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Nós e os pobres

Christian Gilioti

por
em às | Artigos e ensaios, Debates, Mundo


A maneira como vemos os pobres e os esfarrapados no Brasil é variada e repleta de fantasias. Coitados? Malandros? Excluídos? Conformistas? Incompetentes? Oportunistas?

Não faltam adjetivos quando o olhar é dirigido a este outro, diferente de nós. Um outro capaz de despertar muitos sentimentos. Afinal, como encaramos – ou deveríamos encarar – os pobres? Ofereço três olhares.

Foto: Jorge (amolmagazine.net)

Lição (in)comum

“Quem for igual que prove e só é digno de liberdade aquele que é capaz de conquistá-la.”
–Baudelaire | “Espanquemos os pobres”, Flores do mal

Já é tarde da noite, a rua está deserta, mas você caminha para casa com certa tranquilidade. O bairro é seguro. No máximo o que se tem é a presença de mendigos, no mais das vezes, conhecidos da vizinhança.

Aliás, é justamente um deles que você avista a poucos metros. O velho é manjado, toca a campainha da sua casa inúmeras vezes sempre com a mesma ladainha: um pedaço de pão, um pouco de dinheiro, um agasalho antigo…

Você aperta o passo e muda de calçada, apenas para evitar o constrangimento. Não acha certo dar esmola, no entanto, detesta dizer não. Mas o velho é teimoso. Também troca de calçada e vem ao seu encontro, bêbado, como sempre. Está parado com a mão direita estendida, aguardando as moedas. Parece falar com os olhos, cheios de ramela e tristeza, na expectativa de que você entende o gesto, a situação, e, por isso, não terá coragem de negar-lhe o pedido.

Mas você finge que ele não existe e segue caminhando. Então o velho começa a te seguir. Você escuta os passos cada vez mais próximos, até sentir, sobre o ombro direito, os dedos carcomidos e imundos do maldito.

É a gota d’água. Furioso, você pega o velho pelo colarinho e o lança em direção ao muro. O estrondo provocado pelo impacto dos ossos contra a parede é considerável. Ele cambaleia um pouco, e, depois, desaba.

Você corre. No entanto é surpreendido com os pedidos do velho que, mesmo no chão, pede desculpas chorando e, aos gritos, implora por um trocado. Nesse instante seu desejo é arrebentá-lo. Ele ainda não tinha entendido o recado.

Mas não deseja correr riscos. Rapidamente avalia o movimento e certifica-se de que na rua não há nenhuma alma viva. Visualiza uma caçamba de entulhos do outro lado da calçada. Quem sabe ali não estaria o instrumento certo, na hora certa, para aplicar a lição mais do que merecida no sujeito errado?

Para sua satisfação, entre pedras e lixo, há uma viga de madeira, fina porém pesada, dessas que suportam cortinas de janela. Melhor impossível. É com ela que você vai castigar, insanamente, as costas do mendigo.

Dito e feito… Ele urra e se retorce, protegendo a cabeça com as mãos. E enquanto trucida o desgraçado, fica imaginando a cara de bosta com que todas as vezes ele pediu esmola durante os mais de sessenta anos de sua vida de misérias.

Enfim, com muito custo, você se cansa. Joga a viga de lado e retoma seu caminho. O corpo, anestesiado pela adrenalina que corre solta pelas veias, nunca pareceu tão leve. A mente, vazia, encontra-se entorpecida. Neutralizado o pensamento, tudo novamente parece em paz.

Por pouco tempo. A pedrada na cabeça vem seca, e junto dela, a realidade. Dessa vez, você é que está no chão, e o velho, montado sobre seu tórax, babando sangue misturado com saliva e cachaça, enche sua cara de porrada e cuspe.

O cheiro é insuportável. Você, indefeso. Mas o velho parece não estar se divertindo. Muito embora nos poucos momentos em que consegue abrir os olhos e cruzar com os dele, nota certa vivacidade, um brilho radiante e incomum.

Dali em diante, resta apenas esperar o fastio do vagabundo, que enfim se dá. Aos prantos, ofegante, o pobre diabo levanta com dificuldade. Tenta apressar o passo, cambaleando, quase sem forças. Por sua vez, você grita para que não vá embora. Ainda estirado no chão, abre a carteira, pega metade da grana, estende para o velho, e diz: “Pode pegar… É seu. Agora sim você é digno do meu dinheiro”.

(A história não é criação minha. Trata-se de uma adaptação simplificada da prosa poética de Baudelaire, intitulada “Espanquemos os pobres”, que se encontra no livro Flores do mal).

Mão na cabeça

“Às vezes sou o policial que me suspeito / me peço documentos
e mesmo de posse deles / me prendo
e me dou porrada.”
–Cuti | “Quebranto”, em Negroesia

Os Gêmeos (Otávio e Gustavo Pandolfo)

Analisemos o grafite acima. O que pretendiam os dois vagabundos? Planejavam um sequestro relâmpago? Pivetes à espera do momento oportuno para baterem uma carteira? Apenas tomariam o relógio dos motoristas distraídos? Traficantes, talvez? O que trazem dentro das bolsas? Estão armados? Quem sabe, “nóias” vagando a ermo, vitimados pelo crack, perdidos na fissura? Ou seriam monstros que, além de assaltar, gostam mesmo é de barbarizar suas vítimas?

Obra da famosa dupla de grafiteiros que assinam como “Os Gêmeos”, a obra compõe, na parede da cidade, algo recorrente que, no entanto, quase sempre passa despercebido. Obviamente que o invisível da imagem não está nos dois indivíduos, rendidos no muro, em posição de revista.

A cena é familiar: uma batida policial. E normalmente, quando nos deparamos com batidas policiais, esticamos o pescoço e esbugalhamos os olhos à procura dos detalhes, manchas de sangue, o bandido e a vítima, indícios do crime… Assim como nos acidentes de trânsito, quantas vezes um imenso engarrafamento não é metodicamente construído por conta da insaciável curiosidade humana? Basta uma luz de sirene para o demônio do voyeurismo mórbido despertar do fundo de nossas entranhas – lotadas de solitárias existenciais.

Mas voltemos ao invisível do grafite. Se de fato temos a ilustração de uma batida policial, a pergunta é: cadê a polícia?

Ela não se encontra representada na figura. Na verdade, ela está nos olhos de quem observa a cena. Só pode ser construída com a participação do observador. E expressa a naturalidade com que criminalizamos aqueles que, por serem pobres, podem ser humilhados à luz do dia – ou na escuridão da noite.

Quem disse que são criminosos? Como inferir que em suas bolsas carregam uma ameaça à ordem pública? É evidente que, inúmeras vezes, batidas policiais são mobilizadas com base em informações concretas e precisas. Assim como o contrário, fatalmente, ocorre a todo instante. Na mesma proporção?

A inteligência do grafite está em aproveitar a facilidade com que as pessoas, cada vez mais assoladas pelo medo, incorporam uma espécie de paranoia (por que não, fascista?), sobretudo, característica de quem não é pobre – ou, ao menos, não pretende assumir-se como tal.

Esse pânico coletivo alimenta um fascismo que habita não apenas as telas da televisão, com seus programas sensacionalistas, mas também a própria cabeça do dito “cidadão de bem”? Por que será que o Capitão Nascimento foi coroado pela revista Veja como o primeiro super herói brasileiro?

Cabelos desgrenhados, chinelo havaiana, blusa de capuz… Os Gêmeos grafiteiros exploram a ambiguidade de significações que estas vestimentas podem assumir. Uma havaiana pode ser chic, brega ou sinal de perigo: depende de quem usa, quando e onde.

Infelizmente, a sentença é sumária: pobre é pobre, playboy é playboy. De maneira enigmática, em geral, basta uma simples batida de olho para o veredito consumar-se. E às vezes, a cor da pele pode até facilitar.

Consciência “infeliz”

“Quando estou distraído no semáforo
e me pedem esmola
me acontece agradecer.”
–Chico Alvim | “Acontecimento”, em O metro nenhum

"Office in a Small City" (1953), Edward Hopper

"Office in a Small City" (1953), Edward Hopper

Segundo dados do IBGE, cerca de 60% da população brasileira sobrevive com até dois salários mínimos. Isso inclui gente miserável (em torno de 16 milhões), além dos pobres, nas diferentes escalas. Quantos deles vivem na ilegalidade? Tudo depende do ponto de vista. Se pensarmos o ilegal como as atividades criminosas que povoam o imaginário convencional (roubos, sequestro, tráfico de drogas, etc), dificilmente atingiremos a marca de 1%.

Considerando, contudo, os Direitos Sociais que constam na Constituição Federal de 1988, o percentual de pobres ilegais é de 100%. Afinal, se levarmos a sério o que está constitucionalmente definido, a própria pobreza, nos níveis em que se apresenta no Brasil, não seria ela mesma uma ilegalidade?

Para muitos, tal pergunta pode até soar como retórica. Mas para cerca de 110 milhões, talvez ela faça sentido. Em todo caso, para nós, a questão é outra. O que esperar desse exército de gente? Subordinação ou revolta? Desespero ou paciência?

É provável que a maneira menos desonesta de encararmos isso é respondendo o que não queremos. Ora, não queremos que apontem um cano para nossas cabeças e tomem à força nossos preciosos bens. Não queremos que estudem em boas escolas e concorram de igual para igual nos vestibulares. Não queremos que ascendam socialmente e conquistem todos os cargos de liderança. Não queremos que abandonem seus postos de trabalho pesado, precário e mal remunerado.

Enfim: não queremos que deixem de ser absolutamente exploráveis… Afinal, somos incorrigíveis, não é mesmo?

Christian Gilioti

Formado em Filosofia pela USP. Durante a graduação, atuou paralelamente em museus e centros culturais. Atualmente é professor de filosofia no ensino médio, pesquisador de manifestações artísticas contemporâneas e coordenador de projetos pedagógico-culturais.


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  • mczanetti

    “Uma havaiana pode ser chic, brega ou sinal de perigo: depende de quem usa, quando e onde.”
    Essa foi matadora. Representa o preconceito das pessoas na sua forma mais crua, o engano pela aparência.

    • Christian Gilioti

      Valeu pelo reconhecimento, Zanetti!
      Abraço!

  • http://www.facebook.com/mdymario Mário Valerio Guedes

    Texto leve, como um soco no estômago. Mas acho que a dor no estômago dói menos do que a constatação que isso tudo é verdade.

    • Christian Gilioti

      Gostei da imagem, Mário…
      Abraço!

  • Willyans

    Excelente meu amigo, final cruel mas acima de tudo realista, somos incorrigíveis.

    • Christian Gilioti

      Valeu Willyans!

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Sempre a filosofia “pobre do pobre, que vive empobretado graças a pobreza de espirito dos pobres de espirito”.

    A definição de pobre sempre se refere ao mendigo, ao usuário de drogas, ao catador de lixo, ao morador de rua, ao cara que trabalha por miséria…

    Somos seres que somos hoje porque sempre acabamos buscando o mais valoroso, o mais “rico”, o que daria mais conforto para nós. Se toda filosofia tratar o pobre como um coitado que merece nossa atenção, o que vai ser no final da vida dos outros? Até mesmo quem era pobre e hoje virou rico, vive em luxo e muitas vezes destrata até quem antes era seus iguais e vive a exibir seus luxos.

    Um caso: acompanhei a construção de um CDHU aqui. Quando inaugurou, era só prédios com ruas e espaços grandes, sem asfalto. Chegou o asfalto, chegou os carros. No começo carros básicos, depois carros mais caros. Carros cheiros de sons mais caros que o próprio carro e de janelas abertas, demonstrando o gosto musical do dono, que mora no CDHU, atrasa os pagamentos da parcela do apartamento, mas junta o dinheiro para comprar aquele carro. E entrando na casa da pessoa, televisões de LCD gigantes, videogames caros, e cano de água para arrumar, pois o encanador cobrou 200 reais. “Um absurdo”, diria o morador.

    Não adianta filosofar a favor dos pobres, sendo que a construção da vida das pessoas sempre foi baseado em “um dominar o outro”. Um animal domina seu alimento. Um ser intelectual domina alguém para ser seu escravo. Sempre consumimos, nos alimentamos, e buscamos viver e nos sentir satisfeitos. E os pobres do texto, infelizmente vivem em uma condição pois não conseguem manter o padrão que muitos que antes eram pobres hoje vivem.

    • Christian Gilioti

      Caro Vagner,
      “Não adianta filosofar a favor dos pobres, sendo que a construção da vida das pessoas sempre foi baseado em “um dominar o outro”. Um animal domina seu alimento. Um ser intelectual domina alguém para ser seu escravo”.
      Somos incorrigíveis, não é mesmo?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Você acha que somos incorrigíveis ou você é uma pessoa incorrigível? Porque se somos incorrigíveis, então realmente não adianta filosofar não apenas a favor dos pobres, mas sim contra a ganância interior. Já que somos incorrigíveis, não adianta este texto para reflexão.

        O que eu quis dizer é que não adianta pensar “vamos todos ser bonzinhos e doar tudo aos pobres.”

      • Vinicius Ragghianti

        Vagner,

        Me esforcei pra compreender teu ponto de vista, mas ainda não consegui.

        Em que momento o autor invocou o “assistencialismo” das pessoas e induziu estas a “doas tudo aos pobres”?

        Vi seus outros comentários e não me atrevo a denomina-lo como “direita” ou “esquerda”. De qualquer forma, creio que a sua conclusão foi nessa linha e automaticamente colocou o autor no estereotipo “esquerdista”.

        Na minha opinião, o autor foi ousado e provocador ao ilustrar situações recorrentes no dia a dia as quais tendemos a nos comportar como se vivessemos na selva. Não estou totalmente certo de que não vivemos nela(selva), no entanto acredito que se o homem tem a pretensão de prolongar a sua existência neste planeta, teremos que avançar muito no conceito de dignidade mínima aceitavel para o ser humano. O desafio é definir até que ponto é digno que outro ser humano seja explorado para garantir o meu conforto…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Volta ao que falei em alguns comentários (e a um que fiz agora a pouco):

        A pessoa que não se faz digna merece dignidade? Muitos mendigos vão para as ruas porque não se valorizaram como pessoas no padrão de sociedade que temos. Culpa de quem? Minha? Sua? Do político? Não sei. A priore, se a pessoa é responsável por sua vida, é responsável por suas consequências também.

        Claro, há as pessoas que tem problemas emocionais, problemas mentais, vícios, etc… Merecem dignidade? Sim, talvez. Mas vejamos: já coloquei em outros comentários sobre isso: se uma equipe assistencialista convida um mendigo para dormir em um albergue, ele não vai. Por que? Porque albergues tem regras. Esse é um exemplo. Fora o caso de viciados extremos e pessoas sem consciência de seus atos. O que fazer? Se prende a força, vem um monte e reclama. O que é ser digno então?

        É difícil discutir sobre mendigos, pobres e afins, pois no final dá briga, pois muitos acabam achando nisso algo para abraçar. “Ah, o mendigo precisa de alguém. Vou lá ajudar.” Pô, legal. Mas muitas vezes há um certo “extremismo do coitadismo” que é isso que a gente tem que pensar…

        E quando falamos de relação de exploração, aí vamos pensar um pouco mais. Exploramos animais para consumir a carne, fazer vacinas, ter leite… exploramos vegetais para consumir, fazer produtos… E exploramos humanos de todas as formas possíveis.

        Quanto a dignidade, volta ao ponto inicial: a pessoa se faz digna. Claro, em tempos atuais, todos aqueles que trabalham merecem dignidade plena. Mas aí pensamos: tem gente que nem trabalha direito quando pedimos e o tratamos bem. Merece dignidade?

        Tem pessoas que fazem pose de exploradas para no final ficarem no conforto. Vide inúmeros processos judiciais de demissão. Ou de brigas porque foi solicitado o serviço de um tipo e atenderam de outro tipo.

    • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Balardino/100000236742752 Gabriel Balardino

      Só existe uma sociedade, ela existe desde o princípio e vai durar até o
      fim… a História não existe, não é feita de lutas e o ser humano ainda
      vive como um animal selvagem…

      O nosso modo de vida ocidental, capitalista, urbano e eurocentrado é o
      correto, não ameaça a existência e ninguém vive de outro jeito porque se
      eu não conheço não existe…

      E sim… duzentos reais está caro para o serviço em questão… as pessoas fazem escolhas, o cara prefere uma TV LCD e um cano com defeito… você nunca faz escolhas desse jeito? Ou o pobre deve OBRIGATORIAMENTE, APENAS SACIAR A NECESSIDADE?

      Um intelectual só pode ser intelectual se luta pela transformação… um intelectual de direita não é nada mais que “intelligentsia”

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Quanto você cobraria em um serviço seu? No que você trabalha? Você acha que ganha o justo?

        Creio que aí começa a reflexão. Qual a escolha que a pessoa quer fazer? Satisfazer sua necessidades primárias ou satisfazer seu ego e seus gostos? Se é satisfazer seus gostos, então desculpe, a pessoa “não é pobre”.

        Se duzentos reais está caro para um serviço de encanador, então você deveria cobrar menos pelo seu trabalho também, o designer gráfico também deveria cobrar menos, o técnico de informática, a diarista…

        Existem ricos e pobres porque pessoas valorizam (até demais) o que fazem. Porque trabalhos são divididos por “o que a pessoa quer e vai trabalhar”.

        Ninguém gostaria de trabalhar como lixeiro, como cara que trabalha com esgotos, como catador de papel… mas todos querem ser arquitetos, engenheiros, geógrafos… “Todos” querem ganhar bem, serem reconhecidos.

        Não estou sendo contra pobres. É a sociedade que definiu que um mendigo é um pobre, que o usuário de drogas e marginalizado é um pobre, que um catador é um pobre, que quem mora na favela é um pobre. Eu não posso fazer NADA diretamente para melhorar a vida deles, pois EU TAMBÉM SOU POBRE, já que não ganho mil ,dois mil reais como muitos aqui que comentam no PdH.

        O máximo que posso fazer é cobrar um valor justo pelo meu trabalho (de manutenção de computadores) a alguém que não ganha tanto, e votar em pessoas que gerencie a distribuição de dinheiro, de forma que reduza isso (e não falo do Lula).

        Eu poderia ser um Robin Hood, e roubar da sua casa, da casa de muitos outros aqui, ou até mesmo da casa do Maluf, do Suplicy, do Lula. Mas isso é um risco para mim. Não vira. Alguém aqui seria Robin Hood?

        Eu poderia pegar, tentar ser candidato a presidente e prometer que TODOS GANHARIAM UM SALÁRIO IGUAL. Eu teria votos? Provavelmente VOCÊ nem votaria em mim.

        Enquanto comentamos, alguns pobres estão neste momento fazendo algo. Seja catando recicláveis, mendigando, usando drogas, ou simplesmente trabalhando.

        E que mudança é essa que você luta? Que transformação vai ter? E eu não sou nem direita nem esquerda, e odeio denominações deste tipo. Pois dá margens a comentários como o seu.

      • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Balardino/100000236742752 Gabriel Balardino

        Bom… eu sou anarquista, comunista e comunitarista… entao isso pode te responder muito mais do que eu responder com mil palavras aqui…

        Eu defendo SIM que todos devam ganhar o mesmo valor pelos seus serviços, porque diabos um publicitário é mais importante que um gari?
        Quanto ganho não vem ao caso, mas sou professor de Geografia por motivos que vão além dos financeiros… E o que disse vai na mesma onda do que você disse na sua resposta a mim…

        A sociedade define papeis, como você falou… mas quem forma a sociedade? Ela nasceu feita? DE forma alguma… portanto ela não é e sempre será… Se fosse assim ainda teríamos escravos e as mulheres seriam posse dos homens…

        Portanto as questões que coloquei foram… essa forma que vivemos é a única possível? E ela está dando certo?
        Por favor, não se sinta pessoalmente ofendido quando tiver tendo seus argumentos atacados… aqui no PdH tem bons textos sobre isso…

        http://papodehomem.com.br/6-tticas-que-um-homem-no-deve-usar-numa-discusso-parte-i/
        http://papodehomem.com.br/6-tticas-que-um-homem-no-deve-usar-numa-discusso-parte-ii/
        http://papodehomem.com.br/manual-compacto-de-como-foder-por-completo-uma-discussao-na-internet/

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Não, não me responde tanto quanto eu gostaria. Pois não entendo a fundo tais filosofias…

        Então vamos pensar um pouco mais. Pessoas que não se esforçam em fazer algo pela vida, merecem serem tratadas como “coitadas”? Volta a um comentário que fiz tempos atrás: se a pessoa não se faz digna, merece tal dignidade?

        E sim, me ofendo com argumentos.

      • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Balardino/100000236742752 Gabriel Balardino

        O Thor Batista se esforça para fazer algo da vida?
        O cara que cata latinha no lixão não faz nada?
        Quem é mais digno?

        Se ofender com argumentos depõe que talvez seja pouco habituado ao debate… AS melhores ideias são construídas pela contestação, não pela clausura… Essa gera o fanatismo..

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        E tu acha que isso é fanatismo? Você não acha que você está sendo fanático também não?

        Acho que aí tu colocou uma lógica errada. No caso do “Thor vs. Catador”, lembremos que as pessoas valorizam muito o “status”. Volta ao que eu falei: “ninguém” quer trabalhar como gari, catador. “Todos” querem trabalhar com algo que gere muito dinheiro. Na hora que mudar este conceito, talvez mude alguma coisa. E não acho que o comunismo ou algo similar resolva o problema. Nem sei o que vai resolver ou SE vai um dia isso tudo ser resolvido.

        E não, não é que sou pouco habituado ao debate, mas sim que odeio duas coisas: pessoas “desfilando inteligência” (uma forma de demonstrar poder) e querendo enfiar argumentos guela abaixo, desmerecendo o outro. Se você acha que eu não sei debater, então simplesmente “me deixe falando sozinho” ;).

      • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Balardino/100000236742752 Gabriel Balardino

        Tenho um “problema” sou professor e educado, não deixo pessoas falando sozinho… Desculpe novamente se pareci desfilar inteligência, não é minha intenção, mesmo… Gosto de um bom papo e de um bom debate e acho isso limitador demais…
        O fanatismo é se fechar numa ideia e negar a discutí-la, foi um toque em relação a sua postura de se sentir acosado
        Concordo com você, se o “status” de ser um playboy é mais alto do que de ser trabalhador, significa que há coisas muito erradas com nossa sociedade… A atitude é que discordamos… não acho que cruzar os braços ou dizer “é isso aí” seja a melhor postura (O que não significa que abro mão de um bom salário, obviamente)
        Contradições, todos estamos sujeitos, por isso é importante sabermos quais são nossos ideais, são a nossa ancora…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        E aí é que tá. Se você não abre mão de um bom salário, ninguém abre mão de viver bem às custas alheias. Você entra em contradição com este termo e ao mesmo tempo achando caro um encanador cobrar 200 reais para arrumar um cano furado. E o caso do Thor também.

        “Somos seres egoístas” :p Só sacrificamos nosso conforto em prol do próximo se realmente a pessoa nos demonstra confiança. Ou se o meio em volta faz uma pressão, visível ou invisível, para mudar certas situações. Vide o caso dos moradores de rua que devolveram o dinheiro ao restaurante. No fundo, penso que não é só gentileza do dono do restaurante (mas posso estar errado), mas sim pode ser também um temor das pessoas cobrarem uma posição dele pela recompensa.

        E não falo de cruzar os braços. Mas sim se perguntar se as pessoas são obrigadas a “serem legais com que não está sendo legal” ou se é cada um por si e se vire quem pode. Eu sinceramente penso um pouquinho antes de fazer qualquer gentileza e não faço para qualquer um. Se vejo que minha gentileza no final não terá efeito, não vou fazer.

        E você também deveria repensar sua ideia de fanatismo. Eu insisto: odeio esse negócio de “direita”, “esquerda”, pois no final é grupos lutando para definir qual o meio de vida que TODOS tem que seguir. Para mim isso é uma forma de fanatismo. Eu sinceramente acho que “cada lado” tem prós e contras, e que no final é máscaras para as pessoas também fazerem isso um poder gigante e invisível. Prefiro avaliar por conta própria o que parece ser justo, não prejudicial ao próximo. Não tenho e sinceramente não quero ter um grande ideal. Essas âncoras nos afundam no final…

        (Se bem que como eu disse em um dos comentários, eu queria um mundo sem idiotas, mas como isso é uma possibilidade apenas se eu “matar todas as pessoas que eu julgar idiota”, então sei que também estou errado, sendo ditatorial…)

  • Abel

    Acho que faltou uma conclusão pessoal pro seu texto, apesar de achar que você quer essa conclusão nos comentários.

    Mas a real é que o país ainda não está desenvolvido (infra estrutura, culturalmente..) o suficiente para comportar tal demanda (110 milhões de pessoas).

    • Christian Gilioti

      É isso aí, Abel…

  • Polygall

    Talvez nós é que somos os pobres!!! Parabéns pelo texto.

    • Christian Gilioti

      Obrigado, Polygall!

  • http://twitter.com/thatsvitor Vítor de Araújo

    Velho, na boa. Pobre não é legal, bonitinho e gente boa só por que não tem o que o resto das pessoas podem ter. Na intenção de resolver um problema histórico/social (da discriminação) estamos cultuando aqueles que sofrem por suas condições, sejam eles pobres, gays, mulheres, negros ou qualquer outra minoria. Conheço gente que não tem o que comer em casa, mas é de uma arrogância sem par. Não é dificil encontrarmos gente que conseguiu subir na vida e que hoje “pisa” nos pobres que estão à seu serviço. Sou contra a discriminação e qualquer tipo de preconceito. É errado e tem que acabar. Mas não consigo engolir esse papinho de “tadinho dos pobres”, “tadinhos das mulheres”, “tadinho dos gays”, “tadinho dos … “. Desde que o mundo é mundo existem diferenças entre as pessoas, não entender e querer mudar isso é tolice e infantilidade.

    • Diogo Cordeiro da Silva

      E o fato de tu conhecer pessoas que são pobres e arrogantes, muda o que em relação ao texto?

      Ou vai dizer que tu não conhece ricos arrogantes? Se a idéia foi discutir o texto, passou longe do cerne da questão meu amigo.

      • Christian Gilioti

        Caro Vitor,

        A ideia era sugerir três olhares sobre tipos sociais que se encontram em desvantagem material. Três olhares dentre muitos que existem ou podem ser inventados por aí.
        Também não gosto de ver os pobres como “coitadinhos”… Apenas reconheço que é possível registrá-los como gente que é vista, analisada, compreendedida, julgada, entre outras coisas, por outro tipo de gente… Outro tipo de gente?
        Abraço!

      • http://twitter.com/thatsvitor Vítor de Araújo

        Valeu, Christian! Sim, eu acredito em “tipos de gente”. Mas não uma ou duas dezenas de “tipos” que a gente pode padronizar e encaixotar. Uma amiga psicologa me disse uma vez que cada cabeça é um universo e eu acredito que cada pessoa é de um “tipo”.
        Abraço!

      • http://twitter.com/thatsvitor Vítor de Araújo

        Eu li o texto e terminei com a seguinte impressão: “tadinho dos pobres…”. E foi isso que quis expor. Expandi a discussão por que é assim que me sinto quando o assunto pobreza (e outros que citei no comentário) é abordado. O texto tinha um cerne? Bacana, meu comentário tinha outro.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Eu gostei do texto, reforçou um pensamento que tenho.
    Não faz tanta diferença o que os ricos pensam dos pobres ou como eu enxergo um mendigo, dar ou não esmolas etc.
    O que prejudica muito mais a vida em sociedade, é a maneira como o pobre vê o rico. Podemos nos reduzir aos bens materiais, mas em qualquer aspecto da vida, essa “postura mendiga”, não é boa, mesmo que sua carteira estiver cheia de dinheiro.

    Posso dizer que conheço mendigos com muito dinheiro. Que vivem as custas dos outros, só são um pouco mais educados e não cheiram mal.

    Não acho que somos incorrigiveis. Tem casos que o mendigo não quer sair da rua, o bandido não quer sair da vida. É mais fácil pro ladrão roubar do que trabalhar. Eles querem as mesmas coisas que nós.

    • Christian Gilioti

      “Posso dizer que conheço mendigos com muito dinheiro. Que vivem as custas dos outros, só são um pouco mais educados e não cheiram mal”.
      Interessante…
      Valeu André!

  • Nélio Oliveira

    Pobre não é sinônimo de mendigo. Vamos começar daqui, porque pra muita gente pobre e mendigo são a mesma coisa.

    O texto, com exceção da parte final, não me parece falar dos pobres. A primeira parte fala de um mendigo, a segunda de um “vagabundo” (tá lá no texto).

    Será o autor preconceituoso ou somente protagonista de uma péssima escolha de exemplos (estereótipos)?

    Se é pra falar da pobreza descrita na parte final do texto, vamos falar dos milhões de brasileiros que são honestos, trabalhadores, pais e mães de família, que se espremem no transporte público, que trabalham o dia inteiro e eventualmente estudam à noite. É de gente assim que é composta a IMENSA maioria dos pobres do país. Não de mendigos e muito menos de “vagabundos”.

    Finalmente, acerca da primeira frase do texto (“A maneira como vemos os pobres e os esfarrapados no Brasil é variada e repleta de fantasias. Coitados? Malandros? Excluídos? Conformistas? Incompetentes? Oportunistas?”), arrisco dizer que a proporção de coitados, malandros, excluídos, conformistas, incompetentes e oportunistas é semelhante entre pobres E RICOS. E por que não seria assim? Não é a riqueza material que define nenhuma dessas “qualidades”. Será que o autor do texto pensa que define?

    • Christian Gilioti

      Caro Nélio,
      De fato, o mendigo, o esfarrapado, não necessariamente deve ser compreendido como um simples pobre. Aliás, a expressão “pobre” pode assumir diferentes sentidos, em diferentes contextos…
      Gostei da sugestão: “vamos falar dos milhões de brasileiros que são honestos, trabalhadores, pais e mães de família, que se espremem no transporte público, que trabalham o dia inteiro e eventualmente estudam à noite. É de gente assim que é composta a IMENSA maioria dos pobres do país”.
      Apenas faço duas ressalvas: 1) a ironia não é coisa que merece ser explicada; 2) nem sempre o que o autor escreve é a exata representação do que ele realmente pensa (para o bem e para o mal).

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Desculpe-me, mas em tempos atuais, peço explicitamente que expliquem ironia. Não dá para engolir muitas vezes, sabe?

      • Christian Gilioti

        Caro Vagner,
        A ironia que afirmei que não merecia ser explicada encontra-se na seguinte parte de meu texto:
        “O que pretendiam os dois vagabundos? Planejavam um sequestro relâmpago? Pivetes à espera do momento oportuno para baterem uma carteira? (…)”.
        Neste momento, a ideia era jogar com a velocidade ACELERADA com que algumas pessoas agridem outras (ainda que simbolicamente) sem se dar conta de que, no fundo, navegam todas no mesmo barco…
        Abraço.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Obrigado.

        Mas aí se faz pensar o seguinte: TODOS NÓS podemos cair em uma blitz. Eu mesmo já cai algumas vezes. A primeira, quando jovem, é porque fiz careta a um policial (ou algo pior, nem me lembro mais).

        Claro que não discordo que realmente, ao olhar a uma blitz, a priore nossa primeira reação é “é vagabundo sendo revistado”. Mas fazer o que? Esse preconceito é velho…

        E não por mal, se não são as blitz, creio que justamente iriamos ter uma infestação de pivetes batedores de carteira…

      • Djuzzz


        nem sempre o que o autor escreve é a exata representação do que ele realmente pensa (para o bem e para o mal)”

        Clap, clap, clap…

        Basta aprender a escrever com clareza para que as suas ideias fiquem claras, não acha? Ou esse texto seria uma obra impressionista, onde o que vale é a interpretação livre de quem lê? Achei, sinceramente, que fosse um texto jornalistico.

        E você tem um diploma de filosofia na sua parede. Pois é. Esse é o nível em que se encontram os diplomados aqui no Brasil…

  • http://www.facebook.com/people/Júnior-Rodrigues/100001707027066 Júnior Rodrigues

    Quando as pessoas entenderem que desenvolvimento econômico, cultural e social não é um jogo de soma zero, especialmente as elites brasileiras, a situação vai melhorar para os 110 milhões que estão à margem. Duas outras coisas que ao meu ver prejudicam muito; a elite política do Brasil adora o pobre, afinal quanto pior o estado da pessoa mais fácil arrancar voto (isso é clichê mas é isso mesmo), outra questão é o romantismo para cima do pobre. Se o pobre quer deixar de ser pobre por que amenizar ou deixar as condições para a pobreza? talvez para se sentir maior…ter alguém para dar uma esmola.

    • Hugo

      “Quando as pessoas entenderem que desenvolvimento econômico, cultural e social não é um jogo de soma zero, especialmente as elites brasileiras, a situação vai melhorar para os 110 milhões que estão à margem.”

      Cara, o que tu entende por jogo de soma zero?

      Pra mim, é exatamente assim que o sistema funciona, tudo acaba em zero, pra se ter +1 tem que ter -1, pra alguém ter comida de sobra na mesa, alguém tem de ter faltando. O exemplo da comida talvez seja excessivo, mas podemos utilizar o lucro de uma empresa qualquer por exemplo, que é baseado acima de tudo na exploração de seus funcionários (no seu não-lucro, ou pouco lucro). Isso se dá também em nosso “mundo de oportunidades”, onde se diz que todos podemos cursar uma faculdade em uma instituição pública ou ter nosso próprio negócio, basta que mereçamos, não é? As vagas em instituições públicas de ensino superior não chegam nem perto da demanda existente e, convenhamos, é realmente possível que todos nós sejamos chefes?

  • Diogo Cordeiro da Silva

    Eu fico muito feliz quando vejo o papo de homem publicar esses textos. Esses que enriquecem! Valeu Christian mandou bem demais.

    • Christian Gilioti

      Valeu Diogo!

  • Carvalho

    Achei o começo ruim, o final pior ainda. O cara no começo que espanca o mendigo é um idiota. Independente de ter mais dinheiro. A esmagadora maioria das pessoas não gosta de mendigo enchendo o saco mas não partiria pra violência por causa disso. estereótipo dos 2 lados bem ruim.

    O final então? Vamos ponto a ponto

    “Ora, não queremos que apontem um cano para nossas cabeças e tomem à
    força nossos preciosos bens”. – verdade, não quero mesmo ser ameaçado de morte

    “Não queremos que estudem em boas escolas e
    concorram de igual para igual nos vestibulares”. – discordo, eu gostaria sim que não precisassem de cotas pra entrar
    “Não queremos que
    ascendam socialmente e conquistem todos os cargos de liderança.” – todos os cargos me parece demais, que tal dividir baseado na competência?
    Não
    queremos que abandonem seus postos de trabalho pesado, precário e mal
    remunerado.- é simples, se estudar e se esforçcar terá um trabalho melhor. O mundo é assim, por que seria diferente no Brasil?

    PDH cada vez pior em seus textos. Fica divagando sobre preconceitos, exaltando pobres, mulheres, gays, etc. Tem FDP rico e pobre. Tem gente mau-caráter gay e hetero. Tem mulher autoritária e homens também. O ser humano é assim, vai sempre disputar com seus pares. A escolha do PDH é disputar convencendo os outros que devemos algo a alguém. Eu não devo nada, o que tenho é pelo meu trabalho e estudo. Não sou o mais rico nem o mais pobre. Tive vantagens na média, me esforço acima da média.

    • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

      PdH: Cada vez pior. Desde 2006 o pior site da internet!

      • http://www.facebook.com/villeth Gustavo Almawi Villeth

        Bem, por que vir aqui então?

      • http://twitter.com/thatsvitor Vítor de Araújo

        Vir, ler e comentar…..

      • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

        Parece meu sobrinho de 5 anos. Incapaz de entender ironias

      • Vinicius Ragghianti

        Gustavo,

        creio que o Aubert quis ironizar o comentário do “Carvalho”

    • Christian Gilioti

      Caro Carvalho,
      Você disse: “PDH cada vez pior em seus textos. Fica divagando sobre preconceitos, exaltando pobres, mulheres, gays, etc. Tem FDP rico e pobre. Tem gente mau-caráter gay e hetero. Tem mulher autoritária e homens também. O ser humano é assim, vai sempre disputar com seus pares. A escolha do PDH é disputar convencendo os outros que devemos algo a alguém”.
      1) Peço, gentilmente, que não reduza o PDH (que é extremamente diversificado) ao conteúdo do meu texto.
      2) Sugiro que releia as epígrafes do texto.
      Abraço!

    • Bruno Cavalcanti

      Eu achei legal a evolução pra portal, mas temia que isso fosse acontecer. Inclusive, quando o Guilherme, tempos atrás, colocou um artigo sobre a evolução que eles estavam passando, coloquei num comentário mostrando certa “preocupação” na diminuição da qualidade dos textos. Vou ser sincero: o PDH perdeu a essência saco-roxo. Pronto. Papo de homem é Papo para homem. O público feminino invadiu aqui (deu no que deu) e nem vou entrar na questão do patrocínio. Preferia ter o PDH simples, mas com uma tropa-de-elite de primeira de tempos outrora…

      • Luciana_Marques

        “O público feminino invadiu aqui (deu no que deu)”!

        Três vivas ao segregacionismo!
        Hip hip Huhhaaa! Hip hip Huhhaaa! Hip hip Huhhaaa!

        Mulher é bicho enxerido… invade, toma à força… Domina a tudo e a todos… Como aliens invadiram a mente dos machos escritores e foderam tudo!

        Falando sério:

        Discordar do rumo do portal ok, mas creditar isso às mulheres é dar-nos super poderes que não temos. Gosto do site por que hoje muitos anseios masculinos correspondem aos femininos (e vice-versa). Além do fato de o site ajudar-me a compreender a visão masculina sobre a realidade.

        É ilusório e redutor acreditar que todas as mulheres gostam de “maquiagem, unhas e roupas”. Boa parcela sustenta a casa e questiona o mundo e a realidade a partir de um ponto de vista mais pragmático que sonhador.

        O problema é que os escritos direcionados às mulheres parecem que não acompanharam essa nova parcela da comunidade feminina. Assim, somos obrigadas e procurar em textos para homens aspectos que tocam a realidade humana de modo geral.

        Enfim, mulher é bicho enxerido mesmo.

      • Bruno Cavalcanti
      • Luciana_Marques

        Hahaha – Perfeito!

  • Shigueru

    A figuração da meritocracia sem limites; a falsa projeção projetada; o exame da consciência na realidade: três lados da moeda. Ao girar esta moeda notamos que aquilo que a sustenta é frágil e o tombo absoluto para um dos lados não aponta para nada animador. Eis o jogo, todos jogam. Mas o arranjo também aponta para onde ainda é possivel escolher pensar fora do sujestionamento: onde a natureza entende que é cultural. Assim a aparência desvelada da realidade com a figuração literária e pictórica pode indicar como a imagem dos gêmeos tem sintonia com os “conceitos” tão arraigados não só na mente mas na carne de quem não tem o mérito para a sorte do funil. Seu texto faz pensar, e de modo a não petrificar com olhar de medusa os mal tratados Conceitos.
    Valeu Christian.

    • Christian Gilioti

      Leitura mais que precisa!
      Valeu Shigueru!

    • Viajem na maionese

      Hããã??!!!

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Balardino/100000236742752 Gabriel Balardino

    Tem textos em que até fazer um elogio é difícil, sob o risco de parecer inútil… mas um elogio afinal nunca é tão inútil… Um belíssimo texto!

    A criminalização da pobreza é algo que provavelmente marca a sociedade desde a aristocracia e me lembro que quando aprendi sobre a Queda da Bastilha isso me marcou profundamente… Enquanto a burguesia representava a “nova ordem”, os pobres que se juntaram a ela e a tornaram possível logo foram taxados de barbaros e adeptos da violência…

    Mas porque o playboy que perde a carteira se sente mais violentado que um jovem negro de uma favela de grande cidade, quando uma estatística revela que mais de 40% dos jovens negros possuem morte violenta??
    Que tipos de valores nós temos? Qual juiz consideraria que o mendigo agiu em legítima defesa?
    “-
    A majestosa igualdade das leis, que proíbe tanto o rico como o pobre de
    dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão. “(Anatole
    France)

    • Christian Gilioti

      Valeu Gabriel!

  • http://www.facebook.com/raperroni Rafael Augusto Perroni

    muiiiiiito bom.

    • Christian Gilioti

      Valeu Rafael!

  • Gustavo Augusto

    Otímo texto, fico impressionando com a capacida das pessoas que não consigam entender uma ironia, ou analisar o aspecto sócio-econômico da sociedade, sem cair em cliches, e sem querer entrar na perpesctiva mais suja que a mesma tem de sí mesmo e dos outros, ou aquilo que a sociedade alta tem em relação as classes baixas.

    • Christian Gilioti

      Obrigado, Gustavo!

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    Muito bom!

    O mais legal é ler os comentários desesperado daqueles que vivem no mundo de magia da avenida paulista, do Starbucks e baladas caras.

    “Lutem e cresçam, assim merecerão”

    Os que dizem essa maldita frase não devem conhecer o Brasil, como alguém pode cobrar igualdade de habilidades se o pobre tem que estudar em uma escola precária, com profissionais mal remunerados?

    Como não conseguem enxergar a grande diferença que um ensino de qualidade faz?

    “Mas eu tenho um amigo q é pobre e estuda na USP”

    Parabéns pra ele, mas ele é exceção e não regra.

    Saco roxo é sair da almofadinha da sala e reconhecer que apesar do seu status social confortável, existe pessoas nas ruas que passam fome, é que mais que uma aventurazinha em qualquer parque ecológico, é ser homem de verdade e lutar por algo que realmente vale a pena, não ser um afrescalhado que vai pra Aspen para fazer graça aos amiguinhos.

    É ser inteligente ao ponto de saber que é melhor investir para que as pessoas vivam melhor do que investir nessa encastelamento covarde que ocorre.

    Enxergar a realidade é ser macho, criticar quem faz algo de descente e que cutuca sua zona de conforto é ser fraco.

    • Christian Gilioti

      Valeu, José!

  • http://www.facebook.com/people/Felippe-Alencar/100001141622064 Felippe Alencar

    E a gente não tem medo de quem mais nos rouba, porque eles são bem vestidos, senhores de boa aparência.

    De qualquer jeito essa é sempre uma questão difícil, assim como o lance da esmola, tratado em outro texto aqui do PdH.

    Eu não consigo nem iniciar uma reflexão sobre o tema. O nosso sistema cria isso, pra você ter dinheiro alguém tem que ficar sem. E a gente tenta não ser preconceituoso e agir normalmente com qualquer pessoa na rua, mas ao mesmo tempo temos que nos ater a nossa realidade pela nossa própria segurança, e ai há uma razoável chance de ser levado a tal paranoia.

    Ai, pra nos salvaguardar tentamos evitar ao máximo qualquer situação incomoda e nem tocamos sobre o assunto.

    • http://twitter.com/FusReNan Renan Gueiros

      “O nosso sistema cria isso, pra você ter dinheiro alguém tem que ficar sem.”. Não é verdade. Se você planta um pé de alface e depois colhe, você está um alface mais rico sem causar a pobreza de ninguém. A “riqueza” não é um recurso finito distribuído de forma desigual pelo mundo, mas fruto de diferentes formas de se atribuir valor às coisas. As pessoas pobres, no geral, o são por serem incapazes de produzir algo que outra pessoa considere de valor.

      • http://www.facebook.com/people/Felippe-Alencar/100001141622064 Felippe Alencar

        Tá, e se uma pessoa planta seus mil pés de alface, continua tendo terra pra todo mundo? Acumulo de riqueza gera pobreza.

        E essa capacidade de produzir algo de valor é em grande parte gerada pela posse dos meios de produção.

      • Hugo

        Exatamente.

  • Cléber Ferreira

    Parabéns!!!Um dos melhores textos já lidos aqui no #papodehomem

    • Christian Gilioti

      Valeu pelo elogio, Cléber!

  • Vagner Gilioti Junior

    Parabéns pelos textos. Ainda conversávamos sobre eles no Rio de Janeiro, e o produto final foi bacana mesmo.

    • Christian Gilioti

      Pode crer, Junior!
      Abração!

  • Laiew Felipe Lucena

    um tapa na cara, gratis.

  • Marcos Augusto Nunes

    Mudar o título para “Nós, os pobres”

  • http://twitter.com/fabianesecches Fabiane Secches

    Texto, acima de tudo, corajoso. Aliás, isso tem sido um denominador comum em muitos textos que leio aqui. Textos com opinião, que dão a cara à tapa, e saem de cima do muro. Coisa rara num mundo tão obcecado com o politicamente correto no discurso, e tão distante da ética na prática.

    • Christian Gilioti

      Obrigado, Fabiane.

  • http://twitter.com/DahEspindola Dah Espíndola

    É difícil, complicado mesmo @b8960ef480e1be97773a4197e86d2cae:disqus. O mundo anda muito complicado e, enquanto ele gira, a gente ás vezes vai absorvendo conceitos e “achando” soluções pra situações baseadas nestes, feliz ou infelizmente, conceitos absorvidos. Eu venho de uma família pobre, que ainda tenta ter um padrão de vida melhor, mais estável. E quando você cresce com pessoas pobres – e não as pessoas pobres das novelas, as pessoas pobres de verdade – você aprende a ver quem é pobre e quem é bandido, quem é trabalhador e quem é traficante. E nas favelas as pessoas crescem assim, com pais de bem tentando alguma expectativa de vida para os filhos. A merda é que alguns desses filhos querem uma vida fácil demais.

    Eu cresci desse jeito e hoje, com 18 anos, metade dos meus amigos de infância foram assassinados pelo tráfico – dois deles na porta da universidade federal daqui, tentando uma vida diferente da que estavam acostumados.

    Eu acho que, antes de qualquer pessoa tirar qualquer conclusão e tomar qualquer decisão acerca dos pobres, têm mesmo é de viver entre eles, suas preocupações. Garanto que é uma experiência pro resto da vida.

    • Christian Gilioti

      Cara Dah,
      Embora seja professor de Filosofia (no Brasil!), ou seja, Pobre com ‘p’ maiúsculo, não acho que só quem é (ou foi) pobre é que realmente consegue entender a pobreza…
      Além disso, por que considerar o tráfico de drogas como uma escolha de quem quer ganhar a vida na moleza?
      Há uma hierarquia – de tipo empresarial mesmo! – dentro da indústria do tráfico. O trabalhador da base da pirâmide é o que acaba enfrentando os piores riscos da “profissão”. Não tem carteira registrada, plano de saúde, limite de carga horário de trabalho, férias remunerada, e etc… E é justamente em cima do suor do soldado raso do tráfico que os barões ganham dinheiro (lembrando, evidentemente, que figuras como Fernandinho Beira Mar ou o Nem da Rocinha, na minha modesta opinião, não devem ser considerados como os verdadeiros chefes do tráfico nacional – até porque, trata-se de um investimento que movimenta bilhões e, muito provavelmente, é administrado por executivos de primeira, gente da elite mesmo.).
      Mas para piorar a situação, é bom lembrar que o adolescente que entra no tráfico em busca de vida “fácil” é exatamente o que está mais exposto à tortura policial, aos tiroteois com as facções inimigas, à prisão, enfim… à morte.
      A questão é que muita gente rica, classe média e até mesmo pobre não consegue ver as relações econômicas que atravessam o crime, e toda violência que isso produz. E, na minha opinião, isto é um grande erro.
      Um abraço!
      Christian.

      • http://twitter.com/DahEspindola Dah Espíndola

        Christian,
        “Cara”: rachei aqui de rir de alguém me chamando de “cara” no sentido de “querida”, “estimada”, mas enfim… Eu dizia…

        Não quis dizer que só quem é pobre consegue entender a pobreza – muito pelo contrário, entende qualquer coisa quem abre os olhos pro mundo e pára de olhar pro próprio umbigo. Acho que me expressei mal, desculpe. Sabe o que faltou? Mencionar a parte sobre a qual eu me referia.

        “O que pretendiam os dois vagabundos?
        Planejavam um sequestro relâmpago? Pivetes à espera do momento oportuno
        para baterem uma carteira? Apenas tomariam o relógio dos motoristas
        distraídos? Traficantes, talvez? O que trazem dentro das bolsas? Estão
        armados? Quem sabe, “nóias” vagando a ermo, vitimados pelo crack,
        perdidos na fissura? Ou seriam monstros que, além de assaltar, gostam
        mesmo é de barbarizar suas vítimas?”
        Essa explica metade do texto.

        Acerca da outra metade: “querer uma vida fácil demais” é uma figura que eu faço ás vezes quando escrevo e que, por ser escrito, pode ser interpretado exatamente como esta lá, e não como eu queria que soasse. Eu deixei o texto parar bem aí pra ironizar. Estou ciente da hierarquia no tráfico, que existem, como você disse, barões que lucram milhões (que rima horrível) nas costas dos aveõezinhos das favelas, do sangue dos jovens – porque nós, que estamos concorrendo pau-a-pau com nossos pais, somos os que mais sofrem com essa exploração monstruosa. Eu estava ironizando e soou errado, talvez pela internet ser impessoal. Desculpe.

        Ademais, como já disseram por aqui, foi um texto corajoso, um soco no estômago. Um texto muito bom mesmo, parabéns.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Belo soco nos rins! Acho que o momento em que mais fui xingado na vida foi ao publicar aqui um texto sobre nossos preconceitos para com moradores de rua, mendigos etc. Mais do que refletir, postei cenas que ocorreram comigo e explicitam tal preconceito (fui, basicamente, o capiroto da história).

    A quem interessar: http://papodehomem.com.br/boas-acoes-a-maldita-obrigacao-de-dar-esmola-e-os-nossos-preconceitos/

    É uma questão muito complicada. Recentemente, estava voltando para casa com uma caixinha de doces espoliados após um coquetel. Passei por uma mulher, aparentemente moradora de rua, e ela me pediu ‘um pouco’. Vi ali inúmeras possibilidades de respostas. Podia passar direto, podia entregar a caixa e sair, sem mais nem menos. Resolvi tornar tudo mais pessoal. Parei, sorri e disse ‘são doces, tudo bem?’ e ela afirmou com a cabeça. Abri a caixa e falei ‘deixa só eu pegar mais um, e você fica com o resto’, e, enquanto entregava a caixinha a ela, ela agradeceu com um puta sorriso parecendo uma criancinha. Sei lá, aquilo fez a minha noite.

    Mas talvez só tenha conseguido isso pelo fato de a mulher não ser nem um pouco intimidadora. Era madrugada, a rua estava escura e a vizinhança não era das melhores. Podia, por impulso, ter agido de outra maneira, provavelmente com preconceito.

    Eu sempre tento aprender algo com esses fatos. Tento evitar o preconceito, mas sei que nunca serei a pessoa mais amável do mundo para com todos os moradores de rua, pobres etc. O mundo em que vivemos dificulta isso. E, infelizmente, quem acaba pagando são os “pobres de boa índole”.

    Mas eu fico ‘#chatiado’ com essa sede por dinheiro. Não ganho muito, mas sei que é o suficiente para pagar as contas e guardar um pouco. E cara, 60% da população vivendo com até dois salários mínimos. Eu me sentiria mal de reclamar do meu salário! Ok, eu tenho mais formação que essas pessoas, mas eles não deixam de ser seres humanos igualmente com direitos a saúde, alimentação e educação.

    Queria eu que essas pessoas deixassem de ser ilegais (no sentido citado no texto, baseado na Constituição). Maior concorrência? Foda-se! É igual a muitos jornalistas que reclamam da queda do diploma: mais do que preocupados com a qualidade do jornalismo, eles estão é com medo de ter uma vida mais difícil, com mais concorrência e demandando mais estudos (leia-se: muita gente folgada que faz faculdade só pra ter um diploma e ficar acomodada).

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      clap! clap! clap!

      E de fato, mendigos são “ilegais”, mas a lei está “morta”, apesar do único lugar no Brasil que se usa tal lei é Assis.

  • Douglas W. Schmitt

    Muito bom o texto!
    Claro, há a diferenças entre as pessoas que faz com que umas desejem e tenham menos recursos financeiros do que outras.
    Mas uma coisa é a pobreza material por opção. Outra é essa pobreza institucionalizada que ocorre em nossa sociedade. Essa pobreza material gera outras duas pobreza muito piores: a pobreza cultural e espiritual.
    Não culpo os ricos, culpo os que esqueceram de sua alma. São esses que não conseeguem enxergar a ligação das coisas e se veem separados da realidade. E desse tipo há em todas as classes sociais.
    Paz e luz a todos!

  • Djuzzz

    Tipico papo de playboy uspiano que pensa que legalizar a maconha vai resolver todos os problemas da violência. Se vocês, que são amigos dos pobres e de tudo o que é bom e justo, querem tanto um mundo melhor, porque diabos gostam tanto de desrespeitar as leis, de ficar atacando a revista Veja, de chamar tudo o que você discordam de fascista?

    São professores de filosofia como você que vivem doutrinando nossos filhos nas salas de aula, enfiando Kark Marx pra crianças que mal aprenderam a ler direito, chamando todos os políticos de corruptos e safados (mas defendendo a corrupção do PT, é claro. Pra vocês, a corrupção do PT é “benéfica pra sociedade”), e apoiando a violência “contra o sistema”. Tudo em nome de uma certa “consciência crítica”, ao invés de estudos e fatos históricos. Eu cresci ouvindo essa merda da minha professora de história, e agora estou pagando o preço, junto com todos os outros Brasileiros.

    Eu penso que gente como você deveria mesmo era estar dando aulas nas cadeias. Mas aí eu lembro que vocês JÁ ESTÃO NAS CADEIAS! DANDO AULAS PARA OS PRISIONEIROS!, DESENVOLVENDO A CONSCIÊNCIA CRÍTICA DELES, ENFIANDO NAS CABEÇAS DOS POBREZINHOS QUE ELES SÃO, NA VERDADE, VITIMAS DO SISTEMA! E é com essas ideias na cabeça que o bandido logo vai sair da cadeia e matar o primeiro que ver pela frente, sem nenhum remorso. A culpa, claro, é do cidadão que morreu, que afinal de contas é o responsável pela vida de misérias que o outro teve (como? Não faço a menor ideia). e quer mais é que o pobre se exploda.

    • Djuzzz

      Escrevi Kark Marx ehehehe. Karl Marx.

    • Hugo

      Belo comentário, muito bem argumentado, sem nenhuma forma de preconceito, sempre respeitando a opinião do autor e a tratando com profundidade, com uma ressalva a uma perfeita interpretação do texto.

      Djuzzz, já estudou algo de economia? Sabia que o capitalismo precisa do desemprego para existir? Que um mundo só de pessoas “ricas” é impossível? Que para a Europa ser o primeiro mundo hoje, ela teve de explorar (e muito) o resto do mundo por muito tempo (e continua explorando, de outras formas)?

      Que tal uma pesquisa rápida no Google por “capitalismo desemprego”, há muita coisa lá, economistas, políticos, e até filósofos falando a respeito, vale a pena, recomendo.

      • Djuzzz

        Um mundo só de pessoas ricas é impossível? É sim, e eu não disse o contrário. Mas o que vocês sugerem em troca? A distribuição igualitária da miséria? Sem dúvidas, assim todo mundo estaria igual, não é mesmo? Ou por acaso não existiram (e ainda existem) pessoas ricas e pobres em países socialistas e comunistas? Responda isso, por gentileza.

        A Europa malvada e fascista explorou o mundo, sob os olhos condescendentes da mídia golpista e dos Illuminati? Então você acha que a moralidade da humanidade sempre foi idêntica e que a história toda deve ser vivida como culpa de povos que exploraram outros? A exploração foi a época do mercantilismo, um sistema que já não existe mais. O sistema hoje funciona de forma diferente e é mais justo. O problema dos países subdesenvolvidos é a incompetência de seus próprios governos (vide Brasil) e a falta de empreendedorismo da sua população.

        Pesquisei isso que você sugeriu no google e só encontrei páginas petistas, cuja credibilidade pra quem ainda tem a capacidade de pensar com independência está abaixo de zero. É claro que existem muitos estudos assim, pois a internet está tomada por petistas. Esse site, por exemplo.

      • salvador

        Você, por outro lado, não estudou economia nenhuma. Se estudou, deixou pra lá na hora em que só falou bobagem.Um mundo só de pessoas ricas é impossível.
        Um mundo com uma minoria rica, uma maioria de classe média e uma minoria pobre (distribuição “normal”) é possível.

        Quanto ao texto…

        A Constituição diz que todos tem “direito” a isso e a aquilo. Esqueceu de prever quem ia pagar a conta.

        Todos (deveriam) ter direito a oportunidades. Eduação e saúde.

        E deveriam ter direito a que o Estado não ficasse interferindo tanto e destruindo preciosos empregos.

        “não queremos que apontem um cano para nossas cabeças e tomem à força nossos preciosos bens.” Nem comento essa… você quer?

        “Não queremos que estudem em boas escolas e concorram de igual para igual nos vestibulares.”

        Ridículo. Você está presumindo uma quantidade FIXA de vagas em ensino técnico e superior. O que não é verdade, as vagas aumentam conforme a escolaridade da população.

        “Não queremos que ascendam socialmente e conquistem todos os cargos de liderança.”

        Falso. Quanto mais educação e desenvolvimento, mais empregos que requerem qualificação, mais serviços, mais empresas, mais cargos de liderança.

        “Não queremos que abandonem seus postos de trabalho pesado, precário e mal remunerado”

        Alguém sempre tem que fazer o trabalho pesado. Mas com o desenvolvimento e tecnologia, o trabalho fica menos pesado, mais produtivo e mais bem remunerado. Digno.

  • http://www.facebook.com/people/Carlos-Henrique-Volaro/100001035383032 Carlos Henrique Vólaro

    Um dos melhores – senão o melhor – texto que li nesse site. Parabéns. Questões importantes sendo colocadas.

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