Justiça pra quem? Quando a parte vale pelo todo

Jader Pires

por
em às | Mundo


Quando tudo está perdido (ou quando tudo foge ao controle).

Quando a sentença foi cuspida pelo alto falante na noite de sexta-feira, soltaram fogos. Para a felicidade geral da nação, a justiça foi feita e o casal Nardoni foi considerado culpado pelo assassinato da menina Isabella. Quando um caso desse acontece, o mínimo que se espera é justiça, né. Claro que não.

O ser humano é facilmente tomado pelo inconsciente coletivo. Egoístas por natureza, transferimos nossas culpas e/ou frustrações para outrem em busca da tão sonhada redenção. Claro que não é sua culpa. Nem minha. Mas é assim que acontece.


Muro pichado em forma de protesto

No caso do tal julgamento, fomos atrás da justiça para um caso que aparentemente nos sensibilizava. Queríamos as respostas e queríamos um culpado. Tinha que ser pra logo. Choramos com a mãe da menina assassinada, viajamos boas milhas para estar no fórum de Santana na última semana. Faltamos no trabalho para acompanhar tudo de perto. Compramos fogos de artifício e levamos para lá. Não perderíamos isso por nada.

O grande circo místico armado em frente ao local do julgamento foi por demais forte pra esse coraçãozinho paulistano. Obviamente o fato sensibiliza e, graças a Deus, por mais corriqueiros que sejam atos hediondos como o que aconteceu a menininha, a população não seja pega num estado catatônico. Foi um crime pesado e, para tal, exigiu-se toda uma gama de medidas pesadas – da perícia à análise sensata dos jurados – para que tudo terminasse com a mais pura clareza dos fatos, das sentenças e o futuro de todos os envolvidos. Até aí, temos todos que concordar. Daí pra frente, não mesmo.


Manifestante em frente ao Fórum de Santana, para o terceiro dia de julgamento do caso Isabella| Crédito

Parecia uma torcida de futebol ou então uma comemoração de festividade cristã. Aliás, demonstrar apego no gesto de se crucificar em frente ao fórum e facilmente ser o primeiro a atirar qualquer tipo de pedra, combinemos que a falha começa aí.

O brasileiro (pelo amor de deus, não generalizando), carente nato de justiça e, consequentemente, craque por natureza em subterfúgios para suprir tais necessidades – vide Big Brother e outros -, repassou para outra situação, esta em específico, seus anseios mais absurdos para a reparação do mal, do errado, do incorreto. Comemorou, bateu palmas e soltou fogos. Varou madrugadas em pé, sem comer direito, com cartazes na mão e com palavrões presos atrás dos dentes, loucos pra atingir o ouvido do advogado de defesa, do pai do acusado, do pai assassino. Se pudesse, não atiraria mais que um “vai tomar no cu”. Se pudesse, atiraria algo pra machucar. Atiraria algo pra…matar? – Chego lá a ter minhas dúvidas.


Link Vídeo | Casal Nardoni é condenado pela morte de Isabella Nardoni

O que eu não duvido nem um pouco é que, a justiça não foi feita nem de longe. Não a justiça que esses estavam atrás. Esses que não conseguem cancelar a conta de celular ou da internet no telemarketing da empresa que lucra mês a mês. Não esses que pagam mais a cada eleição por um transporte pior ou por uma segurança cada vez menos ativa. Eles foram clamar por justiça de um assassinato brutal?

Foram em desabafar porque suas vidas são ilhadas por situações desonestas, desumanas. Nisso eu concordo com eles. Mas não é esmurrando camburão de um condenado a ficar 31 anos em Tremembé que vai mudar a situação do teu bairro, da tua cidade, dessa vida bandida que levas. Nem a minha. Essas vidas que batem e assopram o tempo todo estão completamente inerentes a esse caso doido. Declarar o casal culpado foi um recorte mínimo do que podemos chamar de justiça e a Brasília vai continuar fedendo, o tráfico ainda toma conta das favelas, o policial de trânsito continua anotando a placa do teu carro em dia de rodízio e teu chefe continua berrando contigo de forma tão brutal quanto a representação do fato que ficou como encerrado nesse final de semana.


Momento da prisão do casal Nardoni | Link

Agora, se as figuras que marcaram presença nesse caso atuarem com o mesmo afinco assim que a tarifa de ônibus aumentar em sua cidade, assim que seu deputado for pego colocando dinheiro na cueca ou na meia, assim que eles começarem a lutar quando o assunto lhes for de responsabilidade, e não dos outros, aí sim seremos surpreendidos novamente e terei belos dias para comemorar soltando fogos.

E tenho dito.

Jader Pires

Jader Pires é editor do Papo de Homem. Publicitário por opção, jornalista por apego e escritor por maldição. Prometeu um dia que, se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). No Twitter, atende pela brilhante alcunha de @jaderpires.


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85 comentários

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  • rafaelriani

    A vida é feita de superficialidade. O casal Nardoni é o técnico que foi demitido: o racional diz que não é o caminho, mas o emocional jura que é a solução.

  • http://www.hynd.com.br/ Jorge Maluf

    É… Não é por preconceito nem nada, mas se vocês verem o naipe das pessoas que agiram que nem gente dos séculos passados, vão ver que não serão elas que vão mudar as coisas dos políticos e diversas outras leis do Brasil. São bem mente fechada para assuntos mais delicados e muito mente aberta para assunto mais populares, como o caso do assassinato de uma criança pelos pais. Esse tipo de coisa tira do sério as pessoas, pois é como se fosse um crime a “altura da comunidade”. Os outros crimes são considerados “acima” e então as pessoas acham que não tem o direito de manifestar como o caso dos NardoniPS: O irmão da minha amiga era namorado da Anna Carolina há vários anos atrás, AUHUAehuaEHUAehuAHE… De acordo com ele, ela era super patricinha e meio esquentadinha, mas bem sussa.

  • Lucas Kobayashi Wilson

    Concordo, o povo prefere muito mais participar de uma novela na vida real, que foi como o caso foi tratado, lutar e protestar nela, do que se mobilizar e realmente fazer a diferença em uma causa maior ou mais nobre.O caso Nardoni teve mais movimentação do que qualquer outro protesto público contra a impunidade e a corrupção política no Brasil. Interessante isso porque quando nós somos as vítimas, não ficamos interessados em sair nas ruas com cartazes.Mas não penso que o povo é superficial por ter torcido pela condenação, afinal eles jogaram uma criança de um prédio, seu próprio sangue! Revoltante no mínimo.

  • Anônimo

    Esse é um reality show de apreço por uma massa que entende de ‘tudo’ mas não entende de si mesmo. Falta lhe olhos internos e sobra lhe miopia para seus problemas reais. Isto é cultural, inerente a uma massa que sofre mazelas por formadores de opiniões que pouco se preocupam com ela, numa tangente que o que é, é assim, sempre será. Que seja sina, que seja gosto… o fato é que a vida ‘real’ dificilmente é encarada como a própria, que a rodeia, mas quase sempre dividida no coletivo, a ‘míope’ opinião pública (e cega).

  • Henrique

    Eles já estavam condenados faz tempo, isso que é uma pena. A mídia tomou um lado e pronto, 180 milhões de brasileiros já tinham condenado o casal. Se realmente eles são culpados ou não eu acho difícil de saber. Já existiram vários casos de injustiça, alguns envolvendo até pena de morte, e esse “possivelmente” não vai ser o último. Claro que o cidadão deputado poderia jogar até a mãe da janela que no máximo ele iria morar na suécia comendo uma loira.

  • http://papodehomem.com.br/ Gus Fune

    Sou só eu quem ignorou completamente essa novela e continuei me importando com o que merecia minha atenção mesmo.

    Ah por favor, todo mundo agindo como se estivesse no século I ou II. Sim, o casal fez algo errado e deve pagar por isso, mas o país inteiro tem que parar tudo pra acompanhar como se fosse mudar o mundo todo com um julgamento? Esse caso todo só prova que tem muito jornalista que ao invés de estar numa redação, deveria estar fazendo stand-up. Ah por favor…

  • http://gabrielsferreira.blogspot.com/ Gabriel Ferreira

    Esse é um reality show de apreço por uma massa que entende de tudo mas não entende de si mesmo. Falta lhe olhos internos e sobra lhe miopia para seus problemas reais. Isto é cultural, inerente a uma massa que sofre mazelas por formadores de opiniões que pouco se preocupa com ela, numa tangente que o que é, é assim, sempre será.

  • MrBerlitz

    O parágrafo final mata a pau !

  • http://twitter.com/henriqdp Henrique

    É o poder da mídia. Aqueles que clamaram por justiça fizeram porque passaram semanas a fio com todos os detalhes técnicos do caso sendo jogados diante dos olhos no jornal nacional. Essa exploração, que já tinha sido bem forte no caso da RICHOSAHTHAJNATOFFEN, a menininha que matou os pais lá, não foi feita pra pedir justiça. Foi feita pra atrair holofotes e gerar dinheiro.

    Será que em outros países o cidadão comum consegue ser tão manipulado desse jeito?

  • pablofernandes

    Excelente artigo Jader.

    Além de ler na hora de editar, fiz questão de ler mais uma vez aqui.

    Seria bom se artigos assim fossem mostrados no JN, no Fantástico. Esclarecendo e mostrando pra a população que, apesar do caso ter realmente sido algo grotesco, doloroso para a família da mãe da Isabella, acontecem muitos casos no Brasil inteiro que não tem a devida atenção.

    Quantos casos até mesmo como esse, ficam sem um final igual por não ter perito o suficiente para ser enviado ao local do crime?

    O Brasil quis colocar em cima desse caso todas as dores, problemas e angústias que acontece no dia a dia. Tentou se sentir mais aliviado ao ver que a justiça pode sim funcionar e ser rigorosa.

    É esperar pra ver até quando esse fervor todo da mídia vai durar. Ou quantas Isabellas precisarão morrer para que a sociedade tome vergonha na cara.

  • danete

    Excelente artigo. Todo mundo comprando o Boi pra refletir suas frustrações; Mas a vida de nenhum dos três, da menina, do pai e da madrasta, vale mais do que o celular ou o computador de qualquer um que postar um comentário aqui. Falar é fácil.

  • Wlademyr Mendes

    Me emocionei só em saber que tem gente que pensa como eu.

  • Luis Claudio Dias dos Santos

    Foi dito: “No caso do tal julgamento, fomos atrás da justiça para um caso que aparentemente nos sensibilizava. Queríamos as respostas e queríamos um culpado. Tinha que ser pra logo. Choramos com a mãe da menina assassinada, viajamos boas milhas para estar no fórum de Santana na última semana. Faltamos no trabalho para acompanhar tudo de perto. Compramos fogos de artifício e levamos para lá. Não perderíamos isso por nada.”

    Fale por si, cara pálida. Não acompanhei nada do caso Nardoni, nem na época nem agora. Tudo o que soube eram das manchetes do jornais e dos portais, dado que não sou cego. O assunto não me interessou e não me interessa. Tampouco me preocupo se cometeram ou não o crime. Cometeram? Ok, foram condenados? Não cometeram? Ok, faz parte do sistema judicial condenar inocentes. Vida segue.

  • laurovalente

    Pão e circo.

  • http://www.loriangel.com.br/ Lorena

    Pois é, a repercussão é ainda maior pq a família é de classe média alta. Se fosse pobre, ninguém se importava… Outra coisa, é muito fácil apontar o erro do outro. Na hora de exigir seus direitos, quem mostra sua cara?
    A mídia está fazendo a farra, afinal, tem que ter 'notícia', né? Já pensou se todos fossem éticos e não existissem fome, violência e miséria? Que tédio!

    Adorei o blog!

  • pablofernandes

    Lorena,

    Numa cidade perto de Vitória e na mesma época que o caso da Isabella, um pai também jogou a filha do 4º andar. Houve apenas uma noticia no dia e nada mais. A afamilia não era rica, não havia grande interesse em mostrar o decorrer do caso.

    Simples assim.

    Somos movidos por uma vontade que não é nossa. Comentamos, argumentamos algo que muitas vezes não era o que queríamos, mas infelizmente, é o que tá na mídia e é o que todos falam.

  • Bruno

    Luis, o autor do texto utilizou de um recurso de linguagem para deixar claro o ponto de vista que ele defende. Não precisa se incluir nesta situação. :-P

  • jonathas_sampaio

    A duas semanas passadas, pedi que todos do meu Twitter daqui de BH dessem apoio para o Dep. Weliton Prado, que está mais uma vez lutando contra as tarifas abusivas das prestadoras de serviços em MG. Dessa vez é contra a Telefonia e Internet, NINGUÉM, falou nada.

    Se tivesse falado para voltar contra um viadinho do BBB, seria quase assassinado, num pode chamar ele assim, o sei lá quem num presta…. afffffffffffff….

    Discordo quando vc falou que o povo brasileiro é carente nato por justiça, o povo é omisso e a injustiça é apenas uma consequência. Mas tbm concordo com sua opinião.

    OBS: Esse Dep, foi responsável pela redução na conta de energia.

  • Eduardo Dias

    “João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir. E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
    a gente da TV que filmava tudo ali”

    Parafraseando o genial Renato Russo e o João de Santo Cristo, o que acontece hoje em dia quando a violência “derrama” na classe média brasileira passeatas pela paz acontecem, a quantidade de fotos-camisas vendidas com um retrato do defunto são vendidas as pencas, as Tevês faturam milhões com os comerciais, os portais da internet dividem o espaço com o eliminado da semana do BBB, etc..

    Enquanto isso, milhares de Isabelas morrem nas periferias e nos morros das grandes metrópoles, padres pedófilos estão por aí rezando na semana santa, temos que conviver com notícias (de pé de página) que o Daniel Dantas ganhou mais um Habeas Corpus, etc…

    Tenho uma tese de que o brasileiro tem um fascínio por estes casos assim como as novelas. Dado o sucesso destas em território brasileiro e é um produto de exportação. Quem nunca apostou qual era o assassino da novela? Quem matou Odete Roytmann, Salomão Ayala, etc… E o “sucesso” que fez os famosos casos que abalaram o Brasil como o famoso “Caso Cláudia” que virou até filme por aqui….

    É ou não caso para se refletir?

  • pablofernandes

    Eduardo,

    Excelente lembrança bro. Essa frase de Faroeste Cabloco diz tudo. ;)

  • Eder APS

    Agora a população pode se sentir vingada. Sim, vingada é o termo correto. Assim como o autor do texto, não vejo nexo em se pedir justiça em um assassinato. Alguém pergunte a Isabela Nardoni se ela se sente justiçada. Essa gente que não tem coragem nem ideia do que fazer pra mudar esse país, parece que precisa mesmo de um circo armado pela mídia como válvula de escape pra poder dizer que “houve justiça” pelo menos uma vez na vida. Mas aqueles mesmos palhaços que vieram de outros estados afim de saciarem sua sede provocada pela mídia, e que voltam satisfeitos pra casa, ainda terão que encarar ônibus lotados, assaltos, saúde precária e tantos outros problemas que ainda temos. Esse senso de justiça do brasileiro precisa de um bom ajuste.

  • ggabriel

    Ótimo texto!

  • Jota

    Uma grande parte da população, camada social influenciada pelo aparato televisivo, ainda procura muitas formas de se manter ocupada. Ficar de pé na frente de um lugar foco das notícias da semana é um referencial. E dessa forma sentir-se “útil” e preencher as horas do dia. A TV ainda traz essa sensação que para muitos hoje já é o que a internet propõe, porém com níveis maior de interatividade e direcionamento, assim como menor influência sobre o receptor…

    Em síntese, o brasileiro-médio, ou abaixo dessa linha pegando o fator classe social/cultural, se sente inserido e ocupado (seu tempo, em sua concepção, não está sendo perdido em torno de algo que chama tanto a atenção dos seus pares) marcando presença em eventos como esse. Vai demorar muito para mudar…

    Bem lembrado, crimes iguais aconteceram na mesma época, mas não trouxeram um filé para a TV…

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    We´re all monkeys.

  • Anônimo

    Adorei o texto! Aliás, adoro esse site e já sou um eterno leitor! Parabéns a todos daqui que me fazem “pensar e agir melhor” obrigado e parabéns de novo.

  • http://www.facebook.com/people/Diego-Farias-Dos-Santos/100000164255388 Diego Farias Dos Santos

    Realmente, a grande comoção criada pela população, instigada pela mídia, não vai mudar em nada as nossas vidas. Como seria mais útil e edificante se todas essas pessoas se reunissem para lutar pelo direito coletivo. Não digo que sou superior a essas pessoas, pois nunca participei de nenhuma mobilização em prol dos nossos direitos, infelizmente. Se a Globo me incentivasse um pouco mais (ironia)…
    E ainda por cima, só se dá atenção a casos desse tipo: classe B para cima de rostinho bonito.
    Em uma cidade do Amazonas, uma garotinha de 1 ano foi estuprada e morta. Os pais eram viciados em todo tipo de entorpecentes; vários homens frequentavam a casa do casal. O corpo da vítima tinha hematomas, mordidas, ferimentos nos seus orifícios. De quem é a culpa? Tráfico, alguém?

  • Gustavo Diniz

    Muito bom o texto, alguém tinha que falar o que estava encravado na minha garganta…
    Acho que se o povo fizesse mais coisas assim para problemas maiores o Brasil era um país de primeiro mundo!

  • Marcelo

    “assim que eles começarem a lutar quando o assunto lhes for de responsabilidade” – disse tudo.

    O povão é sanguinário, festejam a morte, querem a justiça de quê??? Se parassem pra analisar, a mídia estúpida atras de ibope, festejando com a cara de desocupados exclamando justiça e indignação, que indignação é essa?

    Depois reclamam da vida, que o governo é ladrão, atiram pedra, mas sentem inveja, e na verdade querem estar do outro lado.

  • rafaelevangelista

    Baita post, parabéns. Esse tempo todo me senti meio do contra, por achar que estavam tornando o julgamento muito circense. A propósito, a Globo News encheu o saco nos primeiros dois dias (no resto, nem passava direto pelo canal). Sem falar que fiquei com a impressão de que se fossem absolvidos, por uma possível ineficiência da perícia e consequente dúvida com relação a quem matou a menina, seria decretado o fim da Justiça brasileira (quando no caso, só teria sido seguido o devido processo legal).

    Enfim, espero que agora, que pelo ou menos eles cumpram o raio da pena toda. Não adianta nada tanto barulho pra saírem de lá depois de um sexto ou um terço da pena…

  • rafaelriani

    Na verdade, acho que vocês dois se equivocaram acerca da real intenção do autor. Mas ok.

  • Matheus Nobre

    Na realidade o que acontece é um anseio lisérgico da população pela 'justiça' a que a Rede Globo se propôs a JULGAR por dois anos, enfiando cabeça adentro da 'massa' todo o tipo de 'provas' (hajam aspas) e suposições acerca do crime.
    Eu deixei de dar credibilidade a qualquer coisa que dissesse respeito a isso no momento em que a 'perita' afirmou que pelo vinco da camiseta que Alexandre vestia, o peso que ele carregava era exatamente o peso da Isabella.

    WTF?????????? Então se eu pegar uma camisa de algodão aleatória, colocar numa garrafa e tirar toda amassada, quem sabe então eu terei levantado uns 200kg!!!

    O povo precisa disso, ele precisa ver gente morrendo e a justiça 'funcionando'…é só digitar “nardoni” nas comunidades do Orkut e ver o quão ridículo e genial é o circo armado pela mídia e pelo sistema para tentar amenizar a dor do nabo que nos enfiam esfíncter adentro todos os dias.

    E não tive como assistir a esse show todo sem lembrar do mestre Rui Barbosa, no caso José Mendes Tavares (procurem no Google…qualquer semelhança com o caso nardoni no que diz respeito à reação do povo é mera coincidência…ou não):

    “Voltaire chamou um dia, brutalmente, à paixão pública 'a demência da canalha'. Não faltam, na história dos instintos malignos da multidão, no estudo instrutivo da contribuição deles para os erros judiciários, casos de lamentável memória, que expliquem a severidade dessa aspereza numa pena irritada contra as iniquidades da justiça no seu tempo. (…) Circunstâncias há, porém, ainda entre as nações mais adiantadas e cultas, em que esses movimentos obedecem a verdadeiras alucinações coletivas. Outras vezes a sua inspiração é justa, a sua origem magnânima. Trata-se de um crime detestável que acordou a cólera popular. Mas, abrasada assim, a irritação pública entra em risco de se descomedir. Já não enxerga a verdade com a mesma lucidez. O acusado reveste aos seus olhos a condição de monstro sem traço de procedência humana. A seu favor não se admite uma palavra. Contra ele tudo o que se alegar, ecoará em aplausos.”

    Quem já tentou discutir com algum 'defensor da justiça' que condenou ferrenhamente o casal com as provas 'irrefutáveis' mostradas pela Veja, Globo e outros veículos de informação dotados de tamanha confiança popular vai conseguir traçar um paralelo bom com a citação acima.

    Escrevi pra cacete, mas gostaria apenas de finalizar com um ensinamento de Zaratustra, que pode colocar muita gente pra pensar naquilo que julga certo ou errado, e o dilema que muitas vezes é a Justiça.

    “É melhor correr o risco de libertar um culpado que condenar um inocente.”

    Só pra ilustrar (e finalizar, prometo) vi há pouco uma entrevista com uma jurada do caso. Ela mesma afirmou que em momentos ela se sentiu segura sobre a culpa, mas em outros ela confessa ter ficado em dúvida. Se existiu a dúvida, então a confiabilidade do veredito não é plena..o E SE continua pairando sobre as nossas consciências…E SE não for nada disso? E SE estivermos colocando na cadeia inocentes? O que o povo manipulado não consegue assimilar é o perigo que isso representa à própria liberdade individual, e ao Estado de Direito.

  • http://twitter.com/pauloeliasjr Paulo Elias Jr.

    Eu acho que tem gente aqui nos comentários que tá pensando errado e tirando conclusoes superfluas sobre essa história toda. O fato não é a Condenação dos Nardoni e todo o contexto dessa história, mas o fato de que o brasileiro “(pelo amor de Deus, não generalizando)” se deixa levar por opinião de televisão e esquece dos outros problemas que acontecem no Brasil, como corrupção, miséria, saúde pública, etc.

    O mal do brasileiro é não saber enxergar.

    Eu queria ver se essa família fosse de classe baixa se essa repercussão toda ia acontecer. Dou minha cara a tapa!

    No dia da condenação eu entrei no site da Folha na parte de Cotidiano, o site tinha “Nardoni” do topo ao rodapé da pagina, mas tinha um link “insignificante” no fim da pagina que dizia “Três mendigos são espancados e mortos no centro de São Paulo”. Quanto à isso ninguém olha né?

    Ficar condicionando a sua opinião ao que a mídia quer que voce veja e esquecer das outras causas/pessoas não vai ajudar a construir o pais que de fato queremos.

  • hananiaraujo

    Parabéns pelo texto e parabéns pelo site! Esse texto/site reflete exatamente o meu jeito de ser/pensar. obrigado

  • Henrique

    O que tem acontecido com a qualidade dos textos daqui? Qualquer um pode fazer um texto agora?

    Por favor, voltem a criar textos plausíveis e de próprio cunho. O texto reclama da influência da mídia na opinião geral, mas ele mesmo quer alterar… Pra que isso?

    Você que escreveu esse texto realmente se importa? Que tal então mostrar VOCÊ fazendo algo de fato, ao invés de querer subjulgar e atacar quem você nem conhece?!

    Fora os textos podres! JÁ!

  • http://www.pagobem.com/ Peter

    Bah, mas é incrível ver o nível de alguns comentários aqui.

    Confesso que no início do post eu não gostei, mas entendi quando cheguei ao final.

    Espero que as opiniões de muitos os que se manifestaram aqui sejam em virtude disso: pré-julgaram o texto antes de seu término.

    Acho que o julgamento dos Nardoni serve sim para uma importantíssima reflexão (que TODOS deveriam fazer): podemos escolher os rumos do Brasil. A forte carga emocional e a manifestação da sociedade (esteja ela inebriada ou não) mostra que o povo brasileiro pode unir-se em prol daquilo que acredita (não só carnaval e futebol).

    A partir da sensação de que “a justiça foi feita, e eu fiz a minha parte”, poderemos, então, pensar em reclamar de impostos mais altos, de falta de segurança ou de políticas de saúde ineficazes, e faremos nosso papel.

    O ciclo será virtuoso, e, com o tempo, a população terá a consciência necessária para olhar para si mesma. Utópico? Sim. A roda também era.

  • http://www.pagobem.com/ Peter

    Bah, mas é incrível ver o nível de alguns comentários aqui.

    Confesso que no início do post eu não gostei, mas entendi quando cheguei ao final.

    Espero que as opiniões de muitos os que se manifestaram aqui sejam em virtude disso: pré-julgaram o texto antes de seu término.

    Acho que o julgamento dos Nardoni serve sim para uma importantíssima reflexão (que TODOS deveriam fazer): podemos escolher os rumos do Brasil. A forte carga emocional e a manifestação da sociedade (esteja ela inebriada ou não) mostra que o povo brasileiro pode unir-se em prol daquilo que acredita (não só carnaval e futebol).

    A partir da sensação de que “a justiça foi feita, e eu fiz a minha parte”, poderemos, então, pensar em reclamar de impostos mais altos, de falta de segurança ou de políticas de saúde ineficazes, e faremos nosso papel.

    O ciclo será virtuoso, e, com o tempo, a população terá a consciência necessária para olhar para si mesma. Utópico? Sim. A roda também era.

  • http://www.naoebemassim.wordpress.com/ Chloé

    Bom, é raro eu comentar aqui, preguiça de comparecer já que recebo os posts por email.
    Mas tive que vir escrever porque o post representa exatamente o que estava escrito no meu bloquinho pra ser postado essa semana.

    Em todos os lugares onde passamos essa semana, faculdade, trabalho, trem, metrô e casa o assunto era o mesmo, e o brasileiro discutia as questões técnicas do júri e das provas como se fosse de fato um perito. Clamando por uma justiça sobre um crime que, concordemos, é hediondo, e cujo os responsáveis devem ser punidos, mas quem são de fato os responsáveis? Cabe a nós leigos e cego por uma compensação de injustiças que são cometidas contra nós decidir pelo resto da vida de um casal que tem mais dois filhos e cujas provas que os condenam são incertas?

    E então vem a questão principal. O caso Nardoni não tem a ver com a nossa vida, não foi a nossa prima que foi jogada pela janela, não foi nenhum parente nosso que foi preso justamente ou não. Agora, como o autor disse, o fato da passagem do trem só aumentar e ainda demorarmos 2 horas pra chegar em casa, o fato de eu não pode voltar da faculdade sozinha porque senão serei assaltada (eu poderia continuar dando exemplos), isso sim diz respeito a nós: é o nosso dinheiro e são os representantes que escolhemos pra teoricamente brigar pelos nossos direitos.
    A prisão do Arruda foi um caso isolado de revolta popular contra coisas que realmente cabem às nossas vidas, agora e o Delubio? E o José Dirceu? E o jurássico Sarney? Quem vai fazer protesto e soltar fogos na frente de CPIs?

  • http://www.naoebemassim.wordpress.com/ Chloé

    Bom, é raro eu comentar aqui, preguiça de comparecer já que recebo os posts por email.
    Mas tive que vir escrever porque o post representa exatamente o que estava escrito no meu bloquinho pra ser postado essa semana.

    Em todos os lugares onde passamos essa semana, faculdade, trabalho, trem, metrô e casa o assunto era o mesmo, e o brasileiro discutia as questões técnicas do júri e das provas como se fosse de fato um perito. Clamando por uma justiça sobre um crime que, concordemos, é hediondo, e cujo os responsáveis devem ser punidos, mas quem são de fato os responsáveis? Cabe a nós leigos e cego por uma compensação de injustiças que são cometidas contra nós decidir pelo resto da vida de um casal que tem mais dois filhos e cujas provas que os condenam são incertas?

    E então vem a questão principal. O caso Nardoni não tem a ver com a nossa vida, não foi a nossa prima que foi jogada pela janela, não foi nenhum parente nosso que foi preso justamente ou não. Agora, como o autor disse, o fato da passagem do trem só aumentar e ainda demorarmos 2 horas pra chegar em casa, o fato de eu não pode voltar da faculdade sozinha porque senão serei assaltada (eu poderia continuar dando exemplos), isso sim diz respeito a nós: é o nosso dinheiro e são os representantes que escolhemos pra teoricamente brigar pelos nossos direitos.
    A prisão do Arruda foi um caso isolado de revolta popular contra coisas que realmente cabem às nossas vidas, agora e o Delubio? E o José Dirceu? E o jurássico Sarney? Quem vai fazer protesto e soltar fogos na frente de CPIs?

  • slaship

    Nossa cara, de mais posts assim que o blog necessita , realmente a população brasileira não reflete sobre isso, politicos roubam e são aposentados com salarios de 8 mil e ninguém faz manifesto desse por justiça, a saúde publica não muda e ninguém faz um manifesto desses, o ensino publico continua uma merda e ninguém faz um manifesto desses …

  • dias_eduardo

    Pois é Pablo. Quando começou esta história há dois anos me lembrei do caso da Escola de Base em São Paulo quando a mídia aprontou um escarçéu danado por conta da acusação dos donos da mesma de abusarem sexualmente das crianças. Quase houve o linchamento físico, pois o moral já tinha sido bem feito pela mídia.

    Provada a inocência deles todos os acusadores enfiaram a “viola no saco” mas e o casal dono da escola? Depois desta “festa” promovida tiveram que mudar de cidade, e tudo mais…

    ab´s

  • jckronbauer

    O dia que acontecer o que está descrito no último parágrafo, vai faltar dinheiro para o povo comprar foguetes, e vai faltar foguetes no mercado para comprar…

  • marypers

    Excelente post.
    aliás, é um pensamento muito parecido com o seu que compartilhei com meus amigos.
    Preocupados com uma coisa, querendo tanta justiça, mas sendo enganados pelos políticos, etc…
    Não digo que o caso não fosse sério, embora eu tenha minhas dúvidas sobre a culpa do casal, pois tudo o que temos do fato são indícios, não existem testemunhas oculares do crime…mas mesmo que existissem, achei tudo muito exagerado por parte da população…
    Se fizéssemos o mesmo “furdunço”, lá em Brasília, em nossas Prefeituras, nosso país estaria muito mais evoluído e limpo da corrupção…

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Henrique, de forma alguma. O crivo continua tão seleto quanto antes. Assim como nosso propósito em fomentar boas discussões.

    Nada no PdH é imposição, são trocas de ideias.

    Concordar, ou não, é o direito de cada um.

    Mas acredito firmemente que dar espaço para que certos argumentos fora da curva sejam discutidos é sim uma forma de “fazer algo”.

  • Chuck Norris

    31 anos né?

    Passado 1/3 da pena ele pode sair em condicional. Tendo bom comportamento e trabalhando na cadeia ele tem redução de pena, se não me engano a cada 3 dias trabalhados ele diminui 1 de pena. Logo em 6-7 anos ele tá de volta!

  • waldemirmarques

    cara foi a melhor análise que li sobre a atuação popular no caso referido. não sobre o julgamento e sobre a sentença, mas sobre o psicológico coletivo. sempre disse que o povo brasileiro precisa da disposição encontrada no carnaval, futebol e outras amenidades para buscar uma solução dos problemas setoriais de sua comunidade, do estado e do país, mas apenas nesse tipo de acontecimento consegue se unificar para uma luta contra os “moinhos” do cavaleiro andante. parabens pelo post e aguardo novos de todos da PDH (maiúscula).

  • D.

    Último parágrafo = Utopia! Antes de tudo no Brasil falta educação de qualidade pra maioria da população que são ignorantes e votam nesses mesmos políticos corruptos, e que se vendem por um “bolsa família” e tantos outros “bolsa sustenta vagabundo”. O Pior é que pra esse cenário do último parágrafo se realizar vai demorar muito! Não sei se estaremos aqui para ver isso..
    Muito bom o post!

  • Rodrigo

    Foda demais.

  • Danilo

    “…brasileiro (pelo amor de deus, não generalizando), carente nato de justiça e, consequentemente, craque por natureza em subterfúgios para suprir tais necessidades – vide ESTE POST!!!”

    Vamos falar de mulher, futebol, musica e diversão…

    Eu concordo, com o post, mas não posso ser hipócrita em dizer que pra todos outros escrachos que acontecem diariamente na política e demais setores eu protesto com o mesmo afinco….isso não é Brasil isso é mundo….e sinceramente este caso foi um dos poucos que foi dado voz ao povo já puto e de saco cheio de tanta merda……

    Sinceramente não é revolta que eu procuro no PdH, vamos ser mais informais, pelo menos aqui, espero que isso volte a ser um porto de tranquilidade e de um bom papo de homem…

    Este post me cheira um pouco mais de sensacionalismo….

  • Anônimo

    Olha…há quem vá me atirar pedras, mas achei tanto este caso quanto a reação do “povo” um tanto quanto…ridícula?O caso Nardoni não fez justiça. Nem sequer ficou claro se realmente foi o casal que matou a menina. E se de repente aparecer uma prova cabal que inocente o casal? Será que a mídia toda, que caiu em cima, vai se “desculpar”? Será que o estado vai indenizar o casal e sua família que tiveram sua imagem manchada em rede nacional? Eu acho que não.Agora considerando que o casal realmente tenha sido culpado. Se for assim, o que houve ali foi justiça, ou foi vingança? As prisões brasileiras estão equipadas para reabilitar aquelas duas pessoas para a convivência na sociedade após a soltura? Novamente, receio que não.Culpados ou não, o que ocorreu está claro: O casal se tornou uma válvula de escape nacional. Foi transformado em um monstro para ser alvo do ódio das massas. Ou o termo certo seria…bode expiatório?Justiça no Brasil chega a ser uma grande piada…pois o que temos aqui é um território grande demais, com gente demais e ordem de menos. O governo não tem dinheiro e nem moral suficientes para impor ordem à sociedade brasileira. Acaba em pizza…ou neste caso, em fogos.O tamanho de um investimento com poder de mudar este país a médio/longo prazo nem se calcula. Maior que isso, só mesmo a ignorância de um povo que consegue ter sua atenção travada por dois anos em um tipo de caso que ocorre com frequência em todas as grandes capitais.Eu já vi tanta merda pior acontecer que nunca foi parar em UM jornal…e daí o Brasil inteiro trava porque uma menina caiu de um prédio. Por favor….

  • jaderpires

    Só me faça um favor, Henrique: cite UMA passagem do meu texto que reclama de alguma influencia da mídia. faça esse favor mínimo para que possamos começar um debate interessante.

  • jaderpires

    E me diz, Danilo…o que seria do doce sem o azedo, né não.
    Pense nisso. =D

  • Rodrigo

    Danilo… essa é justamente a diferença entre o PdH e sites e revistas de conteúdo feminino (sem machismo, hein) dos quais eu já ouvi muita mulher reclamar, com razão: qualidade na seleção dos temas, profundidade e pontos de vista diferentes. Respeito sua opinião, mas acho que o que nos faz pensar, como esse post, sempre vale a pena.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    A torta vai meio a meio.

    Na segunda debatemos Google x China e Caso Nardoni. Seriedade até o dedo mindinho.

    Hoje teve receita de Guacamole.

    E temos mais algumas surpresas pro resto da semana.

    Tendo sugestões de pauta, são todas bem-vindas. ;D

  • Dielle

    A muito tempo eu não via algo na internet que merecesse os meus comentários, mas esse texto superou as expectativas. Sem dúvidas, na minha humilde opinião, foi o melhor texto que li sobre o caso Nardoni. E agora? Quando o brasileiro irá reagir novamentel?

  • Peter

    Mas tche, não há bom senso nas pessoas que aqui comentam???

    Estão esquecendo que para atingir um objetivo é preciso dar o primeiro passo…

    Exemplo: para reclamar dos políticos o povo precisa aprender a reclamar…

    E acho que o caso Nardoni serviu para isso… até quem não entende de Direito reclamou. É o povo querendo mostrar sua voz… isso é o que importa!

  • marcelk

    Se fuderam filhos da puta assassinos de criança. AUHAUAHAUAHAUAHAUAHUAHAUA

  • jaderpires

    Peter, teu pensamento tah quase certo.
    A galera precisa aprender a reclamar…e pra isso tem que dar o primeiro passo.

    Mas não deram.

    Ultrapassaram a linha imaginária que separa cada sujeito nesse mundo e adentraram no universo que nem de longe era o deles. Ultrapassaram qualquer noção e não clamaram por justiça…mas sim por vingança. E uma coisa é bem diferente da outra.

    Termino da mesma forma. No dia que começarem a brigar por coisas que tenham a ver com o SEU mundo…com a PROPRIA vida e não a de outros (macaco senta e fala do rabo alheio, sabe como é?)…aí sim vou estar contigo e achar algo válido. Hoje, ainda não.

  • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

    O texto pegou na ferida: a população estava achando que o julgamento era a final do Big Brother. Justiça ali era o que menos valia, mas sim a afinidade (ou falta dela) com um dos “emparedados”.

    É impressionante a alienação coletiva. Bastou a imprensa armar um circo em cima, pra milhares que nunca viram Isabela se indignarem com o caso e se sentirem da noite pro dia os melhores amigos da família.

    Só que casos como esse acontecem TODOS OS DIAS. Mas engraçado, ninguém se mobiliza se não tiver imprensa junto né?

  • PH

    Essa sua idéia é um dos pontos relevantes da questão… se formos pensar bem, pq não houve nenhuma comoção quando a ação do Palocci foi arquivada? pq não há nenhuma manifestação para cobrar do judiciário o cumprimento da sentença do Daniel Dantas? Pq a Tranchesi da Daslu ainda está na rua e ninguém se importa? pq ninguém cobra do governo federal as irregularidades das obras do PAC apuradas pelo TCU??

    Pode parecer meio esquisito mas esses casos que eu citei são muito mais importantes e de maior interesse para sociedade do que um assassinato de uma menina onde só a família e conhecidos foram atingidos.

    A sociedade se sente muito mais perto desses crimes que não vão mudar em nada a vida das pessoas do que nos crimes financeiros e fiscais em que toda a sociedade é atingida com o desvio de uma verba de todos para uma pessoa.

  • Lara

    Pobre casal Nardoni, serviram de objeto de distração pro brasileiro exorcizar suas injustiças, insatisfações e esquecer dos próprios problemas. Como bem dito pelo autor o brasileiro busca subterfúgios das necessidades, não sabe como agir ou tem preguiça, e acha que dessa maneira estaria agindo como cidadão, como partícipe pelos direitos, fazendo alguma coisa, mas lavam as mãos, são indiferentes para coisas tão mais simples, tão mais próximas do seu cotidiano que podiam ser resolvidas com um simples ato de reclamar usando dos meios hábeis. É lamentável ver ainda o brasileiro votando em políticos tais como Sarney's, Collor, ACM's, etc e nada fazendo pra requerer melhorias e, como falaram em big brother, ainda premiar um “herói, ídolo” como este do big brother 10, misógino, homofóbico, xucro. Sei lá se houve intervenção da globo. O fato é que o povo elegeu o ganhador pq se identifica com ele ou almeja ser como ele. No mínimo irracional, assim como dar tapinhas no camburão de um condenado e achar que é o bastante, que fez a sua parte.

  • Bruno Z.

    O caso “Isabella” só tomou tal proporção pois foi a mídia (principalmente a TV) que orquestrou todo o espetáculo. É um verdadeiro regozijo à imprensa quando um crime ocorre contra uma pessoa branca e de classe média. Lembram do menino João Élio?

    O irônico de tudo, é que crimes tão ou mais violentos passam batido no ínterim dos crimes os quais a mídia elege como os mais “brutais”. Há alguns meses, por exemplo, me chamaram duas notícias de revirar o estômago: em uma, um homem estupra e mata uma criança de menos de 5 anos; em outra, o pai “alugou” o filho de 8 anos ao vizinho, para que praticasse sexo oral com este.

    Não se leu uma linha sobre…

    Fora, é claro, as numerosas denúncias de pedofilia no Vaticano. Bento XVI à beira de um impeachment-papal, decorrente do tsunami de casos de abusos sexual em Roma, e a imprensa faz que não vê. Afinal, a criação de tragédias é mais simples e rentável do que a enfadonha tarefa de denunciar os crimes ocorridos por anos a fio DENTRO de uma das maiores instituições do mundo. Além de que, mexer com a “cristandade” dos telespectadores nunca é um bom negócio.

    Portanto torçamos para que os crimes que venham a ocorrer contra crianções, só ocorram com as que pareçam com os filhos e filhas dos grandes barões da comunicação. Quem sabe, assim, a cobertura , e a decorrente comoção (o seria um transe?) social, seja sempre tão ferrenha quanto a que presenciamos recentemente.

  • renan_nas

    Concordo.
    Não entendi o porque de tal acompanhamento. Parecia um seriado, episódio final de temporada.
    E falo mais. Teve gente falando que deveriam ficar em uma prisão de máxima segurança, trancafiados, longe de todos. Eu acho que isso seria desnecessário! Eles não são criminosos perigosos para a sociedade. Cometeram (o Alexandre ao meu ver) um crime passional. Não são perigosos estupradores e assassinos que estão soltos por aí. Acho que a população é mais perigosa para eles do que eles para nós, devido a possíveis linchamentos…

  • pablofernandes

    PH,

    A sociedade sente-se mais perto de casos assim por conseguir assimilar melhor o caso. Nascemos e vivemos em um país onde é comum ouvir falar de corrupção, desvio, impunidade. Estamos acostumados a ver nos noticiários que várias CPI's não deram em nada. Essa é a assimilação que o povo brasileiro tem desse tipo de caso.

    Quando vê uma criança morta pelo pai, gera uma comoção. Fica mais fácil para mães em todo o país se colocar no lugar da Ana Carolina, fica fácil para vários homens imaginarem como seria a vida sem a filha, caso fosse a mulher que matasse e por aí vai.

    Talvez por isso tenha gerado todo esse “circo” em volta do caso.

    Porém, como você mesmo citou, seria muito mais prudente e conveniente para uma sociedade se revoltar com casos em que a relevância social é nítida.

  • pablofernandes

    Não há superficialidade no povo brasileiro. Esse caso só veio pra mostrar que o povo realmente tem sentimento, tem vontade quando acha que deve protestar.

    A questão agora é saber transferir essa revolta do caso Nardoni para os escândalos que assolam os poderes brasileiros. Já que não temos apenas o poder administrativo denigrindo a imagem.

  • pablofernandes

    Luis,

    a ideia do texto não passa na ideia de ter visto ou não, de ter acompanhado ou não. Querendo ou não toda a população brasileira sabia do caso e comentava, muito mais do que se comentou qualquer caso de impunidade, como o mensalão por exemplo.

    Por mais que você não buscasse saber, as noticias jorravam pra ti. Seja em jornal escrito, tv ou internet. Essa comoção, movimentação e disseminação do caso é que precisa ser levada em conta.

  • pablofernandes

    a mídia monta e manipula a imagem que deseja. É assim desde o primórdio da comunicação. Basta ver o que a Globo fez com o Fernando Collor. O elevou a um status tamanho que o transformou no novo salvador do Brasil. Bastou os problemas aparecerem (e o próprio Collor não cumpri algum dos acordos firmados com a emissora) que a Globo inverteu a imagem que ele tinha.

  • pablofernandes

    “Mas aqueles mesmos palhaços que vieram de outros estados afim de saciarem sua sede provocada pela mídia, e que voltam satisfeitos pra casa, ainda terão que encarar ônibus lotados, assaltos, saúde precária e tantos outros problemas que ainda temos. Esse senso de justiça do brasileiro precisa de um bom ajuste.”

    E continuarão enfrentando até o dia que tomarem vergonha na cara e protestarem com o que realmente é devido.

  • pablofernandes

    Excelente comentário. Sensato, justificando a ideia.

    Gostei bastante.

    Matheus,

    Essa colocação do Rui Barbosa (que pra mim é o maior jurista brasileiro) é mais que exata. Incrivel como tempos atras pode definir tão bem uma situação muito recente. O que demonstra o quanto a população brasileira se manteve inerte todo esse tempo.

    Como fomos capazes de ver várias coisas acontecerem e termos a mesma atitude, em todas elas.

    Me lembro do caso da Daniela Perez (filha da autora Glória Perez). Glória na época conseguiu comoção nacional para o caso. Recolheu milhares de assinaturas para que o assassinato, como o da filha, fosse enquadrado como crime hediondo.

    As assinaturas foram suficientes e a legislação foi alterada. O que não viram antes, é que a lei não retroage em desfavor do réu.

    Bom, o que quero dizer é: Quando a população realmente quer, ela consegue ir além e mudar a forma e a situação em que se encontra, mas para isso, ainda hoje, precisamos de uma motivação vinda das emissoras de tv. Da grande mídia.

  • pablofernandes

    “concordemos, é hediondo, e cujo os responsáveis devem ser punidos, mas quem são de fato os responsáveis? Cabe a nós leigos e cego por uma compensação de injustiças que são cometidas contra nós decidir pelo resto da vida de um casal que tem mais dois filhos e cujas provas que os condenam são incertas?”

    Essa é uma das criticas que faço sobre a forma de julgamento no caso de juri popular. Eu acredito piamente que não se deve deixar na mão de leigos a inocência ou condenação de qualquer acusado.

    O caso foi debatido durante dois anos, foi levantado provas, teses, ideias. Promotor ficou estudando o caso sem parar, a defesa – que trocou de advogado no decorrer do caso – examinou todas as suas saídas e maneiras de buscar a absolvição, para no final, tentar explicar de forma leiga para aquelas 7 pessoas que talvez nunca mais ouvirão falar de direito novamente.

    Não concordo, mas infelizmente tenho que aceitar tal situação, já que é impossível que isso mude agora.

    “A prisão do Arruda foi um caso isolado de revolta popular contra coisas que realmente cabem às nossas vidas, agora e o Delubio? E o José Dirceu? E o jurássico Sarney? Quem vai fazer protesto e soltar fogos na frente de CPIs?”

    A revolta do caso Arruda teve mais repercussão na internet (alguns blogs e principalmente no twitter) do que propriamente nas ruas. Tanto é que, no dia de maior protesto, quem encabeçou foi o João Gordo e o Tico Santa Cruz.

    O que será preciso para que casos assim sejam protestados com mais afinco e não assassinatos, que por mais cruel que sejam, não interferem na vida de todos?

  • pablofernandes

    Chuck,

    No caso dele, pela forma que foi condenado, terá que ficar obrigatoriamente 14-15 anos na cadeia.

    A Ana Carolina ficará de 7-8 anos.

  • pablofernandes

    Danilo,

    Isso é papo de homem. Saber o que acontece na sociedade, a forma que ela se manifesta e o que pleiteia.

    Não precisamos falar só de cerveja, futebol e mulher. Quem dera se pudéssemos falar apenas disso.

    O papel de homem, e logo assim o papo de homem, é não se manter inerte a tudo que acontece a nossa volta. Temos que ser homens para assumir que há algo errado e que precisa ser mudado.

    Não há sensacionalismo no texto, há sim, uma grande dose de verdade.

    E não há que se falar em revolta. O texto é apenas uma forma de conversarmos sobre os acontecimentos, termos um discernimento maior do caso que foi falado e debatido intensamente nas mídias.

  • pablofernandes

    “Agora considerando que o casal realmente tenha sido culpado. Se for assim, o que houve ali foi justiça, ou foi vingança? As prisões brasileiras estão equipadas para reabilitar aquelas duas pessoas para a convivência na sociedade após a soltura? Novamente, receio que não.”

    O dia que as cadeias realmente forem uma medida sócio-educativa (como no papel ela diz ser), uma maneira de restaurar a figura social do preso para poder devolvê-lo a sociedade, me avise.

    É ridículo e ao mesmo tempo triste as instituições penitenciárias brasileiras. Arcaicas, abarrotadas de gente, sem segurança necessária (salvo raríssimas exceções).

    É possível que Alexandre Nardoni saia muito pior do que entrou. Se aguentar esperar até a sua saída.

  • http://cantinhdoaeris.wordpress.com/ Eris

    Eu entendo que a “sede por justiça” do povo brasileiro + crime hediondo + mídia + ser humano em grupo fica maluco = circo Nardoni. Sério, entendo mesmo. Lamento pela criança, fico contente que não tenha sido esquecida e seu assassinato tenha recebido justiça.
    Mas acho absurdo fazerem acampamento, soltarem fogos, ficarem enlouquecidos por algo que já estava recebendo a atenção devida da justiça enquanto milhares de crianças no Brasil sofrem abusos sexuais – sendo 80% dos casos cometidos por conhecidos; ou quando existem muitas crianças no nordeste sendo exploradas sexualmente – na frente de quem quiser ver!
    Por que, então, não há manifestação tão ardente como essa para proteger as milhares de crianças que não recebem o mesmo tratamento da justiça?
    Quem finge que não vê, é tão culpado quanto quem comete o crime.

  • luizazevedo

    Perfeito!

    Na minha opinião é um pouco de hipocrisia aquele show todo que foi feito. No nordeste há centenas de crianças morrendo de fome. Na minha opinião isso é muito mais brutal do que o que foi feito.

    Como vc mesmo disse, caso o povo se agitasse pras questões políticas como se agitaram pro caso isabella, nosso país poderia ser melhor. Mas como o burro brasileiro é burro, inerte e dócil como um cachorrinho que balança o rabinho quando recebe uma cesta básica (não generalizando, mas em torno de 80% do total), temos o governo que temos.

    Meu caro, cada povo tem o governo que merece, e se o nosso governo e nossos políticos são um lixo, eles são meramente um espelho da nossa sociedade. Infelizmente.

    E tenho dito.

  • http://twitter.com/pauloeliasjr Paulo Elias Jr.

    Há uma coisa que eu não entendo (completando o meu raciocínio no meu comentário anterior). Eu não entendo quem fala: “O caso Nardoni serve como exemplo ou como imagem para futuros casos, para entender como as coisas funcionam”. Poxa vida, depois de tudo que já aconteceu aqui no Brasil em questão de crime, sejam assassinatos, latrocínios, sequestros, má administração de recursos públicos, impunidade, corrupção, durante todos esses anos, todos os dias, o tempo inteiro, já não dava pra saber como que a banda toca por aqui?

    Agora o que eu fico revoltado, revoltadíssimo, é o fato de grande parte da população fazer circo sobre esse assunto todo, como se isso nunca tivesse acontecido.

    Como o próprio criador do post quis dizer: resolveram os problemas relacionados com os Nardoni, não os seus problemas! Enquanto eles apodrecem lá em Tremembé os seus problemas continuam. Vc ainda vai ter que continuar a pagar impostos abusivos ao governo, ainda vai ter acordar de manhã cedo preocupado sem saber se vai ou não voltar pra casa.

    Não vou discutir sobre a pena, por que pra mim não convém em nada do que aconteceu naquele prédio naquele dia. Não sou insensível, mas pensem em considerar também todas as outras crianças que já sofreram algum tipo de abuso. Há muitas “Isabellas” espalhadas por ai.

  • fferracioli

    Acho que boa parte da responsabilidade por esse tipo de situação é da mídia, principalmente dos meios tradicionais. A televisão exerce muita influência em nosso país, pois é a única fonte de informação para a maioria das pessoas. E um veículo com tanta penetração certamente pode utilizar sua influência para formar opinião.

    Um caso Nardoni pode ser explorado de diversas maneiras, passando visões e formando opinião de consumidores de informação, situação em que muitos brasileiros se encontram. A frase que diz que “faltamos ao trabalho para acompanhar o caso” mostra exatamente isso, o cidadão que acompanhou o caso de perto acreditou que era melhor faltar ao trabalho para acompanhar um caso que não necessariamente despertaria seu interesse. Alguém colocou essa necessidade na cabeça das pessoas, caso a mídia não tivesse feito isso, ninguém iria ficar sabendo do ocorrido.

    Podemos utilizar a mesma visão com o caso da Gripe AH1N1. Apesar da cobertura ser importante, só se falava nisso há algum tempo atrás, e isso acabou gerando pânico na população. A mídia tradicional precisa de resultados muito grandes, que garantam sua audiência por algum tempo, e por isso esses casos sempre são bem vindos.

    A minha preocupação é que enquanto se cobre um caso desse, decisões podem estar sendo tomadas por nossos governantes, e como isso não gera audiência, muitas vezes nem ficamos sabendo, apesar de afetar a vida de todos. Pão e circo!

    É claro que ainda é possível ver um lado positivo. Se o brasileiro é tão sedento assim por justiça e tiver conhecimento e senso crítico sobre os acontecimentos desse país, um dia creio que poderemos pensar num Brasil mais justo.

  • matheusnobre

    Aí que mora o problema. A população até se move quando há, usando a metáfora do Mestre, o fogo da mídia para abrasar o povo. Só que o povo se mexe quando não é o deles que tá na reta né…vai ver se alguém viu quem bateu no advogado do Alexandre? Vai ver se alguém ta disposto a botar a cara na câmera pra expor uma ideia que possa incomodar, e consequentemente gerar 'represálias' pra ele(a), como uma demissão de um emprego ou algo do gênero.

    É fácil quando se faz errado e dá pra jogar a culpa na mídia, ou se esconder no meio da turba ensandecida. Acho que a grande verdade é que o povo só sabe se mexer quando tem um 'escudo' na frente, seja a mídia, seja um aglomerado de pessoas, mas jamais tendo que botar o seu na reta ali e falar 'eu não concordo'. A mídia é o anjo e o demônio, ela agita o povo, mas também mantém numa 'coleira' comportamental.

    O povo precisa ser forçado a levantar da cadeira e ver que as coisas não vão ficar pra sempre do jeito que elas estão acostumadas, e que seus digníssimos rabicós terão que ir para a reta em algum momento, se elas realmente quiserem mudar algo. Imagina só se essa mesma revolta vai direcionada lá pro Congresso Nacional e as merdas que fazem por lá???? Nem indo muito longe…se isso se divide em focos e cada população começa a realmente cobrar dos governos e administrações locais, e pega fogo quando ve coisa errada e sem medo de que os outros olhem torto pra ele na rua pro resto da vida…acabam os problemas da corrupção!!!

    Mas pra isso, tem que acabar com essa 'coleira' da mídia e gerar uma revolução comportamental colossal de maneira que as pessoas se unam e façam algo relevante.

    Com relação a esse último aspecto, sinceramente, perdi a esperança.

  • matheusnobre

    É complicado Peter,

    O povo já deu vários 'primeiros passos'. Só que eles fazem efeito até começar uma copa do mundo ou algum outro evento esportivo, ou até mesmo outro espetáculo…aí voltamos à estaca zero e novamente damos o primeiro passo.

  • http://twitter.com/olusca Lucas Lima

    E chovem comunidades pró Isabela no orkut. Até mais do que há dois anos. Como também choveu pró Eloá, pró João Hélio etc. Até comunidades pró avó do menino Sean, que foi levado pelo PAI para os Estados Unidos.
    Difícil entender a necessidade de demonstrar interesse, luto e pesar por uma pessoa que nem fazia parte do círculo social.

  • Marcel

    Quem é esse filho da puta que não deixa meus comentários aparecerem. Sua bicha fdp um dia te pego e aí você vai ver seu viado.

    E vocês seus babacas se não querem ouvir ou ver algo sobre qualquer coisa enfiem bosta nos ouvidos e arranquem esses olhos ridículos e os enfie no cu, BANDO DE BABACAS.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Marcel, menos.

    Já dissemos algumas vezes que o filtro anti-spam tende a fazer com que seus comentários entupidos de palavrões tendem a ser considerados trash material.

    De qual comment está falando?

  • ellemaia

    É isso aí, sou do Amazonas e fiquei doente quando vi essa notícia da bebê de 1 ano assassinada e vandalizada, supostamente por seus pais, dois bons pedaços de merda,erdadeiros zumbis. Céus, eu queria ser médica pra capar esses dementes que insistem em fazer filho sem ter nenhuma capacidade mental pra isso! A mobilização da sociedade parece que só acontece quando a mídia estimula, fora isso somos um povo apático. O nosso código penal é do tempo de antanho e não há nenhuma pressão popular para fazer com que nossos legisladores descasquem esse abacaxi. E desse jeito vai o Brasil, descendo a ladeira.

  • Pingback: Estudante de Direito.net: Caso Isabella Nardoni 2

  • Fábio

    No dia em que a maioria dos brasileiros tiverem instrução adequada e capacidade de enxergar e entender o que é um crime de colarinho branco e perderem o medo de enfrentar nossos “queridos corruptos”, quem sabe justiça seja feita, enquanto isso não acontece temos que ouvir calados essas manifestações inuteis…

  • Fábio

    No dia em que a maioria dos brasileiros tiverem instrução adequada e capacidade de enxergar e entender o que é um crime de colarinho branco e perderem o medo de enfrentar nossos “queridos corruptos”, quem sabe justiça seja feita, enquanto isso não acontece temos que ouvir calados essas manifestações inuteis…

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