O dinheiro, o homem e uma festa cheia de gente estranha

Conrado Navarro

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude, Trabalho e negócios


Para quem acredita que ter razão é sinônimo de viver a verdade, as desculpas embaçam nossas reais dificuldades e criam a falsa de impressão de que “está tudo certo”, de que nosso potencial só não está sendo melhor aproveitado porque “o sistema não deixa”.

Viver na zona de conforto é satisfatório. Mas o que isso tem a ver com você e as pessoas com quem você se relaciona? O que isso tem a ver com sua grana e a maneira com que ela serve a seus propósitos? A relação é direta, embora seja mal compreendida.


Link YouTube | Vale lembrar: dinheiro na mão é vendaval

Amar é… mais fácil quando a outra pessoa tem dinheiro

O dinheiro é um meio de troca. Só isso. Trocamos nosso esforço por dinheiro, que é então usado para proporcionar conforto, consumo e satisfação pessoal. Alexandre Versignassi, no excelente livro Crash, diz algo mais ou menos assim:

“O dinheiro permite que uma manicure consiga comprar pão sem ter que fazer as unhas do padeiro.”

Acontece que, desde os primeiros dias de nossa vida laboral, associamos o dinheiro à chance de “subir na vida”. Assim, colocamos nas cifras expectativas que transcendem a real importância de trabalhar. Não fazemos isso porque somos egoístas, interesseiros ou “porcos chauvinistas”, mas porque o dinheiro compra muita coisa.

E comprar muitas coisas atrai os olhares das pessoas à nossa volta.

Somos frequentemente definidos por nossas posses e por aquilo que exteriorizamos em uma relação. Julgamos muito pela aparência porque é a maneira mais simples de formar opinião a respeito de alguém ou algum lugar. A engrenagem gira e logo somos impelidos a glorificar a diferenciação pelos bens, ainda que isso não seja necessariamente nossa definição de sucesso. Enquanto isso, as relações vão ficando tensas, complexas e delicadas. O convívio social, perceba, passa a ser, invisível e paradoxalmente, um reflexo do nosso relacionamento com o dinheiro.

Experimente o olhar mais questionador: adianta querer manter o status se não existir plateia? E quem define, cultiva e exercita a plateia? Nós mesmos. Trata-se de um ciclo óbvio.

Talvez você seja um exibicionista

O paradoxo do cotidiano se mostra na medida em que, muitas vezes, afirmamos aos mais queridos que “essa coisa de dinheiro é besteira”, sempre seguido de “o que importa é a família e os amigos e a importância que damos a eles”. Pego emprestado uma opinião do escritor Alain de Botton:

“Perdemos o interesse pelos outros quando tudo que procuramos fazer é afirmar o quanto as coisas estão indo bem para nós, da mesma maneira que a amizade só tem chance de crescer quando ousamos compartilhar aquilo que tememos e lamentamos. O resto é puro exibicionismo.”

E é isso que vivemos: um exibicionismo irritante e infantil. Somos incapazes de dar bom-dia ao porteiro ou de dar um abraço efusivo em um honrado trabalhador da construção civil. Mas passamos horas discutindo “planos de carreira”, “decisões pessoais difíceis” e outros tantos “assuntos importantes”.

"Dinheiro não é tudo", disse meu melhor amigo, Benjamin Franklin

Convivemos com as mais variadas possibilidades de colocar em prática o discurso da consciência limpa, do “dinheiro não é tudo”, mas preferimos as satisfações imediatas do consumo e a reverência que só o status – o “ter coisas” – é capaz de trazer. Traduzindo: adoramos mesmo é ditar verdades e fazer tudo “da boca pra fora”. A verdade, no entanto, é mais cruel.

Suas festas têm convidados importantes ou apenas quem valide seu modo de vida?

Pense agora nas festas que você organiza ou das quais participa. Quem são os convidados à sua volta?

Vou reformular a questão: você convive com quem valida seu modelo de vida ou com quem o questiona com o propósito de fazê-lo sentir-se vivo?

Muito do que estou falando aqui tem nome: hipocrisia.

Confesso que tenho fortes tendências a recusar convites de casamento, festas e muitos outros compromissos semelhantes, simplesmente porque sei que os participantes não serão as pessoas com quem eu realmente gostaria de conversar sobre o que me é mais valioso: a qualidade de vida, o bem-estar familiar e o equilíbrio pessoal. O que normalmente encontro nestas ocasiões são fervorosos militantes, cada um buscando mais reconhecimento e oportunidades de destilar seu poder.

Não se assuste ao saber que, no meu casamento, estavam presentes desde o cabeleireiro da família (sim, existe isso!) até a manicure de minha esposa, passando pelo porteiro do edifício onde moramos, seus colegas de trabalho no condomínio e outras pessoas para quem um ombro amigo e um ouvido paciente valem mais que o salário. Acredite, muita “gente importante”, íntima, e que tem relação direta com minha vida e trabalho, ficou de fora.

Relacionamentos são entidades complexas, especialmente quando são nutridos por interesses genuinamente humanos. Essa observação leva a uma tentativa superficial de mudar a ordem das coisas: é melhor aproveitar as pessoas do que permitir que elas desenvolvam seu verdadeiro papel. Criamos amizades frágeis para homologar o caminho que escolhemos, quando o ideal talvez fosse cultivar amizades capazes de suportar quem realmente somos.

O sistema quer que você vença, só isso!


Link YouTube | A ganância é boa…

Fazer questão de trabalhar mais do que a família pode suportar, com a justificativa de que “é tudo pela família”, é uma decisão muito cara: o que era para ser razão de alegria – ganhar mais, ter mais, poder fazer mais – cria a necessidade de plotar essa nova ordem familiar como sendo melhor que a “vida difícil” do servente de pedreiro. Você tem que ser o bom, não é assim?

Temo que a lógica da crença “trabalho-dinheiro-poder-status” gere abismos pessoais angustiantes. Ora, deve ser difícil para uma pessoa entrar no elevador e não olhar na sua cara. Ignorar o trabalho digno de uma faxineira quando você está de terno e ele de uniforme deve ser ainda mais difícil. Como segurar o desejo de sorrir para ela e dizer “olá”, sabendo que isso fará seu dia mais leve e melhor?

Afinal, por que é que ralamos tanto? Vale a pena comemorar mais sozinho e com a família as conquistas alcançadas ou é imperativo que elas sejam largamente divulgadas? O modelo hipócrita vigente prega que não adianta vencer; é preciso ter pinta de vencedor. Ironicamente, não há consenso sobre o que realmente seja sucesso. A vitória é pessoal, mas o sucesso precisa ser para os outros. Não é engraçado?

Ser feliz fica para depois…

O resumo da história você já conhece: gente irritada com o que dizem sobre ela, jovens querendo fazer do consumo sua receita de participação social e famílias despedaçadas, com brigas feias e muito sofrimento. Enquanto tudo isso estiver sendo feito com a justificativa de “sermos felizes”, toda e qualquer reflexão como essa será puro devaneio.

Adoraria saber o que dizer a você que concorda comigo e acha que, apesar de lunático, sou alguém que merece seu respeito. Infelizmente, não sei o que fazer ou dizer. Talvez seja melhor assim, porque pareceria muita ingenuidade querer mudar as coisas a partir de você. Deixo isso para os seus convidados.

Enquanto aprendo, tenho seguido uma regra simples para definir quem realmente merece meu tempo e minha atenção. Se a primeira pergunta que ouço em um encontro é “O que você faz?”, digo que sou um colecionador de fracassos. A reação é imediata: uma cara de espanto e uma desculpa – sempre ela! – para sair andando. As poucas pessoas que antes falam “oi” são minhas amigas.

Conrado Navarro

Empresário, Investidor, Educador Financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama.com, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks). No Twitter: @Navarro.


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  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Enquanto você tiver dinheiro, terá ‘amigos’. O sucesso sobe à cabeça. Aquela sensação de poder nos torna arrogantes para com as pessoas nem tão bem sucedidas.

    Agora, experimente estar sem dinheiro, simplesmente dizer que está sem condições de gastar. Agora espere seus ‘amigos’ te convidarem pra sair ou te oferecerem alguma coisa que você os ofereceria enquanto pagante. Não terá.

    Infelizmente a vida social se resume nisso. Se você quer ser reconhecido ou ter algum tipo de status para a sociedade, basta ter dinheiro e agir como tal. Pena que, a receita pro sucesso, eu não tenho. Apenas vivo do meu jeito, sem me importar com terceiros. ‘Parei de tratar com prioridade quem me trata como opção.’

    Abs.

    • Johncker

      Não sei se é porque tenho muito pouco quase nada, mas tive e tenho o prazer de poder contar com “amigos”. Quando tive um pouco mais de “poder” estavam comigo, quando estava à zero estavam comigo mais tempo, em quase todos os lugares e quase todos os momentos.

      • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

        Então meu amigo, parabéns. Eu tenho amigos para contar nos dedos. De uma só mão.

        O valor de uma amizade se mede de duas maneiras: Diante de uma mulher ou do dinheiro. E aposto que a maioria das amizades se perde nesse sentido também.

        Abs.

  • luciano

    Tudo o que foi dito são instintos naturais do homem. Poder , superioridade, domínio.

    Amor nem existe mais. É guerra e dinheiro .

  • http://www.facebook.com/dandanillo Danillo Santos

    Excelente texto, Conrado! É muito comum, nos dias de hoje, encontrar as duas perguntas que determinam crucialmente se uma conversa terá ou não prosseguimento: o que você faz e onde você mora. Infelizmente, chegamos à pior das fazes da humanidade: a do (parecer) ter.

  • Rafa

    Lógica do tostines perversa. A gente não só busca relacionamentos que validem nossas escolhas, mas procuramos nos relacionar de forma instrumental com quem, em teoria, nos proporcionasse ganhos maiores. Elogiamos a gravata do chefe, mas não damos nem bom dia pro faxineiro que limpa nossas salas.A vida social vira uma enorme politicagem: eu compro a imagem dos outros esperando que elas comprem a minha, tentando usar essa suposta rede de relacionamentos com o único intuito de maximizar ganhos para fortalecer e expandir a própria rede.Tratamos tudo como instrumento no final das contas: queremos um carro que nos dê projeção, uma esposa gostosa que todo mundo queria pegar, filhos para mostrar que somos pessoas responsáveis e bons pais. Assistimos a filmes e shows que detestamos só para tornar o teatrinho mais verossímmil. O show não pode parar.

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Não curto muito a veneração ao dinheiro, nunca precisei disso para me dar bem em nenhum aspecto. “Com dinheiro é muito fácil todo mundo é feliz, quero ver tirar onda, sem dinheiro como eu fiz”, diria Marcelo D2

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Gostei muito do título do post, hehehe.

    Conrado, confesso que não entendi muito bem a parte do casamento. Parece que você quis enaltecer que você chamou pessoas simples ao invés de pessoas da “high society”.

    Não casei ainda, mas entendo que no meu casamento chamarei pessoas que fizeram parte da construção do relacionamento, amigos com quem pude compartilhar apoio e boas gargalhadas e familiares que me ajudaram a construir quem eu sou.

    Se eles são os cabeleireiros, os porteiros do meu prédio, os empresários ou os amigos ricos, isso pouco importa, certo?

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Olha só o link que me aparece no UOL:
    http://natelinha.uol.com.br/noticias/2011/12/21/antonia-fontenelle-leva-fechada-de-adriana-birolli-e-reclama-no-twitter-155046.php

    “Ela também ironizou o carro da colega da Globo: ‘e olha que dirige um carrinho popular. Eu hein, cada uma. Imagina se fosse uma Range Rover? Mataria quem estivesse na frente’.”

    “e olha que dirige um carrinho popular”

    pff…

    • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

      E eu ainda li esta porra de fofoca escrota, hahaha. #eugostoefodase

  • Karina

    ó que estas aspas não me são estranhas! rs
    pois é.  

  • http://www.facebook.com/Joao.fasmaior Joao Fhilype Andrade Souto-Mai

    Olá Conrado,

    Muito bom mesmo o seu texto! Também concordo com você
    e outros que aqui comentaram. As metas são importantes para sobrevivência, mas
    escolher a maneira correta para conseguir nem sempre é uma coisa fácil.
    Acredito que essa atitude deva ser exercitada diariamente, mais ou menos como
    os atletas e os estudantes da Cabala praticam. Acredito que seja preciso muito mais
    do que coragem para policiar o egoísmo inerente dos seres humanos.

    Obrigado pela reflexão! Sem dúvida um dos melhores
    textos aqui do Pdh.  

    Feliz Natal e próspero 2012 pra todos nós!

    Abraço forte!

       

  • Johncker

    Fiquei imaginando a cara das pessoas “íntimas” que
    não foram convidadas para o seu casamento: -Veja se pode isso, convidou o
    porteiro, O PORTEEEEIRO, e não nos convidou”.
    Concordo com o que disse, mas, posso afirmar com total sinceridade, a ambição
    que tenho, a vontade desenfreada de obter grande soma em dinheiro, é
    simplesmente para fornecer conforto e qualidade de vida para minha família e
    para mim. Tive a oportunidade de ter um pouquinho a mais (nada muito relevante,
    mas um curto tempo em que o dinheiro me permitiu comprar o que não precisava
    para impressionar pessoas com quem não me importava), e vivenciar essa
    experiência. Confesso que não me decepcionei, já sabia antes mesmo de
    acontecer, quais pessoas permaneceriam após tal período. E agradeço porque foram
    muitas que permaneceram, como disse antes, já sabia quais permaneceriam, e
    continuam ao meu lado até hoje, que as coisas estão mais difíceis ainda.
    Conheço pessoas que vivem isso, carros, roupas, festas, status, blah blah blah.
    Quem não gostaria de ser aquele que todos enchem a boca pra dizer, “Olha
    quem está aqui hoje, o Fulano de Tal”? Acho que todos gostariam, mas resta
    a nós definir se isso vale a pena, trocar uma vida tranquila, confortável ao lado
    da família e amigos, por momentos rodeados de pessoas interesseiras e
    traiçoeiras.

  • svt303

    Não acho que haja problema nenhum em representar certos personagens na vida. Sem hipocrisia não há civilização. Por mais que digam, ninguém gosta de escutar e saber a verdade todo o tempo. Dizer que gostamos de quem não gostamos tanto assim é o cimento que segura a nossa civilização.

    Isto dito, o segredo está em saber o que é verdade e o que é representação. Cuidar dos amigos-mais-ou-menos para termos uma existência agradável e cuidar muito bem dos amigos de verdade porque esses são aqueles que importam.E me desculpe, Conrado, mas acho que essa postura de “eliminar” supostos falsos amigos, como no exemplo do casamento, só é possível para alguém emancipado financeiramente, cuja renda independa de outros, um empreendedor mesmo e olhe lá. Primeiro porque algumas relações precisamos cultivar para sobreviver. Segundo porque, em caso de desastre social e de você ficar em uma situação de solidão, sempre poderá frequentar situações sociais novas para conhecer novas pessoas e sanar essa nossa necessidade primata de companhia.

  • http://www.facebook.com/people/Wagner-Caldas-de-Araujo/100000757602324 Wagner Caldas de Araujo

    Parabéns pelo texto. Me fez refletir um pouco mais sobre o “ter” e “ser”. Show de bola.

  • marcella

    trabalho em uma área (design + publicidade) em que as pessoas competem não necessariamente pelo dinheiro, mas pelo glamour do cliente. é mais legal fazer um trabalho para uma marca famosa do que para alguém desconhecido. mesmo que o trabalho do cliente desconhecido seja mais legal e melhor remunerado. com o tempo, isso tb acaba criando relações de interesses ou umas forçadas de amizade (quero ser convidado pro aniversário de alguém de “sucesso”). é algo muito comum mas não deixa de ser triste e cansativo. o que parece ser esperteza é um misto de carência com vaidade. manter uma vida assim é mesmo muito destrutivo.

  • Eduardo Almeida

    Conrado, seu comentário foi muito apropriado e com conteúdo muito significativo. Parabéns.

  • Mariomoura

    Realmente o que importa é vc e sua opinião, não é mesmo?. Aqueles que porventura desejarem aprender conosco, ótimo, possivelmente nascera uma amizade e tbém aprenderemos com eles. Os que perguntam de início, o que fazemos?, demonstram a falsa esperteza de Status, com toda a certeza, irão querer impor a vontade deles e é de onde nascerão os famigerados dogmas.

  • http://wagnerhm.wordpress.com Wagner Hoffmann Machado

    “Aproveitar a jornada e curtir o caminho” Bem colocado!
    Apesar que ainda me perco nos muitos caminhos possíveis, ainda acho importante que algo seja proveitoso no percurso.
    As vezes vejo pessoas fazendo o que chamo de “se perder”, preocupando-se muito em adquirir bens, de ter dinheiro, de ter reconhecimento. Será mesmo isso necessário? Será que o foco não poderia ser no “ser e conhecer”? No auxiliar/ajudar/ensinar?
    Nem eu sei fazer tudo o que falo aqui, mas, quem sabe um dia.
    Abraço.

  • ana

    Escreva na sola do pé esquerdo o nome da pessoa amada e aperte no chão
    dizendo três vezes: Debaixo do meu pé esquerdo, te prendo VM, te amarro VM e
    te mantenho VM pelo poder das treze almas benditas. Que assim seja. Que vc
    venha me procurar em 24h, dizendo que me ama e que quer ficar pra sempre comigo.
    Enquanto vc não vier não irá comer, não irá dormir e nem irá ter vontade de
    outra mulher a não ser eu. Assim seja, assim será. (Publicar 4 vezes e não
    revelar o sonho dessa noite)

  • andrea oliveira mascarenhas da

    A nossa sociedade hoje se firma em valores fictícios, banais e invertidos e todos esses fatores desencadeiam relações transitórias,sem fundamento,sem embasamento concreto, baseadas apenas em interesses diversos desprovidos a maioria das veses de sentimentos nobres,éticos e simples que constituem o real propósito da vida e da felicidade.Concordo plenamente com o artigo postado,muito coerente .

  • http://www.facebook.com/fgmunoz Felipe Gouvea Muñoz

    O fato de levar como filosofia de vida a qualidade de vida, o bem-estar familiar e o equilíbrio pessoal, ao invés do status e poder já automaticamente nos coloca em um território diferente de reflexão, pois acabamos tendo a mente aberta para ler mensagens como essa e pensar em nossas ações mínimas do dia a dia. É muito legal ver ainda a repercursão positiva do texto e perceber a quantidade de pessoas que hoje procura muito mais fazer algo por um mundo melhor, mais completo e com menos corrupção e deturpação de valores.

    Ótimo texto Conrado, seria um prazer encontrá-lo para não saber o que você faz, mas para saber mais do que pensa.

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