Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
​​​​​

Informatização na saúde: relato e discussão

Mauricio Garcia

por
em às | Ciência e tecnologia, Corpo são, Debates, Dr. Health, Mecenas, Mundo


Uma tendência cada vez maior observada em praticamente todas as áreas do desenvolvimento humano – e a saúde não fica de fora disso – é o uso da tecnologia da informação no intuito de otimizar as mais diversas tarefas.

Os últimos dez anos revelaram uma transição a sistemas de gestão hospitalar cada vez mais informatizados, e coincidentemente este que vos fala tem exatamente 10 anos de formado, tendo vivenciado essa transição, nem tanto no SUS, mas claramente na saúde privada. Então faço aqui uma análise de onde estamos (especialmente no que tange ao combalido SUS) e benefícios potenciais.

Old school: tudo feito à mão

Nos primórdios de minha carreira médica, época da residência no meu querido Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, podíamos dizer que sistemas automatizados eram um sonho distante.


Link YouTube – Monty Python | Tecnologia não se resume a máquinas caras que fazem “Piii”…

Lembro-me que uma vez precisei fazer um levantamento de prontuários de pacientes com determinada patologia, para um trabalho científico. Um verdadeiro inferno. Para começar, as folhas de alta dos pacientes com o diagnóstico final eram preenchidas à mão. Para gerar uma categorização, que hoje em dia facilitaria a busca do prontuário, seria preciso no mínimo um auditor revisando o prontuário e passando manualmente as informações para um sistema. Algo que nos dias de hoje pode ser feito online, apenas preenchendo um menu que ofereça a opção de diagnóstico mais adequado ao caso.

Isso teria facilitado muito a minha busca naquela época. Digitaria o CID (Código Internacional de Doenças) da patologia e pá! Instantaneamente, eu teria a listagem dos prontuários para minha pesquisa, diminuindo muito o que eu chamei de “prontuários perdidos”, pacientes que tinham a patologia referida e por algum motivo eu não tive acesso.

Num sistema automatizado, a questão do armazenamento e localização do referido prontuário seria bastante simplificada. O chamado prontuário eletrônico, muito em voga na rede privada de saúde, ainda causa alguma resistência entre os médicos, por questões até de segurança (o que eu escrevi tem a minha letra e meu carimbo; o que eu digitei, um hacker poderia alterar) e praticidade: um local onde trabalho me obriga a preencher tanto o papel como o prontuário eletrônico, haja paciência.

Há também a questão da documentação, afinal o prontuário é propriedade do paciente, e nos dias de hoje ainda vale o que está escrito. Há ainda muita discussão sobre a regulamentação do prontuário eletrônico por parte dos Conselhos de Medicina. Utopicamente, no caso da minha referida pesquisa, eu poderia de imediato ter acesso ao prontuário eletrônico dos pacientes, após a busca, e não ter sofrido o que sofri buscando informações em prontuários da espessura de um tijolo, ou seja, procurando uma agulha num palheiro.


“Eu não sei bem o que está escrito, mas pronto, tá impresso, agora posso continuar o tratamento?”

Evoluindo (para uma modernidade arcaica)

Um sistema informatizado chegou ao HUCFF no final da minha residência médica. Já era algo, apesar de ter lá suas falhas, especialmente por terem sido colocados micros pré-históricos que levavam duzentos anos para ligar e que volta e meia perdiam a conexão com a única impressora do meu setor, o que levava a gente a sair no tapa na disputa de um micro que estivesse imprimindo as evoluções e prescrições.

Aliás, esse primeiro contato com um sistema informatizado gerou situações interessantes, como quando praticamente todos os micros “deram pau” e nós resolvemos contrariar uma orientação do hospital e passamos a fazer a prescrição manualmente. Com isso, desaparecia uma das vantagens do sistema: o controle da medicação utilizada e seu estoque ocorrido assim que o médico lançava a prescrição, de forma rápida, automática e eficaz. Ainda lembro da “bronca educada” que nós tomamos da direção, mas o nosso movimento se repetiu mais duas vezes, até eles ajeitarem aquela maldita sala de computadores. Simples.

Falando sobre prescrição e evolução, seria interessante um sistema aplicável ao pessoal da enfermagem, com espaço para anotações sobre medicações administradas e outras informações. Digo isso por causa justamente da questão das impressoras. Tudo que você faz no prontuário eletrônico acaba tendo valor apenas por jogar dados num sistema. Porque você tem que imprimir tudo e acaba voltando ao bom e velho papel.

Os sistemas hospitalares trouxeram a maior inovação tecnológica da medicina: o botão “repetir prescrição”. Ao menos na minha área, as prescrições médicas não variam de um dia para outro, então basta clicar em “repetir prescrição” e pronto. Lógico que primeiro você analisa se precisa alterar algo, mas em matéria de ortopedia, essa função foi um achado sensacional.

Outro contraste entre informatização e burocracia eu pude perceber quando servi o glorioso Exército Brasileiro após o término de minha residência. O sistema informatizado do Hospital Central do Exército (RJ) foi um dos melhores que eu já utilizei, mas novamente a questão da impressão das prescrições imperava e emperrava o serviço. Sem contar que o sistema acabava nos induzindo ao hábito de só imprimir as evoluções médicas quando o paciente tivesse alta.


Link YouTube – Scrubs | Um bom material impresso às vezes é a melhor solução ;D

E pior: não raro, os formulários contínuos para impressão acabavam. Cansei de utilizar impressos variados, imprimindo no verso. Quando aparecia alguma caixa de formulário, eu pegava uma quantidade considerável, escondia ou levava para casa e trazia quando eu precisasse. Senão eu ficava sem papel para imprimir. Houve o caso de um paciente que eu estava acompanhando, que ficou um ano e meio internado. No dia que ele teve alta, perdi quase uma hora só imprimindo todas as evoluções prévias. E ainda havia a possibilidade da impressora agarrar o papel, acabar a tinta, essas coisas… e você tinha que recomeçar.

Era uma “modernidade arcaica”. Se fosse tudo só no computador, que beleza!

Mergulhando no SUS

Já trabalhei nos mais diversos locais do SUS aqui no Rio de Janeiro. Desde hospitais de referência nacional, como o INTO (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, o único local do SUS que eu ainda trabalho), grandes emergências razoavelmente organizadas, como o Hospital Municipal Lourenço Jorge, passando por filiais do Afeganistão, como o Hospital Estadual Getúlio Vargas, no centro da guerrilha do Complexo do Alemão, e os piores lixos e “depósitos de pacientes”, como o Pronto Socorro Central de São Gonçalo e o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.

Destes hospitais, o único no qual a ficha do paciente era feita num computador era o Lourenço Jorge. E era disparado o hospital que o paciente levava mais tempo para chegar ao médico. Até porque o funcionários simplesmente digitava os dados do paciente, o que fazia a escrita manual ser mais rápida. Um cartão do SUS com tarja magnética e uma impressora a laser resolveriam isso facilmente, agilizando o atendimento. Nos outros locais, era feito um boletim de atendimento, que volta e meia ficava cheio de terra, sangue, água, dependendo do que acontecesse no hospital, totalmente manuscrito. E se os dados foram jogados num sistema posteriormente, não faço ideia.

Há muito tempo, por convicções pessoais, não trabalho em emergências do SUS, mas não acho que o panorama mudou muita coisa.


Arquivo de prontuários do Hospital Regional de Gurupi (TO), digitalizado em 2009 (trampo para 45 pessoas)

O sistema do INTO é um dos melhores que eu já trabalhei,. Para exemplificar, algo que me encantou quando comecei a usa-lo, foi o alerta de interações medicamentosas. Quando você prescreve um paciente e usa duas medicações que podem causar efeito colateral indesejado (exemplo: O uso de T3, que é hormônio tireoideano em pacientes que estejam em uso de digoxina, medicamento para aumentar a efetividade da contração cardíaca, pode levar a risco maior de toxicidade desta última), o sistema, antes de enviar a prescrição para a farmácia, emite um alerta automático. O que é bastante benéfico, afinal, as interações são muitas e não há como prever todas.

Outro ponto interessante era o cuidado com as alergias. No momento da internação, a pessoa que fazia a inserção dos dados poderia adicionar o item “Alérgico a” e uma eventual prescrição daquele medicamento seria bloqueada.

Sob esse aspecto, infelizmente o sistema do INTO é falho. E seria interessantíssimo, pois vivemos num país que muita gente toma medicamento e não tem a menor ideia do nome do mesmo (“Doutor, não sei o nome, mas é um comprimido branquinho”) e chama anti-inflamatório de antibiótico. Imagine se a pessoa iria lembrar do nome do medicamento que lhe causou alergia?

Uma vez um paciente disse que tinha alergia a um medicamento que ele não sabia o nome, e como estava com dor, prescrevi Voltaren. Dez minutos depois, ele desenvolveu reação anafilática, ficando todo empolado, correndo risco de fazer edema de glote e sufocar, mas felizmente ele estava num hospital e imediatamente apliquei hidrocortisona venosa. E podem apostar que esse paciente vai ser atendido em outro local, não vai saber a injeção a que tem alergia e o resto vocês podem imaginar.


Link YouTube | Samantha Shiraishi fala sobre compartilhamento de informação

Integração?

O que se vê na saúde atual, além da falta de informatização, é que, quando esta existe, se faz em forma de ilhas. Ou seja, cada hospital tem o seu sistema. Você é atendido em um local, tem todo o seu histórico lá, quais doenças a pessoa tem, medicamentos que toma, alergias, enfim, informações que fazem diferença e agilizam todo o processo de atendimento. O médico não perderia mais tempo com perguntas que já estão respondidas no prontuário do paciente. Mas se vai para outro local, é preciso começar do zero.

Do ponto de vista administrativo, isso gera economia e otimização de recursos. Se um paciente é portador de hérnia de disco e por acaso perdeu sua ressonância feita em outro local, bastaria uma consulta ao sistema integrado ao invés de solicitar novo (e desnecessário) exame. A prescrição eletrônica, além de gerar a quantidade exata de medicamentos que vai ser utilizada, permite um planejamento adequado da reposição do estoque, evitando gastos desnecessários e também a falta de medicamentos que pode ocorrer quando eles são comprados em lotes e só repostos quando o estoque mingua. Se acontece algum aumento de fluxo com o estoque baixo num final de semana, não tenha dúvida que vai faltar.

Outro problema com a informatização em ilhas é a migração populacional. Se uma unidade de saúde ganha em eficiência, é natural que as pessoas a procurem mais, o que acaba gerando sobrecarga. Algo simples de solucionar, bastando um programa geral de informatização e principalmente, de integração entre as unidades. Por exemplo, o SAMU, através de um sistema integrado, poderia localizar o hospital com menor volume de pacientes atendidos naquele momento, e direcionar suas viaturas para lá, novamente reduzindo a sobrecarga e otimizando o atendimento.

Bons exemplos…


Link Videolog | Matéria sobre a implementação do prontuário eletrônico no Chile

Além do Chile, a Dinamarca implementou um sistema parecido ao que citei nos parágrafos anteriores. Com vantagens como a possibilidade de o paciente consultar seu médico pela webcam e a acessibilidade dos prontuários eletrônicos por todos os médicos ligados ao sistema de saúde, a utilização dessa tecnologia integrada gerou uma economia anual de 120 milhões de dólares aos cofres dinamarqueses.

Obviamente o Brasil tem dimensões muito maiores e problemas também muito maiores que a Dinamarca, mas já há alguns avanços nesse sentido. Resta saber se há vontade política em fazê-lo.

Mais discussões rumo a um sistema brasileiro público integrado rolam no blog “Comunidade de Saúde em Rede”, patrocinado pela InterSystems do Brasil, empresa especializada na gestão de informação na área médica.

Vamos acompanhando. Sempre de olhos bem abertos.

Dr Health, cuja única reclamação do sistema do INTO é o bloqueio ao email, Orkut e YouTube…

Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras.
Mauricio Garcia

Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • Rudi

    Show, tecnologia é tudo.

  • Rudi

    Show, tecnologia é tudo.

  • Rudi

    Show, tecnologia é tudo.

  • Rafael Aun

    Maurício,

    Me lembro de uma vez que minha esposa fraturou o tornozelo ao dar um mal passo na areia de Peruibe. O posto de saúde nos atendeu e até que fez um atendimento razoável, mas quando chegamos em SP não havia o hospital público de nossa região se recusou a atender o paciente que tivesse sido atendido em outro local. Queriam que nós fizessemos todo o acompanhamento em Peruíbe! É mole?

    Depois de muito implorar conseguimos um “encaixe” e o bom senso de uma médica reinou, resolvendo o problema. Mas não em lembro de haver um registro de tudo que o correu e certamente se o médico de Peruíbe tivesse um sistema integrado facilitaria muito as coisas.

    Imagine um Raio X digitalizado ao sistema podendo ser visto a qualquer momento? Utopia…

  • http://rafa.aun@gmail.com Rafael Aun

    Maurício,

    Me lembro de uma vez que minha esposa fraturou o tornozelo ao dar um mal passo na areia de Peruibe. O posto de saúde nos atendeu e até que fez um atendimento razoável, mas quando chegamos em SP não havia o hospital público de nossa região se recusou a atender o paciente que tivesse sido atendido em outro local. Queriam que nós fizessemos todo o acompanhamento em Peruíbe! É mole?

    Depois de muito implorar conseguimos um “encaixe” e o bom senso de uma médica reinou, resolvendo o problema. Mas não em lembro de haver um registro de tudo que o correu e certamente se o médico de Peruíbe tivesse um sistema integrado facilitaria muito as coisas.

    Imagine um Raio X digitalizado ao sistema podendo ser visto a qualquer momento? Utopia…

  • Vitor Santana

    Trabalho na área de TI, especificamente trabalho com sistemas de Saúde, para o SUS. Posso dizer que a tecnologia vem evoluindo muito para esta área, desde sistemas básicos tradicionais, até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.

    Moro em Goiânia, e aqui hoje, está quase tudo informatizado no SUS, incluindo o prontuário já está implantado em quase todos os consultórios da rede básica.

    As consultas básicas (Clínica Médica, Ginecologia e Pediatria) são marcadas por telefone, via 0800. Não existem mais filas nas madrugadas nas portas dos hospitais. Vale exame, farmácias integradas…Tudo isso é tecnologia como ferramenta de gestão.

  • Vitor Santana

    Trabalho na área de TI, especificamente trabalho com sistemas de Saúde, para o SUS. Posso dizer que a tecnologia vem evoluindo muito para esta área, desde sistemas básicos tradicionais, até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.

    Moro em Goiânia, e aqui hoje, está quase tudo informatizado no SUS, incluindo o prontuário já está implantado em quase todos os consultórios da rede básica.

    As consultas básicas (Clínica Médica, Ginecologia e Pediatria) são marcadas por telefone, via 0800. Não existem mais filas nas madrugadas nas portas dos hospitais. Vale exame, farmácias integradas…Tudo isso é tecnologia como ferramenta de gestão.

  • Vitor Santana

    Trabalho na área de TI, especificamente trabalho com sistemas de Saúde, para o SUS. Posso dizer que a tecnologia vem evoluindo muito para esta área, desde sistemas básicos tradicionais, até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.

    Moro em Goiânia, e aqui hoje, está quase tudo informatizado no SUS, incluindo o prontuário já está implantado em quase todos os consultórios da rede básica.

    As consultas básicas (Clínica Médica, Ginecologia e Pediatria) são marcadas por telefone, via 0800. Não existem mais filas nas madrugadas nas portas dos hospitais. Vale exame, farmácias integradas…Tudo isso é tecnologia como ferramenta de gestão.

  • Cannibal

    hauhauahauahuahauhauahauahua
    Quero ver o que o meu orientador de TCC vai falar agora…

    ps. existem riscos que valem a pena correr.

    Obrigadíssimo Doutor, vc acabou de ajudar um flamenguista a concluir a faculdade de Sistema da Informação!!!

  • Cannibal

    hauhauahauahuahauhauahauahua
    Quero ver o que o meu orientador de TCC vai falar agora…

    ps. existem riscos que valem a pena correr.

    Obrigadíssimo Doutor, vc acabou de ajudar um flamenguista a concluir a faculdade de Sistema da Informação!!!

  • Cannibal

    hauhauahauahuahauhauahauahua
    Quero ver o que o meu orientador de TCC vai falar agora…

    ps. existem riscos que valem a pena correr.

    Obrigadíssimo Doutor, vc acabou de ajudar um flamenguista a concluir a faculdade de Sistema da Informação!!!

  • Cannibal

    hauhauahauahuahauhauahauahua
    Quero ver o que o meu orientador de TCC vai falar agora…

    ps. existem riscos que valem a pena correr.

    Obrigadíssimo Doutor, vc acabou de ajudar um flamenguista a concluir a faculdade de Sistema da Informação!!!

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #3 – Vitor Santana

    Bacana ler isso Vitor. Muito bom mesmo. Mostra que já estamos avançando.

    Fala mais sobre esse sistema que está em funcionamento aí em Goiania.

    “até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.”

    Como funciona esse lance do palm? Ele serve pra fazer o prontuário, anotar a medicação, saber a ordem de atendimento? Como que é?

    Fiquei realmente interessado. Sabe de mais cidades que usam o sistema parecido com o que tem aí?

    E pra você, que já trabalha na área, o que acha que falta para que o resto do Brasil adote um sistema parecido e daqui uns anos, o sistema nacional seja integrado?

    Abraços.

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #3 – Vitor Santana

    Bacana ler isso Vitor. Muito bom mesmo. Mostra que já estamos avançando.

    Fala mais sobre esse sistema que está em funcionamento aí em Goiania.

    “até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.”

    Como funciona esse lance do palm? Ele serve pra fazer o prontuário, anotar a medicação, saber a ordem de atendimento? Como que é?

    Fiquei realmente interessado. Sabe de mais cidades que usam o sistema parecido com o que tem aí?

    E pra você, que já trabalha na área, o que acha que falta para que o resto do Brasil adote um sistema parecido e daqui uns anos, o sistema nacional seja integrado?

    Abraços.

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #3 – Vitor Santana

    Bacana ler isso Vitor. Muito bom mesmo. Mostra que já estamos avançando.

    Fala mais sobre esse sistema que está em funcionamento aí em Goiania.

    “até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.”

    Como funciona esse lance do palm? Ele serve pra fazer o prontuário, anotar a medicação, saber a ordem de atendimento? Como que é?

    Fiquei realmente interessado. Sabe de mais cidades que usam o sistema parecido com o que tem aí?

    E pra você, que já trabalha na área, o que acha que falta para que o resto do Brasil adote um sistema parecido e daqui uns anos, o sistema nacional seja integrado?

    Abraços.

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #1 – Rudi

    Pois é bro. Tá mais do que na hora da tecnologia melhorar a saúde. Algo mais do que preciso pelo povo brasileiro.

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #1 – Rudi

    Pois é bro. Tá mais do que na hora da tecnologia melhorar a saúde. Algo mais do que preciso pelo povo brasileiro.

  • http://papodehomem.com.br/ Pablo Fernandes

    #1 – Rudi

    Pois é bro. Tá mais do que na hora da tecnologia melhorar a saúde. Algo mais do que preciso pelo povo brasileiro.

  • http://papodehomem.com.br Pablo Fernandes

    #3 – Vitor Santana

    Bacana ler isso Vitor. Muito bom mesmo. Mostra que já estamos avançando.

    Fala mais sobre esse sistema que está em funcionamento aí em Goiania.

    “até os mais avançados que podem ser utilizados por palms nas mãos dos médicos, enfermeiros ou outros profissionais.”

    Como funciona esse lance do palm? Ele serve pra fazer o prontuário, anotar a medicação, saber a ordem de atendimento? Como que é?

    Fiquei realmente interessado. Sabe de mais cidades que usam o sistema parecido com o que tem aí?

    E pra você, que já trabalha na área, o que acha que falta para que o resto do Brasil adote um sistema parecido e daqui uns anos, o sistema nacional seja integrado?

    Abraços.

  • http://papodehomem.com.br Pablo Fernandes

    #1 – Rudi

    Pois é bro. Tá mais do que na hora da tecnologia melhorar a saúde. Algo mais do que preciso pelo povo brasileiro.

  • Mateus

    E seguindo essa evolução, vale lembrar os usos q o iPad vai ter.
    Vai economizar um bom tanto de papel.

    x)

  • Mateus

    E seguindo essa evolução, vale lembrar os usos q o iPad vai ter.
    Vai economizar um bom tanto de papel.

    x)

  • Mateus

    E seguindo essa evolução, vale lembrar os usos q o iPad vai ter.
    Vai economizar um bom tanto de papel.

    x)

  • Mateus

    E seguindo essa evolução, vale lembrar os usos q o iPad vai ter.
    Vai economizar um bom tanto de papel.

    x)

  • EZ!

    Prontuário eletrônico é foda. Resolve muitos problemas, mas cria outros também. Isso das folhas pra impressão e carga do tonner é o menor deles.
    Fiz residência em enfermagem e muitas vezes aquele putinhos dos R2 e R1 nem se davam ao trabalho de alterar a prescrição, davam Ctrl C Ctrl V mesmo. Daí, toca o enfermeiro residente pra resolver esses problemas…
    Esse sistema pelo visto é bem mais avançado do que este que eu conheci. Isso das interações medicamentosas deve ser muito bom e ajuda a evitar diversos erros. Um acesso universal e único seria muito mais fácil, pouparia muito tempo e , consequentemente, dinheiro.
    EZ!

  • EZ!

    Prontuário eletrônico é foda. Resolve muitos problemas, mas cria outros também. Isso das folhas pra impressão e carga do tonner é o menor deles.
    Fiz residência em enfermagem e muitas vezes aquele putinhos dos R2 e R1 nem se davam ao trabalho de alterar a prescrição, davam Ctrl C Ctrl V mesmo. Daí, toca o enfermeiro residente pra resolver esses problemas…
    Esse sistema pelo visto é bem mais avançado do que este que eu conheci. Isso das interações medicamentosas deve ser muito bom e ajuda a evitar diversos erros. Um acesso universal e único seria muito mais fácil, pouparia muito tempo e , consequentemente, dinheiro.
    EZ!

  • EZ!

    Prontuário eletrônico é foda. Resolve muitos problemas, mas cria outros também. Isso das folhas pra impressão e carga do tonner é o menor deles.
    Fiz residência em enfermagem e muitas vezes aquele putinhos dos R2 e R1 nem se davam ao trabalho de alterar a prescrição, davam Ctrl C Ctrl V mesmo. Daí, toca o enfermeiro residente pra resolver esses problemas…
    Esse sistema pelo visto é bem mais avançado do que este que eu conheci. Isso das interações medicamentosas deve ser muito bom e ajuda a evitar diversos erros. Um acesso universal e único seria muito mais fácil, pouparia muito tempo e , consequentemente, dinheiro.
    EZ!

  • EZ!

    Prontuário eletrônico é foda. Resolve muitos problemas, mas cria outros também. Isso das folhas pra impressão e carga do tonner é o menor deles.
    Fiz residência em enfermagem e muitas vezes aquele putinhos dos R2 e R1 nem se davam ao trabalho de alterar a prescrição, davam Ctrl C Ctrl V mesmo. Daí, toca o enfermeiro residente pra resolver esses problemas…
    Esse sistema pelo visto é bem mais avançado do que este que eu conheci. Isso das interações medicamentosas deve ser muito bom e ajuda a evitar diversos erros. Um acesso universal e único seria muito mais fácil, pouparia muito tempo e , consequentemente, dinheiro.
    EZ!

  • Dr Health

    Vitor, eu não consigo imaginar isso funcionando no Rio de Janeiro.

    Aqui é a sucursal de Darfur

  • Dr Health

    Vitor, eu não consigo imaginar isso funcionando no Rio de Janeiro.

    Aqui é a sucursal de Darfur

  • Helo

    Tbm trabalho com TI e desenvolvemos sistemas para área de saúde, temos encontrado muita resistência dos MÉDICOS em relação ao preenchimento do prontuario no sistema… Inclusive estamos trabalhando na reformulação do prontuário buscando criar essa mais aderência.

    Temos tentado registrar nosso prontuário junto ao CFM e não é nada fácil, existem inúmeras conformidades a serem atendidas e até onde eu sei não há nenhuma empresa ou órgão publico que tenha essa certificação e, só se elimina o PAPEL tendo essa certificação, se não, mesmo que se tenha um prontuario perfeito o médico deverá imprimi-lo e assiná-lo.

  • Helo

    Tbm trabalho com TI e desenvolvemos sistemas para área de saúde, temos encontrado muita resistência dos MÉDICOS em relação ao preenchimento do prontuario no sistema… Inclusive estamos trabalhando na reformulação do prontuário buscando criar essa mais aderência.

    Temos tentado registrar nosso prontuário junto ao CFM e não é nada fácil, existem inúmeras conformidades a serem atendidas e até onde eu sei não há nenhuma empresa ou órgão publico que tenha essa certificação e, só se elimina o PAPEL tendo essa certificação, se não, mesmo que se tenha um prontuario perfeito o médico deverá imprimi-lo e assiná-lo.

  • Renata

    Dr. Health,

    Como proceder quando um hospital (ou qualquer unidade de saúde) se recusa a fornecer o prontuário ao paciente, ou mesmo uma cópia deste?
    O prontuário não é DO PACIENTE? Pelo que entendo desta afirmação, seria uma obrigação fornecê-lo e caso o hospital tenha interesse em manter tais informações que guardasse uma cópia.
    Tenho inúmeros casos para relatar em que precisei do prontuário médico, tanto para processar um hospital quanto para um familiar que realizou uma cirurgia fora de seu estado e poderia submeter-se de novo ao procedimento (julgo que o médico que realizaria a segunda cirurgia teria melhores condições de agir diante das informações detalhadas da primeira intervenção), e em todos estes momentos me foi veementemente negado o acesso ao prontuário – em hospitais públicos e particulares de “primeiro mundo”.

    O que fazer nestas situações? Ameaçar processar o hospital por não fornecer o prontuário? Chamar a polícia (que deve não saber que o prontuário é direito do paciente?)

    Detalhe que o caso do processo se deu com um parente num hospital público, e o diretor da emergência informou que teríamos acesso ao prontuário através de alguma medida judicial que não me lembro mais.
    Nosso medo na época foi de simplesmente “sumirem” com o prontuário, já que o paciente deu entrada na emergência e ficou mais de 24h em uma maca esperando uma apendicectomia de urgência por causa de um conhecido cirurgião da cidade que costuma não comparecer aos plantões num hospital que serve de referência para 32 cidades do interior do estado…

  • Renata

    Dr. Health,

    Como proceder quando um hospital (ou qualquer unidade de saúde) se recusa a fornecer o prontuário ao paciente, ou mesmo uma cópia deste?
    O prontuário não é DO PACIENTE? Pelo que entendo desta afirmação, seria uma obrigação fornecê-lo e caso o hospital tenha interesse em manter tais informações que guardasse uma cópia.
    Tenho inúmeros casos para relatar em que precisei do prontuário médico, tanto para processar um hospital quanto para um familiar que realizou uma cirurgia fora de seu estado e poderia submeter-se de novo ao procedimento (julgo que o médico que realizaria a segunda cirurgia teria melhores condições de agir diante das informações detalhadas da primeira intervenção), e em todos estes momentos me foi veementemente negado o acesso ao prontuário – em hospitais públicos e particulares de “primeiro mundo”.

    O que fazer nestas situações? Ameaçar processar o hospital por não fornecer o prontuário? Chamar a polícia (que deve não saber que o prontuário é direito do paciente?)

    Detalhe que o caso do processo se deu com um parente num hospital público, e o diretor da emergência informou que teríamos acesso ao prontuário através de alguma medida judicial que não me lembro mais.
    Nosso medo na época foi de simplesmente “sumirem” com o prontuário, já que o paciente deu entrada na emergência e ficou mais de 24h em uma maca esperando uma apendicectomia de urgência por causa de um conhecido cirurgião da cidade que costuma não comparecer aos plantões num hospital que serve de referência para 32 cidades do interior do estado…

  • Dr Health

    Renata, “o prontuário pertence ao paciente” quer dizer que ele tem direito a levar uma cópia no momento que quiser.

    Pelo menos é que o sempre me foi dito. Lá no hospital onde fiz residência, havia um guichê específico para os pacientes pegarem cópias dos prontuários ou da parte que lhes interessava.

  • Dr Health

    Renata, “o prontuário pertence ao paciente” quer dizer que ele tem direito a levar uma cópia no momento que quiser.

    Pelo menos é que o sempre me foi dito. Lá no hospital onde fiz residência, havia um guichê específico para os pacientes pegarem cópias dos prontuários ou da parte que lhes interessava.

  • soraya

    Sou farmacêutica e já trabalhei em hospital com sistema informatizado. É fato que a prescrição eletrônica resolve alguns problemas. Por ex. livra o restante da equipe de traduzir/interpretar a prescrição de médicos que têm letra ilegível…mas cria outros problemas. No sistema com o qual eu trabalhava tinha um campo chamado ” texto livre”. Onde o médico preguiçoso – que não queria refazer a prescrição – alterava apenas alguns itens na prescrição antiga e mandava para a farmácia/enfermagem com as duas informações – os itens antigos e novos – tudo junto! Eu odeio esse campo “texto livre”!!!
    Imaginou triando uma prescrição com 2 concentrações diferentes de CLORETO DE POTÁSSIO! uma do dia corrente e outra do dia anterior, na mesma prescrição! Qual era a correta? obs: toda a equipe era plantonista (farmacêutico, enfermeiro, médico)…Olha um médico que fazia uma lambança dessa comigo recebia um telefona na hora!

    Eu odeio esse campo “texto livre”!!!

  • soraya

    Sou farmacêutica e já trabalhei em hospital com sistema informatizado. É fato que a prescrição eletrônica resolve alguns problemas. Por ex. livra o restante da equipe de traduzir/interpretar a prescrição de médicos que têm letra ilegível…mas cria outros problemas. No sistema com o qual eu trabalhava tinha um campo chamado ” texto livre”. Onde o médico preguiçoso – que não queria refazer a prescrição – alterava apenas alguns itens na prescrição antiga e mandava para a farmácia/enfermagem com as duas informações – os itens antigos e novos – tudo junto! Eu odeio esse campo “texto livre”!!!
    Imaginou triando uma prescrição com 2 concentrações diferentes de CLORETO DE POTÁSSIO! uma do dia corrente e outra do dia anterior, na mesma prescrição! Qual era a correta? obs: toda a equipe era plantonista (farmacêutico, enfermeiro, médico)…Olha um médico que fazia uma lambança dessa comigo recebia um telefona na hora!

    Eu odeio esse campo “texto livre”!!!

  • Maria Cecilia Dias de Miranda

    Aproveitando o mote
    Informatização na pesquisa em saúde e as secretarias de projetos científicos: 3 passos para uma mudança na prática profissional

    Atuando como assistente de pesquisa em projetos no campo da saúde pública, muitas vezes percebo o quanto o desconhecimento de ferramentas informacionais impedem a própria realização das estratégias metodológicas previstas.

    Cito um caso em que uma equipe multidisciplinar avaliava diferentes aspectos de sistemas de saúde em várias cidades de São Paulo.
    Apesar da intenção maravilhosa faltou-nos competência informacional para dar conta do mosaico interdisciplinar que tínhamos em mãos após um interessante trabalho de campo.

    Hoje percebo que a tecnologia wiki poderia em muito ter ajudado a equipe de pesquisadores na confecção do Relatório Final da Pesquisa.

    Reconhecer que o material produzido na pesquisa em saúde pública pode ser tratado como INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA já seria o primeiro passo para uma mudança no processo de trabalho de pesquisadores e seus assistentes.

    Capacitação Continuada em temas relacionados ao acesso, tratamento, armazenagem e disseminação da informação científica já seria um segundo passo.

    O terceiro passo: organizar ou participar de redes colaborativas para o compartilhamento de habilidades de gestão da informação em secretarias de projetos no campo da pequisa em saúde.

    Maria Cecilia Dias de Miranda
    Cientista Social em Saúde – Assistente de Pesquisa
    Aluna da Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde -ICICT-Fiocruz

  • Maria Cecilia Dias de Miranda

    Aproveitando o mote
    Informatização na pesquisa em saúde e as secretarias de projetos científicos: 3 passos para uma mudança na prática profissional

    Atuando como assistente de pesquisa em projetos no campo da saúde pública, muitas vezes percebo o quanto o desconhecimento de ferramentas informacionais impedem a própria realização das estratégias metodológicas previstas.

    Cito um caso em que uma equipe multidisciplinar avaliava diferentes aspectos de sistemas de saúde em várias cidades de São Paulo.
    Apesar da intenção maravilhosa faltou-nos competência informacional para dar conta do mosaico interdisciplinar que tínhamos em mãos após um interessante trabalho de campo.

    Hoje percebo que a tecnologia wiki poderia em muito ter ajudado a equipe de pesquisadores na confecção do Relatório Final da Pesquisa.

    Reconhecer que o material produzido na pesquisa em saúde pública pode ser tratado como INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA já seria o primeiro passo para uma mudança no processo de trabalho de pesquisadores e seus assistentes.

    Capacitação Continuada em temas relacionados ao acesso, tratamento, armazenagem e disseminação da informação científica já seria um segundo passo.

    O terceiro passo: organizar ou participar de redes colaborativas para o compartilhamento de habilidades de gestão da informação em secretarias de projetos no campo da pequisa em saúde.

    Maria Cecilia Dias de Miranda
    Cientista Social em Saúde – Assistente de Pesquisa
    Aluna da Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde -ICICT-Fiocruz

  • Taisoka

    Já trabalhei com implantação de sistemas em hospitais e afirmo que o Brasil tem ótimos sistemas de Gestão Hospitalar, o que se vê mto em hospitais é a grande resistência dos médicos, que mtas vezes são os próprios donos de hospitais. Mas o Brasil esta a frente de mtos países de primeiro mundo.

  • Taisoka

    Já trabalhei com implantação de sistemas em hospitais e afirmo que o Brasil tem ótimos sistemas de Gestão Hospitalar, o que se vê mto em hospitais é a grande resistência dos médicos, que mtas vezes são os próprios donos de hospitais. Mas o Brasil esta a frente de mtos países de primeiro mundo.

  • Renan

    Não sei se sou só eu, mas sempre que eu assisto House (sou fã de carteirinha da série), eu imagino como o trabalho da equipe seria simplificado com a ajuda de sistemas informatizados.

    Ao invés do house escrever cada sintoma no quadro branco e a equipe fazer Brainstorm sobre qual o diagnóstico que explicaria esses sintomas, ele simplesmente digitaria os sintomas em um sistema que, cruzando com a ficha média do paciente sugeriria as doenças mais prováveis.

    Se o Akinator adivinha qq pesoa só respondendo Sim ou Não, esse sistema acertaria até bicho de pé embaixo da unha encravada no dedão esquerdo!

  • Renan

    Não sei se sou só eu, mas sempre que eu assisto House (sou fã de carteirinha da série), eu imagino como o trabalho da equipe seria simplificado com a ajuda de sistemas informatizados.

    Ao invés do house escrever cada sintoma no quadro branco e a equipe fazer Brainstorm sobre qual o diagnóstico que explicaria esses sintomas, ele simplesmente digitaria os sintomas em um sistema que, cruzando com a ficha média do paciente sugeriria as doenças mais prováveis.

    Se o Akinator adivinha qq pesoa só respondendo Sim ou Não, esse sistema acertaria até bicho de pé embaixo da unha encravada no dedão esquerdo!

  • Vitor Santana

    Pablo.
    Sobre os Palms, ainda não são realidade no serviço público, pelo menos não por aqui, começo a vê-los em sistemas privados, mas até sistemas de informação de instituições particulares precisam evoluir muito…

    Mas de forma geral a tecnologia tem ajudado muito o serviço de saúde de Goiânia… E muitas vezes a evolução é mais evidente no backstage, por exemplo, a marcação de consultas básicas por telefone… A primeira vista parece que isso apenas facilita a vida do usuário que não precisa mais se deslocar ou mesmo acordar de madrugada para agendar sua consulta, mas este serviço representa muito mais. É gestão! Antes as unidades de saúde eram isoladas, hoje não, além do sistema que as integram, a população está integrada. Então se tempo atrás se um médico faltava ao trabalho aquilo era isolado por ali, hoje em dia o cidadão liga novamente no 0800 e reclama, e uma posição é cobrada do médico e da unidade de saúde.

    Um exemplo rápido: Em agosto de 2006 quando o serviço (0800) foi inaugurado Goiânia marcava em média 30.000 consultas básicas (clínica médica, ginecologia e pediatria), hoje em dia a média é de 60.000 consultas (100% a mais), e o efetivo médico aumentou apenas 14%. Isso aconteceu devido a melhor gestão utilizando-se de ferramentas tecnológicas como apoio.

  • Vitor Santana

    Pablo.
    Sobre os Palms, ainda não são realidade no serviço público, pelo menos não por aqui, começo a vê-los em sistemas privados, mas até sistemas de informação de instituições particulares precisam evoluir muito…

    Mas de forma geral a tecnologia tem ajudado muito o serviço de saúde de Goiânia… E muitas vezes a evolução é mais evidente no backstage, por exemplo, a marcação de consultas básicas por telefone… A primeira vista parece que isso apenas facilita a vida do usuário que não precisa mais se deslocar ou mesmo acordar de madrugada para agendar sua consulta, mas este serviço representa muito mais. É gestão! Antes as unidades de saúde eram isoladas, hoje não, além do sistema que as integram, a população está integrada. Então se tempo atrás se um médico faltava ao trabalho aquilo era isolado por ali, hoje em dia o cidadão liga novamente no 0800 e reclama, e uma posição é cobrada do médico e da unidade de saúde.

    Um exemplo rápido: Em agosto de 2006 quando o serviço (0800) foi inaugurado Goiânia marcava em média 30.000 consultas básicas (clínica médica, ginecologia e pediatria), hoje em dia a média é de 60.000 consultas (100% a mais), e o efetivo médico aumentou apenas 14%. Isso aconteceu devido a melhor gestão utilizando-se de ferramentas tecnológicas como apoio.

  • Vitor Santana

    Pablo.
    Sobre os Palms, ainda não são realidade no serviço público, pelo menos não por aqui, começo a vê-los em sistemas privados, mas até sistemas de informação de instituições particulares precisam evoluir muito…

    Mas de forma geral a tecnologia tem ajudado muito o serviço de saúde de Goiânia… E muitas vezes a evolução é mais evidente no backstage, por exemplo, a marcação de consultas básicas por telefone… A primeira vista parece que isso apenas facilita a vida do usuário que não precisa mais se deslocar ou mesmo acordar de madrugada para agendar sua consulta, mas este serviço representa muito mais. É gestão! Antes as unidades de saúde eram isoladas, hoje não, além do sistema que as integram, a população está integrada. Então se tempo atrás se um médico faltava ao trabalho aquilo era isolado por ali, hoje em dia o cidadão liga novamente no 0800 e reclama, e uma posição é cobrada do médico e da unidade de saúde.

    Um exemplo rápido: Em agosto de 2006 quando o serviço (0800) foi inaugurado Goiânia marcava em média 30.000 consultas básicas (clínica médica, ginecologia e pediatria), hoje em dia a média é de 60.000 consultas (100% a mais), e o efetivo médico aumentou apenas 14%. Isso aconteceu devido a melhor gestão utilizando-se de ferramentas tecnológicas como apoio.

  • Pingback: O melhor da semana PdH (8 a 14/3) + Sorteio de kit Guinness | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • Rosennyldo Nóbrega

    Dentro do seu plano de dominar o mundo, o Google já está desenvolvendo coisas na área da Saúde também. O Google Health é um sistema de banco de dados que se propõem a ser o maior histórico de saúde e o maior prontuário que uma pessoa possa ter, além de ser acessível por qualquer instituição em qualquer lugar do planeta (ou fora dele).
    A palavra Integração, muito bem discutida por sinal, talvez seja um dos maiores desafios hoje. Os profissionais estão em processo de adaptação, tudo é transição ainda. Mas após alguns anos, a integração seria indispensável e uma grande conquista. Essa vitória poderá ser a nível municipal ou mundial.

  • pablofernandes

    Bro, onde chegou a ler sobre isso?

    Queria dar uma lida também. Fico impressionado com a forma que o Mr Google vem dominando todas as áreas que pode.

  • brunoduarte

    Estou Cursando Gestão de Saúde,
    Sei que o Brasil possui sistemas muitos bons para alcançar a tão sonhada integralização do SUS, no entanto, estes sistemas não são implantados como deveriam por culpa da gestão atual do SUS, moro em Belém e infelizmente tenho que afirmar que nunca utilizei o Sistema Único de Saúde, apesar de hoje estudar sobre ele e saber que é o melhor sistema de saúde do mundo, sei que as pessoas que controlam o Sistema hoje não são capacitadas e não tem o interesse de fazer com que ele funcione de fato, a situação da saúde no Norte do País pede socorro, ela agoniza a anos e nada é feito para melhorar nenhuma medida paliativa, que seja, é tomada para regularizar esta situação, trabalho com populações ribeirinhas, analisando a situação de saúde destes e acreditem se nós que moramos na cidade não estamos satisfeitos estas populações chamados de povos tradicionais não possuem nenhum auxílio de saúde.

  • julio

    Olha, já fiz um ano de farmácia no paraná e naquela época eu tinha uma matéria que era de conhecer uma unidade básica de saúde (foi em 2008). Eu me lembro que estavam instalando um sistema informatizado no município. Não me lembro de todos os detalhes, mas sei que a recepção, os consultórios médicos e a farmácia eram interligados. Como estava sendo implantado o sistema, os prontuários estavam sendo passados para os computadores e falavam que, quando o sistema estivesse totalmente instalado na cidade, as unidades estariam interligadas.
    Vale lembrar que no SUS há uma divisão de gestão: há diretrizes federais, estaduais e municipais.
    Se o seu município não tem informatização, acho que vale a pena lutar por isso…

  • http://twitter.com/luiscardia Luís A M Cardia

    vou colocar um elemento da resistência da informatização.
    dados bem interpretados levam à informação.
    a informação adequada permite cobrir todas as etapas da gestão. como o artigo mencionou, melhora o planejamento, a ação e as correções. mas também o controle…e aqui está o mal…

    com controle, os “30%” ficam mais fácil de serem identificados.

    aplique um sistema bom e auditado hoje e terá um filme de terror.

    para facilitar a própria vida: faça seu próprio registro. dá para utilizar o Google Health, como mencionado acima, não é perfeito, mas ajuda.

    E aguardem a mudança de cultura.

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4326 artigos
  • 585302 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine