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Chega ao final esta série exclusiva do PapodeHomem sobre um jovem perdido (ou muito bem achado) nos puteiros da vida. Se você não leu as três primeiras partes, não deixe de ler antes de ler o final.
Na empresa onde trabalhamos, há uma espécie de reunião/confraternização anual, sempre na cidade-sede da matriz. Nessa cidade, existe um puteiro famoso de alto nível, e muita gente que vai participar do evento, dá uma passadinha lá. Do nosso grupo que lá estava, apenas dois quiseram ir. Fomos eu e… o Nojentão, claro, sempre ele.
Tínhamos um problema: Nosso chefe pentelho, preocupado com as apresentações e palestras que faríamos ali, ficava o dia inteiro em uma espécie de vigília. Nós dois fugimos do cara, demos uma desculpa esfarrapada e fomos para o puteiro.
Chegando lá, era algo diferente dos puteiros de minha cidade, pois as meninas iam vestidas para a noite. Segundo as regras da casa, elas não podiam nos abordar, nós é que tínhamos que falar com elas. A primeira que abordei era a mais gata da casa, mas sei lá, eu gosto de conversar antes, ela não estava pra papo. Ela saiu fora, e então o Nojentão abordou uma gatinha (milagre!!!), combinou o preço, e foi.

Elas não podem abordar os clientes…
Fiquei sozinho, e pude ver gente de conceito dentro da empresa lá no puteiro. Caras sérios, posudos, renomados, mas todo mundo no puteiro. Isto é que eu chamo de uma empresa familiar. Vi um executivo conversando com uma morena gatíssima, e decidi que se eles não fossem, eu iria aborda-la. Ele saiu, ela ficou olhando em volta, e quando me viu, acenei para ela.
Papo vai, papo vem, ela me conta que dali a 1 semana estava coincidentemente indo trabalhar na minha cidade. Combinamos o preço e fomos para o quarto fazer o serviço. Depois trocamos telefone e combinamos de nos encontrar quando ela estivesse em minha cidade.
De volta da noitada, Nojentão me conta que combinou com a puta de ela ir para o hotel onde estávamos. Maluquice, todo mundo ia ver, inclusive o pentelho do chefe. Como nós éramos cinco, em dois quartos, desocupamos um e deixamos o cara. A varanda era comum a todos os apartamentos, e fomos lá para a janela dele tentar zoar, mas não deu.
Só que um cara do nosso grupo não sabia o que estava rolando, e tinha a chave do quarto. Daqui a pouco, ele aparece no quarto onde estávamos, falando assim:
– Meu, vocês podiam ter me avisado. Eu não queria ter visto aquela cena. – Ele havia dado um flagrante no Nojentão em pleno ato.
Quando o Nojentão foi levar a garota pro saguão do hotel após o serviço, deu azar, porque o chefe estava passando por ali. Tomamos um puta esporro, pegos na mentira que fomos. Mas no final das contas, tudo acabou bem.
Veio. E gerou uma história e tanto.
Passada uma semana do evento, liguei para ela. Ela lembrou de mim, disse que iria em breve, e que quando fosse, me ligaria. Abstraí.
Duas semanas depois, meu celular toca. Era ela, dizendo que vinha para cá no dia seguinte. Tudo o que eu queria. Sem conhecer ninguém aqui, fatalmente iria querer manter contato, seria o meu passaporte para conhecer as colegas dela e comer um monte de puta de graça. Meus amigos sabiam da história e imploravam para eu colocar as amigas na fita deles.

Alguns telefonemas causam esse efeito
Enfim, ela chegaria de ônibus no dia seguinte, mas antes ela me liga e diz: “Eu não tenho onde ficar. Você passa essa noite comigo?”. Mas a sorte gargalhava para mim, demais. Liguei para casa, e como não tenho frescuras na relação com meus pais, contei a eles o que acontecia e que eu não iria dormir em casa.
Fui pega-la na rodoviária, e ela veio vestida de PUTA mesmo. A caráter. Todo mundo olhava. Eu estava com fome e a levei para jantar comida japonesa. Quando estamos no restaurante, noto que uma garota com um cara não parava de me olhar. Reconheci. Era uma garota com quem eu havia saído um tempo antes, e que depois me despachou com aquela clássica desculpa : “Ah, não vai dar porque está chovendo”. Resolvi ir lá falar com ela pra zoar.
Quando eu volto, a puta está com a maior cara de enfezada. Ela me diz que achou “deselegante” da minha parte ter ido falar com a garota e deixá-la lá sozinha. Que merda, uma puta reclamando de indelicadeza minha. Foda-se, ignorei e reboquei para o motel.
Meu celular recebe mensagem toda vez que sai gol em jogo do Corinthians, e justamente naquela noite, o Timão empatou um jogo em 4 x 4. Só que os gols saíram justamente na hora que eu estava transando com a puta, e estava um saco ouvir “bip” toda hora. Desliguei o telefone. E pernoitamos ali.
De manhã, ela me pediu para levá-la para a termas onde iria trabalhar. Eu em minha santa inocência, achava que ela já tinha tudo acertado, mas a vida dessas garotas é muito louca. Vão para qualquer lugar por impulso. Porém, havia um problema, eu não sabia onde ficava essa termas.
Lembram-se do meu colega que a recepcionista do puteiro sabia que viria? Era para ele que eu tinha que ligar, ele com certeza saberia onde ficava a tal termas. Mas ao ligar o celular, que por causa do jogo do Timão, passou a noite desligado, vi duas mensagens na secretária. Eram do meu pai e do meu irmão, preocupados, achando que eu tinha tomado um “Boa noite, Cinderela”, golpe onde a puta coloca sonífero na sua bebida e te rouba. Gargalhei.

Todo mundo conhece a história do boa noite Cinderela e a banheira de gelo…
Liguei então para o colega. Reproduzo o diálogo abaixo:
- Fala amigão, beleza ?
- Tudo certo. Cara, não ri. Onde fica a ****** (a tal termas) ?
A resposta do cara me deixou pasmo.
- (Empolgado). Meu, eu tô livre hoje a partir das 16h, vamos combinar um esquema, a gente se encontra lá e bla bla bla….
Eu só perguntei onde era, e o cara já estava armando esquema para ir. Viciado mesmo. Expliquei a situação e fui chamado de cafetão. Descobri o endereço, agora era só levar a puta lá.
Mas era meio-dia, e nenhum puteiro está aberto essa hora. E não foi diferente. Aí ela me diz que quer procurar um flat.
Um sábio amigo meu diz que o conceito de eternidade é “O intervalo entre você gozar e a mulher ir embora”. Naquele dia, foi a primeira vez que senti isso na vida. Eu não estava agüentando mais aquela puta tagarela. E para piorar, a mulher não conseguia vaga em flat nenhum. Eu já tinha rodado quilômetros, e nada. Meu saco batia no pedal do acelerador, de tão cheio.
E a louca, do nada, vira e me fala: “Ah, quero voltar para minha cidade”.
Antes que eu pudesse perguntar: “Quer que eu te leve na rodoviária?”, eu já tinha pisado no acelerador e tomado o rumo de lá. Vou contrariar? Queria era me livrar dela. Meu medo era de chegar lá e não ter ônibus para aquela hora, e a desgraçada ficar me amolando para fazer companhia. Mas dei sorte, porque chegamos às 13:10h, e o próximo ônibus saía às 13:20h. A bichinha era tão doidinha da cabeça que ao nos despedirmos, ela vira e me diz:
- Me liga quando eu chegar lá.
Como eu ia saber? Nunca mais tive notícias.
Essa aconteceu na última vez que eu fui, deve fazer uns dois anos. Tenho mania de perguntar às putas qual foi a coisa mais bizarra que aconteceu com elas. Já colhi altas histórias, caras que só querem brincar, caras que pagam só para elas ficarem olhando enquanto eles cheiram cocaína, caras que pedem para comê-las só de sandálias havaianas, esses fetiches. Mas descobri que NENHUMA vai te dizer que o homem pedir fio-terra ou vibrador é bizarro.
Porque isso para elas é NORMAL. É muito comum. Você tem que perguntar sobre isso, senão elas não dizem que é bizarro. Alguns depoimentos que colhi a respeito:

- Frustrante, você pega um garotão todo sarado, acha que vai ser a foda do dia, e ele chega e pede para usar o seu biquíni
- Eu te mostro como eles pedem fio-terra. (A garota me mostrou exatamente como os caras fazem, é algo como ir levantando os quadris até ficar de bruços)
- Os caras chegam pedindo “brinquedinho”.
- Quando o cara pede, eu pego o strapon (vibrador embutido numa cinta, que se ajusta ao quadril da mulher, tornando-a uma espécie de travesti), ajeito e saio metendo no cara, não quero nem saber.
Bom, na última vez, eu conversava com uma garota quando o assunto caiu nisso. Aí ela me diz que uma vez um cara pediu para que ela arrumasse outro para enrabá-lo enquanto ela assistia.
Aí depois ela fala o seguinte:
- Nossa, eu adoreeeei ver aquilo. Queria tanto ver de novo.
Ah tá. Pedi licença e saí fora. Eu hein, tô fora, não é minha praia não…
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