Papo de Homem

Somos um grupo de caras espalhados pelo Brasil, com gosto por tudo o que a vida oferece de melhor. Relatamos aqui eventos, produtos, ideias e o que mais a imaginação alcançar. Lifestyle Magazine.

“Mamãe não pode saber”


Publicado por Mauricio Garcia em 17.1.2010 às 07:32 em Dr. Health, Sexo e Relacionamentos

Recebo muitas dúvidas em meu email, mas recentemente uma delas me chamou a atenção pois trata-se de um padrão exaustivamente repetido.

Os ingredientes para esta receita são:

1. Moça jovem, muitas vezes adolescente

2. Falta de diálogo em casa ou pais conservadores

3. Namoradinho

4. Fermento vivo da espécie “Bacurinhax ardentis” (não serve fermento em pó Royal)

5. Menstruação atrasada

6. Desespero

7. Email do Dr Health

Modo de preparo: em uma forma contendo o ingrediente 2, misture 1 e 3 lentamente, e vá adicionando uma pitada de 4. Cuidado para não adicionar de uma vez, pois gera uma reação exotérmica intensa. Reserve por alguns dias e fique atento ao surgimento do ingrediente 5. Retire da forma e coloque num recipiente polvilhado com 6. Prontinho: você pode enviar seu produto final para 7.

kaka
Nem todas são igual a Caroline, que casou virgem com o Kaká…

Sexo escondido

Confesso que é um pouco difícil para mim o entendimento da situação. Filho de uma médica acostumada a lidar com adolescentes, desde cedo tive diálogo e fui instruído sobre sexualidade humana. Muitos vão argumentar aqui que é fácil para mim pelo fato de ser do sexo masculino, mas no final das contas as pessoas que mais te amam no mundo deveriam, sim, cuidar de sua orientação sobre sexualidade. E não se fechar num mundinho de faz de conta achando que “minha filha é uma santa e vai casar virgem”.

Muitas vezes por medo de contrariar pais linha dura ou religiosos, a jovem quer ter uma atitude de adulta (transar) de forma escondida. Mas transar não é só abrir as pernas e gozar, pois uma transa pode ter consequências, desde gravidez até doenças venéreas.

Uma das dúvidas que recebo nesse estilo é a que concerne a visita ao ginecologista. Muitas vezes a moça não tem dinheiro para pagar a consulta (precisa da grana da mãe) ou a mãe faz questão de ir junto. E aí elas me perguntam se o ginecologista poderá revelar à mãe que a garota não é mais virgem. Até onde eu sei, ele não pode, mas vai saber o que acontecerá no consultório?

Desinformação e irresponsabilidade

Um de meus argumentos ao receber estes emails é: “E se você estiver grávida, o que vai fazer?”. Respondo desde já: vai fazer o que devia ter feito desde o começo. Não quis ter atitude de adulta ao transar? Arque com as consequências, como boa “adulta” que você é.

Suponhamos que a garota tenha pego uma doença venérea e fique sem saber o que fazer pois só vai ao ginecologista com a mãe. Se ela esconder o que tem, esperando dar tudo certo, a infecção pode atingir as trompas e se transformar num quadro de doença inflamatória pélvica, cujas consequências podem ir de esterilidade a morte. E aí eu vou dizer que morreu de bobeira.

Em algumas horas, as garotas que me escrevem parecem querer apenas um alento psicológico. “Doutor, eu transei de camisinha, minha menstruação atrasou. Posso estar grávida?”. Sou obrigado a dizer que sim, pois qualquer método anticoncepcional tem uma taxa de falha e eu não estava lá pra saber se tudo correu bem.

A própria desinformação, advinda da falta de orientação por parte dos pais (já que em matéria de educação sexual nas escolas, estamos bem mal), atrapalha bastante, pois gera o desconhecimento de métodos contraceptivos de emergência. Numa eventual gravidez, pode até levar a atitudes extremas e ilegais como provocar o aborto – aqui não vou entrar no mérito da mortalidade por aborto clandestino.

esconder
Tem certas coisas que não adianta esconder…

Diálogo aberto

Cada dia mais as meninas tem sua iniciação sexual de forma precoce e a falta de diálogo na família acaba gerando uma situação delicada. Fazer sexo exige responsabilidade. Tal medo de os pais descobrirem, do ponto de vista da saúde em si, é injustificável. Se você foi adulta para transar, deve ser adulta para aguentar o tranco.

Não tenho pretensões de mudar a relação atual de pais para filhos. Mas que fique plantada a semente quando cada um de nós passar por esse momento de educar nossa prole. Um diálogo aberto sobre sexualidade é muito importante e pode evitar constrangimentos como esses que chegam ao meu email, além de tornar a menina mais segura e consciente do que é a transa em si, de sua responsabilidade.

Tenho certeza que até hoje muitas garotas tem uma primeira vez dolorida, muito pelo desconforto do momento, que por sua vez é gerado pelo desconhecimento sobre o assunto. A moça tem tantas dúvidas que acaba não relaxando, a experiência é dolorosa e pode inclusive causar bloqueios psicológicos que levam a uma condição chamada dispareunia (dor ao coito).

Deixo uma pergunta…

Aos que quiserem opinar: você tem (ou tinha, quando adolescente) um diálogo franco sobre sexualidade com seus pais?

Passou por situação semelhante? O que pensa a respeito?

Dr Health, recomendando cautela ao utilizar o Bacurinhax ardentis. Aprecie com moderação!

Para outras dúvidas, me envie um email: drhealth@papodehomem.com.br

Blog Widget by LinkWithin

Foto do autor

Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.

Outros artigos escritos por Mauricio Garcia

  • Ally
    Concordo com o artigo no tocante a não existir muito espaço para diálogo sobre sexo entre pais e filhos; Em grande parte das famílias, os filhos fingem que não fazem e os pais fingem que não sabem, pois é menos "constrangedor" não encarar os fatos de frente. Acredito que a desinformação impera entre os adolescentes, mas vejo que muitos deles são mais inconsequentes do que desinformados: se consideram adultos o suficiente para fazer, mas na hora de encarar as possíveis consequências, "fogem da raia". É fato que alguns pais não abrem espaço para diálogo mesmo, mas há formas de se informar em outros locais e com outras pessoas, contato que exista real interesse nisso. Posso citar como exemplo minha própria família: Tenho uma irmã, 8 anos mais velha (eu tenho 25), que teve acesso às mesmas informações sobre sexo que eu tive, e nenhuma delas proveniente de nossos pais. Ela engravidou aos dezenove anos e acabou casando a contragosto, e óbvio, culpou meus pais, isso sem contar nas DST´s com as quais aparecia de vez em quando. Agora, recém-separada, engravidou novamente do namorado e acabou fazendo um aborto. E adivinha de quem foi a culpa novamente? Eu, por outro lado, adoro sexo, mas tomo todos os tipos de precauções necessárias e cabíveis desde o ínicio de minha vida sexual, pois acredito que se temos maturidade para fazer, temos que ter maturidade para assumir as consequências. E,longe de mim generalizar, mas acredito que, no fim das contas, a falta de responsabilidade afeta muito mais adolescentes do que a desinformação.
  • Fala Doc... Gostei da abordagem... e sim... na adolescência não tinha com minha mãe ( que casou cedo, virgem e só teve um cara na vida dela [ é o que eu chamo de desperdício ] ) mas com minhas irmãs ( de comentários anteriores todo mundo sabe que eu sou o filho mais novo e a diferença de idade da minha irmã mais velha pra mim é de 20 anos... resumindo... consegui muita sabedoria por causa disso e de quebra traçar algumas amigas de minha irmã quando adolescente ).
    Minha irmã fazia enfermagem quando eu era garotinho ( 5 anos ) e ela sempre reunia as crianças da vizinhança e falava abertamente... "O nome disso aí não é bilau, é pênis! porra!" E depois explicava inclusive o significado dos palavrões... E nas meninas falava: "Daqui a algum tempo vai nascer pentelho, cabelo debaixo do braço e a voz vai mudar... E eles vão ficar de pinto duro querendo traçar vocês" [ E não é que aconteceu isso mesmo ??? ]
    Isso sempre ocorria naturalmente... até que um dia ela veio com um livro e mostrou a foto de um pau com cancro mole! Putz! Isso me deixou tão bolado, mas tão bolado que eu uso camisinha até hoje com minha própria mulher!!! Tenho filho ? Sim... mas foi um trabalho hercúleo fazer sexo sem.. principalmente para quem não está acostumado! [ a fazer sem camisinha ]

    Agora o outro lado da moeda:

    Quando a filha da minha mulher tinha 11 anos [ sou o segundo marido dela ], se encantou por um mané de 18 e resolveu que ia dar pra ele de tudo quanto é jeito!!! Ela [ minha mulher ] brigou, esperneou, fez o escarcéu!!! E eu tentando explicar pra ela que quando uma mulher quer dar ninguém segura e que é mais fácil ensinar ela a dirigir antes de pegar um carro do que entregar a chave e mandar ela acelerar... Bom... nem lembro o que aconteceu, mas ficou um mal estar e ficaram um bom tempo sem se falar... Ela foi morar com a avó e agora tá com quase 18 e faz o que bem entender da vida dela...
    Meu filho tá com 10 e eu já falo com ele o que tem que ser falado e sobre as responsabilidades... Ele não é bobo e já pescou a linha de raciocínio que eu mandei na lata... Desde cedo ele sabe que qualquer coisa que ele faz tem consequencias e ele tem que ser responsável por elas!
    A minha irmã continua sacana... quando ela liga lá pra casa e o "Perversinho" atende ela já pergunta: "E aí ? Já nasceu pentelho ???"
  • Daniel Guichard
    Aprendi muito mais sozinho que com meus pais, apesar deles sempre estarem abertos - ao menos teoricamente. Fico feliz por ter tido sensatez para lidar e não fazer merda em relação à minha vida sexual, já que isso influenciaria em tantos âmbitos da vida mais.
    Já a minha namorada não teve a mesma experiência com os pais. Pude ver o quão imbecil é a atitude do "minha-filha-casará-virgem-e-não-falaremos-sobre-sexo". Como se isso fosse atestado de santidade ou quaisquer valores, né? Enfim.
  • Dr Health
    Em tese eu concordo, Nanda.

    Mas você tá fora da "realidade". E você falou tudo, você ACHA que hoje em dia uma garota de 14 anos saiba menos de sexo que você.

    E bota achismo nisso. Como profissional de saúde acostumado a lidar com a situação, eu te afirmo com todas as letras que a desinformação impera. 3/4 das dúvidas que eu recebo beiram a boçalidade.

    Eu também achava igualzinho a você. Precisei ver pra crer!!!
  • Nanda
    Ai deu até preguiça desse post! Papinho mais gasto esse, que combina melhor com uma revista Capricho do que com um site adulto e consagrado como este.
    Acho difícil que uma garota de 14 anos, hoje em dia saiba menos sobre sexo do que eu, que tenho 30. E isso inclui camisinha e métodos anticoncepcionais!
    E não adianta culpar a mamãe quadradona! Para aprender sobre sexo basta conversar com uma amiga,professora, assstir novela, zapear na net. Informação no mundo é o que não falta pra quem quer se informar!
    Fui!
  • Juliana F.
    Para Victor: voce tocou num ponto muito relevante da discussao, eu concordo totalmente com voce, muitas mulheres perpetuam esse conservadorismo arcaico e depois se lamentam dele (?!?).
  • Dr Health
    Eu tive uma namorada que queria casar virgem. Não sei como aguentei dois meses com ela!!
  • Dr Health
    Karen, eu CORRO de mulher virgem, não tenho paciência para ter todos os cuidados e delicadezas que uma virgem requer. Só um exemplo pra vc ver como sua mãe tá enganada, hehehehehe

    Como eu costumo dizer, já passei da idade de ensinar, eu quero é aprender!!!
  • Victor
    É, só pra variar os comentários foram de altíssimo nível, parabéns leitor(a)es.
    Bem, só pra começar com o meu ponto de vista cito uma frase famosa: o maior partido conservador do mundo são as mães! Via de regra são as mães que são irreais sobre as necessidades sexuais das filhas, acham que elas devem se manter virgens até o casamento (coisa que muitas poucas mães conseguiram fazer) e acham que os filhos homens estão sim corretos ao comerem todas as menininhas da vizinhança, mas não admitem que possa haver um outro Dom Juam que coma a filhinha delas. Um absurdo lógico (mas as mulheres não são minimamente lógicas, essa é uma das únicas verdades universais em que acredito). Pra mim o pano de fundo de toda essa merda (falta de compreensão/diálogo e hipocrisia sem limites) é a p$%¨&% da da religião. É ela que ainda nos faz acreditar (como bem explicitou o comentário #31) que sexo pode ser comparável a uso de crack ou o uso irresponsável de uma arma! Galera, que isso?!?!?! Sexo é parte integrante da nossa vida desde a mais tenra idade (apesar dos conservadores babacas se contorcerem ao imaginar uma criança de quatro/cinco anos se masturbando, mesmo sem que esta criança tenha a menor idéio do que é aquilo). Nossa cultura está impregnada pelo catolicismo e pela idéia do pecado original de uma forma tão profunda que é quase impossível nos darmos conta do que é realmente nossa opinião, adquirida com base nas nossas experiências, e o que é herdado desde antes da primeira comunhão.
    Hoje em dia os homens participam muito, mas muito mais mesmo, da educação de seus filhos e coincidentemente hoje se percebe uma liberdade no diálogo sobre todos os assuntos que não se tinha no passado. Neste passado, que parece remotíssimo, era exclusividade da mãe a educação dos filhos e filhas. Ou seja o conservadorismo descabido que existia era consquência direta da educação das mães, que morrem de medo da prole não ser exatamente igual ao que manda o figurino. Acho esta característica das mães engraçadíssima! Conheço mães que exigiram de dentistas que colocassem aparelhos ortodônticos em seus filhos (mesmo o dentista garantindo que eles não precisavam) porque os amiguinhos da escola do filho tinham, e elas foram em vários dentistas, até achar um que colocasse o bendito aparelho na criança! Resumindo, muito do conservadorismo se deve às mulheres, que educam/educavam seus filhos desta forma.
    Sobre a tão propalada precocidade no sexo: hoje em dia, em países de primeiro mundo, a média da primeira relação das garotas gira em torno de 16/17 anos, que não é muito diferente da idade com que as garotas de classe média fodem pela primeira vez no Brasil. A merda no nosso país é a enorme massa de pobres, que não tem instrução e nem recurso, pra evitar consequências desagradáveis nas primeiras relações sexuais. Ou seja, o problema pra classe média é a velha hipocrisia, passada de mãe pra filhos!!! Engraçada esta conclusão, mas por mais que eu pense e raciocíne é a única a que consigo chegar.
  • Karen
    Aqui e casa não tem conversa, ou eu caso virgem ou eu caso virgem! É só isso que minha mãe "conversa" comigo. Quando era mais nova, perguntei pra que servia camisinha e ela me disse que era pras pessoas casadas que nao desejam ter mais filhos. Ela não se cansa de falar pra mim que se eu transar, homem nenhum vai me querer porque eles querem as virgens. Pois é, mas os tempos são outros e ela não entende.. e não adianta. Um dia tentei falar disso com ela, falei que eu tenho o direito de fazer o que tenho vontade, independentemente se ela acha certo ou errado. Ai ela falou que tudo bem, que posso fazer tudo o que eu quiser menos transar antes do casamento. Hahahah. É claro que não vou obedecer isso, ela não manda no meu corpo. Eu tenho 20 anos, sou virgem ainda pelo fato de não me sentir preparada para a responsabilidade que isso trás. Mas quando me sentir pronta e tiver com um cara bacana, vai rolar e ela não vai saber, o que acho uma coisa ruim.. mas fazer o que? Eu passo no gineco, já tomo anticoncepcional (afinal não sei qndo pode acontecer; e sem ela saber) e sempre usarei camisinha nas minhas relações. Mas eu só tenho essa consciência, pelas palestras que tinha na escola, sobre trabalho de DST etc etc e informações com amigos. Porque se dependesse só da minha mãe, eu estaria correndo um grande risco de engravidar e pegar doenças! Enfim, concordo com tudo o que vc escreveu no texto, mas ainda é um tabu falar de sexo aqui em casa. Meus pais também não passam nenhuma informação pro meu irmão mais novo. Infelizmente é assim. Abç doutor
  • Entendido, dr Helth. Fui eu que li o texto com o meu viés da primeira vez. Voltei a ler com o foco no diálogo aberto com os pais e faz muito sentido. De todas as formas, você me fez pensar, como sempre. Abraço, doutor
  • Dr Health
    Cynthia, engano seu ao concluir que o foco foi gravidez na adolescência.

    Gravidez na adolescência é uma das consequências. O foco é a garota que não é mais virgem e não quer que os pais saibam. E a bem da verdade, as dúvidas que elas mandam não versam sobre gravidez. E sim sobre o medo dos pais descobrirem que ela já transa. O resto foi elucubração da minha pessoa.

    E sim, o texto teve um viés para mulheres. Até porque dificilmente algum rapaz me manda email perguntando sobre o assunto, então...
  • Dr Health,

    Eu sempre gosto muito dos seus textos e dos seus comentários ogros. Mas não deste. Entendi que seu texto foi motivado por um grande número de meninas que lhe escrevem pedindo ajuda. Mas um texto inteiro, num site como o Papo de Homem, falando da gravidez na adolescência e que não aborda o pai e seu papel em evitá-la, as consequências que ele terá que assumir, passa a impressão que filho só tem mãe, não pai.

    Essa é uma das coisas mais machistas de nós brasileiros, a desconsideração pelo pai e seu papel, vide que nos últimos 16 anos fomos governados por dois homens que tiveram filhos fora do casamento e se recusaram a reconhecê-los. Tipo, comandam o Brasil e foram incapazes durante anos de entrar num cartório e reconhecer seus rebentos. Tiveram um filho (o FHC) e uma filha (o Lula) e, pelo menos no que diz respeito à Justiça e à Sociedade, decidiram que ela e ele só tinham mãe. Por isso o seu texto ganha, para mim, mais importância ainda, porque a nossa cultura não respeita os direitos nem a importância do homem na criação dos seus filhos, e me explico aqui: http://blogjobing.wordpress.com/2009/12/23/cade....

    Leio seus textos e comentários e vibro muitas vezes, não tenho dúvida que você escreve com a paixão de quem é comprometido em buscar coisas melhores a partir das reflexões que divide aqui. Mas, por favor, no próximo, lembra do pai como 50% da palavra pais.

    Sobre a sua pergunta no final do texto, mais que pertinente e realmente o foco da questão, eu, como você, tive pais mais que presentes e abertos, preocupados em fazer a sua parte para que eu pudesse viver a minha sexualidade de forma plena e segura. Minha mãe teve a primeira conversa comigo sobre gravidez e sexo na pré-adolescência, e várias outras depois. E quando comecei a chegar em casa toda noite com o mesmo namorado, que ficava estacionado na frente da minha casa horas, meu pai me levou no ginecologista e na volta passou na farmácia e me comprou seis cartelas de pílula. Eu acho que foi uma das coisas mais difíceis que ele já fez na vida. E por esse sacrifício, coisa de pai, que coloca o bem estar dos filhos na frente, tomei pílula antes de fazer sexo. E, como você bem colocou, aprendi desde cedo, porque tinha informação, a cuidar de mim e do outro.
  • rainers
    como é bom ter pais com mente aberta pra este tipo de coisa, que não sentem vergonha ao falar de nada, acho que por isso sou todo tranquilo em relação ao sexo. Meus pais não apenas tiram minhas dúvidas como a de amigos(as) próximos, eu acho isso de suma importãncia e admirável, quero ser pai dessa forma.
  • formigão
    Verdade Thaís, muito tenso mesmo, e ainda nao descobri um jeito nem uma hora apropriada de iniciar a conversa.
    kkkkkkkkkkkk.Estou me sentindo um babaca diante deles. Obrigado pela pequena e útil ajuda.
  • Não, não tenho diálogo aberto com meus pais.

    Com relação a minha mãe, até que dá pra ter um papo relativamente tranquilo.

    Meu pai só me olha e diz:

    "Meu filho, não namore! Tem tanta mulher no mundo! Va comer bem muito de, desculpem a palavra, priquita por ai que é o melhor que você faz!"

    Ai eu olho pra ele e digo:

    "Pra pegar um monte de doenças ou terminar como você, com três filhos, cada um com sua mãe?!?"

    Ai ele se cala...kkkkkk

    Isso frustra uma pessoa...

    Excelente Artigo, parabens.
  • Importa:
    Consciência daquilo o que ser faz
    Maturidade (não apenas física, mas emocional)

    Muitas “menininhas” têm essas dúvidas por imaturidade emocional. Elas estão presas no cárcere da consciência. Se eu creio que ser virgem ou não, não me tornará "digna" ou "indigna"... A coisa muda de figura, pois a preocupação será os pais. Os pais podem ser um grande problema, mas quando se trata de sexo, você mesmo pode ser seu próprio problema.
  • Thais
    Eu vi alguém perguntando lááá em cima sobre 'como' começar a conversa... E, bem, é tenso! =P
    Eu sou pedagoga, e mtas vezes tenho que lidar com perguntas de crianças\adolescentes e observo que o mais complicado são nossos tabus. Se vc tem valores e moral minimamente resolvidos, vc conversa e isso desde q a criança é pqna, pq ela precisa saber q o espaço do diálogo EXISTE. E isso não é 'oi, sou adolescente, vamo falar.'....
    Por isso msmo q ser a profa q responde d boa me fez resolver meus tabus. Não dá pra ficar vermelho e fazer que não ouviu. Apesar do medinho. Tipo qdo um aluninho me perguntou 'ô fessora, pq a Fulana não em pintinho q nem eu'.. hahaha
  • Dr Health
    Cabe também uma explicação aqui.

    Mesmo reconhecendo o meu machismo, coisa e tal, percebi um padrão no texto que pode ter levado as mulheres a me acusar de um machismo a mais.

    Isso porque o texto foi direcionado às mulheres. Pode ter soado protetor ao homem. Justamente pelo fato que 100% dos emails que recebo versando nesse tema são de mulheres. Por isso foi direcionado a elas.

    Mas se fosse um homem, eu teria respondido da mesma forma. Foi adulto para transar?? Seja adulto para arcar com as consequências.

    Mais um exemplo do Efeito "Amor, vc está linda hoje" - "Quer dizer que ontem eu não estava?"
  • Dani
    Meus pais sempre conversaram sobre sexo, me orienteram sobre métodos contraceptivos e todas essas coisas. Minha mãe, inclusive, mostra-se super aberta para conversar a respeito, as vezes até mesmo me relatando sobre as experiências sexuais dela. Quando o assunto se volta para minha vida sexual, porém, a conversa é bem diferente, não passa do: "você não vai fazer isto!". Não sou mais virgem e sinto-me bem tranquila quanto a isso, mas acho que minha experiência sexual seria bem mais completa se eu pudesse contar com o amparo moral e familiar dos meus pais.
  • Dr Health
    Pois é, Tabaquara, concordo plenamente.

    Eu me lembro bem de como era o tratamento dispensado a mim na residência médica e quando servi o Exército.

    Botavam ordem no pedaço, e não tinha nhenhenhe, fizesse merda, era esporro ou punição garantida. Você é responsável pelo que faz, e se fizer, arque com as consequências. Se está apto a fazer algo que gere consequências, tem que estar apto a lidar com essas.

    Por esse motivo eu não faço cirurgias cujas complicações eu não sei tratar. Questão de responsabilidade.

    E isso eu aprendi bem.
  • Juliana
    Fora o machismo contido no texto, devidamente já reconhecido pelo próprio autor, ótimo assunto.

    Ainda falando sobre machismo, creio que no momento em que os meninos/homens forem melhor educados e chamados às consequências das atitudes tomadas em conjunto, os problemas serão cada vez menores.

    A questão é que mulher ainda é criada em um meio que a faz acreditar que 'aquele' é o príncipe encantado. Que não há mais ninguém no mundo que vá fazê-la tão feliz quanto 'aquele' cara. E obviamente, por conveniência, muitos caras estimulam esse tipo de pensamento. Resultado, a guria dá pro dito sem se importar com o que pode acontecer, porque teoricamente ele vai ficar com ela pro que der e vier. Puro conto de fadas furado.

    Mudança de comportamento dos pais na educação sexual (e sentimental, porque não?), é uma parte bem importante da história. Mas o ser humano é complexo, muito complexo.
  • Marianne
    Ah, e me lembrei de um caso bem escroto que aconteceu aqui na minha cidade. Não sei se é verdade, mas achei bem interessante: era uma vez, uma menina dada a santa e protestante. Ela estava noiva de um outro rapaz dado a santo e protestante. Eles não transavam ( um com o outro) porque sexo era coisa feia e só podia depois do casamento. Só sei que depois ele descobriu que ela tava transando com outro ( ela não transava com o namo pra manter as aparências!) e fez mó fuzuê e terminou. Mas também dizem que ele pulava a cerquinha de vez em quando. Isso foi meio abafado, fiquei sabendo de um amigo confiável, mas vai saber..
    E esse mesmo amigo, me disse que tinha saído com uma outra menina dada a santa, que andava com uma saia lá embaixo. Rolou um sexo oral, essas coisas. E ele sabia que ela tinha saído com outros caras ( amigões dele), até casados. E que rolava tudo , menos na frente, pra se dizer virgem pra um babaca que acreditasse.

    é isso ai, e acredito naquela famosa frase: o tarado é aquele que é pego fazendo o que tudo mundo quer fazer, mas nao tem coragem ( ou tem, mas faz escondido).
  • Marianne
    kkkkk gostei da sinceridade do dr., gostei mesmo =D. Mas pô, não é coisa de politicamente correto, é respeito a mulher. Você não gosta de mulher? :P
    J, se fossemos deixar a felicidade pelos nossos pais... diga a tua namorada que anticoncepcionais existem huaah e pô, meu pai tinha muito ciúmes de mim e minha mãe é uma católica bem chatinha com essas coisas. Mas, quando tinha 16 anos, comecei a namorar um amigo meu 19 anos mais velho. Foi o maior fuzuê lá em casa, o clima ficou pesadíssimo durante meses. Quem implicou pra caramba foi a minha mãe mesmo. Mas depois foi tudo tranquilo. Hoje eles não perturbam nem eu nem minha irmã, são super compreensivos. Eles não falam abertamente com a gente por um certo pudor, mas não impedem nada não. Eu tenho uma outra amiga, que a mãe dela consegue ser mais chata que a minha e mesmo assim ela transa com o namorado dela escondido. Então, vocês não podem ficar assim por causa daqueles dois velhos corocas não. A sexualidade é inerente ao ser humano, o resto é hipocrisia. Então, enlouqueça essa tua namo senão outro come ( ou a terra, que irá comer todo mundo mesmo, como diz falcão kkk)
  • Leonardo Leitão
    Não acho que o post tenha sido de mal gosto ou com tom de machismo. algumas pessoas tem a mania de achar que falando a verdade estamos sendo rudes, mas não, essa é sim a verdade nua e crua.. deu sem camisinha, doença ou gravidez... se nao der nada, sorte.. não se arrisque de novo..

    sexo sempre foi um papo muito aberto entre mim e meus pais.. e acho que quem não tem essa liberdade dentro de casa achou aqui um bom lugar pra ouvir poucas e boas e não errar na hora de transar..

    O dialogo aqui é aberto direto. mulher que procurar a opinião masculina num site masculino deve ouvir como um homem ouviria.

    parabéns ao pdh.
  • Luana
    Na minha família não existe conversa sobre sexo...na verdade o que existe sempre que vou sair com meu namorado é minha mãe falando "não vai me decepcionar hein"...juro... horrível... e olha que eu tenho 24 anos...meus pais acham que eu e minha irmã mais velha somos virgens, mas com meu irmão é outra história. As pessoas as vezes não acreditam, mas hoje em dia ainda existe esse tabu em relação ao sexo...e eu diria que principalmente da parte dos pais prq com a maioria das minhas amigas acontece a mesma coisa...infelizmente! e tenho certeza que se eu ou minha irmã falarmos "dei" a gente ia ser obrigada a sair de casa...sem drama nenhum, tenho certeza q isso aconteceria...mas talvez esteja na hora mesmo... Minha sorte é que sempre li bastante a respeito do assunto e desde que comecei nunca passei por nenhum sufoco e nunca fiquei doente. Quero ser totalmente diferente qdo tiver minha prole!
  • rafaela
    bom, sou adolescente e perdi minha virgindade com 16 anos com meu namorado da época.
    Tudo sempre foi escondido dos meus pais, porque, por mais que eles sempre tenham me dado liberdade pra eu falar sobre qualquer assunto, sempre tive vergonha de me abrir com eles.
    conclusão: fiz, durante meu namoro todo, porem nunca fui a nenhum medico ( por depender do dinheiro dela para pagar a consulta), porém sempre me preveni.
    graças a deus, não suspeito de nada. Mas não recomendo à ninguém.
  • Luciano
    Dr.
    Sou um adolescente, tenho 16 anos. Meu dialogo com os meus pais não é lá dos mais abertos mas há a conversa sim. Mas sei como é difícil para certas meninas de ter essa conversa com os pais.

    Na situação que vivemos hoje em dia, com a sexualidade tão exposta, não considero mais o ato sexual como um ato adulto. Era pra ser, mas você deve saber como que é a pressão que uma adolescente vive hoje em dia. Todos em volta falando sobre sexo, as amigas que tem mais liberdade de tratar destes assuntos com os pais contando suas experiencias, filmes, programas de tv. E se estiver namorando, mais ainda. A pressão em cima do casal para saber como é tal experiencia. Curiosidade.

    O fato é o seguinte. O problema esta sim nos pais conservadores, que deixam esse dialogo restrito demais. E conheço casos de pessoas que quando foram se abrir pros pais foram literalmente escorraçadas. Os pais tem que conhecer a realidade do jovem, da pressão social em cima de nós. É necessário que todos os pais estejam ciente que é necessário ter um bom dialogo e outra, o que que adianta proibir? Só vai ser pior para ambos.
  • Thiago
    Muitas meninas meninas precisam de educação sexual, mas também de moral (assim como é claro, vários homens).

    Digo a moral, pelo fato de eu ter saído por 2 meses com uma garota de 17 anos (eu com 19), apesar da idade dela, ainda muito imatura!

    Sempre transamos e nunca aconteceu nenhum tipo de "acidente".

    Até que um belo dia, ela manda msg no meu celular, falando que tinha feito teste de gravidez, e tava grávida (claro, isso depois de reclamar de menstruação atrasada).

    Depois de apertar bastante ela, e eu quase ter tido um ataque, descobri através de uma amiga dela, que era tudo mentira, que a menstruação dela tava vindo normal, e que esse foi um jeito te tentar me prender a ela....

    Cá entre nós, PUTA DE UMA SACANAGEM!

    Quem já passou por isso deve saber oq to falando... Não desejo isso a ninguém!
  • Apesar dos protestos contra a maneira que o Doc. tratou o assunto, acho que pelo menos ele atingiu a questão onde precisava atingir!
    Cada casa tem sua história, mas a cada dia que é negado um diálogo mínimo que seja sobre sexo e suas consequências é uma perda para pais e filhos.

    Agora, não acho que o Doc. fez feio em comentar o assunto da maneira que tratou. Infelizmente a gurizada é tratada com um toque de "oba-oba", e que nada vai dar errado, tá na hora de mudar isso, mesmo que façamos de uma maneira mais dura que outras pessoas gostariam.

    Na minha humilde opinião (e quem quiser discordar dela, sinta-se em casa), quer "mu-mu" e "chimia" no lugar de pimenta? Não é nesse blog que vão conseguir!
  • 47 - Yc

    Bro,

    Nos dê exemplos de artigos que curtiu bastante, para ter uma ideia das suas ideias.

    Fique a vontade para sugerir temas, enviar ideias e até mesmo, escrever texto e nos encaminhar.

    Mas, como já fiz em outros posts, você já deu uma olhada nos textos que tem saído por aqui?


    Vou linkar alguns para que dê uma olhada, se não gostar, volta aqui e me avisa, ok?

    http://papodehomem.com.br/big-brother-brasil-10...

    http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobr...

    http://papodehomem.com.br/p2p-nuvem-social-e-ec...

    Abraços.
  • y C
    A crítica que irei deixar aqui não será necessariamente referente ao post do Dr.Health, mas sim aos post recentes do pdH em geral(desde o ano passado).Não que eu seja um alto empresário super atarefado mas como todo bom brasileiro jovem e da maioria dos leitores do pdH estudo e trabalho e já faz um tempo que não reservo um tempo na minha "agenda"para ler o pdH(ao contrário do que fazia religiosamente desde 2008), seja pelo post que já não prendem mais minha atenção, ou sobre "adolescentes grávidas de seus namoradinhos" e pelo excesso de post sobre culinária; admiro muito o Guilherme ainda mais depois que fiz uma crítica destrutiva e fui sabiamente respondido, e entendo que é impossível fazer conteúdo interessante o tempo todo mas essa maré de conteúdo pouco produtivo já me desanimou.
    E o pior a cabana pdH está fechado para novos membros!

    Abçs
  • Nilce
    Dr. Health, adoro ler seus posts mas nunca comentei. Hoje resolvi fazê-lo por achar esse assunto muito relevante. Fico impressionada com a precocidade de meninos e meninas no que se refere a sexo. Começam cada vez mais cedo, não sei se
    por pressão de amigos, dos meios de comunicação ou por pura curiosidade mesmo. Só que começam sem nenhuma estrutura: nem psicológica, familiar, física, emocional, nada. Simplesmente vão lá e pimba! Só que nesse caso não acaba quanto termina.
    Os efeitos e consequências vão persegui-los por muito tempo, quiçá eternamente, em alguns casos. Seja através de uma gravidez indesejada, uma doença qualquer ou até mesmo de arrependimentos por não ter sido "legal". E eu me pergunto e te pergunto: onde estão os pais dessas "crianças" numa hora dessas? Decerto estão escrevendo algum manual intitulado: Como deseducar seus filhos com falta de diálogo em dez lições" ou "Como chorar sobre o leite derramado sem perder a pose e nem borrar a maquiagem". Só torço pra que os pais revejam sua maneira de educar seus rebentos e passem a olhá-los como seres que precisam sim de orientação (ELES NÃO NASCEM SABENDO!!), esqueçam falsos moralismo e possam se abrir para o diálogo franco . Fingir que nada está acontecendo é que não dá mais.

    abraço, Nilce
  • Thiago
    Cara, meus pai é crente, então, sexo fora do casamento para ele é coisa do capeta. Minha mãe se me ver trocando ideia com alguma menina, ja fica desesperada. Até hoje, se eu fosse depender de orientação dele, acharia que camisinha é uma bexiga de festa com formato diferente. Felizmente (sei la eu) aprendi o que sei, lendo sozinho e tive uma professora de biologia que falava abertamente disso com toda a sala.

    Só pra constar, tenho 19 anos

    Até mais, e parabéns pela iniciativa.
  • Hiago
    Right Dr.Orc, ainda bem que você não é terapeuta de casais...
  • Tive uma namoradinha "dessas".
    Foi bom enquanto durou, não minto. Já faz um longo tempo.

    Talvez pelo fato de ela não ter aceitado que nós fossemos conversar abertamente com os pais sobre como o relacionamento já estava caminhando acabei por pecar em aspectos ligados a traição.

    (Será que tento achar o motivo para taxar minha culpa?)
    Enfim; Filha única. Sempre veio fácil tudo que queria, precisava ou merecia. (Mimada, talvez seja esta a palavra que, infelizmente me veio a cabeça para caracteriza-la).

    Dado o fato de minha pessoa não ter tido total paciência e compreensão com os fatos e situação o namoro, por ela, terminado foi. (Saudades agora vieram; Logo, embora irão).

    Espero que agora a coisa melhor esteja e que muito feliz seja ;)
  • Dr Health
    Recebi alguns emails sobre esse artigo. Uns compartilhando experiências, e um em especial me amaldiçoando, que gerou boas risadas. Altas pragas me foram rogadas, vejam só vocês!!!

    Sobre sensibilidade e machismo, as leitoras que me acusaram de insensível e machista têm o seu quê de razão. Porque faz parte do meu eu, o Maurício que aqui escreve nesse espaço, ele SIM é algo machista, e ele sim é bem insensível. Por muitas vezes sou apelidado de ogro, apelido do qual faço mucho gusto!! (É sério, eu me amarro!!!)

    Eu sou assim, fazer o que?? Mas eu assumo, faço aqui meu mea culpa!! Não estou aqui para bancar o politicamente correto, e sim, para falar o que penso.
  • Cara excelente esse teu artigo. Eu vejo que muitas das coisas que estão ai vem da falta de dialogo pai/filhos. Acho que muito dos ditos formadores da família deveriam ler o que você escreveu.
  • J
    Achei interessantissima a discussao levantada por este topico, porque é um assunto que simplesmente nao sai da minha cabeça...
    Eu e minha namorada ja estamos juntos há 2 anos e meio e mesmo assim nunca rolou nada. Ambos já temos mais de 20 anos e por mais que eu converse com ela, ela nao cogita transar antes de falar com a mae dela, porque, dadas as circunstancias, se algo der errado sao aos pais dela que ela vai ter que recorrer pra poder dar uma boa condiçao aos filhos
    O problema é que é familia de militar... Mesmo na idade dela, ele ainda faz censura em casa e nao deixa ver BBB, regula novela e filmes. Dai, temendo a reação ela so pretende falar com eles quando tiver independencia financeira....

    Já ate propus de irmos juntos ao ginecologista dela para orientação, mas simplesmente nao rola sem o consentimento dos pais....

    Serio... namorada santinha é um problema!
  • Marianne
    Concordo com a Juliana F. Acho que o assunto foi tratado de um jeito meio grosseiro e machista. Sexo é uma coisa linda e natural. Como assim " não é só abrir as pernas e gozar" ?? Isso me lembrou um dia que, na sexta série, um amigo meu tava dando em cima de mim e tals e eu tentava dar um fora educado. Minha mãe nos viu, pensou que já estava rolando algo e disse p/ mim depois: pareciam dois cachorros no cio! Porra, não estava fazendo nada e msm que tivesse, parecia que tava fazendo algo imundo, sujo ¬¬ Sexo faz parte da vida né gente? E os pais não deviam esquecer disso. Assim como os pais ensinam que é perigoso colocar o dedo na tomada, tem que falar que sexo é BOM sim, mas uma gravidez precoce atrapalha os estudos etc. E não apenar fechar os olhos e fingir que não existe.

    Me lembrei de um outro exemplo: tenho uma cunhada que engravidou aos 13 anos, mas já disse que sua filhinha pequena só vai namorar depois dos 18 anos. E o pior: ela disse isso não por preocupação com gravidez precoce também e tals, mas por moralismo mesmo ¬¬. Na hora me deu mó vontade de rir da cara dela, pensando: hahaha até parece que tua filha nao vai trocar, no minimo, uns beijinhos antes.
  • 36 - Allynee,

    Concordo com você. Principalmente no exemplo citado.

    Mas, se ficarmos nessa inércia e nessa descren;a, nunca chegaremos ao resultado que buscamos.

    É preciso de alguma forma agir, para que aos poucos (já que tudo que envolve educação e família tudo acontece de forma lenta e gradual) as mudanças ocorram.
  • Hiago
    Acho que isso é uma conspiração do Dr. Health, para saber sobre nossas respectivas vidas sexuais, e fazer residência de novo, em alguma área relativa ao sexo...Porque ortopedista é mal remunerado.
    ÁRIO ÁRIO ÁRIO DR.HELATH MERCENÁRIO!!!
  • Allynee
    34 - Pablo,

    poderia até ter um incetivo público a esse respeito, mas o que acontece é que quando existe alguma iniciativa, ela é radicalmente combativa por alguns setores da sociedade. Lembra da propaganda das Havaianas em que a vozinha dizia pra neta que não precisava namorar, era só sexo mesmo? E com o Cauá Reymond!!! rsrs Ela foi censurada.

    Então não espere nada do governo, de alguns setores da mídia ou da sua família em relação a isso.
    A melhor escola é a da vida, e o melhor selecionador é a sua consciência.
  • lucas Furtado
    Esconder pra quê ???? Virgindade é uma coisa que ''dá'' e depois passa.. hehehe mas tudo com responsabilidade é claro .. zuações e brincadeiras com isso nem pensar ..

    abs PdH
  • 33 - Allyne

    Concordo contigo. A primeira vez é a que marcar.

    ---

    Talvez, faltasse até mesmo um apoio do governo para essa situação. Poderia promover propagandas incentivando os pais a terem mais abertura e mais conversa com os filhos.

    ;)
  • Allynee
    Falta de dialógo em casa é um lixo!
    Meu pai era exatamente o que podemos chamar de uma versão piorada de um broncossauro, um exemplar clássico do falso moralista.
    Minha mãe casou virgem e tudo o que aprendeu, se é que aprendeu, foi com ele. Então lá em casa isso era um assunto fora de cogitação. Quando alguma cena mais quente passava na tv logo era mudado o canal ou meu pai se estivesse presente, começava o seu discurso falso moralista e preconceituoso com a liberdade sexual das mulheres.
    Daí... tudo o que sei sobre sexo aprendi com minha amigas, em revistas, e tals e realmente isso não é bom. Porque o que acontece na hora do sexo não está em nenhum manual. E o pior é que a primeira vez a gente nunca esquece...rsrs
  • formigão
    Como iniciar esta conversa com um(a) filho(a)?
    Que assuntos tocar?
    Com que idade?
    Com que enfase?
  • Juliana F.,

    Estas coisas que listei (e outras não listadas) todas exigem responsabilidade. É esta minha base de comparação. O que está em jogo é quem tem a autoridade aqui. Quem está no controle do que será feito e quando. Tá certo que antigamente os jovens ficavam trancados dentro de casa para não fazer nada de errado, mas por outro lado hoje estão todos na rua e ninguém sabe onde estão.

    É errado transar a partir de uma certa idade (vulgo 12, 13 anos) pois embora o canal vaginal já esteja relativamente preparado o resto não está. Digo, não está maduro o ovário, seios, estrutura óssea pra aguentar uma gravidez.. E mesmo a conta bancária.

    A conversa dos pais para os filhos deveria envolver também "quando você achar que está preparado pra transar considere se também está preparado pra ser abandonado, frustrado, responsável pelas compras de fraldas e abandono de escola e aceitação de empregos meia-boca". Porque transar é lindo, é ótimo, mas não é um ato isolado de consequências e este é um aspecto que não costuma ser levado em consideração.

    Não digo que você esteja errada, é só uma diferença de opinião em alguns aspectos.
  • Gustavo Alencastro
    Recém completei 32 anos e estou até agora "esperando" que meus pais conversem comigo sobre sexo, infelizmente com filho homem a coisa é tão séria quanto no caso das meninas, por um lado o conservadorismo em não querer que a meninha do papai e da mamãe seja violada. No caso de nós homens muitas vezes ficamos à deriva do machismo, tipo naquele clima, se é homem nem precisa tocar no assunto eles já sabem o que fazer... realmente se sexo fosse só aquele movimento mecânico nem precisaria de orientações e esclarecimentos. Espero que os filhos chamem seus pais para lerem e depois debaterem sobre o texto do Dr. Health.
  • Juliana F.
    Cara Helga
    Vai me desculpar mas colocar no mesmo saco sexo, crack e armas me parece um pouco exagerado. A adolescencia é cheia de riscos, mas é natural querer transar e concordo plenamente que adolescentes devem ser informados e como disse antes pais que nao queiram aceitar isso como uma coisa natural da vida sao igualmente irresponsaveis porque ao nao falarem com os filhos a respeito estao empurrando os mesmos pra situaçoes de risco. E se esses menino(s)/menina(s) sabem de tudo entao porque é que eles estao escrevendo para o Dr.Health ?
    Sexo é algo maravilhoso e acho que deveria ser encarado como tal desde o inicio, e nao ser associado a coisas negativas como crack e armas: nao é a mesma coisa. Nao é uma questao de alisar a cabeça, porque aqui de novo voce fala como se eles quisessem fazer algo de errado. Errado é nao orientar.
  • Rafael Rendeiro
    Não tive um diálogo aberto com minha mãe. Meu pai faleceu quando eu era bem pequeno. Minha mãe até chegou comigo algumas vezes: "Meu filho, vamos ter aquela conversa sobre sexo?", mas eu nunca me senti confortável para conversar sobre isso com ela. Não sei o porquê.

    O que eu sei eu aprendi na internet.
  • Juliana F,

    Particularmente quanto ao trecho:
    "E ai sinceramente sou obrigada a defender essas meninas que nao tiveram espaço pra sanar as duvidas delas e mesmo assim quiseram, como é natural a qualquer ser humano, transar a primeira vez."

    Tirando a idade em que a pessoa resolva fazer isso ter o tal do filho é uma enorme responsa. E se o adolescente que descobrir várias coisas, esta é uma que gera responsabilidade pro resto da vida. Tudo bem, assim também é se envolver com crack (que aqui em Brasília tá chegando com tudo) e fazer outras merdas, como brincar com armas e matar o irmãozinho.

    "Ah, mas como toda criança/adolescente ele tinha curiosidade".

    Bom, pra mim tá tudo dentro do mesmo saco: quer brincar com fogo, PODE se queimar. E transar é uma dessas brincadeiras. Não tem como alisar a cabeça dum(a) menino(a) de 12, 13 anos porque quer transar. E quando um menino/a desses quer transar sabe de TUDO que pode acontecer mas de certa forma "está nem aí" pras consequências. Não que não saiba. Sabe, sabe que tem algo ali que é como "brincar com fogo".
  • Achei digna essa pergunta.
    Pensava que esse tema estivesse de lado nos dias de hoje.
    Bom, sempre tive um relacionamento aberto com os meus pais, principalmente com a minha mãe, acho que por ela ter engravidado de mim aos 17 nunca deixou o assunto passar em branco em casa. Quando perdi a minha virgindade, aos 17, contei pra ela antes de acontecer e pedi que me levasse ao ginecologista. No começo ela ficou meio chocada, mas mesmo assim disse que se essa era uma decisão minha, eu teria que ser madura o suficiente para encarar as consequencias.
    Até hoje conversamos abertamente sobre o assunto, e acho isso ótimo, pois tenho várias amigas que não tem liberdade alguma de conversar sobre isso com as mães e acabam não se cuidando direito por falta de dialogo em casa.
    Espero que um dia isso mude, e que esse assunto seja obrigatorio em todas as casas.

    beijos
  • Vinícius
    Acho que o grande problema, esta em tratar sexo como coisa de adulto.

    Creio, que mais jovens fazem sexo não por dar uma de adulto e sim pelos hormônios e pela sociedade toda, que tende a ficar mais apressadinha.

    Sexo é bom, é saudável, e acho normal adolescentes praticarem, contanto que seja da forma mais segura possível.

    Diálogo sobre o assunto sempre é bom, nunca foi falado em demasia comigo em casa, mas também nunca foi problema.
  • Carina
    Em casa sempre tive MUITO espaço para falar com a minha mãe. Com meu pai nem tanto, mas mais por culpa minha, imagino. Tem certas coisas que a gente não quer que nosso pai saiba... ainda mais sendo a princesinha. Mas com minha mãe sempre foi muito bacana... e ainda assim, sempre passamos por certas encanações. Já fiquei encucada com menstruação, já tomei pílula do dia seguinte... e não a procurei, puramente porque não queria ouvir o que me deixasse mais preocupada. Se algo se mostrasse sério teria sim abertura de procurar por respostas ou mesmo alento... mas com responsabilidade, e fazendo as coisas certas (e com alguma dose de autonomia vinda dos pais)... a gente acaba aprendendo a se virar e amadurece....
  • Daniel
    Esses meses passei (e ainda estou passando, de certa forma) uma situação assim com minha namorada.

    Namoro há 5 anos com ela e, pela primeira vez nesses 5 anos, ela não tomou anticoncepcional (esqueceu ou alguma coisa assim).

    Transamos, sem camisinha no começo, depois emborrachado e tudo certo.
    Porem, a menstruação não veio...
    Desespero bateu, 1 semana, 2 semana, teste de farmácia, outro teste de farmácia...

    Hoje tem 3 meses que tivemos a tal transa sem camisinha no começo e nada de menstruação, mas ja descartamos a gravidez, pq fizemos 5 testes e 3 meses ja daria pra perceber, certo?

    O foda é a mãe dela é católica extreme e lá não pode falar de sexo.
    5 anos que namoramos e a velha deve achar que minha safadinha é virgem ainda.

    Agora só que marcou o ginecologista, mas ainda assim escondendo o motivo real...
    É foda.

    Só espero que não seja nada sério com minha namorada, pq 3 meses sem menstruar é foda.
  • Carol
    É uma situação dificil. Apesar de ter um dialogo franco com meus pais (irmãos, avós, tios, periquito e papagaio.. Lá em casa todo mundo adora dar piteco), depois que passei dos 16 começou a rolar um certo desespero. Todo mundo sabe que é natural mas imaginar que o seu tesouro será corrompido deixa as pessoas meio tensas. Pelo menos sempre deixaram bem claro as responsabilidades, riscos e etc, o que eu acho que é o papel dos tutores. A responsabilidade não é só deles! Alguém que passa aperto por falta de informação, na minha opinião, é um completo tapado (desconsiderando famílias carentes que moram perto onde judas perdeu as botas e nunca viram sequer uma escada rolante).
  • Dream
    Dr.

    Quisera eu ter tido esse dialogo em casa, poupava grana de revistas...
    Sempre procurei saber de tudo por revistas e amigas. Conversavamos muito e com isso sempre me preveni.
    Fui ao medico, vi qual o melhor metodo pra mim e sempre deu certo.
    Tanto que na vez que nao usei nada, foi consciente e foi quando engravidei, com o aval do meu marido, pois era a hora q achavamos certa ta be,, achavamos que estavamos na primeira tentativa). E depois disso, nasceram meus gemeos...
    Quero com eles conversar, esclarecer, levar ao medico, dar todo suporte q eles precisarem.

    Adorei seu texto.

    Bjs
  • Truthspeaker
    Já vi uma adolescente sair de casa por conta dessas aventuras. Outra também "quase" saiu, não fosse pela paciência e capacidade que o pai dela teve para acalmar a fúria da mãe dela, ela teria sumido de casa/bairro/cidade.



    E sobre educar a prole:

    http://silviokoerich.blogspot.com/2009/10/os-10...
  • Vina
    Não vou mentir, já tive uma namorada (na época, ela tinha 16 pra 17 anos e eu com 23, salvo me engano) que os pais dela (principalmente o pai) era rígido p caralho. A filha se dizia uma santa, mas na hora do vamos ver, me levava a loucura (e dizia que era virgem). Sempre pensei com isso: "isso eh q dar querer segurar demais a filha, ela se solta que o pai nem percebe". Neste meu caso, ela era uma p*** na cama, só e somente só (e comgo, pelo menos eu acho).
    Infelizmente, os pais acham que a educação que eles tiveram podem dar aos filhos que os mesmos irão aceitar numa boa, irão se casar virgem, que os tempos são os mesmos, que os filhos tem que seguir a religião, os costumes, as vestimentas, o time etc etc etc. E esquecem que a sociedade externa (TV, internet, colégio, faculdade,rua, amizades e "amizades") tb os moldam . Pq se fossem so como os pais queriam, eu mesmo nunca teria casado e me separado, continuaria vivnedo sob as asas deles (e olhe que tenho quase 30).
  • Artigo bom! Serve de alerta!!
    Eu não tenho dialogo algum com meus pais sobre sexo!
    Tenho 16 anos e tudo o que eu sei (o que ainda é pouco) foi perguntando a amigos, vendo em tv, revistas, internet etc. E eu não tenho nem uma reação saudável com meu pai. A gente nem se fala direito. Mas enfim, o que eu quero dizer é que mesmo com essa situação, eu sou muito consciente das conseqüências que o sexo pode causar. Ainda sou virgem.
    Ah e acreditem, eu converso muito com meus amigos que já fazem sexo e passam pela mesma falta de dialogo com os pais, falo pra ter cuidado, usar camisinha, conversar com a menina etc.
    Graças a Deus tenho muita consciência sobre isso, mas não tive a ajuda de meus pais em momento nenhum.
  • Juliana F.
    Caro Dr. Health, sou assidua leitora do phd mas nunca deixei um comentario. Mas hoje vou deixar. "Se você foi adulta para transar, deve ser adulta para aguentar o tranco." Por causa dessa frase ai.
    Debaixo dela, voce admita ou nao, se esconde o velho e bom machismo brasileiro, e dai eu sou obrigada a espernear, prometo que com delicadeza. Em primeiro lugar o fato de transar nao faz de ninguém necessariamente um adulto, vide as hordas de over 30s que até hoje nao entenderam nada, nem da vida, nem do sexo, nem dos relacionamentos. Cada relacionamento entre pais e filhos é uma historia diferente, como nao posso falar pelos outros dou aqui o meu belo exemplo: minha mae era altamente aberta ao dialogo mas meu pai é um poço de machismo, eu ja nem era mais uma adolscente quando transei a primeira vez e mesmo assim meu pai virou o diabo comendo mariola quando desconfiou que ja tinha rolado. Tomei todas as precauçoes necessarias relativas a minha saude e ao meu corpo, mas quanto as psicologicas nao ha pilula que resolva. Agora vamos falar do tranco: em primeiro lugar quando um adolescente transa ele esta descobrindo a vida sexual, e como tudo que se inicia na vida voce esta pisando em terreno desconhecido. O ideal é que voce tenha pais que possam te orientar tanto no aspecto fisico da questao como no afetivo também. Acontece que nem sempre é assim e um momento que deveria ser aceito como um descoberta natural vem jogado contra voce como "tranco" caso algo de errado. E ai sinceramente sou obrigada a defender essas meninas que nao tiveram espaço pra sanar as duvidas delas e mesmo assim quiseram, como é natural a qualquer ser humano, transar a primeira vez. Pais opressivos fazem um desfarvor ao tratarem a questao da mesma exata maneira que voce esta tratando: transou deu merda problema seu. Mas na hora que elas quiseram falar sobre o assunto ninguém quis ouvir, dai ela vai e escreve pra um nobre desconhecido na internet e recebe o mesmo tratamento que recebeu em casa. Nao acho justo. especialmente em se tratando de adolescentes, em que a cabeça esta cheia de sonhos, o coraçao cheio d paixao e os hormonios tacando fogo em tudo acredito que antes de mais nada seria melhor, com gente dessa idade, tratar a coisa com mais delicadeza. Nao me lembro com prazer de como a questao foi tratada pelo meu pai, parecia que transar era a pior coisa que eu poderia fazer contra o mundo, se nao fosse a minha mae as coisas poderiam ter tomado um pessimo rumo pra mim porque as marcas psicologicas sao enormes, muita gente que eu conheci cujas familias, pai e mae, haviam esse tipo de mentalidade tiveram um dos seguintes destinos: engravidaram cedo por falta de informaçao ou se informaram por outras vias e transaram com quem quer que fosse so pra afrontar a familia, por revolta. Isso é muito comum, e muito triste. Por isso quando voce falar de tranco nao se esqueça que transar, especialmente na adolescencia, ainda mais se for a primeira vez, envolve antes de mais nada sentimento, e ja que essas meninas nao tem mais com quem falar pelo menos voce pode dizer a elas que nao existe problema nem pecado nenhum em querer transar com alguém, mas que fisicamente podem existir consequencias indesejaveis e muitas vezes irreversiveis. Quer julgar moralmente alguém? Até posso concordar se for um homem ou uma mulher, verdadeiramente adultos, nao assumindo as consequencias dos proprios atos, mas julgar uma adolescente que ja nao tem com quem falar e que mal iniciou a vida sexual me parece imaturo da sua parte. Nem todo mundo tem a abertura que voce teve na sua casa. E a melhor maneira de nao perpetuar o machismo que gerou essas situaçoes todas é justamente nao responder com mais machismo. So pra lembrar, se ela engravida, o tranco é dela e do cara que colaborou com o espermatozoide, mulher, em qualquer idade, nao engravida sozinha.
  • Concordo com o texto. Não tenho muito papo com meus pais nesse assunto e quase aprendi na prática. Por pouco escapei disso, acabei ficando mais consciente, principalmente depois dos 14 anos.

    Vejo que isso foi causado no meu caso pela religião. Muitas vezes esta torna o assunto um tabu, algo proibido ou então um ato apenas reprodutivo, o que não é. Jovens acabam não se prendendo àpenas isso.

    Ótimo texto cara, vou mostrar pra minha namorada. hehe
  • Lua
    Ótimo texto...

    Estou vivendo isso em minha família. Minha irmã mais nova engravidou, e atualmente está solteira. Nem entro em detalhes das nuanças dos problemas e dor que isso acarreta em toda a família: inimaginável.

    Eu sou virgem. Não trata-se de uma decisão com fundo religioso ou uma imposição familiar, pois moro sozinha, sou independente economicamente, curso uma boa faculdade.Trata-se apenas de uma decisão circunstancial, pois até hoje, 23 anos, não tive um relacionamento afetivo que fosse confortável e me permitisse isso.

    De tudo tiro que o diálogo é essencial, as consultas ao ginecologista, os limites ao filho, o aprendizado o respeito ao próprio corpo e aos sentimentos próprios e dos outros.
  • Freelancer
    ah!

    e outra...
    a de se rever o papel dos "moleques" se a menina está despreparada o maluco pode/deve estar mais bem preparado considerando que em geral ele são mais velhos!
    mas também acho que o número de "moleques se noção" também ta aumentando!
    ai fode!
  • Freelancer
    assunto importante!
    pow modéstia a parte,
    na minha família sexo e sexualidade é tabu
    (raízes católicas poderosas)
    mas sempre fui muito independente e mal criado!
    perguntava mesmo e se nao respondiam eu perguntava a outros!
    além de ter sempre usar minha inteligencia abusando das leituras (sempre)
    nem meu primeiro beijo foi inseguro rsrs
    olha eu cá no PdH procurando me informar melhor rsrsrs

    parabéns pelo post
  • Ricardo
    Tenho sim um ótimo diálogo com os meus pais(tenho 18) e tinha também quando era mais novo e estava entrando na puberdade. Minhas irmãs estão passando pela mesma situação que eu e por isso que acho que elas não serão tão "ignorantes" nesse assunto.
    Nunca passei por uma dessas situações, mas o diálogo aberto com os pais ou responsáveis pela criança/adolescente ajudam muito e destroem muitos mitos. :D
  • D
    Ótimo artigo, Dr. Health!

    Eu passei por uma situação parecida, mas ao contrário, e com consequências não tão graves. Não sou adolescente, tenho quase 23 anos.

    Os pais da minha ex-namorada acreditavam que ela era virgem, faltava esse diálogo entre elas e os pais, e isso foi bastante prejudicial ao relacionamento. Mesmo sabendo de todos os meios de prevenção de gravidez, a gente teimava em transar escondidos (geralmente em situação inexperadas) sem nenhum tipo de proteção (camisinha ou anticoncepcional) em períodos proximos ou durante a menstruação dela, fora do período fértil, eu acredito.

    Às vezes a menstruação dela atrasava (ela tinha esse problema), e a doida ligava pra mim falando q ia tomar remédio de não sei o quê pra ver se perdia o bebê caso estivesse grávida, Isso me enfurecia profundamente e afetou o relacionamento de maneira negativa.

    Uma outras vez ela ligou pra mim dizendo q tinha feito o teste e estava grávida, e nesse dia eu fiquei feliz. Na verdade, tanto eu quanto ela tinhamos planos de ter um fllho cedo.

    Sobre diálogo com os pais, nunca tive um diálogo aberto, mas me considero experiente, inclusive a ponto de aconselhar amigos nesse sentido. A Internet ajuda bastante, como por exemplo em colunas como a sua, Dr. Health! Já fiz burradas, mas eu considero "burradas conscientes", ou seja, fiz mesmo sabendo das possiveis consequencias, e estava preparado para enfrentá-las.

    Quando tiver meus filhos, quero ter um diálogo aberto sobre sexualidade desde cedo. É um passo importante na formação de um ser humano. Acho que hoje em dia com toda essa informação em com acesso relativamente fácil, não há espaço para pudores e para deixar de conversar sobre essas coisas.
  • Kaká também afirmou ter casado virgem. :P

    Aprendi por livros, revistinhas, tv e por fim internet. Não por meus pais. Quando houve uma tentativa de conversar comigo eu já sabia há muito tempo e a notícia já era velha. O que me deixa pensando: se minhas primas pequenas já saberiam o que precisam saber antes de sair por aí fazendo.

    Dei sorte de nunca ter acontecido nada comigo.
  • Perdido
    O único diálogo que tive foi quando era pequeno e havia perguntado o que era camisinha (já que o pessoal tanto falava), a resposta?? "Quando você for maior você vai saber."
  • Eduardo
    Eu passei por tal situação.
    Quando "menino" (16 - ela também) não tinha coragem de conversar com meus pais, e nem com meus amigos sobre a arte maior.
    Resultado: Com 17 já tinha sido premiado. Uma menina. Não satisfeito, continuei a não conversar sobre tais assuntos, e ganhei um bonus aos 18. Um menino.

    Porém, graças a deus tivemos o apoio de ambas as familias para continuar os estudos e tudo mais, e hoje em dia (quase 6 anos depois) estamos casados e felizes.
  • Andre
    Dr.

    legal vc falar sobre o assunto. Eu demorei bastante pra perder a virgindade, talvez por ser muito banana, mas por outro lado eu sempre tive medo e timidez de conversar com os meus pais sobre o assunto. Eles em outra mão não me procuravam pra orientar também. A única coisa que eles faziam questão de salientar é que seja como for era pra eu me proteger, usar camisinha etc pra evitar engravidar alguma menina ou contrair uma doença mais séria. A minha sorte talvez foi sempre ter amigos mais velhos que com o tempo foram aprendendo e compartilhando um pouco do que sabiam do assunto comigo e de outro lado, encontrar uma namorada bastante consciente que se cuida desde cedo e é bastante informada sobre o assunto. Eu pretendo educar os meus filhos de uma forma bem diferente da qual fui educado, pelo menos nesse mérito, porque eu dei um pouco de sorte de não ter problemas, mas meus filhos podem não ter caso fiquei desorientados.

    ótimo texto.

    PS: mandei uma dúvida pro seu email (nao tem a ver com o assunto), mas você ainda não respondeu :'(, acho q tem bem mais de 1 mês hahaha

    abraço
  • Belo texto, diga-se de passagem. Na maioria dos casos, ter a filha adolescente grávida em casa é o pagamento que os pais tem por se recusarem à ter um diálogo aberto com ela. Como você mesmo disse em seu post, ela vai procurar transar escondida, e são nessas ocasiões que o fogo fala mais alto e ela não tem nem tempo de pegar uma camisinha, vai no famoso "Eu tiro antes de gozar".

    Para mim o Brasil tinha que investir mais em Educação Sexual, e parar de tratar o Sexo na Adolescência como um Tabu, pois os prejudicados somos nós mesmos.
    Belo texto ;).
  • Daniela
    No meu caso,os meus pais eram nordestinos,eu nasci quando a minha mãe já tinha 42 e o meu pai 62, outra geração,os dois não tiveram instrução nenhuma quando pequenos,e a minha mãe ainda era crente...
    O que eu aprendi sobre sexualidade foi na escola,na internet ou trocando informações com amigas da mesma idade,por ser muito curiosa e também preocupada que os meu pais descobrissem alguma coisa eu sempre procurei estar bem informada e me cuidar e até hoje eu tenho feito isso bem.
    Eu também só pude ir ao médico quando já era maior de idade,porque quando eu perdi a minha virgindade e procurei sozinha o posto público de saúde próximo a minha casa o médico não quis me atender por estar desacompanhada de um maior responsável,tanto é que eu tomava anticoncepcional por conta própria um que eu mesma escolhi,claro sem deixar de usar camisinha.
    Principalmente nas famílias mais pobres é dificil manter esse tipo de conversa ou mesmo receber a informação correta.
  • quando era adolescente meus pais não falaram muito sobre sexo não. principalmente meu pai: ele só tocava no assunto com brincadeiras e tal... minha mãe que, de vez em quando me respondia àlgumas perguntas seriamente que eu a fazia. minhas dúvidas sobre sexo tirei, como boa parte dos adolescentes, com amigos e internet. espero que quando tiver meus filhos, eles se sintam à vontade em chegar até mim e fazer qualquer tipo de questionamento sobre quaisquer assuntos.
  • Flavia
    Eu nao tinha exatamente um dialogo aberto com meus pais. Mas eles me criaram para dizer sempre a verdade e arcar com as consequencias e eu sempre levei ao pé da letra. quando resolvi começar a transar pedi a minha mae que me levasse ao médico e contei que tinha perdido a virgindade. Ela ficou louca da vida, nao falou comigo por dois dias. Mas no final me levou ao médico que pra minha sorte deu um sermão nela pelo jeito como estava me tratando. Afinal era melhor que ela soubesse o que eu fazia e me preocupasse em me cuidar do que fizesse tudo as escondidas, correndo risco de engravidae ou pegar uma doença. Meu pai foi mais tranquilo, perguntou se eu havia usado camisinha e que me cuidasse pois como vc disse atitudes tem consequencias. Eu quase levei meus pais a loucura na adolescencia, mas nunca por ser pega numa mentira e sim por sempre falar a verdade, rs...
    Outro dia perguntei se eles prefeririam que eu nao tivesse contado tanta coisa porque foi tao dificil para eles me aceitares, mas hoje eles entendem que foi melhor assim e eu agi da maneira que eles me criaram, entao no final td deu certo, rss... e eu nunca fiquei doente ou engravidei :)
  • Hiago
    É tudo uma questão de responsabilidade, racionalidade e bom-senso, ainda mais hoje com a internet e tanto acesso à informação, é cada vez mais fácil conseguir uma vida sexual segura e estável.
    O grande problema não é só a falta de diálogo, mas também a de bom-senso, pois, ao não recorrer à camisinha (16% de falha) ou mesmo à interrupção do coito(17% de falha), e nem mesmo à pílula do dia seguinte, que deve ser evitada, acaba-se por recorrer, ao aborto, que infelizmente prevalece sendo o mais popular.
    ----------------------------------------------------
    A questão não é iniciar a vida sexual tardiamente, mas sim, com responsabilidade e bom-senso.
blog comments powered by Disqus

© 2006-2010 Papo de Homem - Lifestyle Magazine . Conteúdo publicado sob Licença Creative Commons . Anuncie . Política de Acessibilidade .