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Jamais leve um livro ao estádio de futebol

Fred Fagundes

por
em às | Cultura e arte, Esportes, Melhor do PdH, No ângulo


Domingo, Dia dos Pais e 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. São Paulo e Grêmio no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o popular Morumbi.

Fui.

Mas fui cedo. Afinal, o jogo era na casa do adversário. Para evitar trânsito ou qualquer problema com a torcida rival, cheguei ao estádio por volta de 14h, bem antes do horário marcado para o início da rodada: 16h.

Além da camisa do Grêmio por baixo do moletom preto que me fez passar despercebido entre dois grupos de pelo menos 300 torcedores do São Paulo, uma réplica do uniforme de 1995 com o número 7 do Paulo Nunes nas costas, levei um livro de bolso:  “El fútbol a sol y sombra”, de Eduardo Galeano. Uma excelente coletânea de crônicas sobre o futebol arte na visão de um uruguaio. Um verdadeiro assassinato da lógica, mas brilhantemente provocativo e coeso.

A ideia é fazer o tempo passar, já que eu havia ido ao jogo sozinho e tinha pelo menos duas horas de hiato e procrastinação até o apito inicial. Uma boa ideia, aparentemente. Mas uma boa ideia que encontrou um sério problema para ser executada: a lei.

O livro que – quase – rendeu uma dor de cabeça

—  É proibido entrar ao estádio com material  inflamável. — disse o policial que me revistou na entrada do Portal 15.

— Ok. — resmunguei, sem prever qualquer problema.

— O livro. Não pode entrar com livro. O livro é inflamável. —, argumentou o oficial.

Eu não sou de discutir. Muito menos com a polícia. Mas a curiosidade foi maior.

— Como assim? —, questionei.

— O papel. Você pode por fogo no papel, é inflamável.

— Dinheiro também é papel.

— Mas você não bota fogo no dinheiro.

— Nem ponho fogo em livros.

— Por fogo em dinheiro é crime.

— Por fogo em livros também é crime. Ou até algo pior.

Nesse momento o oficial chamou um superior. A instrução foi a mesma: eu deveria seguir as ordens do policial da revista, pois a proibição estava no Estatuto do Torcedor. O livro teria que ficar de fora. Onde?

— Sei lá, se vira. — foi a resposta.

— Tenta deixar atrás daquela moita. — sugeriu um funcionário do estádio que acompanhava o papo de longe.

Já no estádio. E de mãos vazias

Não tenho problemas com o Estatuto do Torcedor. Admiro os benefícios que a lei sancionada pelo presidente Lula trouxe ao futebol brasileiro. É muito melhor ir ao estádio de futebol do hoje que há 15 anos, quando era praticamente impossível cogitar esse programa na companhia de namorada ou crianças. Os clubes souberem utilizar as adaptações obrigatórias a favor do torcedor, atraindo um público novo e que consome.

Contudo, a falta – ou excesso – de critério comprovam as recorrentes falhas na execução da lei. Em alguns estádios, como no próprio Olímpico (Porto Alegre/RS), é entregue um Guia da Partida antes do jogo. Em papel, aquele mesmo material utilizado na produção de livros e inflamável. As pessoas chegam mais cedo, entram no estádio, pegam o guia e curtem a leitura antes do jogo. Essa singela tolerância é uma atitude que evita a tradicional muvuca nas catracas. Ninguém deixa pra chegar em cima da hora, pois há o que fazer antes.

Aparentemente falta instrução nos estádios de São Paulo. Não é um livro de bolso que vai causar um incêndio ou tragédia. Mas sim, a maneira arcaica e primitiva como os torcedores ainda são tratados.

Guia da Partida: uma atração que evita o tempo ocioso

Não consegui dobrar o policial. Dei a obra para um guri que catava latinhas na entrada do estádio.

Perdi o livro. Mas ganhei três pontos.

Fred Fagundes

Fred Fagundes é gremista, gaúcho e bagual reprodutor. Já foi office boy, operador de CPD e diagramador de jornal. Considera futebol cultura. É maragato, jornalista e dono das melhores vagas em estacionamentos. Autor do "Top10Basf". Twitter: @fagundes.


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  • Katz

    Lei tosca, como muitas. E policial mal treinado

    Ficou parecendo uma esquete de humor esse diálogo. Quando deveria seguir:

    “Por que não?”
    “Por que é a lei.”

    Que diferença faz se dinheiro pega fogo; Se costumam colocar fogo em dinheiro; Se isso é crime ou deixar de ser?

    As leis possuem outros propósitos antes da lógica, sensatez e mesmo da justiça.

    E agora me surgiu uma dúvida… Será que quando o policial chegou em casa ele pensou antes de dormir:

    “Má que merda de lei é essa que eu tenho cumprido ao longo desses anos?”

    Se pensou, a insistência do Fred valeu de alguma coisa. Se não pensou, algum blog será atualizado.

    • http://www.facebook.com/people/Daniel-Ribeiro-Lata/100001865625900 Daniel Ribeiro Lata

      Não concordo que nesse caso ouve falha no treinamento do policial, pelo contrário, ele fez justamente o que foi treinado para fazer que é cumprir a lei, não foi ele que interpretou que os livros não podem entrar no estádio, isso é coisa que vem lá de cima, eles possuem uma lista de todos os objetos que são permitidos e proibidos dentro do estádio, ele só fez o que tinha que fazer. Realmente as coisas em São Paulo são bem mais complicadas que nos outro estados, lá qualquer besteira pode provocar um grande tumulto entre torcidas, por isso as regras dentro dos estádios são um pouco mais rígidas.
      Para quem ainda tiver dúvidas encontrei esse texto que explica o que pode e o que não pode ser levado pela torcida:
      http://saopaulinos.org/guia-do-sao-paulino/o-que-pode-ser-levado/

      • Médico_Mg

        Exatamente, Daniel. O pessoal que fica demoniando o policial deveria entender a qual poder ele pertence, o executivo. Não se fala mais nisso.

      • Katz

        “ele fez justamente o que foi treinado para fazer que é cumprir a lei”

        Se ele foi BEM treinado para CUMPRIR A LEI, porque ele está discutindo ela com o torcedor?

        A lei não tem sentido e ele não tem que discuti-la como se tivesse.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=570623170 Betina Dal Molin Juglair

        Então os policiais devem ser meros agentes da lei, acríticos em relação à sua função e ao que estão fazendo? Devem eles seguir ordens cegamente, sem a mínima reflexão se aquilo é justo ou injusto, plausível ou não? Não é o fato de serem regras ou leis que as tornam automaticamente justas; não é por isso que deveríamos obedecê-las cegamente. Senso crítico é essencial, principalmente para agentes do Estado. Senso crítico que, aliás, se consegue através de livros, que, coincidência ou não, são proibidos de forma ridícula e irracional nos estádios paulistas. O motivo da proibição dos livros nesses locais é absurda, roupas são inflamáveis, eu sou inflamável, pelo amor de Deus.

      • Glauco

        Pena de você meu caro amiguinho Daniel…Que mentalidade tacanha!

      • http://www.facebook.com/carlos.piffer.7 Carlos Piffer

        Na verdade ele ta certo, a função do policial não é legislar por conta própria nem ficar pensando se tal lei tem sentido ou não, a função dele é fazer cumprir as leis escritas pelos legisladores.

  • Angelo

    Uma vez fui assisti um jogo Corinthians x Avaí,e fui inocentemente com uma camisa vermelha do Manchester.Um policial vetou minha entrada e disse que eu podia arrumar confusão com a Fiel.

    Aquilo foi meio surreal pra mim,sou maranhense e no meu estado vc pode passar com a camisa do maior rival de uma torcida,bem no meio das organizadas,que nem olhar feio pra ti eles olham.

    Acho que essas leis toscas são tentativas desesperadas de resolver problemas cuja soluções passam mais pelo respeito e bom senso do que outra coisa.

    • Alexandre Feliciano

      vai lá em Recife e passa no meio da torcida do Náutico (indo para o estádio) com a camisa do Sport pra ver se é tranquilo. é nada. Moro em João Pessoa. Qdo tem Botafogo/PB x Treze em Campina Grande, a torcida visitante tem escolta policial pra conseguir chegar em segurança no estadio

    • clara

      Vem aqui no Ceará assistir uma partida Ce X Fortaleza pra ver a tranquilidade que é passar por uma torcida com a camisa de outro time.

      • http://www.facebook.com/jonaslimafec Jonas Lima

        Você é do Maranhão.
        Tenta fazer isso em clássicos de um estado com futebol de verdade.

      • Márcio (Bokão)

        Todo estado/cidade têm clássicos do futebol, a diferença é o que a TV mostra ou não…

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Henrique-Gordo/100000230207408 Gustavo Henrique Gordo

    Não sei o que se passa nos estádios de SP. A última vez que fui, mandaram jogar fora uma garrafinha de água de 500 ml e se bem me lembro, estava vazia. Acho que era por causa do material. Plástico né, perigoso demais, parece nitroglicerina ou termita.

    PS: Podia ter parado no “Perdi o livro.”

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Eu podia mesmo. O André Lima não deixou. :-P

  • Jânio

    É nítida a discrepância de valor que as pessoas dão aos livros. Fazem de tudo para o brasileiro continuar sem cultura. Tem o boato de que ler no ônibus “desloca a retina”, ao qual os preguiçosos se agarram. Mas esse caso realmente é absurdo, e mostra que o livro, para o policial e para a maioria das pessoas, não passa mesmo de um pedaço de papel. Se me falam que eu poderia queimar um livro eu tomaria isso como ofensa pessoal.

  • Márcio Melo

    Perdeu o livro não man, você passou para outra pessoa. Livros não se perdem desta forma.

    Quanto ao estatuto tem esses absurdos, mas como tudo no Brasil, por culpa de uma minoria que “não sabe brincar”, a maioria sofre as consequências.

    • Filipe Cifali

      Desculpe, mas não acredito que a maioria dos torcedores levaria um livro a um estádio de futebol.

      Neste caso seria, por culpa de uma monitoria, uma maioria é generalizada como um.

  • Rambo

    Vem pra SP e quer ser tratado como no RS… Fica no seu estado, moleque

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Torcedor do São Paulo detectado.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Paulista ignorante detectado.

      • Paulistano

        Deve ter sido criado por algum Carioca comedor de Paxxxxxxxxtel…

    • Gustavo Esquive

      John Rambo, sentado em sua fazenda, afiando um pedaço de madeira qualquer com sua faca, se envergonhou profundamente deste seu comentário.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

    Sim, a lei é tosquissima. E o policial, nesse contexto, não é mal treinado.
    Ele seguiu as regras a risca, como todos nós devemos fazer. O policial não conhecia o Fred para abrir essa exceção a regra. E se realmente ele ateasse fogo ao livro e com isso o fogo se espalhasse entre as pessoas?
    O errado não é o policial, que é mero cumpridor de ordens, mas a lei que deveria ser mudada a ponto de cobrir essas falhas.

    • Gustavo Esquive

      Augusto, até entendo o seu ponto de que o policial é um cumpridor da lei, mas acho que houve um certo exagero da parte dele. Na minha cabeça, se o intuito é evitar um incêndio de proporções catastróficas, que se proíbam os fósforos e esqueiros, mas não os livros. Parece mais sensato, não?

      • http://www.facebook.com/flavioaugusto.toldo Flavio Augusto Toldo

        os fosforos e esqueiros não podem ser proibido pois assim poderia prejudicar o governo com a venda de cigarros

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

        Se a legislação consta que deva se proibir fósforos e isqueiros, que proíba-se fósforos e isqueiros.
        Não cabe ao agente da lei contestá-la, e sim cumprí-la. Nossas regras são embasadas nisso, no cumprimento do dever legal e assim deve ser.
        Novamente, o alvo das críticas deve ser o legislador, por criar mecanismos falhos para defesa da população e, por que não, nós mesmos, que não participamos ativamente do processo legislativo.

      • Gustavo Esquive

        Mas o problema é que a lei não é clara; ela não faz menção ao livro, ao papel, ao fósforo ou ao galão de gasolina com 20 litros. Ela faz menção tão somente ao material inflamável, razão pela qual o policial ali na porta não pode se portar como um mero “cumpridor da lei”. Não estou aqui a pregar a anarquia e que não respeitemos as leis; só acho que falta, e muito, a razoabilidade por parte das autoridades. Eu desconheço o potencial incendiário de um livro, mas quero acreditar que quando o legislador inseriu este artigo fazendo referência à produtos inflamáveis, ele pensava em algo um pouco mais perigoso do que um objeto de leitura. E se for assim, a camiseta é inflamável, o celular também pega fogo, o boné, o tênis… Se eu sou um potencial piromaníaco, devo ir ao estádio nu?

      • Diego Dubard

        Você não deve ir ao estádio. Afinal, seu corpo composto por carbono é inflamável, na visão idiota desse policial, que infelizmente não é raro. Policial se acha demais, a farda deforma.
        http://worldsfamousphotos.com/wp-content/uploads/2007/04/budist_monk_on_fire.jpg

      • Gustavo Esquive

        @ac2cf39fbb94f40cb83ff5c7d390d461:disqus como sabiamente disse Marcelo Yuka: “era só mais uma dura, resquício de ditadura, mostrando a mentalidade de quem se sente autoridade…”

    • Joaquim

      Então roupa é material inflamável. Papel de pipoca, papeizinhos na carteira, cachecol do time, meias, ingresso usado são inflamáveis. A lei deveria, mas nem sempre é completa, e esse caso é o ápice simbólico de como a população é escrava de sua ignorância, e de como qualquer lei, por ser feita pelos homens e por não ser perfeita, deve ser lida com uma dose maior ou menor de bom senso. Acho que o policial e o superior dele foram burros sim, pois achar que um livro levado por um cara solitário 2h antes da partida começar é material inflamável só pode ser burrice.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

        Novamente, a falha é da lei em questão, que foi mal formulada. Como o agente da lei não pode impedir que os torcedores entrem sem roupa, sem carteira, sem dinheiro e sem os bilhetes de entrada, ele proíbe aquilo que é inflamável e que poderia causar um problema para ele e para outros.
        A atitude do policial foi a mais sensata. É mais sensato dizer ao torcedor deixar o livro e ter certeza de que o livro não será incendiado, do que permitir a entrada e a com ele a duvida.

    • http://www.facebook.com/william.alexandre.165 William Alexandre

      Não podemos admitir que leis nos tirem a nossa capacidade de pensar. Além da violência típica da sua atuação, esse é outro motivo porque a PM tem que ser extinta do país. Não ajudam em absolutamente nada. O treinamento para receber ordens não pode significar a incapacidade de julgar. Na França, Na Alemanha e na Grécia os policiais recusaram as ordens, tiraram os capacetes e se colocaram ao lado do povo, porque julgaram que ele estava certo. E aí?

      • http://www.facebook.com/bruno.ritter.1 Bruno Ritter

        No próximo jogo, eu, que sou um “líder” de uma dessas gangues que se fantasiam de torcida organizada, vou falar para cada um da “torcida” levar uns três ou quatro livros e jornais, vamos fazer uma grande pilha e colocar fogo em tudo. IIIIRRRRÁÁÁÁÁÁÁÁ.

        Okay, sei que forcei a barra, mas a situação não é assim tão impossível, vide este ocorrido (a diferença é que o papel já estava lá) http://serponteuniformizada.blogspot.com.br/2011/07/vandalismo-no-derby.html
        Não acredito que o legislador tenha levado isso em conta, de fato ele devia estar pensando em combustíveis e explosivos, mas a interpretação dos policiais no caso do inocente livro em espanhol não pode ser demonizada, talvez eles nem tenham pensado nessa possibilidade, só estavam fazendo o que a lei dizia sem pensar na razão, porém, se não está claramente no estatuto do torcedor a proibição de materiais desse tipo, acredito que seja uma ótima adição ao texto.

  • Gustavo Esquive

    Porra, Fred, ter que se desfazer de um baita livro deste deve dar um aperto no coração. Tomara que o menino faça bom proveito dele.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu já tinha escutado falar que existem livros que são incendiários, mas eu nunca tinha interpretado isso de maneira literal.

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    Brasil e suas leis esdrúxulas…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000016796984 Henrique Simão

    Porra velho, sem comentários. No Barradão aqui em Salvador a iniciativa de um determinado grupo de torcedores distribui jornais com as notícias do clube e do jogo em questão. E uma simples atitude como essa torna o pré-jogo muito mais interessante, não é um pedaço de papel que vai aumentar ou diminuir a violência nos estádios. Ponto negativo pro legislador. E eu queria esse livro, rs.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Clica na imagem que tem ele em pdf ;)

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        O tesouro escondido.

      • http://www.facebook.com/adriana.almeida.56232 Adriana Almeida

        AMO muito esse PDH….(tb ja roubei o meu)

    • Diogo Cordeiro da Silva

      Pode clicar Henrique, eu já roubei ele em PDF. Mas vou comprá-lo, tenho 3 livros do Galeano aqui em casa e não tenho esse. Absurdo! hahaha

  • http://www.facebook.com/franco.fernanda Fernanda Franco

    Já que falamos de livros, lembrei de “Fahrenheit 451″. Livros devem ser considerados inflamáveis para o espírito. E só isso.

  • http://www.facebook.com/Wes.c.Barboza Wes Barboza

    Talvez ganhou até mais que três pontos…

  • http://twitter.com/pudimdaana Ana

    das coisas que eu não imaginava que poderiam acontecer.

  • Dones

    A maconha pega fogo a rodo nas arquibancadas, mas livro não pode.

  • http://www.facebook.com/roberta.cruz.969 Roberta Cruz

    Nossa.. Sempre levo livros para o Engenhão aqui no RJ e nunca passei por isso. Fiquei até assustada agora!! Quanta ignorância…

  • http://www.facebook.com/ticolitlle Tico Cardinal

    isso é a vertente de um País de reboco. Isqueiro pode entrar né??!!!

  • marcos

    levar livro pra estádio é o cúmulo do amadorismo kk, faltou só a cestinha de piquenique e um protetorzinho solar.
    Estádio de futebol é um ambiente hostil meus amigos, repleto de rivalidade, testosterona, policiais truculentos, banheiros e demais confortos precários e preços abusivos… pra quem não aguenta, melhor ficar em casa e esperar o Fantástico

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Isso aí.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      que tristeza, não?

      a rivalidade é um tesão. mas não poder sequer levar um livro – pra quem chega mais cedo e esta’de boa – é uma bela merda.

    • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

      Porra, que pensamento de merda. é por conta desse tipo de pensamento que essas leis são tão exageradas, e é por conta desse belo pensamento que cada vez mais o “torcedor comum” está se distanciando dos estádios.

      • Felipe Lima

        eh a realidade do futebol atual. fique em casa, assine o PPV e deixa o estadio para os “marginais”

  • http://twitter.com/faneinbox faneinbox

    O livro estava em Espanhol? Pobre criança, vai ter que aprender outra língua para matar a curiosidade. Pensando bem, genial de sua parte. hahahha

  • Letícia Kraesnienkiz

    Isso lembrou um dia em que eu fui ao Olimpico após o trabalho, num dia infernal de tão quente! E dentro da bolsinha (era pequena mesmo) que eu carregava cmg, tinha dinheiro e desodorante, que eu tbm tive que deixar ao entrar! Hehe

  • Giaretta

    O problema é que as pessoas proíbem todos os espectadores do futebol de fazerem algo para evitar que os marginais utilizem estes artifícios, enquanto o certo seria proibir os marginais de irem aos estádios.
    Fico indignado com o caso do chimarrão. Uma cultura daqui, realmente pode ser perigosa, mas uma pessoa bem intencionada não atirará água quente ou cuia nos PMs, torcedores adversários, jogadores e treinadores, então o certo não seria tirar os mal intencionados do que tirar o chimarrão? (no Uruguai o chimarrão é liberado na torcida em geral mas é proibido nas barras, por exemplo)

    • Felipe

      A questão é que você não pode rotular que é e quem não é marginal. Logo as pessoas só seriam retiradas do estádio após alguém jogar aguá quente em outra pessoa ou coisa do tipo, e dessa forma o estrago já estaria feita, por isso eles barram o chimarrão ou coisas do tipo, para prevenir. E além do mais, pessoas be intencionadas não controlam emoções. Imagina um pai com um filho, os dois são torcedores fanáticos e o pai tem seu chimarrão. Se ele fica nervoso ou bate boca com outro, a merda ta feita.

      • Giaretta

        De certa forma estás certo, mas acredito que a pessoa que assiste futebol, assim como na sociedade, deve saber da responsabilidade de seu ato. Por exemplo, um carro é uma arma perigosíssima, muita gente pode ser morta ou ferida se alguém resolver pegar um carro e passar por cima de vários ciclistas, como aconteceu em Porto Alegre, e nem por isso se proíbe carros de circularem. Simplesmente não passamos por cima de ciclistas, protestantes do MST ou vendedores da feira pela ciência de que seremos punidos exemplarmente se o fizermos ou simplesmente por sabermos que é errado. . Numa sociedade civilizada e consciente de seus deveres, o chimarrão não é uma arma, numa sociedade onde se acredita que tudo pode ser feito em nome de uma paixão clubista até livros podem ser considerados perigosos.
        Estamos muito longe de sociedades onde não há grades impedindo o torcedor de entrar em campo ou onde se pode levar chimarrão e guarda-chuvas de ponta ao estádio.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

    Livro é coisa de quem pensa ou deseja aprender a pensar. E não coisa de torcedor brasileiro de futebol.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      e por que não?

    • Joaquim

      Não vou discordar de você, só vou ampliar seu comentário antes de concordar. Substitua “torcedor brasileiro de futebol” por qualquer outro esporte, programa de TV, banda ou comportamento e seu comentário será válido. O problema não está com o torcedor de futebol, e sim com a maioria das pessoas, independentemente dos interesses.

    • Márcio (Bokão)

      Sou torcedor de Torcida Organizada e tenho desejo em aprender e também gosto muito de ler. Algum problema ?

  • Julia

    Bah! É o melhor livro sobre futebol que eu já li. Sinto muito.

    Não me deixaram entrar com pilhas no estádio Olímpico, faz uns 4 anos, também, sendo que dentro do radinho, elas poderiam estar. Não tem coerência nem tolerância nenhuma. Às vezes chega a ser vergonhoso.

  • http://www.facebook.com/people/Thiago-Henrik/582939226 Thiago Henrik

    O pior é não ter como discutir. Me vi em situações semelhantes algumas vezes, e por
    mais que a gente queira argumentar, recorrer à lógica, ridicularizar o pensamento do brutamontes, chamar o advogado… acaba desistindo, pois sabe que não adianta. A única opção é obedecer à regra sem pé nem cabeça, e depois ‘xingar muito no Twitter’, sem esperar que nada
    mude. Você ao menos teve o pdh.

  • Aloisio

    Tudo isso culpa das malditas cadeiras de plastico, pois elas sim pegam fogo e proíbem isso tudo..

    Época boa, era a época das gerais, arquibancadas sem cadeiras..
    Maldita europeização do futebol..

  • Alexandre Feliciano

    O cara foi em um estádio e generaliza dizendo que “os estádios de SP” são assim. Já entrei com livro, máquina fotográfica, cartaz no Pacaembú e isso não aconceteceu. Reclame com a administração do Morumbi ao invés de generalizar

    • Felipe Lima

      dependendo do setor e do alto risco do jogo, a revista é menos rigorosa.

      maquinas fotograficas nao costuaman ser barrados. agora esses cartzes geralmente eh barrado.

  • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

    Ridículo, lamentável, inexplicável. Infelizmente, São Paulo é a pior cidade do Brasil para se assistir um jogo de futebol. Parece que estamos indo para a guerra ao invés de um jogo. Estão realmente se esforçando para acabar com a magia da coisa.

    • Felipe Lima

      esse deve ser o objetivo. pior sao os promotores, que prometem acabar com a violencia nos estadios, e tempos depois entram na politica.

  • Diogo Cordeiro da Silva

    Primeiro pedir licença para copiar o diálogo com o policial no meu face, para compartilhar com meus comprades viciados no mundo da bola. (História no minimo hilária Fred…)

    Segundo, perdi o Livro, mas ganhei 3 pontos!? hahaha

    Sensacional, mas aproveita e me fala aí? Como torcedor, quais as aspirações do teu gremio nesse Brasileiro? Acha que tem bola pra chegar na Liberta?

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Porra, que episódio escroto. Putaquepariu.

    Fico imaginando se isso vira moda em shows, cinemas, teatros, etc.

    • Felipe Lima

      em shows de grande publico, realizados nos estadios, a segurança tambem segue algumas dessas orientacoes.

  • Lucas

    até onde sei o corpo humano também é inflamável.

    • Felipe Lima

      eu nunca vi ninguem botar fogo em alguem.

      ja fogueiras com resto de papeis……

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001502899994 Guilherme Tavares

    Fahrenheit 451. Mal sabia Ray Bradbury que o filme dele seria levado tão a sério

  • http://www.facebook.com/felipec.novaes Felipe Carvalho Novaes

    Talvez o maior problema seja o brasileiro achar que um livro pode ser usado para outra coisa que não lê-lo. Deprimente…:

  • Leonel Lamb

    Ora, a roupa também é inflamável: todos deveriam assistir ao jogo pelados, então!

    • afff

      e sem pentelhos

    • Augusto Branco

      Pelados? Todos? Que visão dantesca!!!

  • Raukoores

    Bravo! Belo artigo, como sempre alias!

  • Carlos

    Fred, admiro muito seus textos, mas não entendo, você levou um livro ao estádio, por mais que tenha chegado cedo, e sempre não tem nada pra fazer antes de começar o jogo, quem vai ao estádio com frequência, sabe que para vandalos (por que torcedores é diferente) qualquer objeto vira arma, por mais que seja uma arma intelectual e inofensiva fisicamente, ele gera riscos. Parabéns pelos textos!

    • Filipe Cifali

      O que muda os punhos / pernas / membros dos torcedores? Eles também podem ser usadas como arma e podem causar danos. Todo objeto pode se tornar uma arma.

      • Felipe Lima

        é mais facil voce jogar um livro na torcida adversaria que um braço de alguem

      • Filipe Cifali

        É mais fácil eles trocarem socos do que jogarem livros.

  • jemerson

    AS PESSOAS GOSTAM MUITO DE CRITICAR A POLÍCIA, PORÉM É ELA QUE ESTA NA LINHA DE FRENTE, INFELIZMENTE GRANDE PARTE DO PÚBLICO QUE FREQUENTA OS ESTÁDIOS NÃO SÃO DE FAMÍLIAS QUE GOSTAM DE IR AO ESTÁDIO ASSISTIR O EVENTO ESPORTIVO, SÃO DE VÂNDALOS… QUERO SÓ VER NA COPA…

  • David Pontes

    Excelente argumento do policial. A partir de agora, só entro pelado em estádio. Afinal, existe aquela expressão “fogo na roupa.” Pensar é um problema nacional.

  • Prisco

    Ir a um estádio de futebol aqui em SP é pedi pra colocar a paciência a prova. Mastro de bandiera não pode, livro não pode (não sabia dessa), papel picado não pode (talvez pelo mesmo motivo do livro), sinalizadores e fumaça (a de Cannabis pode) nem pensar… Até bexiga eles costumam proibir. Daqui um tempo vão proibir ficar em pé, comerar e bocejar. São leis demais, proibições demais, encheção de saco demais, e festa de menos. Depois tem gente que ainda reclama e/ou não entende porque a media de público dos clubes paulista é baixa em relação aos dos outros grandes estados. INFELIZMENTE o futebol brasileiro está cada mais chato e elitizado.

  • Daniel T.

    Dinheiro, camisa, calça, bermuda, cueca, calcinha e sutiã são inflamáveis, pela lógica do cara. Por obséquio entrar nu no estádio…

  • Clovis

    Entrar com fósofros, isqueiros e dois gravetos, pode?

  • Reinaldo

    Eu também quero protestar aqui:
    Uns dias atrás não permitiram que eu entrasse com a minha bola de futebol na biblioteca, pode isso???

  • http://barmetrosexual.com Douglas Archanjo

    Passeio por situação semelhante, mas foi com desodorante. Sai do Rio para ver Palmeiras x Vasco no Pacaembu de ônibus, como dava pra tomar banho na sede da torcida Savoia, levei. Acredite, não deixaram entrar no desodorante e sabonete.

    Agora por quê ? Não sei, pelo menos no caso do autor deram satisfação mesmo que ridícula mas deram hehe.

    • Márcio (Bokão)

      Se o desodorante for spray, ele pode virar um terrível lança-chamas com um isqueiro…

  • http://www.facebook.com/renatyamaguchi Renato Yamaguchi

    Fui domingo tbm, como era minha primeira vez em um estádio o segurança deixou eu entrar com meu caderno de boa :D mas tbm nem uniformizado estava.

  • Filipe

    Se os organizadores parassem um pouquinho para pensar nestas regras, que as vezes são apenas gasto de tempo num cuidado inútil, se é que realmente o que o policial disse sobre estar num estatuto ligado ao esporte, deveriam estes caros senhores perceber que quase toda roupa, principalmente casacos grossos de algodão, são muuuuito mais inflamáveis que livros. É preguiça de cortar o mal pela raiz… Que se proibam então qualquer utilitário que gere chama. Daí os livros, deixariam de ser tratados como problemas e assumiriam a posição de solução.

    PS: Fato cientifico, quem estuda física básica sabe que a resistência do papel somada, dificultaria muito queimar o livro, a não ser que o “torcedor” tenha levado um maçarico ou seja realmente muito paciente e burro de não usar um casaco no lugar do livro!!!

  • Fabiano

    Quando deixar de existir os torcedores profissionais no Brasil, talvez você possa levar qualquer coisa ao estádio. Talvez seja até como no Old Trafford sendo a única coisa que separa a torcida do campo de jogo, uma placa de publicidade.

  • Diego

    Passei pela mesma situação no Morumbi. Perdi o (belíssimo) material sobre o Nelson Rodrigues (em formato de um jornal antigo), que era disponibilizado na exposição em homenagem ao seu centenário no Itaú Cultural. Por ironia, aquele domingo, foi o último dia da exposição…

    • Rita

      Ah, não dava pra perder o Jogo? esses meninos…rs

  • Daniel

    Polícia imbecil. Aqui no Rio já cansei de entrar em estádio com livro, jornal, revista. Nunca foi problema.

  • Marlon

    Fui com amigos ao Allianz Arena, na Alemanha. Como foi de ultima hora, um deles tinha uma mochila nas costas. Não poderia entrar com ela (ou alguma coisa que tinha dentro, nao lembro).

    A diferença é que lá eles tem lugares (do próprio estádio) para guardar os bens por 1 euro. No final da partida você pega de volta, sem problemas.

  • paulo

    Isso que dá ler essa porcaria de Galeano, espero que aprenda a lição.

  • http://twitter.com/lumarino Luciano Marino

    A lei, ora a lei.

  • Thiago

    O mesmo aconteceu comigo no show do U2. A diferença que eu portava uma bandeira do Grêmio.

  • Guria de Chuteira

    Sou mulher e amo futebol e o Grêmio. Excelente texto!Na verdade isso é um desrespeito com o próprio torcedor. O Estatuto foi criado com a finalidade de melhorar as condições nos estádios para o bem estar do próprio torcedor, não para fazê-lo passar por situações constrangedoras como essa.
    As autoridades e até os próprios policiais é que deveriam ler obras como “Futebol ao Sol e a Sombra” do Galeano (uma agradável leitura sobre o mundo do futebol) para aprender o que o futebol realmente representa. Regras precisam haver para que o esporte traga prazer ao torcedor, mas frescuras como essa proibição de levar livros, só trazem prejuízos, a começar por uma sociedade mais ignorante e, por consequência, torcedores mais ignorantes.
    Louvável a atitude como a que ocorre no Olímpico, por exemplo, em “permitir” e porque não, incentivar a leitura durante os jogos. Atitudes como esta são frequentes na Alemanha, um país onde a média de público só aumenta a cada rodada e os torcedores são tratados com o devido respeito.
    Mais uma vez, parabéns pelo texto!!

    • Márcio (Bokão)

      Por falar em Alemanha, a média de público deles é superior ao maior público do campeonato brasileiro. Além de ingresso caro, podemos ver que polícia despreparada é mais um agravante.

  • Márcio (Bokão)

    Realmente lamentável a atitude da polícia em relação a isso. Cada vez mais a polícia e o governo tornar o futebol (antes motivo de alegria) uma coisa chata e sem graça.

    Mesmo você sendo gremista e eu querendo o pior pra ti, faço a ressalva de que quando o assunto é liberdade nas arquibancadas, devemos deixar a rivalidade um pouco de lado e nos unir-mos.

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  • Jose Aquino

    Aconteceu coisa parecida no show do Roger Waters, também no Morumbi. Como meu lugar não era marcado, cheguei cedo e levei algumas revistas para ler.
    Não pude entrar com elas pelo mesmo motivo, material inflamável.
    Argumentei que até mesmo as roupas são inflamáveis, nada me impediria de colocar fogo em um casaco e cometer um “ato terrorista”. Obviamente, não tive sucesso e tive que deixar as revistas do lado de fora.
    Se a questão é o fogo, não seria mais prático proibir a entrada de isqueiros, fósforos e similares?
    Ou eles imaginam que alguém é capaz de levar material de leitura apenas como combustível para fazer fogo esfregando dois pauzinhos?

  • Daniella

    Já passei por cima indo ao Canindé. Argumentei que qualquer português, como o meu pai, que estivesse ali seria inflamável mas não deu certo!

  • http://twitter.com/AleAugustin Alexandre Augustin

    eu acho que o guri ia queimar…. hahaha… pelo post parabéns

  • lucas

    Um dia tinha ido direto do trabalho com um jornal e revistas na mochila. Ele queria que eu jogasse tudo fora, mas só joguei o jornal. Ele chamou outro policial “mais experiente” e fui liberado de boa. Depende do humor do cara.

  • http://twitter.com/SamuelSBatista Samuel Batista

    isso me fez lembrar a primeira vez que eu fui no estádio sozinho; fugindo da facul, com 2 cadernos, 1 livro, um chaveiro de espada… tomei um esporro, mais pude entrar com minhas coisas =)

  • andrezza

    não sei se é porque eu sou mulher, então a tolerância é maior algumas vezes, mas o meu livro entrou sem problemas rsrsrs

  • http://www.facebook.com/douglas.pires.54 Douglas Pires

    Vou levar um livro da próxima vez rs

  • http://twitter.com/marcio_oli Márcio Oliveira

    É… Já sofri com isso… Lamentável…

  • FerTec

    Veja bem, hoje, para cada indivíduo que respeita as leis e exige aplicações e punições, temos dez que procuram brechas para cometer seus “crimes”. Concordo que a lei não é plena, porém, se permitirem que torcedores entrem com livros em determinados estádios, teremos torcidas organizadas (centenas de pessoas) entrando com livros para queimá-los. Devemos lembrar que, infelizmente, livros são considerados importantes apenas por um seleto grupo de brasileiros, e os baderneiros futebolísticos, verdadeiros criminosos, não teriam piedade das bancas de revistas e das saudosas bibliotecas.

  • http://www.facebook.com/guuhsantanna Gustavo Sant’Anna

    Certa vez eu sai do curso direto para o estadio e aconteceu a mesma coisa, tive que descartar a apostila do curso pra poder entrar. Sorte que no mesmo dia a apostila, foi quando finalizamos o conteudo.

  • Tonobohn

    Também já passei por isso, mas no dia meu time ainda perdeu (o São Paulo, aliás).

  • Guilherme

    Assistir jogos em estádios de SP é um saco, parece igreja. Não pode levar papel, bandeira, sinalizadores, faixas, etc.

  • Thiago

    Se alguém tiver uma diarreia no meio do estádio..no banheiro não terá papel?? Sem lógica isso! hahahaha

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