por
em às | Debates
Acredito fortemente que o homem é um ser que se comunica com muito mais força por suas ações do que por suas palavras. Somos animais. Gostamos de rosnar, marcar território, trocar pancadas e insultos como forma de saudação e respeito.
Nesse feriado, como já sabem, recebi alguns amigos – velhos companheiros de estrada – em minha casa. Logo que chegaram, fomos fazer nossa refeição. Quando digo fazer, na verdade falo em “comprar”. Culinária do mundo além-microondas ainda não faz parte da minha lista de habilidades.
O local escolhido para o desjejum se chamava Zarco.
O lugar com essa cor azul feia pra caralho e o toldo plástico é o Zarco, visto do QG
É um bar, distante cerca de 15 metros da minha casa, contando os passos até o elevador.
Cheguei, cumprimentei os dois garçons, a garçonete e o Carlão, gerente da casa. Nos sentamos à mesa e recomendei ao pessoal que pedissem a Picana na Faca, acompanhada de fritas, feijão e farofa. Cada um pediu uma para si. Seguiram cervejas.
Um ritual simples. Tão simples que mal notara que devia ser a vigésima vez que ia ao Zarco com amigos diferentes. E que estar ali é tão natural como se estivesse em minha própria casa. Conheço o cardápio(a comida é deliciosa e os preços ótimos), os donos, as bebidas e a posição das mesas. Sei o horário em que a casa abre, o horário em que a casa fecha. E sei que não abre Segundas à noite, quando procuro outro local para jantar.
Talvez seja algo relacionado a territorialismo, a segurança, a conforto, ao bem estar, às músicas dos anos 80 que sempre tocam, ou à TV sempre sintonizada na Sportv, ESPN, ou Megapix. Seja como for, ali significa casa. Ali é o meu território, não preciso gastar palavras, não preciso me preocupar com nada. E caso o Palmeiras tenha perdido, já chego com a piada engatilhada para o Carlão.
Tenho muitos amigos que partilham desse grande hábito da socialização saco-roxística. Cada um à sua maneira. Mas outros tantos parecem desconhecer as maravilhas de se ter mais de uma casa. Portanto, sem mais delongas, segue o nosso…
Your home away from home.
+Opções viáveis de locais para adotar como sua segunda casa:
Bônus: Podrão de cachorro-quente pra se comer após a meia-noite, bêbado. Dá uma excelente terceira casa.
+Opções não-viáveis:
+Como tornar um local sua segunda casa?
Cumprimente os empregados, seja educado. Lembre-se, eles são pagos para servir, não para serem mal-tratados. ps: cuidado com pessoas que tratam mal garçons, faxineiras, zeladores e outros serventes.
Não faça piadas idiotas, forçar amizade é atitude de mala.
Faça perguntas sobre a casa, os pratos, os drinks. O ponto é achar a medida. Você não é o cliente pé no saco, é o gente boa.
Quando cumprimentar os donos e garçons já conhecidos, não dê a “mão-mole”. Ninguém confia em homens que cumprimentam de mão-mole. É óbvio, mas os mãos-mole continuam soltos pelo mundo.
Converse. Comente sobre o que estiver passando na TV, sobre alguma gostosa, sobre a qualidade do serviço ter sido boa ou ruim. Os donos/gerentes de casas valorizam e muito esse tipo de feedback. E os empregados apreciam um papo que vá além do “aqui está seu troco, senhor”.
E o principal, torne frequentar o local um hábito.
+Quais os benefícios de se ter uma segunda casa?
Local perfeito para se ir com os amigos.
Local perfeito para se ir com os amigos que moram em outras cidades e vieram te visitar.
Local perfeito para se ir sozinho, sem ficar deslocado.
Local perfeito para se levar uma paquera nova, e impressionar.
Local perfeito para ir após brigar com a patroa. Brigar e ficar amassando barro em casa é idiotice.
Local perfeito para se ir com botas, bermuda e aquela camiseta velha que você não usaria em nenhum outro local. Supondo que sua segunda casa seja um bar, como a minha.
Você vai ter descontos, benefícios extras, doses maiores de bebidas e boa conversa.
+Trilha sonora que simboliza o significado de uma segunda casa para o homem
–
E aí, qual a sua segunda casa, gafanhoto?
Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.
O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.
Enviamos apenas um email por dia com todos os textos e shots que selecionamos a dedo para os leitores não perderem tempo.
Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.
Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.
Lifestyle Magazine
Pingback: LINKSOONIA: posts para o fim de semana | Insoonia
Pingback: SEGUNDA CASA DOS HOMENS…!!! « O gordo e o magro
Pingback: Favorité Tabacos, minha segunda casa | Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine
Pingback: Favorité Tabacos, minha segunda casa | Rodrigo Castilhos