Papo de Homem

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Juliette Lewis e sua Terra Incognita


Publicado por Jader Pires em 01.10.2009 às 20:15 em Música

Keanu Reeves queria ser um baixista de sucesso. Johnny Depp aspirou ser uma estrela do rock. Bruce Willis já lançou alguns discos e toca sua gaita sempre com empolgação.

Gwyneth Paltrow chegou a fazer dueto em filme que vira e mexe toca naquela rádio que seu pai ouve e até chegou a se casar com um rockstar do novo milênio (o picareta Coldplay Chris Martin). Jack Black, Scarlett Johansson, Jamie Foxx, Woody Allen…

Toneladas de astros de Hollywood brincam de serem músicos e muitos tentam de fato inserir seu nome na indústria musical. Nenhum deles com a desenvoltura de Juliette Lewis – não medindo sucesso, público ou grana, mas no encaixe e na progressão. Juliette se molda perfeitamente ao mundo do rock’n roll e seu desempenho é ascendente.

juliettelewis

A eterna Mallory Knox (de Assassinos por Natureza) está de álbum novo, banda nova e alma nova. Comparações óbvias são pertinentes, porém, não devem ser ápice de qualquer análise. Não é melhor não. Também está longe de ser pior.

O novo projeto leva seu nome e seus novos parceiros são os New Romantiques. Com isso, foi-se o rock festeiro dos Licks (que se separaram em janeiro desse ano), mas fica a diversão nessa Terra Incognita. A produção é de Omar Rodriguez-Lopez (uma das cabeças do Mars Volta) e o disco se mostra sóbrio e sabiamente pop.

A sujeira deu lugar a uma loucura mais compacta, mas em caráter bem sutil.


“Noche Sin Fin”

Se antes a menina de Cabo do Medo era associada a um rock honesto e energético, agora Juliette pode receber condecorações de ousadia. Sua voz ficou deliciosamente mais rouca e, se antes era encaixada num ‘power pop’ bem executado para as devidas pretensões, agora passeia por arranjos mais potentes, confessionais, estruturados. O que antes (o trabalho com os Licks) era uma unidade simples, mas digna, agora é um desafio pontuado em diversas modalidades.

“Noches Sin Fin” é densa e desesperada, assim como a ótima “Hard Lovin’ Woman”, um rock’n blues que rapidamente aguça o desejo etílico. “Terra Incógnita” e “Fantasy Bar” são as que mais chegam perto do passado de Juliette, enquanto “Romeo” mostra uma Juliette delicada, assim como nas baladas “Uh Huh” e “Suicide Dive Bombers”.

As viagens ‘mars voltianas’ são bem perceptíveis na sequência “Ghosts”, “All For Good” e “Female Persecution”.


“Hard Lovin’ Woman” ao vivo: Juliette em seu momento Janis Joplin

Apesar da voz de Juliette claramente não ter a mesma qualidade ao vivo, a segurança que a moça sempre teve nos palcos agora transparece também na escolha de qual caminho seguir na música e, se antes ela já tinha aval pra seguir viagem, carimba nessa nova fase o passaporte para continuar investindo em novos territórios.


“Suicide Dive Bombers”

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Jader Pires é publicitário por opção, jornalista por apego e blogueiro por maldição. Prometeu um dia que se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). Escreve no Ministério da Verdade, já foi lá visitar o cara?

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  • Ahhhhhhh... ANTIGAMENTE no fórum eu falava sobre ela e nego "NÃOOO PQ A MEGAN FOX mimimimi"...

    Belo post. A Ju é foda. Mulher de verdade.
  • Bruno
    Akele blues, pqp, muito bom, ja ia com a cara dela, depois desse blues entao.
  • Juliana
    Sinceramente também não senti a música dela tão bacana não.
    Parece que em alguns momentos ela confunde muito o se atriz com ser cantora. Dá a impressão de encenação forçada pra tentar mostrar alguma atitude. Coisa que Janis não precisava, claro.

    A dica de kk é boa. Também gosto bastante de Portishead.
  • Ei, Woody Allen não é um cineasta que brinca de ser músico, mas um músico que brinca de ser cineasta. :-P
  • Paulo Cesar
    Não conheço a música dela. V apenas alguns trechos. Não deu pra formar uma idéia. O que rolou , acho, vale mais: ela era uma estrela de cinema, em ascenção. Quando fez o Cabo do Medo foi apenas coadjuvante de Robert de Niro. Fez vários outros filmes e depois começou a cheirar ocaina. Quando fez Assassinos Por natureza, ela e Robert Downey Jr. foram internados no final das filmagens, tal o tamanho da loucura. A coisa saiu do controle. Essas coisas detonam o artista. O tempo voa, a fila anda, outras pessoas e outras idades v~em tomando o lugar. Downeuy conseguiu voltar agora, faz uns dois 2 anos. Ela tentou dois filmes babacas, filmes C, mas ficou mesmo com um problema até de expressão facial. Acho que a carreira no cinema acabou.Ela está tentando a música. É por aí que eu vejo. Ela não se deixa matar. E isso é mais do que muita gente poderia fazer no lugar dela. Então, quem não gosta, legal. Quem gosta, legal. Mas sair do inferno não é coisa pra qualquer um...
  • lucas furtado
    Um oahuân pra essa Mallory... Bom de mais pessoal.

    hugs.
  • Jão
    Achei o texto estranho!...A Papo de Homem, que priva pela qualidade (ou ao menos não se restringia tanto ao senso comum), volta para uma moça ou banda que não acrescenta em muita coisa, acredito eu, aos ouvidos dos leitores do site e nem acho que mereça um artigo no blog, ficou senso comum, o que, algumas vezes, acaba denegrindo o papel específico do blog!...
    Sinceramente, acho que mainstream e juliette (adiciona mais mainstream aí), resultam um melado só! Tá MUITO DOCE e enjoativo isso aqui! XD
  • Marcos
    Desculpe quem gosta gosta dela, mas, vi seu show no Claro que é Rock e sinceramente, ninguém que tava lá gostou (minto, deve ter tido uma meia dúzia de menininhas new feminists gritando). Num show em lugar fechado, para 100 pessoas, acredito que conseguimos escutar a voz dela. Atitude e animação, ela tem de sobra, mas ficar pulando no palco qualquer macaco faz sem ficar se achando nem ganhando o meu dinheiro.
  • Ae,

    precisando de alguém pra escrever sobre o true heavy metal from hell é só me dar um toque. Porque pra escrever sobre música de frouxo já vi que tem gente.

    Att

    Marcão, macho-alpha++
  • Filipe
    Tambem não intendi a crítica ao tão santinho Chris Martin.o.O
    logo ele que até vegetariano é.
  • VovoKrall
    ela tem uma música bacana que se aproxima do hard'n'blues.
    chega a lembrar um pouco o grupo feminino crucified barbara (q por vezes, é pesado pra carai *-*
  • Marcel
    Não entendi a crítica ao Chris Martin.

    .-.
  • kk
    isso sim é mulher que canta, pelo menos uma delas

    http://www.youtube.com/watch?v=yF-GvT8Clnk
  • kk
    desculpe, sei que ela é uma gatinha....mas QUE LIXO!

    melhor ficar no cabo do medo.
  • Ah Eu achei interessante, mas eu gostava do som mais visceral e crú dela cantando com os Licks
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