O melhor da semana PdH (1 a 7/2)

O ganhador do melhor comentário da semana retrasada foi a Dayse. Semana passada não rolou votação e agora seguimos com o melhor que rolou em todos os canais do PapodeHomem.
Respostas no Formspring
O pessoal nos metralhou de perguntas. O Guilherme respondeu sobre pickup artists, ausência do Dr. Love, caminhos do PdH… O Pablo respondeu algumas e eu também.
Leia e pergunte: http://www.formspring.me/equipepdh
Destaques do Twitter
• Victor Guimarães é o ganhador do primeiro exemplar de cortesia do livro PapodeHomem: http://tinyurl.com/ygfzvm2
• Heineken lança Gloss sabor cerveja! Insight do ano. – http://migre.me/jhPl
• Os homens seriam melhores se pensassem mais com a cabeça de baixo. Não entendeu? Explicação do @gustavogitti: http://bit.ly/atUPzt
Mais aqui: http://twitter.com/papodehomem
Melhores comentários

Pacote com 6 bolachas porta copos do Pedro de Lara (relembre a importância desse homem genial)
O prêmio de hoje também é cortesia do Daniel Bender, dono da loja mais saco-roxo do Brasil: “Mulher, Cerveja & Futebol”. Estamos considerando comentários feitos durante a semana, não exatamente nos artigos do período (às vezes entrarão alguns de posts antigos).
E a nova regra pra concorrer nas próximas semanas é a seguinte: o comentário deve ter foto do autor.
Se ainda não tem, basta se cadastrar no site Gravatar.com e comentar aqui sempre usando o mesmo email. O outro critério para nossa pré-seleção (além da qualidade das ideias) é o português: evite miguxês, abreviações, falta de acentos e tudo aquilo que deixa o texto visualmente capenga.
Leiam e votem ao fim. A decisão é de vocês.
1. Jorge Maluf (5/fev), em “Dr. Drinks ensina como preparar e tomar o elixir do guerreiro”:
“Creio que todos começam a beber com os amigos no bar, mas acho que poucos fazem algum drink, ou bebem sozinhos em suas casas, exatamente por acharem que bebida é muito mais para meios sociais do que solitários. Eu mesmo tenho um pequeno bar (que eu mesmo fiz) em meu escritório, que bebo algumas coisas ao decorrer dos dias, sozinho, refletindo sobre a vida.
Acredito eu, então, que a bebida realmente leva à introspecção, como você disse, mas não só ela. Muitas coisas levam a nos conhecer nós mesmos, porém, com um drink, o caminho fica MUITO mais fácil, já que o álcool no sangue faz diminuir a inibição, até nos fazendo pensar mais claramente sobre o que nos incomoda, ou qualquer fato da vida, deixando de lado as crenças que nos prendem, a teimosia que nos fixa e assim por diante…
E, respondendo sua pergunta, eu aprendi comigo mesmo que eu SEMPRE devo seguir meus instintos, que as vezes faz mal pensar muito para tomar alguma atitude que fica martirizando na cabeça. Com a bebida isso foi mais fácil de entender. (lógico que eu digo coisas não absurdas, hehehe).
Abraços!”
2. WBM (4/fev), pelos vários comentários e por não ter arredado o pé da rica discussão do artigo “O dia em que o Brasil quase parou – Parte 2″. Trechos:
“Os cidadãos dos Estados Unidos, França, e outros países de primeiro mundo pegaram em armas para fazer valer seus direitos e hoje são o que são.”
“Atualmente, cerca de 3% do total das propriedades rurais do país são latifúndios, ou seja, tem mais de mil hectares e ocupam 56,7% das terras agriculturáveis – de acordo com o Atlas Fundiário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em outras palavras, a área ocupada pelos estados de São Paulo e Paraná juntos está nas mãos dos 300 maiores proprietários rurais, enquanto 4,8 milhões de famílias estão à espera de chão para plantar (e assim não morrer de fome…)”
“Afirmei que o fim da escravatura no Brasil é a origem da problematica envolvendo a reforma agrária, objetivo mor perseguido pelo MST. Isso me permite afirmar que, sim, a origem do MST tem relações fortes com o fim da escravatura no Brasil. Leia Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freire, Luis Fernando Abrúcio e Raimundo Faoro e você saberá o que estou falando. Aliás, leia Guilherme Delgado também, ótimo pesquisador sobre o tema reforma agrária.”
“Meu camarada, se você parar pra observar, existe um LOBBY imenso a favor da criminalização para atingir movimentos sociais (digo isso porque nunca vi, por exemplo, a Veja citar as conquistas e as ações sociais dos movimentos sociais) justamente para preservar os interesses, e as terras, dos grandes latifundiários. Se fala em punir os responsáveis que invadiram a fazenda da grileira Cutrale, mas não se vê o mesmo empenho em punir os assassinos do massacre de Eldorado dos Carajás, que culminou com a morte de 19 sem-terras e ainda hoje ninguém foi julgado.”
3. Mari Hauer (2/fev), no artigo “[PdH Porn] Comentários sobre o debate “Is Internet for Porn?” (Campus Party 2010)”:
“Oi Victor,
Sobre porno para mulher, li esses dias uma reportagem interessante na Marie Claire falando sobre produtoras que estão se preocupando cada vez mais sobre esse nicho de mercado e sobre a qualidade de filmes pornos. Já está no site e o link é esse aqui: http://migre.me/iyak
Eu sou super aberta para falar sobre sexo mas a sua pergunta no final do texto me lembrou meu primeiro semestre na faculdade, a algum bom tempo atrás. Era horário de almoço e devia ter umas 12 meninas juntas, conversando sobre tudo na mesa e o assunto foi pro sexo. A maioria na época namorava e claro que a maioria transava com bastante regularidade. Aí, abri a boca e comentei algo mais explícito, nem lembro o que era e todas ficaram me olhando com cara de “nossa, que puta!” Eu achei a cena super engraçada e, depois, conversando com os meninos que eu era amiga percebi o quanto existia de falso moralismo naquela roda de meninas! Todo mundo fazia e ficava bem quieta e ainda olhava com cara de nojo!
Voltando a sua pergunta, eu converso numa boa com os meus amigos (e até os não tão amigos assim!) e não tenho problema nenhum em falar sobre o que me excita, sobre o que eu curto, sobre o que eu já fiz, sobre o que me deixou constrangida e nem sobre coisas engraçadas que já aconteceram entre quatro paredes, seja com um namorado, um ficante ou com o cara que eu conheci a 10 minutos atrás. Acho que a vulgaridade vem muito mais da forma que você fala e da ocasião do que o assunto em si. E, indo um pouco além, da forma com que você mesma encara o assunto. Se vc fala de forma natural, sem intenção de chocar ou pra mostrar o quanto vc é boa de cama e entendida no assunto ou ainda pra tentar se afirmar num determinado grupo, dificilmente as pessoas vão te julgar. Com o tempo, se saísse uma piadinha, um olhar de reprovação ou alguém agindo comigo como se eu desse pra qualquer um, aprendi a dar limite. Sem gritar, sem espernear e sem dar uma de feminista revoltada!
Eu ainda prefiro conversar sobre sexo com homens. Acho que a conversa flui melhor e acho que geralmente eles são mais diretos e falam de uma forma mais natural do assunto. Mas é só a minha experiência!
Adorei toda a série de posts até agora!”
4. MarianaMSDias (6/fev), no artigo “Monogamia para quem precisa”:
“O que realmente acho importante é que as pessoas passem a abrir suas mentes para o tipo de amor que LHE cabe. Saber que o que é bom para o outro não necessariamente é o que lhe cai bem e livrar-se de preconceitos para poder viver o que é felicidade para si mesmo.
Tem gente que é feliz casada, monogâmica a vida inteira, no melhor estilo ‘once upon a time’. Outros se curtem há anos mas vivem em casas separadas. E foram felizes para sempre. Há ainda aqueles que encontram o verdadeiro amor na amizade e nela constroem o relacionamento mais sólido de todos.
Homos, heteros, biss… Quem pode nos dizer quem é mais feliz?
Mais feliz é aquele que tem coragem suficiente para conhecer-se e buscar não o que lhe ‘completa’, mas quem, completo como ele, alegra-se em construir conjuntamente.
Já fracassei em casamento, em namoro e em amizade, e quem realmente nos ‘empurra’ para o abismo da infelicidade somos nós mesmos, e não porque não sabemos as respostas, mas porque não sabemos, sequer, o que perguntar.
Texto ótimo, que não ataca, mas liberta! Parabéns, Maíra!”
5. Maurício (1/fev), em “A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?”:
“Acho que o único comentário feminino sensato foi o #88.
Para as que falam que quando se trai, é porque o relacionamento não está legal, dou o meu relato a vocês.
Atualmente, estou namorando uma guria que AMO. Nosso relacionamento está em muito bom estado e, mesmo assim, eu traio. Traio não só porque sinto vontade, mas também porque sei que isso não vai afetar em nada o amor que sinto pela minha namorada.
Para as que reclamam que se homem pode, as mulheres devem poder também. Estou completamente de acordo. No entanto, não creio que esta maneira de pensar seja verdadeira ao psicológico feminino.
Nos tempos tribais, o homem que provia e garantia a segurança para a família, não havia porque pôr em xeque a sua segurança e sustento. Os tempos podem ter mudado, mas o psicológico ainda é o mesmo dos tempos atrás, trata-se de uma questão evolutiva.
Da mesma maneira que o homem sente um friozinho na barriga antes de ir conversar com uma mulher, é o medo de ser rejeitado. O que pode ser perfeitamente exemplificado com a parte 2 dessa série. O de a égua preferir o cavalo que está com outra.
O homem antigo vivia em círculos sociais muito pequenos, se fosse rejeitado por uma mulher, as outras não iriam querê-lo, pois a fulana o rejeitou.
Hoje em dia, se uma mulher nos rejeita, é só ir pra outro lugar e tentar, pois é possível que nunca mais nem vejamos a mulher que nos rejeitou. No entanto, nosso frio na barriga permanece.
Os tempos evoluíram, mas nós não.”
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Abraços!
Gustavo Gitti é baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É autor do Não2Não1 e coordena a Cabana PapodeHomem.
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