Papo de Homem

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O guia definitivo de viagens na Europa – Parte 2


Publicado por Jucka Malatesta em 06.9.2008 às 16:08 em Lifestyle, Principal

Partiu Suiça, Alemanha e Áustria.

Suíça

Zurique

Diferente de outras cidades da Europa, não é repleta de prédios antigos e construções famosas. Mas segue sendo interessante. É famosa pelos seus deliciosos chocolates, obviamente eles custam muito mais barato lá do que você pagaria pelo mesmo produto em uma loja de importados no Brasil. Prepare-se para gastar uma boa quantia nos diferentes tipos e marcas de guloseimas.

O centro da cidade também é digno de uma visita. Você encontra de tudo, desde as conhecidas lojas de Kebab (churrasquinho grego), até pequenos bordéis que funcionam 24 horas. Pra quem gosta de relógios e canivetes, as opções vão alem da sua imaginação.

Alemanha

Munique

Hofbrauhaus: É seu dever experimentar a tradicional cerveja alemã. Porque não fazê-lo em um dos mais antigos bares de Munique? Produzida no próprio local, sua fama é tão grande que virou umas das principais atrações da cidade. Você pode também experimentar um dos deliciosos pretzels salgados do local

Só pra constar: essa taverna virou cervejaria real em 1605.

Marienplatz: Essa praça é o coração da cidade, ela abriga vários edifícios históricos e importantes de Munique. A prefeitura da cidade em seu estilo neo-gotico domina a paisagem. É nele que se encontra o famoso Glockenspiel, um relógio que toca todo dias os seus 43 sinos. Se tiver um tempinho, passe no Museu de Brinquedos antigos.

Allianz Arena: Esqueça tudo, ou quase tudo, que você já viu sobre estádios. Você estará presente no mais bonito estádio do mundo. Construído para a Copa do Mundo de 2006, o estádio é a casa do Bayern de Munique e do TSV 1860 Munique. A obra custou 340 milhões de euros. Sua fachada muda de cor de tempo em tempo, ficando azul para jogos to TSV, vermelha para jogos do Bayern e branca para receber a seleção alemã.

Campo de concentração de Dachau: Talvez o mais sombrio “passeio” de toda Europa, o campo transmite uma sensação extremamente tenebrosa (ainda mais se você for conhecê-lo em um final de tarde chuvoso e frio). Você é recebido no local pelas mesmas inscrições no portão que iludiram milhares de judeus, “o trabalho liberta”.

Comece pelo museu montado onde era o centro de comando alemão, assim você fica um pouco melhor informado sobre os terríveis episódios daquele local. Ainda é preservado um dos dormitórios usados para manter os judeus, com suas camas de madeira e todos os artefatos da época do nazismo. Você pode andar por todo o campo e conhecer todos os cantos desse infeliz cenário.

Berlin

Portal de Brandemburgo: Bem na divisa entre a Alemanha ocidental e a Alemanha oriental, situado na Pariser Platz, o portal era um símbolo da divisão. Após a queda do muro ele se tornou um símbolo da união da Alemanha. Ele é o único portal que continuou em pé depois da segunda guerra.

Palácio de Charlottenburg: Impressiona pelo seu tamanho. É o maior palácio de Berlin. Assim como muitos outros monumentos e edifícios da cidade, o palácio foi meticulosamente reconstruído após os ataques de 1943.

Alexanderplatz: Ainda é um dos pontos mais agitados em meio às inúmeras atrações de Berlin. Com uma arquitetura moderna e um pouco diferente do que normalmente encontramos no resto da Europa, é nela que encontramos a famosa “Palito de Dente” (tooth-pick), a altíssima torre de TV que é um dos mais altos monumentos do continente. Na esfera do topo da torre existe um restaurante.

Checkpoint Charlie: Era a passagem do lado americano para o lado russo na época da guerra. O mantiveram no mesmo local e montaram um museu em homenagem as vitimas. No museu é possível encontrar vídeos, fotos e peças de roupas e artefatos que as pessoas construíam para burlar o muro. Até para quem não é fã de museus, esse vale a pena.

O Muro de Berlin: Existe um pedaço do muro que foi preservado em sua posição original. Embaixo dele foi montada uma exposição ao ar livre chamada “Topografia do Terror”. Além do muro em si, a exposição mostra fotos da crueldade nazista e conta desde o inicio até a queda de Hitler.

É interessante reparar como o povo alemão odeia falar de Hitler ou do nazismo. Em alguns momentos eles agem como se nada tivesse existido.

Áustria

Viena

Hofburg: Mais conhecido como Palácio imperial, começou a ser erguido no século XIII. Se de dia o palácio já chama atenção, à noite, com uma iluminação especialmente posicionada, o palácio toma proporções magníficas. É possível fazer um tour interno nas instalações do lugar. Porem, assim como outras atrações, é muita informação para se absorver em pouco tempo. Vá preparado.

Ópera de Viena: Com uma agenda lotada de apresentações, a Ópera tem o dever de guardar consigo o legado deixado por grandes compositores de seu país. Seu visual externo é digno do que acontece lá dentro. Pra quem gosta, é uma boa oportunidade de ver músicos de excelente qualidade tocando peças mundialmente conhecidas.

Catedral de St Stephen’s: Sua torre de 136 metros domina a paisagem de Viena. Seu interior é tão ornamentado e particular quanto seu exterior. O que mais chama atenção é seu característico teto de ladrilhos coloridos. Pouco usual em igrejas, o tratamento usado na cobertura da igreja ajuda a compor um dos ícones mais conhecidos da cidade.

Prefeitura de Viena: A primeira impressão que se tem é que você está observando um daqueles castelos da Disney. Chegando perto você fica ainda mais abismado com a magnitude da Prefeitura de Viena. Totalmente iluminada e extremamente alta e ornamentada, é sem duvida alguma um dos pontos altos de toda a Europa.

Boa viagem.

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Jucka Malatesta é vidrado em qualquer variável do meio artístico. Gosta de viajar, tocar guitarra e jogar bola. Acha House é o melhor personagem já inventado na televisão e não vê a hora do Galvão Bueno se aposentar.

Outros artigos escritos por Jucka Malatesta

  • Lugares fantásticos. Mas se pudesse escolher um deles, com certeza iria à Alemanha. História vasta, milenar.
  • Cinthia Lima
    Caro Editor

    Adorei o roteiro e estarei aguardando ansiosamente roteiros de Amsterdan, Londres, Paris, Bruxelas, Dublin, Praga pois estou com viagem marcada para outubro e ainda estou montando meu roteiro

    Grata
    Cinthia Lima
  • Em termos de preços, na minha experiência (que não é tão extensa quanto a do Malatesta), Paris é cara, Londres é caríssima, Berlim é normal, Madrid é barata e Lisboa é uma pechincha.

    Os critérios incluem uma ponderação do preço de cafés, restaurantes, comida nos supermercados, hospedagem, pestiscos, programas e passeio. (Mas em Londres, que é a mais cara de todas, os grandes museus nacionais são "de grátis" todo dia).
  • Jucka Malatesta
    E aí pessoal.

    Respondendo algumas perguntas e comentando algumas coisas.

    Sobre o nazismo, não tem nenhum dado errado no texto, isso foi apenas uma impressão que eu tive como turista e como poucas pessoas tem a oportunidade de morar lá, acredito que ambas opiniões sejam validas.

    Eu fiz uma viagem por 13 paises em baixa temporada e gastei (sem contar presentes) R$ 6500,00 . Alugamos um Motorhome em 5 pessoas e saimos viajando. Não tivemos nenhum problema com passaportes ou vistos, o unico lugar que nos rendeu uma entrevisa um pouco mais demorada e detalhada foi Londres.

    Estão por vir mais alguns lugares como, Amterdan, Londres, Paris, Bruxelas, Dublin, Praga e por aí vai. Aguardem.

    Obrigado pelos comentários e criticas.
  • Fred
    Depois de ler o texto e os os comentários acho que você deveria fazer uma errata ou reformular o texto, partes I e II. Há erros de ortografia, o infeliz comentário sobre o nazismo e a nacionalidade do kebab.
  • rodrigo
    esqueceu de citar AMSTERDAM!!
    *____*
  • O caso Dresden dá o que pensar... assim como a noite de St. Bartolomeu, Hiroshima ou o 9/11, é desses eventos que deixam cicatrizes históricas permanentes.
  • Caubi Castelo Branco
    Caro editor,
    Apenas um acréscimo ao material referente à Alemanha: é imprescindível colocar Dresden no rol das cidades alemãs, pois seu acervo arquitetônico reconstruído vale uma visita - é simplesmente linda, e mais, por ser pequena, a torna ainda mais prazerosa.
    Um abraço,
    Caubi Castelo Branco
  • Eduardo
    Parabéns pelo excelente artigo

    Estas cidades têm realmente muito significado histórico, e são sem duvida ponto de referência.

    Mas para o turismo mochilão/explorador acho que seria mais interessante explorar a “Nova” Europa (Bulgária, Croácia, Eslovénia, Hungria…). São países que tem crescido muito e sem duvida mais baratos. E deixo também como desafio para desenvolveres este guia.

    P.S. Até dói deixares Portugal de fora, não só é mais fácil pela língua como também é sem duvida um dos países com mais monumentos e interesse histórico de toda Europa.

    P.S.2 O o Visto para toda a Europa é fácil, tenham é a certeza que é para o “espaço shengan” que são todos os países da EU, penso que a suíça não está incluída neste.
  • Bela seleção de pontos turisticos.
    Bem planejado, pq é impossível conhecer tudo.
    Para mim basta estes!!!!
    Hélio
  • MARIA LUCIA ASSIS
    Adorei a reportagem parte I e II , gostoso rever Madri, Barcelona, Zurique.

    |Precisamos saber sobre turismo barato MOCHILÃO, onde encontrar lugares de hospedagem barato.
  • jm
    Gente... em média quanto custa um roteiro desse?
    É preciso passaporte ou visto especial pra passar por tantos países?
    Além de sugerir cidades, seria interessante sugerir hotéis ou albergues da juventude, enfim, hospedagem a baixo custo.
    Obrigada.
  • Marcelo
    Moro em Munique e o comentário "É interessante reparar como o povo alemão odeia falar de Hitler ou do nazismo. Em alguns momentos eles agem como se nada tivesse existido" nao é verdadeiro. Minha esposa é alema e fala abertamente, claro que com vergonha, sobre o assunto, assim como outras pessoas. Por todos os cantos de todas as cidades existem monumentos lembrando os horrores acontecidos na segunda guerra, inclusive os alunos das escolas secundárias daqui de Munique e regiao, quando tem aproximadamente 12 anos de idade, visitam o campo de concentracao de Dachau como parte do curriculo escolar. Esse comentário deveria ser, no mínimo, refeito. O problema é que esse é um assunto muito delicado e ninguém vai ficar conversando com estranhos, no caso turistas, no meio da rua sobre isso como se estivesse falando de futebol ou carnaval.
  • Simplesmente adorei a foto de Zurique. Parece alguma cidade do sul tipo Blumenau, com casinhas no estilo..

    Realmente, deve valer a visita. Viena também é linda!
  • Jucka Malatesta
    SaintCahier, realmente eles tem muitos monumentos e locais que remetem ao nazismo, porém eles não tocam no assunto, não opinam e é dificil achar um alemão que fale sobre o assunto. Eu fiquei com a impressão de que os monumentos são uma forma de eles se "desculparem", e homenagearem os judeus mortos.

    Realmente Dachau é em Dachau hehehe, só coloquei junto com munique por ser perto.

    Abraços
  • Fred
    Kebab não é grego. Kebab é turco.
  • Dachau não é em Munique, é em Dachau LOL.
  • Paulo H.
    Nada melhor que pra aproveitar cada passo desse guia mochilão publicado pela PdH com outro artigo ja publicado aqui mesmo na carteira "Como pedir cerveja em varias linguas" hehehe

    Se puderem postar o link daquele artigo seria muito bom

    Parabens PdH

    abraços,excelentes artigos novamente.
  • A Alemanha é toda extremamente musical, e o museu de instrumentos musicais de Berlim é o que há.

    Na parte de baixo há uma salinha com uns teclados (um cravo, um pianoforte, um clavicordio, etc...) que você pode esperimentar.
  • É interessante reparar como o povo alemão odeia falar de Hitler ou do nazismo. Em alguns momentos eles agem como se nada tivesse existido.

    Essa não é minha impressão. O terror do nazismo é ativamente lembrado em vários monumentos da cidade, às vezes até com uma presença um pouco opressiva. É algo que ainda está sendo digerido...

    Evidentemente, não é um bom assunto para "small talk".
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