O limite do humor é o humor sem limite?

João Baldi Jr.

por
em às | Debates, Humor, PdH Shots


O herói mais querido (pelos nerds) da DC

“No dia mais claro, na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença.
Todo aquele que venera o mal há de penar,
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar.”

Ele foi escolhido. Ele fez o juramento. Ele decidiu salvar a Terra.
Não perca a estreia de Lanterna Verde no Cinemax.

Uma coisa que eu venho dizendo com frequência é que vivemos na era do humor de borda. Sim, aquele humor que mais do que entreter, mais do que distrair, mais do que fazer rir, parece querer testar os limites possíveis do moral, do bom gosto, do razoável e do que o público consegue ou não aceitar como humor de verdade.

Num universo midiático saturado de piadistas, comediantes, imitadores ou apenas de caras que se vestem de mulher para quadros do Zorra Total, fica cada vez mais claro que o que chama atenção, o que gera buzz, o que consegue distinguir um “humorista” do outro é a capacidade de ir mais longe ou mais fundo no que antigamente se consideraria politicamente incorreto, grosseiro ou apenas de mau-gosto, vencendo quem gera o maior número de processos, escandaliza mais a comunidade judaica ou torna mais necessário que antes de entrar numa peça você assine um termo garantindo que não vai se ofender com piadas racistas.

Ou te derruba de um lado, ou de outro – ou te faz chegar em outra margem

E ainda que seja discutível o quanto disso é a sociedade evoluindo a ponto de superar de forma bem-humorada temas que outrora eram tabus e consequentemente escapando de uma proverbial “ditadura do politicamente correto” e o quanto é apenas grosseria e preconceito se defendendo sob o escudo da “liberdade de expressão” para contar aquelas piadas que fariam qualquer um ser expulso de sala de aula, a discussão sobre os limites do humor se torna cada vez mais atual e presente em nossas vidas. Nem que seja apenas porque todo mundo tem uma opinião em relação ao lance do Rafinha e da Wanessa Camargo. A minha, por exemplo, é a de que eu gostava mais da Wanessa quando ela cantava músicas românticas.

E outra área que sempre foi pioneira em testar esses limites e parece não ter perdido esse hábito é da publicidade. Seja com aquela propaganda da Gisele Bündchen que foi considerada machista, seja com os anúncios de cerveja que pareciam focar no público infantil ou com aquelas campanhas alemãs em que um dos outdoors era uma máquina de lavar enfiada dentro de nádegas humanas, o mundo da publicidade, cujo foco é sempre buscar as formas mais criativas e eficientes de divulgar um produto, nunca cessa de nos surpreender em termos de arrojo e imprevisibilidade. E dessa vez a ideia foi a de usar Hitler como garoto-propaganda de xampus. É, isso aí mesmo.

Evitando o questionamento óbvio de por que uma fabricante turca de xampus considerou que seria bacana e positivo associar sua marca a um ditador fascista sanguinário ou de quando foi que a Adolf Hitler virou um grande referencial de masculinidade, volta à tona a questão, já mencionada aqui no caso do humor mas também presente na publicidade, dos limites.

Até onde podemos ir pra fazer uma piada ou divulgar um produto? Em que assuntos a gente pode tocar e em que contexto eles podem ser tocados? É responsabilidade do poder público orientar esse tipo de questão? É nosso direito processar quando uma piada nos ofende?

Já sabemos qual é a opinião do Marcus Buaiz sobre isso, mas agora o PapodeHomem quer saber qual é a sua.

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista. Turn ons: quadrinhos, ficção científica, humor de borda e pão de fôrma com requeijão. Escreve no (www.justwrapped.me/) e discute diariamente os grandes temas - pagode, flamengo, geopolítica contemporânea e modernidade líquida. No Twitter, é o (@joaoluisjr)


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  • Thiago Rocha

    Existe humor que faz rir e algo que chamam de humor, mas é apenas o equivalente ao primo mal-educado que faz piadinha de mau gosto na mesa da cozinha da vó querendo chamar a atenção. Sabe o tipo “sou foda”? O humor tem de ser engraçado e subverter a ordem das coisas, mostrar algo sob uma ótica não pensada antes, como fazia o Monty Phyton (é assim  se escreve??). Simplesmente chamar um negro de macaco não é engraçado nem subverte ordem nenhuma, não passa no mínimo de mau gosto, ou, para muitos, preconceito.

    • Artur

      O problema não é o politicamente correto , o problema é que as pessoas estão cada vez mais egocêntricas , mimadas , fazem guerras ficam paranoicas por qualquer coisa , levam um atrito que pode ser resolvido facilmente a pontos de uma guerra nuclear.

      Se você se sente ofendido com uma piada exija seus direitos , mas os seus direitos também tem limites.

      A wanessa de camargo pode processar e tudo e exigir na justiça uma reparação um pedido de desculpas publico etc etc

      Agora execrar o cara , tirar o emprego dele, ameaçar , coagir , acabar com a carreira dele, lançar propagandas contra o cara etc e etc é um pouco demais não?

      Quem tem que decidir a punição do cara é a justiça não a opinião publica.Pois foi a mesma opinião publica fermentada pelo ego que mandou um pobre homem como Jesus a cruz que só pregava a paz e talz ( eu sou ateu só pra constar) e muitos outros.

      A justiça tem que educar esses caras , mostrar que a arte não pode ofender , ou ser usada para preconceito e essas coisas.

      Agora depois que a justiça der a sentença deixem o cara em paz porra! Não precisa de guerra nuclear e essa briga de ego interminável que só leva a destruição mutua da humanidade

      • Artur

        foi por briga de ego que hitler mandou matar milhares de judeus , é por briga de ego  que temos hoje guerra na terra santa, guerra irã vs ocidentais, brigas de transito….

        será que as pessoas não podem simplesmente perdoar e se entender sem essa briga escrota?

      • Andre Augusto

        1) As pessoas não são capazes de se colocar no lugar dos outros. É muito confortável um humorista branco fazer piadas de negro…ele nunca foi e nem pode ser chamado de macaco por alguém que não queira fazer graça mas sim ofendê-lo de verdade…é muito confortável um humorista homem fazer piadas sobre estupro…ele não tem vagina portanto nunca foi nem poderá ser estuprado…

        …PORÉM…

        2) Só os gênios conseguem fazer piadas sobre todos os assuntos e sem ofender ninguém…e sejamos honestos…nenhum destes caras do stand-up brasileiro é gênio…eles estão mais para aquele amigo engraçadão que todo mundo tem e que quando ninguém dá mais bola, faz birra, deixa as piadas de lado e parte simplesmente para a provocação pura e simples.

  • http://www.facebook.com/victor.portella Victor Portella

    fica difícil discutir limite numa sociedade que não tem um nível aceitável de educação. não há mais um  público rentável para comediantes como Castrinho, Ary Toledo, Vasconcelos, que faziam piadas inteligentes. Foi necessário baixar o nível das piadas. Isso vendo pelo lado rentável, não que todos os comediantes tenham feito isso e não que não existam sucessores dos supracitados.
    Outro problema é que a sociedade brasileira está vivendo extremos muito grandes, onde qualquer ‘coisinha’ é racismo, preconceito, ofensa etc etc. O stand-up nos EUA (por mais que eu não goste de comparar o que temos aqui com o que temos lá… é de lá que veio) é considerado altamente ofensivo por alguns, mas faz um sucesso estrondoso. Shows do Eddie Murphy, CK Lewis, Chris Rock, George Carlin abordam temas como preconceito, estereótipos do americano, negros, asiáticos, indianos, mexicanos, gordos, magros, baixos, altos, anõs, religião, aborto, dia-a-dia e lá a repercussão negativa não é grande.No fundo, o brasileiro precisa aprender a relevar as coisas.Dá risada e segue em frente.ou Ignora e segue em frente.é preciso distinguir entre o que é RACISMO e o que é OPINIÃO.

    • http://www.facebook.com/people/Rat-Geber/100003597644974 Rat Geber

      Vc pode ter pudores em comparar o stand up(comedy, não paddle…rs) daqui e de lá, mas não deveria… Nossa nova onda de comédia é ‘cópia’ total do estilo de comédia americano. Não poderia deixar de ser, já que esses comediantes americanos formaram a noção de comédia de muitos dos nossos novos comediantes e até de parcela da audiência. Parcela da nossa juventude é altamente americanizada em trejeitos e expressões, ainda que não totalmente em valores. Aqui mesmo no PdH encontramos isso de monte. Eu mesmo não consigo escapar disso às vezes. As influências ao nosso redor nos formam e não há qualquer problema nisso.

      O estúpido(e esse é só 1 aspecto) é que alguns elementos do humor americano foram importados completamente para o Brasil sem que aqui se tenha o suporte histórico e psicossocial subjacente que se tem lá. A questão de raça de lá é completamente diferente da questão de raça aqui. A tolerância às piadas de mal gosto é algo já historicamente desenvolvido lá. É algo que existe há séculos e bla bla bla… Aí o cara vai copiar um estilo de lá, achando que está abafando, e se ferra redondo e com toda a razão. O rafinha usar a expressão ‘cadela’ é copiar uma expressão que lá passou por um processo de décadas até se tornar engraçada e querer que ela já chegue aqui engraçada… É falta de habilidade como comediante. É comédia ruim, simplesmente. Não é que o público não está preparado. O público define o que é engraçado e o que não é. Se o público não rir, vc é RUIM…

      Além disso, existe comediante que aborda estereótipos de maneira completamente leve e muito engraçada: Russel Peters, por exemplo… Tb tem comediante que, ao fim da vida, meio que se arrependeu do tom das piadas e passou a dar uma maneirada: Richard Pryor… Por aí vai. Enquanto o stand up americano é riquíssimo em formas de expressão e estilos, o nosso parece ser, no geral, uma cópia monocromática…

  • Marcos Augusto Nunes

    O que chamam hoje de humor é o desprezo por qualquer possibilidade de exist~encia de um ser humano livre de preconceitos absurdos, logo menos burro do que ele se demonstra ser quando acha graça de racismos, sexismos e outros ismos. O humor que os explora já abdicou da esperança de que os seres humanos podem ser inteligentes e sensíveis. Isso não quer dizer: CENSURA ESSES ESCROTOS. Nada disso. Apenas quer dizer: ESSES CARAS SÃO UNS ESCROTOS QUE, DEMAGOGICAMENTE, TENTA NOS PUXAR PARA A TURMA DELES. Se muitos acedem não é porque eles estão certos: a apelação ao ódio das pessoas em uma sociedade em crise desperta as ilusões facistas. E por aí vamos.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002630545299 Yago Fagundes

    O caso Rafinha deixa claro o tanto que a sociedade brasileira não sabe diferenciar humor de seriedade, o humor não pode ter barreiras , limites, acredito que tudo o que é feito com humor não é ofensivo, independente se o tema é machismo , racismo , ou o que for , humor é pra fazer rir , e se te faz rir não importa com que tema é feito.

    • http://www.facebook.com/people/Rat-Geber/100003597644974 Rat Geber

      O termômetro do humor é o riso. A barreira do humor é o riso. O Deus do humor é o riso. Se causa mais polêmica que riso, não é humor, é ‘intervenção cultural’, é ”arte’, enfim… qualquer coisa menos humor…

      Mas tem um outro lado que complica: existem vários tipos de riso. Há o riso depreciativo, o riso nervoso, o riso de si mesmo, o riso surpreso, o riso de incredulidade, o riso auto afirmativo. Mas isso já é outra questão bem mais complexa, em que nem eu, que sou palpiteiro, tenho opinião formada…

    • http://www.facebook.com/vitordoisab Vítor Moreira Barreto

      Mas o que faz um rir ofende o outro. É complicado, não acha?

      • Arthur Taborda

        Se alguém se ofender com uma PIADA então é dessa pessoa que deveriamos rir. Ridiculo ficar bravinho porque falou mal de alguma coisa que voce gosta ou que você é. Existem diversas piadas sobre a minha profissão e sobre a região que nasci e não é por isso que vou ficar dando xilique na internet. Uma piada é pra rir e levar na brincadeira.

        E estranho que geralmente esse pessoalzinho que fica dando piti é aquele que adora contar uma piada de loira, portugues, judeu…

      • http://www.facebook.com/vitordoisab Vítor Moreira Barreto

        Não é uma generalização meio perigosa, Arthur? NENHUMA piada te ofenderia, em nenhum nível?

      • Igor Pires

        Então não poderíamos fazer a maioria das piadas… é fácil condenar quando se zoa um negro ou uma grávida, mas quando rimos de um gay, de um gordo, de uma loira ou de um português, ai não soa ofensivo né?

    • marcus

      Mas Yago, se o Rafinha fizesse a piada que comeria a sua mãe com você dentro. Você riria também? E mesmo que outros rissem da piada com a sua mãe, isso justificaria a piada? É como a frase que li esses dias: “Só que nunca foi suficientemente humilhado consegue se divertir com a humilhação dos outros”

  • http://www.facebook.com/lordtormenta Bruno A Alves

    Limite é algo simples, eu por exemplo no meio de meus amigos negros faço piadas que seriam facilmente consideradas racistas e de mal gosto por qualquer outro negro, mas para meus amigos são piadas que só tem graça por não ter graça,..confuso? eu explico: Dizer que tal atitude é coisa de preto por exemplo é algo totalmente ridículo se for colocado como realidade, porem no contexto do humor que ele foi usado apenas é uma válvula de escape para a situação em si, não a preconceito nem um na fala e meus amigos sabem disso.
    Acho que o humor tem muito mais haver com quem recebe do que com quem envia.Não temos que ser mais cuidadosos com o que dizemos temos que ser mais cuidadosos com o que entendemos.

  • Breno Tiki

    O humor sempre serviu para discutir a moral da época. O humor funciona pois nos distanciamos do problema e conseguimos ver o quão bobo nos somos. Tem gente que não consegue se distanciar,e se ofende com qualquer piada sobre o assunto e aí que mora o problema. a pessoa que se ofende é que esta errada. Como diz o Gervais, vc não faz uma piada sobre criança para um pedofilo.
    As comédias romanas seriam censuradas no Brasil, o Ary Tolade, citado acima foi muitocriticado por ser baixo e se hojeem dia  fosse o começo da carreira dele, provavelmente a comunidade GLS já teria o enchido de processos.
    Eu tenho meus exemplos pessoas, eu sou gago e normalmente eu não gosto de piadas sobre gago, mas nos ultimos anos que eu estou mais de bem com a vida sobre o assunto rio mais fácil. Nunca iria culpar o humorista pela minha baixa auto-estima sobre esse tipo de piada.
    O oposto já ocorreu também, quando meu pai morreu eu comecei a falar umas piadas sobre morte logo na semana seguinte, e ninguém queria rir por “respeito”, eu achava isso bizarro pois se eu estou rindo qualquer um pode e deveria

    A comédia é a melhor ferramenta para qeum assunto não vire tabu

  • Bruno Cartaxo

    “humor não deve ter limites” por algum motivo tenho escutado essa frase em excesso. não entendo muito porque chegamos essa conclusão mas me pergunto se todos que chegaram pararam 10 segundos para pensar sobre ela.

    o humor tem que ter e sempre terá que ter limite, como qualquer atividade humana. não existe essa coisa de que o humor tem que ser livre para se expressar até o infinito, como se o humor fosse a atividade mais importante da humanidade, acima de todas as demais. sempre que se abre uma brecha para uma atividade ser desepenhada sem regulação surge abusos. perceba que mencionei regulação e não censura, o limiar entre os dois pode gerar uma outra discussão, tudo bem, mas não diz respeito a esse escopo.podemos traçar um cenário cataclismíco extremo (e absurdo) em que todos virariam humoristas para assim desempenhar sua atividade sem limites e retornáríamos a uma situação pré-civilizatória (o que é civilidade e se ela é boa ou má também pode ser questionado, mas creio que mais uma vez fica fora do escopo).

    portanto, para mim, qualquer discussão relativa a humor (ou qualquer outra atividade) já tem como premissa básica que tal atividade tem naturalmente seus limites. com essa máxima de humor sem limites não acho válido nem se quer dialogar. afinal sem limites era hitler, mussolini, stalin, médici, pinochet, bush, fidel…

    isso faz sentido para alguém?

  • Dado Teles

    Como dizia o mestre Chico Anysio, “fazer humor é coisa séria”.

  • TZinmi

    Precisei pesquisar no Google pra saber quem é Marcus Buaiz…

    Humor não tem limite, o que se tem são direitos, se alguém se sentir ofendido por uma piada ou por peça publicitária, ela tem o direito de pedir uma retratação na Justiça.

    Porém, existe o bom senso, coisa que a agência responsável pela propaganda do xampu turco não teve, aliás, não teve é inteligência, comercialzinho burro esse. Mas ele já foi tirado do ar e houve um pedido de desculpas do fabricante. Pronto, resolvido.

    No caso do humor é um pouco diferente, muitas vezes o dito humorista passa dos limites de propósito, apenas para polemizar. Ele está errado? Em minha opinião, não, desde que ele aguente as possíveis consequências. Simples, o ofendido vai atrás dos seus direitos. O problema é que todo mundo fica ofendido por qualquer coisa hoje em dia, ninguém lembra que é uma peça de humor, não um manifesto contra gays, loiras, gordos, judeus, papagaios, pretos, etc.

    Já assisti aos shows do Chico Anysio, do Ary Toledo e do Tom Cavalcante, e todos eles usam e abusam do tipos acima citados, sem dó mesmo, e nunca, nunca ouvi alguém se ofender ou protestar. Por que eles podem e o Rafinha não? Isso é hipocrisia.

    Em minha opinião, no caso Rafinha x Wanessa, é que ele fez uma piada muito, mas muito sem graça, só isso, não sei o porquê desse barulho todo.

    A TV Pirata cansou de usar estereótipos em suas piadas, e todo mundo, inclusive eu, achava eles ducaralho, inclusive eles já previam essa celeuma toda:

    http://www.youtube.com/watch?v=iiO7QV84nSo

  • Freelancer

    Muito bom o texto. O assunto é muito profundo, duvido da possibilidade de chegar a uma opinião sem um diálogo mais completo e a mente aberta. Caso contrário so se pode esperar generalizações irresponsáveis.

    Correndo o risco de especular, tomo a questão do Rafinha Bastos por base. Para mim ambas as piadas (Wanessa e APAE) foram apenas ruins, duas piadas sem graça. Em ambos os casos percebi uma síndrome de “não me toque”. Não vejo como o humorista possa denegrir a imagem da contora, ou atrapalhar as funções da APAE por conta dessas piadas. Porque todo aquele barulho? Acredito que da mídia sensacionalisa oportunista que se alimenta de escândalos até idéia brasileira de uma imagem pública imaculada e perfeita. Tem um pouco de cada coisa.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    Eu acho que quando se leva um humorista a sério é porque a sociedade tá ficando muito sem graça. Xinguem, boicotem, não riam, mas querer processar o cara já é um pouco demais. Rir é sempre o melhor remédio, então o humor não deve ter limites mesmo.

  • Aldo

    Sem querer dá uma de intelectual – que é o que todo mundo aqui tenta ser – eu fico pensando, porque será que nenhum humorista, comediante conta piadas sobre héteros, é sempre o gays que são usados como cobaias para o humor. Será que é tanta mediocridade assim que não dá pra contar.? Os homens héteros são tão patéticos que se tornam um ”sem sal” que nem piada da pra fazer.?

    Que asco!!

    • http://www.facebook.com/people/Thiago-Marinho/100002686291838 Thiago Marinho

      Simplesa grande maioria das piadas são com situações incomuns ou estranhas, heteros ainda não são incomuns, e pro bem da raça humana provavelmente nunca serão

      • Aldo

        Eu tenho absoluta certeza de que se o mundo fosse comandado pelo gays isso aqui estaria muito, mas muito melhor! 
        Sem essa de mundinho chatinho heterossexista com casais na maioria deles, sem nenhuma dinamicidade ou novidade. A mesmice de sempre. 

        God save the gays.

    • marcus

      Quando as pessoas raciocinam são acusadas de quererem aparecer, pagar de filósofo, intelectual. Pena…. É esse o efeito de uma cultura (?) que promove e glamouriza a ignorância e a ofensa.

    • Alessandra Schweitzer

      Acho que piadas de heterossexuais não são feitas por pura questão de mercado: não faz tanto sucesso. Já assisti shows de humor em que o pessoal faz piada com hétero, só que não é o que o público “compra”, seja lá o motivo que for. E, por melhor que seja a piada, não tem como forçar a galera a gostar, se o pessoal não curtir, vai embora.
      Além disso, heterossexuais não se reconhecem necessariamente como uma “categoria” (não há organizações de heterossexuais nem defesa do orgulho heterossexual), visto que nunca precisaram se afirmar como tal, diferente dos alvos tradicionais de piadas – homossexuais, mulheres, etnias não-caucasianas etc. – e isso gera ausência de estereótipos. Daí, dificulta a generalização pra fazer o humor ^^

    • Dalton

       It’s simple.

      “Heterossexual” é considerada uma pessoa comum. Normal. Nos padrões. Não tem esteriótipos. Não tem nada.
      O gay já é conhecido pelas respostas geralmente ríspidas e engraçadas, que geralmente é usado em piadas. Portugueses são “conhecidos” pela burrice, loiras também, papagaios pela língua suja, etc, etc.

      Em suma, piadas não levam as características reais do objeto, geralmente ela esteriotipa este objeto e faz graça com isso.

  • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

    Não achamos mais graça nas piadas do Chico Anísio. Não aceitamos mais a inocência do Chaves. Queremos ver gente ser humilhada, escrachada… gostamos de ver o Pânico perseguindo artistas para que calcem as sandálias da humildade ou correndo atrás do Galvão para uma dança do SIRI.Gostamos de ver pegadinhas onde pessoas passam por situações constrangedores e por fim, queremos ver o outro ser rebaixado, só não mexa comigo pois senão eu processo!
    E claro, é sempre fácil fazer piadas com esteriótipos: corinthiano ladrão, gaúcho e são paulinos gays, político ladrão, baiano preguiçoso e por aí vai… Alguns podem falar que é liberdade de expressão e eu digo que é falta do que expressar!

    • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. Rodrigues

       Onde assino?

  • http://www.facebook.com/people/Renan-Felippe-Correa/100000791971084 Renan Felippe Correa

    minha opiniao é que as pessoas se levam a serio demais, apenas isso…

  • http://twitter.com/kuni_caio Caio Kumyoshi

    Acho que é preciso ter bom senso… Respeitando ou não os limites do humor, quem faz a piada ou “brincadeira” deve estar preparado para as diversas reações que ela pode causar. Ninguém é obrigado a aceitar uma ofensa, mas também precisa pensar duas vezes antes de abrir um processo ou ir quebrar a cara do sujeito que te ofendeu…

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. Rodrigues

    Essas poucas linhas resumem tudo: “parece querer testar os limites possíveis do moral, do bom gosto, do
    razoável e do que o público consegue ou não aceitar como humor de
    verdade.”

  • marcus

    O caso Rafinha não se explica pela censura. Não houve uma ordem partida de
    Brasília, das Forças Armadas ou da Polícia Federal para calá-lo. O que
    houve foi que um empregado de uma empresa foi afastado de suas funções
    por estar incomodando demais. Simples. Foi afastado por não estar
    cumprindo com o trabalho para qual foi contratado.

    O dono da empresa fez as contas, calculou quanto ele traz de retorno
    financeiro com a audiência, subtraiu o valor dos patrocinadores que
    ameaçaram deixar o programa caso ele fique e chegou à conclusão que a
    conta ficaria negativa. Então, rua.

    Não tem nada de hipocrisia. Nem censura. Relacionar uma situação dessas com censura é dar valor demais ao caso.

    Ele é um empregado de uma empresa. Foi afastado porque incomodou. Mexeu
    com a mulher de quem não devia. Em qualquer outra empresa do mundo
    qualquer empregado que incomodar será demitido. Vai pra rua. O fato dele
    trabalhar numa emissora de TV não lhe atribui automaticamente o status
    de intocável na função que exerce.

  • marcus

    Algo muito importante no humor e que deve ser levado em consideração para diferenciar as situações é o caso de rir COM A pessoa e rir DA pessoa.

    Hoje dia, o chamado “humorista” faz a piada sem graça. A pessoa (o alvo) não acha graça e se sente ofendida. Mas, como se isso não bastasse, ela ainda é chamada de burra e atrasada por se sentir ofendida! Ou seja, a pessoa não pode nem achar ruim! Não tem escolha. Ou ela ri, ou ela é intelectualmente atrasada. Que absurdo!

    Uma retratação, um pedido de desculpas? Que nada! Ela que vá buscar seus direitos na justiça. “Me processe pois sou arrogante demais pra pedir desculpas”

    É como li esses dias: “Só que nunca foi suficientemente humilhado consegue se divertir com a humilhação dos outros”

    Tentar definir como as pessoas devem ser tratadas ou, aqui no caso, do que elas devem aceitar e rir demonstra apenas uma imensa pretensão e arrogância.

    Temos que tratar as pessoas como elas desejam e não como nós achamos que elas devem ser tratadas.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Moraes/100001748526976 Gabriel Moraes

    Não se discute limites no humor, por que não existe uma unidade de medida objetiva para o humor, pode ver nos comentários que cada um percebe de uma forma.

    Humor (ou falta dele como no caso do Rafinha) é só uma forma de expressão, como qualquer outra, serve para passar uma ideia, se for proibir o “humor” (aspas para lembrar que o humor é percepção individual). vai proibir a liberdade de expressão, que deve ser absoluta em uma sociedade saudável.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Vamos analisar algumas coisas.

    - Muitos dizem que Monty Python não era sarcástico. O pessoal atacava muito o jeito inglês de ser e até a própria emissora que trabalhava. Claro, não apelava tanto para o baixo calão, mas tinha seus momentos de exagero.

    - Ary Toledo tem piadas de todos os tipos. Mas são bem genéricas.

    - Rafinha Bastos tem um humor bem corrosivo, e era notório desde antes do CQC. Funcionou bem para descontar a raiva do brasileiro nos políticos, mas não funcionou para atacar celebridades. Deu no que deu. Eu curtia ele, hoje curto menos, mas tipo, prefiro ver o humor do Rafinha em locais onde o pessoal possa ver do jeito que quiser do que ver em locais abertos.

    - O humor brasileiro em si já vem há muito tempo se modificando. O humor em si modifica-se com o tempo. Posso estar errado, mas mesmo antes da internet, muitos programas sofreram com perseguições e processos. E lembremos dos tempos da ditadura, onde o humor tinha que ser bem disfarçado e sutil, de forma a atingir com “luva de pelica” o governo da época. Ditadura, censura… ainda ecoa um pouco disso hoje, e no final acostumamos com a “luva de pelica”, a provocada sutil.

    Uma coisa que tenho notado é que a comédia em si tem um foco. Ela é um canhão apontado para algo, e quando atira, a intenção é provocar uma reação, positiva ou negativa. Se a reação é negativa, então o tiro ou foi bem dado demais ou foi muito mal dado. Se a reação é positiva, o tiro foi perfeito.

    O humor funciona como crítica, nivelamento da sociedade em si. Há a lenda que bobos da corte sabem mais que os reis, pois convive tanto com a realeza quanto com a população. O humor, a priore deveria igualar idéias, achar o absurdo. Deixar “reis” mais próximos da “população”. Mas agora o humor em si denigre, rebaixa, desestabiliza, estrangula. Será que é essa a intenção do humor em si? Rir da desgraça alheia para falar que nós somos os melhores?

    A se pensar.

  • MageCiconello

    Tenho a impressão de que quando algumas pessoas se sentem ofendidas por uma piada, é porque a característica que foi sacaneada é algo que as incomoda. Sinto falta do Rafinha Bastos no CQC, porque ele soltava frases que muita gente tem vontade de falar e não tem coragem. E ele fala em público, sobre gordos, judeus (neste caso, como ele faz piada da própria religião, ninguém protesta, mas se fizer piada de outra religião, vira polêmica), baixinhos, loiras. É raro encontrar alguém que nunca tenha xingado um gordo ou uma loira por um motivo banal, mesmo que só em pensamento. Ou que nunca tenha comparado alguém que cometeu um erro à pessoas com deficiência mental. Mas, quando uma pessoa pública faz piada sobre esses assuntos, todo mundo cai matando e criticando a pessoa.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Como eu disse, uma comédia é como um “canhão” apontado a um alvo X. Ele pega um defeito ou característica da pessoa ou situação e eleva ao absurdo.

      Se a pessoa se sente ofendida, é claro que aquilo incomoda ela. Só que ela, assim como muitos, tem direto de rebater se uma piada a ofende. Afinal, se a piada atingiu o alvo, ela já fez sua função. A consequencia disto é que deve ser pensada.

      Rafinha Bastos sabe disto. Ele sabe que a palavra em si tem uma força tremenda, principalmente em um lugar onde você se importa muito com as “aparências”, mesmo que falsas. E ele ataca justamente essas coisas, a falsidade, o uso da aparência em si. Mas peralá, ele também faz uso da aparência, da pose. Ele sempre vai a mídia e diz que não se arrepende de dizer as piadas. Mesmo sabendo que nossa sociedade em si privilegia aquele que se arrepende e pede perdão pelo ato cometido.

      Quanto a preconceitos interiores, com o tempo a gente vê que certas coisas nós mesmos mudamos de conceito. Se ontem xingamos um, amanhã pode ser que entendemos o caso referente e assumimos o “erro”. O ponto é justamente o “público”.

      Eu mesmo mandei um comentário para o Arthur Tabola que provavelmente foi censurado pois carreguei em uma ironia tremenda, e ainda usei uma palavra que provavelmente é proíbida aqui. Quer dizer, aqui já sou regulado para certas coisas eu não escrever a público. Sem hipocrisias, as pessoas valorizam mais elogios que xingos. Senão, o cara que xinga pra caramba seria sempre o melhor em tudo e seria chamado para tudo. Pessoas não gostam de extremos, de ofensas diretas.

  • Dalton

    O humor é hipócrita.
    Todo mundo ri quando dizem que o Acre não existe. Que o japa tem pinto pequeno.
    Mas ai quando a piada cai no teu colo, já fecha a cara e quer processar.
    O Marco Luc já deixou bem claro uma vez, “na piada sempre alguém se ferra”.

    É preciso saber lidar com a piada como forma de satirização de uma situação. Nem sempre a piada expressa opinião ou crítica. Pode ser apenas uma sacada do humorista.

    A piada foi boa? Ri. A piada foi ruim? Ignora.
    A piada te humilhou/constrangeu pessoalmente? Busque seus direitos.

  • Vianna

    Discordo que o humor hoje seja mais agressivo que no passado.

    Alguém aí já viu TV Pirata? Ou um show do Costinha? Ou Chaves?
    Chaves faz mais apologia à violência e ao bullying que muitos humoristas de stand-up
    TV Pirata retrata todo pobre como ‘malandro’ que quer se dar bem (vide o quadro “morro do macaco molhado).
    Sai de Baixo: alguém lembra do Caco Antibes que tinha ‘horror a pobre’?
    E mesmo programas como Zorra Total tem quadros que debocham claramente das ‘classes C e D’.

    Eu acho que deve haver sim, limite para o humor. Mas estão querendo impor um limite muito estreito. As pessoas se ofendem com qualquer coisa, desaprenderam a rir de si mesmas, e virou moda fazer reivindicações exdrúxulas.

    Espero o dia em que um movimento de loiras de farmácia resolva processar os piadistas e exigir a cabeça do Gabriel, o Pensador.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      A violência do Chaves é a mesma de um bairro comum. O esteriótipo na série é o cotidiano comum de uma vizinhança. Lógico, realmente se for para pegar e analisar, existem exageros. A Chiquinha mesmo é uma campeã no bullying, e a Dona Florinda é literalmente um “classe média sofre”. Mas em compensação eles satirizam sem tantos abusos, e  se não estou errado, até a própria emissora corta cenas abusadas.

      Parando para pensar, o nível de humor entre Chaves e séries americanas sobre o cotidiano, antigas e atuais, ambas são iguais: o foco é a crítica no cotidiano comum, e o exagero em relação a certas atitudes. A menina metida, o cara pobretão, o folgado, o que pensa que sabe tudo, a mulher dona de casa que é a rainha do lar (literalmente)… etc… etc… E tem também o humor que não ofende, mas brinca com os absurdos. Quem aí imagina um ET vivendo com alguém (Alf) por exemplo?Creio que o limite no humor em si é o refletir: onde vai apontar esse canhão? E se é para respingar sangue em inocentes. Pega o Pasquim. Qual era o foco? Satirizar a política. Pega a TV Pirata. O foco era satirizar a TV e os costumes da época. Idem a Zorra Total. Qual é o foco do “Classe Média Sofre”? Satirizar quem critica pensando que está em uma classe mais alta, que é rei. Tem humor depreciativo puro também. Mas aí já não acompanho e não sei (e sinceramente nem quero) avaliar.Só preciso parar de ser preguiçoso. Penso em estudar filosofia para estudar sobre o humor, a comédia em si.

    • MageCiconello

       TV Pirata e Sai de Baixo seriam os campeões de processos nos dias de hoje. Quanto à música do Gabriel, o Pensador ou piadas de loiras, são zoações que eu por exemplo ouvi a vida toda e nunca me abalei. Nasci loira (hoje não sou tanto, porque como acontece com muitas loiras naturais, o cabelo escurece um pouco) e como toda loira, a qualquer erro que cometia ouvia “tem que ser loira”, “loira burra”. Se isso me incomodasse, a solução era fácil: ir até uma farmácia e comprar uma tinta escura para cabelo.
      As pessoas dão risadas dos outros, mas se revoltam quando são o motivo da piada.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Frase a se pensar: “O Riso é uma manifestação de triunfo” – Chespirito.

  • Lucas Carvalho

    quero contribuir mas tô com preguiça de escrever de novo um comentário pra isso. já fiz um sobre o mesmo assunto em outro post e vou colar aqui.

    pra mim, é bem claro quando a piada é ofensiva e quando é apenas engraçada, e são dois pontos-chaves que definem isso:

    1. uma piada PÚBLICA engraçada é engraçada para muita gente, não só pros 10% da população que são loucamente fãs de doctor house e toda essa bobeira fetichista que surgiu no mundo acerca de ~humor ácido~ e humor negro. isso é piada de nicho, de blog, não de TV aberta, e quem não sabe
    adequar linguagem e conteúdo ao meio de comunicação e contexto é um burro e merece mais ser criticado e se foder. um humorista é, inicialmente, um comunicador. uma piada engraçada pode generalizar numa boa, mas o público atingido pela generalização tem que ter achado graça, pelo menos parte dele, já que sempre há a paranóia (e engraçadamente eu observo que os paranóicos são sempre os brincalhões). conheço muita mulher que ri de piada machista, viado que ri de piada com o assunto e negro que ri de piada e preto. e eles não riem porque são “desencanados”, e sim porque a piada é boa. a diferença entre a graça e a ofensa é o talento, e isso é um conceito que se perdeu: humor é pra quem tem TALENTO PRO HUMOR, não talento pra música, pra dança, pra teatro, pra apresentador. o humorista talentoso tem tato o suficiente pra saber onde acaba a graça e começa a
    gratuidade. a gratuidade também pode ser engraçada, mas não é humor, é palhaçada. o comediante de stand-up (ou a maioria deles) é, por definição, um palhaço que não se expõe ao ridículo (como é próprio do palhaço), mas que expõe o outro. ou seja, tá ganhando dinheiro abusando da boa vontade dos outros ao invés de colocar o próprio na reta.

    2. dar nome aos bois é sempre um caminho a ser evitado, porque exige muito talento e até uma intimidade pra funcionar sem gerar desconfortos sérios. faça piada com a loira, mas não com a carla peres. não publicamente, é claro, não enquanto humorista profissional. uma coisa é fazer piada com o bebê e o pinto que bate na bunda do bebê. percebam, é “o bebê”. não o filho da pessoa x.
    me digam, pelo amor de deus, algum pai NESTE MUNDO não acharia muito ruim ouvir um imbecil (que é o que ele se tornou, um grandissíssimo dum imbecil) dizendo que FODERIA (foder, foder, enfiar o pau no cu, pra ser claro) O SEU FILHO (o SEU filho, e não um bebê genérico) E A SUA MULHER em rede nacional? eu duvido, muito, muito, o senso de humor de quase todo mundo é muito
    limitado, e tem que ser mesmo.

    e essa discussão sobre humor (e, deocrrente dela, toda essa bobeira interligando “Politicamente correto” e “Liberdade de expressão”) deveria ser eleita a polêmica mais chata, desgastante e infeliz da década, só para constar.

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