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Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?

Conrado Navarro

por
em às | HSBC, Listas, Mecenas, Trabalho e negócios


Recebi um convite muito especial dos amigos do Papo de Homem para falar um pouco sobre a minha história em torno do dinheiro, das decisões econômicas e da possibilidade de equilibrar a realização de sonhos com o simples consumo cotidiano. Conquistar a independência financeira antes que a idade te impeça de poder desfrutar dela plenamente, afinal, é uma questão de opção, disciplina e foco, mas também de aprender com os erros – seus e dos outros.

Não, amigo, planejamento financeiro não é como uma estratégia de pôquer

Aceitei o desafio de misturar a minha história ao que aprendi sobre finanças pessoais. O resultado é o material que você lê a seguir. Importante salientar, no entanto, que o objetivo deste texto não é oferecer os “melhores investimentos” ou quaisquer “atitudes capazes de fazê-lo enriquecer rapidamente”. Nada disso. O artigo é um convite a uma reflexão mais simples, porém igualmente profunda, sobre o papel do dinheiro em nossas vidas.

A polêmica faz parte

O grande barato de falar sobre dinheiro é observar e questionar as reações dos interlocutores. Assim como futebol, política, sexo e religião, dinheiro é um daqueles temas que despertam nos outros as mais variadas sensações e trazem à tona verdades absolutas capazes de gerar debates bem intensos.

Eu, você, ele, ela, cada um acredita que cuida bem de sua vida e que dinheiro é um assunto pessoal demais para ser colocado em pauta. Mais: muitas vezes julgamos os outros mais pelas suas posses que pelos seus predicados pessoais/familiares; depreciamos os que parecem mais ricos e felizes e também aqueles que insistem em viver vidas financeiras simples, sem dívidas e muita ostentação.

É óbvio que viver endividado é perigoso e prejudicial; que ter o nome sujo e ser impossibilitado de comprar gera constrangimentos; que gastar mais do que ganhamos cria distorções capazes de fazer a família passar por sérios problemas. Não é preciso ser especialista para entender tudo isso. Por que, então, agimos assim? Porque sempre acreditamos que conosco “será diferente” e que as nossas justificativas são “de verdade”. O autoengano de cada dia fala muito alto.

Mas, o que é o planejamento financeiro?

A leitura especializada traz definições variadas, mas que giram em torno de um conceito único: conhecer seu padrão de vida e aprender a respeitá-lo possibilita que você faça melhor uso de seus recursos financeiros. A frase parece técnica, entediante e nos remete a uma vida de privações. Cuidado com as respostas fáceis demais.


Link Wat.tv | Afinal, não é porque se fez o primeiro milhão que se vai levar uma vida de Shaquille O’neal

Interpretar o planejamento financeiro como uma atividade ligada somente ao mundo dos sovinas é mais uma das muitas desculpas esfarrapadas que circulam por ai. Entendo que planejar-se financeiramente seja apenas mais uma de nossas responsabilidades diárias para com nosso próprio bem estar e qualidade de vida. E que cada um pode fazê-lo como bem entender, mas que é importante ter em conta que alguns limites e frustrações sempre farão parte de nosso dia a dia.

Como tudo começou para mim?

Sou diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), e uma de minhas principais características é o hiperfoco. Quando quero muito alguma coisa, vou até o fim para aprender e realizar aquele objetivo. Mas, ao mesmo tempo, sou dispersivo para questões secundárias, ficando facilmente entediado depois de algumas horas dedicadas a algo que não me agrada.

Isso explica porque sempre aprendi muito mais com exemplos que com palavras e simples sermões. Felizmente, vivi a infância e a adolescência cercado de pessoas curiosas e dispostas a responder grande parte de minhas perguntas. Filho de pai professor universitário (servidor público) e mãe advogada (autônoma), aprendi desde cedo que era muito importante equilibrar desejos e consumo.

Se de um lado a família tinha a estabilidade e a tranquilidade oferecidas pelo trabalho de meu pai, por outro existia sempre a possibilidade de tomar decisões mais ousadas com parte do dinheiro extra proveniente do escritório de minha mãe. As extravagâncias não faziam parte do nosso estilo de vida; o diálogo franco e a preocupação com o futuro sim.

Trago desta época alguns valores e princípios:

  • O trabalho, segredo da construção de qualquer ser humano e profissional, sempre esteve presente e, portanto, nunca me assustou. Nasci de cesariana e dois dias depois minha mãe estava trabalhando. Meu pai sempre deu aulas em períodos diversos, o que muitas vezes significava vê-lo apenas no almoço ou nem isso.
  • Valorizar o esforço pessoal se tornou uma marca registrada de minha personalidade. Entendi que somos reflexo de nossa forma de encarar os problemas e desafios, mas que todos merecem atenção independentemente dos resultados alcançados. Desde cedo fui envolvido nos ambientes de trabalho de meus pais e a diversidade presente em uma faculdade e no contato com clientes em um escritório de advocacia me fez perceber que são as pessoas os ativos mais valiosos que um sonho pode ter.
  • A frustração e os limites criaram situações difíceis em casa, mas nunca serviram como fator limitador. Vi, por muitas vezes, minha mãe chegar cabisbaixa em casa por uma reviravolta no trabalho. Ainda assim, ela era capaz de sentar por horas para me ajudar com os muitos trabalhos de história, sua outra paixão.

Os caminhos já existem, mas também podem ser criados

É. Fácil ninguém falou que seria

Você deve estar se perguntando: “Que relação tudo isso tem com dinheiro e independência financeira?” É simples: para que sejamos pessoas melhores, mais completas e informadas, temos que cultivar e desenvolver algumas características. O dinheiro não deve ser uma disciplina à parte, mas parte dos exemplos dados em casa e na escola.

Em outras palavras, não adianta querer ensinar ou aprender tudo sobre dinheiro; é mais importante (e fácil) lidar com ele de forma adulta, menos estigmatizada. Assim dei meus primeiros passos: encarando o trabalho e o dinheiro como parte de meu cotidiano, como mera consequência do que eu desejava me tornar.

E nessa de me conhecer, errei. Errei muito. Não por causa do dinheiro, mas apesar do dinheiro. Desperdicei três anos de bons salários na busca de algo que não sei o que era, vi duas empresas minhas falirem diante de meus olhos e tentei começar outros dois negócios sem sucesso.

Você já se sentiu perdido?

Eu já. É normal. Então resolvi que eu poderia fazer a diferença trabalhando em uma grande empresa, uma multinacional. E foi o que fiz, mas não me senti plenamente realizado. Eu trabalhava muito, algo que aprendi que é bom, mas de forma desordenada e perigosa: minha saúde e meu primeiro casamento ruíram.

Aos 25 anos, eu estava exatamente onde estava aos 18, mas divorciado, passando por problemas graves de saúde e fazendo terapia. Eu me escondia nas justificativas, achava que “o mundo era injusto comigo”. O autoengano (lembra do começo do texto?) era conveniente e confortante. Eu estava sozinho e insistia que a culpa era do sistema, dos outros.

Felizmente, os princípios que citei como parte de meu aprendizado familiar não me deixaram desistir: voltei a tentar, insisti com novos negócios e novos hábitos. Prosperei. Hoje sou um empresário e investidor de sucesso, tenho uma família maravilhosa e sou maratonista amador (já começando a treinar para me meter no triátlon). Tenho apenas 31 anos.

Arriscar, tentar e insistir são ações mais “românticas” aos olhos do leigo. É legal conhecer alguém “destemido”, “corajoso” e que “não liga para o tamanho dos desafios”. Vivo assim, é fato, mas com a mentalidade de quem acredita e tem no planejamento financeiro como um aliado para a liberdade.

Encarar desafios é necessário sim. Mas todo desafio exige os equipamentos mínimos de segurança

O planejamento que funcionou para mim

Depois de alguns anos insistindo, tive uma conversa séria com meus pais. “Você pode e deve tentar, mas para isso precisa ter recursos e criar suas próprias oportunidades”. Minha ficha caiu depois de alguns dias: eu tinha que aprender a respeitar meu fluxo de caixa e criar as condições para usufruir da independência que tanto desejava. E fiz assim:

  • Revi meus itens de consumo e minhas decisões financeiras até então. Eu vivia um padrão de vida completamente incompatível com o que recebia. Vendi meu carro, abri mão de alguns hobbies, vendi itens de coleção, desfiz uma sociedade e decidi que precisava começar a multiplicar meu dinheiro.
  • Passei a organizar meu cotidiano financeiro em torno de controles simples. Estipulei metas de gastos para minhas principais necessidades e passei a anotar minhas receitas e despesas em uma planilha.
  • Reavaliei e deixei de lado hábitos nada saudáveis. Sabe aquela besteira de homem que não guarda moedas porque não tem onde colocá-las e elas fazem barulho? Decidi também negociar muito bem minhas compras e larguei de vez o sedentarismo. (Eu era o chamado “falso magro”, conhece? Um perigo!)
  • Decidi aprender mais sobre investimentos e parti para a “luta”. Fiz cursos sobre bolsa de valores, li mais de 200 livros em cerca de três anos, fiz um MBA em finanças e passei a frequentar os ambientes onde circulavam os “caras” reconhecidamente bons em investir e multiplicar seu capital.
  • Criei metas de investimento claras, classificando as aplicações como despesas dentro de meu orçamento. Comer, vestir, morar e investir passaram a ser decisões com o mesmo peso a partir de então.
  • Passei a investir de forma mais agressiva, mas ao mesmo a compor uma reserva de emergência. Com alguns sócios, participei de muitos negócios diferentes, compra e venda de carros usados, imóveis, terrenos, sociedade em pequenas empresas etc. Com o tempo, convenci este grupo a focar em uma boa carteira de investimentos em ações e imóveis.
  • Valorizei o padrão de vida frugal, mas igualmente feliz e libertador. A imposição de algumas restrições de consumo me fez abrir os olhos para aspectos antes deixados de lado. Eu viajava muito, gastava de forma egoísta e depois dizia não ter condições de viajar para visitar minha família (moro fora desde os tempos de faculdade).

Na prática, vejam aqui um exemplo do que deu muito errado:

Ainda na universidade eu decidi, com um colega, abrir uma empresa de criação e adaptação de softwares ERP (gestão). Meu conhecimento de administração e finanças era pífio, assim como o de meu colega. Investimos nossas economias no negócio, conseguimos alguns bons clientes, chegamos a chamar alguns estagiários, mas por razões óbvias o negócio não vingou.

Ficamos deslumbrados com as possibilidades daquele investimento na empresa e passamos a enxergar necessidades onde elas não existiam, comprometendo a rentabilidade do negócio e o seu fluxo de caixa. Queríamos montar um escritório melhor, comprar um carro para atender a micro-região em volta e aumentar a equipe. Tudo ao mesmo tempo, sem ter um cenário claro de demanda por trabalho à frente. E ainda precisávamos continuar na faculdade. Nossa incompetência e insistência no erro mataram o investimento.

Já houve também o que deu muito certo:

É aqui que coisas interessantes podem acontecer

Ainda em meados de 2003 fui apresentado a algumas alternativas de investimento até então nada populares entre muitos brasileiros. Uma dessas alternativas era a bolsa de valores. Eu, leigo no assunto, decidi questionar um de meus amigos (que na época trabalhava em um grande banco). Eu tinha algum dinheiro, algo em torno de R$ 50 mil, e queria garantir que eu não mexeria nesse capital até completar 30 anos – eu estava em uma fase muito complicada e de muito trabalho e viagens em uma grande empresa.

“Se você não tem tempo e não tem interesse, escolha ou empresas sólidas, de boa liquidez e que paguem dividendos, ou um fundo de ações com esse perfil”.

Não esqueci essa frase porque até hoje eu a repito à exaustão para os muitos amigos que tenho. Pesquisei as alternativas, busquei detalhes e optei por um fundo de ações especializado, classificado como Dividendos. O dinheiro ficou lá e a partir de 2005 eu ainda passei a aportar cerca de R$ 1.000,00 todo mês. A bolsa realmente se mostrou muito interessante e em cerca de 7 anos o fundo rendeu mais de 850%. Apesar de algumas ações (e outros fundos) terem rendido ainda mais (em alguns casos bem mais), não tenho do que reclamar: a grana literalmente “deu cria”.

Chega, você já me conheceu muito bem!

A esta altura, você deve ter percebido que não sou nem um pouco diferente de você ou de qualquer outra pessoa. Se percebeu o contrário, reconsidere. Não somos diferentes no ser, no viver, no errar, no insistir, no fazer, chorar e persistir. Talvez sejamos distintos nos detalhes: frugalidade, lidar com a frustração, saber esperar, negociar, investir, poupar e construir patrimônio (renda passiva). Detalhes, sim, mas não novidades ou “coisa de especialista”.

Por fim, agradeço a você pela paciência e convido-o a conhecer melhor meu trabalho e minha trajetória. Sou um dos fundadores do Dinheirama.com, autor do livro Vamos Falar de Dinheiro? (Ed. Novatec) e co-autor do livro Dinheirama (Singular Ediouro). No Twitter, atendo por @Navarro.

Aguardo seus comentários para falarmos cada vez mais sobre sucesso e independência financeira. Valeu, e até a próxima!

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Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras.
Conrado Navarro

Empresário, Investidor, Educador Financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama.com, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks). No Twitter: @Navarro.


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  • Lucas Carvalho

    Bom texto! Provocativo sem precisar de arrogância.
    Uma medida que eu sempre tenho como avaliação de bons textos é se ele conseguiu me deixar irritado/nervoso/louco-pra-atacar-alguém.

    Navarro, queria te fazer uma pergunta: como você acabou lidando com o seu TDAH?
    Eu fui diagnosticado com TDA (sem o H) por um psiquiatra, que fui procurar por uma suspeita minha e de um colega. Entretanto, mudei de cidade, tive que abandonar esse profissional (que, sinceramente, não senti firmeza alguma) e acabei largando essa história de lado, mesmo sabendo que dar a devida atenção pra isso poderia ser um fator decisivo pras mudanças que precisam acontecer na minha vida.

    Queria uma segunda opinião sobre o diagnóstico e opções (farmacológicas e não) de tratamento, e não sei por onde começar. Pode falar um pocuo de como isso se resolveu com você? Psicólogo? Psiquiatra? Neurologista?
    Porque sério, eu sinto que isso FODE a minha vida e acaba podando muito do potencial que eu tenho pra muitas coisas – uma delas a capacidade de me planejar em busca de algo maior.
    Você sentia isso também?

    Abraço.

  • Victor Alexandre

    Cara, adorei o texto! Me fez pensar e muito na minha forma de agir financeiramente e até com minhas coisas pessoais, na maneira como vejo a vida. Ficou claro que, com persistência e consciência se alcança o objetivo desejado. Abraços Conrado.

  • http://www.facebook.com/people/Juliana-Ferrão/100000254357857 Juliana Ferrão

    Boa idéia para “acertar os ponteiros” financeiros neste final de ano.

  • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

     Navarro, muito interessante ler um pouco da tua história, pra mim, foi como ler um incentivo e um alerta ao mesmo tempo, já que estou prestes a terminar meu curso, e aceitei um convite para trabalhar em um escritório como sócia,(com 3 amigos que já tem um escritório estabelecido no mercado), no qual irei abrir a área direito empresarial (societário, cobranças e contratos etc.). Acredito ser um grande passo e uma grande oportunidade, apesar de ter algumas peculiaridades (na verdade muitas), estou confiante que dará certo! Deixe-me só lhe perguntar qual seria a melhor forma para fazer essa transição? Ps. texto excelente….

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Cliquei no link esperando um texto de economia, mas o texto é sobre dicas e lições de vida.

    Também to no mesmo barco, revendo hábitos e a minha relação com o dinheiro. To conseguindo equilibrar gastos e poupar alguma coisa. O caminho da vida frugal é meio que inevitavel.

    Meu próximo passo é me acostumar com a planilha de controle de gastos e a não ter medo de investir. Assim que eu tiver um capital maior, obviamente =P

  • http://www.streetsampa.com.br Felipe Salum

    To com 31, e comecei a pensar em independencia financeira muito tarde infelizmente, mas antes tarde do que nunca neh ? Nesses ultimos 3 anos que comecei a pensar nisso ja consegui acumular, deixar de gastar em besteiras e investir a grana, muito mais do que ja tinha conseguido nos outros 28 anos.

    Realmente se policiar, definir metas e planejar os gastos sao pontos principais. 

  • http://twitter.com/luciano_ribeiro Luciano Ribeiro

    Comprei teu livro, o “Vamos falar de dinheiro” recentemente.

    Muito legal ver essa história aqui no PdH também.

    Abraços

  • Danilo Lima

    Sempre tive em mente a idéia de ser independente. Apesar de não ter noção nenhuma de investimentos, assisti a uma palestra há um tempo atrás sobre os mais variados tipos, mas a grana não permitiu. No momento sou um concurseiro, pois também considero um investimento. Daí, quem sabe, eu consiga multiplicar meu dinheiro como vc fez.

    Começarei a seguir, na medida do possível, o seu planejamento. Achei interessante, apesar de já “seguir”  alguns deles do meu modo.

    De resto, ótimo texto.

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Passei por aqui umas 3 vezes antes de clicar no link desse texto. Essa questão de grana sempre foi tensa pra mim. Antes, porque faltava demais, depois, porque não confiava em mim mesma pra administrar a fase “tranquila”.
    Gostei demais do texto, mas mesmo assim, ainda me parece uma “missão impossível” esse planejamento todo. Me falta paciência…
    Enfim, parabéns pelo excelente artigo e pela história de vida!

  • Murilo

    Independência financeira aos 30? Sonho sim, opção só para quem tem o “capital inicial” ou “paitrocínio”.
    Infelizmente um universitário que trabalha para bancar os estudos ou alguém que concilia trabalho, estudo e família nunca vai ter 50 mil para “arriscar” um negócio. Com esse capital inicial, fica fácil ser arrojado.

    Obvio, um dos problemas de quem tem espírito empreendedor e não consegue suceder é a falta de capital. 

    Acompanhei alguns fóruns sobre empreendedorismo essa semana no G1, devido o foco semanal nos pequenos empresários. Grande parte das dúvidas que apareciam para os convidados (que eram “cases de sucesso”, empreendedores por volta dos 30) era justamente como suceder com as boas idéias que tinham, mas pouca grana. Todas as respostas recomendavam buscar “dinheiro barato” com “investidores anjo”, ou seja, parentes ou sócios. Cada convidado teve seu “empurrão”, e basicamente recomendava para quem não o teve se virar buscando ajuda em instituições financeiras e instruções de empreendedorismo no Sebrae.
    Sinto, porém citar exemplos como “conheço pessoas que começaram com uma carrocinha de cachorro quente e hoje são empresários de sucesso” não funciona. Se fosse fácil assim, esses casos seriam regra, não exceção.

    Parabéns pelo texto. Estou certo que a intenção foi instruir e tirar da inércia! E isso deu certo.

    Abraços

  • http://www.facebook.com/people/Luis-Eduardo/100000075775689 Luis Eduardo

    é com certeza uma daquelas pessoas que tem um grande auto conhecimento, assumir os erros é mais importante do que parece, as vezes a ilusão é tão real que acreditamos nela e mesmo depois de ver a realidade seguimos acreditando… e claro voce teve sorte ^^
    Parabens cara voce com toda certeza se sente realizado, até criar novas metas claro…
    aposto que vai inspirar muitos pelo menos pra mim ja deu um leve impulso ^^ obrigado!

  • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

    Olha que as vezes dá até um medinho, mas de falta de dedicação eu não sofro, e a recompensa acvho que com muito trabalho deve chegar mas não espero que seja agora´. Tenho mesmo muita sorte de poder entrar num projeto como esse junto com amigos, acho que os relacionamentos (elos de confiança) são essenciais, acho mesmo achando que não poderia me responder você acabou respondendo. Muito obrigada pelo texto e pelo feedback tão rápido…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=556115378 Renato Rampazzo

    Quem investiu nas ações no ápice dessa onda, um pouco antes de 2008, só conseguiu voltar ao ponto de partida recentemente. ou seja, perdeu 3 anos de possível investimento…
    digo isso porque vale lembrar que as ações devem ser encaradas como investimento a longo prazo… não é receita de enriquecimento, pois depende do mercado…
    fora a isso concordo plenamente com o texto, e vou levar para a vida!

  • Ricardo

    Olá Conrado!
    Meu nome é Ricardo e tenho 18 anos, moro em Belo Horizonte Minas Gerais.
    Estou com dificuldade em justamente dar o primeiro passo, estou na fase de dúvida sobre o que escolher para o vestibular, como começar a gerenciar minhas finanças, como começar na Bolsa de Valores… Se devo fazer um MBA quando me formar (atualmente estou pensando em Eng. Mecânica), onde colocar o pouco dinheirinho que tenho aqui guardado… Você poderia me recomendar algum curso, algum livro, dar uma dica… Qualquer coisa?! Ficaria agradecido!

    Obrigado, ótimo texto!

  • Diego Teixeira

    Ótimo post, muito bem explicado e com idéias excelentes. Meu único medo é que as pessoas que lerem este post, começarem a achar que com R$ 50 mil já dá pra pensar em aposentadoria, e que um retorno como este de 850% seja algo além de sorte.

  • http://www.facebook.com/people/Miguel-Loures/100000553786743 Miguel Loures

    Ótimo texto, parabens.

  • Marcos

    Independência aos 30 pra mim é sonho ainda. Estou com 31, moro com meus pais e ainda dependo deles para comer, e não ajudo ainda em nada na casa. Não que eu seja vagabundo. Trabalhei desde os 18, abri recentemente um negócio próprio e estou na luta para ter lucros.

    Mas confesso que o relaxamento e a falta de certos problemas maiores (sou solteiro, não sou cobrado para ajudar nas despesas da casa, pai ajudou a comprar carro, etc) são grandes inimigos da independência financeira. Eu vejo muitos colegas meus da minha idade e até mais novos, com casa própria, casados, filhos, carro, etc. As vezes até com muitas dívidas, mas conseguiram coisas que no momento eu não teria a mínima coragem de adquirir. Até namorar evito para não ter muitas despesas.

    Eu sempre digo, a maiores evoluções ocorrem a partir da necessidade. Evoluções por vontade própria normalmente estão em 2º lugar, ou são mais supérfluas para vida em si. Ou esperar cair a ficha, que é o que está acontecendo comigo aos poucos.

  • http://www.facebook.com/people/Henrique-Fabretti/1296304088 Henrique Fabretti

    Cara, seu texto ficou muito bom. 
    Fazia tempo que não passava pelo PdH e me deparo com um texto que prendeu minha atenção.
    De uns tempos para cá venho tentando criar hábitos financeiros mais saudáveis, mas por causa do tempo escasso acabo não dando a devida atenção a este assunto. Esse texto fez com que eu percebesse que preciso tomar algumas atitudes imediatamente.Só uma dúvida, do jeito que você fala, por acasa trabalhou em uma big four? hahhaMeu irmão faz UNIFEI…

  • Felipe

    Ivens, pra alcançar sua independencia financeira antes mesmo dos 30 voce nao precisa de 50k pra investir, tudo depende das escolhas que faz e das oportunidade que batem a sua porta.
    Em um projeto como o que eu ingressei, em um período de 2 a 4 anos é possível conquistar isso. E com investimento baixíssimo.

    Eu diria que é a oportunidade certa pra quem tem ambição, independente de ter capital inicial para investir ou nao.

    Bom, se quiser conhecer essa possibilidade, estou a disposição. Meu email é felipedias87@gmail.com

    um abraço

  • Felipe

    É plenamente possível alcançar sua independencia financeira em curto período de tempo, com a oportunidade certa eu diria que seria um projeto de 2 a 4 anos. E isso sem a necessidade de ter um capital para investimento alto.

    O problema é que somos criados em uma sociedade que nos ensina a ser pobres, financeiramente falando.

    Posso dizer com autoridade que é possível, eu hoje tenho 25 anos e começando com um investimento de R$3000,00 alcancei minha independencia financeira em um curto periodo de tempo (3 anos).

    Posso ajudar, ou pelo menos compartilhar a oportunidade que tive com qualquer pessoa que tenha interesse. Se alguem quiser conhecer, fico feliz em poder ajudar.

    Um abraço.

    Felipe
    felipedias87@gmail.com

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