O hábito de rotular pessoas pode matar

Seiiti Arata

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude


Todo bom médico sabe que, ao tratar de crianças, é fundamental ouvir o que os pais têm a dizer, pois a “intuição materna” traz valiosas informações. Mas nessa história o rótulo de mãe intuitiva foi substituído e causou uma tragédia. Eis nosso ponto de partida para uma conversa sobre um tipo especial de cegueira.

Amy e a freguesa

O doutor Brian Hastings relata que uma mulher havia entrado desesperada no hospital com sua filhinha de dois anos. Amy estava sentindo dor de barriga, possível sintoma de uma simples má digestão, mas que estava acionando o instinto materno como algo possivelmente perigoso.

Apesar de existir uma longa lista de procedimentos, exames e análises que poderiam ser realizados na garota, os médicos da sala de emergência focalizaram sua atenção na mãe afobada, que tinha todos os jeitos de uma escandalosa sem noção. Amy e sua mãe foram mandadas de volta para casa porque tudo ficaria bem.

No dia seguinte, a cena se repetiu: a mãe estava ainda mais agitada, com a filha a tiracolo. Foi neste momento que os médicos olharam uns para os outros e sussuraram o rótulo “Frequent flyer (numa tradução livre, seria equivalente a dizer que a mulher era uma “freguesa”, apelido pejorativo para se referir a hipocondríacos e outros pacientes exagerados).

No terceiro dia, a mãe da garotinha retornou ao hospital e foi novamente ignorada pelos médicos, que se recusaram a realizar os exames devidos. Foi assim que Amy faleceu.

Bebida para criança ou uma das melhores cervejas do mundo?

No livro A Força do Absurdo (Sway: The Irresistible Pull of Irrational Behavior), Ori e Rom Brafman analisam os motivos de agirmos de forma irracional no mundo político, corporativo e mesmo ao lidar com a vida de pacientes, julgando em qual categoria eles se encaixam. Entre os diversos elementos como a pressão social e cálculo entre custo-benefício considerando equações incompletas, os irmãos Brafman listam a rotulagem como um dos fatores que causa ruído em nossa capacidade cognitiva.

Na visão dos irmãos Brafman sobre o caso de Amy, a partir do momento em que o rótulo de “freguesa” foi colado na testa da mãe desesperada, todos os médicos foram enfeitiçados por uma força irracional de cegueira cognitiva.

Quando li essa história, acabei me lembrando de outro livro que segue uma linha de pesquisa muito semelhante, do Malcolm Gladwell. Blink: a Decisão num Piscar de Olhos conta como nossas primeiras impressões podem ser poderosas. Em alguns casos, um expert em arte pode bater os olhos em uma suposta relíquia encontrada em um campo arqueológico e dizer que é uma obra forjada. Nos primeiros capítulos , Gladwell aponta como nossa intuição pode ter mais eficácia do que uma análise de laboratório.

Abbie, a trombonista

O contraponto oferecido por Gladwell é que a nossa decisão do piscar de olhos pode também estar terrivelmente equivocada. Os rótulos podem ser impostos ao mundo coletivamente, como na época em que as mulheres não eram aceitas para tocar em orquestras. Nesse passado não muito distante, a única exceção feita pelas conservadores orquestras era quando o instrumento era considerado mais “feminino”, como o violino.

O rótulo específico era o de mulheres como seres inferiores e frágeis que nunca alcançariam a maestria musical em um instrumento complexo ou teriam a força física necessária para por exemplo assoprar um trombone com o impacto necessário.

Uma garota como Abbie Conant nunca teria vez no mundo da música clássica, pois a banca examinadora para seleção nas orquestras rapidamente colocaria um rótulo: sendo mulher, a qualidade de sua música seria inferior. Sua sorte foi que, durante os testes para a entrada na Filarmônica de Munique para a disputada vaga de trombonista principal, os candidatos (todos os outros homens) tiveram que tocar por trás de uma cortina, para evitar favoritismos políticos e para que os juízes da banca examinadora pudesse concentrar apenas na qualidade da música tocada.

Quando a melhor performance foi selecionada por unanimidade, os juízes alemães estavam ansiosos para ver quem era o poderoso homem com o fôlego de um gorila que havia realizado a performance impecável. Quando as cortinas se abriram, mal podiam acreditar que haviam escolhido uma garota. (Infelizmente, nos anos seguintes, a cortina da audição foi abandonada e o machismo contra Abbie não acabou).


Link YouTube | Palestra de Ori e Rom Brafman no Google (não entende inglês?)

Como não ser vítima do processo de rotulagem?

Como fazemos para aplicar os conceitos dos irmãos Brafman ou do Gladwell em nosso dia a dia, evitando as armadilhas da rotulagem consciente e inconsciente que utilizamos a cada minuto para não ficar malucos? Afinal, sem rotular conceitos, nosso cérebro derreteria. Ninguém quer dar tapinha na cabeça de um rottweiler raivoso só para dizer que não quer rotular o animal como um bicho perigoso. Precisamos de utilizar nossa capacidade de filtragem e cognição através de analogias, padrões visuais e experiências diretas e indiretas recebidas de amigos e da mídia.

Mas e quando estamos errados? Quando em nosso trabalho ignoramos as mães supostamente hipocondríacas e suas filhas? Ou quando coletivamente mantemos crenças de que uma garotinha nunca terá a capacidade física de tocar trombone tão bem como um gigante da Bavária?

Quando nosso modelo de mundo é rígido a ponto de causar irritabilidade com informações conflitantes às nossas crenças, permanecemos aprisionados na bolha criada pelo ego. O psicólogo Leon Festinger chama esse efeito de dissonância cognitiva: quando somos apresentados a uma informação conflitante, isso pode causar uma dor emocional que nos força a buscar uma forma de afastamento.

O Esopo tem a fábula da raposa e das uvas, que ilustra muito bem esse conceito. Uma raposa encontrou um apetitoso cacho de uvas pendurado em uma vinha alta. Depois de pular muito e notar que não teria como as saborear, ela vai embora, dizendo que as uvas ainda não estavam maduras o suficiente. É fácil desprezar aquilo que não conseguimos obter.

Uma prática para driblar esse mecanismo é o desapego, aceitando que as coisas podem ser (e provavelmente são) diferentes daquilo que achamos ser numa primeira olhada.

Só por que a embalagem é de papel marrom, significa que o produto é mais natureba?

Por isso é que pedi para o editor de conteúdo da nossa não-revista encerrar esse post. Deixo um agradecimento ao Gustavo Gitti por aceitar esse convite.

“Seiiti, o caso da Amy é impressionante! Mais triste ainda é ver quantas pessoas matamos, mutilamos, asfixiamos sutilmente todos os dias. Não só com primeiras impressões, mas quando achamos que conhecemos alguém profundamente.

Como você, penso que o problema não é exatamente o processo de rotular. Aliás, não vejo sentido no discurso que trata rótulos como máscaras escondendo uma suposta essência. Os rótulos são funcionais em nossa navegação no mundo. Sem rótulos, morreríamos loucos ao tentar entender cada coisa em toda a sua profundidade ou, no outro extremo, manter todas as coisas indefinidas e misteriosas.

O problema começa ao acreditarmos nos rótulos, ao tomá-los como sendo a própria realidade. Tal cegueira não é tão simples de superar porque estamos bem presos ao nosso próprio referencial, autocentrados, olhando tudo a partir de nossa perspectiva, pensando que o mundo é apenas o que acontece nos 360º a partir de um ponto chamado “eu”.

Na mulher que dorme conosco, só vemos a esposa. No moleque que vive em nossa casa, só vemos o filho. Cremos que todas as pessoas, locais, objetos, situações são, neles mesmos, apenas aquilo que se construiu em sua relação conosco, apenas aquilo que são para nós. E não estou falando de imagem mental, mas a própria presença sensorial, tomando 100% de nossa percepção.

É muito raro um namorado que olha para a namorada e não vê apenas a namorada.

A saída que vejo não é tentar reprimir o processo inevitável de rotulagem funcional, mas viver além de si mesmo como referencial, cultivar interesse genuíno pelos outros, ser capaz de olhá-los em seus próprios mundos, transitar entre diversas perspectivas e principalmente perceber que as qualidades que atribuímos aos outros são relacionais, construídas entre nós, não são inerentes, não estão dentro do outro, não constituem o outro. O outro é sempre livre para agir além das identidades construídas na relação e nós seremos mais felizes se abrirmos espaço para surpresas assim.

Dizer que alguém é chato ou tímido, definir uma situação como dolorida ou alegre é como falar que uma sala é fria. O frio só existe em relação com a temperatura de nosso corpo, não como uma propriedade da sala. Do mesmo modo, o mundo não é senão a experiência que temos do mundo.

Para ampliar essa experiência, melhor do que focar nos rótulos é se relacionar com a natureza espaçosa que recebe os rótulos e com a natureza criativa que cola os rótulos – em nós, nos outros, em cada fenômeno.”

–Gustavo Gitti

Como sempre, o papo continua nos comentários.

Seiiti Arata

Gosta de ajudar pessoas e fazer amigos. E ainda recebe dinheiro pra isso. Fundador da Arata Academy.


Outros artigos escritos por


SEPARAMOS MAIS TEXTOS PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO




O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Conheça a visão e a essência por trás do que fazemos. Queremos uma discussão de alto nível. Antes de comentar, leia nossas boas práticas. Caso deseje enviar um texto e se tornar um autor, venha por aqui.


  • http://www.facebook.com/felipechammas Felipe Chammas

    Podemos também, em termos, comparar o “processo de rotulagem” ao processo de “criação de expectativas inconscientes”. Quando rotulamos algo, esperamos que isso cumpra com nossa ideia formada, ou seja, nossas expectativas sobre esse “algo” – positivas ou não.
    Expectativas são saudáveis em pequenas quantidades, pois quando criamos muitas, acabamos por ter mais chances de nos decepcionar, pois ao invés de absorvermos o que vivemos sem pensamentos pré-estabelecidos, temos um ideal a alcançar. A mesma situação acontece com os rótulos – devemos definir os lugares, pessoas e situações ao mínimo possível antes de os conhecer, para termos menos e menos chances de nos decepcionar, seja sendo contrariados ou deixando de conhecer o que as coisas realmente tem a nos oferecer.

    Muito bom, mesmo, o texto. É um assunto relevantíssimo no dia-a-dia de cada um e de todos, e se as pessoas realmente buscassem entender um pouco mais sobre o assunto e como este funciona, as relações sociais talvez não acabassem indo pro caminho errado tão frequentemente.
    Parabéns!

    • http://afrodisiatico.wordpress.com/ Renan Akamine

      Essa é a reação mais imediata. Pensar o preconceito como uma prática maldita e “refletirmos o nosso comportamento, para melhorarmos, (…) sociedade melhor, paz e amor, etc.” Quem matou a garotinha foi a mãe que agiu da mesma forma por dias seguidos.

      Sabendo que o desespero poderia levar a um julgamento errado, não poderia a mãe ter agido de forma distinta? A mãe desesperada alimentou o preconceito dos médicos agindo da mesmíssima forma insistentemente. O mesmo comportamento? O mesmo hospital? Tanta coisa poderia ser mudada! Ela poderia ter pedido para outra pessoa levar a criança, ir a outro hospital, qualquer coisa MENOS agir do mesmo jeito que a fez ser rejeitada pelos médicos!

      Usando o exemplo do texto temos a mulher que conseguiu passar na audição francesa para uma orquestra porque conseguiu se esconder dos preconceitos dos juízes. Imagine se ela tivesse tentado tocar todos os dias mas com corpo e cabelos femininos expostos! Culparíamos o preconceito óbvio que os juízes teriam ou a ousadia irracional da candidata?

      O que matou a menina e salvou a trombonista foi a capacidade de interagir com o preconceito dos outros. Uma se vestiu por completo do estereótipo e a outra conseguiu se adaptar às condições do meio. O preconceito deveria ser escancarado para que todos pudessem ver a grandeza do problema e não decepado cada vez que se manifesta. Calar a boca dos ignorantes não vai torná-los mais sábios. E os sábios só poderão especular a forma dessa ignorância.

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

      • Tomaz

        Que isso gente. A gente sabe que o preconceito existe sim mas voce vai aceitar isso e tentar sempre dar o seus jeitinhos? Claro, a crianca nao tem nada a ver com a historia e nao devia pagar, mas se ela fosse negra entao nunca seria atendida?
        Voce diz: “. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro?”
        Porque todods nos somos iguais perante o sistema independente de cor, condicao social e se continuarmos aceitando isso dando jeitinhos por ai, ate quando isso vai durar?
        Voce, assim como eu, deve ser branca, entao fica mais facil de falar e aceitar uma situcao dessa, mas e se fosse com voce, qual jeitinho ia dar? Como seria saber de antemao que seria um erro levar um garotinho branco no hospital?
        Dramas a parte, o preconceito e os rotulos existem sim e na cabeca de todos. O que muda eh o que cada um faz com ele.

      • http://afrodisiatico.wordpress.com/ Renan Akamine

        Não é ótimo que o garoto tenha sido atendido? É só isso que era importante no momento. Dane-se a desigualdade quando a saúde de um ente querido está comprometida! Se você quiser lutar pelos direitos DEPOIS de passada a emergência, ótimo você está no seu direito. Mas e se o namorado da sua amiga tivesse agido do mesmo jeito que o exemplo da mãe no texto? É bem possível que o estado de saúde do garoto se agravasse depois de tantas tentativas.

        O preconceito existe e não vai ser vencido com os discriminados se fazendo de vítima. Lute contra o preconceito racial quando, sei lá, o seu filho não estiver precisando de atendimento médico urgente. Você, a sua amiga ou o namorado dela fizeram alguma coisa em prol da igualdade depois do caso do PS? Eu duvido.

      • Ana Botelho

        Tomaz, é ironia! Pelo amor de deus, esse tipo de discriminação é uma absurdo!!!
        E Renan, não é ótimo nada! Demorou um tempão para o menino ser atendido, tendo que pegar ônibus p/ cima e p/ baixo com o braço quebrado! Se fosse mais grave podia ter morrido! Negros e brancos não têm o mesmo tratamento no sistema de saúde brasileiro e nem homens e mulheres. Pesquisas do IPEA mostram isso. Pessoas morrem por causa de racismo e discriminação o tempo todo aqui, gays e mulheres são assassinados aos montes por causa de desigualdade de gênero. O Brasil é ‘campeão’ em discriminação e isso é pouquíssimo tratado. Vergonha, vergonha, vergonha para nós!
        Quem se “fez de vítima” nas histórias contadas? Tomaz têm razão, é fácil achar que não é tão grave assim quando não é com você, que a vitimação é exagerada e fingida. Infelizmente no nosso país temos vítimas de verdade, mais do que o suficiente para chocar, indignar e levar à ação. Mas muitos preferem fingir que não vêem.

      • Ana Carol

        Triste a sociedade em que alguns entram no PS seja do jeito que for e são prontamente atendidos e outros tem que fazer manobras do tipo “fingir que não está desesperado qdo está”, “pedir para outra pessoa se passar por responsável pelo seu filho” para conseguir o atendimento de mesma qualidade que é seu direito.

        Quando o filho (branco) da minha amiga foi levado ao PS pelo namorado dela (negro), o garoto não foi atendido, disseram que não havia ortopedista no hospital. Quando o garoto voltou com o pai biológico (branco) o tratamento foi outro e ficaram sabendo que o ortopedista estava lá o tempo todo. Muito burra minha amiga e seu namorado, que logo deveriam ter mandado o garoto com o pai branco, afinal um branco está mto mais adaptado à normalidade de um hospital na Av. Paulista do que um negro. Todos nós deveríamos “saber disso de antemão” e evitar o erro. Para quê teimar que negros devem ter tratamento igual ao dos brancos no sistema de saúde brasileiro? Melhor irmos dando nossos jeitinhos…

  • http://twitter.com/Erikalk Erika Almeida

    Um ótimo assunto para se refletir em 2010 e melhorar em 2011^^

  • Anônimo

    Seiti, muito bom o texto. Sintetiza bem esse tema tão complicado.

    No mais, tenho algo a completar sobre a parte do Gitti:

    “É muito raro um namorado que olha para a namorada e não vê apenas a namorada.”

    Acho que é exatamente o contrário. O namorado vê as mil mulheres que existe em sua namorada e tenta expulsá-las, matá-las, uma a uma, até que sobre apenas sua namorada. Namorada esta que com o passar do tempo torna-se submissa e desinteressante, erode a relação e todos os grandes planos caem por terra.

    (É, aconteceu comigo uma vez, mas também não é de hoje que ouço, de amigos, colegas, parentes e até mesmo na internet, histórias de namoradas “castradas” pelos seus parceiros -e vice versa)

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Valeu, Caveira! Pena que eu não pude comentar logo que o artigo foi publicado, mas agora estou de volta

  • Anônimo

    Na verdade, pra mim, este é o velho sistema humano de (pré?) julgar os outros.

  • Rodrigo

    Otimo texto Seiiti!
    No fundo todos temos vários pré-conceitos sobre tudo ao nosso redor, e é mais facil rotular algo ou alguem a um padrão estabelecido pelo cerebro do que tentar compreender.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      É quase uma reação instintiva, ne Rodrigo

  • Anônimo

    Olha, vão me desculpar, o tema é manjado, o assunto e o texto são absolutamente chá com bolo, apesar de muito bem escrito.

    Não quero comentar sobre este texto, mas quero convidar vocês do PdH, um blog do qual faço gosto em ler, a abortar um assunto de maior relevancia, um papo de homem. A coisa é seria e eu não vejo nada nem ninguém falando sobre, a midia não se faz presente, o brasileiro vê queto um absurdo debaixo dos nossos narizes onde absolutamente estamos sendo ROTULADOS, aproveitando o embalo do texto, de PALHAÇOS, os politicos sabem bem deste nosso rótulo e bem por isso não sentem medo em aprovar um aumento de 60% em seus próprios salários, enquanto, professores lutam por aumentos miseráveis e mesmo assim não tem conseguem pois a justificativa é sempre de inviabilidade financeira.

    Fica a pergunta, vamos começar 2011 deixando queto essa porra ?!
    http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/12/estudantes-ocupam-rampa-do-planalto-contra-aumento-para-politicos.html

  • Ney

    Sei muto bem o que é isso, me vejo fechado numa perspectiva só a muito tempo, contruí um castelo que agora luto pra demoli-lo. Não é impossivel, mas tem de haver muita força de vontade nisso, são costumes e crenças que tomam conta de você durante muito tempo!

  • Lucas

    É interessante analisar que vemos a namorada somente como namorada, o professor somente como professor, ou a mãe somente como mãe. Nós geralmente rotulamos as pessoas conforme o contexto em que interagimos ou simplesmente a vemos, e é claro que tudo isso pelo nosso modo de ver as coisas. Mas isso é inevitável, ter preconceitos é inevitável, quando se vê uma pessoa de um determinado estilo ou comportamento é natural julgá-la, só não podemos encarar isso como verdade.

  • Lucas

    É interessante analisar que vemos a namorada somente como namorada, o professor somente como professor, ou a mãe somente como mãe. Nós geralmente rotulamos as pessoas conforme o contexto em que interagimos ou simplesmente a vemos, e é claro que tudo isso pelo nosso modo de ver as coisas. Mas isso é inevitável, ter preconceitos é inevitável, quando se vê uma pessoa de um determinado estilo ou comportamento é natural julgá-la, só não podemos encarar isso como verdade.

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Engraçado, ao ler esse texto e o comentário abaixo do Gitti me veio na cabeça que pessoas que conseguem ligar o alteridade-mode, tornam-se mestres capazes de iluminar caminhos dos outros.

    E o melhor? Fazem-no pelo simples fato de querer fazer e não receber nada em troca. Quem já travou contato com alguém assim sabe bem a força estarrecedora que isso tem.

    Comprei um livro recentemente de um professor que possui sua tese de Doutorado baseado no filósofo Emmanuel Levinas, que diz que alguém dificilmente consegue ver o outro como ele é. Sempre o vê através dos olhos de si próprio, infecando a realidade com seus próprios pré-conceitos.

    É difícil pra caramba conseguir ver o outro como outro – de forma independente da nossa realidade – é bastante difícil.

    Vou com o Felipe (http://papodehomem.com.br/o-habito-de-julgar-e-rotular-pessoas-pode-matar/#comment-119745854) dizendo, inclusive, que recentemente passei (e estou em processo (re)adaptativo) por uma dificuldade no meu relacionamento devido a esse problema. Tenho uma expectativa grande para a Namorada e sempre que algo foge deste caminho crio uma mini-decepção, atrapalhando o fluir do relacionamento.

    São coisas complicadas. É muito difícil se livrar desses pré-conceitos, desse rótulo automático e, como o Gitti falou, nem sei se é uma coisa boa.

    Mas sem sombra de dúvidas é de suma importância conhecer essa limitação do seu ser para poder se comportar de forma mais sutil e fluida, mantendo os relacionamentos sempre fantásticos e transcendentes.

    Conhecendo-se você percebe os possíveis impactos de suas crenças, de seu comportamento e de seus sentimentos antes mesmos de concretizar alguma ação. Aí fica um pouco mais fácil.

    Mas só um pouco.

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Engraçado, ao ler esse texto e o comentário abaixo do Gitti me veio na cabeça que pessoas que conseguem ligar o alteridade-mode, tornam-se mestres capazes de iluminar caminhos dos outros.

    E o melhor? Fazem-no pelo simples fato de querer fazer e não receber nada em troca. Quem já travou contato com alguém assim sabe bem a força estarrecedora que isso tem.

    Comprei um livro recentemente de um professor que possui sua tese de Doutorado baseado no filósofo Emmanuel Levinas, que diz que alguém dificilmente consegue ver o outro como ele é. Sempre o vê através dos olhos de si próprio, infecando a realidade com seus próprios pré-conceitos.

    É difícil pra caramba conseguir ver o outro como outro – de forma independente da nossa realidade – é bastante difícil.

    Vou com o Felipe (http://papodehomem.com.br/o-habito-de-julgar-e-rotular-pessoas-pode-matar/#comment-119745854) dizendo, inclusive, que recentemente passei (e estou em processo (re)adaptativo) por uma dificuldade no meu relacionamento devido a esse problema. Tenho uma expectativa grande para a Namorada e sempre que algo foge deste caminho crio uma mini-decepção, atrapalhando o fluir do relacionamento.

    São coisas complicadas. É muito difícil se livrar desses pré-conceitos, desse rótulo automático e, como o Gitti falou, nem sei se é uma coisa boa.

    Mas sem sombra de dúvidas é de suma importância conhecer essa limitação do seu ser para poder se comportar de forma mais sutil e fluida, mantendo os relacionamentos sempre fantásticos e transcendentes.

    Conhecendo-se você percebe os possíveis impactos de suas crenças, de seu comportamento e de seus sentimentos antes mesmos de concretizar alguma ação. Aí fica um pouco mais fácil.

    Mas só um pouco.

    • http://twitter.com/MoniqueRibeiro Monique Ribeiro

      Caramba , isso ficou na minha mente:” alguém dificilmente consegue ver o outro como ele é. Sempre o vê através dos olhos de si próprio, infectando a realidade com seus próprios pré-conceitos”
      Faz muito sentido. Pra mim o pior problema é que o ato de rotular frequentemente vem da minha intuição, que nem sempre pode estar certa, apesar de meu inconsciente já acreditar nisso. Certamente que devido a essa crença estou sujeita a cometer enganos cruéis, por isso tento me policiar com o benefício da dúvida. Não existe verdade absoluta e nem sempre estamos certos…

    • http://twitter.com/MoniqueRibeiro Monique Ribeiro

      Caramba , isso ficou na minha mente:” alguém dificilmente consegue ver o outro como ele é. Sempre o vê através dos olhos de si próprio, infectando a realidade com seus próprios pré-conceitos”
      Faz muito sentido. Pra mim o pior problema é que o ato de rotular frequentemente vem da minha intuição, que nem sempre pode estar certa, apesar de meu inconsciente já acreditar nisso. Certamente que devido a essa crença estou sujeita a cometer enganos cruéis, por isso tento me policiar com o benefício da dúvida. Não existe verdade absoluta e nem sempre estamos certos…

  • http://twitter.com/gabizinhadm Gabriela de Marco

    Um livro que trata sobre como as pessoas e como nós mesmos nos vemos é “Um, Nenhum, Cem Mil” do Luigi Pirandello:
    “[...] Houvesse fora de nós, externa a vocês e a mim, uma senhora realidade minha e uma senhora realidade sua, digo, em si mesma, igual e imutável! Mas não há. Há em mim e para mim uma realidade minha, aquela que eu me dou; e uma realidade sua e de vocês, para vocês, aquela que vocês se dão – as quais nunca serão as mesmas, nem para vocês nem para mim. [...]“

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pirandello é foda!

      Já vi duas peças em cima de seus textos. Preciso ler os livros.

      Obrigado, Gabriela.

  • http://twitter.com/gabizinhadm Gabriela de Marco

    Um livro que trata sobre como as pessoas e como nós mesmos nos vemos é “Um, Nenhum, Cem Mil” do Luigi Pirandello:
    “[...] Houvesse fora de nós, externa a vocês e a mim, uma senhora realidade minha e uma senhora realidade sua, digo, em si mesma, igual e imutável! Mas não há. Há em mim e para mim uma realidade minha, aquela que eu me dou; e uma realidade sua e de vocês, para vocês, aquela que vocês se dão – as quais nunca serão as mesmas, nem para vocês nem para mim. [...]“

  • http://devaneiodepaola.blogspot.com/ Paola

    Projeção… só vai conseguir ver o mundo de forma aberta quem se permite contradizer, quem se permite ser muitos, é um movimento de dentro para fora. Enquanto a pessoa procurar se definir e categorizar mais vai querer definir o outro, é muito confortável se definir e definir o outro como rótulo e também necessário com elucidaram. Bom texto, não acho manjado, o vejo como importante.

  • http://devaneiodepaola.blogspot.com/ Paola

    Projeção… só vai conseguir ver o mundo de forma aberta quem se permite contradizer, quem se permite ser muitos, é um movimento de dentro para fora. Enquanto a pessoa procurar se definir e categorizar mais vai querer definir o outro, é muito confortável se definir e definir o outro como rótulo e também necessário com elucidaram. Bom texto, não acho manjado, o vejo como importante.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O pré-conceito tem um função útil a civilização que é evitar que roda seja reinventada e é parte de um atributo masculino chamado de territorialismo.

    De modo análogo a computação, não preciso reescrever e nem precisar entender os pormenores das bibliotecas do Windows, eu sei que elas funcionam e confio nisso, ai desenvolvo coisas com base nelas.

    A falta dele mata como matou os Astecas(eles poderiam ter repelidos os espanhóis ou pelo menos visto eles com desconfiança, não dando abrigo a eles em suas cidades) e ele pode salvar um povo como salvou os Maoris na Nova Zelândia, o territorialismo e o espirito guerreiro Maori fez os ingleses reconhecerem que eles estavam ali para ficar.

    Normalmente povos decadentes costumam serem xenófilos ao invés de xenófobos, os Astecas por exemplo eram decadentes, eram ricos em sacrifícios humanos e também gostavam de dar a bunda em seus rituais da prostituição sagrada, eles ao verem os estrangeiros, achavam que eram “Deuses”(!!!!!!), isso é que dá ficar procurando “profundidade do ser humano” aonde ela não existe.

    Como Ortega y Gasset dizia no livro “A rebelião das massas” o homem moderno é como um herdeiro do rico, mas não sabe como manter a herança. Toda riqueza não apenas se herda, ela tem que ser criada e mantida, e é isso que os ocidentais modernos tem que entender.

    Se não fosse o pré-conceito a humanidade seria um caos e teríamos que ficar repensando coisas bestas e banais. Particularmente tenho como critério o tempo: o que é milenar durou por que funciona. O que é novo e experimental deve ser observado com cuidado antes de ser usado. Mao Tsé Tung brincando de ser Darwin matou 5 milhões de fome, arruinando colheitas testando as teorias evolucionistas.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O pré-conceito tem um função útil a civilização que é evitar que roda seja reinventada e é parte de um atributo masculino chamado de territorialismo.

    De modo análogo a computação, não preciso reescrever e nem precisar entender os pormenores das bibliotecas do Windows, eu sei que elas funcionam e confio nisso, ai desenvolvo coisas com base nelas.

    A falta dele mata como matou os Astecas(eles poderiam ter repelidos os espanhóis ou pelo menos visto eles com desconfiança, não dando abrigo a eles em suas cidades) e ele pode salvar um povo como salvou os Maoris na Nova Zelândia, o territorialismo e o espirito guerreiro Maori fez os ingleses reconhecerem que eles estavam ali para ficar.

    Normalmente povos decadentes costumam serem xenófilos ao invés de xenófobos, os Astecas por exemplo eram decadentes, eram ricos em sacrifícios humanos e também gostavam de dar a bunda em seus rituais da prostituição sagrada, eles ao verem os estrangeiros, achavam que eram “Deuses”(!!!!!!), isso é que dá ficar procurando “profundidade do ser humano” aonde ela não existe.

    Como Ortega y Gasset dizia no livro “A rebelião das massas” o homem moderno é como um herdeiro do rico, mas não sabe como manter a herança. Toda riqueza não apenas se herda, ela tem que ser criada e mantida, e é isso que os ocidentais modernos tem que entender.

    Se não fosse o pré-conceito a humanidade seria um caos e teríamos que ficar repensando coisas bestas e banais. Particularmente tenho como critério o tempo: o que é milenar durou por que funciona. O que é novo e experimental deve ser observado com cuidado antes de ser usado. Mao Tsé Tung brincando de ser Darwin matou 5 milhões de fome, arruinando colheitas testando as teorias evolucionistas.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Sobre a história da Garota, existe algo mais real como exemplo, e era bem comum anos atrás, era os casos de meningite, cujos sintomas iniciais são bem comuns a outras infecções especialmente a tríade *dor de cabeça/febre/vômito*. A tragédia que ocorria bastante, era quando os pais achavam que era apenas uma infecção qualquer e não levavam a criança ao médico.

    O governo na época então passou propagandas na TV, ensinando os pais a fazerem o teste da nuca e orientando para levarem ao médico.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Sobre a história da Garota, existe algo mais real como exemplo, e era bem comum anos atrás, era os casos de meningite, cujos sintomas iniciais são bem comuns a outras infecções especialmente a tríade *dor de cabeça/febre/vômito*. A tragédia que ocorria bastante, era quando os pais achavam que era apenas uma infecção qualquer e não levavam a criança ao médico.

    O governo na época então passou propagandas na TV, ensinando os pais a fazerem o teste da nuca e orientando para levarem ao médico.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Sobre a história da Garota, existe algo mais real como exemplo, e era bem comum anos atrás, era os casos de meningite, cujos sintomas iniciais são bem comuns a outras infecções especialmente a tríade *dor de cabeça/febre/vômito*. A tragédia que ocorria bastante, era quando os pais achavam que era apenas uma infecção qualquer e não levavam a criança ao médico.

    O governo na época então passou propagandas na TV, ensinando os pais a fazerem o teste da nuca e orientando para levarem ao médico.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Ori e Rom Brafman analisam os motivos de agirmos de forma irracional no mundo político, corporativo e mesmo ao lidar com a vida de pacientes, julgando em qual categoria eles se encaixam. Entre os diversos elementos como a pressão social e cálculo entre custo-benefício considerando equações incompletas, os irmãos Brafman listam a rotulagem como um dos fatores que causa ruído em nossa capacidade cognitiva.

    Lols, muito calculo para algo que tem uma resposta simples: falta de tempo.

    Eu tenho um cliente que tem que fazer compras de centenas de fornecedores e clientes e ao longo do anos ele adquiriu um certo conhecimento, através do “rótulos” ele ganha tempo evitando negócio nitidamente furados.

    Eu por exemplo, trabalho com softwares, normalmente não costumo dar ouvidos a quem se refere a um software no diminutivo: “você tem um programinha?”, quando o sujeito me pergunta algo do tipo eu respondo: “Não tenho programinha, se quer um programinha usa a calculadora do windows”.

    Faço isso por que reparei ao longo do tempo, que sujeitos que falam assim no diminutivo dizem em seguida: “Tenho uma empresinha; programinha + empresinha = precinho.

    Traduzindo: tais tipos de sujeitos estão mais interessados em pechinchar do que pagar o preço justo por um bom produto, logo não vale a pena esticar a conversa.

  • Carlos

    curioso, porque na Papo de Homem, eu percebo que constantemente se rotula e se classifica, de um lado, o “fodão que sabe dançar e foder sem parar” e do outro, o “nerd inábil que só perde tempo com bobagens”.

    Quase sempre, a coisa é colocada de forma agressiva e com muita superioridade… curioso!

    casa de ferreiro, o espeto é de pau…

    • Luka

      Sabe rapaz, penso que algumas vezes os rótulos servem para reforçar nossa personalidade. Precisamos rotular o mundo a nossa volta para encontrar nosso lugar e mante-lo fixo.

      Principalmente porque há uma quantidade razoável de pessoas que imagina ter de brigar pra se manter seu “terreno”, como se a personalidade fosse algo que vem de fora. Você só é alguém caso as pessoas o apoiem, o elogiem, e meu… eu já ouvi absurdos do tipo “minha reputação”…

      E observo que para agumas pessoas, a convivência social é um eterno interpretar. E há pessoas assim de todas as idades. E sexos.

      Veja bem, eu sou uma moça, e as vezes numa roda de homens eu percebo o quanto rapazes podem ser pavões (não que mulheres não o sejam também), e caimos ai. Entre o nerd e o fodão. Creio que tem a ver com a necessidade de aprovação (é engraçado como nos esforçamos pra entrar num grupo, nos encaixar nos padrões sendo que, ao mesmo tempo, queremos ser únicos).

      É engraçado porque eu adoro este site (obviamente eu não leio tudo, as vezes abandono um texto pela metade, e outros, pelo título, nem chego a visitar) e sou nerd. Quer dizer, me encaixo bem nesse rótulo. Mas não me preocupo muito com ele – nem muito com o que vão pensar. Mas expliquei isso… porque eu acho que essa postura nos textos é o que faz muitos leitores continuarem visitando esse site. Quando você se propõem uma postura, costuma procurar aquilo que a alimente e seja similar.

      Não que o conteúdo desta “não-revista” seja “fake” (longe disso). Ela segue um padrão, principalmente porque acredito que colaboração aqui seja voluntária (ao menos a maioria) e haja uma triagem no que é veiculado. Posso estar errada, claro. Então, o que você lê aqui é para um público que se identifica as vezes com isto. Ahnnn… tipo, diferença entre leitoras da capricho, nova e sei lá… TPM?

      Mas este texto só reforça meu pensamento sobre, no fim, nerd ou fodão, todo ser humano querer ser reconhecido pela parte malinha e única que existe lá dentro de sí, e não pela casca rotulada (mesmo que, muitas vezes, busquemos vestir um rótulo).

      É um ótimo texto e meu comentário virou uma bagunça (eu ia escrever uma bíblia, mas ai é encher muito o saco, hehe). Mas enfim, Carlos, no fundo os fodões (e os nerds) só precisam de amor, carinho, atenção e um belo rabo de saia.

      o/

      • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

        Luka, eu realmente fiquei confuso ao ler o comentário, mas o seu último parágrafo explicou tudo – concordo :)

  • http://quichedebone.blogspot.com Polly

    Psicanalistas frequentemente entram em conflito com psiquiatras positivistas por causa dos diagnósticos que, muitas vezes, funcionam como rótulos que limitam o olhar e a escuta do profissional. Já comprei muita briga com médicos por causa da condução de casos clínicos.
    Em Psicanálise, adotamos a prática do diagnóstico estrutural. São apenas três as estruturas psíquicas possíveis (neurose, psicose e perversão) que servem de referência para a direção do tratamento. Em cada uma dessas estruturas há inúmeras possibilidades de diagnósticos, mas o nome da “doença” importa pouco, embora um diagnóstico possa ajudar no planejamento e no prognóstico. Esse modo de diagnosticar e tratar torna o processo analítico único e adequado a cada paciente, em sua subjetividade e idiossincrasias.
    Parte do tratamento é justamente desconstruir os rótulos que criamos pra nós mesmos, ou os que aceitamos do Outro ao longo da vida e que acreditamos nos definir. Lembro de um caso de uma mulher que só funcionava no mundo a partir de seu papel de mãe. Não me esqueço de seu olhar de perplexidade diante da minha afirmação de que ela não era SÓ mãe, e de que devia exercer seus outros papéis, que andavam esquecidos. Parece simples e claro, mas para poder dizer isso e ser ouvida e entendida por ela, foram meses. Na semana seguinte ela chegou à sessão de cabelo pintado, unhas feitas, matriculada numa academia e contando do jantar romântico com o marido.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Muito verdade, Polly. Casos unidimensionais assim podem ser complicados quando se despedaça a identidade.

      Quando o filho casa e abandona a casa, o que a mãe unidimensional vai fazer da vida?

      Quando o super executivo é demitido, quem é ele no mundo?

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Muito verdade, Polly. Casos unidimensionais assim podem ser complicados quando se despedaça a identidade.

      Quando o filho casa e abandona a casa, o que a mãe unidimensional vai fazer da vida?

      Quando o super executivo é demitido, quem é ele no mundo?

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Muito verdade, Polly. Casos unidimensionais assim podem ser complicados quando se despedaça a identidade.

      Quando o filho casa e abandona a casa, o que a mãe unidimensional vai fazer da vida?

      Quando o super executivo é demitido, quem é ele no mundo?

      • http://quichedebone.blogspot.com Polly

        E casos assim são tão comuns, né? Todos conhecemos alguém que diz SER alguma coisa, como se aquilo o definisse completamente.
        Esse caso clínico que citei era muito mais complicado do que ser um rótulo limitador. Por pouco a criança não tornou-se um esquizofrênico, já que era um menino ainda muito novo, envolvido de cuidados por essa mãe total. O mundo disse a essa mulher que ela agora era mãe, e nada mais importava. Ela acreditou. E ela e a criança estavam pagando muito, muito caro por isso. Os médicos diagnosticaram como Munchausen por procuração e quase tiraram a guarda (e a identidade) dessa mãe. O estrago que um diagnóstico/rótulo causaria seria enorme e talvez irreversível, para a mulher e para a criança.
        Esse é um assunto muito sério e abrangente. Rótulos podem, sim, matar, adoecer e causar danos graves.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Também conheço alguns casos assim, Polly.

        Penso que a família deveria ser igualmente tratada. Ou até mais do que o “doente mental”. A família congela muito as pessoas. Isso acontece quando não há distúrbio grave, então imagina quando há.

      • http://quichedebone.blogspot.com Polly

        E casos assim são tão comuns, né? Todos conhecemos alguém que diz SER alguma coisa, como se aquilo o definisse completamente.
        Esse caso clínico que citei era muito mais complicado do que ser um rótulo limitador. Por pouco a criança não tornou-se um esquizofrênico, já que era um menino ainda muito novo, envolvido de cuidados por essa mãe total. O mundo disse a essa mulher que ela agora era mãe, e nada mais importava. Ela acreditou. E ela e a criança estavam pagando muito, muito caro por isso. Os médicos diagnosticaram como Munchausen por procuração e quase tiraram a guarda (e a identidade) dessa mãe. O estrago que um diagnóstico/rótulo causaria seria enorme e talvez irreversível, para a mulher e para a criança.
        Esse é um assunto muito sério e abrangente. Rótulos podem, sim, matar, adoecer e causar danos graves.

      • http://quichedebone.blogspot.com Polly

        E casos assim são tão comuns, né? Todos conhecemos alguém que diz SER alguma coisa, como se aquilo o definisse completamente.
        Esse caso clínico que citei era muito mais complicado do que ser um rótulo limitador. Por pouco a criança não tornou-se um esquizofrênico, já que era um menino ainda muito novo, envolvido de cuidados por essa mãe total. O mundo disse a essa mulher que ela agora era mãe, e nada mais importava. Ela acreditou. E ela e a criança estavam pagando muito, muito caro por isso. Os médicos diagnosticaram como Munchausen por procuração e quase tiraram a guarda (e a identidade) dessa mãe. O estrago que um diagnóstico/rótulo causaria seria enorme e talvez irreversível, para a mulher e para a criança.
        Esse é um assunto muito sério e abrangente. Rótulos podem, sim, matar, adoecer e causar danos graves.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Muito verdade, Polly. Casos unidimensionais assim podem ser complicados quando se despedaça a identidade.

      Quando o filho casa e abandona a casa, o que a mãe unidimensional vai fazer da vida?

      Quando o super executivo é demitido, quem é ele no mundo?

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Shâmtia, eu tenho uma amiga que é bastante techie e um pouco “elitista” tecnológica, sabe?

    Uma das coisas que ela fez foi colocar um filtro mandando todas as mensagens que recebe vindas de qualquer endereço @hotmail.com para a lixeira.

    Diz ela que nenhum dos contatos dela que interessam usa Hotmail. Hahaha.

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      boa!! hahaha.

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      boa!! hahaha.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Shâmtia, eu tenho uma amiga que é bastante techie e um pouco “elitista” tecnológica, sabe?

    Uma das coisas que ela fez foi colocar um filtro mandando todas as mensagens que recebe vindas de qualquer endereço @hotmail.com para a lixeira.

    Diz ela que nenhum dos contatos dela que interessam usa Hotmail. Hahaha.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Shâmtia, eu tenho uma amiga que é bastante techie e um pouco “elitista” tecnológica, sabe?

    Uma das coisas que ela fez foi colocar um filtro mandando todas as mensagens que recebe vindas de qualquer endereço @hotmail.com para a lixeira.

    Diz ela que nenhum dos contatos dela que interessam usa Hotmail. Hahaha.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Shâmtia, eu tenho uma amiga que é bastante techie e um pouco “elitista” tecnológica, sabe?

    Uma das coisas que ela fez foi colocar um filtro mandando todas as mensagens que recebe vindas de qualquer endereço @hotmail.com para a lixeira.

    Diz ela que nenhum dos contatos dela que interessam usa Hotmail. Hahaha.

  • giselecl

    Seiiti, achei extraordinário o texto, primeiro porque é um dedo na ferida, é um assunto delicado de se falar sem cair no blablabla teórico “da subjetividade humana” e seus etcs. Achei sua linha de raciocínio fantástica nesse aspecto, colocando o porque devemos pensar – e muito – nesse tema.

    Por coincidência, meu TCC esse ano foi baseado nessa linha de raciocínio, criado a partir da visão da criança no papel do herói (um rótulo muito cruel, eu acho). Mas, todos são cruéis, não são? Daí que a partir do seu texto, repenso no que é mais cruel. Rotular, ser rotulado, acreditar no rótulo? As conseqüências ultrapassam o sofrimento psicológico e vão às vias de fato, ao “final”, como você mostrou ali, na cara, no caso da Amy. Como parar isso? A contribuição do Gustavo foi muito legal nesse sentido, manter a cabeça “aberta”, abrir seu foco de visão. Difícil sim, é um exercício diário, mas nunca impossível.

    Vou continuar minha pesquisa dentro desse tema, no mestrado, e pode ter certeza que seu texto contribuiu em muito para mim. Vou guardá-lo com carinho!!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que bom, Gisele – tenho vontade de manter contato. Se vc estiver no twitter, pode me achar em @seiitiarata

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Sensacional, o rótulo simplesmente faz com que a gente perca boas chances (principalmente com mulheres) .

    Abraços e parabéns pelo artigo!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Valeu, bro!

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Sensacional, o rótulo simplesmente faz com que a gente perca boas chances (principalmente com mulheres) .

    Abraços e parabéns pelo artigo!

  • Marcus V.

    Ótimo texto!

    E como sabe das coisas esse Gitti! Brincadeira!

  • Marcus V.

    Ótimo texto!

    E como sabe das coisas esse Gitti! Brincadeira!

  • http://twitter.com/AlvaroSM Álvaro Marcus

    Sintetizando bem:

    Assim como o mundo dá voltas, as pessoas também podem mudar e as aparências enganam…

    Muito bacana o texto Seiiti!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Carlos,

    Exatamente. Seu comentário é um belo exemplo do mecanismo descrito no texto. Não adianta, sempre que tentamos apontar alguma qualidade lá fora, como se fosse independente de nossa percepção, acabamos falando mais de nós mesmos do que do objeto apontado.

    Há leitores (eu incluso) aqui que percebem outra coisa. Percebem possibilidades (foder sem parar, fazer dança de salão, ser nerd, perder tempo com bobagens, brochar, fazer a barba com gilete, fazer a barba com aparelho, deixar a barba crescer, abrir uma empresa, fechar uma empresa, casar, não casar…) disponíveis para qualquer homem. Percebem como nós mesmos não somos nem uma nem outra coisa, mas alternamos entre o frouxo e o fodão.

    Como as qualidades (positivas e negativas) são impessoais, alguns homens desenvolvem a liberdade de incorporar mais qualidades positivas do que negativas, pois assim sua ação no mundo melhora. Eles também sustentam uma capacidade de manifestar mais de uma identidade nos diversos mundos que penetram, em vez de chegarem em todos os locais dizendo “Eu sou assim”.

    É importante entender que ninguém é “nerd inábil” nem “fodão”. Isso são posições onde qualquer um pode cair. E sinceramente eu não vejo muita graça em nenhuma dessas identidades. Pelo que disse, você também não. Excelente.

    Eu acho que entendo o que você diz. Também sinto essa imposição e muito do material que eu mesmo edito para o PapodeHomem não me atrai nem um pouco. Mas essa é uma revista para trocentas tribos de homens. E por isso edito e leio tudo com gosto. Se eu ler apenas o que me agrada, vou perder muitos confrontos que abrem mundos e perspectivas.

    Abraço.

    • Anônimo

      gostei mais dessa frase aqui : “Se eu ler apenas o que me agrada, vou perder muitos confrontos que abrem mundos e perspectivas.”

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Carlos,

    Exatamente. Seu comentário é um belo exemplo do mecanismo descrito no texto. Não adianta, sempre que tentamos apontar alguma qualidade lá fora, como se fosse independente de nossa percepção, acabamos falando mais de nós mesmos do que do objeto apontado.

    Há leitores (eu incluso) aqui que percebem outra coisa. Percebem possibilidades (foder sem parar, fazer dança de salão, ser nerd, perder tempo com bobagens, brochar, fazer a barba com gilete, fazer a barba com aparelho, deixar a barba crescer, abrir uma empresa, fechar uma empresa, casar, não casar…) disponíveis para qualquer homem. Percebem como nós mesmos não somos nem uma nem outra coisa, mas alternamos entre o frouxo e o fodão.

    Como as qualidades (positivas e negativas) são impessoais, alguns homens desenvolvem a liberdade de incorporar mais qualidades positivas do que negativas, pois assim sua ação no mundo melhora. Eles também sustentam uma capacidade de manifestar mais de uma identidade nos diversos mundos que penetram, em vez de chegarem em todos os locais dizendo “Eu sou assim”.

    É importante entender que ninguém é “nerd inábil” nem “fodão”. Isso são posições onde qualquer um pode cair. E sinceramente eu não vejo muita graça em nenhuma dessas identidades. Pelo que disse, você também não. Excelente.

    Eu acho que entendo o que você diz. Também sinto essa imposição e muito do material que eu mesmo edito para o PapodeHomem não me atrai nem um pouco. Mas essa é uma revista para trocentas tribos de homens. E por isso edito e leio tudo com gosto. Se eu ler apenas o que me agrada, vou perder muitos confrontos que abrem mundos e perspectivas.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Carlos,

    Exatamente. Seu comentário é um belo exemplo do mecanismo descrito no texto. Não adianta, sempre que tentamos apontar alguma qualidade lá fora, como se fosse independente de nossa percepção, acabamos falando mais de nós mesmos do que do objeto apontado.

    Há leitores (eu incluso) aqui que percebem outra coisa. Percebem possibilidades (foder sem parar, fazer dança de salão, ser nerd, perder tempo com bobagens, brochar, fazer a barba com gilete, fazer a barba com aparelho, deixar a barba crescer, abrir uma empresa, fechar uma empresa, casar, não casar…) disponíveis para qualquer homem. Percebem como nós mesmos não somos nem uma nem outra coisa, mas alternamos entre o frouxo e o fodão.

    Como as qualidades (positivas e negativas) são impessoais, alguns homens desenvolvem a liberdade de incorporar mais qualidades positivas do que negativas, pois assim sua ação no mundo melhora. Eles também sustentam uma capacidade de manifestar mais de uma identidade nos diversos mundos que penetram, em vez de chegarem em todos os locais dizendo “Eu sou assim”.

    É importante entender que ninguém é “nerd inábil” nem “fodão”. Isso são posições onde qualquer um pode cair. E sinceramente eu não vejo muita graça em nenhuma dessas identidades. Pelo que disse, você também não. Excelente.

    Eu acho que entendo o que você diz. Também sinto essa imposição e muito do material que eu mesmo edito para o PapodeHomem não me atrai nem um pouco. Mas essa é uma revista para trocentas tribos de homens. E por isso edito e leio tudo com gosto. Se eu ler apenas o que me agrada, vou perder muitos confrontos que abrem mundos e perspectivas.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Carlos,

    Exatamente. Seu comentário é um belo exemplo do mecanismo descrito no texto. Não adianta, sempre que tentamos apontar alguma qualidade lá fora, como se fosse independente de nossa percepção, acabamos falando mais de nós mesmos do que do objeto apontado.

    Há leitores (eu incluso) aqui que percebem outra coisa. Percebem possibilidades (foder sem parar, fazer dança de salão, ser nerd, perder tempo com bobagens, brochar, fazer a barba com gilete, fazer a barba com aparelho, deixar a barba crescer, abrir uma empresa, fechar uma empresa, casar, não casar…) disponíveis para qualquer homem. Percebem como nós mesmos não somos nem uma nem outra coisa, mas alternamos entre o frouxo e o fodão.

    Como as qualidades (positivas e negativas) são impessoais, alguns homens desenvolvem a liberdade de incorporar mais qualidades positivas do que negativas, pois assim sua ação no mundo melhora. Eles também sustentam uma capacidade de manifestar mais de uma identidade nos diversos mundos que penetram, em vez de chegarem em todos os locais dizendo “Eu sou assim”.

    É importante entender que ninguém é “nerd inábil” nem “fodão”. Isso são posições onde qualquer um pode cair. E sinceramente eu não vejo muita graça em nenhuma dessas identidades. Pelo que disse, você também não. Excelente.

    Eu acho que entendo o que você diz. Também sinto essa imposição e muito do material que eu mesmo edito para o PapodeHomem não me atrai nem um pouco. Mas essa é uma revista para trocentas tribos de homens. E por isso edito e leio tudo com gosto. Se eu ler apenas o que me agrada, vou perder muitos confrontos que abrem mundos e perspectivas.

    Abraço.

  • Thiago Ribeiro

    Novamente Um Otimo Texto para Refletirmos.. Seiiti Parabéns
    Porisso penso assim “Quanto mais acho que conheço alguém,mais tenho certeza que não conheço nada”. Como já foi dito acima, de uma chance que tera muitas surpresas..

    Abraços, e Continue assim

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Brother, eu meio que discordo. Vou dar uma de advogado do diabo rs.

    Tipologia as vezes é necessário para facilitar a explicação de algo, e no fim das contas alguém só veste a carapuça de uma tipologia se quiser.

    O homem é algo por excelência universal e abrange muitos tipos ainda que alguns apenas de forma periférica, é muito difícil falar de coisas de homens para homens em termos gerais, e ao mesmo tempo evitar o uso de “tipos”.

    O ruim é ficar em todo santo texto repetindo: “nem todo mundo é assim”, como se alguém tivesse uma obrigação com o santo “politicamente correto”. Não se repete a *oração* justamente por se tratar de algo básico: sabemos que nem todos os humanos são iguais embora eles tenham semelhanças entre si. Complementando o que o Gustavo disse sobre possibilidades: a individualidade é construída com a aquisição dessas possibilidades ao longo do tempo ‘conhecimento e experiência’.

    Fora o meu próprio, os únicos websites onde comento é aqui no PdH onde é para homens em geral e um outro site de Portugal(neste outro caso, ocorre por que o tal site tem um viés ideológico com que tenho muitas afinidades: realismo filosófico e conservadorismo de direita).

    Mas o que pode resumir um site para homens em poucas linhas? Visão madura, centrada e mais objetiva sobre a vida. Enfim sem muitas frescuras.

    Abraços, e se falei alguma besteira pode comentar ai.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      “O ruim é ficar em todo santo texto repetindo: “nem todo mundo é assim”, como se alguém tivesse uma obrigação com o santo “politicamente correto”.”

      Pois é, Shâmtia. É uma questão de generosidade, de bom senso, de dar créditos ao interlocutor. Mesmo diante da argumentação mais impecável, sempre podemos apelar para esse discurso do “Mas nem sempre é assim, você está generalizando”.

      O triste é ver quando isso é feito como um modo de invalidar a visão, de cortar o diálogo, muitas vezes como um mecanismo de defesa: “Nem sempre é assim, então desconsiderei tudo o que você disse, seu idiota. Abraço!”.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Brother, eu meio que discordo. Vou dar uma de advogado do diabo rs.

    Tipologia as vezes é necessário para facilitar a explicação de algo, e no fim das contas alguém só veste a carapuça de uma tipologia se quiser.

    O homem é algo por excelência universal e abrange muitos tipos ainda que alguns apenas de forma periférica, é muito difícil falar de coisas de homens para homens em termos gerais, e ao mesmo tempo evitar o uso de “tipos”.

    O ruim é ficar em todo santo texto repetindo: “nem todo mundo é assim”, como se alguém tivesse uma obrigação com o santo “politicamente correto”. Não se repete a *oração* justamente por se tratar de algo básico: sabemos que nem todos os humanos são iguais embora eles tenham semelhanças entre si. Complementando o que o Gustavo disse sobre possibilidades: a individualidade é construída com a aquisição dessas possibilidades ao longo do tempo ‘conhecimento e experiência’.

    Fora o meu próprio, os únicos websites onde comento é aqui no PdH onde é para homens em geral e um outro site de Portugal(neste outro caso, ocorre por que o tal site tem um viés ideológico com que tenho muitas afinidades: realismo filosófico e conservadorismo de direita).

    Mas o que pode resumir um site para homens em poucas linhas? Visão madura, centrada e mais objetiva sobre a vida. Enfim sem muitas frescuras.

    Abraços, e se falei alguma besteira pode comentar ai.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Brother, eu meio que discordo. Vou dar uma de advogado do diabo rs.

    Tipologia as vezes é necessário para facilitar a explicação de algo, e no fim das contas alguém só veste a carapuça de uma tipologia se quiser.

    O homem é algo por excelência universal e abrange muitos tipos ainda que alguns apenas de forma periférica, é muito difícil falar de coisas de homens para homens em termos gerais, e ao mesmo tempo evitar o uso de “tipos”.

    O ruim é ficar em todo santo texto repetindo: “nem todo mundo é assim”, como se alguém tivesse uma obrigação com o santo “politicamente correto”. Não se repete a *oração* justamente por se tratar de algo básico: sabemos que nem todos os humanos são iguais embora eles tenham semelhanças entre si. Complementando o que o Gustavo disse sobre possibilidades: a individualidade é construída com a aquisição dessas possibilidades ao longo do tempo ‘conhecimento e experiência’.

    Fora o meu próprio, os únicos websites onde comento é aqui no PdH onde é para homens em geral e um outro site de Portugal(neste outro caso, ocorre por que o tal site tem um viés ideológico com que tenho muitas afinidades: realismo filosófico e conservadorismo de direita).

    Mas o que pode resumir um site para homens em poucas linhas? Visão madura, centrada e mais objetiva sobre a vida. Enfim sem muitas frescuras.

    Abraços, e se falei alguma besteira pode comentar ai.

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    A medida em que lia o post e não conseguia tirar um filme da cabeça:
    “Shutter Island” naquele momento em que eles tem a conversa sobre o poder que o Estado tem ao declarar uma pessoa como louca e como isso tira totalmente a credibilidade de qualquer coisa que ela fala.

    Foda seu post Seiiti!
    Eu particularmente não gosto do nome “rótulos” prefiro o termo “filtros” que se usa na PNL, o rótulo/filtro pode ser usado também pro bem, como rola o tempo todo em entrevista de emprego quando você é muito bem recomendado por alguém, ou quando aquele seu amigo te apresenta muito bem pra uma menina.

    Mas de qualquer forma fica aqui minha admiração pelos seus textos Seiiti!!

    Abs man!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Uma coisa que gosto da PNL é a organização em definições e princípios. É uma tecnologia.

      Uma coisa que não gosto da PNL é como os termos técnicos afastam o público geral.

      Não vi o Shutter Island mas consegui imaginar muito bem a tal cena. Acho que de uma forma ou outra o Bicho de Sete Cabeças tb tem uns momentos agoniantes semelhantes.

  • http://twitter.com/rcbatista Rafael Batista

    Texto muito bom, uma coisa que acontece com tanta frequência quanto rotular os outros, é rotular a si mesmo com a velha música da Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim. Eu sou mesmo assim. Vou ser sempre assim …”

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Seiti, posso perguntar de onde surgiu a idéia de escrever esse texto?

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Seiti, posso perguntar de onde surgiu a idéia de escrever esse texto?

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Seiti, posso perguntar de onde surgiu a idéia de escrever esse texto?

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Lauro, foi em Zurique, no trem, enquanto eu terminava de ler o Sway (dos irmãos Brafman) e daí lembrei de uns contrapontos do Blink (do Gladwell) e de um lado zen do Gitti

      É bom ter boas referencias :D

      • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

        Cara, perguntei porque aconteceu a bagaça do zeitgeist com isso. Li artigos que falavam do mesmo tema em outros blogs. O engraçado é que você não os mencionou aí! Então já viu né? O tal do espírito do tempo aí.

        Ou seria inconsciente coletivo? De qualquer forma, do caralho.
        Valeu

  • http://pulse.yahoo.com/_KDDXBV5Y5ZHBH6UOLWAEPYL3II Lilian

    Gostei muito do seu texto Seiti!!!

    Estava perdendo a fé no Papo de Homem quando começei a ver aqueles tópicos toscos daquelas gringas gostosas, mas deixemos isso pra lá…
    Mas é algo muito interessante parar e pesar como nós seres humanos somos tão acomodados e isto nos faz rotular pessoas e situações e não ter empatia com o nosso próximo, ver a realidade dele,o mundo em que ele se encontra!
    Esses dias eu estava discutindo sobre pornografia com meu namorado e o quanto eu acho que alguns vídeos são degradantes do ponto de vista feminino e como é fácil rotular uma mulher que participa desses vídeos como uma vagabunda, que está lá porque quer e gosta e talz. Mas e a mulher como ser humano? A mulher com sentimentos? A atriz pornô não tem isso, apenas a sua namorada que está do seu lado tem sentimentos?
    Tenho plena consciência que vivo num mundo machista, onde infelizmente as mulheres são incessantemente rotuladas, não só pelos homens mas também pelas próprias mulheres, que aceitam algo pra poder, sei lá, continuar vivendo sem muitas preocupações.
    Fugir dos rótulos é um processo lento, uma quebra de paradigmas constante, um processo interno que todos nós seres humanos deveríamos adotar e não simplesmente nos acomodar….

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Lilian, procura aqui no PdH alguns textos da série PdH Porn que tem coisa legal :)

  • http://twitter.com/MoniqueRibeiro Monique Ribeiro

    O mais legal desses textos reflexivos é ficar lendo os comentários que sempre acrescentam muito à discussão!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Os comentários são sempre a parte mais bacana! Concordo, Monique!

  • Soraya

    Eu sou para alguém o que esse alguém desperta em mim. A partir daí, o rótulo que esse alguém me dá não é problema meu.

  • http://openid-provider.appspot.com/yutsuo Yutsuo

    Refletir idéias é um exercício mental gostoso de fazer.

    Mas não se esqueçam da ação.

    Mudem. Mudem mesmo. Todos os dias. A todo o tempo.

    Não fique só no “Ah, a gente devia fazer isso né, é… o melhor seria a gente ser assim né… ah… mas o nosso mundo hoje é assim mesmo…”.

    Não. Não não não.

    Quando acontecer com você, pense melhor na hora, volte atrás, mude. MUDE.

    Não guarde a reflexão para você. O processo interno é inútil se ele não sair da sua cabecinha.

    Sem vergonha, sem medo, sem culpa.

  • Jhonny

    me perdoem, o comentario era pra matéria “Mamãe nao pode saber” . Estava com as duas abertas e comentei no lugar errado, me desculpem!

  • Jhonny

    me perdoem, o comentario era pra matéria “Mamãe nao pode saber” . Estava com as duas abertas e comentei no lugar errado, me desculpem!

  • Anônimo

    ‘cérebro de réptil’ em ação

  • Renata_mocinho

    ihuihoujpkpiouou

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 5552 artigos
  • 662651 comentários
  • leitores online