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	<title>Comentários sobre: &#8220;Mamãe não pode saber&#8221;</title>
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		<title>Por: Jeeeh_rech</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-531034</link>
		<dc:creator>Jeeeh_rech</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 22:05:00 +0000</pubDate>
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		<description>olha eu não tenh dialago com minha mae,e ela só me falava não faz sexo vc vai ficar grávida,não faz isso nem aquilo,nem aquele,eu perdi cm meu primeiro namo e foi muito bom por sinal,eu estava namorando mas terminei e eu contei pra ela,ela ficou loka e agora se eu passo mals ou não to bem do estomago ela fica dizendo vc tá gravida,vc tá gravida,não me ajuda nem dá conselhos só sabe jogar pedras,eu axo que seria melhor nem ter contado pqe agora minha vida virou um inferno,e se meu pai sabe ele me manda enbora de casa então eu não consigo converçar com minha mae sobre sexo,esses dias ela me xamou de puta pqe eu tranzei cm meus ex namos 2 só tive 2.
e quando fico com alguem ela já vai dizendo vc tranzou néh,eu sei,sendo que eu não fiz nada....
eu não sei converçar cm minha mae,
ela só fala de grávidez e eu odeio isso!!!
meu nome é jéssica,tenho 14 anos de idade...
e não confio na minha mae!!!

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		<content:encoded><![CDATA[<p>olha eu não tenh dialago com minha mae,e ela só me falava não faz sexo vc vai ficar grávida,não faz isso nem aquilo,nem aquele,eu perdi cm meu primeiro namo e foi muito bom por sinal,eu estava namorando mas terminei e eu contei pra ela,ela ficou loka e agora se eu passo mals ou não to bem do estomago ela fica dizendo vc tá gravida,vc tá gravida,não me ajuda nem dá conselhos só sabe jogar pedras,eu axo que seria melhor nem ter contado pqe agora minha vida virou um inferno,e se meu pai sabe ele me manda enbora de casa então eu não consigo converçar com minha mae sobre sexo,esses dias ela me xamou de puta pqe eu tranzei cm meus ex namos 2 só tive 2.<br />
e quando fico com alguem ela já vai dizendo vc tranzou néh,eu sei,sendo que eu não fiz nada&#8230;.<br />
eu não sei converçar cm minha mae,<br />
ela só fala de grávidez e eu odeio isso!!!<br />
meu nome é jéssica,tenho 14 anos de idade&#8230;<br />
e não confio na minha mae!!!</p>
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	<item>
		<title>Por: Carol L.</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-509934</link>
		<dc:creator>Carol L.</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 05:33:00 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo muuito com você Juliana F.Achei esse post completamente machista, pacato e ignorantecom enfase nesse trecho:&quot;Não quis ter atitude de adulta ao transar? Arque com as consequências, como boa “adulta” que você é.&quot;
O modo com que você tratou as meninas ou mulheres foi completamente ignorante,pois apenas apoia a falta de diálogo e a ignorância dos pais que proibem a filha de fazer sexo antes do casamento, diz que a garota não está preparada para transar o que é totalmente errado pois se ela quer fazer sexo é porque se sente preparada para isso! A mulher sabe muito bem a hora de tomar ou não suas atitudes, se ela se acha preparada pra transar ela tem todo o direito de fazer isso não deixando de ser aquela adolescente que se preocupa com espinhas, apenas tendo uma vida sexual ativa.Uma vida sexual ativa é apenas UM dos primeiros passos de se tornar uma mulher, não é porque ela não é mais virgem que ela vai deixar de ser uma adolescente. O amadurecimento vem aos poucos, só porque ela transa não quer dizer que seja uma &quot;adulta&quot;, hoje, o sexo não é mais só direito do adulto, é do adolescente também! Ou você conhece algum casal de namorados (namoro = relação fixa de mais de 6 meses) entre 16 e 17 anos que nunca tenham transado? Se conhecer, me mande que eu também quero conhecê-los!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo muuito com você Juliana F.Achei esse post completamente machista, pacato e ignorantecom enfase nesse trecho:&#8221;Não quis ter atitude de adulta ao transar? Arque com as consequências, como boa “adulta” que você é.&#8221;<br />
O modo com que você tratou as meninas ou mulheres foi completamente ignorante,pois apenas apoia a falta de diálogo e a ignorância dos pais que proibem a filha de fazer sexo antes do casamento, diz que a garota não está preparada para transar o que é totalmente errado pois se ela quer fazer sexo é porque se sente preparada para isso! A mulher sabe muito bem a hora de tomar ou não suas atitudes, se ela se acha preparada pra transar ela tem todo o direito de fazer isso não deixando de ser aquela adolescente que se preocupa com espinhas, apenas tendo uma vida sexual ativa.Uma vida sexual ativa é apenas UM dos primeiros passos de se tornar uma mulher, não é porque ela não é mais virgem que ela vai deixar de ser uma adolescente. O amadurecimento vem aos poucos, só porque ela transa não quer dizer que seja uma &#8220;adulta&#8221;, hoje, o sexo não é mais só direito do adulto, é do adolescente também! Ou você conhece algum casal de namorados (namoro = relação fixa de mais de 6 meses) entre 16 e 17 anos que nunca tenham transado? Se conhecer, me mande que eu também quero conhecê-los!</p>
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		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-478404</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 19:50:00 +0000</pubDate>
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		<description>Infelizmente essa é a realidade de boa parte das famílias brasileiras. Os pais não tem coragem de conversarem abertamente com os filhos e orientação sexual nas escolas na maioria das vezes deixa desejar, já que, os professores tem vergonha de conversarem sobre o assunto.

O meu pai por exemplo só tocava no assunto de maneira grosseira para falar de coisas que agregavam em nada. A minha mãe somente de maneiras indiretas, do tipo: &quot;fulando vai ser pai, não tomou cuidado...&quot;

Tudo que eu aprendi foi com a internet.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente essa é a realidade de boa parte das famílias brasileiras. Os pais não tem coragem de conversarem abertamente com os filhos e orientação sexual nas escolas na maioria das vezes deixa desejar, já que, os professores tem vergonha de conversarem sobre o assunto.</p>
<p>O meu pai por exemplo só tocava no assunto de maneira grosseira para falar de coisas que agregavam em nada. A minha mãe somente de maneiras indiretas, do tipo: &#8220;fulando vai ser pai, não tomou cuidado&#8230;&#8221;</p>
<p>Tudo que eu aprendi foi com a internet.</p>
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	<item>
		<title>Por: Amanda</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-471035</link>
		<dc:creator>Amanda</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 02:13:00 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com a Juliana. A nossa sociedade é machista mas não assume. É na adolescencia que a vida adulta começa e é nela que a atenção dos pais deve redobrar, assim, o tranco deverá ser resolvido por todos quando falta o essencial, a orientação. Infelismente é a menina que passa por todas as situações difíceis, é ela que vai gerar, dar a luz.... isso para uma adolescente não é visto com a magia, dom de Deus, mas um castigo por ter feito algo &quot;errado&quot;. A sociedade cobra é da menina quando algo dá errado, mas esquece que uma transa acontece com 2 pessoas e na maioria das vezes por meninas e meninos. Então ilustríssimo, com todo respeito, esse &quot;tranco&quot; deve-se sim à sociedade e principalmente aos pais que se omitiram na hora mais importatante. Não é um peso a ser carregado só com a menina. E de mais a mais, conheço muuuuuuita gente que se diz adulta, faz cagada para outras pessoas resolverem. Uma gravidez, doença venérea e a consequencia da iniciação à vida sexual deve ser dividida sim com os pais da menina, do menino e dele próprio. Abraços... Amei o post! </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com a Juliana. A nossa sociedade é machista mas não assume. É na adolescencia que a vida adulta começa e é nela que a atenção dos pais deve redobrar, assim, o tranco deverá ser resolvido por todos quando falta o essencial, a orientação. Infelismente é a menina que passa por todas as situações difíceis, é ela que vai gerar, dar a luz&#8230;. isso para uma adolescente não é visto com a magia, dom de Deus, mas um castigo por ter feito algo &#8220;errado&#8221;. A sociedade cobra é da menina quando algo dá errado, mas esquece que uma transa acontece com 2 pessoas e na maioria das vezes por meninas e meninos. Então ilustríssimo, com todo respeito, esse &#8220;tranco&#8221; deve-se sim à sociedade e principalmente aos pais que se omitiram na hora mais importatante. Não é um peso a ser carregado só com a menina. E de mais a mais, conheço muuuuuuita gente que se diz adulta, faz cagada para outras pessoas resolverem. Uma gravidez, doença venérea e a consequencia da iniciação à vida sexual deve ser dividida sim com os pais da menina, do menino e dele próprio. Abraços&#8230; Amei o post!</p>
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	<item>
		<title>Por: Atefah Karim</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-470355</link>
		<dc:creator>Atefah Karim</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 02:44:00 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com você em muitas partes. Principalmente, sobre até onde vai a responsabilidade dos pais...

Bem, darei um relato diferente...

Eu casei jovem e virgem. Minha mãe sempre conversou muito comigo e me explicou sobre o motivo de serem contra o sexo fora do casamento. E eu vi muita lógica nos motivos dela.
Eu simplesmente resolvi viver conforme nossas tradições pois nelas eu via segurança.
Não casei virgem somente por uma questão moral-religiosa não. Mas sim por ver mais vantagens e não estar disposta a correr riscos  e sofrer psicologica e emocionalmente por conta dos grandes abalos que são comuns num relacionamento nada estável e maduro que é um namoro.
ALIÁS, NUNCA NAMOREI( e engana-se quem afirma cheio de certeza que quem não tem experiência não terá uma vida sexual proveitosa e prazer). Preferi mesmo me preservar ao máximo e dediquei meus anos de juventude a buscar primeiro conhecer o mundo o qual me cerca, por meio de meus livros  e visitas à bibliotecas. Não me mantive virgem por simplesmente ficar trancafiada em casa e só ter a permissão de ir da escola para casa e assim não ter oportunidades ( como esteriotipam a vida de nós jovens mulheres muçulmanas).
Eu ainda acho que a falta de diversidade cultural ( leituras por ex),uma vida monótona sem incentivo ao amor pelo conhecimento, sempre com proibições sem motivo prévio algum, tv como o único meio de distração e transformar o corpo e o sexo como assuntos que devem ser evitados, só aumentam a curiosidade e o clima de suspense ao redor da prática sexual, tornando atraente e glamoroso o sexo, como forma de se desafiar o desconhecido e forma autoritária como os pais os tratam. Isso são os efeitos gerados no psicológico dos adolescentes.
 Mamãe me deixava ir sozinha estudar e ter &quot;contato&quot; com o sexo masculino e tive paixões platônicas hein... Mas a minha paixão pelos livros, sempre falou mais alto. Não via nada demais no sexo nem atraente, o que eu obtinha com minhas leituras, com certeza me foram mais valiosas e prazerosas do que transas escondidas e noites mal dormidas preocupada se iria levar um &quot;pé no traseiro&quot; do fulano que se divertia comigo , ou se minha menstruação iria vir...
 Tive um grande incentivo de minha mãe nisso.. ela , uma mulher muçulmana dos seus quarenta anos, e ainda vive estudando...

Enfim, eu tive oportunidade de namorar sim, e experimentar todo o tipo de costume que são contrários aos costumes que são valorizados em minha tradição. Simplesmente por um meio de amor próprio e instinto de auto-preservação, não deixei meus hormônios serem mais fortes que meu intelecto...

Hoje, eu sou mãe ( e ainda sou jovem) de uma menina que acabou de fazer 1 ano. Tive uma gravidez sem maltratar meu corpo e meu emocional com turbulências.. Minha gravidez veio no momento em que meu relacionamento com meu mozão ( meu marido rs) estava maduro e estável.. Tive todo o apoio para passar os maus momentos que uma gravidez pode trazer, como alterações de humor e do lado emocional.. Não tive que passar pela tortura ao meu psicológico e emocional de ter que implorar para o pai da minha filha reconhecer a paternidade e arcar com a responsabilidade do ato sexual que teve comigo, que seria o sustento da criança.Não tive que passar as noites dolorosas de recuperação pós-parto sem um abraço e um carinho... Não tive que ficar na maternidade sozinha, pois o pai da minha filha, não era apenas um namoradinho cheio de hormônios dominando grande parte de seu cérebro, sem deixar espaço nenhum para intelecto e apreciação de valores, que apenas queria experimentar o sexo, tão quanto os animais também experimentam...
Não tive que passar pela tortura e estresse de me descabelar a cada ida ao ginecologista, nem tive os infortonúios de ficar apreensiva com menstruações atrasadas e pensar desesperadamente &#039;Putz, eu estou estudando, sou jovem, nem sei o cara vai mesmo querer manter um relacionamento sério comigo, e estou a um fio de estar esperando um filho dele sem ter nenhuma tranquilidade do que irá acontecer se isso for mesmo o fato&quot;... Também não tive que ir correndo trabalhar em qualquer tipo de exploração por aí, tendo gravidez fora de hora,tendo que deixar a criança sem a minha presença, gerando um futuro ser humano problemático, por alguns momentos de transa..que sei se iriam ser tão bons assim, pois medo, tensão,incertezas...iriam tirar todo o preparo que um bom sexo exige para ser proveitoso...
Não tenho vergonha de ter casado virgem, mesmo sendo jovem... não condenei meu corpo à torturas físicas ( tipo tomando remédios sem acompanhamento) e emocionais, nem condenei minha filhinha linda, a ficar chorando sentindo minha falta...Perdendo momentos importantes para o desenvolvimento saudável dela, como amamentar, acalentar.. e viver num ambiente equilibrado , seguro e alegre...
Minha caretice, como alguns preferem chamar, me livrou de ser mais uma adolescente numa mesa de aborto qualquer aí, me livrou de decepções que poderiam causar bloqueios em minha vida sexual e afetiva... Me livrou de cicatrizes que talvez nem o tempo fosse capaz de apagar...
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com você em muitas partes. Principalmente, sobre até onde vai a responsabilidade dos pais&#8230;</p>
<p>Bem, darei um relato diferente&#8230;</p>
<p>Eu casei jovem e virgem. Minha mãe sempre conversou muito comigo e me explicou sobre o motivo de serem contra o sexo fora do casamento. E eu vi muita lógica nos motivos dela.<br />
Eu simplesmente resolvi viver conforme nossas tradições pois nelas eu via segurança.<br />
Não casei virgem somente por uma questão moral-religiosa não. Mas sim por ver mais vantagens e não estar disposta a correr riscos  e sofrer psicologica e emocionalmente por conta dos grandes abalos que são comuns num relacionamento nada estável e maduro que é um namoro.<br />
ALIÁS, NUNCA NAMOREI( e engana-se quem afirma cheio de certeza que quem não tem experiência não terá uma vida sexual proveitosa e prazer). Preferi mesmo me preservar ao máximo e dediquei meus anos de juventude a buscar primeiro conhecer o mundo o qual me cerca, por meio de meus livros  e visitas à bibliotecas. Não me mantive virgem por simplesmente ficar trancafiada em casa e só ter a permissão de ir da escola para casa e assim não ter oportunidades ( como esteriotipam a vida de nós jovens mulheres muçulmanas).<br />
Eu ainda acho que a falta de diversidade cultural ( leituras por ex),uma vida monótona sem incentivo ao amor pelo conhecimento, sempre com proibições sem motivo prévio algum, tv como o único meio de distração e transformar o corpo e o sexo como assuntos que devem ser evitados, só aumentam a curiosidade e o clima de suspense ao redor da prática sexual, tornando atraente e glamoroso o sexo, como forma de se desafiar o desconhecido e forma autoritária como os pais os tratam. Isso são os efeitos gerados no psicológico dos adolescentes.<br />
 Mamãe me deixava ir sozinha estudar e ter &#8220;contato&#8221; com o sexo masculino e tive paixões platônicas hein&#8230; Mas a minha paixão pelos livros, sempre falou mais alto. Não via nada demais no sexo nem atraente, o que eu obtinha com minhas leituras, com certeza me foram mais valiosas e prazerosas do que transas escondidas e noites mal dormidas preocupada se iria levar um &#8220;pé no traseiro&#8221; do fulano que se divertia comigo , ou se minha menstruação iria vir&#8230;<br />
 Tive um grande incentivo de minha mãe nisso.. ela , uma mulher muçulmana dos seus quarenta anos, e ainda vive estudando&#8230;</p>
<p>Enfim, eu tive oportunidade de namorar sim, e experimentar todo o tipo de costume que são contrários aos costumes que são valorizados em minha tradição. Simplesmente por um meio de amor próprio e instinto de auto-preservação, não deixei meus hormônios serem mais fortes que meu intelecto&#8230;</p>
<p>Hoje, eu sou mãe ( e ainda sou jovem) de uma menina que acabou de fazer 1 ano. Tive uma gravidez sem maltratar meu corpo e meu emocional com turbulências.. Minha gravidez veio no momento em que meu relacionamento com meu mozão ( meu marido rs) estava maduro e estável.. Tive todo o apoio para passar os maus momentos que uma gravidez pode trazer, como alterações de humor e do lado emocional.. Não tive que passar pela tortura ao meu psicológico e emocional de ter que implorar para o pai da minha filha reconhecer a paternidade e arcar com a responsabilidade do ato sexual que teve comigo, que seria o sustento da criança.Não tive que passar as noites dolorosas de recuperação pós-parto sem um abraço e um carinho&#8230; Não tive que ficar na maternidade sozinha, pois o pai da minha filha, não era apenas um namoradinho cheio de hormônios dominando grande parte de seu cérebro, sem deixar espaço nenhum para intelecto e apreciação de valores, que apenas queria experimentar o sexo, tão quanto os animais também experimentam&#8230;<br />
Não tive que passar pela tortura e estresse de me descabelar a cada ida ao ginecologista, nem tive os infortonúios de ficar apreensiva com menstruações atrasadas e pensar desesperadamente &#8216;Putz, eu estou estudando, sou jovem, nem sei o cara vai mesmo querer manter um relacionamento sério comigo, e estou a um fio de estar esperando um filho dele sem ter nenhuma tranquilidade do que irá acontecer se isso for mesmo o fato&#8221;&#8230; Também não tive que ir correndo trabalhar em qualquer tipo de exploração por aí, tendo gravidez fora de hora,tendo que deixar a criança sem a minha presença, gerando um futuro ser humano problemático, por alguns momentos de transa..que sei se iriam ser tão bons assim, pois medo, tensão,incertezas&#8230;iriam tirar todo o preparo que um bom sexo exige para ser proveitoso&#8230;<br />
Não tenho vergonha de ter casado virgem, mesmo sendo jovem&#8230; não condenei meu corpo à torturas físicas ( tipo tomando remédios sem acompanhamento) e emocionais, nem condenei minha filhinha linda, a ficar chorando sentindo minha falta&#8230;Perdendo momentos importantes para o desenvolvimento saudável dela, como amamentar, acalentar.. e viver num ambiente equilibrado , seguro e alegre&#8230;<br />
Minha caretice, como alguns preferem chamar, me livrou de ser mais uma adolescente numa mesa de aborto qualquer aí, me livrou de decepções que poderiam causar bloqueios em minha vida sexual e afetiva&#8230; Me livrou de cicatrizes que talvez nem o tempo fosse capaz de apagar&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Clair</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-465148</link>
		<dc:creator>Clair</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 20:14:00 +0000</pubDate>
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		<description>Sou obrigada a concordar com a Juliana F. Tive uma educação péssima, cuja receita foi: autoritarismo, violência doméstica, machismo. Fui mãe aos dezesseis anos, meu filho agora tem onze. Quando li o artigo, veio na memória o que mais escutei do meu pai quando engravidei: &quot;Não quis abrir as pernas? Agora aguenta.&quot; Eu não pude sequer ter meu baile de formatura do colegial, que foi uma espécie de &quot;vingança&quot; do meu pai. Resultado: tenho pavor de ser mãe novamente, tenho &quot;n&quot; bloqueios sexuais e não consigo enxergar o sexo como um ato saudável. Quando se vem de um lar violento e desequilibrado, não se tem muitas escolhas. Inclusive a escolha de conseguir tomar anticoncepcional com seus pertences sendo investigados diariamente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou obrigada a concordar com a Juliana F. Tive uma educação péssima, cuja receita foi: autoritarismo, violência doméstica, machismo. Fui mãe aos dezesseis anos, meu filho agora tem onze. Quando li o artigo, veio na memória o que mais escutei do meu pai quando engravidei: &#8220;Não quis abrir as pernas? Agora aguenta.&#8221; Eu não pude sequer ter meu baile de formatura do colegial, que foi uma espécie de &#8220;vingança&#8221; do meu pai. Resultado: tenho pavor de ser mãe novamente, tenho &#8220;n&#8221; bloqueios sexuais e não consigo enxergar o sexo como um ato saudável. Quando se vem de um lar violento e desequilibrado, não se tem muitas escolhas. Inclusive a escolha de conseguir tomar anticoncepcional com seus pertences sendo investigados diariamente</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Angelo</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-157952</link>
		<dc:creator>Angelo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 03:54:00 +0000</pubDate>
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		<description>A falta de dialogo é uma grande ignorância dos pais, isso eu sei, pois eu nunca tive dialogo com meus pais sobre sexo, muito menos eles comigo. Tive que aprender sobre muitas coisas na vida se virando e depois que eu amadureci, eu pude ver como o mundo realmente é e os pais não preparam seus filhos para isso. Quando for pai um dia vou ter um dialogo dos mais abertos com meus filhos pois sei que isso vai ser o principio mais básico na vida deles.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de dialogo é uma grande ignorância dos pais, isso eu sei, pois eu nunca tive dialogo com meus pais sobre sexo, muito menos eles comigo. Tive que aprender sobre muitas coisas na vida se virando e depois que eu amadureci, eu pude ver como o mundo realmente é e os pais não preparam seus filhos para isso. Quando for pai um dia vou ter um dialogo dos mais abertos com meus filhos pois sei que isso vai ser o principio mais básico na vida deles.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Guest</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-142079</link>
		<dc:creator>Guest</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 10:31:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11227#comment-142079</guid>
		<description>Meu relacionamento com minha mãe era PARCIALMENTE liberal: todo assunto era possível, desde que nada tivessem haver com as minhas experiências! &lt;br&gt;Era absolutamente normal eu fazer perguntas - que a deixavam completamente sem graça - e obter respostas plausíveis... uma vez que, segundo ela, era muito melhor que eu soubesse a teoria em casa. Até acho que ela realmente gostaria que eu contasse algo, mas nunca me senti a vontade... vai saber o que minha mãe poderia pensar de mim?! &quot;Criei um monstro!!!&quot; &lt;br&gt;Não que eu tenha tido uma adolescência &quot;promiscua&quot; - e não tive mesmo! - Mas sempre fui muito avançadinha... com 10 anos aconteceu o primeiro beijo na boca, então imagine o que se passaria pela cabeça dos meus pais?! Até porque, sempre deixei bem claro que NUNCA, DE FORMA ALGUMA, EU CASARIA VIRGEM... &lt;br&gt;Com 15/16 tive meu primeiro namorado, aconteceu a primeira relação sexual (e foi o único, até porque, ainda estou com ele) com 3 meses de namoro. Contei pra minha mãe por SMS, depois de um ano e com muita tensão! Logo depois, minha menstruação atrasou... foi um caos, minha mãe disse pro meu pai se preparar pra ser vovô, me obrigou a fazer exame de sangue e bem no dia, a bendita desceu... Depois de toda a tensão e julgamento que me fizeram, tudo voltou ao normal e eu nunca mais tive vergonha de contar nada pra minha mãe e menos ainda pro meu pai! O que não quer dizer que eu saia falando o que fiz ou deixei de fazer... rs&lt;br&gt;O que quero dizer é que as vezes, os pais não são tão radicais assim, mas os filhos por sua vez, tem &quot;respeito/vergonha/medo da reação&quot; exagerado! Os pais não merecem (porque pode traumatizar...) e nem querem saber como anda a vida sexual dos filhos... Agora é óbvio e certo que a criatura engravidar porque não teve o cuidado de se previnir, merece um mega sermão, uns tapas (ops, isso agora é proibido, né?!), um castigo, sei lá... A não ser que se tenha alguma doença mental, não existe desculpa pro fato de engravidar sem querer... Quer dizer, o alcool é uma desculpa plausível mas não aceitável! rsrsrsr</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu relacionamento com minha mãe era PARCIALMENTE liberal: todo assunto era possível, desde que nada tivessem haver com as minhas experiências! <br />Era absolutamente normal eu fazer perguntas &#8211; que a deixavam completamente sem graça &#8211; e obter respostas plausíveis&#8230; uma vez que, segundo ela, era muito melhor que eu soubesse a teoria em casa. Até acho que ela realmente gostaria que eu contasse algo, mas nunca me senti a vontade&#8230; vai saber o que minha mãe poderia pensar de mim?! &#8220;Criei um monstro!!!&#8221; <br />Não que eu tenha tido uma adolescência &#8220;promiscua&#8221; &#8211; e não tive mesmo! &#8211; Mas sempre fui muito avançadinha&#8230; com 10 anos aconteceu o primeiro beijo na boca, então imagine o que se passaria pela cabeça dos meus pais?! Até porque, sempre deixei bem claro que NUNCA, DE FORMA ALGUMA, EU CASARIA VIRGEM&#8230; <br />Com 15/16 tive meu primeiro namorado, aconteceu a primeira relação sexual (e foi o único, até porque, ainda estou com ele) com 3 meses de namoro. Contei pra minha mãe por SMS, depois de um ano e com muita tensão! Logo depois, minha menstruação atrasou&#8230; foi um caos, minha mãe disse pro meu pai se preparar pra ser vovô, me obrigou a fazer exame de sangue e bem no dia, a bendita desceu&#8230; Depois de toda a tensão e julgamento que me fizeram, tudo voltou ao normal e eu nunca mais tive vergonha de contar nada pra minha mãe e menos ainda pro meu pai! O que não quer dizer que eu saia falando o que fiz ou deixei de fazer&#8230; rs<br />O que quero dizer é que as vezes, os pais não são tão radicais assim, mas os filhos por sua vez, tem &#8220;respeito/vergonha/medo da reação&#8221; exagerado! Os pais não merecem (porque pode traumatizar&#8230;) e nem querem saber como anda a vida sexual dos filhos&#8230; Agora é óbvio e certo que a criatura engravidar porque não teve o cuidado de se previnir, merece um mega sermão, uns tapas (ops, isso agora é proibido, né?!), um castigo, sei lá&#8230; A não ser que se tenha alguma doença mental, não existe desculpa pro fato de engravidar sem querer&#8230; Quer dizer, o alcool é uma desculpa plausível mas não aceitável! rsrsrsr</p>
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		<title>Por: luka</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-142026</link>
		<dc:creator>luka</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 05:24:42 +0000</pubDate>
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		<description>Uhnnn... achei meio tarde esse post da coluna.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas enfim. Minha mãe sempre foi aberta a dialogo em casa. Principalmente porque os pais dela não eram, então ela tentava fazer diferente. O que foi sempre muito legal para os três filhos dela. &lt;br&gt;Meu pai também. Ok, não da pra dizer que ele era aberto, mas ele sempre conversava se queriamos perguntar, nada muito além do que ele achava necessário, mas conversava.&lt;br&gt;Os dois tiveram a graça de perceber que a filha mais velha deles amadureceu (minha mãe aos treze, meu pai aos 14, e nessa época eu nem ligava pro macho da espécie, eu estava mais interessada em ler, em religião, em praticar minha habilidade com lapis e borracha.) então vieram falar comigo. &lt;br&gt;Vamos saltar uns anos ai.&lt;br&gt;A dois anos e meio nascia meu segundo sobrinho.&lt;br&gt;Meu irmão e minha irmã foram sagazes, cada um &quot;embarrigou&quot; com 6 meses de diferença. Minha irmã de um menino, meu irmão de uma menina. Nenhum deles tinha mais de 22 anos. &lt;br&gt;Ok, o que meus pais fizeram de errado? Faltou dialogo em casa?&lt;br&gt;Não. Na verdade meus irmãos eram mais abertos a conversas, eu sempre fiquei mais na minha sobre esse tipo de assunto, nem minhas amigas escapavam a minha posição reticente.&lt;br&gt;Meus pais falaram de tudo. De camisinha, de pilula, de pilula do dia seguinte, dos problemas de se ter um filho, das implicações que isso traria (pois ambos foram presentes, muito presentes, mesmo tendo se separado. Meu pai nunca passou três dias sem falar com os filhos, e por muito tempo eu recebia ligações diárias, as vezes mais de duas vezes ao dia, e via meu pai toda semana).&lt;br&gt;&lt;br&gt;Eu não sei medir o que faltou ali.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Talvez tenha faltado o que sobra em muitas familias. Conheço uma leva de garotas que já abortaram. Meus pais são contra( eu sou contra, alias, meu pai chegou a me dizer que criava, caso uma de nós quisesse abortar, como se fosse a coisa mais natural do mundo. O que pra ele implicava que em momento, depois disso, o filho seria devolvido a barriga que o gerou. Eu acho muito justo isso, também), logo meus irmãos nunca tiveram muita saída. Acho que nem eles mesmos queria essa saída, ja que minha irmã hj é uma jovem senhora, e meu irmão, ainda que aos trancos, adore a filha. &lt;br&gt;&lt;br&gt;A questão da sexualidade é mais sobre conversa em casa. É como as drogas. Não adianta ter dialogo aberto. De que adianta conversar, se a grande maioria das pessoas simplesmente não tem personalidade, não tem medidas pra pesar? &lt;br&gt;&lt;br&gt;Eu cheguei a esse post vindo do post do Ladies Room sobre o exibicionismo de adolecentes na internet. Será que os pais dela nunca dialogaram com ela em casa? Será que nunca passou pela cabecinha de vento que ao tornar pública uma imagem, você automaticamente esta deixando caminha aberto para que as pessoas, como você, tornem públicas suas manifestações?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Não posso dizer com certeza, eu fui criada como meus irmãos, mas o que diferente ocorreu? &lt;br&gt;Será que foi acaso?&lt;br&gt;Serrá que prestaram mais atenção em mim? &lt;br&gt;Será que eu nasci agraciada pela iluminação divina?&lt;br&gt;Eu duvido. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Principalmente porque meu pai sempre deixou bem claro que sexo, antes de qualquer coisa, é nossa via de procriação. Talvez falte essa conciencia, de verdade, mas as pessoas tem medo de ligar sexo a filhos. Claro que eu faço sexo, mas tendo em vista essa possibilidade, se eu sou grande o suficiente pra fazer sexo, tenho que ter a mesma atitude quanto aos filhos. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas eu acho que falta um pouco disso. Os jovens de hoje pensam que filhos são quase doenças, que se pegam em poucos casos. Na verdade, eu penso na nossa juventude, como uma juventude irresponsavel, que não aprendeu que cada ato tem sua consequencia, boa ou ruim, e eles não estão dispostos a roer os ossos que sobram depois do banquete. Que dirá limpar a bagunça.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Talvez fosse necessário, ahem, se preocupar com a formação moral dos nossos filhos primeiro. Ensinar por exemplo que cutucar o amiguinho na escola é feio, que aquilo nçao vai fazer ele melhor que os outros, ao contrario, vai torna-lo um ser irritante. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Porque mais pra frente nós vamos ter adolecentes que acham bonito encher a cara, vomitar como animais, e pensar que arrasaram na balada (eu nunca vi sentido nisso, achar lindo gorfar na balada, o apice da diversão). E depois, vão querer transar sem responsa, e querer jogar a culpa no primeiro zé sobre uma possivel gravidez. &quot;A culpa foi dele por não ter posto camisinha. Foi do meu pai porque me reprimiu. Foi do meu ex pq me deu um pé na bunda&quot;. Tomar banho. Tudo o que nos rodeia repete até a exaustão sobre metodos contraceptivos ( alias, falam sobre evitar doenças também...-.- mas não é o assunto do post), e as pessoas reclamam de diálogo em casa? Quer dizer que se meu pai fosse alcoolatra eu estaria desculpada por ser também?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Bem, enfim, acho que falta duas coisas ao brasileiro, em idade pré escolar - aulas de lógica e melhor formação de carater. Não coloco a culpa em todos os pais desse brasil, mas é provado que os amiguinhos do seu filho terão grande influencia na formação dele. As vezes é uma grande frustração você ter evitado certas coisas pras suas crianças, e ver depois ela descerem na boquinha da garrafa até o chão. E acharem isso lindo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uhnnn&#8230; achei meio tarde esse post da coluna.</p>
<p>Mas enfim. Minha mãe sempre foi aberta a dialogo em casa. Principalmente porque os pais dela não eram, então ela tentava fazer diferente. O que foi sempre muito legal para os três filhos dela. <br />Meu pai também. Ok, não da pra dizer que ele era aberto, mas ele sempre conversava se queriamos perguntar, nada muito além do que ele achava necessário, mas conversava.<br />Os dois tiveram a graça de perceber que a filha mais velha deles amadureceu (minha mãe aos treze, meu pai aos 14, e nessa época eu nem ligava pro macho da espécie, eu estava mais interessada em ler, em religião, em praticar minha habilidade com lapis e borracha.) então vieram falar comigo. <br />Vamos saltar uns anos ai.<br />A dois anos e meio nascia meu segundo sobrinho.<br />Meu irmão e minha irmã foram sagazes, cada um &#8220;embarrigou&#8221; com 6 meses de diferença. Minha irmã de um menino, meu irmão de uma menina. Nenhum deles tinha mais de 22 anos. <br />Ok, o que meus pais fizeram de errado? Faltou dialogo em casa?<br />Não. Na verdade meus irmãos eram mais abertos a conversas, eu sempre fiquei mais na minha sobre esse tipo de assunto, nem minhas amigas escapavam a minha posição reticente.<br />Meus pais falaram de tudo. De camisinha, de pilula, de pilula do dia seguinte, dos problemas de se ter um filho, das implicações que isso traria (pois ambos foram presentes, muito presentes, mesmo tendo se separado. Meu pai nunca passou três dias sem falar com os filhos, e por muito tempo eu recebia ligações diárias, as vezes mais de duas vezes ao dia, e via meu pai toda semana).</p>
<p>Eu não sei medir o que faltou ali.</p>
<p>Talvez tenha faltado o que sobra em muitas familias. Conheço uma leva de garotas que já abortaram. Meus pais são contra( eu sou contra, alias, meu pai chegou a me dizer que criava, caso uma de nós quisesse abortar, como se fosse a coisa mais natural do mundo. O que pra ele implicava que em momento, depois disso, o filho seria devolvido a barriga que o gerou. Eu acho muito justo isso, também), logo meus irmãos nunca tiveram muita saída. Acho que nem eles mesmos queria essa saída, ja que minha irmã hj é uma jovem senhora, e meu irmão, ainda que aos trancos, adore a filha. </p>
<p>A questão da sexualidade é mais sobre conversa em casa. É como as drogas. Não adianta ter dialogo aberto. De que adianta conversar, se a grande maioria das pessoas simplesmente não tem personalidade, não tem medidas pra pesar? </p>
<p>Eu cheguei a esse post vindo do post do Ladies Room sobre o exibicionismo de adolecentes na internet. Será que os pais dela nunca dialogaram com ela em casa? Será que nunca passou pela cabecinha de vento que ao tornar pública uma imagem, você automaticamente esta deixando caminha aberto para que as pessoas, como você, tornem públicas suas manifestações?</p>
<p>Não posso dizer com certeza, eu fui criada como meus irmãos, mas o que diferente ocorreu? <br />Será que foi acaso?<br />Serrá que prestaram mais atenção em mim? <br />Será que eu nasci agraciada pela iluminação divina?<br />Eu duvido. </p>
<p>Principalmente porque meu pai sempre deixou bem claro que sexo, antes de qualquer coisa, é nossa via de procriação. Talvez falte essa conciencia, de verdade, mas as pessoas tem medo de ligar sexo a filhos. Claro que eu faço sexo, mas tendo em vista essa possibilidade, se eu sou grande o suficiente pra fazer sexo, tenho que ter a mesma atitude quanto aos filhos. </p>
<p>Mas eu acho que falta um pouco disso. Os jovens de hoje pensam que filhos são quase doenças, que se pegam em poucos casos. Na verdade, eu penso na nossa juventude, como uma juventude irresponsavel, que não aprendeu que cada ato tem sua consequencia, boa ou ruim, e eles não estão dispostos a roer os ossos que sobram depois do banquete. Que dirá limpar a bagunça.</p>
<p>Talvez fosse necessário, ahem, se preocupar com a formação moral dos nossos filhos primeiro. Ensinar por exemplo que cutucar o amiguinho na escola é feio, que aquilo nçao vai fazer ele melhor que os outros, ao contrario, vai torna-lo um ser irritante. </p>
<p>Porque mais pra frente nós vamos ter adolecentes que acham bonito encher a cara, vomitar como animais, e pensar que arrasaram na balada (eu nunca vi sentido nisso, achar lindo gorfar na balada, o apice da diversão). E depois, vão querer transar sem responsa, e querer jogar a culpa no primeiro zé sobre uma possivel gravidez. &#8220;A culpa foi dele por não ter posto camisinha. Foi do meu pai porque me reprimiu. Foi do meu ex pq me deu um pé na bunda&#8221;. Tomar banho. Tudo o que nos rodeia repete até a exaustão sobre metodos contraceptivos ( alias, falam sobre evitar doenças também&#8230;-.- mas não é o assunto do post), e as pessoas reclamam de diálogo em casa? Quer dizer que se meu pai fosse alcoolatra eu estaria desculpada por ser também?</p>
<p>Bem, enfim, acho que falta duas coisas ao brasileiro, em idade pré escolar &#8211; aulas de lógica e melhor formação de carater. Não coloco a culpa em todos os pais desse brasil, mas é provado que os amiguinhos do seu filho terão grande influencia na formação dele. As vezes é uma grande frustração você ter evitado certas coisas pras suas crianças, e ver depois ela descerem na boquinha da garrafa até o chão. E acharem isso lindo.</p>
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		<title>Por: Carmem Lina</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comment-130388</link>
		<dc:creator>Carmem Lina</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 08:16:31 +0000</pubDate>
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		<description>Respondendo a pergunta: liberdade NENHUMA em casa, do tipo q não pode ficar com namorado se não estiver ninguém na residencia. E 25 anos na cara hein! TUDO é escondido, perdi a virgindade com 24 e desde médico a medicações é tudo guardado numa maleta 007, fechada com código. Mentiras atrás de mentiras pra poder viver a vida q quero. Aí tudo isso pesa, um lado sexual naturalmente forte, criativo, mas com repressões de educação que conflituam e geram uma dificuldade danada em se libertar na cama!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Respondendo a pergunta: liberdade NENHUMA em casa, do tipo q não pode ficar com namorado se não estiver ninguém na residencia. E 25 anos na cara hein! TUDO é escondido, perdi a virgindade com 24 e desde médico a medicações é tudo guardado numa maleta 007, fechada com código. Mentiras atrás de mentiras pra poder viver a vida q quero. Aí tudo isso pesa, um lado sexual naturalmente forte, criativo, mas com repressões de educação que conflituam e geram uma dificuldade danada em se libertar na cama!</p>
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