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Não me importa quem diabos é o autor

Luccas Franklin

por
em às | Cultura e arte, Debates, PdH Shots


Li em algum lugar:

“Grandes pessoas conversam sobre ideias, pessoas médias conversam sobre fatos, e pequenas pessoas conversam sobre pessoas”.

Discutirei hoje ideias que possivelmente pertencem a algum figurão… um filósofo, um jornalista, um político, Ghandi. Eu poderia procurar a origem disso, mas o ponto é: é importante pro desenvolvimento da minha ideia que a autoria não tenha importância.

Enquanto discutia com uma amiga sobre todo tipo de assunto sobre os quais o senso comum diz que não se deve discutir, (e nossos mais queridinhos são os infames “futebol, política e religião”), ela se irrita:

“Eu tenho minha opinião, mas quem se importa? Quem dá crédito a ela? E nem deve ter crédito… afinal, sou uma menina de dezenove anos que não sabe de nada”.

Ela dizia isso sem ironia, sem sarcasmo. Realmente considerava a opinião dela pouco relevante, pela falta de credenciais.

Mas não me interessa quem ela é.

"Por trás dessa máscara há mais que carne. Por trás dessa máscara existe uma ideia, Sr. Creed... e ideias são a prova de bala" (V.)

A ideia é muito maior que ela, eu, ou qualquer um de nós. A ideia tem valor próprio e, depois de expressada, não pode ser contida pelo criador. As redações dos vestibulares chegam anônimas aos corretores. Não interessa quem é o aluno, de que colégio veio. A dialética e a habilidade de argumentar e defender a opinião sobre o assunto reinam. Os grandes pensamentos vivem além de seus progenitores.

E o PapodeHomem? Todos vocês nos leem e concordam, discordam, debatem os textos. Que autoridade tem qualquer um dos escritores para se expressar aqui, senão suas vivências pessoais? Faltaria a algum deles um diploma?

Vivemos num tempo desesperado pela autoria.

Luis Fernando Veríssimo deve ter escrito um terço dos textos e frases publicados na internet com seu nome e todos são envolvidos por um ar de sabedoria. Música ruim é vendida pelo sucesso estrondoso do disco anterior. Continuações medonhas lucram milhões no cinema às custas do sangue azul da película original.

Na academia, um trabalho ou descoberta científica não está menos correto por ter sido feito pelo estagiário, nem é inquestionável por ter apoio do reitor.

Conhecemos os autores e temos expectativas sobre eles. Compreendo a decepção profunda de se assistir a um filme ruim de um grande diretor, como Tim Burton, David Fincher ou Pedro Almodóvar. Mas ele vale alguma coisa mais (ou menos, vale notar) pelas credenciais passadas de seus diretores? O gol de bicicleta na final do campeonato tem menos valor por ter vindo do jogador reserva? Memórias Póstumas de Brás Cubas teria menor valor literário se encontrado manuscrito, sem assinatura, numa caixa de correio?

Obviedades ditas com postura – por Pedro Bial, suponha-se – são mais verdadeiras?

Proponho como exercício:

  • Leia, sem conhecer o escritor
  • Ouça, a canção do compositor que não conhece
  • Assista, o filme sem ler o nome do diretor ou mesmo não sabendo qual filme é
  • Analise ideias sem dar porra nenhuma de importância a seus autores

Em que medida cada um se sobrepõe: o dito, a imagem e a tal da assinatura?

Quem diabos sou eu pra achar que posso dizer isso tudo?

Ninguém, naturalmente.

Luccas Franklin

Franklin tem 23 anos, é aspirante a jornalista, fotógrafo, e jogador de pôquer, mas escreve pouco, considera suas fotos medianas, e não ganha no pôquer mais do que dinheiro de pinga. Considera videogame uma coisa muito séria, e vive atrasado uns cinco anos em relação ao mundo.


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  • http://www.facebook.com/andreserafim André Serafim

    Verdade. O ponto não é “quem diz” mas “pra quem foi dito”.
    Uma coisa que eu aprendi expondo idéias é que se você mexer na merda, vai ver que muitas vezes cagaram em cima de uma flor.

    • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

      Acho que você quis dizer “o que foi dito” e não “pra quem foi dito”.

  • AlexandreEsposito

    Muito bom o texto. Até porque não importa saber quem é o autor de uma frase, texto ou ideia. É entender essa ideia. Já vi muita gente que sabe todos os autores, mas não compreendeu nenhum.

  • Breno Tiki

    Pontuação importante: mais o que fazer quando se descobre que a idéia vêm de uma mente podre, por exemplo: Hitler

    • jaderpires

      Ueh, Breno, se a ideia for boa, não tem porque negá-la por ser de alguém como Hitler.

      Uma coisa são as ideias imbecis que ele teve. Você não deve concordar com isso. Outra coisa são as ideias interessantes que ele teve, apartadas da pessoa como um recorte da vida.

      O Hitler, por exemplo, tirou a Alemanha do ostracismo pós Tratado de Versalhes e transformou-a numa das maiores potências da época, antes da Segunda Grande Guerra. Claro que tem uma caralhada de fatores históricos e sociais que o ajudaram a fazê-lo, mas foi feito. Tudo o que veio depois não tira o mérito disso.

      E antes que a conversa se aprofunde pra outro lado, não sou a favor do Hitler ou nazismo ou qualquer tipo de intolerância. Atentem-se ao fato inicial.

      • marcos nunes

        O fato inicial é que não foi Hitler que tirou a Alemanha do ostracismo; a própria Alemanha estava prenhe de sua “revolução nacionalista” sangrenta, e Hitler era só um corpo físico para as ideias do corpo social que possuía em si mesmo o potencial para o desenvolvimento, da mesma forma como ocorreu depois da Segunda Grande Guerra, já sem a mácula nacionalista em evidência e a vingança encruada – apenas a vingança civilizada que submeteu a Europa toda à sanha da financeirização do mundo sob os auspícios do estado alemão, este, porém, um degrau abaixo das instituições que de fato o comandam. Bem, história é um troço complicado.

      • jaderpires

        E o que tu tem a dizer sobre autoria, que é o tema do texto, Marcos?

      • marcos nunes

        Tá mais acima – enviei antes.

      • http://twitter.com/jsillos José Sillos

        Não. O mundo não é um supermercado de ideias, onde você escolhe as mais agradáveis nas prateleiras e forma uma linha de pensamento.

        Toda concepção tem seu contexto que passa, invariavelmente, pelo genitor.

        Há um texto de 1543 de título ”
        Von den Juden und Ihren lügen” (Sobre os judeus e suas mentiras). Nele o autor elenca alguns pontos sobre como judaísmo deveria ser tratado pelos cristãos; as sinagogas deveriam ser queimadas, proibição da usura, os judeus deveriam ser escravizados, etc. Caso não se saiba quem escreveu a peça havemos de classificá-la como mais um exemplo do anti-semitismo católico da época. Mas saber que o autor foi Martinho Lutero, no fim da vida, muda totalmente o sentido da obra. Por que a figura quintessencial da reforma, que havia trabalhado em tantas mensagens pró-judaísmo durante a vida, escreveria algo assim? Isto diz algo sobre a reforma protestante, nos diz algo sobre sua época? Claro que diz.

        Conhecer a fundo o autor, sua linha de escritos, o processo de formação de suas ideias não é um simples acessório. Ao contrário, é seminal para que se saiba o que está sendo dito.

    • http://www.facebook.com/luccasfranklin Luccas Franklin Martins

      Hitler é até um bom exemplo. A menina a que me refiro no texto acabou de começar a ler “Mein Kampf”. Claro que saem uns “Mas ele é um maluco!” no meio da leitura, mas se esse livro tivesse sido lido SEM o nome dele estampado na capa, boa parte das indignações não existiriam (ou seriam menores).

  • Anderson Dantas

    Devemos sim da mais valor as idéias do que as quem as cria, mas é importante saber quem as criou, porque na teoria podem elas podem ser lindas e na pratica desastrosas e cheia de más intenções.
    http://www.youtube.com/watch?v=nd9R7ZxhjJ8

    • Médico_Mg

      Anderson, cara, abri seu link… “É possível contar um monte de mentiras contando só a verdade.” Valeu pelo tempo…
      Mas uma falha não diminui o valor do mérito…

    • Alfredo

      Interessante reflexão, Hitler foi um ótimo exemplo.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Assino embaixo. Esse texto acho um absurdo total.

  • Marcelo Kohl

    Certo que o mais importante numa obra é a mensagem/ideia que o autor quer passar, mas saber quem a criou e saber um pouco da vida do autor tem sua importância na hora que tu precisa lembrar e explicar a obra.

    • Castanha

      pois é… A sexta sinfonia de Beethoven é linda, mesmo sem saber que foi Beethoven quem compôs, mas saber que ele compôs ela assim que ficou surdo… dá outro nível pra obra, né não?

      • http://www.facebook.com/luccasfranklin Luccas Franklin Martins

        É interessante absurdos conhecer a história de Beethoven. Qualquer músico sabe quão insuportável é tocar num show sem ouvir o retorno, quanto mais compor… Um cão que canta é interessante, raro… assisto no youtube, mas não compro um CD das “Canções Caninas”. Da mesma forma, a música de Beethoven não é boa por ter sido composta por um “pobre surdo”, mas por ser… boa.

    • thiago

      vei nem eh o que o autor que passar, o mais importante é o que vc entende, se pega a biblia tem varias interpretacoes para o mesmo texto

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Sim!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=707781152 Eduardo Pooter Reis

    Existe um aspecto do ser humano que não pode ser ignorado: essencialismo natural. Ou seja, nós, naturalmente, nos importamos com a natureza, origem, história e autoria de tudo o que usamos, conhecemos, comemos, etc.

  • Dalton

    As pessoas não expressam idéias só por expressá-las; eles as expressam também para atingir certo objetivo. Uma técnica que utiliza isso além da conta é “os fins justificam os meios”, onde o locutor passa várias idéias, que sozinhas parecem boas/bobas, mas quando agrupadas e aplicadas atingem seu objetivo.

    É sábio SEMPRE ver/saber quem é o autor, para que a idéia seja absorvida com o devido ceticismo.

    Um exemplo beeeeem clássico de que é importante saber o autor, usando a frase q vc mesmo usou:
    - “Ai. Se eu te pego” by Teló. Todo mundo vai saber que ele tá citando a própria música, e ainda vão cantarolá-la na cabeça (mesmo involuntariamente D: )
    - “Ai. Se eu te pego” by sua mãe. Aqui a idéia já é diferente, tu aprontou alguma e tua mãe tá doida pra te dar uma surra.

    Mudou o autor, mudou a intenção, mudou a idéia final e geral.

  • Guilherme Rocha

    O texto seria 10 vezes mais genial se estivesse assinado anonimamente.

    • Eduardo Amuri

      Faz diferença? ;)

      • http://www.facebook.com/people/Ulisses-Moreno/535539150 Ulisses Moreno

        Esse é o espirito.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      E estivesse assinado pelo Veríssimo?

      • http://www.facebook.com/mariana.benedett Mariana Benedett

        Muitas vezes os autores nem precisam assinar, o próprio estilo de escrever revela quem é.

      • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

        Seria um péssimo texto do Veríssimo…

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        não sei se pescaram isso, mas havia um invisível no meu comentário. estava reforçando a brincando com a ideia de que o autor é dispensável ao lidar com a ideia proposta.

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

      Mas se fosse assinado por Dan Brown ele seria no mínimo dez vezes maior e cheio de rodeios.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Não estar anônimo o texto comprova que nem mesmo este autor abre mão da autoria de seu texto. Contradição pura.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        fala, Fabio.

        penso que o texto abre um bom papo, mas deixa sim muito a avançar.

        não gosto da ideia de se pensar que a autoria não tem importância. a meu ver, ela é sim importante.

        a maneira como se lida, consome e se relaciona com a ideia de autoria é que anda torta.

    • http://www.facebook.com/people/Claudio-Pedroso/1799344240 Cláudio Pedroso

      E se fosse assinado pelo George R.R. Martin, não sobraria um Stark vivo….

      Trollagens à parte, a questão maior pra mim é como deixamos nossa “marca” no texto, mesmo quando postamos como anônimos. Assim como as respostas desse comentário citaram características de autores famosos, depois de um tempo aprendemos a descobrir as nuances de cada autor…

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Luccas, eu concordo que o valor da ideia por si está totalmente contido na ideia. No entanto, eu acredito que se você for uma pessoa interessada na origem das coisas e em como elas se formam, emergem e se derivam em novas coisas em acho que tanto a autoria como o contexto que fez ela surgir são interessantíssimos.

    Assim como eu acho que a falta desses contexto criador e evolutivo das ideias fazem as pessoas pensarem que é preciso ser gênio para tentar algo novo e faz tantas vezes ideias que precisariam de algum retrabalho serem abortadas e nunca virem a superfície.

  • marcos nunes

    No centro disso está a questão dos direitos autorais e remuneração de autores. Não se trata de pegar um trecho e não creditar; trata-se de usar a obra para fins lucrativos e não pagar nada à autoria. Com isso, os autores não se profissionalizam e, levados ao exercício de profissões variadas, desacreditam da própria obra, deixam de criá-la; com isso, o corpo ideológico corrente fica entregue às banalidades, ditas e defendidas pelas meninas de 19 anos sem autocrítica.

    Ademais, “nossas próprias ideias” são compostas por colchas de retalhas do imaginário coletivo, como também são as dos grandes autores, responsáveis mais por coligir o ideário comum na forma de um corpo mais homogêneo, pincelando em meio a isso ideias que oferecem um grau de originalidade à coisa.

    Mas é realmente divertido pegar uma frase (ou um poema inteiro, por exemplo, copmo aquele atribuído a Jorge Luis Borges e é uma colagem de banalidades sentimentalóides) qualquer e atribuí-la a um autor célebre para colher as caras espaspalhantes daqueles que se eximem de criticar celebridades. Ai, se a gente pega eles…

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

      E no fim de tudo, se for alguma menininha no facebook ao final ela vai colocar __C.F.A . – E o pior, ela nem vai se atentar que o cara morreu em 96 e vai acreditar que o C.F.A tenha mesmo um twitter e um facebook onde posta suas ideias.

      • Tatiane Andrea

        E por isso que se eu escrevo alguma coisa que acho digna de compartilhar, eu assino como T.A. Mesmo que não seja alguma inicial conhecida, tem ares de coisa dita por alguem importante… Hahahaha ;)

    • http://www.facebook.com/deka.pimenta Deka Pimenta

      Exatamente. O autor precisa do reconhecimento para ser vendido e se sustentar. Afinal, não é o sonho de todo mundo conseguir sobreviver daquilo que o faz se sentir realizado?

  • Isa

    Concordo que, focando a idéia pura, devemos afastar da nossa consideração a pessoa que a propôs. Quando o dono da idéia é alguém que tem autoridade ou reconhecimento público, há o risco de validarmos a idéia usando a representatividade da pessoa como argumento. O contrário também é verdadeiro – no caso da sua amiga, a idade e a inexperiência presumida dela podem servir de argumento para refutar algumas de suas proposições. mas simplesmente desconsiderar o autor também é muito platônico, literalmente falando e, implica de certa maneira, em novos riscos. A exposição de uma idéia passa necessariamente pela interpretação da idéia e do contexto no qual ela nasce – e isso a vincula intrinsecamente ao universo, momento de vida, valores, experiências, crenças e afinidades do autor. Quanto mais diso conhecemos, mais podemos captar da idéia em sua forma original. Muitas vezes é com estes elementos que podemos compreendê-las e aceitá-las, sem a obrigação de concordar com elas.

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. R.

    Bom, por motivos diferentes, N autores diferentes usaram de pseudônimos para publicação. Não sei por que no mundo anglo-saxão isso é visto com mais naturalidade que no mundo latino, inclusive há diferentes termos no idioma para designar vários tipos de anonimato. O mais comum é o “pen-name”, há artigo na wikipedia em ingles sobre autores que usaram um “pen-name“. O termo não tem tradução direta para portugues(traduzindo literalmente ficaria algo tipo “nome caneta”), sendo o equivalente mais próximo o genérico “pseudônimo”, no Brasil o autor mais notável que usou um pseudônimo foi Malba Tahan.

    Saindo do mundo das letras, um caso curioso é o de cantores que disfarçaram a voz, o caso mais notável desse tipo é o de Steven Tyler do Aerosmith, no primeiro disco da banda, ele tinha medo que a gravadora(ou coisa do tipo) não gostassem da voz dele que estamos acostumados a ouvir.

    Dream On (versão original)
    http://www.youtube.com/watch?v=6ynrSEjHyRI

  • Rafael

    A autoria tem sim muita importancia, pois contextualiza a frase, musica, livro, ou seja la o que for.. entender o contexto que a idéia foi criada é parte fundamental do processo de compreender a idéia em si.
    Claro que isso não significa que uma idéia vai ser mais valida ou genial somente porque foi elaborada por alguém mais concentuado, nisso eu concordo com o texto. Um estagiário pode ter idéias ótimas enquanto o chefe só vomita besteiras.
    Porém, eu vejo muitas vezes esse argumento do “não importa o autor” sendo usado simplesmente porque a pessoa tem preguiça de buscar a fonte de uma informação.
    Um exemplo muito bom sobre a importancia de contextualizar uma idéia foi dado um tempo num texto do blogs do além, da Carta Capital, falando sobre as frases atribuidas nas redes sociais à ela, onde o autor do texto cita uma passagem dela usada fora do contexto e mostra como isso altera completamente a idéia.
    http://blogsdoalem.com.br/lispector/

    • http://www.facebook.com/luccasfranklin Luccas Franklin Martins

      Tinha lido esse “do além” uma certa vez…
      A contextualização vale, principalmente se considerarmos diferentes épocas. Mas nada substitui a argumentação. “Eu voto em X” não é uma opinião. Não significa nada. “Eu voto em x, pois segundo o plano de governo dele, há uma maior chance de…” é uma opinião.
      O problema com citações é o fato de não se utilizarem as justificativas dos autores, mas apenas suas posições. “Hitler concorda com isso” Não invalida nada. Uma argumentação fraca do Fuhrer, sim.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Sim, e acho que esse texto é uma desculpa para apressados.

  • Raul Bolson

    Importante saber não só o autor, como também a época de que data o escrito, ou a ideia. Todo o contexto que leva à ideia é necessário para entendê-la em sua plenitude. O que deve-se fazer é evitar aceitar qualquer “argumento de autoridade” simplesmente por se tratar de uma autoridade, afinal, autoridades tabmém já erraram, e feio. Mas, daí a não querer saber a quem pertence a ideia, ou o contexto que levou à ela, já é demais.

    • http://www.facebook.com/luccasfranklin Luccas Franklin Martins

      Não se trata de não se poder saber, como numa proibição, ou coisa parecida…
      O problema é que, por autoridade e contexto, costuma-se relevar o que foi dito. As pessoas têm problemas com anacronismos. Citam grandes autores que escreveram a séculos ou milênios, como se seus ensinamentos ainda servissem. Filósofos gregos, sociólogos alemães, a bíblia. Todos apresentam idéias que não servem na atualidade (dada nossa evolução, como sociedade), ou estão simplesmente incorretos (dada nossa evolução científica). Justificar uma idéia com a qual eu não concorde com “Nietzche disse isso”, recebe uma resposta nas linhas de “Não perguntei quem disse. Tente me convencer novamente da validade de sua idéia argumentando, não fazendo com que eu me amedronte perante a importância de alguém”. Só isso.

      • Raul Bolson

        E ensinamentos, apenas por datarem de séculos ou milênios atrás, perdem seu valor? Devo rejeitar tudo o que é “velho”? Cai-se, então, em algo parecido com o que você critica no texto. Assim como não se deve aceitar um argumento de autoridade meramente por se tratar de uma autoridade, pois – como eu disse acima – elas também estão sujeitas a erro, não se deve julgar que uma ideia é errada APENAS porque não é atual. “Não me importa qual diabos é a época”. Não vejo como entender o contexto possa ser prejudicial a entender a ideia, e conhecer o autor faz parte disso. Apenas não devemos limitar-nos ao contexto ou ao autor.

      • Felipe

        Não é por não ser atual que a ideia deixa de ser válida. Mas por ter sido derrubada por avanços e ideias recentes. No entanto muitos continuam tomando a ideia antiga como certa somente pelo fato de que a criou. Uma ideia antiga pode ser reafirmada ou derrubada com o tempo.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Exato!

  • http://www.facebook.com/people/Ulisses-Moreno/535539150 Ulisses Moreno

    Tem gente confundindo as coisas, ninguém esta falando em não dar crédito a autores e suas obras, esta se falando que só porque um fumante falou para você para de fumar, para de fumar é uma besteira pois quem falou ainda fuma? Importa quem falou ou a ideia passada?

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Está no texto: ”
      Vivemos num tempo desesperado pela autoria. ” Acho o oposto, vivemos a banalização dos textos errados e sem autoria se espalhando, twitados, compartilhados, dando joinha… Um crime!

  • http://twitter.com/luallessi luallessi

    Acredito na importância de um texto/musica/obra ter autor identificado. Claro que o autor importa (no fim da obra) pra se dado crédito as suas ideias ou citado na reprodução do que delas.
    Problema é que quase sempre as pessoas ‘dão valor ou acham irrelevante’ o que leem/veem a partir de quem escreve. Aliás, muita vezes dão uma intenção ao texto dependendo de quem acham que o escreveu. Seja um texto enorme, seja um tweet. Visto que muitas vezes os desconhecidos citam várias vezes a mesma coisa e não tem retorno, horas depois um ‘famoso na internet’ cita o mesmo e tem ‘trocentos’ RTs ou comentários sobre o que disse. Mesmo quando é um ‘espirei. Será gripe?’ .

    Quem nunca? Eu mesmo já notei isso, de falar/citar algo e ser ‘ignorada’ e depois ver gente que me segue, que supostamente leu meus tweets, só dando crédito a outros…
    Quem nunca passou por isso? E quem nunca fez o mesmo? Pois é… Pois é… Pois é… rs

  • http://www.facebook.com/xaviernandes Leonardo Xavier

    Eu nunca me importei…
    E percebi isto lendo este artigo, parabéns!

  • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

    Esse é disparado o pior texto que li no PdH. Quase um apoio às falsas autorias, num momento péssimo…

    A internet está uma zona total em relação a autoria e autenticidade de textos cheios de erros se espalhando. Junto com as falsas autorias, a preguiça e falta de cuidado ao compartilhar em redes sociais destrói nosso patrimônio cultural com textos errados. Apresenta textos para pessoas (que – em geral – não lêem livros) ERRADOS. Não apenas com autor errado, mas tudo errado… Isso também é feito por sites apressados que só querem acessos, como Pensador e Globo Frases. Imagina se você fosse ler pela primeira vez Drummond assim:

    “No meio da vala tinha uma lápide
    tinha sim
    a lápide é o que cobre akelis negóço no cemitéro” (Fernando Pessoal)

    E desse joinha. E seu joinha compartilhasse esse lixo com seus amigos. Isso é o facebook hoje. É contra isso que mais luto… E você me vê com um texto desses. :)

    É claro que a opinião de qualquer um é importante. E é claro que um texto não vale mais ou menos por causa de quem escreveu, mas sim pela qualidade do texto em si. Mas eu não quero um texto que eu escrevi sendo espalhado cheio de erros ou como se fosse de outra pessoa. Não é por o texto valer mais em si do que pelo autor que devemos acabar com direitos constitucionais (tipo o direito autoral).

    Resumindo, se você acha que não importa o que é de quem, por que não acabar então com o direito de propriedade privada? Me dê seu dinheiro, casa, … :) Mas eu não te dou a autoria dos meus textos. Já processei gente por isso, inclusive, e ganhei.

    • Felipe

      Acho autoria um fator importante. Não se deve descartar a autoria em detrimento daquele que escreveu a o texto ou emitiu determinada ideia. O que eu entendi do texto acima é a questão de dar como certo ou como errado somente com base naquele que escreveu.
      Se você escreve um texto ótimo, cheio de argumentos, bom posicionamento em relação a ideia central, obviamente você merece crédito por isso. Mas o problema ocorre quando você escreve um segundo texto e ele é pobre, com uma ideia confusa, argumentos precários. Um leitor que te acompanhe toma ele como certo outra vez só pelo fato de ter sido você quem escreveu. O homem que fez o primeiro texto incrível não pode estar errado no segundo e assim em diante.
      Isso prejudica discussões. Se você faz certo ou errado, você tem crédito nas duas situações e isso que deve ser levado em conta. Pessoas podem ter boas e más ideias. E outras pessoas tem que reconhecer quando a ideia é ruim ou não mesmo que o autor seja consagrado ou o filósofo do boteco da esquina.

      • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

        Eu acho que o exercício atualmente válido (ao contrário do proposto no texto) é tentar descobrir o texto verdadeiro e/ou as verdadeiras autorias da lixarada que se espalha por aí justamente por ninguém respeitar direito autoral.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Colando mais 2 comentários do facebook de amigas:

      Luiza Maciel Nogueira que ridiculo esse cara! mas é claro que o ser importa! ouhá 8 horas via celular · Curtir (desfazer) · 1Cristiane Novais Estou até agora tentando entender a ideia desse cara. Quer dizer que não importa quem é o autor? Como assim??? Como vamos ler um texto e não vamos nos preocupar de saber quem o criou??? Ouvir uma música e não dá importância ao seu compositor. Seria a mesma coisa de dizer (desculpe-me a comparação grosseira) que alguém pode ser filho de qualquer pessoa, pois não importa quem sejam seu pai e sua mãe. Como uma obra de Van Gogh, Proust, Edgar Alan Poe, Rimbaud, Bethovem teriam o valor que tem se não fossem os seus criadores com sua excentricidade a darem corpo, forma, musicalidade a cada uma em particular. A historia do autor, sua vida, o contexto social em que viveu, acredito, que seja assaz relevante para o entendimento de uma obra de arte. Sinceramente, a essa pessoa fica uma pergunta: Ele é filho de chocadeira???

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Notei que você pensa ser dono das palavras. Se palavras tivessem dono (digo palavras, não idéias), cada ser humano falaria uma língua única…

      Um pouco menos de arrogância e raiva no seu texto ficaria melhor, cara. Tu pode ser um poeta, um autor. Mas cara, hoje qualquer um pega uma idéia por aí a partir do momento que a mesma fica exposta. Se não quer que “roubem” suas ideias, trancafiem ou coloque rastreador :p

      Extremismos a parte, concordo que temos que dar autoria a quem merece. Os comentários estão bem legais por causa disto: dizem que a autoria de uma ideia, de uma reflexão, de um texto, ajuda a ter um pouco de informações sobre o que e a que se refere aquela ideia. Como eu disse acima, uma ideia sem lastro se perde, pois todas as ideias no final tem alguma intenção pessoal ou coletiva. No seu caso, você divulga poemas para ganhar dinheiro :p.

      E claro, se alguém realmente copia uma ideia e ganha dinheiro sem reconhecer a autoria anterior, que se faça algo para que aquele que roubou a ideia seja punido. Ops, peraí, aí teriamos um sério problema. A grande maioria da população seria presa, pois escuta música sem pagar, as vezes usa software pirata, usa o projeto de alguém que foi roubado por aí…

  • http://www.facebook.com/gustavo.malaquias Gustavo Malaquias

    “Grandes pessoas conversam sobre ideias, pessoas médias conversam sobre fatos, e pequenas pessoas conversam sobre pessoas”

    “Grandes pessoas” são “Grandes Pessoas” e ficam conhecidas por suas idéias exatamente por serem “Grandes Pessoas” – Aliás o que é uma “Grande Pessoa”? Um ótimo médico? Um craque do futebol? Um escritor lido por milhões de pessoas? Um homem que sustenta sua família e vive feliz assistindo seu jogador preferido na TV, levando seus filhos ao médico e lendo livros de um cara que ele considera genial?
    Agora tocando no assunto das idéias sem lastro: Afirmo para você, 100% das pessoas tem ótimas idéias – um percentual infinitesimal delas possuem idéias relevantes para mim e para você. Mesmo que você seja uma espécie de “cara super bacana com todo o tempo do mundo para divagar sobre as idéias alheias” não teria tempo para pensar em todas essas idéias (mesmo esse percentual infinitesimal). Digo, nomes, autores compositores e músicos famosos são filtros. Não temos tempo para divagar sobre as idéias alheias a todo tempo. Existem milhões de pessoas pensando, poucas realmente nos interessam – prefiro usar os filtros. Não sou idealista.

    “Um idealista é uma pessoa que ajuda os outros a prosperar”
    Henry Ford

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Outro bom ponto.

  • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

    O texto é escorregadio mas entendo seu ponto.

    Ás vezes damos mais interesses as credencias do autor que pelo o que ele esta produzindo realmente, como se o nome falasse pela excelência da obra em si.

    Quem nunca leu algo ruim do Fernando Veríssimo, apesar de seu grande talento?
    Também já li coisas maravilhosas de anônimos.

    O problema esta quando achamos que só é digno de nossa atenção aqueles que já foram consagrados pela fama (o que nem sempre é verdade vide as obras de Stephenie Meyer) e não nos esforçamos em procurar outra fontes não tão badaladas, achando que tudo que precisa ser dito já o foi.

  • http://www.facebook.com/priscilarode Priscila Rôde

    É muito fácil
    não ligar para o destino de uma obra quando ela não sai de dentro de você! Só
    querem ler, assistir, amar, amar, curtir, compartilhar e pronto? E quem
    escreveu? E quem se entregou? É um simples… ”qualquer um”? Olha… Complicado!!!!!
    Importa sim saber quem escreveu! Acho que o nosso olhar dentro do mundo não precisa
    ser tão limitado. Leia a ideia, goste da
    ideia, reflita sobre e claro, procure a autoria. Da mesma forma que, ao produzir qualquer coisa
    (in)decente dentro da sua empresa ou, dentro da sua casa, você é responsável e
    leva os créditos por isso (espero que sim)! Onde fica o direito do Autor? Enfim,
    fiquei triste com esse texto.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Eu fiquei triste em ver esse texto publicado num site tão bom.

  • http://www.facebook.com/people/André-Arcas/100001655470610 André Arcas

    É óbvio que o autor e contexto da obra são importantes para uma interpretação mais precisa; o texto não contesta isso. A questão levantada por ele – e que porra, merece uma avaliação atenta por cada um de nós – é o quanto nos deixamos levar pelo autor, a despeito de seu conteúdo. O nome no fim da página, apesar de nos apresentar um POSSÍVEL contexto, nos entope de preconceito e julgamentos antecipados do texto; e me pergunto o quanto realmente absorvemos o conteúdo em sua autenticidade.

    O Fábio Rodrigues postou um tempo atrás um texto sobre falácias lógicas, sendo uma delas – inclusive, uma das mais famosas – atacar diretamente a pessoa como forma de desacreditar seu argumento. Ele é refutado, sem sequer ser ouvido.

    Não seria, neste aspecto, mais proveitoso compreender a ideia desvinculada de seu autor e dos possíveis julgamentos de valor que tenhamos sobre ele?

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Apesar de não estar anônimo o texto, achei ele péssimo, independente do autor. A idéia é péssima, o momento da internet para ela é pessimo. Repetindo: creio nisso, desvinculado do autor… :)

  • http://www.facebook.com/EdsonMarquesMude Edson Marques

    Por que você então assina essa coluna?
    Uma sugestão interessante seria publicar tudo como “anônimo”.
    E quem escreve mal se safaria das críticas… rs!
    Abraços!

  • http://profiles.google.com/italocsampaio Italo Sampaio

    Será que a galera não se ligou que o texto fala de IDEIAS? Não de música, poesia, filmes ou obras literárias, apenas ideias. É lógico que é importante saber por exemplo quem escreveu determinado livro, saber o contexto do que está ali exposto, saber com que intenção o autor fez cada afirmação.

    Mas quando falamos de ideias, realmente não importa de onde vieram nem a intenção com que foram lançadas. Se Hitler, Sadam, George W Bush, Michel Teló ou O Satanás lançam uma ideia genial, ela automaticamente perde seu valor por ter sido lançada por essas pessoas?

    Essa necessidade de conhecer o autor de cada pensamento é uma muleta muito perigosa. Em vez de pensar na ideia, refletir e discutir se ela é boa ou ruim, você já tem uma ferramenta para filtrar previamente, pensando “Ah, se foi o Pedro Bial que disse isso, deve ser uma bosta” ou coisa do tipo. Você se priva de absorver a mensagem e julgá-la de forma neutra.

    Eu realmente acredito que qualquer imbecil é capaz de ter ideias geniais, assim como um gênio pode falar muita merda, e por isso mesmo temos que julgar a ideia pela ideia, não pelo autor.

    • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

      Não está claro no texto sua afirmação. Além disso, música poesia, filmes e obras literárias não são feitos de idéias?

  • Falácio

    Ouvir uma música sem saber quem é pelo menos o intérprete é um pouco complicado…

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Querendo ou não, a ética acaba sempre fazendo a pessoa refutar uma “ideia boa” de uma “autoria ruim”. Senão Hitler seria aceito por todos, já que na mentalidade dele, é ruim pessoas que ele julga ruins. Fica a questão: alguém aqui aprovaria alguma ideia realmente boa de algum ditador?

    Para mim, de fato merece sim saber quem diabos é o autor. Como dito, os fins justificam os meios. Se estou com uma ideia, compartilharei com alguma intenção. Ninguém fala “a toa”, mesmo que digam que sim. Quando as pessoas falam em ideias para mudar o mundo, por exemplo, querem no final que as ideias que elas tiveram e elas julgam confortáveis para si sejam adotadas por muitos outros.

    Ideias anônimas podem ser boas, mas muitas vezes perdem força justamente pelo anonimato, já que não tem um lastro por trás dizendo qual no final é a intenção com aquela ideia. E aí no final, pessoas acabam dando autorias indevidas a ideias anônimas.

    Ideias tem lastro. Você tem uma intenção com a ideia, com a informação. Nem que seja apenas “cantar uma música bonita e vender muitos CDs”, ou “falar que homem age da maneira X e não da maneira Y”.

    E sim, ideias não são a provas de balas, pois muitas vezes quem tem a ideia, a bala atinge. E a ideia morre com a pessoa. John Lennon que o diga…

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Alcântara/100002339187896 Bruno Alcântara

    Grande texto! Obs: Tim Burton está bem longe de ser grande diretor, ainda mais qndo colocado no msmo patamar de caras como Fincher e Almodóvar.

  • Anônimo

    Mas quem é Luccas Franklin?

  • jaquenanalu

    É importante sim, conhecer de quem são as ideias, o contexto em que estão inseridas, para entendermos melhor seus efeitos sobre nós, também, valorizar o trabalho do autor; porém devemos fugir da tentação de repudiar algo só porque não foi dito, escrito, composto ou dirigido por alguém consagrado. Grandes personalidades já fizeram muita besteira e pessoas comuns já tiveram grandes ideias. Façamos! Assumindo o ônus ou o bônus.

  • Lúcio Machado

    A tua primeira citação é do Augusto Cury. Abrass

  • http://www.facebook.com/fefe.gs Fernanda Gonçalves

    Quando nos identificamos com um estilo de escrita, de filmagem, de composição, acho válido investir em produtos dessa pessoa.
    O problema é que falta opinião, falta coragem pra discordar de um cara que é considerado o fodão da opinião pública. Se uma pessoa influente diz alguma coisa, muita gente aceita como verdade absoluta.
    Querer parecer cult, inteligente, sábio também tem sido bastante comum ultimamente; colocam qualquer baboseira e o nome de uma pessoa respeitada. Aí decidem compartilhar, não porque concorda, mas pq supostamente foi o fulano-fuck-yeah que escreveu.
    Tá faltando conteúdo e tá sobrando aparência.

    Enfim… achei o texto genial!!!

    • http://www.facebook.com/fefe.gs Fernanda Gonçalves

      Sem contar quando usam a segunda pessoa do singular para dar mais impacto à frase rs

  • http://www.facebook.com/lucasxp32 Lucas Santos

    uma obra de arte mal feita pintada pelo um ator famoso vale tanto quanto uma pintura muito bem feita de um autor morador de rua , é se esse “ator famoso” comprar essa pintura feita pelo morador de rua é assinar o nome dele nela… olhe a magica acontecer os zeros a direita vão aparecer…

  • http://twitter.com/anabnas_ ana b.

    Um texto honesto. Sucinto. Mensagem clara. Interessante o fato de que as ideias se propagam, independentemente de quem as proferiu, retumbando para quem queira ouvir.
    Parabéns.

  • Marco Aurélio Gondim

    Texto conveniente para uma geração de analfabetos, que sabe ler, mas não lê.

  • http://www.facebook.com/xandevaz Alexandre Vaz

    A questão é que somos educados assim, dificilmente nosso senso crítico detecta o que foi abordado no texto.

  • http://www.facebook.com/lourenzo Lourenzo Ferreira

    Este texto é muito bom! Como chama o autor mesmo?

  • marlon c. g.

    Acredito que vivemos um momento chato pra caralho, não somente por expor ideias mas também como as interpretamos.

    Concordo plenamente com o Luccas e sua ideia sobre as ideias. Existe um princípio contábil que diz: ” A essência sobre a forma.” – que quer dizer que independente de como é feito ou por quem foi feito, o importante é o conteúdo ou informação ali prestada, sobre saindo paradigmas.

    Infelizmente – e acredito que não cabe a minha pessoa dizer – temos precisado desse “by fulanodetal”. O porquê eu não sei, vocês sabem?

  • Joana

    E se eu dissesse NÃO ME IMPORTA QUEM DIABOS É O CANTOR?

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