Mente coletiva: 8 processos sutis para operar em rede

Gustavo Gitti

por
em às | Listas, Melhor do PdH, Mente e atitude, O Lugar no PdH, Relações


Nunca comprei a ideia convencional de “rede”. Interligação, entrelaçamento, crowd-tudo, seis graus de separação, teia da vida, escambo, networking, rizoma… OK, isso existe, mas não é apenas isso que acontece quando realmente operamos além do umbigo.

Aqui não vou focar nos processos mais complexos de rede (como na metáfora da rede de Indra ou nas pirações de Douglas Hofstader em Gödel, Escher, Bach), não vou falar de física ou biologia, mas da experiência de primeira e segunda pessoa ao sairmos para uma caminhada fora da cabeça.

Dessa perspectiva, mais do que apenas se conectar com pessoas, como se fôssemos uma rede de computadores, gradativamente substituímos uma mente pessoal por uma mente coletiva, pronta para usufruir de qualidades, saberes e experiências disponíveis no espaço social — cuja imagem está menos para nuvem do que para céu. Como dizia Ken Wilber, a intersubjetividade vista por fora se parece com uma rede, mas como ela é por dentro?

Por “mente coletiva” não me refiro a uma substância mística nem a algo parecido com o inconsciente coletivo de Jung, pois boa parte desse processo é consciente, tangível e não necessariamente arquetípico. Acionar a mente coletiva é simples, descomplicado, acontecendo já agora. Evidenciar essa dinâmica pode nos ajudar a expandi-la. Descrevo abaixo oito processos que podemos detectar e às vezes intencionalmente ativar.

Não

1. Emprestar olhos

Duas amigas compraram uma bike e estão começando a andar bastante pela cidade. Encontrei uma edição especial da Vida Simples focada na cultura dos bikers e mandei um email rápido para elas. Ao ouvir “Estou andando de bike”, comecei a andar por aí com esse olho delas (ou, se quiser, elas pegaram os meus emprestados).

Fazemos isso também quando procuramos um apartamento para alugar ou um novo trabalho, mas geralmente não usufruímos desse processo com nossas relações, habilidades, aspirações, obstáculos, aflições. Temos várias áreas que mantemos trancadas. Não colocamos nossa vida inteira na rede. Não deixamos que os outros pensem a nossa vida como se fosse a deles. E por consequência não pensamos tanto na vida dos outros como se fosse a nossa.

2. Criar relação com inteligências coletivas

Pirei no jeito de trabalhar da empresa LiveAd, depois paguei um pau pra Box 1824 e pouco tempo passei a invejar também a Perestroika. Então comecei a perceber que as mesmas pessoas rodam entre essas três empresas e que elas vieram da mesma fonte.

Estou aprendendo que o melhor jeito de se relacionar com essas empresas (seja para fazer parcerias com o PdH ou até para alguém que deseja ser contratado), mais do que se relacionar com pessoas, é se perguntar “Em qual software elas estão operando?” ou “O que está por trás dos olhos dessas pessoas?”, entender essa atitude invisível, ampliar esse sistema operacional, usar essa mente coletiva que move tais projetos. Isso naturalmente vai fazer com que as empresas vejam riqueza e queiram fazer algo junto com você ou com sua organização.

Se uma pessoa incorporar os princípios ativos pelos quais eu opero, mesmo que eu ainda não a conheça, ela já é uma grande parceira.

3. Abrir nossa vida

Para saber como está um amigo distante, antes eu escrevia apenas um “E aí, como tá a vida?” e recebia respostas igualmente curtas. Aprendi rápido que eu mesmo precisava contar tudo antes de perguntar. Abrir-se é o melhor modo de abrir os outros.

Quantas pessoas ao seu redor sabem os pontos profundos em que você está na vida? Eles sabem quais são seus sonhos ou quais são suas aflições, manias, vícios, dificuldades em crescer? À medida que falamos de coração, um a um, sobre o que realmente importa, vamos nos colocando em uma rede. Quanto mais olhos e percursos disponíveis, mais facilmente conseguimos superar obstáculos e realizar projetos.


Link YouTube | A água que você esconde é a mesma água que eu escondo. A água que você quer é a mesma água que eu quero.

4. Cultivar espaços de esbarrões autênticos

Por que as pessoas adoram participar de um TED, de um encontro da Cabana PdH, de uma meditação silenciosa do CEBB, de um curso da Perestroika ou de uma roda de TaKeTiNa?

O conteúdo das palestras e dos cursos são excelentes, por exemplo, mas eles ficam disponíveis online. Conheço americanos que pagam caro para ir a todos os eventos oficiais do TED apenas para se encontrar com as mesmas pessoas que pela primeira vez ouviram suas ideias com interesse e confiança, querendo botar a mão na massa, pra valer.

Não queremos mais conteúdo. Queremos esbarrões, empurrões, toques reais, ouvidos atentos, olhos brilhando, histórias de transformação. Em vez de depender apenas de grandes eventos como os do TED, podemos começar a cultivar esses espaços nós mesmos. O espaço físico é o de menos; o desafio é criar um espaço sutil que ofereça tais possibilidades. Para isso não precisamos sequer organizar um sarau ou uma TAZ, mas alterar o próprio modo como nos apresentamos uns aos outros.

5. Acompanhar e se alegrar com a vida de mais e mais pessoas

“O outro é você mesmo em um mundo diferente.”
–Lama Padma Samten

Eis outra face da pergunta que fiz no item 3: quantas pessoas você está acompanhando de perto (mesmo que à distância ou com encontros espaçados)? Aquele cara conseguiu terminar a pós? Qual era o tema? O filho daquela sua amiga já nasceu? Eles estão bem, vivendo com propósito? Quem ao seu redor está meio confuso e perdido? Nunca listei todos, mas acho que dá para fazer isso com 100, 200 pessoas, 300 pessoas… Nosso coração é bem grande.

Em alguns papos com pessoas que chegaram pedindo tipos variados de ajuda, percebi dois problemas de base: a situação sempre era encarada como algo pessoal e havia uma ausência de rede colaborativa. Portanto, em paralelo aos problemas, comecei a me observar oferecendo os mesmos conselhos, sobre como que é essencial construir essa rede e começar a viver com uma inteligência mais coletiva.

Ao se propor a ajudar os outros, você termina por inclui-los em sua rede e também despessoaliza os obstáculos (mostrando que você e todo mundo ao redor está passando por problemas parecidos), o que inevitavelmente ajuda você mesmo, o inclui em outras redes.

Se nos alegramos apenas com nossas vitórias, vamos nos alegrar de vez em quando. Se nos alegramos com as vitórias dos outros, vamos nos alegrar todos os dias. Porque acaba com o autocentramento na marra, operar em rede nos protege de uma eventual depressão.

6. Reconhecer o tamanho da exclusão

Assim que começamos a contemplar todos esses processos de abertura aos outros, pode brotar uma tristeza junto ao reconhecimento de nossos pontos cegos, áreas de indiferença que sem querer cultivamos por anos, todo santo dia, ao andar pelas ruas ou mesmo em relação a pessoas bem próximas do trabalho e da família. Às vezes tal constatação é ainda mais cruel: percebemos que estamos ignorando nossa esposa, nosso melhor amigo, nosso sócio…

Para ajudar nesse difícil reconhecimento, criamos uma lista dos sintomas da exclusão (já publicada aqui no PdH):

7. Tornar-se um veículo de algo maior

‎”Como eu não tenho nenhuma ideia realmente original, a partir de hoje vou escrever sempre entre aspas.” –Gustavo Montanari Gitti

Vejo dois caminhos de crescimento: 1) incrementar nossa mente pessoal ao máximo para conseguir sucesso em todos os jogos nos quais estamos envolvidos; 2) desistir do sucesso pessoal, abrir espaço e se envolver em processos que elevem os outros (e nós mesmos) por meio de qualidades impessoais disponíveis a todos.

O primeiro caminho é mais ou menos como tentar colocar toda a água do mar na piscina da sua mansão em vez de sair pra nadar no oceano. No segundo caminho, quanto maior nossa rede, quanto mais operarmos com inteligências coletivas, maior nosso alcance, potência, felicidade. Subir nos ombros e dar seguimento a uma linhagem é o caminho do menor esforço para ser mais inteligente.

No meu caso, por exemplo, as ideias do Gustavo Gitti sempre foram pequenas e não renderam grandes coisas. As melhores coisas que já fiz foram frutos de mentes coletivas. E a maior riqueza da minha vida, a fonte dos maiores benefícios, qualidades e alegrias (que eu usufruo e algumas ofereço), veio de correntes milenares.

Percebi isso recentemente ao construir meu site pessoal. Está lá, escancarado: o melhor de mim é exatamente o que não vem de mim.

Quando penso nisso, vejo que eu não tenho chance alguma sozinho. É como se as inteligências mais restritas perdessem o encanto, virassem joguinhos previsíveis. Podemos mais, podemos expressar inteligências mais amplas. E então surge uma tremenda admiração e vontade de aprender com os grandes professores.

Não é que os grandes professores sejam seres especiais. A diferença é que eles reduziram ao mínimo suas mentezinhas pessoais e aprenderam a operar mais e mais com uma mente coletiva, mas não qualquer mente coletiva (a cultura do tráfico é uma mente coletiva!). Eles operam com qualidades e softwares que são muito amplos, como generosidade, paciência, sabedoria cortante, compaixão, ludicidade…

Quando viajei pela primeira vez para aprender com Reinhard Flatischler, criador da TaKeTiNa, queria ganhar habilidades e conhecimentos específicos sobre a relação entre ritmo e vida, música e consciência, vindos de cara que aprendeu com grandes mestres do ritmo ao redor do mundo. Queria voltar um Gustavo Gitti fodão, mas não consegui. O que eu estou aprendendo até hoje não cabe em mim. É impossível. A cada vez que tento dar uma de espertinho, sou obrigado a desistir de usar tal sabedoria pra incrementar minha bagagem, sou obrigado a me entregar e ser usado por algo que não sou eu.

O que me inspira é ver que mesmo meu professor até hoje não acha que ele é algo. Reinhard sempre diz que ele é 5% do que via surgir em seus professores, como o xamã coreano Kim Seok-Chul.

Meus professores Cornelia Jecklin e Reinhard Flatischler, que aprenderam de Kim Seok-Chul e ensinaram James Word: uma só linhagem

Pra mim está cada vez mais evidente: minhas ideias não vão levar a lugar algum. É só quando começo a operar com uma mente que não é minha que consigo criar algo decente. Subindo nos ombros, operando em rede e manifestando inteligências impessoais, sem tanta interferência do Gustavo Gitti, muitas coisas boas surgem, como se fosse a própria inteligência operando, criando novas coisas, olhando para isso, olhando para aquilo…

Ultimamente está bem mais contrastado isso: quando opero com Gustavo Gitti, adiciono mil camadas, tenho dúvidas, medos, falo demais, tenho preguiça, confusão, a vida vira uma zona; quando opero com algo maior (mesmo que com obstruções minhas), a coisa toda flui melhor, sem tantas camadas desnecessárias.

Espero que esse contraste aumente. Espero operar menos e menos no modo “Gustavo Gitti” e mais no modo impessoal.

8. Introduzir elementos de caos

Por ordem e controle, a tendência é que alguns indivíduos imponham seus hábitos e certezas sobre outros, diminuindo o poder do coletivo. Um dos modos mais eficazes de reveter esse processo é introduzir caos — ou ser cúmplice quando a vida já estiver tocando o terror — até o ponto de ninguém sozinho conseguir sair da situação.

Quando há caos e boas conexões de rede, surge o milagre da auto-organização. Um exemplo simples pode ser visto no fim de um espetáculo: sem nenhum regente, as centenas de pessoas na plateia em poucos segundos sincronizam as palmas. Logo após o caos as mãos se auto-organizam de modo coerente, por si só.

Quanto mais forte a conexão de rede, mais caos podemos aguentar e mais improváveis serão as soluções criativas e novos direcionamentos surgidos por auto-organização. Em uma rede assim, é quase impossível existir alguma forma de ditadura, já que todos os processos que não surgem de modo coletivo não se sustentam. O caos constante protege a rede.

O bom líder, nesse caso, é aquele que mais ouve, reflete, serve, adivinha, antecipa, protege, amplifica, ajuda, se move a favor dos outros. Quem não faz isso naturalmente perde poder.

 * Mais sobre esse processo você encontra na prática “Opere com uma mente coletiva” (na Cabana PdH) e também na edição de agosto da revista Vida Simples.

(Curso da Perestroika SP sobre rede

Não, isso não é um publieditorial, não estamos ganhando nada. Escrevi esse texto após um pedido do Guilherme:

“Cara, a Perestroika está oferecendo um baita curso sobre rede. Você não quer falar mais sobre aquele lance de mente coletiva e aproveitar pra dar sua colaboração mesmo que fora do curso?”

Pois bem, é uma felicidade saber que esse curso está rolando com a presença de Augusto de Franco, Lela Deheinzelin, Luiz Algarra, Tiago Mattos, Rodrigo Cunha, Fernando Fontanella e outros achados de Ian Black e Amnah Asad. Se tiver interesse nesse e nos vários outros espaços de mente coletiva que a Perestroika oferece, aqui, meu caro.)

Outros processos?

Quando você age em rede, o que mais observa?

Seguimos o papo nos comentários.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Professor de TaKeTiNa, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e coordenador do lugar. Interessado na transformação pelo ritmo e pelo silêncio. No Twitter, no Instagram e no Facebook. Seu site: www.gustavogitti.com


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  • Renato Dallora

    Desconstruindo nosso ego, viramos alexander supertramp. Mas mesmo ele, antes de morrer, percebeu que mesmo com ego mode off precisava compartilhar isso com todos que amava.

  • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

    Gustavo,

    Quando operamos com a mente do Cleyton ou do Gitti e as coisas dão errado, parece que não há outra escolha a não ser sofrer, chorar, ficar nervoso. Quando me vejo operando com uma mente coletiva e as coisas dão errado, parece que não há mais sofrimento, não é pessoal, não é uma coisa minha. E às vezes parece nem fazer sentido nesse caso dizer que as coisas deram errado, porque não há essa impressão.

    Não vi você abordando essa questão do sofrimento no texto. A tua impressão também é essa?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Putz, Cleyton, faltou falar de mil coisas. Eu acho que vou meter mais lances sobre coletivo, grupo, caos, autoorganização na série “Como a gente aprende”, que vou iniciar aqui com a Isabella em breve.

      Sobre sofrimento, sinto um pouco isso, sim.

      Esses dias várias pessoas me perguntaram “E aí, como vc tá?” e mesmo em dias ruins, nos quais eu estava com a rotina toda bagunçada, mente aflita e ansiosa, eu pensei algo assim: “Não faz sentido eu falar que to mal porque na real eu não to”. Mas eu tava, só que tinha tanta coisa rolando por perto que eu tinha energia e estava bem.

      Então eu acho que entendo o que você diz.

      Um dos jeitos de superar o sofrimento é parar de focar tanto nele e simplesmente se dispor a tocar coisas positivas. Quando a gente menos percebe, boa parte daquele sofrimento se foi (até porque boa parte do sofrimento é puro autocentramento).

  • http://www.facebook.com/annaclaudia.haddad Anna Claudia Haddad

    Texto cortante. Muita coisa para dizer sobre cada parágrafo, tanta, que vou guardar para o tête-à-tête.

    //

    “O que eu estou aprendendo até hoje não cabe em mim. É impossível.”

    Isso me remete ao Pierre Levy e Augusto de Franco:

    “Uma inteligência distribuída por toda parte: tal é o nosso axioma
    inicial. Ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está
    na humanidade.” (Inteligência Coletiva, o livro).

    “Somos um entroncamento de fluxos. Somos pessoas, não indivíduos.
    Pessoas são resultado do emaranhado, e quem aprende é o emaranhado, não a
    pessoa.” (Fala do Augusto, dia desses).

    //

    Sobre interação e auto-organização, Maturana e as mais variadas formas de arranjo da própria natureza. Tudo o que interage “clusteriza” e pode “enxamear” (fenômenos de swarming).

    http://www.youtube.com/watch?v=eakKfY5aHmY

    A verdeira “ordem” ao “caos” é fruto da interação e da conexão.

    //

    E aí, a bola que ninguém quer pegar pra valer: a mente coletiva e social reinventa o poder tradicional.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Oi Anna!

      Eu pensei um tanto antes de decidir por evitar citar Lévy, Maturana, Augusto, a galera fodona. Eu pirei em Lévy quando cursava filosofia e um pouco depois li tudo que encontrei de Maturana e Varela (o Varela seguiu um caminho mais interessante depois, pra mim). Fiz até algumas palestras na época para educadores num curso da Lumiar, a convite da Carol Sumie, que hoje trabalha na Politeia, escola que fundou, conhece? http://escolapoliteia.com.br/

      Essa citação do Levy é perfeita. O Lama Padma Samten (que também fundou uma escola) trabalha com a mesma visão. Não importa se você já sabe, o que importa é quanto tempo vai levar até que se possa dizer que o coletivo saiba. Aí a coisa não depende mais de você.

      E sobre o poder, é isso aí. A porra toda pode mudar muito se a gente se tocar logo do quanto tudo está em nossas mãos. Esse lance Foucault já previu lá atrás, mas a gente ainda se debate com medindo de tocar o terror.

      Conversamos mais daqui a pouco.

  • http://www.facebook.com/catalina.klein Catalina Klein

    uma coisa que eu observo na rede é pessoas se sentirem sozinhas quando no fundo ninguém está sozinho. Não é um problema da rede, claro, é coisa do ser humano em geral, certo?

    • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

      Acredito que esse sentimento de solidão vem da mente pessoal. “Eu estou me sentindo sozinho”. Uma mente coletiva não teria propriamente um “eu”.

  • Maria

    Oi Gitti, ótimo texto! Confesso que me perdi em algumas partes mas acredito que peguei o feeling. Realmente acho que quando as pessoas criarem esse espírito de rede muita coisa vai mudar. Isso me remete muito ao modo de viver do índios e dos animais, como eles tem essa habilidade aguçada e nós humanos não. Mas a natureza é sábia, somos tão animais quanto os animais irracionais e acredito sim que se começarmos a vivenciar esse sentimento na nossa comunidade podemos ir mais longe.

  • http://www.facebook.com/thi.ago.752 Thi Ago

    Poxa, deveria ter algum curso da perestroika online ou amostra dos mesmos free, pra se ter uma idea. Pela descrição parecem serem bem “mindfucks” e relacionados a pensar fora da caixa.

    Todavia gostaria de saber como são na real.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Thi, já conversamos sobre isso (sobre ter um espaço online apoiando o lance presencial, igual fazemos na Cabana), mas eu acho até bom eles não terem.

      Transformação e embate não rola fácil via web. Presencialmente é que o bicho pega.

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Gustavo, são os textos como este que calam os gritos da nossa solidão íntima. Obrigada! Fiquei muito interessada na Perestroika. :D

  • Mila Oliver

    Esse texto me emocionou! Sim, mente coletiva é o caminho! obrigada! beijos.

  • Larissa

    Esse texto conectou na minha mente com duas outras coisas que curti muito ler e ver por esses dias.

    1. ”
    Excedente cognitivo: criatividade e generosidade numa era conectada” que eu vi aqui:
    http://dowbor.org/2011/05/cognitive-surplus-creativity-and-generosity-in-a-connected-age-excedente-cognitivo-criatividade-e-generosidade-numa-era-conectada-2.html/

    2. “A paisagem mental de Alan Moore”
    http://www.youtube.com/watch?v=VD3YAn9Moxs Começa nesse link o documentário. É gigante e não talvez só no final é q ele fala de uma espécie de “consciencia coletiva” onde as ideias flutuam.

    Pensar coletivamente é sim uma meta que busco! Bom ver isso se espalhando. Muito bom!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Oi Larissa!

      Publicamos sobre Alan Moore aqui, chegou a ver?

      http://papodehomem.com.br/xamanismo-magia-e-arte-na-paisagem-mental-de-alan-moore/

      Você chegou a ler o livro do Clay? Gostei MUITO da proposta.

      To pensando aqui… Um dos meus maiores interesses atuais é descobrir um jeito de unir mais pessoas em propósitos comuns porque vejo muita gente pegando uma ideia própria, com uma linguagem própria, criando uma ONG, uma empresa, e se matando pra divulgar e reunir pessoas. Se 30 pessoas criam 30 ONGs que ficam criando 30 eventos por mês com público de 10 pessoas, não é mais fácil criar algo com 30 pessoas e um único evento com 300 pessoas?

      Falta linguagem em comum e mais conexões. Meu esforço em fazer textos assim é nessa direção: ajudar a criar mais linguagem para falarmos desses processos sutis.

      Vê isso também?

      • Larissa

        Não tinha visto a postagem de vocês sobre o Alan Moore! Era sobre esse “espaço mental” que eu tava me referindo. Pirei quando vi esse documentário.

        Nem li o livro ainda, eu cai nessa resenha numa das minhas navegações na internet, aleatoriamente.

        Eu vejo isso sim, as pessoas trabalham em paralelo nas mesmas coisas. Seria bacana um jeito de sobrepor os caminhos. Acho que o ambiente virtual pode facilitar isso.

        Mas tenho uma teoria mística sobre isso. Acho que quando estamos abertos para pensar coletivamente e para nos conectarmos nossas ações nos levam a nos esbarramos. Não é a toa que te falei do documentário do Alan More e vcs tinha postado sobre ele sabe?

        Acho que é fazer isso mesmo que você faz, divulgar esse conceito, esse caminho!

        Assim a gente vai tecendo teias, ou pelos enxergando as teias que já existem.

        Sobre a linguagem em comum… tem duas coisas. Acho bacana esse trabalho com os textos, pq você joga as ideias no ar, pulveriza e elas vão se espalhando.

        Mas a linguagem nunca vai ser una. Eu já pensei que deveríamos procurar por isso, por uma linguagem em comum. Mas talvez seja um busca vã. A questão é no momento da comunicação, respirar e travar um ajuste da linguagem. Ainda que momentâneo. Isso é difícil! E a gente se esquece disso a todo momento, até nas conversas banais. A gente pensa que por estar falando o mesmo idioma, tá falando a mesma linguagem.

        Aprimorar as técnicas de comunicação é outra meta minha eheheh (E sobre isso eu aprendi muito, com o amado Paulo Freire)

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Também acho ingênua a tentativa de unificar a linguagem. É uma riqueza ter tantos meios hábeis, iniciativas de todo lado.

        O que eu acho é que dá pra unificar um pouco mais ou pelo menos criar frameworks (de linguagem e de trabalho até) pra que as diferentes iniciativas não fiquem tão isoladas.

        É muito comum um grupo de pessoas tentar fazer algo bom e esbarrar em questões financeiras ou de ausência de mobilização das pessoas ao redor, por exemplo. Se 3 desses grupos se juntarem, pronto, a coisa muda.

        Não to propondo a junção de todo mundo, mas um pouco mais de junção e criação de linguagens e abordagens consensuais.

      • Larissa

        Entendi melhor agora e estou de acordo.

      • Lilla

        “Um pouco mais de junção e criação de uma linguagem consesual” são fundamentais nesse processo de operar coletivamente. Como você mesmo pontuou, existem grupos ou projetos que estão mobilizados há tempos e se deparam com questões financeiras para seguirem adiante em sua função. Por que não abraçar causas que já existem, servindo à redes que já estão operando e diferenciando realidades? Esse é um ato de humildade.

        Nosso orgulho faz pensarmos que aquilo que podemos fazer é melhor do que outros caminhos tem a oferecer coletivamente. Iniciativas isoladas pipocando aqui e acolá são pequenos focos de energia (faíscas), enquanto trabalhos bem estruturados e de amplo espectro são uma labareda de mudanças. Não implica barrar o surgimento de um novo segmento de trabalho, pois aquele que observa com um olhar abrangente pode identificar um aspecto social de necessidade que antes não era conhecido. A questão gira em saber sobre quanto nós podemos descer de nosso orgulho e identificar parceiros e redes a quem possamos ser úteis, sem levarmos em consideração nosso orgulho em estar desejando criar algo novo. O novo surge pela necessidade de auto-organização e não pela nossa vontade.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        “A questão gira em saber sobre quanto nós podemos descer de nosso orgulho e identificar parceiros e redes a quem possamos ser úteis”

        Bingo. Penso exatamente isso.

      • Lilla

        Olha só, o PdH, enquanto site de exploração tem grandes oportunidades de motivar as pessoas, usando esse olhar e peito aberto tão típico ao conteúdo proposto. A mente coletiva opera também no padrão de uma consciência humanitária, onde vemos a realidade toda como um mesmo processo. E nossa participação acontece na medida em que nos despimos de orgulho e ego nos permitindo a verificação de outros segmentos, de uma maneira consciente e ao mesmo tempo generosa. Isso implica em ver de perto, se entregar à experiência na prática, na melhor maneira que se pode colaborar.

        Parabéns, vocês já começaram ao divulgar aquele post dos “Anjos dos Animais”. Eu sei que vocês conseguiriam mais ainda se fossem in loco conferir o trabalho de alguma ONG nesse sentido. Sei também que o relato da experiência motivaria muitos. Bom, vou linkar um vídeo de um amigo antropólogo que desenvolve um trabalho (com uma equipe) muito interessante junto a uma aldeia Xavante. Fala sobre essa questão de querer se envolver na prática, além do mundo virtual com o trabalho humanitário. A ênfase está em vivenciar, para sair da zona de conforto e oferecer esse conforto a quem precisa mais.

      • http://twitter.com/alantremere Alan Gomes

        Gustavo, esse raciocínio: “Se 30 pessoas criam 30 ONGs que ficam criando 30 eventos por mês com público de 10 pessoas, não é mais fácil criar algo com 30 pessoas e um único evento com 300 pessoas?”, não contradiz o que você diz no item 8? Afinal, se tentarmos organizar 1000 pessoas batendo palma o trabalho torna-se impossível, mas deixar com que se auto-organizem flui melhor.

        Há uma experiência desse tipo sendo realizada no Brasil de uma “rede de redes” pautada fortemente na inteligência coletiva. Chama-se Fora do Eixo, e a Lala Deheinzelin tem se aproximado muito do FDE para entendê-los e visualizar muita coisa do campo teórico na prática.

        Parabéns pelo texto!

      • http://gustavogitti.com/ Gustavo Gitti

        Sim, Allan, eu acho que temos de ter um nível de separação, mas às vezes eu acho que estamos separados demais. Acho importante termos também agrupadores.

        Conheço de longe o Fora do Eixo. Obrigado pela dica!

        Abração.

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Muito foda.

  • Rodolfo Alves

    Olá. Gostei do texto. Havia tido contato com esses assuntos em outros tempos. Bom recomeçar a conexão. Sejamos bem vindos.

  • http://www.facebook.com/dalmok Dalmo Kawauchi

    Eu vejo essa “mente coletiva” como algo interno e externo, como algo que cada um tem dentro de si mesmo, basta que ela seja de alguma forma acionada. E quanto mais usada, mais ela é internalizada…
    Quando você age com essa mente coletiva, não é você agindo, mas ao mesmo tempo é. Eu sinto que quanto mais eu ajo com a mente coletiva, mais facilmente eu consigo acessá-la das próximas vezes, ou seja, alguma coisa foi internalizada, passou a fazer parte de mim. Mas quando tomo aquilo como meu, passa a ser muito pessoal e volto a agir de forma limitada.
    O difícil é equilibrar o eu e o não-eu, nem se engessar no seu autocentramento, nem se dissolver completamente, como se todos os méritos que você tivesse construído de nada valessem. Mas na minha visão (olha aí a mente pequena voltando), o ponto é justamente esse.

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    O ponto #2 ficou pouco claro pra mim. Não conheço as presas que você citou, e não entendi o que voce quis dizer com sistema operacional rodando atrás dos olhos das pessoas, ou o que você define como princípio ativo com o qual as mentes individuais operam. Você pode explicar melhor?

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

      Também não entendi o ponto 2, nem o ponto 7. (o resto, no entanto, ficou bem claro/prático)

      Quando você fala de canalizar as coisas e agir menos como o Gustavo e mais como algo impessoal… você se refere a dar continuidade ao trabalho de seus mestres?

      ps: Você leu GEB, Gustavo? Se sim, como você vê a necessidade de desenvolvermos uma inteligência artificial segura para garantir o futuro da humanidade? (pergunto pq não sabia que você visitava essa área)

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Paulo,

        Pra você entender o ponto 7, sugiro que participe de um workshop de TaKeTiNa. Nunca encontrei algo que evidencie tanto isso em pouco tempo sem envolver anos em uma organização.

        Mas basicamente é assim: se você tentar controlar e conduzir 1000 pessoas pra elas baterem palma ao mesmo tempo, você tá fodido. Mas se você pedir pra elas baterem palma aleatoriamente, introduzindo caos, gritando junto igual um maluco, sem ritmo algum, as palmas vão se sincronizar em segundos.

        Agora tente observar esse processo em outras dimensões.

        Abraço.

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        Obrigado.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Rafa,

      Vejo 3 níveis ao tentar entrar numa empresa ou fazer uma parceria entre empresas:

      1. Criar uma relação com a empresa (que é o mais superficial).

      2. Perceber que a empresa é feita de pessoas e se relacionar com pessoas (aqui entra a inteligência do LinkedIn, de networking, de fazer contatos, do olho no olho, aquela coisa).

      3. Perceber que se as pessoas saem algo segue ali. Perceber que a mente na verdade é feita de algumas inteligências impessoais coletivas que operam ali por trás dos olhos das pessoas. E se relacionar com isso.

      O nível 3 é bem mais eficaz. E você não precisa conhecer as empresas do meu exemplo pra entender o ponto.

      Ficou mais claro?

      • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

        Eu vejo o processo 3 como a cultura da instituição. São a mesma coisa ou você ve diferença?

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        A cultura é só uma parte daquilo que faz as pessoas operarem ali: o que as move, o que elas veem, o que elas querem, o que traz alegria e satisfação, o que elas estão precisando, o que elas não estão vendo?

        Se você acessar isso e se relacionar com isso, pronto, você tá pronto pra ser chefe de todo mundo ali.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu achei a sugestões das práticas interessantes, vou tentar carregá-las para o cotidiano. Eu acho que algumas vezes a gente baixa a guarda e fica tão auto-centrado que a gente perde essa noção de como aproveitar essas fontes de enriquecimento e de como contribuir para enriquecê-las.

  • http://www.facebook.com/WillFak8 Willian Fakeiti

    Muito bom Gitti, verbalizou ”fellings” os quais já me levaram muito a reflexão. Pode-se ir mais além quando se pensa em padrões “algorítimos” se estabelecendo nessa(s) rede(s) (creio que seja uma só) os quais percebemos com mais intensidade quando interagimos com ela, e também sinto como se a intuição fosse potencializada de uma forma surpreendente… Pois na subjetividade das coisas acabo sempre percebendo coincidências chocantes. Ai me pergunto pode existir um padrão dos fato/acontecimentos? ”Se agora olharmos de perto cada uma das jóias para inspeção, nós iremos descobrir que em sua superfície polida estão refletidas todas as outras jóias da rede, infinitas em número. ” Poderíamos entender essas conexões como o reflexo das jóias da rede de indra? Quer dizer que eu capturei tudo que escrevi acima de um ‘consciente’ coletivo?
    Gostei muito do seu texto, me colocou a pensar…

  • k

    aaaaaaa

    • a

      fuck

  • Pingback: Mente coletiva: 8 processos sutis para operar em rede | Mugango

  • denilson

    Item 8 parágrafo 3, o correto mesmo é “improváveis”? Texto escrito por algo maior, decisão ter autoria, rs… Mega—gratidão

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      “Improváveis” usei no sentido de probabilidade, imprevisível. Acha que tá errado, Denìlson?

      • http://www.facebook.com/fumando.mauro Fernando Mauro

        Eu tambem tive a impressão do Denilson, mas acredito que é o uso que estamos acostumados a ver na palavra, com sua explicação ficou claro

  • Sofia

    “Ultimamente está bem mais contrastado isso: quando opero com Gustavo Gitti, adiciono mil camadas, tenho dúvidas, medos, falo demais, tenho preguiça, confusão, a vida vira uma zona; quando opero com algo maior (mesmo que com obstruções minhas), a coisa toda flui melhor, sem tantas camadas desnecessárias.”

    Entendo que grande parte do que gitti faz é por compaixão. Na tentativa de ajudar os outros que estão passando por problemas semelhantes aos que ele já vivenciou e que agora percebe que na verdade o problema era pequeno. Ele poderia simplesmente guardar tudo o que sabe para si..
    Mas a questão que me vem é que será que todas essas mudanças não são apenas superficiais.
    Será que essas camadas desnecessárias realmente foram embora?
    Ajudar uns aos outros com a intenção de se proteger talvez não seja a mesma coisa de sempre? Será que não seria melhor viver do jeito que já temos uma inclinaçao? De maneira vulnerável.
    Não é uma crítica, é uma dúvida mesmo. Às vezes, penso que todas essas coisas na verdade apenas nos forneçe uma falsa certeza. Conforta mas nos faz duros.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Oi Sofia!

      Se as mudanças são superficiais ou não, não tenho como saber. É por isso que se precisa de um professor e de uma rede de parceiros para nos testarem, nos cutucarem, nos ajudarem a crescer, e principalmente para não nos deixarem cair em alguma espécie de certeza sobre a vida (“Agora eu entendi, agora eu sei”) e sobre nós mesmos (“Agora eu descobri quem sou”).

      • Sofia

        Tbm acho que não é possível avaliar se as mudanças são superficiais ou não.. Mas dá pra saber se estou mais perceptiva e sensível. Se não estou passando por cima de ninguém sem perceber. E mais importante, se estou realmente em um relacionamento, vendo o outro, ligada de verdade, e não apenas fazendo e falando um monte de coisas sem sentido. Tenho medo disso.
        Me parece que os momentos que mais estive ligada às pessoas foi quando às coisas não estavam correndo muito bem, quando estava confusa sem entender direito.
        Como que sei se esses parceiros de rede realmente estão aptos a me testar? Não deveria confiar mais no que sinto?

  • Valma

    Nuvem parece restrito mesmo …. “as nuvens não são o céu ”

    Acho tão audacioso você dizer ” acionar a mente coletiva é simples , descomplicado , acontecendo já agora ” , é muito instigante . Porque tem uma dimensão da nossa mente individual e coletiva que está por vezes tão nebulosa ( talvez por não ter olhado pra dentro ) que é o um lindo e incrível SIM de tua parte .

    1- “Emprestar olhos” …. é , podemos nos sentir vivendo isso ( é maravilhoso) com pessoas mais próximas – poucas. Não colocamos meeeesmo nossa vida inteira na rede . Abrir assim desse jeito total dá medo . Parece que precisamos nos proteger.- “Criar o espaço sutil” ( gostei ) , que nem sempre é da presença física . Pode ajudar a criar esse despreendimento em abrir a vida na rede.
    2- “Criar relação com inteligências coletivas” …… porque muitas vezes o medo de se abrir , talvez seja por fixarmos demais em algo muito íntimo ou nos problemas ao invés de projetos , modos de operar e soluções – ou nos meios hábeis para agir os sonhos – ” entender essa atitude invisível , ampliar o sistema operacional , usar essa mente coletiva que move tais projetos ” – ( Não é a pessoa , mas o como ela viu – é o que seria a união entre nós , não é ? )
    3- “Abrir a nossa vida ” ….. mmm , poucas pessoas sabem os pontos profundos que eu estou na vida …. pensei agora – o quão distante meu coração está de mim ? Parece natural né que apenas só algumas pessoas muito próximas saibam o profundo . Ao mesmo tempo – dependendo da “paisagem” ou do “espaço sutil” criado , pessoas não tão próximas ficam sabendo e não dói nada rs . Parece que o acesso ao coração acontece ( rola um “esbarrão autêntico” , sagrado ) . Mas aí Gustavo , tem uma proteção , certo ? Essa cena do “Pina ” é lindaaaaa . O Win Wenders ( que é o diretor de Pina ) está filmando sobre o nosso fotógrafo Sebastião Salgado .
    4- “Cultivar espaços de esbarrões autênticos ” !!! ….. “Olhos brilhando , botar a mão na massa, espaços sutis ” . – Você disse “alterar o modo como nos apresentamos uns aos outros ” – esse senso , fala mais ! tô pensando , como posso alterar o modo como me apresento aos outros ? Aumentando meu brilho no olho , oferecendo alguma coisa que vou “ter” que criar , aí entra uma responsabilidade pessoal , não posso ir me encontrar com os outros só pensando em receber . Esse ponto é uma encruzilhada . E se a pessoa tá deprimida , e se ela não quer se fazer de vítima , e se ela não está vendo ……. – Vamos criar os espaços sutis pros olhos mudarem . até o ponto de sermos um espaço sutli ambulante
    5- “Acompanhar e se alegrar com a vida de mais pessoas ” ….. Nosso coração é bem grande . Em busca do coração perdido
    6- “Reconhecer o tamanho da exclusão ” …… é aí que o bicho pega – lindo A bula com os sintomas é ótima .Começa um bardo aí ….
    7- “Tornar-se um veículo de algo maior ” ……… “1) incrementar nossa mente pessoal ao máximo para conseguir sucesso em todos os jogos nos quais estamos envolvidos; 2) desistir do sucesso pessoal, abrir espaço e se envolver em processos que elevem os outros (e nós mesmos) por meio de qualidades impessoais disponíveis a todos.” . Sair do auto centramento – Sair do auto centramento.
    PS- Só não entendi bem o que você quis dizer ” mas não qualquer mente coletiva (a cultura do tráfico é uma mente coletiva!). Eles operam com qualidades e softwares que são muito amplos, como generosidade, paciência, sabedoria cortante, compaixão, ludicidade…” – vejo tirania e não mente coletiva no tráfico
    8- “Introduzir elementos de caos ” …. “até o ponto de ninguém sozinho conseguir sair da situação” . ” o caos constante protege a rede ” . é um caminho …. me instigou ler tudo isso que você escreveu , valeu! Abraço Gustavo

  • Renato

    Misogeno Filho de uma….!!

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  • William Xavier

    Excelente! Caiu como uma luva pro momento que estou vivendo, especialmente na parte sobre criar e desenvolver coisas.

  • Rafael

    Talvez esteja tarde demais pra comentar e ninguém nem veja, mas primeiro quero elogiá-lo, Gustavo, pelo bom texto, e depois perguntar: o que exatamente você quis dizer com “a pessoa operar em um software”. É algo como o modo que ela age ou coisa do tipo? Abraço!

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  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Artigo fantástico da Wired para complementar a discussão aberta aqui:

    http://www.wired.com/opinion/2013/01/hawking-machine-man-robots

    Stephen Hawking e sua embodied network.

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  • http://www.facebook.com/rosanarapizo Rosana Rapizo

    Parabéns mais uma vez Gustavo pelo texto. Òtimo!

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