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O banco mundial da genitália salva vidas

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | Artigos e ensaios, Corpo são, Mente e atitude, PdH Shots, Sexo


“Você ganhou peso.”

Costumava ser um tradicional elogio trocado pelos habitantes das Ilhas Fiji, segundo antropólogos.

Em 1995, satélites começaram a disparar sinais de televisão para lá. Um mês depois a Dra. Anne E. Becker, diretora do Centro de Distúrbios Alimentares na Escola Média de Harvard, iniciou uma pesquisa com adolescentes nativas, na casa dos 17 anos.

O resultado? O risco médio de distúrbios alimentares entre as garotas, auferido por testes, subiu de 13% para 29% em três anos.

Fiji pode agradecer à insanidade televisiva pelo presente.

Beverly Hills 90210. “Educando” toda uma geração de adolescentes na década de 90…

Distúrbios alimentares muitas vezes são reflexo dos distúrbios da mente.  Seres humanos entram em desespero com a ideia de que precisam atingir padrões impossíveis de serem alcançados para serem aceitos, admirados, queridos. Amados.

Desenvolvem quadros de neurose, depressão, comportamentos psicóticos e por aí vai. Em outras palavras, se matam a conta gotas.

Causa mortis: tristeza, por inadequação.

Portanto, todo e qualquer projeto estraçalhador de noias tem meu apoio. Não sei quem teve a ideia genial, mas há online na url www.genitalia.me uma galeria de paus e bocetas dos mais variados tamanhos, cores, texturas e formas. Trata-se do Banco Mundial da Genitália.

Uma beleza, diversidade na fuça. Fotos reais.

Aos criadores, deixo uma sugestão: insiram um link para as pessoas enviarem suas fotos. Vou ser o primeiro da fila.

Aos habitantes de Fiji, desliguem seus televisores! As ilhas de vocês deixam qualquer programa no chinelo.

Guilherme Nascimento Valadares

Focado em comunidades digitais, conteúdo e desenvolvimento humano desde 2006. Na interseção desses três pilares, surgiram o PdH, o Escribas e O LUGAR (ex-Cabana). Formado em Comunicação, atuei bom tempo como estrategista digital.


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  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Putz…não fala em neurose! Já tive todo tipo de distúrbio alimentar. Hoje vivo me policiando pra me manter no peso ideal. Não precisa chegar a extremos, mas também não dá pra tocar o foda-se.
    Quanto à genitália, estou feliz com ela! rs mulheres não sofrem tanto quanto a isso.

    Wait…tem um pau de óculos ali na montagem? HAUAHAUAAHAUAHUAA

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      esse deve ter sido o criador do bordão: “Meu pau de óculos”

    • http://twitter.com/luiscesarfc Luis Cesar

      É o Gonzo.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        rs

  • Luciana_Marques

    Post sacana… apenas solta as ideias… e as deixa… fantástica relação!!! Quanto às genitálias, fiquei imaginando uma manifestação contra a ditadura da beleza, na qual os manifestantes utilizassem camisetas com fotos das suas genitálias… louco isso!!! kkkk eu iria… kkkkkkkkkkk

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      huahuahuahu

      um tanto quanto pitoresca essa ideia.

      • Luciana_Marques

        Désolée – kkkkkkkkkkkkkkkkk ;)

    • Felipe Cardoso

      você teria coragem? O problema é ser o primeiro, naquele clássico “mostra a sua q eu eu mostro o meu” rs…

      • Luciana_Marques

        Hahahaha. Claro que eu teria coragem…

        Para conseguir tal feito, é preciso reunir uma galera e fazer tudo ao mesmo tempo, porque se for esperar o primeiro… ninguém faz. É o tipo de loucura que a coletividade nos encoraja – kkkk.

        Mas concordo com @papodehomem:disqus, é pitoresco!!! Em todos os bons sentidos que o dicionário nos oferece – kkkkkk

    • Inacio Carreira.

      Luciana, já fizeram isso…
      Já fizeram de tudo o que você possa imaginar.
      Só nos resta o suicídio.

      • Luciana_Marques

        Poxa… e eu me achando tão moderninha – kkkk
        Mas já houve suicídio coletivo, então resta-me NADA!!!

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Hahaha natural e impactante o http://www.genitalia.me.

    Observação perfeita Guilherme. Já comentei o caso do Butão, depois da chegada dos sinais de televisão, todos os indíces de criminalidade e disturbios sociais aumentaram, alguns dizem que não há influência. Claro que existe.

    A inadequação não fica só na estética e na aparência.
    Tenho medo, porque sem dúvidas sofro influências que podem um dia me tornar “inadequado”.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Em certa medida, já temos todos nós esta ou outra inadequação.

      Parte da mente saudável está em nos colocarmos de maneira leve em relação a isso, creio…

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      cara, vc já parou pra pensar na sua vida até o dia de hoje e pensar em quanta influência midiática nós já adquirimos? Acho que a gente não se assusta com isso porque é o ”status quo”. Se a gente tivesse a consciência dos malefícios, talvez a gnt achasse muito bizarro

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Eu penso sim, até demais as vezes. EU me assusto e tenho medo, que o minha falta de consciência chegue ao suicídio por inadequação. Sempre alerta!

  • tonho

    que bom que voltou a escrever guilherme,dou valor aos seus textos.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      bom saber, tonho, muito bom saber.

      quero retomar o velho ritmo.

  • Médico_Mg

    (Existe em medicina uma relação de ciclo vicioso onde uma condição patológica gera outra e esta por sua vez potencializa a primeira… Desse modo uma vez iniciado o ciclo é como se ele só fosse acabar quando tudo realmente estivesse acabado… A mídia financiada por grandes empresas montam “kombos” de felicidade/objetivos/necessidades e nós, acabamos por reforcá-la ao nos “adequarmos” e também ao excluirmos os não “adequados”. Não há como fugir desta adequação, ela sempre existiu e sempre vai existir (antigos gregos cultuavam pênis pequeno, chineses deformam os pés de suas meninas, africanos esticam o pescoço, índios alargam os próprios lábios, em todas as sociedades percebemos comportamentos “pavão-like”)… Para mim, a questão é o resultado destas adequações em nós mesmos, além de me perguntar quais são os motivos e objetivos de sua criação…O pior de tudo é a massificação mundial destas adequações… Na nossa sociedade já sabemos bem…. (Altura ideal, peso ideal, viagem ideal, profile ideal, roupa ideal, penis ideal, seios ideiais, cabelo ideal etc) A mídia repassa o “modelo” de tudo… O bebê bonito da pampers, a criança com seu videogame, o adolescente com Rebelde, o adulto com seu carro e por aí vai… E o potencializador disso tudo: Pasmem: “A informação”. Invejo meu avô. Ele quando jovem apesar de ter de se adequar ao seu mundo, com certeza, não era bombardeado o tempo todo por modelos a serem seguidos… Por exemplo: ele pôde projetar o próprio “manejo” sexual sem ser alienados pelos roteiros de Las Vegas, sem a neura de comparar o próprio pênis com os dos atores (Suspirem: Sem sofrer retaliações por isso). Com certeza, em sua cidade de interior, deveriam existir determinadas “preferências por mulheres”, mas acredito eu que elas não eram tão disseminadas e clonadas como as de hoje (capas de revista, filmes, anúncios, revistas…). Ah, não existia tb o melhoramento por meio de programas de computadores… E o pior, esse bixo é muito maior que eu e você. Claro somos pedacinhos desse monstro enorme… Tentar se negar contra tudo isso é burrice e insensatez… Você sem um mundo, bem, é vc sem um mundo… Já o mundo sem você (eu, também), já sabemos a resposta…..

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      já imaginou a vida como seria sem o bombardeio de informações, padrões a serem seguidos, paranoias inúteis a serem adquiridas, times para serem torcidos, empregos dos sonhos aos quais chegar, novelas das 20h para assistir, gadgets para baixar…. seria tipo a vida do seu avô ?

      Será que as pessoas tinham mais autenticidade e eram mais livres, sem crises de inadequação ?

      • Médico_Mg

        pois é, seriam mais livres para viverem bem consigo mesmas

  • Médico_Mg

    (Existe em medicina uma relação de ciclo vicioso onde uma condição patológica gera outra e esta por sua vez potencializa a primeira… Desse modo uma vez iniciado o ciclo é como se ele só fosse acabar quando tudo realmente estivesse acabado… A mídia financiada por grandes empresas montam “kombos” de felicidade/objetivos/necessidades e nós, acabamos por reforcá-la ao nos “adequarmos” e também ao excluirmos os não “adequados”. Não há como fugir desta adequação, ela sempre existiu e sempre vai existir (antigos gregos cultuavam pênis pequeno, chineses deformam os pés de suas meninas, africanos esticam o pescoço, índios alargam os próprios lábios, em todas as sociedades percebemos comportamentos “pavão-like”)… Para mim, a questão é o resultado destas adequações em nós mesmos, além de me perguntar quais são os motivos e objetivos de sua criação…O pior de tudo é a massificação mundial destas adequações… Na nossa sociedade já sabemos bem…. (Altura ideal, peso ideal, viagem ideal, profile ideal, roupa ideal, penis ideal, seios ideiais, cabelo ideal etc) A mídia repassa o “modelo” de tudo… O bebê bonito da pampers, a criança com seu videogame, o adolescente com Rebelde, o adulto com seu carro e por aí vai…

  • Médico_Mg

    Tinha escrito um comentário esmiuçando minhas ideias, infelizmente houve um problema na postagem… Vou colocar só uma parte que achei mais simbólica nesse momento…
    Que inveja eu tenho do meu avô que montou seu próprio “estilo” sexual sem ser influenciado pelos roteiros de Las Vegas… E melhor, sem ser comparado ou se comparar com padrões “vigentes”….
    Todas as sociedades estabeleceram padrões, a questão é quais estão sendo os nossos, como eles estão sendo produzidos e quais as consequências disso tudo?
    Pra mim tudo passa por capitalismo, mídia financiada, modelos inantigíveis e fantosiosos catalisados pela facilidade de informação/comunicação…

  • LuizZamboni

    huhauhau…nada como a perspectiva da coletividade

  • Pablo Balieiro

    Os “contras” desta forma de propagar informação são bem mais pesados do que os “prós”. Basta ver o que impera no pensamento da maioria quando os assuntos são sexualidade, política, religião, etc etc etc…

    Get over it!

    • http://www.facebook.com/iagosilvadealmeida Iago Silva

      Acho que não são ”bem mais pesados” como você diz. Por exemplo, no livro 1984 vimos um mundo sem a liberdade de imprensa, sem tv, sem muita interação midiática. Claro que é uma ficção, mas ainda assim, não acho que seria tão diferente da realidade. Em países como Coréia do Norte a informação é completamente restrita, a população sofre um patrulhamento ideológico monstruoso e, sinceramente, sou mais a nossa sociedade. A verdade é que nós gostamos de viver assim.

  • Luiza Só

    nós já estamos trabalhando no botão de upload, falta verba, quem quiser contribuir….

  • B.

    Conversei com os organizadores do banco semana passada e disseram que em breve haverá um botão para envio online. Por enquanto, só nas festas descoladas mesmo, O que já é um barato… Viva a diversdade!!!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      E que venha o upload de paus e bocetas.

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Oi, Luiza!
    Não, não. Não anulei a possibilidade. Apenas comparei com o complexo que aflige em maioria os homens (tamanho, se é torto, se enruga blablabla). Entre as mulheres, pelo menos, não se explana tanto esse problema (possivelmente por causa da vergonha que você citou, fato).
    bjo. Bem pensado.

  • Pinto Virgem

    Sorria genitaria!!!

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Estava com saudade DESTE TIPO de texto. Matou a pau, literalmente, GNV!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Dale!

      Curiosidade, Isa: como classifica esse tipo de texto? O que torna ele diferente/único a seu ver?

      Eu curto pra caraleo essas conexões improváveis…

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    E o pinto virgem está de volta!

    uahuahuauuh

    • Pinto Virgem

      Pois e,sempre que voce guilherme aparece,eu tambem apareco!!!Sera de estranhar?Nao sou o Guilherme difarcado de moleque taradao!!!So mesmo um muleque taradao!!!

  • Felipe Cardoso

    legal, se parece com o chat roullete! =D

  • Felipe Cardoso

    não é uma gíria, é um vício de linguagem, usado como muleta pra suprir uma resposta rápida com um vocabulário mais apropriado! Por que numa analise fria da expressão tipo assim, ela é correta textualmente, o “problema” é o sobre-uso.

  • Pinto virgeml

    Isso nao faz lembrar nada…

    Http://www.greatwallofvagina.co.uk

  • http://www.facebook.com/matheus.ramaldesandriani Matheus Ramaldes Andriani

    E ae povo!

    Conceitos,Padrões,Modelos,Formas,Ideais,Morais…E por ai vai..

    O que eu analiso nas sociedades em geral e que se cria algo de ¨como se deve viver¨ ou melhor…¨Qual a melhor forma de se viver¨ e se vai criando ¨verdades¨ e ai….
    ¨A ¨verdade¨ vós libertará¨..e se vai tentando se viver e adaptar em tais verdades e liberdade que e bom,nada.

    Vejo,que ficamos presos nesta gama de ¨Verdades¨ para a dita cuja beleza(Quem diz o que e belo ou não?As gordinhas já foram as mais cortejadas e em um local de moda as magras são e no BBB são as rabudas,gostosonas,cavalas…e para mim….(Ser do sexo feminino…já tá legal,ou será que tenho os meus padrões?)Ser bem sucedido,ser inteligente,ser isto ou aquilo….e isto só nós tortura e nós faz virá um jegué atrás de uma cenoura pendurada em uma vara de pescar e muitas vezes,sendo manipulados por interesses….Muitas vezes as busca do Orgulho…de ter algo,de ser realizado,se destacar…Ter o Alto Conceito de Sí(Através dos padrões)…e se destacar no meio da multidão…

    Sinceramente…tenho muitos conceitos..por exemplo…gostaria de controlar pensamentos…se mais disciplinado…imaginar menos e agir mais…pensar um pouco menos em sexo…e fica-se nesta guerra…neste simples e velho…

    Conflito interno…

  • http://twitter.com/tico20timao2 Luiz Eduardo MGC

    essas guria não depila não vei D: ,de 50, 10 me agradou rsrs…

  • http://twitter.com/lilianalc lilian

    e o site não funciona mais? aparece “bad gateway”

  • Pingback: O banco mundial da genitália salva vidas | Mugango

  • http://twitter.com/coiote4fun Coiote Flores

    A idéia veio de três amigos queridos (Carol, João e Luiza), que seguem com o projeto como podem (separados geograficamente no momento). Saiu uma entrevista com a Carol, em visita a Porto Alegre, na Rádio Ipanema: http://soundcloud.com/marcelonoah/bmg

  • Joana

    Eu estava pensando nisso esses dias queria ver genitalias femininas pq as vezes eu me achava estranha, mas vi umas parecidas na foto, acho que sou “normal”, hehehehe

  • M.

    cara, tava procurando um post de uma matéria afim ao meu problema pra poder comentar, com o intuito de que o assunto do qual vou tratar seja mais divulgado no Brasil, pois é algo que me aflinge e talvez a outros homens também, e diz respeito às diferenças que cada um tem nos genitais. É algo que é muito muito pouco tratado e conhecido aqui no Brasil, ou se é conhecido pelo menos não se fala o suficiente, mas pra mim significa muita coisa.

    Quando era menino, tinha fimose, a minha glande simplesmente não saia nada do prepúcio, e com uns 13 ou 14 anos, nem lembro, fiz a circuncisão. Hoje tenho 22 e me arrependo completamente, na época eu simplesmente não sabia das consequencias e efeitos e nem meus pais; era algo aparentemente necessário.
    No início da minha vida sexual, aos 16, eu achava tudo normal e maravilhoso, muito embora demorasse muito pra gozar. Com o passar do tempo, após mais relações,
    reparando em pornô e leituras na internet sobre o assunto, eu fui
    entendendo a diferença de um pênis normal e um circuncidado. Começei a
    reparar em coisas que eram comuns desde a cirurgia e não notava, a minha
    glande não tinha mais a cor viva de antes que conseguia ver na ponta ao
    abaixar um pouco o prepúcio. Também noto que a sensibilidade da glande é
    muito pequena, quando passo a ponta dos dedos não sinto praticamente
    nada, e sexo oral não é lá essas coisas que eu imagina quando senti pela
    primeira vez; imaginei uma explosão de sentidos e pra mim nunca foi
    algo de extraordinário. A falta de sensibilidade é algo que realmente me
    incomoda, e o aspecto um pouco seco, sem a lubrificação natural da glande também. A circuncisão retira o frênulo, o ‘freio’ de penis e booa parte daquela parte inicial do
    prepúcio, mais fina e mais sensível, então imagine você não conseguir
    mais descer e subir a pele até cobrir a glande e não sentir a fricção do
    ‘freio’ onde quer que você enfie seu pênis. Me senti mutilado, e me
    sinto ainda. Lhe tiram a parte mais sensível ao prazer do seu corpo.
    Então ano passado eu descobri por acaso sites americanos falando de uma
    tal de “foreskin restoration” (restauração de prepúcio). Não sei porque
    mas nos EUA é muito normal os homens fazerem essa cirurgia, mesmo não
    precisando, coitados, e mesmo não sendo judeus. Essa restauração não
    cirúrgica consiste em puxar, tracionar, esticar a pele que ainda sobrou
    na cirurgia de modo que ela volta, sim, a cobrir a glande. Esse processo
    pode ser feito manualmente, diariamente, o que pode durar mais (ou bem
    mais) de 2 anos para cobrir totalmente, ou um pouco menos com a ajuda de
    alguns instrumentos, tudo não cirúrgico. Encontrar esses sites e esse
    conjunto de homens lutando para terem o prepúcio de volta foi muito
    reconfortante e motivador, pois com essas técnicas, muito embora não se
    recrie o frênulo, o pênis adquire uma aparência natural, a glande
    coberta volta a ser mais brilhante, a sensibilidade natural dela é
    recuparada e o atrito da pele indo e voltando nela também.
    Infelizmente, nao encontro nada no Brasil sobre o assunto, nem local de vendas desses instrumentos que auxiliam na tração da pele, nem informações com
    médicos ou mesmo aparelhos em sexshops. Sigo fazendo manualmente e já
    vejo alguma diferença, mínima, a pele mais frouxa, descendo um pouco, já
    maior. Se soubesse, esse método de puxar a pele (pra cima, pros lados)
    poderia ter sido usado por mim desde o início, na fimose, e assim eu
    conseguiria descobrir a glande com o tempo e, BUUM, não precisaria ter
    feito a cirurgia! Jamais farei circuncisão em nenhum filho meu e nao
    recomendo. Gostaria que todo esse assunto de circuncisão e também de
    restauração fosse mais divulgado. Os sites mais úteis para mim foram o
    da NORM – National Organization for Restoring Men, e o
    Restoringforeskin.org , e espero que ajude alguém que precisa também,
    isso é algo sério.

    E desculpe pelo comentário tão extenso, espero sinceramente que esse blog, que é sempre muito pertinente, também aborde esse assunto em breve. abraços!

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