O amor não é um sentimento, é uma ação | Id #4

Frederico Mattos

por
em às | Id, Mecenas, Relações, Schweppes


“Frederico Mattos,

Sou de São Paulo, tenho 25 anos, minha atual namorada tem a mesma idade que eu. Já são quase 5 anos de namoro. Eu sempre tive vontade de me casar, e com a minha atual namorada temos esse plano e recentemente compramos um apartamento juntos.

Do final do ano passado (2011) para cá (Setembro/2012) eu tenho tido muitas dúvidas sobre os sentimentos dela por mim. Eu a amo, disso não tenho nenhuma dúvida. Mas sempre que paro para pensar nas ações dela comigo me vejo em segundo, terceiro e até quarto plano.

Quando converso com ela sobre isso ela sempre diz que me ama e que sou importante pra ela, mas isso é o que ela diz, não é o que ela demonstra. Às vezes acho que é só insegurança minha, mas sempre “perco” quando a questão é prioridades.

Se eu tivesse que fazer uma lista das prioridades dela baseado nos 5 anos de namoro e por suas ações, seria: família, estudos, trabalho, amigos, futebol (sim, ela adora) e ela mesma. Não necessariamente nessa ordem, mas eu me sinto abaixo de todas elas. Não consigo ver onde eu me encaixo.

Por causa dessa insegurança, comecei a ter mais ciúmes dela. Fico imaginando que ela me trai quando sai sozinha com as amigas, na pós e até mesmo no trabalho. Quando ela compra roupas novas, sempre as usa quando vai sair com os amigos(as) e/ou no trabalho. Isso também acontece quando eu a presenteio com roupas/sapatos que gostaria que ela usasse comigo (ou para mim).

Isso me incomoda, já disse isso a ela, mas ela acha que é besteira. Sinto que ela não acha importante quando saímos juntos. Ela sempre se atrasa nos nossos encontros. Ora é por que a vizinha chegou em casa para conversar com a mãe dela, ora por que o jogo do time dela ainda não terminou, e até mesmo por esquecimento. Sim, ela já se esqueceu de que iria sair comigo.

O que posso fazer para descobrir se isso tudo é apenas insegurança ou se ela realmente não me ama?”

Caro Fernando,

Entendo sua preocupação sobre o sentimentos sobre sua namorada por você, afinal você dedica parte (ou grande parte) do seu tempo a ela. É natural ficar em dúvida se o sentimento dela é genuíno.

Tenho uma visão bem específica sobre o amor. Ao contrário do que muita gente pensa, não o vejo como um sentimento, mas como uma ação.

Parado, esperando ajuda, rezando pra dar certo. Não assim que vai chegar no desejado destino

Hipervalorização das emoções

Vivemos tempos tão vidrados em comprar coisas e objetos que criamos uma polaridade interna (talvez para compensar nosso consumismo) em hipervalorizar nossos sentimentos, como se eles definissem a realidade objetiva.

A tão famosa essência que acreditamos ser a verdade de nós mesmos costuma ficar anos trancafiada numa pessoa que se mostra fechada e apática. Ou, de outro lado, dominadora e egoísta.

Ambas podem contra-argumentar qualquer retrato que se faça delas dizendo que têm uma essência agradável, vívida e generosa. Na prática o que vemos é, de um lado, alguém que se arrasta pela vida e, de outro, uma pessoa voluntariosa e de convívio difícil. Essência sem ação é palco para idealismo autocentrado e desconectado do mundo.

Sua namorada parece sofrer da ideia de que está ao seu lado (no fundo do coração, bem no fundo) quando na realidade concreta (que é o que importa numa relação com outra pessoa) está jogando só para o time dela.

Comunicação concreta

Gosto de ser realista. Vivemos num mundo social, e a menos que alguém declare, manifeste ou concretize uma intenção, ela será apenas uma vontade invisível aos olhos de todo mundo. Se você quer se comunicar realmente com o mundo (dos adultos), precisa falar e tornar concreta sua intenção. Telepatia, só em filme.

Já vi muitos casais brigarem e se separarem por conta de intenções ocultas que nunca foram expressas verbalmente porque tinham a crença de que bastaria o amor para que o parceiro(a) entendesse os desejos secretos do outro. Dois mudos emocionais que se separaram cheios de mágoa.

Portanto, Fernando, estou tendencioso para o seu lado, afinal, sua namorada pode ter toda a boa intenção do mundo e amar você profundamente, no entanto, se o comportamento dela é completamente contrário ao sentimento, não há razões para acreditar que é um amor consistente valioso para ambos.

É amor apenas nos termos dela, que está remando para outro lugar.

Treino, objetivo, companheirismo, trabalho em equipe. Chame do que quiser, mas faça.

O amor – sendo uma ação concreta de generosidade e crescimento mútuo – está em falta de sincronia com o alvo do amor dela, que é, ou deveria ser, você. Se pouca ou nenhuma atenção é voltada para você, a situação é clara: só você está namorando.

Dominadores e submissos

Numa grande quantidade de casais a história da tampa e da panela tem muito mais a ver com posturas complementares e doentias do que amor propriamente dito. É bem antiga a tradição de pessoas dominadoras e egocêntricas se relacionarem com outras mais passivas e submissas.

Uma manda, outra obedece; uma fala, outra ouve; uma dita, outra aceita; uma deseja, outra atende; uma trai, outra perdoa; uma tem amigos, outra dedica tempo exclusivo; uma pinta e borda, outra fica limpando a sujeira.

Não são vítima e algoz. São ambos atuantes de um jogo tóxico onde se protegem de uma verdadeira intimidade emocional nutritiva em que o controle não seja o fator principal de uma relação.

Ambos precisam um do outro para existir, afinal, o rei não existe sem um súdito, e é muito comum pessoas dominadoras e egoístas sofrerem quando a pessoa submissa (cansada desse joguinho emocional) se rebela e parte para outra. Sem ter em quem mandar, o dominador se desestrutura até encontrar o próximo lombo onde vai usar sua chibata.

Muitas vezes o que acontece é também encontrar alguém tão ou mais dominador e passar a agir na polaridade oposta como um cordeirinho manso e submisso. Seja mandando ou obedecendo, o jogo patológico se sustenta numa base de poder e controle, não de amor.

Parece que esse é o caso em questão, Fernando.

Num relacionamento não precisamos ser nem uma coisa e nem outra, mas poder brincar em posições diferentes dependendo do contexto e eventualmente abrir mão do controle em situações que ambos estão rendidos. Tentar virar o jogo e ser o dominador como muitos pregam só irá reforçar o que é problemático em ambos. Já vi muitos fazerem isso, e só funciona por um tempo, até que outra crise surja.

Amor e relacionamento

Faço uma outra distinção importante quando trato de vida a dois: amor versus capacidade de gerenciar um relacionamento.

Como segurar o seu amor (ou relacionamento). Não, não é assim que se faz

Algumas pessoas sabem amar, mas são péssimas administradoras de relacionamento. Não sabem o timing para sair, transar, falar declarações gostosas, são mesquinhos, descuidados, pouco atenciosos ou vaidosos. Tem muito amor e pouca ação.

Outros são prodigiosos em logística amorosa por conta de sua obsessividade em organizar agendas, espaços e compromissos, mas tem vontade fraca e são relativamente frios. Muito gerenciamento e pouco amor.

Os que se dizem azarados não sabem fazer ambos e os casais saudáveis articulam bem as duas habilidades.

Portanto, num relacionamento, não basta falar “eu te amo” se, na prática, você se mostra desastroso em administrar conflitos simples do cotidiano.

Amor e uma cabana não funciona, só em conto de fadas.

Na prática de um casal, precisa haver contexto, dinheiro, cultura, estudo, viagens, lazer, trabalho, tempo de casal, tempo individual, amigos, família e assim vai. Quanto maior a riqueza de diversidade de um casal mais bases positivas eles encontram para crescer em conjunto.

Amor e logística são complementares. Parece que isso falta no seu relacionamento. Ela fala, mas falta ação. Sobra descaso.

Agora você já tem muitos elementos para refletir e se questionar se quer seguir nessa relação ou não.

Empenhado e preparado

Nota do editor:  O trabalho da coluna ID é levar nossos leitores em suas jornadas de amadurecimento e desenvolvimento pessoal.

Para isso, vale utilizar esse espaço também para debater outros âmbitos da vida que estão além de amor e relacionamento, como família, angústias da solidão, da própria convivência consigo mesmo. 

Continuem mandando suas dúvidas, vamos cavar mais fundo e explorar mais sobre nós mesmos. id@papodehomem.com.br

Mecenas: Schweppes

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Meninos ficam empacados em becos sem saída. Homens buscam um caminho melhor. 

Relacionamentos são frequente o palco do amadurecimento de um homem. 

Schweppes tem dito boas coisas a respeito desse amadurecimento. Vá até eles dar uma olhada. Recomendamos.

Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras.
Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros "Relacionamento para Leigos" e "Como se libertar do ex". Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva a felicidade, lava pratos, medita, oferece treinamentos de maturidade emocional no Treino Sobre a Vida escreve no blog Sobre a vida. No twitter é @fredmattos.


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  • L

    Tenho 17 anos e esse texto me fez abrir mais a minha mente, namoro há quase 3 anos.

    • Mariana

      G-sus, VAI CURTIR A VIDA!!!

      • Eu_Du

        E porque ele namora ele não curte? Eu sempre namorei e sempre curti muito!

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Exatamente! Só faz sentido começar um namoro se for para curtir a vida ao lado da pessoa, ora. : )

      • http://www.facebook.com/people/Ivan-Gaiolli-Berti-Junior/1042177922 Ivan Gaiolli Berti Junior

        Ela não pode curtir a vida namorando?

      • Frederico Mattos

        Acho bem pobre essa falsa dicotomia que separa
        solteiro/liberdade/diversão X relacionamento/prisão/tédio.

        Pode-se viver com tédio e aprisionado no meio de uma balada quando se tenta divertir a qualquer custo. A liberdade cultivada a dois com muita vivacidade também pode ser vivida sem nenhum impedimento.

        Presos estarão presos dentro ou fora de um relacionamento.

      • L

        Fred, Eu_Du, Marcus e Ivan responderam por mim. E acrescentando, curto e muito a vida ao lado dela.

  • K

    Eu não poderia concordar mais com esse texto!

    Estou vivendo algo parecido, talvez algum dia mande o assunto para ser debatido, em suma o que acontece comigo é que eu sou totalmente louco por minha ex, e nós trabalhávamos juntos, no caso ela saiu da empresa há pouco tempo, e com toda essa mudança eu vislumbrei uma chance que seria ela convivendo em outro mundo, com outras pessoas e talvez perceba que eu faço falta ao mundo dela, para completar essa parte do casal, tenho colocado certas expectativas nisso e até conversei com ela e através da concordância vivo agora na ânsia de alcançar seu coração de novo.

    Seus textos me elevam, obrigado!

    • Tam

      K, se achar q o que tenho p te dizer não é o melhor, tdo bem, cada um sabe o melhor pra si, mas queria te dizer algo pq me vi na mesma situação q vc e por experiência própria… experimente as coisas boas de estar solteiro! Vá sair com seus amigos, vá ficar com outras mulheres, vá viajar, praticar um esporte que te dê prazer e te faça conhecer outras pessoas (Eu p exemplo, opto por pedalar). Expectativa é a pior coisa que existe, te deixa paralisado e te impede de vivenciar outras coisas. Se por acaso ela tiver de ser sua, vai ser, mas no momento certo e quando você estiver preparado pra isso. Tudo de bom!

  • Mariana

    Moço Fernando, na boa amigo? VAI CUIDAR DA SUA VIDA! Sério! Vai pensar mais em vc e menos nela! Co-dependência é foda!

    • Bella

      uma terapia / análise seria ótimo para o moço que escreveu a carta… descobrir o seu lugar no mundo, o que deseja da vida, e não querer ser o objetivo nº1 de uma mulher… se cuide, se descubra e assim sua mudança será genuína

      • Nélio Oliveira

        Dar um belo pé na bunda da namorada é que seria ótimo pro futuro (?) corno, isso sim.

  • Kraquel

    Sempre vivi meus relacionamentos como a moça descrita. Abandonada pelo pai, aprendi que os homens não prestam, não são sinceros e que há sempre uma intenção oculta por trás das palavras e gestos. Estava sempre esperando o bote. Hoje, mais madura, me encontro em um relacionamento onde, embora ainda não consiga demonstrar meu amor de forma carinhosa (melosa), cerco de cuidados, embora perceba que ele é muito mais romântico que eu. Senti falta de informações sobre o pai dela.

    • Maurício Ferreira

      As mulheres estão assim. Que ironia!!! sempre reclamaram da nossa falta de compromisso, amor, companheirismo. Mas, quando vcs nos conquistam e ganham o nosso lado bom, desprezam … ai depois voltam a reclamar qnd as tratamos friamente… um círculo vicioso

      • Tam

        O que percebo é que vocês na maioria das vezes são 8 ou 80. Pra mim nenhum dos extremos é saudável. Pra amar não precisa ser grudento, esquecer de si mesmo e esquecer o amor próprio pelo amor que sente pelo outro. Aí quando decidem parar de dar tanta atenção, pq a gente se sente sufocada, vocês fazem isso da pior forma possível, sendo frios, grossos, estúpidos etc.

    • Frederico Mattos

      @8b4612f4a3f4310db3d2723039f628ec:disqus na realidade pouco importa a origem de certos problemas para que possamos dar uma solução. Caso alguém tenha amnésia sobre seu passado o drama continua. É sempre no presente onde as coisas podem melhorar. Seu pai ou o pai dela não podem responder por todas as mazelas do mundo, entende?

      O que você chama de ser meloso talvez seja ter intimidade e entrega, coisa básica para o corpo físico do seu parceiro. Repense se isso é brega ou se é uma limitação sua que só perpetua o mal-estar que seu pai deixou…

      Leia esse texto e os comentários que faço abaixo. :)
      http://papodehomem.com.br/o-que-e-e-como-cultivar-uma-familia-saudavel/

  • Thaez

    que porrada com luva de pelica esse texto
    muito bom

    • http://www.facebook.com/people/Sérgio-Rocha/100002183117720 Sérgio Rocha

      Juro que eu ia escrever isso agora!

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Você também ia escrever “que porrada com luva de pelica esse texto”? hehehe : )

  • aURELIOS

    eU SINCERAMENTE COM 38 ANOS.. JÁ passei por isso e minha receita é.. vc deve de fato demonstrar que gosta muito mAis dela.. e isso ah deixa tão segura que de fato ela incoscientemente não demonstre da mesma forma que vc demonstre o quanto ama ela.. ela te ama de um jeito diferente do seu.. mas experiemente mudar.. seja mais independente.. solte ela , não encane.. as vezes é bom virar a mesa. a verdade e digo isso de mão cheia é que é sempre melhor vc ter o controle da situação, no sentido de ter uma certa dominãncia no relacionamento, e evitar essa angustia que te oprime..o homem pAra se sentir bem precisa que a mulher sempre esteja ao seu lado te idolatrando te incentivando participando mais .. quando existe esse comportamento desprendido por parte dela, vc se sente desamparado.. como se nada fosse seguro.. . então vaI a DICA – COMECE A VIVER MAIS INTENSAMENTE A SUA PRÓPRIA VIDA E SE ELA QUISER SER INCLUÍDA ELA QUE TOME A INCIATIVA, SÓ ASSIM PARA VC MEDIR SE DE FATO VC É IMPORTANTE … DIZER QUE TE AMO VIROU FRASE BANAL EM RELACIONAMENTO NÃO MADUROS.. CUIDADO.. DIZER TE AMO SEM ESTAR DE FATO PRESENTE…É FATAL.

    • Maurício Ferreira

      Parabéns. Disse td tbm.

      • http://www.facebook.com/lauro30rj Lauro Guzzo Alves

        Concordo 100% com o aurelios.

    • Kakau

      Essas “receitas” do tipo: Homem gosta é de mulher que o faz sofrer, ou mulher não gosta de cara meloso, é muito tendenciosa e mentirosa. 1º por que os seres humanos não são iguais. Esses joguinhos desgastam qualquer namoro e são extremamente infantis.
      “é sempre melhor vc ter o controle da situação”
      Os dois devem ter um controle sobre si mesmo e entender o limite do outro. Nada mais chato do que alguém que quer comandar sua vida e ditar regrinhas bestas.

      “o homem pAra se sentir bem precisa que a mulher sempre esteja ao seu lado te idolatrando”
      Ainda bem que nem todos gostam de uma mulher passiva e que o coloquem em um pedestal. Nem todos são tão inseguros que só se sentem felizes com elogios 24 horas por dia.

      • http://www.facebook.com/people/Matheus-Milane/1494909748 Matheus Milane

        concordo, kakau. amor é uma experiência que faça sentido a cada um como lhe convir, existe amor platônico, amor à distância, amor não correspondido, amor recíproco nos moldes de cada relação… não existe “receita” ou “guia universal” que possa ensinar, de fato, algo legítimo. a legitimidade virá da própria experiência da pessoa.

    • Eliana

      Desculpe…talvez não tenha te interpretado bem…Mas acho que sua frase, não caiu muito bem: “homem pAra se sentir bem precisa que a mulher sempre esteja ao seu lado te idolatrando te incentivando participando mais”. Se isso deveria existir em um relacionamento a mulher também precisaria de um homem fazendo esse papel, somos seres humanos como vocês e também temos necessidades. Agora o que eu vejo…é que o nosso colega aqui AMA esse moça mais que tudo na vida e isso não é o problema, o problema é ele achar que ela deve ama-lo como ele a ama…é achar que amor é troca. Amor não é troca, amor é entrega, é aceitar o outro como é e ponto. Não acho que ele tenha que “virar a mesa”, acho que ele deveria apenas seguir a amando sem se esquecer da própria vida. Que é exatamente o que a moça faz…

      • Eu_Du

        “Amor não é troca, amor é entrega”? E só ele entrega? Ela só recebe? Discordo um pouco @338d02e59b7026d07d11e580140db987:disqus Acho sim que ele dev se entregar e sem se esquecer da própria vida, como você disse, mas isso sem um contraponto dela vai só afastá-los, não acha? Ele vai começar a viver a vida dele, ela vai continuar longe e achar ruim que ele se afastou e isso vai seguir assim…

        Creio que o Fernando tenha é que refletir se a ama o suficiente pra mostrar a ela que isso não o agrada e que assim o relacionamento não funcionará. Ele deve sim olhar um pouco mais pra si, ter suas atividades sozinho ou só com seus amigos, mas que quando o tempo é dos dois ela deve se esforçar também.

      • Metallizador

        E como é que ele ficaria amando sozinho? Concordo com o que o Eu_Du falou, “Preciso de carinho, amor, afeto e cuidado”. Se a pessoa com quem ele está diz que o ama deve demonstrar isso….

    • Frederico Mattos

      Desculpe contrapor seu texto em caixa alta, @e6fe79fb0e7fc6c00129e9b4558f9546:disqus , mas jogos que se rebatem com jogos perpetuam a dor de todos. No meu entendimento e experiencia pessoal e profissional, jogos tem prazo de validade curto, como droga, dá um barato no começo, mas depois a sensação de prazer é bem menor do que a dor. :)

    • Eu_Du

      Idolatrando? É um pouco demais, não? Eu não preciso de idolatria, preciso de companhia. Preciso de carinha, amor, afeto, cuidado. Idolatria não. Me custaria muito. Me custaria a perfeição. Ou seria chato demais.

      Concordo com você no ponto em que o Fernando deva ser mais independente, soltar um pouco ela, mas não como jogo. E sim por respeito próprio, crescimento pessoal e por um relacionamento saudável. Onde os dois doem e recebam, onde isso não seja uma via de mão única.

    • Metallizador

      a mais pura verdade

  • http://www.facebook.com/Danniellrocha Daniel Rocha

    Francamente Frederico, obrigado por esse tapa na cara de realidade! Dentre todas as grandes colaborações para o nosso “amadurecimento e desenvolvimento pessoal” de cada dia, escolho “Não são vítima e algoz. São ambos atuantes…” Afinal de contas, dentro de uma relação, como foi bem exposto por você, pode haver por parte de algum a auto-posse de ‘Eu domino, você obedece’ ou coisas do tipo, acredito que importante mesmo, é que a outra parte saiba também se impor e não ficar só na defensiva.
    E assim termino meu agradecimento desejando profundamente que você, caro Fernando, consiga reverter a situação ao passo de que a sua satisfação também deve contar . Boa sorte !

    • Frederico Mattos

      Obrigado, Daniel :0

  • Priscila

    Gostei muito do texto. Lembrou-me muito das teorias de Erich Fromm e Flávio Gikovate, mas creio que vc conheça também, dada a sua formação, De qualquer forma, concordo muito e adorei o texto! Beijos!

    • Frederico Mattos

      Erich Fromm é um mestre nesse tema!

  • Daniel Fazolo

    Texto muito bem articulado e com os argumentos muito bem pensados! Uma bela porrada com um beijo pra sarar depois kkkkkkk

    • Frederico Mattos

      Tem que mostrar todos os lados da história de modo que ninguém termine o texto achando que deveria manipular assim ou assado. Jogos tem prazo de validade.

  • Lipe

    Ia ser tão bom se a minha namorada lesse isso. Ela é extremamente envergonhada e não tem iniciativa pra nada. Extremamente chato. Eu gosto muito dela mas ou ela muda ou vou procurar outra. Quero alguém que me puxe e me faça crescer, me convide pras coisas e monte em mim quando quiser transar. Não alguém passivo que o que der deu e eras isso e se não fizerem eu tbem não faço.

    • Vinícius

      Lipe, passei exatamente por isso. Namorei durante 8 anos e sempre reclamava deste jeito passivo envergonhado dela, da falta de atitude e principalmente do orgulho. Cara, orgulho é uma merda e destrói qualquer relacionamento. Terminamos no começo desse ano justamente por estes problemas. Depois de alguns meses longe dessa situação destrutiva e cansativa, comecei a refletir sobre o porque realmente nossa relação não deu certo, já que ambos se gostavam muito. E para minha surpresa eu tinha muito mais culpa do que imaginava. Consegui entender que em um relacionamento amoroso não existe justo ou injusto, existe o que deve ser feito. E que se um dos dois tem 10 qualidades e o outro 5, paciência de quem tem 10. E nesse ponto foi onde errei, eu conseguia ser mais aberto, ter mais atitude, cabia a mim ajudá-la a entender que a forma como ela agia não estava sendo legal para o nosso relacionamento, não para mim.

      • Lucas

        Realmente, se nos empenhamos em mostrar a nossa parceira uma forma melhor de agir, de encarar a vida, ela pode sim mudar. Em um momento de reflexão individual, eu percebi que invés de aguardar minha namorada mudar e adotar o comportamento que eu esperava,decidi agir. Funcionou muito bem, e sinto que ela só precisava de uma direção, como em muitos momentos eu precisei,e ela estava ali.
        O relacionamento nem sempre se trata de um equilíbrio perfeito.Muitas vezes um lado suportará o peso por dois, e vice versa. E mais: Nós somos responsáveis pela atitude de nossos parceiros.Você é a pessoa que controla até onde ele chega ,e até onde ele transpassa os limites.
        Boa sorte rapaz, 8 anos não é brincadeira.Valeria muito você exigir uma mudança de atitude se ela realmente te ama. E se ela não correu atrás de você e não quer saber de mudar,simplesmente por ORGULHO, digo uma coisa: caia fora, e se salve. É bem doido, mas as vezes temos que abandonar o barco furado .

      • Vinícius

        É aí que tá Lucas, acabamos que conversamos recentemente sobre nossa relação e o distanciamento foi a melhor coisa nesse caso. Acho que nunca havíamos tido uma conversa tão sincera e verdadeira sobre o que esperávamos um do outro. Foi uma conversa onde o orgulho ficou do lado de fora. Foi sensacional!!

    • Frederico Mattos

      @915d9e81015c5b5df19f1fca23a310fd:disqus Normalmente quando vejo casais com esse perfil percebo uma complementação. Mulheres passivas ao lado de homens paternalistas, daqueles que quando pensam em terminar temem pela dor insuportável da garota como se ela fosse um bebê desprotegido. Muitas até sejam, mesmo assim se você tem fôlego para voar mais alto e quer alguém que está seguindo na mesma direção seria bem honesto que isso ficasse claro. Dê a ela a chance de se repensar enquanto pessoa. Isso é amor em ação. ;)

    • http://alinenardi.com/ Aline

      Já disse isso a ela?

  • Marcos

    Mais um texto inspirador de Fred Mattos. Sou seu fã faz tempo cara, leio todos seus posts aqui e no Sobre a Vida, obrigado por compartilhar seu conhecimento!

  • http://www.facebook.com/people/Sérgio-Rocha/100002183117720 Sérgio Rocha

    Sou solteiro, nao procuro namorada, porem esse texto acrescentou demais na minha vida! Me sentia inseguro com meus relacionamentos, agora percebo que nunca tive um relacionamento amoroso de verdade, isto inclui familiares também! Sem falar que sua definição de amor completou meu quebra cabeças sobre este tema que, penso assim, cada um o define e o vive à sua maneira. Primeira vez que comento um texto aqui e já os leio há anos, mas quando temos um insight é como se a mulher dos nossos sonhos aceitasse nosso pedido de casamento! KK Obrigado.

    • Frederico Mattos

      hahaha Boa metáfora! Que bom que acrescentou! ;)

    • Andrey

      Aí Sérgio, recomendo então os textos Do Fred no “Sobre a vida”, a página pessoal dele, vai valer mais ainda a pena ;)
      Tenho que aproveitar o gancho e dizer que o pessoal do pdh é muito interessante enquanto equipe, mas o que eles tem de bons textos, provenientes de boas ideias e opiniões etc enquanto estão sozinhos também não é pouca coisa…
      Alguns textos que eu leio e nem preciso saber quem o escreveu, se é o Fred ou o Gitti, só pela forma como escrevem, ou mesmo algumas citações ao Lama Samten, que aliás eu passei a conhecer graças ao pessoal do pdh e também recomendo… Enfim, o trabalho de vocês está muito bom rapaziada, feliz 2013…

  • Larissa

    Recomendo a leitura de As cinco linguagens do amor. Não é mais um livro de auto-ajuda idiota; serve para qualquer pessoa nesse mundo que possua relacionamentos amorosos, familiares e entre amigos. Afinal, todos nós vivemos cercados de pessoas e precisamos aprender a interpretar as suas atitudes.

  • http://www.facebook.com/lauro30rj Lauro Guzzo Alves

    Primeiramente Frederico, excelente o artigo. No momento a minha relação está em Stand By por conta dela ser dominadora e muito, mas muito egoísta. Eu estou quase chutando o balde, mas há um pouco de sentimento em relação a ela. Frederico me responda uma coisa. Por que é tão demorado detectarmos esse tipo de comportamento no relacionamento?? Mais uma vez parabéns.

    • http://www.facebook.com/renato.toso Renato Gonçalves Toso

      A pergunta não é pra mim e nem sei se a resposta que darei encaixa com a que o Frederico daria; mas vou tentar respondê-la.
      Não creio dê pra dizer se demora ou não. Depende de quem observa (o comportamento) e de quem é observado. E depende da experiência de vida dos dois também.

      Tenha certeza que se você sair da sua relação, você vai identificar comportamentos “dominadores” muito mais rápido do que aconteceu dessa vez. É uma questão de aprender com o que passou e reconhecer os sinais.
      Já, por parte do observado, se existe alguma malícia no comportamento, a tendência é que ela seja mascarada pra não deixar a pessoa reconhecer a maldade por trás.

      Outra questão é que nem sempre o comportamento é dotado de maldade, assim como nem sempre damos o crédito digno ao que vemos. A questão da paixão também é pertinente. Querendo ou não, gente apaixonada não pensa direito — quebra limites e cria desculpas. Muitas vezes desculpamos um comportamento por não ver maldade por detrás das atitudes; só que, nesse caso, ao passo que detectamos o comportamento, não agimos sobre ele. E isto faz com que o comportamento se perpetue até ficar intolerável ou não mais desculpável. E é nesse momento que “enxergamos” o elefante na sala de estar.

      Anyway… concordo com o julgamento do Frederico. Mas pegando a própria frase e extendendo “Não são vítima e algoz. São ambos atuantes.” vale saber agora se o papel que você assume te agrada ou não, Fernando. Se não te agrada, vale mudar, ou terminando, ou de alguma outra maneira que te retire essa angústia.

      • http://www.facebook.com/lauro30rj Lauro Guzzo Alves

        Bem colocado Renato. No momento, eu decidi colocar a relação em Stand By para pensar mais em mim e refletir se o relacionamento vale a pena. Estou refletindo com tranqulidade. Mas, tenho um amigo muito bom que está com uma mulher dominadora. Já chegou no nível de agressão. Ele terminou e voltou, ou seja, ele não consegue mais sair de um relacionamento insalúbre. Às vezes, eu não consigo entender o tipo de mulher que está exemplificado no texto deseja na vida. No mais, obrigado.

    • Frederico Mattos

      Há um sentimento em relação a ela ou há uma vaidade em tê-la ao seu lado?

      Por que? Porque ganhamos migalhas que satisfazem um sentimento obscuro e interno de menos valia, como se merecêssemos pouco.

      • http://www.facebook.com/lauro30rj Lauro Guzzo Alves

        Há um sentimento ainda por ela, mas não tem a mesma intensidade de antes. Estou reavaliando a situação cuidadosamente, mas também há a tal “acomodação” de ter alguém ao seu lado.

  • Hélio

    Texto exelente como todos que já li por aqui, mas este em questão tocou fundo na alma e na dificuladade que tennho de expressar meus sentimentos… são coisas assim que nos fazem crescer, evoluir e pensar mais sobre o que estamos fazendo de nossa vida á dois.. porque o ser humano não foi criado para viver sozinho… parabéns Frederico!

    • Frederico Mattos

      Nós alegamos timidez, traumas, insegurança, mas no fundo é orgulho de se tornar disponível para o outro. Quando isso acontece o carinho sai sem medo ou cobranças… Experimente @c26996f3a795e3497594b2798c176905:disqus ;)

  • http://www.facebook.com/zangrandii Augusto Zangrandi

    Essa doeu.

    • Frederico Mattos

      Por que @facebook-1134932685:disqus ?

  • http://www.facebook.com/tomasgrover Tomas Grover

    Frederico,
    Muito obrigado!!!
    Não tenho outras palavras a não ser agradecer!
    Acabei de sair de um relacionamento e existem vários pontos que voce mencionou que viram discordias e causou o fim do meu namoro.
    Acho que vai me ajudar a refletir mais sobre tudo que aconteceu e seguir em frente.

    Muito obrigado!

    • Frederico Mattos

      Algum ponto em especial que pode compartilhar? :)

      • http://www.facebook.com/tomasgrover Tomas Grover

        Fred,
        O texto me pegou principalmente na parte da Comunicação Direta, eu sou uma pessoa bem reserva, acabei tornando meu relacionamento bem reservado, ao ponto de não me expressar e não manifestar minhas opiniões para minha namorada.
        Acredito que é o ponto que tenho tentado melhorar ao longo desses 3meses… rs…
        Por incrível que parece nesse tempo e a partir do texto, resolvi procurar ajuda p/ entender esse lado mais reserva, e romper / ultrapassar algumas barreiras para me expressar melhor.
        O caminho é longo para melhorar, mas sinto que esse texto foi um ótimo “empurrão” para começar.
        Novamente obrigado!

        (demorei p/ me acostumar com o Disqus e encontrar a resposta)

  • Luciano Andolini

    Fred,

    Sinto que a maior parte desse sofrimento vem dessa base de carência, de autoimportância, de achar que o outro tem, de alguma forma, que se mover na nossa direção, igual na imagem do barco que ilustra o texto.

    Eu mesmo já estive muitas vezes – com retornos mais ou menos frequentes – nessa posição. Em geral, tem muito a ver com estar autocentrado, absorvido nos meus próprios sentimentos e emoções e deixando de ver e contemplar o outro. É tão estranho que até mesmo o movimento natural do outro (como sair com os amigos, trabalhar, estudar, mandar ou deixar de mandar um sms, whatever) passa a ser algo que ofende, machuca, pelo simples fato de que começo a acreditar que tudo tem ou pode ter conexão com minhas próprias ações. Alucinação pura.

    Quando penso no amor como ação, penso nessa ação vindo de outra região, uma região de generosidade. Caso contrário, qualquer coisa que se faça, qualquer cuidado que se tome, por mais nobre que seja, sempre vai despertar ressentimentos silenciosos ou comentários do tipo “porra, fiz tudo aquilo e pra mim, ela deixou ISSO?”

    Curti muito seu texto, Fred.

    E tenho gostado cada vez mais das suas contribuições por aqui.

    Abração

    • Frederico Mattos

      Ouvir isso de você é uma satisfação, você que também contribui para minhas reflexões. Assino embaixo do que você disse:

      “Quando penso no amor como ação, penso nessa ação vindo de outra região, uma região de generosidade.”

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000955183378 Luís Cláudio Gouveia Rocha

        Mas ação precisa ter via dupla em qualquer relação humana (seja um casal, pai e filho, amigos). É preciso que ambos tomem ações que construam a relação, pois não faz sentido que um sempre haja generosamente, pensando em fazer o bem sem esperar retorno, enquanto o outro não dá o devido valor. Isso reconfiguraria a postura de egocêntrica para masoquista, o que também não é saudável.
        Mas a carência existe e emerge muito facilmente nessas situações: é preciso muita sensibilidade e diálogo para entender o outro e a si mesmo de forma a descobrir onde começa e onde termina o que é concreto e o que é fantasia.

      • Frederico Mattos

        Luís Cláudio Gouveia Rocha vou me atrever a explicar o que o Luciano Andolini disse, a base incondicional de generosidade ativa coisas muito profundas nas outras pessoas. Não sei se você já viveu esse tipo de experiência com alguém.

        Eu já fui alvo e autor desse tipo de sensação, posso dizer que qualquer joguinho, condicionamento mesquinho ou masoquista cai imediatamente. Quando existe uma base não autocentrada e sem auto-holofote você percebe imediatamente se o outro está aberto ou fechado, mas isso passa a não ser um problema e você quebra as defesas ou as evidencia. É como ficar muito próximo de um foco de luz e não conseguir se esconder.

        Como a maior parte dos relacionamentos são baseados em jogos e ego dificilmente sabemos o que é isso que eu falei agora, por isso analisamos sempre em função de reciprocidade-infatil e não da reciprocidade-madura.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000955183378 Luís Cláudio Gouveia Rocha

        Desse ponto de vista, Frederico, tudo faz mais sentido. Tens razão.
        Quando a relação ainda têm as pessoas em mundos diferentes, o outro é uma caixa-preta: não sabe-se como funciona, só enxergamos feedbacks para nossas entradas. Uma relação de verdade entre duas pessoas as coloca no mesmo mundo: não dá para simplesmente colocar máscaras, porque conhecemos os verdadeiros rostos.
        Acho que já estive no foco de luz, onde sequer faz sentido pensar em “ela não me responde do jeito que quero”; mas talvez a maioria das pessoas nem entenda isso, e por isso precisamos admitir a existência e entender as “caixas-pretas”, rs. Você é psicólogo clínico, sabe melhor que qualquer um aqui o que é isso.

        Valeu pela resposta! o/

      • Frederico Mattos

        Exato, pegou o espírito! ;)

      • http://alinenardi.com/ Aline

        Se há jogos e ego, como na maioria que sabemos que há, há um envenenamento diário da relação. Amor é construção, enriquecimento de cada um através de um relacionamento, é generoso neste aspecto. Há uma necessidade vital de que as pessoas se esclareçam e percebam que elas próprias maculam seus sentimentos. Um caminho é identificar o egoísmo e combatê-lo.

      • http://www.facebook.com/sweetisluvbutluvishard Juno Gabi

        A gente só “dá certo com alguém” quando percebe que o amor não é sentimento, e sim um verbo.
        Não se deve focar todas as prioridades no outro. Mas se deve fundamentar suas decisões direcionando rumo àquele que se quer estar junto. Afinal se você busca uma companhia você precisa ser parceiro. ;)

      • Walzinha Rolim

        amor não é verbo, é substantivo por favor

    • Rita

      ” Em geral, tem muito a ver com estar autocentrado,
      absorvido nos meus próprios sentimentos e emoções e deixando de ver e
      contemplar o outro. É tão estranho que até mesmo o movimento natural do
      outro (como sair com os amigos, trabalhar, estudar, mandar ou deixar de
      mandar um sms, whatever) passa a ser algo que ofende, machuca, pelo
      simples fato de que começo a acreditar que tudo tem ou pode ter conexão
      com minhas próprias ações. Alucinação pura.”

      Luciano, tirou da minha forma!!! Consigo me ver exatamente nesse comentário seu. Sempre que a nossa medida de generosidade diminui, ficamos tão egocentricos, que tudo que o outro faz, ofende a gente. A mágoa só vai crescendo e temos a opção de pedir ajuda ao outro ou acabar de vez, de alguma forma, com o “joguinho”.

      No caso do Fernando, acho que ele deveria “zerar” a dinâmica. Terminar mesmo, dar um tempo de verdade, espairecer pra depois voltar e tentar fazer diferente.,

      • http://alinenardi.com/ Aline

        Zerar dinâmica e dar um tempo pra espairecer é uma coisa assustadora para pessoas que idealizam relações. Como é fundamental, o moço terá que ter muita coragem.

    • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

      Luciano, a água de São Paulo está lhe fazendo muito bem. Comentário sensacional.

  • Arildo Dias

    Ótimo texto Fred.

    ” amor versus capacidade de gerenciar um relacionamento.”

    Essa é uma das grandes dificuldades que eu tive nos meus últimos relacionamentos. E além disso, também perceber a hora de sair, porque as vezes chega uma hora que realmente não da mais. É isso que o Fernando precisa avaliar no caso dele.

    Achei que a visão do texto é bem realista e pragmática, e talvez esse modo de agir seja mais importante como forma de criar uma base onde o “eu te amo” possa fazer sentido. Na minha opinião o mais difícil é conseguir coordenadar os dois complementares – amor e logística – ao longo do tempo, porque fatalmente um deles vai oscilar em algum momento. Daí a relação só sobrevive se houver muita vontade de ambos para perceberem a dinâmica que está rolando e decidirem mudá-la juntos.

    • Frederico Mattos

      SIm @Arildo:disqus Na hora que o sentimento oscila temos a realidade para reabastecer, na hora que a realidade oscila o sentimento segura. Por isso a importância dos dois, amor e logística.

  • TGS

    Achei o texto muito bom. Mas tem um ponto não abordado que me deixou uma pulga atrás da orelha – normalmente, não gosto dessas críticas “sobre o que não foi dito num texto mas deveria ter sido dito”, mas, no caso, acho que é pertinente, pq, ao fim e ao cabo, há quase um indicativo de que o cidadão deveria acabar com a namorada (não um indicativo disso exatamente, mas sim de que deveria repensar seu namoro, o que daria quase no mesmo).
    Não há a possibilidade de tudo isso ser, de certa forma, uma paranoia do cidadão? No sentido de que ele exige muito da sua namorada. Ou seja, não é que ela não faça as ações para demonstrar seu amor, e sim que as expectativas dele são exageradas e inatingíveis.

    É que, sendo esse o caso, as soluções do texto não servem muito; seria, então, a hipótese dele tentar readequar sua exigência. E, na minha experiência, já vi isso acontecer muito, por uma carência das pessoas.

    • Frederico Mattos

      Não parece ser o caso, também pensei que poderia ser, mas dá pra perceber quando é só carência, por isso insisti na abordagem. Ele precisa de força para poder se posicionar de forma adequada.

      Repensar o namoro é realmente repensar, pois muitas pessoas se colocam em condições opressivas e é só isso que elas bancam viver. Para muitos a felicidade é uma responsabilidade pesada, exige responsabilidade e atenção constante. Há quem não tenha disposição para isso.

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Texto irretocável. Parabéns. Você conseguiu explicar o básico de como funciona um relacionamento e porque eles viram fonte de alegria ou aborrecimento.

    Raramente vejo um texto tão bom e tão útil sobre um assunto tão importante. Quando não é clicê, é besteira. Possivelmente, foi a melhor aula sobre o assunto que eu já li.

    Parabéns e obrigado! =)

    • Frederico Mattos

      Obrigado, @rafaelspm:disqus , mais coisas boas sairão desse texto um dia. ;)

  • Paula Libence

    hahahaha, Alex, seus textos são sempre informativos e carismáticos.

    Me vi nesse texto, pois como bem disse aqui “Amor e uma cabana não funciona, só em conto de fadas.” e sempre soube disso. Acho que isso facilitou e muito na minha vida a dois.

    • Frederico Mattos

      Não sou o Alex, mas agradeço a confusão, @f2d90b16ed70bb65a322d568ab257d37:disqus rsrs

  • May

    Frederico, adorei seu texto! Muito claro, conciso e coerente. Gostaria que alguns homens conseguissem lê-lo até o fim.

    • Frederico Mattos

      Obrigado! Que homens gostaria que lesse?

  • http://twitter.com/_Croco Adriano C.

    Fred,

    Acompanho seu blog praticamente todo dia e me identifico muito contigo. Uma parte porque já tive um blog nos moldes do seu, e no outro, porque sinto que sua visão de mundo é bem parecida com a minha. Inclusive, sua resposta foi algo que eu falaria, por assim se dizer. As vezes, eu até me questiono se deveria continuar no caminho dos bits, porque eu percebo que poderia ajudar muitas pessoas, assim como você o faz, se fosse psicólogo (e eu acho que levo um pouco de jeito genuíno para a coisa). Obrigado pela inspiração, Amigo.

    Fernando,

    Eu tenho metade do tempo de namoro que você tem, portanto, só posso dar minha opinião humildemente, sem esperar que você siga meu conselho ou algo do tipo. Interprete como “O que um estranho viu da vida”.

    Questione-se o seguinte: O que te faz pensar que ela DEVERIA te dar toda essa atenção? De onde vem essa necessidade de ser a prioridade em primeiro lugar?

    Eu entendo que as pessoas querem ser e se sentirem especiais. Porém, sendo um pouco realista agora. Ela faz pós, trabalha, enfim… Tem uma vida atarefada. Você tem isso também?

    Pergunto isso porque as pessoas atualmente – pela minha percepção limitada da vida, que fique claro – não parecem ter propósito. Ficam vagando em buscas de coisas como namoro e atenção, como se isso fosse resolver seus problemas de carência e coisas do tipo.

    Mas esse não é caminho, sabe. É um ciclo sem fim de carência, desejo, realiza isso e aquilo. Mas, no final, a felicidade NÂO VEM. Porque a base de tudo está errada. Mas enfim, divago.

    Se ela tem propósito e você não… E você que tem que acompanhá-la, não o contrário, entende? Não espere que ela freie a vida dela por você, cara. Isso seria uma violência contra ela mesma.

    O que eu quero dizer para ti é: Amor é ação. Não cobrança nem expectativa. Se for para amá-la, give it all, bro. Faça o negócio mudar. Pire, mude, abrace a vida. Viva como se fosse o homem mais livre, liberto e generoso da face da terra.

    Se mesmo assim ela não te acompanhar nesse caminho, tome uma decisão.

    Não digo nem para repensar o namoro. Porque na minha opinião isso tem de ser repensado sempre, para manter a cabeça em ordem e evitar se anular/dominar/whatever em relação ao outro.

    Finalizando. Reveja seus conceitos, principalmente se isso está te incomodando e você acha que só uma mudança resolve… Então mude você.

    Espero que tenha servido de algo.

    Abraço.

    • Frederico Mattos

      Obrigado por compartilhar sua visão @twitter-253636370:disqus , tudo é valido para clarear raciocínios.

    • Mari

      Olha, deveria não é a palavra certa, mas partimos do princípio que quando alguém diz que te ama, deveriam existir ações desse alguém para levá-lo mais próximo do ser amado ou não?

    • ANA MARIA BRITO

      Eu pensei como o @twitter-253636370:disqus. O problema aparentemente não está com a namorada, mas com as expectativas que ele criou em torno da relação. Ela sempre foi assim, não é um comportamento novo. De alguma forma, parece-me que ele tinha a intenção de mudá-la, e que isso não deu certo. Nem todo mundo ama igual, não tem um patamar mínimo de horas dedicadas a um relacionamento para que ele seja válido. Existem pessoas que mesmo que tenham dedicação integral do parceiro ainda encontram brechas pra questionar o comprometimento do outro, controlando olhares e até pensamentos. Acredito que a relação deva ser revista, mas da perspectiva de se avaliar o que o menino espera da relação, e não do quanto ela não atinge as expectativas dele.

  • http://www.facebook.com/matheus.schettino Matheus Schettino

    Faço mais o tipo que lê e raramente comenta. Mas desta vez, o impulso de escrever aqui é mais forte do que apenas fechar a janela e entrar num estado de reflexão.

    Verdade – no meu mundo – que amor não é sentimento. Que agir de modo incongruente como nossas intenções para com nossa parceira e depois justificar com “eu te amo”, que o que fez foi por amor, de nada vale – John Lennon que o diga.

    Gosto da definição que ouvi do Gitti uma vez de amor como um estado de presença. Partindo disso, vejo que qualquer ação baseada exclusivamente nesse amor idealizado , torna-se uma expressão de apego. Em paralelo surge uma (necessidade) expectativa de receber algo em troca, nem que seja uma resposta. “Eu também te amo”.

    Uma ação genuína que enriquece o relacionamento, na melhor das vezes sem essa intenção, brota da generosidade, de uma sensação de felicidade de poder tornar o brilho nos olhos dela mais intenso e principalmente, da não dependência dela para tornar isso real em você também.

    Parabéns pelo texto, tudo de bom e feliz ano novo.

    • Frederico Mattos

      Que bom que você transformou sentimento em ação e comentou um texto que gostou, @facebook-100000031023255:disqus ;)

  • Anônimo

    Parabéns! Ótimo texto. Vou até pedir pro meu namorado ler pra ver se “cai a ficha”.

  • Antonio Carlos

    Olá, acredito que passo por isto também, estou indo ao
    terceiro ano de namoro, e no inicio era aquela coisa, minha namorada fazia de
    tudo para me agradar e demonstrar o seu amor, larguei tudo por causa dela, não
    me arrependo, acredito que fiz isto porque acreditava que seria recompensado,
    já que no inicio fui, porem a partir de 1 ano e meio para cá, ela se
    distanciou, beijo/abraço/carinho só quando peço, muito difícil quando ela me
    procura por própria vontade, sexo então só quando ela quer… enfim.. não sei
    se é o modo dela, ou algo que a transformou, reparei também que quando falei
    para ela sobre que ela se arrumava mais pra sair com os outros do que comigo,
    ela melhorou, porem já falei explicitamente que preciso de carinho e atenção,
    porem ela melhora 1 mês ou até menos e logo voltamos a mesmice.. ela já me
    traiu e me desrespeitou, já perdoei, e não lembro mais, perdoei tudo, porem não
    sei como agir para ele demonstrar ou pelo menos me suprir de amor, não que eu seja
    carente ou mimado, mais poxa, um beijo quando se vemos, ou num final de semana
    um beijo bem gostoso não faz mal.. , ela reconhece que falta demonstrar já me
    falou umas duas vezes, porem não muda.. não sei como agir.. agradeço desde já.

    • Frederico Mattos

      … @eb51674a030bfbf992f4c87941d1c181:disqus parece o caso do amigo Fernando… Tudo está claro, mas está aguardando algum sinal dos céus…

  • AdLE

    não sei se cabe aqui, mas como o assunto é amor, lá vai:

    estou casado a quase exatos 7 anos não tenho filhos, me casei muito cedo com 23, ela tbm com 23, tudo pq uma amiga colocou minhocas na cabeça dela para se casar logo, no fim acabei aceitando, eu a amava e já tinha 3 anos d namoro.

    hoje estamos muito mal: rotina, minha falta de atenção para com ela, o fato dela estar sempre cansada, ela não suporta que eu tome uma com os amigos…estamos em uma relação desgastada com feridas no qual eu/ela causamos durante anos que não podem serem curadas facilmente. chego do trabalho vou para o PC/game, ela diz que eu não me esforço para dar atenção a ela, mas ela tbm não se esforça em me tirar do PC/game, ninguém faz nada, mas existiu uma época no qual eu fazia, sei que mulher por default necessita de atenção, mas com o tempo me encheu o saco, sempre as iniciativas tem que partir de mim. recentemente tivemos uma DR, ela me pediu a separação, disse que não era feliz ao meu lado, estava sofrendo muito (ela bebeu esse dia). no dia seguinte tomei a decisão: vamos nos separar!!! neste momento ela recuou, dizendo que eu decidi isso. logo, percebi que ela não quer a separação.

    não é a primeira briga que temos, não sou louco em terminar um casamento de anos por uma única briga, mas agora fico pensando: tenho 30 anos, me casei muito cedo, não pude fazer coisas que gostaria por estar casado, não vivenciei muitos amores. acho que se tenho que dar um outro rumo a minha vida é agora, a mudança está em minhas mãos, se eu voltar pro meu casamento (sei como fazer isso) existem muitas chances de voltar a dar merda (feridas abertas) ou mudar agora e tentar novamente.
    me entristeço com a segunda opção, pois existiam planos de no máximo dois anos minha filha vir ao mundo, e até eu encontrar uma nova pessoa, leva tempo.

    resumo: tenho medo de errar! posso estar fazendo a maior besteira da minha vida abrindo mão casamento em prol da minha liberdade, mas ou mesmo tempo não sei se quero continuar assim.

    forte abraço a todos, Ad

    p.s.1: claro que existem mais detalhes, tentei ser o mais condensado possível.

    p.s.2: era melhor eu ter comprado uma bicicleta.

    • Frederico Mattos

      Obrigado por compartilhar

      “ela tbm não se esforça em me tirar do PC/game”
      Ela tem que tirar?

      “ela não quer a separação”
      Não mesmo, ela quer vivacidade, assim como você.

      “não pude fazer coisas que gostaria por estar casado”

      Tipo o que?

      “abrindo mão casamento em prol da minha liberdade”

      O que é liberdade?

      • AdLe

        frederico, obrigado por escrever cara, curto muito seus textos, sinto q d certa forma tenho aprendido muito com o site.
        então: ela trabalha em dois empregos é professora de crianças, sempre a chamo pra jantar, sair pro cinema, amigos e sempre é a mesma historia “estou cansada”, entendo que realmente não deva ser nada fácil tomar conta da mulekada é muita responsabilidade, mas temos que ter tempo para nós. no fim de semana ela reclama q quando saimos os meus amigos estão juntos, são 7 anos d casamento, não tenho mais o q falar a sós para ela, a gente não se beija mais (selinho o máximo) no amor as vezes, é uma constante reclamação. outra se eu não a procurar para o sexo, simplesmente não tem, isso cansa, sempre eu ter q tomar as decisões, sei q mulher é ‘coração’ e homem ‘razão’, mas tem hora q desmontamos a guarda.
        não fiz intercambio, não fiquei acampado dias na floresta fumando e bebendo, não conheci o mundo com uma única mochila nas costas, são coisas desse tipo que teria aproveitado se estivesse solteiro e que me estão fazendo falta agora, mas ai vc vai me dizer ‘pq não faz na presença dela’ respondo ‘teria sido a mesma coisa?’
        um outro problema é que ela não tem amigas (todas são casadas com filhos), eu tenho amigos e colegas d trabalho que sempre estão dispostos a um happy hour, ela não tem com quem fazer isso, e implica que eu faça. ai eu falo pra ela que ‘ela não pode pensar que é minha dona q sou propriedade dela’.
        sei tbm que não sou o marido exemplar, longe disso penso, tenho meus defeitos, nos quais estão ficando pesados na relação. com seis meses de casamento tivemos nosso primeira briga feia, ela não gosta de sexo, como eu gosto… e isso está cada vez mais grave na relação, (penso que o homem procura em uma mulher 3 pilares e nesta ordem: puta, mãe e amiga = puta=atitude sexual, mãe=princípios, moral, vai ser uma boa mãe para meus filhos e amiga=companheira lado a lado se eu gosto de rock ela tem q gostar tbm)
        não posso reclamar em nada dos dois últimos pilares, mas o primeiro depois de 7 anos não sei mais se tenho vontade de sempre procurar.
        o contorno dessa situação é justamente isso que falou, se eu parar e conversar seriamente e passar aplicar vivacidade no casamento vamos ficar bem, é o q ela quer ouvir.
        mas e eu ? é o q quero ? tenho a oportunidade d fazer diferente na minha vida agora. daqui mais 30 anos terei 60 anos e não é lá que quero começar minha vida…….só não queria tomar uma decisão precipitada, a duas semanas, dormimos na mesma cama, nos falamos pouco, o contato é muito pouco, estou dando tempo ao tempo , e isso está me matando a cada dia. (assim como acho q tbm a ela).
        desculpa por escrever tando e desabafar. o site é um dos poucos q conheço q levam a sério situações e crescimento pessoal.

      • Frederico Mattos

        A falta de sexo de uma mulher não é baixa de libido, mas de encantamento. Será que é possível reavivar?

        Essa tristeza não leva casais para muito longe…

      • JOHN

        Ela realmente precisa trabalhar nesses dois empregos que a exaurem? É uma grana que é, de fato, essencial? Se não, não vejo o porquê de se matar num emprego que te tira a alma, que não te permite fôlego pra se distrair com o companheiro ao menos um dia na semana! Já tentou falar com ela sobre isso? Será que a encheção de saco dela, a falta de sexo, o cansaço e etc não são sinais de depressão? Já perguntou se ela se sente assim? Se gostaria de uma ajuda profissional?

        Outra coisa, pare de achar que sem ela você estaria, necessariamente, se divertindo pelo mundo com uma mochila nas costas. Talvez, se estivesse sozinho, estaria tão entediado e perdido como está agora.

        Novamente, fique atento à possibilidade de sua esposa estar deprimida ou com algum desequilíbrio do tipo. Ela faz algum esporte? Medita? Tem tempo pra ela? Me parece que esses 2 empregos a estão consumindo e ela, exausta, triste, cansada, desconta as frustrações em você que, por sua vez, rebate com mais falta de interesse e tédio.

      • AdLe

        obrigado amigos Fred e John, por responder. e levar a sério momento tão importante que estou passando na vida.
        com certeza vejo os dois empregos dela como problema, porém, ao mesmo tempo à deixa com autonomia em comprar tudo que ela quer, só como exemplo ela tem mais d 200 pares d sapatos (parei d contar faz alguns anos), não sei se ela abriria mão (vale um ponto d conversa sobre isso).
        acredito q o erro da minha história foi me casar muito cedo (23), não aproveitei nada, e o simples fato d ficar um pouco tarde no bar com os colegas do trabalho a deixa furiosa. eu falo pra ela, vc precisa disso tbm, até falo pra ela ‘o mundo é muito maior q o nosso circulo’ vc tem q aproveitar com suas amigas , ai outro problema, ela não tem amigas no qual possam fazer o mesmo.
        tivemos uma conversa sincera recentemente, decidimos dar um tempo e ver se é isso q queremos realmente se nos faz bem ou mal. estou morando em casa ainda e dormindo na mesma cama, isso até sair as chaves do ap q compramos juntos…em 20 dias devo sair d casa e ir pra lá….em 7 anos d casados nunca tivemos um tempo, talvez isso ajude (ou não) !
        forte abraço a todos e obrigado mais uma vez por me darem uma luz.

      • Liz

        Adle, raramente respondo alguma coisa, mas a sua história me pegou. Eu tenho 29 anos, tive um relacionamento super longo, nos moldes de um casamento… dormir junto todo dia, compromisso financeiro conjunto, administração da família, etc. Apesar de eu amá-lo, terminei depois de 5 longos e desgastantes anos.

        Eu nao tinha tesão, admiração, as vezes até um pouco de vergonha… Quem tomava as atitudes, resolvia tudo era sempre eu… Eu o considerava um cara sem atitude… Foi meu 1o namorado, o 1o cara com quem eu tinha transado, etc. Na minha cabeça, pensava que terminando resolveria 2 problemas: o do relacionamento desgastado e o da tal liberdade.

        Terminei, viajei, sai com outros caras, fui morar sozinha! “Celebrei” essa liberdade por poucos meses… E ai caiu a ficha. Dos problemas todos, eu tenho pelo menos uns 70% de responsabilidade. O tempo passa, a gente digere, repensa, aprende a fazer dferente…

        O meu comentário não tem a intenção d tendenciar sua decisão do tipo separa/não separa, mas sim de te colocar pra pensar na sua responsabilidade nisso tudo.

        Relacionamento é antes de tudo, generosidade e admiração.

        Generosidade para aceitar um convite num dia em que vc tá cansado, ou de fazer um convite pq sabe que a outra pessoa tem a expectativa de sair… Generosidade no sexo, na divisão das contas…

        Generosidade e respeito pra não fazer piada fora de hora, pra não deixar o outro diminuído….

        Sobre o comentário de um dos caras em relação a real necessidade de ter dois empregos, assino embaixo. Existem outras coisas que a mulher gosta mais do que sapatos. Independencia financeira tras dignidade, mas eu arrisco dizer que sua mulher até desejaria ter 1 emprego só, mas talvez tenha dúvidas se vc ficaria desapontado ou se assumiria 1 parcela > nas despesas da casa, se for preciso.

        E acredite, a maior parte dos solteiros na faixa dos 30 não saem todas as noites, não viajam o tempo todo e não conhecem gente interessante todo dia.

        Um beijo grande e boas reflexões.

      • AdLe

        liz, muito obrigado!
        vou assimilar e refletir, qualquer pensamento é válido nesse momento.

        uma coisa estou certo: se um dia houver um novo relacionamento, evitarei os erros q aconteceram durante meus 7 anos de casamento.
        mas, será q a faixa dos 30 está tão down assim ?!

        e mais uma vez, obrigado!

      • Liz

        Down nada! Só mais realista. Não desanime. Há vida depois dos 30 e depois da 1a desilusão amorosa ;-)

      • http://alinenardi.com/ Aline

        @disqus_tlFPgM25xe:disqus Assino embaixo!

      • Carol

        Bom, ja vi casos parecidos com o seu.
        Meu casamento está ótimo mas porque o diálogo acontece diariamente e as coisas fluem. Sempre rola algum grilo, briguinhas, cansaço (tudo normal), mas a gente senta, resolve e ta tudo certo.
        Uma coisa que aprendi é que precisa haver Generosidade como disse muito bem a Liz.
        Primeiro faça uma lista dos seus defeitos, é sempre mais fácil ver o erro do outro com detalhes e rebater com: EU TAMBÉM ERRO / EU TAMBÉM TENHO DEFEITOS mas não enumerá-los. Tente fazer isso e se sua lista ficar muito pequena, ai complica porque ninguém tem poucos defeitos. Sorry – vai pensando que a lista aumenta aos poucos.
        Depois veja o que você está disposto a mudar (mas cuidado, não é o que você acha defeito mas o que ELA acha defeito em você).
        É comum as pessoas querem mudanças no outro mas não se comprometerem a nada.
        Não adianta achar também que uma DR vai resolver sua vida e amanhã você vai levantar sendo um novo homem em um novo casamento!
        Isso é um passo de cada vez, mudança progressiva e contínua. O que for possível mudar em ambos, tentem e o que não for o outro deve aprender a tolerar. Se a lista ficar mais para o segundo grupo, então cai fora enquanto é tempo!
        Agora se começar a ver que ta progredindo de ambas as partes, da continuidade até chegar num ponto agradável.
        Queria escrever mais mil coisas, mas chega né… ja exagerei!
        Boa sorte!!!!

      • http://alinenardi.com/ Aline

        Que comentário bacana!

    • http://alinenardi.com/ Aline

      Terapia de casal… Funciona, vai por mim…

  • http://www.facebook.com/people/Marco-Reis/1560843557 Marco Reis

    Passei por isso com uma pessoa por 2 anos. Quando discurso e ação não estão alinhados gera agonia no parceiro. E viver em agonia não vale a pena. Em seguida apareceu alguém especial que me fez ver que não é justo esperar o companheiro achar o timing do relacionamento. No meu caso foram 2 anos e, quando ela percebeu que ia me perder, foi fazer terapia e se ajustar. Mas o estrago já estava feito. Algo tinha se quebrado.

    É como o vaso chinês. Lindo. Mas depois de quebrar, mesmo que você cole direitinho, quando chega perto dá para ver as rachaduras.

    Para mim, quando chega a desconfiança, já acabou. Não é radicalismo, é preservação. Viver em agonia, não poder dormir, não poder virar as costas, estar sempre esperando que algo vá acontecer simplesmente não vale a pena. Por mais especial que seja essa pessoa. O teste é simples: você deixa a pessoa livre e ela tem vontade de voltar para o seu lado. Se ela voltar para o lado de qualquer outra pessoa é o momento certo de ir embora.

    Eu desconfio muito de relacionamentos saudáveis. É como ver casais lindos, que ditam padrões e um dia eles se separam e viram inimigos. Não tem príncipe encantado. Só acho que tem um equilíbrio que é quando você pode ir para casa e saber que ela vai chegar no horário todo dia, fazer a mesma comida, sorrir o mesmo sorriso e na sexta-feira sair para tomar um chop.

    • Frederico Mattos

      “não é justo esperar o companheiro achar o timing do relacionamento”

      Exato, @facebook-1560843557:disqus , bem colocado.

  • Lucas

    Já tinha me identificado com outros textos por aqui, mas esse se encaixou de maneira tão sincronizada com minha situação que decidi estrear nessa.

    Bem eu meio que me encontro na mesma situação que o rapaz que te mandou o e-mail, e também penso da mesma forma da qual você concluiu, mas as vezes também penso que o problema é meu, eu que dou muita atenção, eu que jogo ela lá em cima na minha lista de prioridades e quando vejo que não faz isso sempre bate a frustração.Mas também acho que é muita imaturidade e egoísmo da minha parte pensar que só por que sou assim ela também deve ser, ainda mais depois de ler o que o Luciano Andolini postou.

    Fico sempre em dúvida pois por mais que eu saiba que pode ser imaturidade minha não consigo não me frustrar constantemente com ela e inevitavelmente brigarmos nos machucarmos ela chorar virar o jogo, eu pedir desculpas ficamos bem e depois acontece tudo de novo só o que muda é a semana, isso desgasta muito, só queria saber onde estou errando?

    • Frederico Mattos

      Se [e seu ou dela a carência não é o ponto, mas se você quer perpetuar essa falta de abastecimento. Há muitas pessoas que tem o seu perfil, cabe a você por na balança o quanto o custo-benefício rende para todos.

  • http://www.facebook.com/annaclaudia.haddad Anna Claudia Haddad

    Fred,

    Gosto muito do seu viés das coisas, seus takes, seus caminhos. Me abrem sempre um mundo.

    Gostei bastante desse texto, especificamente. Pelo ponto de vista objetivo e prático – o que é bem difícil de fazer quando se fala de amor e relacionamento, ainda que se parta do caso ao lato sensu.

    Bem boa a salada de pragmatismo cuidadoso e sutil – sem perder o romance e a beleza próprios do tema. Ressoa bastante, aqui.

    Beijo grande.

    • Frederico Mattos

      Até o romantismo precisa de logística, desde a forma de articular as palavras até transformar as promessas de amor e ato.

      Que bom que tocou @facebook-100000857791477:disqus !

      Beijo! :)

  • http://www.facebook.com/rafael.lopes103 Rafael Lopes

    Igualmente aos outros, texto muito bom. Parabéns!

    • Frederico Mattos

      Valeu!

  • Nani

    Olá Fred! Primeiro gostaria de dizer que adoro seus textos e as reflexões que eles trazem..
    Gostaria que vc falasse um pouco sobre essa namorada, pois meu namorado reclama da mesma coisa…na verdade, é tão errado assim se dividir entre as coisas e pessoas que consideramos importantes? Sempre achei esquisito qdo alguém vive em função do outro e esquece a sua própria vida…

    • Frederico Mattos

      @b53a53f64026432218bc48f6e416baa6:disqus O que ele está relatando é que ela é bem egocentrica e age com descaso com ele e não que tem gostos pessoais e vida própria…

  • http://www.facebook.com/marcus.viniciuscorreamartins Marcus Vinícius Corrêa Martins

    Gosto muito so site Papo de Homem, mas sinto que cada vez mais vocês estão caindo em uma espiral de incoerências que dá até raiva de ver… Volto e meia vejo posts sobre “se libertar das coisas materiais, dar valor a coisa que não tem preço, etc” estarem em paralelo com outros posts da categoria “você é o que você possui, tenha esse produto exclusivo, etc.” Assim não dá.

    Agora mesmo acabei de ler o post do Bracht “Consumismo Aleatório”, em que ele exalta você gastar todo mês 50 doláres em coisas estupidamente inúteis é coisa moderna, sofisticada… Aí chego nesse post do Fred e deparo com pérolas do tipo “Vivemos tempos tão vidrados em comprar coisas e objetos que criamos uma polaridade interna (talvez para compensar nosso consumismo)”.

    Aí meu cérebro explode, hipocrisia tem limite, por favor. Isso aí ´pe brincar com o entendimento das pessoas. O cara que vem buscar um direcionamento sobre como dar um up na sua vida acaba ficando perdido entre essas duas vertentes, que vocês anunciam simultaneamente. #comoproceder?

    E esse post aqui ainda faz parte da categoria Mecenas, com um papinho anti-consumista desses…!

    Sei não hein, mas já dizia alguém que já morreu: “If you don’t stand for something you’ll fall for anything”

    • Frederico Mattos

      @facebook-100002116297108:disqus Quando escrevi esse texto eu nem sabia que seria mecenas, mas o ponto não é esse, mas existe uma diferença entre consumismo e consumir?

      O texto citado do Bracht é obviamente um retrato divertido de um estilo de vida em particular, não há legendas dizendo: faça isso.

      Meio ingenuidade da sua parte imaginar que patrocínios são proibidos numa empresa que produz conteúdo.

      Quanto a buscar direcionamento, se quer algo particular, dentro de suas necessidades procure a cabana que é focada na pessoa em si. Aqui são algumas ideias que explodam a percepção e ofereça muitos caminhos, nada paternal, ninguém vai segurar na sua mão e dizer “faça isso” ou “faça aquilo”.

      Faz sentido?

  • http://www.facebook.com/jotamodesto Johnatan Modesto

    Ótimo texto, era algo que estava pensando a um tempo. Se não me engano, foi provado por estudos da psicologia que o amor realmente não é um sentimento, mas uma condição de escolha, você escolher se quer amar, e não é apenas no relacionamento de casais. Amor de pai, amor de mãe (amor ágape, incondicional), se existe o amor, ele não vem, é a gente que decide se quer amar ou não.

    Mas como o texto mesmo diz, não basta apenas dizer que ama, precisa demonstrar com ações. Acho que pode até existir a vontade de amar, mas é necessário a demonstração, é preciso mostrar. Pode sair naturalmente para umas pessoas, para outras pode ser necessário uma auto crítica e mudança de postura.
    Não acho besteira quando alguém cobra a ação, ela está pedindo reciprocidade, e achar que isso não é sério, alguns conceitos precisam ser revistos.

  • http://www.facebook.com/maicon.lucio.14 Maicon Lucio

    minha namorada me traiu 2 vezes e quando eu descubro ,ela chora ,faz o melhor drama do mundo. diz que ta arrependida ,blá blá, blá mas ainda assim eu a amo muito,mas no fundo eu axo que da minha parte ,não é amor.é solidão, já que não tenho vario amigos. e outras coisa mais,a quem devo procurar.? sei lá.só sei que ainda sofro por isso

  • Pedro Paulo

    Excelente texto!

  • http://www.facebook.com/adriana.fayadcampos Adriana Fayad Campos

    Excelente texto, Frederico!

    É tão difícil saber qdo a gente tá exagerando na carência de demonstração de afeto alheio (consequentemente deixando de enxergar o quadro maior da relação e da vida do outro além da relação) ou qdo o outro realmente se acomodou e não demonstra mais o que diz sentir.

    Concordo totalmente contigo qdo diz que amor é mais uma ação, do que um sentimento. E percebo que algumas pessoas, tem essa tendência a depois que se comprometeram com alguém, agir feito alguém que não precisa mais se esforçar. Até parece sabe o que? Sabemos que aquele vazio, aquela ideia de idílio e êxtase absoluto ao qual tentamos voltar (e que na verdade nunca houve, apenas como fantasia) nunca atingiremos, com ou sem alguém do lado. É da condição humana o sentir-se incompleto, é o que nos dói mas tbém nos faz buscar caminhos melhores. Mas aí parece que qdo se está num relacionamento sério, é como se vc agisse feito alguém que já garantiu esse lado, então agora vamos a todo o resto, que passa a interessar mais do que o parceiro (a). Triste ironia…

    Não acho que todos estejam fadados a isso, alguns mais, outros menos. Talvez por isso os segundos casamentos muitas vezes funcionem melhor do que os primeiros. Pque no primeiro se está tão ocupado em construir patrimônio, gerenciar a família que vai aumentando, que sobra pouca atenção de qualidade pro parceiro. No segundo, vc meio que aprendeu a lição e gerencia melhor suas prioridades, talvez. Alguns casais conseguem aprender isso ainda no primeiro casamento e reavivam a coisa. Mas isso tem sido tão raro…
    De todo modo, seu texto estimula a gente a refletir sobre isso, muito bom mesmo!

  • Bianca

    Excelente texto.Vivenciei algo parecido esse ano, sendo que em um curto espaço de tempo (um ano). Comecei a nutrir um amor por uma pessoa durante esse tempo e conseguíamos administrar bem, pelo menos eu acho. Confesso que sempre fui mais passiva, na grande maioria das coisas que fazíamos juntos, a iniciativa era dele. Mas sempre conversávamos sobre isso, até mesmo em tom de brincadeira e ficava tudo bem, eu até me esforçava para ter mais iniciativa. Até que um belo dia ele muda de emprego, volta a estudar, e eu claro, dei o maior apoio e incentivo que pude. Nessa nova fase da vida dele, me surge uma insegurança tremenda. Novo trabalho, nova faculdade, novos amigos, novos ambientes. Querendo ou não isso influência na vida da pessoa, e foi a partir daí que eu tive medo de perder significado para ele diante de sua nova vida. Conversamos, deixei isso bem claro. Ele me tranquilizou, disse que nada iria mudar em relação a mim, exceto o tempo pra ficarmos juntos que seria menor. E foi nessa conversa que ele disse pela primeira vez que me amava. Que alívio, hein? Pena que não foi muito longe. Uns dois meses depois ele começa a diminuir a atenção, ele tornou-se indiferente. Passamos a nos ver muito pouco, o tempo dele realmente tava curto, isso eu compreendia. Mas ele simplesmente não se importava mais se eu estava bem ou mal, viva ou morta, eu que tinha que ir atrás pra ter notícias. O que me deixava confusa era o fato de que, nessas ultimas pouquíssimas vezes que nos vimos, ele estava normal como das outras vezes, a conversa normal, sexo como sempre, é tanto que eu voltava pra casa feliz, e minha insegurança desaparecia por alguns dias. (Esse texto virou um desabafo. É que a galera aqui é foda nos comentários rs). Finalizando, questionei essa frieza e indiferença dele durante o tempo que passávamos sem nos ver e chamei pra conversar. E pra minha surpresa (digo surpresa porque no fundo eu achava que ele me amava e era só uma fase devido adaptação a nova vida, e logo as coisas iriam se encaminhar pra dar certo e bla bla bla) ele falou que não dava pra namorar sem ter tempo, que o namoro havia desgastado, que seria injusto comigo levar um namoro onde só poderia me ver 2 ou 3 vezes por mês. E ainda completou dizendo que o topo das suas prioridades era o trabalho e abriria mão do que fosse possível pra se dar bem no novo trabalho. Mas poderíamos continuar como amigos para não perder tudo de bom que vivemos. E aí, o amor acabou de uma hora para outra? Para mim, falta de tempo é uma bela de uma desculpa! Eu acho que o dialogo e exposição de sentimentos é primordial para uma relação seguir, bem como o esforço de ambas as partes pra manter isso, dar carinho, atenção, etc. Eu sempre digo que o amor é uma chama, que deve ser alimentada sempre pra se manter acesa, seja com dialogo, um sms dizendo que ta com saudade, uma cutucada no facebook, um esforço, menor que seja.

    • Frederico Mattos

      “Eu acho que o dialogo e exposição de sentimentos é primordial para uma relação seguir, bem como o esforço de ambas as partes pra manter isso, dar carinho, atenção, etc. ”

      Vejo diferente, diálogo e sentimento sem ação não funciona.

      Veja o que você diz aqui:

      “Confesso que sempre fui mais passiva, na grande maioria das coisas que fazíamos juntos, a iniciativa era dele. Mas sempre conversávamos sobre isso, até mesmo em tom de brincadeira e ficava tudo bem”

      Provavelmente estava bem par você.

      Se o trabalho e amigos se tornaram mais instigantes para ele do que sua presença não é surpresa que a admiração, que é parte da base do amor, desapareceu…

      Óbvio que não podemos fazer matemática e precisar com clareza a razão, mas isso me parece um dos motivos bem claros.

      • Bianca

        De fato a admiração desapareceu. É uma sensação ruim saber que de uma hora pra outra me tornei desnecessária na vida dele e que isso não tem mais volta. Talvez eu pudesse ter evitado isso tomando algumas ações, mas não é fácil saber o que fazer e nem a dosagem certa quando se tenta fazer algo.

  • http://www.facebook.com/boachance João Roberto Muniz

    Se sua relação está desgastada, sua companheira te ignora, recusa sexo, não quer vê-lo, etc. isto significa que sua pessoa, tal como tem sido, não interessa mais. Portanto, é hora de “morrer” e se tornar outro. Entenda bem: “morrer”, aqui, significa tornar-se outra pessoa completamente distinta de quem você foi, modificar-se até o ponto de causar estranhamento, sensação de perda. É uma “morte” simbólica: a morte real dos seus egos, isto é, da pessoa psicológica que você é.

    Se você está em pânico, desesperado ou depressivo porque sua amada o traiu ou o despreza, e está pensando em suicídio, sugiro que não faça isso. Prefira “morrer” psicologicamente ao invés de atentar contra a própria vida ou contra seu próprio corpo físico. É melhor transformar-se psicologicamente do que suicidar-se, não acha?

    Se você “morrer” de verdade em si mesmo, se tornará de fato, e não por mera suposição ou simulação, outra pessoa. Não estará simplesmente simulando um comportamento mas terá se transformado de verdade. Não será mais reconhecido, aquela que te fez sofrer irá estranhá-lo e irá se desesperar porque o perdeu.

    Se você está sendo desprezado, isso indica que você pode estar cometendo os seguintes erros:

    • Sendo excessivamente carinhoso;
    • Falando muito;
    • Tentando agradá-la todo o tempo;
    • Demonstrando medo de perdê-la;
    • Exigindo atenção, carinho e sexo;
    • Exigindo a presença e a companhia dela;
    • Correndo atrás dela todo o tempo, ligando sem parar etc.

    A despeito das mentiras que as espertinhas contam, o fato é que um homem muito carinhoso se torna cansativo e serve apenas para ser rejeitado e tratado como um escravo ou como um cão vira-lata. O carinho deve ser bem dosado, racionado.
    Seja carinhoso apenas de vez em quando e nas horas certas: em recompensa pela boa conduta. Seja mais frio do que carinhoso mas não totalmente frio.

    Geralmente, o homem se esforça e se sacrifica intensamente, bajulando e agradando, para receber em troca uma quantidade mínima de carinho e sexo. Esta tendência é geral e você poderá confirmá-la pela observação. Elas estão tão acostumadas a isso, que sempre que você se mostrar carinhoso será visto como um assediador em busca da tríade sexo-carinho-amor. Como elas não gostam muito de sexo, resulta então que os carinhosos são considerados pouco interessantes e utilizados como meros escravos emocionais que dão tudo de si e recebem pouco ou nada em troca. O curioso é que são justamente os insensíveis, que são muito poucos, os que recebem de graça e sem esforço aquilo que os carinhosos e assediadores tanto lutam para conseguir. Isso ocorre porque elas não compreendem a lógica do amor em profundidade. No campo das relações amorosas, a mente das espertinhas funciona como a mente dos estelionatários: é incapaz de compreender os acontecimentos de um ponto de vista que não seja o seu. O único referencial amoroso que existe são elas mesmas pois vivem imersas em um egoísmo natural. É uma perda de tempo, portanto, pressionar e exigir carinho, amor e sexo daquelas que os recusam porque tal ato surtirá o efeito diametralmente oposto.

    Não seja tagarela e não converse muito. Se você observar, verá que as conversas dessas mulheres costumam ser superficiais e subjetivas. Se você entrar nessa subjetividade frívola, participando de conversas inúteis, escutando ladainhas, canções psicológicas, fofocas, desfechos de novelas, maledicência sobre a vida alheia etc. o inconsciente delas reagirá considerando-o pouco masculino, já que entre as características masculinas ideais estão a objetividade racional, a firmeza, a profundidade, a superioridade e o domínio (é por isso que elas perseguem os líderes). O desastroso resultado será o seguinte: sua companheira irá considerá-lo “legal”, “gentil” e “agradável” mas muito pouco atraente como macho. Do mesmo modo, cairá igualmente em uma situação ridícula se ficar tentando ser engraçado, fazê-la rir, fazer micagens, pendurar-se em galhos de cabeça para baixo etc. pois será tratado como um alegre e bem intencionado palhaço. Também não entre em discussões, resista ao magnetismo fatal da língua viperina e ignore reclamações inúteis. Não fique gritando porque será considerado pouco masculino. Queremos que elas nos vejam como machos e não como amigos, animais de estimação e nem como palhaços, certo? Portanto, o ideal é ser silencioso, sério, bravo e conversar pouco. Entretanto, estas poucas falas devem ser acertadas, em tom de comando e de forma protetora e orientadora, dirigidas para o bem e nunca para o mal. Jamais legitime a acusação de que os homens são opressores e inimigos das mulheres.

    Não corra atrás das fantasias dela, tentando satisfazê-las, porque você será considerado um mero escravo submisso. Podemos até fazer isso de vez em quando, mas não sempre porque comunica submissão.

    Esta é a parte mais difícil: não tenha medo de perdê-la. Se você tiver este temor, ele transparecerá por meio de suas atitudes ou durante os implacáveis testes para descobrir quem somos. Esteja continuamente disposto a perdê-la de verdade, para sempre. Se sentir medo de perdê-la, estará demonstrando que não possui outras mulheres melhores, mais fiéis, mais dedicadas, mais sinceras e mais bonitas à sua disposição e que, portanto, é um macho de segunda classe, pouco capaz de conseguir fêmeas.

    Comunicará também que quer pressioná-la, sufocando-a com seus sentimentos e apegos. As mulheres valorizam muito o desapego e a indiferença quando combinados com uma postura protetora-orientadora que lhes seja benéfica. Desapego, frieza sentimental e insensibilidade são consideradas características masculinas ideais. Entenda-se que tais atributos não são intrinsecamente maus pois podem muito bem ser usados para combater as coisas erradas, proteger e evitar perigos. A frieza é ruim quando está voltada para o egoísmo, mas não quando se traduz em calma direcionada de forma altruísta. É por isso que elas valorizam atributos assim.

    Assediá-las e perseguí-las é também um grave erro. O assediador é rejeitado porque comunica ser incapaz de obter algo mais importante na vida. Assédio comunica fraqueza, submissão, desespero, urgência etc. Portanto, não fique telefonando sem parar, perseguindo-a todo o tempo etc. Deixe que ela faça isso com você e se não fizer… azar! Não a procure, deixe-a procurá-lo com a frequência que quiser. Assim saberá quem é ela de fato e o que sente de verdade.

    Quando ela quiser vê-lo, não resista mas, quando ela desaparecer repentinamente, simplesmente esqueça-a, ignore-a e se ocupe com outras coisas, desaparecendo por mais tempo ainda, normalmente pelo dobro do tempo.

    As mulheres estão acostumadas a serem bajuladas todo o tempo em troca de sexo, carinho e amor. Se adaptaram de tal maneira ao lisonjeamento, presentes, elogios, tratamentos especiais, privilégios etc. que levam um choque quando um homem as ignora. Sentem-se diminuídas, pequenas, acreditam que estão perdendo a competição com as rivais e sua auto-estima cai terrivelmente. Como resultado, muitas vezes assediam-no por vingança, na tentativa de rejeitá-lo assim que puderem dobrá-lo.

    Não caia na armadilha do bom namorado democrático e maleável. Seja democrático se ela o merecer, mas seja firme em seus pontos de vista e somente os modifique se os erros forem objetivamente demonstrados. Se ela resistir, arrase todos os seus argumentos, passe por cima e esmague-os (observe bem: os argumentos, ficou claro?) sem dó e sem vacilação. O ato de ceder é visto como sinal de fraqueza de espírito por indicar pouca firmeza de propósito e pouca força de vontade. A maleabilidade jamais é reconhecida e retribuída mas, ao contrário, aproveitada como uma chance de abusar do outro. O maleável é considerado um otário e não um homem maravilhoso. Elas buscam machos que as guiem, dominem e protejam e não servos que satisfaçam suas vontades caprichosas.

    O homem ideal, modelado segundo os nossos objetivos, fala pouco e de forma acertada (é só um modelo para referência). Usa um tom de voz grave e imperativo. Fala em tom de comando. Não pede permissão para sua companheira: ordena, mas não a obriga a obedecer, deixando a ela o direito da recusa. Não fala sobre si mesmo. Não se lamenta. Não confessa suas fraquezas. Não chora em presença da companheira. Não é tagarela. Olha nos olhos repentinamente, de forma fixa e firme. Não a observa todo o tempo, apenas de vez em quando. Não fica em cima: quase ignora sua existência. Não discute. Não polemiza: simplesmente informa. É um rei em seu domínio e não um servo.Não sente falta, não sente saudade. Não assedia. Não fica olhando para os corpos das outras mulheres, porque não é luxurioso e nem fornicário. Apesar disso, quando finalmente a fêmea o procura para o sexo, mostra sua força em um sexo selvagem avassalador como um furacão. É um terremoto na cama. Não lança cantadas: agrada sem esforço. Não grita. Não deixa que os jogos sujos passem em branco:sabe devolvê-los. Não é um palhaço. Não é engraçado. Não ri com frequência: apenas sorri levemente de vez em quando. Quando finalmente ri, sua gargalhada parece ter algo de estranho. Toma a dianteira nas situações. Domina a relação para o bem e não para o mal, tratando-a mulher como uma menina. Não importuna sua companheira perguntando sua opinião o tempo todo. Não se irrita com as provocações: sabe devolver as consequências a quem as lançou. É impenetrável, distante e misterioso. Não proíbe e nem se vinga: devolve as consequências, premiando as sinceras e levando as insinceras que tentam enganá-lo a arcarem com os próprios atos. Não corre atrás das mentiras pois não lhe importa se está sendo enganado ou não. Não se compromete de graça: cobra um alto preço. É um prêmio. Se valoriza. Não é afetadamente sensível. Não é delicado. Pode ter muito dinheiro mas o despreza. Está acima dos preconceitos sociais. Não é moralista e nem um sujeito “certinho” amigo dos bons costumes. Quando entra em um ambiente, atrai a atenção das mulheres porque as ignora. Não implora para ser amado. Não necessita de carinho passional para ser feliz: despreza-o por saber que é falso e hipócrita, prefere o amor verdadeiro. Ajuda. Orienta. Cuida. Protege. Guia. Não comete injustiças com a companheira. Mantém a razão ao seu lado. Usa a dureza e a firmeza para o bem e não para o mal. É desconcertante. Surpreende. Não é previsível. Não se comove com lágrimas de cebola, ignora lágrimas de crocodilo, se comove apenas com lágrimas reais, que sabe identificar muito bem. Não corre atrás de reclamações caprichosas. Fusiona características opostas. É simultaneamente bom e, em certo sentido “mau”, indiferente e protetor. Pune o adultério com ruptura definitiva, inapelável, ou com desprezo. Jamais comete um crime passional. Se for atraiçoado ou enganado, sua simples ausência e desprezo serão suficientes para castigar a traidora que sofrerá por não encontrar outro igual para substituí-lo. É o melhor de todos porque faz o que nenhum faz: trata-a como uma menina, fazendo-a sentir-se criança, pequena, relembrando-lhe a infância, ao invés de endeusá-la, entregandolhe oferendas no altar. Seu coração vale ouro, cobra um alto preço para se comprometer: a fidelidade total, plena e transparente. É um mistério incompreensível. Em suma: é um Homem de verdade.

    É claro que nenhum homem mortal se encaixaria matematicamente dentro deste modelo de forma total. Mas o modelo serve como referência para nos aproximarmos.

    Quando um homem não está sendo notado, costuma fazer macaquices, assedia, lança cantadas, elogios, observa com olhar cobiçoso e faminto etc. isso indica que o mesmo é desconhecedor desta ciência e que não está se comportando como deveria. Se mudasse a forma de tratá-la, substituindo o assédio pelas atitudes corretas, a atração seria ativada. A necessidade de assediar demonstra desconhecimento dos comportamentos que geram atração. Aquele que age corretamente não necessita assediar. As únicas que aceitam assediadores famintos, desesperados e ansiosos que lançam cantadas sem graça com olhares esfomeados são as desesperadas: aquelas que têm filhos passando fome e precisam de um provedor com urgência, as solteironas que ainda não perderam as esperanças, as chatas insuportáveis etc. Se, apesar de tudo, uma mulher interessante aceitar tal comportamento repulsivo, o fará por algum outro motivo, como dinheiro ou status, mas jamais por ter se sentido atraída.

    O fato de não sermos assediadores não significa que devamos ficar passivos, esperando parados que alguma caia do céu. Você pode e até deve tomar a iniciativa agindo como um macho que causa impacto, atinge psiquicamente, espanta e até choca positivamente (positivamente, que fique claro!) mas jamais como um débil assediador desesperado.

    O ato de “horrorizar” positivamente, já explicado no primeiro volume, consiste em quebrar idéias consagradas, comportando-se de forma absolutamente oposta à comum mas bem calculada, ou seja, com um comportamento que demonstre diferenciação em relação aos débeis. Exige muita habilidade pois um erro mínimo pode surtir o efeito oposto ao desejado. A “horrorização” deve ser positiva e não negativa (guarde bem isso!). Um exemplo de “horrorização” positiva: dar uma ordem em um tom sério que se contraponha ao que uma linda espertinha estiver fazendo mas que, em última instância, a beneficie e proteja.
    Esta atitude contraria a tendência de todos os débeis, que se apressam em agradá-la e se submetem ao invés de tratá-la “com a espada”[40] como fez Ulisses com Circe. Aqueles que são incapazes de contradizê-la, estão escravizados pela paixão animal e se transformam em porcos como os companheiros de Ulisses. O macho superior não somente a comanda, mas a contradiz e não quer nem saber se ela vai gostar ou não. Não se preocupa com as recriminações, decepções etc. porque não quer impressionar mas, justamente ao renunciar ao impressionismo, a impressiona.

    Quando se fala do perfil masculino ideal, este que estamos tentando modelar, um perigoso engano costuma ocorrer. Vou denunciá-lo: há dois perfis masculinos ideais.
    Um desses perfis é ideal para o alcance dos objetivos femininos egoístas e outro é o ideal ao alcance dos objetivos masculinos.
    Normalmente, o perfil masculino ideal descrito e demonstrado em filmes, revistas, novelas, entrevistas etc. é falso pois corresponde apenas a objetivos femininos egoístas: seria o sujeito sensível e fofo que manda flores, trabalhador, honesto, carinhoso e que possui dinheiro, sempre à disposição. Como esse objetivo é totalmente calculista e egoísta nos fins e nos meios, resulta contrário aos nossos objetivos e se torna devastador para nossa vida quando o assumimos. Quase todas são unânimes em afirmar que tais homens são ideais e que gostariam de tê-los ao seu lado porém não dizem para que são ideais e nem para que os querem. Eu digo: são ideais para serem escravos emocionais dando amor e recebendo frieza, chifres, desdém, abusos etc. em troca.

    O perfil masculino ideal que aqui descrevi e tentei modelar não é de modo algum este perfil das novelas que elas descrevem. É um perfil ideal para seproteger contra a dominação amorosa, a manipulação, o engano, a mentira, a dissimulação, o desrespeito e a colocação de cornos. Embora pareça contraditório, é um perfil que beneficia também as mulheres, apesar delas protestarem contra o mesmo quando são inconseqüentes.

    É imprescindível resistir às influências fascinatórias em todas as suas formas. A fascinação é hipnótica e podemos definí-la como uma identificação de nossa pessoa com fatos exteriores. Contrariamente ao senso comum, a fascinação não opera somente quando há simpatia e deslumbre mas também em situações negativas de conflito. Palavras hostis, ofensas, insultos, provocações, escárnio etc. provocam tanta fascinação quanto elogios, carinho, promessas etc. A fascinação por atitudes negativas provoca estados emocionais negativos. Se estiver louco de raiva porque foi passado para trás, feliz da vida porque obteve o que queria, triste por ter sido abandonado etc. estará fascinado por esses acontecimentos. Não devemos, portanto, nos fascinar nem pelo bem e nem pelo mal.

    Você não conseguirá simular este perfil masculino ideal que aqui modelei. Se tentar apenas fingir que é assim sem sê-lo de fato, seu tiro sairá pela culatra: desenvolverá doenças emocionais e será desmascarado nos testes seletivos para acasalamento dirigidos pelo instinto animal delas (todos temos instintos animais, ninguém deve se ofender com isso), caindo em situações ridículas. O instinto feminino possui uma sabedoria ancestral, desenvolvida desde os tempos préhistóricos, e rapidamente lhes permite identificar um farsante que quer acasalar-se. Seja um Homem de verdade com H maiúsculo. Mas para isso terá que morrer em si mesmo e virar outro. É uma tarefa dura, árdua. Muitos fracassam nessa tentativa.

    Os homens de hoje parecem estar envergonhados de serem o que são. A moda é ser afetadamente sensível e qualquer um que levante a bandeira da masculinidade e da heterossexualidade é considerado pré-histórico, troglodita, retrógrado e machista. O macho está acuado. Costuma-se dizer que não servimos para nada. Entretando, todas se lembram de nós na hora do perigo e das tarefas difíceis. Ninguém se atreve a dizer que somos inúteis quando ocorrem enchentes, terremotos e incêndios. E se não fosse por nós, os machos, nossa espécie não teria sobrevivido aos perigos naturais e às feras desde a pré-história. Quem é que caçava mamutes e enfrentava tigres dentes-de-sabre para que elas tivessem proteínas para comer? Quem é que entrava nos rios infestados com crocodilos, piranhas e serpentes para trazer-lhes peixes?
    Portanto, não é imprescindível ter útero e abrigar a vida no ventre para que alguém seja indispensável. É claro que sem as mulheres não existimos e sua importância nunca foi negada pelos homens de verdade. Nenhum homem idealizaria um mundo sem mulheres. Do mesmo modo, as características intrinsecamente masculinas que descrevi acima são imprescindíveis às mulheres, a despeito do que elas digam. Foram essas características que permitiram que os homens fizessem guerras e caçassem feras para defendê-las.

    fonte: ALITA, Nessahan (2005). A Guerra da Paixão: As Artimanhas e os Truques Ardilosos das Mulheres no Amor. In: O Sofrimento Amoroso do Homem

    • http://www.facebook.com/lauro30rj Lauro Guzzo Alves

      Sem dúvida. Terminei o meu namoro há 2 dias e não foi legal. Agora, eu estou remando sozinho, mas feliz por saber que eu tenho o caminho livre para conhecer alguém diferente.

  • http://www.facebook.com/boachance João Roberto Muniz

    O que falta aí é –>
    Perfil Masculino Ideal ((Nessahan Alita))

  • JRM

    Aconteceu algo parecido em casa. Mnha irmã sempre foi do tipo que corre atrás e faz as coisas acontecerem. Ela namora faz 10 anos e o meu cunhado é mais “tranquilo”, ou seja, o contrário dela. Ela toda ansiosa para querer casar, comprar casa, constituir família e tal e ele nada, até que chegou um momento que ela começou a se desinteressar por ele e demonstrar isso, mesmo amando-o. Isso após várias conversas e discussões. Neste caso específico foi bem o que o Fred disse, a falta de ação e atitude, pois como dizem somente o amor não enche barriga.

    • Frederico Mattos

      Exato ;)

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Fred, gostei muito.
    Fiquei com bons questionamentos para me fazer sobre a minha vida.

    • Frederico Mattos

      Coisa boa, que questionamentos fez @facebook-1770199954:disqus ?

      • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

        Alguns. rs

  • aquiles

    o dr love daria uma lição inesquecivel nesse cara

    mulher quando gosta demonstra por mais desligada que esteja

    talvez seja hora de voce fazer algo desafiador e se tornar uma versão melhor de si mesmo
    seguir rumo embora

    • Frederico Mattos

      Será que precisamos de lição? Somos crianças?

  • Lika

    Ola! Você responde á e-mails??
    Não queria expor nomes…

  • Bella

    Ola Fred ,achei muito bacana seu testo e suas respostas!

    Acredito que sua resposta me dará uma luz!!!

    Estou casada ha 4 anos, meu marido tem 8 anos a menos que eu…mas sempre nos demos muito bem. Temos os mesmos gostos…os mesmos ideais…porém, ele não sente desejo por mim. No começo do namoro era normal, mas depois de uns 9 meses, um ano juntos, ele esfriou. Eu notei logo sua mudança, mas achei que fosse apenas uma fase. Essa fase ja dura 1 ano de namoro e mais 3 e tantos de casados. Fazemos terapia de casal, conversamos bastante ( eu converso, por ele está tudo certo e não é de conversa). Estamos vivendo como irmãos, e pra ser sincera, eu também já perdi o interesse. Tentei aquelas coisas clássicas…jantarzinho romântico..etc…Até que, alguns dias, deram resultado, mas ele não mantia…não me procurava, sempre dependendo de mim. Eu como mulher, fui me sentindo muito indesejada e comecei a falar sobre isso…o que piorou..hoje não temos mais relação sexual. Ele diz que isso aconteceu pq era inseguro, achava que não ia me satisfazer, . De onde tirou isso, depois de uns meses juntos e estando tudo bem, eu não sei..Enfim, estou ficando cada dia mais triste, digo que minha vida perdeu as cores….não me sinto mais mulher, me sinto feia..e triste por pensar em separar.. Apesar de vê-lo como um irmão, existe amor…de irmão, o que torna a decisão muito mais difícil. Espero que vc possa me oreintar de alguma forma!!

    • Frederico Mattos

      Acho que ambos estão limitando o desenvolvimento do outro, não acha?

      Realmente acha que você vai avançar ao lado dele? Qual o seu receio ao se ver sem ele?

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Esse cara precisa é do Dr. Love. Sorte dele que tem o Fred por aqui.

    Matou a pau quando falou que só “ele tá namorando” Frederico. Já passei por algo semelhante e só se resolveu quando eu terminei.(Sem querer influenciar ninguém…rsrs).

  • L.santana

    Já passei por uma situação muito idêntica, o melhor caminho foi seguir em frente, so eu lutava e agia… Fim da linha !!!!

  • Isaac Aubert

    Excelente texto Frederico, muito bom mesmo! E mais: gostaria até de estampar numa camisa essa refelexão que adorei “Essência sem ação é palco para idealismo autocentrado e desconectado do mundo.” – posso?

  • Tortoadireito

    Colega que enviou a mensagem.

    Já passei por situação muitíssimo parecida com a sua, muito mesmo, e se aceita a minha opinião sincera: essa pessoa continua contigo por puro comodismo de ambos. Eu arriscaria dizer até que você está sendo traído.

    No mais, você tem apenas 25 anos. Não perca seu tempo com alguém que não te coloque como parte da vida dela de fato. Se o que deseja é se casar, procure uma pessoa melhor que essa, com calma, deixa pra casar depois dos 30 e aproveita mais a vida.

    Boa sorte!!

  • Pedro Henrique

    Caro Fernando, você sitou como prioridades de sua companheira:

    “família, estudos, trabalho, amigos, futebol (sim, ela adora) e ela mesma”

    Você já parou pra pensar nos motivos dela. Pra começo de conversa vocês já estão se preparando para morar juntos, logo vocês já (certamente) despendem várias horas da semana um para o outro, ou seja, na visão dela você já está na prioridade por ser o “companheiro de todas as horas”.

    Sobre os pontos que tu listastes:

    .Família: Você já imaginou que ela pode ter sido criada em um ambiente extremamente unido, e que talvez nem seja culpa dela esse apego aos parentes?

    .Estudo e Trabalho: Ela certamente não vem de uma família abastada, logo, ela tem como plano de vida uma carreira estável, para assim poder ter um futuro tranquilo (algo que não deve ter tido no seu passado). E você certamente está nesse plano futuro (vocês vão morar juntos, não?)

    . Amigos e Futebol: Nesse ponto, meu amigo, o pensamento dela deve ser o seguinte “Já passo a maior parte dos meus dias com o meu namorado, além disso tenho meus estudos. Deixa eu ter minha válvula de escape, meu momento de ver algo diferente dos meu cotidiano”

    Então Fernando, não sei se a tua namorada é exatamente como interpretei, mas presta a atenção nesses pontos. As vezes a pessoa se sente incompreendida, porém, não pára para compreender a situação do outro.

    Espero ter ajudado.

    Abraços

  • http://www.facebook.com/hudsoncom Hudson Ricardo

    Acredito que relacionamentos devem ser pautados de igual para igual. A recíproca tem que ser verdadeira, bilateral. Hoje, o que mais vemos é que um dos pares ama e o outro só recebe e não dá nada em troca. Essa sensação de estar em segundo, terceiro ou quarto plano, nem sempre é insegurança da outra parte. Se amamos, doamos, entregamos desejamos a recíproca (minimamente) e, quando ela não acontece, vem a dúvida, a insegurança. Acho que uma boa conversa pode resolver isso. Se continuar na mesma, puxa o carro.

  • Carol Ribeiro

    Bom, antes de ler o texto todo e lendo a primeira parte a impressão que tive foi: Ela é o homem da relação!!! Calma, antes de interpretarem mal, leia novamente a carta (invertendo as posições dos sexos) e deixe-me tentar explicar. Essa situação é semelhante à velha e repetida história do casal que namora há anos e a mulher é vista como excessivamente exigente, a carente que cobra detalhes sem importância, aquela que enxerga cabelo em ovo e até chegava a ser chamada de neurótica…rsss…
    Os tempos mudaram e agora os papéis se inverteram até nos relacionamentos, muitas mulheres passaram a ser as “desencanadas”, liberais, práticas e objetivas, sem “nhem-nhem-nhem”…
    Não tenho nada contra nenhuma das situações citadas, pessoas existem para serem diferentes, conviver com todo tipo de personalidade e aprender, crescer, evoluir, acumular experiências.
    A vida seria “um saco” se todo mundo encontrasse a tampa da panela logo de cara e todos vivessem felizes para sempre. É preciso passar pela escuridão para dar valor à luz quando a encontrar!
    Acho apenas hilário observar como o tempo passa e as histórias dos relacionamentos continuam as mesmas, com pequenas variações que não alteram o fato em si ou o produto final.
    O fim dessa história todo mundo já conhece. Como acontecia no “Você Decide” da Rede Globo, existem aproximadamente 3 finais prováveis:
    1° – Eles continuam a vida assim, ele reclamando mas vivendo a mesma vida de sempre POR AMOR (como acontecia com as Amélias que eram mulheres de verdade).
    2° – Ele “planta o pé nas nádegas dela” curte adoidado e depois encontra um novo amor – dessa vez mais amadurecido e vacinado para detectar sinais que indiquem o repeteco da história.
    3 ° – (Esse eu pensei um pouco pra escrever) De repente ele sai de cena e ela arrependida pede a volta, no melhor estilo clichê: “A gente só da valor depois que perde”. Eu acho essa meio improvável, mas acontece de vez em quando… bem de vez em quando (Tipo ano bissexto!)
    Bom, espero que meu comentário seja aprovado pela política do site e que tenha sido de alto nível, porém sem frescura e bem humorado como manda o figurino. Talvez meio extenso, mas dá um desconto porque sempre leio os textos daqui, mas é a primeira vez q resolvo comentar!
    P.S. Amooo o texto “Mulher de Cabelo Curto” Por que será?! ;) Kisses!!!!!

  • Alexandre Lopes

    Me identifiquei bastante com esse texto, estou namorando uma garota que é do tipo gerenciadora, tudo é organizado, tem hora para fazer tudo. Isso torna as atitudes mecânicas e artificiais. Não me sinto bem com isso e discutimos muito. Infelizmente faz parte da personalidade dela, eu acho.
    Obrigado pelo texto Fred, sou seu fã.

  • http://www.facebook.com/maycizaidan Mayci Zaidan Casallecchio

    Choquei º-º

  • http://alinenardi.com/ Aline

    Eu costumo pensar que amor é um estado de espírito, assim como felicidade, ódio e paz. Nem sentimento, nem ação. No entanto, a coisa mais gostosa de ser gente é que temos opiniões diferentes e isso é saudável. Enfim…

    Que o moço em questão é inseguro, me parece claro ao se sentir abaixo de todas as prioridades da namorada. Outra questão é ele ter o ideal do casamento, isso está quando ele diz que sempre quis se casar. Normalmente esse tipo de pessoa já tem a idealização, só falta a pessoa, quando a encontra toda a movimentação se volta pra isso. No caso, acho que o conselho do Fred: “Gosto de ser realista. Vivemos num mundo social, e a menos que alguém declare, manifeste ou concretize uma intenção, ela será apenas uma vontade invisível aos olhos de todo mundo. Se você quer se comunicar realmente com o mundo (dos adultos), precisa falar e tornar concreta sua intenção. Telepatia, só em filme”, é bem própria. Ri com ela, porque eu costumo falar isso pros amigos e até pra minha filha pré-adolescente: “somos seres humanos e seres humanos se comunicam por palavras saídas da boca, não através da força do pensamento”. Então, a primeira coisa pro moço fazer é isso mesmo, conversar. É o que todos nós precisamos fazer.

    Tenho um relacionamento saudável pela primeira vez em anos e o que mais fazemos é o que os ‘casais convencionais’ chamam de D.R., as temíveis discussões de relacionamento. No nosso caso, ocorrem naturalmente, falamos sobre tantas coisas que é espontâneo dialogarmos sobre nossa relação. Em relacionamentos passados, os ex costumavam suar quando percebiam que a conversa se aproximava dessa temida zona de alerta. Hoje percebi que se um cara teme discussão de relacionamento ele não serve pra estar comigo.

    Concluindo, a gente só está numa relação porque quer estar. O que sente pelo outro e se a relação vale a pena são coisas importantes a serem reavaliadas diariamente, não de forma tensa e amedrontada (como os românticos fazem), mas de forma saudável e leve. Em primeiro lugar vem a amizade, como ser companheiro de vida (e de cama) de alguém de quem não somos amigos íntimos?

  • Dr.Feelgood

    Texto interessante, discordo em alguns pontos, como ser um gerente de projetos dentro do relacionamento (minha visão para ‘Amor e logística’). Trocaria a ‘generosidade’ por caridade (gr. agape) com doses de honestidade, pois, quando os dois remam para o mesmo lado, procurando a felicidade do OUTRO, sem esperar nada em troca, as coisas ficam mais simples. “A vida é 10% de inspiração e 90% de transpiração”.

  • W. santos

    Em um relacionamento, protocólos não funcionam, amar realmente é uma ação assim como conversar, então é preciso que haja uma interação do casal uma boa conversa pra dizer o que sente e o que não gosta e o que precisa enfim, um amor amigo isso sim fortalece mas, sinceramente eu ter dito isso meio que vira um protocólo, ou seja, volto a questão inicial.. não siga um paradigma só procure amar e ser feliz no sentido verbal.

  • Katia

    Vc e um filho da puta que fica sentando inventando opiniões e criticas sobre situações que nunca, viveu, acha fácil ter uma relacionamento envolto a vida cotidiana? fica dando estes conselhos de merda e atrapalhando pessoas que querem de verdade recuperar os seus relacionamentos, obrigado se a mais um casal infeliz, você com certeza não e o motivo principal mas ajudou a não ter volta.Mesmo quando eu o disse com toda sinceridade que queria mudar ele me mandou ler este artigo. SEU CRETINO. Obrigado por me atraplahar a mudar pleo meu amor.

  • Katia

    Então os elogios ok, mantemos em nossa página mas quando as críticas aparecem ops vamos exclui-las. Pois bem seus argumentos machistas e sem conhecimento pessoal do cotidiano de cada um não te permite te dar este tipo de analise sobre os relaciomanentos alheio. Fato é que este texto apenas atrapalhou que meu ex marido permitisse que nossa familia volta-se a estar junto. Parabéns se a sua idéia e fortalecer as separações você esta no caminho, mas neste momento se algumas pessoas poderiam estar corrigindo os seus erros e não estão a sua matéria contribui para que um pai de familia fala-se não eu não quero tentar

  • Pingback: 13 sinais de que um menino se transformou em homem

  • Jonas Sakamoto

    Fred, tudo bem?

    Conheci o PdH tem um pouco mais de um ano e sou leitor assíduo dos assuntos criados e compartilhados aqui, e esse texto caiu como um presente. Tive um relacionamento que durou quase 7 anos e confesso que hoje tento me adaptar de verdade a minha nova realidade, já sofri, lutei e tentei de tudo, mas acabou. Os pontos que você destrinchou são certamente bem incisivos e de muita razão, mas acredito, também, que relacionamento pra dar certo tem que ter 3 coisas: Amor, respeito e tesão.

    Amor, porque ele vai ligar os indivíduos e por ser o melhor sentimento do mundo pois é com ele que a gente vai na tristeza mais profunda até a felicidade extrema. Respeito, nem preciso falar. E tesão não no sentindo sexual, mas também no sentido sexual, no sentido de propósito mesmo, de cuidar, amar, dizer, compartilhar, brigar, chorar, sorrir, tudo!

    O Fernando tem que se atentar, talvez, a estes elementos e a priori ter amor próprio, porque não é possível dar amor a outra pessoa se a gente não tem amor a si mesmo.

    Parabéns pelo texto, como sempre, sensacionais.

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  • Rafael

    Fred,

    minha história se assemelha a uma inversão de papéis.

    Quando conheci minha atual namorada, há 2 anos atrás, tinha acabado de sair de um namoro infantil, e tinha a convicção de curtir a vida, sem compromissos. Eis que surge ela, minha namorada: não posso omitir isso, mas no começo sempre quis curtir, ou seja, sem criar vínculos afetivos.

    Não achei expressão melhor, mas ela ‘me jogou na parede’ para namorar. Aceitei, sem saber o que realmente significava. Nunca estive entusiasmado. Fui levando, era feliz pq estava acomodado, mas não dava a atenção que ela queria ou precisava, tanto que foi o motivo de algumas briguinhas.

    De repente, de alguns meses pra cá, em um papo, ela revelou parte de seu passado com seus ex namorados (tudo bem, eu estava curioso), e isso me magoou de tal forma que nem eu consigo explicar. Criou-se uma enorme insegurança quanto à ela, e tudo isso tão ‘do nada’, incrível como o jogo pode virar…Agora, sempre tento lhe agradar, ser carinhoso, etc etc. Mas ela não retribui na mesma moeda (aí que tá, é um joguinho?), mas sinto como se fosse uma paranoia minha, que não consigo controlar.

    Essa é minha contribuição, que sentir/sentiu-se da mesma forma, comentem :)

    ps. Texto muito bom! Há tempos procurava ler algo desse naipe.
    Abraços

  • Camila Lopes

    Gostei muito do texto e na verdade me identifiquei bastante com a namorada. Vivi exatamente essa tipo de relacionamento em que priorizava estudo, trabalho, amigos e..quando sobrava tempo…o namorado. Não preciso contar o fim da história. Terminamos apaixonados um pelo outro, mas incapazes de suportar a vida a dois. Acho que vale a pena para o rapaz do texto, o diálogo franco com a namorada. Às vezes ela o ama sim, mas não percebe o mal que faz.

  • Junior

    Apesar de acreditar que no ideal de não fazermos algo por obrigação, me sinto obrigado, a parabenizar seus textos, que nos traz boa reflexão e consequentemente clareza sobre aspectos do comportamento humano e da vida. E neste em particular, que nem me lembro mais o caminho percorrido que me fez chegar até aqui, traz a tona formas, se assim posso definir, formas de relacionamento que alguns vivenciam com seus parceiros. Em tratando-se desse do Fernando, pode ser que seja apenas uma fase da namorada, mas tudo evidencia que é o não comprometimento, a não vontade do relacionamento, que ele tenha a capacidade de analisar e pôr na balança os prós e contras, os bons e maus pontos, e decidir pela continuidade ou por dar fim.

  • Bessa

    É o seguinte, amigos, tenho um namoro de apenas 2 meses com minha namorada, ela tem 16 e eu tenho 21. TUDO, que o Fernando escreveu se encaixa nos poucos meses de namoro que eu tenho. Acontece que o modo de enxergar o namoros dos dois é diferente, eu não tenho dúvidas que a moça gosta muito do rapaz, contudo falta algo que embora seja prazeroso, não é p principal no relacionamento, falta a paixão. E voltando ao que eu estava dizendo, ela enxergar o amor diferente, é o modo de viver dela que o faz um rapaz inseguro, me sinto inseguro praticamente todo final de semana quando minha namorada resolve fazer um programa com amigos ao invés de um programa a sós comigo. Mas, Fernando, tenho muito orgulho do jeito que sou, me dedico e me jogo num relacionamento, faço de tudo pra fazer a outra pessoa feliz, enquanto outros sentem orgulho por serem frios e não se entregarem, acredito que as coisas podem melhorar com a conversa, mas sinto (sinto por mim tb) informar que nunca ficará do jeito ideal pra voce, melhor para nós.

    • Bessa

      ,melhor, para nós*

  • Nany Dagostin

    Ótimo texto!

  • Renan

    Parabéns pelo post!

  • Beatriz O

    MUITO bom. Este texto veio bem a calhar no momento.

    Hoje mesmo estive falando com uma amiga o seguinte – a gente precisa saber separar as impressões intuitivas, o sentimento, do que realmente aconteceu na prática. Tem que combinar as duas coisas para que surja algo verdadeiro. Se ficou só na intenção, se o sentimento não achou um escape através da ação, é imaterial, e portanto, imensurável e inválido como argumento. Já procurar transformar esses sentimentos em ação é o que dá a substância real para que um relacionamento floresça, é o que cria a vontade e a conexão entre o casal. Como tudo na vida, no amor não há corpo mole ou preguiça, senão vira comodidade. E as pessoas parecem se esquecer disso uma vez que conquistam a pessoa desejada, ou que passam os primeiros sintomas da paixão.

    Recentemente estive percebendo o quanto ainda não sei administrar essas duas coisas. Prestar atenção ao ritmo do outro e conseguir juntar os passos exige uma abertura e uma atenção quase que caridosas (porque não se pode esperar nada em troca a não ser a própria conexão), uma dedicação que não pode partir de falsas recompensas do tipo esperar que o parceiro desista de parte de sua vida pelo relacionamento. Não – tudo tem de andar bem junto e ambos devem crescer, e não se privar para evitar ferir o egoísmo do outro. Inclusive penso que – dentre pessoas maduras, que se respeitam e se entendem livres, o lance é procurar EXPANDIR OS SEUS LIMITES através das ações inesperadas do outro, ao invés de se sentir ofendido e traído como numa novela latina. Isso é realmente aceitar o outro como um ser humano complexo e cheio de contradições, é o verdadeiro amor.

    Mas acho que estou divagando – o ponto é que o amor é realmente uma ação concreta. Pode não ser um presente, mas é o que se constroi junto. Me parece que as pessoas estão embrutecidas demais, calejadas demais, às vezes, para olhar verdadeiramente quem está ao seu lado. Telepatia pode ser coisa de filmes mas também acontece na vida real, dentre pessoas que possuem uma ligação mais forte, só que em algum momento tem de haver um papo reto para tirar a limpo essa subjetividade. Comunicar-se com indiretas pode ser interessante como um jogo ou como complemento, mas é enlouquecedor a longo prazo e se for a única forma de comunicação. Porque, mais uma vez, não se tem nada concreto com que trabalhar ou confrontar – nem ao menos palavras concretas! Somente sugestões esquivas. Assim, ofensas se tornam meras brincadeiras à conveniência de quem as manipula, e mais uma vez tem-se um jogo doentio de controle por debaixo dos panos.

    Por outro lado, essa comunicação indireta é inevitável, e também mostra alienação do relacionamento não prestar atenção a ela. Se tudo tiver de ser explicado ao parceiro nos mínimos detalhes, talvez não se esteja tão em sintonia assim. Mas também é ilusório esperar que essa sintonia seja algo que vá acontecer em 100% do tempo. Mais uma vez, é preciso agir, resgatar os laços materialmente, sem contudo direcionar as atenções para o consumismo. Também é muito comum o casal voltar-se aos prazeres físicos e ficam ambos lado a lado se satisfazendo sozinhos… ao invés de estarem juntos experimentando a vida.

    Ai, que difícil harmonizar relacionamentos!
    Mas a gente consegue. rsrs

  • Silvia Letícia Nunes

    Que dom mais lindo você tem! Ótimo texto.

  • Marcela

    Passei por isso no meu último namoro. Sempre fui a favor da pessoa ter uma vida própria, mas a partir do momento em que se inicia uma relação, tem que incluir o outro na sua vida. Meu ex simplesmente achava natural passar dois, três dias sem dar um mísero “oi”. Eu sabia que ele me amava, mas chegou um ponto em que apenas amar não bastava, você tem que dedicar. Ninguém namora sozinho, e percebi que sentia mais solidão ao lado dele do que agora, solteira.

  • Thany Moraes

    Tipo de texto que não tem prazo de validade. Sensacional.

  • João

    Parabéns Fred, belo texto. Visão madura e bela.

  • Marcos Vinícius

    Uma gama de ações recíprocas, conjuntas, em sinergia, em afinidade, divergentes que sejam, mas sim, seculares. =]
    Bem legal o texto.

  • Professor

    Parabéns pelo site, é simplesmente um oásis de reflexões, me identifiquei bastante com a situação apresentada pois estou passando por um momento semelhante, para tanto gostaria que me falasse a sua interpretação dos fatos, um conselho seria muito bem vindo agora.
    Enfim, estou envolvido com uma garota a 4 meses e a conheci no meu ambiente de trabalho, fui seu professor e desde o primeiro momento fiquei interessado. Os meses passaram o semestre acabou e ficamos próximos devido ao inbox(ela puxava assunto), ela me falava coisas sobre seu trabalho e sobre seu relacionamento em crise, mesmo gostando dela eu sempre a aconselhei a insistir ter cautela com o seu antigo parceiro, mas contudo, acabei deixando transparecer que não a via apenas como uma ex aluna e amiga e isso a deixou mais confusa, tentei me afastar e pouco tempo depois soube que o seu namorado havia rompido com ela, então a mesma tentou reatar sem sucesso e em seguida retornar os diálogos comigo numa forma de se abrir, passados aproximadamente 25 dias eu não aguentei mais a situação e disse que não podia ser apenas seu amigo e que tudo que eu mais queria era estar com ela e naquele contexto isso era algo possível pois estavam ambos solteiros. Saímos e tivemos nosso primeiro contato informal, depois de se passar um mês ela confessou que ainda gostava muito do seu ex e acertamos que seria o melhor para os dois nos afastarmos, mas na mesma noite ela me ligou em lágrimas dizendo que não queria me ver longe, se denominando por burra(o que me não concordo) e passamos uns 20 dias sem nos ver mas sempre mantendo contato, quando saímos novamente ela disse a mesma coisa e eu já não aguentei e desta vez os meus olhos se encheram de lágrimas, foi quando percebi que o simples “gostar” já era algo maior do que eu poderia entender, algo tão complexo que me fez passar até os dias atuais correndo atrás dela e a vendo cada vez mais distante de mim, simplesmente não sei se a amo ou se estou pouco me valorizando(carência, falta de amor próprio…), recentemente estamos nos desentendendo porque desejo que exista reciprocidade em meus atos e não vejo(pelo menos não percebo), sou muito sentimentalista e me expresso principalemente através de duas coisas: meus desenhos e pinturas e minhas composições musicais. Sempre que faço algo penso em nós dois, no conjunto, me deixa incomodado ela me considerar um cara pouco romântico. Acredito que ela goste de mim mas que super valorize o antigo namorado, ele até tentou reatar depois mas ela ficou em cima do muro, ainda na verdade estar, não sabe com quem quer realmente ficar, porém ainda estar saindo comigo e tenho esperanças de que ela sinta por mim algo tão intenso quanto o que sinto por ela..

    Obs: a nossa diferença de idade é de apenas 4 anos, sou professor de uma faculdade privada.

    Espero que possa me ajudar a entender melhor o contexto em que estou vivendo, aparentemente quando estamos apaixonados deixamos de enxergar as coisas como elas realmente são e só fazemos burradas :/ .

    Tchau e até mais!!

  • Jackson Villela

    Empenhado e preparado com o “Psicopata Americano” foi ótemo! kkkkkkk

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  • Jonathan Willian Pirovano

    muito bom

  • Giovanna

    Oi Frederico :)
    Tenho uma pergunta nada a ver com o tema do texto: qual é o tumblr que você retira as imagens dos seus textos?
    Acho elas bem expressivas e gostaria de seguir o blog de quem as faz.
    Obrigada

  • Rodrigo Pires

    Essa carta do leitor era uma boa pra ser respondida pelo sumido Dr. Love …. :)

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