O funk de ostentação e a música que queremos esconder

Luciano Ribeiro

por
em às | PdH Shots


Conheça mais o seu carro

Para nós, da Petrobras, a tecnologia fica ainda melhor quando fala com você.

Desvende os mitos de lubrificação, descubra o lubrificante certo para seu carro ou moto e tire suas dúvidas com a gente. Acesse o nosso site e descubra mais.

Lubrax. A mais alta tecnologia. Bem pertinho de você.

Acho bem difícil ver a música separada da sociedade, do artista e daqueles que a ouvem. Em especial me chama atenção sempre que alguma coisa explode ao ponto de se tornar difícil ignorá-la. Basta lembrar do Michel Teló, por exemplo.

Não quero nem mesmo entrar no mérito qualitativo, de qual estilo, música ou compositor é melhor ou pior. O que me deixa bastante intrigado é como existe quase sempre algo latente a que queremos dar voz por trás de todo o burburinho gerado por determinados estilos musicais, especialmente aqueles que vêm das periferias. Tanto por parte dos que defendem estas produções culturais quanto dos que as criticam.


Link Youtube

Há alguns dias, a Gaby Amarantos fez uma participação no BBB que gerou revolta em muitos. Ela estava lá, tocando, fazendo o som dela. E, de repente – eu, que não assisto BBB – me deparo com um monte de comentários pelo Facebook, no mínimo de mau gosto, afirmando que ela era feia, que a música não prestava, que as letras eram ruins, que aquilo não deveria aparecer na televisão, entre outras coisas. Estranho.

O mesmo parece estar acontecendo com um outro movimento, o funk. A mudança de paradigma social acabou levando a uma mudança nas temáticas das letras. E isso trouxe um novo fôlego ao estilo que, outra vez, o fez explodir na frente de todo mundo. E, como com o tecnobrega da Gaby Amarantos, gera reações bastante exaltadas.

Me parece que o que estamos querendo não é nos livrar da música, mas esconder essas pessoas que dão origem a ela.

“Tudo bem eles fazerem essa coisa feia aí, desde que isso não extrapole as fronteiras do bairro deles e nem invada a minha programação de televisão.”

O que me impressiona mesmo não é nós não gostarmos da música, nem do visual ou qualquer coisa do tipo. Ok, todo mundo tem o direito de gostar e criticar o que bem entender – sem esquecer do bom senso, claro.

Mas por que a gente insiste em não se conformar apenas em deixar isso pra lá e insiste em querer proibir os outros de fazer aquilo que os deixa felizes?

Luciano Ribeiro

Editor do PapodeHomem, ex-designer de produtos, ex-vocalista da banda Tranze. Tem um amor não correspondido pela ilustração, fotografia e música. Volta e meia grava músicas pelo Na Casa de Ana. Está no Twitter, Facebook e Google+.


Outros artigos escritos por


SEPARAMOS MAIS TEXTOS PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO




O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Conheça a visão e a essência por trás do que fazemos. Queremos uma discussão de alto nível. Antes de comentar, leia nossas boas práticas. Caso deseje enviar um texto e se tornar um autor, venha por aqui.


  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

    O problema desse tipo de música é que cria um esteriótipo. Quem ouve funk tem que andar com as correntes, o boné, o óculos espelhado, a roupa de marca. Tem que agir feito um babaca, esbarrando e encarando. Assim como o tal do sertanejo arrocha, o baladeiro, que usa camisa polo, só quer saber de festa e mulher… Há exceções, há quem escute a música só por diversão, entretenimento. Mas…

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Se todos os estilos são acompanhados de esteriótipos, porque um é pior do que o outro?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

        Ninguém entrou nesse mérito qualitativo.

    • Vinicius Lima

      Todo estilo de musica é assim, o pessoal que escuta rock anda de preto, bebe vinho, blá,blá,blá e nem sempre é assim.

  • http://www.facebook.com/pedrosilva91 Pedro Paulo Silva

    “Tribos? Minha tribo é melhor que a sua e a sua é uma vergonha” – não reflete minha opinião mas é um fato talvez histórico que é bem evidente com estilos musicais.

  • http://tiveumsonhoporno.wordpress.com/ Fábio Chap

    Eu assisti esse documentário e ele quebrou as minhas pernas. Na época eu tinha uma visão bastante limitada sobre o funk ostentação.

    Um dos argumentos principais de um dos MC’s é que nessa nova temática eles não estão fazendo apologia à putaria deslavada, nem ao tráfico. Isso, por si só, já fez eu terminar de assistir o doc com mais respeito por todos os envolvidos.

    E outra, eu também queria contar os plaquê de 100 dentro de um Citroen. Mas me parece que no meu meio social eu precisaria fazer isso de forma velada.

    Só tem um lance: Bilhete de metrô não é ingresso do Mr. Catra. Usem fones.

    • http://www.facebook.com/aninha.demarco Aninha De Marco

      Fones! Respeito a música, o movimento, a ideologia, mas não gosto de ouvir… Fones por favor!

    • junior

      o problema é que pessoas que gostam desse estilo não tem respeito e educação. o tempo todo carros passando nas ruas com volume no máximo, e eles não estão nem ai. isso vale tbm pra sertanejo. Acho que quanto menor o QI, menor a educação do individuo com o próximo.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Alves-de-Souza/100001369644528 Gabriel Alves de Souza

    Pra mim o problema é a recursividade de cultura de péssima qualidade que isso gera. Quando se tem um meio de produção de “cultura” que faz sucesso, essa cultura se espalha e cada vez mais pessoas assumem esse tipo de comportamento pra si.

    Tanto o funk como o sertanejo universitário estão com letras que, cada vez mais, articulam a sociedade pro consumismo e pra inversão de valores, deixando de lado a qualidade tanto na letra da música quanto nas melodias e construções musicais e o mais importante: na ideologia. Aí então uma parte da sociedade vai lá e se espelha num ícone da sociedade deturpada, tendo ele como seu ídolo e assim a cultura vai descendo cada vez mais pro ralo.

    Enquanto caetano veloso inspirava as pessoas a saírem nas ruas e lutar pelos seus direitos, os artistas de hoje te inspiram a beber, pegar mulher e parcelar um carro de 100 mil reais em trilhões de vezes porque isso te dá status e você vai ser foda.

    • Nélio Oliveira

      Enquanto caetano veloso inspirava as pessoas a saírem nas ruas e lutar pelos seus direitos, os artistas de hoje te inspiram a beber, pegar mulher e parcelar um carro de 100 mil reais em trilhões de vezes porque isso te dá status e você vai ser foda.

      Êta, êta, êta. É a lua, é o sol é a luz de tiêta. Êta, êta!…(2x).

      Porque SÓ FUNKEIROS E SERTANEJOS UNIVERSITÁRIOS fazem músicas ruins, obviamente…

      • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Alves-de-Souza/100001369644528 Gabriel Alves de Souza

        Todos fazem músicas ruins. Mas enquanto uns SÓ fazem isso, outros fazem muito mais!

        O que eu to querendo dizer é que promovendo esse tipo de música, você molda a sociedade que é fã com o que a música traz. Por exemplo, sou de Campinas-SP, aqui tá rolando a maior treta por causa de uma casa de shows que promoveu uma matinê pra molecada e coloca funk pra tocar. Ninguém está ali obrigando ninguém a fazer nada, tudo aquilo foi feito pela simples influência da música.

        Tem uma página no facebook que denuncia a matinê, mas eu não consegui achar, tem vídeos e é impressionante o nível.

        Mas segue essa matéria aqui: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/01/capa/campinas_e_rmc/25108-justica-investiga-baile-funk-so-para-menores.html

      • Nélio Oliveira

        O seu gosto pessoal não é relevante para o restante do planeta. Só pra avisar. (gostei do estilo do Asdaf aqui embaixo… rs…)

      • Asdaf

        Você está tentando rebater toda uma argumentação com base no único exemplo dado. Só pra avisar.

      • Nélio Oliveira

        Hããã… obrigado pelo aviso… rs…

    • Josias

      “Tanto o funk como o sertanejo universitário estão com letras que, cada vez mais, articulam a sociedade pro consumismo e pra inversão de valores, deixando de lado a qualidade tanto na letra da música quanto nas melodias e construções musicais e o mais importante: na ideologia”.

      Inversão de valores,ideologia? Tenha dó… vocês querem dá uma importância ao funk que nem mesmo os seus admiradores conseguem enxergar, talvez só tenha uma certa importância para quem se beneficie financeiramente com este estilo musical. O que as pessoas querem é desestressar ,esquecer os problemas do dia a dia e afins. Enxergar o funk como instrumento de alienação é o supra sumo da maluquice, o sujeito trabalha a semana toda,abre o jornal e vê tragédia e mais tragédia, chega no final de semana ele não tem o direito de ir a uma discoteca,festa e afins beber um pouco e escutar uma besteira como “créu”.? Gabriel quando tu vir numa festa/churrasco no subúrbio do Rio de Janeiro e lá pelas tantas tocar funk tu vai manter esse discurso de Caetano e o caralho a quatro, tu vai ser o PALHAÇO que vai meter a mão no som e trocar o “créu” por “alegria,alegria” rs,rs,rs…? Porra nenhuma. Tu vai deixar a música rolar e esquecer dessa postagem aqui no papo de homem, depois no conforto de sua casa e longe de quem te viu descendo até o chão rs,rs,rs… vem pagar de intelectual “antenado” e querer alertar como o funk é prejudicial aos nossos jovens.

  • Rafael

    O problema do funk da ostentação, é a ostentação. (não só do funk, mas de todos)

    Essa vontade louca de chamar a atenção, sentindo-se superior por estar com o carro do ano, com a roupa da moda, uma moto de 1000cc, só para reter atenção de um terceiro, sendo para agradar mulheres ou invejado pelos homens. Esse momento de querer mostrar ao vizinho que é melhor pelo que tem, não pelo o que é.

    Potencializa pelas pessoas não terem grande poder aquisitivo, mas tem vontades e sonhos. Com isso muitos vem a aqueles que tem condições de adquirir tão bem, para roubar e se necessário até matar só para satisfazer sua vontade de chamar atenção na sua comunidade.

    Dizem que é preconceito de outras classes com as mais desfavorecidas, todos querem ostentar, mesmo inconscientemente, só que alguns tem condições de faze-las sem provocar danos ao próximo, outros menos favorecidos só podem faze-las de maneira que use a força parar tomar tal bem, as vezes trazendo tristeza e danos irreversiveis a familia de muitos.

    Tudo isso é só para enfeitar seu pavão para a festa.

    • http://www.facebook.com/agages Hugo Fellipe

      Então quem tem pode ostentar mas quem não tem deve ficar recluso no seu canto sem incomodar quem tem, é isso? Quer dizer que a criminalidade é culpa do funk ostentação? Quer dizer que ela não eixstia antes dele e vai acabar junto com ele? Quer dizer que as pessoas que não tem condição de realizar seu sonho devem baixar a bola e deixar de tentar alcançá-los? O mesmo de alcançá-los a sua maneira?

      • http://tiveumsonhoporno.wordpress.com/ Fábio Chap

        eu tava com uma preguiça insana de responder o comentário do rafael. obrigado por ter feito isso, hugo.

      • Rafael

        Eu disse que o problema é a Ostentação. Não só no funk, mas de todos, desde os mais ricos, até os mais pobres.
        Só que muitas pessoas das classes pobres não tem condições de ostentar com produtos caros como dizem no video (carrões, motos de alta cilindrada), mas mesmo assim querem enfeitar o pavão, recorrendo a criminalidade para poder os bens.

        Sou total a favor de um cara trabalhar e conseguir comprar os produtos, mas muito preferem a maneira fácil de ter o bem sem suar. apenas apontando uma arma para você, fazendo entregar seu bem.

        Já nas classes ricas, o individuo pode comprar o produto sem causar traumas ao um terceiro.

      • CarlosNeppel

        “Já nas classes ricas, o individuo pode comprar o produto sem causar traumas ao um terceiro.”

        O que me diz dos ricos que roubam dinheiro do povo ? Vai dizer que eles podem comprar o produto sem causar traumas ao um terceiro como disse ? A questão de ricos e pobres e o que fazem para tirar o seu sustento/condição, é como as musicas do É o tchan. Se você não conhece o real significado das palavras, passa despercebido, porém, a partir do momento, que você sabe que segurar o tchan, é uma coisa um tanto quanto “maliciosa”, você passa a ver a musica de uma outra maneira. E só pra finalizar, concordo com quase tudo que o Hugo Felipe disse.

      • http://www.facebook.com/tomasgrover Tomas Grover

        Rafael,
        Em momento nenhum o funk ostentação fala sobre conseguir as coisas de um jeito fácil.
        Assista o documentário, vale a pena.
        Em nenhum momento o funk ostentação busca tirar de quem te p/ chegar na população.
        O funk simplesmente fala do que foi conquistado ou do que se quer conquistar, não tem nada envolvendo a roubar para ter.
        Isso é o funk proibido.

        O parte da ostentação tá aí com um grande reflexo da população como um todo, em todo lugar temos ostentação, a musica tá sendo um reflexo disso e nada mais justo do que o povo aceitar isso.
        É uma manifestação de desejos ou conquistas e nada mais, você pode criticar o porque disso, mas não seja superficial.
        Não vou entrar no mérito do porque disso, não é o foco do texto.

        Acho justo esse movimento musical, é um reflexo da nossa sociedade.

        Luciano ótimo texto! O documentário é show também!
        Abraços!

      • http://www.facebook.com/lucas2r Lucas Rocha Ribeiro

        “Já nas classes ricas, o individuo pode comprar o produto sem causar traumas ao um terceiro.”

        Meu amigo, 90% de quem tem mais de R$ 1 milhão na conta lesou alguém pra conseguir esse patrimônio. Seja o empresário explorando seus funcionários, politico aceitando propina, etc…

      • Jon

        Boa!!!

      • Guest

        caramba… como a pergunta fala mais alto q a resposta! vlw

      • tiago

        aIsso mesmo Hugo Fellipe! concordo com vc ! tds temos sonhos e a culpa de não os realizar é por causa desses impostos absurdos! em que produtos fabricados aqui como carros são vendidos para fora mais barato do que para um brasileiro! o desemprego! a falta de educação! e as leis fracas que favoressem somente o criminoso!

    • Zaratustra

      “O problema do funk da ostentação, é a ostentação.” Exato.

      Eu acho extremamente curioso o fato das pessoas menos favorecidas, quererem ostentar algo que não possuem, fora de suas realidades. E confesso que com essa onda de “funk” fico decepcionado com as classes menos favorecidas que ao invés de trabalhar, lutar contra contra a desigualdade, protestar, estudar, etc. Estão apenas sendo pessoas vazias querendo por valor em algo que elas não possuem, e que na verdade não possui valor. Carros, casas, roupas,etc…

      • Leonardo

        a cara, acorda!

        eu fico decepcionado com quem tem $ para pagar 20k por ano de IPVA e caga para os marginalizados…. eu fico decepcionado com aquele cara que mora num condominio fechado e tem um carro blindado e prefere viver num simulacro ao invés de tentar mudar a realidade do nosso país!

        o coitado que compra um I30 em 150 meses é o último culpado dessa cultura… ele so esta tentando se enquadrar….. e não sabe fazer isso de outro jeito…
        Outra coisa…. a Ostentação tem a mesma idade da vida em sociedade, nao foi o funk q a inventou!

      • http://www.facebook.com/mauriciovananarchz Mauricio Vaz

        O Funk não inventou a ostentação, mas a banalizou de tal forma que uma pessoa que ganha um salário MINIMO se afunda em dividas para poder se encaixar no grupinho ”ostentador”. A Verdade é que preocupam muito mais em ter algo AGORA mas por pouco tempo do que procurar por ter algo DEPOIS a longo prazo, exemplo disso é largarem os estudos para trabalhar e comprar suas coisinhas.

      • josias

        Certamente você não conhece a revista virtual “ricos e famosos” ou seja Facebook. Uma rede social aonde a nossa classe média sofredora que come “pão com ovo e arrota caviar” adora demonstrar seu apanágio financeiro com comentários ex: “Iphone custando R$ xxxxx? Vou me embora desse país de merda”. Traduzindo eles não só não tem dinheiro para comprar um Iphone ou melhor pode até ter e pagar em 60 prestações e logicamente abdicando-se de uma refeição ao dia e muito menos para escafeder-se do Brasil e livrarem-se desses MALDITOS IMPOSTOS. O Esquema é fazer média com amigos,conhecidos e afins. Sendo assim viver de aparência não é um inerente as classes menos favoredicas talvez o exemplo venha de “cima”.

    • Leonardo

      e em qual momento o Funk de Ostentação diz pro cara roubar? vc assistiu o documentário??
      mto dessa ostentação é fruto do seu preconceito …. e da desigualdade da nossa sociedade!

      • Rafael

        O funk da ostentação mostra as conquistas do individuo e influência o meio social que o cerca a ter o mesmo sucesso (ótimo até esse ponto).

        Só que muitos individuos (não todos) não tem condições nem para sua subsistência, mas ficam alvoroçados com a ideia de ter uma moto 1000cc, porque ouviu a musica da moda e todas as gatinhas da comunidade acabam apaixonadas pelo macho alfa que tem a moto por exemplo.

        O que fez um desses individuos vir até outro ponto da cidade, ver a moto que deseja e retirá-la por meio da força. Levando a vida de um amigo para que ele não acionasse o seguro e posteriormente o rastreador.

        Não digo que o documentário fala para roubar, muito pelo contrário. acredito que sempre é bom mostrar que existe um mundo maior e mais confortável fora dos parametros já familiarizados.

        Mas o buraco de tudo isso é bem maior. O problema não é o funk. O problema e falar que Ter é Poder, de maneira tão fácil e não dar/mostra uma base sólida para sairem do lugar.

        Muito fácil falar, “vida é ter um hyundai e uma hornet”, mas não falam que vida é trabalhar, se dedicar, estudar, aplicar os estudos e crescer para depois ter bens de alto valor agregado.

        O que leva muitos a terem pensamentos errados.

      • Leonardo

        Eu concordo com seus argumentos sobre o ter e poder Rafael, eu só acredito que o mau caráter, aquele que rouba, mata, etc. Esse cara pode ouvir funk, rock, música clássica ou qualquer outra caralha musical…. ele vai continuar fazendo o q faz…
        Como vc disse, o buraco é maior, e mais fundo… chega nas raízes da nossa sociedade, ‘de cabo a rabo’!!!

      • Bia

        Em primeiro lugar isso não é funk, pois no funk tem músicos de verdade. Os jovens idiotas ouvem acham que são foda, que podem fazer oque quiser para ser popular ao invés de estudar e ler um bom livro. Funk nacional, o chamado carioca é uma merda e ponto final.

    • http://twitter.com/arvro arvro

      Assistiu o documentário até o final? Aos 26:40 do vídeo, ele te responde. Argumento enviesado esse seu.

    • ygor

      vcs acertou , realmente o funk incentiva as pessoas a roubar! mas n to favorecendo ou desfavorecendo uma classe social. se vcs pararem pra ver , muitos bandidos e traficantes que sao presos por ai tem esse mesmo modelo de vida e bens que sao espressados nas musicas…
      alem disso viver por cima da inveja e da ostentaçao” nao é uma boa escolha o certo é vc lutar pelo que tem, e nao jogar na cara dos outros que é melhor que ele! se gabar é uma forma de dizer que quer ser roubado.

  • http://twitter.com/Tassio_nl Tássio_Ramos

    Eu acho que o problema é que cada um quer ostentar ser mais culto do que o outro, e isso faz inconscientemente essa pessoa querer rebaixar uma cultura da periferia para exaltar o seu incrível gosto por letras do Chico Buarque e musicas classudas.

    A verdade é uma só, ao menos pra mim:
    Eu dou muito mais risada com meus amigos num churrasquinho ouvindo funk, do que ouvindo os clássicos da nova brasil fm.

    Tem cultura pra cada momento e fim, por isso que enquanto cozinho eu assisto a Tv cultura, e quando vou comer assisto o comedy central, e quando vou dormir coloco em qualquer canal de musica clássica.

    Quando eu quero dar risada a toa eu escuto um sertanojin com meus amigos, canto um funk num aniversário qualquer… enfim, a gente tem que parar que de ser besta, e isso também faz parte de ser inteligente.

    • Priscila

      Sou musicista clássica e, cada vez que ouço alguém dizer que ouve música clássica para dormir ou para “relaxar”, eu morro um pouco por dentro… :P

      (Brincadeira. Na verdade, nada me enche mais o saco que quem ouve música clássica com o objetivo de parecer superior à plebe.)

  • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

    Acho que a intensidade das reações contra certo tipo de produção cultural é fruto do medo.

    As transformações econômicas em curso alçaram um pessoal imenso ao mercado, mercado que não estava bem esperando esse pessoal: a tal classe C.

    Quando eles afirmam o desejo de consumo – e porra, porque não afirmariam? não foi isso que prometemos pra eles em troca de trabalho? – acho que a mente das pessoas faz um cálculo inconsciente.

    Sabedora de que o capitalismo é um jogo de soma zero e que pra alguém estar por cima outro alguém tem que estar por baixo, músicas que falam de ostentação soam como alerta: “a classe C quer o mesmo que eu quero, mas sei que não tem o bastante pra todo mundo”.

    • http://twitter.com/Tassio_nl Tássio_Ramos

      Certa vez meu pai me disse “O mundo não é redondo a toa não moleque, o dinheiro sempre muda de mão…”, e eu vi em 23 anos de vida vários exemplos disso, dentro e fora de casa, vi até o Sr. Abravanel ficando pobre!

    • Paulo Henrique

      “Sabedora de que o capitalismo é um jogo de soma zero”

      Você sabe o que é “soma zero”?

      Porque essa é uma bobagem de tamanho incalculável. O capitalismo tirou a maior parte da população do mundo da vida rural miserável que tinha na Idade Média. Se fosse um jogo de soma zero, como as populações europeias teriam enriquecido tanto após o surgimento do capitalismo sem um empobrecimento das classes dominantes que, pelo contrário, aumentaram em número e em poder econômico? Como o resto do mundo vive hoje, em sua maior parte, uma vida bem melhor do que a vida de classes abastadas do século XVIII? Como 400 milhões de chineses saíram de um nível abaixo da linha da pobreza sem um respectivo empobrecimento nas classes mais ricas da China ou um respectivo empobrecimento do resto do mundo?

      Tudo isso ocorreu porque não é um jogo de soma zero, e sim de soma positiva. Pode ser que você não saiba o que é soma zero, claro. O fato de ainda existir pobreza não invalida isso – a pobreza sempre existiu, mas nunca foi tão pequena quanto hoje. Quase um bilhão de chineses e indianos são a prova viva (e cada vez melhor de vida) disso, e o fato de ainda faltar quase outro bilhão de seus compatriotas na festa não invalida as conquistas desses países após abraçarem o capitalismo.

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Oi Paulo,

        Tem alguém perdendo cara. Pode não ser um nacional de quem esteja ganhando, pode ser que quem esteja perdendo não tenha uma perda assim tão significativa, mas estão perdendo.

        Quanto à melhoria das condições de vida, isso vai até o esgotamento dos recursos naturais. Se esse bilhão de chineses e indianos resolverem que o negócio é comer carne vermelha e queimar combustível fóssil, veremos se houve criação de riqueza mesmo.

    • Zaratustra

      “Acho que a intensidade das reações contra certo tipo de produção cultural é fruto do medo.”

      Eu não diria medo. Diria revolta. Revolta de ver ao invés de progresso humano, retrocesso. E demasiado retrocesso!

      Onde está aquele tempo em que homens e mulheres eram honrados?
      Onde está aquele tempo em que a música era uma das mais altas artes?
      Onde está aquele tempo em que o conhecimento era levado a sério?

  • http://www.facebook.com/people/Raoni-Dos-Santos/100000073980722 Raoni Dos Santos

    Não concordo de maneira nenhuma.

    Eu detesto o funk, pelo que ele é. Apologia a drogas, tráficos, crimes e, agora, da ostentação. Música dessa forma só serve pra alienar e piorar a situação da própria comunidade. Ou você acha que isso não desvirtua a comunidade?

    As comunidades precisam de voz sim, mas essa voz não é o funk. O funk, pelo menos aqui no RJ, transcende as classes sociais. Ricos e pobres escutam essas letras que se um dia foram o grito dos oprimidos hoje não passam de putaria e drogas.

    • Josias

      “Eu detesto o funk, pelo que ele é. Apologia a drogas, tráficos, crimes e, agora, da ostentação”.

      MENTIRA… o funk não é e nunca foi só isso. Na verdade este é um nicho do funk chamado “proibidão”, no México há uma experiência semelhante com o Narcocorrido ou seja músicas que exaltam os crimes,traficantes e os grandes cartéis de drogas. Tanto aqui como acolá NINGUÉM é obrigado a ouvir esse tipo de música, utilize a sua liberdade escutar o que bem entende.

      “As comunidades precisam de voz sim, mas essa voz não é o funk”.

      Você mora em comunidade? Tem como fundamentar a sua afirmação utilizando como base uma pesquisa,censo,conversa boca a boca afim de nos mostrar qual é a tal “voz” da comunidade?

      “Ricos e pobres escutam essas letras que se um dia foram o grito dos oprimidos hoje não passam de putaria e drogas”.

      Mais uma vez falando merda e emitindo opinião sobre o que não conhece. Poser.

  • Welington Leal

    Publico do BBB reclamando de Gaby Amarantos??? Pedindo Qualidade??? Mas é o nivel do BBB é mais baixo que barriga de cobra. Embalagem sem conteúdo.

    Quanto ao Funk Tupininquim é apenas reflexo da ambição da classe baixa brasileira, da falta de ensino da escola publica e dentro das familias disfuncionais brasileiras, da NOSSA SOCIEDADE mesmo.

    Eu não perco tempo criticando, eu ignoro ouvindo o que eu gosto, meu rock, meu jazz, meu Wagner, Meu Bethoven…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003883621177 Leonardo Oliveira

    Acho que o principal problema é a IMPOSIÇÃO de estilos musicais nos meios de comunicação. O som, estilo e movimento em si, não determinam muita coisa. Eu acho funk uma merda. Opinião deste Leonardo que vos escreve e ponto final. Mas para quem gosta, ouça, você tem esse direito. Mas eu, nas raras ocasiões que olho pra TV, o que “tá na mídia” é o funk mesmo. Acho que escutar, gostar é uma coisa, outra é a televisão praticamente impor isso ao resto das pessoas, que não são obrigadas a ouvir, muito menos a gostar do estilo. Eu mesmo, não vejo frequentemente na TV (aberta, diga-se de passagem) falando sobre outros estilos musicais. Por exemplo, eu não “escuto sempre”, mas frequento lugares onde tocam sertanejo e sertanejo universitário e gosto sim do estilo pra dançar, curtir e tal. Mas, aquela “febre” de Michel Teló de uns tempos atrás, onde qualquer lugar que olhava só tinha Michel Teló, foi demais. Dava a impressão que todo mundo tinha que engolir aquilo ali, oras. E convenhamos, e se fosse do avesso hein??? Funkeiro “de boa no busão”, e um gente boa do lado escutando, sei lá, a Sinfonia nº 40??? Como minha mãe dizia: “Pimenta no c* dos outros, é hipoglos.”.

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Cara, em tempos de conteúdo on demmand pela internet, itunes, google play, netfix, oi rdio e congêneres eu não me sinto pressionado por nada.

      Minha TV é o periférico do meu PS3 e só assisto TV pelo Netflix. Sei que o funk de ostentação existe – pra não saber, precisaria nem sair na rua – mas nunca ouvi a música mencionada no texto.

      Não acha que esse sentimento de imposição na verdade é um sentimento de perda de espaço? Pergunto de coração, sem querer ironizar nem ofender.

      • http://www.facebook.com/mleite2012 Mauro Leite

        Concordo plenamente com o Tiago, pode até existir um estilo que voce não goste, mas existe um individuo que gosta. O grande problema continua sendo o fato de dar o respeito ao outro. Eu gosto de metal, mas meu vizinho não, então quem sou eu para dizer se ele deve ou não ouvir?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003883621177 Leonardo Oliveira

        Você está certo. Como eu disse na resposta ao Tiago, talvez eu não tenha sido claro. Do mesmo jeito que você não deve (inferindo a partir do que você disse acima) colocar metal “no talo”, ele deve ter a mesma consciência de não colocar funk “no talo” né véi? Esse é o problema, a IMPOSIÇÃO. Não moro, em cidade grandehoje , mas já morei em Vila Velha. Aprendi uns 5 funks diferentes, nas vezes que meu celular estava sem bateria, ou eu esquecia o fone em casa. É foda.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003883621177 Leonardo Oliveira

        Talvez eu não tenha sido claro. Eu não sou adepto da TV, mas volta e meia, é inevitável. Naqueles momentos “fazendo sala” na casa de conhecidos e afins por exemplo.E sim, claro que é o sentimento de “perda de espaço”. Mas não a perda de espaço do estilo QUE EU GOSTO apenas, mas a perda de espaço do “RESTO”. O que critico no meu comentário.é o fato da mídia televisiva dar mais destaque a mostrar isso, como se outros artistas, também merecedores de crédito, não existissem entende??? O problema é, tem muito artista foda por aí, inclusive brasileiros, que deviam, mas não estão “na mídia”. Cambriana e Cícero são exemplos (que inclusive acho que descobri por aqui mesmo). Diferente do título do texto, eu não acho que é o funk a música escondida.
        P.S.: Não me senti ofendido, e nem vou. A não ser que você fale mal da minha mãe ou de star wars.

  • http://www.facebook.com/josenaldo.matos Josenaldo Matos

    Um dos grandes problemas (ao menos pra mim) desse tipo de ritmo (funk, pagode, tecno brega, axé, sertanejo…) não é o ritmo em si. Nada contra nenhum deles, pelo contrário: a depender do momento, eu até entro na farra.

    O que me deixa transtornado é quem escuta. Mas especificamente, quem escuta e ME OBRIGA a escutar também.

    Eu posso desligar meu som. Posso desligar minha TV, sair de um site, fechar um vídeo. Mas o que faço quando um babaca para na minha porta, abre o porta mala do som dele e resolve colocar a música que ele quer no mais alto volume?

    Me pergunto: quantas pessoas dizem que odeiam funk/axé/arrocha/etc, quando na verdade o que elas odeiam é o imbecil que obriga a rua inteira a ouvir o que ele quer? Quantas pessoas não confundem o ritmo com o ouvinte?

  • Diego

    Intelectualmente é legal defender o indefensável. Tao difícil é admitir que Michel Teló, Gaby Amarantos e esse funk de ostentaçao (ou o que quer isso representa), é uma M_ _ _ _? O vídeo que você postou. Ouça duas vezes. Uma vez mais. Entendeu?

    Gostar de axé, gostar de funk, gostar de música das “comunidades” é uma coisa. Agora esse discurso esquerdizante confortável, essa preguiça intelectual é dureza. Me lembra aquela música do Chico Buarque, “Gente Humilde”…que lindo a pobreza, que lindo o sudesenvolvimento.

    Ninguém deve ser proibido de ouvir a música que gosta, mas você nao gosta disso aí amigo, portanto, seja verdadeiro.

  • Nélio Oliveira

    Eu não gosto nem desgosto de funk ou sertanejo. Procuro não perder meu tempo pensando em coisas com as quais não me importo.

    Mas considero uma idiotice sem tamanho condenar os artistas que compõem e cantam essas músicas assim a priori. Não dá pra negar que caras que conseguem virar fenômenos de massas, seja com suas letras ou com suas performances, são excepcionais, pontos fora da curva e, acima de tudo, EMPREENDEDORES DE SUCESSO, pra desgosto dessa classe média que não cansa de sofrer… rs…

    Há algum tempo li uma reportagem sobre o tal Sorocaba na revista Exame que me deixou embasbacado. O cara é um gênio das finanças. Tentei googlear mas não encontrei. Mas este site aqui dá uma ideia: http://www.jesocarneiro.com.br/negocios/top-10-do-direito-autoral-no-pais.html

    • Diego

      Idiotice é valorizar o cara por ser um “empreendedor de sucesso” sendo que o produto que ele vende é uma porcaria enlatada. Empreendedores de sucesso nao necessariamente trabalham para o bem comum, ser um gênio das finanças nao representa algo positivo para alguém, a nao ser para o próprio gênio.

      • Henrique

        Diego, você está indo exatamente contra a ideia do texto, desrespeitando o trabalho de um artista que consegue envolver as massas. Eu também não gosto do trabalho desses artistas, mas nem por isso crítico. Existem gostos e gostos, o trabalho feito por eles, desde que não atinja ninguém de forma negativa, é incrível e merece respeito sim.

      • Diego

        Nao. Estou indo contra a tua idéia. Na música nao admiro empreendedores, admiro artistas. Admiro poetas, instrumentistas. Infelizmente Sorocaba e o funkeiro acima nao se enquadram em nenhuma dessas categorias. Lembre-se: Hitler também envolveu as massas, e o nazismo também foi um fenômeno cultural, entao prefiro distinguir as coisas sem tabus. Nao sei se você tem filhos, mas certamente nao vai querer expo-los a porcarias enlatadas que as atinjem sim de foorma negativa. Um abraço.

      • Henrique

        “Mas por que a gente insiste em não se conformar apenas em deixar isso pra lá e insiste em querer proibir os outros de fazer aquilo que os deixa felizes?” . Esse trecho resume exatamente o que eu penso sobre tudo isso. Se as pessoas escutam determinado artista é porque gostam, e o trabalho feito por eles acrescenta alguma coisa na vida delas – felicidade, por exemplo. Quem aqui nunca dançou Menudo em uma festa? Dizer que os mesmos são ótimos instrumentistas/ poetas é brincadeira né?

        De qual forma negativa elas te atingem, Diego?

        E não, não tenho filhos. E também não costumo ouvir Sorocaba ou o funk citado no texto, só não deixo de reconhecer, desde que não façam apologia as drogas ou ao alcool, que são bons artistas sim!

      • Diego

        Bom, botei o nome Sorocaba no google e a primeira musica que saiu começa assim:

        “É meu defeito, eu bebo mesmo
        Beijo mesmo, pego mesmo
        E no outro dia nem me lembro.
        É tenso demais!”

        O outro funkeiro acima nao precisa nem buscar a “letra” da música, porque o nome já diz tudo: ostentaçao.

        Enfim, esses caras me atinjem negativamente, cultuam a mediocridade, a preguiça, a ostentaçao, o machismo, uma lista infindável de valores que nao compartilho. Veja que também gosto de cerveja, as vezes tomo meus pileques, gosto de mulheres. Mas veja por exemplo como o Chico Science falava desses temas….há muita diferença.

        Quando tiveres filhos, ou quando de alguma forma ou por outro motivo você amadureça mais as idéias, vai entender o que estou falando.

      • Henrique

        Não concordo, cada um escuta o que quer e nem por isso faz/ diz o que a música está escutando. É a mesma coisa de você querer proibir teus filhos de se relacionarem com pessoas que usam drogas, quando, o que mais importa, é que ele tenha a consciencia do que aquilo é o mal que causa!

        Mas entendo o seu ponto de vista e respeito. Eu mesmo não costumo frequentar locais que tocam esse tipo de genero, mas não condeno quem frequenta, acho que o que importa é ser feliz, desde que, repito, não cause mal a ninguém e nem a si mesmo, de preferencia, rs.

      • Diego

        Tudo bem, respeito também. Só nao me peça para ignorar que este fenômeno é de baixíssima qualidade. Defendê-lo ou mesmo compara-lo com outros pra mim é preguiça ideológica, tipo “leave and let live”. Enquanto esses caras saem na capa da Veja e no argumento no nosso amigo aí acima, como exemplo de “empreendedores de sucesso”, a gente vai tendo que aturar.

      • Henrique

        E só pra complementar, conheço muitas pessoas que frequentam baladas que tocam Fernando e Sorocaba e estão lá apenas para se divertir, dançando ao som de: é meu defeito, eu bebo mesmo, beijo mesmo e pego mesmo, SEM FAZER NADA DISSO!
        Boa semana pra você!

      • Nélio Oliveira

        Você pelo visto desconhece a nova versão do “apelou, perdeu”. Vou te apresentar: apelou ao ad hitlerum, perdeu.

      • Diego

        Desconheço. Perdi. Se tiver argumentos, manda bala.

      • Nélio Oliveira
      • Diego

        Como falei prefiro distinguir as coisas sem tabus. A expressao que você utilizou representa a institucionalizaçao de um tabu, que é nao poder falar de Hitler ou sobre o nazismo numa discussao qualquer, o que pra mim é absurdo. Mas se você se ofendeu, para entender a sentença basta substituir “Hitler” e “nazismo” por “Xuxa” e “Xou da Xuxa”, respectivamente. Verás que o que eu quis dizer é que um fenômeno cultural, por mais massificante, nao será necessariamente bom, adequado, ou útil para essa mesma massa de pessoas. Compreende?

  • Murilo Fochi

    Eu acho que isso que eu to vendo é uma exclusividade do Papo de Homem mesmo. Não é o primeiro debate que eu vejo algumas pessoas defendendo “merda”, pagando de intelectual e tals, mente desenvolvida. Lamentável.

  • http://www.facebook.com/pedropaulo.moraesgomes Pedro Paulo Moraes Gomes

    Se lembra do texto de grandes atores e como eles se posicionavam muito mais como meio hábil do que pai/criadores?

    Aí é a mesma coisa parceiro, se existe é porque uma parcela da população e boa quer ouvir, dá valor e gosta. Principalmente gosta.

    E quanto a qualidade? Qualidade de que? Quem sou eu pra julgar cenas e movimentos musicais que tão aí surgindo e dasaparecendo… Do mesmo modo que tá surgindo hoje aí o funk ostentação nos 90,s foi Nação Zumbi e Manguebit.

    Agora ficar com preciosismo musical, cultural é foda. Melhor voltar pra Europa do XV.

    • Diego

      Amigo, comparar funk ostentaçao com Naçao Zumbi é como comparar o Mc Batatinha com Chico Science. Manguebit teve poesia, reflexao, perspectiva, valorizaçao de ritmos regionais, evoluçao. Pára…

      • http://www.facebook.com/pedropaulo.moraesgomes Pedro Paulo Moraes Gomes

        Aí que entra o preciosismo Brohter, também acho que foi o melhor movimento dos anos 90 ou cena como preferem, mas não deixou de ser um movimento musical fortemente embebido em uma revolução cultural. Aí tá a mesma coisa, as ferramentas são outras e principalmente o produto final também é outro.

        Eles não passam de algo que tá ocorrendo, independente ou não da música.

      • Diego

        Nao entendi o que você quis dizer. Sigo pensando que comparar Mangubeat com esse funk nao tem parâmetro pela diferença de qualidade musical. Qual o problema em admitir que um é muito melhor que outro? Claro que sao mais do que algo que está só ocorrendo, ou já ocorreu. Nao é preciosimo, é colocar as coisas no seu lugar.

  • Maurício

    Luciano, uma duvida(nao tem bem a ver com o texto, mas enfim). Sobre essa coisa de proibir as pessoas de fazer o que as deixam felizes, o que vc acha do Regis Tadeu( eu nem sei se ele é respeitado no que faz, mas sempre fala de musica em yahoo alem de ser “jurado”[argh] no Raul Gil) e de demais “criticos musicais”?

  • Rubão

    Quando eu fico vendo ou escutando pouco desses novos funks da atualidade, simplesmente me vêem na mente a ideia de… nada.

    Que ritmo de música vazia e sem sentido esses novos funks da ostentação ou sei lá que raios estão querendo derivar desse ‘gênero musical’.

    Ideologia nua. Sentido? Que sentido? Consumismo? Aonde? Quem tá bancando todo esses “MC´s” pra ficarem posando com todas essas coisas de marca, Camaro, Juliet, Oakley? Isso não é ser rico mesmo.

    Já faz uns bons anos que NÃO escuto nada de música da geração atual, até mesmo de grupos, bandas ou cantores(as) antigas que fazem música nova. Por quê? NÃO TEM A MESMA QUALIDADE de antigamente. Melodia, ritmo, letras de qualidade (algumas nem tanto!), tinham gosto pelo que faziam bem… Nem sei qualé que é do som desse século XXI.

    FUNK DA OSTENTAÇÃO: VOCÊ TEM ALGUM SENTIDO POR ACASO? QUEM “É VOCÊ”?

  • Angelo

    Se o funk restringisse suas letras a temas relacionados a mostrar sua realidade social sem incitar comportamentos agressivos e ilícitos,igual muitos rappers por aí fazem e que eu respeito muito,tudo bem,mas agora considerar música uma mistura de batidas aleatórias com palavrões já é de mais…

  • alex

    “Mas por que a gente insiste em não se conformar apenas em deixar isso pra lá e insiste em querer proibir os outros de fazer aquilo que os deixa felizes?”

    Velho, isso é uma observação absurdamente ingênua de quem decide escrever algo sobre música e minimamente esbarrar em conceitos sociais.

    Deixar pra lá, achando que tá todo mundo feliz?????????????? Ah, não dá pra comentar essa. Sem paciência.

    Mano, moro num bairro zoado, tenho mestrado em música e meu vizinho traficantezinho barato ouve funk no talo quando assamos uma fraldinha em família com a vovó doente. Mano, eu sei, ele não ouve esse INFERNO porque tá feliz.

    Falar de música em um viés social não compreende passar a mão na cabeça de pobre/fudido/que não teve acesso, livrando a própria consciência em não criticar. Isso é cultura pop que faz.

    Mas deixo um abraço!

  • Michael

    Me parece que o que estamos querendo não é nos livrar da música, mas esconder essas pessoas que dão origem a ela.

    Disse tudo e nao escondeu nada! Nao gosto do ritmo dentre mil mcs tem uns 3..4 fazendo um som “do bem” sem apologia e apelacao sexual..caros sertanejo ultimamente andar meio pornografico,letras pobres e mediocres.mas bem..funk -favela-negros e pardos-trafico e bla bla bla desde que fiquem na favela e nao invadam o outro “mundo” das pessoas catolicas,lindas e do bem!!

    sou negro yep, nao gosto de funk é nem sei o q é favela pois nunca morei em uma!

  • Michael

    Engracado se um dito “favelado” negro,pardo,branco ou nordestino é culto,educado se vestir bem,ter um carro isso parece chocar as pessoas. nao devem pensar mas vc é favelado se ponha no seu lugar vc tem que se fudido e nao pode ter nada. carai isso me assusta pois pobre tbm quer ter as coisas,por mais que nao tenha nascido em berco de ouro ou que nao tenha vindo de uma geracao que o pais tenham ensino superior, trabalhando em sub empregos pra sustentar a familia. Nos Euas os clipes de hip hop é só isso ostentacao è somos ghetos somos negros temos dinheiro rsrsrsrs funk ostenta é só um retrato invertido de uma grande parte da sociedade que sofreu e cantava miseria e sofrimento que agora ta podendo ter um tablet, um computador e um carro e ta feliz em pode retratar essa melhora social e financeira.

  • eliézer

    Quem disse que esse funk é a voz do protesto? Pelo que vi somente se encaixou nos valores do sistema capitalista que é injusto principalmente com a classe baixa, impondo a todas as classes o valor do ter e não do ser. Ora se o que se vende nesse funk é justamente o ter, para parecer que é assim que se tem uma sociedade justa. Será que esses bem sucedidos funkeiros retribuem à sua comunidade? ou fazem como a maioria dos outros cantores de sucesso? Andar de carrão na periferia ? Um pai de família sonha em por seu filho em uma captiva? Tênis de 1000 reais? Passa a consumir ela fica feliz? Então vc deve sempre consumir mais para ser feliz (capitalismo puro). Fala sério que valores são esses? Inversão de valores. Errado tanto para alta classe como para qualquer classe.

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Música e identidade são inseparáveis. A primeira é um pilar importante da segunda.

    Basta ver como nos ofendemos quando sentimos que o nosso gosto musical foi atacado. Entregamos bonito o controle remoto dos nossos nervos pros outros por besteira, como se fosse um grande crime e um puta ataque à nossa honra.

    A gende usa música como bandeira, para demarcar o território de nossas tribos, e como forma de ostentação na sociedade. O funkeiro e o rapper cantam sobre seus blings e suas posses enquanto o fã de beatles tenta ostentar classe e capital cultural e o hipster quer parecer alheio a isso tudo ouvindo uma banda que ninguém nunca ouviu falar. Ninguém escapa.

    Dependendo, usamos nossos gostos como moeda de troca: http://papodehomem.com.br/o-que-acdc-gente-diferenciada-e-voce-tem-em-comum/

    Acho que de todos os joguinhos que a sociedade inventa, esse é o mais doido de todos. o.O

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003162080726 Renan Gonçalves de Souza

    Adoro funk! Escuto muito Parliament, B.Negão, Cee Lo Green, Vanessa Jackson, James Brown, Michael Jackson, Stevie Wonder, Funkadellic e muitos outros.

    Também gosto muito de Miami Bass, que é o que se chama de funk por aqui. A própria confusão da nomenclatura me interessa, pois representa bem a nossa antropofagia de pegar o que vem de fora deglutir e retrofagir em algo nacional. Levi Strauss já previa as alterações culturais mais ou menos assim.
    O próprio termo “ostentação” foi confundido em vários comentários com consumismo.
    O ser humano precisa ser reconhecido, precisa ser visto. Tô pouco me lixando de como neguinho adquiriu um rolex, o que eu não aceito é eu não poder usar o meu rolex na rua porque o Estado não me dá a segurança necessária pra isso.
    Muitas pessoas expressam seus melhores sentimentos através do confronto. Pensa numa criança que não é ouvida… ou se cala ou grita! Geralmente grita porque não é ouvida mas é chamada à atenção sempre assim, por meio de gritos…

    Não é necessário dizer que tem musica boa e musica ruim em todos os estilos… O ser humano é assim! Ninguém nem nada é completamente bom ou ruim, bem como ninguém faz nada completamente original.

    O que me enoja é o preconceito…

  • http://www.facebook.com/gabriellobatoo Gabriel Pereira Lobato

    Não to nem ai para oque os outros escutam.

    só me incomoda PROFUNDAMENTE que esta merda de funk passe todo dia em frente a minha casa, no volume máximo, em carros rebaixados e com gente fuleira…

    Moro numa avenida onde isso é uma constante, tem noites que mal se consegue dormir.

    De dia, tenho uma agência de publicidade no centro da cidade, no quinto andar do prédio essa zueira do funk também causa transtorno.

    Minha bronca com o gênero é só essa, sou fã de foo fighters e não vejo ninguem por aí incomodando os outros com a sua musica, eu mesmo, em casa, ouço em nível moderado pra não atrapalhar nem os vizinhos.

    Se eu posso ouvir foo fighters baixinho, porque essa cambada de filha da puta não pode ouvir funk no canto deles tb?

  • Guest

    bom não estou querendo generalizar mas boa parte das pessoas tanto que moram na periferia quanto em bairros nobres boa parte delas nunca vai se emportar

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

    Eu só não concordo em pessoas fingir que são o que não…muitos desses objetos em clipes de ostentação são falsos, ou não são de quem canta…acho isso meio estranho… mas ia ser igualmente bizarro o Thor Batista cantando algo assim… acho que o principal sentido da música é a diversão, a felicidade, mas particularmente gosto muito mais quando passa uma mensagem que tem algum sentido…

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Milane/1494909748 Matheus Milane

    o problema é quando tudo se desvirtua a um ponto que não se tem mais relação entre as propostas, digamos, “originais” e o que se torna depois.

    ficando em alguns exemplos, o rap americano que era a voz das ruas e de uma realidade difícil, também foi parar nessa ostentação – um grandmasterflash and the furious five da vida cantava sobre a realidade numa quebrada tensa e a falta de perspectivas, um kanye west canta sobre lamborghini e quantas mulheres ele, o fodão, comeu desde a hora do almoço.

    o sertanejo (e até o country americano), falavam da vida simples do homem do campo, seus sonhos e seus anseios – agora é sobre caminhonetes 4×4 turbo, pegar todas e ficar doidão na balada.

    o funk segue um pouco nessa linha – mas fazendo uma correlação com o rap americano, a ostentação pode ser vista como um desejo de afirmação, de visibilidade, de autorrealização, mas ainda assim algo desvirtuado e que não tem mais aquele feeling todo, aquele apelo.

  • Thiago Contista

    Funk, Forró Eletrônico, Brega…

    O problema em si não creio ser o gênero musical, é indiscutível a diversidade de gostos. Acontece que os exemplos que citei são os mais comuns aqui na rua em que moro, nas três bodegas daqui ao lado, em que os fregueses estacionam seus carros com porta-malas aberto para fazer o barulho com enormes e potentes caixas de som, repercutindo por toda a vizinhança.

    Não aprecio os tipos citados acima (gosto meu, que sou careta), contudo também não aprovaria se colocassem o Muddy Walters, o BB King e o Jorge Ben Jor nas alturas, mesmo fã do som destes, sem permitir que os demais vizinhos possam assistir aos seus filmes em casa, lerem seus livros, cuidarem de suas crianças, dormirem…

    Coincidentemente ou não, o funk (o forró eletrônico – ou universitário – é mais frequente aqui nestas terras) está fazendo mais barulho não por causa do ritmo, mas porque muitos de seus ouvintes buscam por ostentação, compram paredões com caixas de som, investindo mais nisto do que em seu carro e no próprio lar, abusando no caminho para conseguir atenção, pois não há dúvida de que o propósito de tais pessoas está bem além de “simplesmente curtir uma boa música num volume que se acredita ser adequado”.

    Acabo me tornando o vilão porque vivo a ligar para a SEMAM – Secretaria do Meio Ambiente – a fim de “acabar com a festa”, como se esta só pudesse rolar se em alta frequência (detalhe: às vezes o único ouvinte interessado é o próprio freguês do boteco, dono do carro). Quero paz, bote o som seja qual for, que seja numa altura suportável a quem não quer participar, cara.

  • Zizao Paulista

    Nossa sociedade e’ etnocentrica, sempre quer ditar a maneira certa de se vestir, como se alimentar, no que acreditar, qual esporte jogar ou assistir, no que gastar (quantas discussoes ja vi sobre como os outros deveriam gastar o dinheiro deles!), como ser feliz, e finalmente qual musica ouvir. Nada mais facil que desrespeitar o outro, principalmente se ele e’ de outra tribo e minoria. Ou maioria, e vc e’ quem desconhece esse mundao e acha que vai mudar o rumo da historia com sua opiniao anonima?

  • Pedro Rothier

    trocaram uma coisa péssima por uma ruim, esse estilo é melhor que apologia ao tráfico e ao crime e a “putarias” mas ainda sim é uma porcaria. Não tem como manter esse padrão mostrado nos clipes, muitos jovens mesmo não sendo diretamente coagidos pelo funk a ir para o crime para conseguir dinheiro e status social, vão para este caminho pois este é o único meio de conseguir o bens almejados. Ora se nem os próprios mc’s conseguem manter esse estilo de vida(a maioria deles não consegue), imagina o morador de periferia comum.

  • Cristina

    Acho que o cuidado é exatamente esse: o que está se incentivando?! Não adianta dizer que é só musica… deveria ser… mas as pessoas hoje são totalmente influenciáveis. Tem funk que fala palavrão que chama pra briga e quando toca é isso que as pessoas fazem. Se a letra fala: vamo tirar a calcinha, ficar de quatro e sei lá mais o que… ” As pessoas fazem exatamente isso… E um funk desse qual o impacto causa? Imagine num jovem de 18 anos pobre ou classe média baixa que não tem condições de bancar isso, enquanto isso ele tem um conhecido, colega, ou até mesmo passa e vê outro garoto da mesma idade com tudo que ele não tem. E ainda um funk desses que fala sobre isso, e exalta isso, o garoto pira, achando que é bundão que não tem o que esses caras tem. E aí o que ele vai fazer pra conseguir ?! Roubar, colocar os pais na parede, Furtar, trabalhar pra conseguir, entrar em depressão?! Isso não é brincadeira, isso acontece!! E outra, no vídeo o cara fala que esse tipo de funk, e os raps’s estrangeiros cantam esse tipo de funk. Até fazem sim, mas até onde conheço e vejo, são nas roupas, no tipo do carro e sempre várias mulheres do lado, mas as letras das músicas são variadas. Desde da mulher que parou na dele por causa do dinheiro, até contando também que ela largou…rsrs. EnTão tipo: Tudo é informação, Tudo pode ser copiado e imitado por alguém o cuidado tem que ser tomado, a geração que está ai já está bem doida, não precisa de algo para mexer ainda mais com essas cabeçinhas vazias. Acho até legalzinho, acho mais engraçado… mas eu tenho a cabeçinha no lugar coisa que não vemos por aí, principalmente as pessoas que são o público alvo desse tipo de música. (desculpa as pessoas curtem e que não são assim)

    • Lily

      Estou com o braço machucado e com dores no corpo. Ontem (domingo), levantei, me arrastei pro sofá, liguei a tv, não encontrei o controle para poder trocar a imagem da antena pro cabo e fiquei olhando pro teto e curtindo minha dor. Um grupo feminino começou a cantar uma música que diz que se olhar de cara feia a porrada come. Minha filha de 12 anos, que estava alheia a tudo, cara enfiada no notebook, levantou a bunda do sofá, olhou embaixo das almofadas, encontrou o controle e trocou de canal. Eu não pedi – nem mandei. Moramos nos arredores da favela, somos (aff) classe c, somos expostas a essas músicas (da porta de casa pra fora..) mas não gostamos nem somos malignamente hipnotizadas por elas. Em suma, não devíamos nos arvorar de controladores do senso crítico de ninguém

  • http://www.facebook.com/pedroantoniorv Pedro Vilela

    E o tecnobrega da ostentação, já viram?

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fqk7CV6qJb4

  • http://www.facebook.com/junkiemilhouse João Paulo Peres

    Muita gente fala de imposição da mídia, não acho que ela seja algo absurdamente grave. Eu gosto de jazz, mas quando falo sobre muita das pessoas que pagam de intelectualizadas e absurdamente inteligentes por curtir um rock 3 acordes clichê (que tem coisas que eu gosto) falam que sente sono e que é música de elevador. É a mesma coisa que acontece com as pessoas, não adianta você colocar alguém que geral ama endeusar, como Caetano Veloso, se as pessoas vão achar um saco o que o Caetano Veloso está fazendo. Querem cobrar intelectualização musical de pessoas que não a tem, não por serem incapaz, mas por terem música como algo que as diverte, sem uma importância imensa, além de ser um meio para se divertir, esquecer dos problemas e farrear com os amigos.
    Eu escuto o que eu gosto, não encho o saco de ninguém por isso, não me afeta os funks de ostentação, os sertanejos universitários ou seja lá o que for, na verdade eu costumo me ofender com guardiões do bom gosto, que gostam de coisas tão pops e comerciais quanto as que fazem sucesso por aqui, melhor musicalmente, mas que não tem utilidade além da diversão, mas critica os outros tipos de estilos de música.
    Quem quiser apreciar a arte musical, aprecie. Quem quiser se divertir, se divirta. Existem artistas para os dois lados e, com a internet, os trabalhos deles estão bem acessíveis.

  • Aquiles Marchel

    o funk brasileiro é ruim, tem péssimas letras, procurei ouvri, tirar algo que me servisse mas não tem como , e não acho que criticar seja errado, ora os incomodados que mudem as coisas. A Gaby amarantos foi hypada sem um motivo digno, musica ruim letra ruim ma so que me intriga é que pessoas que assistem um programa em que pessoas fazem as mesmas coisas que fazemos em casa critiquem a moça sem talento

  • http://twitter.com/luizagcn Luiza

    G-zuis, não sabia que tudo isso tinha começado na baixada. Eu cresci ouvindo (sem querer) funk. Vou confessar que sempre presto atenção nas letras porque acho a temática engraçada. E sim, já falei mal pelos cotovelos do funk, principalmente na época que era adolescente “rockeira”. Hoje não me incomoda mais como antes, acho graça, não detesto, mas a crítica a ostentação eu acho válida. Ostentar já é feio pra quem tem grana, é pior ainda pra quem é pobre. A música influencia a população e a juventude principalmente. Que valores estão sendo passados? A de que homens com camarote conseguem todas as mulheres? De q

    • Gisele

      Ingênuo quem pensa que funk de ostentação substituiu os de apologia. É porque não conhece as versões proibidonas.
      Me decepciona saber que alguém defende uma imundície dessas. Procura o MC Smith na net pra ver o funk dele contando como rouba carros. Falando que vale a pena entrar na “guerra” porque mesmo que morra deixa a família bem e as novinhas com saudade.
      E eu conheço essas coisas porque tenho vizinhos que ouvem nas alturas. Gente barra pesada e que oprime o resto da vizinhança de várias maneiras.
      Música de gosto duvidoso é uma coisa, esses hinos do crime são outra.

      • Gisele

        Quando disse Smith quis dizer o Menor do Chapa, confundo os dois. Funk de ostentação teve que surgir pra substituir a apologia direta ao tráfico depois da pacificação.

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Desculpa, Gisele mas você precisa ler meu comentário novamente. Dizer que ostentar é melhor do que os funks que faziam apologia ao crime não significa defender. Ser melhor que o pior não é sinônimo de ser bom. Todo meu comentário faz critica à música.

        Não precisa ir longe pra saber que eles ainda fazem apologia ao crime. Tem uma parte de uma das músicas do video/filme que diz algo do tipo “o carro é de playboy, mas aqui é vida louca”. Mas comparado a “se mexer com nóis a bala come” e outros piores, a ostentação é melhor! Ou se preferir eu uso a expressão “menos pior”.

        Além disso, se reparar na minha crítica ao consumismo X público alvo, é só usar um pouquinho a cabeça pra saber que consumismo desenfreado, baixa renda e uma educação falha, são propulsores do crime.

        Agora, arte é arte! Pode ser ruim, mas se expressa sentimento ainda é arte. De um jeito ou de outro, péssimo ou não eles estão falando de si e de suas realidades (ou como gostariam que fosse). O que não cabe é o discurso “é uma porcaria e ponto” se avaliar a situação como um todo.

        Tudo tem seus prós e contras. Eu gosto de avaliar tudo, acho que enriquece o debate e a mim como pessoa.

  • Guest

    Esse estilo musical é nocivo, não apenas para a sociedade como para a economia.

    1. Toda essa ostentação pode sim alterar o comportamento de consumo de uma parte da população, o que gera compras baseadas no crédito fácil, que por sua vez pode gerar inadimplência no longo prazo, e formar uma puta bolha financeira.

    2. Essa mesma mudança de comportamento também pode não ter tal expansão de crédito e sim ser levada a outro tipo de comportamento que talvez envolva o crime, seja na forma de tráfico e roubos.

    Não dá pra ser hipócrita, afinal “vida loca” se relaciona exatamente ao o que?

    Como dito no próprio documentário, esse estilo musical é basicamente “auto-ajuda” tão fraco como as centenas de livros de “ganhe dinheiro fácil”, “O segredo”, ou ainda o mais novo auto-ajuda das tias “50 tons de cinza”.

  • Manolo

    Esse estilo musical é nocivo, não apenas para a sociedade como para a economia.

    1. Toda essa ostentação pode sim alterar o comportamento de consumo de uma parte da população, o que gera compras baseadas no crédito fácil, que por sua vez pode gerar inadimplência no longo prazo, e formar uma puta bolha financeira.

    2. Essa mesma mudança de comportamento também pode não ter tal expansão de crédito e sim ser levada a outro tipo de comportamento que talvez envolva o crime, seja na forma de tráfico e roubos.

    Não dá pra ser hipócrita, afinal “vida loca” se relaciona exatamente ao o que?

    Como dito no próprio documentário, esse estilo musical é basicamente “auto-ajuda” tão fraco como as centenas de livros de “ganhe dinheiro fácil”, “O segredo”, ou ainda o mais novo auto-ajuda das tias “50 tons de cinza”.

  • tortoadireito

    “Mas por que a gente insiste em não se conformar apenas em deixar isso pra lá e insiste emquerer proibir os outros de fazer aquilo que os deixa felizes?”

    Me baseando apenas no texto, sem assistir ao filme disponível, eu diria:

    Porque as pessoas que gostam dessas coisas não nos dão paz. Você entra em um ônibus e lá está o cidadão escutando o seu “funk” no último volume, sem fone de ouvido. Incomodando as pessoas com a ideia fixa de que está se destacando positivamente diante dos outros. Está atrás de auto-afirmação e aceitação mas não entende ou não sabe como faze-lo. Via de regra, basta escutar uma ou duas letras desse estilo de música mencionado e você vai perceber que não passam de sofredores, carentes, atrás de auto-afirmação.

    No BBB, idem. Não passa de entretenimento barato pra pessoas que não tem a capacidade de enxergar o mal social que os aflige. Projetam naquelas imagens a vontade que tem de ganhar algum dinheiro e fornicar com aquelas pessoas tão vazias quanto eles, telespectadores.

    Colega não me leve a mal, mas seu texto só “tenta” provar que é uma pessoa democrática diante de uma guerra sócio-cultural onde quem está perdendo são as pessoas inteligentes. Perdem pra bens de consumo e entretenimento barato, sucateado e de má qualidade e, sobretudo, pra mentira populista de que as pessoas estão tendo acesso a educação quando na realidade elas só estão mesmo é adquirindo televisores e aparelhos celulares.

    Agradeça ao seu governante e a publicidade por isso tudo ser o que é.

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Eu nasci em tempos, que era preciso fazer música para ser músico.

  • http://www.facebook.com/daniel.p.dearaujo Daniel Pinheiro de Araújo

    ”Mas por que a gente insiste em não se conformar apenas em deixar isso pra lá e insiste em querer proibir os outros de fazer aquilo que os deixa felizes?”
    Pois gostamos dessas pessoas Luciano. Pelo mesmo motivo que não deixamos nossas crianças brincarem o tempo todo ou assistirem pornografia. Aí vão dizer ”Ah, então você se acha superior. Você acha que são crianças.” Não! Não acho. Mas quem tem um mínimo de consciência sabe que a maioria das pessoas são controladas, manipuladas mesmo. Pobres e ricos. E esse tipo de música, de ostentação, sustenta e eleva os valores de uma sociedade doente, baseada na ganância, no consumo, na corrupção do homem, no egoísmo. Isso é prejudicial a mim, a você e ao próximo que amamos. Não combato essa música como alguem que se acha superior a quem gosta dela. Combato como membro dessa sociedade, e os tristes valores que essa música sustenta nos afetam por todos os lados.

  • http://www.facebook.com/rodrigooalmeida Rodrigo Almeida

    ‘Ingresso do MC Catra nao e bilhete de metro’ . Fones, por favor.

  • Zola Makwiza

    Quem curti, belza. Quem não curti e acredita que eles estão influenciando de forma negativa a sociedade, porque não tentar abrir os olhos das pessoas que curtem? Apenas criticar na internet não vai mudar nada.

    Outra, todos esses MC’s, produtores e pessoas que trabalham nesse ramo, conseguiram vencer na vida de forma honesta.

    Cada um corre na sua, sem precisar pisar em niguém.

  • Roger

    Funk ostentação não passa de uma cópia do modelo Norte-americano de musica pop. Da batida black, R&B e Dance que visa dizer quem tem mais poder financeiro e moral . . . e isso é errado ? NÃO

    O problema é a ESTETICA musical dele. Algo de batida “pobre”. (por favor, pobre que eu digo em nivel de comparaçao estetica e nao social)

    Lembro das antigas batidas pesadas do funk nacional, e eram ótimas de se curtir em uma festa, coisas bem elaboradas. Hoje é tudo muito igual, pobre, baixo nivel de produção . . . E isso é notado quando a MESMA LETRA é TRANSFERIDA para o ritmo sertanejo, a coisa muda completamente

    Uma pena, nunca fui fã do estilo, mas agora não faço questão

  • Felipe

    acho que a realidade dos comentarios abaixo já chegou a um tempo na minha cidade..
    http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/12/adolescentes-roubam-veiculo-para-curtir-o-natal-diz-policia-do-es.html

    e até em outras pelo visto: http://videos.r7.com/adolescentes-roubam-carro-para-ir-a-festa/idmedia/503ce0ecb61c64f8efef62ef.

    Ostentar o estudo, o trabalho ninguem faz.

  • claudio

    eu acho o seguinte, nao concordo com a parte de se gabar com seus patrimonios, ele disse que isso expressa a felicidade das comunidades.. mas na verdade essas musicas agem o contrario, ja vi muito de pessoas que vivem no dinheiro com carros e tudo mais jogando pra cima dos menos favorecidos por ai, e essas pessoas ficam invejando e ate meu grupo de amigos uma vez ate chegou a entrar em conflito fisico com pessoas assim em uma baile que fui achei ridiculo o que fizeram pra mostrar a ostentaçao deles por cima da gente …

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100005798101985 Paulo Souza

    ESTA NOJEIRA DE FUNK PRATICAMENTE ESTÁ ACABANDO COM O BRASIL!

  • James Bronw

    Realidade que ao contrario do Hip hop nacional esse movimente Funk esta nas mãos de um monte de muleque sem noção de cidadania, sem ideologias alianados pela midia de consumo, reflexo da péssima educação do nosso pais!

  • mickey

    piramide social de cabeçaaa para baixooo…tem como a grande maioria viver em alto padrão de consumo?

  • Fabio Barbara

    vocês se esqueceram que o jovem no Brasil em sua maioria dançam muito e raciocinam pouco?
    Que mesmo que vcs não tenham intenção de incentivar o crime mas eles não entendem a mensagem verdadeira que vcs querem passar justamente porque são ignorantes?

  • gustavo mlk zika

    quero vira cantor de funk como eu fasso

  • funk ostentaçao

    vai toma no cuu filha da putaaa se for pra falar do funk fica quieto que é melhorrrr porrraaa……..

  • Joao Correa

    Engraçado, não sei por que tem gente que critica negativamente o funk ostentação. Criticavam o funk batidão porque falava obscenidades, via de regra letras eróticas. Criticavam o funk que falava da pobreza. Esculachavam o funk melody porque diziam que as letras eram melosas., E agora, com esse novo gênero de funk, que só fala de grana, luxo e riqueza, ou seja, coisas boas da vida, vão inventar o quê pra falar mal. Oh, povinho!

  • Rapha

    Hoje na Globonews no programa navegando, falou-se sobre esse funk ostentação… Realmente é o fenômeno do novo poder aquisitivo Brasileiro… Hoje quem ganha 1 salário mínimo tem IPhone 5 pago em 60vxs…. Por que nao sonhar com o Camaro Amarelo né? Essa superficialidade de ter o que ha de melhor e nao se preocupar em ser melhor. Ser um Semi-Analfabeto cantando o português todo errado mas ter um óculos de marca… Afe. :(

  • adslfdog

    Vivemos num país onde não existe o respeito, este é o problema!

  • Fernando

    Funk é lixo. Quem faz funk não é músico. Não tem talento como cantor, o som é apenas um emaranhado de ruídos e as letras são verdadeiras abominações. Ou fazem apologia ao crime ou espalha a pornografia e promiscuidade. Agora vem esse tal de “funk ostentação”, que, na minha opinião, é tão útil a sociedade quanto os anteriores que sitei. Desde de quando “ostentação” é algo positivo? O homem que necessita exibir bens materiais para ser alguém, é por que na verdade não é ninguém!! Em uma sociedade tão carente de valores, por que não pregar ideias mais saudáveis, como a paz e a solidariedade? Esses indivíduos deveriam ter mais cuidado com aquilo que cantam, pois querendo ou não, isto tem influência na formação da sociedade, principalmente, na educação das crianças.

  • LeandroL641

    Eu só acho que uma parte do pessoal que curte essas coisas não sabe o que é bom senso.
    Eu não tenho nada contra as pessoas que trabalham ou consomem isso, mas que não tentem obrigar ninguém a gostar do que eles gostam. Eu não coloco as porcarias que eu escuto no volume máximo no meu carro e nem deixo de usar fones quando estou em transporte público, e espero que os apreciadores de funk, sertanejo e outros também guardem seus gostos para si.
    A questão não é o fato de vir da periferia ou de falar bobagem, é uma parcela que não respeita o próximo e vai causando repulsa por não saber se portar em público.
    Muita gente não gosta de música clássica assim como eu e nunca vi reclamação de um “classista” que incomoda as pessoas com sua música no último volume.

    Meu gosto musical é irrelevante, mas se alguém quiser saber eu acho funk nojento e sertanejo chato, chato a ponto de ser só um barulho de fundo para as festas não serem tão silenciosas.

  • Rodrigo Santiago

    Funk Ostentação é o “Herbalife da música”…

  • Marcos Freybert

    O problema mais sério do Brasil é o brasileiro.

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 5414 artigos
  • 655864 comentários
  • leitores online