra “pular a cerca”, que isso seja válido pra ambos os lados, sem esconder, mentir ou algo do tipo. Eu curto muito o jogo limpo. E é óbvio que é necessária a proteção contra doenças e etc.”
4. Fabio, no artigo “[PdH Porn] Um distante mundo com menos pornografia. 20 anos atrás” (23.01.10):
“A verdade pra mim é que a pornografia é parte fundamental na formação de um adolescente, assim como a sua proibição.
Metaforicamente a guerra desenvolve a tecnologia que depois é usada para outros fins. Ou seja, essa constante luta pra conseguir material pornografico ajuda no desenvolvimento do senso de “esperteza” do adolescente.
Essa é só minha opinião.
Do mais, excelente texto. Aguardo ansioso a segunda parte… rs”
5. Dayse, no artigo ”Big Brother Brasil 10 e House: o que é mais real?” (14.01.10):
“Seu texto chegou até mim por um e-mail e, através do Google, consegui encontrá-lo aqui neste blog. Nada contra sua escrita, mas sua argumentação é falha. Acredito que vc não irá publicar minha crítica, mas, enfim: vc lança um pressuposto com premissas equivocadas já no começo de sua argumentação:
“As edições seguintes do BBB já aconteceram na era do Orkut (lançado em 2004), com uma cultura de exposição já compartilhada por grande parte dos brasileiros. E as edições mais recentes nasceram em tempos de Twitter, de exposição instantânea. Portanto, não faz sentido alegar que as pessoas agem de modo artificial no BBB apenas porque sabem que estão sendo filmadas.”
Uma ‘cultura de exposição’ não significa, necessariamente, algum tipo de ‘filmagem’. Vc concorda comigo que uma web cam ligada faz toda a diferença em um bate-papo? Twitter ou Orkut não requerem, necessariamente, uma câmera filmadora ligada full-time.
E já que vc mencinou seu interesse por “aspectos psicológicos e sociais”, gostaria de debater outro ponto: artificialidade não é a mesma coisa de ‘protocolos sociais’. Na corte de Luiz XIV ou nos banquetes do período vitoriano, não haviam câmeras ou internet. Ninguém havia sequer cogitado essa hipótese de ‘cultura de exposição”. Mas sabemos que esses eram um dos ambientes mais ‘afetados’ ou ‘artificiais’ que já existiram (’O homem da máscara de ferro’ e ‘Razão e sensibilidade’ são filmes que mostram um pouco dessa ’sociedade fútil’- sem mencionar obras como ‘Madame Bovary’ ou ‘O retrato de Dorian Gray’, referentes a outras épocas).
E por que essas pessoas agiam assim? Por que estavam sendo filmadas? Ou porque TINHAM que agir de uma determinada forma em um dado contexto social?
O que quero dizer é o seguinte: não haviam somente cretinos e medíocres nessas sociedades: houveram grandes homens e mulheres que criaram grandes coisas; mas, muitas vezes, essas pessoas tinham que participar desses ambientes sociais e, como julgo lícito dizer, entrar no jogo das relações sociais exigidas por uma festa ou banquete da alta-sociedade.
Saber como se deve agir em determinada situação para se alcançar um determinado objetivo não é tarefa fácil e poucos são os que compreendem como funcionam esses processos.Há uma maneira de agir no trabalho, na balada, no programa de TV etc. Não gosto de BBB porque acho ‘armado’ demais, mas, desconsiderando a existência de um ’script’ prévio, ganha o jogo aquele que sabe jogar melhor, ou seja, aquele que aproveita as oportunidades no convívio dentro da casa e sabe agir conforme o necessário para ganhar o prêmio final (que trará, com isso, a fama). De fato, a lógica da ação, dissimulações à parte, pode ser muito instrutiva. Porém, é um erro acreditar que BBB (ou outro programa televisivo qualquer) sirva de modelo para TODAS as situações da vida.
Cada um pode (e deve) aprender como e com o quiser. Mas acredito que apenas os sensatos aplicam o aprendido no momento justo e necessário. É como na célebre máxima: ‘apenas os adaptados evoluem’.Adoro HOUSE e sei que, por mais genial ou instável seja seu protagonista, ele age conforme uma temática já pressuposta e preestabelecida: e é por isso que ficamos sempre com aquela sensação de real, de algo que, ainda que surpreendente e fantástico, possa ter acontecido com qualquer um, ali na esquina.
Ele é um ‘investigador’ dentro de uma série que narra e revela mistérios; por mais que se possam admitir variações, alguns ‘pilares básicos’ não podem ser removidos, ou a série passaria a pertencer a outra ‘categoria’ e a identificaríamos de uma forma diferente (mais ou menos como acontece com os gêneros literários: ainda que haja ‘poesia’ dentro de uma novela, sabemos, através de vários indícios, que se trata de um romance – ou apenas intuímos, dado um conhecimento cultural e social subjacente que nos é imposto).
E não é apenas House que provoca essa sensação de real: às vezes, quando um ótimo livro termina, ficamos com aquela sensação de saudade das personagens, como se o protagonista fosse aquele vizinho que vc conhece e que, de uma hora para outra, desaparece com seus hábitos que vc costumava observar. De fato, vc não o conhece tão intimamente, mas parece que, de tão habitual, faz falta.
E quem nunca ficou com um restinho de tristeza quando ‘As Pontes de Madison termina? É tão comum e, ao mesmo tempo, tão surreal (sabemos que são atores, que seguem um script, que há cameras etc.), que mexe conosco.
Às vezes, um pouco de confusão entre sonho e realidade (como em alguns poemas de Fernando Pessoa), é necessário, ou não suportaríamos o peso da dura realidade. Na verdade, é para isso que existe a arte, seja ela um livro, uma música, um filme… E o mais nteressante, é que sabemos disso, embora, muitas vezes, não nos damos conta do fato.
Mas isso não significa que por trás dessas obras exista uma verdade humana universal e subjacente, aplicável a toda e qualquer situação. O casamento, assim como qualquer convenção social, é, sim, uma ‘montagem’ (usando sua metáfora cinematográfica…). Mas o seu trabalho, assim como toda sua vida, também o é. Viver em sociedade exige certos protocolos. Mas isso, em si só, não é algo ruim.
Aristóteles, quando discutia sobre tragédia em sua ‘Poética’, disse que os meninos aprendem a viver observando e imitando as ações dos mais velhos.
Viver é imitar. Mas isso não implica falsidade ou deturpação da realidade. Às vezes, tendemos muito mais ao verossímil que ao real. Mas, afirmar que nada e ninguém é real também não é um bom argumento: é geral e, por isso, vago e equívoco demais.Por fim, gostaria de dizer que aprecio muito House (e outras séries também), mas acho errada essa ‘deificação’ do protagonista. Cheguei a ler esse absurdo no Twitter: “House tem a pegada do Sherlock Holmes”. Acho que a gente pode aprender com o BBB, com House ou com a Xuxa (como não se deve ser, por exemplo). Mas limitar nosso aprendizado a apenas essas fontes é a mesma coisa que permanecer na ignorância.
A vida é muito mais que isso. E, a partir do momento que percebemos isso, nos damos conta do dano que traz a morte.
Não tenho nada contra vc, minha crítica é apenas contra seu texto.”
E aí? Quem merece ganhar as bolachas do Charles Bronson?
Estamos usando uma enquete do Google Friend Connect (basta se logar com sua conta do Google, Yahoo ou Twitter).
Depois de votar, fique à vontade para contar os motivos de seu voto nos comentários desse post.
P.S.: Pretendemos fazer o próximo fechamento semanal em vídeo, muito mais abrangente, direto do QG, bebendo algumas pirações do Dr. Drinks.
Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.
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