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Povos antigos de terras remotas são fascinantes. Povos antigos de terras remotas constituídos de guerreiros orgulhosos são melhores ainda. São saco-roxo. E nós gostamos de qualquer tipo de cultura que reafirme nossa masculinidade inabalável.
Os Maoris estão inseridos nesta categoria. Oriundos da Nova Zelândia, são um povo aborígene com uma história marcada pela resistência, lutando até pelo direito de escolher a forma como seriam chamados pelos colonizadores.
Diferente de outros povos colonizados, os maoris não foram oprimidos pacificamente. Eles acreditam firmemente que o seu dever é proteger aquela região. Seus pés firmes de rugby foram úteis, resultando numa negociação com os ingleses sobre os termos em que seriam feitas a apropriação das terras Neo Zelandesas. Claro, antes disso ocorrer, o usual era guerrear, comer os inimigos mortos e escravizar os sobreviventes. Argumento forte.
Link YouTube | Haka, a dança Maori. O discurso do coreógrafo Wetini Mitai-Ngatai é, no mínimo, digno de respeito
“Men might disappear. Men will disappear, but the land will always be here. We are only the guardians of the land. This is our belief.”
“Os homens podem desaparecer. Os homens vão desaparecer, mas a terra sempre estará aqui. Somos apenas os guardiões da terra. Esta é a nossa crença.” (tradução livre)
- Wetini Mitai-Ngatai
Evidente que nem toda a cultura Maori era guerrear, matar inimigos, comê-los ou escravizá-los. Eles possuem uma proficiência bem elevada nas artes, especialmente a escultura em madeira. Mas, creio eu, a manifestação artística mais imponente é a tatuagem.
Na nossa cultura, mãos e rosto costumam ficar de fora da lista de regiões tatuáveis. O que já descaracteriza um aspecto importante desta arte maori. Para eles, a tattoo conta uma história e inevitavelmente agrega um caráter de status. Os melhores guerreiros têm tatuagens faciais e, quanto mais aterrorizante e tatuado, mais pica-dura ele é.
Observando a cultura Maori não é difícil perceber o por quê de serem fascinantes. Um povo que lutou por muito tempo pelos próprios direitos à terra, inspirou o melhor time de rugby do mundo – o All Blacks, tenho certeza que você não esqueceu – e que tem por hábito amedrontar o inimigo dançando firmemente, apenas lançando olhares aterrorizantes e brandindo lanças é bem foda.
Sem contar que o olhar de “não tenho medo de você e vou te comer” é algo que está na minha lista de técnicas a aprimorar.
Editor do PapodeHomem, designer de produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Ex-vocalista da banda Tranze (rock’n roll). Escreve, canta, compõe e twitta pelo @lucianoandolini.
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