Manifestações no Brasil, o Cisne Negro e o Centésimo Macaco

Victor Lisboa

por
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“Qual a salvação para esses incorrigíveis? Não ter medo de almejar longe, não ter medo ao sentir o manto de todos os poetas e profetas que já viveram descendo sobre seus ombros. Pois deles depende o futuro de nossa raça.”

Colin Wilson, The Outsiders

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Por favor, não espalhe. Em tempos de ação policial impiedosa, nunca se sabe quem está ouvindo, então é bom cochicharmos. Sexta-feira vi uma coisa. Foi no Jornal Nacional. Acho que quase ninguém percebeu, passaram bem rápido, mas consegui ver os dois. Na Avenida Paulista, entre os manifestantes, estavam o Cisne Negro e o Centésimo Macaco, e de mãos dadas.

Vou explicar melhor. Comecemos com o cisne.

A Teoria do Cisne Negro

Teoria do Cisne Negro não tem nada a ver com dança ou com aquele filme americano que todos conhecemos. Ela foi criada em 2001 por um bilionário e investidor americano de origem libanesa que, entre a contagem de um milhão de dólar e outro, leciona atualmente em Oxford. Especulador sacana ou não, uma coisa é certa: um sujeito desse tipo não pode ter sua inteligência subestimada.

Segundo a Teoria do Cisne Negro, há certos eventos imprevisíveis e capazes de mudar o destino de um ser humano, de uma sociedade ou de uma geração inteira. O que caracteriza esses eventos, explica Nassim Nicholas Taleb, é que ficamos desnorteados e tentamos compreendê-los com racionalizações apressadas, que ignoram informações relevantes. Em outras palavras, arranjamos uma explicação que conforta nossa mente confusa ante o inesperado, mas essa explicação é falsa. Somos, em seguida, atropelados pelas consequências do evento, sem sabermos de onde veio o maldito trem que passou por cima de nós.

Um evento Cisne Negro pode ser bom ou mal. No primeiro caso, nossa incompreensão impede que aproveitemos as oportunidades que oferece. No segundo, a mesma incompreensão pode trazer a tragédia. Podemos evitar o erro, se resistirmos a tentação de explicar o evento com as primeiras obviedades que aparecem em nossa cabeça.

Ocorreu um Cisne Negro na Revolução Francesa, quando os nobres acreditaram que a revolta do povo era passageira e seria resolvida com a usual repressão de seus líderes. Ocorreu um Cisne Negro no fim da União Soviética, assim como na derrubada do muro de Berlim.

A lição da história é sempre clara: nunca subestime um Cisne Negro. Jamais tente explicar por meio de lugares-comuns algo que começa a assumir proporções inesperadas.

Jamais diga, sem uma maior reflexão, “os protestos são apenas contra o aumento da passagem”, “os protestos são apenas manobras de partidos da oposição”, “os protestos são realizados por jovens baderneiros”, “os protestos vão acabar quando a Copa das Confederações começar; aliás, viu a goleada sábado?”.

A Teoria do Cisne Negro (clique na imagem para ver maior)

A Teoria do Cisne Negro (clique na imagem para ver maior)

Este artigo, portanto, não pretende explicar as manifestações contra o reajuste da passagem de ônibus. Este artigo tenta usar palavras como quem usa uma marreta: para tentar rachar a parede em que penduramos nossas explicações mais fajutas.

Vejam bem, falei em marreta, e não em martelo e foice. Uma marreta é um grande martelo de dois lados, que pode bater tanto na direita como na esquerda.

A Marreta

Participei das primeiras manifestações contra o aumento da passagem que aconteceram em Porto Alegre, mais exatamente nos dias 01 e 11 de abril. Porém (e espero não ser enforcado por isso), participei mais como observador do que como manifestante.

Na primeira manifestação, fui acompanhado por um amigo formado em direito e graduando em economia, declaradamente liberal no sentido político e econômico.

Na segunda manifestação, por mero acaso, fiz amizade e conversei com uma participante de esquerda, ativista ambiental e membro de um projeto educacional para populações carentes. Embora de esquerda, ela abominava as intromissões de partidos e de “coletivos” que tentam colher dividendos eleitorais com os protestos, e nisso sua posição era idêntica à de meu amigo liberal.

Esses partidos que buscam controlar as manifestações não possuem, em geral, grande relevância eleitoral (são os chamados “nanicos”) mas têm forte influência em diretórios acadêmicos. Já os “coletivos” são organizações que estão, na verdade, a serviço daqueles partidos, e seu objetivo é tentar controlar as manifestações iludindo os participantes com seu alegado “apartidarismo”.

No fundo, trata-se de uma manipulação tão sinistra quanto aquela que, do outro lado do front, os “inimigos” dos protestos praticam em relação aos leitores de jornais e espectadores de noticiários televisivos, quando retratam os participantes como “depredadores e baderneiros”.

Mas o que importa é que, apesar dessas tentativas de manipulação políticas de terceiros, as observações ideológicas de meus dois amigos a respeito das manifestações, um de direita e outra de esquerda, me pareceram mais a cara e a coroa de uma mesma moeda do que versões supostamente discordantes sobre o mesmo fato.

Isso porque o que os motivou a participarem de um mesmo protesto, apesar de suas visões de mundo divergentes, não era exatamente uma ideia, mas algo bem mais parecido com uma emoção, com um sentimento, uma empolgação em participar de um evento em que se tentava mudar as coisas sem a necessidade de líderes, de partidos, de intermediários.

A Marreta

A Marreta

Nas manifestações, ao invés de “mandar” e “obedecer”, há apenas o “compartilhar”: compartilhar passos, palavras de ordens e a mesma vontade de mudar coisas que, consensualmente, parecem estar muito erradas.

E há poucas dúvidas de que em São Paulo está acontecendo, com maiores proporções, o mesmo fenômeno que em Porto Alegre. A causa aparente é a mesma: aumento de centavos no preço da passagem. Há alguma participação de partidos de esquerda, mas a maioria das pessoas que sai às ruas é apartidária, não defende qualquer ideologia, e alguns são de direita.

Tanto em Porto Alegre como em São Paulo, casos isolados de depredação, não apoiados pela maioria dos participantes, são supervalorizados por parte de alguns veículos da mídia e utilizados como desculpa para a repressão policial.

As explicações dadas ao fenômeno tanto em Porto Alegre como em São Paulo também foram semelhantes. Para opositores ao protesto, é coisa de jovens baderneiros, manipulados pela oposição.

Já quanto aos participantes, as motivações são várias. Para alguns, se trata de economizar uma grana no fim do mês; para outros, o objetivo é opor-se aos desmandos de uma classe política que capturou o Poder Público; para os mais ousados, o que desejam mesmo é mudar o mundo, ou, pelo menos, o Brasil.

A verdade é que, independente dos motivos de cada um, há uma crença por trás de todas as muitas razões para se colocar o pé fora de casa e participar de manifestações como as que estão ocorrendo em diversas capitais brasileiras. Trata-se da crença de que todos os cidadãos, unidos apesar de suas diferenças e sem obedecer a líderes, são capazes de transformar a sociedade, ainda que um pouco, quando perdem o medo de ocupar espaços públicos.

É como se essas motivações pessoais dos participantes fossem peixes em um cardume: cada uma aponta para uma direção ligeiramente diferente das outras; nenhuma é, isoladamente, determinante para o movimento de todo o conjunto, mas o cardume segue um rumo bem definido e é inabalável em sua trajetória. Inabalável não como uma pedra que rola morro abaixo derrubando tudo pela frente, mas como uma corrente de água descendo uma montanha, adaptando-se aos acidentes do relevo, contornando os obstáculos com fluidez, sem agressão, pacificamente.

Na verdade, a metáfora da água – ou melhor, da corrente de água – parece muito mais adequada a essas manifestações. Uma corrente não é uma substância, mas um tipo de energia que move as águas, algo capaz de mover um barco, agitar oceanos e, até mesmo, destruir cidades inteiras.

A correnteza das esperanças múltiplas

O mar de gente

O mar de gente

Um protesto pode ser uma grande corrente ou apenas algumas ondas de um movimento maior. A corrente pode ser pequena como um rio ou vasta como um oceano, causar pequenas ondulações ou estar presente em um maremoto. O importante é percebermos o movimento das ondas e anteciparmos seus efeitos, é estarmos preparados quando o Cisne Negro for trazido pelas águas.

O que está acontecendo em São PauloPorto AlegreGoiâniaRio de Janeito e outras tantas cidades é, de certa forma, o que vem acontecendo no mundo inteiro em ondas. É um movimento espontâneo e pouco organizado que, aparentemente, começou no Occupy Wall Street e passou pela chamada “Primavera Árabe“, inundando com manifestações também IstambulTeerãLondres e Madrid.

Em todos esses movimentos, tudo começou sem organização central, sem um líder específico, como um impulso de parte da sociedade coordenando-se através de redes sociais na internet, movimentando uma multidão às ruas em uma manifestação contra algum problema concreto:

  • aumento na passagem de ônibus (Brasil),
  • alterações urbanísticas (Turquia),
  • crimes financeiros (EUA),
  • ou décadas de autoritarismo (Egito).

É como se o motivo do protesto fosse uma gota d’água na paciência da população. Mas o curioso é que tantas gotas d’água caiam ao mesmo tempo em lugares tão distantes ao redor do mundo, causando transbordamentos simultâneos de indignação.

E essas manifestações têm outra coisa em comum. Todas são inspiradas na crença de que todos nós, unidos sem lideranças oportunistas e sem qualquer uniformização de nossos sonhos pessoais, podemos fazer transformações importantes ao sairmos de nossas casas para protestarmos em lugares públicos, a fim de mostrarmos aos governantes quem é que está no comando.

O que não é muito diferente do que ocorreu, guardadas todas as devidas proporções, com a Revolução Francesa, a Revolução dos Cravos, a Primavera de Praga, os protestos contra a Guerra do Vietnã, o parisiense maio de 1968 e a ocupação da Praça da Paz Celestial.

A diferença, agora, é que o fenômeno não estaria ocorrendo em um local isolado, mas no mundo inteiro. A diferença, agora, é que não são anos que separam tais manifestações umas das outras, mas meses – às vezes, semanas.

É como se um movimento subterrâneo houvesse surgido lá atrás no tempo e começado, neste momento, a reverberar nas ondas do mar com força e ritmo crescentes.

O Centésimo Macaco

O símio que faltava

O símio que faltava

Essa força que reverbera em manifestações sociais por todo o mundo, atravessando o tempo como um cisne negro que segue uma correnteza, levando multidões a ocuparem espaços públicos até o atendimento de suas reivindicações, lembra as teorias não comprovadas de um biólogo inglês chamado Rupert Sheldrake.

Em um resumo bem simples, para Rupert Sheldrake haveria, na natureza, determinadas forças ainda não identificadas pela Física e pela Biologia. Ele decidiu batizá-las de “campos mórficos“, adaptando um conceito da biologia chamado de “campos morfogenéticos“.

Esses campos seriam padrões de organização que, ressonando através do espaço e do tempo, moldariam eventos aparentemente isolados e desconexos. Tais padrões influenciariam, até mesmo, a mente e o comportamento de animais e seres humanos.

Foi essa proposta que tornou bem popular a Teoria do Centésimo Macaco, segundo a qual uma transformação decisiva na consciência ou no comportamento dos membros de um grupo pode ocorrer automaticamente, em vários lugares e ao mesmo tempo, sem uma relação de causa e efeito.

Bastaria, para isso, que um determinado número de membros, não necessariamente a maioria (no caso da metáfora, 100 macacos), adotasse a nova postura em sua vida: o “efeito de campo” resultante dessa alteração do comportamento de alguns membros ressoaria automaticamente no comportamento e na forma de pensar de todos os demais que ainda estariam presos à velha forma de viver.

Tais “campos” seriam capazes de induzir saltos evolucionários que obedeceriam a certos padrões. E esses padrões nem sempre seriam percebidos ao olharmos cada um dos evento isoladamente: muitas vezes, apenas olhando de longe os eventos, como observadores, é que poderíamos reconhecer o padrão subjacente.

Mas não precisamos acreditar e comprar todo o combo de especulações de Rupert Sheldrake. Já é suficiente aceitar como metáfora essa sua concepção de que há forças que ressoam por grandes distâncias, influenciando comportamentos, e de que a mudança de atitude de um número de pessoas basta para alterar a atitude de todas as demais, ainda que seja por inspiração ou pressão social.

E as manifestações ao redor do mundo são um terreno promissor para supormos a existência de um padrão, para cogitarmos se essas agitações na superfície da terra, aflorando pontualmente em diversas cidades ao redor do mundo, não são, na verdade, os efeitos de um movimento único, que ocorre nas placas tectônicas da consciência coletiva de toda a humanidade.

Como se algo maior, como se o inconformismo com os desmandos das autoridades, com as especulações de agentes financeiros, com a degradação do meio ambiente e com outras tantas crises sistêmicas, irrompesse em fúria e levasse cidadãos comuns às ruas.

manifestação

Se for esse o caso, temos diante de nós um espaço exploratório excepcional para a participação de desviantes, de outsiders. Uma oportunidade para todos os indivíduos que sempre tiveram a coragem de resistir ostensivamente às imposições sociais, às avenidas pavimentadas do conformismo, por desconfiarem que essas avenidas são, muitas vezes, caminhos que levam a algum tipo de prisão.

Os outsiders, mais do que qualquer outro indivíduo, movimentam-se facilmente nos espaços livres e caóticos onde a norma tradicional de conduta está sendo confrontada.

A última marretada

Muitos dos que vão aos protestos usam a máscara de Guy Fawkes, tal como criada pelo artista David Lloyd para ilustrar uma sensacional história escrita por Alan Moore. Acho que li essa história mais de uma dúzia de vezes desde a adolescência, e ainda pretendo escrever a seu respeito.

Coincidência ou não, o fato é que o escritor, músico, poeta, mago, dublê de Gandalf e sósia de Rasputim chamado Alan Moore certa vez apresentou, em um documentário sobre suas ideias, a noção histórica de que o total de conhecimento acumulado pela humanidade está dobrando, ao longo da história, cada vez com maior velocidade.

Entre o primeiro ano da Era Cristã até a Renascença, o total de informações acumulado pela humanidade dobrou. Depois esse intervalo diminuiu, e a quantidade de conhecimento voltou a dobrar mais rápido, no intervalo entre a Renascença e a Revolução Francesa. É uma teoria endossada pelo autor Robert Wilson, por especialistas da IBM e por economistas de Berkley.

O curioso é que, a partir do século vinte, o conhecimento total da humanidade está dobrando uma vez a cada década, e esse ritmo está se acelerando. Com a internet, essa velocidade aumentou ainda mais.

A estimativa feita por Alan Moore é que em algum ponto próximo a 2015, o conhecimento total da humanidade dobrará a cada hora. Logo a seguir, talvez, a cada minuto.

Qual o reflexo disso em nossas consciências? Qual o reflexo disso na estrutura de nossa sociedade? Alan Morre, que também gosta de dar suas marretadas, especula:

Todos nós estamos em grupo tateando rumo a percepção de algo que parece ser uma espécie de consciência coletiva – estamos, no momento, tentando sentir qual sua forma.

Ela ainda não está aqui, e um bocado de gente, provavelmente, anda falando um bocado de coisas tolas a seu respeito. Isso é compreensível, pois há algo estranho despontando no horizonte humano. Se você desenha um gráfico de nossa consciência, parece haver um ponto para o qual parece que estamos nos dirigindo.”

Alan Moore, Interview por Matthew De Abaitua – extraído de  Alan Moore: Conversations - 2011

Antigamente, apenas um pequeno grupo de pessoas detinha conhecimento suficiente para influenciar grandes eventos políticos, em parte manipulando as necessidades da população como massa de manobra. Hoje, qualquer adolescente medianamente bem educado tem acesso, na internet, às principais obras sobre história, política, economia e estratégia militar.

Alan Morre

Alan Moore

Mais ainda: esse adolescente pode trocar ideias com outros iguais a ele, a respeito desses assuntos e também a respeito da situação de nosso mundo. Embora a maioria dos adolescentes prefira atividades mais inofensivas na internet, não podemos subestimar o número, a esperteza e os recursos daqueles que não seguem os caminhos da maioria, mas tomam seus próprios desvios. Os Anonymous estão aí para provar essa verdade.

Filhos da era em que o conhecimento humano dobra de tamanho a cada instante, todos aqueles que participaram dessas manifestações em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Istambul, Madrid, Nova Iorque e em outras tantas cidades possuem mais acesso a educação e a informações do que qualquer sujeito medianamente educado possuía na época da Revolução Francesa.

Logo, não são idiotas facilmente manipulados por partidos ou organizações de oposição, não são pessoas mal informadas que ocupam as ruas sem consciência da exata natureza de seus atos.

Além disso, esses manifestantes compartilham informações rapidamente através da internet e de suas redes sociais, registram tudo o que ocorre nos protestos com o uso de câmeras e smartphones (o que não deixa de ser irônico: utilizar bens e serviços estimuladores do consumo humano para questionar o próprio sistema que se beneficia desse consumo).

Logo, o controle das imagens e das informações não pode mais ser monopolizado pela mídia, não pode ser mais manipulado pela grande imprensa, pois qualquer um de nós pode registrar o que realmente ocorreu durante os protestos.

Se observarmos atentamente as manifestações que estão ocorrendo no Brasil e no resto do mundo, conseguimos enxergar algum padrão? Estamos diante de um Cisne Negro, estamos insistindo em enxergar um evento inesperado e sem precedentes sob a ótica de explicações e racionalizações furadas? Esse Cisne Negro, se existir, é uma oportunidade que devemos aproveitar ou uma tragédia que precisamos evitar? Há, em todas essas manifestações ao redor do mundo, um sinal de que a consciência coletiva está pressionando multidões ao redor do planeta a implementar transformações importantes, concretas e efetivas para aprimorarmos o mundo? O centésimo macaco está em algum lugar? Quantos de nós bastam para, mudando de atitude e consciência, transformar a atitude e a consciência de toda a humanidade?


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Ao invés de respostas, perguntas. Ao invés de explicações, marretadas.

Victor Lisboa

Não escrevo por achar que tenho talento, sequer para dizer algo importante, e sim por autocomplacência e descaramento: de todos os vícios e extravagâncias tolerados socialmente, escrever é o mais inofensivo. Logo, deixe-me abusar, aqui e no blog Minha Distopia.


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  • Leandro Mattos

    O aumento da passagem foi só uma ‘desculpa’, a gota d’ água. Os 20 centavos não fazem diferença na vida de trabalhadores, mas a qualidade dos transportes, da segurança, educação e saúde fazem e muita. Ninguém que more nas grandes cidades hoje é bobo. Passou da hora disso acontecer.

    • Jonathan E. Severiano

      ate daria para aceitar os 20 centavos se o trasporte tivesse internet e TV nas cabeças dos bancos

  • Luís Claudio

    Já ouvi criticas de que esse movimento é vazio, que protestar por tudo equivale a protestar por nada, porem minha maior esperança é que esse movimento seja uma renovação na consciência política do povo brasileiro, que cada ato de corrupção, cada desvio de conduta dos agentes políticos ocasionam as mais contundentes ondas de protesto, mostrando que somos em fim aqueles no qual se emana o Poder

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      É justo isso que espero seja esse movimento, Luís, embora ainda seja cedo para dizermos: que seja uma renovação da consciência coletiva dos brasileiros.

    • Beto D.

      Espero ver essa manifestação e essa vontade de mudar nas urnas nos próximos anos. Será que vamos conseguir isso?

      • Coragem

        Para que possa ocorrer essa mudança, pessoas honestas e ousadas devem se candidatar, para que exista uma real opção de mudança. Não basta querer votar diferente, precisamos ter em quem votar…

  • Magnata

    Na pior e mais vazia das hipóteses: Que fique a lição, o povo não está apático diante dos acontecimentos e rumos políticos, sociais, econômicos e culturais que acontece!
    Parabens pelo texto!

  • Guilherme

    Tomara que o povo tome mesmo consciência do que está acontecendo e não se deixe levar pela “bagunça” que está nas ruas, não utilize violência coisas assim que só pioram as coisas, manifestações pacíficas são muito importantes devem continuar, e que utilizem a arma mais forte que temos o voto, para mudar realmente o Brasil.

  • Fabricio

    Acredito que este Cisne Negro esteja meio desnorteado, não tem lideranças, mas também não tem objetivo claro, diferente de outras revoluções.
    Ouço falar de corrupção, saúde, PEC37, transporte, mas não ouço soluções.
    Dizem: “Não é só pelos 20 centavos”.
    OK, o problema da tarifa se resolve com a revogação, mas e os outros, como resolver?

    • guest

      Certamente nãso será ficando em casa no sofá, Fabricio. O primeiro passo foi dado, reta agora articularmos as ideias e reivindicações.

      • Pedro Augusto

        Primeiro você faz alguma coisa, depois é que você começa a articular?
        Tem que ver esse planejamento ai ein

      • John

        Vamos lá, to o Brasil sentado que vamos criar uma pauta de discussão… Quem começa?
        Esqueça isso. As pessoas sempre querendo um manual, uma lógica. Esperamos por isso há muito tempo.
        Pare de ler textos sobre mudanças e vá mudar o seu país.

      • Laissa

        Pelo que entendi o questionamento não é sobre o “não fazer”, mas sobre o “não fazer só por fazer”. A gota que faltava transbordou o balde, e que bom que isso aconteceu. Mas e agora? Pra onde vamos? É preciso cuidado pra essa água derramada não virar uma lama e só.

      • John

        E qual a solução, Larissa? O que você acha que deve ser feito para não virar uma lama só? O que você vem fazendo?

      • Laissa

        Bem bacana essas perguntas, e é esse o ponto. Mas antes de responder deixa eu explicar melhor meu ponto de vista.
        O que motivou o inicio desses protestos foi o aumento na tarifa, então, ir às ruas propondo sua diminuição é o meio que temos de usar nosso poder como cidadãos, reivindicando pelo que achamos justo.
        Só que isso tomou uma proporção bem maior, o aumento da tarifa, na verdade, foi só a gota d’água. A partir daí uma multidão sai às ruas motivadas pela consciência de que, na verdade, tá tudo uma merda. E algumas pessoas se perdem no meio disso. Porque não basta apenas seguir o impulso de mudar o mundo. Ações sem propósitos não levam a lugar algum. Do contrário, é melhor ficar sentado no sofá sim.
        Quer um exemplo? Aqui na minha cidadezinha do interior, vejo pessoas incentivando o protesto, propondo ir às ruas também, mas que trocaram seu voto por meia dúzia de bandas famosas no São João. Hipocrisia demais, não? Muito fácil levantar cartazes e ir às ruas gritar mudanças, mas na hora em que, de fato, somos capazes de mudar o nosso país, estagnamos.
        Então sabe qual a solução? Se você votou consciente e sabe por que motivos ir lá protestar, sabe quem são seus candidatos, suas propostas, acompanhou tudo, e sabe, o que exatamente você deve cobrar, então faça isso.
        Agora quanto a quem não dá a mínima para os detalhes impactantes, mas que adora seguir modinhas e fica compartilhando frases de efeito no facebook, essas pessoas apenas contribuem para o problema que pode vir a causar uma revolução sem propósitos concretos: apenas fazer bagunça, lama, nada mais.
        E quanto ao que eu tenho feito, bem pouco, admito. Mas antes de encher o peito pra dizer que estou mudando meu país, me foco nos detalhes como pensar bem em quem vou votar, ter consciência de como funciona o Poder Público, entender como funciona a economia e o que levou a inflação, e sim, se preciso, também vou às ruas. Parece bobagem, mas acredite, há muitas pessoas que defendem os protestos que mal sabem a causa disso tudo. Informação e ação, no meu modesto pronto de vista, é esse o segredo.

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Laissa, estou quase pedindo aos editores do PdH que copiem esse teu testemunho e coloquem lá em cima junto ao meu texto. =]

        Acho que, se algo é importante nessas manifestações, é pelo menos isso: além de reivindicarmos isso ou aquilo perante os atuais governantes de todas as esferas, que sirvam também as manifestações como um protesto coletivo contra a falta de consciência de cada um de nós próprios quando exercitamos o direito de votar.

        E já que você falou que é do interior, o que acha de manifestações em todas as cidades do interior, exigindo que o cargo de vereador não seja mais um cargo remunerado? Até hoje não entendo porque a vereança não possa ser exercida, ao menos em pequenas cidades, sem remuneração. Devo ser um idiota.

      • Laissa

        Obrigada pelo comentário generoso, Victor. Se meu depoimento foi uma contribuição, já fico feliz, pois torço muito para o crescimento dessa conscientização individual. Acho que, agora, sabemos o poder que temos, então todo cuidado ao lidar com isso é bem vindo.

        Quanto a não remuneração, compartilho com você dessa ideia, mas levando a prática, eu não consigo ter um posicionamento definido. Quais seriam os prós e contras nessa situação? E também não sei até que ponto isso é plausível, pelo menos não de imediato. Mas a proposta é boa, vou deixar aberto caso mais alguém queira se manifestar a respeito.

      • VicenteGomesFilho

        O comentário dela foi perfeito!!

      • Luan Araújo

        Depende de como nos encontramos. Primeiro eu acordo, e depois vejo o que fazer.

      • Fabricio

        Sim, deve ser no sofá, no escritório, na universidade que as idéias devem ser articuladas, as reivindicações devem ser estabelecidas para aí sim, se necessário, ir as ruas com fundamento.

  • Thiago Miranda

    Seu texto é tão bom, que chega a ser sobrenatural!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Thiago, obrigado pelas tuas palavras, e esse texto é nosso, não meu. Somos todos antenas, capturando ideias que estão por aí, talvez no limiar de alguma forma de consciência coletiva. A antena só captura e emite o que pertence a todos. Abço!

  • Rodrigo Balan Uriartt

    o melhor texto sobre os eventos recentes que já li até agora !!! parabéns por voltar nossos olhos e mente para a profundeza dessas águas !!!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Valeu Rodrigo! Abço!

  • Ricardo

    Concordo com o fato de que não é só os 20 centavos… entretanto, não é por outros dois ou três motivos que estão acontecendo as manifestações, e sim pela insatisfação no geral com a situação do país. A minha esperança contudo não é que alguém tome a frente das manifestações e encontre um ideal ou um motivo específico para o povo protestar, mas que os líderes políticos, aqueles que realmente tem autoridade para implementar mudanças, percebam que se não mudarem o modo como governam e enxergam o povo, vai dar “treta”… pra eles!

    A “revolta pelos 20 centavos” tomou proporção nacional e, se os governantes baixarem o valor da passagem como o povo clama, essa ação tomará precedentes sem igual, ou seja, qualquer mudança que não atenda os interesses do povo (aumento dos salários dos partidários, por ex), vai rolar uma motivação contra, pois o povo percebeu que assim resolve e, se for necessário ir pra rua, irão! As 100 mil pessoas nas ruas no RJ e tantas outras nas demais cidades foi excelente, pois se houver (e há de haver) outra manifestação, vai ir muito mais… se tivesse apenas umas 300 pessoas, ninguém ligaria e seria mais um bando de desocupados que foram la, gritaram um pouco e foram embora.

    O conforto vem de que a grande maioria é consciente. Em Curitiba, durante a passeata, fizeram silêncio ao passar na frente de um hospital. E é assim que tem que ser. Temos sim que protestar e lutar pelos direitos se assim for a única maneira possível para conseguirmos melhorar o que é nosso (apesar da incoerência de existir essa necessidade).

    O nome desse momento deveria ser “Ordem e Progresso”. Pois só com ordem conseguiremos o progresso que buscamos. Qualquer atitude sem ter a ordem como referencial, perdemos a razão.

    • Fabricio

      Sem um “Ideal ou um motivo específico para o povo protestar” NINGUÉM vai até as últimas consequências.

      Das duas uma, ou o movimento vai entender que precisa de objetivo e vai se organizar, como no Impeachment do Collor, ou nas Diretas Já, ou não vai dar em nada.

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Certamente o principal desafio desse movimento nacional é focar em algumas poucas questões/reivindicações concretas, exequíveis e objetivas – mais que isso, as questões devem ser proporcional à força do movimento, que se mostrou enorme.
        É como uma criança “deitada eternamente em berço esplêndido” que um dia desperta sem saber o tamanho de sua força, exercita seus braços sem ainda saber o quanto de peso levantar, e acaba descobrindo que pode não apenas engatinhar, mas andar. Vamos ver no que dá.

  • Isaac Nicacio

    Eu imagino que esses acontecimentos são um prato cheio sociólogos e afins.

  • Lucas

    Um dia estava assistindo um vídeo do Pirulla25 no youtube, e ele falou sobre o “efeito mola” que acontece quando um determinado grupo de pessoas fica muito tempo reprimida na sociedade, tendo como exemplo os gays, que por muito tempo foram tratados como motivo de chacota e repressão, e de repente “saíram do armário”, e hoje todo mundo vê o tamanho que é a manifestação em favor a liberdade sexual, do mesmo modo acontece agora, as pessoas só precisavam de um movimento grande para que pudessem se manifestar, tenho esperança que pelo menos a mentalidade de muitas pessoas a respeito da política ira mudar e espero que essa indignação continue porque muita coisa tem que ser feita ainda!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      É isso, Lucas. Nós cansamos de sermos coadjuvantes, queremos protagonismo como cidadãos.

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  • Mateus

    Muito muito muito bom.

  • Gabriel

    Até que enfim, alguém q não é completamente sensacionlista e acredita que tudo que está acontecendo não tem só o lado lindo. Parabéns!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      É bom saber que esse detalhe ficou claro, Gabriel. O “Cisne” pode ser algo ruim, ainda não sabemos – e pode ser algo ruim e bom ao mesmo tempo, competindo a nós saber evitar um aspecto e aproveitar o outro. Abraço.

  • Laissa

    Esse texto é tão bom que… uau!
    Há uma força que impulsiona, mas parece que não há um norte vislumbrado. Isso é bem perigoso, sim.
    Vou pensar a respeito disso, as marretadas pesaram aqui.

  • Thaís Carvalho

    Excelente texto, Victor! Parabéns.

  • Julia Arostegi

    Coisa mais linda isso, cara. Valeu por sintetizar a coisa toda tão bem nesse texto super bem escrito.

    Agora é ver o que vai acontecer com essa mudança de posição que a mídia está adotando – estilo “se não podemos vencê-los, vamos nos juntar a eles e tentar vender umas lembrancinhas da manifestação”… Espero de verdade que o Cisne Negro sobreviva a todo esse merchandising ;)

  • Luana Machado

    ”Mas o caso continua sendo que você sabe o que está errado com muito mais certeza do que sabe o que está certo.” Nassim Nicholas Taleb – A lógica do cisne negro.

    Diante dos últimos acontecimentos o que fica claro é que o Brasil como um todo é o problema, não só os políticos e sua corrupção, a inflação, a iniciativa privada e seus abusos, mas a população e a sua ignorância e o comodismo. Alguns estão tratando os manifestantes como marginais/vândalos, outros como deuses percursores de mudanças. Eu só vejo estudantes, trabalhadores, pessoas cansadas de ter seus direitos usurpados e a dignidade e respeito violentados diariamente. Enquanto essa
    minoria continuar saindo às ruas unida e independente de qual seja a bandeira ou causa, mais pessoas serão contagiadas e levadas pela onda. E que assim o Brasil possa evoluir para um país desenvolvido, afinal não basta ter um PIB elevado se não há saúde, educação, moradia, transporte, entre outros, de qualidade. Se está errado, vamos corrigir, começando por nós mesmos!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Antes mesmo de falarmos das reivindicações, Luana, o próprio comportamento em si dos manifestantes, de saírem para as ruas, já é um marco do fim daquele comportamento comodista que parece ter caracterizado os brasileiros nos últimos tempos (mas nem sempre, nossa história tem exemplos de belas revoltas desse tipo, mas sempre esporádicas). Então é perfeito quando você fala que o que está de errado precisamos corrigir em nós mesmos, e sairmos para as ruas (inclusive idosos, crianças, pais e mães, para aumentar o número de participantes pacíficos) já é o início dessa correção.

      • Luana Machado

        Claro, mas o problema está naqueles que além de ficar no sofá assistindo ainda acham um exagero, não enxergam as razões e tecem criticas absurdas. No que depender da minha mãe, por exemplo, eu não coloco a cara na rua em dias de manifestação e ainda sou questionada o porquê de tanta revolta. Isso porque tem acesso a informação e não é fantoche da mídia. Já ouvi muitos dizendo que é perda de tempo e que não vão levar tapa na cara por tão pouco.

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        A gente cria o medo, e os lugares que a gente não frequenta por medo são ocupados por justo aquilo é o resultado de se deixar paralisar pelo medo, embora confundamos com sua causa. Os espaços que não ocupamos em uma manifestação, por medo dos vândalos, é justo o espaço que esses depredadores ocupam para alimentar e reforçar mais ainda esse medo. O ideal é que todos fossem para a rua, as mães e os pais. O ideal seria que os próprios manifestantes pacíficos denunciassem e vaiassem no protesto e com o peso de seu número, a minoria destruidora, tal como foi feito com as bandeiras de partidos.

      • Luana Machado

        O medo em si não é dos vândalos, mas da imprevisibilidade que vem junto com esse tipo de manifestação. Não há como determinar se a população vai atacar os policiais ou vice-versa, onde e que horas vai começar o confronto, se vai ser na sua frente ou atrás ou se será em decorrência da repreensão dos pacíficos para com os baderneiros.

    • Kurosaki Arthur

      Moça, você é comunista e subversiva.

      Agradeça aos céus por não estarmos em 64.

      • Luana Machado

        Só sou a favor do equilíbrio.
        Enchemos o bolso do governo diariamente, onde está o retorno?

    • Marco

      Grandes revoluções da história da humanidade não iniciaram como um movimento concertado por lideranças. A Revolução Francesa e a Revolução Russa são dois exemplos marcantes. A diferença é que não podemos reduzir comportamento social a uma simples operacionalização de variáveis. Um fato aparentemente ridículo como o aumento de 0,20 centavos da passagem pode ser o estopim de uma guerra civil no Brasil, não to dizendo que chegaremos a tanto, mas.

      Na Revolução Russa de 1917, mulheres foram pra rua bater lata porque seus maridos estavam morrendo na 1ª Guerra e por causa da fome de uma crise de abastecimento, porque os trabalhadores estavam sendo enviados para fora do país. Seguiram-se as barricadas, e em alguns meses um país czarista, feudal tinha se transformado no primeiro país socialista do mundo, indo de encontro até a própria teorização de Marx, onde um país teria que ser capitalizado antes de tornar socialista, claramente numa visão linear do processo histórico.

      • Luana Machado

        Primeiro que não é SÓ 0,20, é nítido que esse aumento provoca um rombo considerável no bolso da maioria da população que utiliza o transporte público, mas o que chama a minha atenção e que me faz sentir orgulho é que o movimento não é por uma única causa, há grande diversidade de motivos. Uns (a maioria) estão nas ruas pelo preço da passagem, outros pela corrupção, violência etc. Assim se encontra, também, variedade de pessoas com diferenças de classe, idade e condições. É essa multiplicidade que faz que o movimento tenha força e seja tão lindo, além de contribuir pra que não haja uma liderança preestabelecida. O povo só quer ser ouvido!

    • Renata Venturini

      Quando uma sociedade propõe mudanças é preciso que ela saiba interagir com estas mudanças. No caso do Brasil, entendo como louvável esta manifestação, mais alguns fatores realmente me preocuparam. O povo é ávido para que algo aconteça, para que alguem se coloque a resolver todas as mazelas sociais sem que isso cause um trabalho continuo, é ávido por ser seguidor sem ser controlador. Digo controlador na seguinte questão; O MPL por exemplo surgiu com uma proposta de redução de tarifas para que posterior pudesse ser discutido uma possível isenção da mesma. Isso para mim ficou claro desde o princípio, mas a população se apoiou nisto para levar demandas que nem ao menos eram defendidas por aquele grupo, fato este que fez com que hoje eles dessem entrevistas anunciando sua retirada dos protestos pelo fato de já terem conquistado parte do feito proposto. Minha preocupação está no fato da população seguir movimentos que não necessariamente concordem, mas se fazem presentes pelo simples fato de que alguem tomou a iniciativa.
      Entendo que a sociedade precise entender melhor certas questões de interação com o governo. Como utilizar ouvidorias incansavelmente, propor ações junto ao Ministério Público para coisas não atendidas em solicitações, utilizar o diálogo com seus governantes, principalmente com vereadores eleitos por todos nós.
      Eu participei de movimentos há 18 anos atras e posso dizer que desde aquela época ouvia dizer que a sociedade estava mudando, que os jovens eram o futuro da mudança, mas no meu ponto de vista, a real mudança só se fará quando todas as classes aprenderem que sem atuação junto ao governo mesmo em pequenas iniciativas, não haverá melhoria para ninguém.

  • Isa Belli

    O mais incrível é a luta pela liberdade de se manifestar. Chegar a algum lugar é desejável, mas é consequência. O valor da liberdade é justamente esse, não ter que viver calculando, controlando as circunstâncias. Sim, em alguns momentos é muito bom ter controle, mas precisamos agir apesar do descontrole/controle. Precisamos acreditar em algo que nos move, e não apenas investir na inércia. Qualquer argumento que nos diga que devemos permanecer onde estamos (pensando, articulando, esperando) é tão ou mais perigoso do que agir, e, ainda traz consigo a certeza de que não nos levará a lugar algum.

    É no caminho que se cresce, é vivendo que se aprende e tentando que se consegue. As articulações devem surgir, ou se destacar durante o protesto. Quem tiver sensibilidade para sacar qual é a pedida, e coragem pra se lançar, ganhará oportunidade. Quem já tem a ideia na cabeça (pois manteve sua atenção na sociedade ultimamente), precisa só de coragem pra sair na frente, ou pode ficar onde está. Dentro ou fora do movimento, pouco importa.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Disse o que faltava, Isa. A diferença que pode fazer esse movimento algo difuso e disperso ou uma Primavera Brasileira está em nos juntarmos em tornos de ideias que aproveitem a força desse movimento para fazer mudanças efetivas, que entrem para a história.

    • Fabricio

      Pensar e articular não é ficar na inércia, são movimentos que, mesmo não sendo deduzidos pela física, podem levar muito longe.
      Acreditar é ter um propósito, e como você mesma disse, “Precisamos acreditar em algo que nos move”.

      • Isa Belli

        Fabrício, concordo com você, em termos conceituais. Só quis chamar atenção para a realidade prática. Considere a variável tempo ( não volta, é absolutamente contingente), mantenha o foco no momento presente: quem pensou e articulou antes, poderá colher os frutos da oportunidade (movimento que alcança notoriedade) e quem não pensou e articulou, poderá fazê-lo às pressas, durante o acontecimento, se tiver culhões. Não dá pra parar a nave e dizer aos passageiros que desçam calmamente, pois serão avisados quando ficar decidido que a viagem deve ser retomada. Menos ainda se essa decisão depender de um consenso geral e organizado. São centenas de milhares nas ruas, cada um pelo seu motivo, mas compartilhando algo que os mantém unidos numa mesma direção. Nenhuma articulação detalhada, alcançaria esse patamar.

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Já acompanhei esse fenômeno aqui em Porto Alegre, Isa. Na verdade, após a manifestação e verificado que ela excedeu as expectativas, começa uma pequena luta de diversos grupos por se apropriar do ato, e tentar canalizar ao menos um pouco do movimento para benefício de seus interesses, buscando mobilizar ao menos parte dos manifestantes para sua causa/ideologia/oqueseja. Mas logo após há um esgotamento, talvez ainda exista disposição e energia suficiente da população em participar de mais uma ou duas passeatas, mas ocorre uma dispersão por motivos que só posso especular: (1) falta de uma pauta clara e consensual de reivindicações que correspondam ao poder das manifestações e motivem sua continuidade; (2) decepção da maioria com a tentativa de vários grupos de se apropriarem da mobilização para suas causas; (3) reprovação dos atos de vandalismo perpetrados por uma minoria.

        O curioso é que esse é um movimento aparentemente cíclico: surgem as manifestações, elas se esgotam, e depois de algum tempo podem surgir de novo, com a mesma força ou até maior, em virtude de algum fato novo que motive os protestos (ameaça de retorno do aumento das passagens, p. ex.). No meu texto tento ver justamente para além dessas características circunstanciais e passageiras das manifestações. Isoladamente, as motivações de cada grupo e de cada indivíduo para sair às ruas não diz o suficiente sobre o fenômeno – pode haver um padrão maior que não enxergamos.

  • Malu Canonico

    SENSACIONAL!!! Victor Lisboa, meus parabéns! Melhgor texto crítico sobre todos os movimentos sociais que estão acontecendo nesse milênio. Análise interessantíssima e ótimos argumentos! Parabéns!

  • Marcos Felipe

    Interessante as teorias. Já li alguns textos e livros que falam dessa consciência coletiva, que todas as mentes estão conectadas e tal…

    Pelo visto a internet foi a principal ferramenta de alteração desse “campo mórfico” (que aparenta estar tomando ares auspiciosos) de um campo controlado quase totalmente por grandes corporações e políticos por intermédio da mídia. No Brasil em grande maioria as Organizações Globo (tv, rádio, jornal impresso, música, cinema, internet) era quem ditava quase que majoritariamente o que o brasileiro iria ver, ler, ouvir e pensar, o que geralmente costumava ser conteúdos frívolos e inócuos, não que a internet esteja livre destes mas agora o cidadão tem a opção de selecionar e filtrar o que quer receber de informação e moldar a sua própria opinião após enxergar algo ou algum acontecimento por diferentes prismas, sem manipulações e interesses.

    Infelizmente a maioria da população ainda não sabe como pensar por conta própria e ainda é muito influenciada, mas pelo menos uma grande parte abriu os olhos e está fazendo o possível para que este evento Cisne Negro caminhe para o bem de todos nós.

  • Frederico Scheinpflug Blanco

    Parabéns! Muito boa mesmo!!

  • Anna Mattos

    Excelente artigo. Meus parabéns. Publiquei em meu blog: http://blogannamattos.blogspot.com.br/ Sds, Anna Mattos.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Bom saber Anna! Abçs.

  • Philipi

    Só um adendo, não confundam informação com conhecimento. O que está dobrando na internet é informação, que é meramente medida em bits e bytes. E imagens guardam muito mais informação que texto. O vídeo com a versão pornô do Bob Esponja guarda muito mais informação que as obras completas de Aristóteles, Platão, Tomás de Aquino e Kant juntas. Se a pura informação fosse poder, os bibliotecários dominariam o mundo.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Bem observado, Philipi. É informação bruta, e é preciso filtrar e gerar conhecimento, sob pena de sermos soterrados por bytes de inutilidades. Além de bibliotecários para catalogar as informações, precisamos do trabalho seletivo de muitos que, feito DJs, selecionam o que pode interessar um grupo ou comunidade e colocam para tocar.

    • Laissa

      Bom complemento!

    • Marco

      Não apenas a informação, mas o conhecimento tem mudado com certa rapidez. Os inventos tecnológicos se dão em velocidade bem mais avançada, mesmo desconsiderando a Lei de Moor, que já não tem validade há algum tempo, temos cada vez mais poder de processamento, cada vez cérebros em universidades e laboratórios e cada vez mais pessoas produzindo e somando conhecimentos, mas considero que a informação é bem mais rápida, só, que entre o vídeo do bob e as obras dos filósofos, aquelas tem uma coisa que a informação bruta não possui: o poder de te fazer pensar.

      • Will

        Eu acho que você não entendeu absolutamente nada do que ele quis dizer.

      • Marco

        Entendi, amigo. Eu trabalho na área. Sei qual é a diferença entre dado, meta-dado, informação e conhecimento.

        O adendo que fiz, ao adendo do amigo, é que desconsiderando o fato de que quem dobra a cada instante é a informação, o conhecimento tem aumentado numa velocidade impressionante se comparável a qualquer outra época da história da humanidade.

  • Kurosaki Arthur

    Caras…

    Estamos sendo enganados desde 1961. Mas só agora tiveram sucesso.

    Livros didáticos que pregam lições comunistas (para quem quiser conferir por si mesmo:http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/livro_didatico/biologia.pdf), infiltração de agentes externos, tipo os Anonymous, subversão…

    Quem tiver estômago para ver, que veja e que tire as suas conclusões.

    O vídeo tem 64 minutos, e irão mudar a sua visão de como o país está mudando.

    Desafio a todos vocês a verem o vídeo e pensarem por si mesmos…

    É essa a “revolução que estamos vivendo?

    Porque, se for, das duas uma: Ou eu vou para o fuzilamento, ou eu vou cair fora daqui.

    Segue o link do vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=xgJD4YJ2TOc

    • Kurosaki Arthur

      Pra quem teve coragem de ver o vídeo, olhe outros vídeos do professor Olavo de Carvalho no Youtube… Explica muita coisa…

      Olhe também outros vídeos sobre o ex-agente da KGB Yuri Bezmenov… Ele desmascara todas as “doutrinas” da KGB e dos regimes comunistas.

      • João Paulo Duprat Pohlmann

        vi isto ainda hoje e mudei totalmente meu pensamento sobre o que está acontecendo.

        não tem jeito! a mudança terá que vir no dia a dia, reeducação cultural… e não vai ser do dia para a noite. vai levar MUITOS anos. isto, se vingar.

      • Bob

        Ah Deus do céu, mais uma Olavete.
        Você não é o primeiro, nem será o último a achar que descobriu grandes revelações na pregação do Astrólogo…

  • Lipe Câmara

    Pra mim os culpados desses eventos todos ai são aqueles caras chamados Indignação e Disposição Para Mudar.
    A diferença do passado pra agora é que tem um fator conector e agregador de informações e ações instantâneo e puro: a internet.
    É como se cada um de nós fosse um neurônio e a internet possibilitasse a conexão entre nós,resultando em ‘sinapses nervosas’ ditando ações em massa.

    Abraço,belo texto!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      A teoria do tal “Campo Mórfico” é uma bela metáfora para esse poder de ressonância quase automática da internet. E isso é algo ao qual devemos ficar atentos: os donos do poder aprenderam uma coisa agora – eles devem passar a controlar a internet. Cuidemos do futuro da internet, pois aos poucos haverá muita movimentação no sentido de controlá-la.
      Abraço!

  • Douglas Sousa

    “Uma marreta é um grande martelo de dois lados, que pode bater tanto na direita como na esquerda”

    Parei ai, por favor coloquem essa frase numa camiseta!!! Genial!

  • Vinicius Caldas

    O Povo foi às ruas. E agora?

    Aqui vai a nossa pequena contribuição para ajudar a pensar nisso.
    http://revistaplano.com.br/2013/06/18/o-povo-foi-as-ruas-e-agora/

  • Douglas Sousa

    Parabéns Victor, texto sensacional! Curti demais essas teorias, do Cisne Negro, do centésimo macaco, genial.

    É realmente impossível deixar de comparar nossas manifestações às revoltas no Oriente Médio, e porque não, nos sentirmos inspirados nelas, e realmente parece haver uma grande teia invisível que conecta esse sentimento ao redor do mundo.

    Não tenho nem o que falar mais, melhor texto que li até agora.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Obrigado Douglas. Acho que houve um pouco de inspiração nos movimentos no Oriente Médio, e aposto que nossas manifestações aqui no Brasil agora vão, por seu turno, inspirar manifestações em outros países ao redor do mundo.

  • samucael

    A questão é: o que fazer agora?

    Os governos já estão tomando medidas para resolver a questão das tarifas do transporte público e, pelo jeito, vão resolver rápido.

    Por um lado isso é bom que nos mostra que podemos sim nos unir por uma determinada causa justa e pressionar o suficiente para que possamos ser ouvidos e atendidos sem nos contentarmos com o comodismo tão frequente nos últimos tempos.

    Por outro lado, isso pode ser o bastante para retirar o propósito dessas manifestações que, obviamente, objetivam mudanças mais profundas, mesmo sem pontuá-las de maneira explícita.

    Mas, de uma coisa eu tenho certeza, o sentimento de catarse é bom… Pode ser futilidade, mas é bom juntar todas as indignações acumuladas todos esses anos e manifestá-las nesse momento, ainda que indiretamente…

    Por enquanto tá bom, vamos ver no que isso vai dar…

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Acho que essa é uma das poucas certezas que temos: a catarse coletiva tem um grande papel nessa história. Por isso o movimento todo não parece algo racional, não parece uma decisão mental a favor de uma ideologia específica ou mesmo buscando algo específico: parece mais uma emoção coletiva, algo muito mais “atávico” do que se pode supor. E é aí que rola o link com outras manifestações ao redor do mundo: mudam as reivindicações, o sentimento é o mesmo.

      Há muitas causas dignas que podem ser usadas como bandeira além da passagem: fim da PEC37, reforma política com eleição distrital mista, fim da Copa no Brasil e por aí vai. Basta descobrir o que é, a um só tempo consensual e conclamador.

  • Vinny

    Victor, texto muito bom! Só um adendo, Istambul não é a capital da Turquia!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Opa! Falha nossa. Identificada e corrigida. MUITO obrigado pela dica, Vinny.

  • Marciano Silva

    O texto mais fantástico sobre o assunto.
    O autor está de parabéns!
    Que o texto seja retransmitido ao máximo de pessoas.

  • Guilherme Pita

    Muito inspirado de sua parte conectar os eventos com o black swan do Taleb. Vai entrar pra série “queria ter pensado nisso”. Parabéns!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Valeu Guilherme, abraço!

  • Lucas C.

    Hoje cedo enquanto fazia uma prova pensei exatamente nisso de Cisne Negro. Não, eu nunca havia ouvido falar desse Cisne.

    Mas coincidentemente pensei que queira ou não vamos ter uma mudança inevitável logo.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      É um pressentimento, né Lucas? A situação parece ser maior, mais complexa e muito mais imprevisível do que todos nós, sem exceção, conseguíamos supor.

  • Caio Bov

    Se esses protestos não chegarem ao Congresso Nacional, se eles não pegarem os congressistas com as calças curtas: não vai fazer muita diferença. Não adianta gastar tanta energia exigindo maior transparência, se o sujeito vota mal, não lembra em quem votou, não cobra SEMANALMENTE a prestação de contas do que foi feito, do que foi votado etc…

    Agora, meu, eu acho que a coisa vai feder na Copa do Mundo.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Manifestações organizadas ano que vem para não permitir a realização da copa seria algo, no mínimo, interessante de se ver.

  • Jean Brandão

    Não sou de esquerda, pra falar a verdade sou de uma corrente de pensamento contrária à da esquerda tradicional no país. E preciso deixar claro uma coisa: há uma semana, na outra matéria que vocês publicaram sobre o tema, eu fui manifestamente contrário ao movimento. Deixei claríssimo que era irrazoável, que era um motivo estúpido – haja vista que a culpa é da inflação, e, por isso, os protestos deveriam ser direcionados ao governo federal e sua política econômica estúpida. Tal comentário ainda está lá e eu não o apaguei.

    Entretanto, é de se perceber claramente que tal ponto de vista era fruto de uma visão pequena de toda a conjuntura da situação: pra mim, até então, o protesto era meramente sobre o aumento do preço das passagens. Mas depois de analisar um pouco melhor, pude perceber que era meramente um estopim, e não a real causa: estamos todos absolutamente exaustos do descaso político geral. Nossos eleitos, que, deve-se repetir quase ao ponto do pleonasmo, só subiram ao poder através de nós, simplesmente cagam em nossas cabeças enquanto assistimos todos incólumes à cara de pau generalizada que parece ser regra geral na administração do poder público.

    Tendo percebido isso, eu mesmo não tive a menor vergonha em voltar-me contra a minha própria opinião pretérita e participar, eu mesmo, da manifestação que ocorreu ontem no Rio de Janeiro. Fiz com orgulho, senti enorme satisfação em perceber que mesmo aqui, na terra do “tanto faz”, existe sim uma gota d’água. Que a regra da nossa sociedade estava sendo toda quebrada, tintim por tintim. Que estávamos quebrando todos os paradigmas que permitem aos que apenas exercem o poder que pertence a nós não temam qualquer represália. Quebramos o paradigma que diz que não haverá repressão ao imoral, ao malandro, ao picareta, ao aproveitador. Quebramos tudo isso. O que aconteceu ontem por todo o país não foi apenas a reunião de muita gente gritando, foi uma verdadeira ruptura social, política, histórica, uma ruptura absoluta.

    Dizem que não existe um motivo certo que leva essa gente a protestar. Eu digo que tem sim. E são tantos motivos que a população nem consegue listá-los mais. Não é só a PEC 33 ou a PEC 37. Não é só o aumento das passagens. Não é só a economia ridiculamente fraca, impotente, baseada em pesquisas compradas, carente de infraestrutura. Não é só a ditadura petista que caga em nossas cabeças como se fôssemos meramente bonequinhos em seu jogo político. Não é só a constituição sendo rasgada a todo momento por parte do próprio poder público.

    O protesto tem uma raiz muito mais simples do que parece: estamos todos protestando contra a má administração do nosso dinheiro. Seja ela caracterizada através de uma licitação fraudada, ou através de dinheiro sendo usado em estádios e não em escolas, ou mesmo através do nosso poder legislativo autorizando aumentos salariais a si mesmo sem qualquer controle. Não é só a crise econômica que assola o Brasil de hoje, com uma inflação enlouquecida e claramente muito maior do que demonstram os índices controlados pela base governista.

    Digo, amigos, que tenho orgulho de fazer parte disso. Porque passou da hora de o nosso poder público aprender o que é presteza, o que é caráter, o que é decência, o que é respeito ao interesse público, o que é RESPEITO. E digo, caros amigos, que o Estado irá aprender a nos respeitar. Mesmo que seja na força. Mesmo que seja no grito. Mesmo que seja na marra. Mas vai. Ah, se vai.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Jean, quando fui na manifestação com meu amigo liberal/de direita, disse a ele, olhando aquele pessoal com indumentária punk (muitos Anarquistas no grupo), que seria legal ver ao lado daquela turma um outro grupo de jovens recém saídos de seus trabalhos em escritórios, vestidos de terno. Minha visão, um bocado ingênua, era a de que alguma coisa no país pudesse unir, lado a lado, executivos e anarquistas, adolescentes e idosos, algo que superasse as ideologias e atingisse a todos com igual força. Meu amigo disse que era impossível, pois se um grupo vestido com terno e gravata chegasse ali para participar da manifestação, iria ser hostilizado. Não sei se ele está correto, mas gosto de manter um pouco daquela minha ingenuidade.

    • JottaElle

      Se um serviço ou produto usa muita energia elétrica para ser realizado ou produzido, nos últimos tempos houve inflação ou deflação? Claro que houve deflação no setor. O mesmo vale para o setor de transportes, não adianta pegar o IPCA e ficar comparando com a tarifa de ônibus. Quanto aumentou os preços dos combustíveis nos últimos anos?
      Não dá para pegar um item alimentício, que é sujeito a sazonalidades, e usá-lo como parâmetro para uma coisa difusa como a inflação. A inflação já foi muito pior nas décadas de 80 e 90 com o agravante de que o crescimento econômico e nível de emprego eram pífios. Alguns países tem índices de inflação muito baixos e estão com altos índices de desemprego e baixo crescimento econômico. No Japão o governo está querendo sair da deflação para inflação porque a economia não crescia.

      Ou seja, tudo tem que ser colocado no devido contexto histórico e mundial.

  • realdeverdade.blogspot.com.br

    excelente artigo, vou publicar em meu Blog, assimilei bem as marretadas, confesso que até ler seu artigo não havia identificado ainda o movimento no Brasil, apenas era uma intuição de que o brasileiro está mais consciente e com idéias em comum. Mas agora estou com Cisne Negro na mira.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Estamos todos com ele na mira agora. E o primeiro de nós a ver a forma dele dá o sinal. Vou ficar de olho no teu blog no caso de você perceber e registrar lá. Abço.

  • Mauricio N. Santos

    Aplaudo!!!

  • JottaElle

    Excelente texto, parabéns!

    Acabei de reler “A Lógica do Cisne Negro” e por acaso estou tendo a
    oportunidade de presenciar um Cisne Cinzento, por enquanto. Tenho minhas
    dúvidas como um bom cético-empírico deve ter. Portanto, eis:

    Será mesmo que essa massa que está indo às ruas está bem informada mesmo?

    Que parcela dessa informação não é mero ruído?

    O conhecimento realmente dobra periodicamente ou apenas a informação?

    Esse conhecimento é baseado em ceticismo e observação da realidade ou é dogmático?

    O que surgirá desse movimento anarco-revoluvionário? Um novo regime autoritário?

    E tantas outras….

    Vamos observar.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Fala Jotta, imagino que deve ser uma oportunidade e tanto estar lendo o livro do Taleb justo neste momento. É, provavelmente, um Cisne Cinzento, sem dúvida, e até agora não consegui discernir qual o seu tamanho e seu futuro. Tuas perguntas, justamente por não termos ainda certeza do que está realmente acontecendo e para onde vai, precisam ficar sem resposta: cabem aos fatos respondê-las.

  • Caio Durigan Piascitelli

    Fudido o texto, caro Victor Lisboa.
    Parabéns kra. Parabéns mesmo.

    Realmente pensei nisso hoje antes de ler o seu texto, sem saber de qualquer teoria, mas consciente desses expoentes e suas consequencias.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Fala Caio, obrigado e fico feliz por tua apreciação.
      Pois é, como falei em algum comentário aí atrás, acho que às vezes somos antenas: uma ideia parece surgir e ficar no ar, e todos nós podemos captá-la, cada um com uma visão talvez ligeiramente diferente a respeito dela, mas sem que isso mude nossa consciência de suas características próprias. Abraço!

  • di

    eu ainda acho que é (era) só um movimento de pessoas contra o aumento das
    passagens de ônibus que a midia ta tentando (e conseguindo) engrossar
    fazendo todo mundo acreditar que é mais que isso, acreditar que as
    passagens foram só a ponta do iceberg do monte de mazelas que os
    politicos fazem ao povo (assim pessoas com todos os tipos de bandeira se juntam ao movimento engrossando-o) provavelmente pra poder direcionar a multidao
    de forma a substituir o governo, seja por meio de impeachment (ja tem
    petção no avaaz) ou por meio das proximas eleições.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Oi di. A tua posição é verossímil, porém o fato é que o apoio da mídia (dos tais grandes jornais, inclusive televisivos) foi posterior às manifestações de segunda, dia 17. Ou seja, eles apenas mudaram o posicionamento de encarar os protestos como vandalismo após o aumento da adesão de manifestantes aos atos que ocorreram em todo o país. Abraço.

  • alexmamed

    Não vejo nada de cisne negro: há uns tempos a agenda vem carregando, com aumento do tom e da carga sobre determinados assuntos. Vou tentar lembrar: Jirau e Santo Antonio, Belo Monte, Guarani-Kaiwá, Rio+20, Mudanças Climáticas, Código Florestal, Mensalão, PL122 & Marco Feliciano… e agora o tal “cisne negro”: o aumento do transporte como gatilho de toda a insatisfação. Sei.. sei… Mês que vem, qual vai ser o mote?

    A única coisa de novo que vejo é a baderna: insatisfeito o povo já tá há muito, o que confronta a realidade de aprovações celestiais dos últimos anos de governo. Houve até pesquisa que a soma ultrapassou 100%. Fazer o quê?

    Protesto por protesto, o brasileiro o faz 24 horas por dia, seja se maldizendo nas ruas, nas esquinas, burlando leis, furando filas, não devolvendo o troco, ultrapassando sinal vermelho, estacionando em fila dupla, local proibido, pagando meia entrada, ou seja, toda sorte de transgressão, ao argumento de que é assim mesmo.

    Embora o amontoado de gente potencialize e termine por expor uma realidade que se teimava em ignorar, sob o canto da sereia da potência de primeiro mundo de araque em que havíamos nos transformados; onde os milhões que saíram da miséria continuam tão miseráveis quanto antes; onde a decantada nova classe média continua a viver na pobreza – apenas com TV LCD 32″ ou 40″ e carro em 360 prestações; o que vejo é a exteriorização de um sentimento acumulado de decepção e descrença.

    Onde tá o cisne negro nessa história? Como o povo há de esperar e acreditar em mudanças estruturais e conjunturais, ao passo em que se comporta de igual modo aos políticos, quando em seu microcosmo? Como exigir ética e probidade, quando o sujeito suja sua rua e sua cidade? Como exigir direitos, se o cara fura fila e aplica a Lei de Gérson e quase todos os aspectos de sua vida?

    Sei que vou receber críticas, mas afirmo: eu tava lá em 1992. Além de não fazermos baderna nem quebra quebra, havia um propósito claro, específico e direcionado. Ademais, não foi a força do povo quem impinchou Collor: foi a grande mídia e o stablishment. Esse papo de que o povo tirou o Collor é a maior balela.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Olá Alex, deixei de comentar aqui na página do artigo faz alguns dias. Hoje tenho algum tempo livre e resolvi aproveitar para fazer isso. A tua teoria é interessante, no sentido de que os protestos seriam o hábito cultural dos brasileiros continuado por outros meios, como uma forma de saturação ou aperfeiçoamento midiático de algo que antes era realizado nas filas, no trânsito etc. Não vou rebater tuas observações sobre a não-existência, no caso, de um Cisne Negro, pois acho que, agora, antes de firmarmos uma convicção a respeito do fenômeno, precisamos aguardar o desenrolar dos fatos.

      Quanto ao Impeachment do Collor, eu também estava lá, acompanhei tudo de perto. E sei do que falas: não foi o povo, não foram os caras-pintadas. Porém, dessa vez, o controle da grande mídia está sendo realizado “a posteriori”: eles viram as multidões nas ruas dia 17 de junho e só agora estão tentando “encabrestar” as manifestações. Também não sei se isso vai chegar a alguma mudança efetiva – e muito menos se essa mudança será funesta ou positiva.

      Não direi “aguardemos” pois isso seria uma atitude passiva. Prefiro dizer “fiquemos atentos e atuemos, como cidadãos, para que o pior não aconteça”. Abraço.

  • Omar Ólafur

    Texto perfeito!

  • Rodrigo Caravelli

    Cara, tenho lido muita coisa sobre as manifestações e seu artigo é o melhor que vi até agora. Parabéns! Gostei muito e vou compartilhar!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Obrigado Rodrigo, abço!

  • Leandro
  • Dário Menezes

    É isso aí e muito mais! Excelente matéria!

  • Ademar Couto

    um sonho de mil gatos faz o cisne negro voar…

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Simplesmente sensacional Ademar! Não tinha me lembrado desse conto do lorde Morpheus, e jamais havia feito ligação com a teoria do Centésimo Macaco! Ótima sacada.

      • Ademar Couto

        nós vemos o mundo pela ótica dos deuses, Victor…

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Era mais ou menos o que o Julian Jaynes dizia.

  • Bob

    === “Mas não precisamos acreditar e comprar todo o combo de especulações de Rupert Sheldrake. Já é suficiente aceitar como metáfora essa sua concepção de que há forças que ressoam por grandes distâncias, influenciando comportamentos,”===

    Essa na verdade é a grande bobagem de Sheldrake, a menos que ele use o termo força como algo tão subjetivo que chega a perder o sentido. Por outro lado se ele pensa em força nos termos das forças da natureza da física, aí a bobagem é completa mesmo.
    Fato é, a mente humana sempre tenta achar padrões, mesmo onde não há nenhum.
    As semelhanças tem reforço muito maior no nosso cérebro do que as diferenças.
    Talvez a única coisa a interligar esses eventos todos é que, no fim das contas, somos humanos, pensamos como humanos, agimos como humanos. E só…

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Talvez, Bob. Não endosso a teoria de Sheldrake como uma verdade fática e científica. Prefiro interpretá-la como uma metáfora sobre a psique humana que ele insistiu em literalizar. Por outro lado, convém manter a mente aberta já que, assim como as especulações de Julian Jaynes, Sheldrake situa-se naquela zona em que talvez, algum dia, a pesquisa pode desembarcar.
      Quanto à mente humana observando padrões, isso é verdade, e sou absolutamente favorável à essa interpretação mais simples dos fenômenos observados. De qualquer forma, como disse, não podemos fechar totalmente questão a respeito dos fatos, ao menos enquanto não possuirmos o necessário distanciamento histórico.

  • Lafaiette

    Alguém pode ou consegue me responder?
    Essas descrições de si mesmo, que cada autor faz ao final dos textos é uma exigência do PdH?
    …. um desviante de verdade precisa afirmar que o é?

    • Marcos SF

      Claro que não! Está lá no Código do Verdadeiro Desviante, norma 37, subnorma 1.2.4, conforme a consolidação normativa 144-B de 1994: “um verdadeiro desviante não precisa afirmar que o é”, logo abaixo da subnorma 1.2.3, aquela famosa e muito controversa q diz “um verdadeiro desviante não deve comer quiabo nos dias ímpares”. Cuidado com os falsos desviantes, aqueles que não gostam de seguir as regras formuladas pela Patrulha dos Verdadeiros Desviantes! Atentem p as noramas, se você quer ser um verdadeiro desviante, tem que seguir as normas do caminho desviante, obra a ser brevemente pavimentado pela Prefeitura de São Paulo, em convênio com o Ministério das Cidades.

      • Lafaiette

        Pra que gastar tanto dedo?… a segunda pergunta não precisa de resposta.

        Pena que você não conseguiu me ajudar.

      • Vinicius Domenes

        As descrições dos autores não são feitas por eles mesmos, isso já foi respondido em algum lugar por aqui, não lembro onde. Pena mesmo foi vc não ter sacado o objetivo da postagem do colega acima, porém entendo o objetivo da tua pergunta.

      • Lafaiette

        O objetivo do colega acima ficou bem claro…

        Já vc conseguiu sim me esclarecer a dúvida… A minha dúvida surgiu justamente por parecem duas pessoas diferentes, aquele que escreveu o texto e aquele que foi descrito ao final.

        Mas deixemos isso de lado, creio que o espaço aqui seja pra comentar sobre o texto (muito bom) do Lisboa.

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Desculpe a demora Lafaiette. Não endosso totalmente o tom do Marcos aí em cima, mas entendo onde ele quis chegar.
        Fico triste por você não ter gostado da minha descrição. Mas estou longe de querer ter integral aprovação de todos. Por outro lado, não só é bom ser dissonante e contraditório: é necessário. Abço.

  • celso

    O que mais espanta o mundo é a falta de liderança a razão para tal coisa deu-se pelo acesso mais rápido a informação, graças a internet, só através do conhecimento o individuo se tornara liberto, não necessitando de liderança e sim de um grupo de pessoas consciente sabendo verdadeiramente o significado de sua luta. Estamos evoluindo.

  • Marcus

    Caralho, que textaço!

    Victor, venho dizendo que, no fundo, essas manifestações caminham para uma reforma na democracia. Tu concordas?

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      A longo e médio prazo, sem dúvida essa é a tendência. A questão é se essa reforma é para melhor ou para pior. Isso é que deve nos preocupar, neste exato momento: no Brasil, o Cisne Negro chegou já colocando em cheque uma estrutura política em que o poder público está sequestrado por oligarquias de “políticos profissionais”. O melhor seria não acabarmos com a democracia representativa, mas criarmos maior “capilarização” dessa representatividade.

  • Marco Bogado Lins

    Muito bom o texto. Para analisar o “cisne negro”, utilizei uma teoria parecida, talvez a mesma que você utilizou, “a emergência”. Deixo aqui para ampliar a discussão http://literaturacotidiana.wordpress.com/2013/06/18/o-brasil-acordou-um-protesto-emergente/

  • Leandro
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  • Rafael Francisco Régis

    Fantástico ensaio Victor, ganhaste um fã.
    Focando-me no levante brasileiro, vejo as manifestações não somente como uma crise de credibilidade da classe política para com a população, as enxergo como verdadeiras marretadas na legitimidade do sistema político vigente. O manifestante padrão, do mais ao menos politizado, penso eu, vai às ruas por não perceber o sentido real de ESCOLHA p/o eleitor na dita democracia brasileira. Quando te obrigam a fazer a escolha entre uma Dilma e um Aécio, entre um Haddad e um Serra, só estão te permitindo escolher por qual monstro preferes ser devorado. Se esse levante contra o status quo da nossa politica nos conduzirá p/ uma destituição de tal sistema e, diante desse quadro, por qual caminho prosseguiríamos, esses são os questionamentos que me deixam mais inquieto nesse momento.

  • Fernando Alonso

    você, basicamente, resume tudo que o alan moore diz, e mal da crédito pro documentário de onde vc tirou isso? parabéns!

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Não deleto comentários no PdH, Fernando. Não tenho poder algum aqui, senão o de apresentar meus textos aos editores. Nem tudo que está no texto é do Moore. Parei de ler entrevistas dele faz bom tempo, mesmo a entrevista da qual tiro o excerto eu li completamente, confesso. Porém, não lembro de ele ter falado do Cisne Negro até hoje. Tampouco no documentário lembro de ele ter falado dos campos mórficos, mas posso estar enganado – recordo que ele falou da teoria do Centésimo Macaco em uma entrevista há dez anos atrás, mas nessa ocasião eu mesmo já conhecia a teoria por meio de outras fontes.

      E isso é o que importa aqui: as teorias que você conheceu pelo Alann Moore não são dele, elas já existiam e muita gente já as conhecia antes, de outras fontes, inclusive eu. Alan Moore popularizou, entre os geeks menos antenados, o que um montão de gente já sabia. A “fábula” do Centésimo Macaco e a teoria dos Campos Mórficos são o beabá de especulações pseudocientíficas pouco sólidas muitas décadas antes de você ler Alan Moore ou mesmo de ele começar a escrever suas primeiras tiras. Uma das virtudes (e ele tem várias) do Moore foi ser mais do que um modesto compilador como tantos outros: ele é um escritor que devotou sua genialidade à difusão dessas teorias – e nisso ele merece nossa maior admiração.

      • Fernando Alonso

        hahahaha me mostre um “geek menos antenado” que lia alan moore nos 80?
        vc além de um belo oportunista é burro, pq quem lia alan moore nos anos 80 era só quem falava inglês, provavelmente morando fora e digo mais, com certeza mais “antenado” do que vc é hj em dia com a sua internetizinha banda-larga.
        em nenhum momento disse que as teorias eram do alan moore, mas sim que vc escreveu e colocou em tópicos, exatamente como ele diz no doc ou nas entrevistas dele, essas quais vc nem lê correto?
        me recuso a continuar, volta lá pro seu curso na unipaz…
        passar bem.

      • Marcos SF

        Fernando desculpe informar, mas em 1986 a editora Abril publicou no Brasil a primeira história de Alan Moore (Monstro do Pântano). Em 1988, foi publicado também pela Abril a série Watchmen. Em 1998, a Editora Globo publicou “V de Vingança” no Brasil, em ótima tradução. : )

      • Fernando Alonso

        sim, monstro do pântano esse, que começou a ser escrito em 83, e basicamente fala sobre campos morfogênicos (e eu ainda sou obrigado a ler que Alan Moore escreve “tiras” PLEASE KILL ME!) e que foi onde ele começou a teoria de ideia e espaço dele.

        enfim, qdo falo sobre ler nos anos 80, quero dizer sobre o que era “descolado” como nosso ilustre amigo disse, o que fez o nome dele chegar na DC, que foi a Warrior, mas isso já é pra falar do V for Vendetta, que é um assunto indigesto no presente momento, e que aliás, corrigindo sua correção foi lançado aqui em 89 e não em 98, acho que você se confundiu.

        so long, folks!

      • Marcos SF

        (“suspiros”, não tenho mta paciência, mas vamos lá instruir o moleque)
        Fernando,
        Antes eu não havia me detido lendo o comentário do Vitor Lisboa a vc. Peguei a conversa no meio e só li o seu comentário que começa com um nervoso “hahahahah”. Mas agora, como vc teimou, li tudo e percebo q vc não entendeu o q ele disse. Nocauteado pela resposta educada e direta do Vitor Lisboa, vc se apegou em um erro seu (do Fernando, não do Vitor) para eternizar a discussão. Vc tá parecendo um lutador q já foi nocauteado mas fica tentando se levantar após o juiz já ter contado até dez.
        Observe bem. Ele disse:
        “Alan Moore popularizou, entre os geeks menos antenados, o que já era assunto, e dos bons, desde a década 80 do século passado, veja só você.”
        Qualquer leitor que não esteja com os olhos ejetados de sangue pela raiva pode ler com tranquilidade e perceber que ele disse 2 coisas nessa frase:
        =>Primeiro – Que Alan Moore popularizou entre os geeks menos antenados o que já era assunto.
        =>Segundo – Que essa coisa que já era assunto, já o era desde a década de 80.
        São afirmações distintas, embutidas na mesma frase, conectadas apenas pelo vínculo lógico ” algo já era assunto”. Em nenhum momento há a informação de que Alan Moore escrevia, no Brasil ou mesmo lá fora, na década de 80. Isso não era nem ponto importante p discussão. Se vc ainda não entendeu, explico c um exemplo. O autor poderia ter dito “Alan Moore popularizou, entre os geeks menos antenados, o que já era assunto, e dos bons, desde o século dezessete, veja só você.” E ainda assim a frase faria sentido, e não permitiria concluir-se q ele está dizendo que geeks menos antenados liam Alan Moore no século dezessete.
        Mas vc, sem saber ler direito, interpretou que ele estava dizendo que Geeks menos antenados liam Alan Moore na década de oitenta. Não é isso que foi dito, observe bem. Mas vc escolheu o erro de leitura para continuar a bater boca. Essa é a real.
        Pior ainda, não gostando que eu vi aqui para conversar, insistiu no erro ao dizer p mim que Alan Moore não escreveu sobre campos morfogenéticos na década de oitenta.
        Por fim, eu ia acabar esse comentário dando uma aula sobre as tiras do Alan Moore, mas quer saber? Cansei de gastar dedos c vc. Fui educado no meu comentário, tentei instruir vc e esclarecer a situação, mas vc respondeu com ironias também p mim. Logo, merece ser ignorado a partir de agora. Fique digitando sozinho aqui, cada palavra digitada vai ser um testemunho da sua incapacidade de admitir uma boa derrota, no sonho de tentar cavocar uma impossível péssima vitória.
        “Kill me”? Não preciso, vc já cometeu suicídio lá atrás, só não percebeu q já está morto.

      • Fernando Alonso

        vai ler um alan moore, pq sua resposta foi tão estúpida, que eu n me dei trabalho nem de terminar de ler.
        hahahahahahahaha pq só rindo de figura tão coxinhas, querendo discutir algo

      • Fernando Alonso

        e se for pra chamar de muleque, é bom que vc more em sp pq chamando de muleque e falando em nocaute, vc só ta me dando idéias…

      • Fernando Alonso

        “Pior ainda, não gostando que eu vi aqui para conversar, insistiu no erro ao dizer p mim que Alan Moore não escreveu sobre campos morfogenéticos na década de oitenta. ”

        como responder a isso?

        até responderia a td, mas vc escreveu de uma maneira tão horrivel, e mais, desviou completamente do primeiro comentário, e tudo isso, pq comprou as dores de alguém.

        how adorable!

      • Fernando Alonso

        Cara, que conversa de louco ein? isso aqui n vai levar a nd, leia meu primeiro comentário, eu só citei um fato.

        Essa conversa se encerra aqui =)

        Abraços!

      • Guest

        E digo mais, Marcos, uma outra coisa que eu pensei agora, dias depois:
        Tu é bobo, feio e chato! And I mean it.
        E meu pai é maior que o seu, e se teu pai usar um argumento horrível e patético que o meu não souber rebater, meu pai vai ignorar esse argumento tão horrível e vai querer bater no teu, ele leu Warriors antes do teu. The real thing or whatever!
        Essa conversa se encerra aqui, até eu lembrar de alguma outra coisa que me deixou irritado e eu voltar aqui para responder. Nuff said!
        Cara, estou mostrando a língua pra você nesse momento. Você não sabe, mas estou mostrando aqui na frente do computador. How disgusting.

  • Fernando Alonso

    e pra quem se interessar http://www.imdb.com/title/tt0410321/

  • Fernando Alonso

    vai deletar meu comentário mesmo?

  • George Bonfim

    Cara, meus parabéns!
    Em um tornado de ideias, opiniões, conceitos, ideologias e tantas outras vozes (e gritos), você conseguiu oferecer um excelente material com bom embasamento e com proposições de reflexões a serem realizadas por nós. Há quem deseje encontrar uma resposta a este recente movimento coletivo (o qual conversei com um amigo e ironizei a “coincidência” dos eventos em outros cantos do mundo, sobretudo o Ocupe Wall Street e a Primavera Àrabe), e acho que passado o espanto inicial, é interessante pensarmos com calma do que se trata, antes de fazermos qualquer julgamento ou definição do movimento, já que ele próprio ainda não encerrou-se (vide os recentes contornos apartidários e anti-partidários de menos de 24 horas atrás).
    Algo que também considero interessante é observarmos a capilaridade com a qual esses ideias, comentários, opiniões, desejos e anseios se espalham em vários pontos da internet, como o Facebook.

  • Isabella de Paiva

    Palmas, estou refletindo até agora.

  • Froid

    Genial se ateve ao q realmente interessa d forma totalmente imparcial, sem papo de ideologia de partido. Merece ter destaque na pagina inicial do site. vc matou a pau e confesso q me confortou, nao consigo dormir faz tempo por preocupação. Desde o inicio tive essa msm impressão q vc, so nao sabia muito bem oq era. Ja posso dormir em paz.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Fico feliz por ter gostado, Froid. Porém, eu não consigo sequer dormir ainda, quem dirá em paz. Acho que esse Cisne está fazendo muito barulho para que aina consigamos ter uma boa noite de sono.

  • Celso Nunes

    @victorlisboa:disqus, ótimo texto, mas porque em todo o texto, se refere ao escritor como “Alan Morre”? (espero que seja um erro de grafia simplesmente, e que possa ser corrigido).

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      Na verdade, Celso, não se trata de um simples erro de grafia e nem de sutil ironia: é um típico ato falho. Minha inveja de pretenso escritor sofre tanto com os prodígios do shaman de Northampton que eu gostaria de matá-lo. Sendo assim, e revelando um pouco de minha natureza vil, essa falha faz parte do texto e se impõe sua manutenção. :]

  • J. M. Machado

    Diante das manifestações que se multiplicam pelas cidades brasileiras, surgiram inúmeros comentários para explicar essa onda de revolta. Lamentavelmente, não consegui captar dos ilustres comentaristas quais são os problemas do povo brasileiro e os possíveis remédios. Por conta disso, vou tentar explicar as nossas mazelas, que precisam se estancadas, para o bem de todos.

    1. Temos que alterar o processo de escolha de políticos para cargos vitalícios de conselheiros e ministros dos tribunais de contas do Brasil (TCU, TCEs e TCMs).

    2. Temos que alterar o processo de escolha de integrantes da OAB para ocuparem vagas de desembargadores e ministros dos tribunais do Poder Judiciário (STF, STJ, TRFs, TJs, TRTs, TREs, etc.).

    3. Temos que alterar a legislação dos procedimentos licitatórios, no sentido de que a população seja informada ou tenha participação na escolha das empresas e dos prestadores de serviços que irão realizar obras e serviços de interesse da coletividade. Cada cidade de criar o Conselho da Cidade para tomar a decisão final sobre esses procedimentos administrativos de interesse da população local e nacional.

    4. Os ocupantes de cargos eletivos devem ser remunerados apenas por “jetom”, de acordo com as convocações para participarem das sessões plenárias e das reuniões das comissões, evitando-se os pagamentos de subsídios e verbas de gabinetes absurdas.

    5. Eliminar a maioria dos cargos de provimento em comissão em todas as esferas de governo, no sentido de que apenas uma equipe de comando seja nomeada, ficando atrelada a prestadores de serviços terceirizados e a equipe de servidores efetivos que representam a máquina administrativa de cada governo.

    6. Os profissionais liberais (médicos, advogados, contadores, economistas, administradores, odontólogos, engenheiros, arquitetos, etc.), devem prestar serviços públicos somente como prestadores de serviços terceirizados, ou seja, remunerados apenas pelos períodos em que forem contratados pelos órgãos e entidades públicas, para evitar que fiquem atrelados ao serviço público como sanguessugas do poder.

    7. Redefinir o processo eleitoral no Brasil, no sentido de:

    7.1 – Todas as decisões partidárias de interesse coletivo e, principalmente, aquela que trata da escolha de candidatos a cargos eletivos deve ser feita através de eleições diretas com participação de todos os filiados de cada agremiação partidária.

    7.2 – Reduzir o número de vereadores, deputados estaduais, deputados federais e Senadores, estabelecendo um número mínimo de integrantes para cada casa legislativa, suficiente para compor as comissões de trabalho de cada órgão legislativo. Não se pode admitir que precisamos de 582 deputados na Câmara Federal para decidir em plenário, qualquer assunto de interesse nacional, principalmente aprovar as leis de interesse dos brasileiros.

    7.3 – As eleições gerais devem ocorrer a cada cinco anos para todos os cargos eletivos e para as funções representativas em conselhos de cada cidade e a nível nacional. Ninguém deve ser indicado e nomeado para função de representação coletiva se não foi eleito democraticamente, onde todos os interessados tenham a oportunidade de disputar as vagas ofertadas, que podem ser preenchidas, excluídos os cargos de provimento efetivo que estão sujeitos ao procedimento do concurso público.

    7.4 – A legislação deve exigir o mínimo de escolaridade para os candidatos ocuparem as funções de representação coletiva, para evitar pessoas desqualificadas tomando decisões, apoiadas nas orientações de seus assessores.

    8. Os programas de TVs, as concessões públicas e a destinação dos recursos orçamentários devem ser discutidos pelos representantes das cidades, no sentido de que sejam eleitos prioridades na aplicação de tais recursos, dando prioridade para as áreas da saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e aquelas que possam contribuir para o progresso da nação, acabando-se com todos os privilégios e mazelas do serviço público, principalmente a corrupção pela omissão e falta de controle interno.

  • CSW

    Que texto louco, insanamente bem elaborado e combustível para mente doida. Parabéns Colin. Eu sempre viajei nessas histórias de ressonância. Não conhecia esses trabalhos e pesquisas que você citou. Eu estava levando essa teoria dos campos com uma espécie de grid magnético que circunda a Terra e interage com tudo e todos operando por diferencial de frequência. Então as massas maiores de energia magnética de mesmo diferencial poderiam ressonar dentro de sua faixa de espectro livremente criando uma espécie de broadcast de frequência para todos com o cerébro operando naquela faixa. Mas a teoria dos campos que você apresentou é melhor colocada. Deixando as viagens de lado, enquanto não sabemos se o tal campo existe nós temos a internet para fazer este papel. Eu sempre falo que a internet lembra um pouco de como a figura de Deus é descrita para alguns. Na esfera absoluta ela é tudo que existem em conhecimento humano e na esfera relativa ou individual ela é proporcional a sua curiosidade e a sua capacidade de fazer perguntas. Qualquer individuo pode aprender qualquer tópico mas não pode aprender tudo. Enquanto o absoluto não tem como expressar todo o conhecimento se não for em lotes menores de si mesmo. Dando a impressão que não tem nada ali e ao mesmo tempo esta tudo ali. Uma página de internet faz parte do todo mas não é todo conhecimento e se ela não estiver lincada a outras páginas ela é um nódulo isolado do todo. Onde eu quero chegar? Eu creio que este grid ou campo faz os links entres as páginas. Desculpem pessoal juro que não tomei nada antes de escrever. Abraço a todos.

    • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

      E o prêmio de mais original comentário vai para…
      Se você não tomou nada antes de (E DURANTE) escrever, sugiro que desenvolva essas ideias. IMHO, elas atualizam a teoria dos campos. Dá para aplicar Teoria do Caos nessas histórias e ir muito longe nas especulações. O voo (ou viagem) é livre. :]

      • CSW

        Victor..agradeço o incentivo, mas eu não tenho o foco necessário para desenvolver estes assuntos. Eu sou de TI com tendências esotéricas e na época eu estava entretido com a lenda dos ” Registros Akáshicos”, uma espécie de nuvem de memórias coletivas e a possibilidade de as memórias de todos nós NÃO estarem disponivel “localmente” e sim em todo lugar do planeta. Hoje é fácil colocar nesses termos pois temos a computação em nuvem que dá um exemplo prático disso. Então para não perder o foco eu entendi que devia começar humilde. Teria de ter um orgão no corpo que agiria como modulador de frequencias e um outro (ou o mesmo) que seria conversor de magnetismo em impulsos eletricos e vice versa. (uma placa de rede ethernet biológica). Me pareceu um bom começo. Até onde eu saiba fazemos modulações eletrônicas com cristais e pedras. Eu achei interessante que microcristais de calcita estivessem presente na glandula pineal. Oh! havia achado algo. A grosso modo tinhamos na pineal uma possível placa de rede (natural) e o cerebro otímo conversor eletrico/magnetico bioquimico. Mas pera lá! Isso seria generalizar DEMAIS a coisa. Talvez analisar o efeito piezoelétrico como um primeiro passo fosse mais adequado. Aw Vitor mas a historia é longa e ainda bem inconclusiva. Eu levo na brincadeira e como uma agradavel viagem mental para passar o tempo. Vale lembrar que eus principios também não são ortodoxos e tudo começou porque alguns principios esotéricos diziam que “tudo que esta embaixo esta em cima e tudo que esta dentro é refletido fora”. Se a internet foi exteriorizada em “matéria” ou em “3d”, ela deveria existir em outros “planos de percepção”. Então eu procuro correspondências biológicas que suportem estas afirmações. Podiamos fazer afirmações bem profanas que no futuro vamos chegar a estas conclusões porque não teremos energia suficiente para manter o volume de dados e aparecerá a solução mais simples de utilizar os campos magnéticos do planeta e sua energia para armazenar a grande nuvem. Isso não antes da próxima geração de tecnologias (cristais de armazenamento, holografia e processamento quântico). Criando a sequência cronológica tecnologia a base silicio, tecnologia de quatzo e por ultimo tecnologia biológica (creio que será nesta ultima que entenderemos os campos magnéticos da Terra). Vale dizer que a cada minuto que perdemos em dramas sociais ultrapassados, é um minuto a menos rumo a nosso desenvolvimento como seres humanos e como uma raça. A muitos séculos a corrupção vem sendo discutida e a cada nova geração o problema se mantém. Temos as estrelas para conquistar, temos um universo para explorar e estamos estancados em “dramas”. Hoje politicos, amanhã não se sabe. Estou feliz com os protestos e espero que desta vez possamos ter os céus abertos, investimentos e fundos as pesquisas, a educação e ao desenvolvimento de todos nós como um todo que somos (ou parece ser). Obrigado por este espaço e grande abraço. P.s – se descobrir alguma coisa venho te contar ..rs

      • http://www.minhadistopia.com/ Victor Lisboa

        Cara, tua mensagem é tão boa que fiquei até sem graça de responder, rs. Espero que receba alguma notificação dessa resposta e saiba que não ficou no vazio teu último comentário.

        Estou mais ou menos a par do que seriam Arquivos Akáshicos e também das exaustivas especulações sobre a glândula pineal. Aliás tem um neurologista californiano (e, logo, meio riponga por natureza), o Rick Strassman, que demonstrou (ou pelo menos divulgou a descoberta de outros) que a glândula pineal é capaz de produzir pequenas quantidades de DMT, substância alucinógena, o que nos faz especular até que ponto a realidade “criada”/”representada” na mente depende dessas diminutas doses de DMT.

        Tive de pesquisar no google agora o que é “pizoelétrito”. =]

        Sim, essas teorias não são conclusivas, mas somos diletantes sem o compromisso de propor verdades absolutas, nossa intenção é só brincar com “hipóteses especulativas”, sem a pretensão de levar a sério nossas próprias ideias, até porque só levo a sério aquilo que foi rigorosamente submetido ao crivo do “método científico”. A proposta é justamente levar na brincadeira, algo tão lúdico quanto para outros seria jogar ping-pong na beira da praia.

        Nesse terreno do puramente lúdico, a concepção de correspondências no plano biológico, psicológico/arquetípico e talvez “espiritual” (entenda esse termo como quiser, inclusive como espécies de campos eletromagnéticos sutis) também me agrada.

        Perdi sua linha de pensamento na parte “sequência cronológica tecnologia a base silicio, tecnologia de quatzo e por ultimo tecnologia biológica”, e tive a ligeira sensação de que você estava fazendo troça. =]

        Você lança muitas ideias interessantes nesses comentários, então primeiro gostaria de saber se você me autoriza a utilizá-las de alguma forma, inclusive em um texto do PdH com atribuição da autoria nem que seja ao “CSW”. Em segundo proponho que converse comigo, basta entrar no meu blogo Minha Distopia (google it) e enviar uma mensagem e assim trocamos emails sem exposição desnecessária.

        Sua conclusão é irretocável, mas lembre que a humanidade é um comboio de navios e algumas embarcações ainda estão lá atrás, aprendendo a utilizar a propulsão a vapor. E também precisamos tomar cuidado para que não haja demasiado distanciamento entre as embarcações mais avançadas e aquelas lá atrás, para não repetirmos na modernidade aquela segmentação em castas que houve na índia: os brâmanes tecendo sofisticadas elocubrações sobre a natureza do universo e o povão sacrificando crianças e cavalos a deidades de pele colorida.

        Abraço!

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  • Eliz

    A melhor visão que li até agora sobre os acontecimentos. Acho que usando a rede social podemos avançar, e talvez até aparecer outro cisne, e ampliar de forma coletiva mesma essa percepção. Parabéns ao Victor e ao blog por publicar.

  • And_Terra

    O dito “movimento” É UMA ESQUERDA ENVERGONHADA ou finge de sonso “apartidário” p tentar arrebanhar o máximo de apoio possível, porque as demandas levantadas nos protesto TEM ENDEREÇO CERTO, só falta nomear! Quem é o responsável pela LEI DA COPA e pelas obras bilionárias ? O PT ! Quem CONCEDEU ISENÇÃO FISCAL aos eventos da FIFA ? O PT ! Quem é o responsável pela política macroeconômica e aumento da inflação que impacta os custos de vida e do transporte? O PT ! Qual governo possui 39 ministérios p atender afilhados políticos? O PT ! Quem está patrocinando a aprovação da PEC 37 no congresso ? O PT ! Quem completará 12 anos no poder e o Brasil continua com portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, transporte urbano, saúde e educação SUCATEADAS, além de não ter feito NENHUMA das reformas essenciais: política, administrativa e tributária? Podem chorar as pitangas à vontade,;sem ser objetivo e verdadeiro nada irá mudar!

  • And_Terra

    Parece impossível para boa parte dos analistas conseguirem compreender uma mobilização social que não esteja atrelada a algum partido político ou que não tenha sido cooptada pelo Estado. Eles não enxergam o caráter cívico, transversal em termos de frações de classe e a tendência apartidária (independente) desta mobilização!
    .
    Se há algo neste país que é “democrático” e não “discrimina” ninguém é a péssima oferta de serviços públicos, dos quais todos dependem em alguma medida, não só pelo que fazem, e mal, mas também pelo que deixam de fazer por omissão e descaso, atrapalhando o dia a dia do cidadão. Pelo que vejo, a precariedade do Estado nesse sentido e a opressão que os grandes centros urbanos, com sua estrutura deficitária, exercem sobre parcela importante da população, foi o “amálgama” que jungiu os manifestantes levando estes a identificarem na classe política o responsável direto, daí derivando as demais críticas como os gastos da Copa, Corrupção, PEC 37, impunidade, violência… como se a resolução desses temas no plano político pudessem trazer dias melhores. O clima, o teor das insatisfações era gestado na rede e compartilhada “em massa” há um bom tempo, também pela mídia convencional em humorísticos, jornais… pródigos em explicitar as contradições entre a propaganda oficial e o cotidiano violento das urbes em todos os sentidos: violência, trânsito, saúde, educação, meio-ambiente … Talvez estivesse mesmo “esperando para nascer” e nada mais apropriado do que um momento onde confrontaram-se(uniram-se ?) dois temas cabais: repressão policial (estatal) versus a manifestação onde a reivindicação central dizia respeito a mobilidade urbana!
    .
    Pelo que tenho acompanhado, quem opta pelos dualismos: direita x esquerda, conservadores x liberais, progressistas x reacionários , oposição x situação … formas predominantes nas opiniões do petismo – talvez por se sentirem acuados – tende a compreender de forma limitada os eventos recentes. É natural que o PT sofra um desagaste maior, porque administra o Gov.Federal e a maior metrópole do país. Mas levaram para o “lado pessoal”, não entendem que o ataque se deve mais à sua posição de poder do que às suas bandeiras. O interessante é que, os que publicamente se manifestam nesse sentido, “bipolar”, tendem ao tom acusatório e desqualificador dos protestos, numa atitude antipática que tem redundado como resposta um certo direcionamento político, mas contrário ao PT, por parte de quem antes se identificava como “politicamente neutro”. No afã de marcar território e reafirmar sua identidade, no calor do momento, o petismo tem agido de forma precipitada, contraproducente, correndo o risco de perder boa parte dessa força que está nas ruas e que, compreendo, está mais preocupada com sua condição cidadã ( bem estar social, qualidade de vida, oportunidades) do que propriamente com política em sentido estrito.

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  • Arthur L R Souza

    Muito bom cara

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  • Vinicius de Moraes

    Do topo do que alguns talvez chamem de minha ‘arrogância’, gostaria de oferecer ao autor meu humilde feedback, não sobre a *essência* do conteúdo, mas sobre o ‘encapsulamento’: > Evite prolixidade desnecessária..
    Gostei dos raciocínios apresentados, mas por vezes pareceu um certo ‘mal de humanas’, que adorna muito um texto e deixa a leitura mais carregada do que o ótimo.

    Claro que essa é só a minha humilde opinião de merda..
    Keep up the good work.

  • Arnaldo Ribeiro

    REPATRIANDO PARA
    JERUSALÉM O POVO DE ISRAEL QUE PERMANECIA EXILADO NA BABILÔNIA, CULTUANDO
    DEUSES FAJUTOS E PADECENDO SOB O JUGO DE PECADOS INCONSCIENTES, DE CASTIGOS, E
    DE SOFRIMENTOS: Até o dia 30.09.1985, poucos entendiam o significado disto: (AP.17.5) –
    BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA:
    (IS.16.14) – AGORA, PORÉM, O SENHOR FALA E DIZ: (LE.1.12) – EU, O PREGADOR,
    VENHO SENDO REI DE ISRAEL EM JERUSALÉM; (JÓ.34.30) – PARA QUE O IMPIO NÃO REINE
    E NÃO HAJA QUEM ILUDA O POVO: (JR.29.20) – OUVI, POIS. A MINHA PALAVRA, TODOS
    VÓS, OS QUE ENVIEI DE JERUSALÉM PARA O EXILIO DA BABILÔNIA; (1PE.4.17) – PORQUE
    A OCASIÃO DE COMEÇAR O JUÍZO PELA CASA DE DEUS É CHEGADA: (LV.17.12) PORTANTO,
    TENHO DITO AOS FILHOS DE ISRAEL: Agora todo mundo entenderá que os donos da
    mídia, os gentios, e todos os desalmados que escondem da nossa gente a herança
    que a Ação do Amor tem legado aos futuros Cristãos, através da Bibliogênese de
    Israel; JÁ PASSARAM A SER PECADORES CONSCIENTES, pois sabem que perpetuam a
    ignorância dos descrentes, que continuarão na Babilônia praticando o mal da desobediência,
    da mentira, da idolatria, da imoralidade, da prostituição, dos casamentos
    ilícitos, do aborto, da corrupção, da injustiça, da violência, das guerras, e
    de muitos outros pecados abomináveis; que têm infernizado a vida terrena:
    Todavia, graças à esta Providência Divina, é assim também que já iniciamos o
    repatriamento dos Seres Vivos para Jerusalém – a terra prometida -, segundo a
    soberana vontade De Deus: (MT.810) OUVINDO ISTO ADMIROU-SE JESUS E DISSE AOS QUE
    O SEGUIAM: (LC.8.45) – ALGUÉM ME TOCOU, PORQUE SENTI QUE DE MIM SAIU PODER:
    (JB.15.22) – SE EU NÃO VIERA, NEM LHES HOUVERA FALADO, PECADO NÃO TERIAM, MAS
    AGORA NÃO TEM DESCULPA DO SEU PECADO;(LV.18.28) – NÃO SICEDA QUE A TERRA VOS VOMITE,,HAVENDO-A
    CONTAMINADO;,COMO VOMITOU O POVO QUE NELA ESTAVA ANTES DE VÓS:;(JB.15.25) –
    ISTO, PORÉM, É PARA QUE SE CUMPRA A PALAVRA ESCRITA NA SUA LEI::(AP.18.10)– AI!
    AI! TU, GRANDE CIDADE, BABILÔNIA, TU PODEROSA CIDADE!, POIS, EM UMA HORA,
    CHEGOU O TEU JUIZO; (2CO.10.7) – OBSERVAI O QUE ESTÁ EVIDENTE, no âmago dessa
    parábola:

    (JR.50.46) – AO ESTRONDO DA TOMADA DE
    BABILÔNIA, ESTREMECEU A TERRA; E O GRITO SE OUVIU ENTRE AS NAÇÕES:

    (São 72 letras e 4
    sinais que gritam entre os Seres que já estão despertos):

    DEUS TESTOU A GENTE NA VIDA ETERNA DE SÁBIO, E
    EU TESTO O CORAÇÃO SEM AMOR: ARNALDO RIBEIRO

  • Catia Martins da Silva

    ótimo texto, fiquei presa até o fim…

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  • Paulo Barni

    Cara… Voce escreve muito bem!!! (conseguiu me “prender” até o fim da leitura)

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