Muitas coisa me afastam, hoje, dos estádios.
Além da violência, do preço do ingresso, da dificuldade de acesso e retorno, das arquibancadas que desabam e do futebol muitas vezes medíocre que desfila pelo gramado, tem uma coisa aqui no estado de São Paulo que é fator preponderante para afugentar meu interesse: a proibição da venda de cerveja.
Isso fere um direito que deveria ser constitucional: manguaçar onde, quando, como e quanto quisermos!
Manifesto da Manguaça!
Neste ano, fui duas vezes assistir meu São Paulo no Morumbi, no empate sem gols contra o Flamengo e na sonora goleada de 6 a 0 sobre o Paraná.
Só Deus sabe o suplício que é passar duas horas sentado ali, naquele mormaço, sem poder tomar um único e redentor gole de cerveja! Um só! Unzinho! Mas não, temos que agüentar mais 20 minutos após o apito final até conseguir escapar para a rua e abordar o primeiro ambulante com latinhas no isopor.
Reparem no detalhe da foto: torcida oficial dos Flamenguistas manguaceiros
Quando eu era menino, lá nos cafundós de Taquaritinga (SP), essa arbitrariedade não existia. No glorioso estádio Adail Nunes da Silva, meu pai podia assistir aos jogos do CAT (Clube Atlético Taquaritinga) bebendo quantos copos de cerveja quisesse. Muito mais que refrescar o calor e molhar a goela, o precioso líquido cumpria, também, a função de “melhorar” as (quase sempre) sofríveis partidas.
Foi lá que, aos 15 anos, vi a Ponte Preta derrotar o CAT por 1 a 0, gol do Monga (sim, senhores e senhoritas, Monga!), e destruir mais um sonho taquaritinguense de retorno à primeira divisão do futebol paulista. Mas nessa época eu já era adepto e militante das imprescindíveis loiras geladas e, num sol abrasador, pude matar minha sede com dúzias delas durante o jogo. Nem liguei para o resultado.
Quem é que nunca afogou as mágoas de uma derrota ou comemorou as glórias de um título com litros de cerveja?
Quem é que não precisa de um gole desse néctar sagrado, no estádio, quando vê o centroavante de seu time perder um gol incrível na pequena área, ou depois de o adversário virar o placar no último minuto, ou ainda no momento em que o juiz deixa de marcar aquele pênalti escandaloso que garantiria a tão decisiva vitória?
É fato: precisamos de cerveja
Ir a um estádio é um festival de desconforto, é preciso que haja algum tipo de compensação. Ou melhor, de incentivo. Por convicções particulares, não gosto de cultos religiosos, de comícios, velórios ou enterros.
Mas se tiver cerveja, eu vou! Se for um jogo de futebol, então, tanto melhor. Mas de boca seca eu não fico. Prefiro ver o jogo pela televisão – e próximo, de preferência, da geladeira.
Não sei quem teve a idéia de jerico de proibir a santa cevada nos estádios. Deve ter sido alguém da TFP (Tradição, Família e Propriedade), da Marcha da Família com Deus pela Liberdade ou do movimento Cansei.
Porque é um tipo de falso moralismo pra lá de ultrapassado. Qual é o argumento? Que o álcool incentiva a violência? Então por que, nos arredores dos estádios, instalam-se dezenas de barraquinhas vendendo todo tipo de cerveja, cachaça e beberagens ainda mais temerárias? E por que, mesmo sem cerveja, a violência continua?
Torcedor se “aquecendo” antes de entrar no estádio
Com a proibição, todo mundo já chega no estádio “encharcado”. Tem uns, mais criativos, que levam aqueles sorvetes em saquinho plástico conhecidos como “gelinho”, mas que, junto com a groselha, já incluem o “combustível”. Todo mundo sabe que a maioria dos torcedores, nas arquibancadas, não está sóbria.
Ora, então vamos acabar com a hipocrisia e fazer como no Maracanã: queremos cerveja!
E enquanto esse apelo não for atendido, todos os bons cervejistas que se prezam deveriam boicotar as partidas de futebol nos estádios paulistas. Avante, manguaças! Pelo fim das medidas ditatoriais! Pelo futebol mais prazeroso! Pela goela molhada! Pelos direitos humanos!
E quem não concordar pode, pelo menos, pagar uma cerveja. Eu aceito.
Ps.: Já que terminei o texto e acabei não adicionando política ao futebol e à cachaça, como reza nosso simpático blogue www.futepoca.com.br, cabe registrar que Adail Nunes da Silva, que dá nome do estádio do CAT, é um falecido ex-prefeito de Taquaritinga. Pai, por sinal, do jornalista Augusto Nunes. Pronto, politiquei.
Marcos Palhares, 34 anos, é um chato. E é jornalista, o que piora ainda mais a situação. Não vai a estádios, não vê jogos na quarta-feira, não assiste telejornais, mas tem sempre aquela velha opinião formada sobre tudo. Integra o coletivo do blogue Futepoca, que qualquer um pode acessar para espinafrá-lo. Faça o favor.
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Quem me dera poder assistir a pelo menos um jogo do meu querido São Paulo no morumbi! Com ou sem cerveja estaria lá. Deve ser muito bom.
ps.: Moro em Manaus, pensa ai na dificuldade!!
pps.: Nem sabia que era proibida a venda de cerveja nos estádios paulistas.
Abraços.
Tá mais é certo proibir cerveja. Deveriam banir as bebidas alcóolicas, mas proibir eu sei q não é o caminho.
Ninguém gosta de gente fedendo alcóol e fanático por futebol.
Ninguém gosta de gente fedendo alcóol e fanático por futebol dentro de uma igreja…
O campo de futebol é lugar de sofrimento e de alegrias inesquecíveis… e o que combina com esses dois sentimentos opostos??? Uma bela e galada cervejinha….
Apoio 100% a liberação de cerveja nos estádios.
Quem nao quer gente fedendo alcóol e fanático por futebol, que va passar o fds na casa da sogra…
Se liberasse não aumentaria a violência?
Casa da sogra neles!
O que eu quero entender é porque cerveja não pode, mas tem tanta marofa na arquibancada. tão mais fácil liberar tudo…
belo texto marcão.
Sou contra a proibição. Em Londrina a Camara dos vereadores esta votando a lei seca na cidade,com isso os bares vão fechar, teremos um punhado de gente desempregada.
Não curto cerveja, porém um vinho cai como uma luva goela baixo. haha
Acorda! beber não gera nem aumenta a violência, aliás quem bebe vive bem menos: preocupado, emburrado, briguento, desanimado, rabugento.
Vinho, amarula, margarita, smirnoff….faz bem ao coração, é quase remédio.rsrsrsrs
ah tah,,,,tu jah viu bebado ter controle de porra alguma?pelo menos isso os caras souberam fazer…tem ke proibir mesmo
Tinha que ter foto do Mengão !!! Sou flamenguista e manguaceiro !!! Não tem coisa melhor !!!
“Tu és time de tradição, raça amor e paixão, Oh meu Mengo !!!
Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, Oh meu Mengo !!!”
Tudo que é proibido, é procurado. Assim vamos ter logo mais, traficantes de cerva e destilados hahaha
Ok beberemos refrigerante sempre misturados a cachaça, essa não será proibida tão cedo, o presidente é chegado.
E também possui vantagens queima gordurinhas localizadas.rsrsrs
vamos colocar um exemplo:
octobeerfest,
lá você passa cinco dias inteiros bebendo desse néctar sagrado, esbarrando em pessoas desconhecidas, ficando com mulheres(ou homens a depender do gosto do povo do sul), curte música de vários estilos e lá os índicies de violência são quase nulos nessa época…
essa festa é a prova cabal de que álcool não géra violência…
LIBERDADE PARA AS GARGANTAS MOLHADAS DE CERVEJA NOS ESTÀDIOS!!!!!
ah, já ia me esquecendo…
MENGO!!!!!!!!!
NÂO GANHAM NADA TIME DE C#z@0, EU SO FLAMENGO CAMPEÃO DO MUNDO E PENTACAMPEÃO!!!!!
Eu acho que tem que ser proibido mesmo!
Seu time joga mal, vc fica puto, sai do estádio bebado e manguaçado!
Sempre tem aqueles bebados que adoram arrumar confusão, depois disso começa a briga de torcidas, ai é foda!!
Tem que continuar proibido!
Ainda bem que não moro em São Paulo. Posso curtir um jogo do Vascão bebendo CHOPP numa boa nas sociais de São Januário.
Aqui em BH tá a mesma ladainha.
Cerva proibida no Mineirão.
Resultado: se o jogo é às 17h, o pessoal começa a beber 10h e chega no estádio mais travado que burro com fome.
Minha curiosidade é saber dos responsáveis se as estatísticas de baderna e confusão pós-jogo tiveram alguma melhoria significativa.
Bernardo,
ai está o X da questão, pois a culpa da violência nos jogos não é da bebida e sim da falta de policiamento por culpa do governo do país,
pois se existisse repressões a esses tipos de “torcedores” não seriam
pensadas idéias totalmente inúteis como essas
outro exemplo que cito agora é o caso dos hooligans na Inglaterra,
foi com muita dificuldade que eles controlaram aquela massa de loucos, mas controlaram…
por que não fazem isso no Brasil?
e outra, você acha que esses tipos de pessoas só se dopam com cerveja?
Concordo com vc eu mesmo
mas eu acho que também é uma boa atitude proibir bebida nos estádios!
Pela cerveja nos estádios!
E melhorias nos banheiros femininos, por favor. Não bebo antes de entrar no Morumbi pq sei que não tem banheiro decente pra usar!!
Que tal proibir bebidas nos estádios, nas boates, bares,postos de gasolina, pois as lojas de conveniência estão bombando e liberar somente nas igrejas.hahaha
Eu não bebo, por opção, mas vejamos os fatos:
- A cerveja, a pinga não são os motivadores da violência, que tem raízes em N outros fatores sociais, educacionais e pessoais.
Mas que alguém que está com um nível de álcool acima do tolerável, fica mais macho, mais valente, mais fanfarrão, isso fica.
Além da cerveja, sabemos que nos estádios, o consumo de drogas existe. Uma vez minha avó, no jogo do Timão, ficou vendo 44 jogadores por causa da fumaça do baseado que uns manos estavam fumando mais abaixo.
Sou contra a venda de bebidas alcoolicas dentro e fora dos estádios, assim como sou contra a venda de álcool na porta das faculdades e colégios.
Curto e grosso: quer encher a cara, faça-o em casa, ou num ambiente controlável.
Alguém falou que o álcool não tem relação com a violência. Dado estatístico mostra que depois da lei, em Diadema/SP, que bares sem segurança fechem as 23 horas, os índices de homicídio cairam, assim como violência doméstica.
José Roberto, a violência em Diadema não caiu apenas com a Lei Seca. Mas, em relação a ela, a questão é que bares abertos até tarde, quando o policiamento é pequeno ou simplesmente não existe, propicia que as pessoas se agrupem e esse é o cenário ideal para vinganças e chacinas. Mas, além da Lei Seca, Diadema tomou muitas outras medidas, como a implementação de programas sociais nas regiões periféricas. E, como se sabe, a presença do Estado por esse meio nesses locais diminui a violência. O mesmo ocorreu com o Jardim Ângela, em São Paulo, que deixou de ser o bairro mais violento da capital. Infelizmente, a lógica que impera no combate à violência é a repressão e a proibição, que não dão certo como se sabe.
Mas, quanto à proibição de álcool nos estádios, faça as contas. Uma pessoa passa em média pouco mais de duas horas e meia em um estádio. Quando o jogo rola, ninguém levanta pra ir comprar cerveja e, em geral, execra os ambulantes que atrapalham na hora de assistir o jogo. No intervalo, são pucos os que se aventuram a pegar fila para comprar alguma coisa. Dá pra ficar brutalmente bêbado nesse espaço de tempo com a disponibilidade de compra que se tem em geral? Ou será que o problema da violência são os criminosos infiltrados nas torcidas organizadas?
Glauco,
Concordo com tudo que você disse sobre Diadema. Mas, o fato de ter bares fechados após as 23 é fator as vezes decisivo, sabendo que a maioria dos homicídios são causados por motivos banais (a ficha não paga da sinuca, a discussão sobre a partida de futebol e outros).
Concordo que o álcool não é o fator principal, mas pode ser o sim ou o não para uma reação mais explosiva. Sabendo nós que o álcool traz a tona os defeitos ou virtudes das pessoas (uns ficam mais alegres, outros emotivos, outros brigões).
Da maneira que você colocou a venda de cerveja nos estádios, realmente não vai dar pra ficar bêbado, vai no máximo gelar a goela.
Para os bons apreciadores, não há mal nenhum. Porém, para uma parte seria mais um motivo ou desculpa para atos violentos. Boa parte dos hooligans ingleses, enchem a lata para se encherem de coragem e brigar. São bandidos? Sim, são. Mas só com bastante álcool. É como aquela música do Bezerra da Silva:
“Você com um revólver na mão é um bicho feroz,
Sem ele anda rebolando até muda de voz”
Queridos o fato de vender ou não cerveja nos estádios não resolve o problema da violência, muito menos o da bebedeira.
O povo já chega embreagado, como já citado até drogado.
Violência maior está sendo praticada por menores, roubam, matam e assim segue uma lista imensa. Sem falar na questão aplicação da lei nesses casos.
Vivemos num caus e não é por conta da bebida, não somente ela.
E com toda certeza a proibição vai gerar um problema ainda maior, triplicará sua procura, principalmente por adolescentes e jovens tentando se afirmar socialmente, e descobrindo o mundo.
quem acha que tem que proibir e pq não bebe!!! kk
e sobre o negocio de londrina da lei seca, pra mim isso e burrice!
li em algum lugar (acho que na superinteressante) que durante a lei seca nos estados unidos, foi o periodo em que mais se comsumiu alcool naquele pais! tem tanta coisa proibida e continua sendo feita, acredito que não seja esse o caminho!
o negocio e educação e ponto final!
O Brasil sem cerveja não é o Brasil..
kkkkk
profunda né
Bob, estou contigo. Ninguém é obrigado a beber, se bebe é porque quer.
Sou de Londrina e estou botando pilha na turma da oposição aos vereadores, que não tem muito o que fazer e querem votar nessa merda, com o perdão da palavra.
Nada perto de meterem a mão em dinheiro alheio, e que sai dos nossos bolsos, via disfarce impostos.
Aqui teve um nóia de um vereador que alegou publicamente que alguns dos colegas de trabalho, pasmem, não estavam conseguindo levar o sustento pra casa, coitadinho ta passando fome com um puta de um salário. E ele estava bem gordinho viu, contradiitório.
Agora respondam-me, só bebendo pra aguentar tudo isso. Alguém dúvida?
O Marcão é meu tio e ele bebe mesmo! Com força!
Olá!
O que não combina com futebol é chuva! E vi que você ainda não tem um mini aplicativo de previsão de tempo no seu site.
Eu postei no meu blog (What’s the deal with) um texto falando sobre Widgets de Previsão do Tempo para Blogs e Sites, com avaliações e novidades na área.
Confere lá e Feliz Natal!
O Marcão é meu tio e estou ensinando ele a dirigir! Isso mesmo, com 33 anos está tendo aulas de direção ofensiva comigo! Difícil é ensinar dirigir a uma pessoa que enxerga mais de uma direção no carro…huahuahua
iuehiuhuiehuiheu
Raxeei o bicoo.!
kkk xP
Luiz, o PdH já tá pesado, então widget pra entrar, só se for mto, mt útil. Em todo caso, valeu pela dica, meu quero.
E um toque, o esquema que você faz no seu blog de pedirem para clicar é irregular. Cuidado, o Google pode fechar tua conta do Adsense sem aviso, já vi acontecer.
Abração e boa virada
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