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Ken Wilber: 1ª entrevista brasileira com “O Einstein da Consciência” (parte 2)

Felipe Cherubin

por
em às | Cultura e arte, Entrevistas e perfis


Aproveitando o lançamento da edição em português do livro Up from Eden, com tradução de Ari Raysnford, apresentamos uma entrevista exclusiva com Ken Wilber (se não o conhece, leia antes a introdução).

1. Qual sua posição em relação ao movimento New Age, já que muitos críticos assim identificam seu trabalho?

É comum que meu trabalho seja incluído no movimento New Age. Contudo, eu tenho sido bastante crítico desse movimento. Considero que, embora a maioria de suas ideias apontem na direção correta, elas basicamente não chegam a lugar nenhum.

Eu não concordo, por exemplo, com o fato de que muitos deles acreditem em astrologia. Não que eu tenha algo contra a astrologia, o fato é que já foram feitos centenas de testes utilizando astrólogos conhecidos e todos falharam. Não existe nenhuma evidência de que a astrologia funcione; sendo assim, a maioria das teorias em que o movimento New Age se baseia estão erradas por seguirem premissas desse tipo.

Penso que a crença de que eu seja um adepto do movimento New Age, quando na verdade eu seja um crítico dele, venha da mídia, jornais e revistas que na realidade não entendem muito bem a espiritualidade e assim rotulam um tanto levianamente meu trabalho sem entenderem todas as nuances e sutilezas que estão envolvidas.

Alex Grey vê em Wilber a espada de prajna, que corta todas as ilusões.

2. E quanto à psicologia transpessoal?

Quando eu comecei a escrever, era comum dizer que haviam quatro escolas de psicologia: psicanalítica, behaviorista, humanista e a transpessoal. Eu comecei escrevendo como psicólogo transpessoal, mas ao longo de dez anos eu pude constatar que a psicologia transpessoal apresentava muitas deficiências, não abria espaço para incluir muitas das verdades importantes das outras escolas.

Então eu formalmente me distanciei da psicologia transpessoal e passei a chamar aquilo que estava fazendo de psicologia integral. Naquela época, nos Estados Unidos, entre um terço e talvez a metade dos psicólogos transpessoais vieram a mim e passaram a se identificar como psicólogos integrais. O termo integral foi selecionado para tentar dar uma indicação de que incluíamos todas aquelas escolas de psicologia na tentativa de desenvolver modelos mais abrangentes.

3. Você escreveu um livro chamado “Uma Teoria de Tudo”. Você têm uma teoria para tudo ou isso é uma paródia?

O título foi uma brincadeira que fiz. A razão porque escolhi esse título é que, de fato, no mundo da física existe uma busca daquilo que se convencionou chamar “Uma Teoria de Tudo”. O que eu quis fazer foi dizer:

Espere um pouco, o que vocês estão chamando de “tudo” na realidade engloba uma parte muito pequena do mundo. Ao chamá-la de tudo e ao dizer que vocês têm uma teoria para tudo, vocês estão sendo incrivelmente reducionistas, ligando-se a um materialismo incrivelmente limitado onde não há espaço para o mundo interior: a consciência, as emoções, os valores, o bem e a beleza.

Vocês reduzem o mundo a quatro forças – força nuclear forte, força nuclear fraca, força eletromagnética e força gravitacional –, alegam que essas são as únicas forças que existem na natureza e assim, na teoria de tudo, vocês mostram apenas como essas forças interagem.

Bem, não resta dúvida de que seria uma descoberta importante se, de fato, fosse possível criar um único modelo físico que englobasse toda a realidade do mundo em que vivemos. Contudo, eu dei esse título para caçoar dessa noção de que você pode reduzir tudo a um punhado de partículas.

Uma outra razão porque eu usei esse título foi porque, se você quer uma teoria que vai falar sobre tudo, então eu ofereço um modelo que, pelo menos, engloba muito mais aspectos da realidade. Este meu livro foi, portanto, uma maneira de chamar a atenção para o fato de que a busca desse tipo de materialismo científico é, na realidade, uma filosofia muito pobre. Um alerta para que as pessoas tenha cuidado com esse reducionismo simplista.


Link YouTube |  Tudo o que você pode descrever sobre si mesmo não é você mesmo.

4. Os temas da religião, ciência e espiritualidade são constantes em sua obra. Como você os entende?

Eles são claramente três das mais importantes disciplinas que os seres humanos abraçam e são variações do Bem, da Verdade e da Beleza (ou Moral, Ciência e Arte).

A ciência, naturalmente, é muito importante por causa dos insights e a verdade que ela propicia nas dimensões objetiva e interobjetiva. As ciências trouxeram uma contribuição enorme ao mundo moderno e pós-moderno nos dando de tudo, desde a cura de doenças até nos colocar na Lua. É claramente uma parte importante do esforço humano no mundo.

Já a espiritualidade e a religião são interessantes porque ambas estão se tornando cada vez mais separadas. É comum para as pessoas nos Estados Unidos dizerem que “São espirituais mas não religiosas”, ou seja, elas estão separando ambas, elas se identificam com o espiritual mas não com a religião, existe algo sobre a religião que eles não apreciam e existe algo na espiritualidade que eles gostam e esta é a razão deles se definirem daquela forma.

A espiritualidade significa uma consciência mística de uma experiência imediata, que passa diretamente por alguma forma de experiência que não pode ser descrita como parte de alguma mitologia ou dogma, mas pura e simplesmente uma experiência imediata. A religião para essas pessoas significa as formas institucionais de religião e seus mitos, crenças e dogmas; e elas não se sentem mais confortáveis com esse tipo de religião mas se sentem confortáveis com aquilo que eles denominam de espiritualidade, que consiste em não acreditar em dogmas e sim em um processo que emerge na consciência pessoal.

Claramente ambas existem e são importantes para os seres humanos. Provavelmente cerca de 60% da população mundial frequenta algum tipo de religião institucional, seja ela islamismo, judaísmo, cristianismo, budismo ou hinduísmo, eles acreditam em seus fundamentos, sendo muito importante o significado de tudo isso em suas vidas.

Essas questões são centralmente importantes para a condição humana e , assim, continuo a escrever sobre ciência, espiritualidade e religião em uma tentativa de mostrar como elas se fundem e como elas podem ser incluídas em uma visão de mundo coerente.

Com o padre Thomas Keating, num diálogo sobre cristianismo e espiritualidade integral.

5. Em 2007, o Dr. James Watson, co-descobridor da hélice dupla do DNA, prêmio Nobel de 1962, fez declarações interpretadas como racistas, estimulando a imagem popular do gênio científico a serviço do mal. Como podemos entender esse paradoxo?

Esta é uma das razões por que é importante olharmos todos os cinco elementos que compõem o Modelo Integral. O que descobriremos quando olharmos as linhas de desenvolvimento é que elas podem se desdobrar de uma maneira muito desigual. Este é o caso de alguém que é altamente desenvolvido cognitivamente, mas moralmente subdesenvolvido.

É um fator importante para se levar em conta para entendermos alguns desses tipos de declarações. Os racistas são indivíduos que podem apresentar um desenvolvimento cognitivo alto e um desenvolvimento moral muito pobre, e o fato de que eles obtenham alta pontuação em testes de Q. I. não significa que esses pontos possam ser traduzidos em feitos concretos – estamos falando de inteligências múltiplas.

6. Frijof Capra e Amit Goswani, que professam um “novo paradigma” misturando física quântica com religião, e ateus no outro extremo – Richard Dawkins, Hitchens, Dennett e Sam Harris – parecem nadar contra a corrente daquilo que você vem propondo. Qual sua posição frente a essas tendências do debate contemporâneo?

O que eu tenho a dizer é que ambos os lados estão errados.

Começando com Richard Dawkins e cia, eles estão simplesmente negando todas as formas de espiritualidade. O que isso quer dizer, na maior parte das vezes, é que eles estão negando as formas literais e míticas da religião. Abordando a questão no nível científico, eles naturalmente descartam o nível mítico, crítica com a qual eu concordo em parte, contudo existem outros tipos de espiritualidade que precisam ser reconhecidas e entendidas.

Eles simplesmente jogam ralo abaixo o bebê junto com a água do banho.

O outro grupo, do Tao da Física, está querendo dizer inocentemente que as afirmações da física quântica e os ensinamentos das tradições de sabedoria são idênticas. Eu até entendo o que eles estão querendo dizer, porém eu não acredito que seja verdade. Penso que tanto a mecânica quântica quanto a espiritualidade sejam verdadeiras mas não creio que a física quântica possa provar ou demonstrar a não-dualidade espiritual.

Em primeiro lugar, a mecânica quântica é um esquema de símbolos de terceira pessoa: quando você experimenta a mecânica quântica você não está tendo nenhuma experiência mística, você está apenas lidando com um esquema de símbolos matemáticos. É essa operação matemática que eles dizem ser mística, mas não há nada de místico na mecânica quântica. Portanto, em todo esse debate ambos os lados cometeram grandes erros. Eu até posso concordar em parte com o que eles estão dizendo, mas essencialmente eles estão assumindo posições incorretas em termos de espiritualidade.


Link YouTube | Sátira ao filme new age “What the bleep do we know” (“Quem somos nós”), com falas de Amit Goswami.

7. Você escreveu um romance criticando o narcisismo da geração Baby Boomer (Boomerite, 2002). O que você pensa sobre essa nova geração que vive a era da Internet e parece ficar confusa entre o mundo real e o virtual?

Tenho um sentimento confuso com relação a essa questão porque a impressão que tenho é que há um desnível entre o que eu percebo por estar lidando diretamente com os jovens no Instituto Integral e o que parece estar acontecendo lá fora.

Os jovens com os quais eu travo contato me parecem surpreendentes: não são narcisistas, são inteligentes e demonstram possuir um desenvolvimento saudável. Parece, assim, ser uma grande geração.

Contudo, algumas das coisas que eu leio sobre essa geração são de fato perturbadoras. Nos Estados Unidos, por exemplo, alguns alunos recentemente graduados das escolas secundárias receberam testes para medir o Q.I. e também para avaliar o seu grau de narcisismo. De acordo com esses testes parece que essa geração é a mais narcisista de todos os tempos.

8. Quais são as principais características do novo milênio e quais são os desafios que atualmente a humanidade precisa enfrentar?

É interessante notar que pela primeira vez na história os principais problemas mundiais são globais e são essencialmente provocados pela ação do homem – e isso inclui coisas como a crise global financeira, a crise ambiental das mudanças climáticas e o terrorismo.

Essas questões são de fato globais, são tendências transnacionais e não há nada que uma nação individualmente possa fazer. Então, estamos enfrentando não apenas problemas que são globais em sua natureza, mas que exatamente por isso as suas soluções precisam, também, ser globais.

Agradecimentos

Gostaria de agradecer ao Dr. Ari Raynsford, o maior especialista na obra de Ken Wilber no Brasil, que gentilmente me recebeu em sua casa me esclarecendo sobre diversos pontos da vida e da obra wilberiana.

Deixo também um abraço para o pessoal do PapodeHomem, que abriu um espaço para um autor tão importante quanto desconhecidos por muitos brasileiros.

E aguardo seus comentários. Já conheciam Ken Wilber? Ficaram instigados para ler mais?

Felipe Cherubin

Jornalista, formado em Direito e Filosofia, cursou filosofia na Harvard Extension School e é colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, Revista Cult e Revista Dicta & Contradicta. Trabalha na É Realizações (@erealizacoes).


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  • General Zhester

    Papo de homem sempre evoluindo…

  • http://www.facebook.com/people/Thyago-Ferreira/1232143089 Thyago Ferreira

    Parabéns Felipe. Excelente trabalho. Wilber disse que esta é a geração mais narcisista de todos os tempos. Acho que isso se justifica pelo fato de que o indivíduo tem o poder, através das novas mídias, de se tornar um ícone apenas expondo suas idéias e imagem, não mais necessitando dos meios de mídia clássicos, ou de uma aceitação pessoal de alguém com esse poder de tornar pública uma idéia ou conceito. Vemos aí, inclusive, a mídia “profissional” dando espaço para a mídia “informal”, é o caso do canal multishow que desenvolve reality shows tendo como protagonistas celebridades informais da internet. O mesmo acontece com a mtv (no caso de novos apresentadores), com novas bandas e novos artistas modernos (como o MysteryGuitarMan) etc. Será que isso justifica essa idéia de narcisismo?

  • http://www.facebook.com/people/Heloisa-Knoedt/100001417002994 Heloisa Knoedt

    Lamentável não haver espaço para Ken Wilber na mídia brasileira. Parabenizo o esforço do Felipe, a paixão do Gustavo e a liberdade de Papo de Homem pela iniciativa.

  • Clovis

    Bem, é engraçado “escritor” querer falar algo de física ou ciência. É uma pena que isso está acontecendo no mundo. Pessoas sem conhecimento de nada, repassando conhecimento leviano para frente. Essa ideia de “física quântica” proposta por retardados humanistas vem se tornando algo comum e denigre toda a imagem da ciência e dos cientistas que realmente se esforçam para entender o mundo.

  • http://www.facebook.com/people/Cyro-Masci/1700333963 Cyro Masci

    Valeu Felipe, valeu muito!
    E parabéns ao papodehomem por abrigar e divulgar a entrevista.

  • http://twitter.com/tiao_jr Tião

    Qual o melhor livro, das obras de Ken Wilber, para se começar ler?

    Parabéns ao Papo de Homem e vc pelo post!

    • Paulo Rebello

      Ola, Tiao!
      Eu nao sei qual a sua orientacao academica, mas, se voce quiser conhecer um pouco do homem Ken Wilber (em oposicao a so conhecer as ideias dele), eu sugeriria o livro “Grace and Grit”. Nao conheco o titulo em portugues, mas, suponho que seja facil encontrar. E um dos livros mais populares do KW.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eu começaria por Espectro da Consciência, se for tiver tendência a algo mais espiritual. No primeiro já estava todo o projeto dele e toda a visão mais elevada. Está tudo lá.

    Ou O Olho do Espírito / Psicologia Integral, se quiser algo mais pra psicologia e filosofia.

    Meu preferido dele é O Projeto Atman. Um Deus Social é excelente também. Antigo, mas excelente.

    Agora, mais do livros, o melhor do Wilber está na fase 5, nos excertos (tem no site do Ari), especialmente o B e o C. Genial aquele material.

    Abraço

  • http://www.facebook.com/hagnat Valdir Bruxel Junior

    excelente entrevista
    a materia introdutoria e a entrevista realmenete despertaram interesse em procurar mais sobre ken wilber, pois o (ainda pouco) que li bate bastante com algumas linhas de raciocinio que sigo

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O narcisismo que ele se refere é o da geração baby-boom.

    Os filhos do baby-boom tiveram que aprender a se virarem sozinhos, tai o por que deles exagerarem na noção de liberdade.

  • Luis Costa

    Uma Breve História do Universo é o livro que o próprio Wilber tem mencionado como melhor introdução à sua abrangente obra e pensamento. Um livro fantástico em todos os sentidos.
    Depois, Psicologia Integral, Espiritualidade Integral e Boomeritis, cada um revelando a capacidade única de Wilber em integrar os principais conhecimentos humanos numa interligação surpreendente, e os excertos A, B, C, D e G da trilogia do Kosmos,onde Wilber se supera num legado que já está a marcar um novo tipo de entendimento de, bem, de tudo.
    Para além disso temos as centenas de textos, áudios e vídeos disponíveis em integrallife.com, com a desvantagem de serem apenas em inglês por enquanto. Abraços sinceros

  • http://www.facebook.com/people/Darcy-Brega-Filho/1415476931 Darcy Brega Filho

    Oi Felipe, parabéns e muito obrigado. A introdução (Parte 1) foi simples e didática e, de fato, importante para a compreensão da entrevista. Agora uma sugestão: que tal ouvir o Ari Raynsford sobre as novidades na obra de Ken Wilber?

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    É esse nosso plano, Heloisa!

  • Mariston

    O artigo está bom, mas ambíguo demais.

    Seria interessante o PDH trazer para a mesa de debate algum físico sério que realmente entenda sobre física quântica. Ficar cogitando que espiritualismo e ciência se unem em algo “mágico e cheio de flores” é muito fácil, mas e cadê os argumentos? As provas? Até então isso tudo não passa de teoria para mim.

    Eu normalmente não opino de forma tão agressiva, mas quando se trata de algo tão sério, não tenho outra opção. É possível trazer algum físico para explicar de forma simplista o que é física quântica e uma possível relação com espiritualismo?

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Mariston, de cara afirmo que temos abertura. A questão seria achar alguém apto a abordar o tema e conseguir traduzir para nossos leitores.

    Teria alguma indicação?

    Grande abraço.

  • Daniel

    Antes de mais nada, parabéns pela entrevista, ela é útil sobretudo para quem não conhece ou está começando a conhecer a obra wilberiana -e complementar para aqueles que têm uma maior intimidade com esta – de minha parte, pretendo divulgá-la pelo mundo virtual. Gosto muito do Wilber, assim como das referências que aparecem em certos aspectos de sua obra – Plotino, Shankara, etc.

    Eu ainda não entendo porque no Brasil um pensador como Wilber é tão pouco estudado e desperta um interesse tão minguado, e sua penetração acadêmica é muito pequena, até onde estou informado (até hoje, só sei de um grupo de estudos na filosofia na UFMG, que usa Wilber como referência)…

    Sobre física e espiritualidade, não sou físico, mas de todo modo, considero Capra muito raso (e ele mesmo hoje já não parece levar tão a sério o Tao da Física…). Do que li a respeito, a obra mais densa e fundamentada que me pareceu – ao menos do ponto de vista epistemológico- foi “Ciência, sentido e evolução: a cosmologia de Jacob Boehme”, publicada pela Attar editorial, e escrita pelo físico franco-romeno Basarab Nicolescu, ex-consultor da Unesco e um dos principais nomes da teoria transdisciplinar, junto com Edgar Morin.

  • Mariston

    Então, eu conheço alguns físicos sim, mas atuam apenas na área acadêmica. E sinceramente, eu não acredito que algum deles toparia em escrever no PHD sobre espiritualismo e física quântica, talvez com medo de falarem algo duvidoso que posso vir a prejudicar a sua carreira.

    Eu estava esperando que vocês trouxessem essa pessoa :)

    Mas vou fazer a minha parte, se for da área acadêmica…posso tentar fazer com que alguém escreva algum artigo sobre o assunto.

  • 1berto

    O problema neste caso é o velho canto da sereia, estas pessoas em geral (não conheço a obra dele por isso não estou criticando especificamente e sim generalizando os que usam a física quântica e outras teorias científicas num sentido espiritual) vivem do marketing que fazem sobre suas teorias (e não de alguma contribuição real ao conhecimento ou uso ‘prático’) isto não torna o que eles dizem necessariamente errado, mas dificulta muito uma análise técnica.
    Um físico de verdade usa mecanismos totalmente diferentes para tirar suas conclusões e por isso ele não tem como criticar a conclusão (já que para ele o método em si é falho), por isso é difícil um debate nesse sentido com alguém realmente importante em termos de física.
    Tudo que eu conheço nesse sentido (de juntar física e religião) passa por desconhecimento ou charlatanice (repito que não conheço o trabalho do cara da entrevista) ou então na ‘inocência’ das lagunas (supõe-se que se a ciência não explica então a teoria ‘espiritual’ é boa).
    Sobre os cientistas ‘malvados’ eu não vejo muito por ai, para mim a principal paixão de um cientista é o conhecimento de sua área, dai ele pode ser bom ou ruim ‘socialmente’ falando. São coisas diferentes mas também não há (necessariamente) uma relação indireta… Cada caso é um caso.

  • 1berto

    Só o fato de ele ser ‘vendido’ como Einstein da consciência já demonstra a tentativa de ‘travestir’ a doutrina dele de ciência ‘formal’ (não sei quem criou o termo se o PdH, o entrevistado, editor ou fã, estou criticando o ato não a fonte).
    Cientificamente dificilmente você vai encontrar uma definição ‘firme’ de consciência, logo não faz sentido tentar criar um arcabouço científico sobre um conceito tão vago. Claro que isto não quer dizer que não se possa estudar, mas os resultados serão na melhor das hipóteses tão vagos quanto o conceito (o que não os torna inválidos claro, mas não tem como comparar com uma teoria verificável como a Teoria da relatividade por exemplo).

  • Anônimo

    Não conhecia o trabalho dele e agradeço a equipe do PdH por mais esse artigo ,desde que v6 viraram portal , visitar aqui é obrigatório .

    Mas faço uma ressalva ,sem desmerecimento ,mas é uma pena ele se distanciar de astrologia, citando estudos de “astrólogos conhecidos” .Justo a Astrologia ,que possui registros antigos sugerindo sua origem no terceiro milênio AC. Ela teve um importante papel na formação das culturas, e sua influência é encontrada na Astronomia antiga, nos Vedas, na Bíblia, e em várias disciplinas através da história.

    Provavelmente foram estudos que levaram em conta apenas estudos dos aspectos solares dos pesquisados que resulta em:

    “…uma descrição mais “superficial” do que aquela combinação energética imanta na pessoa, na maioria das vezes é usada como sendo o próprio estereótipo do signo e usado como se fosse um sinônimo para “astrologia” entre os leigos, os céticos e os charlatões. “(Marcelo Del Debbio em http://migre.me/1bpkP)

    E uma consulta simples em sites gringos como http://www.astro.com e http://www.alabe.com (desculpe,os sites em pt só trazem resultados do Brasil),pode-se perceber que ele está vivendo bem de acordo com sua carta natal.

    Convido os leitores a visitarem o : http://www.cigano.net/astrologia/mapa_astral.asp

    E vejam sua sincronicidade com aspectos da personalidade, relações humanas, e outros assuntos mundanos,a descrição do site é simpática, faz as análises básicas, mas não dá pra dizer que é “bom”, porque tem apenas um parágrafo sobre cada planeta. Um Mapa de verdade tem cerca de 15 a 20 páginas de informação. Mas vale a brincadeira, para matar a curiosidade de quem nunca fez ou para comparar com quem já fez um Mapa .
    [ ]‘s

  • Luciano

    Ótima reportagem. Já conhecia esse filósofo, mas achava que suas idéias seriam “new age” demais.
    Lendo o post, perdi essa impressão.

    Pretendo ler alguma coisa dele. Dei uma pesquisada e fiquei na dúvida entre comprar “Uma Breve História do Universo” ou “Uma Teoria de Tudo”.

    Gostaria de perguntar para o pessoal que conhece a obra dele, qual seria o melhor para se iniciar em Ken Wilber?

    Abraços, valew!

  • Carolina Souza

    Bruno, eu até tento mas diante de resultados como esse:

    “- Sua grande predisposição para a indisciplina, rebeldia, prepotência e egoísmo criam inúmeros obstáculos em sua vida social, profissional e amorosa. Tende a passar longos períodos sem emprego ou tem que trabalhar arduamente, sem a devida recompensa. (…)

    - Você é serio, responsável, conservador e prático. Seus esforços costumam dar frutos a longo prazo. Prefere planejar suas atividades do que depender da improvisação e terá maior êxito nas ocupações que exigem método, sistema e organização.
    Read more: http://www.cigano.net/

    Me fazem desacreditar nesses métodos. Ou eu me interno num hospício dada tamanha divergência contida em mim mesma… rs

  • Lucas Lelis

    Acho que vocês não entenderam, mas o Ken Wilber está criticando físicos que afirmam que as teorias de física quântica e os ensinamentos espiritualistas são iguais. Ele está dizendo exatamente isso que vocês estão comentando, que física e espiritualismo NÃO se unem em algo “mágico e cheio de flores”.

    • Paulo Rebello

      Obrigado pelo esclarecimento, Lucas! E muito facil cedermos aos nossos preconceitos e fecharmos os ouvidos a ideias novas. As vezes so precisamos de um “empurraozinho” para percebermos que
      Eu mudei pra California para cursar um programa de mestrado que utiliza a Teoria Integral de maneira extremamente pratica, em psicoterapia. Eu convidaria a todos os que se sentirem afetados pela entrevista a conhecerem um pouco mais da teoria antes de descarta-la. Ela nao e a prova de criticas, mas eu posso assegurar que e a que mais se aproxima de um modelo de percepcao que honre de maneira integra a historia da humanidade em seu desenvolvimento moral, intelectual, e material. Quem tiver a coragem e disposicao de realmente buscar o que ela tem a oferecer nao vai se arrepender.

  • Anônimo

    Oi,Carolina,obrigado .

    Como escrevi,acima,é apenas uma amostra das energias imantados em vc ,o site indica algumas energias influentes no seu nascimento, mas seu livre arbítrio ,ambiente e experiências faz que vc desenvolva ou não,e pelo visto os outros aspectos “bateram” afinal vc não os compartilhou conosco.
    Como analogia :
    Pessoas icônicas, que se destacaram em suas ocupações como o próprio Ken Kilber,James Randi,Richard Brenson Ayrton Senna,Michael Jackson ,Fernando Pessoa,Poincaré,Hitler,Chico Xavier usam (usaram) suas melhores energias(mesmo que inconsciente) e provavelmente seus mapas completos devem ser cheios de contradições ,pois um mapa completo indiciaria TODAS as possibilidades,apenas as escolhas delas é que as transformaram no que são reconhecidas hoje.Cheque em sites com mapas natais alguns nomes acima e vc se surpreenderá com alguns resultados
    Nós somos uma pilha de experiências,lembranças e contradições ,ou vai insistir que vc nunca se contradiz .

    Fiz menção a esse assunto,pois um pesquisador que envolve espiritualismo em suas pesquisas,causa estranheza ele ,ao menos, não respeitar astrologia e considera-la esquisoterismo New Age.

    Se realmente estiver disposta a testar o método tire seu mapa por aqui : http://pdh.co/mapa é o mais em conta que já vi ( o mercado cobra ,90 a 120 reais) e se vc não gostar,pelo menos vai ajudar uma instituição e caridade como demonstrado aqui http://pdh.co/hospitalaria
    [ ]‘s

  • http://www.facebook.com/giogigliozzi Giovanni Gigliozzi

    Felipe,

    Meus parabéns pela iniciativa. Concordo com os colegas que o conhecimento da Abordagem Integral no Brasil ainda é bastante tímida. Estamos começando. Por outro lado, existem pessoas sérias trabalhando com aspectos teóricos e práticos da Integral no país, e eu tenho a felicidade de conhecer muitas delas. Acho que é uma questão de tempo, motivação e talento para que a Integral floresça por aqui.

    A importância do pensamento wilberiano — e sua diversas conexões — são importantíssimas para a vida no século XXI. Precisamos aprofundar esse processo tão rico.

    Eu venho me dedicando entusiasticamente ao estudo do pensamento wilberiano há 8 anos, tanto em sua forma “pura”, quanto em suas interfaces com a psicologia do desenvolvimento, filosofia da ciência, epistemologia, espiritualidade, ciências sociais, antropologia e sustentabilidade. Hoje tenho o prazer de contribuir para sua divulgação no país, com por meio de cursos e aplicações da visão integral no campo do desenvolvimento humano. (Por exemplo: http://goo.gl/Oc7B )

    Desde já me coloco à disposição do PdH para contribuir com artigos ou participando debates sobre a visão integral. Temos um potencial enorme para isso: o Gustavo Gitti, aqui do PdH, entende muito de Wilber e faz relações maravilhosas com o budismo e autores como Francisco Varela, David Deida e outros. Além disso, o Ari Raynsford, o maior conhecedor de Wilber no Brasil, é uma pessoa de uma enorme generosidade. Tenho certeza de que, havendo disponibilidade, ele participaria de alguma forma. Há muitas outras pessoas aplicando a visão integral ao campo dos negócios, sustentabilidade, medicina, educação, espiritualidade, etc.

    Quero parabenizar o PdH pela iniciativa na publicação da entrevista. Embora não comente muito, estou sempre acompanhando as publicações via feed.

    Um grande abraço,

    Giovanni

    • Roberto amaral

      Como posso saber mais de Wilber? Estou desenvolvendo uma tese de doutorado na UFSC, aplicando os quatro quadrantes de Wilber no estudo de liderança em Parques Tecnológicos. Como saber mais!
      .

  • Magali Rowan

    Parabens pela entrevista Felipe. Fico feliz em ver o Ken Wilber ser discutido (e entendido) no Brasil. Atualmente estou nos Estados Unidos mergulhando nos livros dele! O ultimo li em ingles, Grace and Wit e fiquei impressionada com a profundidade e beleza do tema tratado, a morte.
    Um grande abraço,
    Magali Rowan

  • http://pulse.yahoo.com/_EIISGXGC4OI275Z7UUPWRUUT44 Marcos antonio modesto da silv

    Bom dia Felipe e amigos seguidores da obra de ken Wilber! Gostaria de parabenizar e agradecer a oportunidade de estar com vocês, Comecei a estudar a obra de Wilber a alguns anos e considero-o de fato um mestre no que diz respeito a consciência humana. É importante analizarmos a questão do conhecimento, que cada um de nós adquirimos no decorrer de nossas vidas, para podermos iniciar uma discução séria em relação a obra deste grande pensador. Um ponto importante e destacavel em sua obra, é a questão da boa ciência ou ciência ampla ou ainda as três ciências. Ele destaca que o conhecimento pode e deve ser analizado em tres aspéctos. O conhecimento empírico, aquele cujo os sentidos físicos nos falam,(Olho da Carne), O conhecimento racional lógico, aquele cujo a mente nos falam. (olho da mente) e o conhecimento comtemplativo aquele cujo a comtemplação pode nos falar (olho do espírito)cujo somente os treinados em meditação conseguem perceber! (ele Ken Wilber)Sendo assim, uma teoria do conhecimento que inclua somente os sentidos físicos, e o raciocínio lógico, estará fadada a falhar. Agora pergunto, Quantos de nós, estamos de fato, equipados para analizar a obra deste pensador? Será que estamos munidos de todos os instrumentos que a boa ciência exige? Será que talves não nos falta ultrapassar o próprio raciocínio lógico no silêncio que a comtemplação exige?. Gostaria de salientar os 25 anos desta prática, cujo autor tem experiência e coloco como sendo a terceira etapa para todos aqueles que buscam uma complementação em seus conhecimentos.(“A Boa Ciência”) A Obra que este pensador nos coloca a disposição, é um tesouro de raro quilate contudo, acredito que a necessidade de calar o intelécto seja necessário e, coloco como sendo um enorme desafio para todos nós,Alcançar o sujeito que nos habita, aquele que vê inclusive os nossos pensamentos não é tarefa facil. Não são todos os égos que estão preparados ou melhor dispostos a calar-se. A boa ciência exige esta atitude! grande abraço a todos e desculpem o texto extenso demais!.

  • sandro

    para ler ken wilber , e bom ter um pouco de conhecimento em psicologia e teorias quanticas, não em nivel matematico nem fisico, poiis pode confundir, recomendo tambem leituras de livros budistas e praticas espirituais, pois e um ser humano de grande conhecimento…..

  • Afonso Rosa

    Isso me soa parecido com outra teoria que conheci, a Conscienciologia.
    Conhece algo sobre?

  • Mônica Blattner Camerini

    Adorei. Conheci esse pensador atraves de sua postagem. Agora vou procurar saber mais.

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