Regulamentar a prostituição traria algum benefício?

Atila Iamarino

por
em às | Debates, Mundo


Prostituição deve ou não ser considerada uma atividade fora da lei? Regulamentá-la seria melhor de algum modo?

Leia a minha visão no debate iniciado pelo Victor Lee no artigo “Belas, mas não prostitutas: entrevista com Anna Hutsol sobre turismo sexual na Ucrânia”, que teve mais de 170 comentários – longos e riquíssimos.

O problema da ilegalidade: os “consumidores”!

Pelo menos no Brasil, a exploração comercial da prostituição é ilegal.

Mas, se você quiser o serviço de uma prostituta, não é preciso nenhum esforço para conseguir. Toda cidade, por menor que seja, tem uma chácara ou casa cheia de moças alegres (algumas nem tanto) e dispostas a prestar serviços por dinheiro. Quando não tem, a cidade vizinha tem.

Tal acesso não é exclusivo do Brasil. A prostituição (e sua exploração) é universal, independente de ser legal ou não onde ocorre. E criminalizá-la ou impedir a criação de organizações e regulamentações em torno deste serviço pode ser a pior das soluções para o problema – “problema” para as autoridades; se não fosse, não seria considerado crime.

Criminalizar a atividade não acaba com o problema. O maior empecilho para eliminar a prostituição, uma vez que ela já é ilegal em alguns países, é o mesmo do tráfico. Os consumidores.


Crédito: Adam Crowe | Taí uma placa que funciona melhor do que as convencionais para redução de velocidade!

Enquanto há pessoas dispostas a consumir um serviço, perseguir quem o presta apenas aumenta o preço do produto e o apelo em vendê-lo. Quando uma prostituta é presa e outras deixam a profissão, a oferta diminui mas a demanda não, de forma que o preço aumenta e os incentivos para transgredir a lei aumentam. Os únicos locais onde o esforço do governo teve um impacto significativo na prostituição foram o regime autoritário chinês na década de 1960 e o governo Talibã no Afeganistão, e você já pode imaginar o tipo de ambiente onde isto ocorreu.

Este é o argumento que os autores do SuperFreakonomics, a continuação do famoso Freakonomics, usam para dizer que a prostituição vai continuar acontecendo, por mais que a condenemos.

A saída que que poderia ser tomada, punir os clientes e com isso diminuir a demanda, é quase impraticável. Segundo eles, o que tem acontecido principalmente em países desenvolvidos é uma diminuição da demanda porque sexo não é mais algo tão inacessível, à medida em que a liberação sexual e a liberdade feminina aumentam.

Ainda há o problema de se definir o que é a prostituição. Afinal, as fronteiras entre prostituição e troca de favores podem ser muito tênues. Ganhar presentes em troca de sexo, ou mesmo comida no caso de locais mais pobres, é prostituição? E qual o número de clientes que qualifica o sexo como um serviço? Um cliente que sustenta a mulher é a mesma coisa que vários clientes com favores? Exibir o corpo também é considerado prostituição? Ou apenas o contato sexual?

Enquanto isso, na maioria dos países, profissionais do sexo continuam sendo procuradas tanto quanto antes.

As consequências da ilegalidade

Enquanto a prostituição é crime, a(o) profissional do sexo está cometendo um crime. Como tal não possui amparo do Estado, eles estão desamparados, o que dá margem para que muita coisa errada possa acontecer. Para escapar da polícia, muitas vezes a prostituição precisa ocorrer em locais remotos, que deixam a mulher (ou o homem) à mercê do cliente, sujeita à violência e exploração.

Profissionais do sexo que precisam trabalhar em lugares ermos muitas vezes precisam da proteção de um cafetão, e podem estar sujeitas a condições de trabalho degradantes e até regime de escravidão. Aliás, não são apenas locais ermos, casas noturnas aqui em São Paulo chegam a “abrigar” mulheres que vêm de outros estados e trabalham para pagar a estadia e o consumo. Quando não são parte de um esquema de tráfico internacional de mulheres ou exploram a prostituição infantil.


Fonte: Okinawa Soba | Prostitutas chinesas que se relacionavam com militares japoneses

Mais do que sexo, um problema de saúde

A falta de amparo que as condições de trabalho ilegal impõe também são uma questão de saúde. Quanto maior a diferença de status entre a prostituta e o cliente, ou quanto menor o suporte que recebe da comunidade, maiores são os riscos de saúde que ela corre. Sem preservativo, ela está sujeita a contrair e transmitir o HIV e outras DSTs.

A mulher desamparada possui muito menos poder de argumento e instrução para obrigar o cliente a usar camisinha. Enquanto o reconhecimento do Estado permitiria um sindicato e normas de trabalho, além de uma abordagem mais fácil para agentes de saúde convencerem as profissionais a utilizar o preservativo. Nos bordéis, por exemplo, as profissionais trabalham com riscos de saúde menores do que profissionais de rua.

A regulamentação da prostituição, ou melhor, o reconhecimento dela como atividade exercida e a legitimação da mesma, permite que responsabilidades possam ser cobradas. Bordéis podem contratar profissionais e assinarem carteira, permitindo pensão e assistência médica, ambas condições que favorecem a saúde das profissionais. Além disso, a legalização da atividade e sua exposição diminuem as chances e o apelo da prostituição infantil.

Por isso defendo a legalização e a regulamentação da prostituição: bom para as profissionais, bom para a comunidade. Preservativos e melhores condições de saúde protegem não só os clientes do HIV, protegem as mulheres, namoradas, ficantes e os namorados, ficantes e companheiros dela, qualquer pessoa sexualmente ativa.

Fontes:


Link Vimeo | Documentário IMPERDÍVEL com relatos de prostitutas que trabalham na Praça da Sé – SP

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Atila Iamarino

Doutorando pela USP, biólogo viciado em informação e ciência. Autor do excelente blog Rainha Vermelha e editor do Science Blogs Brasil, o primeiro condomínio de blogs de ciência brasileiro. Vá lá expandir seus horizontes!


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  • Pingback: Tweets that mention Legalizar a prostituição traria algum benefício? | Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com

  • http://neveraskedquestions.blogspot.com rmtakata@hotmail.com

    O que existe no Brasil é o crime de rufianismo, de favorecimento à prostituição e manter casas de prostituição. A prostituição em si não é ilegal.

    http://www.scielo.br/pdf/se/v19n1/v19n1a07.pdf
    ————

    []s,

    Roberto Takata

  • Atila

    Você tem razão, Takata, por isso falamos da exploração comercial lá acima.

  • malvadao

    Enquanto tiver gente consumindo, vai existir mercado oferecendo… É uma premissa básica para qualquer economia!
    Lembro quando ainda adolescente, eu ia [ mesmo menor de idade ] com meu primo [ que na verdade era um vizinho ] para o Bali Bar, na Barra… No meio do caminho parávamos no Rio das Pedras [ ainda não era uma grande favela ] para beber porque era mais barato consumir fora do que lá dentro e então com 16 anos tive o primeiro contato com meninas que deveriam ter lá pelos seus 11 anos, todas maquiadas e com um batom vermelho forte pra caralho [ lembro disso porque ela manchou a porra de uma camisa minha que era amarela ] e perguntando se gostaríamos de um algo a mais ou uma esticada.
    Tá… Já com 16 eu não gostava de garotas da minha idade… Imagina pegar uma bonequinha de porcelana ?
    Agora… Diferente de uma mulher com seus 20 anos e que sabe se virar sozinha e que ganha o seu dimdim pra gastar com não-sei-lá-o-que… O que uma menina com seus 11 anos estava fazendo dentro de um bar às 11 hs da noite sem que o responsável dela soubesse onde ela estava ?
    Aí é que entra a questão legal da coisa… Uma menina dessa idade [ segundo o estatuto da criança e adolescente ] deveria estar na cama, com conforto e com um responsável zelando por ela… Mas não.. Ela estava num ambiente adulto [ tá... eu também estava errado e não tem desculpa ] e se oferecendo para qualquer um que pudesse/quisesse pagar o preço dela.
    Numa outra direção eu tenho dúvidas sobre a parte de terceirização… Tipo… cafetinar eu sei que rola problema, mas e se a menina se oferecer sem colocar terceiros no meio… Alivia o que ela está fazendo ?

    E sim… eu faço parte do mercado consumidor…

    Abraço Marcão!!! ( o alfa e não alfafa ;) )

  • http://profiles.yahoo.com/u/33VJAN7ILLWJXC36GO7VU6T74E Jean

    Atila.

    Inicialmente você disse que:

    “Segundo eles, o que tem acontecido principalmente em países desenvolvidos é uma diminuição da demanda porque sexo não é mais algo tão inacessível, à medida em que a liberação sexual e a liberdade feminina aumentam.”

    e logo após:

    “Enquanto isso, na maioria dos países, profissionais do sexo continuam sendo procuradas tanto quanto antes.”

    Surgiu uma dúvida: será que realmente sexo não é mais algo tão inacessível já que prostitutas ainda continuam sendo procuradas mesmo assim?

    Pessoalmente, acredito que a liberação sexual e a liberdade feminina permitiu um caráter fortemente seletivo às mulheres, o que exclui muitos homens desse contexto, e que pode fazer com que a demanda por garotas de programa continue. Pois se sexo não fosse algo tão inacessível teríamos mais casamentos e menos prostituição.

  • http://profiles.yahoo.com/u/5KH4J2GJWBD7YEFSNIAEE7AT6A yahoo-5KH4J2GJWBD7YEFSNIAEE7AT6A

    Estou fugindo da pergunta do texto, mas sempre tive essa curiosidade sobre o assunto prostituição feminina.

    Lá vai: homens como vocês, saudáveis, bem informados, inteligentes, bem sucedidos… vocês contratam ou já contrataram o serviço de prostitutas? Esse mundo está próximo de vocês, leitores do PdH, ou estamos falando de um mundo distante?

    Obs: desculpe a fuga do tema…;))

    Abs
    Cuca;)

  • Atila

    Jean, não deixei claro mesmo. Nos países ricos (eles estudaram só a situação nos EUA) a tendência é uma queda na demanda, graças à liberação sexual. O que não se aplica à maioria dos países.

    A idéia é que a liberação sexual (embora possa vir com a maior seletividade que você falou) dá mais oportunidade para o sexo antes do casamento e com mais de uma parceira. Um dos pontos que eles citam é uma diminuição considerável do número de homens que perderam a virgindade com garotas de programa. Bem como uma menor busca por sexo não vaginal, como sexo oral, que as mulheres estão fazendo nos companheiros.

  • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

    Participei da discussão sobre o artigo do Victor Lee, e lá já tinha deixado minha posição favorável à prostituição, com a ressalva que sou contra a indústria criminosa que forma ao seu redor. Logo esse artigo só veio concordar com meu pensamento de que a legalização é a melhor saída pra vários problemas relacionados à prostituição, seja de cunho social, trabalhista ou de saúde.

    O texto já enumerou a maior parte das vantagens da legalização. Só gostaria de acrescentar uma: o controle das regiões onde a atividade poderá ser exercida. Não sou puritano, mas acharia uma merda ter travestis e prostitutas fazendo ponto perto de casa por várias razões. Seja porque desvalorizam o imóvel ou porque a clientela que trazem é barulhenta e porca. Se legalizada, a prostituição poderá ser restrita a alguns poucos locais da cidade, assim como já foi feito com transferência de camelôs pra zonas de comércio.

  • Cassio

    Pode ter certeza que a maioria aqui já contratou, inclusive eu. E é um mundo bem mais próximo do que parece. Vou enumerar as vantagens de usar uma prostituta, mesmo pra caras bonitos, bem sucedidos, inteligentes… (segundo você, público padrão do PdH).

    Primeiro, está disponível na hora que der vontade. Segundo, é a chance de estravazar um pouco, sem arriscar perder a companheira. Dependendo do lugar, você tem a chance de escolher mulheres que nunca te dariam mole tão facilmente.

    Elas também topa tudo: 2 mulheres, anal, suruba.

    Tudo que você provavelmente teria que gastar anos pra convencer a sua companheira. Por fim: é sempre bom poder comer mulheres diferentes sempre que puder.

  • http://www.facebook.com/people/Andreas-Werner-Hahmann-Figge/621264388 Andreas Werner Hahmann Figge

    eu não saberia responder nada além do meu mundo (eu, meus amigos e meus parentes), mas não é algo tão distante assim… pelo menos para os meus conhecidos, nunca foi uma questão de necessidade do tipo “preciso transar urgentemente”, porque mulher nunca faltou…

    mas a gente também sai só em homem e de vez em quando vamos para as casas de família tomar uma cerveja e passar mão em bunda, por pura diversão mesmo (e falta do que fazer…), e nessas noites vira e mexe aparece alguma mais bonitinha ou que sabe o que falar na hora e acaba fisgando algum, acontece. Já aconteceu comigo, eu não achei muito legal mas sei lá, valeu a experiência por uma noite…

    se responde sua pergunta eu não sei, mas é isso, no meu mundo acontece sim, mas mais por impulsividade e diversão do que por qualquer outra coisa. abraços!

  • http://www.facebook.com/people/Andreas-Werner-Hahmann-Figge/621264388 Andreas Werner Hahmann Figge

    Cara, eu sou a favor e concordo com tudo o que você colocou no post, mas dizer que é bom para a comunidade eu já vejo como forçar um pouco a barra… eu sou a favor, acho que cada um faz o que quer, mas de qualquer maneira a prostituição não é algo legal (num sentido de interessante, não jurídico) e não acho que um dia será, acho até meio triste…

    mas com certeza é bom para as profissionais, e tendo demanda eu sei que a prostituição não vai acabar, portanto a melhor solução seria essa (na minha opinião, claro), pensando na realidade de hoje onde a proibição não resolve bosta nenhuma.

    só pra constar, eu concordo com o pedro gomes, quanto a locais para essa prática, ver prostituta e travesti na rua não é legal, por todos os motivos que ele citou e ainda por ser um local público, onde crianças também passam e vêem esse tipo de coisa.

    grande abraço e ótimo post!

  • A.

    O único beneficiado seria o governo, pois iria receber o imposto de renda das GPs, ponto.

  • ianvinhas

    A prostituição é mais um dos problemas ultra descentralizados que de forma ineficaz tentam ser combatidos de forma centralizada, com leis e outros tipo de ações pontuais… Como vemos na midia, problemas como estes (trafico de drogas, uso de substancias proibidas etc) so fazem crescer mesmo com todo os esforços para a diminuição.
    Legalizar ou discriminalizar é na minha opinião uma medida mais acertada, pois primeiro: libera o efetivo da lei para combater crimes mais relacionados a violencia e etc… e em segundo somos livres para escolher e opinar sobre o que queremos…
    O que deve ser combatido é sim a exploração sexual infantil e adulta, a violencia contra a mulher, o trafico de mulheres etc.

    Eu sou sempre a favor das medidas não centralizadas, o comportamento emergente da sociedade de reagir ou não aquele fato.

  • Gabriel

    “enquanto a prostituição é crime, a(o) profissional do sexo está cometendo um crime. Como tal não possui amparo do Estado, eles estão desamparados”

    Isso não é verdade. No Brasil a prostituição é legal e lhe é conferida a mesma proteção que recebem qualquer “profissional liberal”, ou seja, quem desempenha função atividade não-empresária, ou seja, médicos, escritores, cientistas, desde que predomine o trabalho do próprio profissional.

    Além disso como o trabalho é lícito então a(o) profissional do sexo é contribuinte obrigatório da previdência social, ou seja, se agir conforme a lei e pagar mensalmente sua contribuição previdenciária terá direito à aposentadoria igual todo mundo. Saúde e assistência social são livres a todos, mesmo os que não pagam. Logo não vejo desamparo algum.

    Eu concordo que a exploração sexual seja ilegal, pois são essas redes sexuais que acabam por promover a compra e venda de menores.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    *Convencer* a parceira?

    ALERTA VERMELHO.

    Velho, exploração de possibilidades sexuais é tão bom para elas como para nós. Você está partindo da premissa errada, Cassio.

    É justamente essa visão que leva tantos caras a deixarem a namorada em casa e irem foder uma puta na esquina. A puta “faz tudo”.

    Você não precisa “convencer” sua namorada.

    Deve sim ensiná-la. Apresentar coisas que ela ainda não conheça. Saber conduzir. E, se ainda assim ela não topar, cest la vie. Escassez nunca vai ser problema…

  • allantorres

    Caros amigos, eu sou de Brasília e sou dono de um site chamado Studiobelas, que é um classificado online de acompanhantes, lido diariamente com este tema e penso que atualmente seria muito benéfico para as profissionais do sexo terem sua profissão regulamentada, podemos dizer que é crime, que é pecado, mas temos que nos atentar apenas para o referido assunto apenas pelo lado legal.

    Como o amigo acima disse, explorar a prostituição é crime, rufianismo, cafetinagem pra ser mais certo, os tempos estão mudando, hoje muito raramente você encontra a figura do cafetão ou cafetina, hoje 95% das acompanhantes estão trabalhando por conta própria, ou seja, no meu caso como canso de explicar, trabalhamos cobrando uma mensalidade e nada mas, já fomos alvo de investigações policiais, já tive minha casa, notebooks e tudo mais revirados pela policia, e sinceramente nunca foi encontrado nada, é triste uma sociedade moderna como o Brasil ser tão preconceituosa, mas o tempo vem passando e a coisa como todo vem sendo muito mais bem vista, eu mesmo por exemplo já fui entrevistado pela folha e por outros jornais daqui da região.

    Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/
    Tribuna : http://www.tribunadobrasil.com.br/site/?p=notic

    Varios outros jornais se interessaram pelo assunto, porém, não evoluiu muito o assunto, pena, elas precisam de apoio do governo e aceitação da sociedade.

  • Pingback: SEXveja #18

  • loleite

    Pela descriminalização do Rufianismo, porque nem sempre é exploração!

    Mas sobre legalização da prostituição, é meio problemático. uma vez que se tornar uma profissão regulamentada, Imaginem as putas tendo que emitir nota fiscal e o sujeito declarando isso no IR… do lado da esposa. Não rola. :(

  • malvadao

    Cuca… Contratar um serviço de uma profissional do sexo não é nenhum bicho de sete cabeças para nenhum homem… As mulheres ditas “moderninhas” também fazem uso desse serviço ( o ´ditas “morderninhas”´ se refere aquelas que não confundem apenas sexo com amor, paixão, etc ).
    Você já comeu em algum Fast Food ? Basicamente é a mesma coisa… Você escolhe o número 1, 2, 3 ou qualquer outro combo… Paga adiantado… E come!
    Simples Assim!

  • prietto

    A prostituição e a Pedagogia são as profissões mais antigas do mundo e é, no mínimo, ilusão pensar que iremos acabar com ela; seja através da perseguição a quem oferece o produto, seja perseguindo a quem compra. Existe uma linha tênue entre vender favores sexuais como um produto e praticar sexo em troca de favores. Há mulheres que fizeram um opção clara por sobreviver da venda de préstimos sexuais enquanto que outras “emprestam” eventualmente sem que se neguem a receber mimos em troca. O matrimônio, na base da existência do homem provedor e da mulher que gerência a casa e os filhos, está muito próximo do segundo caso. Muitas mulheres se sujeita a suportar um matrimônio em troca da subsistência provida pelo homem enquanto que ela gerencia a família e oferece os préstimos sexuais. Há um acordo tácito entre o poder governante e a prostituição que favorece de certa forma o ordenamento social. Assim, a existência da prostituição auxilia, por exemplo, na diminuição da violência sexual, na preservação da dignidade das mocinhas de família, na diminuição dos litígios matrimoniais, controle de natalidade, com tudo o que esses exemplos implicam em banalização, hipocrisia, mentiras etc. Do ponto de vista jurídico, a prostituição é crime. Mas seria hipocrisia alimentar os discursos puristas dos que são contrários a ela. Basta atentar aos inúmeros fatos de juizes e legisladores que, vez por outra, são pegos em casos nos quais contrataram os serviços de alguma scort gostosona.

  • prietto

    A prostituição e a Pedagogia são as profissões mais antigas do mundo e é, no mínimo, ilusão pensar que iremos acabar com ela; seja através da perseguição a quem oferece o produto, seja perseguindo a quem compra. Existe uma linha tênue entre vender favores sexuais como um produto e praticar sexo em troca de favores. Há mulheres que fizeram um opção clara por sobreviver da venda de préstimos sexuais enquanto que outras “emprestam” eventualmente sem que se neguem a receber mimos em troca. O matrimônio, na base da existência do homem provedor e da mulher que gerência a casa e os filhos, está muito próximo do segundo caso. Muitas mulheres se sujeita a suportar um matrimônio em troca da subsistência provida pelo homem enquanto que ela gerencia a família e oferece os préstimos sexuais. Há um acordo tácito entre o poder governante e a prostituição que favorece de certa forma o ordenamento social. Assim, a existência da prostituição auxilia, por exemplo, na diminuição da violência sexual, na preservação da dignidade das mocinhas de família, na diminuição dos litígios matrimoniais, controle de natalidade, com tudo o que esses exemplos implicam em banalização, hipocrisia, mentiras etc. Do ponto de vista jurídico, a prostituição é crime. Mas seria hipocrisia alimentar os discursos puristas dos que são contrários a ela. Basta atentar aos inúmeros fatos de juizes e legisladores que, vez por outra, são pegos em casos nos quais contrataram os serviços de alguma scort gostosona.

  • http://profiles.yahoo.com/u/5KH4J2GJWBD7YEFSNIAEE7AT6A yahoo-5KH4J2GJWBD7YEFSNIAEE7AT6A

    Guilherme, concordo plenamente com você.

    Homens que contratam prostitutas por motivo como “não dá para convencer a namorada” abrem mão do maravilhoso ato de levar sua mulher a experimentar coisas novas, de levá-la a mundos que ela não conhece o que resultaria em um sexo milhões de vezes mais prazeroso do que com uma prostituta.

    Sua namorada disse não? Te deu um olhar de critica? Seja homem (no melhor sentido da palavra), e conduza-a. Ela te rejeitou mil vezes, não tem jeito? Troque de namorada, que seja…às vezes o casal é muito incompatível.

    Essa história de ser mais prático, de que é chato ter que convencer sua mulher…é conversa fiada. Para mim, o que está por detrás disso é um TREMENDO MEDO, UM PAVOR de rejeição, um EGO FRÁGIL que não aguenta se expor, lidar com pessoas, lidar com emoções.

    O homem tem medo de levar um fora ao abordar uma gostosa, de receber um olhar de critica ao propor sexo do jeito x ou y etc. Aí, o cara prefere pagar para ter a aceitação da prostituta, que é a mulher que nunca o rejeita, que sempre infla o ego do cara…

    Mil perdoes, mas para mim homens que contratam prostitutas com o discurso “dá trabalho convencer seus parceiros” são apenas…medrosos.

    Para mim, os homens corajosos estão por aí, conduzindo suas damas, levando naos e insistindo, persistindo. Viram o texto do Stallone aqui no PhD? Pois é…;))

    Obs: essa opinião vale também para mulheres que contratam garotos de programa porque tem medo de propor novas experiencias a seus parceiros.

    Mas…é só minha opinião. Cada um faz o que quer pelos motivos que considera verdadeiros para si mesmo.

    Cuca ;)

  • everaldoumbelino

    O que penso? As autoridades mundiais deviam direcionar sua atenção para coisa mais sérias, que verdadeiramente fossem construtivas para a humanidade. Eu diria, preservação da natureza, tendo como motivos principais a flora e a fauna. Além dom homem, claro!
    Os verdadeiros crimes são praticados por alguns legisladores corruptos, os mesmos que desviam o erário público em beneficio próprio, isto sim, é crime. O que não deve acontecer é o tráfico de seres humanos, trabalho escravo e prostituição infantil. Estes para mim são crimes hediondos até.

    É o que penso.

    Adoro as prostitutas!
    Elas são muito dignas, apesar de praticarem a profissão mais antiga do mundo.
    Elas são lindas por fora e por dentro.
    Beijos em todas as prostitutas do mundo.

  • http://www.facebook.com/people/Celso-Justo/1491996190 Celso Justo

    Eu concordo totalmente. Se você quer combater todo o abuso e problema social gerado pela prostituição criminaliza-la não é o meio mais fácil, pelo contrário.
    A prostituição é a profissão mais antiga do mundo.
    Proibi-la seria igual proibir música ou drogas… não rola

  • everaldoumbelino

    Penso que existe muita demagogia, muita hipocrisia em torno do assunto. As autoridades mundiais deviam se preocupar com a Preservação da Natureza, através do controle efetivo dos gases tóxicos que estão no dia a dia acabando com a vida na terra, isto sim. Se não houver, prostituição infantil, trabalho escravo e tráfico de mulheres, o problema é das mulheres e dos homens, assim entendo. Crime é roubar o erário público, corrupção de colarinhos brancos e outros afins.
    Adoro as prostitutas. Apesar de praticarem a profissão mais antiga do mundo, são dignas. Lindas por fora e por dentro.

    Beijos em todas as prostitutas do mundo.

    I love you my friends!…
    Bye!

  • Dalit_KBG

    Ensinar ou convencer exigem um certo trabalho,e sem garantias no final. Alias, caso não tenha sucesso, vc pode ter prejuízos na relação, principalmente se for uma relação como casamento.

    E concordo com o Cássio. Existe uma galera que pensa que somente homens feios ou sem sucesso na vida é que buscam serviços dessas “profissionais” (nem todas elas sabem fazer suruba, anal ou bela gulosa).

    Por ser solteiro e com tempo livre, já visitei diversos lugares e encontrei homens ou bem sucedidos (mas bem mais feio do que eu) ou arrumados, mas sem grana. Ou ambos.

    É bem mais comum do que se imagina encontrar essa galera nesse meio, pois estatisticamente falando (e isso é bem curioso saber) eles conseguem as melhores “ofertas” da noite.

    That´s all folks

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “Ensinar ou convencer exigem um certo trabalho,e sem garantias no final. Alias, caso não tenha sucesso, vc pode ter prejuizos na relação, principalmente se for uma relação como casamento.”

    Ainda tratamos as mulheres como se elas não tivessem desejo algum. Triste.

    Por isso repito: as mulheres são BEM MAIS LOUCAS do que podemos imaginar. Elas tem tanto ou até mais desejo do que nós. É um mito a ideia de que o homem está sempre pronto pra meter e que a mulher não tem tanto interesse.

    Além disso, pelo que vejo, a maioria dos namorados tem uma visão muito reduzida de sua parceira. Falam “Ah, isso ela não gosta, ah, ela não faria isso, ah, ela é assim, eu sei”. Tsc, tsc… Deixa ela algum tempo com outro cara e veja o quanto isso muda.

    Homem é bem mais careta do que mulher, que goza mais com imaginação, encenação, contexto, história, sedução, envolvimento, então pira bem mais em uma relação que explora essas possibilidades.

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Cuca… às vezes é só uma questão de deixar de comer Salmão em casa para
    comer Filet Mignon na rua.

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Gostei do que disse… Tem atitude! Ganhou um admirador!

  • YuHao

    Um outro país que também muito radical sobre a proibição da prostituição é a Islândia. Eles já aprovaram uma lei que encerrará com as atividade de todos os clubes de lap dance do país e proíbe qualquer estabelecimento de lucrar com a nudez de seus empregados.

    Vai acontecer com eles o mesmo que aconteceu com Chicago durante a lei seca, tudo que é proibido sempre rende muito mais grana, o suficiente até pra evitar a prisão, e até bater de frente com as autoridades.

    http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2010/mar

  • http://reflexoes-masculinas.blogspot.com/ Shâmtia Ayômide

    Gostei do que disse… Tem atitude! Ganhou um admirador![2]

    O fato é que a questão da prostituição deve ser deixado ao gosto do senso-comum e da democracia, e não ser uma questão guiada por uma autoproclamada elite intelectual, que por sinal de autoproclama representante de pessoas que nem sequer sabem que elas existem.

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Sim… Mas não acho que as trabalhadoras desse segmento sejam uma minoria…
    Mas iria ser interessante ter um Sindicato das Putas… ( Whore Union )
    Imagina uma greve geral da classe ? Muitos donos de estabelecimento iriam
    perder muito dinheiro com isso!!!

    Em 14 de maio de 2010 16:10, Disqus
    <>escreveu:

  • CaveiraVermelha

    Na boa…não sou lá dos maiores fãs da profissão. Tive experiências muito breve com prostitutas e não foi do meu agrado. Ainda assim…admiro muito a profissão e as mulheres a desempenham.

    Acho que a política brasileira ainda é um tanto quanto DOGMÁTICA em relação a algumas coisas. Principalmente quando envolve o assunto “sexo”. Condenar o rufianismo nada mais é do que disfarçar o desejo de gerações passadas (atualmente no poder) pela vontade de se aproveitar de velhos dogmas. Duvido se metade daquela velharada na câmara não come no mínimo uma puta por mês!

    Concordo que prostitutas devem receber amparo legal, e acho inclusive que deveriam ser legalizadas atividades empresariais neste ramo. Hoje, como já foi exposto acima, empresas que “vendem sexo” são alvo constante de “bullying policial”. O mais engraçado é que, em alguns casos, são os próprios clientes quem fazem a denúncia.

    Como já foi apontado também, se o governo consegue reduzir a oferta, isto só faz com que a proporção relativa da demanda se torne ainda maior. Resultado: Preço do serviço é inflacionado ao infinito…destruindo um enorme potencial de arrecadação para o próprio governo! É ridículo. Simplesmente ridículo.

    Em igual situação, posso apontar a lei anti-fumo. É sério que alguém acredita mesmo que essa lei visa a saúde pública? Pois o que vejo é dogmatismo imperando entre nossos legisladores. Dogmatismo que fode com as arrecadações, cria tabus, aumenta o preconceito e em nada soluciona àquilo a que se propõe.

  • Dr Health

    Diversão. Quando rola congresso de ortopedia, TODO MUNDO vai pro puteiro local, solteiros, casados, staffs respeitadíssimos (posso citar uns 4 ou 5 medalhões da ortopedia brasileira que eu já vi em puteiro), só não vão os gays. Em Campinas, os hotéis de luxo oferecem traslados para os puteiros da região, em especial a Fazendinha (Rodovia Campinas-Monte Mor, Km 22, ótimas recordações, hehehehehe), ou serviço para levar a puta pro seu quarto.

    E mesmo quando vc não vai pra comer alguém, é divertido pra caralho zoar com a galera, trocar idéia com as putas, e até tentar comê-las de graça.

    Ademais, uma coisa que não sei se foi citada aqui, sem hipocrisia: Vc tem a possibilidade de comer mulheres de um nível que vc teria que ralar muito pra comer, nas condições normais de temperatura e pressão, bastando mostrar seu cartão de crédito. E no final das contas, é capaz de sair mais barato.

    Quem discordar, que mostre seu portfolio de mulheres comidas do nível das do Romanza, Bahamas, Café Photo, etc, além de me informar quanto cobra pra ensinar a manha. (Mas eu não acredito mesmo)

    • jessyka

      bom concordo que uma porcentagem de pessoas ,nao so do sexo masculino,utilizam esses serviços como vc falou,para descontrair ate mesmo sem intencao de se relacionar sexualmente,com prostitutas,porem e nesse ponto que eu imagino se hoteis e casas noturnas oferecem esse serviços por que nao regularizar essa profissao,dando mas segurança para essas pessoas,cobrando uma fiscalizacao do estado para que diminua a prostituicao infantil?
      posso estar enganada mas queria opinioes sobre o assunto,(fazendo tcc sobre o tema)

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Fala Malvadão!

    Para vc ver… nesse #debatepdh, que começou com uma idéia simples (se, em teoria, a prostituição deveria ser permitida ou considerada crime) a gente tá explorando diversos aspectos.

    Essa história que você conta da criança de 11 anos é um dos desdobramentos perversos. Aceitar a prostituição como atividade como qualquer outra pode contribuir para uma percepção de que a compra de ato sexual faz parte da normalidade e levando, em casos extremos, a situações em que a menina dos 11 anos fique no bar até de noite e ninguém faça nada.

    Ou será que uma coisa não tem nada a ver com a outra?

    Sobre a garota eliminar intermediários, isso funciona para as que são mais independentes (geralmente possuem lugar próprio, sabem usar internet). Mas e a puta daquelas de beira de estrada, que vive nos confins remotos do país? Como fica?

    Abraço!

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Falou tudo.

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Oi Cuca!

    (Que aconteceu com seu nick que ficou parecendo coisa de ficção científica? “yahoo-5KH4J2GJWBD7YEFSNIAEE7AT6A”??)

    Olha, não tá fugindo do tema não. Como escrevi no comment ao Malvadão lá em cima, esse #debatepdh começou com uma idéia única (legalidade da prostituição) e está se desenrolando em diversas perspectivas. Fica de olho que ao final da série teremos um texto interessantíssimo falando de dominatrix e outras coisas surpreendentes, feito pela B. do http://www.avidasecreta.com/

    Eu posso te responder por experiência própria e do que vi e conheço de colegas próximos. Existem milhares de motivadores que fazem um cara procurar a profissional do sexo.

    Pra começo, vamos ver a parcela de homens que vc focou na sua pergunta: “homens como vocês, saudáveis, bem informados, inteligentes, bem sucedidos.” Estou interpretando o “bem sucedidos” de forma ampla (sucesso profissional, pessoal, financeiro, amoroso, espiritual, amizades)

    Dá pra dividir o público consumidor em dois grandes setores: os peganínguens e os cafas/putanheiros.

    Existem caras que são saudáveis, bem informados e inteligentes… mas que não necessariamente são bem sucedidos… com mulheres. São mil motivos, que variam da timidez, idéias inadequadas sobre a dinâmica homem-mulher, personalidade insegura, projeções, inquietude e por aí vai. Por isso, um cara que tem tudo aparentemente em ordem pode ser um peganínguem… que pode encontrar na prostituição um caminho para suprir a necessidade física e até emocional de algum contato.

    Existem também os caras bem sucedidos em tudo, incluindo com mulheres. Possuem namorada, são casados, ou tem várias parceiras. E mesmo assim, procuram na prostituição uma forma de diversão, uma aventura, um sexo com zero chances de resultar em drama e pegação no pé.

    Outro aspecto que dá para dividir e entender melhor o consumidor é se ele vai sozinho ou com amigos.

    No primeiro caso geralmente é indicador de uma carência física/emocional maior, ou que o sujeito é realmente entusiasta da coisa. É o casado que escapa do serviço durante o dia para dar uma. É o cara que dirige cento e quarenta quilometros para ir até o puteiro da cidade vizinha na calada da noite.

    Mas o que acontece muito no grupo dos “saudáveis e bem sucedidos” é a putaria-confraternização. São três caras que trabalham na diretoria do banco. A turma do futebol. Os brothers da facu. Que, além de bate papo sobre política, a lista do Dunga, o Iron Man 2 etc… comenta sobre uma casa noturna. E daí um deles começa a propor de ir até o puteiro com a galera. Assim acontece: nenhum desses amigos necessariamente iriam sozinho, acabam indo junto com o grupo.

    E deve ter milhões de outros casos… Assunto curioso mesmo, Cuca!

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Doc colocando o pau na mesa e falando o que ninguém quer ouvir! Hehe

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Questão urbanística. Interessante, Pedrão!!!

    Cara, diz aí: dá uma vontade de vomitar ao caminhar por certas ruas, debaixo do sol do meio dia… e você encontra uma camisinha jogada na calçada! Urgh!

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Questão urbanística. Interessante, Pedrão!!!

    Cara, diz aí: dá uma vontade de vomitar ao caminhar por certas ruas, debaixo do sol do meio dia… e você encontra uma camisinha jogada na calçada! Urgh!

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    A: em teoria… todo mundo paga imposto. Renda é renda.

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    ianvinhas: notei várias palavras de seu vocabulário que me fizeram pensar em emergência, sistemas complexos, padrões….

    Acertei se eu disser que vc é cientista?

    p.s. Para quem tá viajando na discussão, segue link
    http://en.wikipedia.org/wiki/Emergence

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Oi Allan, que legal ter sua participação aqui. Contribui muito para fazermos o “teste de realidade” do nosso #debatepdh

    Te questiono: será que nesses 95% não estamos falando das acompanhantes de 100 reais para cima?

    E a puta de caminhoneiro? Ela não trabalha via internet. Nem as garotas de casas/boate. Ou de privê de 20 reais.

    Além dessas putas pobres, tem a puta ocasional para milionário. Tem esquema especial para trazer garotas de classe média-alta do sul em total anonimato (dizem para a familia que é para ser modelo – e de fato muitas são) para mansões de SP onde só vai cliente recomendado, como filhos de banqueiros, políticos e outros… É um privê vip.

    Tanto em um como noutro extremo, a figura do cafetão continua firme e forte.

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Everaldo: na minha opinião de eleitor, existem duas prioridades urgentes para o Brasil:

    1) educação
    2) combate efetivo às drogas

    Com isso, todo o resto se resolve

  • gpaltian

    Como alguém pode achar digna mulheres prostitutas? Sério, cada vez mais vejo o porquê da sociedade estar cada vez pior. Não consigo achar digna uma mulher que transa por dinheiro e que por mais bonita que seja por fora, por dentro deva ter milhares de DST's

    Aliás, em comentários anteriores, homens acham que as mulheres são artigos que devem trocados por conveniência, apenas por não fazerem tal ou tal “agrado”. Não sei por que namoram e não entendo a falta de amor próprio de mulheres que namoram tal criatura.

    Sinto vergonha alheia de ver comentários anteriores, o esquerdismo cultural Brasileiro mata toda a população.

  • gpaltian

    Incrível como a sociedade está cada vez pior.

    Onde já se viu achar “digna”, mulheres prostitutas ou a própria prostituição?
    Quando algum desses que as defendam pegar uma Aids, Hpv ou qualquer outra doença provinda delas, que venha falar em “preconceito” ou qualquer outra baboseira esquerdista atual…

  • Dr Health

    Basta usar preservativo. Acorda pra vida, só pega DST quem quer!!!

    Aliás, TODA prostituta só transa de preservativo, nem boquete elas pagam sem. É mais fácil uma mulher “decente” abdicar do uso deste do que uma prostituta. E aí??? Quem corre mais risco?? É o que eu chamo de “paradoxo do sexo seguro”. Uma prostituta tem comportamento sexual mais “seguro” que uma garota normal.

    No mais, tá triste pq a sociedade está pior? Jogue-se do 10o andar e acabe com seu sofrimento.

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Vamos por partes.
    Uma prostituta pode sim ser digna assim como um padre pode ser pedófilo.
    Quanto às DSTs é impossível saber se a profissional tem só de você
    olhar… Agora que doido seria você se fosse utilizar os serviços dela
    sem se proteger…
    Abraços

  • Pingback: O melhor da semana PdH (8 a 14/5) : 100 mil comentários, Clube do Livro e mais | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • gpaltian

    Haha

    Chega a ser hilário achar que preservativo previne todas DST's, ainda mais vindo de um “Doutor”.

    Caras que pagam prostitutas são dignos de pena, assim como essas mulheres.

    E não, não sofro pela sociedade, tenho é pena da ignorância alheia.

  • Renato

    “Mas, se você quiser o SERVIÇO de uma prostituta, não é preciso nenhum esforço para conseguir”

    Átila, segundo o seu raciocínio, a mulher é um produto, e este problema é entre mercado e consumidor, a “mercantilização do sexo”. Procura maneiras de regulamentar a sua comercialização, se esquecendo que é de vidas que estamos tratando. A mulher NÃO É UM OBJETO, ou melhor, O SER HUMANO NÃO PODE SER TRATADO COMO UM OBJETO, observando que também há uma parcela masculina na “vida fácil”. Prostituição nunca foi e nem vai ser uma profissão, muito menos pode vir a ganhar status de uma. É sim um problema psicológico e muitas vezes de ordem social, daí surgindo a oportunidade de tirar o sustento dessa prática para sobreviver, ou você acha que só tem “acompanhantes de luxo” nesse mundo? Santa ingenuidade achar que pode implantar um sistema de mercado simplista dessa maneira e achar que todos vão ficar felizes, ou ira equacionar o problema. Só porque vivemos na era do ter, e não do ser, até nossas mulheres tem que se vender para se sentirem desejadas? Não sou consumista, muito obrigado. Profissão, ao meu entender, é exercer uma atividade remunerada honesta e digna, que enobrece e dignifica a quem a pratica, sem ferir a moral e os costumes de uma sociedade justa e ética para com todos os seus cidadãos. Quer dizer que vão existir cursos profissionalizantes, aulas do tipo “o que vou ser quando crescer” e gerações (ensinar a conduta de pai, ou mãe, pro filho…) e coisas do gênero? gostaria que a sua filha prestasse seus serviços para mim? Vamos deixar a hipocrisia de lado e assumir que elas existem sim por conta do nosso desejo, mas não é legalizando-a que vai torná-la menos humilhante e prejudicial à quem exerce…

    • jessyka

      desculpe,mas discordo completamente nossa sociedade nao e mas etica e sim hipocrita,e niguem gostaria que seus filhos oferececem esse tipo de serviços porem ,poderam fazelo de maneira pior,quantas filinhas de familias eticas e nobres engravidam aos 11 12 anos,ou se tronam prostitutas,sem cobrar mesmo,infelizmente sua visao do mundo e muito restrita.
      e se existe essas pessoas e todos sabemos que continuaram existindo porque nao um amparo para tal,ou vc ja imaginou se infelizmente sua fiha resolve vira uma dessas pessoas vc que que ela continue ate os 90 anos se prostituindo por 5 reais,ou prefereque seja aposentada e viva pelo menos um final de vida tranquilo sem precisa se deitar com homens como vc que se julga etico e de plena moralidade,e isso para esconder seus atos.
      ninguem e plenamente etico

  • Dr Health

    Se você usar corretamente (sem ele arrebentar, o que pressupõe uso correto), previne sim. Todas.

    Tá em qualquer livro de Medicina.

    (Aliás, achei engraçadíssimo vc colocar “doutor” entre aspas. Que bonitinho, você sabe fazer ironia. Que fofo, que cuti cuti. Um talento nato)

  • Atila

    Taí, um ponto que nem pensei mas já é problema corrente. Vide a grana que as casas da região do Jóquei deram (mais de R$ 5 mil cada) para reformar a região e retirar prostitutas e travestis, o que acho que não adiantou.

    Lembro do relato de um cara na Veja falando que saia segunda de manhã para levar as filhas na escola e tinha gente fazendo sexo na porta de casa.

  • Atila

    Sim Gabriel, aqui ela é permitida e o problema está na exploração comercial. Me refiro à condições genéricas ao redor do mundo.

    Aqui no Brasil a saúde é de acesso geral, mas essas condições não são a regra.

  • Atila

    Allan, concordo com o Victor. As prostitutas que têm esclarecimento e amparo para oferecer serviços online são para mim a excessão, e provavelmente as que estão menos sujeitas ao que relatei no texto (violência, DSTs e afins).

    De qualquer forma, acredito que se houvesse uma legalização, elas seriam as primeiras a se beneficiarem, e estabeleceriam regras de trabalho que acabariam sendo extendidas para quem tem menos condições.

  • Atila

    Everaldo, sou contra o argumento “temos problemas maiores para resolver”. Acho que temos que tratar de tudo o que é possível, senão não saímos do lugar.

    A prostituição profissional e para sobrevivência com certeza contribuiu muito para a dispersão do HIV na África, e com certeza ainda tem um grande papel em países pobres.

    Acredito que, como disse o Victor, educação e combate às drogas resolve grande parte do nosso problema, mas muitos passos precisam ser dados nesse caminho ainda.

  • Atila

    gpaltian, pensar que prostitutas são forradas de doença leva ao mesmo raciocínio de que mulher de família não tem doença. Camisinha tem que ser usada em qualquer situação.

  • Hector

    Efetivamente, Sr. Átila, você mencionou “exploração comercial”, não obstante, a idéia geral transmitida em seu post é de que a prostituição é um ato ilegal e essa idéia fica consubstanciada na medida em que você afirma: “defendo a legalização da prostituição” (sic). Na verdade, não há porque legalizar uma prática que, em si, não é ilegal. De qualquer forma, ressalvado esse pormenor, seu raciocínio está correto e eu o cumprimento por isso.

    • jessyka

      bem na verdade eu acho que ele esta correto em dizer,legalizacao,pois nessa palavra em si ele quis dizer a regulamentacao da prostituicao como profissao

  • barbara

    oi colega li o seu comentário e respeito a sua opinião.PS 1. quanto a doença qql um pode ter, se ele não se prevenir,2. uma mulher de programa é digna sim e muitas vezes tem mais carácter que muitas moças que não estão se prostituindo e 3 vamos combinar galera (MUITO RISOS) o produto é dela e ela faz o que bem quiser com ela. SOU A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO….

  • gpaltian

    Aliás, adicionando a sua frase:

    - Só um doido transa com prostitutas…

  • gpaltian

    Acho que o “Doutor” deve ter comprado seu diploma em algum lugar, não creio que seja um médico de verdade. Um médico de verdade não diria tal asneira, não existe método 100% seguro, nem camisinha.

    Voltando ao assunto do post e sem querer querendo, fazer mais uma ironia, só faltam querer legalizar o assassinato, afinal, é um problema social e blá blá blá…

    Só é prostituta quem quer, existem outras formas de sobrevivência, e qualquer coisa além disse é desculpa esfarrapada de “intelectualóides” esquerdistas.

    • Dr Health

      O que eu tô falando é: Se você terminou de mandar bala, tirar o pau, e a camisinha estiver lá inteira VOCÊ NÃO PEGOU PORRA NENHUMA.

      100% Garantido. Palavra de alguém formado na gloriosa Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em junho de 2000.

      Opiniões como a sua me fazem ver que a esquerda não é tão ruim assim. E olha que sou reaça pra caralho.

  • Marcão, macho-alpha++

    Se esses são os melhores argumentos para legalizar a prostituição, então nunca vai acontecer. Argumentos básicos, primários, superficiais, sem consistência e conteúdo. Eu que sou contra a legalização tenho argumentos melhores pra legalizar.Óbvio que na faculdade de biologia não ensinam a pensar. Não sobre problemas humanos. Mas o que esperar do reverendo de São Darwin na igreja evolucionista do sétimo dígito? Na boa, vai escrever sobre baratas…AttMarcão, macho-alpha++

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Discordo… Ou então eu sou doido e conheço um monte de gente com esse mesmo
    mal ;)

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Não defeque pela boca, caro companheiro onanista… Se quer um método 100%
    seguro de não pegar DST… não faça sexo!

  • gpaltian

    Quem aqui gostaria de ter uma filha prostituta?

  • Atila

    Renato,
    Não estou defendendo a prostituição como algo legítimo ou moralmente correto ou errado. Estou dizendo que, dado que ela existe e não tende a desaparecer tão cedo, devemos evitar problemas como DSTs.

    Não é porque estamos na era do ter que a prostituição existe, ela é muito mais antiga do que o capitalismo, e está presente em todo tipo de sociedade, não só a nossa. Hipocrisia é assumir que isto é um distúrbio e não fazer nada a respeito.

  • Dr Health

    Aliás, o que mais é seguro:

    Transar de camisinha com uma prostituta ou com uma garota normal que já teve vários parceiros???

    A primeira não trepa sem proteção…

    A segunda…

    Só pra refletir. (Hoje não teve cirurgia lá no hospital que eu trabalho, e nesses dias fico reflexivo, hehehehe)

  • Dr Health

    Aliás, uma leitura bacana sobre o assunto:

    “Alugo meu corpo”, de Paula Lee (não, não é parente do Victor, hehehehe).

    Garota pobre, que trabalhava como atendente de telemarketing, daí foi para um disk-sexo, e pra prostituição foi um pulo, devido a diferença enorme do salário. Conta bem as agruras que essas mulheres passam.

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Putz… Podes crer Doc… O mais seguro mesmo é não usar o menino ;)

    Mas já que usar é gostoso e o ministro da saúde recomenda… Que se faça um
    uso seguro… Camisinha até com a esposa em casa!

  • Pedro Jungbluth

    Uma discussão similar é com relação as drogas. Vale ressaltar que aqui no Brasil mesmo a prostituição não sendo ilegal coisas como prostituição infantil e tráfico de mulheres ainda são muito fortes.
    Ao mesmo tempo que legallizemos o uso comercial da prostituição, estaremos ainda mais colocando o nome do Brasil interligado a turismo sexual. Esse turismo, ao meu ver, é negativo, por que ele destroi outros tipos de turismo que rendem mais dinheiro, ou seja, o país poderia perder também.
    Mas votei em sim, por que sou contra, por princípio, a se proibir uma coisa que muitos fazem e faz parte do comportamento humano desde sempre. Até mesmo nos casos da China e do talebã citados, vale sempre lembrar que se reduzem a prostituição nas ruas, não devemos imaginar que os detentores do poder não consumam a prostituição, portanto tais “soluções” violentas são sempre provisórias pela hipocrisia indissociável delas.
    Gosto do termo “casas de tolerância”, por que o ponto focal é justamente isso, tolerar. Mas não creio que a existência de bordéis regulamentados nescessariamente vá causar um forte impacto na prostituição de rua, é preciso ter cuidado com esses raciocínios, pois esse tipo de coisa não é exatamente técnica, mas muito mais cultural.

  • alexmamed

    Princípio do Direito Tributário: “non omlet”. Não há cheiro para o tributo (Algum imperador romano – não lembro qual, passou a cobrar imposto nos banheiros publicos tendo ouvido reclamação por parte de seu próprio filho, pegou a moeda recolhida do imposto, e mandou-o cheirar)

    Segundo o Código Tributário Nacional, não há porque se falar em licitude ou ilicitude para pagar o Imposto de Renda. Ocorreu fato gerador (incremento do patrimônio), incide o imposto. Traficante, rufião, assassino de aluguel, deputado(criminoso de pluma), senador(de igual estirpe à anterior): TIVERAM RENDA DE ORIGEM ILÍCITA, DEVEM PAGAR O IR.

    Aliás, essa é a principal força indutora de outro crime nefasto: a lavagem de dinheiro, que tanto pode ocorrer no exterior, retornando ao Brasil por meio de fundos de investimentos, cujos titulares dificilmente serão identificados pelas autoridades do país, ou pode ocorrer no próprio país, por meio de negócios aparentemente limpos, utilizando-se laranjas em empresas de fachada.

  • alexmamed

    Atila, corrija para “exceção”. Só pra ajudar! Sem ser chato ou nerd… aliás, nem publica este post

  • http://blogjobing.wordpress.com Cynthia Garda

    Li todos os comentários e, surpreendentemente, porque aqui no Papo de Homem costuma ser o contrário, as mulheres estão majoritariamente em silêncio. Eu não vou entrar nos méritos morais da prostituição, para mim não é uma questão de certo ou errado. Sinceramente não vejo diferença entre fazer sexo em troca de um apartamento, um carro e status (como várias mulheres de “boas famílias” fazem) e simplesmente fazer sexo diretamente em troca de dinheiro. Nos dois casos, a mulher pode estar abrindo mão do seu desejo e do seu prazer para receber algo material em troca do sexo, e nos dois casos o sexo da mulher tenderá a ser submisso.

    Também não tenho qualquer visão idealizada da prostituição. Ao longo de anos fiz várias matérias que incluíram entrevistas com prostitutas e nunca conversei com uma remotamente feliz com o seu trabalho ou que não tivesse a intenção de abandoná-lo. Mas se for para tornar ilegais os trabalhos nos quais as pessoas estão infelizes… bem, não acho que sobrem muitos trabalhos.

    Eu queria muito ter uma resposta clara para a pergunta do Átila, um sim ou não sobre legalizar a prostituição. Se penso em termos absolutamente abstratos, digo que sou a favor da legalização da prostituição, porque acho que o amparo legal pode permitir, entre outras coisas, direcionar políticas públicas que beneficiem a todos nós. Imaginar que todas as prostitutas no Brasil estão usando camisinha é um grande exercício de otimismo. Pode ser a realidade na prostituição de luxo, em grandes centros urbanos, mas isso representa apenas uma fração desse exercício no país. Ninguém sabe quantas prostitutas existem no Brasil, então o Ministério da Saúde também não tem a menor idéia. Com isso fica impossível direcionar efetivamente esforços para que o sexo pago seja realizado da forma mais segura possível. Essas mulheres também são mães e envelhecem sem direito a aposentadoria. Não é um quadro simples.

    Legalizar a prostituição, em tese, pode também permitir que os seus consumidores optem por prostitutas e estabelecimentos “certificados”, e assim saibam que não estão pagando para uma garota “escrava” de um cafetão ou alimentando com seu dinheiro um grupo criminoso extremamente violento. Hoje isso fica por conta do acaso.

    Ainda no plano ideal, legalizar a prostituição parece a forma lógica de coibir o tráfico humano e a exploração sexual de crianças e adolescentes já que a atividade estaria monitorada pelo estado e sujeita, assim, a um maior controle.

    O problema é olhar, por exemplo, para o resultado da experiência na Holanda, onde a prostituição é legal. A Holanda está entre os países do mundo com maior atividade de tráfico de mulheres e a prostituição lá continua sendo controlada por grandes grupos criminosos internacionais. E é de lá também um dos primeiros partidos cuja bandeira é legalizar o que chamamos de pedofilia.

    Casos semelhantes acontecem na Australia… O que não quer dizer que esses países estejam em pior situação que os países onde a prostituição é ilegal. Simplesmente a situação deles também não é boa. Não há ainda exemplos no mundo de um local onde o exercício da prostituição seja feito de uma forma que chamaríamos de sadia, por falta de palavra melhor.

    Eu acho que estamos todos absolutamente de acordo sobre não querer que o Brasil seja um destino de turismo sexual nem que crianças estejam envolvidas nessa indústria do sexo (a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil ainda é majoritariamente realizada por brasileiros, principalmente nas estradas, nos garimpos…). E o fato é que essas duas realidades avançam a passos gigantes atualmente no país e as políticas para combatê-las são irrisórias. Não discutir a prostituição abertamente garante que essas duas atividades continuem crescendo embaixo dos nossos narizes. Por isso, fiquei feliz de ver o tema abordado aqui no Papo de Homem.

    Esse assunto me dá um nó na cabeça. O fato para mim é que como está hoje não pode ficar. Então conversar sobre isso é fundamental. E muito natural também é a gente não ter nenhuma resposta final ou satisfatória para a questão.

    Seguindo essa linha, por último, também acho fundamental tirar qualquer véu de glamour da prostituição na hora de discuti-la. E, correndo sério risco de ser achincalhada, esclarecendo de ante-mão que isso não é uma provocação ou ataque, lanço uma pergunta para os homens aqui.

    Vamos imaginar que a prostituição foi legalizada, todas as políticas colocadas em lugar deram certo e agora as prostitutas brasileiras gozam de reconhecimento social e condições econômicas, representação política… andam de cabeça erguida, ganham bem, têm orgulho de si mesmas, são uma profissional como você… ou seja, te olham de igual para igual. Teria o mesmo apelo fazer sexo com uma prostituta?

    • Atila

      Cynthia, muito obrigado pela contribuição do comentário. Trouxe vários pontos que não abordei no texto e deixou claro o mesmo problema que tive, mas precisei deixar de lado, o de não aceitar completamente o sim ou o não. Este é realmente o tipo de tema que não tem um lado claramente melhor do que outro, e envolve muito mais do que o concordo ou discordo.

  • Pingback: Entrelinks 28

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Respondendo a sua pergunta: Claro que sim! Provavelmente cobrariam mais caro
    por causa da carga tributária, mas nunca que eu deixaria de utilizar os
    serviços e conversar com esses seres maravilhosos ( que como em todo lugar
    onde tem ser humano, tem gente que é que nem porta e que só fica balançando
    a bunda pra cima de você e tem gente que [ as que eu gosto ] tem um papo
    maneiro [ e que não é um P.P.P. { vide gpguia.net } ] e interessante antes
    da prestação do serviço!
    E sobre o olhar de igual para igual… Saindo de mim, nunca lancei olhares
    percebendo que eram inferiores a mim… Acho que raramente esse tipo de
    coisa acontece.

  • alezzix

    Nossa, Átila, você fala desse tipo de “profissionais” do sexo como se eles fossem mesmo tão inocentes e sofridos, quando diz que precisariam de “Amparo do Estado” – então quer dizer que estão mesmo desamparados? Coitadinhos…
    Na verdade, não precisam de proteção extra, são de fato adultos cientes e muito do que estão fazendo…Eu não teria a cara de pau de pedir proteção do Estado se resolvesse, por conta própria, entrar sozinha e a pé num safári cheio de leões famintos, ou de correr pelada numa floresta ácida…Deixemos essa já tão falha “proteção do Estado” pras criancinhas que sofrem abusos, para as pessoas que passam fome, para as mulheres espancadas, etc…Esses profissionais sabem o que estão fazendo, sabem dos riscos e tudo mais envolvido nessa atividade, então se querem continuar, que assumam as consequências. Viraram garotos(as) de programa na maioria esmagadora das vezes por opção, tinham que virar isso mesmo, já que afinal de contas, existem tão pouca opção de trabalho no mundo, não é? Já devem ter ouvido falar a respeito do caso da Bruna Surfistinha, uma menina de classe média que tinha tudo em casa, inclusive amor dos pais e mesmo assim decidiu virar p…
    Acabo de completar 24 anos, meus pais são separados, nunca me dei muito bem com eles, sou filha de um pedreiro e uma dona de casa, já passei por muuuuitas provações por ser pobre e até hoje sempre pago sozinha minhas próprias coisas…Estudei em escolas públicas, não fiz cursinho e por esforço próprio passei no vestibular, estou no último mês da minha pós, não sou nenhuma baranga descabelada, então poderia muito bem ter ido por esse caminho da prostituição, já que eu poderia ter jogado a culpa na minha vida difícil…mas simplesmente eu preferiria morrer a ter que transar com um cara que eu não estivesse afim, ainda mais se fosse um velho barrigudo ou um mala desdentado e fedido…
    Se fosse tão fácil legalizar, então o correto seria legalizar outras práticas ilegais como o aborto? No Brasil não dá pra se pensar em legalizar nada, aqui já é uma zona por natureza, então se legalizar, todo mundo vai achar que é festa e sair fazendo, sem pensar antes nas consequências, ainda mais usando como argumento e desculpa o desemprego e a vida difícil…Não é fácil pra ninguém, amigos, se fosse, não teria graça. As questões são outras, vem desde os problemas com a educação, pobreza, desigualdades até a falta de estrutura desse país…
    Quando você diz que os profissionais de saúde poderiam “convencer as profissionais a utilizar o preservativo”, espera aí…será que precisa mesmo ensinar que tem que usar e que se consegue até de graça em postos de saúde? Vai dizer que eles ou elas não sabem disso? Sabem até como colocar com a boca ou sei lá de que outras formas…Hoje em dia até uma criança de 7 anos sabe da existência dos preservativos.
    Como você disse, quem financia isso tudo são os consumidores. Me lembro muito bem de uma propaganda que passava na televisão há muito tempo, que começava com uma moça levando um tiro na cabeça. A cena ia retrocedendo ao princípio e, o começo de tudo era um imbecil comprando drogas num morro qualquer da vida…Foi aí que perdi completamente a vontade de experimentar, já que não pretendo ser financiadora. Portanto, quem utiliza também deveria ser punido, ainda mais esses gringos FDPs que vêm pra cá em busca de menores…

  • Dr Health

    “Portanto, quem utiliza também deveria ser punido”

    80% da população masculina do Brasil vai presa…

  • http://malvadao.tumblr.com Malvadão

    Isso porque você não citou a quantidade de mulheres que utilizam o serviço
    também… Isso não é uma coisa só dos homens

  • alezzix

    Alguém aqui falou em prisão?
    Desde pequena ouço falar que quando brasileiro tem que meter a mão no bolso, aí sim toma jeito. Não que isso seja regra, porque é lógico que se essa fosse a solução pra todos os crimes, seria ótimo, mas por exemplo, se não fosse obrigatório cumprimento das leis de trânsito e o sujeito não tivesse que pagar multa, a situação estaria bem pior. Ninguém quis saber de usar cinto de segurança só porque era importante pra segurança, mas virou lei e tem muito nego que só usa pra não ter que tirar do bolso mesmo.
    A punição pode ser de muitas formas só estou dando um exemplo.
    Pelo menos enquanto for ilegal (e se realmente a solução fosse legalizar, os países que já fizeram isso estariam muito bem), não acho digno ser financiador de nenhum tipo de crime. Se o argumento que muitos usaram de que não adianta proibir, já que é tão antigo e vai continuar acontecendo, vamos legalizar a pedofilia, pelo menos as criancinhas receberão o tal “apoio do Estado” e vai ter uma idade mínima de 3 anos pra poder entrar para o ramo. Se levar em conta que hoje em dia tem tanta facilidade e em alguns casos libertinagem, você consegue mulher disposta a passar uma noite e fazer de tudo, sem ter que pagar.
    Se alguns acham tão normal a prostituição, tente pelo menos pensar na possibilidade e se conseguirem, coloquem-se no lugar de um pai que tenha uma filha ou filho e que resolve ser garoto(a) de programa…então se é pra ter esse pensamento que vocês considera tão moderno, vai evoluir a tal ponto dos seus amigos chegarem a você pra dizer “Cara, tua filha faz um boquete espetacular mesmo” ou então “O teu filho come e dá a bunda por um preço ótimo!” e você responder “Pois é, vc já é o quinto da nossa rodinha de amigos que diz isso. O chefe até me prometeu uma promoção, caso eu consiga que minha filha dê toda semana pra ele a preços promocionais…”
    Você comentou a respeito de médicos e até casados que frequentam esses lugares de prostituição, como se isso fosse a coisa mais correta ou normal do mundo (aliás, uma das formas de punição deveria ser expor os nomes desses sujeitos em algum local de acesso público, sei lá e comunicar diretamente às esposas =] )…pode até ser normal sair pro aí fazendo orgias ou tendo sexo sem compromisso se você for solteiro ou se sua companhia aceitar isso, mas e quando a esposa está lá em casa te esperando enquanto você está lá pagando e comendo uma puta, ou sendo comido por um garotão? Tomara que ache normal se um dia for casado e sua mulher saia com as amiguinhas pra puteiros femininos, ou que cometa qualquer outro tipo de traição, já que aqui é tão normal pra maioria.

  • Dr Health

    Fique na torcida então. Isso não vai acontecer

    O choro é livre.

  • gpaltian

    Obvio que não é 100% garantido.

    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/0

    E em relação a pergunta de baixo. Já ouvi casos de prostitutas que tiveram em um dia, 18 parceiros diferentes no mínimo, e não importa se são de “luxo” ou as rampeiras de beira de estrada, estão em contato com os mesmos riscos, afinal, qualquer um sabe que camisinha não é 100% efetiva, é digamos, apenas “menos arriscado”.

    Prostitutas recebendo da Previdência é uma piada de mal gosto, elas que vão estudar e arranjar um emprego decente!

    ps: Acho que irei até o Rio comprar um diploma também, pelo visto é fácil…

  • Eu

    Só legalizando, os consumidores poderão ter direito de reclamar…

  • Atila

    Não estou defendendo a moralidade da prostituição ou o quanto ela é aceitável, nem falando da índole de quem a pratica. Mas também não entendo a questão como “elas são prostitutas, são crescidinhas e sabem muito bem o que fazem, logo não são problema nosso”.

    Tenho a mesma postura em relação a drogas que você, nem experimento para não contribuir com traficantes. E sei que as pessoas são informadas dos problemas que as drogas causam. Mas ainda sim precisamos de campanhas constantes e do combate ao tráfico, pois não é um problema que vai se resolver sozinho.

  • patriciaoliveira

    Eu não posso me tomar como referência na hora de direcionar minha visão sobre esta temática e vou explicar por quê. Particularmente, nunca me prostituí e tenho certeza que não teria coragem de fazer tal coisa, mas essa é minha perspectiva pessoal sobre o tema e não posso confundir moral e ética. O Que importa é a visão geral a cerca disto, que possa trazer progresso à sociedade como um todo. Usar argumentos como: “-Elas sabem o que fazem…”, “-Eu tive uma vida difícil, mas não apelei pra prostituição…” Isso é argumento de gente egocêntrica que não sabe lidar com o fato de que somos diferentes e que dentro dessa condição lidamos de modo peculiar com emoções e problemas.
    É indiscutível o fato de que a prostituição precisa ser regulamentada… Nunca deixará de haver mulheres que “optem” por esse caminho enquanto houver clientes, e no caso do consumo, mesmo que proibido será como as drogas… Sou a favor de que haja um controle e uma discussão séria a cerca do tema.

  • Renato

    Cultura, sociedade, civilização, e consequente evolução, significa algo para a maioria aqui, ou o pragmatismo reinante prefere se unir ao inimigo que não consegue combater? Algumas pessoas usam a falácia de como é um “comportamento inerente do ser humano” não deve ser repelido, mas esquecem que foi através de gerações anteriores que estes mesmos foram identificados e caracterizados como extremamente prejudiciais, ligados a distúrbios sexuais, perversão, violência e muitos outros abusos que adquiriram proporções maiores, dependendo da idade e uma série de fatores relacionados a SOCIEDADE, que justifica a promiscuidade de poucos atormentados através de hipocrisia e os abandona na hora de oferecer a ajuda, por mínima que seja, a estes desamparados. Lógico que não é só de santo que estamos falando, mas que tem muita GP sustentando o vício de Crack deste jeito, tem….

    “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”

    Se para cada atividade ilegal que cause prejuízos a sociedade nos formos criar uma legislação afim de regulamentar a prática e simplesmente ver o que acontece, acredito haver um sério comprometimento no discernimento de muitos sobre como devemos tratar a todos com o respeito e dignidade a qual merecem e devem também retribuir.
    Não vejo motivo para compactuar com esse “comum senso” de que a legalização iria beneficiar os (as) prostitutos (as). Isso é simplesmente algo que abomino, e não estou disposto a ceder um centímetro do que acredito. Não posso ter um peso, e duas medidas, e acreditar que algo que sei ser completamente errado e vejo de muito perto, nas proximidades da minha residência, inclusive, o quão degradante e prejudicial é um caminho que filha minha se Deus quiser nunca vai seguir.
    Sei de meninas de 21 anos que fazem 1200, 1300 reais POR DIA. Ganha dinheiro pra baralho, mas vale tudo pra ganhar esse dinheiro? Também sei que ela não se da bem com a família, e que usa esse dinheiro para FINANCIAR seus estudos! Porca miséria, abdicar da sua individualidade, o respeito pelo seu corpo e se arriscar com desconhecidos mecanizando um ato que significa EXTREMA INTIMIDADE e CONFIANÇA com um parceiro por alguns trocados? É essa a relação de cumplicidade e afeto saudável? O FATO de ela existir praticamente por todo o sempre significa sim que cada época tem as suas peculiaridades e em nenhuma delas tratamos a quem se submete a este tipo de situação com o devido apoio. Porque ao invés de tentar legalizar o ato e simplesmente “lavar as mãos” e deixar que cada um cuide de si, não se forma um movimento concreto no sentido de ajudar a quem realmente necessita parar com essa vida? Óbvio que vão haver ainda aqueles que irão continuar sem nem pestanejar sobre o assunto, mas vou poder encostar a minha cabeça no travesseiro mais tranqüilo sabendo que não neguei ajuda a quem sequer sabe que precisa dela…

  • Pingback: “Eu não vendo, eu alugo. E alugo o que é meu” | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pessoal,

    Saiu o terceiro post sobre o tema. Texto EXCELENTE do Fausto Salvadori a favor da regulamentação, fora as várias outras ideias ácidas que ele joga.

    Comentem por lá:

    http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Cynthia,

    Queria a sua opinião sobre esse texto do Fausto, que também é favorável à regulamentação da prostituição: http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo

  • http://blogjobing.wordpress.com Cynthia Garda

    Valeu, Malvadão! Como sempre, adoro ler suas respostas honestas. Não sei ainda se a sua relação com as prostitutas vai corresponder ao que a maioria das pessoas que usam o serviço sentem, mas também não sei se isso realmente importa… O que vale, mesmo, é falarmos abertamente sobre o tema. Abs!

  • http://blogjobing.wordpress.com Cynthia Garda

    Muito obrigada, Atila. Eu concordo que é impossível ter um ponto de vista simples sobre o assunto. E que a única maneira de chegarmos mais perto de um debate social válido é tentarmos expressar honestamente opiniões e dúvidas. Valeu, mais uma vez, pelo excelente texto!

  • http://blogjobing.wordpress.com Cynthia Garda

    Ei, Gitti. Deixei o comentário lá. Ótimo texto do Fausto.

  • EU

    gostaria de saber o que vocês têm a dizer sobre a frase :

    seja uma dama na sociedade e uma puta na cama

    só pra saber .

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    Cigarro vicia e causa prejuízos à saúde em qualquer quantidade consumida (fato), no entanto é legal e tem seus tributos devidamente cobrados. Pessoas capitalizam sobre o vício de outras, sob os olhos da lei.

    Nem tudo o que é legal é necessariamente benéfico. A moral e a ética não podem ser legislados.

    Legalizar a prostituição poderia trazer mais segurança e fiscalização para a prática (que na república das bananas, duvido), mas dificilmente traz argumentos a favor já que é algo que vai na contramão dos avanços sociais em favor do respeito à figura da mulher (todas, não só da nossa mãe).

    Adoramos dizer como prostituição é a profissão mais antiga do mundo, que as prostitutas são ótimas pessoas (são mesmo, como qualquer pessoa em qualquer lugar), que não há nada de errado… desde que a puta seja a filha dos outros.

    Muito difícil p/ homem discutir esse assunto, é muito teto de vidro. Mas acredito que valores como o bem-estar da sociedade em geral estão acima de liberdades individuais.

  • Pablo Fernandes

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Espero vocês no #debatepdh lá também.

  • Pablo Fernandes

    Malvadão,

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Dá uma passada e deixe seu comentário por lá também. ;)

  • Pablo Fernandes

    Andreas,

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Dá uma passada e deixe seu comentário por lá também. ;)

  • Pablo Fernandes

    Everaldo,

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Dá uma passada e deixe seu comentário por lá também. ;)

  • Pablo Fernandes

    Cynthia,

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Dá uma passada e deixe seu comentário por lá também. ;)

  • Pablo Fernandes

    Patricia,

    Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”

    (http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag…).

    Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.

    Dá uma passada e deixe seu comentário por lá também. ;)

  • Pingback: Blog do Rony » Por um mundo sem prostituição: crítica a quem paga por sexo

  • http://www.facebook.com/people/Claudia-Rodrigues/1062205202 Claudia Rodrigues

    Caríssimo Átila,

    quero te parabenizar pelo artigo e, sobretudo, pelo espaço aberto para colheita de opiniões tão sinceras e proveitosas sobre o tema da prostituição. Sou advogada e no momento desenvolvo uma tese de doutorado sobre a prostituição adulta voluntária no Brasil e o documentário aqui exposto foi fundamental para que eu norteasse algumas linhas de raciocínio que venho desenvolvendo. Juridicamente a prostituição ainda está numa esfera de paralegalidade, isto é, nem é crime, mas não é regulamentada como profissão. Todavia, ela segue em estreita relação com uma gama de outros crimes ( estupros, tráfico de drogas, abortos, homicídios, violências de todo gênero). Fato é que sempre haverá demanda e sempre haverá o serviço. Longe de querer pintar o quadro da atividade com as cores do moralismo é preciso entender que um Estado Democrático de Direito, como é o nosso, onde haja uma Constituição, ao menos em tese, baseada no Principio da Dignidade Humana, é preciso garantir a estas profissionais do sexo o máximo de dignidade possível, como cidadãs que seguem sendo, a despeito de suas escolhas ( ou falta de opção outra!!). Até porque isto está lá na CF/88. Não se trata de discutir se praticar sexo por dinheiro é certo, errado, moral ou imoral. Trata-se de garantir direitos, ao menos no mínimo possível, para que certa parcela da população tenha uma existência digna, no caso estas moças. A prostituição também tem um papel social relevante. Não fossem elas, o que seria de um monte de homens sem parceiras? Sexo é fundamental. Sua falta traz desequilíbrios. Impedir um homem de sexo é pior do que deixá-lo sem pão e água. E se isto é imperioso, é inevitável, claro, cristalino, o pensamento de que a contribuição destas mulheres é altamente relevante para evitar o caos. E não estou aqui fazendo uma brincadeira. Basta imaginármos um trânsito abarrotado, em horário de pico, com milhões de homens no volante e abstêmios por 15 dias.A agressividade nos píncaros. O desastre iminente quando o nome da primeira mãe fosse desacatado. Parece um pensamento chulo, mas não é. Seria mais ou menos uma avalanche, como se dá nos estádios. Imagine, pois, um dia de FLA X FLU sob as mesmas condições, num estádio lotado. É preciso fazer alguma coisa por elas. Quando analisei os pareceres e votos dos nossos parlamentares nos ultimos projetos de lei encaminhados ao Congresso Nacional visando a regulamentação descobri que teve deputado que até disse que a sociedade brasileira não estava preparada para regularizar a profissão. Engraçado é que a sociedade brasileira sempre esteve preparada para usar o serviço e para apedrejar as prostitutas.Creio que ela deva estar também preparada para deixar de lado a hipocrisia e encarar de frente este problema. Gostaria muito de contar com a sua ajuda na minha investigação, sobretudo na realizaçao de uma enquete, onde participem todos os segmentos da sociedade, através do seu espaço, ou outro modo que o meu orientador designar, com vistas a ter relevância científica e podermos fazer as citações corretamente.Conto com a sua ajuda. Te mando o meu email para podermos falar melhor. Aceito indicações de documentários, livros, ONGs, etc…tudo que você tiver sobre o tema. Só gostaria de deixar aqui uma pergunta para as madames, ditas moças direitas, parlamentares que rejeitaram os projetos, juristas que tão pouco se dedicam ao tema, haja vista a dificuldade da bibliografia, aos segmentos religiosos, enfim, a todos aos quais interessar possa: E SE FOSSE SUA FILHA? Muito obrigado pela atenção. Grande abraço, Átila.

  • http://www.facebook.com/people/Claudia-Rodrigues/1062205202 Claudia Rodrigues

    Caríssimo Átila,

    quero te parabenizar pelo artigo e, sobretudo, pelo espaço aberto para colheita de opiniões tão sinceras e proveitosas sobre o tema da prostituição. Sou advogada e no momento desenvolvo uma tese de doutorado sobre a prostituição adulta voluntária no Brasil e o documentário aqui exposto foi fundamental para que eu norteasse algumas linhas de raciocínio que venho desenvolvendo. Juridicamente a prostituição ainda está numa esfera de paralegalidade, isto é, nem é crime, mas não é regulamentada como profissão. Todavia, ela segue em estreita relação com uma gama de outros crimes ( estupros, tráfico de drogas, abortos, homicídios, violências de todo gênero). Fato é que sempre haverá demanda e sempre haverá o serviço. Longe de querer pintar o quadro da atividade com as cores do moralismo é preciso entender que um Estado Democrático de Direito, como é o nosso, onde haja uma Constituição, ao menos em tese, baseada no Principio da Dignidade Humana, é preciso garantir a estas profissionais do sexo o máximo de dignidade possível, como cidadãs que seguem sendo, a despeito de suas escolhas ( ou falta de opção outra!!). Até porque isto está lá na CF/88. Não se trata de discutir se praticar sexo por dinheiro é certo, errado, moral ou imoral. Trata-se de garantir direitos, ao menos no mínimo possível, para que certa parcela da população tenha uma existência digna, no caso estas moças. A prostituição também tem um papel social relevante. Não fossem elas, o que seria de um monte de homens sem parceiras? Sexo é fundamental. Sua falta traz desequilíbrios. Impedir um homem de sexo é pior do que deixá-lo sem pão e água. E se isto é imperioso, é inevitável, claro, cristalino, o pensamento de que a contribuição destas mulheres é altamente relevante para evitar o caos. E não estou aqui fazendo uma brincadeira. Basta imaginármos um trânsito abarrotado, em horário de pico, com milhões de homens no volante e abstêmios por 15 dias.A agressividade nos píncaros. O desastre iminente quando o nome da primeira mãe fosse desacatado. Parece um pensamento chulo, mas não é. Seria mais ou menos uma avalanche, como se dá nos estádios. Imagine, pois, um dia de FLA X FLU sob as mesmas condições, num estádio lotado. É preciso fazer alguma coisa por elas. Quando analisei os pareceres e votos dos nossos parlamentares nos ultimos projetos de lei encaminhados ao Congresso Nacional visando a regulamentação descobri que teve deputado que até disse que a sociedade brasileira não estava preparada para regularizar a profissão. Engraçado é que a sociedade brasileira sempre esteve preparada para usar o serviço e para apedrejar as prostitutas.Creio que ela deva estar também preparada para deixar de lado a hipocrisia e encarar de frente este problema. Gostaria muito de contar com a sua ajuda na minha investigação, sobretudo na realizaçao de uma enquete, onde participem todos os segmentos da sociedade, através do seu espaço, ou outro modo que o meu orientador designar, com vistas a ter relevância científica e podermos fazer as citações corretamente.Conto com a sua ajuda. Te mando o meu email para podermos falar melhor. Aceito indicações de documentários, livros, ONGs, etc…tudo que você tiver sobre o tema. Só gostaria de deixar aqui uma pergunta para as madames, ditas moças direitas, parlamentares que rejeitaram os projetos, juristas que tão pouco se dedicam ao tema, haja vista a dificuldade da bibliografia, aos segmentos religiosos, enfim, a todos aos quais interessar possa: E SE FOSSE SUA FILHA? Muito obrigado pela atenção. Grande abraço, Átila.

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