Futebol, religião, política e outros assuntos que a gente não discute (mas deveria)

João Baldi Jr.

por
em às | Crônicas e contos, Cultura


Uma das frases de doutrinação que a gente mais costuma ouvir desde moleque, junto com “Sempre respeite os mais velhos”, “Se não sabe consertar não quebra” e “Essa aqui é só uma amiga do papai e se não contar nada pra sua mãe vai ganhar um videogame novo”, é o clássico “Futebol, religião e política não se discute”.

Essa frase parte da premissa de que esses três assuntos são tão polêmicos, tão tensos, tão complexos, que a simples tentativa de uma troca de opiniões sobre eles vai imediatamente drenar toda a racionalidade do ambiente e transformar um bate papo casual no que poderia ser descrito como uma briga de facas num pub viking em noite de UFC. Em suma, despertar aquilo que Roberto Jefferson chamaria de “nossos instintos mais primitivos”.

Existe nisso uma face de verdade que poucos de nós podem negar. Na eleição passada qualquer um que tenha um Twitter conseguiu notar o quão absurdas as discussões políticas podem se tornar num ambiente virtual mesmo entre amigos. Todos sabemos o quão delicada é uma questão como a da religião, que lida diretamente com a visão de universo de uma pessoa e mesmo eu, que devo ser um dos caras mais pacatos do mundo, posso ficar significativamente exasperado quando o assunto é o maldito campeonato brasileiro de 1987. Sério, eu admito que fiquei nervoso apenas digitando sobre isso. Acho que até tive um pesadelo com a taça de bolinhas, na boa.

Tudo começou porque ele perguntou em quem o outro votou pra vereador

A invenção da não-discutibilidade

Mas a verdade é que com o passar do tempo não apenas esse tipo de conceito sobre “não-discutibilidade” de certos assuntos foi sendo introjetado pelas pessoas como o grupo dos tópicos não-discutíveis foi crescendo cada vez mais, numa proporção que desconfio em breve vai começar a complicar a vida das pessoas na hora de bater papo num bar.

Vivemos numa era em que você ouve pessoas dizendo coisas como “Carro não se discute”, “Lobão não se discute”, “BBB não se discute”, tendência que possivelmente vai nos levar a uma era em que você vai comentar com o seu amigo que o bolinho de bacalhau não está tão bom e ele vai replicar com um “Porra, bolinho de bacalhau não se discute, tá querendo que isso aqui descambe pra porradaria, bróder?”.

Por que discutir se eu posso trollar, certo?

Com o tempo a maior parte de nós acabou se desacostumando a discutir. Não discutir no sentido de bater boca, trollar, gritar, trocar ofensas e ficar assustando as crianças pra que elas precisem daquelas consultas caras na psicóloga infantil, mas sim no sentido de trocar ideias, ouvir, começar uma conversa já sabendo que o outro tem uma opinião diferente, possivelmente inversa, mas que ela é tão válida e tão importante quanto a nossa, porque se ele pensa assim ele tem algum motivo.

Discutir é ao mesmo tempo uma chance pra dar a sua opinião e uma oportunidade pra ouvir a do outro, tentar entender como ele chegou ali.

Quando dizemos que o assunto a ou b “não se discute”, o que fazemos é basicamente admitir que não apenas não queremos conhecer uma perspectiva diferente como o simples gesto de ouvir essa visão é pra nós ofensivo, absurdo e algo que provavelmente vai descambar pra gritaria e pra porrada com garfinhos de plástico.

E porque fazemos isso? Porque é fácil, claro. Se eu sou ateu é sempre mais fácil apenas ignorar qualquer argumento religioso do que tentar ouvir e entender porque aquela pessoa pensa e sente daquela forma. Se eu sou de esquerda é muito mais fácil taxar alguém de direita de reacionário matador de pobres do que buscar qual o tipo de base teórica que gera aquela posição. Se eu sou flamenguista é muito mais fácil chamar o Sport de time pequeno do que tentar entender a zona que foi aquele ano de 1987 e buscar o que aconteceu e não o que eu gostaria que tivesse acontecido.

"Galera, agora vamos sentar todo mundo e discutir esse lance de 87 com calma, peraí."

E qual o grande resultado disso? Deixamos de pensar. Afinal, o que te obriga a embasar sua opinião, a ter argumentos lógicos, a justificar seus pontos de vista, é o confronto com a opinião alheia, é o embate sadio (e sem objetos perfurocortantes) entre visões de mundo.

É exatamente quando eu falo com alguém de direita que eu entendo mais claramente porque sou de esquerda, é exatamente quando eu ouço minha avó falando sobre religião que eu noto o que ali me gera discordância e o que não gera, é exatamente quando eu falo com um sãopaulino sobre a taça de bolinhas que eu entendo porque ele se sente tão no direito de ter aquela porcaria de troféu quanto eu.

E isso se reflete nas coisas, nas instituições, na sociedade. Não conseguimos discutir política sem que alguém acabe mayarapetruzando a conversa e por isso pessoas votam com argumentos tão contundentes quanto “Acho que ela é sapatão” ou “Não voto nele porque ele tem cara de vampiro” e temos um cenário político do qual não nos orgulhamos.

Não discutimos religião e por isso questões como padres pedófilos ou pastores que lucram tanto quanto megaempresários acabam sendo jogadas pra debaixo do pano em nome de uma “tolerância religiosa” que é muito mais medo do rumo que a conversar pode levar do que tolerância em si.

Não discutimos futebol e temos que ficar separados por grades nos estádios pra que uma torcida não ataque a outra com pedaços de tijolo ou porretes de madeira. Porque afinal, não dá pra discutir esses assuntos, todo mundo sabe. “Se discutir vai dar merda.”

Tudo é passível de discussão (até isso de tudo ser passível de discussão)

A verdade é que não deve existir assunto que não possa ser discutido, se nós soubermos discutir. Não porque a constituição garante, não porque liberdade de expressão é sagrada, não porque vivemos um novo começo de era com gente fina, elegante e sincera com a habilidade pra dizer mais sim do que não, mas porque essa troca de opiniões é mais do que um sinal de civilização, é um mecanismo de evolução em termos sociais.

É apenas com o choque de opiniões, com a troca de ideias, com a capacidade de ouvir o diferente sem reagir com “Meh”, “Mimimi” ou “Ah, não vamos falar sobre isso”, que conseguimos sair do lugar comum e expandir a nossa visão além do que a nossa cabeça consegue pensar sozinha, gerando mudança.

É conversando que as pessoas se entendem. Eu apenas adicionaria cerveja e um petisco. Torresmo, quem sabe?

Não que seja um exercício fácil, porque nunca é. Primeiro porque nem todo mundo sabe expressar a sua opinião de forma respeitosa ou argumentar fora do campo do “Você está errado porque eu estou certo”, depois porque é incômodo expor suas convicções à prova e ver que elas podem sim estar erradas e terceiro porque, bem, em diversos momentos dá mesmo vontade de dar porrada em alguém, não vamos negar.

Mas quando praticado com freqüência acaba se tornando um hábito e te permite pensar com mais clareza e ter mais convicção nas coisas que você diz e faz, além de te ensinar a ter um respeito bem maior pelo outro e pela opinião dele, ainda que ela seja diferente da sua, baseada em conceitos dos quais você discorda e possivelmente refutada por qualquer traço básico de realidade, só valendo para um universo em 2D no qual girafas seriam as criaturas predominantes na Terra.

Por isso precisamos discutir. Seja futebol, política, religião, carro, o lance do Lobão com o Restart, o bolinho de bacalhau ou quem era aquela mulher que estava saindo do motel com o meu pai naquele dia, vai ser exatamente a discussão civilizada, sadia e inteligente que vai nos levar a algum lugar, se formos mesmo chegar a algum lugar.

E claro, apenas a título de informação, acho que a taça das bolinhas deveria mesmo ficar com o meu Flamengo. Mas a gente sempre pode discutir isso.

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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95 comentários

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  • http://www.facebook.com/JoseBOliveira José Oliveira

    A frase sobre os “instintos mais primitivos” não seria do Roberto Jefferson, quando da CPI do Mensalão em frase disparada contra José Dirceu?

    Abraços!

  • http://muitapimenta.com Francis Rosário

    Eu adoro discutir esses assuntos não discutíveis. Ouço pelo menos uma vez por dia a celebre frase “isso não se discute”. Aliás, quando alguém solta essa eu sempre me considero vitorioso na discussão.

    A frase é mais comum nos tópicos religiosos, é sempre um tal de “minha fé a maior que seus argumentos, então não vou discutir com um ser inferior infiel que merece queimar nas profundezas do inferno”. Engraçado que a tolerância religiosa seria exatamente está aberto a opiniões contrarias, sem julga-las com erradas.

    Nossa, falei um monte e acabei de falando praticamente nada. (Maldita bebida)

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Existe uma visão de que tolerância quer dizer não tocar no assunto, então tolerância religiosa quer dizer “não falar sobre religião”, tolerância sexual quer dizer “fingir que os caras se beijando não existem” e tolerância racial quer dizer “não comentar que o segurança tá revistando o cara negro duas vezes seguidas”.

      • http://muitapimenta.com Francis Rosário

        Essa é a visão mais comum, aquela que aceita a existência do preconceito e prefere olhar para o outro lado.

        Tenho visto cada vez mais esse tipo de “tolerância”, no próprio Twitter podemos ver esse tipo de atitude.

  • macedo

    AE galera vamos passar essa mensagem adiante, de que a nossa geração pode mudar o sistema politico do nosso Brasil
    http://www.euvotodistrital.org.br

  • macedo

    Meu querido amigo,

    Participo de um movimento chamado #euvotodistrital.
    Uma mobilização de pessoas pela reforma política no Brasil.

    Dentre todas as estratégias do Movimento, a principal é somar MUITAS assinaturas. Temos que ser um movimento de milhões.

    Quero pedir a sua ajuda. Você pode nos ajudar a alcançar essa grande meta?

    Primeiro passo é você assinar essa petição. Segundo passo é compartilhar com seus contatos.
    http://www.euvotodistrital.org.br/assine

    Fazer uma política diferente está em NOSSA capacidade de mobilizar cidadão por cidadão.

    Acredite.
    Em menos de um dia conseguimos mais de 1000 assinaturas.

    Um abraço de engajamento

    #euvotodistrital

  • Igor

    Cara, sou leitor assíduo do site, mas nunca comentei. Pensava em escrever um post como esse para, quem sabe, publicá-lo por aqui. Você antecipou – diga-se, muito bem – o assunto, e justamente com a perspectiva que eu gostaria de passar. É justamente a discussão (no nível de embate de ideias, como você bem disse) que provoca evolução. Por isso acredito, assim como a galera aqui do PdH sempre se pronuncia, que os comentários são quase tão valiosos quanto o próprio texto.

    Abraço!

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Acredito que isso era mais coisa de antigamente, hoje em dia os mais jovens estão discutindo mais qualquer tipo de assunto, principalmente esses três tópicos polêmicos e não discutíveis,(Religião, Politica, e Futebol, isso por que eu não estou falando de gosto musical) digo isso por mim e pelas pessoas que eu convivo, nós falamos o que pensamos, gritamos, brigamos, xingamos e depois fica tudo bem e estamos dividindo uma cerveja numa boa. Nós hoje estamos mais preparados pra ouvir a perspectiva das outras pessoas que nossos pais e avós que consideravam suas opiniões como verdade absoluta. Acredito que com mais alguns anos isso possa mudar mais ou até acabar de vez.

    • wayne

      Não vivi nas épocas passadas para ter certeza, mas também concordo que melhorou, com base nos exemplos que tenho.
      Mas ainda dava pra ser melhor. Não são todos ainda que tem essa capacidade de como você disse: “nós falamos o que pensamos, gritamos, brigamos, xingamos e depois fica tudo bem”.
      Isso eu ainda sinto falta em alguns.

    • wayne

      Não vivi nas épocas passadas para ter certeza, mas também concordo que melhorou, com base nos exemplos que tenho.
      Mas ainda dava pra ser melhor. Não são todos ainda que tem essa capacidade de como você disse: “nós falamos o que pensamos, gritamos, brigamos, xingamos e depois fica tudo bem”.
      Isso eu ainda sinto falta em alguns.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      João Vitor, preciso discordar dessa sua afirmação!

      Aqui na universidade onde estudo, muitas vezes chamamos palestrantes para debater idéias contrárias como por exemplo “Revolução Verde x Meio Ambiente” e os palestrantes sempre dão um jeito de sair pela tangente. Em uma faculdade de agrárias, esse comportamento dos líderes (palestrantes, professores, formadores de opinião) estão refletindo diretamente na maioria dos estudantes, que seguem uma das linhas de pensamento e não se dão o trabalho dee discutir e debater com o outro lado.

      Isso tudo é muito lamentável, como o João Baldi explicou perfeitamente bem no post. Aliás João, parabéns. Você conseguiu por em palavras o sentmento que eu sempre tive ao tentar discutir coisas importantes com um troll que morava comigo e nunca levava a discussão a sério.

      Abraços

      • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

        Fala Danilo, como eu disse eu tirei como exemplo o meu meio de convivência, onde vejo essa mudança pra melhor na maioria das vezes, mas claro existem outros como você citou. Eu também acho lamentável as pessoas que não estão nem aí pra enxergar outros possíveis pontos de vista. Vamos fazer a nossa parte ouvindo e servindo como exemplo para os que não agem assim e esperar que isso vá melhorando cada vez mais.

        Abração.

      • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

        Fala Danilo, como eu disse eu tirei como exemplo o meu meio de convivência, onde vejo essa mudança pra melhor na maioria das vezes, mas claro existem outros como você citou. Eu também acho lamentável as pessoas que não estão nem aí pra enxergar outros possíveis pontos de vista. Vamos fazer a nossa parte ouvindo e servindo como exemplo para os que não agem assim e esperar que isso vá melhorando cada vez mais.

        Abração.

  • Lucas Carvalho

    Eu realmente acho que tudo é discutível também, mas eu acho que -todos- os assuntos na vida chegam, depois de muita exploração, em um ponto indiscutível: aquele ponto onde determinada opinião, gosto ou crença não se sustenta mais por argumentos racionais e se motiva pura e exclusivamente por uma motivação profundamente pessoal.

    É como você curtir, sei lá, Luan Santana. Uma boa discussão sobre música com qualquer pessoa que conheça diversos estilos e bandas etc vai desmoronar qualquer argumento racional para a defesa dele enquanto qualidade musical. Em determinada hora, aquilo é só o seu gosto. E daí não tem como discutir, porque daí é invadir uma preferência pessoal que nem passível de escolha é.

    Eu acho religião um assunto extremamente discutível, mas acho impossível discutir fé. Eu acho de uma idiotice IMENSA aqueles ateus que querem convencer pessoas religiosas de que “seu deus não existe”. Não há argumentação nenhuma que desmorone uma fé pessoal – além de inviável, acho desrespeitoso e imbecil. Você pode convencer uma pessoa dos problemas da religião dela, da inconsistência de algumas regras e dogmas, mas nunca pode sequer discutir a fé que ela tem dentro de si, seja em deus, em allah, em apollo ou no caralho que seja.

    O meu exemplo pessoal pra isso é bem tosco, mas ilustra bem um assunto que eu não quero que discutam comigo. Eu NÃO gosto de comida japonesa, acho um porre, acho sem graça e eu já comi em restaurante bom. Não gosto e não gosto e pronto. Não adianta argumentar que eu ainda ‘não desenvolvi o paladar’ (o que seria bem imbecil, afinal, pra que eu vou ‘desenvolver um paladar’ pra algo que custa caríssimo? melhor continuar não gostando).
    Não adianta discutir comigo o que eu gosto de comer: eu entendo que é uma comida saudável, que se bem feita é muito bem elaborada, que é equilibrada etc, mas não me apetece. E ninguém tem que discutir comigo o fato de eu não comer – mas as pessoas INSISTEM em dizer que eu tenho mal gosto e que tenho um paladar grosseiro pelos anos em que eu passei achando pizza e macarrão as coisas mais maravilhosas desse mundo inteirinho.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      É a questão do razoável e do bom senso na discussão também, claro. Você não pode forçar uma discussão e nem discutir um assunto sobre o qual a pessoa não quer falar ou tentar discutir um tópico que já foi aprofundado até o limite (ainda que eu não saiba precisar onde seria esse limite)

      E cara, eu também odeio comida japonesa e já desenvolvi mecanismos discursivos de recusa pra isso. Fora que pô, o argumento do “paladar não desenvolvido” é brabo mesmo.

      • Lucas Carvalho

        Eu acho que esse limite é bem onde você chega nessas motivações pessoais inexplicáveis de forma racional. Exemplo: gosto para comida, gosto para mulher mais gostosa, torcer por um time, quando você ama uma música que você mesmo acha uma merda (VOCÊ É RAIO DE SAUDADE METEORO DA PAIXÃO), fé, paixão.

        Na minha opinião, toda discussão se mantém saudável enquanto há um componente racional, por mínimo que seja (discussão inteiramente racional eu nem digo porque acho que isso beira o impossível). A partir do momento em que você só vê paixões e crenças profundas sendo discutidas, não se produz mais nada – nessa etapa, não há mais argumentação viável.
        Mas não deixa de ser uma fase interessante de uma conversa porque é onde você pode conhecer de verdade uma pessoa, despida das desculpas e embasamentos teóricos.

        Sobre a comida japonesa, eu comecei a dizer que me dá uma gastrite ferrada, porque se eu ouvir de novo que “meu paladar não é desenvolvido”, é capaz de eu conhecer um lado violento meu que ainda nem tive consciência. A coisa da gastrite é rápida, fácil, indolor e eficaz.

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        É, só é discussão enquanto todo mundo está sendo racional, senão vira a discussão de várzea na qual “sua mãe é tão gorda que…” se torna argumento. Mas eu acredito que mesmo opções pessoais, se discutidas racionalmente, claro, podem levar a aprendizado e crescimento.Ou a mortes, é uma possibilidade também.

      • Eduardo Amuri

        Lucas, mas será que não é o caso de você ir num restaurante realmente bom e provar com calma e sem preconceitos?

      • Eduardo Amuri

        Lucas, mas será que não é o caso de você ir num restaurante realmente bom e provar com calma e sem preconceitos?

      • Lucas Carvalho

        Eduardo, eu já fui em restaurante bom, cara (pelo menos me disseram que era e pelo preço devia ser mesmo). Fui com o maior amor no coração, peito aberto e mente livre. Mais de uma vez.

        E não gostei. Definitivamente.
        Não é ruim, mas simplesmente não tem apelo nenhum comigo.

      • Eduardo Amuri

        Eu sei Lucas… era ironia :-)

        Imagino o quão ruim deve ser. Alias, eu sei. Eu não bebia cerveja (nem nada alcolico) até os 23.

        “Como assim você não gosta.” (Caralho…)
        “Tem certeza que já experimentou?” (Não, foi uma alucinação.)
        “Cara, não é possível.” (Sim, é)
        “Você veio até aqui e não vai beber nada.” (Oh pai.)

      • Túlio

        Sobre argumentos pra convencer alguém a comer comida japonesa, me sinto compelido referenciar outro texto do Baldi:
        http://justwrapped.interbarney.com/2011/01/13/comida-japonesa-e-coisa-seria/

        Às vezes parece que a pessoa realmente tá interessada em algo mais do que simplesmente te sugerir um alimento…

      • Lucas Carvalho

        AHAHAHAHA QUE GENIAL esse comparativo da comida japonesa com sexo anal.

    • http://profiles.google.com/eneidagsmelo Eneida Melo

      Na boa? Se a pessoa resolve discutir o porquê de eu ser atéia (e eu não vejo nenhum desrespeito nisso), ela dá abertura para que eu discuta o porquê dela ser religiosa. Discussão é isso mesmo, caso contrário vira proselitismo.

      • Lucas Carvalho

        Vocês vão acabar chegando no ponto em que tudo é motivado pelo fato de que você NÃO ACREDITA EM DEUS e a outra pessoa ACREDITA EM DEUS e, embora exista quem argumente a existência ou não de Deus, é praticamente impossível convencer alguém nesse aspecto.

        E eu acho desrespeitoso sim alguém querer contestar a existência de deus pra alguém que acredita. É como convencer alguém a não amar uma determinada pessoa. E como convencer alguém a gostar de comida japonesa.

    • http://profiles.google.com/reccanello.waldir Waldir F. Reccanello

      Apesar de não o fazer, não acho o proselitismo ateu uma “idiotice imensa”, até porque é mais uma coisa a ser discutida! O que acho errado é imaginar que todos os ateus são proselitistas (eu sei que o autor do comentário não disse isso, mas tb sei que muita gente assim pensa, logo…). Em sua grande maioria, ateus apenas mostram aos crentes (lato sensu) as inconsistências de suas crenças, para que, caso estes prefiram “permanecer na fé”, o façam sabendo que esta não passa de mais uma superstição/lenda/fábula/conto/mitologia!

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    yes!

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Caras, verdade, vou dar o toque pra correção. Minha culpa, minha máxima culpa

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Correção feita.

  • Karine Murakami

    Fanáticos! Dá vontade de dar porrada mesmo!
    O problema são as pessoas sempre querendo ter razão, por mais que os argumentos do outro façam mais sentido do que os seus. Não percebem que, em uma boa discussão, ambos se beneficiam dessa troca. Algumas vezes vc acaba tendo mais certeza no que acredita, em outras se vê mudando o próprio ponto de vista. O que importa é o bom senso.

  • http://twitter.com/_mandy Amanda Lira

    Ta aí um post que valeu a pena ler.

    Sempre defendi que uma discussão não é uma luta para convencer alguém e sim uma oportunidade para compreender (e não só conhecer) posições e visões diferentes. Pode ser incrivelmente difícil, mas é um exercício que abre os olhos e da algum sentido a muitas outras situações pelas quais passamos.
    Vale a pena o esforço. Sem dúvida.

  • http://profiles.google.com/pudim.de.melancia Ana Paula Ribeiro

    muito bom.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Pensei em muita coisa para escrever, mas só consigo concordar… Muito bom texto!

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Pensei em muita coisa para escrever, mas só consigo concordar… Muito bom texto!

  • http://profiles.google.com/robson.rogerio Robson Rogerio

    Concordo plenamente com sua opinião, nesse caso não vamos poder discutir rs rs. Acho que posso chamar de covardia o ato da pessoa se esquivar de discutir assuntos polêmicos se utilizando desse artifício.

  • J@de

    Eu adoro discussões produtivas, onde eu aprendo, e até algumas vezes mudo de opinião. Muita gente não gosta de discutir pelo simples fato de que acha que sua verdade é absoluta, então não pode correr o risco de ver seus argumentos irem por água abaixo… enfim, discutir só com gente civilizada, madura e inteligente.
    Não, porque não pra mim não rola!!
    Esse post foi do caralho, parabéns João!!
    Beijos!!

  • http://www.facebook.com/people/Rafael-Ucha/736168852 Rafael Ucha

    Pessoal, desculpem usar o espaço para isso..

    Estou ajudando um amigo a realizar uma pesquisa com HOMENS na cidade de SÃO PAULO, os selecionados receberão um vale-presente de R$20 da Saraiva.
    Por favor, respondam ao questionário para participar: http://svy.mk/e8n8xY

    Muito obrigado pela força!
    Abraços.

  • http://www.facebook.com/people/Rafael-Ucha/736168852 Rafael Ucha

    Pessoal, desculpem usar o espaço para isso..

    Estou ajudando um amigo a realizar uma pesquisa com HOMENS na cidade de SÃO PAULO, os selecionados receberão um vale-presente de R$20 da Saraiva.
    Por favor, respondam ao questionário para participar: http://svy.mk/e8n8xY

    Muito obrigado pela força!
    Abraços.

  • Leonardo Costa

    Mandou bem.

  • Julio Soares

    Rogério Ceni é a Hebe Camargo do futebol.

    Uma “gracinha”, “fofura”, “honesto”, “brincalhão”, “pai de família”, “exemplo”, “digno de homenagens”, “um construtor no tocante amor ao clube”, “um cavalheiro”, “um guerreiro” e principalmente um “hipócrita”.

    Rogério Ceni tende mais a politicagem que hoje torna nosso futebol devasso do que a ser um próprio arqueiro, com seus muito mais méritos que virtudes. E utiliza isso como Marco Aurélio Cunha, dentro da Câmara Municipal de S. Paulo, onde veta o direito de administração do Pacaembu ao Corinthians, assim como veta a construção do Fielzão, na amada Itaquera, onde sou pleno vizinho. E ele faz isso como se simplesmente o Morumbi, fosse necessário a única necessidade a cosmopolita cidade.

    Rogério Ceni é um tipo de Juvenal Juvêncio sem whisky. Sem um Johnny, Jack, ou Qualquer inventor de destilados saborosos. Mas pior é que parece ser uma mistura do vereador citado com o presidente do clube tricolor.

    Andrés Sanchez, agiu bem. É hora de igualar potências futebolísticas em São Paulo. Assim como agiu muito bem Luiz Gonzaga Belluzzo na construção da arena Palestra.

    Sob as traves, prefiro, Ronaldo Soares Giovanelli, Rodolfo Rodrigues e Marcos. Caras de personalidade, prestígio e história. Caras que souberam-se colocar onde havia sua obrigação: “Dentro das 3 traves”. E que como o arrogante camisa 01, um 10 invertido e sublminar, honrraram suas camisas número 1. Sim, camisa 1 e não 01.

    • Julio Soares

      Resposta errada Senhores. Perdoe-me !. Era para outro Post.

    • Julio Soares

      Resposta errada Senhores. Perdoe-me !. Era para outro Post.

  • Julio Soares

    Rogério Ceni é a Hebe Camargo do futebol.

    Uma “gracinha”, “fofura”, “honesto”, “brincalhão”, “pai de família”, “exemplo”, “digno de homenagens”, “um construtor no tocante amor ao clube”, “um cavalheiro”, “um guerreiro” e principalmente um “hipócrita”.

    Rogério Ceni tende mais a politicagem que hoje torna nosso futebol devasso do que a ser um próprio arqueiro, com seus muito mais méritos que virtudes. E utiliza isso como Marco Aurélio Cunha, dentro da Câmara Municipal de S. Paulo, onde veta o direito de administração do Pacaembu ao Corinthians, assim como veta a construção do Fielzão, na amada Itaquera, onde sou pleno vizinho. E ele faz isso como se simplesmente o Morumbi, fosse necessário a única necessidade a cosmopolita cidade.

    Rogério Ceni é um tipo de Juvenal Juvêncio sem whisky. Sem um Johnny, Jack, ou Qualquer inventor de destilados saborosos. Mas pior é que parece ser uma mistura do vereador citado com o presidente do clube tricolor.

    Andrés Sanchez, agiu bem. É hora de igualar potências futebolísticas em São Paulo. Assim como agiu muito bem Luiz Gonzaga Belluzzo na construção da arena Palestra.

    Sob as traves, prefiro, Ronaldo Soares Giovanelli, Rodolfo Rodrigues e Marcos. Caras de personalidade, prestígio e história. Caras que souberam-se colocar onde havia sua obrigação: “Dentro das 3 traves”. E que como o arrogante camisa 01, um 10 invertido e sublminar, honrraram suas camisas número 1. Sim, camisa 1 e não 01.

  • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

    Eu acho que essa instituição da não-discutibilidade vem do medo de não fazer o outro concordar com a sua verdade e torná-la única, absoluta e invencível. Mas a gente esquece que verdade nada mais é do que um ponto de vista, sendo numericamente quase inalcançável estabelecer colunas de certo ou errado pra cada tópico. Ora, cada um tem a sua própria fórmula de achismos dentro da visão de mundo que construiu. E daí pra ouvirmos uma opinião divergente da nossa e simplesmente conformarmo-nos em entender sem querer converter o “infeliz que não sabe do que está falando” é uma tarefinha mais complicada. Exige muito homework e uma certa dose de humildade.

    • Campa

      Tá aí um negócio que Nietzsche desmanchou. O conceito de Verdade. A nossa vida é baseada na idéia de que a nossa racionalidade e pensamentos conseguem entender e superar conceitos naturais (tipo tempo, vida, espaço). Ele conclui que a história do pensamento humano é a constante cristalização da verdade e que isso talha toda pluralidade e qualquer devir. (no sentido de existir apenas uma verdade, e de preferência a “minha”).

  • http://www.facebook.com/people/Fagner-Nascimento/100002071510995 Fagner Nascimento

    Texto muito bacana. Open your mind!
    Abraç.

  • Jb2 Leo1

    Não sei nem do que se trata… mas, só de ter a palavra “flamengo” no texto me recuso a ler…

  • Anônimo

    Eu sou suspeito pra falar disso. Adoro jogar lenha na fogueira e desconstruir tabus, dogmas, frescurites e etcs. Tanto é assim que já perdi amigos e namoradas simplesmente discutindo. Simplesmente racionalizando minha posição, tentando provar por A + B o que penso e desafiando a outra pessoa para o tipo de confronto no qual me tornei tão habilidoso -e detestável- com o passar dos anos.

    Lembro que, com minha última namorada, a MERDA TODA que culminou no término começou justamente em uma discussão….com a mãe dela. Discuti sobre aborto com a sogra. A velha surtou, daquele dia em diante haveria uma guerra silenciosa entre nós que minaria a relação ao ponto sem retorno, um ano e alguns meses depois. Ou duas semanas atrás, se preferir.

    Alguns amigos e colegas também não gostam nada desse meu hábito que, inclusive, tenho tentado mudar (conter, na verdade). Ultimamente tenho escolhido a dedo com quem vale a pena discutir alguma coisa, porque eu não costumo medir palávras nessas horas e falo na lata o que penso. As vezes é o suficiente para cutucar alguma ferida invisível e….fazer com que objetos cortantes voem pelo recinto.

    O problema é que sou viciado em desconstruir qualquer tipo de conceito que me pareça “não fazer sentido” e eu vou longe para satisfazer minha curiosidade. Graças a isso, eu sou hoje aquele tipo de pessoa que “sabe um pouco de tudo e muito de nada”.

    Não entendam errado, though. Eu não sou aquele cara escroto que insiste até quando está claramente errado. Aqui e acolá as pessoas conseguem, sim, provar que algum posicionamento meu é incoerente e eu nada mais faço senão admitir que estou enganado, que preciso repensar sobre isso e que aprendi com o tópico discutido. São momentos de plena alegria para mim quando isso acontece, pois não é tão difícil de se conseguir quando os dois lados estão disposto a um debate saudável e sem alterações desnecessárias de humor.

    No mais, agradeço sempre ao papo de homem por me dar um espaço nos comentários para expressar o que penso, debater sobre tópicos de interesse comum e não deixar a coisa cair na trollagem =)

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Discutir aborto com a sogra é possivelmente o auge da coragem e da busca pela verdade em termos discursivos, Sandro. É aquela coisa, a gente precisa ter coragem e uma dose grande de paciência e racionalidade pra manter uma postura assim, de realmente questionar as coisas que não fazem sentido e que se aceita “por aceitar”, sem cair na trollagem e sem ficar com medo de desconcertar e irritar as pessoas.

      • Anônimo

        Olha, pra me fazer cair na trollagem, nessas situações, só mesmo um grande troll. PhD na arte de irritar e falar merda. Felizmente eles são raros.

        E sobre o lance da sogra, foi mais inconsequência do que coragem. Ela puxou o assunto e eu não tive como esquivar do mesmo, então toquei o foda-se e mandei a real.

        Melhor começar a fingir que sou católico, que acredito no Partido Verde e que sou contra experimentos com animais, aborto, rufianismo e tudo mais que grupinhos aqui e acolá perdem tempo protestando =X

    • Lucas Carvalho

      Já perdi amigos, relacionamentos, parentes e popularidade pelo mesmo motivo: querer questionar e discutir sobre tudo e não usar a melhor linguagem para tal.
      O que eu ouvi de “essa é a SUA opinião, não a verdade absoluta” nessa vida não tá escrito. É que eu sempre considerei que ficava implícito que, se era eu quem tava dizendo, era meio óbvio que era A MINHA OPINIÃO.

      As piores brigas da minha vida tem a ver com discussão sobre assuntos polêmicos clichê (aborto, drogas, preconceito) ou sobre música.

      Eu já fui BEM detestável, daí eu comecei a evitar quase todo tipo de discussão, o que também não é saudável. Tô me readaptando aos poucos haha

      • Anônimo

        Bem naquelas de que extremo nenhum faz bem. Caminho do meio, sempre (em todos os sentidos, hahaah).

        Preciso tomar cuidado também para não exagerar na empreitada de “ser menos incômodo” e acabar virando um zumbi reativo, no outro extremo.

    • http://profiles.google.com/reccanello.waldir Waldir F. Reccanello

      “Eu não sou aquele cara escroto que insiste até quando está claramente errado. Aqui e acolá as pessoas conseguem, sim, provar que algum posicionamento meu é incoerente e eu nada mais faço senão admitir que estou enganado, que preciso repensar sobre isso e que aprendi com o tópico discutido. São momentos de plena alegria para mim quando isso acontece, pois não é tão difícil de se conseguir quando os dois lados estão disposto a um debate saudável e sem alterações desnecessárias de humor”

      Me vi nesta frase e gostei de saber que não sou o único a concordar que, sendo eu ignorante em muitos assuntos, sempre existir alguém que sabe mais que eu e pode, claro, me mostrar que estou errado.

  • http://www.facebook.com/niemeyer.igor Igor Niemeyer

    É isso ae! :d

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002099644480 Dario Lima

    Texto perfeito, indiscutível! #brinks
    O que temos que fazer é sair de nossa zona de conforto e tomar conhecimento se as ideias ou ideais de nossos próximos são válidas ou não.
    Nunca estamos 100% certos sobre determinado assunto, na verdade, nem chegamos aos 60%.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002099644480 Dario Lima

    Texto perfeito, indiscutível! #brinks
    O que temos que fazer é sair de nossa zona de conforto e tomar conhecimento se as ideias ou ideais de nossos próximos são válidas ou não.
    Nunca estamos 100% certos sobre determinado assunto, na verdade, nem chegamos aos 60%.

  • Zeca

    Ótimo post. Vale destacar que, o “isso não se discute” certas vezes é necessário. Isso porque, em algumas discussões, não faz sentido rebater um argumento de alguem que não aceita outras opiniões. Ou seja, não é ser menos ou mais, pior ou melhor, quando se fala em “isso não se discute”. Aliás, muitas vezes quem fala tal frase é mesmo mais ou melhor. Você usa o “não se discute” para que a outra pessoa não se ofenda (ou sei lá o que) com a sua discordância.

  • Zeca

    Ótimo post. Vale destacar que, o “isso não se discute” certas vezes é necessário. Isso porque, em algumas discussões, não faz sentido rebater um argumento de alguem que não aceita outras opiniões. Ou seja, não é ser menos ou mais, pior ou melhor, quando se fala em “isso não se discute”. Aliás, muitas vezes quem fala tal frase é mesmo mais ou melhor. Você usa o “não se discute” para que a outra pessoa não se ofenda (ou sei lá o que) com a sua discordância.

  • http://www.facebook.com/people/Carlos-Henrique-Vasconcellos/100001832668743 Carlos Henrique Vasconcellos

    Nada supera a religião. Não tem como conversar sobre isso.

  • Aldo

    É interessante isso, pois uma das frases mais comuns que eu ouço, que tem um sentido de pôr um ponto final nessa coisa de discutir assuntos é:

    ”Gosto não se discute”

    é a frase mais fechativa que existe.. Acho que a gente tem que discutir sim as coisas. Sem isso não há evolução, não há novos questionamentos, novas ideias ou pontos de vista. Com rspeito tudo vale. Só não vale violência e nem terrorismo.

    Abraços.

  • Aldo

    É interessante isso, pois uma das frases mais comuns que eu ouço, que tem um sentido de pôr um ponto final nessa coisa de discutir assuntos é:

    ”Gosto não se discute”

    é a frase mais fechativa que existe.. Acho que a gente tem que discutir sim as coisas. Sem isso não há evolução, não há novos questionamentos, novas ideias ou pontos de vista. Com rspeito tudo vale. Só não vale violência e nem terrorismo.

    Abraços.

  • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

    Mano, se eu fosse uma garota eu te beijava xD
    Eu me considero um cara religioso e até hoje a melhor discussão sobre religião foi com um ateu. Colocamos nossos pontos de vistas, vimos o pouco que temos em comum e foi uma das conversas mais gostosas que eu tive. Coisa que eu sei que eu não conseguiria conversar com alguns religiosos que eu conheço.

    Parabéns pelo texto ^^

  • Valekssa

    Meus queridos Heróis… Dos comentários feitos até aqui… Acredito que o texto atinja, ou deveria atingir não os que com heroísmo discutem sua posição e saiba o quanto isso faz bem para nossas faculdades mentais e talls….Mais, as pessoas que com passividade aceitam tudo que lhes é imposto…sem ao menos…argumenta..imagina discutir…então se você por acaso estiver lendo meu comentário agora e não for um de nossos heróis…que debatem e rebatem todos ou qualquer questão em pauta..eu te digo colega..”abra-se para o mundo” mostre quem você realmente é,existe um ponto de partida, e começar a entrar em discussões…por mais banal que pareça é uma forma de aperta o tal ponto de partida que te levara a um crescimento espetacular..as discussões funcionam como um espelho que revela exatamente como você é… Assim você terá a grande oportunidade de mudar..se auto-avaliar..renovar..compreende?..rsrs
    Bom cansada da minha filosofia barata?.. Vai La a verdade nua e crua….(rs)
    “A verdade é um fim inatingível”
    Antes de você discuti religião, futebol e talvez política… Discuta com você mesmo… Quem você nasceu pra ser!!

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Eu ainda acho que religião não se discute no que se refere a ‘Ateus X Religiosos’. Não por ser mais fácil ficar calado, mas porque ao mesmo tempo em que não existe prova científica da existência de Deus, também não existe prova científica da sua não existência.
    No fim, é uma discussão sem argumentos aceitáveis para ambos os lados.
    Seu desfexo é mais do que repetitivo,
    “-Se seu Deus existe, eu quero que um raio caia na minha cabeça!
    -Não é porque você não acredita em Deus que Ele não acredita em você.”
    Não é impossivel discutir isso, é apenas improdutivo e eu não estou interessado em discussões improdutivas.
    (O aumento do número de ateus não foi causado pelo abandono da fé por parte dos religiosos, foi causada pela renovação das gerações, educadas sob uma visão mais liberal que as passadas)
    Mas as ações de grupos religiosos/ateus, política e futebol, tudo isso se discute.E como!

  • Luiz Fernando

    Então, texto digno de discussão e aplausos. Embora tenha erros de concordância e gramática. É, eu sei, que cara chato! Hehehe é isso que sempre escuto quando faço isso! :)

    Já foi o tempo que certos assuntos não devem ser levados à mesa, certo? Errado. Isso é muito comum, infelizmente. O foda é que, além de negar a opinião do outro, o que já é egoísmo e burrice, perde-se a oportunidade de desenvolver outras características, como poder de persuasão, capacidade de expressão, de construção de ideias, enfim.

    Na 4ª série fizemos um debate na sala sobre aborto. Foi ótimo. Foi tanta empolgação por parte dos alunos e da professora, que todo mês escolhíamos um tema “polêmico” para dabeter, dividíamos a sala em dois lados e o pau pegava. Homossexualismo, aborto, nazismo, religião, futebol, culturas… só não falamos de política, afinal, estávamos na 4ª série! Hehehe. E pra “defender” o nazismo? E defender o vilão da novela?! Tínhamos que rebolar nos argumentos, e hoje vejo que isso contribuiu muito pra mim hoje.

    Parabéns João. Vamos discutir mais sobre esses assuntos aqui! :P

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Luiz, nos aponta os erros para corrigirmos. ;D

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Verdade, cara, indica aí pra corrigirmos. Esse ménage entre eu, a gramática e a concordância de vez em quando gera resultados meio errados e distraídos mesmo.

  • Danilobucker

    Essas palavras vierão em boa hora. Meu relacionamento que ia tão bem já está ruindo porque ela é incapaz de escutar uma opinião divergente. Talvez se ela ler esse texto possa abrir um pouco a mente e mudar de postura. É impressionante como uma postura tão rígida pode fragilizar um relacionamento.

  • Rafa

    Texto bonito. Parabéns. Merece um link perto dos termos de uso.

    Eu acho que é uma obrigação moral admitir que se possa mudar de idéia quando se entra numa discussão. Dar cara a tapa, literalmente.

    Em ouras palavras: se não sabe brincar, não desce pro play.

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Excelente texto, João.

    Eu iria dar quote em vários trechos aqui para destacar, mas não faz sentido citar o texto inteiro.

    E sim, podemos discutir! Apesar de ser Tricolor, rival do Sport aqui em Pernambuco, acredito que a taça de 1987 seja deles. haha

    Abraço e parabéns!

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    mto bom ter levantado essa discussão sobre o indiscutível.
    Eu cresci nesse meio, já que minha vó e meu avô são mto (pseudo) religiosos e não admitem discutir qualquer coisa relacionada ao deus deles (até porque eles nao sabem argumentar bem)
    Um ponto chave desse brocardo ” tal coisa nao se discute” acho que é a ignorância da pessoa provocada a discutir. A ignorância é a saída mais fácil quando a pessoa tem medo de levar um baque no intelecto, ao ver suas ”verdades incontestáveis” indo por água abaixo. O pior é que eu já tentei discutir com pessoas que tão ignorantes assim e só descobri que eu desperdicei tempo e saliva!

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    mto bom ter levantado essa discussão sobre o indiscutível.
    Eu cresci nesse meio, já que minha vó e meu avô são mto (pseudo) religiosos e não admitem discutir qualquer coisa relacionada ao deus deles (até porque eles nao sabem argumentar bem)
    Um ponto chave desse brocardo ” tal coisa nao se discute” acho que é a ignorância da pessoa provocada a discutir. A ignorância é a saída mais fácil quando a pessoa tem medo de levar um baque no intelecto, ao ver suas ”verdades incontestáveis” indo por água abaixo. O pior é que eu já tentei discutir com pessoas que tão ignorantes assim e só descobri que eu desperdicei tempo e saliva!

  • http://www.facebook.com/people/Felipe-Giannella/100001329622375 Felipe Giannella

    Sensacional. Sem dúvida um tema bastante pertinente, quantas vezes não perdemos amigos, namoradas, ou até fazemos inimigos por causa de uma discussão que, pra nós, não foi nada demais?
    Acho que toda discussão que for feita por alguém tentando provar que está certo e que outra pessoa está errada, em qualquer assunto, sempre deixa a pessoa que perder nos argumentos mal, e puta da vida. Mesmo quem é tranquilo, se sente ofendido pelo outro. O caminho mesmo é respeitar, e tentar mostrar sua opinião sem tentar, de fato, convencer o outro de nada, apenas argumentar de igual para igual, com respeito. + isso é foda. Principalmente nesses três temas controversos….

  • http://www.facebook.com/people/Maurícia-Berne-Brandão/100000811868850 Maurícia Berne Brandão

    Excelente!

    Desde pequena ouço coisas como: “Menina chata, intrometida! Tem que meter o bedelho em tudo! Nada está bom do jeito que está!”

    Adoro uma discussão saudável! Não que eu discorde de tudo, longe disso! Mas adoro ouvir a opinião de outras pessoas sobre assuntos ditos polêmicos (ou não). Gosto de comparar com os meus “achismos” e certezas.
    Talvez por isso tenha direcionado minha vida para a pesquisa científica. Não há ambiente melhor para discutir e defender opiniões com pessoas do mundo todo!

    Futebol, religião, política??? Essas palavras me atraem! Já passei horas e garrafas a fio discutindo os diferentes pontos de vista. Ser atéia rende discussões interessantíssimas com amigos teístas. Outro assunto que dá pano para a manga? “Como pode alguém tão estudada votar no PT?”. Tente defender isso, trabalhando no meio agrário e científico. É quase uma afronta! Tente discutir isso com um namorado defensor ferrenho do PSDB!!!!!!

    E principalmente, tente convencer um corintiano que ele NÃO É CAMPEÃO MUNDIAL!
    Ou um flamenguista que A TAÇA DE BOLINHAS É NOSSA (Salve, salve, nação Tricolor!).
    *Essa é para você, Baldi*

    Discussão rende aprendizado, ou, um belo olho roxo como recordação! Mas sempre vale a pena arriscar.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Essa coisa de discutir assuntos com namorada/namorado é sempre um grande caminho pra praticar tolerância a opiniões divergentes e capacidade de argumentação. Único problema é que tem formas de encerrar a discussão dentro de um casal que você não pode usar aí fora, a não ser que esteja disposto a beijar o síndico na boca até ele ficar sem ar durante a reunião de condomínio.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Essa coisa de discutir assuntos com namorada/namorado é sempre um grande caminho pra praticar tolerância a opiniões divergentes e capacidade de argumentação. Único problema é que tem formas de encerrar a discussão dentro de um casal que você não pode usar aí fora, a não ser que esteja disposto a beijar o síndico na boca até ele ficar sem ar durante a reunião de condomínio.

  • 1bertorc

    Religião não ser discutida tem alguma lógica já que per si é baseada em dogmas (aspectos politicos da religião entram na parte de política) futebol é meio uma tradição… regionalismo, paternalismo, etc (embora analisar e criticar seja diferente de torcer muita gente não enxerga a diferença) e o fato de não discutir a política deriva no fisiologismo que dita as regras políticas no nosso país.

  • Hill

    Uma noite eu estava no bar com os amigos e expressei minha idéia contrária à de que o aquecimento global é agravado pelas atividades industriais do homem. Parei a discussão porque ensei que seria linchado. :P

    • http://profiles.google.com/eneidagsmelo Eneida Melo

      Já passei por isso, mais de uma vez. Agora uso ironia.

  • http://profiles.google.com/hiroxmiyakawa Hiro Miyakawa

    Muito show o texto. Obrigado João.

    É algo que concordo plenamente, mas por vezes faço papel de hipócrita pelo medo da reação do próximo. O bom é que tenho bons amigos para discutir qualquer assuntos desses “delicados” – talvez essa seja uma verdadeira prova de amizade.

    Devemos aprender com a cultura dos americanos a não ter medo de confronto, e ser impessoal com uma troca de opiniões. É através dela que crescermos – e até o ambiente ao nosso redor.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Cara, esse seu “se eu fosse uma garota te beijava” é possivelmente o elogio mais engraçado que já me fizeram, obrigado mesmo.

    Mas sem beijos, vamos manter a amizade na boa.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Cara, esse seu “se eu fosse uma garota te beijava” é possivelmente o elogio mais engraçado que já me fizeram, obrigado mesmo.

    Mas sem beijos, vamos manter a amizade na boa.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Cara, esse seu “se eu fosse uma garota te beijava” é possivelmente o elogio mais engraçado que já me fizeram, obrigado mesmo.

    Mas sem beijos, vamos manter a amizade na boa.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Cara, esse seu “se eu fosse uma garota te beijava” é possivelmente o elogio mais engraçado que já me fizeram, obrigado mesmo.

    Mas sem beijos, vamos manter a amizade na boa.

  • http://jujuebetovaocasar.blogspot.com/ Juju

    Adorei seu texto “sério”! rs

    Muito legal levantar essa bola, estava conversando sobre isso outro dia…

    Mas tb tem a galera do “Soy Contra” que é insuportável!!! Com esses, acabo usando o velho e bom “blá blá blá não se discute”… ;-)

    Beijos e parabéns meu filho

  • Jefferson

    O meu caso é diferente: Cansei de discutir. Passei alguns anos convencendo familiares diretos (Mãe, pai, irmãos) que eu não acreditava em Deus algum. Resultado? Família emburrada comigo por semanas após qualquer menção do assunto e só estamos razoavelmente em paz porque nunca mais se tocou no assunto. Mas em geral, qualquer desacordo resulta em explosão e, geralmente, nenhuma solução efetiva pro problema.

    Disso parto pra minha conclusão: Numa sociedade como a nossa, em que ter amigos reais é importante não só pra você mas pra todo o resto do mundo ver que você tem amigos, discutir temas polêmicos é suicídio social, e vai te deixar em situação pior que a anterior. E quando o tema não é somente polêmico, mas potencialmente ilegal de ser discutido, como racismo?

    Voltando, cansei de discutir. Prefiro ler textos por aí e ir adicionando conforme eu achar melhor na minha cabeça. Afinal de contas, o resultado de uma discussão sempre são duas pessoas com opiniões individuais do assunto.

    • Carvalho

      Matou a pau, sintetizou bem o tema, realmente em uma sociedade como a brasileira onde as relações contam tanto, ser polêmico é suicídio. Percebo isso na pele pois tenho forte tendência a aprofundar discussões e acho difícil escutar calado neguinho falando besteira.

      Discutir racismo não é ilegal ( ainda) mas tem muita gente tentando tornar ilegal alguns tipos de discussão mesmo.

      Quanto ao post, o problema é com os fanáticos por religião ou futebol, com esses discutir é complicado mesmo. Basta ver as semelhanças entre times e religiões:

      - Não existe qualquer explicação lógica para a escolha de uma religião ou time específico.
      - Em geral a pessoa escolhe a religião ou time quando é bem jovem ( e não sabe o que quer..)
      - Por conta disso, é muito comum seguir o time ou religião dos pais, tios, irmão mais velho…
      - Uma vez escolhido o time ou religião mudar é quase impossível.
      - Você vai em uma igreja e vê reliquias, você vai em um clube de futebol e vê troféus.
      - O futebol tem a FIFA, CBF, FPF. A igreja tem a CNBB, Vaticano…
      - O futebol tem suas regras, a religião tem seus dogmas. Ambos são inquestionáveis.

      Em ambos os casos, se for visto como uma forma de conforto ou entretenimento ok, mais que isso em geral dá merda.

  • Jefferson

    Aí que você se engana… Americanos tem rabo preso e dificuldade de discutir tanto quanto qualquer outro país. Vá tentar falar de acabar com as cotas para negros por lá (Ou qualquer outro assunto que possa recair ao racismo), ou sobre os altos valores cristãos, ou outros temas polêmicos presentes no país. Não acontece.

    • 1bertorc

      Ai ai.. No Brasil não se discute racismo, discute-se cotas para negros, aiai, é melhor do que ser cego.

    • 1bertorc

      Ai ai.. No Brasil não se discute racismo, discute-se cotas para negros, aiai, é melhor do que ser cego.

  • http://profiles.google.com/eneidagsmelo Eneida Melo

    Macedo, admiro o entusiasmo e a disposição para mobilização.

    Mas acho o voto distrital a maior furada.

    Para quem estiver tentando mudar o sistema (pra que lado for) vai ser quase impossível se eleger. Resultado? Engessamento do poder. E isso é péssimo (bom, na minha visão, né?).

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Que taça de bolinhas tem que ser do Flamengo? Tem não.
    Que Flamengo o que? Time de vagabundo!

    Infelizmente muitos comentários na internet sobre discussões as citadas acima são desse jeito. Uma cultura e uma capacidade de colocar ponto de vista de fazer o Zé Pequeno do filme Cidade de Deus ficar com vergonha.

    Gosto de falar de política, religião, futebol, putaria, céu, inferno.
    Gosto de falar de economia, de buracos na rua, de mulher feia e bonita.

    Só não gosto de discutir com quem se acha acima do bem e do mal e que qualquer pequena conversa se torna em uma briga irrelevante que não irá acrescentar nada com nada.

    Outra coisa que me irrita é tudo que vamos falar, dar uma opnião é alguém dizer: Esse povo não entende nada e fica falando. Não sabe pra que serve o câmbio do dóllar e tá falando que tem que valorizar o dóllar. Pessoas sem culturas querendo mudar alguma coisa.
    Porra… eu não quero ser expert em economia pra saber que o dóllar baixo tá influenciando no que compro não. Eu não quero ser teólogo pra discutir religião. Eu não quero saber o que é um 4-4-2 pra falar que meu Curintian (sou Corinthiano e trollo meu time sim) tá uma merda.

    O politicamente correto. Os que se acham intelectuais demais, que se acham conhecedores do bem e do mal tornam o mundo um lugar muito chato pra se viver.

    PS.: Aqui no Papo de Homem os comentários são bem legais. Não sei se pela moderação. Quer ver comentário sem cultura nenhuma vai no blog do paulinho (procura no google). As reportagens são interessantes e intrigantes, mas os comentários dão asco.

  • Rodrigo

    O maior problema desses assuntos é tentar compreender o lado contrário ao seu. Muitas vezes esse tipo de discussão termina com um resmungo “o meu é melhor” e nada de valor é acrescentado a ambas as partes

  • Anônimo

    É muito verdade, discutir de maneira saudável só acrescenta.

    “Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo.”

    (Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49)

    E como o próprio post diz, discutir pode abrir outras possibilidades, outras portas. Poderemos perceber que não estávamos tão certos quanto achavámos ou sim. Mas sabemos a dificuldade que é discutir e manter a calma. Normalmente dá uma vontade da porra de esganar, chutar e depois passar com o carro e depois… opa, perdi um pouco o foco aqui. Melhor não discutir!

  • http://profiles.google.com/reccanello.waldir Waldir F. Reccanello

    Discordo do autor quando ele, como explicação para a não-discutibilidade do assunto religião, afirma que ela (a não-discutibilidade) serve para esconder assuntos polêmicos como pedofilia e etcéteras. Em verdade (e essa “verdade” é apenas minha opinião, que ora coloco à prova), religião “não se discute” porque os religiosos têm medo de chegar ao ponto de serem obrigados a reconhecer que tudo em que acreditaram durante anos não passa de mais uma fábula, e que seu deus (seja ele qual for) não passa de mais um amigo imaginário, ou personagem mitológico como Zeus, Krishna, Papai Noel ou Saci Pererê (sim, coloco os deuses e o Saci Pererê no mesmo saco).

    Outra coisa: em sua maioria, ateus não tentam “desconverter” os crentes (lato sensu); aqueles apenas mostram a estes as inconsistências de suas crenças para que, caso estes prefiram continuar crendo, o façam sabendo que seus dogmas e etcéteras não passam de mais uma crença (como aquela, partilhada por milhões, de que um dia o Corinthians ganhará a Libertadores: nem por isso deixo de ser corinthiano).

    []s
    Reccanello

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