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Ilha das Flores, de Jorge Furtado - e os polegares opositores

Publicado por Guilherme Nascimento Valadares em 02.10.2008 às 14:03

image

Ontem recebi um amigo esportista-ambientalista-advogado-aventureiro aqui em casa.

Conversamos um bocado sobre desenvolvimento sustentável, meio-ambiente, viagens ao redor do mundo e como tudo isso se entrelaça intrinsecamente com as histórias mais insólitas de putaria. Não vou me aprofundar nisso, o cara ainda vai escrever por aqui, aguardem.

O ponto é que hoje, ao acordar, me lembrei de um certo curta produzido pelo cinema nacional. O Ilha das Flores, de Jorge Furtado.

Com 13 minutos de duração, foi lançado em 1989 e com certeza faz parte da adolescência de muita gente aqui - levanta o dedo quem nunca dormiu com assistiu esse curta na aula de Ciências. No entanto, o filme permanece atual e merece nosso replay. Afinal, nem só de mulher, carros e buteco vive um homosapiens.

jorge-furtado

Jorge Furtado. Na boa, dá vontade de ser diretor só pra fazer esse gesto “pira na minha jeba“.

(obs: se você não tem o menor saco pra assistir de novo, vem por aqui, malandrão. pode confiar. mas só entre se já assistiu Ilha das Flores, caso contrário não vai ver sentido algum.)

Ilha das Flores, Jorge Furtado - Parte I

link vídeo 1

Ilha das Flores, Jorge Furtado - Parte II

link vídeo 2

Prêmios Recebidos pelo Ilha das Flores:

- Melhor filme de curta-metragem (e mais 8 prêmios) no 17° Festival de Gramado, 1989.

- Urso de Prata para curta-metragem no 40° Festival de Berlim, 1990.

- Prêmio Air France como melhor curta brasileiro do ano, 1990.

- Prêmio Margarida de Prata (CNBB), como melhor curta brasileiro do ano, 1990.

- Prêmio Especial do Júri e Melhor Filme do Júri Popular no 3° Festival de Clermont- Ferrand, França, 1991.

- “Blue Ribbon Award” no American Film and Video Festival, New York, 1991.

- Melhor Filme no 7º No-Budget Kurzfilmfestival, Hamburgo, Alemanha, 1991.

Moral da história? Sem hipocrisia e exageros moralistas apontando as mazelas do mundo, PdH não é papo de Walt Disney. Mas gostaria de saber de vocês, quem aqui tem interesse em ver novos assuntos e levarmos nossas discussões um pouco além?

UPDATE: Já estamos indo além, o documentário Zeitgeist foi recomendado pelos leitores Thiago e Fabrício nos comentários e aqui está o link para assistirem a versão completa, legendada em português.

- http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906

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44 comentários

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  1. Imagem do comentarista
    Carlos

    Tenho total interesse, não costumo comentar, mas acompanho o site há meses!
    Muito bom, estão de parabéns! Ótima a iniciativa de trazer tais discussões aqui!
    Abraço.

  2. Imagem do comentarista

    Eu fiz um trabalho este ano e apresentei na faculdade sobre A Ilha das Flores e a Sedimentação, a matéria era Psicologia Social. Estavamos estudando o papel que as instituições nos fazem vestir, e o tanto que está sedimentado em nossa cultura o papel de povo sofrido, o clássico cliche de “somos vítimas e nada podemos fazer”. Vale a pena um estudo aprofundado sobre este video.

    Sobre a proposta de novos assuntos e “ir mais fundo” nos temas aboradados é super bacana, resta apenas saber qual é o estímulo que alimenta este comportamento, e como estas discussões irão “além”, se este processo será puramente “mentalista” ou terá o conhecimento empírico, pelo que observo as pessoas que permeiam e escrevem (deixão comentários) no Pdh possuem opniões que divergem e muito, apesar de quando acessam o Pdh, fazem parte do mesmo grupo, mas na hora de processar e alimentar o Pdh com os comentários as idéias são bastantes diferentes…..

    mas nada impede de um tentativa, não é???

  3. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    Excelente, Carlos. Saber que acompanha o PdH e gostou da discussão. Ver leitor anônimo comentando é um prazer.

    Aqui um artigo antigo nosso, que pode te interessar também:

    http://papodehomem.com.br/como-preservar-o-meio-ambiente-sem-frescuras/

  4. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    Rodrigo, é exatamente isso, o PdH é heterogêneo na produção de conteúdo e nos comentaristas.

    Mas gostaria de trazer artigos baseados na experiência prática, convidar pessoas que estão na linha de frente e vivem a realidade do assunto abordado.

    Punhetagem teórica deixo pra outros sites.

    Tanto que se tiver sugestões de autores ou pessoas para entrevistarmos, somos todo ouvidos.

  5. Imagem do comentarista
    Paulo H.

    Com certeza quem lê a PdH tem interesse em debater novos conteudos,realmente ir alem ..

    Parabens e continue o otimo serviço Guilherme e Cia.

    PS: Quando sai o resultado da promoção da Fiat?

  6. Imagem do comentarista

    Guilherme

    então terá apoio sim do pessoal aqui,creio eu, como em tudo que fazemos, “efeitos colaterais” irão surgir, mas ai é so aplicar um pouco de Darwin em nossas vidas, e saber selecionar no ambiente comportamentos desejados. Ao passar do tempo a galera vai aprender e se interessar por temas com esta nova abordagem que está propondo.

    a idéia de autores ou pessoas “linha de frente” creio ser o fundamental, estamos acostumados a observar em diversos sites e blogs por ai, muitos “medalhões” de diversos campos da ciência (aqui retrato não como uma disciplina e sim como a cons - ciência de algo, que se tem profundo interesse) mas que escrevem de uma maneira não muito lúdica e que não prende atenção. Um dos fatores que faz o Pdh ser diferente - minha opnião é claro - é a maneira que os textos são escritos, tratam o assunto com clareza e rigidez, ao mesmo tempo com uma leitura de fácil entendimento e que nos faz refletir de uma maneira, que da-se a impressão de ao mesmo tempo que refletimos e discutimos estamos modificando o nosso ambiente (nosso eu).

    em relaçao as susgestões você poderia utilizar alguma ferramenta aqui do Pdh (de repente o forum) para divulgar um tema que gostaria de ver aqui e nesse mesmo local nós leitores enviamos contatos de pessoas que possuem um conhecimento sobre o tema, apenas uma idéia.

    e se permite mais uma sugestão, abordar temas um tanto “eloquentes” mas de maneira “exótica” seria bancana, chover no molhado não é legal. Um exemplo é que a maioria dos meios de comunicação sempre discutem os sintomas do problema e nunca a causa, e aqui está, na minha opnião o que forma uma home page, jornal, livros e etc… em um agente de transformação.

    vlw..

  7. Imagem do comentarista
    Luiza

    Guilherme, acho muito interassante a PdH lançar assuntos mais ’sérios’.
    Para mim, isso já aconteceu com o post da Márcia sobre a futilidade pública.
    Só achei uma pena que a maioria das pessoas que comentaram, não entenderam que a discussão não era sobre o casamento da Sandy ou sobre o Corinthians.
    A sua idéia é ótima!Vou ficar aguardando…

    Beijos

  8. Imagem do comentarista
    semnome

    este filme é um clássico !
    infelizmente só o assisti a aprocimadamente uns 4 anos atrás .

    a vida no planeta para os humanos esta muito comprometida para as prócimas geracões , tem gente demais , e água e comida de menos .
    não sei em que século , havera uma guerra mundial pela água do brasil , rússia e mais alguns pontos do planeta .

    temos pouco o que fazer quanto a isso e na minha opinião menos que pouco .
    mas tocar em assuntos como a agressão ao equilíbrio ecológico é sempre relevante , meu caro guilherme .

    ps onde esta dr. love ?

  9. Imagem do comentarista

    Acho que O papo de homem, lido por muitas mulheres como eu, que leio todo conteúdo, não pode e nem deve se manter a margem de assuntos que são tão, digamos, essenciais, para vida de qualquer ser humano.
    A questão ambiental não é xaropagem e nem balela. Um dia, mesmo os 100% alienados, se verão obrigados a pensar em mais do carro, mulheres e balada… Até pq, se não pensar agora, vai ter carro, mas não vai ter combustível, vai ter mulher, mas não vai ter saúde para come-las e definitivamente não vai ter clima para a balada…
    Sou educadora ambiental e trabalho com o vídeo.
    Parabéns pela deixa!

    BJ!

  10. Imagem do comentarista
    Fabrício

    Já vi esse video na faculdade.

    Já que o tópico é sobre documentário…
    DICA: aconselho que vejam “ZEITGEIST” . O título surge de um termo alemão que significa “Espírito do Tempo”.

    O filme é longo. aproximadamente 2 h. Mas vale a pena! Existe versões legendadas em português de portugal. no googlevideo tem o video completo.

  11. Imagem do comentarista

    Fabrício, tem o link para nos passar?

  12. Imagem do comentarista
    andre

    nossa, eu vi esse filme qdo ainda era um pirralho na 6ª ou 7ª série, mas realmente eh um curta que merece atenção. E eu apoio a iniciativa do guilherme em se manter discussões do tipo no blog.

    Eu já acompanho a Pdh desde o ano passado, mas passei a comentar um pouco mais só agora =]

    abraços ae

  13. Imagem do comentarista

    Sim, sim, que venham outros assuntos.
    Apesar de ser “revista masculina”, não precisa ficar reduzido a mulher-cerveja-futebol. O mundo é tão maior do que isso…
    E tenha certeza que será lido com bastante atenção!
    Que venham os papos-cabeça!

  14. Imagem do comentarista
    Thiago

    Link do Zeitgeist que o Fabrício comentou.

    http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906

  15. Imagem do comentarista

    “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”

    Esse curta é simplesmente fenomenal. Aliás, a voz de Paulo José é a moldura perfeita pra esse “vômito artístico”.

  16. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    Thiago/Fabrício, acabei de dar update no artigo com o link para a versão completa e legendada do Zeitgeiste, valeu!

  17. Imagem do comentarista

    Bom, eu sou fã do documentário; e do cara. “Trabalhos de Amor Perdidos”, da coleção Devorando Shakespeare, se não me engano (ed. Objetiva, se não me engano de nuevo) é um dos muito bons livros que eu li nos últimos tempos.
    Acho bacana dar uma diversificada sim, Gui. Apóio! :P

  18. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    Luiza, Paula, Camomila, Srta. Rosa, Paulo H., Doris, ótimo ver o interesse de vocês no tópico, vou procurar colaboradores pra essa área.

    Rodrigo Fantini, o seu comentário descreveu do início ao fim o grande diferencial do PdH. Acertou na porra da cabeça do prego. hahahaha

    abraço

  19. Imagem do comentarista

    [...] Este post no Blog Papo de Homem me inspirou para escrever este texto. Clique e divulgue: [...]

  20. Imagem do comentarista
    Eugênio Bruno

    Ilha das Flores é uma fraude. Me espanta ainda o crédito que essa farsa de curta metragem ainda têm. Ele foi gravado numa ilha chamada Ilha do Marinheiro, onde realmente havia um lixão, mas ninguém disputava comida com porcos. Furtado pagou algo em torno de 5 a 10 reais mais alguns copos de coca-cola e lanche para os moradores fingirem essa patética cena. Eles só foram descobrir que suas imagens tinham adquirido dimensão internacional muito tempo depois, pois na ilha havia pouco acesso a TV.

    Resumo: Ilha das Flores é uma das melhores pérolas da canalhice esquerdista brasileira. E é isso que aprendemos e nossos filhos aprenderão na escola.

  21. Imagem do comentarista

    Perdoe a cara-de-pau no meu post, Guilherme. Confesso que me lembrar de Ilha das Flores me fez ficar tão nostálgico e me inspirou tanto a escrever sobre este filme que não resisti.
    De qualquer forma, valeu mesmo a visita no meu modesto Blog.
    Não é todo dia que um ídolo confere o trabalho de um fã.
    Um forte abraço daqui da bahia

  22. Imagem do comentarista
    Juliana

    “Este não é um filme de ficção”
    “Existe um lugar chamado Ilha das Flores”
    “Deus não existe”

    O que uma coisa tem a ver com outra?

  23. Imagem do comentarista
    Carlos Leão - Pig

    Ótimo filme, clássico, recomendado, sem dúvida, sinta-se livre para mais posts como estes…
    ..irei lê-los com maior prazer.
    E quanto mais o post puder me ajudar a criar uma imagem crítica do mundo ao meu redor, melhor será.

  24. Imagem do comentarista

    O filme é uma pequena obra-prima.

  25. Imagem do comentarista

    Furtado pagou algo em torno de 5 a 10 reais

    Hey amigo,como é que alguém paga “de 5 a 10 reais” para outro nos anos 80?

  26. Imagem do comentarista

    Guilherme,

    Se a proposta do PdH é ser algo mais do que uma “revista de amenidades” masculinas, então acho pertinente você colocar temas diferenciados, como desenvolvimento sustentável, tecnologia, consultoria de carreira e mercado de trabalho, etc.etc.etc.

    Mas, se teu púbico-alvo tem o perfil de só se interessar pela “tríade sagrada” masculina (bebida/carro/mulher) será difícil mudar um conceito “pré-concebido”, porque quem vem regularmente sabe “o que” e “como” encontrará.

    Sou plenamente favorável a diversificação do conteúdo (até porque, como leitora assídua e “colaboradora” do fórum, tenho conhecimento do estilo “PdH” e concordo com sua estética e dinâmica de funcionamento), mas, dentro disso, um impasse poderá acontecer:

    - Leitores antigos poderão se desinteressar pela revista;
    - Novos leitores podem “cobrar” uma nova postura e estética.

    E então? O que fazer? Agradar “à grande massa”, e continuar na fórmula que dá certo, ou atrair novos leitores que tenham maior identificação com o novo conteúdo?

    Não que os leitores atuais não estejam preparados para essa nova proposta…(até porque já somos diferenciados de alguma forma) mas a grande maioria, que gera tráfego no site, são aqueles que apenas “folheiam” a revista e saem sem nada citar, apenas absorvendo informações que consideram relevantes.

    Como você, PESSOALMENTE, enxerga esta situação?

    Beijo

  27. Imagem do comentarista
    Felipe Malagueta

    Hum… polegar opositor….

  28. Imagem do comentarista

    Sobre o artigo:

    Ilha das Flores é realmente muito interessante. Independentemente de ser bastante antigo, é um assunto pertinente porque SÓ NÃO ENXERGA QUEM NÃO QUER que estas coisas são realidade nos grandes centros urbanos, da mesma forma que o processo de favelização e o aumento da violência.

    Dois filmes recentes que geralmente uso pra tratar do assunto meio ambiente ao fazer debates, são:

    1) “Uma verdade inconveniente” (aquele do Al Gore), sobre o aquecimento global. Atualíssimo, linguagem bastante didática, e gera “ganchos” para outras correlações, como política e meio ambiente, e sociedade X meio ambiente.

    2) “Saneamento Básico - O filme” (nacional, e interessantíssimo), Comédia onde o assunto saneamento básico é só “pano de fundo” para outras questões que são pertinentes ao dia-a-dia, como a própria sobrevivência.

    Quem puder, dá uma olhada.

    Beijos

  29. Imagem do comentarista
    Grandeirmao

    O problema de tópicos mais “engajados” são as opiniões senso-comum que chovem aqui quando há algum debate mais denso. Já participei de algumas delas aqui no PdH, mas só me fez convencer de que internet não é lugar pra debate de idéias, já que as pessoas se escondem atrás de bits e xingamentos vazios, e não têm a humildade de perceber seus erros nas argumentações.

  30. Imagem do comentarista
    Victor

    Oi! Achei muito interessante a pergunta “quem aqui tem interesse em ver novos assuntos e levarmos nossas discussões um pouco além?”.

    Leio sempre este site, gosto muito dos textos e das abordagens adotadas aqui. Mas algo que sempre me incomodou (mas me refiro não a este site, mas sim às determinações sociais impostas a nós) foi o fato de que, devido a estarmos todos imersos numa sociedade consumista e fútil, muitas vezes temos que agir “conforme manda a música” para que nos demos bem. Numa tentativa de conquistar uma mulher, por exemplo, temos que mostrar, na maioria das vezes, um lado fútil, consumista e etc., o que é deprimente para quem sabe que o mundo inteiro se ajoelha a besteiras sem valor nenhum.

    Mas é claro que há exceções, embora a regra seja que as massas sejam compostas por homens e mulheres com mente atrofiada e banal.

    Sei muito bem que a proposta principal deste site não é transformar ninguém em militantes anarquistas, teóricos chatos que escrevem de forma insuportável, ou moralistas que apontam as mazelas do mundo. Percebo que os autores aqui também são muito inteligentes e que, com certeza, possuem, cada um a seu modo, idéias ricas que permitem que assuntos “mais além” possam ser tratados aqui - e algo que considero muito interessante: de uma forma agradável.

    Então, o que quero dizer é que fiquei muito satisfeito em ouvir a proposta. Pois discussões “mais além” DEVEM ser acrescentadas ao mundo de um homem. Homens limitados a carros, roupas e pegação de mulher é apenas homem - e homens que vão mais além são mais que homens. Além disso, não há nada melhor que estar à altura de algumas mulheres inteligentes e com conteúdo que podem ser encontradas por aí e poder conquistá-las… A sensação de ser um homem de verdade com uma mulher de verdade é maravilhosa.

    Homens banais para mulheres banais, homens “além de meros homens” para “mulheres além de meras mulheres”. Vamos além mesmo!…

  31. Imagem do comentarista
    Armando

    Já assisti Ilha das Flores várias vezes. Tenho inclusive o roteiro do filme, publicado em Um Astronauta no Chipre ( livro sobre cinema escrito pelo Jorge Furtado ) mas que pode ser conhecido também no site da Casa de Cinema de Porto Alegre, produtora do filme [ http://www.casadecinepoa.com.br ].

    Sou cinéfilo, e fiz um curso rápido de operação de câmera, roteiro e edição. Me amarro no processo de fazer cinema e costumo me informar sobre, ainda que apenas como ‘hobby’. Mas mesmo conhecendo as técnicas, os truques na montagem, etc., nunca deixo de me emocionar assistindo Ilha das Flores.

    O cinema é uma Arte cuja linguagem são as imagens, que têm de ser trabalhadas de forma a produzir um determinado efeito (mesmo num documentário), gerando um alto custo de produção.

    Cinema é, portanto, essencialmente ficção. Mas dependendo da proposta do filme - como é o caso de Ilha das Flores - a situação que está retratada ali é a mais pura realidade, como parece não ter entendido bem o Eugênio Bruno.

    Foi interessante que, no dia seguinte após ter lido esse post pela primeira vez, passando pela rua me deparei com a cena de um pai com três filhos pequenos (imagino eu) debruçados sobre uma bambona de lixo, compenetrados, procurando o que comer. Não tenho a menor idéia do que esperavam encontrar ali, mas muito provávelmente os porcos, criados em chácaras, sítios ou fazendas, para serem abatidos e nos servirem como alimento, comem coisa melhor, mais adequada para o seu próprio sustento.

    Sobre a proposta de trazer ao blog temas que permitam um enfoque - e um debate - mais aprofundado, acho ótima, mas penso que isso já vem acontecendo. Mesmo naquelas abordagens mais leves, irreverentes - e até sacanas - isso é possível, desde que haja predisposição dos leitores, liberdade de expressão e respeito recíproco pelas opiniões divergentes. Pessoalmente, valorizo mais um comentário bem fundamentado mas não deixo de me divertir com as brincadeiras. E ler atentamente aqueles que pensam diferente, respeitando suas opiniões.

    Como alguém já disse, não é possível haver harmonia quando todo mundo canta - em uníssono - a mesma nota.

  32. Imagem do comentarista
    não te interresa

    aff
    só fez essa matéria
    pra critica a cultura
    do curta-metragem pelas costas
    a mídia é assim se faz
    de ignorante para
    que os espectadores
    não entendam
    o que importa
    esse previligiado curta
    merece mais que ser assitido
    merece ser analisado
    visto pela perspectiva
    do que mostra da vida la
    fora;a midia tem um
    sarcasmo incrivelmente repuginante
    99% materias totalmente inuteis
    e quando passam alguma coisa
    que vale que faz alguma criitica
    ao mundo procuram a diminui la.

  33. Imagem do comentarista
    Gustavo Critel

    Este filme é uma verdadeira aula de ontologia, desde o letreiro inicial até o fim. Excelente!

  34. Imagem do comentarista

    Assisti ao “Ilha das Flores” quando tinha apenas 7 ou 8 anos, bem no início de minha “vida acadêmica”. Na época, não prestava atenção à narração. Assistindo-o novamente depois de adulta, percebi o quão rico é o roteiro do curta.

  35. Imagem do comentarista
    Ubirajara Menezes de OLiveira

    Já havia assistido este Filme e o sentimento continua o mesmo, de revolta contra a canalhice instituída pelo homem.
    Não consigo entender como o ser humano é tão insensível com sua própria espécie.
    Este é o País das promessas, até cartão esmola existe. No entanto não existe vergonha. Sobra dinheiro de todos os falsos poderes, verbas astronômicas para propagandas de inverdades e vaidades mas não sobra nada para o povo.
    É muito fácil ser honesto e viver satisfeito com tudo e todos quando se tem, comida quando tem fome, água quando se tem sede, cobertor quando se tem frio, dignidade quando se tem trabalho. E aqui no nosso brasil, com letra minúscula, as pretensas autoridades vivem no ufanismo pretensamente político de dizer MINHA PARTE FOI FEITA.

  36. Imagem do comentarista
    Leandro

    A vida das pessoas nas ilhas do Guaíba não mudou muito de lá pra cá, apesar de a imprensa gaúcha continuar escondendo esses problemas. Porto Alegre está cada vez mais na miséria, é cada vez mais comum ver pessoas catando lixo prá sobreviver.

  37. Imagem do comentarista

    Boa pedida. Continue a aprofundar.

  38. Imagem do comentarista
    frederico

    Psicologicamente, e muito melhor ser pobre e virar rico do que ser rico e virar pobre. Sabe que vivemos num sistema que serve a não sei quem. Politicos no poder vão dizer que a situação melhorou, mas vemos a realidade por ai. Tantas Ongs, tantos orgão, tanta energia desperdiça…que poderia ser usada para algo utel, desperdiçada…e tantos outros problemas simples que poderiam ser resolvidos por simples instrução,ou simples ação. Vamos resolve-los logo!

  39. Imagem do comentarista
    frankleno

    Assim como todos que viveram a adolescência na década de 80 e viveram ainda que de forma marginal os vários acontecimentos da luta pela redemocratização a sociedade brasileira ( o que aliás ainda nao se deu plenamente…) assisti ilhas das flores na escola, por iniciativa de um professor muito engajado e que era mal visto pela direção da escola. Devo a ele muito de minha caminhada, pois hoje sou pedagogo e tive minha consciência social despertada assistindo aquela obra da arte-linguagem cinematográfica.
    abraços
    Frank leno
    Manaus - Am

  40. Imagem do comentarista
    Djair Claudiano da Silva

    Também já assisti esse documentário e inclusive já passei para meus alunos do Ensino Médio, na aula de Química, e para os alunos do Fundamental I, na áula de Ensino Religioso. Tmbém é ótimo material para trabalhar em Sociologia, Filosofia, Geografia e História. Também é muito útil para discutir a questão ambiental. Recomendo para qualquer um que queira conhecer a realidade nua e crua das cidades brasileiras, as desigualdades sociais, as questões sócio-ambientais.

  41. Imagem do comentarista
    Talita

    vi esse filme em uma aula de filosofia…
    triste saber que em um mesmo lugar, com poucos habitantes , existe tantas diferenças ..

  42. Imagem do comentarista

    Gostei do documentário não tinha visto ainda…
    Na linha do Zeitgheist comentado tbm temos o SURPLUS, de produção afiliada e poe em crítica a sociedade de consumo e massa, além de mostrar como pensam os “Black Blockers” e teorias de ‘Dano à Propriedade’, tudo isso com uma trilha sonora e efeitos sonoros ligados à narração e linguagem do flime/ documentário… vale a pena ver, tenho ele em dvd, vou procurar um link e passo aqui qndo o tiver…

  43. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    Convido todos que comentaram nesse tópico a participarem dessa nova discussão:

    http://papodehomem.com.br/por-que-precisamos-de-mais-caos-em-nossas-vidas/

  44. Imagem do comentarista
    Armando

    Apenas para uma correção: o link para o site da Casa de Cinema de Porto Alegre, caso alguém se interesse, na verdade, é o que segue:

    http://www.casacinepoa.com.br

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