Jornal do Brasil impresso vai deixar de circular

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | PdH Shots


Um marco radical. Resta saber se a guinada vai vingar. Pessoalmente, não considero um caminho acertado. Não vejo o brasileiro, em especial os leitores cativos de jornais impressos, prontos para fazer o pulo 100% para o Digital. Eu deixaria a operação da versão impressa mais enxuta, mas não iria abrir mão da mesma nunca. Afinal, nós aqui do PdH já estamos ensaiando os primeiros rabiscos de como fazer pra ter a nossa revista…

Legados como esse não devem ser descartados dessa maneira.

Segue link para o Blog do Noblat, que publicou amplo post sobre o assunto. Não dá pra linkar o post específico, o acesso a ele é permitido somente para assinantes. Ao entrar na home desçam um bocado a barra de rolagem e vão ver o post em questão, o título é “JB: apenas versão na Internet”.

Recomendo muito que leiam o artigo completo por lá.

Trecho da notícia publicado pelo Noblat

O “Jornal do Brasil”, um dos mais antigos do país — que teve a sua primeira edição impressa em 1891 —, vai deixar de circular.

A data para o fim da versão em papel será decidida entre amanhã e quinta-feira, disse ontem o empresário Nelson Tanure, dono da marca.

Com dívidas estimadas em R$ 100 milhões e vendo a circulação despencar, Tanure tentou encontrar um comprador para o jornal. Sem sucesso na sua empreitada, decidiu manter o jornal só na internet.

— A decisão de acabar com o papel está sendo tomada esta semana. Teremos uma decisão na quarta-feira ou na quinta-feira. Provavelmente, seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet. É algo que está acontecendo no mundo todo — disse Nelson Tanure.

Ontem, Tanure confirmou a saída de Pedro Grossi, que ocupava a presidência do “JB” há apenas quatro meses:

— Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel — disse.

Guilherme Nascimento Valadares

Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.


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  • http://twitter.com/edusantorini Eduardo Santorini

    Acredito que essa decisão aconteça com outra publicações, inclusive livros. Os custos de impressão são muito altos sem falar no desgaste do meio ambiente com árvores e mais árvores sendo derrubadas para produção do papel.

    Com popularização do kindle e iPad acredito que no máximo em 5 anos, a leitura digital será mais rápida, fácil e acessível imediatamente em qualquer lugar do mundo com acesso a internet.

  • http://twitter.com/fanfa Lucio Fanfa

    Pra quem sempre foi pautado pela inovação – sendo o 1º Jornal brasileiro na Internet, saber que o Jornal do Brasil como o conheci sai de circulação é uma notícia bem triste mesmo. Imaginem São Paulo sem a Folha… pois é.

  • LucindaMateus

    concordo com vc, maybe seja muito cedo pra radicalizar colocando totalmente digital o jornal… ainda é do costume de muitos (inclusive dos meus pais e avós), ler o jornal todas manhãs pegar no jardim etc… são costumes que estão muito empregnados na sociedade… mais devagar seria melhor.. bjo.

  • http://twitter.com/edsonmgarcia Edson Martins Garcia

    Um dos poucos prazeres que alguns homens (claro, mulheres também!!!) é ler seu jornal pela manhã, durante seu café.
    Me incluo neste grupo. Leio pelo meu celular, por ser menor e mais prático do que “aquela montanha de folhas”.
    Entretanto, sei que a leitura no papel é mais prazerosa. Talvez por esta mais acostumado a fazer uma leitura “mais pausada”.
    Como tudo na vida, existe o lado positivo e o lado negativo. Creio que, para tomar uma decisão destas, deve ter havido uma pesquisa com relação ao número de leitores diários, enfim, algo que realmente motive o encerramento da versão impressa.
    Embora necessitemos sempre de redução de gastos, reciclar materiais, evitar o desperdício, etc etc etc, creio que o Jornal do Brasil, seguindo essa linha, deixará de ser o que é para virar mais um site de notícias.
    Concordo com o Guilherme, no ponto de continuar fazendo uma versão impressa, mais enxuta.

  • Pablo Fernandes

    Talvez, o primeiro erro já esteja aqui: “— Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel — disse.”

  • cadu99

    Tem outras variáveis: o quanto do que era gasto com impresso vai ser revertido para investimento na midia virtual, eles tem um plano fodastico para o Jornal bombar na net? eu particularmente nem conhecia o JB on-line. Tá mais com cara de ação para a marca sobreviver do que para retomar os lucros.

  • Guilherme

    E quem não tem dinheiro para ter o Ipad ou Kindle, ou até internet, faz o que manolo?

  • Pablo Fernandes

    Pode ser, Cadu.

    Não duvido nada.

  • Harold_marques

    Sou totalmente a favor da era digital, mas acho um crime a extinção de um jornal como JB da circulação impressa… Sou colunista social e já dirigir muitos tablóides aqui em Arapiraca – Alagoas, sei da dificuldade de fazer cultura impressa ( jornais, livros e revistas ) portanto a imprenssa como o 4º poder mundial deve aregaçar as mangas e ir ao leitor, popularizar invés de elitizar… E aí vai ficar mais dificil o acesso à leitura… Nem todo mundo tem computador em casa!!!

  • http://twitter.com/edusantorini Eduardo Santorini

    O custo do material digital é menor que o do papel!

    Imagine que você tenha uma biblioteca de 50 livros físicos com o preço médio de R$30,00, ou seja, tem um valor de R$1500,00.

    Caso tenha um leitor digital de livros, revistas e jornais você desenvolsará por volta de R$500,00 inicialmente e depois pagará somente os direitos autorais das obras. Como o custo médio de uma publicação digital é de 1/4 do valor impresso, os mesmos 50 livros que você terá em sua biblioteca virtual teriam o custo médio de R$7,50, totalizando R$375,00 de pagamentos de direitos autorais.

    Resumindo: é mais barato.

  • Dudu

    Cara eles tinham uma grande dívida, e nessas horas medidas de corte de gastos são primordiais, não se deve fazer levar pela tradição.Afinal, uma empresa como essa de grande porte e amplamente conhecida entrar em concordata é um tiro no pé, vide a Parmalat, que nunca voltou a ser o que era.

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