Terceira parte das aventuras reais de um jovem nos puteiros da vida. Não deixe de ler a primeira e a segunda parte desta série exclusiva no Papo de Homem.
Churrasco da galera num local onde só se podia chegar de barco. Conversa vai, conversa vem, resolvemos encomendar umas putas. Ligamos para a cafetina, só que como tinha essa de chegar de barco, ela não queria mandar as meninas. Então um de nós saiu e foi buscá-las.
A cena dele voltando com as garotas foi inesquecível. Uma chalana, com o cara agarrado a 7 garotas. Memorável. Assim que elas desceram, cada um pega uma e se ajeita num canto da casa. Onde você passava, tinha alguém transando. Quem ficou sem mulher ou tava sem grana, zoava os outros. Mega-suruba na ilha da fantasia.
Nesse dia, uma seqüência de fatos me levou a nunca mais querer ir lá. Para começar, eu e mais dois colegas estávamos lá bebendo, quando uma mulatinha gostosa se atraca no meu pescoço. Dizendo que me achou lindo e tal. Acreditei. Fomos.
Chegando lá, estou lá amarradão, e chego aos finalmentes. Quando tiro o meu amigo, cadê o resto da camisinha???? Só anel de borracha. Me lavei, e como ainda tinha tempo, ela me pede para lhe comer o rabo. OK, fui lá, termino o serviço, e quando tiro: Anel de borracha DE NOVO!!! Muito azar.

Anel de borracha não é uma situação nada legal…
Ela realmente havia gostado de mim, e me pede para anotar o telefone dela e ligar para sairmos. Mas como ela havia me dito que o anticoncepcional não estava em dia, fiquei com medo de estar ligando para assumir uma paternidade. Deletei o telefone. E nunca mais fui lá.
Na saída, quando desci, não encontrei os meus amigos. Os desgraçados tinham ido embora, e eu estava de carona. Eram 3 e meia da manhã, num bairro barra pesada, e eu ali, perdidinho. Para minha sorte, havia um táxi ali perto, e consegui ir para casa.
Em tempo: O teste de HIV deu negativo e não peguei nenhuma outra DST. Agora se já sou pai, eu não sei. Se tiver, sei que é um filho da puta.
Num evento promocional da empresa, em outra cidade, o garçom do hotel onde estávamos vem com um papo esquisito na hora do jantar:
- Poxa, será que vocês não estão querendo se divertir?
Sacando logo qual era a dele, eu retruco:
- Fala logo, onde fica o puteiro?
Ele então indica o lugar, e diz que se chama “Alceu”. Que raio de puteiro é esse que se chama Alceu? Fomos conferir.
Seguindo as indicações do cara, acabamos parando no meio de uma favela. Estranhamos, mas vimos um povo descendo, provavelmente de um culto evangélico, porque tinham Bíblias na mão, e perguntamos onde era. Devem ter achado que éramos enviados do demônio. Achamos enfim, e era no meio da favela mesmo.

Enviados do capeta? Nada mal hein!?
Chegando lá, estacionamos o carro e entramos. As garotas, segundo um amigo meu, estavam todas “grávidas”, além de dançarem e cantarem músicas ridículas com vozes esganiçadas. O capataz do lugar, sujeito mais do que mal encarado, foi lacônico ao me responder sobre as possíveis formas de pagamento:
- Dinheiro.
Pois bem, como ali não ia dar nada mesmo, e nem o Nojentão estava inspirado, resolvemos pegar a consumação em cervejas e ir embora.
Acontece que um dos meus amigos resolveu bancar o espertinho e sair sem pagar. Ao sair do carro, o tal capataz mal encarado, com uma arma na cintura, nos intercepta na porta:
- Um de vocês não pagou.
Aí o idiota soltou os 12 reais, para ouvir do cara :
- Aqui ninguém dá calote não. Até porque o dono é PM! – Fomos embora.
Eu xinguei o cara até dizer chega. Acordar com a boca cheia de formiga por DOZE REAIS???? Tenha dó.
Não percam semana que vem a última parte da série Memórias dos Puteiros.
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