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Hélio Gracie – uma vida dedicada ao Jiu-jitsu


Publicado por Mauricio Garcia em 03.2.2009 às 00:01 em Esportes

Uma vida dedicada ao Jiu-jitsu

No último dia 29/1, aos 95 anos, nos deixou o grande mestre Helio Gracie, ícone mundial do jiu-jitsu e criador do estilo Brazilian Jiu-jitsu (ou Gracie Jiu-jitsu). A PdH aqui conta um pouco da história deste que foi um dos primeiros heróis do esporte brasileiro, e de sua importância na difusão do hoje mais do que consagrado do Jiu-Jitsu pelo Brasil e pelo mundo.

Breve história do jiu-jitsu

A arte advém da época de Buda, na Índia. Os monges budistas viajavam muito e eram constantemente saqueados, e então criaram uma forma de defesa. Nascia assim o jiu-jitsu, que significa “arte suave”, e possui três princípios básicos: técnica, alavanca e base. Da Índia, migrou para a China e de lá para o Japão, onde obteve um grande salto e ficou conhecido.

Chegada ao Brasil e a família Gracie

Em 1914, o lutador japonês Mitsuo Maeda veio para o Brasil, mais precisamente Belém, onde conhece Gastão Gracie, que o ajuda a se estabelecer na cidade. Maeda era lutador de judô e discípulo de Jigoro Kano, o criador da luta. As diferenças entre jiu-jitsu, judô e jujutsu (da qual o judô se derivou) à época eram nebulosas, e acredita-se que o jiu-jitsu é derivado do jujutsu. No final das contas, as filosofias eram bem parecidas, e este foi o ponto de separação.

Um dos filhos de Gastão, Carlos Gracie, ao assistir uma demonstração de Maeda, resolveu aprender a luta, e foi “adotado” pelo mestre. Em 1925, a família se muda para o Rio de Janeiro, e Carlos abre uma academia para ensinar a arte. Seu irmão mais novo, o frágil e franzino Hélio, sofria de vertigens e problemas nas articulações, e foi proibido de praticar a arte. Mesmo assim, assistia avidamente a todas as aulas, tornando-se um bom professor teórico em curto período.

Um belo dia, em 1928, Carlos se atrasa para dar uma aula, e Helio se ofereceu para fazê-lo. Quando Carlos finalmente chegou, pediu desculpas aos alunos, estes asseguraram que não havia problema, e solicitaram que o aprendizado com Helio continuasse. Assim, Carlos aceitou e Helio tornava-se instrutor.

Adaptação e as origens do brazilian jiu-jitsu

Não foi fácil o começo de Helio Gracie como instrutor. Ele logo percebeu que os movimentos eram muito mais difíceis de executar do que ele pensava. Além disso, deu-se conta que seu tamanho diminuto e sua compleição física frágil não permitiam a aplicação da força bruta que muitos dos movimentos da luta exigiam.

Então começou a adaptar os movimentos de acordo com seu porte físico, e por tentativa e erro, aprendeu a maximizar a eficiência dos movimentos, através do mínimo de força possível. Usando esses movimentos, lutadores menores e mais fracos ganhariam capacidade de se defender e até derrotar oponentes muitos mais fortes.

Nascia assim o Gracie Jiu-Jitsu.

Quem falou que só se luta jiu-jitsu de kimono?

Quem falou que só se luta jiu-jitsu de kimono?

Carreira de lutador e divulgação do jiu-jitsu

Helio iniciou sua carreira numa luta contra o boxeador Antonio Portugal, em 1932. A luta terminou por submissão, aos 30 segundos, vitória de Helio. No mesmo ano, ele lutou contra o americano Fred Ebert por 14 rounds de 10 minutos, e a luta teve que ser interrompida pela polícia, pois o barulho incomodava os moradores locais. Helio, que estava em desvantagem, foi submetido a uma cirurgia de urgência no dia seguinte.

Isto tudo foi fruto da política agressiva de divulgação da família Gracie, sempre desafiando a todos para mostrar a eficiência da luta.

Ainda em 1932, o lutador Manoel Rufino dos Santos (luta-livre) dizia que mostraria ao mundo que os Gracies não eram de nada. Num encontro no Tijuca Tênis Clube, Helio disse que viera responder ao chamado. Manoel deu-lhe um soco, e Helio levou-no ao chão, com dois ossos do crânio e a clavícula fraturadas, e o sangue espirrando. Foi processado e condenado a dois anos e meio de prisão, e sua apelação foi rejeitada. Porém, horas depois, o presidente Getúlio Vargas mandou solta-lo, provavelmente por intermédio de um amigo pessoal que era aluno de Helio. Getúlio e Helio iriam se encontrar futuramente por diversas vezes, e o filho de Getúlio, Maneco, viria a ser aluno de Helio.

O ano de 1932 também marca a primeira vitória de um ocidental contra um lutador japonês, no caso, de Helio Gracie contra Taro Miyake. Desafiou vários judocas japoneses com regras de submissão, tendo lutado inclusive no estádio do Maracanã e no Ibirapuera.

Derrotas “de fato”

Após inúmeras vitórias e uma reputação consolidada, em 1951, lutou contra Masahiko Kimura, de 38 anos de idade. O japonês venceu, e a melhor descrição do evento foi feita por ele mesmo:

“20000 pessoas foram ver a luta, incluindo o presidente do Brasil. Quando entrei no estádio, vi um caixão. Perguntei o que era, e me disseram que Helio trouxe para mim. Gargalhei. Chegando no ringue, atiravam ovos podres em mim. Quando a luta começou, Helio me agarrou pelo kimono e deu dois golpes, sem efeito algum. Minha vez, Atirei-no ao ar com diversos golpes. Tentei lhe causar uma concussão, mas o piso era muito macio. Continuei atirando-no e pensando num método para finalizar. Estrangulei. Ele tentava respirar, não tinha mais forças, e tentou se soltar estendendo o braço. Ali, apliquei uma chave de braço e tinha certeza que ele desistiria. Não o fez. Então não tive escolha senão continuar torcendo o braço. Ele não desistia. O estádio silenciava, e então o som de osso quebrado ecoou. Mesmo assim, Helio não desistiu. Pelas regras, eu não tinha escolha a não ser continuar torcendo o braço, que estava inútil. Outro osso se quebrou. E ele não desistia. Então jogaram uma toalha e venci por nocaute técnico”.

A tal chave de braço seria batizada de “Kimura”, e atualmente é um golpe do jiu-jitsu.

Outra derrota foi para o seu ex-aluno Valdemar Santana, no final da década de 40. Por muitos conhecido como o combate mais longo da história, lutaram por 3 horas e 45 minutos, quando Helio desmaiou. Ele mesmo dizia: “Não perdi, desmaiei. Como um cara 35kg mais pesado demora tanto tempo para acabar com um galinha morta como eu?”.

Fim de carreira e a Dinastia Gracie

Parou de lutar profissionalmente em 1952, e então dedicou-se a sua academia, na Avenida Rio Branco, até 1981, e após 1985, no Humaitá, onde fica até hoje. Além disso, praticamente todos os seus filhos e descendentes possuem algum elo com o jiu-jitsu e sua divulgação pelo mundo.

Seus filhos Rickson e Royce tornaram-se campeões mundiais de vale tudo, e lendas do esporte, espalhando o jiu-jitsu pelo mundo em caráter definitivo. Os Gracie montaram academias fora do Brasil, com destaque para a de Los Angeles, tocada pelos filhos Rorion, Rolker e Robyn. Isto sem contar os inúmeros sobrinhos, netos, bisnetos… O sobrenome Gracie definitivamente se atrelava ao jiu-jitsu.

Você não precisa de super-poderes pra começar a lutar jiu-jitsu

Você não precisa de super-poderes pra começar a lutar jiu-jitsu

Durante anos, afirmou que a filosofia do jiu-jitsu estava distorcida, que era o anti-jiu-jistu. Talvez por isso a luta tenha ganho a fama de coisa de pitboy. Só aceitava dar aulas para quem considerava fisicamente fraco e que poderia usar a luta como fonte de auto-confiança.

Palavra do mestre

“O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saude. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, benificiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu.”

Com toda essa riquíssima história iniciada por Carlos e Helio Gracie, não surpreende que o jiu-jitsu hoje é o esporte individual que mais cresce no país: possui cerca de 350 mil praticantes com 1.500 estabelecimentos de ensino somente nas grandes capitais. Os lutadores brasileiros têm grande reputação e o Brazilian jiu-jitsu tornou-se a arte marcial que mais cresce no mundo atualmente.

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Foto do autor

Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.

Outros artigos escritos por Mauricio Garcia

  • reinald
    Também acredito que o nascimento do judô e do jiu-jitsu vieram do ju-jutsu. Só que no judô as regras valem mais em pé, o que acho bacana, pois faço judô há algum tempo. No entanto já fiz e pretendo voltar a fazer jiu-jitsu, pois tenho visto a riqueza de detalhes e técnicas que a luta proporciona. Assim como no judô de alto nível, um "jogo de xadrez" pra quem conhece, sabe e gosta. Uma pena essa inteligente e bela arte marcial ter ganhado uma repercussão de pitboy valentão. No entanto ainda vale a filosofia do Mestre Sr. Hélio com relação aos mais fracos. É entrar numa boa academia e praticar. Competir e fazer a diferença, fazer valer. Parabéns pela justa homenagem ao Hélio, e pela iniciativa do texto para essa arte marcial que considero bem brasileira. abç
  • A História do Jiujitsu sempre é mal contada em relação as suas origens, escrevi um post sobre isso http://www.milfont.org/gladiatorium/2008/a-verd...
  • Israel
    Arrogante, preconceituoso, racista, prepotente, e no final da vida senil.
    Fora isso, foi muito importante para o desenvolvimento do Jiu-jitsu brasileiro. A família Gracie sem sombra de dúvida foi grande difusora do jiu-jitsu brasileiro.
    A origem do jiu-jitsu brasileiro está no judô da Kodokan, lá no início, antes de mudarem a regra (atualmente derubou acabou a luta) valia muita luta de solo. Os golpes que existem hoje no jiu-jitsu já existiam naquela época. Acontece que quando mudou a regra no judô, a parte de chão ficou meio esquecida, mas no Brasil continuou-se a ênfase no solo através do jiu-jitsu.
    É claro, com o passar do tempo muita coisa evoluiu, e foi uma contribuição coletiva (não só Gracie).
    O programa da Discovery que citaram é uma porcaria, quem viu sabe. Nenhum lutador vai ao Cristo Redentor para meditar antes da luta. Cambada de conversinhas.
  • hoje não tem no brasil um mestre quinei HÉLIO GRACIE ele foi a historia do jiu.jitsu,e ele qui deus bote no bom lugar.
  • Matheus
    grande mestre Hélio,e todo seu legado de enssinamento e filosofia. q deus o tnha.
    e que o jiu jitsu continue crescendo e se difundiundo pelo Brasil.
    pratico e acho uma exelente fonte d defesa.
    e pra esses cu q fala que é coisa d pitboy e talz procura c entera mais da história e filosofía.não c pode julgar a luta por alguns idivíduos, e lutador de jiu jitsu é bom de porrada memo afinal qem luta c dedica e gosta por isso é bom no q faz!
  • elias
    O ju jutsu na verdade foi desenvolvido pelos samurias no japão. O jiu jitsu nada mais é do que técnica de ju jutsu, o judô é uma modalidade do ju jutsu só que esportiva.
  • ricardo dos samtos
    eu queria aprender lutar jiu jitsu eu morro longe nao poderia fazer um deveder ensinando lutar eu so fiko assistindo videos de raym pelo yutube se poude vpce me fala
  • Tem um video da luta do Helio contra o Kimura no youtube olha e posta ae
    t+
  • Silveira
    ANDRÉ DEDÉ você não pode culpar o mestre pelo idiota do aluno, nem todo lutador de Jiu Jitsu é mau carater, mas muitos deles não vem sozinho numa briga tem q dhamar logos os amigos, pq se criou o mito de q todo lutador de jiu jitsu é bom de porrada, so se for no chão pq em cima tem muita arte melhor, como o boxe, defesa pessoal. Não é o estilo que é ruim e sim quem pratica e quem ensina tb.
  • Joselito
    Parabéns pela matéria!

    Grande mestre Hélio! Ele se foi mas o que fez sempre viverá!

    Jiu Jitsu é uma filosofia de vida.
  • Andersom
    Eu nunca pratiquei jiu jitsu, mas o Brasil é um dos melhores do mundo nesssa arte, mas tem outras artes marciais interessantes como Wing Chun de onde veio o Bruce Lee que o criou o Jeet Kune DO apartir desse estilo, sendo Yp Man seu mestre e uma lenda na China que resistiu ao Japoneses na 2ª Guerra. Tem o Krav Maga, Capoeira , Muay Thai e outros estilos, onde nós brasileiro sempre acrescentamos algo mais, ou seja damos o nosso toque pessoal. O importante é praticar e respeitar a arte como fizeram os Gracies que são orgulho para nós brasileiros. rodrigocp não existe o fraco e o forte e sim técnica tenho 74Kg e derrotei com as mãos um cara de 110Kg. Pratique arte e se dedique a ela, o Jiu Jitsu com certeza tem história e técnica e vale a pena fazer.
  • vamu q vamuuu
  • rodrigocp
    aeeee
    sou fraco
    vou fazer jiu jitsu
  • ANDRÉ DEDÉ
    Q deus o tenha,
    embora ache q ele como todo lutador jamais fará falta alguma. Desde q essa merda de esporte virou mania a noite nunca mais foi a mesma, virou uma especie de extensão de academia, onde os frustados e desocupados podem demonstrar todo lado negativo de suas personalidades espancando inocentes.
  • Bem off-topic...
  • Joao
    Dr mauricio encaminhei um e-mail ao Sr se puder me responder ficarei enternamente agradecido
    um grande abraço ao Sr fique com Deus
  • Dr Health
  • Joao
    Dr Mauricio desculpe incomodar... o Sr tem algum e-mail que eu possa tirar uma duvida sobre HIV?

    abraçoss
  • Guineto, você está errado.

    Pode até ser que ele fosse incoerente, machista egocêntrico e preconceituoso. Mas é errado falar que ele "só deu continuidade a uma arte que já existia".

    Talvez você seja um merdinha que entrou no mundo da luta há pouco tempo, mas no mundo todo reconhece-se que há diferenças entre o jiu-jitsu praticado no brasil e o jiu-jitsu praticado no Japão.

    E grande parte dessa diferença se deve sim, à família Gracie. Tanto que naquela semana das artes marciais da Discovery, o convidado foi um dos caras da família Gracie (como eu não sei quem é, não vou escrever pra não ficarem falando que eu falei besteira)... mas talvez a Discovery também seja só mais uma emissorazinha sensacionalista e que produz reportagens meia boca, né...
  • Guineto
    Tá de brincadeira né, o cara era um incoerente, machista, egocêntrico e preconceituoso, só deu continuidade a uma arte que já existia e por ser um ótimo falastrão recebe textos como esse e como o da revista Trip.
    É a velha mania brasileira de divinizar os mortos.
    Ainda bem que não é todo mundo que torna-se discípulo deste "grande mestre".
  • Dudu
    A foto acima com a legenda "Quem falou que só se luta jiu-jitsu de kimono?" está errada. O q se vê é MMA (antigo vale tudo). No jiu-jitsu tradicional ou submission (sem kimono) não tem socos e chutes.
  • Michel
    Ae galera nesse blog tem uma entrevista dele pra uma revista de Jiu-Jitsu...

    http://maineland.blogspot.com/

    É bem boa da pra ver a simplicidade e sabedoria do cara...
    falow
  • TESLA
    Dr. Helth por que você, que é da área de ortopedia não faz também um artigo sobre as contusões do Jiu-Jitsu?

    Seria bem interessantes deixar o pessoal com medo!

    hahaha
  • ruy leandro
    Hellio realmente é e será um grande ícone das artes marciais. Eu faço Jiu Jitsu e sou um fã de carteirinha da força de vontade e paixão desse homem, desse lendaria guerreiro do brasilian jiu jitsu. Parabéns a iniciativa da PDH.
  • Pedro
    Destaque para Kyra Gracie, a mais bela representante da família gracie que existe:

    http://i62.photobucket.com/albums/h108/Hooligan...

    Mostrando o que tem de melhor no jiu-jitsu
  • Não conheço muito bem a história do jiu jitsu, mas só uma pergunta: o nome da arte que deriva não é aiki-jujustu? Em vez de simplesmente jujutsu?

    Enfim, só lamento que a luta tenha sido vandalizada por eventuais marginais que a praticam, enchem o cu de bomba e saem por aí só para arrumar confusão.
  • Menaum
    Levando em conta que foi um artigo escrito por um leigo, para leigos, achei ótimo.

    Já da pro pessoal ir tendo uma leve idéia do que é a Arte Suave.

    Mas acho que vale lembrar que o legado do Mestre Hélio não se resume só ao Jiu Jitsu, ele , assim como o seu irmão, o Mestre Carlos foram 2 baitas exemplos de vida pra todo mundo.

    Recomendo a leitura do livro "Carlos Gracie" pra quem quiser saber um pouco mais sobre a história da deles.

    Ou simplesmente comecem a praticar em alguma academia séria, e ai sim você vai começar a entender o tamanho do trabalho do Grande Mestre.

    Abraços!
  • muito bom, precisamos de uma matéria sobre MMA agora.
  • Dr Health
    http://esporte.uol.com.br/lutas/ultimas/2009/02...

    Aquele lateral esquerdo da França na Copa de 1998, que ajudou a destruir o Brasil na final, Lizarazu, acabou de se sagrar campeão europeu sênior de jiu-jitsu. O torneio marcou também o 1o título de Kron Gracie, filho de Rickson Gracie.
  • Não conhecia a história do jiu-jitsu no Brasil.
    Sempre gostei do esporte mas realmente está muito distorcido. Lutadores de jiu hoje, é sinônimo puxadores de brigas e encrenqueiros.

    É um esporte muito reconhecido, índice alto de vitória em vale tudo.
  • Também tive a honra de conhecê-lo e de conversar com ele algumas vezes. Um homem de profunda sensibilidade e respeito.

    Um mestre no sentido completo da palavra.
  • Da mesma forma que toda academia de Judô [que tem valor] tem uma foto do Jigoro Kano, acontece com os Gracie e o Hélio.
    Esse Jiu-Jitsu eu admiro, e não a pratica distorcida como ele diz. Sempre tive vontade de treinar mas fiquei com o Judô do Centro Olimpico mesmo, por ser uma arte marcial com nobres objetivos.
    Mas pensando bem quando for possivel acho que vou treinar Jiu-Jitsu.
    Muito bonita a história dele.
  • Patricia
    Otimo texto e vale a pena mesmo lembrar deste grande homem!
  • thiguba
    Só pra constar, a foto com a legenda "Quem falou que só se luta jiu-jitsu de kimono?" nada tem a ver com Jiu-Jitsu. É uma luta de MMA (Mixed Martial Arts). Até porque, para a surpresa de muitos, no Jiu-Jitsu não existem socos e chutes.
  • O BJJ é a mais completa da lutas, fundamental para quem quer lutar MMA.
  • Eduardo
    A grande contribuição de Hélio foi mudar a ênfase da luta.

    No jiu-jitsu original, do Japão, a ênfase é tirar o equilíbrio do adversário.

    Como Hélio era franzino, e não conseguia impedir que os outros o derrubassem, ele mudou a ênfase, que passou a ser continuar lutando depois de ter sido derrubado.

    Foi daí a gênese do "Brazilian Jiu-Jitsu".

    Como dizia Bruce Lee:
    "Absorva o que for útil, rejeite o que for inútil, e o mais importante, acrescente algo especificamente seu".

    Bom conselho para tudo na vida, não só para lutas.
  • Felipe Malagueta
    Sempre ouvi histórias bem interessantes sobre Hélio e suas lutas... uma pena que toda a família não tenha seguido o mesmo caminho dele... acredito que o vale tudo não chega aos pés da arte do jiu-jitsu!
  • TESLA
    Ae, Maurício!

    Até que enfim uma dentro!

    Excelente texto e, além, esta homenagem não poderia faltar ao pai do Jiu-Jitsu contemporâneo, que é um dos esportes mais interessantes que existem.

    Excelente para relaxar e para o condicionamento físico também, pois o aquecimento é bem pesado.

    Eu já faço há 11 anos... e só me falta tempo para pegar a preta, pois estou na marrom há 4 anos, mas ainda não participei de nenhum campeonato por ela!!!

    O importante é que você passou a idéia de como ele é importante para o Jiu-Jitsu.

    Na minha academia, por exemplo, que é filial Gracie, tem um quadro (quase da altura da parede e virado para o tatame) do Hélio, mostrando sua faixa vermelha. E em todas as academias do país que já participei de campeonatos também havia uma foto!!

    O cara é um ícone e ficará para sempre na posição de o mais importante lutador de Jiu-jitsu do mundo.



    "A família Gracie Humaitá agradece a solidariedade de toda comunidade da luta e fãs que lotaram nossa caixa de mensagens com carinho e afeto nesse momento tão difícil, mensagens de todas as partes do mundo em vários idiomas vem chegando com palavras de apoio a perda desse Grande Mestre, temos certeza que ele está feliz em saber que era tão querido, seus filhos estão com o coração mais sereno depois de tudo que vem sendo feito ao redor do mundo para a despedida do nosso patriarca.Temos certeza que o Grande Mestre Helio Gracie esta montando um grande tatame no céu para receber cada um de nós. "
  • Pedro Queiroz
    Muito bom o artigo, desconsiderando as divergências de opiniões históricas, o fato é que o desenvolvimento da arte é uma constante e os Gracie foram fundamentais para o desenvolvimento e difusão do Jiu-Jitsu.

    Não existe hoje um lutador de MMA, vale-tudo ou artes relacionadas que não queira e que não treine BJJ.

    Portanto acho importante artigos como este pois nós brasileiros temos o péssimo hábito de não valorizar devidamente as pessoas, Hélio foi um grande brasileiro e que é adorado por todo o mundo das artes marciais, pena não ter o mesmo valor reconhecido em sua própria terra natal.
  • Gabriel
    Saudoso Helio, pena que há muito preconceito sobre a arte ensinada pela família. Não conhecem nem um pouco desta filosofia.
  • Mascio Lamas
    A verdade verdadeira, é que Hélio foi um dos que deram sua contribuição para a formação do brazilian jiu-jitsu, adaptando a arte. Mas quem precedeu o Hélio, foi seu irmão, o Carlos Gracie, que é o avô do Renzo Gracie, do Ralph Gracie, do falecido Ryan Gracie e pai do mestre Carlos Gracie Jr (fundador do campeonato brasileiro de jiu-jitsu, do mundial de jiu-jitsu e presidente da confederação)... Não só o Carlos e o Hélio que ajudaram a formar o jiu-jitsu que nós conhecemos, mas também outros lutadores. O finado Carlson Gracie e seus alunos (muitos atualmente da Brasilian Top Team) também fiseram parte dessa evolução (mais recente). Para se ter uma idéia, no mundial de jiu-jitsu de 2003, Nino "Elvys" criou um novo golpe (chamado no momento de sky jitsu). O que eu quero deixar claro é que o jiu-jitsu está em constante evolução, onde muitos deram e dão sua contribuição...
  • Mascio Lamas
    Ozzzz...
  • Como praticante (branca com um grau ou dam) sei que nada tem haver o esporte com a violência banal que alguns poucos praticantes mostram por ae.
    Existe ainda muito preconceito com o esporte, espero que a Família do Mestre continue com o seu legado, não só o técnico, mas, principalmente o de mostrar para o público que o jiu-jitsu é esporte, tem regras, objetivos positivos. Quem conhece o verdadeiro espírito da coisa apaixona-se. É um vício treinar. O que eu recomendo é: procure uma acadêmia respeitada com um professor decente, que tenha princípios. O resultado é que além de aprender uma arte milenar, vocÊ ganha novos amigos e um excelente condicionamento físico. = )
  • Vcs já viram aquele "Mestres do Combate", na Dyscovery?

    2 caras viajam pelo mundo, aprendendo os mais diversos tipos de luta. No final de cada aprendizado, eles lutavam com bons praticantes da luta de cada país.

    Em todos os que eu havia visto, os "Mestres do Combate" haviam ganho dos lutadores locais no final.

    Até quando vieram aprender "Brazillian Jiu-Jitsu". Levaram um pau.
  • Infelizmente muito pouco dos méritos, regras e história dessa luta, assim como conquistas dos Gracie as pessoas conheçam...
    A maioria do POVÃO só sabe o que volta e meia sai nos jornais (graças a Deus hoje, bem menos) que são as confusões que muitos lutadores de Jiu-Jitsu se envolvem.
  • A história do Jiu Jitsu relatada aí está meio deturpada. Foi relatada como a relatava Hélio Gracie. A verdade é que foi Carlos o criador do Brazilian Jiu-Jitsu, o Gracie Jiu-Jitsu, o Jiu-Jitsu moderno como o conhecemos.

    Hélio era o mais novo dos irmãos, e quando começou a lutar as técnicas já existiam. Ele não adaptou o Jiu-Jitsu ao seu biotipo como gostava de afirmar.

    A despeito disso, dos surtos de grandeza e do racismo entristecedor, foi uma figura importante para a história do esporte.
  • Rafael
    Bom texto, parabéns.

    3º :D
  • Guilherme
    Mauricio, obrigado cara.
    Hoje eu pude entender o que é o jiu-jitsu.
    e pelo visto é algo totalmente diferente do que eu imaginava.
    Ou era.. nao sei se ainda alguém o entende e o pratica da mesma forma que Hélio pensou que deveria ser.
  • Grande Helio Gracie
    eu tive o prazer de conhecê-lo quando ainda treinava
    um ícone não só nacional, como mundial
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