Pergunta: “Tenho um relacionamento de 3 anos, já fomos noivos e até moramos junto, fui
muito ciumenta de quebrar as coisas e quase agredí-lo, ele já terminou comigo
2 vezes mas volta atrás…
A última vez foi a pouco tempo quando me propus a mudar, o que de fato esta acontecendo,mas qualquer deslize ele me joga na cara e fala que nao mudarei. É muito difícil “namorar” pra que ja teve vida de “casada”… mas é da minha vontade e da dele tambem ficarmos juntos.
Sou consciente de todas as asneiras que fiz e estou realmente disposta mudar e
ficarmos juntos e bem,porem ele esta muito diferente,seco, estupido até, e
completamente sem paciencia..
O que faço (atitudes) para reconquistá-lo e mostrar para ele que estou
mudando (aos poucos e por nós)?”
- Brunna
Meu bem,
o seu parágrafo inicial é história resumida de um sem número de casais, tirando ou pondo um bocado a mais de drama.
Se existisse um parque temático pra relacionamentos sucateados, a fila de entrada dele seria essa.
“A última vez foi a pouco tempo quando me propus a mudar,”
Quem se propõe a mudar é o Chico da Cana quando chega na reunião inaugural do AA.
Você tem um típico relacionamento Garçom. O sujeito passa metade dos dias entornando cachaça no balcão do buteco mais fuleiro do bairro mais ferrado, pedindo sempre ao mesmo garçom. Mas ai de você se questionar porque ele está ali ou mesmo há quanto tempo. A “branquinha” é a única resposta pros problemas da vida.
Seu imbróglio é do mesmo jeito, prefere ficar andando por aí de mãos dadas, entorpecida 24 horas e entornando a cachaça conhecida do que colocar um ponto final.
Aliás, colocar ponto final nas coisas é uma habilidade que nos poupa inúmeros transtornos durante a vida, muito além da esfera afetiva. Desenvolver o hábito de ficar amassando barro vai cobrar um preço alto.
Cada asneira que você/ele fez é um buraco numa rodovia. Quando vocês “resolvem” a questão – discutem, terminam, trocam sopapos, fazem sexo, fazem sexo com outros, retomam – é como montar um posto de pedágio nessa rodovia. Com a grana coletada, vocês tapam o buraco, fazem até acostamentos bonitinhos e colocam telefone de kilômetro em kilômetro, mas o fato inalterável e preponderante é que agora existe a porcaria de um pedágio.
E toda santa vez que seu ex-atual passar pelo pedágio ou qualquer coisa que o lembre do preço que está pagando pra continuar nessa estrada, ele vai chiar sim. Chiar como uma galinha despenada.
Homem quando vê a ex pedindo arrego fica assim, parecendo um pavãozinho.
Pra mostrar que é durão, ele vai começar a pegar atalhos em estradinhas de terra desconhecidas[1] e dar cavalos de pau em plena rodovia[2] – leia-se, [1]trepar com outras e [2]discutir com você sem qualquer razão aparente.
“O que faço (atitudes) para reconquistá-lo e mostrar para ele que estou
mudando (aos poucos e por nós)?”
Brunna, você assumiu o papel de quem está-tentando-fazer-dar-certo. Relacionamentos são bipolares. Ele pegou a outra ponta, daquele-que-não-está-nem-aí. Qualquer atitude sua dentro desse papel não vai surtir qualquer efeito a não ser aumentar o peso que você está carregando sozinha nas costas.
Se ainda quer continuar tomando cachaça e trafegando nessa estrada cheia de pedágios, melhor começar a dividir a conta, se é que me entende. Quem paga sozinho é trouxa.
Dr. Love, espalhando amor pelo mundo
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