Fui estuprada

Paula Abreu

por
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Na primeira vez em que um pau me foi enfiado goela abaixo – figurativamente falando – eu tinha apenas doze anos. Doze.

Fui estuprada!

Fui estuprada!

Voltava da escola pra casa todos os dias, de ônibus. Naquele dia não foi diferente. E, mesmo assim, foi totalmente diferente. Porque, naquele dia, sentado do meu lado, estava um senhor que achou que seria uma excelente ideia colocar o pau pra fora da calça e se exibir pra uma criança.

Aquele foi o primeiro dia em que me senti um objeto. Enojada e impotente.

Da segunda em diante, parei de contar. Já apertaram minha bunda, já apertaram meus peitos, já puxaram meu cabelo, já assobiaram e disseram grosserias que, certamente, não diriam às suas santas mãezinhas.

Há quase dez anos, contudo, uma dessas situações marcou a minha vida. Há quase dez anos fui estuprada.

Não fui estuprada por um estranho. Sei o nome e sobrenome do meu estuprador, e há dez anos sabia também o seu endereço, onde trabalhava, o que fazia, onde tinha estudado, quem eram seus amigos.

Fui estuprada por um amigo, num encontro.

Não estávamos muito bêbados. Não, eu não estava usando roupas provocativas. Sim, eu disse que não queria. Aliás, nada disso explicaria ou justificaria o que aconteceu, mas acho bom ressaltar pelo caráter educativo do relato: não, as mulheres nunca estão a salvo.

Como em algumas vezes anteriores, eu e meu amigo tivemos um “date”, saímos juntos pra jantar, conversamos, rimos. Fomos pro meu apartamento, depois. Tomamos um drink qualquer. Eu queria estar com ele, eu estava atraída, eu estava a fim.

Mas, de repente, me vi forçada a uma situação de violência e agressão da qual não queria participar. Enojada e impotente, como aos doze anos. Dizendo, ou melhor, gritando que não, mas não tendo força suficiente para me desvencilhar de um corpo adulto muito maior e mais forte do que o meu.

Sei que é chocante revelar publicamente um estupro e pensei muito antes de escrever esse texto. Nem mesmo as pessoas mais próximas sabem do que me aconteceu.

Mas o estupro em si não é o meu ponto mais importante. A cada doze segundos – SEGUNDOS – uma mulher é estuprada no Brasil. A cada quinze segundos uma mulher é espancada por um homem, também no Brasil. Aproximadamente uma em cada três mulheres sexualmente ativas já sofreu agressão física ou sexual por um parceiro. Uma em cada 3 mulheres NO PLANETA já foram espancadas, estupradas ou submetidas a outro tipo de abuso. De cada cinco mulheres no mundo, uma será vítima ou sofrerá uma tentativa de estupro até o fim da sua vida.

O meu estupro é só mais um em UM BILHÃO no planeta. Sim, esse número é real. Um bilhão.

O importante é como eu, depois do estupro, relutei em acreditar e admitir que fui estuprada. É como defendi meu estuprador para o amigo que me socorreu, dizendo que ele provavelmente não tinha entendido que eu não queria. É como passei um longo tempo achando que, apesar de todos os meus gritos, resistência física e de todo o sangue que ficou na roupa de cama, aquilo tudo podia ter sido apenas um mal-entendido.

O importante é que, depois do estupro, ainda falei amigavelmente com meu estuprador, e ainda tive pena dele.

O importante é quantos anos demorou pra que eu finalmente admitisse pra mim mesma – e só pra mim, claro – que eu tinha sim sido estuprada. E como, mesmo assim, optei por não contar isso pra ninguém, por não falar no assunto, por não alertar outras mulheres para o perigo que correm todos os dias ao simplesmente existirem.

O estupro em si foi só mais um, mas a minha ATITUDE – infelizmente, também muito comum – é o que permite que a cada doze segundos uma mulher seja estuprada no Brasil.

Esse ano, me vi novamente numa situação em que me senti impotente e, por alguns minutos, não tive força física suficiente para resistir a algo que eu não queria que acontecesse com o meu corpo. Não era uma tentativa de estupro, mas a sensação de impotência me remeteu automaticamente a dez anos atrás. Das entranhas, me veio uma força desconhecida e consegui dizer NÃO. Consegui reaver a posse do meu próprio corpo, e impedir que alguém fizesse comigo algo que eu não queria.

E, pela primeira vez em dez anos, chorei pelo meu estupro. Me permiti sentir pena de mim pelo que aconteceu. Me permiti sentir raiva do meu estuprador. Me permiti chorar.

Mas chorei também de orgulho pela minha recém-adquirida coragem, por ter conseguido me defender, me impor, cuidar do meu corpo, mandar no meu corpo, retomar das mãos do outro o meu direito sobre mim mesma.

Parece uma coisa simples que uma pessoa tenha direito sobre seu próprio corpo, mas não é simples para as mulheres. E as mulheres precisam falar mais sobre isso, se abrir, contar suas histórias, ter coragem de se expor. Não só sobre estupro, mas mão na bunda, mão nos peitos, puxões de cabelo, paus pra fora da calça, agressões verbais. Me arrisco a dizer que TODA mulher que conheço já passou por pelo menos uma situação de abuso ou violência sexual (sim, tudo isso É violência!). E os homens precisam ouvir, saber, perceber as diferenças, compreender as dificuldades que, ainda hoje, as mulheres sofrem.

A propósito do 11 de setembro, lembro que na época do atentado uma das coisas que mais se falava era que eram tantos passageiros contra apenas uns poucos terroristas que, se tivessem se unido, o desfecho poderia ter sido tão diferente. Uma tragédia poderia ter sido evitada.

Demorei dez anos pra admitir e chorar pelo meu estupro. Demorei dez anos pra ter coragem de me abrir e me expor. Não esperem isso tudo. Contem suas histórias. Somos mais frágeis, sim, mas somos muitas. Juntas, podemos mudar tudo.

* * *

As imagens que ilustram esse texto são do pintor austríaco Egon Schiele.

Paula Abreu

Paula Abreu é escritora e mãe do Davi, com quem adora assistir desenhos e ir à praia. Escreve no site Escolha sua Vida e no Facebook em My Better Life..


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  • Rafael

    Paula, você não contou pra ninguém da sua família na época?

    • Paula Abreu

      Não, Rafael, não contei pra ninguém, nem na época nem até escrever esse texto. Que mandei pra minha mãe ler, antes de publicar. Conversamos só agora, dez anos depois.

  • laurosodre

    PUTA QUE PARIU!!!!!!!! É duro para um homem, filho de falecido policial federal e legalista ter que ouvir em 2012 que uma mulher foi obrigada a fazer o que não quis, principalmente no âmbito sexual. sou inseguro e não sei lidar com o poder sexual de uma mulher, mas estou muito longe de ficar abusando da primeira amiga que fique fraca a esse ponto. espero que você esteja bem apesar dessa violência indelével e não se iniba sexualmente. provavelmente deve ter pedido ajuda e..nem sei o que falar mais…desculpe e boa noite

  • Karine

    Também acho que não conheço nenhuma mulher que não tenha
    passado por algum tipo de abuso físico ou verbal. E olha que a gente não
    costuma falar muito disso para as outras pessoas, principalmente quando o abuso
    é mais grave. Dia desses me pus a lembrar das histórias de abuso que conhecia
    (minha e das minhas amigas) e me dei conta que eram muitas. Por isso, me
    revolta muito a falta de empatia dos homens sobre esse assunto. Quando eles crêem
    que é exagerado essas estatísticas de estupro, como já ouvi. Me revolta quando
    eles não tomam essa preocupação – ajudar a parar o abuso e o estupro de
    mulheres – também para eles. Me revolta pensarem que um homem que estupra
    mulheres veio de outro planeta, que nunca será um amigo, colega, um parente…
    As estatísticas não mentem, pode ter certeza que vc homem correto, já falou com
    um estuprador/abusador, já pode até ter bebido um drink com ele, ou talvez até
    tenha recebido ele em casa.
    Homens tornem-se ativos na luta para parar o abuso sexual de
    mulheres. Essa realidade e responsabilidade também é vossa!

    • Maverick_RJ

      Desculpe, há autoridades competentes no assunto.
      Minha parte faço eu, não sendo um agressor, agindo com respeito e etc…
      Não sei como, mesmo se eu quisesse, como ajudar a parar isso…
      Mas, sei o que você deve fazer para evitar que isso aconteça com você, disse em inúmeros comentários neste post.
      Fui mal recebido…

      Deixo para a Martha Suplicy cuidar disso pra vocês…

      RELAXA E GOZA…

      Ou como disse o GAROTO V8(Gostei disso), Proteja-se você mesma.

      • Karine

        <!–
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        –Quando vc diz que sou eu quem tenho que saber o que fazer
        para evitar ser estuprada, vc está colocando a culpa de um estupro em mim e não
        no estuprador. Mulheres são abusadas nas mais diversas situações mesmo elas
        tomando todo o cuidado para que isso não aconteça.

        Só que veja bem: nós mulheres NÃO deveríamos precisar tomar
        nenhum cuidado para que não fossemos estupradas/abusadas. Aposto que vc sendo
        homem não tem esse medo DIÁRIO do estupro, aposto que vc não precisa tomar mil
        cuidados o tempo TODO para não ser estuprado. Vc tem a noção de que só por vc
        ter nascido homem tem o privilégio garantido de não conviver com esse medo e
        não precisar toma esses cuidados? Vc acha que respeitar as mulheres é ser
        apenas gentil com elas e não se tornar um agressor? Eu como mulher também tenho
        direito a esses privilégios, só que quando vc diz que sou eu quem tenho que
        evitar o estupro, está ao mesmo tempo me tirando o direito sobre o meu próprio corpo,
        ou seja só tenho o direito à estar segura, se fizer por merecer (e por “merecer”
        eu entenda-se que seja eu não me colocar em situações de risco), e assim de
        maneira talvez não consciente vc está afirmando que o direito sobre o próprio
        corpo é um privilégio de só vcs homens. Por isso, não ache que vc é um homem
        tão respeitador do direito das mulheres. Respeitar as mulheres vai muito além
        de ser gentil com elas.
        E pode acreditar que o fato de vc só não agir como agressor
        não é suficiente para que vc não adicione a SUA culpa em edificar essa cultura
        do estupro em que nós mulheres somos obrigadas viver. Você disse que não sabe
        como ajudar a parar o abuso de mulheres, mas sinceramente os teus comentários
        fazem parecer que vc tirou esta responsabilidade de vc. Se vc quer de fato
        respeitar as mulheres comece pelo menos a ouvir (de verdade) o que elas estão falando
        aqui.

      • Karine

        Quando vc diz que sou eu quem tenho que saber o que fazer
        para evitar ser estuprada, vc está colocando a culpa de um estupro em mim e não
        no estuprador. Mulheres são abusadas nas mais diversas situações mesmo elas
        tomando todo o cuidado para que isso não aconteça.

        Só que veja bem: nós mulheres NÃO deveríamos precisar tomar
        nenhum cuidado para que não fossemos estupradas/abusadas. Aposto que vc sendo
        homem não tem esse medo DIÁRIO do estupro, aposto que vc não precisa tomar mil
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        ter nascido homem tem o privilégio garantido de não conviver com esse medo e
        não precisar toma esses cuidados? Vc acha que respeitar as mulheres é ser
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        tão respeitador do direito das mulheres. Respeitar as mulheres vai muito além
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        E pode acreditar que o fato de vc só não agir como agressor
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        respeitar as mulheres comece pelo menos a ouvir (de verdade) o que elas estão falando
        aqui.

      • Karine

        Ah, e antes que me diga que não cabe à você (Maverick_RJ) lutar contra
        essa cultura do estupro, me adianto dizendo que esta responsabilidade é não só
        sua como também de todos os homens e mulheres. Caçar e prender predadores pode ser de responsabilidade das autoridades competentes, mas mudar essa falha na nossa cultura que tanto prejudica as mulheres (e tb os homens) depende que toda a sociedade se mobilize e mude suas atitudes.

      • Maverick_RJ

        Sociopata – É aquele cara que faz o mal sabendo que é mal e não sente remorso…

        Sim, vamos nos unir e conversar com pessoas sem consciência moral causada por distúrbios até que a convençamos de que tal comportamento é errado…

        Enquanto isso, por fora, orientarei as mulheres próximas a mim a se defenderem no mínimo evitando a exposição desnecessária…

        Não vou entrar na caça aos sociopatas, por que, muitos deles estarão ao meu lado no mesmo embate…

        Se fosse fácil. o problema não existiria…

        Não há cura para Sociopatia…

        Agora… mudando um pouco o assunto….

        Notei que mulheres abusadas em família são abusadas por mais de um membro da família, da mesma família…

        Será que a sociopatia é uma deficiência genética ?
        Que famílias hein….

  • Breno Tiki

    Fiquei um bom tempo pensando se comentaria algo do texto… e simplesmente não consigo, essas histórias são impactantes, complexas e de perder a fé no ser humano…

    Parabens pela resiliencia

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    como admiro a paula.

    • Alice

      por quê?

  • Lu

    É muito difícil pra mulher falar dessas coisas. Já sofri vários tipos de violência também, a primeira foi aos 11 anos. O marido de uma amiga da minha mãe, durante uma visita em sua casa em que estavam os meus pais, irmãos e a mulher dele, quando todos já iam embora, me empurrou contra a parede e me beijou. Bati nele com todas as minhas forças e saí correndo. Hoje tenho 25 anos. Falei isso no ano passado para um ex namorado, durante uma conversa. Foi a primeira vez que falei sobre isso com alguém (depois de 14 anos). Depois disso, no meio de uma conversa sobre abuso sexual, comentei com algumas amigas. Em crianças acho que fica o sentimento de culpa e medo do agressor, em mulheres, o medo do julgamento, de dizerem que ela estava procurando, que usava roupas curtas, que de alguma forma se insinuou. A sociedade muitas vezes culpa a vítima, isso é o que mais contribui para que casos de violência não sejam denunciados.

    • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

      Fato!

    • Gabriela

      Por isso que não é pouco tentar mudar a cabeça da sociedade. Se a vítima não for mais culpada pela sociedade e todas as mulheres abusadas conseguirem a força para denunciar, este tipo de violência e de homem irá se encolher.

      • Maverick_RJ

        Não irá…
        Como a pena de morte não diminuiu a violência em nenhum país onde foi instituída…
        Existem outras questões aí…

        Não se trata de culpar a vítima… mas, diminuiríamos as vítimas se diminuíssemos as exposições…

        Andam roubando carros na minha rua… Eu ainda paro meu carro na calçada e deixo lá por pura preguiça de guardar…

        Se roubarem meu carro, parte da culpa é minha sim… pois, o deixei exposto…

        Se me enquadrarem no trânsito e tomarem, aí, é fatalidade… Hora errada, lugar errado, poderia ser qualquer outra pessoa…

        Naquela calçada, só poderia ser o meu carro… que pode estar sendo estudado, observado… Horários, se eu venho olhar ou não, se possui alarmes e etc…

        Criminosos estão sempre atrás de facilidades…

      • Liana

        Ai Maverick_RJ você repetindo os mesmos argumentos o debate toooodo. Mega cansativo, sabe? Já entendi bem o que vc queria dizer láaaa em cima, e que repetiu a exaustão. Por favor, vamos deixar as outras pessoas discordarem? Sua palavra pode ser a final nessa caixinha de comentários minúscula, mas saiba que na vida das pessoas você não é o que dá a ultima palavra. Desencana amigo, e vai ler um livro.

  • Rafael

    Não são só as mulheres, não. Também fui abusado pelo meu irmão quando criança.
    É uma tristeza imensa pensar nisso. Não é algo que possa ser perdoado em nenhuma hipótese. Nem tão menos podemos ter uma merecida vingança, até porque eu não teria intensão nenhuma de estupra-lo hoje – nem gay eu sou. Imagino que você também não gostaria de fazer isso.

    Parabéns pelo texto e pela coragem.

    • Azul

      Meu pai!

  • rafael

    Se eu fosse mulher, treinaria jiu jitsu

    • André Martins

      Penso que seria mais produtivo abordar essas questões nas aulas de educação sexual nas escolas.

    • Dra. Libido

      Dizer que uma mulher precisa praticar jiu jitsu significa encarrega-la de sua autodefesa como única saída.

      • http://www.facebook.com/cecilcello Cecilia Saraiva

        Não. Todos sabemos que existe a cultura que culpa a vítima, etc, o machismo que provoca essa violência hedionda descrita pela Paula… mas enquanto o mundo for assim, as mulheres têm que se defender. Não dá pra ficar sonhando que só protestos e “Slut Walk” vão fazer certos homens pararem de cometer esses crimes. As mulheres têm que aprender a quebrar o braço de um sacana que começar a agredi-las.

      • Dra. Libido

        Você continua a perpetuar a cultura de estupro com este argumento. Sinto muito, Cecília. Essa historinha do “enquanto o mundo for assim” continuaremos a proibir nossas filhas de usarem mini-saias, de saírem sozinhas, de não falar com estranhos, não beberem na balada, de praticar auto-defesa, etc, etc,etc, etc,….. Hummmm! Vc reforça a cultura de estupro. Simples! Reflita!

      • Paula Abreu

        Eu acho — e por isso escrevi o texto — que a melhor forma de nos defendermos é FALARMOS sobre o que nos acontece, sobre o que os agride, sobre o que nos incomoda. Enquanto os homens acharem normal que uma mulher sofra todo tipo de agressão durante a vida, nem todo jiu-jitsu do mundo será capaz de nos defender. Ou vamos começar a dar porrada nos operários de obra que gritam obscenidades? Nos caras que esfregam o pau nas nossas bundas nos shows de rock? Vamos mesmo? Que mundo vai ser esse?

    • http://www.facebook.com/likalook Lilian Borges

      Rafael, vc não entendeu o ponto…

      Ensinar as mulheres a se defender é sim claro importante para sobrevivermos nesse mundo cão.

      Mas a questão é mais embaixo: vivemos numa cultura que naturaliza o estupro e culpa a vítima. O mais recente foi o caso da da banda New Hit, que mesmo com o laudo confirmando o estupro das meninas ainda tinham fãs que estavam perseguindo as meninas dizendo que elas estavam mentindo e chamando elas de vadias.

      Oras, o estupro é tão naturalizado que tem um monte de homens por aí que acha que puxar o braço de uma menina na balada e beijar ela à força é algo natural. “Cantar” mulheres na rua com termos ofensivos é considerado elogio. Encoxar uma mulher num transporte público é considerado uma circunstância da vida, é ser esperto pra tirar casquinha de uma gostosa. E assim a cultura do estupro, do desreipeito ao corpo das mulheres se perpetua.

      Por estarmos imersos nessa cultura não me surpreende que a grande maioria dos estupros ocorra por pessoas conhecidas nossas, como a gente viu no relato da Paula. Ela conhecia todos os homens que a estupraram. E isso que deixa muitas mulheres atordoadas, pq nos é ensinado que o estuprador é o cara maluco que está no beco escuro e não o namorado, amigo, marido ou tio que convive diariamente com a gente.

      • http://www.facebook.com/cecilcello Cecilia Saraiva

        Acho que todos entenderam o ponto, Lilian. Isso não invalida o que o cara aí em cima escreveu. Enquanto o mundo for assim, não faz mal conhecer umas técnicas de defesa pra quebrar o braço de um sacana que faz isso.

      • Dra. Libido

        Ser adepta (o) de auto-defesa é uma coisa, Cecília. Dizer que toda mulher precisa dela para evitar um estupro é naturalizar a existência do crime. Por isso o argumento do Rafael é invalidado diante do contexto da discussão.

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Infelizmente, quase todas as formas de violência física são naturais, no sentido de que estão presentes em todas as sociedades humanas, durante toda a história da humanidade. A civilização já fez muito no sentido de diminuir a incidência de violência e conflito físico entre as pessoas, através da própria cultura, códigos morais, leis e tribunais, estado coercitivo, etc. Por mais que avancemos nisso,

      • Paula Abreu

        Enquanto os homens não entenderem que “quase todas as formas de violência física são naturais” mas, por algum motivo, ELAS ACONTECEM MUITO MAIS COM AS MULHERES, o mundo não vai mudar. Parem um minuto e reflitam: por quê a violência é maior com as mulheres? Por quê as mulheres não têm direito ao seu próprio corpo, à sua integridade física? O que isso significa?

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Apenas salientando que dizer que algo é “natural” não pressupõe, de maneira nenhuma, que seja algo bom, necessário, desejável ou até mesmo inevitável. Aliás, essa visão de que o “natural” é algo melhor do que a cultura e a ação humana é, a meu ver, um viés essencialmente prejudicial de nossa época. Grande parte das melhores coisas que existem no ser humano são, inclusive, feitos que negam e evitam o “natural”.

      • Dra. Libido

        Nossa, agora ficou confuso. “Naturais”? Filho, somente “Mogli – o menino lobo” ou o “Tarzan” poderiam dizer algo assim. rsrsrsrs… Toda ação humana é cultural. Darwin já foi superado a muito tempo! rsrsrs…. para com isso…

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Bem, quando um aspecto do comportamento se desenvolve em praticamente todas as sociedades humanas, mesmo naquelas geograficamente e culturalmente isoladas das outras, bem, acredito que pode se defini-lo como “natural”. Mas toda essa discussão sobre o ser humano ser ou não uma “tábula rasa” – e ele não é – foge do ponto. Na realidade, toda discussão sobre a origem de algum comportamento de opressão tem sempre o seu lado negativo. Se salientamos que o estupro é exclusivamente fruto de uma cultura de opressão à mulher, sugerir qualquer papel mais ‘biológico’ nesse processo fica parecendo um ‘endosso’ ao estupro, o que não é verdade. O meu ponto é: não podemos achar que as causas tornem o efeito mais ou menos hediondo. O estupro é um crime contra a humanidade, independente de ser fruto de uma cultura, ser um tipo de comportamento “natural” ou, hipoteticamente, ser fruto de uma determinação genética. Bem, não sei se me fiz entender.

      • Eikin Kloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus Cultural não exclui o natural, rsrsrsrs. A tábula rasa foi superada há muito tempo, rsrsrsrs. Rsrsrsrs rsrsrsrs rsrsrsrs.

      • Dra. Libido

        Ok, Eikin. Não vou te dar aulas de sociologia, antropologia, ciência política, direito e psicanálise aqui. Sorry! Se vc acha que o estupro é uma condição natural de violência. Ok! Já escutei sua opinião e não concordo. Podemos finalizar?

      • Eikin Kloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus você é livre para finalizar a qualquer momento que queira, basta parar de responder. E você realmente não vai me dar aulas do que quer que seja, porque obviamente não está capacitada. Passar bem.

      • Eikin Kloster

        Paula, mas a violência é maior com as mulheres? As estatísticas apontadas aqui apenas apontam taxas de violência contra as mulheres. Para comparar, teria que observar as taxas de violência contra homens também. Homens são vítimas muito mais frequentes de assassinatos, por exemplo. Sim, quase a totalidade dos *agressores* de homens são homens também, mas você acha que isso realmente torna a vida dos homens vitimados mais fácil? Ser agredido por um membro do mesmo sexo é melhor do que por um membro do sexo oposto?

        No mais, há pelo menos duas razões óbvias de por que em certos contextos a mulher é mais vitimada: É, em média, fisicamente mais fraca, mas, principalmente, existe uma dinâmica em que a iniciativa se espera ser do homem. O homem tem que avançar, tem que enfrentar as barreiras da mulher, e não o contrário. Então é natural que quem vai abusar é o homem. Se a iniciativa fosse toda da mulher, ou se fosse meio a meio, então teríamos muito mais casos de mulheres excedendo os limites de homens.

        Como contraponto basta examinar as estatísticas de violência entre homossexuais, para ver que não é um problema essencialmente de homens contra mulheres: as estatísticas de violência doméstica entre homossexuais são essencialmente as mesmas das contra a mulher heterossexual. Fonte:
        “The rates of domestic violence in same-gender relationships is roughly the same as domestic violence against heterosexual women”
        http://www.aardvarc.org/dv/gay.shtml

      • Dra. Libido

        Gente, o nível tá descendo aqui. Vamos relembrar o mantra do Alex Castro: “gente, aprendam: o fato de eu fazer um texto sobre maus pais não quer
        dizer que não existam bons pais. o fato da paula escrever um texto sobre
        estupro em mulheres não quer dizer que homens não sejam estuprados, etc
        etc. repitam, como mantra, até aprender” …. owwwwwmmmmmmmmmmmmmm….

      • Eikin Kloster

        Dra. Libido, se você apenas apresenta as estatísticas de violência de homens contra mulheres, dá a impressão de que é um problema específico na atitude dos homens com relação às mulheres. Tudo indica que não é. As taxas de violência são maiores para homens em qualquer contexto (e não apenas quando a vítima é mulher), e as taxas de violência quando mulheres são a parte ativa (por exemplo, em casais lésbicos) são comparáveis.

      • Dra. Libido

        Oh! Lord! O mantra do Alex não funciona. Tente novamente, Eikin. Uma hora deve funcionar. Ou, em outra possibilida, escreva um post sobre isso e peça para o Blog publicar. Aí quem sabe podemos discutir a violência sexual contra os homens. Aí vc busca as estatísticas, contrapõe e concluí. Aqui neste post estamos discutindo outras coisa. Vai, vamos lá…. volte ao Mantra do Alex.

      • Eikin Kloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus o mantra do Alex Castro absolutamente não se aplica. É uma questão de identificação de problema. O problema é a atitude masculina com relação à mulher, ou o problema é mais sutil, na atitude masculina com relação ao mundo inteiro, mais a atitude de quem quer que esteja tomando a iniciativa? São problemas diferentes, com soluções diferentes.

      • Dra. Libido

        Vou tentar ser didática. O post é um triste relato da autora. O assunto é o crime, a culpabilização da vítima, a vergonha e a violência dirigida contra as mulheres, que as estatísticas apontam ser assustadora. Dito isso, agora preste atenção, é fundamental que entenda isso: o assunto é a cultura de estupro e a relação de violência sexual que a mulher sofre dia-a-dia. Você quer falar sobre a violência que o homem sofre. Nada mais justo que escrever um post sobre isso para avançarmos o debate sobre tipos de violência sexual. E não confunda iniciativa de flerte ou cantada com violência de gênero. Não é crime propor a alguém sexo, é crime forçar o sexo. Se não entendeu ainda, volte ao mantra do Alex. Uma hora pega.

      • Eikin Kloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus “E não confunda iniciativa de flerte ou cantada com violência de gênero. Não é crime propor a alguém sexo, é crime forçar o sexo”

        E as estatísticas de violência são mais altas para quem quer que esteja tomando a iniciativa. É esse passo de generalização que você tem dificuldade de fazer, mas eu acredito que você consegue. Talvez não hoje, nem amanhã. Em alguns anos. Boa sorte!

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        concordo com quase tudo que voce falou (sobre expectativas de comportamento dominante/dominado que precisam ser mudadas), mas quando você diz que há o mesmo índice de violência entre homossexuais, se comparados à violência do homem contra a mulher, acho que a gente precisa delimitar que tipo de violência é essa.

        é xingar, bater, matar?

        violência doméstica, por exemplo, ocorre entre heteros (homens geralmente agridem de forma mais violenta, mas mulheres agridem mto seus parceiros também) e homos. agressão verbal, humilhação, cobranças, ofensas, etc. até chegar na violência física.

        agora, quando chega ao ponto de assassinato, é um caso a parte. homens matam muito mais, há milhares de elisa samudio (e eloá pimentel, e sandra gomide, e mercia nakashima) pra cada elise matsunaga. pq o sentimento de posse feminino geralmente nao se transforma em assassinato?

        tem tb a dita ‘violência urbana’. latrocínios vitimam homens (e mulheres), policiais matam e morrem trabalhando, os ‘bandidos’ matam e morrem nas mãos de policiais ou de outros bandidos… lembro ter lido que a maioria dos homens que morrem estão nessas estatísticas.

        mas além desses casos, há homens se matando por aí sem motivo, há uma cultura da violência que incentiva meninos a resolverem problemas com agressividade, torcidas de futebol se matam, brigas de bar acabam em morte por motivos idiotas. isso tb pode ser mudado educando melhor esses meninos.

        a violência que a autora fala é a falta de respeito em relação ao corpo feminino, como se a mulher quando está em público se tornasse coisa de ninguém (a não ser que esteja acompanhada de um homem protetor), pq a vontade dela é desconsiderada.

        praticamente todas as mulheres que eu conheço começaram a ser assediadas quando crianças também, da mesma forma que a autora. passadas de mão, encoxadas, toques e exibições indesejadas. ora, meninos novos são tão suscetíveis a abusos quanto meninas. pq isso ocorre mto mais com meninas? e mesmo qd a vítima é menino, pq o agressor quase sempre é homem?

        quando um desconhecido resolve apalpar os peitos de uma desconhecida na rua ou no transporte público, ele não tá bancando o papel dominante, isso não é flerte, não é uma tentativa de aproximação (o cara nao espera realmente q a mulher vá resolver dar pra ele depois de uma abordagem dessas), é uma forma de exercer poder, de desrespeitar deliberadamente a tal mulher. ela não precisa ser uma gostosa de minissaia, pode ser uma criança, uma idosa, uma dona de casa voltando cansada pra casa com sacolas do mercado.

      • eikinkloster

        O sentimento de posse de ambos raramente se torna assassinato. Olha as estatísticas do FBI: Em 1996, numa população de 300 milhões de pessoas, o número de mulheres assassinadas pelo parceiro foi de 813.
        O número de homens assassinados pela parceira foi de 475.
        http://fathersforlife.org/fv/fbi_spousal_murder_stats.htm

        O Bureau of Justice dá um número bem mais próximo: 59 mulheres mortas pelo parceiro para cada 41 homens mortos pela parceira.

        Os casos que se tornam notícia provavelmente não são bons indicadores da prevalência geral da coisa na sociedade.

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        esse link do fbi indicado nao existe, entao não deu pra eu conferir. de qualquer modo, a realidade brasileira é pior que a americana em termos de feminicídios, nossa média anual é de 4,4 a cada 100 mil, estamos em 7º no ranking de violência contra a mulher (os EUA estão em vigésimo-alguma-coisa) aqui dá pra ter uma ideia
        http://mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf

        mas como eu disse, isso foge do tipo de violência que se trata o post… não há registro ou ranking da falta de respeito diária que consiste o assedio e abuso sexual (à exceção do estupro)

      • eikinkloster

        @facebook-100000745309545:disqus o Brasil é o 7º no ranking de violência contra a mulher, e o 6º no ranking da violência em geral. O que isso diz para você? São 24.5 homicídios por 100 mil habitantes. Isso dá 49 homicídios por 200 mil. Se 4.4 são de mulheres… a taxa de homens é 22.3 por 100 mil habitantes. 5 vezes a taxa de feminicídios. Ou seja, a situação da mulher no Brasil é *relativamente* melhor do que nos Estados Unidos, onde a taxa de feminicídios é de 1 para 4.4. (considerando o quadro de 1995 daquele link).

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Bem, acredito que você levantou um aspecto interessante do problema. Não acredito que exclua o outro aspecto da cultura machista, mas que o complemente. Lembrou-me este quest post que li esses dias no blog da Lola:
        http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/08/guest-post-lei-maria-da-penha-para.html

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Bem, isso que você falou, reforça um componente de machismo que existe em nossa sociedade, que é ruim tanto para as mulheres quanto pros homens, que é a imposição de a mulher ser a “princesa” a ser aliciada e conquistada, e caber ao homem o papel de “conquistador”. Enquanto não nos tratarmos como seres com interesse sexual, enquanto as mulheres não puderem demonstrar que gostam de sexo sem serem chamadas de vadias, isso ainda vai ajudar a gerar frustração e até mesmo violência.

      • Eikin Kloster

        @facebook-100002162334424:disqus perfeito o ponto. E vale para o outro lado também: Enquanto a mulher acreditar que o homem que não toma a iniciativa é “sem atitude”, que homem tem que “chegar e abafar”, que se o homem não ficar no pé é porque “não está realmente interessado”, e tantas outras.

      • eikinkloster

        @paulaabreu:disqus e esse era precisamente o meu ponto para a @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus : as formas de violência física não acontecem muito mais com as mulheres. De fato, elas acontecem mais com os homens. E o fator determinante não é o gênero, é a posição de dominância: A parte dominante em um casal homossexual feminino apresenta taxas de violência semelhantes às de homens em casais heterossexuais.

      • Rafa

        O estupro é natural na natureza. Na sociedade deveria ser punido com pena de morte.

        Não é uma obrigação da mulher se proteger de um estupro. Isso é dever dos outros homens, da coletividade (esta palavra tão entrevada, maléfica hoje em dia), mas não faz mal que uma mulher saiba se defender não.

        Aliás, não é a toa que os defensores da culpabilidade das mulheres no estupro sejam de matriz conservadora, afinal, só a coletividade pra “enjaular” certos homens e proteger elas e todos o resto.

      • Dra. Libido

        Sério mesmo que o estupro é natural na natureza? poxa, nunca vi um animal sendo estuprado…. rsrsrsrs…. Os homens tem o dever de nos proteger? ….

      • Rafael

        Sim, geralmente os animais respeitam o cio, mas há, por exemplo, o caso dos golfinhos que estupram em bando.

        Não entendi a segunda indagação, qual o problema dos homens defenderem as mulheres?

      • Dra. Libido

        Ultima resposta! Pq eu acho caí no ciclo da trollagem. É pq leva-se a crer q a mulher precisa de proteção masculina. Só isso. Claro q é válido um homem defender uma mulher de um outro qualquer, assim como uma mulher defender o homem. Mas reforça a cultura. Pq além de ter que fazer jui jitsu, tem que ter proteção masculina. Só isso. Agora quando ao lance do estupro coletivo de golfinhos, sei-lá…. to aqui pensando se no reino animal há o conceito de estupro entre eles, sabe? ou se humanizamos demais eles…. mas aí é outra história! rsrs…

      • Rafa

        Você fala como se violencia não fosse algo natural. Não só é, como o grande motivo do ser humano ir de encontro a civilização foi a hostilidade da natureza. Mas não sem antes derramar muito sangue.

        Acho que você está tentando encobrir o fato de que os homens geralmente possuem mais força física que as mulheres. A idéia aqui não é criar uma discussão imbecil, entre quem pode o quê e quem não pode, mas acho nem um pouco inteligente discutir esse tipo de coisa utizando uma falsa, a falácia da paridade entre homens e mulheres. Não há paridade. Não há, nunca houve e nunca haverá. Somos diferentes. E claro que há meios das mulheres também defenderem outras mulheres e mesmo homens por que não?

        Por fim, me retifico, dizendo que os homens devem proteger as mulheres, desde que elas queiram. E vice-versa.

      • Dra. Libido

        Bom, se tratarmos a violência com natural ao ser humano, retiramos dele sua racionalidade e não precisaríamos de leis, afinal, é natural. Se natural, não pode ser passível de punição. E sim, a violência moveu bastante a história, veja só a “civilização” que Hitler conseguiu formar durante a segunda guerra, veja só o genocídio de índios para concretizarmos a “civilização brasileira”, veja só quantos campos de concentração Stalin criou na Rússia para concretizar o sonho comunista é, realmente, agora tenho concordar…. muito sangue moveu a história no mundo. Mas ainda discordo de sua naturalidade….

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

        Este foi o ponto nevrálgico do que falei anteriormente. O fato de algo ser natural não significa absolutamente NADA. Nem que não deva ser punido, nem que se deve deixar como está, por ser “natural”. Não devemos tolerar males e comportamentos por serem naturais.

      • Rafa

        Aí já entra noutra questão. ]
        As pessoas mistificam, santificam a natureza, sem se dar conta que o próprio homem é o único capaz de julgar a natureza. E o fato da violência ser natural não nos impede de julga-la e puni-la, afinal, punimos mesmo os nossos cachorros por mal comportamento.

        A justiça é um conceito humano, uma característica nossa, mas que infelizmente não suprime totalmente o nosso instinto de violência, pois pertencemos a natureza. E a natureza é naturalmente hostil.

        Inclusive, acho até que há mais trevas do que paz entre os animais. Mas, talvez seja só pessimismo.
        Ter consciente do tamanho da violência e da importancia dela é o primeiro passo para evitá-la. E dizer que violência não é natural, não é um bom princípio.

      • Julia

        Rafael, se a gente sempre precisar de um homem pra nos defender de outros homens vai ficar difícil. E quando a gente acha que o homem que vai nos “proteger” nos ataca?
        Nós sabemos que vocês são mais fortes fisicamente do que nós, só queríamos que não usassem essa força contra nós. Por último, somos diferentes sim, mas somos equivalentes, ok?

      • Rafa

        Essa não é uma lição que vocês tenham que aprender. Como eu disse, nós homens, devemos protegê-las e quem tem que daber disso somos nós.
        Vocês não deveriam se preocupar em ter que discernir quem vai ou não agredi-las.

        Criar uma falsa igualdade entre homens e mulheres não vai fazer com que os homens parem com a violência, pois como já expliquei a violência é natural, portanto, não estamos falando de razão, mas de instinto.

        Podemos ser simbolicamente iguais em direitos e deveres como cidadãos, mas o homem é ainda mais forte na maioria dos casos.

        Mas talvez, essa discussão seja mais ampla. Conscientização da violência pode ser uma coisa bem mais profunda e usar esse clichê “homens mais fortes que mulheres”, talvez seja um espantalho que nos levaria para longe da discussão de outros tipo de violência.

      • Marcio

        Não acho que vale a pena entrar muito nessa discussão de animais e tal. Ninguém está se expressando muito bem, mas só quero esclarecer uma coisa:

        Se a definição de estupro é “sexo forçado, sem o consentimento de um dos envolvidos”, então sim, existe estupro no reino animal. Isso é bastante óbvio. Aliás, em algumas espécies, é difícil dizer se há algum caso de “não estupro”. Pesquise sobre a reprodução de escorpiões, cobras e aranhas, só para começar. Sob uma perspectiva evolutiva, sabe-se que escorpiões fêmeas são maiores que os machos porque os machos mais ágeis foram selecionados para conseguir “depositar seus filhos” e fugir antes que as fêmeas os matassem. Da mesma maneira, as fêmeas grandes e lentas foram as únicas que não conseguiam se proteger, e eram as únicas a terem filhotes. Tanto em escorpiões quanto em algumas espécies de aranhas, toda fêmea tenta matar o macho após o “estupro”.
        Em outros animais, é visível que há um método utilizado por machos para não deixar a fêmea fugir durante a relação sexual (observado em sapos, por exemplo).

        Enfim, só não acho que vale a pena todo esse antropocentrismo…
        ————————————————————————————

        Voltando ao assunto principal, a ideia que precisa ser valorizada é de que uma mulher NÃO DEVERIA PRECISAR DE JIU-JITSU (ou qualquer outra técnica de defesa pessoal) em uma sociedade justa e segura. Aliás, homens também não. Estuprar é fazer uma escolha (no âmbito que se restringe às sociedades humanas). Mesmo se o estupro for uma prática encontrada amplamente na natureza, a vida em sociedade requer/exige que nós sejamos capazes de assumir nossas escolhas.

        Ou seja, não é obrigação da mulher ter que aprender a se defender de estupradores.
        => É obrigação da sociedade fazer com que as mulheres não precisem aprender a se proteger de estupradores.

        Isso implica numa série de coisas. Conscientização é a mais importante de ser buscada, e começa pela intenção da @paulaabreu:disqus: na base da conversa aberta. Precisamos fazer o mundo enxergar o quão comum é, e o quão errado é.

        (Uma pequena comparação: Se eu tiver acabado ganhar 1 milhão de reais na loteria, posso sair andando por aí gritando que eles estão na minha mão, mostrando para todo mundo na rua. Posso ser uma criança de 10 anos, sem ter nenhum jeito de me defender. Se alguém tentar pegar, é tentativa de roubo – ou assalto -, Ponto final. Não é para acontecer. Jamais. Nunca é justificável.)

        Agora, tenho a impressão de que o comentário inicial do rafael era mais inocente do que assumiram… Ele nunca disse que saber se defender “é uma obrigação”. Apenas disse que se ele fosse uma mulher, preferiria saber se defender. Eu acho (e tentem entender o que quero dizer com isso) compreensível, principalmente se focarmos olharmos para o mundo de uma maneira “mais realista” do que idealista. Ninguém vai negar que o ideal é que nunca haja estuprador nenhum… mas em quantos lugares do mundo podemos dizer que a sociedade evoluiu até este ponto? É possível que seja atingido? Gostaria de acreditar que sim… mas será que eu vou viver para ver isso acontecer? Duvido. Então eu incentivaria a minha futura filha a aprender alguma coisa, caso ela mostrasse o mínimo de interesse. E não acho que estou incentivando a “cultura do estupro” por isso. Me acusar disso é tão grave quanto falar que é a mulher estuprada que tem culpa do que aconteceu.

        Todos devemos continuar lutando contra o estupro. E como disse antes, devemos lutar com uma variedade grande de ferramentas/ideias. As mais importantes são a educação, a conversa “aberta” e a conscientização de homens, mulheres e crianças. Mas existem outras, que envolvem a criação de leis mais rigorosas, policiamento mais competente (além de mais policiais mulheres) e até mesmo a possibilidade e oferta de ensino de defesa pessoal para qualquer mulher (ou homem) que queira aprender para se sentir mais segura.

      • eikinkloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus sério mesmo. Você nunca ter visto é um argumentum ad ignorantiam que, considerando o que você escreveu até agora, não é surpresa alguma:
        “It has long been noted that behavior resembling rape in humans is widespread in other animals, including ducks and geese, bottlenose dolphins,[1] and chimpanzees.[2] Indeed in orangutans, close human relatives, copulations of this nature may account for up to half of all observed matings.[3] Such behaviours, referred to as ‘forced copulations’, involve an animal being approached and sexually penetrated whilst it struggles or attempts to escape.”
        http://en.wikipedia.org/wiki/Sociobiological_theories_of_rape#Animal_coercive_sex

      • Dra. Libido

        Chamem o PETA! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….

      • Dra. Libido

        Por uma delegacia que punam esse orangotandos, minha gente. Ignorantia mea pro aeternitate …….. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • eikinkloster

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus é como a @facebook-100002162334424:disqus colocou… praticamente toda forma de violência é natural; canibalismo, por exemplo… o que não quer dizer que por isso a gente devesse ter permitido que os nossos índios continuassem praticando.

      • Dra. Libido

        …alguém precisa ler mais sobre cultura indígenaaaaaa….. Recomendo: Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes, para início. Depois conversamos sobre canibalismo…. rs… Ah! e tb…. faça um post sobre isso, pq esse não tem nada a ver com orangotangos, golfinhos e nem muito menos com práticas de canibalismo…..

      • alice

        não é natural mesmo! nas milhares de espécies mamíferas apeans duas, fora a nossa, estupram. sai pra lá!

  • André Martins

    Tenho visto com certa freqüência esse dado de um estupro a cada doze segundos, ie, 2 milhões e 600 mil estupros por ano. Em São Paulo ocorrem uma média de 12 mil e 500 estupros por ano, o que daria menos que 100 mil estupros por ano no Brasil. Mesmo considerando as subnotificações, me parecem números muito díspares. Alguém teria uma explicação?

  • Eduardo

    FUI “ESTUPRADO”, sim, “estuprado” por uma mulher…e daí? Afinal estamos no século 21 e hoje tudo é mais moderno.
    Sim o texto é bom, o assunto… melhor e mais sério ainda e merece uma discussão mais séria também. Estou até mesmo pensando em iniciar um movimento dos “vadios”, somente estou pensando em que colocar para fora, visto que os homens tem os seios pequenos.

    • Dra. Libido

      Quer iniciar o movimento dos “vadios”? Conte-nos mais sobre como é ser estuprado por uma mulher. Ela era mais forte, te amarrou e usou um strap-on em vc? Como foi? Conte-nos mais sobre isso…

      • Anonymous

        Na verdade isso é bem mais comum do que parece. Mas é algo que ninguém comenta e quando surge é ridicularizado, como vocês o fizeram agora. Há o outro lado da moeda. Pois este texto da Paula ser um relato triste, tenta defender uma ideia de que: “toda mulher recebeu ao menos uma vez uma agressão sexual em sua vida”. Mas ocorre com homens também. E nem sempre é perpetuado por um homem, por mulheres: sejam mães, tias, irmãs. E geralmente são vítimas menores de idade ou estão numa condição de submissão de quem violenta. É algo para se pensar. Ainda que se dizem em menor quantidade, já contraria o fato da coisa: homem contra mulher. Mas o que leva realmente alguém a ser estrupada? A natureza e ou cultura do homem de achar que mulher é um objeto de “catar” sem sentimentos. OU na verdade é algo além , pessoas perversas, sem uma sexualidade definida que cometem vários estupros e agressões durante o decorrer de suas vidas. É estranho ela ainda o tratá-lo como “amigo”, na verdade duvido que ele realmente tenha sido esse tempo todo. E teria feito de novo se houvesse oportunidade. Eu admiro a coragem da escritora do texto, mas acredito que é um problema mais generalizado.
        http://goodmenproject.com/on-rape-and-sexual-violence/male-rape-survivors-and-victim-blaming/

      • Dra. Libido

        Sim, ocorre com homens também, Anonymous. Mas dizer “e daí?” como o Eduardo disse é ridicularizar o estupro que TAMBÉM ocorre com homens, certo? Ele mesmo ridicularizou tanto o relato da Paula, como também o crime cometido contra ele. E essa historinha de achar que todo estuprador tem que ser necessariamente um psicótico, sem sexualidade definida, maníaco, etc… não confere. Veja só os casos na mídia: ex-presidente do FMI, o proprietário do wikileaks, o aclamado diretor Roman Polanski …

      • Dra. Libido

        Tá, confesso! Abusei no meu comentário. Mas quem mandou ele provocar? ….

      • http://www.facebook.com/epdasilva Eduardo Pereira da Silva

        A intenção era a de provocar mesmo @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus , mas com responsabilidade, desta forma o assunto se tornou melhor e mais abrangente, viuu???

      • http://www.facebook.com/epdasilva Eduardo Pereira da Silva

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus , vc se esqueceu de mencionar…Elize Kitano Matsunaga (caso Yoki) e tem mais é só se lembrar.

      • Paula Abreu

        Eu JAMAIS ridicularizaria um estupro ou abuso, seja qual fosse ou contra quem fosse. Foi o próprio autor do comentário – e suposta vítima de um abuso – que se auto-ridicularizou ao dizer “e daí?”, como se fosse a coisa mais normal do mundo ser estuprado. Não é.
        Quanto ao meu texto, identifiquei meu estuprador como amigo pois era isso que ele era – ou eu achava que era – na época dos fatos. Mas, naturalmente, deixou de ser logo depois. Abraços!

      • André Martins

        Posso estar enganado, mas acho que é troll.

      • Amanda

        Acredito que o sentido da frase seja: “E daí que é um estupro masculino? Estamos no século XI, homens também são estuprados” E não e daí que fui estuprado, entenderam?

      • http://www.facebook.com/epdasilva Eduardo Pereira da Silva

        Vc entendeu a mensagem @9156d5e0345b1af5ba10ff0f159e0693:disqus, mas leia minha resposta para Paula Abreu. Valeu o bate-papo.

      • roberto

        Na verdade isso é bem mais comum do que parece. Mas é algo que ninguém comenta e quando surge é ridicularizado, como vocês o fizeram agora. Há o outro lado da moeda. Pois este texto da Paula ser um relato triste, tenta defender uma ideia de que: “toda mulher recebeu ao menos uma vez uma agressão sexual em sua vida”. Mas ocorre com homens também. E nem sempre é perpetuado por um homem, por mulheres: sejam mães, tias, irmãs. E geralmente são vítimas menores de idade ou estão numa condição de submissão de quem violenta. É algo para se pensar. Ainda que se dizem em menor quantidade, já contraria o fato da coisa: homem contra mulher. Mas o que leva realmente alguém a ser estrupada? A natureza e ou cultura do homem de achar que mulher é um objeto de “catar” sem sentimentos. OU na verdade é algo além , pessoas perversas, sem uma sexualidade definida que cometem vários estupros e agressões durante o decorrer de suas vidas. É estranho ela ainda o tratá-lo como “amigo”, na verdade duvido que ele realmente tenha sido esse tempo todo. E teria feito de novo se houvesse oportunidade. Eu admiro a coragem da escritora do texto, mas acredito que é um problema mais generalizado.
        http://goodmenproject.com/on-rape-and-sexual-violence/male-rape-survivors-and-victim-blaming/

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        gente, aprendam: o fato de eu fazer um texto sobre maus pais não quer dizer que não existam bons pais. o fato da paula escrever um texto sobre estupro em mulheres não quer dizer que homens não sejam estuprados, etc etc. repitam, como mantra, até aprender. abraços.

      • http://www.facebook.com/carolina.paiva.75 Carolina Paiva

        Perai, o homem pode sim ser estuprado por uma mulher. Ironizar uma situação como essa também é culpar a vítima.

      • Alex Costa

        Que comentário infeliz. Quando tinha 9 anos uma prima de 16 me trancou no quarto me despiu e pediu para eu fazer Sexo oral nela e depois ficou se esfregando em mim e após o ato me ameaçou caso contasse para alguém, fui abusado sexualmente. Não sinto que isso tenha de alguma forma afetado minha vida mas esse é um exemplo de como pode acontecer com o homem.

    • http://www.facebook.com/cecilcello Cecilia Saraiva

      É cada uma que aparce…

    • Paula Abreu

      Se você foi estuprado, Eduardo, sob quaisquer que sejam as circunstâncias, eu lamento por você. Já o seu “e daí?” me dá a – espero que errada – impressão de que você achou normal. Não, não é normal, sob NENHUMA circunstância, que alguém tome posse do SEU corpo. Nem no século 21, nem NUNCA. Espero que você entenda isso. Abraços.

      • http://www.facebook.com/epdasilva Eduardo Pereira da Silva

        Calma @paulaabreu:disqus , calma @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus , calma a todos, eu explico: Os dois comentários de @alexcastrolll:disqus …”o fato da paula escrever um texto sobre estupro em mulheres não quer dizer que homens não sejam estuprados, etc etc. ” e de @9156d5e0345b1af5ba10ff0f159e0693:disqus “Acredito que o sentido da frase seja: “E daí que é um estupro masculino? Estamos no século XI, homens também são estuprados” E não e daí que fui estuprado, entenderam?” , chegam mais próximos da realidade. No meu comentário deixei bem claro o excelente texto da @Paula Abreu e também da extrema seriedade do assunto, a realidade é que não fui abusado por uma mulher como eu disse, ou pelo menos não pensava assim até ler vários comentários aqui, mas me lembrei de um episódio antigo no qual atendentes do Banco Itaú da minha cidade me julgavam “viado”, sim naquela época não era nem Gay, nem Homossexual, por não fazer sexo com elas. Quando uma das meninas me viu falando a um grupo de jovens sobre DEUS ela me abordou e disse “todas as moças do banco te acham viado mas agora eu entendi”, calma, nem por isto eu cresci revoltado ou organizei nenhum movimento machista em prol dos bons meninos que não queriam transar com atendente de banco. Dito isto volto a salientar que a intenção era de dar uma direção mais igual e equiparada das situações, visto que realmente somos iguais e a violência como dita, é igual seja para mulheres e para homens.(Por favor sem essa conversa de que mulheres são sexo frágil, isto já era) E a @Dra. Libido, matou a pau mesmo, a intenção era SIM de PROVOCAR, mas com leveza e responsabilidade. Mais uma vez parabéns pelo relato Paula Abreu e fico feliz em ver que tudo isto lhe fez mais bonita e forte.

      • http://twitter.com/florzinnha Flor

        deixa eu ver se entendi: você disse que foi estuprado porque uma mulher te chamou de viado?

    • everton maciel

      Faz sentido. É provável que ela tenha te amarrado, fincado um fio terra do tamanho de um extintor de incêndio e abusado do teu talo ereto. Um procedimento desses, por mais normal que seja em uma relação consentida, deve ser caracterizado como estupro no seu caso. Levando em conta não tem outro jeito da coisa funcionar, independente da circunstância. Faz todo sentido. Parabéns por se abrir com a gente.

    • Rafa

      ahahah, homem que é homem adora quando uma mulher tenta abusar dele. Todas as vezes que as mulheres me assediaram achei demais, mesmo que não fossem as mulheres mais atraentes que já vi.

      Abuso de mulher em homem não entra nesse escopo, apenas em casos extremamente específicos.

      • eikinkloster

        “homem que é homem adora quando uma mulher tenta abusar dele”
        tomou 14 negativadas. espero que tenha aprendido a lição.

      • Nanda

        Acho que você ainda não entendeu o significado de “consensual” e “não consensual”, e principalmente “abuso”. Sugiro se informar mais a respeito, seu raciocínio está equivocado pois você não compreendeu o que leu.

        “Homem que é homem” é um comentário bem machista, que prejudica os próprios homens, sem que a maioria reconheça.

  • Pingback: Fui estuprada | Mugango

  • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

    Belo relato, Paula. Imagino que tenha sido muito difícil escrevê-lo. Não sei muito bem como comentá-lo, pois qualquer palavra é seca demais, sem empatia o suficiente. Mas ainda assim quero agradecer por dividir a experiência: obrigado.

  • Dra. Libido

    Parabéns a garotada do Papo de Homem e a corajosa autora por expor seu triste relato.

  • Dra. Libido

    Ah! Meninos, eu republiquei o post no meu blog com redirecionamentos. Fiz errado? Nem perguntei se podia. Se fiz errado (não li a política do blog)… me desculpem e retiro do ar.

  • Renata Rezende

    Paula, sinto muito pelo que aconteceu à você. Obrigada pelo relato, certamente é mais uma contribuição importante para que isso um dia acabe. Beijos.

  • Jana

    Parabéns pela coragem Lu!
    Os 12 anos considero uma fase problemática para uma mulher, pois ela está começando a ter corpo de uma mulher mas continua pensando como uma criança, isso pode se estender até uns 16 anos dependendo da mulher. O que acaba atraindo muitos homens espertinhos. Eu por exemplo tinha o avô de uma amiga que eu vivia fugindo pois sabia que ele era cheio de mão boba. Eu devia ter uns 11 anos e não compreendia TODA a maldade envolvida. Homens, as mulheres não são tão maliciosas quantos os homem (estou falando de mulher normais). Por isso acho que é uma questão cultural complicada, pois alguns homens acham que as mulheres tem a fantasia de ser estrupada como alguns homens tem. Só para os homens entenderem o sentimento, se imaginem sendo estuprados por um HOMEM ou um homem passando a mão na sua bunda, obviamente para homens héteros. A diferença é que vocês tem força o suficiente dar um soco na cara do homem que fizer isso.

    • eikinkloster

      “Por isso acho que é uma questão cultural complicada, pois alguns homens acham que as mulheres tem a fantasia de ser estrupada como alguns homens tem”

      A questão é mais complicada ainda quando você considera que há mulheres que sim, têm essa fantasia. Dê uma olhada nesta reportagem:

      “Os especialistas pisam em ovos ao falar sobre isso, mas o fato é que as mulheres têm fantasias recorrentes de serem submetidas pela força. Por trás disso, encontra-se, aparentemente, a ilusão narcisista (e excitante) de ser tão atraente, tão irresistível, que os homens seriam incapazes de conter sua luxúria.”
      http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25370-15204-3,00-O+QUE+DESPERTA+O+DESEJO+SEXUAL+FEMININO.html

      “Só para os homens entenderem o sentimento, se imaginem sendo estuprados por um HOMEM ou um homem passando a mão na sua bunda, obviamente para homens héteros.”

      Homens passando a mão na bunda de outros homens é menos incomum do que você imagina.

      “A diferença é que vocês tem força o suficiente dar um soco na cara do homem que fizer isso”

      Nem sempre. Há grande disparidade de força entre homens também.

      • Livia

        “A questão é mais complicada ainda quando você considera que há mulheres que sim, têm essa fantasia.”

        Sim, existe essa fantasia. Mas deve-se ter cautela nesse quesito, visto que é um fetiche com “violência”, “força” consentida, assim como no BDSM. No próprio Papo de Homem tem um texto sobre esse fetiche. http://papodehomem.com.br/fetiches-sordidos-que-as-mulheres-nao-tem-coragem-de-pedir/

        Note a parte: “Outro cuidado importante é estabelecer uma safeword. Isso nada mais é do que uma palavra fora do contexto sexual pra você saber se ela realmente tá afim do que você está fazendo. Num estupro consentido, é normal a menina gritar “não, não, por favor, não me come!”, mas isso é só parte do teatro.”

        Tem um texto também que resume basicamente em “Na dúvida, não faça.” (http://papodehomem.com.br/estupro/). Alegar que ficou na dúvida sobre um possível “charminho” ou um fetiche nunca é uma justificativa. Isso inclui todos, tanto mulheres como homens.

        Na dúvida, pare, esclareça o que não estiver claro e só continuem quando estiver tudo certo.

        Na dúvida, não estupre.

  • Maíra Avelar

    Oi, Paula. Parabéns pela coragem de expor ums história tão dolorosa. Espero, de verdade, que compartilhá-la possa fazer com que você se sinta melhor. Quando você diz: “O estupro em si foi só mais um, mas a minha ATITUDE – infelizmente,
    também muito comum – é o que permite que a cada doze segundos uma mulher
    seja estuprada no Brasil.”, percebo que há um pouco de culpa, como se a sua atitude é que tivesse que ser revista, em vez de a atitude do estuprador. Você merece conforto, carinho e superação. E o seu estuprador merece cadeia, porque não é a sua atitude que deveria ter sido diferente: é ele quem não deveria ter te estuprado. Receba todo o meu carinho e solidariedade! Um beijo!

  • Guilherme

    Aí fica confuso você ler um artigo defendendo que a mulher não é objeto quando tem um link pra um site tipo o SweetLicious na mesma página.

    • Dra. Libido

      Guilherme, sim, fica confuso mesmo. Mas travar esse debate neste momento levaria talvez dois séculos para concluirmos tudo…. rsrs. Não conheço o SweetLicious e pelo pouco que olhei agora, não entendi seu comentário. Homens e mulheres são objetos sexuais. Temos que saber diferenciar esse “objeto” em seu contexto e na correlação das forças. Se uma mulher se propõe a ser uma atriz pornô, modelo erótica ou até mesmo uma prostituta, em hipótese alguma sugere que alguém tem o direito de exercer o poder sexual sobre elas. Ninguém tem o direito de estuprar ninguém. E fora que dizer o que é bom ou não a sexualidade é taxar e criar tipos de sexualidades normais. Não é este o caso.

      • Guilherme

        Concordo mesmo que todas as mulheres têm o direito de fazer o que bem desejarem com seus corpos, ainda assim, isso não as exime das consequências dos seus atos. O que temos hoje é um mundo em que todo mundo pode se expressar mas não se tocar, neste caso, as mulheres querem provocar tanto quanto lhes vier à cabeça mas querem ser intangíveis.

        Afora isso, ainda queria dizer com o meu comentário que costumamos (todos nós) gastar uma grande quantidade de tempo pensando em discursos lógicos e consistentes e pouquíssimo tempo tentando agir em conformidade com o que enunciamos.

    • Rebeca

      Concordo que sites como o SweetLicious objetificam a mulher e é meio incoerente mesmo ter um link pra ele aí do lado direito. Mas sei que a proposta do PdH não é ter uma linha editorial única, é ser um espaço aberto pra pontos de vista bem diversos.

      Também entendo que a mulher tem o direito de se tornar uma modelo erótica se quiser. Cada um usa o próprio corpo da maneira que achar melhor, mas não dá pra negar que o público que consome esse tipo de imagem pensa na mulher retratada como objeto, sim.

      E acho pior isso no caso do SweetLicious (e alguns outros sites desse tipo); pelo que eu percebo, as meninas que mandam foto pra lá fazem isso porque acham que têm de obter algum tipo de aceitação do público masculino. E não acho legal um site estimular isso.

    • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

      Acho que dependendo da perspectiva, tudo é objeto.
      Mas uma coisa é se permitir ser objeto e outra coisa é ser usado como objeto.
      Uma pessoa que involuntariamente é usada como objeto sofre opressão, isto é, imposição de vontade. Se a mulher se permite ao sexo, por mais que possamos chamá-la de objeto sexual, ainda assim ela o faz de acordo com o seu consentimento…

      Contudo, esse termo objeto é bem aplicável para falar a verdade.
      Se uma mulher me dá prazer sexual, ela é meu objeto; da mesma forma que se a recíproca for verdadeira, eu também sou objeto de prazer dela…

      Consentir com a ação é o ponto.

      • Guilherme

        O fato é que não necessariamente precisa pensar no parceiro(a) sexual como objeto, senão tanto faz fazer sexo com uma mulher ou com uma vagina artificial. Quando se considera uma pessoa por completo, aí você não está usando um objeto mas está passando tempo com alguém. A vida não pode ser mais solitária do que já é.

      • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

        Bonito o que você disse sobre considerar a pessoa por completo. Certamente faltou essa essência poética no que eu disse. Mas de todo modo, quando vejo tudo de acordo com sujeito (ativo) e objeto (passivo), refiro-me à ordem natural das coisas e as suas infinitas possibilidades de relações. Falta-me a delicadeza para me expressar com mais precisão. Erro meu. As coisas simplesmente se relacionam do meu ponto de vista. O cosmo é assim. Como sempre, as coisas se relacionam e apenas a subjetividade pode concluir alguma coisa, se essa relação é boa ou ruim, por exemplo. Mas de acordo com essa conclusão é que se percebe sabedoria ou tolice. Amar uma mulher é tonrá-la um objeto, por exemplo. Objeto de seu amor.

    • Rafael

      O fato das mulheres se comportarem como um objeto não nos legitima abusar delas. Elas podem se comportar como bem entender, para os homens que bem entender.
      O fato de uma mulher se vestir de tal forma, ou se insinuar, não nos dá nada além do direito de verificar a possibilidade de estar com ela.

      • Paula Abreu

        Exato. Nada, NADA legitima qualquer forma de abuso.

    • S

      A atriz pornô Stoya já fez dois textos explicando que ser uma atriz pornô não dá liberdade para abusar
      http://stoya.tumblr.com/post/30944698948/not-cool-things-to-do-bro-part-1

      http://stoya.tumblr.com/post/30981186073/not-cool-things-to-do-bro-part-2

      joga no google tradutor (:

      • Guilherme

        A argumentação dela pra dizer que não tem relação o fato dela ser uma atriz pornô com ser assediada na rua é inconsistente, claro que há o assédio sempre, mas ela mesma diz que o assédio é grande. Como eu havia comentado antes com outro replier, ela quer fazer algo e fingir que isso não vai ter nenhuma consequência. Não que ela tenha que ser punida ou algo do gênero, só que ela sabe do ônus disso. Nenhuma atividade que existe envolve só vantagens e benefícios.

      • Rafa

        A culpa não é de quem é abusado. Mais uma vez os valores são invertidos. O enfoque político deveria ser um cerco aos abusadores. Não uma campanha do tipo “mulheres se comportem ou alguns homens irão te abusar.

  • Johnny

    Corajoso o relato.

    Creio que quando adolescente cometi algumas violências: mãos bobas em matinês, sarradas em ônibus, tudo perfeitamente (e erradamente) aceitável pelo mundinho machista dos adolescentes. Cresci e parei com isso. Não creio ter forçado fisicamente nenhuma namorada minha a fazer sexo. Espero tampouco ter forçado moral ou emocionalmente. Espero.

    Finda essa introdução, relato como fui testemunha de agressões sexuais, bem na linha do texto. Aproveito, é claro, o “anonimato” que a internet nos dá. Filho único, morei grande parte da minha vida com meus pais em um quarto-e-sala. Eu dormia na sala e eles, no quarto, separados apenas por uma parede. Em diversas noites acabei acordando com os sons de sexo. A situação por si só já era suficientemente desagradável, mas era quase sempre acompanhada por sussurros de minha mãe de que não queria, tornando o tormento de escutar aquilo ainda pior. Tais clamores eram ignorados por meu pai que seguia e finalizava o ato. Não foi apenas uma vez, mas algumas. Nunca tive coragem de interferir, admito minha covardia naquelas horas. Tampouco falei disso com alguém, nem com psicólogo. Concluí ao ler esse texto que meu pai é um dos muitos estupradores que habitam esse país. E que conclusão triste de se chegar, especialmente sobre seu próprio pai…

    Fica apenas, então, a ideia de que, se a mulher não quer, sóbria, ébria, inconsciente, dormindo, acordada, enfim, não faça! Se estiver subindo pelas paredes, peça licença, vá ao banheiro e finalize-se sozinho. Quando um não quer, dois não devem, nunca, “brigar”.

    • Raquel Dörnfeld

      Obrigada, Johnny, pelo seu relato. Quero apenas que meu filho não se torne um estuprador, se eu puder fazer essefavor ao mundo, já estarei mais leve.

    • Alice

      Eu não tenho certeza, mas tenho minhas muitas desconfianças. Minha mãe é tão aversar a sexo e a contato físico em geral (não gosta de que nenhum dos filhos a beije ou seja mais carinhoso) que nada me vem à cabeça a não ser o trauma…

    • Anonimo

      Putz, eu me sinto enojado e impotente ao ler o texto e os comentários. Realmente, se você parar um pouco para se colocar na pele da mulher/criança que já sofreu um abuso físico ou psicológico você vê como é difícil passar por uma coisa dessas, os estupradores mereciam a pena de morte…Eu acho também, que todas as mulheres deviriam aprender alguma arte marcial para se defender, esses caras são uns covardes que se aproveitam da força física para fazer mal a uma mulher ou criança, não consigo entender como existem pessoas assim

      • http://www.facebook.com/thaislg Thaïs Gualberto

        Aprender uma arte marcial não vai evitar muita coisa. O que precisa ocorrer é uma revolução social.

    • faabio gomes

      delíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiicia um macho pegando a gente a força
      é tudo que uma bicha loka como oeu deseja

      • http://www.facebook.com/naomitchan Cláudia Naomi Abe

        Faabio, se você tem vontade de ser pego “à força” então isso é fantasia sua, e é apenas uma fantasia que você finge não querer. Entenda a diferença entre o que está sendo colocado aqui. Estupro é algo muito sério e seu comentário foi de muito mal gosto.

    • O Olhar

      Bravo Jhonny… humano e sincero. Reconheço seu arrependimento e a certeza que se depender de você, de sua linhagem isso não ocorrerá mais.

  • Gustavo

    Dificil comentar Paula. Mas te admiro por isso. Obrigado

  • http://www.facebook.com/adriana.fayadcampos Adriana Fayad Campos

    A cultura do estupro realmente e infelizmente está tão enraizada por aqui, que muitas mulheres casadas, qdo tentam dizer que não estão a fim naquele dia pro seu marido, ele a ameaça com separação.
    Pra nós mulheres que trabalham e que sabem da importância de manter o seu desejo aceso, talvez seja mais fácil mandar o cara ver se a gente tá na esquina, mas não é toda mulher que consegue enfrentar ou sequer conversar com o marido nesse quesito. Já vi uma senhora de uns 80 anos que precisava ir ao médico regularmente pque o marido não lhe dava folga, queria toda noite, e devido à idade e à falta de lubrificação, machucava… o médico dela dizia: “A senhora não tem que aceitar sempre, pode falar não”, mas a resposta era sempre:”Ah doutor, se eu disser não, ele me larga”… acho isso de uma cretinice sem tamanho, o cara fazer isso com a mãe dos filhos dele e companheira da vida toda, ameaçar largá-la na rua da amargura se não aceitar fazer sexo com ele sempre que ele quiser. E casos como esse tem muito por aí…
    E o que é pior, o cara força a barra com a esposa, pque acha que ela tem obrigação, e depois reclama que ela é fria sexualmente (Lógico, quem é que vai curtir a forçação de barra a não ser quem tem essa perversão específica por estupro?) e sai procurando amante que o satisfaça. E sempre acha uma sem noção que escuta a reclamação do sujeito de que “a minha eposa não me dá carinho mais” e se acha uma mulher e tanto…. sinceramente isso tudo me enoja… já vi isso acontecer muito mais vezes do que meu estômago apreciaria…

  • alex

    belo texto, paula. essa discussão passa por territórios controversos, por isso fiquei contente com a inteligência de quase todos os comentários. não acho ruim a idéia da POSSIBILIDADE da autodefesa, até porque muitos caras simplesmente jamais entenderão a natureza da questão; a única forma em relação a esses seria contra-programá-los, intimidá-los, contra-constrangê-los fisicamente. mas ninguém é obrigado a aprendrer defesa pessoal para sobreviver; imagino que não tenhamos regredido a tal estágio. e é óbvio que expô-los publicamente, e expor a cultura do estupro (como aconteceu na resistência a permitir que a rede globo botasse panos quentes naquele ocorrido do bbb) faz toda a diferença.

    o outro grande problema, pra mim, é cair num oposto, de achar que dessexualizar o mundo vai resolver alguma coisa, como se os homens NÃO pudessem conviver com imput sexual sem virarem estupradores.tem um comentário aí que reclama de ter um link para o sweetlicious ou coisa assim – que eu não sei o que é. total foco errado, reação errada ao texto. reagir automaticamente propondo a censura dos conteúdos sexuais como solução é afirmar que os homens não podem, não querem ou não conseguem se controlar, se vêm uma mulher em atitude, err, ‘sexualmente provocativa’. é um conceito totalmente medieval (da sexualidade da mulher como fonte do problema). é isso que a marcha das vadias veio afirmar: as mulheres podem se vestir como quiserem, se portar como quiserem, e os homens têm que parar no momento em que elas assim o comandarem. ponto. acho que o centro do que a paula coloca é a questão da “posse’ do corpo – que não é tão diferente assim da “posse” que os homens acham que têm do planeta terra, que é igualmente estuprado o tempo todo. no fundo, furar a camada de ozônio, massacrar as foquinhas e estuprar as amigas ou as crianças vêm a ser resultado da mesma atitude de predação psíquica. a terra e as mulheres têm que continuar exuberantes, sem que os homens as punam por isso

    • Dra. Libido

      Perfeito!

    • eikinkloster

      @2e3a9a0e44d927eb7ff80905c7157d3e:disqus “como se os homens NÃO pudessem conviver com imput sexual sem virarem estupradores” (…) “é isso que a marcha das vadias veio afirmar: as mulheres podem se vestir como quiserem, se portar como quiserem, e os homens têm que parar no momento em que elas assim o comandarem. ponto”

      Os homens pudem conviver com o input sexual sim. A esmagadora maioria. Quem talvez não possa é justamente a minoria que estupra; então faz sentido sim que a sociedade desenvolva códigos de comportamento e vestimenta para filtrar o input sexual e minimizar o número de incidentes com essa minoria de homens com baixo auto-controle.

      • Rafa

        Discordo, as mulheres não podem pagar pelo preço do descontrole de algum homens.
        Podemos até recomendar que elas se vistam de tal forma afim de evitar que “barbaros, descontrolados as ataquem” mas o enfoque, a política, deve ser nesses animais que não conseguem se controlar.

        Aliás, há muito menos campanhas de incentivo a conscientização/tratamento de pedófilos e violadores sobre seus comportamentos bestiais do que em relação ao modo como as mulheres tem se vestido. A patrulha dos conservadores está muito maior em relação a liberdade das mulheres do que à inadequação de alguns tipos de homens a vida social.

        No fundo sabe-se o que é isso. É autodefesa. É sempre mais fácil pros homens desqualificar as mulheres como uma forma de mascarar uma inadequação para com as mesmas. E essa desqualificação pode ser velada também. Criar um código de vestimenta é sim dizer que elas estão erradas (desqualifica-las).

        As mulheres escolhem hoje em dia e isto incomoda. E muitas vezes se justificam absurdos em prol de um retorno impossível. O que é uma bobagem pra gente que tem intestino preso fantasiar, mas que também pode ser perigoso na cabeça de alguns marginais autoditos “superiores”.

        A roda gira, e no fundo é tudo mais do mesmo, as mulheres escolhem os mais fortes, assim como os mais fortes as tomavam no passado.

      • Sabrina

        Eles não são bárbaros descontrolados, pelo contrário, eles estão totalmente no controle da situação. São homens que não estão nem aí para a mulher, eles querem e vão ter o que querem nem que seja a força, são pessoas sem o mínimo respeito pelo próximo.

      • Ana Maria

        Discordo! Existe uma enorme quantidade de homens que estupram! O problema é que na maioria das vezes só se considera estupro quando é cometido por um desconhecido, num beco escuro. E não! Maridos estupram quando obrigam suas mulheres a praticarem sexo, amigos, ficantes, quando se aproveitam de um situação de inconsciência da mulher (quando ela está bebada, dormindo..)
        O irritante é que em todos esses casos, sempre se culpa a vitima (a mulher).. pq ela tava bebada, pq ela tava de roupa provocante, pq ela é minha mulher e tem a obrigação de me satisfazer, pq ela estava sozinha no meio de vários homens, pq ela estava andando sozinha a noite (veja só que vadia! só pode querer ser estuprada mesmo!)

      • eikinkloster

        @5273345e58137a16626352e0fedcc843:disqus como o que está em questão é se o número é “pequeno” ou “grande”, melhor se acharmos os números de fato. Aqui está o que eu achei: a taxa estimada de estupradores é de 5 em 100. Fazem em média 6 vítimas cada um, portanto, 30 mulheres em 100, cerca de 1 em cada 3 mulheres.

        Então 95% dos homens *não* são estupradores… a esmagadora maioria. Mas os 5% que são conseguem afetar 30% da população feminina e criam essa impressão de que a quantidade de homens que estupram é enorme.

        “out of 100 men, five of them are rapists who rack up 30 victims (on average) between them”
        http://jezebel.com/5868178/government-shocked-by-depressing-rape-statistics-we-all-learned-about-in-college

      • Marina Salles

        Existem estudos em que os pesquisadores simplesmente perguntam pros caras coisas como “você já fez ou tentou fazer sexo com uma mulher sem a vontade dela”, e esses estudos acharam uma proporção muito mais alta de estupradores (pelo menos nos EUA). Esta matéria fala de 1/16 entre alunos de college, mas vi uma feita entre recrutas (recém-recrutados mesmo) que chegava a 1/5.

        http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=124272157

      • eikinkloster

        Marina, um em dezesseis ainda é uma esmagadora minoria de 6.25% e que exclui 15 em 16 homens universitários, ou 93.75%.
        Recrutas provavelmente são uma amostra bastante enviesada da sociedade em lugares onde o recrutamento não é universal, como no Brasil e nos Estados Unidos.

      • http://www.facebook.com/luane.souza Luane Souza

        Mas essa pesquisa não considera esses caras que passam a mão e que não chegam ou não consegue chegar a praticar a penetração.
        Já passei por essas situações, mas sem penetração, consegui me impor. E quando criança também, só que eram ”brincadeirinhas” que não tinha noção do quão grave era, como geralmente acontece.

        Creio que todo os casos de abusos, independente da natureza, fica difícil de computar por causa do silêncio ou da inocência da vítima.

      • Maverick_RJ

        Certamente que não, da mesma forma que você não vai poder afirmar que tal passada de mão foi maldosa…

        O Metrô, em algumas estações no RJ, é muito cheio… o contato é obrigatório…

        Já fiquei grudado no rabo de algumas mulheres, homens, alguns grudados no meu rabo, mulheres ou homens com a mão no meu pau ou na minha bunda…

        Caralho, quantos invasores…

        Quantas invadi…

        Imagino que vocês saibam quando o contato é maldoso…

        Uma ereção que surge pós-contato pode ser um indicador (sem trocadilhos)…

        Uma mão espalmada na sua bunda te apertando…

        Estou certo que que o simples tocar das áreas genitais também estão sendo vistos como invasivos…

        Cotovelo nos seios, mãos que seguram bolsas/mochilas e costas das mãos na bunda de alguém, e etc, alguém encosta sua intrépida minhoca mole nas entranhas de suas nádegas, no empurra-empurra de um vagão cheio, mas, ela continua mole até que vocês se ajeitem… Era um invasor/estuprador em potencial ?

        Se sentirem que há algo errado realmente, gritem, se defendam e etc…

        Mas, cuidado para não fazerem vítimas homens que sequer notaram sua presença… vc apenas fazia parte da massa….

        Podem gerar o espancamento de um cara que sequer estava com qualquer conotação sexual em sua cabeça….

        Sempre há o relato de algum estuprador nos Bairros…
        Alguém sempre é linchado e morto…
        Descobre-se sempre que era mentira ou que aquele não era o cara em questão…

        Sim, seus relatos também fazem vítimas…

      • Gabrielle Rodrigues

        Concordo que muitas vezes tem tanta gente enlatada no ônibus, no trem, no metrô que fica difícil se mexer. Mas, sinceramente, se eu, mulher, tiver com minha mão na bunda ou no seio de outra mulher, vou fazer o meu máximo pra tirar nós duas dessa situação constrangedora. E se eu tivesse tocando na bunda ou no pênis, ou encoxando um homem, também iria fazer o máximo pra sair dessa situação. Meu contato “indevido” com outra pessoa, com certeza não foi intencional (e falo apenas por mim quando digo isso, pois sou preocupada com o bem estar das pessoas ao meu redor, mesmo as desconhecidas, e procuro prestar atenção pra não puxar o cabelo da pessoa sentada à minha frente quando seguro na barra do banco nem bater nas pessoas com a minha mochila etc), mas a pessoa que foi tocada/encoxada provavelmente não tem a habilidade de ler mentes, portanto, não tem como saber minhas intenções.
        Da mesma maneira eu espero que uma mulher ou homem que me toque onde não deveria ou me encoxe no transporte público, dê o seu melhor pra tirar sua mão/parte da frente do quadril da minha bunda/peito/vagina. Eu não leio mentes, não tenho como saber se foi intencional ou não. De qualquer maneira, é uma situação desconfortável.
        No caso de uma ereção, fica mais fácil de deduzir que o homem se aproveitou da situação. Mas muitas vezes não há uma ereção, de fato, e ainda assim é intencional. E aí você pode me perguntar: “Ah! E como você sabe disso?” Eu sei porque (como disse em outro comentário) tive um senhor de mais de 50 anos esfregando seu pênis na minha coxa quando eu tinha uns 9 anos (eu estava sentada numa cadeira alta no ônibus e ele estava em pé). Poderia ter acontecido pelo simples fato do ônibus estar cheio, mas não foi esse o caso. Não é possível que ter a cabeça do seu pinto roçando na perna de uma criança por 15-20 minutos seja uma coisa que passe despercebida. Não posso afirmar isso com total propriedade, já que eu nunca tive pênis, mas acho que a sensibilidade dessa ou de outra parte do corpo não é muito diferente (talvez o pênis seja até mais sensível ao toque), então, sim, ele sentiu, ele sabia, ele se aproveitou.
        Acho que qualquer pessoa que se veja “encoxando” outra ou tendo a mão na bunda/pênis/vagina/peito de outra pessoa deveria fazer o possível pra sair dessa situação.

      • Maverick_RJ

        Sair da situação quando possível for…
        Já viajei mais de 10 estações apoiado em apenas uma das pernas, simplesmente por não ter como colocar a outra no chão…

        Cômico, se não fosse trágico..

      • Alice

        hahahaha… sempre tem gente que se recusa a entender. sabe aquele seu amigo, seu tio, seu avô e até mesmo seu pai – gente supernormal – pois é: eles abusam e estupram.

    • Alice

      Alguns homens aqui me fazem feliz. A analogia com a sanha predatória com o planeta foi perfeita.

    • Maverick_RJ

      Eu também não quero ser estuprado como sou, quase semanalmente por operadores de telemarketing…

      por mais que você diga:
      - Não. Não quero, por favor não insiste, Não, Socorro…. buááááá

      Ele vai tentar te enfiar aquela “porra” goela abaixo…

  • Mulher

    Eu também. Primeiro aos sete anos de idade, e o agressor é irmão da minha mãe. Só anos mais tarde é que fui descobrir que ele tem deficiência mental. Mas, ainda sabendo disso, todas as vezes em que ele me apalpou por dentro da roupa foram suficientes para fazer um certo estrago mental, em mim. Me sentia culpada – aos sete anos de idade.

    Depois, passei a vida tendo que lidar com as mesmas coisas que você: pegadas na bunda, puxões de cabelo, apelidos depreciativos, ligações depravadas no meio da madrugada, aos doze, treze, catorze, quinze, dezesseis anos de idade…
    Com mais ou menos 22 anos, fui tomar uma cerveja com um “amigo”, que me ligou querendo desabafar sobre o término do namoro com minha melhor amiga. Com pena, lá fui eu, servir de ombro amigo.

    Confiei, deixei meu copo na mesa, fui ao banheiro, voltei. Meros três copos de cerveja depois, eu já não aguentava ficar em pé (logo eu, que normalmente aguentava muito mais que isso e saia andando numa boa). Achei aquilo estranho, e quis ir embora. Como ele tinha me buscado em casa, estava à mercê de sua carona, e não tinha dinheiro para tomar um táxi. Na hora de subir na moto, ele me forçou um beijo. Me afastei, falei que queria ir embora, que não estava bem. Ele veio me falar um tanto de coisas sobre como ele achava que eu estava dando mole para ele. Eu disse que não, que estava só sendo simpática, e que, por favor, eu queria ir embora.Ele disse que ok, que iria me levar. Cambaleante, subi na moto, e muito tempo depois, percebi que o caminho estava errado.
    Chegamos em um motelzinho de quinta. Falei com ele que, pelo amor de Deus, me levasse embora, mas nem sei se eu estava falando direito, pois estava zonza e minha língua parecia enrolada. Ele respondeu qualquer coisa, e, quando eu menos esperava, eu estava dentro de um quarto, sentada em uma cama – nem sei como fui parar ali. Lembro de ter chorado, e pedido mais uma vez para ir embora. Ele se fazia de carinhoso e compreensivo, mas continuava forçando a barra.
    Depois disso, só lembro de uns flashs, muito nojentos, e lembro de ele atendendo um telefonema, confirmando com alguém que eu estava lá. Sei que rolou muita coisa, mas mal me lembro como foi. Nem me lembro como fui para casa. Acordei chorando, com nojo, e com vontade de sumir. Além de mim, do nojento, e da pessoa que telefonou para ele, só uma outra amiga minha sabe do acontecido, mas nem ela acredita que eu não queria, só acha que eu estava bêbada, e que “bêbados fazem besteira mesmo”. Mas eu não queria. E isso me persegue até hoje.
    Me sinto culpada. Afinal, eu não deveria ter ido tomar cerveja. Afinal, eu deveria ter gritado. Afinal, ele era o ex de uma amiga. Até hoje tenho vontade de gritar. Mas sei que ninguém que conheço acreditaria em mim. Hoje, sou casada com o homem que amo, e tenho dois filhos. Quero só enterrar para sempre essas histórias. Porque é tão difícil?

    • Dra. Libido

      Você disse “me sinto culpada”. Talvez aí esteja a dificuldade sua dificuldade de gritar e botar pra fora. A culpa do estupro é do estuprador. Nunca da vítima.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        @google-0e9933e6969e8c69b64f8458001a6aeb:disqus, essa é a questão principal, não é só o nosso corpo que sofre abuso, a nossa mente, também.

    • Augusto

      Eu entendo que seja horrível pelo que passou. A culpa não é, de qualquer forma, sua, e sim deste animal do seu amigo.

      Seu erro foi depois. Você NUNCA deveria ter deixado isto quieto. Ele é um criminoso e deveria ter sido denunciado. Isto vale para todas as mulheres que estão lendo isto neste momento e foram vítimas de qualquer tipo de violência sexual. Até no trabalho, quando alguém te fala alguma besteira de conteúdo sexual, você pode (e deve) denunciá-lo.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        Augusto, percebe como as coisas funcionam? Você, mesmo cheio de compaixão,
        inconscientemente nos culpa.

        “Você NUNCA deveria ter deixado isto quieto”

        Não é tão simples como parece ser.

      • Augusto

        Eu entendo que isto afete a mulher emocionalmente de diferentes maneiras. Mas o estuprador, além de já ter cometido o crime, tem potencial para fazer o mesmo com outras mulheres, simplesmente porque não o denunciaram.

        Não é simples fazer isto, mas o que as impedem de fazer?

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Medo de reações iguais a de vários aqui, de ser desacreditada, por medo, por conhecer o agressor e tudo o que vai envolver na bagunça como família. O sentimento de culpa. O tempo quer se leva até acordar pra vida ou tomar coragem e colocar “aquele cara me comeu mesmo eu gritando que não” como “aquele cara me estuprou” (no meu caso, levei 10 anos pra essa verdade acertar a minha cara). A idade e a falta de maturidade e/ou entendimento pra entender o que aconteceu é o pior. Só pelo crime prescrever em pouco tempo perto do que se leva até superar a fase do medo, da vergonha, do “não, isso não aconteceu comigo”, já acaba com a chance da denúncia.
        Agora vai ficar mais fácil creio eu que finalmente entenderam isto:
        “Foi publicada nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial da União a lei nº 12.650, que altera as regras sobre a prescrição do crime de pedofilia e também o estupro e o atentado violento ao pudor praticados contra crianças e adolescentes. Agora, a contagem de tempo para a prescrição só vai começar na data em que a vítima fizer 18 anos, caso o Ministério Público não tenha antes aberto ação penal contra o agressor. Até então, a prescrição era calculada a partir da prática do crime.
        “Uma menina que sofreu essa violência ainda pequena não teve a condição de dizer sobre esse sofrimento antes dos seus 18 anos”, afirmou a ministra. ”

        Li no globo.com

      • Maverick_RJ

        Medo de julgamento não te impede de sair com top e minissaia…
        Ignore o julgamento e denuncie

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Nada me impede de sair de top e minissaia. Não saio vestida assim porque não gosto! O que me impede é que não faz meu estilo e nem condiz com a minha personalidade…
        Se fosse por medo de julgamento eu não teria piercings e nem tatuagens.
        Uma coisa é o que vão pensar, outra coisa é sentir impotência mais uma vez…Uma coisa é o que dizem levando em conta a aparência, outra é como julgam situações que acabaram com o emocional da pessoa.
        No meu caso já prescreveram a maior parte dos acontecimentos. Tenho 25 anos, Maverick. O medo não é ser desacreditada em si. O medo é de passar anos reunindo forças para denunciar algo que não é tão preto no branco e que destruiu muito do meu emocional e correr o grande risco de que destruam o pouco que sobrou.

      • Marcela

        Poxa, não sabia dessa alteração da lei!!!

      • Marcela

        O medo, vergonha, culpa, o tempo que passa…tantas outras coisas
        No meu caso tudo isso e mais a vontade de não fazer minha própria familia sofrer, pq tenho certeza que seria devastador para eles.

      • Marcela

        Só entende quem já passou por isso, essa é a verdade

  • Augusto

    “O importante é que, depois do estupro, ainda falei amigavelmente com meu estuprador, e ainda tive pena dele.”

    Paula, você passou por algo horrível mas eu realmente não entendo como é possível sentir pena de um sujeito que fez isto com você. Como você explica isto?

    • Paula Abreu

      Explico: depois que ele terminou, e me viu chorando, e viu o sangue na roupa de cama, e CAIU EM SI do que tinha acontecido, ele aparentemente ficou mal com o que tinha acontecido. E alegou que não queria ter feito aquilo. E eu me coloquei no lugar dele – quando deveria estar me colocando no meu – e senti pena. Depois de um tempo, passou. :)

      • http://www.facebook.com/adriana.fayadcampos Adriana Fayad Campos

        O comportamento dele foi típico de homem que agride mulher, bate e depois assopra. Não sei se caberia nesse caso falar em Síndrome de Estocolmo para entender sua reação, mas sem dúvida foi a maneira como sua mente conseguiu lidar com isso naquela época. Sentir pena dele talvez tenha sido uma forma de ter as rédeas de volta, afinal só se sente pena de alguém que julgamos estar inferior a nós naquele momento em algum nível. Vc diz que se colocou no lugar dele, talvez pque ele te empurrou pra fora do seu próprio lugar (seu corpo), daí vc fez o que ele deveria ter feito, colocar-se no lugar do outro pra saber como é e não atacar. Sua defesa foi deixar a realidade se formar só aos poucos na sua cabeça, com a distância do tempo, para então ver a condição de vítima no passado e não no presente, quem sabe…. agora vc provavelmente está mais forte pra encarar os fatos do que qdo aconteceu. O que não quer dizer que vai ser fácil.
        Um colega fez uma pesquisa sobre isso, aplicou um questionário ou teste, que geralmente é usado em vítimas de sequestro para detectar a ocorrência da Síndrome de Estocolmo, em mulheres que sofrem agressões físicas constantes dos maridos. E a correlação foi alta, ou seja, mulheres que são abusadas pelos maridos muito provavelmente não os abandonam pque estão presas a esta síndrome, onde a vítima constrói um laço afetivo grande com o agressor e não só o perdoa, mas justifica pra si mesma a agressão, acreditando que fez algo para merecer e que apesar da violência, “ele é um ótimo pai”, ou coisa que o valha….
        Paula, deixo aqui pra vc um verso de um poema do meu querido Pessoa (Álvaro de Campos):
        “Os outros nunca sentem; Quem sente somos nós,
        Sim, todos nós,
        Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.
        Nada? Não sei…
        Um nada que dói…”

      • Augusto

        Quando você está no meio de uma discussão e fala algo que não deveria, isto é perdoável e entendível. Agora, quando um homem fica minutos cometendo uma violência terrível como esta, não existe desculpa do tipo “não queria ter feito isto” ou pena que alivie o que ele fez.

        Eu costumo ser uma pessoa com grande empatia, e não consigo me colocar no lugar dele, porque é simplesmente inconcebível um ato assim.

      • Julia

        Eu acho que a pena vem do fato de eles terem sido amigos, serem amigos. É muito difícil explicar os sentimentos num momento desse com tanta coisa envolvida.

  • Pedro Rodrigues

    Confesso que não sou muito fã de arte mas, fiquei impressionado com as obras de Egon Schiele… :)

  • Lih

    Me emocionei com o relato e com os quadros do Schiele! Que bom que vc voltou a ser dona do seu corpo! Aceitar e chorar pelo que houve é o primeiro passo para tornar isso pelo menos um pouco digerível. Gostaria muito que seu “amigo” tivesse acesso a esse relato e entendesse o estrago que fez. Parabéns pela coragem de dividir isso com todos nós! E endo os outros comentários, que bom que os homens entendem e apoiam a sua inciativa! Sinto muito pelo que te aconteceu.E aplaudo sua atitude.

  • Roney Belhassof

    Imagino que em algum momento surgirá um comentário idiota e imagino que você saiba o que vou dizer, mas não custa reforçar: cada pessoa como eu que te admira profundamente pela corage e posição vale por mil desses idiotas e vc, bem vc vale 10 mil deles facilmente.

    Obrigado pelo post! Pois ele me faz bem também! Afinal somos pessoas e o bem feito a um de nós é feito a todos!

    • Paula Abreu

      Obrigada, Roney. Se aparecerem 10 mil idiotas mas eu conseguir ajudar a uma mulher que seja, estarei feliz. :)

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        roney é gente boa, paula. é meu vizinho. :) e conheci ele e a claudia, sua esposa, através da divina heloisa. :)

      • vivian

        Paula, faz uma semana que li esse texto e voltei para reler os comentários. Eu sinto muito que a conversa tenha perdido o nível da argumentação, e que está se relativizando tanto um assunto completamente pontual.

        Mas saiba que compartilhei esse teu texto e a recepção foi muito boa, embora nenhum dos fãs tenha aparecido aqui para comentar.

        Adorei sua participação nesse texto, volte com mais ideias, sempre.

      • faabio gomes

        IDÉIAS DE ENFIAR O DEDO NO CU DOS CARAS
        ADORO ISSO DONA INTELECTUALZA ESTRUPRALDA

  • Anônimo

    2 coisas importantes a dizer. Uma em relação ao texto e outra aos comentários.

    Comentando o texto: É absurdo o que fizeram à Paula. Uma ex-namorada minha foi estuprada no metrô. Estupro não tem justificativa e não pode sair impune. Paula, você tem minha admiração pela coragem de relatar isso a todos e espero que tenha superado esse trauma. Mas vou fazer uma pequena crítica/sugestão. Se você sabe o nome e sobrenome do estuprador, deve fazer a denúncia, senão está deixando exposta todas as mulheres que você veio aqui proteger desse sujeito. Um criminoso à solta tem a liberdade de agir. Nao entendo de leis, se o crime ja prescreveu ou se você acha que ”não vai dar em nada” por conta do tempo que passou, a polícia vai entender a sua demora e, NO MINIMO, vai ficar de olho nele.

    Em relação ao ”homem x mulher” que o Eduardo iniciou com um comentário infeliz se brincadeira, ou mal colocado se foi verdade.. Eu nunca sofri abuso sexual, mas ja sofri agressão física de uma ex-namorada. Tínhamos brigas feias e estávamos agressivos no final do relacionamento. Em duas ocasiões diferentes ela me deu um soco na cara (uma dessas vezes, sangrou minha boca, a outra foi na bochecha ). Mesmo ela estando embreagada, não tinha o direito, e eu não tinha uma lei Maria da Penha pra recorrer se quisesse. Assim como a Paula, me senti impotente (levar um soco na cara e não poder fazer nada, não é brincadeira). Sou enorme, tenho 1,90m e peso mais de 90 kg, e não podia reagir, apesar de toda a raiva. Não o fiz, só disse a ela que desejava que ela fosse homem ali, pra eu poder lhe quebrar a cara de igual pra igual, e saí do recinto não acreditando naquilo tudo. Claro que pensando agora, não sinto raiva nenhuma e posso dizer ”violência nunca é o caminho”, mas ali no momento, depois de tomar um murro e com a boca sangrando, o ultimo a me dar conselho era Gandhi. A questão não é ”homem x mulher”, e nem homem OU mulher, é homem E mulher. Devemos sim era nos unir, homens E mulheres, pra combater esse problema da agressão fisica e sexual que é feita e sofrida por ambos os sexos. É evidente que as mulheres sofrem mais, mas se criarmos sempre leis unilaterais (como a Maria da Penha) ou movimentos unilaterais (como a marcha das vadias), o outro sexo não se sente incluído, e apesar de concordar com a proteção ao outro, fica com um sentimento de que falta à ele tambem, então deixa de participar ativamente. Gostaria que pensassem sobre o assunto.

    • Dra. Libido

      Anônimo, o que sua namorada fez é um ato de agressão e vc poderia ter ido normalmente a delegacia de polícia e registrar ocorrência. Não entendi o pq não o fez. É crime praticar violência contra outra pessoa, independente do sexo. Agora a Lei Maria da Penha é outra história, assim como a Marcha da Vadias. A lei vem para tentar coibir a violência doméstica praticada contra as mulheres. Maria da Penha é um intelectual que foi brutalmente espancada pelo seu marido por ciúmes, hoje ela se encontra paraplégica por causa de um tiro que ele deu nela. Seu marido só foi punido 19 anos depois. É uma lei que busca enfrentar a violência doméstica dirigida contra as mulheres. Pois como vc mesmo deve perceber não há igualdade de gênero no Brasil. É uma lei que vem para publicizar e tentar evitar este tipo de violência. Com relação à macha das vadias, ela não excluí os homens. Muitos participam. Já tentou ir em uma? Eu sei que existem alguns movimentos mais radicais, mas é direito das mulheres se manifestarem, não? Vc queria uma marcha para os homens? Também acho válido. Só repudio movimentos conservadores e de direita, como algumas bizarras marchas religiosas que vem para impedir o direito do outro. É isso que penso. rs

      • Anônimo

        Dra. Libido. Acho que você nao entendeu o que eu quis dizer, pois na sua linha de raciocínio (de que era só eu ir á delegacia fazer denúncia por agressão), a lei Maria da Penha não precisava existir. Era só a mulher fazer a mesma coisa, não? Afinal, é agressão, ”veio pra coibir a violência doméstica praticada contra as mulheres”. Pontual. Estou falando dessa proteção exclusiva à mulher, que apanha, mas que as vezes também bate. Nunca deveria apanhar e nunca deveria bater.

        Se eu vou à delegacia fazer essa denúncia, o dr. delegado registra mas vê o meu tamanho, bate nas minhas costas e diz ”vc vai sobreviver campeão”. Agora, imagina o contrário, ELA com a boca sangrando na delegacia. Eu vou preso por violência doméstica. É dessa desigualdade que estou falando. Assim como a mulher não pode ser estuprada em nenhuma circunstância, eu não posso tomar uma na cara tranquilo só porque sou grande e homem. Se um pai bate na cara da filha de 13 anos e ela vai à delegacia, ele roda. Acontece a mesma coisa com a mãe que bate no filho homem da mesma idade?

        Sim, ja fui à marcha, e outras diversas marchas. Se unificarmos as causas, ganharíamos mais, Hoje temos aí a greve nas universidades que prejudicam alunos e professores, mas quem participa? só os professores, sem apoio dos alunos. Por que? Pois as causas são SÓ dos professores, se reinvindicassem melhorias na infra-estrutura, qualidade do ensino, maior oferta de matérias… enfim, os alunos apoiariam. Essa é minha linha, a luta em defesa da mulher existe e tem o apoio dos homens, mas uma participação passiva, não ativa. Se fosse uma luta contra a violência doméstica independente do sexo, eu acredito ser mais justo e acredito que os homens se veriam incluídos e participariam mais.

      • Paula Abreu

        Olha, não entenda meu comentário como desmerecendo a agressão que você sofreu — acho a coisa mais horrenda do mundo mulher agressiva que bate em homem. Mas o tratamento desigual é necessário, justamente pela desigualdade que existe. É sempre necessário tratar os desiguais desigualmente. O seu caso, embora real e horrível, é a minoria. Espero que nunca mais aconteça, nem comigo nem com você. :) Abraços.

      • Dra. Libido

        Tá difícil o povo entender aqui, Paula! rsrs….

      • Aleatório

        Dra. Libido, seu comentário é arrogante e ignorante… o que o anônimo disse acima é totalmente lógico. Ele não invalida as leis e as passeatas e todas as ações voltadas exclusivamente para mulheres, ele só diz que se elas fossem inclusivas para homens, seria mais fácil fazer com que homens se comprometessem com a causa, seriam mais eficientes. É principio básico do comportamento humano, você se compromete com as coisas que tem importância para você, que te tocam de alguma forma. Claro que o discurso “As mulheres da sua vida também podem ser vitimas, etc, etc” sensibiliza, mas é muito mais fácil ganhar o envolvimento das pessoas quando elas são diretamente implicadas, quando sentem na pele, ou quando de fato alguém muito próximo sofre. Felizmente não são todos os homens que tem mulheres em sua vida que sofreram agressões ou abusos, e mobilizar estas pessoas seria mais fácil se elas se sentissem incluidas.

      • http://www.facebook.com/vanessasayssanti Vanessa Freitas

        Praqueles que acham que temos que “incluir” os homens em absolutamente tudo que fazemos, sugiro a leitura desse artigo: http://www.trickster.org/symposium/symp181.htm

        “…When we get together Saturday
        night, we’re going to paint our nails and put goop on our faces and play
        with each others’ hair and watch movies with really hot guys and talk
        about how hot the guys are and probably talk about sex and periods and
        all that fun stuff. Do you really have any interest in that?”

        “No,” he replied, “but we could do other stuff instead.”

        Ou seja… além de TUDO que sofremos diariamente pelo simples fato de sermos mulheres, ainda somos obrigadas a incluir os homens em tudo que fazemos. Caso contrários, estamos “excluindo” uma maioria que sempre teve poder sobre nós.

        Não me levem a mal, eu AMO homens, mas acho que tá na hora do sexo masculino se conscientizar da dificuldade que é e que sempre foi ser mulher em um mundo totalmente machista e dominado por homens.

        E não vou nem falar dos abusos que também já sofri, porque serão só mais alguns parecidos com esses tantos que já relataram nos comentários daqui.

      • Paula Abreu

        “Não me levem a mal, eu AMO homens, mas acho que tá na hora do sexo masculino se conscientizar da dificuldade que é e que sempre foi ser mulher em um mundo totalmente machista e dominado por homens” [2]

        Perfeito.

      • Nanda

        ‘Felizmente não são todos os homens que tem mulheres em sua vida que sofreram agressões ou abusos ”

        Será que não? Acho que vale um olhar mais cuidadoso a respeito. Não conheço NENHUMA mulher que nunca tenha passado por uma situação de agressão sexual, mesmo que verbal, ao menos uma vez na vida.

        De qualquer modo, recomendo:
        http://cynthiasemiramis.org/2011/08/07/lei-maria-da-penha-e-a-igualdade-entre-homens-e-mulheres/

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Anônimo, há circunstâncias bem específicas da violência contra a mulher que justificam a proteção especial. É o mesmo raciocínio que levou à leis específicas para idosos e crianças.

      • Guest

        Caro,
        de qualquer forma ousaria desacreditar da validade do que você está dizendo. Violência não é “violência contra a mulher”, é violência contra qualquer pessoa, seja ela humana, seja ela de outra raça (Peter Singer. “A pessoa humana”, “a pessoa-bicho”, “a pessoa-vegetal”. Segundo este filósofo, na dor, somos iguais a qualquer ser vivo.).
        Contudo, enquanto não existir um equilíbrio, será necessário tratar o diferente de forma diferente para garantir que ele tenha, ainda que com o recurso do Estado, as mínimas garantias de viver uma vida digna. Em um exemplo mais claro, veja as iniciativas para promover a acessibilidade. É uma forma de criar mecanismos para que a minoria com qualquer limitação (seja ela de qualquer caráter) possa conviver em sociedade da forma que a maioria dita “normal” convive. Por isso que a Lei Maria da Penha tem este fundo de proteção à mulher, uma vez que é a mulher que representa a minoria na sociedade. Uma vez que é necessário sim que exista uma lei que nos protege de violênciaS pela incapacidade de ainda nos verem como iguais.
        Dito isto, juro, admiro sua coragem em expôr sua história. É por existir pessoa assim no mundo que ainda temos chance de mudar este destino cruel ao qual vamos nos encaminhando.

      • http://www.facebook.com/madelainesilva Madelaine Silva

        ah, eu to tentando mesmo desencaminhar a resposta ao Thiago, mas… enfim, tá dito.

      • Marina

        Nossa, fiquei emocionada, triste e abismada com os comentários… Dos 8 aos 11 anos, fui abusada pelo meu irmão mais velho… Não sabia do que se tratava… Não entendia o que era abuso… Sim, nessa época eu não sabia o que era sexo… Só contei isso para duas psicólogas, nunca tive coragem de abrir isso para ninguém, geralmente as pessoas te julgam, assim como ocorreu com várias pessoas acima. O que mais me chamou atenção foi o caso de abuso da mãe. Infelizmente, vivemos em uma sociedade que coloca a mãe em um pedestal e sabemos que são pessoas tão falhas quanto qualquer outra pessoa. E todo esse péssimo relacionamento familiar me trás traumas até hoje. Fico muito grata em saber que não estou sozinha e ao mesmo tempo muito triste em perceber que esse tipo de abuso vai continuar ocorrendo…

      • Maverick_RJ

        A lei Maria da Penha é aplicada a homens que sofrem agressões também. Só se enquadra na Maria da penha onde há relação emocional, caso contrário é agressão/lesão corporal e etc…

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        se um pai ou uma mae bate nos filhos ou filhas, a lei aplicável não é a maria da penha, mas o ECA

      • Maverick_RJ

        Minha tia foi condenada a pintar meio-fio…. Nunca foi pintar nenhum… e tá lá, firme e forte….

        Se o agressor aos meus primos fosse meu tio, estaria preso.

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        ah, e existem projetos para ambos os sexos. dá uma olha do projectunbreakable.tumblr.com tem alguns relatos masculinos

      • http://twitter.com/florzinnha Flor

        e você acha que o delegado bater nas suas costas e dizer “vc vai sobreviver campeão” é culpa da lei maria da penha?? não. é culpa do machismo.

  • Rodicéia

    parabéns, Paula, e muito obrigada por dividir sua mazelas conosco. E se não formos contar o ato sexual em si, a penetração forçada em si, sim, toda mulher (ou uma maioria esmagadora) já sofreu algum tipo de abuso por simplesmente ser mulher.

  • Dora_Delano

    admirável sua iniciativa, Paula. E acho que contribui, principalmente, para entendermos, nós e os homens, o que é o estupro. O que é a violência sexual? Qual o limite do corpo alheio que insistem em ultrapassar como conquistadores bárbaros em terras estrangeiras? É tudo isso que precisa ainda ser esclarecido para que não tenhamos dúvidas, como você teve. Como cada uma de nós, com certeza, já teve. E para que não tenhamos mais.

    Bravo.

  • Diogo Amaral

    Parabéns, acredito que irá ajudar muitas pessoas.

  • Andre Telles

    Outro dia lendo uma pergunta num blog sobre a possibilidade de existir amizade entre homem e mulher, sem o fator sexual…li o relato dos homens dizendo que não rola, fiquei a pensar….então os homens se relacionam com inimigas?? Ou apenas com um obscuro objeto de desejo? Além de muitos outros fatores que contribuem para essa ignomínia, todos bem menos lúdicos do que a minha ponderação, talvez, essa inimizade histórica dos homens contra as mulheres (haja visto a idade média), esse se sentir ameaçado pela vergonha, da rejeição ao desejo e usar da força, física, moral, familiar ou psiquica para impô-lo, seja um dos componentes dessa trágica realidade que nos acompanha a milenios, talvez falte aos homens mais do que desejar uma mulher, falta a nos homens antes de desejá-las, gostarmos admiradamente encatodoramente, das mulheres.

    • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

      exato. para alguns, mulheres ou são o objeto de desejo em cima do pedestal, ou são alienígenas, de outra espécie. amigas mulheres são como amigos homens, pessoas, normais, com erros e acertos, que merecem igualmente respeito. se um cara afirma q jamais seria amigo de uma mulher, já é um excelente motivo pra mulher nenhum querer ficar com ele

      • Maverick_RJ

        Já se ele tem várias amigas, mulher nenhuma também o quereria…
        Grandes possibilidades de ser um galinha…

        Dar pra ele pode ser bom…
        Relacionar com ele, chance de chifres…. Já ouvi isso…

    • Marcos

      A questão é, e de fato, que homens, enquanto não comprometido, não conseguem ser “apenas amigo” de mulheres.
      E isso não é por desrespeito, falta de admiração ou qualquer vislumbre das qualidade presentes naquela pessoa.
      Os critérios do homem são diferentes dos das mulheres para a busca do parceiro “ideal”, sendo assim, se aquela pessoa tem as qualidades necessárias para ser minha amiga, ela sim, está “qualificada” para dar um passo adiante na relação.
      Historicamente, culturalmente e até quem sabe, fisicamente, somos os provedores, os protetores, o que acaba por diferir o que é “procurado” em um parceiro.
      Afinal, o que é a amizade entre homem e mulher, do que um namoro sem relação sexual? Não vejo diferença alguma.
      Tive e tenho muitas amigas, hoje não vem ao caso pois estou com a mulher que amo, mas posso garantir, que na juventude, se essas amigas dessem o sinal, o relacionamento evoluiria, como cansou de evoluir.

    • Felipe G.

      Andre.

      Realmente não sei o que lhe dizer. Apesar de entender que homens e mulheres são iguais eu fico excitado com praticamente qualquer mulher. Eu com certeza não conseguiria ter uma amiga mulher e tratar ela da mesma forma com que trato meus amigos homens. Não sei se isto é certo ou errado. Sei que é a verdade. Amizade entre homem e mulher pelo menos de minha parte sempre haverá um desejo reprimido pelo outro. Simplesmente não consigo olhar uma mulher que não seja minha avó ou mãe e não sentir tesão e imagino que o mesmo aconteça com a maioria dos homens. Mas nós aprendemos a controlar isso e é isso que nos diferencia dos estupradores. Todo homem já deu uma olhada mais interesseira na menininha de 14-15 anos saindo do colégio mas todos sabemos o quão errado seria agir aquele impulso. Acho que o mesmo acontece nas relações de amizade entre homens e mulheres. Vontade todo homem tem, sempre, apenas aprendemos a controlar.

      • Kiko

        Felipe G., parabéns cara, você ganhou o prêmio de testosterona-man do ano! Excitado com praticamente QUALQUER muher? Uau, quanta potência! Quantos anos você tem? 17, 18? É né? Mas ok, tudo no seu devido tempo. Abraço.

    • Alice

      Para com isso. Sério. Mulheres são seres humanos. Elas não são santas, nem putas. Essa dualidade instaurada justamente na idade média ferra a vida da gente e de vocês também. De repente, você tá lá todo apaixonado por uma mulher inteligente, sensível, incrível (nem todas são, claro – somos humanas!) e aí você descobre que ela transou com meio mundo e fica frustrado porque ‘não, mulher não pode sair trepando por aí’. Para! Você tá sendo todo doce com ela, mas ela te despreza – então é uma vadia que não sabe valorizar um homem de verdade. Para! Somos seres humanos. Crescemos numa cultura que não nos inculta a violência contra o sexo oposto (a violência no geral), nem a promiscuidade, nem a desonestidade – mas nada do que é humano nos é alheio. Sem mulheres no pedestal. Olhem-nos como iguais (antes que alguém diga – não sem desejo, mas sem preconceitos).

      • Maverick_RJ

        Estudos apontam para quanto maior o número de parceiros, maiores as chances de infidelidade….

        Não, não possuo a fonte… pesquisarei e a colocarei aqui…

    • Maverick_RJ

      Acredito na amizade homem x mulher… Só que na excessão…
      Mulheres dizem, “Não rola… Você é meu amigo…”
      Quero ver o contrário ocorrer… Mulheres, se abrirem as pernas para seus amigos, serão comidas sim…

      Sim, a maioria se faz de amigo…

      Não, não nos relacionamos com inimigas…. A mulher da balada, irmão de amigo, até mesmo conhecida de algum lugar e com relacionamento mais estreito não é minha amiga, tampouco minha inimiga…

      Possuo UMA amiga, com a qual não rolaria nada, de ambas as partes…

  • Tatiana

    Realmente é um ótimo texto, mas o que realmente faria diferença no caso era a denúncia. Você tomou alguma providência legal contra o seu agressor?

    • Paula Abreu

      Não, Tatiana, não tomei nenhuma atitude. Porque, como explico no texto, demorei meses (ou anos, não lembro) para sequer ADMITIR que fui estuprada. Pra entender o que tinha acontecido comigo. Infelizmente. Uma pena mesmo.

    • Paula Abreu

      Mas deixando bem claro: não me sinto culpada por não ter tomado nenhuma providência. Não foi minha culpa. Ponto.

  • Aline

    Um texto chocante, revelando uma realidade que a sociedade luta para manter escondida. Parabéns pela coragem de assumir e publicar o que houve com você.

  • gabi

    Obrigada Paula, todas nós já passamos por situações horríveis por causa da imagem que muitos homens tem das mulheres. Não precisam ser homens malvados, apenas foram criados com uma concepção errada sobre as mulheres. Acho um absurdo que a tal “cantada sexual na rua” seja vista como normal e inofensiva. Precisamos mesmo discutir sobre isso, obrigada por compartilhar sua dor porque ela nos lembra de resistir e reconhecer os abusos que sofremos e ignoramos por achar que “é normal” ou que meremos

  • http://twitter.com/dambarba Danilo Barba

    Paula Abreu é a música em pessoa, ou apenas musicista?

    • Paula Abreu

      Muito pertinente e relevante. Parabéns.

  • Damaris

    Obrigada, Paula, pela sua coragem em relatar tudo isso. Por todo tipo de violência, física ou verbal, que nós mulheres sofremos todos os dias. Na rua, em baladas, em ônibus. Homens que acham no direito de nos humilhar. Homens que nos deixam cicatrizes para o resto da vida.
    Que todas as mulheres que sofrem com este mal encontrem essa força para falar, para buscar ajuda e para matar essa tradição de violência.

  • Denise Neris

    Não sou nenhuma psicóloga mas acredito que a sua reação pós-estupro foi só uma forma de se defender da dor, do constrangimento, do medo, foi a forma que você encontrou de se proteger. Mas ainda bem que mesmo depois de tanto tempo você se permitiu chorar, sofrer, quem sabe superar. Força sempre Paulinha! ;*

  • Amoral Heart

    Acho que todo mundo diz, denuncia, etc… mas na maior parte das vezes a denuncia e’ dolorosa porque os policiais ainda nao acreditam, amigos em comum chegam a proteger o agressor, e se o caso chegar ate a justica, a vitima e’ acusada de mentirosa, provocadora, etc. claro que “a culpa so’ pode ter sido dela”.

    O agressor na maioria dos casos sai como inocente e a vitima envergonhada e publicamente exposta. Por isso as mulheres preferem muitas vezes nao correr o risco e proteger a vida pessoal, profissional e intima com o atual marido / namorado, filhos, etc.

    • Maverick_RJ

      Por que vai ficar claro que a vítima se expôs… mesmo que não quisesse, assumiu o risco…

      Na minha não importante opinião, a autora se expôs…

      Ha relatos de mulheres aqui que foram realmente violentadas, não desmerecendo o que aconteceu com a autora… digo me voltando ao fato de violência, aquela dos becos escuros já debatidos aqui…

      Sim, quem foi coagida por desconhecidos, deve denunciar sim.

      Quem foi violentada em situações de exposição, ou difícil convencimento, deve estar muito certa ao fazer a denúncia…

      1 – O Apoio familiar é imprescindível. Conte a alguém da sua confiança.
      2 – Obteve apoio, Denuncie.

      Se você não tiver apoio e for julgada por parentes e amigos, nem tenta denunciar… Vai se expor mais.. Fato… Vai reviver o estupro ao narrá-lo, vai sofrer, será você a julgada e verá o cara sair livre…

      Vai gerar preconceitos para futuros namorados, dificultar relacionamentos, envergonhar filhos e etc…

      Não é assim com todo mundo, mas, não encontrarás apoio na maioria das pessoas…

      Se for necessário, procure ajuda profissional…

      Só vá a polícia se as chances para você forem de 150%, ou correrá o risco de ser estuprada novamente pelos deboches, pré-julgamentos e etc… e preferencialmente, não vá desacompanahda e leve seu/algum advogado…

  • R

    Dá mesma forma que um homem (pelo menos homem de verdade) fica chocado, como eu…É impressionante o que esses caras fazem, mas devo dizer:
    Infelizmente, nossa sociedade se prestou a ainda valorizar esses “tipos” que se consideram “homem”, ESTUPRADORES,fanfarrões e ignorantes etc, a serem exaltados como modelos de “macho-alfa”. Parabéns pela coragem, e infelizmente eu como homem sinto vergonha de ler isso. Não só pelo mal causado à tua pessoa e a tantas mulheres. Mas pelo fato de ser professor e ter tantas alunas que passaram por isso, especialmente menores de 13 anos. E mesmo assim, nós os homens de bem vamos escutar, carregar esse fardo por anos e mesmo assim não vai reparar nenhuma vítima. Precisamos de educação, especialmente na parte que se deve respeitar os outros ínviduos.

  • Rafael

    Existe um documentário interessante sobre os efeitos do abuso em crianças e do ciclo vicioso que a violência pode se tornar.
    A história da menina beth é comovente.

    http://www.youtube.com/watch?v=8Bp-cgUQpbk

  • http://twitter.com/barangurte Jenny

    Esse foi um dos posts mais verdadeiros, mais honestos e mais corajosos que eu já li.
    Entendo cada palavra.

    Parabéns Paula por sua coragem não só de se expor, mas de tocar num assunto tão incomodo para toda a sociedade.

    Não há como expressar o quanto eu admiro você nesse momento.

  • Roberto Paulo

    Como homem não estuprador, e que nunca quer nem ao menos ser confundido com um, algumas coisas nessas discussões sobre estupro sempre me deixam confuso. Como a questão da “cantada” ou “investida”. Outro dia na balada a mina passou e eu comentei que ela era linda. Ela sorriu. Se ela não tivesse sorrido seria estupro? Seria uma grosseria contra a mulher? Uma objetificação do sexo oposto? Quando eu to ficando com uma mina e deixo a mão boba descer é estupro? O certo seria parar tudo, olhar nos olhos e pedir autorização expressa só pra garantir? Sei lá, pra mim não sempre foi não, jamais forcei nenhuma nenhuam situação, seja moral ou fisicamente, mas quando leio textos assim e os comentários, dá uma impressão que meu comportamento seria considerado o de um estuprador…

    • Dra. Libido

      É assim:
      1) Cantou, ela sorriu, ok! Se ela não sorriu, é pq ela não gostou. Simples.
      2) Investiu, ela correspondeu, ok! Se ela disse não, é não. Simples, é não.
      3) Deu uns amasso e resolveu passar pela segunda base, ela permitiu, ok! Se ela disse não, é simples, é não.
      4) Se vc pretende se relacionar com alguém, sim, tem que ter o consentimento do outro sim. Simplessssssss demais!
      5) Vc gostaria que outro, seja homem ou mulher, sem pedir licença tacasse a mão na sua bunda? Não né? E se fosse um homem te catando sem vc querer corresponder?
      Pode isso, Arnaldo?

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Dra. Libido e Roberto,

        O problema é que a imagem da mulher que relutantemente se submete é bem difundida na cultura e na (des) educação sexual. Se falarem que essa imagem é fruto de um machismo e, portanto, parte do problema, terei de concordar.

        Acho que conforme vão se desfazendo uns esteriótipos bobos (como a exclusividade da iniciativa masculina) as coisas devem ficar mais claras.

        Tudo isso pra responder que, sim, na maioria das vezes, muito do que é feito em boates e afins (puxões de cabelo, posturas intimidadoras) são crimes contra a liberdade sexual.

      • André Martins

        Se o “não” que ela disse for apenas doce, isso não é problema seu. Caia fora, ela que se resolva antes de brincar de ser adulta.

      • eikinkloster

        @google-edf010b42a1f9046b0eed9e90807f6d7:disqus o não de doce é muito mais comum do que isso, e nem todo mundo pode se dar ao luxo de descartar toda uma classe de parceiras potenciais.

      • Paula Abreu

        Melhor se dar ao luxo de perder uma parceira potencial do que correr o risco de se tornar um estuprador. Não?

      • eikinkloster

        @paulaabreu:disqus não. Há uma enorme distância entre insistir depois de uma recusa e forçar o sexo.

      • Roberto Paulo

        Até o item 5 concordo com tudo, ai chega o “E se fosse um homem te cantando sem vc querer corresponder?” .
        Por exemplo, se um homem ou mulher me cantasse, o que acontece as vezes, as primeira reação é analisar pra ver se vc se interessa e depois dizer sim ou nao conforme o caso. Mas assim, eu nunca me senti estuprado com uma cantada, afinal de contas, alguem tem que tomar a iniciativa de demonstrar o interesse. É claro, se a outra parte insistir diante da negativa, ai é outra coisa.
        Mas quando leio as coisas aqui a impressão que dá é: Vc cantou a mina, ela não gostou da cantada = estupro. E sei lá, meu cerebro nao consegue entender isso, ele quer entender, mas não desce.
        Ai acaba parecendo assim: Se um um icone de adoração feminina, sei lá, escolha o galã de filme favorito, diz “Ai se eu te pego sua potranca” é uma cantada, mas se um cara feio que não agrada a mina diz “oi linda” é um estupro.

      • Carol

        Olha Roberto, cantada e agressão são coisas diferentes. Quando você está em uma balada ou qualquer lugar que você propositalmente foi para conhecer gente nova, ficar, etc… é óbvio que vão haver cantadas, se a moça fez cara feia é porque não gostou e ponto final. Mas a agressão é você estar no metro, na rua, faculdade e ter que ouvir “se eu te pego, um dia ainda te como” e vários outros comentários com essa educação e classe, como forma de demonstração de que ‘Esse é um espaço masculino. Como ousa estar nele? Se comporte ou se lembre que eu posso te estuprar a qualquer momento’. É essa a diferença.
        A maioria dos homens não sabe o que é conviver com a cultura de estupro em que vivemos, viver aterrorizada, ter que se policiar pra cumprir as milhares de regras impostas ou senão sofrerá estupro como medida punitiva.

      • Roberto Paulo

        Acho que uma coisa que falta vocês perceberem, é que 95% dos homens são contra o estupro. Vcs já devem ter ouvido o que acontece com estupradores quando eles vão parar na prisão. Acho que essa de “esse é meu espaço vou te estuprar a qualquer momento” é meio sindrome de perseguição. Sei lá, como vc disse, nunca fui mulher pra saber como é…

      • Carla

        O engraçado é que quando se discute estupro grande parte dos homens já chega na defensiva, ninguém aqui está falando que todos os homens são a favor do estupro. Mas é inegável que há uma cultura de estupro em nossa sociedade, porque quando o Rafinha faz a ‘piada’ do cara que estupra uma mulher feia tem que receber um abraço, as mulheres não tem o ‘direito’ de ficar ofendida porque foi uma ‘piada’.
        ’95% dos homens são contra o estupro’, concordo, mas alguns entre esses acham bem normal passar a mão na bunda, encoxar alguém no metro. Porque pra mulher isso é aterrorizante, mas pra um homem que não estupra, isso é se dar bem.

        Não é porque o cara vai ser estuprado dentro da cadeia(o que eu sou terminantemente contra) que nós vamos nos sentir mais seguras e menos inferiorizadas aqui fora.

        Mas, anyway, isso é só mania de perseguição mesmo porque essas dezenas de relatos aqui nos coments só podem ser invenção né?

      • Nanda

        Não é curioso que esses mesmos estupradores, quando vão parar na prisão, acabam sendo punidos pelos demais com um estupro?!

        Essa questão de que 95% dos homens é contra o estupro é complicada… esse pensamento faz com que acreditemos que o problema está longe, está além de nós, e que não podemos fazer nada além de “não estuprar”. Mas somos nós que fazemos essa sociedade, e mesmo sem cometer o estupro, quando somos coniventes com essa situação, sabendo que é real e que atinge milhares de mulheres diariamente, reforçamos o comportamento machista da sociedade…

        Além disso, é importante ter um olhar mais cuidadoso, pois muitos desses que se dizem contra o estupro ainda acreditam que o estupro se resume à penetração e ignoram que o de acordo com o Código Penal, qualquer tipo de toque libidinoso não consensual é classificado dessa maneira.
        Muitos desses já forçou a barra com alguma parceira sem perceber a gravidade da situação… ou numa abordagem mais agressiva… ou naquela história de que o “não” era só charme, e que ela se fazia de difícil mas acabou por ceder… etc.

        Penso que os homens deveriam buscar mais informações a respeito do tema, e descobrir que toda mulher já passou por alguma situação de agressão sexual, ainda que verbal, ao menos uma vez na vida. E se não passou, certamente ainda passará.

        E quem pode mudar isso? Cada um de nós.

        Finalizo com uma frase que julgo adequada em muitas ocasiões:

        “Para que o mal triunfe, basta que os bons se omitam.” Burke

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        dizer, por exemplo, um “vc é linda”, olhando nos olhos de alguem, para de fato elogiar e tentar uma aproximaçao saudavel, é totalmente diferente de puxar pelo braço, ou falar alguma bobagem (q mtas vezes assume um tom de ameaça, coisas do tipo: “se eu te pego, te faço um estrago”) e sair andando satisfeito consigo mesmo, apenas para intimidar, para constranger.

        acho q dá pra saber q tipo de abordagem vc gostaria de receber se de fato quisesse se comunicar com alguem e q tipo de abordagem é feita apenas para alguem expressar sua opiniao sobre outrem, cagando pra como a outra pessoa possa se sentir a respeito dessa “avaliação”

      • S

        cantada não é estupro. simples.
        agarrar, forçar sexo com a lady contra a vontade dela pode sim ser considerado estupro. simples.
        mais simples que isso, impossível.

      • Guest

        cantadas muitas vezes são no minimo abusos verbais, intimações, etc

    • Rafa

      Você sabendo levar um não já é suficiente.
      Você respeita quando uma mulher fala um não?

  • Felícia

    Me assusto em ver a quantidade de mulher que passou poruma situação horrível como essa.
    Comigo aconteceu quando era muito nova, e devia ter uns 9 anos, e fui abusada por alguém da minha família, um primo. Ele devia ter uns 14 anos na epóca.
    Eele sempre foi muito estúpido comigo quando eramos crianças, como se me odiasse mesmo. Quando ele começou com a apalpação, eu não sabia o que era, parecia muito errado, mas achava que ele finalmente queria ser meu amigo.
    A coisa foi ficando mais séria e feia, e só de lembrar me dá nojo, dá vontade de vomitar, de gritar… Depois de um tempo, não sei o quanto, eu acabei contando pra minha vó (que não era vó dele), e por consequência contou pra minha mãe, que teve uma conversa com todo mundo, a mãe dele, eu, ele, todo mundo.
    O desgraçado desmentiu tudo, e eu acabei me sentindo a culpada de toda a situação. Fiquei muito mal, e por anos fiquei afastada da família dele…
    Depois de uns anos eu tentei reprimir essa lembrança a todo custo, mas deum tempo pra cá, eu tenho sentido tanta raiva.
    Principalmente porque meu pai num sabe disso até hoje, e minha mãe finge que num aconteceu nada, e o desgraçado chamou meus pais para serem padrinhos do filho dele.
    Não aguento ficar no mesmo ambiente que ele, olhar na cara dele, principalmente depois de descobrir tudo o que aquilo significava, com o passar dos anos a raiva só aumenta, e a magoa com minha mãe e minha tia também… Todo mundo age como se nunca aconteceu nada.

    • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

      sinto pela sua dor… minha mae foi abusada (nao chegou a ocorrer penetraçao) pelos irmaos tb com essa idade, e eles 2 tb eram novos, entao a familia abafou o caso, como se a inconsequencia deles pudesse ser perdoada por serem novos. ou seja, cagaram pro q tinha acontecido com ELA, pq nao queriam q ELES sofressem sendo presos e estigmatizados. e é claro q ela nunca contou isso pra mais ninguem, nao denunciou, guardou isso por anos, e só confiou em mim para contar esse segredo aos 50 anos de idade.

      se vc ainda for nova, denuncie. salvo engano, vc tem 20 anos a partir do crime até prescrever. se vc nao se sente forte por nao ter apoio em casa, procure um grupo feminista na sua cidade, talvez te ajude. te desejo força

      • http://www.facebook.com/luane.souza Luane Souza

        Este tipode caso quando envolvem parentes de 1º grau e também crianças é mais complicado ainda. A culpa são dos que fizeram ou da educação? As vezes, os adultos abafam o caso prq os responsáveis pela criança, no fundo, também se sintam culpados (espero eu), o menino aprendeu em algum lugar e os pais são responsáveis pela conciência da criança. É uma situação que acaba desarmonizando o ambiente familiar, aí é que tá, por anos nada vai voltar ao normal, é mais fácil fingir que não aocnteceu (não que eu concorde com isso!).

        Tenho um filho de 3 anos e na escolinha já rolam brincadeiras sexuais, tenho que ficar de olho e mostrar pra ele o que é certo e errado, isso é uma responsabilidade minha e que vai interferir no que ele fará no futuro.

      • Alice

        Acabei de pensar numa coisa: imagina se os homens fossem expulsos de casa por abusar/estuprar assim como as mulheres eram por transar/engravidar, hein?

      • Maverick_RJ

        A visão de prenda sua cabrita por que meu bode está solto ainda impera…

        Não concordo, mas, mais uma vez, é como vejo a coisa…

  • Mariana

    Meu pai me estuprou quando eu tinha 7 anos. Só fui contar para a minha mãe bem depois que ele morreu, não só porque a velha o idealizava mas também porque ela mesma me despia para tirar fotos minhas nua para ele, passava a mão nos meus seios, no meio das minhas pernas, na minha bunda. Dizia ela que eram fotos e atos inocentes, mas que não era pra eu falar sobre isso com os outros porque não iam entender o “carinho”.

    Quando eu contei para a velha, lógico, ela disse que eu estava mentindo. Não discuti mais, mas depois quando nasceu a minha irmã (de outro relacionamento dela), percebi que o jeito dela com a criança era tão despudorado quanto era comigo. Eu falava para a velha que esse tipo de “carinho” era errado, e por um tempo ela parou. Foi eu sair da casa dela e ir viver a minha vida, que o assédio para cima da minha irmã voltou. Nunca consegui conversar sobre isso com a minha irmã durante a pré-adolescência dela, fiquei afastada bastante tempo porque não conseguia mais conviver com a velha.

    Quando minha irmã fez 16 anos, apareceu na minha casa de mala e cuia; dei todo o apoio a ela, mas um amigo da velha (que na época se responsabilizou em fiscalizar a relação das duas) a convenceu a morar de novo com ela.

    Tentei falar algumas vezes novamente com a minha irmã, mas a resistência dela em se abrir comigo e a vigilância constante da velha em cima dela me impediram. Hoje essa minha irmã tem 23 anos, continua com a velha, teoricamente trabalha e, segundo ela, é feliz.

    Eu só sei que nunca mais na minha vida quero ver a velha na frente. Tenho pesadelos até hoje, e estou com 40 anos. Há 15 anos não moro com ela e há uns 6 anos cortei o contato de vez.

    O problema da menina ser vista como objeto sexual não é só dos homens, infelizmente.

    • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

      :(

    • http://www.notsosweet.com.br/ Magê Ciconello

      Chocante, abuso praticado pela própria mãe.

      • Valdeque Botelho

        É pessoal isso aí, vai muito além!

    • http://www.facebook.com/maria.santos.79025 Maria Santos

      Meu senhor que absurdo!

  • Cavaleiro Cristão 1095

    Ridículo, simplesmente.
    A mesma figura que escreve sobre o silicone que botou pra chamar a atenção agora escreve sobre “estupro”, como se ser apalpada na bunda por algum maluco qualquer no ônibus ou ter o coito com alguém que chamou pra jantar fosse algo digno de ser chamado de estupro.
    “Sei que é chocante revelar publicamente um estupro e pensei muito antes de escrever esse texto. Nem mesmo as pessoas mais próximas sabem do que me aconteceu.”
    Chocante? faz-me rir.
    Chocante é ver o lixo que a sociedade virou por conta desse esquerdismo vitimista patético.
    Sinceramente, se quer atenção, vá a um psicólogo ou algo do tipo.

    • http://www.facebook.com/carolina.paiva.75 Carolina Paiva

      Ou seja, segundo a sua lógica brilhante uma mulher não pode ser estuprada por um conhecido, não é? 70% dos estupros são cometidos por alguém CONHECIDO da vítima. Se informe, cara-pálida, e pare de culpar as vítimas.

    • André Martins

      Nobre cavalerio, saia de 1095 e venha para 2012, é ótimo.

      • Paula Abreu

        Hahaha, perfeito!

    • S

      Ela tem todo e qualquer direito de colocar silicone para se sentir melhor, isso justifica violência contra ela? Não, em hipótese alguma.

    • Rafa

      A sociedade dos macacos bonobos é cheia dessas arbitrariedades sexuais. Acho que você faria sucesso por lá. Afinal você é bípede, provavelmente tem mais habilidades sexual e marciais que todos os outros macacos.

      Boa sorte!

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    @paulaabreu:disqus, parabéns pela coragem. Relato corajoso,você se posicionou perfeitamente com as palavras, não é fácil se expor, assim.

    Estou grata á você por está, aqui, abordando esta questão tão presente e ao mesmo tempo ignorada pela nossa sociedade.

    “Na primeira vez em que um pau me foi enfiado goela abaixo – figurativamente falando – eu tinha apenas doze anos. Doze”.

    Comigo foi um pouco mais cedo, eu tinha apenas 9 anos, estava saindo do banheiro enrolada numa toalha e do nada surgiu meu tio, se aproximou com aquele olhar estranho e um sorriso nos lábios diferente dos outros dias. “Nandinha, querida, venha cá, deixa que o titio vai lhe ajudar á se vestir”, e puxou a minha toalha me deixando totalmente nua, foi a sensação mais horrível que já senti, aquelas mãos me tocando, o sexo dele estava visivelmente ereto, se encostando no meu corpo frágil, de criança. Quando ele viu que eu estava chorando e tremendo muito, me fez prometer que nunca ia contar pra ninguem, mesmo porque ninguem ia acreditar. Nunca contei.

    A segunda vez, tinha 12 anos, estavamos na fazenda dos meus avós de férias, acordei de madrugada com um primo de 18 anos tirando a minha calcinha e tampando a minha boca. Consegui: não sei como me soltar com uma mordida em sua mão. Comecei a gritar e todos acordaram, mas quando vi a cara do meu pai desesperado, percebi que se contasse a verdade, ele matava o moço, ali mesmo.

    Hoje, estou com 25 anos, minha primeira transa foi aos 21, não porque não sentisse vontade, desejo, tesão. O maior problema é que esses sentimentos vinham acompanhados de medo, muito medo, então sempre fugia, evitava intimidade.

    Atualmente, me considero mais segura, apesar de ainda sofrer algumas assédios inconvenientes e nojentos, já não tenho mais medo, nem de amar, nem de transar, mas tem uma caracteristicas em mim, que tenho certeza, serem reflexos desses antigos assédios sofridos na infância. Estou trabalhando, isso, e hoje estou bem, bem melhor!

    ps. a sensação é de um banho demorado, sinto que limpei algo que ainda estava sujo, em mim. :)

    • Luka

      Cara, muito ruim isso. Conheço uma moça que quando bem pequena foi bolinada por um homem, e quando contou pro pai se sentiu extremamente mal porque o pai bateu muito no cara, e ela pensou que o pai dela ia ter problemas, ia ser preso, por causa dela (coisas de criança). É foda não poder contar. E no seu caso escolher não ser protegida de um filhodaputa desses.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        O medo, a vergonha, isso tudo nos bloqueia.

      • Buque

        Já vi um caso semelhante ao que vc contou. Vi um documentário sobre o “maior padre pedófilo”, um irlandês, que abusou de umas crianças. E o fato só veio à tona bem mais tarde. E uma de suas vítimas (que tinha 6 anos na época dos abusos, e no documentário já estava com uns 27) contou que quando os pais dela descobriram, acharam um absurdo, de como um padre poderia fazer isso com as crianças da igreja e perguntaram a ela pq ela nunca disse nada. Ela relatou que, quando criança, o pai dizia pra ela que a amava muito, e que se alguém fizesse mal pra ela, ele iria matar a pessoa! Ela ficava com medo de contar, o pai matar o padre e ir preso. Às vezes pequenas frases causam um impacto tão grande na mente de uma criança que as impede até de proteger a si mesmas. =/

    • Carlos

      vc tinha q ter contado.. uma surra eh o mínimo q ambos merecem!!

      • K…

        Sabe o que é dificil nestas situações? Alguns pais (pai ou mãe), (família toda), não acreditam nos filhos que sofreram os abusos, não ouvem as crianças, batem nelas, falam que estão mentindo. Não ”sabem” receber a notícia acabam sendo complacentes com a situação.

        Acho que deveria ter contado também… Mas por ter estudado sobre, sei como pode ter sido difícil.

    • http://www.facebook.com/jessicamaria20 Jéssica Maria

      Eu sei como é Fernanda Magalhães, quando eu era criança com 4 anos eu era apalpada e assediada pelo filho da minha antiga babá e pelo marido dela também. Mas, graças a Deus nunca passaram disso.
      Mas, era terrivel eu me sentia confusa não sabia a quem recorrer e eu tinha muito medo na epoca. Por anos guardei isso comigo nunca contei a alguem, sinceramente é a primeira vez que eu falo sobre isso.
      E hoje eu com 19 anos sinto esse mesmo medo que você sentia. Quando algum homem se interessa por mim eu sinto medo, eu fujo, parece que soa um alto som de alerta em minha mente e me diz que é errado.
      É triste saber que mulheres já sofreram algo do tipo, pois causa uma marca dificil de se apagar.

      • Cacá

        Tem pessoas por aqui que diriam que você se colocou em uma situação de risco…

      • Maverick_RJ

        Não, ela não se colocou… Os pais a colocaram…
        É foda, pois, sabidamente, os abusos contra crianças ocorrem em sua maioria por pessoas próximas e de confiança da criança…

        Sabemos das nossas obrigações e necessidades financeiras, e ao invés de procurarmos uma instituição (Creche) para colocar a criança, procuramos por necessitados alternativos que nos cobram uma bagatela para prestar um serviço não profissional.

        Acredito que, em uma instituição profissional, o risco não estaria eliminado, mas, diminuído. O alto custo financeiro nos impede de realizar as melhores opções…

        Não é culpa dos pais, é dos agressores…
        Mas, não isenta da responsabilidade…

        Já vi bebês com babás o dia inteiro…
        Papai empresário e mamãe juíza, com renda familiar acima de 150 mil mensais, ninguém abre mão de nada pela criança… VAMOS PAGAR…

        É foda… os dois lados da moeda são cruéis;

        Fica cada vez mais nojento nos aprofundarmos no assunto e seu leque de péssimas opções…

    • Caroline

      Você contou para a sua família?

    • ale

      olha conversei com mulheres que tias as molestaram, professoras de educação física, abram os olhos nos colégios e falem com suas filhas

  • Fábio

    estupro e crime hediondo, vil, e animalesco, cometido por sociopatas, não psicopatas que não conseguem controlar seus instintos, mas pessoas mas, e sem empatia pelo próximo.
    Se combate o estupro com penas duras, e não com pseudo filosofia,e também incentivando e educando as vitimas a denunciarem, e que a culpa não e delas ( obvio) hoje no Brasil um estuprador pega no máximo 8 anos de cadeia, e destes não fica nem depois com as reduções, acaba sendo solto com nm dois cumpridos, absurdo total.
    Pena para crimes hediondos como estupro deve ser de no minimo 10 anos para cima, e em regime integralmente fechado.

    • fábio

      Mas eu fico triste quando vejo algumas pessoas simplesmente associarem crimes hediondos com a masculinidade, como se fosse natural do homem ser violento para com as mulheres, como se fossemos naturalmente monstros, a serem domados, e não seres humanos com individualidade, muitas associam , estupros simplesmente ao machismo, mas porque o machismo ?
      Quando uma mulher chama um homem de machista é sempre em tom de ofensa, e essa palavra é utilizada nas mais variadas situações, sendo que pode significar qualquer coisa e nada ao mesmo tempo. É frequentemente associada a homens com valores mais tradicionais, mas também é utilizada para descrever bandidos que agridem mulheres, como se fossem idênticos. E não raro vemos essa palavra ser utilizada para qualquer comportamento natural masculino, como se ser homem em si mesmo fosse um comportamento a ser repreendido.

      Essa confusão nasce do pressuposto errôneo, conforme a ortodoxia feminista, de que homens e mulheres são essencialmente iguais, quando não são (óbvio que homens e mulheres devem ter direitos iguais, o que questiono é a idéia de que não existam diferenças comportamentais entre os sexos). E não apenas isso, elas tomam como o ser humano padrão as mulheres, logo tudo que é masculino deve ser evitado, e não raro podemos ver como que o movimento feminista atrai facilmente homens efeminados. Já qualquer homem normal é repudiado, como não poderia deixar de ser, por ser machista.

      Primeiramente devo esclarecer algo: as feministas acreditam que o machismo é uma “construção social”, não acreditam que os homens tenham uma natureza, acham que somos tábulas rasas que elas podem ensinar a pensar como elas. Não importa que toda a nossa educação seja feita por mulheres, muitas vezes fortemente influenciadas pelo feminismo ou valores modernos como um todo, elas ainda acham que quando um homem não age da forma que elas exigem é falta de que se pregue mais feminismo, que se pode mudar a natureza masculina através de doutrinações.

      Concordo quando se afirma que os homens são mais violentos, agridem mulheres e outras coisas, não irei questionar isso. A taxa de homicídios contra os homens é 10 vezes maior do que contra as mulheres, mas concordo que as mulheres não matam os homens como os homens matam as mulheres. Porém não creio que mil anos de feminismo fariam diferença com relação a isso, a única coisa que pode reduzir esses comportamentos são punições severas para intimidar novos infratores, ainda assim isso nunca se resolveria de forma definitiva. Não se pode educar um homem para não ser homem, para não ter as características masculinas que em muitos pontos são louváveis, mas em outros leva a diversos comportamentos anti-sociais, ainda mais em uma sociedade onde há poucas oportunidades para os homens extravasarem seu lado mais violento de forma segura.

      O feminismo não luta contra o machismo, ou seja, um comportamento masculino socialmente construído. Mas sim contra a própria natureza masculina, e essa palavra não tem outra função que essa, estigmatizar o comportamento natural masculino, e a forma de pensar masculina, a tornando essencialmente má. O machismo, enquanto “movimento social” não existe, é uma invenção feminista, simplesmente uma palavra criada para ofender. Nenhum homem se identifica como machista, e quando o faz é devido à frequentemente o comportamento masculino ser identificado como machismo de tal forma que é impossível ele ser homem e não se enquadrar no adjetivo machista.

      Para uma feminista não há decisões pessoais, não existem pessoas, apenas a “sociedade”, como sendo uma espécie de ente abstrato com vida própria. Não é um homem, enquanto pessoa, que decidiu cometer um crime, e sim a “sociedade machista”, como se o machismo fosse uma espécie de força maligna que entra nos homens e obriga eles a fazerem coisas más, e não que um homem, enquanto indivíduo, decidiu realizar um ato violento. Dessa forma se você mata uma mulher você é machista, se você rejeita uma mulher promíscua, você é igualmente machista, facilmente colocando no mesmo patamar um valor masculino comum com um crime bárbaro.
      Não é preciso dizer o absurdo que é chamar uma mulher de feminista (ou femista) só por ser uma assassina. Um homem se vê como indivíduo, dessa forma assume sozinho a responsabilidade pelos seus atos, assim como não culparia todas as mulheres pelo ato de uma. Mas uma mulher, caso seja feminista, verá no ato de um único homem entre milhões um problema social, e consequentemente culpará todos os homens. Dessa forma conseguem o malabarismo de transformar um único assassino em milhões de homens como uma representante do machismo, de modo que todos os homens viram um pouco assassinos pelo ato de apenas um.

      Por fim, outro problema com essa estigmatização da natureza masculina é a crença de que os homens devam ter os mesmos valores que as mulheres. Uma feminista, enquanto mulher, vê como positivo o comportamento promíscuo em um homem, e não entra na cabeça dela como que um homem possa não ver como algo positivo uma mulher promíscua. Ou seja, entre a natureza masculina e a feminina, a feminina está sempre certa, logo o cara é machista, não passa de um estuprador ou um assassino em potencial só por não gostar de promíscuas. Não que todos os homens não gostem de promíscuas, esse é um exemplo entre muitos onde pode ser demonstrado que a raiva do tenebroso “machismo” não é nada além do que uma revolta contra a natureza masculina.

      O machismo não mata e a sociedade não tem vida própria. Assassinos matam e a sociedade é composta de indivíduos com livre-arbítrio.

      Em suma, o homem que fala o que pensa é automaticamente machista, o machismo é um termo inventado para demonizar a própria subjetividade masculina e o comportamento natural masculino como um todo. Não é atoa que é difícil alguém não ser gay e não ser considerado machista, pois somente os homens que pensam semelhantes a uma mulher não são machistas. Os homens sempre falaram o que pensam, se pararam de falar tem pouco tempo.

      • AnonimA

        “O feminismo não luta contra o machismo, ou seja, um comportamento masculino socialmente construído. Mas sim contra a própria natureza masculina…”
        De todas as baboseiras que eu já vi algum mascu falar essa foi a maior, feminismo é um movimento que almeja posições iguais para homens e mulheres de todos os gêneros e todas as orientações sexuais. Feminismo não luta contra a natureza masculina e sim contra os privilégios que se tem apenas por ser homem, e sim há um padrão de comportamento de opressão contra as mulheres em nossa sociedade denominado machismo.

        Se o machismo não existe porque eu não posso sair de saia curta sem ser chamada de vagabunda? E em caso de estupro com a culpa sendo toda minha? Se não existe machismo porque mulheres com a mesma função ganham menos? Eu não sei qual é o mundinho que esse ser vive, mas dê uma volta na rua ou abra a página do G1 e veja os privilégios existentes em ser homem.

      • Fábio

        o dia que eu ver o feminismo lutar por cotas para que mulheres trabalhem em esgotos, cabos de alta tensão, construção civil, minas de carvão, etc. eu acredito que seja um movimento igualitário,para com os homens também.

        mas eu concordo que seja necessário um movimento que lute pelo direito das mulheres a melhores condições de vida, e que as valorize ( principalmete no oriente médio e asia) e também sou contra a objetificação da mulher como objeto sexual em nossa sociedade( grande parte por culpa delas também)

        mas não concordo que o feminismo seja um movimento que represente os homens em nada,, nos temos osso próprio movimento para no representar em nossa questões,, o masculinismo, e vocês não tem nada com isso.

      • Julia

        Nós não precisamos da sua crença e concordância pra nada também. E nem precisava se revelar um mascu, já tinha dado pra perceber…

      • Rafa

        Cara, desiste! As mulheres nunca vão ser do jeito que você quer.

      • fábio

        Pelo contrario, as mulheres são exatamente do jeito que eu quero, entende-las e o primeiro passo para lidar com elas,quem ainda não as entendeu foi vc meu caro amiguxo emasculado ! kkkkk

        mas continue tentando garotão, quem sabe se você continuar as paparicando e concordando com tudo o que elas falam ,você não ganhe um biscoito em forma de osso no final, kkk

      • Homem

        Cara, concordo muito com vc. As mulheres são, em geral, mais frias, menos românticas, ponderam muito mais se entregam de corpo e alma muito menos. Mas, cara, mulheres amam tbm. De verdade, acho que faltou o “na maioria dos casos” na sua teoria.
        Falo isso muito por experiência própria mesmo. Vejo o relacionamento dos meus pais.
        Agora vc falou uma puta verdade, mulheres são, na maior parte das vezes, sem sentimentos, elas ponderam apenas. Vc homem aí me fala o quanto é difícil dizer um não, dar um fora numa mulher. Agora me diz quantas mulheres tem esse pesar na hora de terminar. Elas simplesmente chegam e estraçalham, pronto. Mas eu quero achar minha mulher, a minha metade. Até porque não acho que eu seja bem como todos os caras.

      • Fábio

        Não evemos ter raiva elas, mas sim entender seu comportamento, para viver bem entre elas, mas livre de sua dominação,elas não fazem por mau, e instintivo, estão condicionadas a nos testar emocionalmente, para conseguir o melhor provedor.

        quantas cantadas uma mulher bonita recebe por dia ? e você guerreiro quantas cantadas de belas mulheres recebeu hoje ?
        Homens são escravos de sua alta libido, mulheres são escravas de seus egos.
        E elas tem uma libido mais baixa que os homens, ai esta seu maior trunfo, você ve mulheres virando o pescoço para olharem homens na rua ? ou comprando revistas de homens nus para ver ?se mulheres gostassem de sexo tanto quanto homens, veriamos prostibulos masculinos frequentados por mulheres, para o homem o sexo e o fim, para mulher sexo e o meio, meio de conseguir status, conforto, se um homem ve uma bela mulher vindo na sua direção, com um vestidinho sexy, ele não da a minima se ela e cobradora de onibus ou executiva de multinacional, mas sim se ela lhe e agradavel aos olhos, se tem valores parecidos com os seus.
        mulher não ! mulher ve o homem de maneira ultilitaria , ela analisa em que aquele homem pode lhe ser util socialmente, por isso vemos tantos velhos com garotinhas, as enchendo de presentes, ou como seus chefes, lhes dando regalias no local de trabalho, e qual o meio ussado por mulhes para conseguir isto ? a alta libido masculina

        devemos ama-las, mas sem nos entregar a doença da paixão,todos os crimes passionais que vemos hoje, são cometidos por homens terrivelmente apagados, mas elas não vão te dizer isto, pois precisam de escravos emocionais, para inflar seus egos viciados, não seja mais um, desapegue-se, controle seus instintos e emoções.
        “Somente combatendo dentro de nós mesmos é que podemos vencer a dificuldade que nos atinge por fora.” – Nessahan Alita

      • fábio

        O que o masculinismo veio destruir ô meu caro incauto, e o mito da mulher romântica, ussado há seculos para manipular os homens, a mulher desde criança sabe que fisicamente e mais fragil que o homens, então elas começam a desenvolver seu lado emocional para compensar, e se tornam verdadeiros monstros emocionais ( dificilmente se vé mulheres em portas de bar ou em sargetas sofrendo por amor)
        o que o masculinismo prega, e a reeducação emocional masculina, o desapego amoroso, e o foco no desenvolvimento pessoal, o foco do homem em si mesmo, não tem nada a ver com vocês, so queremos equilibrar o jogo, sermos tão desapegados quanto vocês são de nos.

      • fábio

        As mulheres NÃO são NADA românticas… …os homens são românticos.

        Na real, a maioria dos homens que sabem do mito do amor romântico, sabem que as mulheres NÃO SÃO NADA românticas e de fato INSENSÍVEIS aos homens nos relacionamentos. Eu apenas vou escancarar a verdade.
        As mulheres não tem nenhum romantismo na suas veias. Elas são seres absurdamente passivos que ESPERAM serem veneradas e tratadas como deusas sem defeitos. Ao se verem como tal, elas passam a ver os homens como o que? Ora como súditos, como inferiores, como aqueles que a veneram e aqueles que fazem de tudo por elas e que tem que se esforçar por elas.
        Os homens tem profunda admiração, tesão, curiosidade, obsessão pelas mulheres. Fazem de tudo por elas e realmente sentem algo verdadeiro por elas.
        A disparidade de comportamento de ambos acaba no romantismo masculino que é infinitamente maior que o feminino. E para comprovar basta vermos o que os homens são capazes romanticamente pelas mulheres:
        - TODA a indústria de música, fonográfica tem como tema principal as mulheres. Desde Beatles, desde cantores clássicos como Frank Sinatra, TODOS os ritmos musicais tem como carro chefe o amor do homem pela mulher. Sofrimento, tristeza, homenagem, traições sofridas, amores perdidos, amores conquistados, venerações, de cada 10 músicas que tocam na rádio umas 8,9 são homens cantando para mulheres odes a elas.
        Agora pegue e compare as cantoras femininas. Nem se compara as homenagens que fazem aos homens e sim a maioria é de xingamentos por homens cafas que a traíram ou inflando o ego em cima de betas. Nem compositoras femininas cantam coisas pra homenagear os homens. Onde está o sexo romântico?
        - 99% dos atos de heroísmo masculino envolveram namorados, maridos, filhos salvando suas mulheres do perigo, muitas vezes dando sua vida. Não se enxe uma mão com atos ao contrário.
        - Nos dias de namorados e de amor, a maioria dos gastos são feitos pelos homens para dar presentes às mulheres
        - A maioria das homenagens, pedidos de casamento em público, cartas de amor são feitas de homens para mulheres. O contrário quase nunca acontece. Elas pouco se importam em fazer coisas pelos homens mas sim reclamar.
        - As grandes poesias mundiais em toda a história envolveram odes de amor a mulher amada. Poetisas que homenageiam homens simplesmente não existem ou escrevem um poema porco pra cada 10 que fazem.
        - Por amor, os homens pagam faculdade, cursos, buscam reerguer a mulher muitas vezes sacrificando sua própria faculdade e estudo pelo da mulher. Nenhuma mulher deixa de estudar pra pagar estudos masculinos ou o fazem tendo grana. O amor masculino protege, ergue, eleva, cuida da mulher por bom coração. A mulher exige, exige, exige e pouco dá em troca. De fato a mulher que pagar algo pra homem é considerada otária e o homem gigolô.
        - Na maioria dos namoros a distância quem vai até a mulher? O homem. O homem sempre faz o caminho pra ver a mulher, e de fato 99% dos primeiros encontros a distância, o homem é que vai até a mulher, gastando seu tempo, energia, grana pela mulher amada. As mulheres esperam passivamente o homem e pouco retribuem com visitas para a cidade do homem.
        - Quando um esportista masculino faz gol, ponto, score, touchdown, vence uma competição, é costumeiro beijar aliança, fazem símbolo de coração, dar beijo pra câmera, falar pro repórter do amor que sente pela namorada e esposa. Esportistas femininas quando fazem ponto ou vencem algo, simplesmente NUNCA mencionam o marido ou namorado. As homenagens e carinho feminino por seus companheiros é simplesmente inexistente. No máximo mencionam os filhos.
        Nos relacionamentos existe um mito que as mulhes sofrem HORRORES pelo desdém masculino as coisas do coração.
        Isso é uma mentira deslavada. Nos relacionamentos o homem sempre sofre mais pelas oscilações de humor da namorada/esposa, sofrem com falta de carinho (elas querem receber mas dar não). De fato, um homem fica numa posição terrível pois se pedir carinho, mais atenção, mais preocupação com ele, mais sexo, será totalmente rechaçado e tido como fracote reclamão. Falar dos sentimentos, tentar o famoso “diálogo” com ela é ainda mais perigoso porque ela irá te acusar de grudento insuportável.
        Agora o contrário… elas irão te exigir esforço total de ti e irão reclamar que ou é demais ou é de menos. Não há meio termo. E elas tem o direito de exigir carinho, atenção, romantismo, diálogo, e terão todo o direito de receber isto. Enquanto isso o homem que fizer o mesmo será tido pra sensíveizinho de merda.
        Os homens se preocupam demais com suas mulheres e sempre observam o humor, frieza e distância delas em relação ao homem e ficam preocupados. Os homens são o verdadeiro sexo sensível e romântico.
        Qual a utilidade de saber disso? Simples. Ao admitir que tu, homem, é O SEXO MAIS SENSÍVEL, ROMÂNTICO E PREOCUPADO COM ELAS E O RELACIONAMENTO tu já entras na relação muito mais preparado pra o que te espera. Não fique esperando muito carinho, romantismo, sensibilidade, atenção de tua namorada que irá quebrar a cara totalmente. E saiba de tuas fraquezas. Sim tu és mais frágil emocionalmente que elas. Não que tu não sejas forte mas elas são MUITO fortes emocionalmente, resistem e jogam joguinhos como ninguém e não sentem tua falta ou sofrem por ti como tu por ela.
        Saiba disso e estarás muito mais apto a ter um relacionamento mais desapegado com ela, sem esquentar a cabeça. Sabendo como elas são tu vais poder curtir melhor a tua relação com ela. A realidade é dura, cruel. Não é fácil saber que tu fostes a vida inteira ensinado errado e diferente, mas agora TU SABES A REAL.

      • Rafa

        Acho que você precisa é estar com uma mulher primeiro, pra saber do que se trata.

        Empirismo é a chave, mas pelo seu relato e suas teorias é claríssimo que você mal tocou uma mulher na vida. Mal sabe o teor e o sabor sexual das brincadeirinhas de poder.

        É meio difícil definir se você merece ajuda ou um soco na cara. Só espero que você não tenha mais de 25 anos de idade (estabelecendo um parâmetro arbitrário como condição para o aprendizado).

        Sorte!

      • fábio

        acho que você precisa chegar em casa mais cedo, para descobrir porque seu cinzeiro esta sempre cheio de cinzas, e você nem fuma, kkkkk, babaca lambe salto, era so o que me faltava kkk

      • Carol

        Fico triste quando leio esses mascus e seu discurso de ódio extremo. Se eu tive algum relacionamento ruim não vou sair por aí criticando o sexo masculino como um todo, o mundo é bem grandinho e existem pessoas e pessoas. Como disse o Rafa, vc precisa é estar com uma mulher primeiro e dificilmente sendo amargo/cruel desse jeito você encontrará alguém que te queira.
        Olhar somente aos fatos que são convenientes é uma tática muito masculinista de discurso. E o mais ridículo de tudo é que o nome do site é Papo de Homem, não de moleque, nem papo de mascu. Voltem lá pros fétidos fóruns da Real, porque aqui é papo pra homem de verdade e não para protótipo de ser humano.

      • Fábio

        Moça eu sou noivo, e tenho tantos defeitos quanto ela, homens são passiveis de criticas em seu comportamento muitas vezes autoritário, e mulheres também devem ser em seu lado manipulador,.mas não e nada pessoal, e apenas uma critica de contexto geral,
        Mas me explica esta logica: homens podem ser criticados, e absolver esta critica para se alto melhorar, porque então não se pode criticar o comportamento ególotra feminino ?

      • Fábio

        uma das táticas misândricas feministas, e a de infantilizar os homens, como se se algo fundamentado como o MASCULINISMO, não fosse embasado em experiencias de homens vividos, mas a mim este seu linguajar chulo nada diz, ô lôlete , kkk, agora vai la choramingar para a bruxa velha misândrica, pois você e poco pra mim kkk

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        //
        sermos tão desapegados quanto vocês são de nos

        putz, quanto ressentimento.

      • Fábio
      • alex

        caraca, que asno. é difícil assim obedecer uma mulher gostosa que diz ‘não chega perto, idiota, tenho nojo de você’? no seu caso, é melhor aprender a obedecer logo :)

      • Fábio

        Obedecer uma mulher ? já mostra o tipo de lambe salto que você e kkkk, existe uma grande diferença entre gostar de mulher e ser capacho de uma.
        E não eu, não me aproximo onde não encontro reciprocidade, meu amor próprio aliado a meu respeito pelo espaço alheio me impedem disto, e também não fico alimentando o ego de “gostosas” que nem sabem que eu existo na rua, mulher eu tenho em casa.

      • Homem

        Cara, parabéns! Não entendi porque te negativaram.

      • Fábio

        Obrigado guerreiro, me negativaram( como se eu ligase rsrs) porque isto aqui não tem nada de papo de homem, e papo de idolatria a figura feminina, note que a maioria dos comentários e de mulheres, a maioria mesmo, pois muitas tem perfilo falso masculino, um velho truque feminazi, para cooptar homens sensiveis e carentes para sua causa vitimista,em busca de privilégios, não igualdade, so não ve quem não quer !!

      • Fábio

        se você usasse o termo “respeitar o espaço de uma mulher” eu concordaria com você, mas o termo ” obedecer uma mulher gostosa” já mostra o nível de seu capachismo, e idolatria sexista.

        Pobre diabo cooptado, incauto ignorante, colar penas na bunda não vão te trasformar numa galinha kkk

      • Julia

        Se pra vc masculinidade é igual a ser machista vc tem um problema de entendimento. O significado do termo Machismo já está explicado. É a crença que o homem é superior a mulher.
        Quanto aos homens serem iguais as mulheres, não são mesmo. Não somos iguais mas somos equivalentes. Nós queremos os mesmos direitos, a liberdade e o respeito que pra vcs é tão natural e que nós ainda precisamos lutar pra ter.

      • Fábio

        se você analisar a origem das palavras, vai notar o quanto sexista e ” o seu feminismo” e o que ele tenta vender.
        machismo= macho=homem= ruim, mau, primitivo retrógrado

        feminismo= fêmea=mulher= bom ,evoluído, humano.

        eu digo não, prefiro o humanismo, este sim um movimento de igualdade, entre todos ,independente de gênero, origem etc..

        A mim vocês não enganam não

      • Homem

        Eu concordo também que há muito que é por conveniência. As mulheres estão cada vez mais presentes, lutando por espaço e tudo mais. Alguma quer abrir mão dos direitos de pensão!?

      • Homem

        Fábio, parabéns pelo comentário, de verdade. Apesar de não concordar com tudo que viz diz, eu não diria que seria uma total discordância, por exemplo, concordo que muitos crimes são em razão da mente em si, embora sejam responsabilizados pelo machismo, acho que o “machismo” se tornou um álibi, um lugar-comum, sem cara definida. No entanto, acho que o “machismo” predisponha alguns tipos de comportamento que levam a crimes contra a mulher.
        Quanto ao feminismo, acho que é meio comum em nossa cultura latina sempre olharmos o lado mais “fraco” e sermos convenientes com tudo. O feminismo por si, aos olhos da sociedade, é um movimento “politicamente correto”. Ninguém, no entanto, menciona que foram as grandes responsáveis por uma queda de qualidade de vida dos lactentes, uma vez que não achavam que deveriam amamentar. Culpa delas também a libertinagem feminina no sexo com o aumento de dst’s entre as mulheres. Tinham ido contra o sutien, também. Acho muito extremista.
        Cara, isso que vc falou é a mais pura verdade, as vezes, só por dizermos nossas opiniões somos taxados por ogros e “machistas”. Falei com uma amiga que não queria uma mulher “rodada”, que apesar de não ser um fato que impediria tudo, se minha futura mulher fosse virgem eu seria mais “satisfeito”, quase tomei um tiro. Mesma questão quando disse que acharia melhor se minha mulher mesmo trabalhando se dedicasse mais à casa que eu, não que eu não queira me dedicar, só acho que mulheres têm mais tato com os filhos. Minha mãe trabalhava dois períodos e ainda sim era super presente.
        As mulheres ainda são discriminadas sim são, ganham menos, sim ganham. Essas acho que são algumas faces do machismo, que no entanto não é tudo que pintam.
        Reconheço a dor das mulheres aqui, eu mesmo, sou um cara que tem nojo, asco, repulsa, por qualquer ser humano agredir outro. Mas muitas mulheres estão exagerando. Mulheres não são as únicas que passam por “situações” caladas. Nossa vida é feita de pequenoas tensões, acho que tb não dá para por tudo no saco de agressão feminina. Não vivemos num mundo de vidro. Nunca, em hipótese alguma, apertei a bunda de uma mulher sem o consentimento dela, sem ter beijado ela primeiro. Já apertaram a minha, get over it!
        E muito disso são coisas “pequenas”, que apesar de chatas e desagradáveis deveriam ser superadas. Mulheres querem que o cara tenha pegada, puxe o cabelo, dê um tapinha (algumas). Muitas vezes o cara passa dos limites, mas muitas vezes ele lê os sinais de forma errada. O dever, pelo menos até hoje em nossa sociedade, é colocado no homem de ser o “ativo”, de “conduzir” a paquera, o beijo, o sexo. É difícil mesmo saber até onde ir e até onde não ir. Há de se diferenciar isso tbm.
        Quanto a roupas, é claro, claro, que não justifica nada, mas nem tudo é prudente. Passa lá na crackolândia com Rolex. Mesmo ponto, em MINHA opinião. Há de se saber os locais e tipos de pessoas que vc vai estar e como se vestir.

  • Fábio

    Achei muito corajoso o relato, muito triste o que essa moça passou, mas muito legal ver a força e a coragem dela ao relatar isto aqui.

  • Camila

    Caras, uma coisa precisa ficar clara aqui.

    Quando você chama alguém de monstro, está querendo pontuar uma diferença – aquela pessoa ali não sou eu, ela é horrível e não pode ser como nós!

    No entanto, o estupro está tão entranhado na sociedade, é tão comum e tão bem aceito, que nem sempre o estuprador é aquilo que se poderia chamar de monstro. Na maior parte das vezes, é só mais um cara que achou normal impor sua vontade sobre o corpo e a vida de uma mulher.

    Sei que é difícil e é certamente horrível, mas é preciso entender: aquele seu amigo camarada pode ser, sim, um estuprador, e você nunca o chamaria de monstro, nem de louco, nem de sociopata… Mas ele, como você, está imerso naquela cultura que aceita o estupro porque não acredita que a mulher seja dona de seu corpo e de sua própria vontade.

    Se o estuprador fosse mesmo sempre um maluco, um doido, seria fácil de lidar. É muito pior pensar que pode ser mesmo aquele cara tão próximo, tão amigo… E pode ser você, se não se ligar.

    • Camila

      P.S. – Essas ilustrações do Schiele, PUTZ!!!! Já tinha uma birra com ele; agora, então… Acho que vou sonhar com isso. Brrrr.

    • Augusto

      Não chamaria de Sociopata, mas uma pessoa que faz isto é um. O índice de sociopatas/psicopatas entre a população masculina é mais alta do que imagina (acho que chega a 4%), e a maioria disfarça bem. Recomendo uma leitura sobre sociopatia no wikipédia.

      • Ricardo

        O índice de 4% de sociopatas/psicopatas e “A cada doze segundos – SEGUNDOS – uma mulher é estuprada no Brasil” não condizem correto?
        É preciso entender que quem comete abusos (incluindo olhares “generosos”) – aqueles que se vissem um estranho “olhando” para suas mães e irmãs ficariam especialmente ofendidos – NÃO SÃO SOCIOPATAS, MAS SIM FRUTO DE UMA SOCIEDADE MACHISTA.

  • Anderson Mendes Souza

    Se não mais trágico, digo que é um lindo relato.

  • BlueRose_6

    Os culpados das desgraças do mundo são os homens. Vocês não acham que são os donos do mundo? então assumem a culpa.
    Todas mulheres já foram abusadas (de qualquer forma) pelos homens, se você nunca foi, é pq não vive, só existe.
    E não, não sou sapatão.

    • S

      Eu fui abusada por uma mulher. A culpa não é dos homens, são das pessoas em geral, mulheres e homens, homens e mulheres, escolha a ordem de sua preferência. (:

      • BlueRose_6

        Não estava me referindo somente ao abuso contra as mulheres, mas também das outras coisas ruins que existem no mundo, um bom exemplo disso é a guerra, ou então a violência, roubos ,assaltos…

  • http://www.facebook.com/renatacabral Renata Cabral

    Já tinha lido no Facebook mas não quero perder a oportunidade: relato corajoso e q mostra q precisamos agir. De alguma forma. Nem q seja, num primeiro momento, compartilhando o texto. Cada dia mais fã da Paula!

  • http://www.facebook.com/NinaMMarina Marina Dall’Onder

    Parabéns e obrigada pela coragem…

  • Ana

    Quero contar a minha experiência. Tinha uns 10, 11 anos e voltava para casa, por cima de um viaduto que tem muito movimento de carros, mas pouco de pessoas. Vi que se aproximava um homem feio, e eu não tinha sequer como me afastar, apesar de ter percebido que deveria fazer isso. Ele passou por mim e colocou a mão por baixo da minha saia, com força, chegando a me machucar. Fiquei com muita raiva, mas segui para casa. Nunca contei para minha mãe ou pai, mas para não deixá-los chateados, e para que eles não me impedissem de sair sozinha, de ir à biblioteca, que eu adorava. NUNCA me senti culpada, sempre soube que o cara era um idiota…e não sei, até hoje, pq eu senti daquela maneira. Sei que é normal a menina ter vergonha, e quero entender, mesmo, o que fez com que eu entendesse as coisas da maneira certa. Pretendo ter filhos, e quero educá-los para que entendam da mesma maneira que eu senti…mas não sei como!
    Anos depois fui buscar um refrigerante no mercado e a rua estava bem vazia. Ainda era no tempo em que levávamos o vasilhame, e um cara me disse algumas palavras bem nojentas. Eu parti para cima dele com a garrafa de vidro vazia, por umas três quadras eu o persegui, com muita raiva. Já, mais de uma vez, reagi a homens que passaram a mão na minha bunda e me chamaram de gostosa com “barracos” no meio da rua…gritava todo o tipo de coisas para o cara, para fazê-lo passar vergonha!”Idiota” “Imbecil” “Vai passar a mão na bunda da tua mãe!!”
    Sou uma pessoa que é considerada meio diferente da maioria, mas se eu soubesse o que me fez diferente nesse quesito, teria mais facilidade de fazer o mesmo pelos meus filhos e afilhados.

    • http://www.facebook.com/luane.souza Luane Souza

      Esse negócio de culpa tbm não é comigo não, reajo sempre, o corpo é meu e quem passar por cima da minha ordem vai se ferrar muito.

  • Azuis

    Ano passado eu conheci o irmão de minha amiga e chefe, estava bêbada no dia e fui dormir na casa deles. Disse que ele não precisava dormir no sofá, que eu podia dividir a cama com ele, numa boa (idiota, né?! eu acho que sou tão clara, tão translúcida que não como ter interpretações deturpadas) depois apaguei no sofá e acordei com ele me beijando e como eu estava bêbada não reagi. Ele me levou para a cama e me deixou dormir quando disse qualquer coisa quanto a não querer nada, apenas dormir. Depois quando nos reencontramos outro dia disse que me respeitou muito, apenas dormindo do meu lado!!! (como assim me respeitou muito, esse maluco ia fazer o quê?! fiquei pensando).

    Ia fazer o que fez no outro dia em que eu fui dormir lá. Ele não estava em casa e resolvi aceitar o convite de minha amiga para dormir em sua casa. Ele chegou e me encontrou dormindo no sofá, me colocou no colo e me levou para a cama, deitou ao meu lado e começou a me tocar, eu não conseguia reagir, me beijava a boca, o pescoço, os ombros, e eu morta, a barriga, os seios, e eu morta, me tocou e acho que por medo da irmã acordar não me penetrou!

    Acordei sozinha e quando o olhei ele fingiu que nada aconteceu. Bêbada demais para lembrar, né?! Mas eu lembrei e lembro. Perguntei se ele tinha me beijado depois de ter me colocado na cama, sorriu e disse que sim ”só uns beijinhos de leve”!!!

    Como eu ia dizer a minha chefe que o irmão dela me violentou? Eu seria demitida? Como eu ia dizer a minha amiga que o irmão querido dela havia me violentado? Ela acreditaria? Como eu ia dizer isso a alguém?! Nunca disse!!!

    Fingi que nada aconteceu e finjo que não tenho nojo dele todas às vezes que o vejo, que ele vem falar comigo. Querendo sempre ficar comigo, querendo sempre ter uma chance. Bacaba! Quer saber? não finjo mais. Babaca!

    • http://twitter.com/jujulli Juliana Senna

      Eu e 2 amigas passamos por isso na adolescência (13, 14 anos): as 3 acordaram, em dias diferentes, com o irmão de uma amiga, dois anos mais velho, tirando o lençol da gente e passando a mão no nosso corpo. Eu acordei na hora e me virei rapidamente de lado, bem bruscamente e ele saiu assustado. Depois de confidenciar a uma das meninas descobrimos isso: todas sofreram o mesmo abuso. E contamos para a nossa amiga, ela ficou de conversar com os pais, mas não me lembro se chegamos a falar nisso novamente. Continuamos amigas, mas só fomos dormir lá quando ela se mudou e dava pra trancar a porta do quarto. Há pouco tempo vi uma foto do irmão dela segurando a sobrinha no colo e tive vontade de vomitar. Espero que ela não tenha esquecido tudo que aconteceu há tanto tempo.

  • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

    Texto chocante e triste, porém muito importante falar sobre o assunto, conversar com as pessoas e principalmente esclarecer… “Não” é sempre não, independente de a pessoa ser conhecida sua ou não.
    Paula, parabéns pela coragem em relatar, mostrar a cara e responder os comentários. Te desejo dias melhores e muita felicidade!

  • Luka

    Eu sinto muito pelo que aconteceua você e a muitas outras moças. Também sinto muito por todas as situações de agressão que muitas PESSOAS passam e fatalmente tantas outras passarão.
    Não, eu nunca fui estuprada e rezo para jamais ser.
    E eu sinto muito por toda culpa que todas as mulheres sentem ao serem estupradas. Acho que é o pedaço mais amargo – sentir uma culpa que não é sua, porque essa sensação dura, as vezes, uma vida toda.
    Toda pessoa que pensa, por um segundo, que a mulher tem culpa num estupro, esta agindo como um idiota. Se eu fosse homem, eu teria vergonha que pensassem que a mulher é culpada por um ato hediondo desse – por que quem assume que é a atitude da mulher, a roupa que ela veste, a maneira como ela se comporta, o fato dela ter saido “sozinha” ou qualquer outra asneira como justificativa para o estupro estaria assumindo automaticamente que o homem é um ser inferior, sem capacidade de controle sobre seus instintos, sem moral – um estuprador, enfim, sem escolha.

  • Carlos

    “Como em algumas vezes anteriores, eu e meu amigo tivemos um “date”,
    saímos juntos pra jantar, conversamos, rimos. Fomos pro meu apartamento,
    depois. Tomamos um drink qualquer. Eu queria estar com ele, eu estava
    atraída, eu estava a fim.” Oq a galera tem q entender é q se vc entende alguma coisa de certa forma não significa q aquela coisa seja real. A menina pode ter dado todos os sinais, e vc pode até sentir q pode fazer uma abordagem mais incisiva. Blz, é a sua interpretação do momento. Mas se ela recusa, fim de papo, invalida td de antes, acabou. Mas esse é o ponto de confusão na cabeça de alguns: “se ela tava ‘dando a entender q queria’ e nega agora, dane-se, oq importa é oq eu acho e não a recusa. E eu SEI q ela quer”. Então, mesmo q a menina dê “sinais errados”, ela nao pode ser nem se sentir culpada, nunca, pela doidice de alguém aí. Mas é bom ter consciência de q todas infelizmente ainda são suscetíveis a esse tipo de coisa pavorosa, independente da roupa ou do contexto.

  • Frida

    olá!
    Enquanto o estuprador gozara…..sua alma chorava copiosamente, foram doze os dias da sua vida, hoje em plena harmonia, és corajosa ….estar em extase ….goza explosivamente a liberdade de se expor, sem rasuras, sem remendos, sem cortes, sem medo….E ASSIM SEGUE O TEU CAMINHAR….

  • Frida

    Não há culpados….somos seres vitimados por uma sociedade hipocritizada, desvalida, o normal é viver com as insignificancia da justiça, onde o Império é arte dos incertos , incredulos, insensatos, tanto IN ….que o Infinito Ser anda cabisbaixo descalços no mundo decaido pelos míseros catadores de maldades…

  • http://www.notsosweet.com.br/ Magê Ciconello

    Chocada em ler que quase todas as mulheres que comentaram aqui já sofreram algum tipo de abuso. Eu como a maioria, já tive minha bunda apertada milhares de vezes, levei aquela bulinada desgraçada no ônibus e era chamada de gostosa com 11 de anos de idade na rua (eu parecia ter 15/16, o que me incomodava demais e foi nesta época que desenvolvi TOC na tentativa de tentar enfeiar e parar de ser assediada). Sinceramente, se em cada situação dessa, eu tivesse em mãos, uma arma de fogo, uma faca ou qualquer objeto pesado, não hesitaria em atacar o assediador.

  • Sempre no Presente

    Aconteceu comigo também quando eu tinha 6 anos e ele 15. Meu tio me levou para o quarto e disse que iríamos fazer uma brincadeira. Ele disse pra eu abaixar o shorts e a calcinha por alguns minutos. Depois perguntou se eu brincava com “ela” e se ele poderia brincar também. E colocou o dedo e ficou mexendo e eu não entendia, mas queria “ganhar”. Daí ele disse que era a vez dele, deitou na cama e tirou o shorts e eu vi que o pau dele estava ereto. Daí eu comecei a me sentir estranha e que algo estava errado. Tapei os olhos e aproveitei que ele estava longe do meu alcance e pelado para fugir. A minha família inteira estava lá fora fazendo churrasco. Ninguém viu, ninguém escutou nada e eu também não falei nada para ninguém. E eu nunca mais me deixei pensar naquilo, até que contei para um terapeuta com tinha 17 anos. Contei para os meus pais, mas não soubemos muito bem o que fazer e acabamos não contando nada para ninguém. Eu passei quase dez anos sem ver o resto da minha família para evitar encontrar com ele. Eu tive tanta raiva, tanto ódio dele e de tudo, nem saberia explicar direito porque ao mesmo tempo que achava errado eu não tinha certeza absoluta que aquilo foi errado. Eu achava que ele também era muito novo, que talvez não tivesse tido má intenção, que talvez tivesse sido só uma brincadeira mesmo e eu que era louca e estava exagerando. Ninguém fala dessas coisas então eu não tinha certeza absoluta e nem coragem de explicar os detalhes para os meus pais. Agora eu não sinto mais tanta raiva e não me sinto doente ao pensar nisso. Não acho que é uma coisa que se perdoa e nem que se esquece, mas eu tive que achar um jeito de lidar com isso porque estava me matando sentir esse veneno todo dentro de mim. Quem ter que passar mal pensando nisso é ele e não eu, quem tem que sofrer pelo que fez é ele e não eu, então talvez o perdão seja uma libertação para mim. É foda perceber que o mal causado não é aquele feito na hora, porque somos nós que carregamos a lembrança da violência e por causa dessa “brincadeirinha” eu luto contra uma síndrome do pânico desde que era adolescente.

  • cynthia

    Impressionante! Dá até aperto no coração, eu penso que tenho uma filha e que então qq filha da puta pode tomar conta da vida dela e determinar o seu futuro, chega me dar vontade de chorar… Sociedade de merda! Esses filhas da puta estão em todos lugares, diariamente, se esfregando no ônibus, metrô… Cretinos punheteiros! A sociedade é permissiva! Não é difícil escutar: com essa roupa tá pedindo. Marido não estupra! Onde está a sanidade das pessoas? Textos assim são necessários e deveriam ser lidos diariamente, ver que é comum fomenta a vontade de coibir seres humanos desprezíveis que acham que vem a força como forma de poder e opressão. Vcs veem mães que acham engraçado seus filhos passando a mão na amiguinha da escola, contam rindo… vivemos em um ciclo vicioso, o cachimbo dessa droga é a educação e a permissão dadas por nós enquanto pais… Foda! Muito foda!

    • Maverick_RJ

      A industria do entretenimento já prega isso para crianças…
      Ninguém em família proíbe filhos e filhas de assistirem programas de conotação sexual… Pânico com panicats peladas, novelas com cenas que indicam o sexo… cenas de pré e pós-sexo…
      A puka que quer desesperadamente dar pro puko… e etc…

  • Aline

    Tudo isso me deixa muito triste e com muita raiva. É tudo uma questão de noção de respeito pelo outro, que não está sendo passada para as crianças. Criança abusando de criança, homem (?) abusando de mulher… É preciso ensinar a ter respeito desde muito cedo. E é preciso ensinar às potenciais vítimas (todo mundo) que abuso não é normal, não é aceitável. Se a gente falar mais sobre isso, talvez os abusadores pensem duas vezes antes de arruinar a vida de alguém; talvez eles percebam que estão diante de uma pessoa e não de uma coisa, e que o que eles estão fazendo VAI SIM ter consequências; talvez eles aprendam e tentem ser pessoas melhores. Falar e ensinar são o melhor remédio, pois isso tudo é muito triste… para os dois lados. Respeito e liberdade são coisas fundamentais.

  • Luciene

    parabéns pelo seu relato e sim toda mulher deveria saber sobre essa violência que tem por ai que vai sobre elas, os pais não contam.

  • carin

    Comigo já aconteceu uma situação parecida quando tinha 11 anos porém me sentia suja e culpada durante muito tempo as vezes me pergunto se realmente não sou culpada, acontece que isto é uma coisa que por mais que passe o tempo nunca cicatriza , pois a ferida é de um tamanho imenso , que o tempo por maior que sege as marcas estarão sempre ali e é só cutucar e fazer lembrar que as lagrimas vem ,cada história relatada ai ,é um pouco da dor que sinto ,por ter deixado isto acontecer ou não ter contado ,ou até mesmo ter contado quando tudo o que acontecerá foi a muito tempo e você compartilhou sozinha da dor ,hoje sou mãe ficamos muito atentas quantos aos nossos filhos porém o mau está no mundo e pedimos a Deus (jeová ) que livrai -nos de todo mau .Amém!!

  • Maraí

    Obrigada pelo relato. Me deu forças para fazer o meu.
    Eu sei o que é o abuso, não posso dizer que passei por algo tão horrível quanto você, mas passei por várias situações de abuso, muitas em que eu colaborei pois achava que tinha que aceitar, aceitar a dominação masculina.
    Creio que fui abusada na infância, não me lembro de nada mas juntamente com lembranças aparentemente tranquilas e felizes me vem sensações desagradáveis que não consigo entender.
    Com 14 anos, durante uma festa do trabalho da minha mãe um um sítio, o chefe dela usando a desculpa de me ensinar a boiar enfiou o dedo na minha bunda. Momentos depois contei para a minha mãe, ela também já tinha sofrido abusos por parte dele e não havia me contado. Quando relatou isso no trabalho dela ninguém a levou a serio.
    Mais tarde, com uns 18 anos, sofri um estupro leve. Estava apaixonada, fui para a casa do garoto com quem mantinha um relacionamento, consenti o sexo mas, durante a transa, ele me pôs de quatro e começou a fazer movimentos muito bruscos que passaram a me machucar, pedi que ele parasse mas ele continuou, foi uma brutalidade. Não sabia o que fazer e nem ao certo o que tinha acontecido, dormi por lá, na manhã seguinte fui tratada como um lixo pelo homem com o qual tinha perdido a virgindade.
    Fiquei com muitos traumas nos relacionamentos seguintes, tinha muita dificuldade em transar de quatro, toda vez que era colocada nessa posição começava a chorar. Tinha ânsia de vômito só com o cheiro do esperma e não me sentia a vontade para sentir prazer. Me preocupava com o prazer do outro muito mais do que com o meu, ser boa de cama passou a ser uma forma de dominação e ao longo do tempo virou uma forma de auto-flagelo.
    Poucos anos depois deixei que um namorado usasse meu corpo, digo isso pois não tinha vontade nenhuma de fazer sexo com ele naquele momento, durante a relação minha vagina foi fechando, senti uma dor enorme dor, parecia que meu corpo seria dilacerado se continuasse, pedi para ele parar e ele parou.
    Até pouco tempo atrás o sexo vinha sendo um problema na minha vida, aceitava pequenas humilhações, aceitava a dominação, não de forma totalmente passiva e creio que também não entendia ao certo o que estava acontecendo, fui aprendendo a ler nas entrelinhas. Sofri muito, acreditei muito nas mentiras dos outros a nas minhas eté que uma hora transbordou.
    Fui convidada para um jantar, ainda estava conhecendo o rapaz, tínhamos nos visto algumas vezes, informalmente. Fomos jantar e ele insistiu para pagar a conta, concordei. Saímos do restaurante, nem bem andamos um quarteirão ele começou a falar desembestado do desejo dele por mim e da vontade que ele tinha à tempos de me beijar, fiquei confusa, assustada, eu já sabia do interesse dele mas, estava dando tempo ao tempo, me permitindo conhecê-lo. Ele veio bruscamente para cima de mim tentando me beijar, recuei e disse não. Ainda salientei que aquele não se referia aquele momento e que meu posicionamento poderia mudar com o tempo.
    Como muitas mulheres me senti culpada pelo afeto que despertei no rapaz, culpada por aceitar que ele pagasse a conta, culpada por ele ter entendido que o meu distanciamento durante o jantar era timidez, culpada pelas escolhas dele. Sendo assim, continuei caminhando ao lado do meu agressor, e pela segunda vez, permiti que ele tentasse me agredir novamente com um beijo indesejado, não tínhamos caminhado nem mais um quarteirão. Minha culpa continuou e continuei ao lado dele, aceitando todos os desaforos que ele tinha para me falar, deixei que ele colocá-se toda a culpa em mim, me chamá-se de dissimulada e tudo mais.
    Acho que pela primeira vez aceitei ficar sozinha um bom tempo, aceitei que a solidão poderia ser um bom caminho, entendi que a culpa não era minha e que independente da culpa eu tinha direito sobre o meu corpo. Aprendi a ser honesta comigo e com o meu parceiro a dizer o que gosto e o que não gosto.
    Atualmente estou em um relacionamento maravilhoso, ajudei o meu futuro marido a entender o que me dá prazer. Redescobri a mim mesma e venho descobrindo muitas coisas boas desde então. Busquei ajuda e ela veio através do Centro Metamorfose e do método Deva Nishok, a quem sou muito grata.

  • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

    Muito corajosa. Passei por duas situações semelhantes, com dois amigos em quem eu confiava como se fossem meus irmãos. Mas na vez que contei fui ridicularizada, não acreditaram que o cara tinha me forçado. Então, da segunda eu fiquei quieta. Os dois me pediram desculpas depois. O primeiro eu não perdoei, o segundo sim, pq sou obrigada a conviver com ele. E pronto. Vc colocou o assunto muito bem, precisamos ser mais corajosas. Mas denunciar ainda pode nos expor ao ridículo, por isto não me arrependo de não ter feito isto. Se tivesse feito até hoje seria apontada na rua, sem contar as pessoas maldosas que iam espalhar q eu quis dar etc. Este é o mundo real. Espero sinceramente que isto mude,mas eu duvido muito que não seja pra pior.

  • Carlos

    No fim, tudo parece-se se resumir a: respeite o espaço, o corpo e as decisões do outro, independente de ser homem ou mulher. Se a menina não corresponde, é pq não quer, não insista. Não tem isso de “sim é não e não é sim e talvez é não”. Não é não e pronto. Se o homem rejeita uma mulher, ele tb não pode ser tachado de homossexual, ele deve ter os motivos dele e deve ser respeitado (no momento q uma mulher acha q o cara tem q corresponder a tudo, sempre, está rejeitando o poder de decisão do cara e lhe colocando como um animal a serviço de instintos, e não é bem assim). É claro q a cultura como um todo ainda é mais impiedosa com as mulheres (e até as próprias mulheres se julgam e se cobram muito), mas antes de td há escolhas individuais. Isso inclui negar, aceitar, corresponder, ultrapassar qualquer limite, assediar, etc. Um cara q, independente do grau de proximidade (amigo, pai, tio, primo, desconhecido) é capaz de chegar ao ponto de subjulgar sexualmente uma mulher ou uma criança não pode ser tomando como uma referência de masculinidade. É uma excessão, doida e absurda, q coloca o seu egoismo acima da integridade de quem quer q seja. É um problema todo dele e não “do homem”.

    • Maverick_RJ

      “no momento q uma mulher acha q o cara tem q corresponder a tudo, sempre, está rejeitando o poder de decisão do cara e lhe colocando como um animal a serviço de instintos”

      Define mais ou menos o estuprador…
      Um animal a serviço de instintos…

  • Laura

    Paula, realmente, ser mulher não é fácil. Inumeras vezes já me senti ofendida, coagida, enfim. Tenho muito orgulho de ser mulher, por nossa natureza ser tão diferente. Quero contar uma das vezes que passei por fato semelhante. Certa vez estava voltando de uma entrevista de emprego em alpahaville, em um ônibus fretado. As poucas pessoas estavam dispersas entre as cadeiras. Eis que, ouço um gemido baixinho. Olho para duas cadeiras atrás de mim na outra fileira e vejo…um infeliz com o pau para fora se masturbando…sim, dentro do ônibus. O tal infeliz estava bem vestido, cerca de vinte e poucos anos. Vi meninas sairem das cadeiras atrás dele e virem mais perto do motorista. Eu poderia ter feito o mesmo. Mas não, fui até ele e disse em alto e bom som: “vc deveria ter vergonha de fazer isso aqui, é um absurdo, uma falta de respeito.” disse isso com o dedo apontado para ele e um olhar fulminante. O cretinho brochou, guardou e não sabia em que buraco se enfiava. Depois disso, sentei perto do motorista. Sabe, fico muito orgulhosa de ter feito isso. Perto de moi? NÃO.

    • Maverick_RJ

      Foi conferir, né ?!?!?!?
      Brincadeira… mas, eu sei que será mal interpretada…

    • Vivian

      Parabéns pela coragem!

  • kayo

    A garota afirma que levou o amigo para seu apartamento e os dois beberam juntos, mas quando ele demonstrou interesse sexual ela se negou e o estupro aconteceu. Acredito que como parte frágil da relação ela deveria ter maliciado que algo parecido poderia acontecer, e assim evitado uma situação de risco como essa. Mas o pior de tudo mesmo foi que resolveu deixar seu agressor impune, pronto para fazer outras vítimas. Quem entende?

    • Paula Abreu

      A “garota” não negou o ato sexual, Kayo, mas sim um ato sexual extremamente violento que deixou marcas de sangue na roupa de cama. Entenda a diferença.

  • Kat

    Eu também já fui uma vitima. 16 anos, revolver na cara, só me lembro do cara me batendo muito achando que eu iria apagar. Eu reagi. Cuspi na cara dele, dei mordida, cabeçada, pisão de pé, arranhão na cara. Foi bem difícil, eu tive a cara praticamente destruída por coronhada, mas o cara não me estuprou. 1×0 pra mim. Anos depois, passei pela mesma situacao, com um namorado. Ele não estava armado, lógico, nem me bateu. Foi aquela pressao psicológica horrorosa. Acabei cedendo e fiquei com odio de mim. Como assim, eu sai daquela outra vez invicta e agora não? Terminamos e tempos depois ele me procurou pra um jantar. Eu falei “jantar, ok?”, mesma pressao, mesma invasão. Dessa vez, não vai ser igual, vou me vingar. Mesmo ele gritando NÃO, eu fiz um fio terra nele. E disse: vc disse não, mas eu achei que era charminho. Nunca mais me ligou. Hahaha

    • Paula Abreu

      Excelente, Kat! Parabéns pela sua reação nas vezes em que conseguiu se defender. Muita presença de espírito! :)

      • http://twitter.com/GabrielNetto7 Gabriel Netto

        Não comprendi a lógica da coisa: Então estuprar um estuprador, pode?

      • Nicole

        Também não entendi. Achei nojento.

      • Mar

        Coisas erradas sao comuns e normais pq sao em numero excessivo, passando a ser aceitaveis em nossos paradigmas… Entao, qdo a mulher exerce o papel de homem, as pessoas ( homens e mulheres) nao vao entender a “logica da coisa” e vao achar “nojento”.

      • Leandro

        Ridículo não….e a pessoa que postou o texto apoiando….

      • Paula Abreu

        Releia meu comentário, estou parabenizando a leitora por ter ser defendindo.

      • valdeque

        parece que pode né Paula?

      • Paula Abreu

        Já perguntaram e eu já comentei aqui que o que apoiei e apoiarei sempre é que a vítima se defenda. Não estou defendendo qualquer tipo de violência.

      • Lucas

        Bom, o estuprador poderia ter matado a vítima, então reagir NESSA SITUAÇÃO não é uma boa ideia.

      • Mara

        AS vezes, sobreviver nao e tao bom…uma vitima de estupro por vezes prefere morrer. Uma vitima de uma tentativa de estupro, normalmente, por mais machucada, agradece por ter conseguido fugir…

      • Maria Lucia

        Era exatamente o que eu estava pensando aqui… Eu já desejei muito morrer, ainda hoje as vezes eu me pego pensando no assunto, já quase tirei minha vida uma vez e minha psicóloa me diz que sou auto-destrutiva, que se não tomar cuidado um dia eu me mato mesmo sem cometer suicídio, já quase fui internada duas vezes pela minha família por causa disso.

        E sim, eu preferia ter morrido aquele dia, prefiria ter deixado me jogarem no rio, talvez não tivesse me afogado, talvez tivesse me afogado mas não tivesse sido destruída como fui.

      • ale

        vc fez o b.o na polícia???

      • Nicole Frederic

        Maria, você está viva por uma razão. Se conheça melhor, conheça os seus medos e as suas conquistas. Tenha certeza de que se você está aqui é para tomar de verdade as rédeas da sua vida, devolver mentalmente toda a energia horrível dele que foi jogada sobre você, ele não tem o direito de ocupar os seus pensamentos e te fazer querer sair do mundo por isso. Isso seria ele ganhar. Olhe para você mesma no espelho e veja o quanto você é de verdade maravilhosa, você tem um poder que é seu e de mais ninguém, todas temos deusas em nós. Faça a sua brilhar! É a sua alma.

      • Joniel Assis

        Poxa! Nicole, sinto de lhe parabenizar e lhe agradecer pelas sábias palavras direcionada a Maria, mas que também serviram pra mim.

      • Bruninha Mayara

        então vc preferia que ela tivesse cedido?

      • Isabela

        Lucas, fale por você.Eu preferiria morrer.

      • Carlos

        sou homem e não acho que estupro seja coisa de homen e sim de covarde não tenho filhos, mas tenho 5 irmãs e se um dia eu pelomenos sonha que algum pervertido tocou em uma delas. ai guerreiro, comigo agente resolve na base da 9mm. se não acredita, vem aqui no sudeste do Pará e bate de frete comigo!

      • Servil

        vai come palma, seu calango, ai no para o povo so enfia a pexera na bunda um do outro. cuzero da porra

      • saint

        Paula , qualquer reação de um agredido deve ser incentivada e até comemorada, o que acontece é que existem mentes desvirtuadas de pessoas desvirtuadas.

      • Julia

        [ironia on] ué, foi ele que ofereceu o jantar. chamou ela pra sair. quis transar com ela.. não estou culpando a vítima mas ele poderia ter se prevenido [ironia off].

      • faabio gomes

        FOSSE EU CONVIDAVA ERA UM BOFE MARAVILHOSO PRA JANTAR E JANTAVA ELE.

        RACHA JÁ ERA.
        ECCA

      • Rick

        Aí o inves de ser melhor que o imbecil ela vai lá e veste a mesma camisa. Dente por dente e olho por olho?
        Parabens hein. Ridículo.

      • Samara

        Pois eu teria feito o mesmo e se possível cortado o membro dele fora!!! Com mulher todo mundo sente pena , com homem todo mundo acha absurdo!! Talvez depois de sofrer um abuso ele pense a respeito do que um Não quer dizer! Tudo que fazemos na vida volta pra nós!!!

      • faabio gomes

        RADICALIZOU MULÉ. CORTAR MEMBRO NÃO. JÁ TÁ FRACO NO MERCADO PORRA.
        PÁRA AGORA HEIN

      • Menina dos Olhos

        Vc já foi estuprado?e se fosse sua filha?seu filho?

      • Melissa

        Engraçado que quando a iraniana perdoou o cara que lhe jogou ácido na cara e a cegou, todo mundo dizia que ela deveria ter cegado seu agressor. Agora todos vêm defender estuprador, falando que a “vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”. Pois é, pimenta no olho dos outros é refresco!
        Parabéns pela audácia, Kat! Um fio terra não representa nem 1 centésimo da violência e humilhação que você passou com esse ex.

      • justiça

        esta certa,e todos que apoiam kat,pois queria poder pegar um desgraçado aqui,o pai da minha filha,a estrupou por anos,a agora o denunciei,mais nao consigo tirar a ideia de matalo com todos os requintes de crueldade que ele teve com minha pequena.acabou com minha vida ,acabou! e eu só axo que esses que se dizem contra sao uns estrupadores também,ou é sempre assim só apoiariam se fossem suas filhas,ou olhe lá! é triste.mais eu garanto ,eu nao descanço até que a justiça seja feita,pois se nao for ,ai eu o materei…fim

      • faabio gomes

        A GAROTA FOI ÓTIMA E VOCE TA COM INVEJA DO FIO TERRA QUE ELA FEZ NELE.
        PEDE PRO TE U AMIGO ESTIVADOR FAZER PRA VOCE. VIADÃO

      • Roberto Vasconcelos Eluan

        Eu gostaria muuuuuuito de viver em um mundo em que uma mulher pode caminhar tranquilamente altas horas da noite em uma rua escura sem ser assediada. Andar em um metrô lotado sem que ninguém pegue em sua bunda. Em que duas pessoas do mesmo sexo possam se gostar tranquilamente em público sem receio de que serão repreendidas por isso e, pior, agredidas. Em que tanta gente que passa fome tenha o que comer enquanto outros que tem demais não desperdicem. Mas enquanto a porra desse mundo não existir, oprimidos só existirão porque não reagem contra opressores. Se a lei que eles entendem é a da espada, então que na espada se resolva.

      • Fabiano

        Sim, Acho até que deveria ser lei. Estupradores não estupram somente mulheres, não. Aconteceu comigo quando era criança e posso garantir: vc iria querer que ele sofresse o mesmo.

      • faabio gomes

        ME PASSA O ENDEREÇO DO MISERÁVEL . VOU ATÉ LÁ E ACABO COM ELE. PERCEBE NÉ?

      • Bruninha Mayara

        na minha opinião poderia sim. e mais que isso, para ver oq ele causou, pra ele sentir a desgraça que fez, pra ele começar a acreditar em um Deus… pq quem faz isso, não tem cérebro, tanta garota de programa por ai, ele quer fazer logo com quem não esta afim, isso é mto pré histórico estamos no seculo 21 e esse povo de mente pequena não evolui, tenho nojo de gente assim!!

      • faabio gomes

        AH VIADO. VOCE COMPREENDEU MUITO BEM SIM, NÃO VENHA COM NOVELINHA DE MACHO NÃO.
        E NA HORA DO BANHO TENTE ENFIAR UM OU DOIS DEDINHOS NA TUA BUNDONA PELUDA, AÍ VOCE VAI ENTENDER MESMO.
        BICHONA LESADA!

      • Ruan

        Ela não disse isso, mas eu digo: sim, é válido.

      • Linus

        Parabéns, Kat.

        Um grande “espere sua vez e verá” para que foi contra sua atitude.

        Dar o troco É SIM totalmente válido.

    • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

      kkkk, foi pouco o cara merecia pior, mas foi ótima, principalmente o que ele ouviu no final.

    • http://www.facebook.com/LynOnMars Evelyn Luz

      Tenho que agora ele aprende a respeitar uma mulher. Tem gente que só aprende na prática.

    • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

      O pior tipo de abuso, é aquele que sofremos de quem confiamos… Pois o amor, o vínculo, ainda mais para nós que somos mulheres e sensíveis, é o que nos impede de reagir ou denunciar. Fora que nunca existe o abuso em que nem que seja bem no fundo não nos sentimos culpadas de alguma forma.. Se eu não fosse criança quando as merdas aconteceram comigo eu gostaria muito de ter feito o mesmo que vc haha

      • Renata

        eu concordo com você…
        mesmo tendo acontecido comigo quando eu era criança ate hoje me sinto um pouco culpada (embora racionalmente saiba que a culpa não é minha), e ainda sofro com as consequências, como por exemplo: eu não consigo demonstrar quando estou interessada em um cara…

    • http://twitter.com/GabrielNetto7 Gabriel Netto

      O qué é um “estuprador psicológico”, que não usou violencia? Gostaria muito de compreender como é isso…

      • Tião

        Pratica um assalto, vai pra cadeia e lá você descobre mané!!!!…vai usar até saia, com essa bundinha branca que vc dever ter!!!!…aí vc vai ver o que é estupro psicológico!!!…Zé Ruela!!!!

      • Mar

        Entao vc esteve preso Tiao… fizeram vc de Ze ruela??? vc sentiu na pele depois de ter praticado um assalto, viu e sabe do que esta’ falando???

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Bom, acredito que seja o que usa o medo, a confiança, pra conseguir o controle sobre a vítima… Não é só porrada que paralisa uma pessoa…. Exemplo disso é o que acontece principalmente com as crianças que sofrem abuso…

      • Gabrielle Rodrigues

        Um “estuprador psicológico”, muitas vezes, é um conhecido (ninguém escuta relato de um estupro onde um cara, desconhecido, pegou uma mulher de surpresa na rua e a “imobilizou” através de argumentos ao invés de força bruta).
        Então, seja namorado, marido, parente, amigo da família, o que for, o agressor que conhece sua vítima geralmente usa argumentos pra pressioná-la. Ou seja, faz pressão psicológica pra conseguir sexo.
        Exemplos: Insistência. Dizer pra mulher que é uma prova de amor. Muitas vezes até xingar e insultar a mulher até ela se sentir tão mal, tão culpada por “não abrir as pernas” pra aquele que é seu “príncipe no cavalo branco” e que tanto a ama.
        Entende o que eu estou dizendo? É pressão psicológica, é mexer com a cabeça da mulher e fazê-la pensar que a culpa dela. E a culpa não é dela. A culpa é do machista que abusou dela. Que só porque é maior, mais forte, só porque é HOMEM, acha que a mulher lhe deve algo e tem que pagar com sexo.

        Mas um “estuprador psicológico” também pode ser um desconhecido. E, pelas situações que já vi e vivi, isso é muito, muito frequente. Certas “cantadas” de rua, como muitos (as) já citaram em outros comentários também são uma forma de estupro psicológico. Quantas e quantas vezes eu tive medo por mim mesma só pelo fato de passar na frente de um homem (bem vestido ou mal vestido, rico ou pobre) e ouvir um “ai, meu deus”, “nossa senhora”, “essa eu pegava todinha” e por aí vai… Medo de que ao dobrar a esquina percebesse que ele resolveu me seguir.
        Quando eu tinha uns 9 anos, peguei um ônibus com minha mãe pra ir pra aula de ballet. O ônibus não tinha lugares vagos juntos, então eu sentei em uma daquelas cadeiras altas e minha mãe sentou em outra, do outro lado, ficamos separadas pelo corredor. Um homem, mais de 50 anos, camisa de botão e calça marrom (como nossos avôs geralmente se vestem), parou, de pé, ao meu lado. Depois de um tempo, mais gente havia entrado no ônibus, ele começou a se esfregar na minha perna. Fiquei sem reação. Olhei pra o homem sentado ao meu lado em busca de ajuda, mas ele estava dormindo. Tentei olhar pra minha mãe e ela também tentou olhar pra mim algumas vezes, mas sem sucesso, as pessoas em pé, inclusive o homem roçando em mim, bloqueavam a visão. Ele desceu uma parada antes da minha e mesmo assim, eu só consegui ter alguma reação depois que desci do ônibus. Por muito tempo tive medo de qualquer pessoa do sexo masculino que se aproximasse de mim ou que sentasse ao meu lado no ônibus. Uma vez, alguns anos depois, em outro ônibus cheio, resolvi sentar no único lugar vazio. Era noite e eu tava cansada, meu dia tinha sido puxado, eu queria sentar. Um homem estava na cadeira do lado. Me sentei o mais longe dele que pude, meio torta, meio virada pro corredor. Não olhei pra ele em hora alguma, estava com medo. No dia seguinte, o namorado de uma vizinha minha disse que no dia anterior eu havia sentado ao lado dele no ônibus e estranhou o fato de eu não ter falado com ele e ter sentado toda encolhida.
        Aquilo que me aconteceu quando eu tinha 9 anos, mesmo não sendo um estupro de fato, me marcou pra vida toda. Eu me senti violada, abusada. E até hoje me sinto assim quando escuto um “que bunda”, “ai, papai” ou coisa pior.
        Onde foi que eu errei ao escolher sair de casa com uma blusa não decotada e calça comprida? Porque a culpa é minha se eu escolhi ir na padaria de blusa de alcinha e short? Porque o fato de eu ter nascido mulher me condena?

        Graças a Deus, nunca fui estuprada (com penetração) e não pretendo ser. Mas já fugi de muitas situações que poderiam levar ao meu estupro (incluindo pedofilia por parte de um amigo da família) e isso por si só já me causou traumas.

      • Guy Fawkes

        Ah, vá se cagar. Estupro psicológico? Você fala “amorzinho, quero muito fazer amor com você… ah vai, por favor, vai, vamos fazer um amorzinho bem gostosinho, que eu te amo, minha linda…”

        Daí a mulher transa, e vem uma feminista pentelha dizer que foi ESTUPRO PSICOLÓGICO. Vá à merda, caralho.

      • http://www.facebook.com/people/Cristiana-Menezes/100002137082377 Cristiana Menezes

        Nossa, temos um homem dizendo que não foi estupro, então não deve ser né, afinal vocês entendem mais do assunto que nós… Essas feministas ficam lutando por uma coisa que você homem que aprova, que absurdo né?

      • Jonas

        Não liga pro que o guy fala, na certa ele deve ser um estuprador.

      • Andre

        Homem tem tanto direito de discutir estupro quanto uma mulher. Homens também são vítimas de estupros e isso não importa. Posso falar sobre menstruação também, sem nunca ter menstruado (ufa!).

        Assim como posso falar sobre a inglaterra, sem ser inglês, ou sobre AIDS sem ter HIV. Basta ser inteligente e se informar o suficiente.

        Por sinal, noto que muitas pessoas, mulheres inclusive, desconhecem a definição de estupro.

      • Jonas

        Falou ai um verdadeiro estuprador…

      • http://twitter.com/Mi_sol_si Mi ∞

        Dizer “amorzinho, quero muito fazer amor com você… ah vai, por favor, vai,
        vamos fazer um amorzinho bem gostosinho, que eu te amo, minha linda…” e repetir, e insistir, sendo que a mulher não quer, é CHANTAGEM EMOCIONAL. E esse tipo de chantagem, quando em um relacionamento, vem junto com muita pressão psicológica. “Como assim não? Tu não me ama? Mas eu te amo tanto, isso é uma prova de amor”.
        Por 1 ano e meio, eu namorei um cara que me chantageava sempre que eu dizia não. E insistia, e fazia drama, dizendo que eu não o amava, que era absurdo, que era culpa minha. Ele me fazia sentir que eu tinha a OBRIGAÇÃO de satisfazer ele, o tempo inteiro, não importava se eu tava cansada, se eu tava triste, ou simplesmente não estava a fim. E eu, de tanto ser chantageada, cedia.
        E me odiava durante cada minuto, fingia orgasmos para aquilo tudo terminar logo. Não tem coisa pior do que fazer sexo por obrigação, por chantagem. É horrível, é desgastante, uma verdadeira violência para o teu corpo, que não quer aquilo. Tu sente raiva e vontade de chorar durante o ato.
        Mas tu, sendo homem, não tem nem como imaginar isso.

      • Guy Fawkes

        É chantagem emocional, é claro, é errado, é claro. Mas você acha que
        quem faz isso deveria pegar 10 anos de cadeia? Quando chamam isso de
        estupro estão banalizando a palavra.

      • liana

        GUY FAWKES:

        um homem que acabou de ler o que já fez com as mulheres e não quer admitir para si que o que fez foi ESTUPRO.

        não há remédio para o que você já fez, mas pare de fazer vítimas. desculpe-se com as outras. não faça mais isso com as próximas.

      • saint

        Espera um pouco né acho que estão confundindo estupro com falta de atração e ou desejo sexual

      • louco

        Sei o que é isso e é chantagem emocional mesmo, realmente não sei o que é essa chantagem sexualmente falando. Mas já ”sofri” esse tipo de chantagem por outras coisas mais banais e posso dizer com certeza que odeio!! Seu comentário foi perfeito, muito bem explicado é isso mesmo

      • K…

        Afe, crédo. Moça, não consegui nem ler o restante do seu comentário. Mas quanto ao começo.. Se o ser humano pede pra fazer amor com você e você for bitolada, saí de perto, termina o namoro. Ainda Li aqui ” Por 1 ano e meio, eu namorei um cara que me chantageava sempre que eu dizia não.” Nossa, ” fingia orgasmos”. Tem que se cuidar baby, cuidar de sua saúde mental.

        E SIM, tem homens que passam por estas situações, até piores. E homem pode imaginar sim com pode ser isso… Principalmente os que passaram por isto.

      • Isabela

        “Amorzinho, quero muito fazer amor com você” é chantagem psicológica agora? Ah, vai se foder,além de machista escroto,você é burro pra caralho!

      • Guy Fawkes

        É chantagem emocional, é claro, é errado, é claro. Mas você acha que quem faz isso deveria pegar 10 anos de cadeia? Quem chama isso de estupro está banalizando a palavra.

      • Rogerio Junior

        a palavra certa é abuso sexual sem penetração e estupro com penetração. E existem sim varios maridos e namorados q obrigam a esposa a fazer isso e caso elas n façam são agredidas e humilhadas as vezes até mortas .

      • Andre

        Voce nao sabe o que é estupro.

      • K…

        Ressalva, quem falou isso foi a menina que postou essa frase.
        Bom, é chantagem emocional? Então por que tá junto com o cara?

      • Bruna Trevisan

        Guy, em que momento aqui vc viu a Gabriella Rodrigues dizer que o cara (namorado, marido, etc) chegou com essas palavras doces? Vc não tem noção do que um idiota é capaz de dizer (ou talvez tenha). Coisas como “Eu sou seu marido, vc me deve isso, tenho direitos” ou então “Vc não é nenhuma virgem, tá negando por que?”, ou ainda “Vai me deixar aqui de pau duro? Depois não reclama se eu procurar na rua!”. ISSO é sim estupro psicológico, qualquer tentativa de convencer uma mulher a fazer o que ela não quer, por mais “bonitinhas” que sejam as palavras que o homem usar É SIM não respeitar a vontade dela, é abuso SIM. Mete isso na tua cabeça antes que algum cara chegue com o papinho “Gatinho, quero muito te comer, ah, por favor vai, eu faço devagarinho, vc vai gostar, eu te amo, vou te tratar com carinho” e meta outra coisa em outro lugar do teu corpo.

      • Andre

        Estupro é ter conjunção carnal ou ato libidinoso adverso de conjunção carnal sem consentimento. Se há consentimento, não há estupro. Se o cara insistiu e você consentiu e depois se arrependeu, não é estupro. Não há o que argumentar.

      • K…

        Nossa senhora aparecida de não sei onde. Trabalho com psicologia jurídica e nunca ouvi este termo ” estuprador psicológico” EU HEIN! Achei cômico seu comentário ” nunca fui estuprada e não pretendo ser”.
        Ok, o que tens de fazer, é procurar atendimento psicológico e terapia, não só por questão destes fatos, até mesmo porque o atendimento terapêutico é uma orientação (se não faz, claro), você vai se conhecer melhor e pensar mais claramente sobre os fatos que possam lhe causar aflições.

      • Andre

        Estupro é ter conjunção carnal ou ato libidinoso adverso de conjunção carnal sem consentimento.
        Se há consentimento, não há estupro. Se o cara insistiu e você
        consentiu e depois se arrependeu, não é estupro. Não há o que
        argumentar, estupro psicológico não existe.

      • sefhirot

        Idem ela não falou que foi violentada ou falou? ficou muito subjetivo essa pressão psicológica, ficou parecendo aquele tipo de coisa amor prova que vc mim ama e tal.Mas acho que se defender tem sim de ser incentivado sempre.

      • camila

        Assista ao filme confiar (trust), relata sobre isso, estuprador psicológico. Um cara na internet faz uma menina de 14 anos confiar nele, e até se apaixonar por ele, e ele a estupra. Vale a pena ver pra entender melhor isso.

      • Lorena

        Acho que esse Gabriel tem algum problema mental, parece com os psicopatas que estrupam as mulheres, pelo jeito que tecla seus comentários.
        RESPONDENDO SUA 1 PERGUNTA, ELA SÓ SE DEFENDEU DE ALGUMA FORMA, QUIS FAZER O MESMO, COMO UMA VINGANÇA, HOMEM ESCROTO IGUAL VC NÃO ENTENDE MESMO
        RAIVA DE GENTE BURRA E IGNORANTE IGUAL VC, PORISO ACONTECE CERTAS COISAS, POR CAUSA DE PESSOA ESCROTA, RUIM, SEM CARATER IGUAL VC

    • http://www.facebook.com/thayna.corsi Thayna Corsi

      MUITO BOM

    • Samara

      Parabéns!!! Mais mulheres deviam fazer isso!!

    • Sol

      vc não parece nem um pouco santinha com essa sua história… vc mesma disse que CEDEU, ou seja, foi consensual, ele não te bateu, não estava armado ele não te estuprou, você CEDEU! Se ele te pressionou, vc deveria ter sido forte e dito NÃO, ou se ele era tão nojento assim ter dado um pé na bunda dele. Se você tivesse sido realmente ESTUPRADA duvido que vc teria coragem de transar em outra ocasião por livre e espontânea vontade com um cara que te agrediu dessa forma horrorosa no passado!

      • Kah

        Quem sabe o que realmente aconteceu e o que ela sentiu foi ela… é incrivel como tem pessoas q costumam culpar as mulheres por isso… foi estuprada pq tava de roupa curta, pq deixou, se liga pow…ela fez o mesmo com ele pra ele ver o q ela sentiu uma boa parte ficou contra ela, entao ele pode fazer? os homens podem fazer o q querem com a gente? é isso… sera q temos q ser submissas sempre, nem nosso corpo podemos ser donas?

      • Anne

        Tenta ler o que a Gabrielle Rodrigues postou ali em cima.
        Era um conhecido, alguém que ela confiava, que ela não esperava que fosse capaz de uma atrocidade desse tipo. Você não deixa de reagir porque quer. Por exemplo: quando um dos seus pais te xinga, você se sente ofendido. Mas é alguém que você ama, confia, etc. A situação é quase como se fosse um estado de choque. Você não responde seus pais, sente que a culpa é sua.
        Isso é agressão psicológica, não é um simples “não”, não é simplesmente falta de força, de coragem. É como se alguém te “pegasse com a guarda baixa”: falta SIM segurança, falta coragem, falta tudo, porque você não espera precisar disso com alguém que você confia.
        E meu “chute” de porque ela voltou a ver ele (lembre-se: MEU e CHUTE, há grandes chances de não ser a verdade) é que ela ainda não tinha resolvido essa questão com ela mesma. Não estava claro ainda que a situação era um estupro, a gravidade que isso implica não estava fixada na mente dela ainda e, diante disso, ela achou que, talvez, não houvesse nenhum problema em tentar de novo. Tanto que, quando a ficha caiu, ela revidou.

      • Maria Lucia

        É complicado na segunda vez que aconteceu comigo, eu me sentia um lixo, saí me sentindo super culpada, eu só entendi a natureza do que aconteceu quando relatei para uma amiga minha como aconteceu e ela me convenceu de aquilo era um abuso…

        De que o namorado da minha mãe me agarrar e forçar a situação, principalmente conhecendo meus traumas e sabendo que eu ficaria paralizada, que isso também era um abuso e que eu precisava fazer um escânda-lo antes que ele fizesse de novo.

      • Isabela

        “Parabéns”, Sol, por postar o comentário mais machista que eu li aqui! Nem os homens chegaram a esse nível.

      • Rogerio Junior

        n conheço ninguém q tenha estuprado . Mas se alguém de minha familia fosSe eu a ajudaria a ir atras da pessoa q fez aquilo com ela para se vingar .PQ ninguém gosta de ser obrigado a fazer oq os outros querem e acho q temos q respeitar as decisões dos outros.

    • http://www.facebook.com/arcanjosna Sidney Andrade

      meus parabéns a você moça. sei que é arriscado, mas é sua vida, sua honra. e essa de um covarde vivo a um herói morto? isso não existe, uma pessoa que vive sem respeitar a si mesma ou sem se permitir ter prazer ou afeto, isso não é vida, é morte em vida. um estupro é o assassinato da alma, o afeto, a confiança, as amizades, projetos sonhos, vai tudo pra vala… principalmente se se seguir uma doença ou gravidez. ou o dois!

      meus parabéns kat. quero poder ensinar às mulheres de minha vida a ter garra como você!

    • faabio gomes

      maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaravilhosa! deveria ter enfiado uma coisa mais grossa.
      voce ia ver o bofe se entregando toda e pedindo pra voce chama-lo de Beatriz.

    • Evelyne Néia

      Esse cara passou a entender que não signifca não e que sexo não consensual é agressão SIM. Parabéns!

    • Saint

      Kat , foram dois episódios lamentáveis ,espero que não tenha adquirido ódio de homem ,pois nem todos são nojentos assim.Espero que esteja bem

    • ALE

      foi feito B.O NA POLICIA????

    • Alan

      girl you are aheroine

    • ALLAN

      Achei ótimo KAT, aliais acrescento que você deveria ter amarrado ele e pegado um “cintaralho” depois dado um trato dele daquele jeito que ele gosta, A FORÇA.

    • K…

      Sinceramente, Kat… Com essa situação toda, você se dispôs a passar pela situação passada (caso namorado), que poderia ter ocorrido novamente…
      Não achei cabível fazer isso. ” Fiz um fio terra nele”… Homem sente prazer no ânus, ele pode não ter te ligado por vergonha (senso comum da sociedade quanto a esse assunto) ou por ter achado estranho isso da sua parte.

      Ele te procurou para um jantar e você foi lá… bonita… Não achei saudável seu tipo de pensamento e atitude quanto a estes fatos. Digo no sentido de: E se o desfecho fosse outro, se discorresse tudo novamente e fizesse aumentar seu trauma.

      E como citou uma amigo aí embaixo… ” A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”… Interpretações e afins, você se vinga, vai cumulando rancor, acho mais saudável cuidar pra própria saúde (principalmente mental), do que perder tempo ”planejando” algo que realmente, não vai acabar com a índole do sujeito em questão.

      Honestamente, sou muito mais a favor da sua ” atitude” quando tinha lá seus 16 anos, e lhe dous parabéns por ter lutado quanto aos fatos, mas quanto essa questão aí de namoro e afins. Cada um sabe o que quer pra si e faz da sua vida o que quiser.

      Uma simples opinião.

      Abraços.

      • liana

        Ela já fez e fez certo, não interessa o que voce acha. Apenas tome cuidado para não ser a próxima vítima rsrsrs

  • Observador

    Depois de demorar mais de uma hora lendo todos os comentários…
    Meus sinceros pesares a Paula e as demais vitimas….

    Acredito que a muita hipocresia da sociedade…e assim como os demais problemas que temos no mundo somente a educação e a consequente mudança cultural poderá mudar o rumo para onde estamos indo….
    Hoje em dia os pais acham bonito, crianças com menos de 10 anos terem namoradinhos… é bonito o filho “roubar” um beijo da menina… aonde vamos parar dessa forma?? Todos estes comportamentos colaboram para geração de futuros problemas com as relações homem x mulher…. enfim…

    Um paranteses:

    Alguns críticos alegam que, embora mais rara, a violência contra o
    homem também é um problema sério, minorizado pela vergonha que sentem em
    denunciar agressões sofridas por parte de companheiras agressivas.[4] É caracterizada pela coação psicológica, estelionato (como casamentos por interesse), arremesso de objetos e facadas.

    Um dos pontos chave é que o artigo 5º da constituição garante
    direitos iguais a todos, portanto o termo “violência contra a mulher” é
    incompleto, pois separa a violência “[...] contra as mulheres dos demais”.[5] Um caso típico, foi a série de críticas propugnadas por um juiz de Sete Lagoas, Edilson Rumbelsperger Rodrigues, contra a lei, segundo ele, entre argumentos a respeito de Adão e Eva, “A
    vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo,
    como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem
    pais; o homem subjugado.”[6]

    Uma outra crítica vem do delegado Rafael Ferreira de Souza, ele afirma “Quantas
    vezes presenciei a própria mulher, vítima de uma ameaça ou de uma lesão
    corporal, desesperada (literalmente) porque seu companheiro ficaria
    preso [...]“.

    Fonte:Wikipédia

  • Paula Abreu

    Queria deixar aqui os meus agradecimentos mais sinceros e meus parabéns a todas as mulheres que tiveram coragem de comentar contando suas próprias histórias. Me entristeço, claro, por ver tanto sofrimento, mas espero que os homens, ao lerem, percebam como não somos a exceção.

    • http://twitter.com/GabrielNetto7 Gabriel Netto

      Paula, como falado por outros homens acima, o estupro existe nos dois sexos, não é nem de longe um assunto exclusivo femenino, e não são os homens os que tem que ler isto, mas os estupradores, ou será que todos somos estupradores em potência? se for assim, me avisse e me retiro para uma caverna no meio do mato.

      • Paula Abreu

        Por mim, todos os homens precisam ler, porque não estou falando só de estupro no meu texto, mas também de outros atos abusivos que são ainda mais comuns e frequentes na vida das mulheres. E, ainda que não sejam os estupradores ou abusadores em si, é importante que os homens saibam e entendam o tipo de coisa que TODA mulher passa diariamente só por ser mulher.

      • O Olhar

        Gabriel Netto. Você tem filhos, irmãos, sobrinhos, filhos de amigos que lhe vêem como exemplo. Quem sabe um dia você precise explicar algo assim para eles? É uma reflexão importante sim, para homens e mulheres, hoje, amanhã e sempre.

      • Em busca da luz

        Gostaria de compartilhar com vocês o que me aconteceu,e me atrevo a dizer que ainda dói lembrar. A primeira tentativa de estupro foi quando eu tinha 5 anos, o autor foi meu próprio pai. Só me lembro que um dia, deitados todos na cama (meus pais e minha irmã), eu disse “mãe, o pai fez xixi na minha perna”…não sabia que aquela frase mudaria a vida deles, e a minha (não parece ter havido penetração, visto que houve sangramento na minha 1° vez), só sei que eles se separaram, minhas tias perguntavam o que ele fez e eu não entendia, só sabia que ele havia posto o pipi na minha perna e feito xixi. Aos 10/11 anos, havia um amigo de meus tios que passava a mão em mim, e eu não contava por medo de meu tio matá-lo, ou vice-versa, pois eram muito violentos.
        Um primo passava a mão entre minhas pernas enquanto eu dormia, também não falei por medo, mas eu fingia que acordava e ele parava. O estupro realmente consumado veio aos 18 anos, eu ainda era virgem e ficava com um homem de 28 anos havia um mês, um dia ele arredou minha calcinha e tentou me penetrar, como eu disse não e pedi para parar, ele me colocou de costas (em pé) e me penetrou. No momento eu não entendi que fosse estupro pois ele ficou muito chateado ao saber que eu era virgem e não queria e disse que na cidade dele (São Paulo) as mulheres falam não mas querem, e pensou que eu fazia charme.
        Hoje luto para ter um relacionamento afetivo normal, mas sinto muita vontade de ferir os homens e um prazer secreto em transar com eles e saber que não sinto nada, que eu finjo, ás vezes tenho nojo de mim mesma por permitir que coloquem as mãos em mim, e assim vou vivendo. Nunca terei filhos, nem quero me casar.

  • alice

    muito bom o texto! interessante essa perspectiva do que é violência – a gente como povo, como sociedade, é covarde demais, é educado para se submeter a uma ordem meio estranha, um respeito que na realidade é um imenso medo. Com relação à violência, muitas vezes a mulher sente vergonha, se sente culpada. Tinha 21 anos, no ponto de ônibus, meio dia (!!!), e um moço jovem, de pastinha na mão, camiseta, calça jeans, resolveu aliviar sua luxúria ali mesmo, a céu aberto, ao vivo, a cores, carne e ugh! Ele se virou, deu um giro pra conferir as mercadorias ali no ponto de ônibus, e eu, “justo eu”, recebi aquele olhar direto, de enguia remexelenta, nojenta… NINGUÉM FEZ NADA. Nada. Nem disse nada. Tinha um homenzarrão na minha frente, um negão, que como todo mundo fingiu que não viu, eu me escondi atrás dele antes de sair correndo. Fiquei com vergonha de sair correndo. Vergonha de contar pra minha mãe, pálida esbaforida que cheguei em casa. Vergonha da minha mãe sair direto pro ponto de ônibus pra ver se achava o cara (era capaz dela quebrar o cara). E desde então essa se tornou mais uma história sobre nossa falta de coragem coletiva absoluta (tinha homens ali que davam o triplo dele), sobre indignação com o assédio bizarro, mais sobre apatia do que sobre violência. Pois é. Compartilhando é que nós vemos que cada uma tem uma história dessas pra contar.

  • Caroline

    Paula, você denunciou seu estuprador?

    • Paula Abreu

      Não, Caroline. Não denunciei na época porque, como conto no texto, demorei muito tempo pra sequer ADMITIR que tinha sido estuprada. Passei muito tempo me enganando com a ideia de que podia ter sido só um mal-entendido.

  • Roberto Paulo

    Falando nisso, viram hoje na TV o julgamento do PCC de um estuprador? Veredito: Quebrar as duas pernas e depois matar. Espero que isso sirva como um indicio de que a imensa maioria dos homens, inclusive os próprios bandidos e criminosos, não toleram estupradores. Então não existe um complo de homens que utilizam o estupro como punição contra as mulheres que andam de mini saia como tentaram dizer nos comentários. Ninguém tolera estupradores.

  • http://twitter.com/Kari_Pontes Kariane Pontes

    A lei mudou! Continue com sua coragem e denuncie! Vai que mais esse passo crie coragem em muitas outras!
    http://migre.me/criar-url/

  • http://twitter.com/luazanelli Luana Zanelli

    Paula, parabéns pelo relato e coragem.
    Parabéns por ter se permitido – ainda que tardiamente – chorar e denunciar o abuso que sofreu.
    Os números, de fato, são estarrecedores.
    E, você fez a sua parte, e eu leio aqui, 241 comentários. Se cada uma de nós denunciar isso, já são menos 241 casos impunes.

    Tenha a minha admiração.

    Também amo a praia – apesar de não ser mãe, mas admirar os filhos alheios -, amo cinzas (a vida também, às vezes é meio cinza, não?), e as havaianas… ah, as havaianas…

    Um beijo,
    Luana

  • Búfalo

    Hoje existem 2,3 bilhões de homens entre 14 e 65 anos no mundo (idade sexualmente ativa) tirando uns 300 milhões que são gays sobram 2 bilhões, seguindo a ideia que acontecem 1 bilhão de estupros por ano, 1 a cada 2 homens SÃO ESTUPRADORES (seguindo a lógica feminista). Isso é um absurdo!!!

    • Ju

      vc acha que um estuprador faz isto uma única fez? Não tem nada haver com lógica feminista. Sua lógica que é falha.

  • Flávia

    Achei seu texto arrepiante. Corajoso, sincero, inspirador. Parabéns!

  • Nicolle

    Todas as meninas que comentaram aqui já sofreram ou sofrer de abusos sexuais. Infelizmente aconteceu comigo também, nunca vou esquecer, é uma coisa que não dar para apagar da memória, é tão chato, pois tem coisas que esquecemos facilmente, mas com o abuso sexual, não dar para esquecer, infelizmente.

    A primeira vez que aconteceu, eu sofri abuso foi com 7 anos com um tio, na epóca, eu, minha mãe e minha irmãs estavam passando necessidades e precisavamos de um lugar para onde ficamos, pois é, fomos morar de favor na casa do meu tio, na epóca, ele era jovem não me lembro a idade, mas era mais ou menos um rapaz de uns 20 poucos anos.

    Durante uns tempos já sofria abusos do meu tio, da casa na minha Vó, e na casa dele, meu primeiro beijo, infelizmente foi com ele, ele me olhou e no nada me beijou e eu não entendia essa atitude, lembro que todas ás vezes que tinha oportunidade, se esfregava em mim, nunca houve penetração. Depois de um tempo, me mudei e nunca contei para minha mãe, não sei porquê. Talvez, vergonha, na epóca, eu não entendia, realmente não entendia porque não contei para minha mãe.

    Mas claro que esses abusos não parou, rapazes me paquerando com 13 anos, tudo isso porque aparentava 15 anos, ou seja, na visão dos rapazes, eu era “gostosa”, me lembro que eu fiquei um vizinho meu, ele me levou para um quartinho escuro e ainda teve a cara de pau de chamar o primo dele para se aproveitar, eu disse não e o cara finalmente entendeu e foi embora, mas esse meu vizinho fez uma lavagem cerebral em mim e fez a mesma coisa no outro dia e desta vez chamou os amigos e ai fiquei conhecida como a “mau-falada”.

    Com 14 anos, eu fiquei com um cara que me levou para um quarto, meus vizinhos ficaram sabendo que tinham idade entre 13, 14, 15 anos, até garoto de 10 anos ( era outro bairro) falando se eu não “der” para eles, ia contam para minha mãe o que fiz com o cara, eu disse não e eles foram contar para minha mãe e ainda mentiram dizendo que transei com todos no bairro.

    Acho que minha mãe acreditou deles, pois, me levou para fazer um exame de gravidez, e nunca contei a ela a verdadeira história. Não contei pelo mesmo motivo achando que não ia acreditar e vergonha.

    Mas nunca me senti culpada e nem fiquei traumatizada, não me impediu de beijar na boca, não me impediu de me arrumar, e nem me impediu de transar com alguém que gosto.

    Antigamente, eu não sabia dizer não com todas as letras, mas já me defendi em muitas situações pertubadoras, até hoje ouço os homens falando coisas obscenas na rua e nem dou mole, porque não quero perder tempo e sei que não vai adiantar, pois, isso continua em todo lugar, então, melhor é ter cuidado.

    O fato é que a mulher está em perigo desde sempre e cedo demais, e cá entre nós, nós termos e é direito nossos fazermos uma campanha contra abusos sexuais, morais com a mulher e crianças.

    Mas é uma triste realidade.

  • Brigida

    Li a sua história e fui lendo os comentários, fui me recordando de abusos ocorridos comigo e me indignando cada vez mais. Já aconteceu de passarem as mãos no meu seio, de esfregões nos ônibus lotados, de orgãos sexuais para fora da calça… A primeira vez eu era muito criança e brincando com uma amiga proximo a minha casa, um menino que estava sentado proximo a nós, mostrou o seu pênis. No momento, por ser muito criança, não entendi a gravidade da situação, mas uns anos depois ao vê-lo na rua sentia nojo, e minha vontade era quebrar-lhe a cara. Outra vez um senhor ficou esfregando seu orgão em mim, dentro do onibus na ida pra escola. Cheguei lá pálida, com medo, morrendo de nojo de mim mesma. E ao parar pra pensar nessas coisas, vi que já aconteceram muitas vezes. Se eu fosse contar, em 19 anos (a minha idade atual) aconteceram umas 6 vezes, pelo menos. E todas as vezes ficou o sentimento de medo, impotência e nojo. Na grande maioria não fiz nada pra impedir, ou pra constranger o assediador. Ocorreu uma única vez na ida a praia, um homem se esfregando em mim no onibus, e um namorado duma das meninas que estavam no meu grupo de amigas, chamou a atenção dele (não deu pra fazer um barraco, pois o mesmo era surdo-mudo), mas o homem saiu de traz de mim e já foi de grande alivio. E numa outra vez, um senhor sentou ao meu lado no onibus e colocou a mão embaixo da minha cocha, e ao perceber o medo tomou conta de mim mais uma vez, mas eu consegui falar pra ele tirar a mão, e por estar com fones de ouvido falei alto e chamei a atenção de umas pessoas que estavam na cadeira ao lado. Mas o senhor voltou a colocar a mão, e eu olhava de forma desesperada pras pessoas da cadeira ao lado, esperando que elas me ajudassem, elas olhavam de volta pra mim, mas nada foi feito. Ai tomei um pouco de coragem, levantei, empurrei o senhor q tampava a passagem e mudei de lugar. Cantadas nas ruas? Perdi as contas, cada coisa nojenta é dita.

    Hoje eu percebo que a maioria das vezes nessas situações o medo é o que predomina. O medo da exposição, do julgamento, alguns medos que não sabemos nem o porque que o temos. Medos também não só das pessoas que estão sendo assediadas mas também da que estão presenciando o assédio. Conheço pessoas que foram estupradas. E hoje, o meu maior medo é esse. Não tenho medo de assaltos, mas tenho muito medo de estupradores, de tarados. Chega a ser um pânico mesmo. Ao ponto de parar de usar roupas curtas, roupas que chamassem a atenção pro meu corpo, por term medo. Medo que já atrapalhou um pouco o meu relacionamento com algumas pessoas, tinha medo da intimidade. Mas que hoje, graças a Deus, não atrapalha mais. Tenho uma grande vontade de praticar alguma arte marcial, defesa pessoal, qualquer coisa que eu aprenda a me defender e tb a defender os outros, caso presencie alguma coisa do tipo.

    • Julia

      “alguns medos que não sabemos nem o porque que o temos.” É muito louco isso, é um medo paralisante. Já aconteceu comigo no ônibus também e esse medo tomou conta, não tive reação.

    • http://www.facebook.com/LynOnMars Evelyn Luz

      Isso de acontecer em transporte público é infelizmente muito comum. Todos os dias que tive que sair pra trabalhar de trem acontecia isso. E eu não consigo entender porque dá aquele frio e acabo ficando sem reação. Sempre ficava pensando o que fazer pra que isso não acontecesse. Se eu andasse com uma faca na bolsa? Ou começasse a gritar? Espero o dia em que possamos andar livremente sem constrangimentos pelas ruas, ou que pelo menos criem um vagão só para mulheres como feito em outros países onde os homem não tem o minimo de educação e inteligencia.

      • Alice

        Pelo amor de deus, meninas, reajam! Não esperem os outros! Não se culpem por não terem reagido antes mas, a partir de agora, reajam! Gritem, saiam de pero, empurrem! Antes de qualquer vergonha, pensem: ‘é meu corpo. Não é justo!’.

      • Maverick_RJ

        De que cidade você é ? No RJ tem o Vagão de Mulheres no Metrô… Diariamente tem pancadaria, mulher saindo rasgada e semi-nua, uma amiga saiu com 3 costelas fraturadas… SAPATAS, ah, desculpe o preconceito politicamente incorreto, Lésbicas aproveitadoras tirarão casquinha nos seus seios, a mesma mão na bunda, só que mais macia… e etc…. Não, o vagão de mulheres não é solução… Não no Brasil..

      • http://www.facebook.com/LynOnMars Evelyn Luz

        Com mulher a gente se acerta! Agora o que não dá é homem achando que nosso corpo é propriedade pública! Queria ver se os gays resolvessem os encoxar, qual seria a sensação!

    • Maverick_RJ

      Não é prudente a reação, seja ela qual for ou contra quem for… o prejuízo geralmente é da vítima… uma estatística alta é a de mortos pela própria arma… O cara reage e morre por que reagiu….

      Se reagir, o cara te mata…

  • Marcio

    @paulaabreu:disqus

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-la pelo texto. Não imagino que seja fácil se expor desta maneira, mas percebo o quão importante é que comecemos a fazer isso para que tenhamos, como grupo, força suficiente para mudar as coisas para melhor.

    Gostaria de perguntar onde encontrou as referências estatísticas que expôs em seu relato. Não duvido delas, mas já encontrei pessoas que duvidaram (em especial daquele que fala que uma mulher é estuprada a cada 12 segundos – alguns dizem que você quis dizer ‘violentada’), e gostaria de ter referências para poder esfregar na cara de qualquer pessoa que duvide. De qualquer forma, devem ser estimativas difíceis de fazer, considerando que a grande maioria dos casos não deve nem ser denunciada, e alguns destes não devem nem ser conscientizados/aceitos pela vítima, subordinada deste “nosso” mundo machista. Imagino até mesmo que essas estimativas sejam feitas “por baixo”, e que potencialmente, a verdade seja até mais assustadora.

    • Paula Abreu

      Uma busca simples por estatísticas de estupro no Brasil e no mundo no próprio google vai te dar todas as informações que você precisa. :)

      • Marcio

        Putz… então não sei se a informação está correta. Tem muitos textos que falam ‘estupradas a cada 12 segundos’. E muitos outros que falam ‘violentadas a cada 12 segundos’. Tendo a acreditar que a 2a opção tem mais chance de estar certo, pois neles as pessoas creditam a referência correta, sendo o CEDIM (ja entrei em contato com o CEDIM perguntando a respeito).

        Tem uma diferença significativa entre ambas as coisas. Não que isso altera a importância ou o peso do seu texto, @paulaabreu:disqus – pois não muda de forma alguma! -, mas é importante ter certeza dos dados que utiliza, para não soar mentiroso ou sensacionalista. Por isso que perguntei por referências.

        Não quero ser chato… mas google ou wikipédia não são referências. Dá para encontrar referências nas coisas que encontramos neles… mas eles em si não servem de referência para seus dados. Eu sugiro que altere seu texto no que diz respeito a falta de fonte confiável para divulgação de tais dados, e que coloque referências no final do texto, para que tenha um perfil mais sério e profissional…

  • Pingback: Violência « Mente aberta, Cabeça dura!

  • http://www.facebook.com/regisantonio.coimbra Régis Antônio Coimbra

    Homens e principalmente meninos também são estuprados, esses últimos de modo também relativamente corriqueiro. A distinção jurídica entre estupro e atentado violento ao pudor não existe mais e, mesmo quando existia, o problema era o mesmo. O mais comum é um homem abusar seja de uma mulher ou menina, seja de um homem ou menino. Considerar o estuprador um monstro não ajuda, até porque as vítimas, frequentemente ligadas aos seus agressores, não querem o resultado “linchamento” algo “lógico” de uma tal desumanização do agressor. Aliás, a desumanização do estuprador pode encobrir ambivalências das identificações com as posições de vítima ou agressor, que alguns estudos sugerem estar mesmo na gênese do comportamento abusador de alguns – isso é, algumas vítimas (notadamente homens) de agressões sexuais, acabam se tornando agressores sexuais.

    Eu tenho uma confusa lembrança de abuso sexual quando eu era criança. Surgiu-me muitos anos depois com base na análise de lembranças fragmentárias, durante tratamento psicanalítico. Não me é claro o que é lembrança, o que é fantasia ou reconstrução. Simplificando, em algum momento não muito claro de minha infância, numa brincadeira de esconder ou algo assim, um primo ou amigo de um primo teria interpretado minha aproximação como desejo sexual (no que pode inclusive ter interpretado de modo parcialmente correto) e me estuprou (na terminologia de hoje), com penetração anal. Eu teria ficado mal e provavelmente fui medicado, e me foi contado que eu tivera um desmaio.

    Isso – fato ou fantasia – não me inibiu com relação a homens, com quem tive experiências sexuais antes de que com mulheres, embora não sinta atração, ainda que não seja indiferente à estimulação direta. Com mulheres, para complicar, uma da qual me aproximei já algo barbado (com uns 16 ou 17 anos), fazia um complexo jogo de querer e não querer, no qual lá pelas tantas não queria, depois questionava se eu era veado e por isso não a procurava mais e, por fim, acusou-me de abusar dela, embora sem penetração.

    Só consegui perder plenamente a virgindade com mulheres, por quem efetivamente tinha e ainda tenho atração, aos 21 anos, quando decidi que teria de me fazer um pouco de bobo para superar os primeiros “ai, não”, após os quais pedia desculpas e me afastava irreversivelmente – até pela experiência com a jovem que mesmo me acusou de abusar dela. Depois conheci algumas mulheres que não enrolavam, que não diziam “ai, não” em algum momento, mesmo que quisessem, mas parece fazer parte do protocolo de muitas mulheres só consentir sob insistência.

    A parte onde é (ou era…) quase sempre necessário certo “se fazer de bobo” é relativa à aproximação inicial ou “social”. Se me mantenho muito respeitador, acabo não encostando na mulher e ela pensa que não estou interessado, ou não o bastante… ou não especificamente interessado nela como mulher. Se temos a oportunidade de ir para um quarto, as questões são mais simples. Talvez a coisa seja mais complicada quando se é muito jovem e não é tão fácil “conseguir um quarto” (get a room).

    Conseguindo-se um quarto o homem pode evitar o estupro ou a alegação de estupro ou deixando a mulher tomar a iniciativa, ou demorando-se nas preliminares. Mas mesmo em relacionamentos de longo prazo não é incomum uma mulher dizer que não quer nada e aceitar e curtir após certa insistência, certo “se fazer de bobo”. Então, não me parece prudente “criminalizar” toda mão boba ou insistência masculina. Certo negaceio parece fazer parte da economia sexual de alguns casais e se o homem não insistir, simplesmente não transarão… primeiro porque a mulher faz questão de que o homem insista, depois porque se acostumaram a não transar… já que o homem não insistiu mais – a mulher talvez alegará que ele não a procurou.

    Talvez eu seja um “traumatizado”, mas o fato é que não gosto de insistir. A consequência é que se não estou num relacionamento estável, passo meses ou mesmo anos em abstinência. No momento, estou a sete, quase oito meses em abstinência completa e, talvez seja bom esclarecer, não é meu objetivo ficar em abstinência, não sou como um alcoólatra que se esforça para não beber. Acho engraçado quando dizem que as mulheres se estão atirando para os homens – no meu colo nenhuma se atirou e, caso se atire, não terei certeza de se não é brincalhona; ou, dito de outro modo, se eu a tocar, não tenho certeza de que não se fará de (ou mesmo se não se sentirá genuinamente) ofendida.

    • Helio

      Há a diferença entre charme e “cu doce”. Existem maneiras menos invasivas de insistir.
      Acredito que charme é uma maneira de as mulheres serem mais seletivas, até se presevarem. Sobre o “cu doce” eu tenho a seguinte opinião: é coisa de menina, adolescente birrenta. To fora.

    • Felipe Cardoso

      excelente comentário! e parabéns pela coragem de contar sua vida assim!

    • http://twitter.com/GabrielNetto7 Gabriel Netto

      Concordo plenamente com voce. Tanto eu como a maioria dos meus amigos e amigas, já tiveram algum tipo de percance sexual -tocar, falar, etc- quando crianças, não é uma exclusividade das mulheres. Em quanto a “não insistir” é uma coisa da qual sempre fui tirado, não só por homens mas por mulheres mesmo: Estes dias atras umas amigas até me comentavam que os homens estão ficando sem atitude. Estamos num momento em que a sexualidade está se reconfigurando: as mulheres não perderam funções, só acumularam mais, e os homens educados principalmente por mulheres ficaram sem chão. Outro dia uma mulher me agarrou a força, saindo de uma balada, com a minha mulher do lado. Falei pra ela que era casado e que aquela era a minha mulher.. resultado: ela me chamou de homosexual e saiu gritando que eu era gay. Mas também é algo que tem que ser respeitado: homens não são iguais as mulheres, e as mulheres não são melhores que os homens, somos simplesmente diferentes e complementares: o problema é cultural e educacional: simplesmente não temos mais convivio humano, nem homens nem mulheres, estamos ficando mais desrespeitosos com idosos (e eles também) com crianças (e elas também) e assim por diante. E esta seleção de relatos de estupro me parecem parte desta generalização limitadora: o estupro é estupro, independentemente do sexo. As mulheres estupradas não são as únicas vitimas, nem todos os homens são estupradores. Com todo respeito os textos de Paula Abreu me parecem muito tendenciosos e superficiais para um assunto tão serio.

      • Paula Abreu

        Onde foi no meu texto que você leu que as mulheres são as únicas vítimas de estupro? ;)

    • dsa

      Minha história é bem parecida com a sua, só que sou heterossexual e pelo jeito meu tempo de conseguir me aproximar a uma mulher já acabou. D:

    • Juliana

      Não. Não e mil vezes não. Por mais que homens e meninos sejam estuprados também, a situação das mulheres ainda é infinitamente mais lamentável no sentido sexual da coisa. Do momento em que tiramos o pé de nossas casas ao momento em que deitamos para dormir, somos abusadas verbalmente e fisicamente, recebemos olhadas nojentas de cima a baixo, somos sondadas por porcos imundos que desejam satisfazer suas vontades, recebemos assovios e “elogios” asquerosos.
      É uma humilhação diária que só quem é mulher conhece. Convivemos com elas e uma hora se torna corriqueiro, “normal” para nós. Mas eu me lembro ainda que com 11 anos (com corpo de mulher formada já) não entendia por que me olhavam daquela maneira, lambiam os beiços quando e passava, porque me diziam aquelas coisas feias e estranhas na rua. Com o tempo aceitamos porque é perigoso demais lutar.
      Parabéns pelo seu relato Paula! Devemos propagar a mensagem na medida em que a segurança nos permite.

      • Yorick

        Alguns estudos colocam em 80% a quantidade de estupradores que foi abusada ***por mulheres*** na infância. Se liga.

      • O RLY

        Cadê o estudo então?

      • Maverick_RJ

        A internet está aí pra isso… São 12:30 no big ben.. se não acredita, vai lá ver…

      • O RLY

        O que eu vi foi um estudo falando de maus tratos, e não abuso sexual, que apesar de ser algo horroroso, é completamente diferente. Agora, se você não sabe a diferença…too bad.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Abusada. Maus tratos também são abuso, mas não abuso sexual. O abuso sexual acontece por mulheres também, mas pode olhar no seu estudo novamente, pq até os meninos são abusados sexualmente na maioria esmagadora por adultos do sexo masculino.

      • shingoyabuki

        tenho certeza q c fosse o rodrigo santoro te olhando não ia ser imundo nem nojento né –’

    • Alice

      É realmente sempre muito interessante verificar a falta de empatia que alguns homens têm pelos relatos das violências sofridas pelas mulheres. Tudo o que conseguem pensar é ‘mas homens também sofrem isso!’ e nem se ligam que não, 1 BILHÃO de homens não sofreram isso. Eu deploro o que você viveu, eu tenho empatia por você. Se o texto do PdH em questão fosse esse seu, não o da Paula, eu jamais diria: ‘mas, olha, você não sabe o que as MULHERES sofrem’.

    • http://www.facebook.com/mario.analla Mario Nunes Analla

      Muito bom seu comentario, acredito que tenham homens sim que ofendam as mulheres da maneira de força-la a fazer algo que elas não querem, mas eu as vezes como homem muito respeitador, sinto que as mulheres me vêen de alguma forma como um homem froxo que não insiste o suficiente, que não é macho, que muitas me acham gay, mas tenho um medo cruel dentro de mim que de alguma maneira eu estou ofendendo a mulher de alguma maneira, e mesmo na relação sexual sempre pergunto se machuco e tals, mas elas não gostam desse tipo de coisa, e sei disso.
      Então também fico com essa duvida, mas pode ser a falta de experiencia com mulheres apenas.

      Não sei como tem homens que são capazes de machucar uma mulher, as mulheres não tem que se calar, esconder, tem que falar mesmo, como a menina do artigo, eu não sabia sobre esses dados tão alarmantes, é muito grave.

    • Felipe Cardoso

      aqui fala um pouco mais sobre o estupro masculino:
      http://bulevoador.com.br/2012/08/36899/

  • Raul Rafael Aureliano Antunes

    JUNTAS, vocês acabaram com isto!!!

    É preciso saber o poder da voz…
    Por mais triste, vergonhoso, humilhante ou qualquer outra coisa que seja…

  • Dra. Libido

    Para os homens : “Walk a Mile in Her Shoes”
    http://www.walkamileinhershoes.org/

    Existe, está aí e é só participar!

  • http://twitter.com/Edubds Eduardo Baiano

    Não é á toa que os crimes sexuais causam tanto nojo e repugnância. Quando passamos por experiências sexuais e nos arrependemos, já ficamos tristes, imagine quando não queremos participar e somos forçados a isso… Entendo que passou por um momento difícil,só não como conseguiu guardar isso por tanto tempo…

    Aos homens que leem isso aqui: Ninguém tem o direito de traumatizar dessa forma uma pessoa por causa das carências do seu “peruzinho”!!!

    Sexo sim, mas com consentimento e intimidade!

  • Raquel Dörnfeld

    É assustador constatar o quanto todas nós, mulheres, somos no final das contas, um só corpo violado, uma só experiência dolorosa e imperdoável. Porque aconteceu também comigo. E com minha mãe. E provavelmente com minhas irmãs, primas e amigas. E em cada vez que aconteceu com alguém que eu conheço,parece que foi comigo, tamanhoé o asco, tamanha é a dor psicológica. Culpa, nojo, raiva, dó, confusão, silêncio, marcas que carregamos pra sempre!!! A primeira vez de que me lembro foi aos 5 anos, ele era o namorado da minha tia, eles estavam hospedados em nossa casa. A segunda, aos sete, era o pai da amiga da minha mãe. E aos 11 o mesmo velho asqueroso. Aos dezesseis, era o marido da minha mãe. Ou seja, só estou relatando os casos de gente conhecida, de casa. E vale ressaltar queTODAS as vezes eu contei para minha mãe, e NADA foi feito, ainda passei por mentirosa!!!!Infinitas vezes na vida eu vi exibicionistas (aliás, uma vez foi bem engraçado, pois o cara tava com um sobretudo, eram 7 da manhã de um domingo, e mostrava o “pau” todo orgulhosos de si… Olhei bem nos olhos dele e falei: “Você não tem vergonha de um pinto feio desses não? Guarda essa m…” rsrs, que restava senão guardar??). Infinitas vezes a famosa passadinha de mão, as cantadinhas chulas, os olhares maliciosos, as propostas idiotas… Ser mulher em uma sociedade machista e hipócrita é isso!!!

  • anonimo

    Tá tudo errado nesse mundo.
    Ponto 1: Já tive que abortar a missão, ao sair com uma mulher, depois de jantar, ida ao apê dela, beijos, arretos quentes, etc, ela começou a dizer que não, q não… até q vi que não era charme, q ela realmente não queria transar e não quis forçar nada e fui embora. Falando a verdade, no fim nunca mais procurei ela, dentro do meu direito de não ficar com joguinhos bobos (sim, acho q ela foi trouxa, desde o início eu tava demonstrando q tava afim de sacanagem, e ela demonstrava o mesmo, e do nada ela muda e começa a não querer mais, depois de nossas mãos terem ido em vários lugares, eu não ia obrigar ela a nada, mas fiquei de cara, obviamente). O que quero dizer com isso é que concordo que seria um estupro se eu pressionasse ela pra transarmos, eu seria um fdp de marca maior, não existe desculpa pra se obrigar um ser humano a fazer algo que não quer.
    Ponto 2: Uma amiga minha, gata, gostosa e meio feminista, saiu com um cara, ela afim de transar e o cara nao tava afim, só quis jantar e largar ela em casa, uns beijinhos de leve no caminho, e foi embora, pq disse q tava cansado, q tinha q acordar cedo, algo assim. Em uma semana tava o pessoal da facul “sabendo” q o cara era viado pq a gostosa meio feminista espalhou que ele não quis comer ela…. é foda…

    • André Martins

      Melhor ser vítima do crime de calúnia e difamação que cometer o crime de estupro.

      • eikinkloster

        @google-edf010b42a1f9046b0eed9e90807f6d7:disqus um erro pior não justifica um erro menos pior. se quer que mais homens aprendam a respeitar o desejo feminino, então não reforce a idéia de que homem também não pode escolher.

  • gheysa

    Excelente e corajoso depoimento.
    Acho que muitas de nós temos histórias de abuso pra contar. De quando éramos crianças e até mesmo depois de adultas. Hoje falo sobre, com amigos e parentes com mais tranquilidade, mas lembro do pavor que foi contar pra minha mãe sobre um zelador da escola que ficava no banheiro feminino durante os horários de aula que era quando as meninas iam sozinhas ao banheiro.
    Recentemente assisti a um filme egípcio, Cairo 678, que conta história de corajosas mulheres que enfrentaram suas condições e foram à linha de frente contra o assédio sexual, sendo reprimidas por suas próprias famílias e até pelas autoridades. Vale a pena assistir e recomendar aos maridos, tios, primos, cunhados, vizinhos e também a todas as mulheres, que, muitas vezes não entendem que a culpa não é delas. E sim, deles.
    Abraços e parabéns mais uma vez pela coragem.

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Paula e demais participantes, parabéns e obrigado pela coragem de compartilhar as experiências e aprendizados. Creio que ler o texto e (a maior parte dos) comentários pode esclarescer muita coisa para todos os que tem um pouco de visão crítica da realidade.

    É preciso ter empatia, ver pelos olhos do outro, para se ter uma pequena noção do que é, e o tamanho da, agressão. Tendo esta empatia, e lendo um texto como estes, nos permite ver que muitos constrangimentos e violências podem e devem ser evitados.

    Não vivemos em um mundo fácil. Fato. Se não tomamos (estou falando dos homens) a iniciativa, ficamos ‘na mão’. Se não correspondemos a uma iniciativa tomada por uma mulher, somos viados. Se passamos de um limite invisível e não claro, somos violentadores. Como resolver isso? Diálogo. Todos (agora incluindo as mulheres) temos que crescer e amadurecer os relacionamentos. Aquilo que não é dito tem um potencial astronômico de gerar conflitos, ‘mal-entendidos’, e, não raro, violências. Temos que falar. E temos que entender o que nos é dito. Sem diálogo, sem comunicação, fica tudo numa zona cinzenta, na qual uns são a parte forte e outros continuarão sendo a parte fraca. Infelizmente.

  • Paula Abreu

    Um ponto importante que gostaria que os leitores entendessem – em especial os homens – é que, embora meu texto seja o relato de um estupro, o problema é bem maior que isso. Não são só os estupradores que desrespeitam as mulheres e seus corpos. O primeiro exemplo que dou no meu texto mostra isso. As muitas histórias contadas por outras mulheres nos comentários mostram isso. O corajoso depoimento de um dos leitores homens – admitindo que já se esfregou em meninas, já tirou casquinhas indevidas, etc. – mostra isso.
    Tenho direito ao meu corpo NÃO SÓ para não ser estuprada, mas para não ser sujeita a qualquer outro tipo de situação abusiva ou violenta de conotação sexual. Não quero homens esfregando seus paus em mim nos meios de transporte ou shows de rock, não quero cantadas agressivas em que sou chamada de vadia, puta ou por aí vai, não quero puxão de cabelo na balada.
    Homens, não se sintam tão confortáveis assim simplesmente porque não são estupradores. Reflitam sobre outras atitudes que tomam com relação às mulheres no seu dia-a-dia. Tenham a coragem de se perguntar se não estão MESMO desrespeitando as mulheres com suas ações. Pode ser que não, claro, mas também pode ser que vocês se surpreendam com a resposta. E tenho certeza de que, uma vez conscientes, muitos quererão e saberão evitar esse tipo de comportamento no futuro.

    • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

      O engraçado é que eles não entendem o quanto um dia de “farra” deles, abusando de uma mulher… Por mais que dure 15, 20, 30 minutos, consegue estragar uma vida inteira da mulher….
      Mais de 10 anos depois da última vez – sim, última vez, pois não foi uma só e nem foi o mesmo cara – que certas coisas me aconteceram, um namorado que tive ficou assustado com uma crise que eu tive onde comecei a gritar e não queria que ele me tocasse. Eu estava fora de mim e nem lembro de ter feito isso, pois na maior parte do tempo me forço a lidar com o que aconteceu… Mas aí que percebi que nunca vou ser completamente livre do trauma, uma parte de mim nunca vai estar livre do medo.

      • David Pontes

        Como sofri ao ler seu relato. Eu tenho um ódio mortal dos estupradores e pedófilos. Tenho uma filha. Lutamos para que ela nascesse, para que ela sobrevivesse. Muitos pais não fazem ideia do que é a batalha para a vida de uma prematura extrema. Eu a amo incondicionalmente. E sei que ela não é minha. É um indivíduo único. Nossa família foi o portal para sua existência. Mas.. a ideia de um estupro, de uma pedofilia. Não quero imaginar. Dói demais. Mas tenho. Tenho para protegê-la. Tenho para alertá-la. Tenho porque é mais uma das atrocidades que existem em nosso mundo. Tenho porque a amo.
        Parabéns pela coragem do texto. Obrigado. Vai me ajudar a criá-la para contar comigo. Para se defender e saber que ela pode mais do que imagina.

      • http://www.facebook.com/people/Morgana-Sousa/100001723913335 Morgana Sousa

        Essa é a atitude tomada por vários pais (responsáveis) ela é correta, só que muitos casos de abuso ou até mesmo o estupro, é dentro da própria família (tios, primos e outros), pessoas que vc confia e essa é a pior parte.

      • David Pontes

        Concordo Morgana. É terrível imaginar que existam tantos casos de familiares que agem assim. Por isso, converso com ela quem pode ou não limpá-la, entendeu? Digo para ela me falar qualquer um que tenha tentado por a mão lá. Que eu não vou brigar com ela etc. Da forma mais serena possível, para que ela não tenha medo de me contar.

      • Luan Restart

        Eu largaria de você, se tem traumas se trate antes de querer arrumar um relacionamento, que absurdo estar dando um amasso gostoso e ter que suportar gritos de uma histérica descontrolada… Sinto pena desse rapaz. Mas por outro lado, bem feito por aceitar mulheres problemáticas pra relacionamento.

      • Dea

        Luan, com todo o respeito, mas ja parou pra pensar como seria se voce tivesse que, após um trauma, seguir com a sua vida adiante, sem que NUNCA isso venha a mente, ou nao se relacionar com ninguem nunca mais por medo de nao estar completamente livre disso? Que tipo de boçal e voce pra chamar uma pessoa vitima de uma violencia estupida e nojenta de histerica descontrolada? Se fosse a sua mae seria uma histerica descontrolada? Se voce fosse mulher, no dia seguinte ja teria superado tudo e nunca mais teria um surto? Me poupe. Ou talvez eu seja muito inocente por me dar ao trabalho de responder um ser que talvez nem seja humano.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=58003367 Dan Erlich

        Ele é um troll, Dea. Vale a pena responder, mas não vale a pena se irritar – é exatamente isso que ele quer.

      • http://www.facebook.com/kelly.zuda Kelly Zuda

        É, nem vale a pena discutir com uma pessoa com pensamentos tão medíocres! Eu me traei, e continuo me tratando, mas não existe borracha pro passado né? A gente lida da melhor maneira possível!
        E pelo restart no nome é impossível que ele esteja falando sério algo na vida! rs

      • O Olhar

        o cara assinou RESTART… dê um tempo para que ele reflita. ele ainda vai aprender muito com a adolescencia, as frustrações e medos que a adolescência lhe reserva.

      • Priscila

        Isso, largue mesmo, o mais rápido possível. Melhor ainda, nem chegue perto. Mulher nenhuma, vítima de violência ou não, merece aturar um cara tão babaca.

      • Samara

        vc é um dos que precisa de um fio terra forçado! Seu babaca!!! imbecil!!

      • Guest

        Tive dois anos de crise até conseguir ter relações sexuais de forma normal. Meu marido ficou do meu lado, me acalmou. Se você não se compromete ou gosta de uma pessoa a ponto de ajudá-la. Então vai viver sozinho. Independente de estupro ou não, todas as pessoas carregam algum trauma.

      • O Olhar

        torço para que você amadureça. Sua pouca idade deve justificar seu comentário inexperiente e machista. Luan RESTART

    • Maverick_RJ

      Também tenho repulsa a algumas atitudes que vejo, porém, serei horrível agora. Culpa das Mulheres. Salvo algumas poucas excessões, nessas atitudes como puxar cabelos e etc… sim.. culpa da mulher… Vejamos:

      1 – Balada. Bad Boy saradão agarra e beija quem ele quer. A maioria das mulheres permite e ainda o beija mais de uma vez. Na sua vez, ele vai fazer com você, pois seus pares permitem e acham graça;

      2 – Micareta. Entrou, beijou 10 homens (por baixo) vomitados. VADIA. Simples…
      Se olham, o cara pega pelo braço, beija, se esfrega, algumas fodem no banheiro público e pronto… mais um paradigma formado… Eles vão fazer com vocês…

      3 – Assisti um vídeo de um comediante que disse que levou uma menina, garçonete de um show, para o quarto…. Beijos e etc… mão no meio das pernas dela… ela tirou… novamente… ela tirou… ele desistiu… trocaram mais alguns beijos…. Na noite seguinte ela reclamou pq ele não quis transar com ela… ele disse que nitidamente ela não queria e estava resistindo…. aí ela disse… ahh, mas, vc não insiste ?!?!?!? eu gosto quando parece forçado, quando me pegam na marra e me jogam e etc….

      4 – Na micareta vale putaria… A mesma vadia que beija 50 homens, não tem coragem de dialogar com um homem gentil e honrado que esteja interessado nela por causa de um monte de porquês que não entram na micareta… PORQUÊ não consegue comprar abadá… Mas, o cara da micareta é o mesmo do trabalho, ponto do ônibus, faculdade, táxi, mercado e etc…

      5 – Ainda que eu esteja errado e não justifique, acredito que sempre haverá uma conta a ser paga por uma escolha mal feita. Assaltos, Estupros, espancamentos por torcidas e muitos outros… A Vítima faz papel de vítima, de presa fácil, se expõe ao extremo…

      Distrai-se com celular na mão em centros movimentados. Roubado com bote e correria de pivete.

      Vai a estádio de futebol, em clássicos, sabidamente em dias de briga, faz o trajeto das torcidas, não se preocupa em pelo menos ter horários diferentes… sair antes do jogo terminar ou depois que o tumulto já se dissipou…

      Mulher fica com o cara em ambiente onde poderia rolar sexo sem a presença de outra pessoa… Provoca o cara, instiga e etc…. aí diz não… Sim, é um direito de vocês dizer não. Alguns caras vão te foder na marra, e vai ficar por isso mesmo, pois, sendo você uma mulher adulta e onde estiver exposta, vai ficar difícil caracterizar a violência… mesmo com lesões internas, a defesa do outro lado dirá que o sexo foi violento, mas, consensual…

      Mulher pega ATALHO escuro e sem movimento para ganhar 5 minutos num trajeto….

      Homem pára a noite em sinal vermelho em locais sabidamente de alto roubo de veículos… Deveria diminuir a velocidade e aguardar o sinal abrir com o carro ainda em movimento…

      Geralmente, a vítima está exposta e escolheu estar… Não justifica a violência, mas, lhe dá toda a oportunidade de ocorrer….

      Ahhh… Já fui violentado por mulher no metrô, mais de uma vez… elas vêem, encostam seus rabos no meu pau, se roçam e etc… Já vi com outros caras… Nunca vi uma mulher reclamar de ser encoxada se o cara for bonito… Não encosto em ninguém por escolha minha, detestaria ser chamado de tarado e coisas do gênero…

      Muitos valores negativos são formados pela permissividade de uma grande maioria de mulheres…

      Eu juro que gostaria de estar enganado…

      • Paula Abreu

        Esse comentário é equivocado em tantas coisas, em tantas camadas de profundidade e tantas formas que não consigo nem acreditar que seja real.

      • Maverick_RJ

        Paula, como autora do texto, não se abstenha de comentar meu comentário. Não houve camadas de profundidade, fui raso mesmo.

        Você relatou uma situação na qual não provocou ou se expôs, pelo menos do seu ponto de vista. Não tenho como opinar, pois, não assisti.

        Tais violências, como a que você sofreu, são difíceis até de denunciar, pois, assim como eu, investigadores, perícia se houver ausência de lesões por sexo forçado, advogados de defesa e juízes terão o mesmo entendimento.

        Estupro no casamento é comum… Justifica-se ? NÃO, mas, não deixa de ser comum por isso…

        Outro fato, mesmo com muita vontade, mulheres aguardam pela iniciativa masculina…

        Se o marido procura sexo, pode ouvir NÃO.
        Se a mulher procura sexo e o cara diz não, aparecem crises existenciais, romances extra-conjugais, desinteresse, “Você não me ama mais” e etc…

        No casamento com certo tempo, para cada casal, o sexo não deixa de ter importância, mas, deixa de acontecer com a mesma frequencia… em uma semana pode ser que ocorra apenas uma vez como frequencia média.

        Que pensarei eu ao ter o sexo negado pela terceira/quarta semana consecutiva ?

        Sexo deixa de ser lazer para adultos e se torna uma necessidade primária…

        Alguns caras vão forçar e estuprar suas esposas…
        Outros vão procurar os puteiros, para “Aliviar a carga”. Se a mulher souber = Separação.
        Outros se relacionarão com outras mulheres em casos extra-conjugais. Se a mulher souber = Separação.

        Outros até tentarão o diálogo, que em maioria das vezes terá frases como: Você só pensa nisso OU Não vejo nada de errado…

        Na sua visão e dos demais leitores, o que tal marido deveria fazer ?
        Terapia de casal ?

        Se não estou enganado, transar no casamento agora é protegido por lei…

        Eu optaria pela separação, que seria a primeira opção dela(s) se o mesmo problema fosse gerado pelo lado masculino, em que a falta de libido estará sempre relacionada a outras mulheres e a falta de amor…

        E o que a esposa estuprada deveria fazer ?
        Denunciar o marido ?
        Sem lesões, por que mesmo sem vontade ela acabaria por deixar.. ?
        Jogar uma leiteira de água fervendo no cara ?

        Etc…

        Não é um tema simples… Não basta me dizer que estou errado, ou não fui profundo…

        Você nos deu um relato…
        Algumas opiniões…

        Quero a sua opinião a respeito dos meus comentários, gostaria muito de saber…

      • Maverick_RJ

        http://br.vlex.com/vid/-44424348?ix_resultado=1.0&query%5Bbuscable_id%5D=BR&query%5Bbuscable_type%5D=Pais&query%5Bq%5D=transar

        APELAÇÃO-CRIME. TENTATIVA DE ESTUPRO. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. ABSOLVIÇÃO MANTIDA.

        Por favor, entendam agora o que é a insuficiência de provas…

        Depois, escolham, por favor, evitar exposições desnecessárias…

        A sua proteção começa por você.

      • Paula Abreu

        Maverick, fiz alguns comentários recentes direcionados a você e outro leitor que acho que abordam os seus comentários anteriores e expõem a minha posição.

        Quanto ao comentário de agora, suas colocações e suas perguntas pra mim…mudamos um bocado de tema, né? Entendo a conexão entre as questões porque você está falando de estupro no casamento, mas acho que o seu comentário aborda um tema já mais amplo, de como são as relações entre os casais, os acordos, os acertos, os entendimentos e desentendimentos.

        Já fui casada duas vezes, em ambas fiz sexo algumas vezes sem estar com muita vontade, mas nunca fui estuprada, então não posso dar um testemunho sobre isso.

        Mas, como já fui casada duas vezes, posso te dar minha opinião sobre a questão do sexo no casamento. Acho que as pessoas precisam ter um pouco mais de maturidade quando conhecem alguém e começam a se relacionar. Precisam se conhecer melhor, saber o que querem, do que gostam, o que buscam num relacionamento. Existem pessoas altamente sexuais, que gostariam de transar todos os dias estando casadas. Existem outras que ficam felizes com algumas vezes na semana. Outras que acham uma vez na semana ok. E outras ainda que preferem não transar quase nunca. Homens e mulheres (pode começar a perguntar pros amigos. Se os homens todos disserem que querem transar todo dia, acredite, alguns estão mentindo, porque eu conheço vários homens que já me disseram expressamente que não têm vontade, tesão, saco, energia, etc. pra transar todo dia quando estão casados).

        Se você se conhece, sabe o que quer, o segundo passo é ser mais maduro e realista logo que conhece alguém. O relacionamento está esquentando, está indo pra frente? Bom, está na hora então de descobrir como a outra pessoa é, o que quer, do que precisa, o que deseja, como pensa e como se comporta em relação ao sexo no casamento (assim como, obviamente, em diversas outras questões importantes).

        Acho que muitas dessas incompatibilidades sexuais são muito detectáveis ainda na fase do namoro, e a grande verdade é que muita gente fecha os olhos pro que está na cara, finge que está tudo ótimo, que as incompatibilidades vão se resolver com o tempo, sozinhas. Por imaturidade, por medo da solidão, por amor, pelos mais variados motivos.

        Eu, aos 35 anos, depois de 2 divórcios, te digo que hoje analiso muito direitinho este ponto antes de me meter em qualquer relacionamento. Tenho um amigo muito querido com quem tenho milhares de afinidades, mas sabemos que nunca poderíamos ter um relacionamento porque ele não acha sexo tão importante num relacionamento e eu acho. Pra ele, uma ou duas vezes na semana é ok, pra mim não. Pra ele, sexo é um monte de coisas que, pra mim, são preliminares (ou seja, eu e ele, num relacionamento, teríamos algumas vezes na semana o que pra ele seria sexo e pra mim nem seria). Nenhum dos dois está errado, pelo contrário. Mas os dois têm a maturidade suficiente pra não se meterem num relacionamento fadado ao fracasso.

        Agora, se já se está no meio de um casamento em que existe esse tipo de incompatibilidade, cada caso é um caso e a solução depende de milhares de variáveis que vão desde o tamanho do amor e do tesão que um sente pelo outro e a vontade de estarem juntos, os recursos disponíveis, até a vontade efetiva de ambos de resolverem o problema. Alternativas existem várias, desde a terapia de casal até o divórcio. Não tenho como opinar no caso abstrato. :)

        Abraços e obrigada por debater com educação, isso é cada vez mais raro.

      • Raquel Dörnfeld

        Jogar uma leiteira de água fervendo me parece uma excelente opção. Se o cara se sente no direito de me violar só porque eu não penso em sexo 24 horas por dia (como um homem faz), eu também me sinto no direito de ficar louca ( e tem atenuantes na lei para mulheres que ficam loucas, como também há leis que protegem os estupradores). O resto do comentário não merece minha consideração.

      • Maverick_RJ

        Faça isso… mas, ficam os rastros, e seus atenuantes podem não ser suficientes para te livrar de uma punição…

        Agora, tente criminalizar um estuprador quando a exposição for escolha sua…. Coloquei um link aí de um acórdão…. Inocente por insuficiência de provas…

        Em nenhum momento eu disse que justifica…

        Eu bato na tecla de que a sua proteção é sua responsabilidade…

        Que seus direitos são teóricos, e na prática… a teoria é diferente…

        Que se você se expuser acabará tendo uma alta conta a pagar, como um estupro…

        Que mesmo que você faça valer seus direitos e consiga colocar o estuprador na cadeia, que é onde ele deveria estar, ainda sim o pior estará feito, pela escolha anterior da exposição…

        Tenho pessoas do meu relacionamento em diversos níveis que moram em favelas ou locais perigosos…

        Não frequento a casa destas pessoas por um único motivo. Não me exponho sem necessidade…

        Bandidos são imprevisíveis.
        Não há hora para batidas policiais ou trocas de tiro.
        Não há anuncio de guerra de facções rivais…

        Por que me arriscar ???

        Eventos, festas e etc… Faço na minha casa e os convido… mas, não vou até eles…. eu escolho isso…

        Isso é cercear minha liberdade e meu direito de escolha, meu direito de ir e vir ? Sim, É.

        Vejo estes direitos como maiores que minha integridade física e psicológica ? Não…

        Quer se vestir provocante, faça…
        Quer ir pra balada assim, faça…
        Quer beijar 50 caras, faça…
        Quer voltar pra casa pela rua escura e deserta, Faça…

        Se isso te causar um revés, não reclame…

      • Carol

        Estou enojada com a sua defesa do estupro marital… Como se estuprar sua esposa fosse uma alternativa tão válida quanto a separação. Isso é crime, e o fato de muitas vezes não haver punição não torna o crime menos danoso, muito pelo contrário.

        O que você chama de “evitar riscos” é absolutamente inviável para um crime como o estupro. Pois esse não ocorre, em sua maioria no “atalho que a mulher decidiu pegar” como no seu exemplo. Ele ocorre com amigos, com cônjuges, com parentes, em um encontro… Mulheres deveriam viver enclausuradas? Sozinhas?

      • Maverick_RJ

        Onde está escrito que eu defendo isso ?
        Não defendo e não sou a favor de qualquer tipo de violência…

        Tudo o que escrevo é minha percepção de realidade… Não minha opinião pessoal…

        Minha opinião é o que menos importa… A violência é diária e está aí…

        Você pode escolher evitar e diminuir as chances de fazer parte desta trágica estatística….

        A morte de uma pessoa é uma tragédia… A morte de várias, é uma estatística….

        Não faça parte dos números…

        Tudo o que eu digo para as mulheres evitarem, e para a sua própria segurança… Eu não daria uma única orientação diferente a uma filha minha…

        Isso diminui a sua liberdade ?!?!?!?! Certamente que sim, mas, te mantém mais segura…

        No casamento é foda… nem vou entrar no mérito…
        Se há chances ou indícios, separe-se…

      • Carol

        Isso não “diminui” a liberdade, isso inviabiliza a liberdade. Vou repetir que acho que você não entendeu… ”
        esse não ocorre, em sua maioria, no “atalho que a mulher decidiu pegar” como no seu exemplo. Ele ocorre com amigos, com cônjuges, com parentes, em um encontro… “

      • Tamara

        Olha, enquanto seu ponto de vista não está completamente errado – porque, sim, a posição da vítima dentro de um crime é considerado na hora de punir o réu – ela também é um tanto quanto exagerada.
        Às vezes a vítima tem a culpa sim de sua situação – por negligência, imprudência, desatenção, etc. Isso não é apenas para o estupro, mas sim para qualquer tipo de delito cometido, só que, no entanto, a vítima não é a culpada pela posição em que o réu decidiu se encontrar. Ela pode ter sido desatenta, mas a decisão de se enroscar nela obviamente não partiu dela, e sim da pessoa que a atacou e fez sabe-se lá o quê.
        Acho que seria muita inocência – e uma visão incrivelmente sem distância e abrangência – acreditar que somos os únicos responsáveis pela nossa própria segurança e, quando algo dá errado, a culpa é nossa. A responsabilidade é da nossa socialização, da nossa cultura (sim, existem diversas dissertações e trabalhos de graduação falando justamente sobre isso, crime é um conceito cultural e surge a partir da cultura de determinada comunidade), das nossas decisões e dos predicamentos na qual nos encontramos e observamos os outros se encontrarem.

        Sobre o assunto, acho que muito se perdeu durante essa necessidade toda de liberdade. Muita gente perdeu a noção e agora age como se libertinagem fosse relacionada (ou fosse de fato) liberdade. Homens não respeitam porque acham que é normal não respeitar. Mulheres não respeitam (e também não se respeitam) porque é o que aparece de maneira massiva em propagandas, televisões, revistas, jornais e o caralho a quarta. Liberdade é bom, mas às vezes o que tenho visto é ridículo… E isso dá margem para as situações como as propostas pelo texto da Paula. Sem contar que, quanto mais nova a geração que se submete a todo esse comportamento, pior é. Tenho 22 hoje, e já é complicado entre as pessoas da minha idade… Mas tenho uma priminha de 14 e no meio dela é simplesmente triste, porque ninguém parece ter mais noção de limite.

        Questão de educação é o mínimo exigido, o resto você faz porque tem que fazer. Respeitar os outros, não fazer coisa errada, ser íntegro e ser, no mais, homem e mulher. Não naquele conceito dos anos 60, mas de questão de integridade e realmente fazer de todo o seu desenvolvimento algo como de suma importância e yada yada yada. Sem contar que, de verdade? Tem coisa muito mais importante do que você ficar tirando o seu amigão e ficar esfregando para lá e para cá e achar isso a coisa mais legal do mundo. Na real? É triste, é falta de perspectiva e é falta do que fazer, ou de ter prioridade. Mas isso é opinião pessoal. (Aliás, percepção própria da realidade ainda é opinião pessoal. Se nem um sociólogo consegue se distanciar da parcialidade, quem dirá um comentário haha).

      • Valdeque Botelho

        Em um dos meus comentários anteriores tento explicar exatamente isto. A raiz do problema está no contexto, não em casos isolados. O problema reside nos princípios, na banalização de tudo, no oba oba da liberdade. Muito bom seu comentário (para mim).

      • TTT

        Maverick, muito bom!! Tens uma visão muito realista! Parabéns! O problema é que algumas pessoas leem com a emoção e não com a razão, não entendendo sua visão e achando que estás fazendo apologia a coisas negativas, quando não estás. Só estás falando a realidade.

      • Julia

        Maverick, todo mundo está sujeito a levar uma bala perdida na cabeça nos dias de hoje. Aconselho vc a sair de casa de capacete. Mas cuidado que existem armas cuja bala capacete nenhum segura. Além claro, da bala poder acertar outra parte do seu corpo e te matar do mesmo jeito. Boa sorte aí.

      • Priscila

        Ah sim, e não esqueça: se levar uma bala perdida… BEM FEITO! Ninguém mandou sair de casa sem capacete, passar por lugar perigoso… depois leva bala perdida e não sabe por quê.

      • Mila Oliver

        Acho que a palavra é prudência quando a decisão está em suas mãos, e fé para todas as outras que não temos controle, como por exemplo, quando não temos opção em escolher uma ginecologista mulher ou evitar passar numa rua deserta onde há risco iminente. Pois sempre haverá risco, faz parte da vida.

      • Raquel Dörnfeld

        Eu, reclamar?? Não mesmo. Isso é coisa de “mulherzinha”. Sou do time das que agem, e reagem. Moro em uma cidade em que, há dez anos, se podia voltar a pé pra casa depois de uma balada e, sim, ser abordada, estando eu vestida como civil ou com uma burca, enfim. Essa época passou, mas eu a vivi. Perdi a conta de quantos “tocos” tive de distribuir por aí, pra sussurrar, dizer e gritar NÃO, EU NÃO QUERO, NEM VEM… Hoje, eu tenho um filho. Minha missão é explicar o mundo para ele, e rezar para que entenda que a violência não é o caminho, sempre gera mais violência, gera consequências. Posso vir a ter uma filha também, e a minha linha de raciocínio vai ser a mesma ao educá-la, mas com certeza vou matriculá-la no Muay Thai tão logo seja possível, porque babaca tem que apanhar de mulher até mijar pelas pernas abaixo.

      • Aline

        Então tá, se as mulheres passarem a andar de burca, só saírem durante o dia e acompanhadas, não frequentarem baladas nem micaretas, quer dizer que nunca mais serão estupradas? Se você me provar isso, eu começo a dar um mínimo de crédito a toda essa ignorância que você despejou aqui.
        E tem mais: uma mulher tem o direito de ir a uma micareta e beijar 50 caras, assim como o homem vai e beija 50 mulheres (disso você não falou, não é?) e ainda assim isso NÃO dá, DE FORMA ALGUMA, o direito de um homem tratá-la como um objeto, chegar puxando o cabelo, agarrando, forçando a barra. Se ela beijar 50 homens, é porque ela escolheu e consentiu. E se o 51º achar que por isso ele pode “agarrar e beijar”, o errado é ELE, não ela.

      • ale

        espera aí, mulher andar nua, tbem é um certo tipo de estupro, pois viola o direito de nao ser exposto a pornografia, nem muito menos minha família etc…

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1336002752 Rebeca Cruz

        Como assim “porque se arriscar”?
        da forma como vc falou é como se nós mulheres devêssemos ir pros países árabes…
        Ninguém tem direito de obrigar outra pessoa a fazer o que nao quer! NINGUÉM!! não há razão, situação, conversa ou rua escura que o leve a pessoa a fazer isso.
        1- Muitas vezes (praticamente todas) não é uma OPÇÃO voltar para casa numa rua deserta ou tarde da noite… só se nós deixássemos de viver para ficar em casa seguras trancadas, ou então largar faculdade ou emprego para que o estuprador possa viver seguro andando a noite, sem que ELE seja “”OBRIGADO”" a violar alguém.
        2- não é natural ou proposital MUITAS atitudes nossas que os homens julgam provocantes, e NÃO é nossa culpa o julgamento deles, até porque todos vêem as coisas de formas diferente.
        O que não é certo somos nós mulheres sermos obrigadas a deixar de usar as roupas que nós queremos, ou o batom vermelho que a estrela de Hollywood usou no tapete vermelho, só porque um tarado vai falar da vida dela…
        Um exemplo simples: O que muitos homens chamam de Vestido curto de puta, muitas mulheres vêem como nada mais do que um vestido de paetê da loja tal que ela ama e pagou barato (que por acaso a deixa mais magra)…
        3- Se uma mulher quer ir pra uma balada ou pegar um e outro, é uma opção dela… tanto quanto um homem pode também. Só porque somos mais frágeis não podemos ir pra lugar nenhum? Não temos o direito de nos divertir sem que um Idiota qualquer que nem me conhece se sinta no direito de me bolinar? Isso é ridículo. Obvio que o culpado são eles, ELES que invadem a intimidade dos outros, eles tem que mudar, não as mulheres, se elas quisessem algo certamente teriam aceitado!
        quem é tarado, é tarado em qualquer situação, pode estar até mesmo dentro de casa como disse no texto, então não vou me privar de nada da minha vida,

      • ale

        o feminismo sÓ ENSINOU AS MULHERES A SENTAR DE PERNA ABERTA, FUMAR, ENCHER A CARA, E sair quase pelada na rua, E DIZER QUE MERECEM RESPEITO? RESpeitar o direito da sociedade primeiro, pq bom senso, faz bem para todos

      • ana;

        Eu entendo. Você está sendo bem realista e é verdade. Na teoria é muito fácil falar que mulher deve ter seu direito de ir e vir em qualquer lugar sem correr o risco de ser estuprada. Ela continua tendo esses direitos, mas na prática ainda é mais arriscado. O fato é: sim, as mulheres tem direito de reivindicar essa ideia, mas sejam sensatas. Não é só o machismo que causa o estupro, exitem várias outras doenças mentais e distúrbios, não tem como controlar isso de todo mundo ao mesmo tempo de uma hora para outra.
        Mesma coisa o assalto… que é uma violência também e que nós tentamos evitar ao máximo.
        Não é nossa culpa. >>Às vezes acontece sem nos dar conta que estamos pondo nossa vida em risco<<… Às vezes nós passamos por uma rua x, torcendo para não sermos assaltados e outras coisas mais…
        Como falei em outro comentário, é preciso bater na tecla que estuprador é o culpado, pra ver se isso diminui, pra ver se muda a mentalidade de ALGUNS homens. Mas sinceramente? HOJE é tão utópica uma sociedade em que a mulher pode se vestir do jeito como quiser e passear na rua como quiser sem correr o risco de alguma violência, quanto é utópico qualquer um sair na rua e não ser assaltado.
        Claro que assalto tem outros poréns (ele faz isso pra comer, ele faz isso pra comprar drogas, fatores bem externos ao simples fato de roubar na maioria das vezes) e o estupro não tem nenhum porém é violência e ponto, não tem exatamente um porque… Acho que essa luta deve continuar. Perfeito não vai ficar, mas dá pra melhorar.

      • Vivianne

        NÃO RECLAME? Meu Deus…

      • Sa

        http://www.reddit.com/r/feminisms/comments/zbay6/men_should_be_offended/
        Você DEVIA ter vergonha de seus comentários
        é extremamente cheio de slut shamming

      • http://www.facebook.com/clarissa.baesso Clarissa Baesso

        O problema de toda sua resposta foi o “não reclame”.

        Nem precisava falar que as vezes a gente tem que cercear nossa própria liberdade para nos resguardar de possíveis situações de perigo. Isso, por si só, não é culpar a vítima.

        Mas dizer que ela(e) não deve reclamar caso tenha sofrido alguma agressão após ser exposto é culpar a vítima. Aliás, é a forma mais torpe de culpar a vítima. Porque você está dizendo não só que ela é parcialmente culpada, mas que ela é tão culpada que deveria ficar quieta no canto de castigo.

      • Em busca da luz

        Então senhor, como uma criança de 5 anos deveria se proteger e zelar por sua segurança contra um ato de estupro cometido por seu próprio pai?Ou por um namorado em quem ela confiava?

      • Maverick_RJ

        Infelizmente, a criança não tem como se defender…

        Falo de pessoas adultas… Escolhas ruins trazem resultados péssimos…

        Uma analogia meio furada…

        Eu não dirijo em ruas internas… Só ando nas vias principais onde tenho mais opções e condições de imprimir maiores velocidades…

        Um amigo meu já teve dois carros roubados perto de casa, e continua insistindo em andar por ruas internas e fazer caminhos “mais curtos”….

        Ainda vai perder mais carros… isso… no plural mesmo…
        E terá sorte se perder apenas carros…

        Ruas internas, só nos destinos…

        Dessa forma não estou livre, porém, estatisticamente minhas chances de sofrer um assalto são muito menores…

      • Didi

        Socorro!!!!

      • Luka

        @maverick_rj:disqus Acredito que você desviou um pouco do assunto do tema. Mas só um ponto: muitos agressores usam argumentos de “comportamento preventivo” para transmitirem a culpa para as vítimas. Elas não deveriam estar no beco, elas não deveriam estar andando na rua a noite, etc.

        A realidade é que eles não tinham o direito de fazer o que fizeram, não importa a situação. Não há justificativas para qualquer tipo de violência.

        Acho que um dos casos mais absurdos que eu vi de transferência de culpa foi um pai que justificou ter estuprado a filha porque ela se deitava na rede com ele. Uma menina. (Isso foi noticia a alguns anos).

        Eu moro na capital de São Paulo. Eu sei o que é ter de evitar certas ruas. Mas muitas mulheres não PODEM evitar certas ruas, ou chegar tarde. Eu as vezes não posso. Eu moro em um bairro calmo, mas isso não garante que um lunático não vá me pegar a luz do dia na porta de casa.

        O modo como agressor se comporta, é de única e total responsabilidade DELE. Seja quem ele for. ELE esta errado. ELE não tem o direito. ELE violentou, ELE agrediu. Ou alguém o obriga a isso?

        Ninguém obriga um estuprador a estuprar. Seja qual for a situação ou a posição desse homem em relação a mulher. A culpa é dele. EXCLUSIVAMENTE DELE. Não tem pinga, droga, situação, posição, nada, NADA que justifique esse tipo de atitude. Ou qualquer outro tipo de agressão. Eles são criminosos. Como o trombadinha que decidiu te roubar, o assaltando que entrou na sua casa,

        O que eu estou tentando lhe explicar é qualquer tipo de argumento que remeta a “comportamentos seguro” acoberta a culpa deles. E acredite, eles usam esses mesmos argumentos de formas distorcidas, para justificar o próprio erro e transmitir a culpa. “Ah, ela estava vestida daquele jeito, na festa, eu não consegui me segurar”.

        Eu sentiria vergonha desse tipo de desculpa se fosse homem. Sério. Da a impressão de que vocês são qualquer coisa fora de controle, sem opção, com a razão duvidosa.

      • Leonardo

        “Da a impressão de que vocês são qualquer coisa fora de controle, sem opção, com a razão duvidosa.”

        Garota, aí é que mora o perigo. Eu sei que não sou fora de controle, mas aí é que tá, EU não sou, mas os outros eu já não garanto, pois não conheço todos, mas sou homem e conheço os instintos de um homem, por esta razão é que sei que existem vários que são controlados pelo pau e é pra proteger desdes que a gente avisa. Sim pode acontecer, a culpa NUNCA será da vítima, se algum babaca afirmar isso é porque ele é um estuprador nato. Geralmente eles têm mais força que vocês, a ideia é que se previnam de um crime como esse, nada mais.

      • Luka

        Sim. Eu procuro ter comportamentos que garantam a minha segurança. Mas ainda assim, eu acho que a posição a se adotar é posicionar o criminoso como CRIMINOSO e não “vítima” de seus próprios “instintos”.
        Eu juro que eu entendo. Mesmo. Meu pai pega no meu pé o tempo todo por isso. Mas ele jamais diria para mim, que chego tarde, que eu estava “pedindo”. Eu já fui assaltada bem tarde, mas porque eu não podia evitar chegar aquela hora da faculdade, que ficava muito longe. Poderia ter sido estuprada. Entende?

      • Leonardo

        Sim. Os argumentos que pessoas como eu usam pra proteger vocês, outros usam pra acusar vocês, sendo que às vezes nem da pra evitar ou prevenir. Ter um comportamento que garanta sua segurança, não é errado. Acusar a vítima que é errado, como alguns fazem.
        Dizer que a mulher estava pedindo, ou que a culpa é dela, é coisa de mente fechada. Se deu a impressão, não é essa que eu queria passar. Só acho que, se tem animal irracional, escravo dos instintos na rua, não é bom a gente confiar demais, mesmo ele sendo pego, a tragédia pode ter acontecido. Pra mim ele sempre será o CULPADO, a culpa é dele por fazer isso.
        “Eu já fui assaltada bem tarde, mas porque eu não podia evitar chegar aquela hora da faculdade, que ficava muito longe. Poderia ter sido estuprada. Entende?”
        Nesse caso se eu presenciasse eu iria bater muito no imbecil, ou seja, eu não ia culpar a vítima. Pra mim o criminoso é CRIMINOSO e sempre será CRIMINOSO.
        Não uso como desculpa ele ser “vítima dos instintos”, mas a gente só não pode esperar pra ver o que acontece, já sabendo o que pode acontecer. Parece que eu não te entendo e você não me entende. Faz o seguinte, se cuida. Mesmo.

      • ana;

        Eu concordo com o que você disse e acredito que isso tem que mudar… a culpa é do estuprador sim. Mas é muito utópico esse objetivo ainda! Claro que deve-se bater sempre na mesma tecla: eles são culpados… pra ver se isso muda. Mas pessoalmente HOJE acredito que nós corremos o risco de sermos assaltadas e estupradas se estamos andando na rua a noite, em um beco escuro (ainda mais usando uma roupa considerada “provocativa”). Como dizem? É dar chance para o azar… Porque a gente sabe como funciona. Então fica difícil mesmo. Claro, ela continua sendo vítima! Mas sem essa ideia de que o estuprador é o culpado enraizada em toda a sociedade, não dá pra sair na rua tranquilamente.

      • Luka

        Cara, eu acho que a hora que os homens a sociedade acolher as vítimas em vez de olhar pro lado, a coisa melhora. Mas a sociedade, e não uns poucos gatos pingados. Porque a hora que isso acontecer, vai ser o momento que pegar a menina bebada vai ser uma atitude de porco, e não uma atitude legal. Vai ser o momento que assediar uma menina passando, no meio de uma rodinha, vai ser desaprovada e não elogiada.
        Vai se o momento em que o homem se sentir mal pela mulher que esta sendo agredida pura e simplesmente por ser mulher.

      • snowhitequeer

        Posso favoritar isso cinquenta vezes?
        Digo, existe táticas preventivas pra crimes em geral, e são basicamente as mesmas pra todos os crimes. Mas as pessoas deixam de ser roubadas porque esconderam seus pertences de valor, trancaram as portas ou evitaram ruas escuras? Não. Também não vão evitar um estupro assim.
        O único meio de evitar um crime é evitar que o causador dele o cometa. E no caso do estupro a teoria de que “ela estava pedindo por isso” é um grande causador deles. Que cria absurdos como um pai achar que a filha “pediu por isso” por deitar na rede com ele.

      • http://www.facebook.com/kamilla.mota.3 Kamilla Mota

        é um moralista, Paula! Ignora direitos humanos.

      • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Batista/783731906 Guilherme Batista

        Velho. Na boa, para com essa merda vai.

      • Maverick_RJ

        Leia de novo, por favor, e comente de novo…
        Entenda que não concordo, mas, que é assim que é…

      • Pedro Benjamin

        Sério?! Quer dizer que agora a culpa do roubo é totalmente minha porque eu resolvi ir por uma rua deserta por ser mais perto da minha casa? A culpa de me assaltarem é minha simplesmente porque meu celular tocou no meio da rua e resolvi atender? A culpa é minha por me espancarem só por causa de como estou vestido, ou pelo meu jeito de andar? (E olha que nem estou falando do estupro.). Isso é uma justificativa fraca, absurda e baseado no machismo.

        A liberdade é um direito garantido em constituição para todos. Se eu compro algo, tenho direito de usá-lo onde quer que seja, não existe essa de ser relapso, descuidado para acontecer o roubo. A culpa não é minha, mas sim, de quem me roubou e ele deve pagar por isso, não eu.

        Imagino se começarmos a viver paranoicos: não posso fazer isso, porque vão me roubar, não devo agir assim porque podem me bater, vou cometer uma infração de trânsito – correr risco de causar um acidente – só porque, se eu parar podem me sequestrar… Que tipo de mundo seria esse? Quem rouba, mata, estupra, tem completa consciência de seus atos, sabe que é ilegal e imoral. Quem deve se esconder, se sentir envergonhado ou culpado são eles e não, as vítimas.

        Nós devemos ser educados sob esse ponto de vista, sobre o que é certo e errado e não, sob um modo distorcido do que devo ou não fazer, pois meus atos podem motivar outros a fazerem coisas ruins comigo.

      • Grosso

        Caro, a culpa não é sua se te roubam, a culpa não é sua se te espancam, mas a culpa é sua se vc não sabe interpretar.

        Ele não acha que é uma justificativa, só acha que não convém alguns hábitos se vc quer se manter inteiro.

        Em um local de alta criminalidade, se vc passar com celular na mão e carteira à vista, terá grande chance de ser roubado. Estará certo mais aínda sim roubado. O buraco é mais embaixo, como vc disse, mas até lá vamos nos defendendo como podemos.

      • http://www.facebook.com/gisele.moura Gisele Moura

        “Mulher pega ATALHO escuro e sem movimento para ganhar 5 minutos num trajeto…” É um absurdo… Como disse a Paula tão equivocados que não há como contra argumentar, só uma reeducação, nascer de novo ou quem sabe ter uma filha para entender!

      • Maverick_RJ

        Tá de sacanagem ?!?!?!?!? Leu chapéuzinho vermelho na infância ?!?!?!? Atalho dá merda…

      • Paula Abreu

        Vou desenhar pra ver se você entende. Um homem pega um atalho. Uma mulher pega um atalho. Qual dos dois tem mais chance de ser estuprado? Agora, a pergunta de ouro: POR QUÊ EXISTE ESSA DIFERENÇA ENTRE O CORPO DA MULHER E O DO HOMEM? O que essa diferença significa? Reflita.

      • Maverick_RJ

        Não estou me limitando ao estupro…

        No atalho, ambos estão expostos a risco…

        Eu não pego caminhos mais curtos se não forem seguros…

        Se você se arrisca, internamente você pensa que com você não acontecerá… Você assume o risco… Como diz Silvio Santos.. é por sua conta e risco…

        As chances de você ser estuprada em um local com movimentação maior é muito menor…
        Estupradores não querem ser pegos;
        geralmente não são burros;
        Utilizam apenas a força como arma, estão desarmados, por um simples motivo;
        Se o estuprador for pego armado, a pena é muito maior…

        Não há uma polícia para te servir e proteger;
        testemunhas são raras, ninguém quer se envolver;
        Se você é e eu somos e estamos tão impotentes, por que devemos nos arriscar ?

      • Carol

        Cara, a maior parte dos estupros NÃO ACONTECE NO ATALHO!
        Quanto tempo vai demorar pra você entender??? Como você pode continuar insistindo que a culpa é da mulher que se expõe, se no relato mostra exatamente que era alguém em quem ela confiava?
        Qual a solução que você sugeriria? Não confiar em homem nenhum?

      • Maverick_RJ

        “Vou desenhar pra ver se você entende.”

        Você foi desrespeitosa na frase acima… Desnecessariamente.

        Está claro que temos visões diferentes e que nunca saberei o que você realmente passou…

        Disse que nada justifica o ocorrido.

        Enxergo pelo seu ponto de vista, e por vários outros pontos…

        E também prezo pelo bom debate, isso nos faz maiores e mais sábios…

        Eu aprendi muito com você, e vocês…

        Alguns aqui tendem apenas a guerrear… são rebeldes sem causa…

      • Grosso

        Gisele, não fui eu quem falou do atalho.
        Olha, não acho o estupro certo, mas existe sim comportamento de risco, que acho interessante uma mulher evitar, mesmo não estnado errada.
        Olha, tenho 1,90, sempre malhei, pratiquei esportes a vida toda, até lutas já fiz, tenho 24 anos. Sabe quantas vezes saio a noite a pé? Em seis anos que moro em Uberlândia, deve ter sido umas 3 vezes, para ir na casa da vizinha e voltar. Não é uma coisa de machismo que falo só para mulheres. Olha não tenho uma buceta que é o que os estupradores mais “gostam”, tenho muito mais condições de reagir e matar o cara que a maioria das mulheres e mesmo assim não me exponho.
        Se vc não entendeu o que disse você tem problemas mentais!

        Se eu tiver uma filha vou conversar muito com ela, explicar que mesmo ela fazendo tudo certo alguém pode fazer algo errado, lhe causando muito mal. E por isso, é bom ela evitar alguns hábitos.
        Mesmo assim, ela ainda vai estar em risco, claro que algo poderá acontecer. Eu repudio ofensas, estupro qqr coisa do tipo.
        Chego até mesmo a “perder” oportunidades por receio de ser muito intrusivo. Mas vejo muito bem o que acontece hj. Entendo vc! É só proteção…

      • PETRA JACOBINO

        então a sua filha não vai poder sair, ir para festas (onde ocorrem muitas das violências a que a paula se refere), nem usar a roupa que estiver na moda, nem postar fotos de quando foi a praia no facebook?? a gente não pode se prender, entendo o que vocês dizem, de não dar sorte pro azar, mas ao mesmo tempo que cada um faz isso por si próprio é necessária também uma educação geral sobre até onde vai a liberdade de cada um, sobre oq é aceitável e oq não é, sobre quais são os direitos que todos nós temos de teoricamente ir e vir e fazer esse direito parar de ser apenas teórico, e acredito que isso só seja resolvido com educação, com discussão e muita reflexão, por isso todos nós aqui já estamos dando um grande passo.

      • Grosso

        Claro, não é por que vamos nos precaver que não vamos tentar mudar os paradigmas. Petra, eu, homem, não gosto de ir muito a festas pelos riscos, vou sim, influenciar minha filha no sentido de se proteger nesse modo. Não quero impor, quero debater, quero que ela faça a escolha dela, sabendo dos riscos e consequencias.

      • Maverick_RJ

        Pra quê, alguém em sã consciência quer mostrar o Rabo no facebook ?

        Aliás, uma das maiores mentiras da internet: LI E CONCORDO…

        Leia o contrato do facebook e me diga se concorda mesmo….

        Minha filha poderá ter suas fotos sim…. Na rede Mundial… NÃO…

        É um conceito tão batido que se tornou algo indispensável até ao mundo corporativo…

        EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA ATRAI ALTOS RISCOS….

      • Maverick_RJ

        Sensacional, alguém que sabe ler…

        Em nenhum momento eu disse que era meu ponto de vista ou opnião pessoal, porém, se trata de minha percepção de realidade…

        Nada justifica estes tipos de violência, mas, elas acontecem….

        Devo dizer ao senhor ladrão, estuprador, espancador que tenho direitos garantidos na constituição ?

      • Camila

        Então uma criança estuprada tem culpa? Ela estava lá, indefesa e vulnerável. A culpa é dos pais? Por confiarem em alguém (no caso o estuprador) que viram crescer? Que cuidaram dele quando os pais dele foram trabalhar? Então, anos depois, retorna o favor de olhar a criança por algumas horas e ela foi estuprada. Por que era vulnerável?

        E digo isso de qualquer sexo, tanto vitima quanto estuprador.

        Sua percepção de realidade não justifica fato algum. Se alguém rouba para comer, ainda é crime, mas é abrandado. Se alguém mata outro em legítima defesa, ainda é crime, mas é absolvido. Mas estupro não tem justificativa. É apenas ódio e prazer. Coisas que, como já disseram, um ser humano civilizado pode muito bem lidar. Agora eu sou mulher, tenho que me manter feia? Gorda, com a cara cheia de espinha? Ou melhor, coberta das cabeças aos pés? Resguardada por homens? Não sei quais os índices de estupro em países muçulmanos, mas não creio que sejam muito menores. Mas se as mulheres forem guardadas assim, outros homens, geralmente menos fortes, são estuprados. Teremos que resguarda-los também? Ou melhor. Não sairemos de casa para não haver estupro. Mas a maior parte dos estupros acontecem em casa. Faremos o que?

        Eu entendi o que você disse. Que a sociedade está na merda. Que ninguém está seguro. Que se eu sou vítima, é minha culpa.

      • Grosso

        Primeira coisa, vc tem que aprender a ler, de verdade. Sair do analfabetismo funcional.
        Ele em momento nenhum discorreu sobre o estupro de crianças e seus porquês, ele disse que certos comportamentos aumentam o risco, na sociedade brasileira atual, de ser estuprada. Não disse que era certo, pelo contrário, disse que era errado, é uma questão de prudência. Então caso uma mulher não queira ser estuprada seria interessante ela não agir de determinadas maneiras. Ela não estará errada, mas terá mais chance de ser estuprada.
        Agora se vc quiser arriscar vc não está errada. Vc tbm não estará errada caso seja estuprada, correndo este risco. Para nós é fácil vc dizer que a sociedade está na merda, que vc tem os direitos.

        Caso algum dia, tomara que não, vc esteja sendo estuprada por um desconhecido em um local ermo, tente virar para ele dizer isso tudo. Tenho certeza, que entre um murro e outro, uma mordida e outra, uma estocada funda sem dó na sua vagina, ele vai te escutar e vai parar na hora. Diga para ele que a culpa é dele, que vc não quer se resguardar já que é um direito seu andar a que horas quiser, onde quiser, sozinha, tenho certeza que ele vai compadecer de vc e vai parar na hora.

      • Camila

        Bem, concordo que eu tenha sido um tanto ríspida. Concordo com ele, que ele apenas estava expondo o que ocorre. Foi só após ler novamente que eu entendi de fato que ele não estava culpando a vítima. Ia até mesmo fazer outro post me retratando, quando vi o seu. Sim, se um dia eu for estuprada (novamente) vou falar para o meu estuprador. Falarei que não é justo. Que eu saí de casa com calça larga, de tenis, sem maquiagem, com camiseta, com o cabelo preso, justamente para não chamar a atenção. Que ele me pegou na rua escura que é a da minha casa, que eu estava sozinha porque não tenho ninguém para me buscar. Que estava tarde porque estudo a noite. Que estava sóbria. Que estava cansada de ser uma boa cidadã, que quero apenas uma vida digna. Vou dizer que não vou a baladas, justamente para não correr o risco. Mas que mesmo assim ele me pegou. Que até hoje tive apenas um namorado. Que nunca fui a uma micareta pegando 10, que sequer tenho tanto interesse em homens para querer tantos. Que tudo o que fiz até hoje foi ser apenas cuidadosa, porque apesar de não concordar, eu entendo o mundo que vivemos. Que realmente, deveria ter me trancado em casa, e não recebido ninguém. Que a culpa é minha.

        Quanto ao post do sr. Maeverick. Peço desculpas. Mas me revoltei sim, como o modo que colocou. O senhor não está mentindo, mas dados o assunto polêmico, delicado,
        doloroso, um pouco de bom senso para expor sua opinião de modo mais
        inteligível, causaria menos alvoroço.Inclusive por minha parte. Mas ao errar a leitura, interpretei errado. Analfabeta funcional, como apontou o seu amigo. Expressei a minha revolta contra seu post, por que simplemente pareceu, se não concordar, que era culpa das vítimas. E essa passividade me revolta. Mas me desculpo. Como outros, não desejarei que ninguém querido seja estuprado. Apenas desejo que se exponha com mais clareza, para que não precise de um advogado.

      • http://www.facebook.com/danielsouza1985 Daniel Souza

        Admiremos uma pessoa que se revolta, e depois se retrata. Tem de ter coragem para dizer o que pensa. Tem de ter mais coragem para admitir que se está errado.

      • Maverick_RJ

        Fato.
        Tem meu respeito.

      • Julia

        Ironia. Conhece o que é isso? Camila, eles estão achando que vc falou sério.

      • Ingrid Melo

        ríspida? onde?

      • valdeque

        @53e2911009d6f8df0313d60210123b48:disqus

        “Agora eu sou mulher, tenho que me manter feia? Gorda, com a cara cheia de espinha? Ou melhor, coberta das cabeças aos pés?” Se você tender a generalizar o que o @maverick_rj:disqus disse estará tornando a discussão sobre o assunto pobre.
        Mais uma vez, o problema reside na generalização que é dado a um argumento para sustentar outro.

        “Eu entendi o que você disse. Que a sociedade está na merda. Que ninguém está seguro. Que se eu sou vítima, é minha culpa.”
        Pode até não ser sua culpa, mas há muita coisa que não é nossa culpa e o principal prejudicado somos nós próprios. Resumindo, você será vítima e cúmplice do seu próprio algoz.
        comento mais depois!

      • Paulo

        “Agora eu sou mulher, tenho que me manter feia? Gorda, com a cara cheia de espinha? Ou melhor, coberta das cabeças aos pés?”
        Não, mas não vai sair tarde da noite na rua, de minissaia na altura do umbigo. Assim como não se deve entrar numa favela carregando um laptop debaixo do braço. É simples assim…

      • Ingrid Melo

        pena que pais de amigos que eles conhecem também estupram. assim como as pessoas mostram coisas pra gente sem a gente deixar.

      • Julia

        chamou vítima de estupro de “cúmplice”.
        Vc deveria ser preso só por escrever isso…..

      • Paulo

        “Então uma criança estuprada tem culpa? Ela estava lá, indefesa e vulnerável. A culpa é dos pais? Por confiarem em alguém (no caso o estuprador) que viram crescer? Que cuidaram dele quando os pais dele foram trabalhar?”
        Interessante ter mencionado isso. Quando eu era pequeno meus pais já falavam: “Nunca deixe qualquer adulto tocar em você assim, no bumbum, no piu-piu, no corpo, pedir pra você ficar pelado etc… Se alguém fizer isso não deixe, saia correndo, grite pela gente. Nem deixe ninguém te mostrar o piu-piu ou a perereca e pedir pra você tocar, porque não pode.”
        Fora isso também não deixavam ficar na rua de noite, ir na casa de estranhos ou mesmo pais de amigos que eles não conheciam… enfim, uma dezena de cuidados.
        Mostra que o cuidado deve ser tomado até mesmo com crianças. Deve-se educar, dentro do possível, as crianças para lidar com esse tipo de risco. Os pais não tem como garantir 100% que nada vai acontecer, mas assim como já falaram aqui sobre tomar cuidado, você estará fazendo a sua parte.

      • Areno

        @Camila,
        Estupro não tem nada a ver com ódio. Tem a ver com PODER. Estrupadores gostam da sensação de PODER. A psicologia explica isso. Portanto o estrupador coisifica a mulher? Sim!!! Para ele ela é um objeto de prazer. Portanto se você não quer que nada demais te aconteça e prefere reduzir os riscos reduza a sua liberdade e se previna. Caso contrário é como jogar na loteria só que nesse caso ganhar na loteria é não sofrer uma violência, o estupro é um caso.
        Gostaria apenas de dizer que sou homem e totalmente contra qualquer tipo de violência. Gostaria muito que nossa soiedade fosse menos violenta, mas infelizmente não é. Espero que um dia eu possa exercer os meus direitos sem medo. No entanto não é a minha vontade pura e simples que vai permitir que isso ocorra. Tenho que tomar meus cuidados e acerdito que isso vale para todos. Me solidarizo com todas as mulheres vítimas de abuso sexual isso é sério e por isso mesmo gostaria e muito que todas vocês se protegessem e chato, é um saco é uma merda falar isso mas infelizmente a realidade se impõe. Não a mulher NUNCA e eu digo NUNCA MESMO é culpada mas é como jogar na loteria se você adotar certos comportamentos o risco de você ser “premiada” aumenta exponencialmente, é só isso e nada mais uma questão puramente matemática.

      • Julia

        Poxa, obrigada pelo conselho. Nunca havíamos pensado em nos proteger antes e.. OH WAIT, fazemos isso desde criança!
        A questão é justamente essa, de nós não precisarmos tolhir nossa liberdade mais, por que medo de ser assatado todos tem em uma sociedade desigual economicamente como a nossa, mas ter o seu corpo considerado público não é uma coisa que vc, como homem, saiba o que é e precise se preocupar.
        E ainda temos que ler ” reduza a sua liberdade e se previna.” PFFF

      • Julia

        Lembrando que não são só beldades que são estupradas em, Camila. Estupro não tem a ver com a beleza da mulher, tem a ver com SER MULHER.

      • Carol

        Sempre que vejo esse tipo de argumentação como a sua (”
        passar com celular na mão e carteira à vista”) fica muito óbvio pra mim os motivos dos altos índices de estupro.

        O nível de objetificação da mulher é tão grande que andar na rua sozinha pode ser comparado com andar com um bem material à mostra… Deprimente…

        Não estamos falando de algo que eu posso deixar em casa como um iPhone ou um Rolex (é incrível a quantidade de vezes que vejo esse exemplo). Estamos falando de nosso próprio corpo.

      • Grosso

        Carol, para de discutir o sexos dos anjos e minha percepção da realidade, minha personalidade. Não digo que é certo, digo que não é prudente.
        Vc quer o quê? Ficar agredindo os leitores aqui não muda em nada os fatos. A liberdade está diminuída, sim, está. Vc pode tentar lutar para isso mudar, acho que deve, devemos. Mas até isso acontecer vou me proteger, previnir. Não viaja dizendo que estou coisificando a mulher. Não comparei a mulher a objeto. Só coloquei pontos de “cobiça”.

      • http://www.facebook.com/camila.delira Camila de Lira

        li o seu comentário e lembrei do standup da Wanda Sykes
        http://www.youtube.com/watch?v=sOSrJZ99vBw

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Quer viver lutando pela utopia? Beleza! Vai lá!

        Vc tem direito de ir e vir e ser livre. Mas o criminoso ta pouco de importando! Proteja-se, é isso que o @maverick_rj:disqus ta falando, entenda!!!
        Vc escolhe suas atitudes e as julga se isso pode ou não acarretar em um assalto ou estupro. Mas de forma nenhuma as justifica! NUNCA! Caraca, não é dificil de entender!
        Uma mulher estuprada pode ou NÃO ter cometido atitudes facilitadoras. Mas quem se importa???? Ela foi abusada e ponto. O assunto aqui é sobre o ato e a vitima e não as formas que isso chegaram ao ato.
        Simples semântica, mesmo não cabendo ao assunto.
        Eu me protejo. Tiro meu relógio em locais que julgo arriscado. Sou livre? Infelizmente não, mesmo com meu direito muito bem escrito na constituição. Mas isso não quer dizer que tenho o direito de agir ou concordar com atitudes que tiram a liberdade de outras pessoas.

      • Cristiano

        Velho, porque vc não cala a sua boca e se recolhe a sua insignificância ímpar, como pode uma pessoa falar tantas asneiras num só texto…

      • Maverick_RJ

        Refutar sem argumentar…
        A realidade é como mostrei, e se ler novamente, com atenção, vai entender que não se trata da minha opinião…
        Não há o que justifique essas violências, mas, elas são assim…

        Uma vez, na falta do profissional que fazia esse serviço, fui fazer um saque de valor muito alto (mais de 100 mil) para depositar em outra conta, em outro banco que ficava a menos de 100 metros deste… (Dinheiro reservado, e não se conseguiria transferência na época para tal valor)

        Dei um papel com os dados do saque..

        O Caixa gritou lá pra dentro, SEPARA 100 MIL PRA SAQUE…

        Xinguei a mãe de 6 dúzia de filhos da puta, chamei o gerente, falei o que quis, e disse que só sairia dali na presença da polícia militar…

        Fui acompanhado por dois policiais até o outro banco…

        Ainda quiseram um café, que eu, moleque na época, paguei…

        Mas, ainda sim, dei um jeito de me proteger naqueles 100 metros que seriam os mais longos da minha vida…

      • Daniela

        Saí com um cara, acabei ficando um pouco chapada e fomos prum motel. No meio da transa pedi pra ele parar, pois estava “tudo rodando”. Ele parou. Nos vestimos, pedi pra encontrá-lo novamente e fomos embora.
        Ah, sr. Maverick, isso de – Mulher fica com o cara em ambiente onde poderia rolar sexo sem a presença de outra pessoa – é piada de menagê, né não?

      • Maverick_RJ

        Saí com um cara UMA VEZ….

        Tomando o todo pela parte….

        Saia mais vezes, com homens diferentes, e peça para pararem… aliás, para nem começarem… mas, já esteja semi-nua no motel…

        Conte pra nós quantos vão parar…

        Não se assuste se os que não pararem representar mais de 50%

      • Mariana

        Então Maverick a grande luta das mulheres é exatamente por isso acontecer. Não vou a baladas, não ando sozinha a noite, não fico sozinha com homens e não pego caronas com medo de algo que pode me acontecer. Você consegue entender que isso cerceia minha liberdade?

        Concordo que existem situações que são perigosas, minha luta é pra que tal classificação deixe de existir… Meu corpo é minha propriedade e todos os homens devem entender e respeitar isso.

        Repetindo clichês, mesmo que você não esteja culpando as vitimas, você ameniza a culpa do agressor. O responsável por um estupro (em qualquer situação) é o estuprador, e qualquer discussão sobre esta afirmativa coloca culpa sobre a vitima.

        Me desculpe, mas apenas quando a sociedade culpar (verdadeiramente) o agressor é que podemos mudar o conceito vigente.

      • Anna

        Você pensa mesmo que homens são potenciais estupradores.
        Diga por si mesmo. Banalizar e fazer uso da violência, ‘faz quem quer’, e sofra as consequências. Acho estranho um cara que parece defender o estuprador, se até bandido na cadeia subjuga o homem que estupra.

      • Maverick_RJ

        Releia meus comentários….

        Não defendo o estupro… Nem o estuprador…

        Mas, acho que sua integridade física é de sua responsabilidade…

        O que eu prego, é que a prima defesa parta de você…

        Se ocorrer, de acontecer o pior sem você ter “facilitado”, trata-se de uma fatalidade…

        Se você escolheu desobedecer a mamãe e ir até a casa da vovó pela floresta, vai acabar esbarrando com o lobo mau…

        Até a literatura infantil preza por esta integridade…

        E nem sempre o lenhador estará lá para te salvar…

        Aliás, ele tirou a chapéuzinho da barriga do lobo… O Lobo já a tinha comido…

        Só por que ela não ouviu os conselhos de “Não vá pela floresta… Tem um lobo lá”

      • gabi-rs

        @maverick_rj:disqus porque homem que homem não deixa a mulher provocar e se safar ilesa, né não?

        MEDO.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1761324396 Flávia Limoeiro

        A permissividade de uma mulher ou grupo de mulheres não justifica a agressividade dos homens, e vice-versa. Estar “vulnerável” (entenda como vestir-se e portar-se de forma provocativa) não significa admitir tais comportamentos. Tudo isso se trata de liberdade. Aceitar bolinações, retribuir a atenção sexual que recebeu, ter gosto pela submissão, tudo faz parte das preferências e da liberdade pessoal do indivíduo. Se isso não compromete o bem-estar alheio, é difícil e até injusto recriminar e, ainda mais, usar como justificativa para comportamentos agressivos e o abuso.

      • julio

        concordo, flavia… mas o rapazinho aí tocou num ponto importante: o comportamento geral que grupos tem adotado… claro que nada justifica o que se está discutindo, mas o fato é que em festas e baladas em geral, só se consegue não ficar sozinho adotando a postura da galera (estas que ele mencionou)… e é por isto mesmo que eu deixei de ir faz tempo: pq não me sinto bem fazendo isto….
        mas este “comportamento animal” faz com que as bestas acreditem que tudo pode ser tomado a força… infelizmente…

      • Maverick_RJ

        Julio, tirou 10… Mais um que sabe ler…

        Tudo o que você permite a determinados grupos em determinados ambientes se propaga para fora dali…

      • http://www.facebook.com/kamilla.mota.3 Kamilla Mota

        perfeito

      • Suelen

        Jura? então pronto, você está enganado. Quanta babaquice foi dita, tenho vontade de vomitar quando vejo esse machismo explícito. Enquanto pessoas acharem que quando uma mulher anda numa rua deserta, beija quantos homens ela quiser ou transa no lugar que ela quiser ela é vadia, as merdas vão continuar acontecendo. Onde eu ando, a hora que eu ando, a roupa que eu uso, quantos caras eu beijo não te dá o direito de dizer que sou culpada pela violência que sofro. Se ser livre é ser vadia, eu sou vadia! E se ser chamada de vadia te assusta mais que os números de violência, tem alguma coisa errada aí.

      • Grosso

        Santa ignorância.Olha eu também acho que uma mulher que beija 17 numa noite é vadia. Esse é um conceito, pessoal, claro para mim. No entanto, isso não me dá o direito de ofender a mulher ou estuprá-lo, é claro. Ele disse que não é motivo para tal comportamento, ele só acha prudente não fazê-lo dadas as circuntâncias em que vivemos.
        Ele não disse que é errado vc sair a noite vestida como uma puta de quinta categoria, só disse que não seria prudente se vc quer se manter inteira. Mas isso aí é uma decisão sua! Estuprada ou não, vc não estará errada, mas sabemos qual comportamento gera mais riscos.

      • Maverick_RJ

        Aí Brother, quando me processarem, você será meu advogado…

        Alguém comentou que não é certo evitar, mas, nos unirmos para acabar com este tipo de ação…

        Na boa ?!?!?! União ?!?!?!?!

        Quantas pessoas com menos de 40 anos vocês conhecem que já se separaram ?!?!?!?! algumas mais de uma vez ?!?!?!?!

        O Maior culpado para estas separações chama-se individualismo…

        Se não conseguimos nos unir nem dentro dos nossos lares, acham mesmo que será possível uma união como esta, de indivíduos com interesses diferentes, motivos diferentes, razões diversas… se organizarem para combater alguma coisa ?

        Fato, só houve o crime por que havia a vítima…

        Não vou a estádios de futebol há 19 anos.
        Posso até acabar espancado perto de casa, mas, as chances são muito menores…

        Como não existe tal união, as autoridades nada fazem, e outros tantos tipos de negligência EU ME PROTEJO NÃO ME EXPONDO…

        E para AS RECALCITRANTES DE PLANTÃO… Estou certo que seus pais sempre fizeram as mesmas recomendações…

        Evita rua escura
        Não anda sozinha
        Se vai de ônibus, coloca seu relógio e cordão e etc, somente quando for entrar no “evento”
        NÃO PEGUE CARONA COM ESTRANHOS (Aqui, entenda também os amigos mal-intencionados) e etc…

        NÃO CONCORDO COM NADA DO QUE DISSE NA MINHA POSTAGEM INICIAL, MAS, JÁ ERA ASSIM QUANDO EU CHEGUEI…

      • Maíra

        A parte em que o estupro ocorreu com um conhecido fica onde? A parte onde a maioria dos casos de abuso/estupro/violência sexual é cometida por conhecidos fica onde?
        Então eu não posso mais receber pessoas do sexo masculino que eu conheço e de quem gosto na minha casa, pois isso está me expondo ao risco de ser estuprada? Caso um deles ache que deva me currar, a culpa é minha que permiti. É isso?
        Espero sinceramente que você não tenha filhos homens, pois com essa mentalidade, a criação que dará para essa(s) criança(s) será um imenso desfavor à humanidade.

      • Paula Abreu

        Muito bem lembrado. No meu caso, como eu disse, não havia roupas provocativas, excesso de bebida, beco escuro, drogas, atalhos, nada disso. E aí?

      • Maíra

        No meu caso também não, Paula. Tive apenas a sorte de conseguir acender a luz e gritar a palavra estupro olhando no olho dele antes do ato terminar – a tentativa violenta ocorreu. Temos que desmitificar essa história de que estupro é apenas o que ocorre em becos escuros. Namorados, amigos e maridos também estupram suas namoradas, amigas e esposas. Não é porque eu resolvi de bom grado transar com o cara uma vez que ele adquiriu qualquer tipo de direito sobre o meu corpo.

      • Maverick_RJ

        Suelen, você não me conhece, e minha visão pessoal não deveria te causar tanto impacto.

        Sim, você está certíssima, é tudo somente da sua responsabilidade.

        Onde você anda – Aumenta ou diminui as chances de alguma coisa ruim te acontecer.

        Quantos caras você beija ?!?!?!?!?! Não é da minha conta…
        Experimenta beijar mais de um cara numa festa da sua família, e vê o que você vai receber de resposta dos seus pais, irmãos, amigos próximos…

        Quanto ao que você veste, também vai te trazer riscos…

        Queria neste momento ser auxiliado por alguém com conhecimento de causa…

        Os Juízes de MMA ou outras lutas RETIRAM o cara que está batendo de cima do Nocauteado por que ele é só torpor… É tanta adrenalina e provavelmente uma infinidade de outros hormônios em atividade que ele, por ele mesmo, não pararia de bater…

        Acredito (preciso de explicação de alguém que saiba) que a provocação de uma roupa curta desperte algo mais animal, mas, o animal raciocina, aí você se se expõe se afastando das testemunhas (qualquer grupo de pessoas próximas)…

        Você se coloca em risco…

        O Dizer NÃO, num quarto, semi nua, pode não funcionar…
        Se não quer, nem chegue perto….

        É como se suicidar pulando de um prédio…
        No meio do caminho, você pensa, “Não quero cair mais não”
        A gravidade vai te estuprar, tá nem aí se você quer cair ou não…

        NADA NA MINHA OPINIÃO JUSTIFICA TAIS VIOLÊNCIAS, MAS, ELAS ESTÃO AÍ E SÃO REAIS, E PRA MIM, SIM É VOCÊ QUEM TEM DE SE PROTEGER.

      • Paula Abreu

        Maverick, eu consigo até imaginar que você seja uma boa pessoa em vários aspectos, pois assim me parece. Por isso mesmo estou mortificada e cheia de pena de ver que você é incapaz de sequer enxergar a quantidade de machismo que há nos seus comentários. Digo isso sem nenhuma raiva ou provocação. Você é justamente o tipo de homem que me entristece que seja machista, pois parece ter um bom coração. Fique bem. Abraços.

      • Grosso

        @paulaabreu:disqus, olha não estou dizendo que ele seja machista ou não, não tenho argumentos para afirmar ou negar. O que ele está fazendo é apenas dizendo o que seria de maior risco ou não, entendeu?
        Vou dar um exemplo, eu conheço um senhor japonês, chama-se Hiroshi, nasceu no Brasil e dpois morou 16 anos no Japão. Ele me contou que lá alguns pequenos produtores rurais montam, ao lado da estrada, uma barraca de legumes, por ex, e colocam o preço. Não ficam lá. O consumidor chega, lê o preço, pega os legumes e deixa o dinheiro numa espécie de cofre. Isso é um sonho, não é? Se vc tentasse fazer isso aqui no Brasil, qual seria sua taxa de sucesso? Acredito que rapidamente você ficaria sem os legumes e sem o cofre. Você estaria errada se tentasse fazer isso aqui? Claro que não, mas tem grandes chances de não obter sucesso.
        No caso do estupro, eu acho que vale mais ou menos a mesma analogia. Ele não disse em momento nenhum que um estupro é legítimo, “certo”. Claro que não é! Mas o Brasil é um país com altas taxas de esturpro, então seria interessante, caso uma mulher não esteja interessada em ser estuprada, que evite certos hábitos.
        Não é necessário ser gênio para saber como acontece a maioria dos estupros, mulheres mais novas, locais ermos etc. Vc evitar esse tipo de situação diminui seus riscos. E NÃO JUSTIFICA O ESTUPRO. Eu se tiver uma filha vou dar recomendações para ela se resguardar. Não vou ser machista por dar dicas de como ela não sofrer violências. A gnt não vai ter uma sociedade totalmente segura nunca, então é bom se previnir.
        Quanto ao seu caso e da Maíra, não tem desculpa, foi errado, claro que sim. Agora vou te dar uma opinião minha, não gosto de álcool, muitas pessoas quando bebem não respondem muito por si. Não gosto de ficar em locais com bêbados, não gosto nem de ficar perto. São imprevisíveis. Acho que se vc sai com um cara, que bebeu e vc o chama para dentro da sua casa, vc não está errada, claro que não, repudio o estupro. No entanto, vc há de convir comigo que as suas chances de algo ruim acontecer são maiores. Mas vc não é culpada. A vida é assim, mesmo. Por isso é bom conhecer muito bem quem leva para casa, é bom saber quais circunstâncias as coisas “tendem” a fugir do controle. E não acho que ele esteja certo, vc poderia inclusive denunciá-lo.
        – Repetirei para minha filha, caso tenha uma, não saia sozinha à noite, não fale com estranhos, não beba, não fique bêbada, não leve qualquer um para sua casa, conheça ele muito bem antes de mais nada. Não ande sozinha em locais escuros, com poucas pessoas, tranque tudo, sempre observe a movimentação ao seu redor, tenha telefone por perto para pedir ajuda.
        – Mas papai eu não estou fazendo nada errado. Eu sei, filinha, vc não está fazendo nada errado, mas existem pessoas que podem fazer e causar um grande mal a vc é por isso que peço para aja desse jeito. O Brasil é perigoso, é melhor vc evitar algumas coisas para não ser surpreendida com um ato de violência muito grande. E se alguma coisa acontecer vamos estra do seu lado. Não é porque eu falo isso que eu esteja do lado do bandido ou falando que a culpa é sua.

        Vou te dar um outro exemplo, meus pais moram em uma cidade de 150 mil hab. tida como segura. Há uns dois anos um casal jovem, conhecidos meus por sinal, parou em uma estrada para transar. Foram surpreendidos por um grupo, amarraram o cara e levaram a menina. Estupraram ela uns dois dias.
        Pouco tempo depois, eu tinha conhecido uma garota linda, uma das mais lindas que já tive. Eu estava passando o fim de semana na casa dos meus pais, não podia levá-la para a casa deles para transar. Ela disse que não ia de jeito nenhum para motel. Eu nunca tinha comido uma mulher no carro, nunca. Inclusive contei esse ocorrido para ela. Saímos duma festa da família dela e fomos dar uma volta. Ela negou ir ao motel. Ela começou a me chupar no carro, como disse falei do caso para ela, não foi suficiente. O tesão era grande demais, parei num lugar que achei “seguro” e calmo. Bom foi uma das melhores e piores noites da minha vida. Quando terminamos saí do carro peladão, quando olhei para frente, deitado escondido na frente do carro só vi um pedacinho do pé do cara. Entrei no carro fechei a porta e liguei o carro e arranquei com tudo. Não ia importar se tivesse o atropelado, só que quando ele escutou o carro ligar, correu e tentou entrar no carro, por sorte fechei as portas e tudo, lembro dele tentando pegá-la, ela estava no banco de trás, foi tudo muito rápido ele disse, VEM CÁ, CACHORRA, nesse momento o carro já estava cantando pneu a muitotempo. Nada nos aconteceu, mas percebeu o erro!? Eu entendo perfeitamente como é ser “agredido”, foi um sentimento mto forte. Até esse dia, com 22 anos, tinha comido umas 30 mulheres, inúmeras vezes, em vários locais, nunca tinha acontecido nada parecido. Vc acha que é coincidência? Eu acho que foi ao riscoque me expus. Não estou errado, nem a garota, depois desse dia eu me prometi nunca mais comer ngm no carro em situação como essa, pouco tempo depois comi uma mulher no estacionamento do casamento da minha irma. :). Prometi que nunca ia comer ela no carro daquele jeito e fiz ela prometer nunca mais se expor daquele jeito. Bem, tivemos sorte. Eu acho que disso que ele está falando!

      • Paula Abreu

        Grosso, obrigada por compartilhar as suas histórias, acho que elas poderão evitar muitos perigos pra outras mulheres e casais.
        Vamos lá, vou tentar explicar de novo, porque tanto você quanto o Maverick realmente me parecem bem intencionados. É CLARO que eu SEI que existem situações de perigo que aumentam os riscos de uma violência. O que vocês dois — e alguns outros comentaristas aqui — parecem não entender (posso estar errada) é que ESSAS SITUAÇÕES DE PERIGO SÓ EXISTEM PORQUE NÃO HÁ RESPEITO COM O CORPO FEMININO. Percebe?

        Além disso, volto ao meu principal ponto no texto. Não é só a violência sexual máxima do estupro que resulta desse desrespeito (que, por sua vez, resulta do machismo). Leia os comentários e você vai ver dúzias – talvez centenas – de relatos de mulheres que foram apalpadas ou encoxadas em ônibus, trens, festas, shows, baladas. Não estavam em situação de risco alguma. Estavam na mesmíssima situação que todos os homens que estavam nos mesmos ambientes. Mas, ainda assim, tiveram o seu direito ao corpo, à integridade e à dignidade violados.

        Embora de grande importância os seus relatos, é minimizar muito o problema achar que a mulher só é abusada – ou aumenta as chances de ser – porque se coloca em situações de risco.

        Me diga: quando um homem vai pra balada e bebe, ele precisa temer se vão tentar comer o seu cu no banheiro, levá-lo na marra pra um motel ou coisa parecida? O risco que ele corre é igual ao que uma mulher, nas mesmas circunstâncias, corre?

        Que a diferença existe, a gente sabe. Como evitar os riscos, a gente sabe também. Evitar pode ser eficaz, mas é paliativo.

        Mas pronto: é sobre as causas dessa diferença que estamos falando.

        Entendeu? :)

      • Grosso

        Sim, eu entendi isso desde o início.
        Concordo com seu comentário, no entanto, não disse que é só em circunstâncias de risco que ocorre estupro, apenas debati mais essa questão.
        Olha, eu sou médico, modéstia a parte sou bonitinho, hehehe, já sofri alguns assédios, mas foram pequenos, só que não me incomodam. Dei a importância que mereciam. (eu sei, mulheres sofrem muito mais que homens, assédios, estupros, não estou banalizando) o que acontece também é que muita gente faz um escândalo, por um “gostosa”, gatinha ou “ô lá em casa”, não gosto e não faço, são coisas pequenas (minha opinião) que, penso, não deveriam ser motivo de tanta discussão. Esse caso da abordagem me deixou uns 5 dias com taquicardia.
        Quando vc diz “machismo” eu tenho uma dificuldade de delimitar o que seria machismo, de verdade, acho que jogam aí muita coisa e essa falta de delimitação semântica confunde muito o debate, atrasa.
        Em relação ao “respeito ao corpo feminino”, eu já penso que a questão é mais ampla. Acho que são pessoas que não tem um senso sobre o que é o outro, respeito geral, colocam seus interesses a frente, entende?

        Em relação ao homem, sim ele tem que temer isso sim. Já vi alguns casos de bêbados que tiveram laceração anal e nem se lembram do ocorrido. Esta preocupação é menor quando comparada a mulheres.

        Outro ponto, socialmente, a abordagem fica mto mais a cargo dos homens, é estupidez achar que sempre vão abordar as mulheres como elas querem.

        Finalmente, pensei no seu texto e lembrei daquele massacre com aqueles adolescentes no RJ. Acho que no Brasil não somos muito “ativos”, as coisas acontecem e as pessoas sofrem mas não reagem. Acho, opinião minha, que vc deveria denunciar o cara.
        No Brasil, falamos muito, fazemos muita polêmica, acho que é importante claro a fala, mas ela geralmente nao da nada. Virou jargão falar que na favela 90% é de gente honesta, boa. Já trabalhei em comunidades assim, todo mundo sabe quem são os traficantes, onde moram, os hábitos, ninguém denuncia, ninguém age contra. Ficava sem entender, como alguns pais que tiveram seus filhos assassinados pelos traficantes conhecidos, sguiam a vida e “nada” faziam. Quero ver como a comunidade vai receber estes traficantes quando voltarem à favela. Nunca vi um caso que a comunidade se juntou contra eles ou mesmo fez justiça com as próprias mãos. Bem, não vou falar muito, mesmo eu e minha “classe social” não faz muito. Acho que vc deveria denunciar, perde um pouco, a meu ver, o ponto de tudo.

      • Grosso

        Paula, esvazie um pouco a mente e reflita sobre o que eu vou te dizer. Hoje pensei sobre questão de machismo e estupro e mudei um pouco minha opinião. Lembra que eu te disse que achava que o estupro muito mais que um ato de machismo é um ato de desrespeito ao próximo, de colocar o próprio desejo a frente do outro como um todo? Pois bem, deixe-me racionalizar isso para você.
        1- O machismo seria o Macho: Masculino ISMO: Culto, enaltecimento. Sim esta seria só a etimologia pura. Concorda comigo que o machismo seria colocar homens como sendo melhores ou numa posição de superioridade? Quando comparamos com o arianismo, eles se colocam como raça superior. Agora me diga quantos estupradores justificariam o ato de violentar a mulher somente por serem machos, homens? Acredito que muito poucos, ou quase nenhum. Não acho que na cabeça de um estuprador ele pense que o que está fazendo é de direito dele, é “certo”. Acredito que se ele fosse realmente machista, justificaria assim o estupro. Como o ariano justifica o genocídio por ser superior e os outros inferiores. Acho que o estuprador na maioria das vezes age para se satisfazer, qqr que seja sua busca. É por isso que não acho que o estupro geralmente não caracteriza o machismo, caracteriza a falta de respeito com o outro. Agora pq então acontece mais com as mulheres? Vamos a segunda parte. A maioria das pessoas são heterossexuais, tem desejo pelo sexo oposto. Tanto homens quanto mulheres tem “tesão”. Só que a natureza favoreceu os homens, deu-lhes mais força, então eles sabem da capacidade que têm de subjulgar uma mulher. Então, estão mais capacitados a estuprar. Seria menos perigoso uma luta com uma mulher. O contrário já não procede. Ainda vou te dar outros exemplos que essa fraqueza faz a pessoa tomar mais coragem. Ladrões têm um público alvo, idosos e mulheres, pq são mais frágeis. Pedófilos, acredito eu, agem muito pela facilidade em dominar as crianças. O mesmo acho que acontece com homens. Os homens heteros não tem medo de violentar as mulheres, em geral. Os homens gays talvez nao estuprem tanto pois sabem que o embate poderá ser muito mais perigoso. O que acha deste ponto de vista?

        Fazendo um paralelo, os arianos se julgam superiores por serem arianos. Héteros preconceituosos acham que gays são menos porque são de outra orientação sexual. Acredito que machistas pensem que mulheres são menos por serem mulheres em muitas coisas, mas não penso que eles julgam direito do macho estuprar, o que, se acontecesse, a meu ver colocaria o machismo como causador de estupros. Assim sendo, penso que o estupro tem uma gama de motivos muito diferentes, não sendo o machismo o carro chefe.

        Acredito mesmo que se as mulheres tivessem esse “poder” nas mãos, seriam muito mais os homens a sofre estupros. Acho que seja uma questão de índole.

        Para você, o que é machismo? E como ele contribuiria para estupro?

      • Carol

        Essa sua definição de machismo está um pouco simplista. Não é se considerar superior, é sentir que você tem direitos sobre o outro.
        No caso, o estupro é justificável através do machismo pois a mulher provocou/ ela se colocou em situação de risco/ mudou de ideia depois de começar então perde seu direito de dizer não, entende? Na maioria das vezes isso é algo inconsciente, mas essas atitudes normalmente vêm adornadas com essas “explicações” que você e outros comentaristas estão dando.
        Se você souber inglês, leia essa reportagem da Jezebel US.
        É sobre uma thread no Reddit feita em resposta aos casos de estupro que mulheres contavam por lá. Essa thread convida os estupradores a contar seu lado da história.
        É uma leitura muito pesada, especialmente para mulheres (quem estiver lendo esse comentário, recomendo cautela, é de embrulhar o estômago), mas tem diversos exemplos de como o machismo e a objetificação da mulher leva os homens a achar que não precisam parar ao ouvir um não.

        http://jezebel.com/5929544/rapists-explain-themselves-on-reddit-and-we-should-listen

      • Grosso

        Carol, desculpa, mas acho que vc não entendeu o que eu disse em todos os comentários. Nunca disse que ela perde o direito de dizer não, nem levei ninguém a crer que penso isso, jamais disse que o estupro é justificável por qualquer motivo, exposição a risco, falta de vestimentas, ou qualquer outro motivo.
        Para deixar claro, não vejo justificativa para o estupro, nenhuma. Comentei sobre como poderíamos diminuir os riscos dele acontecer. Além discorri que não penso ser o “machismo” o responsável pelos estupros, ver post acima.

      • Grosso

        Carol, li os relatos. Reitero, repudio o estupro. Eu sei que não é justificativa, mas vc viu como elas estavam em situações de risco?

        Claro que não justifica, mas diminui os riscos se vc não se expor. Enquanto não temos uma sociedade “perfeita”, segura, acho interessante precaver. Só isso. Mas cada um sabe de si. Acredito que jamais eu faria alguma coisa assim com uma mulher, mas conheço bem pessoas.
        Nos casos de violência doméstica, acho inadmissível, muitas vezes não dá para prever, mas é engraçado que os casos que conhecia as partes envolvidas o agressor já tinha dado inúmeros indícios de desrespeito ao próximo. Reafirmo, não justifica, mas o seu “direito” não te protege sempre. Ainda acho que é melhor prevenir do que remediar, até pq não vamos lutar e conseguir uma sociedade pacífica e respeitadora com um estalar de dedos.

      • Leonardo

        Olha Paula, eu li os comentários do Maverick e do Grosso e sinto muito, concordo com eles. Situação de risco existe e os bem intencionados é que querem proteger (pelo menos avisando) vocês. Tipo assim, espera o sinal ficar vermelho para os carros e atravessa na faixa para você não ser atropelada. É claro que pode vir um doido e invadir a faixa de pedestres, mas pelo menos você está neste caso evitando uma tragédia óbvia e fazendo sua parte.
        Uma vez uma amiga da minha irmã estava bêbada e tentando conversar comigo, conversamos um pouco e depois eu saí, sabe o que me disseram? “Por que tu não aproveitou idiota, mulher bêbada fica facinho, facinho, come ela hoje que amanhã ela nem lembra” , acha que foi um homem que me disse isso? O fato dela estar bêbada me da direito sobre ela? Não, mas fui visto como um gay nessas horas, e não foi pelos meus colegas. Quem exige esse comportamento de “ela está vacilando, pega!”, “o homem sempre tem que estar de pau duro”, “o homem tem sempre que ficar ligado e ir atrás, tomar iniciativa, que a mulher sempre vai ser passiva”, não é só um outro homem, várias mulheres também exigem isso, um comportamento masculino pré-estabelecido.

        “Me diga: quando um homem vai pra balada e bebe, ele precisa temer se vão tentar comer o seu cu no banheiro, levá-lo na marra pra um motel ou coisa parecida? O risco que ele corre é igual ao que uma mulher, nas mesmas circunstâncias, corre?”

        Olha garota sinto muito te informar, mas se ele for pra uma balada ou uma festa de homossexuais ele corre o risco sim, está sim em situação de perigo. E nunca pretendo ficar bêbado em um lugar destes, muito menos ir a um (sou hetero). Portanto estou eliminando qualquer situação de risco de estupro que poderia acontecer comigo, num lugar desses, porque não sou burro. Pode acontecer? Pode, mas você não acha que eu dificultei bastante ou praticamente tornei impossível acontecer isso nesse tipo de lugar?

      • Augusto

        Quanta asneira e preconceito, Leonardo. Seguindo seu raciocínio do último paragrafo, mulheres não deveriam ir a festas heterossexuais pois estariam tbm correndo o risco de estupro.

      • Leonardo

        Realmente o último parágrafo foi forçado, se houve preconceito não foi essa a intenção. Mas palavra central é “bêbado”, sem noção do que está fazendo no momento e sem forças pra se defender, e se você está nessa situação, bêbado e tem alguém que tem interesse sexual em você, se essa pessoa tiver maldade, isso pode acontecer, não quer dizer que todo o pessoal da festa seja assim. Todo mundo pode beber e se divertir, mas não pode é ficar bêbado ou bêbada demais nessa situação. Como a gente não conhece todo mundo, é melhor se prevenir, não exagerar para não ficar a mercê dos outros.

      • Maverick_RJ

        Não, Paula… Vou responder, apesar de você não querer mais papo comigo por ter uma opinião forte, talvez errada, e diferente da maioria…

        PAULA ABREU – O que vocês dois — e alguns outros comentaristas aqui — parecem não entender (posso estar errada) é que ESSAS SITUAÇÕES DE PERIGO SÓ EXISTEM PORQUE NÃO HÁ RESPEITO COM O CORPO FEMININO. Percebe?

        Maverick_RJ – Não percebo assim, trata-se de uma visão feminista em atrair a atenção para mulheres subjugadas. Somos todos vítimas de violência, homens e mulheres… pior, quanto mais pobres, mais vítimas de uma infinidade de crimes distintos.

        Quem não respeita o corpo feminino, não respeita o masculino, o infantil, o animal e etc…

        Homens são vítimas de assaltos, espancamentos, mortes por bandidos, policiais, seguranças, gangues, torcidas organizadas e etc…

        Já presenciei uma torcida organizada deixar uma menina sem blusa (time rival) mas, com seu sutiã no lugar…

        Os rapazes que estavam com ela foram espancados…

        mais de 30 homens contra 3 homens e uma mulher… toda a agressão sofrida pela mulher foi perder a blusa (que não deixa de ser penoso)…

        A violência é contra os dois sexos. No estupro, a força física é o que prevalece, por isso, mulheres e crianças são mais vitimadas…

        Mas, sofremos tanto quanto, ou até mais, diversos outros tipos de violência… Estatisticamente, morremos mais…

        Já relatei que fui “bundado” no pau por mulher em transporte público ? e que a mesma se sarrava/esfregava em mim ? Se pressionava contra o meu corpo ?

        Eu agredi ?
        Ela me agrediu ?

        Sinceramente, achei engraçado, e me retirei daquela situação…

        Sim, fui vítima de um tipo de violência…

        E se eu gritasse, Pára de se esfregar no meu pau, Mulé !

        Quantas das senhoras leitoras aqui aplaudiriam ?
        Quantas iriam rir e me classificar como gay ? Será que poderão ser sinceras agora ?

        Foda, por que só será enxergado a violência, quando esta for contra a mulher e seu frágil corpo…

        Não suficiente, uma recepcionista de uma empresa onde trabalhei, relatou que se esfregou em um cara no metrô, o cara ficou DURO, ela disse a ele que ficou excitada, e eles marcaram de sair… ela se maquiava para sair com ele enquanto contava isso a um grupo de pessoas.

        Seria ele um agressor ?
        Seria ela uma vítima ?
        Seria ela uma agressora ?
        Seria ela uma mulher livre expondo sua liberdade sexual de se esfregar em quem quiser ?

        Quando uma mulher diz que pode beijar 50 caras sim, na mesma noite, e não é vadia por isso… aí é liberdade ?!?!?!?

        Já se o cara, tão sem noção quanto a VACA relatada, canta desrespeitosamente algumas das senhoras, ele é no mínimo um estuprador psicológico…

        E o cara, talvez devesse tê-la rejeitado… Mas, se tratava de uma menina bonita, que resolveu se esfregar nele…

        Alguns leitores disseram aqui sobre a visão desconfiada que teriam deles, caso eles não reagissem aos impulsos de sua testosterona…

        Aí, o cara é agressor (não estou mais falando dos estupros, mais, das violências mais brandas e ainda assim reclamadas aqui) por dizer, “Caralho, que bucetão”… a uma das dondocas puritanas aqui presentes…

        Mas, como classificam esta VACA, que trabalhou comigo ?
        Disse pro cara, estou excitada com você.. quero esse pau dentro de mim hoje…

        Visão Masculina do fato…. CARALHO, QUE SORTUDO (Sim, é bonita a menina)…

        Mas, trata-se de violência ? ou não ?
        Depois de colocarem suas visões, relatem como acha que de fato a sociedade reagiria a isso…

        O Feminismo vai dizer que ela é livre para expressar sua sexualidade como quiser… mesmo que se esfregue em alguém que nunca viu e lhe diga o seu desejo mais sujo…

        O Homem, se o faz, é agressor…

        Eu jamais faria… mas, certamente, quero saber que possuo os mesmo direitos….

        Ironic Mode On.

      • Valdeque

        Prendi minha respiração até terminar de ler. Porque será que concordo plenamente com você? ]

        Tive uma aluna de informática, muito bonita por sinal, que desde a sua primeira aula me cantava. (inclusive relatou que só entrou no curso para se aproximar de mim) O detalhe é que ela era filha de um conhecido meu. O problema é que as cantadas foram ficando mais incisivas e eu jamais imaginaria que a aquela garota fosse capaz daquelas coisas. A cada recusa a pressões iam ficando maiores, eu me sentia mal com aquilo. O que faria? Contaria ao seu Pai? Contaria para algum amigo para tentar achar uma solução? pediria demissão? Chegou ao ponto de começar a tirar sua roupa em minha frente, tentar me agarrar pegar em minha genitálias… E aí? E se eu transasse uma vez e despedisse ela? E se ela me chantageasse dizendo que iria contar ao seu pai que a molestara? E O MEU DIREITO DE DIZER NÃO?

        Estou cansado de nhemnhemnhem, como se só as mulheres tivessem um corpo, fossem estupradas e dissessem não.

        Geralmente um homem dizer não é uma anomalia que elas não estão acostumadas a encontrar. Se uma gata te canta e você diz que é casado, COITADO meu amigo, você é Gay, trai sua mulher com outro homem e, no outro dia ela vai fazer questão de espalhar para todas. A figura que existe do homem não o permite dizer não, e isso foi formado principalmente pelas mulheres.

        Portanto não me venha dizer que homem não sofre assédio, violência sexual, que somos super poderosos porque não tem nada disso. Essa imagem são vocês próprias que nos impõe.
        Claro que como o colega disse as mulheres são mais frágeis FISICAMENTE, e se EXPÕEM com mais facilidade o que pode explicar o maior casos, mas daí a dizer que “ESSAS SITUAÇÕES DE PERIGO SÓ EXISTEM PORQUE NÃO HÁ RESPEITO COM O CORPO FEMININO.” É balela porque também não há com o corpo masculino.

        E detalhe, há mais casos de estupros e assédios a homens do que se pode imaginar, só que o homem é tão marcado para ser uma figura forte que prestar queixa de uma mulher que o estuprou ou o constrangeu seria motivo de piada pro resto da vida. O que evita essas queixas são nossa imagem, que as vezes é mais importante do que nossa integridade psicológica.

        Ps: Mulheres, contem, com sinceridade quando tomaram um NÃO quais foram suas reações, se é que tomaram um NÃO na vida. (e o homem? quantos nãos tomam e mudam o seu rumo na conquista?)

      • Luka

        É uma violência ser bundado. E tem que ter muito peito pra dizer “sai”. Porque, o outro lado da moeda desse comportamento escroto de achar que a mulher é uma coisa a te satisfazer é não dar aos homens a liberdade de não querer. Simplesmente por não quererem. Mesmo que seja a maior gostosa do mundo.
        Porque é foda ganhar 25 rótulos depois de um “moça, para de me bundar”. Pensa nos 25 rótulos que você ganharia depois de dizer que o conhecido com quem vc teve um date te estuprou.
        Pesado pra cacete né?
        E meu, um dia a sua colega “vaca” pode ouvir um “sai pra lá, vc deve ser um vetor de doenças mais eficaz que um rato” ou qualquer similar. Qualquer resposta espertinha vai ser bem merecida. E enquanto não derem uma, ela vai continuar.

        E como que de fato a sociedade vai reagir a isso? Mal. Pacas.

        Como a sociedade vai reagir a um estupro? Se há pais que preferem não fazer BO para que eles, ou suas filhas, sejam estigmatizadas?

        Na moral, eu acho que ser taxado de brocha ou o que o valha é mais suave. Vc simplesmente sabe que não é. Não da pra dizer o mesmo do estupro.

      • valdeque

        @paulaabreu:disqus Não. Não há. Mas isto não vai mudar o fato de ter de se proteger e isso, nem de longe, se trata de machismo. Como o disseram acima, nós imaginamos que pelo menos maioria dos homens inteligentes, civilizados, sábios jamais sairiam por aí atacando mulheres em becos. Quando isso acontece parte de algum doente, psicopata, que imagina que pode ter a mulher que quiser. Sabemos também que quando a violência é dentro de casa ou com alguém próximo o assunto se dá por outras vertentes. Confiança demais, cuidado de menos, machismo sim, provocação talvez. Assim como tantos outros fatores.

        Existem N tipos de violência sexual, como a do namorado que força a barra para que aconteça logo, do amigo que não entendeu direito o objetivo de um encontro, do amigo que entendeu que a mulher queria alguma coisa mas não era aquele o momento e mesmo assim investiu, do cara que é amigo do irmão da vítima e achou que ela (com 13 anos) por ser educada e simpática estava lhe dando mole e o flerte passa para o incontrolável e para as piores consequências. São centenas de relatos por aí. Há casos em que os estupradores nem acreditam que estupraram, por que achavam o tempo todo que a vítima estava apenas tornando o envolvimento mais quente, delirante. Quando o pior acontece não dá para voltar atrás e não tem mais volta. Eu entendo (de verdade) o posicionamento tanto do Maverick quanto o seu.

        Agora, minha opinião pessoal é que uma série fatores tem contribuído para o aumento dessas violências sexuais em todas as suas formas, principalmente nestas que você citou. (ônibus, trens, baladas, etc., em que há algum tipo de constrangimento.)
        Antes de explicar meu ponto de vista, vale lembrar que o CPB deu um sentido mais abrangente ao crime de estupro. Agora qualquer ato libidinoso forçado por violência ou grave ameaça é estupro. Isto porque os legisladores entenderam que não precisa haver conjunção carnal para que a integridade psicológica da vítima ou até mesmo física da vítima seja afetada.

        Voltemos aos fatores. O problema principal, ao meu ver, é a banalização do sexo, da sexualidade em si, traduzida através das músicas populares, que tem se estendido aos mais variados gêneros musicais, através da moda que preconiza a maior exposição e exploração do corpo feminino, do consumismo a qualquer custo, da popularidade, da mídia medíocre que explora o sexo para vender mais. A sexualidade é uma grande ferramenta para ganhar dinheiro que jogada na massa causa caminhos sem volta. A mulher vem se vestindo com peças cada vez menores (E não estou justificando o estupro nisso, mas reafirmando que a mulher é vítima de si própria, vítima da sociedade). Nossas crianças não são mais as de antes. Tentaram afirmar por aí que a educação sexual era importante e distorceram isso em sexualidade sem conhecimento algum. (Mídia)
        Olhem para trás! As mulheres mais velhas, por favor me ajudem, voltem às suas infâncias, o que faziam quando tinham 12 ou 13? Como se vestiam, como se portavam, brincavam de quê, faziam o quê? Como é hoje, como nós Pais (sou pai de uma menina) temos educado nossos filhos, achamos normal uma criança de 12 anos ter acesso livre a internet, (O dia todo) Comer hamburgueres, vestir minissaias, exibir suas pernas, colos. (Pq tá mais calor útlimamente, né? e é direito da menina sair semi-nua na rua). E nossos filhões, garanhões soltos, os ensinamos desde crianças a ser comedores, infalíveis, seus celulares cheios de fotos pornográficas incitam o sexo, os ensinamos que o homem é movido pelo instinto, que trair é o máximo, que transar com quantas conseguir em sua vida é o máximo; que quando a menina diz NÃO ela quis dizer SIM. Essa e a verdadeira face dos brasileiros (maioria). O perigo está em nós próprios. Discutir a consequências ou fim de nada vai adiantar no que já vem acontecendo. O problema está nos meios, nos princípios. O que era antes para meninos agora está passando para as mulheres: trair está se tornando cada vez mais normal, beijar 50 que você nem conhece e transar com 5 ou 10 em um micareta é normalíssimo. Ficar por ficar, pegar por pegar, comer por comer… Tenho um pobre colega que foi enxotado por uma moça por tê-la enviado flores duas semanas após se conhecerem. E a dita cuja nem se deu o trabalho de dizer para as colegas que espera uma coisa dele e ele veio com outra. Já vi centenas de posts, artigos, documentários em que as mulheres dizem que transam num primeiro encontro e algumas que admitem não transar é preocupada com sua imagem e não em de fato conhecer o rapaz e QUERER de fato ter um relacionamento mais intimo com o cara. E isso é NORMAL! (Sou alienígena, careta, idiota, porque não concordo) Estamos invertendo os nossos valores. E achamos que tudo é culpa do governo, dos criminosos, dos marginais, dos pobres. É TUDO CULPA NOSSA! Desculpem-me os erros e o desabafo. (É tanta coisa que nem vou ficar escrevendo aqui)

      • Paulo

        Perfeito, Valdeque!

      • LuizZamboni

        Eu acho que não entenderam o ponto do rapaz, ele não está JUSTIFICANDO os ocorridos está apenas EXPLICANDO.
        Explicar , tudo pode ser explicado, e entendido (para melhor lidar com isso). Justificado nem tudo pode ser.
        .
        Eu, talvez na minha boa vontade tenha entendido que explicar porque uma injustiça ocorre não a justifica. Mas nos ajuda a nos precaver para que não ocorra conosco.
        Por exemplo quando uma mulher é orientada a usar calças jeans ao andar por certos lugares, é porque sabemos que o mundo é injusto e ela pode ser atacada, uma ex namorada minha já foi atacada…A calça jeans dificultaria bastante um estupro na minha opinião (enfim, o mérito não é esse).
        Não é pq o sujeito é machista que ele deu essa orientação entende ? Ele não é o estuprador…esse tipo de orientação tem sido muito mal interpretado ultimamente, acho que o argumento da Marcha das Vadias é falho em levar a esse ponto a colocação machista do policial lá, a colocação do policial foi infeliz e machista , não por orientar vestimentas, mas por classificar quem as use na minha opinião…sobre as vestimentas ela pode ter sido equivocada ao relacionar isso a causa do estupro, mas não há machismo aí na minha opinião

      • Paula Abreu

        Luiz, é justamente que a mulher precise se PRECAVER de qualquer coisa ao sair de casa — enquanto um homem, nas mesmas circunstâncias, não precisa em igual proporção — o que estamos debatendo aqui.

        Perceber que a sociedade seja assim a gente percebe — não somos burras — mas aceitar que isso seja normal e que a única ou melhor solução seja nos precavermos…NUNCA.

      • LuizZamboni

        Bom, pode ser…mas eu acho que essa questão sobre o respeito ao inviolabilidade do corpo do outro entra num contexto de um abuso mais mascarado né, tipo o cara que na balada agarra as meninas pelo pescoço forçando um beijo, ou um namorado que força uma barra pra coisa acontecer…esse tipo de coisa é mais difícil de se precaver e aí acho que entra mais num contexto de aceitação social e portanto cabe vincular a machismo, que faz com que esse tipo de coisa seja aceito.
        No caso do “assalto sexual” , que é o que “pode” ser prevenido com estes cuidados ditos acima, o cara é um delinquente, acho que não dá pra entrar nesse mérito aí. Por exemplo ladrão sabe que está fazendo algo errado, ele não é maluco, ele ao cometer o crime as claras(porem escondido, não sei se deu para entender), exclui-se da aceitação social…não é questão de ser machista aí, é questão de ele ser egoista, oportunista sem moral, em resumo, psicopata. Não sei pq não acontece na mesma proporção com homens, talvez por existirem mais héteros (to chutando) ou mais psicopatas do genero masculino.
        Eu só acho que atribuir esse tipo de coisa a machismo em geral é muita fácil, mas a coisa não é bem assim.

      • Maverick_RJ

        Paula, desculpe…

        O Homem precisa se precaver tanto quanto as mulheres.

        Na rua escura, não movimentada, corremos o risco de assaltos, e morremos muito mais nas violências que vocês…

        Bandidos escolhem nos matar…

        Se eu fizer um caminho arriscado e tiver um revés, não me vejo (apesar de ter os direitos) no direito de reclamar…

        Eu sabia o tempo todo o que poderia ocorrer, ocorreu… Paga a conta e segue em frente…

        Se o dinheiro perdido num assalto for para algo de extrema urgência, como, um medicamento caro que poderia salvar a vida de um ente querido.

        Um homem escolhe o caminho arriscado.

        Perde o dinheiro, ainda que saia ileso…

        A sensação psicológica é bem capaz de gerar problemas tão graves quanto os resíduos de um estupro…

        Se este ente querido morre, por falta do medicamento que este homem não pôde comprar, por que erroneamente escolheu o caminho mais perigoso… Isto o acompanhará para o resto da vida…

        haverá ainda pessoas em sua família que o culparão por isso…

        Eu só tô tentando martelar a idéia de que é assim que funciona…

        Não importa a minha opinião pessoal…

      • Liberdade e justica

        A questao é: se cercar de segurancas e viver numa prisao enquanto a violencia grita nas ruas ou lutar para que justica e liberdade sejam a realidade e os mais fracos nao tenham o que temer? Ao inves de balancarmos a cabeca em falta de compaixao em dizer “quem manda ser idiota” e iniciativa para a defesa das vitimas, deveriamos entender que o que é errado é errado e nao sou eu quem tenho que abdicar de minha liberdade mas o outro quem deve ser punido pelo desrespeito à vida, e ao ser humano.
        É claro que algumas pessoas se colocam na posicao de vitima, mas se alguem estudar a fundo, descobrira que o abuso comecou muito antes do ato mais cruel, e verá a injustica em sua verdadeira profundidade e extensao, o historico de sua “vitimizacao” é muito mais longo que um simples momento de exposicao…

      • Maverick_RJ

        Vou me render ao seu argumento, pois, me parece ser mais comum e aceitável.

        Vamos lutar então…

        Como começaremos ?

        Qual o plano ?

        Por favor, discorra em detalhes…

      • Luka

        Eu acho sim que você tem o direito de reclamar. Não deveria ocorrer. Esse é o ponto.
        Não digo para você não se precaver. Eu o faço.
        Prevenção não pode significar que você é conivente com o que acontece.

      • Areno

        @paulaabreu:disqus:Quer uma sugestão? Se você quer sair por aí do jeito que quiser e sem medo sugiro uma de 2 medidas:

        a) Aprenda uma arte marcial.

        ou

        b) Ande armada.

        Pessoalmente sou mais favorável a alternativa a. Assim você pode usar a força do agressor contra o agressor. Logicamente a desvantagem de vocês mulheres é que na média nós homens somos mais fortes do que vocês. Taí às mulheres que não quiserem se arriscar tanto é uma alternativa não é perfeito e nem garantido mas o efeito surpresa está do seu lado, ele vai pensar essa aí tá no papo e vai ter uma bela surpresinha.

        Para terminar gostaria contasse com a minha solidariedade.

      • Joaquina

        Jura que você não considera o fato de uma mulher ter que se portar de um maneira pré-estabelecida uma violência? Todas as mulheres sabem o que é perigoso, mas é inadmissível deixar de usar sais no verão para não provocar.

        Por acaso você acredita que ricos não deveriam expor seus bens (carros, joias, etc) para não serem roubados???

      • LuizZamboni

        Leia acima minha explicação sobre a diferença entre EXPLICAR e JUSTIFICAR.
        Ou então se não quiser entender exerça sua “liberdade” sem se preocupar com sua integridade ,continue no seu mundo de contos de fadas , saia com seu I-pad na rua, no Centro do Rio (melhor, no Alemão, e num lugar bem escuro), fale ao celular com a janela do ônibus aberto etc…mas aguente as consequências do mundo Real.
        No caso de ser roubada , em qual ideologia irá se colocar a culpa ? Já que no caso do estupro é o machismo. O que eu quero dizer com isso ? Que simplesmente dizer que as mulheres não são estupradas (assalto sexual) por uma cultura machista e tal tal, não não. São atacadas por maníacos, delinquentes, psicopatas que não se preocupam com a integridade do outro e sim em realizar seus desejos sórdidos. Dá pra entender o ponto ?
        .
        Lógico que eu não vejo nada demais numa mulher usar saia, estivessem até de topless na rua não precisariam me temer, eu vou olhar claro (se vc é das que acha isso violência também, vai estar sendo incoerente), mas tem algum delinquente, psicopata que não vai se importar com seu direito sobre seu corpo…o fato de eu achar que seja uma violência ou não não muda a realidade..obs.: meu exemplo sobre calça jeans, não é pq o jeans não provocaria um estuprador, é pq a calça em teoria dificultaria o ato…mas isso depende também do local, se é um lugar propício a prática de crime (deserto, isolado, escuro), onde talvez um homem fosse assaltado também, pra mim não existe o contexto do machismo, mas sim o da covardia de tirar o que tiver interesse de alguém desprotegido.
        .
        O contexto do machismo ao meu ver entra no “estupro social” , onde os caras forçam a barra pra namorada ceder, esses caras não são psicopatas, agem por ignorância e pelo comportamento que são estimulados por idéias machistas.

      • Maverick_RJ

        Sim, acredito.

        Sou analista de sistemas, sou conceituado e respeitado no meu mercado, tenho algumas certificações internacionais…

        Trabalhei com uma entidade financeira internacional e com uma famosa revista americana sobre ricos, em uma reportagem paga e não publicada sobre quem eram os ricos de verdade…

        Muitos deles estão mais perto de você do que você imagina…

        Carros confortáveis, porém, longe de serem 0km…
        Casas confortáveis, porém, em bairros não tão badalados e com tamanho suficiente para atender confortavelmente suas familias…
        Poucas jóias
        Roupas de grife regionais, usam o que as pessoas a sua volta usam…

        Menos de 5% dos Ricos são exibicionistas… Lá nos Estados Unidos…

        Aqui o cara ganha no bicho R$ 20 mil e trata logo de trocar o carro velho dele num FUSION… carro de entrada + 20 mil + prestações…

        Há os que são e os que parecem ser….

        Vivemos num mundo onde parecer é mais importante… mas o tema não é este…

      • Evolucionismo dá nisso

        É como se homens fossem somente um poco de hormonios e sem a capacidade de raciocinar o que é certo, justo, bom… com homens soltos assim, nao é de se admirar que violencia aconteca. E a culpa é das mulheres por se exporem?
        É muita psicologia barata, isso sim…

      • http://www.facebook.com/nerdioculos Maurício Borges Silva

        Vejo um tratamento um tanto quanto equivocado do sexo em si, no teu comentário Garoto V8. Notei não só no seu comentário, como também no de vários conhecidos meus sobre esse assunto e relativos, que há uma diferenciação do entendimento do ato sexual quando comparado a outras liberdades e atividades normais do dia a dia, sejam elas entre casais ou não. Sua linha de pensamento denota uma idéia de “eu paguei, eu levei” ou “eu tou te aguentando, eu mereço sexo”….é absurdo e descabido.

        Acho simples de explicar meu ponto de vista da seguinte maneira: ao invés de sexo, vamos supôr que eu vá para a balada porque tou louco para arranjar uma menina para…jogar xadrez. Eu sou fissurado por xadrez, sou bonzão, até falo prá gurizada que uma vez eu ganhei de 4 gurias numa noite no xadrez, e duas delas só no xeque-pastor, novinhas indecentes. Então…daí eu chego lá, trovo uma guria, convenço ela a jogar pife no bar, beleza, pife vai, pife vem (odeio jogar pife) e eu faço a pergunta: “ta, e aí, rola jogar um xadrez ali na rua?”. A guria, que hoje não tá nem por um en passant, diz que não…aí eu me irrito, mando ela prá pqp, e vou indignado…ou pior: obrigo ela a jogar afinal “tu vem aí com óculos de aro grosso e blusa petit-pois e quer me dizer que não tá por um xadrez?!?!!? Vagabunda!!!”…

        Óbvio que é lúdico. Óbvio que alguém pode dizer que sexo é mais instintivo que jogar xadrez (aposto que não sabe jogar). Mas corromper a liberdade alheia (note que não falo em propriedade alheia, mas sim liberdade alheia) sobre o uso do PRÓPRIO corpo é irracional, idiota e anti-civilizado. Eu não puxo cabelo de ninguém, não forço ninguém, e nem pretendo…não faz sentido, não me torna mais civilizado, romântico ou orgulhoso (e eu sei jogar xadrez, só preciso dizer isso prá pegar TODAS na balada :p). Antes de pensar em suas mesquinharias machistas sobre o “complexo de vadia da mulher atual” ou “depois reclamam que o cara não chega em cima”, pense antes em ti, apenas, como ser humano que em tese é civilizado.

        Só queria descontrair um pouco…Paula, teu post foi bastante impactante, e trouxe a tona novamente um assunto infelizmente batido mas nunca ultrapassado, mas que tu bem documenta no teu post: existem novas roupagens, nomes eufemistas e pontos de vista absurdamente indivualistas sobre um assunto simples, horrendo e criminoso.

      • Alice

        homem gentil e honrado, te conheço: chamam-te mascu…

      • http://www.facebook.com/people/Antônio-Batista-Fortes-Garcia/100001842894265 Antônio Batista Fortes Garcia

        A mulher ser “fácil”,”galinha”, ou “puta” não justifica uma agressão, na realidade algumas pessoas tem dificuldade de entender que uma roupa curta, ou roupa nenhuma não é um passe livre para o abuso. Se fosse a tua mãe, irmã ou filha, vc não iria concordar com o que vc está dizendo.

      • Grosso

        Cara, desculpa a expressão, mas vc é burro?
        Em que ponto ele disse que justifica? Ele até diz o contrário.
        Ele só diz que não é prudente, ou seja, seria melhor se ela não tivesse um comportamento de risco, mesmo não estando “errada”.

      • Thaís

        Nossa, na boa, você e esse tal Maverick são dois pastelões que tão tumultuando a conversa. SE EU QUISER SAIR NUA NA RUA NÃO DÁ DIREITO A FDP NENHUM ME ESTUPRAR. Tomara que numa outra vida você nasça mulher e algum frustrado sexualmente arregaçe teu cuzinho, ai quem sabe você entenda que o CORPO e a VIDA são direitos únicos e invioláveis. Babaca

      • Maverick_RJ

        Se na próxima encarnaSSÃO, eu voltar mulher, e caso um frustrado sexualmente (Se arrasou aqui… estupradores são em geral pessoas bem resolvidas, alguns casados, muitos com boa posição social e facilidade em conseguir sexo devido ao seu poder/status.. mas, não é a questão) me arregaÇe com cedilha e tudo, vou ficar com um puta trauma, Carlos Drummond de Andrade também vai ficar traumatizado.

      • Li

        Ai Ai…. gente que só conhece a gramatica normativa e acha q um typo anula um argumento… lamentável…

      • valdeque

        qual argumento? Tô vendo ataques pessoais, iguaizinhos aos seus.

      • Anna

        Bem resolvidos?
        “Causas que desencadeiam a ação de estupro: estresse, conflitos
        familiares, desemprego, imaturidade, além de distúrbios psíquicos e
        outros fatos que não justificam qualquer tipo de agressão.
        Alguns homens escolhem a mulher porque tem tatuagem, outros gostam de
        estuprar em frente a uma terceira pessoa, muitos se excitam com o pavor.”

      • valdeque

        kkkk… OMG… Não dá Direito menina, mas tem muita gente aí que tá pouco se lixando pros seus direitos, pertinho de você. Comece pelo ESTADO e pelas Políticas Públicas. Quando você entender que a realidade não é conto de fadas e que os bailezinhos que cheios de drogas que algumas menininhas frequentam aumentam a chance de um idiota qualquer que é frustrado por nunca conseguir uma mulher numa boa (Ou até mesmo aquele amiguinho, que não é amigo coisa nenhuma e tá com a cara cheia) as estuprarem, vão perceber que alguns Direito não se aplicam na prática.
        Seus direito não são respeitados há muito tempo. Cresça e aprenda a respeitar as pessoas!

      • valdeque

        E faça Direito. Deveria ser Magistrada ou Promotora. A chance de ter um infarto iam aumentar bastante!

      • valdeque

        Não. E ninguém até agora disse que justifica, se é que você leu todos os comentários.

      • Paula Abreu

        Eu li todos os comentários e, embora realmente ninguém tenha tido os colhões de admitir que acha que justifica, vários disseram – de forma tácita ou bastante explícita – que a culpa é da mulher em uma série de casos. O que, me desculpe, mas ao fim e ao cabo é a mesmíssima coisa.

      • valdeque

        @paulaabreu:disqus
        Ok. Mas, para mim, discutir quem tem a culpa não vai fazer diminuir o número de atentados. Fatos são Fatos. Nenhum é igual ao outro.Vejo muita gente se lamentando, mas poucas dispostas a enxergar a realidade do “Que País e este” dispostas a procurar entender a raiz da coisa, buscar alternativas para diminuir isto, ao invés de ficar analisando casos isolados.
        A culpa ta aí e SEMPRE será do estuprador, mas por trás dele há muitos cúmplices cegos que não conseguem sequer visualizar os problemas que precedem a TODOS os tipos de violência deste país.
        Filhinhos de papai deste Brasil! Pregam tanto a igualdade a liberdade, mas continuam alimentando seus consumismos baratos numa falsa liberdade que o capitalismo oferece. Massacram os menos favorecidos, viram a cara para a realidade brasileira e vem aqui falar de culpa, isso e aquilo em um crime que é nojento, absurdo, inaceitável, mas é como muitos outros que não são menos inacreditáveis e absurdos. Não é único, está longe de ser o mais violento. Violência pior é o que fazem com a nossa saúde, com nossa educação, com a nossa segurança pública, mas como alguns não sabem o que isso significa, já que nunca precisaram, ficam querendo transformar um crime (que acontece com ambos os sexos como vítima, principalmente crianças) em SUPER CRIME.
        A Raiz do crime estupro vem muito antes de este ser consumado. Fatores sociais, psicológicos, físicos, familiares, estruturais, contam e muito para que o crime ocorra, quase nunca por bel prazer e ciência do mal que faz ao outro. Foi a única coisa que eu disse aqui o tempo todo neste fórum. Mas, se você acha que isso é tirar a culpa do estuprador e colocar na vítima, faça como quiser.
        Ps: Huhum. Porque somos homens temos sempre a obrigação de ter COLHÕES? Só porque maioria dos homens expressou suas opiniões, sem achar que não estavam tentando justificar o estupro não tem colhões não é?
        Você nos violenta como é violentada ao ser chamada de gostosa, delícia, só por ser mulher, o que inclusive vcs acham tão nojento.
        Você foi infeliz. Assim como estão cansadas de ser tratadas como objetos, estou cansado de ser tratado como super homem que sempre tem que mostrar que é macho e que tem colhões… ¬¬
        Reflita. E me respeite!

      • Areno

        @paulaabreu:disqus: Desculpa mas entendi diferente de você. A culpa NÃO É DA VÍTIMA. Não pelo ato em si. A vítima é responsável e isso sim por ter tomado atitudes que FACILITARAM a ocorrência do ato. Fazendo um paralelo. Eu e você estacionamos os nossos carros. Só que você tem no seu carro tranca, alarme e ainda estaciona em um local seguro. Eu não tenho tranca e enm alarme no meu carro e o estaciono em um local ermo. Que carro tem mais chances de ser roubado? O meu. Isso dá o direito ao ladrão de roubar o meu carro? De jeito nenhum. Mas se o seu carro for roubado você ao menos vai poder dizer mas eu fiz tudo certinho, pus tranca, alarme, estacionei em lugar seguro e ainda me roubaram!!! No meu caso não!!! Poderei reclamar do roubo e registrar um B.O. tanto quanto você mas ao me perguntarem se o carro tinha alarme, tinha tranca e onde estava estacionado é possível que o policial me diga estava pedidondo para ser roubado né!!! Está certo? Não, não está. Mas você está minimizando riscos e eu não se a sua chance de ser roubada é uma em cem a minha é digamos uma em dez sacou? É só isso. A culpa do estupro NUNCA É DA VÍTIMA!!! ELA É VÍTIMA, ASSIM COMO A VÍTIMA DO FURTO DE VEÍCULOS!!! MULHER NENHUMA PEDE PARA SER ESTUPRADA!!! APENAS ASSUME ALGUNS COMPORTAMENTOS DE RISCO EM ALGUNS CASOS. ISSO NÃO GARANTE QUE SERÁ ESTUPRADA APENAS E TÃO SOMENTE AUMENTA A CHANCE. Sou solidário com qualquer vítima de violência, de qualquer gênero e de qualquer violência, desde um simples furto até o assassinato. Agora apenas acho ingenuidade querer agir de qualquer forma e não estar preparado(a) para uma possível violência. Se eu andar a noite com um relógio de ouro no pulso em certos locais aqui de Brasília é correr um risco muito grande!!! Aliás andar a noite em certos locais é correr um risco desnecessário. Isso explica a ocorrência do fato!!! Seja furto, assassinato ou estupro. Porém NADA JUSTIFICA UM ATO DE VIOLÊNCIA!!! E DIZER TOMEM CUIDADO COM CERTAS ATITUDES NÃO É O MESMO QUE DIZER FOI ESTUPRADA PORQUE QUIS!!! De forma alguma!!!

      • Grosso

        Concordo em vários pontos com você!
        Infelizmente vi aqui alguns comentários caracterizando alguns comportamentos como violência sexual, que a meu ver não são. Banalizou-se o termo e jogam no mesmo balaio toda ordem de “questões” que julgam não pertencer ao politicamente correto ou à própria ideia de certo.
        Como vc disse é muito difícil caracterizar o que seria desrespeitoso e o que não seria, quando falamos de pontos sutis. Essa pegada no braço, muitos acham normal, mulheres, às vezes, chamam de pegada mesmo. As mesmas, quando não interessadas, taxam o rapaz de tarado.
        Meu ponto é, vejo muito exagero. Outro ponto, é tudo muito cultural e subjetivo.
        Eu jamais puxei uma mulher, nunca. Nunca apertei, peguei pelo cabelo. Já apertaram minha bunda, chamaram. Bom, só superar, deixemos para fazer tempestade só quando ela ocorrer mesmo.
        Outro ponto, VÁRIAS mulheres adoram os elogios na rua, as buzinadas, as cantadas baratas mesmo, outras não. Porra, vivemos em sociedade, claro que repudio atos extremos, mas fatos pequenos deveriam ser encarados assim e ignorados.
        Não só na parte sexual mas em todas teremos alguns atritos quando em sociedade, temos que dar o real tamanho a eles.

      • Anna

        Olha, realmente tem aquelas feministas que reclamam demais. Existe mesmo mulher que adora que mexa na rua, mas não todas. Acredito que seja uma minoria. Isto é apenas uma pequena parte dentro da cultura do estupro, onde os homens ignorantes se acham no direito de colocar o pau pra fora e bolinar uma menininha(o), acham que podem se aproveitar de um momento de bebedeira da amiga semi-inconsciente pra transar com ela. Agora, em relação às cantadas na rua, antes elas eram rídiculas, hoje são bem abusadas, asquerosas mesmo, que faz a mais periguete sentir repulsa, do tipo “hmm que peitos”, “que bucetão”, “se eu te pego, te estupro”. E assim vai. Entende a diferença?

      • Rodrigo

        Grosso e Maverick , Intendi seu ponto de vista, que atitudes liberais feministas reforçam a atitude dos machistas abusadores. Pensando com a cabeça de baixo, acho um absurdo a novinha rebolar até o chão na minha frente, depois se incomodar com um toque, ou sexo sendo que eu paguei a bebida dela a noite toda.
        ….. POREM isso vai muito mais alem….
        Essas atitudes não são gerados desses atos, ou não existiria estrupo no mundo islamico, Onde há burca e repressão feminina, la talvez ocorre menos por ser um crime condenado a morte facilmente,
        ….. Esses atos são gerados pela má formação da sexualidade masculina, Que o faz abusar de crianças, mulheres, usando a força e aproveitando as oportunidades.

        Gostei muito do texto e dos comentários, e é algo que precisa ser dito, e trabalhado na sociedade.

        Muito desses atos seriam evitados se autor soubesse o trauma que esta causando a vitima.

        Só o conhecimento supera a ignorância.

      • Maverick_RJ

        Aí é que tá o ponto, Rodrigo.

        O Autor de um “Assalto Estupro”, aquele ocorrido em ruas escuras, é praticado por homens que necessitam da sensação de poder e domínio… que ficam entorpecidos ao usar a força e conseguir o que querem mesmo com a rejeição de limitada força física… Ou por motivos de ódio… Estupradores são em sua maioria vítimas de estupro por homens(pais, tios, avós, amigos, primos, próximos) ou mulheres (Mães, irmãs, primas, babás e etc)…

        O Cara que estuprou a autora realmente não a respeitou, e ele provavelmente, se confrontado, diria que faltou sim com respeito, que era o que a situação pedia e etc… mas, que daí a rotulá-lo como estuprador seria demais…

        Ele não admitiria que a estuprou em nenhuma hipótese…

        E provavelmente, ele não é um agressor sexual, tem sua sexualidade bem resolvida e ótimos relacionamentos… e etc…

        Ele tentaria justificar de diversas maneiras…

        Quem abusa de crianças não são estupradores, são sim, mas, pedófilos… quem abusa de criança se atrai por crianças, dificilmente teria o impulso de tocar numa mulher ou homem adultos… Não são os mesmos criminosos…

        Notem:

        A Autora o convidou;
        Não estavam bêbados, mas, estavam “altos”;
        A autora estava afim;
        A autora perdeu o tesão, provavelmente, depois de deixar o cara com vontade;
        Ele avançou sinais vermelhos, gritos de pára por favor e etc… Deveria ter parado…

        Mas, ele avançou estes sinais, antes de estar “provocado” ?

        Paula, por favor, não me interprete mal… nem você, nem nenhum outro leitor…

        Mas, :

        Você o beijou ?
        Os beijos em algum momento estavam mais calientes ? Indicavam sexo ?
        A noite Indicava sexo ?
        Você queria ?
        O que te fez perder o tesão ?
        Por que será que ele realmente não parou ou te entendeu ?

        Sim, meu ponto seria tentar mostrar o “como você se expôs”… em situação diferente da leitora que relatou sua exposição em rua escura como a rua de casa e outros contrapontos do que eu disse…

        Sabe por quê, Paula ?

        Não levo qualquer um(a) que chamo de amigo pra minha casa.

        Gosto e acho que todo homem/mulher tem direito a tomar porres épicos… com limites para não virar alcoolismo… Já tomei vários de não lembrar mais de 80% da noite anterior…

        Algumas coisas eu só faço com um limitado grupo de amigos, realmente de confiança, onde, sempre houve um Segurança da Rodada… antes mesmo do motorista da rodada…

        Este que impede que façamos merda ou nos exponhamos demais…

        Sempre um é designado a não beber se for dirigir ou beber menos para estar atento…

        Nunca fiquei de porre na faculdade… Tinha amigos, mas, não confiava neles…. não a ponto de confiar minha integridade…

        Não sei como você avaliava este cara que chama de amigo…

        Mas, se expôs sim ao colocá-lo dentro de casa….
        se expôs sim ao beijá-lo….

        se expôs sim ao dar sinais de que haveria sexo….

        Não estou te culpando… Não justifica o que este indivíduo te fez…

        Mas, confiou demais…

        Se o cara é seu amigo, você deveria saber mais sobre ele… tê-lo estudado mais…

        Sei lá… é confuso, pq neste caso, eu não sei nem imaginar o que poderia ser feito para que se protegesse…

        Sim, vocês estão constantemente expostas… e sempre vai caber só a vocês mulheres e ninguém mais a sua própria proteção…

        Estupros vem dos primórdios, e ainda serão assim por muito tempo…

        A única coisa que vocês podem fazer é se resguardar de alguma maneira….

      • Paula Abreu

        Ok, Maverick, vamos aos detalhes – que preferi poupar quando escrevi o texto porque achei que ainda assim seria possível para os leitores entenderem e acreditarem que sim, eu fui estuprada. Mas, como pelo visto pra você não é suficiente, vamos lá:

        Sim eu o beijei, sim eu estava a fim, e sim, IA ACONTECER O SEXO, mas por algum motivo que desconheço – não sou psicóloga – o cara se descontrolou, me agarrou violentamente e praticou sexo anal com agressividade, independente dos meus gritos, pedidos para que parasse, de luta corporal, e do sangue que se espalhou por toda a cama. Me desculpe, mas NÃO TEM COMO ESSE SUJEITO ACHAR QUE NÃO FOI NADA DEMAIS. Ele mesmo, ao terminar, olhou para mim – encolhida e chorando, machucada e com dor – e para a cama ensanguentada e caiu em si.

        E mais. Não me coloquei em risco levando um estranho pra casa, não. Esse sujeito era meu amigo, já havíamos saído e transado outras vezes, ele era amigo de infância de um ex-namorado meu, tinha sido colega de faculdade de outros amigos meus, trabalhava com outros amigos meus, ou seja, era um cara de quem eu tinha as melhores referências e de quem, até aquele momento, eu não tinha a MENOR queixa, pois sempre tinha se comportado MUITO bem.

        O que o levou a fazer o que fez, jamais saberei. Mas sei, dez anos depois, que o que aconteceu comigo foi ESTUPRO e que, naquela noite, aquele “bom-moço” se transformou, sim, num ESTUPRADOR. E EU NÃO TIVE CULPA ALGUMA DO QUE ACONTECEU.

        Espero que tenha ficado bem claro agora.

      • Maverick_RJ

        Claro como água.
        Você me parece muito bem resolvida quanto ao ocorrido… espero que não possua resíduos psicológicos maiores…

        “O que o levou a fazer o que fez, jamais saberei.”

        “naquela noite, aquele “bom-moço” se transformou, sim, num ESTUPRADOR. ”

        “já havíamos saído e transado outras vezes ”

        Concordo com você, naquela noite, você foi estuprada…
        Naquela noite, ele “esteve” um estuprador… Talvez ele não seja um predador em potencial…

        Se o caso é este, continuo curioso, pois, você parece disposta a falar e assim solidifico um pouco mais os meus conceitos…

        Dentro da minha curiosidade, o que se deu depois ?
        Conversaram ?
        Procurou saber “o que deu nele” ? Por que não te ouviu ?
        Cortou relações e nunca mais teve contato ?

        Sei que é foda a situação…
        Se uma mulher apanha, sabe que as chances de apanhar de novo do agressor marido/namorado são bem grandes… e não há por que continuar…

        Mas, de fato, o que o levou a esta situação ?

        10 anos se passaram ?!?!?!?
        Que idade você tem ?
        Que idade ele tinha durante o ocorrido ???

        Quantas mulheres declaram aos 1917 ventos que tem a fantasia de serem pegas a força ? Sim, fantasiam o estupro…

        Uma orientação mal dada a um moleque que queria fazer diferente também pode ser fatal…

        Já li relatos destas fantasias de gente retardadas em veículos de comunicação feminina, como Claudia, Nova e etc… alguma dessas merdas…. Na falta do que fazer, leio essas revistas de 20 anos atrás disponíveis nos salões e nos consultórios…

        Sim, o estrago está feito;
        Sim, ele te estuprou;
        Talvez, somente talvez ele volte a fazer isso com alguém…

        Se você tinha referências,
        Se já tinham experiências juntos,
        Se nunca deu indícios antes,

        Apesar do estrago feito, deveria se saber o que levou a isso….

        E isso, só você poderia descobrir….

        Não é solidariedade, nem defesa, mas, me nego a classificá-lo como estuprador…

        Creio que há outras razões para ele fazer o que fez, sabendo que as mesmas razões não justificariam…

        Mas, saber, é sempre melhor que não saber…

        Tudo o que você sabia sobre ele e as experiências que teve com ele, supostamente mostram uma boa pessoa…
        Diferente daquele tio que bota a sobrinha de 9 ou 15 anos pelada no colo diversas vezes e por vezes passa disso…

        Não foi continuo
        Nada indicava
        E talvez não aconteça mais….

        Não vou rotular…

      • Joice

        Ela disse em alguns comentários (ou no próprio texto, não sei mais) que eles continuaram se falando. Que ela até sentiu pena dele, porque, de fato, ele pode nunca ter feito isso antes (ou pelo menos nunca der se dado conta que cometeu um ato de violência sexual antes).

        Agora, sugerir para uma pessoa que sofreu uma violência tocar no assunto com seu agressor é algo muito delicado. Se fosse comigo, eu jamais faria isso por inúmeros motivos, vergonha, auto-preservação, sei lá. Não iria querer saber porque raios um cara resolveu me estuprar, ele simplesmente estuprou e para mim isso basta!!

        Mas se o cara é gente boa ou não, isso não é relevante. Ele não foi gente boa uma vez e essa única vez é o necessário para prejudicar uma pessoa para o resto da vida em maior ou menor grau. Foder com o psicológico e com o físico também. Não vejo diferença entre um cara que coloca sobrinha nua no colo de uma cara que faz uso da força para abusar sexualmente de alguém que não consegue se defender. Para mim, dá no mesmo. Ambos retratam ABUSO.

        E não é o número de vezes que um crime é cometido que o caracteriza como crime. Uma vez, quinhentas vezes… a única diferença (que deveria ocorrer) é o tempo da pena.

      • Paula Abreu

        Obrigada, Joice. Fiquei me perguntando depois do comentário do Maverick se quem mata uma pessoa só é assassino/homicida ou se foi só um deslize, ops, desculpa ae pra família do falecido…

        Bjs!

      • Maverick_RJ

        Culposo ou Doloso ?
        É extenso…
        A família vai julgá-lo como assassino sempre…
        A legislação, nem tanto…

        poderia acontecer com você…

        Você se estranha com uma amiga ou desconhecida, em um banheiro de balada…

        há um empurra-empurra entre vocês…

        Sim, você quer dar uma surra nela, ou simplesmente sair dali….

        Você a empurra, ela se desequilibra, bate a cabeça na pia e morre…

        É, você a matou…. te torna uma assassina ? Não… você teve culpa, mas, não teve intenção. Culposo, pena menor, talvez nem fique presa…

        Mas, é de longe incomparável com o seu caso…

        O cara teve sim a intenção de fazer o que fez….
        Eu só queria entender o que o levou a isso….

      • gabi-rs

        @maverick_rj:disqus PORRA NEGO, tá difícil de entender? Pessoal não tá conseguindo sair do raso do moralismo. Não importa a motivação do cara, a mulher disse NÃO e o cara continuou, É ESTUPRO. Não importa se ela estava de minissaia, no escuro, pelada no meio da favela, em casa assistindo TV com o namorado, pai, melhor amigo. É ESTUPRO.

        Me descontrolo porque dói perceber que existem tantos homens e mulheres que, por puro moralismo – quando não desconhecimento de causa -, sempre se colocam ao lado do agressor em situações de violência. Dói saber que tem uma multidão de gente que REALMENTE acha que mulher precisa viver enclausurada, que é NORMAL a nossa liberdade sexual ser cerceada. E ainda, que a culpa da violência é do indivíduo violentado.
        E não se enganem, por favor, com a ideia de neutralidade nas discussões e posicionamentos. Não existe neutralidade. Se não está ao lado da vítima, está ao lado do agressor. Se alguém me diz que é preciso que se aceite uma sociedade violenta, onde não posso me expressar e fazer valer meus direitos (que são frutos de lutas históricas), eu digo que essa pessoa é cúmplice de todas essas agressões. O que a maioria dos homens e uma assustadora parcela das mulheres não compreende é que estupro não tem relação com sexo. Na mente do estuprador é tudo uma questão de poder, de quem domina quem. E aí, meus amigos, pode ser freira usando hábito que vira alvo do mesmo jeito.
        Eu sou assistente social e trabalho com vítimas de violência TODOS OS DIAS. E sou mulher e já fui violentada por alguém da minha família, em quem eu confiava, em quem meus pais confiavam, e eu usava um pijama de ursinhos e tinha 16 anos. Fui eu que provoquei? Ah, tá. Não é que justifica, mas eu preciso ter cuidado com as ruas escuras.

        Estupro é a expressão mais violenta da dominação de uma sociedade machista e moralista sobre a mulher, porque além da violência física também quer fazer acreditar que a culpa não é desta sociedade e dos homens estupradores, e sim da vítima mulher, porque se atreveu a ser, tão-somente.

      • Paula Abreu

        Maverick, desculpe, mas se mesmo depois de todos os detalhes que eu dei você ainda se nega a classificar o sujeito como estuprador (e portanto está me chamando ou de mentirosa, ou de exagerada ou de maluca), eu também vou me dar ao direito de me negar a te dar ainda mais detalhes de um fato extremamente pessoal da minha vida. Você crê que há outras razões pra ele fazer o que fez, e eu não consigo imaginar nenhuma (a não ser que você vá ME culpar). Única coisa que vou te dizer é que não, nunca tive fantasia com ser estuprada nem nunca tive esse tipo de conversa com o cara).

        A discussão foi boa, mas agora vou me retirar. Sem ressentimentos, mas não to vendo ir pra frente. Fique bem. :)

        Abraços,

      • Grosso

        Amigo de infância de um ex-namorado, colega de outros colegas seus, trabalhar com amigos seus, bem, não acho que seja um cara tão íntimo assim! Esses, a meu ver, não são pontos para caracterizar algué como confiável. É difícil delimitar até onde se é confiável ou não se é confiável. Por estas informações jamais classificaria alguém como confiável e amigo. Além, a maioria das mulheres que transei não são nem foram minhas amigas, muito menos confiei nelas. Claro a culpa não foi sua, mas até onde ele era realmente amigo?

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Se for assim não podemos nem nos relacionar com homens, pois ninguém nunca conhecerá completamente outra pessoa!

      • Grosso

        @facebook-1238177088:disqus, não Kelly, na vida temos riscos, vamos ter correr alguns, seria bom se os diminuíssemos. O meu único intuito, foi dizer, que mesmo estando longe e sem saber como era a relação, os motivos pelos quais ela o julgou confiável e amigo não são válidos para mim, mesmo com toda ressalva que fiz e sendo uma opinião, portanto, pessoal.

        Vc se incomoda de dizer qual foi o constrangimento no ginecologist?!

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Ainda tenho vergonha… Mas eu sei …
        Enfim, ele fez coisas que ficaram bem óbvias que aquilo estava errado, em mim …
        Dane-se, vou rasgar o verbo, pior do que tá não fica…
        Ele colocou a boca lá, como eu tava com os olhos fechados pq tenho vergonha do preventivo, ele tinha colocado pra fora e quando eu senti algo errado e saí da mesa eu vi, e ele queria que eu fizesse sexo oral nele.. E ainda me mostrou uma camisinha. Só foi o tempo de eu sair correndo e me trancar no banheiro pra vestir a roupa e ouvir ele gritando meu nome lá e tentando abrir a porta. Mas quando eu saí do banheiro eu disse não NÃO e NÃO! Meio que ele desistiu até pq tinha bastante gente fora do consultório e eu poderia gritar e quando foi me entregar a amostra pra levar pro laboratório ainda ficou falando “poxa, vc vai me deixar assim?”
        O cara só pode ser maluco, pq se ele tava com uma camisinha no bolso ele deve fazer isso com mais pacientes, num é possível..
        Não foi a pior das coisas que me aconteceram, mas tiveram horas que eu me senti suja, me senti forçada, e o coração quase pulou pra fora depois que saí de lá. Por uns momentos a história me fez até rir, mas aí a noite me deu a maior vontade de chorar e eu choreeei com vontade..
        Mas ainda me sinto culpada pq duas consultas antes ele viu o número do meu telefone no prontuário e perguntou se poderia me ligar e eu disse que sim.. Sei lá, ainda tá muito confuso, só sei que o melhor que posso fazer é que na próxima consulta vou procurar uma médica.

      • Grosso

        @facebook-1238177088:disqus, vc deveria denunciá-lo, sabia? Sou médico e repudio isso!
        Aqui em uberlandia, tinha um médico ultrassonografista que fazia muito isso, quando uma denunciou várias outras denunciaram e hoje ele tá respondendo por tudo.
        Se as coisas tiverem difíceis de manejar sozinha, procura uma ajuda, um psicólogo ou psiquiatra.

        Espero que fique tudo bem.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Tô tentando reunir a coragem e me fazer entender que ele não merece pena e ficar impune pelos filhos que eu sei que ele tem, pelos anos que ele estudou e irá perder por isso…
        Vou ter uma conversa com a minha psicóloga essa semana ver se me ajuda a aceitar e entender o fato como errado e como não sendo minha a culpa… Na minha cabeça eu acho que eu devia ter uma conversa séria com ele e ver o quanto ele acha que ele estava certo quando fez aquilo..

      • Paula Abreu

        Kelly, converse sim com a sua psicóloga, mas não recomendo que você tenha uma conversa com ele, a não ser que seja em circunstâncias e condições de absoluta segurança pra você. Sei que você ainda está tendo alguma dificuldade para admitir isso pra você mesma, mas esse sujeito é um CRIMINOSO. E nada impede que ele tente novamente te estuprar. Tenha cuidado.

      • Grosso

        Olha em relação a filhos e parte pessoal fica a seu critério. Mas ele não perde o crm por isso nunca!

      • Paula Abreu

        Se um médico não perde o CRM se for condenado por estupro, EU NÃO SEI MAIS EM QUE PAÍS NÓS ESTAMOS. OU PLANETA.

      • Grosso

        Bom, Paula, pode acreditar mesmo. Talvez uma suspensão.
        Pessoas matam no trânsito, como Edmundo, e saem sem cumprir nenhuma pena. O tempo de regime fechado para um homicida que tem bom comportamento é muito pequeno. Dentre vários outros…
        Essas são nossas leis.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Também não sei, se ele não perde a CRM sendo ginecologista e não conseguindo controlar os impulsos. Se ele tira vantagem da posição como ginecologista para abusar das pacientes creio que perde sim. Tô tomando coragem ainda..

      • Grosso

        Kelly, olha acompanho muito esses processos, com exceção dos casos que chegam com muito força na mídia a maioria não resulta em punições tão grandes. Olha sem querer lhe desencorajar, mas o ônus da prova é de quem acusa. Não é tão simples assim você acusá-lo e não provar nada. Talvez você que acabe processada, então, oriento buscar ajuda profissional.

      • valdeque

        @paulaabreu:disqus É realmente lamentável e estranho. Sinto muito Paula. Isso aí realmente só psicanalista para dizer. Será que ele não pensou que era só um jogo? Ou que era o cara como aqueles atores de filme pornô? (O que não deixa de caracterizar o Estupro, não o defendo.) O problema, como já disse, está na banalização do sexo. Vai ver ele achou que valia tudo e que tinha todo o direito sobre você (erroneamente)

      • Paula Abreu

        O que alguns leitores aqui parecem não entender (não você, desculpe o desabafo) é que POUCO IMPORTA o motivo do estuprador ou o que ele pensou. Isso em NADA muda o que eu sofri (ou as demais leitoras abusadas).

      • valdeque

        @paulaabreu:disqus
        Entendo claramente. Se tem uma coisa que eu defendo é que haja mais denúncias e queixas. Principalmente veiculadas na televisão, porque essa sim poderia ser uma medida para que os homens abrissem os olhos e refletissem se algum dia não teriam violentado (Estuprado) sem perceber ou achar que haveria essas consequências danosas à mulher. E tenho dito denúncias porque informação e divulgação nos meios de comunicação do mal que é sofrido, sozinho, não resolveria.

        Quando começarem a perceber que essa violência é tratada com o mesmo rigor de um atentado por um marginal de rua, vão cair em si e perceber que o problema é mais sério do que se imagina. O fato de saber que as penas são severas e que mais pessoas estão denunciando talvez fizesse diminuir estes tipos de atentados para aqueles que se aproximam de uma família e praticam este tipo de mal.

        Um fato completamente interessante é que uma grande parte dos homens acredita que se uma menor de 14 aceitar transar com ele, não estará cometendo crime algum, o que é um engano. Citei este exemplo para que se entenda o nível de informação quanto aos crimes de estupros.

        Depoimentos, documentários na tv também poderiam ajudar. O problema é que as vezes até falar do assunto se torna um trauma. Por isso, poucas mulheres/homens abrem as cortinas da sua vida para dizer que foram violentados por parentes, o que precisa mudar. E isto não pode acontecer. Precisamos de conscientização sobre o que é estuprar em si. Tenho certeza de que muita gente imagina que estuprar é apenas machucar alguém desconhecido, obrigando-o a transar.

      • Areno

        @paulaabreu:disqus : Paula não você não é culpada em nada!!! Sim você tem a minha solidariedade!!! Ninguém tm o direito de fazer nada sequer parecido do que ocorreu com você. Minha única correção é que não culpo o machismo por este tipo de atitude. Estupradores até onde sei são pessoas onde o prazer está em subjugar. Tenho 37 anos e tive uma criação até certo ponto machista, a sociedade ainda o é. Luto diariamente contra ele. Busco ser um ser humano melhor. Sempre respeitei as mulheres e sinceramente fico feliz por ter SEMPRE procedido dessa forma. Quando era solteiro, sim sou casdo e bem casado, preferia aguentar as piadinhas dos amigos do tipo você é gay do que avançar o sinal. meu pai sempre me ensinou a respeitar os outros. Minha mãe e minhas írmãs também e é assim que eu sempre procedi e aida procedo com minha esposa. Não é NÃO e acabou, pelo menos para mim.

      • Pedro

        Cara, o problema do seu comentário é que seu raciocínio, apesar de ter seus pontos, está sendo feito ao contrário. De acordo com seu pensamento, nós é que nos temos que nos adaptar à violência e à estupidez de atos bárbaros, ao invés de lutar para que estes atos não ocorram mais e evoluamos enquanto espécie.

      • Maverick_RJ

        Comentei acima…

        Vivemos hoje onde o individualismo impera…

        Salvo raras excessões, você não vê casamentos durarem, por que o individualismo leva os pares para lados opostos…

        Você provavelmente conhece muitas pessoas com 40, talvez 50 anos ou menos… Destes que você conhece, de 30 a 50 anos, quantos já se separaram ? quantos já o fizeram mais de uma vez ?

        Não se consegue a união dentro dos lares…

        Devo esperar por tal união social a fim de obter tranquilidade ?

        Dois casos recentes noticiados no Rio de Janeiro:

        Caso 1

        Chacina de 9 Adolescentes na Chatuba – Nilópolis – Área dominada pelo tráfico.

        Motivo: Ao que parece, toque de celular com funk proibido que falava de bandidos de outra facção.

        Pergunta: É certo a morte dos garotos por causa disso ?
        Resposta: NÃO! NADA JUSTIFICA.

        Pergunta: É sabido por quem vive essa realidade que esta seria a conta a pagar ? Pagar com a vida por estar “Venerando” o rival ?
        Resposta: SIM.

        Resultado: Cobraram conforme a regra pré-estabelecida e os adolescentes pagaram com a vida…

        É assim que acontece…

        Caso 2
        Adolescente de 16 anos Estuprada por pai de um amigo dela – Vila Isabel – RJ

        Local do Encontro comum: LAPA – RJ

        O Pai do amigo ofereceu carona na moto dele e ela aceitou.

        O Pai do amigo a levou para um motel…

        O Pai do amigo foi acusado de estupro…

        ONDE TÁ O ERRO NESSA PORRA ?!?!?!?!?

        Ela subiu na moto por que quis;
        Ela entrou no motel por que quis;

        Mesmo que o destino não fosse o motel…
        Ela poderia ter descido da moto no motel…
        Informado a segurança… ou a recepção que era menor…

        O tal pai do amigo não a forçou, na casa dele mesmo, enquanto os adolescentes faziam trabalho escolar e o filho se ausentou por alguma coisa….

        Muita acusação me parece furada…

        Neste caso, me parece mais lógico para ela acusar o cara mais velho de estupro do que perder a mesada por uma foda que ela quis dar…

      • luka

        Cara, que tipo de homem se dispõem a abordar as amigas do filho e a leva-las ao motel?

        Essa menina pode ter se sentido coagida, pode ter sentido vergonha, ou de repente contou depois aos pais, e os pais foram fazer a denuncia. O “pai” acima mencionado, deveria mesmo ser preso. Por investir em uma menor. Sério, é o mínimo de bom senso. Você daria uma arma na mão de uma adolescente lunática? Na mão de uma criança? Mesmo que ela quisesse?

      • Maverick_RJ

        A amiga do filho, a tal violentada, tem 16 anos. Segundo a lei, o estupro presumido, mesmo que tenha sido consensual, é para menores de 14 anos.

        Aos 16, muitos marmanjos assediam sim…

        Tenho um amigo 40tão que sua mulher hoje tem 19 anos… estão juntos há 5… Eu não concordo, mas, eles parecem se gostar…

        Vejam as idades de suas mães, avós e bisavós e de seus cônjuges…

        Vai ver diferenças absurdas… e mulheres cada uma mais nova que a outra… sim, as do passado…. tive uma sogra que aos 29 perdeu seu marido de 60, depois de 14 anos juntos… sim, ela tinha 15 quando casou com um cara de 46 anos…. e o venera até hoje….

        Mas, a própria condena a pedofilia….

        Entendo a pedofilia como a violência real contra vulneráveis….

        Muitas mulheres aos 16 já tem mais horas de cama que urubu de vôo…

        Tá aí mais um tópico que não concordo, não faria, mas, não condeno…

        Se o cara estupra uma criança, vulnerável, aceitando a lei até seus 14 anos, é um pedófilo…

        Se o cara come uma vagaba de 16, que já deu o rabo pra metade do bairro, não pode ser criminalizado por isso, salvo se a tiver realmente forçado…

        Mas é outra história…

      • Luka

        Ok, vamos passa por uns pontos então. A diferença entre uniões e relacionamentos puramente sexuais é bem grande. Outro ponto é que antigamente se você colocasse a mão na filha de alguém de modo impróprio você teria SÉRIOS problemas.

        E garotas de 16 na época da minha avó, moças de 16 tinham muito mais responsabilidades. Quer dizer, a sociedade as obrigava a amadurecer mais cedo.

        Eu concordo que podemos enquadrar diversas situações em pedofilia. Faço a pergunta: o Pai desse menino estava querendo ter um relacionamento “sério” com a menina?

        Enfim, quanto a atividade sexual dessas meninas, não é porque elas usam e abusam da própria liberdade, ou porque não dão o devido valor ou o respeito ao ato, ou a vulva delas que alguém pode ir lá e usar também. Enquanto algumas moças dizem que é igualdade ser mais rodada que pneu de taxi, eu repito que eu acho nojento esse tipo de comportamento em homens, não tenho porque achar menos nojento em mulheres ( beijar uma boca que pode ou não ter beijado 30 ou feito o mesmo número em boquetes numa micareta? Ferveria essa pessoa antes. ). Mas você ter uma atividade sexual intensa não da a ninguém o direito de te forçarem. Alias, se você for uma profissional do sexo não da a ninguém o direito de te forçarem. Ou te agredirem.

        Quanto a vulnerabilidade, cara… e se uma mulher de 30 anos simplesmente for coagida? Onde se estabelece o crime? Não se estabelece?

        De qualquer maneira, eu acho que todos merecem respeito. Até mesmo moças e rapazes que não se dão respeito algum.

      • http://www.facebook.com/gladston.kohnlein Gladston Kohnlein

        Eu concordo totalmente com você, pois ja aconteceu comigo de uma mulher se esfregar enteira em mim e depois com a maior cara de pau dizer não e sair fora.

        Já fui inocente, até ouvir uma colega contar que deixava o cara excitado só pra ter o prazer de ver ele querer e ela não dar. Depois de um tempo encontrei ela triste e muito magoada .Quando soube o cara levou ela pra cama e chaviou o quarto e tentou comer ela meio a força.(Por sorte ela não transou)

        Mulheres gostam de caras safados e com atitude por mais que não queria aceitar esse fato mais é o que acontece.

        Fiquei revoltado de tratar a menina que amava (talvez até hoje amo) ter um namoro certinho comigo e terminar pra transar com outro(com todo o direito) porque não tive atitude, não fui safado, não pedi sexo.

      • valdeque

        bem vindo ao clube meu irmão! É como disse, os valores estão se invertendo. Você dá amor elas querem carro, você dá flores elas querem só sexo, você dá atenção elas querem indiferença… e assim vai!

      • http://www.facebook.com/kamilla.mota.3 Kamilla Mota

        Seu texto contém uma série de equívocos, mas vamos focar no “muitos valores negativos são formados pela permissividade de uma grande maioria de mulheres”. Se um homem tem uma atitude escrota e violadora, tudo bem, mas a mulher não pode expor seus desejos e sexualidade sem se tornar uma vítima de violência? Você está invertendo as coisas, meu caro.
        As pessoas devem usar de bom senso e andar dentro da legalidade e, com um pouco de inteligência, saber discriminar estímulos e entender limites.
        Sou mulher e se eu quiser beijar 50 homens numa micareta, é direito meu, mas tem que ser os que EU quiser beijar. Estamos falando de respeito, de direitos, não de moralidade.

      • Ligia

        Obviamente eu parei de ler na terceira asneira que você disse, mas só pra constar, nesse vÍdeo Do item 3, o comediante termina dizendo: NA DÚVIDA, NÃO ESTUPRE.

      • Mel

        Que absurdo! Se fala assim é pq não teve uma criação para respeitar as mulheres e age feito animal, com a justificativa (sempre) de que a culpa é da mulher. Que covardia! “Homem” que pensa e age assim não é HOMEM, nem tão pouco humano. Quero ver vc continuar pensando assim se sua mãe, ou sua irmã, ou sua filha sofrer qualquer tipo de abuso. É fácil qnd acontece com o outro.

      • Maverick_RJ

        Se você está andando na rua, um carro desgovernado bate em um poste, um fio arrebenta e te acerta e você é eletrocutada… Fatalidade… Poderia ser qualquer um…

        Se você resolve apertar o espelho do interruptor (proteção plástica que fica em torno como proteção) com uma faca, que deslisa e fecha circuito, e você é eletrocutada, a culpa é sua…

        Escolheu correr o risco.

        Compreende ?

        Eu não digo: A CULPA É 100% sua…
        Eu digo: Você pode evitar, minimizar e etc…

        Relatos de abusos infantis, é foda… a criança não pode evitar…
        Relatos de pessoas violentadas por pessoas próximas, como o caso da autora, também são complicados….

        Mas, todos os meus comentários limitaram-se a violência explícita, de becos escuros, ruas vazias, bebedeiras com desCONHECIDOS, excesso de confiança…

        Os demais abusos relatados:

        Que bucetão, hein, gostosa… Não, seu corpo não foi violado. Há sim o desrespeito, mas, não o estupro…

        O cara que pôs o pau pra fora e se masturbou (Um no ponto do ônibus e outro dentro do ônibus)… Trata-se de um sem noção, deve ser punido como atentado violento ao pudor em público… Você faz/fez parte deste público, mas, seria presunção sua dizer que ele o ofendeu…. O Tal NEGÃO de 25 metros de altura, que fingiu não ver, teve a melhor das atitudes… FINGIU NÃO VER…
        Aquilo não era pra ele, nem pra você… Não o ofendeu…. Nem ofendeu o corpo feminino pelo qual não se tem respeito….

        Sim, ofensas físicas, violências devem ser punidas….

        Violência verbal, o buraco é mais embaixo…

        BOCETA é uma espécie de Baú, Bolsa e etc…
        PIROCA é careca
        CARALHO é a torre de vigilância de alguns veículos náuticos como as caravelas e veleiros…

        A expressão MANDAR PRO CARALHO nasceu por quê Marinheiros rebeldes e desobedientes eram mandados para lá, por ser o ponto mais distante da água dentro do “Navio” e por consequencia o ponto que mais se deslocava, causando mal-estar…

        Pare próximo a mesa dos bares nos grandes centros, em mesas onde só tenha mulheres e ouça, a certa distância, a quantidade de coisas absurdas faladas que faltam com respeito a homens e mulheres…

        Mulheres cultas, bem empregadas, pare nos bares mais elitizados e constatem…

        Sim, o que é dito é ofensivo a alguns homens…

        Se alguém se referir a você como a VAGABA do RH que dá pra geral, e não for verdade, processe…

        Se alguém disser pra você na rua, que bucetão gostoso, não dê idéia ao sem noção que falou, orgulhe-se de ter um bucetão gostoso (chamativo) por que provavelmente é verdade, e siga em frente… Não foi caluniada, siga em frente… Liberdade de expressão… Se o cara se expressa mal é problema dele….

      • Ana

        Nossa, nunca tinha pensado que quando um cara me diz que quer “enfiar o pau na minha boceta” ele quer , sei lá, guardar um graveto na minha bolsa…

      • Marcella

        Agora diz como foi culpa da minha amiga, que foi estuprada no banheiro da escola por um aluno mais velho, enquanto vestia o uniforme, que consistia em calça comprida de tactel (ou seja, não era nada agarrada ou provocante) e camiseta larga. E, principalmente, o fato de que ela era virgem, tinha ficado com apenas uma pessoa na vida e frequentava baladas e micaretas? Você consegue explicar?
        Seu comentário foi lamentável. Quem sabe um dia se você tiver uma filha, ou uma irmã ou até mesmo sua mãe que sofram algum tipo de violência sexual você vai entender que não é culpa da mulher.
        E mesmo que ela beije 200 na micareta e faça sexo no banheiro publico. O corpo é dela e se foi com o consentimento dela, você não tem nada a ver com isso. Mas isso JAMAIS daria o direito de alguém por as mãos nela sem o consentimento.
        E vai dizer que você reclamou quando “encostaram seus rabos no seu pau” e eram bonitas? Provavelmente nem quando eram feias.
        Repense seus conceitos, meu amigo. E espero que você não tenha que aprender que a culpa não é das mulheres da pior forma.

      • some

        Já me falaram a mesma coisa… nunca da pra saber quando a mulher quer ou não… melhor respeitar do que dar mais um passo e acabar fazendo besteira…

      • Dea

        Nao queira estar enganado. Vc esta em muitos aspectos ao achar q uma coisa justifica outra… Mas vou dizer apenas UMA coisa. É completamente diferente estar com o carro num local conhecido de assalto, andar com celular e levar bote de pivete, etc,etc porque essas coisas, como vc mesmo comentou, acontecem SE a pessoa estiver dando mole NUM LOCAL ESPECIFICO. Saiba, que uma mulher, na escola curso ou faculdade trabalho ou caminho de casa, mesmo pelo caminho claro, seguro e cheio de gente é assediada sim, se bobear todos os dias da vida dela desde os 12 anos mais ou menos. Voce pode fugir do estadio cheio, nao querer ir pro lugar que rola briga, mas vai deixar de viver? Ah é, é só a mulher nunca mais sair de casa pra lugar nenhum que isso nao vai acontecer, mas ai temos outro problema, ja q temos indices de estupro por conhecidos e familiares. Entao ela nao pode sair de casa… mas tambem nao pode ficar la: Se a culpa é dela a melhor saida pra isso e exterminar todas as mulheres do mundo ne? É de uma total falta de bom-senso suas comparações.

      • http://twitter.com/bortolonsantos Nei

        Gostei do teu relato

    • João

      Paula, que bom que você pensa assim (“não quero homens esfregando seus paus em mim etc…”), mas por experiência própria (pois não fico esfregando o pau em ninguém no ônibus ou na balada), te afirmo que essa minha escolha de agir muito respeitosamente faz com que todo mundo fique me olhando duvidosamente. Não teria problema em ser taxado de gay. Mas é o olhar de estranhamento que recebo e que me faz ser taxado de indeciso ou louco.. sem ser.

      • Leandro Terra

        Isso é problema seu. Respeitar mulheres estranhas e conhecidas é sua obrigação, e não escolha. Essa insegurança perante o olhar dos outros sobre a sua (provável) frouxisse tem vários outros reforçadores além da sua atitude em ônibus e em baladas, e não pode ser utilizada como contrapeso.

      • Paulo

        Eu concordo que precisamos respeitar as mulheres e PONTO. Mas ao mesmo tempo é meio frustrante para um homem ver rodinhas de mulheres elogiando e exaltando aqueles são “abusados”, “ousados”, “têm pegada” etc. E aqueles como eu, que são cavalheiros, não são vistos como os homens de verdade que são.

      • Marcos

        Paulo, damas gostam de cavalheiros. Se todas as mulheres que você não conhece são como você descreveu, é porque não conhece nenhuma dama. O que não é nada demais, visto que eu também não conheço. Acho que damismo e cavalheirismo morreram quando queimaram sutiãs. E agir como tal atualmente, é igual chegar em uma balada e começar a fazer dancinhas a lá Jonh Travolta dos anos 70.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Exato, damas gostam de cavalheiros. Se uma mulher chama um homem de gay porque ele a respeita, ela não é o tipo de pessoa que se possa levar a opinião em conta.

      • ana;

        TODAS devem ser respeitadas. ponto. Independentemente se é a “certa” ou “errada”.

      • Sa

        Todas devem ser respeitadas como a Ana disse. Não venham com preconceito de que por ela ser “errada” em seu conceito isso justificaria uma atitude de violência sexual. Isso é falta de ética

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Exato, damas gostam de cavalheiros. Se uma mulher chama um homem de gay porque ele a respeita, ela não é o tipo de pessoa que se possa levar a opinião em conta.
        Mas não entendo como vocês não conseguiram conhecer nenhuma dama..
        Vou dizer o que minha mãe me dizia, quando eu reclamava que não conhecia nenhum homem decente: Você está procurando e indo nos lugares errados.

      • Priscila

        Lá vem mais um culpar o feminismo… como se as “damas” que ele tanto admira nunca tivessem sofrido violência, imagina.

      • Leandro Terra

        No dia que você parar de se fazer de vítima (os outros são mais ousados, eu não tenho resultados, ninguém liga pros cavalheiros) você vem falar que é um homem de verdade.

      • Paulo

        Eu não estou me fazendo de vítima. Eu estou relatando a realidade.
        A maoria dos meus amigos com perfil de “machão”, “abusado” e “pegador” SEMPRE saem com várias numa balada. Será que isso não indica algo? A minha realidade é essa.

      • Leandro Terra

        Cara, isso é bom. Eles estão correndo atrás. Se te interessa tanto o que acontece em balada, não faz o mesmo por incompetência sua, suas possibilidades não estão sob a sombra deles. Não dá pra se movimentar e correr atrás sem ultrapassar a linha do respeito?

        É muito esquisito esse tipo de reclamação em resposta a um relato sobre estupro, hahahahaha. Sem mais, um grande abraço.

      • Paulo

        Cara… eu posso explicar, mas não posso obrigar você a entender.

        Eu não estou reclamando do meu jeito. Eu sou feliz e tenho orgulho do jeito que sou: educado, cordial, respeitador, até mesmo tímido. Não tenho inveja nenhuma dos “machões” que citei, por isso não acho que eu tenha que “correr atrás” de nada. Acho sim uma pena que hoje em dia as mulheres, especialmente aquelas de cabeça mais aberta, só valorizem a atitude superficial dos homens, do que um cara educado e com um bom papo.

        Pra você ver o dilema disso, eu tenho um amigo que estava saindo com uma menina da mesma faculdade e numa das primeiras transas ela pediu pra ele bater nela. Ele deu uns tapinhas de leve, e ela reclamou: “Mais forte! Bate que nem homem!” … ele falou pra ela “Não, senão vou te machucar…”No dia seguinte ela dispensou ele e falou pras amigas que ele era “meia-boca” porque nem quiser bater nela. Palavras dela: “Que homem que não gosta de dar uns tapas na transa?”Imagina só se ele fosse um maluco, estuprador, ou mesmo que tivesse perdido o controle quando ela falou “que nem homem” e tivesse descido a porrada nela. Seria estupro? Culpa dele ou dela que provocou? Complicado isso…
        Vejam bem, eu NÃO ESTOU SENDO A FAVOR DO ESTUPRO, mas acho muita coisa precisa mudar no comportamento das pessoas para que essas violências sejam ninimizadas.
        E outra coisa, nem te conheço pra você me chamar de incompetente. Fique na sua.

        Abraços!

      • Leandro Terra

        Você, e a maioria dos homens que comentaram esse relato, estão colocando o gosto e a preferência que muitas e muitas mulheres tem por caras mais agressivos, como facilitador de estupros.

        A culpa não é delas. Caras agressivos e caras dóceis são capazes de estuprar na mesma medida (o que explica os casos dos ginecologistas sem noção).

        É isso que está muito errado e soa como reclamação e desabafo de homens ressentidos.

      • Paulo

        Ninguém falou que a culpa é delas, em momento algum.
        Porém é um facilitador sim, pois a linha que separa o sexo-bruto de um estupro é muito tênue. Com a excitação + álcool, fica mais perigoso ainda. Se a garota ainda diz que curte apanhar, o cara pode muito bem confundir o que é certo ou errado, excitante ou broxante, um “sim” ou “não”, e perder o controle do limite a ponto de machucá-la.
        Isso não vale só para mulheres… eu mesmo já fui algemado na cama uma vez por uma mulher, numa brincadeira. Foi muito legal, ela me dominou mas ao mesmo tempo me respeitou, porém eu corri um forte risco ali dela querer testar limites e me fazer um fio-terra ou uma violencia. Eu SEI que me arrisquei.
        Porque é tão dificil entender que a preferência por brutalidade pode fazer com que a linha do estupro seja ultrapassada com mais facilidade?

      • Leandro Terra

        Eu concordo, pode.
        Mas sexo é algo mais bruto mesmo, e é bom assim. Não consigo pensar em um consenso.
        Falou.

      • http://profile.yahoo.com/AVYCSQCNP3XUGVAHQJN52AG7SM jacqueline

        Não tem jeito,todo relato de violência sexual,tem que aparecer um entendido da alma feminina,pra nos dizer onde erramos e até que ponto contribuimos pra que a violência acontecesse,obviamente,tudo dido num tom condescendente,que é pra não ofender,é REALMENTE COMOVENTE…SÓ QUE NÃO.

      • Paulo

        Quer dizer que não tem nem o que discutir? O homem é sempre culpado e acabou, né? E você entende da alma masculina?

      • http://profile.yahoo.com/AVYCSQCNP3XUGVAHQJN52AG7SM jacqueline

        Errado,o homem não é sempre culpado,o estuprador sim é SEMPRE CULPADO,nada de ficar com essa conversa mole de arrumar desculpas pra justificar o injustificável,e se vc não quisesse ser colocado no mesmo balaio dos estupradores,deveria ser o primeiro a repudiar TODA E QUALQUER violência sexual,pq do jeito que vcs colocam a coisa,nós mulheres temos mais é que nos proteger/precaver/desconfiar de toda a outra metade da humanidade…

      • ana;

        Há uma diferença entre ela pedir que ele bata por prazer (sendo que ela ela gosta disso) e uma outra vez que ele chegue batendo horrores sem o consentimento dela. Tem gente que tem prazer com isso, mas é consentido (vou ser mais clara: ela fica preparada pra ele com isso). É bem diferente de estupro… quando ela não quer, machuca! Simples!

      • Fran

        A linha que separa o sexo-bruto de um estupro é bem tênue mesmo: um tem conscentimento e o outro não. Apenas isso. O sexo-bruto que você diz pode ser um fetiche. Um estupro não. Um estupro é uma invasão, um crime, uma agressão. Se ela diz que curte apanhar na transa ela está PERMITINDO com que isso aconteça. Se ele passar dos limites, ela vai falar. E pronto. O que ela não gostar ou não quiser que seja feito e ainda assim acontecer, é estupro.

        Porque é tão difícil entender a diferença simples entre sexo e fetiche com estupro?

      • Fran

        consentimento*

      • TECO…

        OLHA TEM GENTE QUE SE ACHA O MACHÃO, QUE DÁ TIRO E FAZ E ACONTECE SE ALGUÉM TIVER PRATICANDO O ESTUPRO, SÓ QUE MUITAS VEZES ESSES CARAS QUE SE DIZEM JUSTICEIROS TAMBÉM PRATICAM ESTUPROS DE VÁRIAS FORMAS…INCLUSIVE AS VEZES ATE FAZEM COISAS PIORES DO QUE ESTUPRO, POIS O QUE FAZEM COM AS PESSOAS OU COM NÓS DEPENDE DE CADA UM PRA DIZER SE AQUILO É MUITO RUIM OU POUCO RUIM, POR EXEMPLO: TALVÊS PRA UMA PESSOA SÓ O FATO DE TOMAR UM TAPA NO ROSTO JÁ É MUITO RUIM, MAS SE ALGUÉM LHE FURTAR UM CARRO DE 100 MIL REAIS, ESSA MESMA PESSOA NÃO BRIGA COM O LADRÃO….ENGRAÇADO…QUE O ROSTO É SÓ UMA PARTE DA ANATOMIA HUMANA…E POR QUE SE CRIOU O ROSTO COMO SENDO UMA PARTE DE PRESERVAÇÃO DA MORAL???ENTENDO QUE SE DEVE LUTAR POR ALGO QUE LHE TRAGA PREJUÍZOS…QUE LHES VENHAS LHES TRAZER DANOS A SAÚDE….NESSA LINHA ENTENDO QUE A SOCIEDADE SEGUE PELO QUE SE PREGA EM DETERMINADOS MOMENTOS OU POR DETERMINADOS GRUPOS. ISSO IMPLICA DIZER QUE SE DE UMA ORA PRA OUTRA APARECER UM DETERMINADO GRUPO INFLUENTE FAZENDO PROPAGANDA NUMA NOVELA QUE TODA MENINA DE 12 ANOS DEVE TER SUA PRIMEIRA TRANZA COM UM CARA DE 65 ANOS (IDOSO), LÓGICO QUE A LEI PROIBE, MAS SE NÃO EXISTISSE LEI PROIBINDO, EM POUCO TEMPO OS VELHINHOS ESTARIAM TODOS MORTOS DE TANTO TREPAR EM MENININHAS, ATÉ ALGUNS PAIS IRIAM ACONSELHAR SUAS FILHAS A DAR PARA OS VELHINHOS. EU ACHO A SOCIEDADE MUITA HIPÓCRITA, FAZEM UM MONTÃO DE COISAS ERRADAS QUE PREJUDICA O PRÓXIMO E DEPOIS FICA ATIRANDO PEDRAS EM OUTRAS PESSOAS. EU POR EXEMPLO SOU UM ERRANTE, NUNCA ESTUPREI E NEM DESEJO, POIS PRA COMEÇAR EU ODEIO MULHER QUE QUER DAR E FICA FAZENDO DOCE, QUANDO PERCEBO ISSO, JÁ SAIO FORA E PARTO PRA OUTRA QUE ME QUER, SEM TER QUE EU FICAR MARCANDO EM CIMA. AGORA QUANTO AOS BRAVOS O QUE TENHO A DIZER É QUE IGUAL A EU EXISTE MUITA GENTE NO MUNDO: NÃO TENHO MEDO DA MORTE, POIS A MORTE FOI FEITA PARA OS VIVOS E NINGUÉM NUNCA VOLTOU DE LÁ PRA DIZER QUE É RUIM, E DA MESMA FORMA QUE EU POSSO MORRER, QUALQUER VIVO É MORTAL, E NESSE PARTICULAR EU ME DIVIRTO EM VER AS PESSOAS MORRENDO, ASSIM COMO TB ME DIVIRTO EM VER OS VIVOS PERAMBULANDO PELAS RUAS….SE TIVER QUE MATAR MAIS UNS QUANTOS FOR NECESSÁRIO…NÃO VEJO PROBLEMAS…E SE EU MORRER TEREI A OPORTUNIDADE DE CONHECER LÁ DO OUTRO LADO….SOMOS ANIMAIS…COMO QUALQUER OUTRO ANIMAL….E PIOR….QUEREMOS ESTAR SEMPRE NOS DANDO BEM EM TUDO….JÁ TIVE DUAS VEZES PRA TENTAR SUICÍDIO(JÁ CHEGUEI A AMARRAR CORDA E JÁ CHEGUEI PERTO DE JANELA DE PRÉDIO PENSANDO NISSO), SÓ POR CURIOSIDADE DE SABER COMO É A MORTE…E VOLTA E MEIA PENSO NISSO…MAS NESSA PESQUISA PARTICULAR EU SEMPRE PENSO QUE ENQUANTO NÃO LEVAR UM GRUPO BOM COMIGO EU NÃO VOU, POIS QUERO VER DEPOIS DA MORTE SE ENCONTRO COM ELES E SE ELES IRÃO SABER QUE FOI EU OU EU SABER QUE OS MATEI….SOU MALUCO…MEDO NÃO FAZ PARTE DO MEU VIVER….MUITA GENTE NÃO SABE DISSO, AS PESSOAS ME VEEM COMO NORMAL…..EU JÁ MATEI MEU CORPO, ….VEJO A DOR, OS SENTIMENTOS, OS PRAZERES COMO COISAS DE VIVENTES,,,,,EU NÃO TENHO ESSAS COISAS….FALO..OUÇO…VEJO….MAS NÃO ABSORVO NADA PRA DENTRO DE MIM….CADA QUAL COM SEUS PROBLEMAS…ESSA É MINHA SINA….MATAR E MORRER.

      • ale

        o sofrimento desta vida, nao é nada se for comparado ao inferno que é tormento eterno!Por isto vc deste relato acima, aceite JESUS e se arrependa do teus pecados, para ter perdao.

      • Anne

        Acho que entendi o que você disse e não posso deixar de concordar. Lembrando que, pra mim, um estuprador pode ser comparado a Hitler sem dificuldades.
        É claro que em uma situação em que você está algemado seria muito mais fácil, se ela fosse uma estupradora, para a tal mulher te agredir.
        Mas pensa bem: se você soubesse que as pessoas tem o costume de se respeitar e estupros/violências são índices mínimos, casos localizados com verdadeiros doentes mentais, você não estaria sequer levantando essa questão.
        Acho injusto reprimir um fetiche/uma fantasia por uma questão de falta de bom senso e respeito entre as pessoas. Se essa outra menina terminou com seu amigo porque ele não topou realizar um fetiche dela, eu não acho que ela tenha poucas justificativas.

      • K…

        Realmente soou como reclamação e acho que saiu fora do contexto… …

      • Rogerio francis

        cala boca seu idiota afeminado você só fala bobagens leandro terra

      • http://www.facebook.com/falconedani Daniela Falcone

        Isso é bom [2]. Vai atrair pra ti as mulheres que te respeitarão como você as respeita.

      • mariana

        Paulo, eu entendo o seu incomodo. Acho que há uma competitividade muito primitiva entre os homens, em geral. Mas pense assim: o tipo de mulher que valoriza um cara “machão”, “abusado” e “pegador”, é o tipo de mulher pelo qual você se interessa?

        Sempre haverão aqueles que acreditam que o melhor jeito de fazer contato com o outro é através da dominação, da violência, e sempre haverão aqueles (ou, no caso, aquelas) que gostam desse tipo de aproach, E que bom pra eles, que sejam felizes juntos! Mas não dá pra um cara abusado achar que pode ser assim com qualquer um, até com aquelas que mostram que não gostam deste tipo de tratamento. Para essas, talvez seja muito mais atraente um cara tímido, mais misterioso ou sei lá como.

        Essa crise de “eu respeito as mulheres mas meus amigos abusados é que pegam todas” só tem força se você tiver o mesmo objetivo que eles. Caso contrário, relaxa que você vai acabar ficando com mulheres (ou homens) que dialogam e curtem o seu jeito mais respeitoso de ser.

        Eu, por exemplo, fico extremamente entediada com os tipos “machão”, que querem impressionar e dar uma de macho-alfa do grupo. Acho tosquíssimo!

      • K…

        Paulo, cada um tem sua personalidade. Isso é senso comum da sociedade… Que você mesmo se colocou no meio…
        Tem uns caras que acham bonito sair por aí pegando 20, se fingir de educado e afins…

        Só acho que deveria se encucar menos. Não é comum achar homem educado. Só tem que ver o que você quer da vida. Educação é uma coisa, e você próprio se taxar de algo ou deixar que os comentários dos outros influenciem na forma que você quer levar sua vida, é outra. Abrçs.

      • Dani

        ahh joaozinho, q pena taxarem como gay né? vai ser tao chato pra sua vida… vai perder o emprego, a familia, os amigos e a futura mulher… ve se cresce babaca.

      • Valdeque Botelho

        É tão insignificante quanto chamar você de puta, vadia e prostituta. Ninguém vai dar ouvidos a um homem que dissesse isso sobre você a todos os seus colegas lá no trabalho dele só porque você teve uma atitude que, para ele, indicou isso (mesmo você não sendo nada disso), não é Dani?
        Claro que você não vai ter nenhuma perda com isto e nem vai se importar também. Afinal, não foi verdade, né? Sua imagem não conta. ¬¬

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Babaca é vc que não entendeu o ponto de vista do cara. Se ser chamado de gay pra ele é pejorativo, respeite. Não atacou ninguém e a nenhum gay. Estou farto de intolerância! Um texto tão sério e sensível e vem um escroto(a) defender sei lá o que por causa de um comentário sem maldade nenhuma.

        Sim, somos chamados de gay quando tratamos as mulheres da forma que elas merecem. Homens quando se juntam são babacas mesmo! Sempre foi e sempre será assim! Uma grande pena. Me incomodo demais com isso e por isso sou do grupo denominado bichinha pelos amigos. E que se foda, não to nem aí.

        Eu nunca me importei e continuo não me importando, pois minha sexualidade é absolutamente definida. O suficiente para ter amigos gays, respeitar os estranhos e estar pouco me lixando sobre sua sexualidade.

        O papo aqui é sobre mulheres que sofrem de abuso. Respeite a opinião absolutamente não preconceituosa de uma pessoa que tem o direito de se expressar respeitosa e educadamente.

      • Vivianne

        Infelizmente, essa história de ser taxado de gay (como se fosse um defeito–aff) também faz parte da sociedade machista, onde o homem TEM que agir de forma bruta (contrapondo a obrigação da mulher agir de forma delicada) e algumas mulheres machistas acabam por desenvolver esse tipo de preconceito. A violência sexual deve sr pensada por todos, não excluindo as mulheres.
        O respeito mútuo é o primeiro passo.

    • Diderot Albierg

      Pera ai , não é porque sou homem que vou fazer qualquer dessas coisas que você disse , assim como afirmo que nunca fiz, então não vou refletir coisa alguma , gente ruim existe homem , mulher , negro , branco…

      Se for refletir por todas as maldades da humanidade é melhor eu me matar então, porque realmente são coisas insuportáveis Causadascpor humanos e não exclusivamente por homens.

      Coloque ai no seu texto o conhecido caso de uma empregada domestica que estuprou o filho de 5 anos da patroa diante de uma webCam.

      Da “mãe do Funk” do rio de janeiro que torturou o marido terrivelmente

      Garanto que mudar esse quadro não esta em mudar o próximo esta em mudar a si mesmo , eu não ando em lugares que sei que posso ser assaltado , nem vou a boates que posso apanhar de pitboy , mas caso isso ocorra ando armado pra me defender .

      Nunca vou chegar na internet e choramingar pros pittboys que me bateram para pararem de fazer isso , ou pro assaltantes , porque isso não adiantará de nada , quem tem que ser mudado não é mudado por textinhos reflexivos em blog filosofico.

      O que falta pro feminismo é a lógica , uma vez que o feminismo é a propria ausência dela já que é um movimento de massas e “nenhum movimento de massas segue logica racional , são movidos apenas por emoções irracionais” Gutav Lebon.

      Generalizar cheira ao pior tempo do nazismo , botem coleira em todos os homens é o que dizem, só que se esquecem que tudo na terra esta em constante busca do equilibrio e nessa busca as anomalias sempre aparecem.

      • Ingrid Melo

        Querido, veja as estatísticas e repense esse argumento imbecil sobre homens sendo estuprados. Isso existe, sim, porém em número infinitamente menor – acho que até minha sobrinha de 11 anos consegue entender que levantar, então, a voz para falar sobre as mulheres que sofrem violência é significativo. Aliás, você que tanto afirmou que é homem e honesto e nunca faria nenhuma dessas coisas citadas no texto de Paula, veja bem, acabou de me violentar profundamente. Ao dizer que se eu for estrupada, provavelmente é porque convidei um amigo para minha casa, estava com uma roupa provocante ou, dane-se, porque sou mulher afinal. A velha cultura de culpar a vítima ali em todas as suas entrelinhas sobre não ir a uma boate que sabe ser frequentada por um grupo avesso ou evitar ruas perigosas. Mas sabe quando você não quer se preocupar se sua gola V está muito cavada ou sai sem camisa pela avenida beira-mar após pegar uma praia? Se eu sair de casa com uma gola V maior, estou usando um decote abusivo. Se usar um short um pouco menor devido ao calor da praia, vou escutar dezenas de piadas masculinas até chegar em casa. Se optar por pegar um ônibus, então, coitada de mim. Que poder tenho sobre meu corpo? E contar isso em um blog, depois de 10 anos sem falar pra ninguém, é considerado mimimi. Quanta coação! Pois, caro Diderot, você com seu discurso emprestado de Gustav Lebon, consegue ser mais irracional que qualquer facção do feminismo. Assim sendo, nem vou fazer coro a Paula pedindo para que você reflita. Claramente, isso é impossível.

      • Leandro Terra

        Isso não é filosofia, é um relato.

        O posicionamento omisso dos “inocentes” é mais letal do que a força física de um estuprador.

        Por isso ela pediu para você refletir, e foi o que você fez, mas acabou dando uma volta em torno do próprio rabo.

      • Pedro Teles

        Amigão, com todo o respeito, ao menos reflita sobre o quanto você é um babaca.

      • Guest

        Po, legal, agora morra.

    • http://www.facebook.com/santunneo Saulo Nunes

      Acabei de dar uma lida na maioria dos comentários, inflamados ou não, mas eu gostaria de lhe dizer que sinto muito que tenha acontecido isso e pedir desculpas em nome de alguns homens que em sua maioria são menores que seu instinto sexual.

    • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

      A maioria dos homens nos comentários abaixo reclamam não ter uma base de como tratar a mulher, que existem vários tipos de mulheres e algumas gostam de ser tratadas como “vadias”.
      Acho que se querem ter uma base de como tratar uma mulher, é só partir do ponto simples, tratem as mulheres como gostariam que os homens tratassem suas irmãs e sua mãe, não como um buraco sem vontades, nem como um step pra necessidades sexuais apenas. E as mulheres tratem os homens como gostariam que as mulheres tratassem os seus irmãos e seu pai, não como objetos ou como um táxi ou como cartões de créditos.
      Mas o ponto é, se quer saber como tratar a pessoa do sexo oposto, pense nela como seu semelhante e não como um qualquer pedaço de carne.
      Isso é, se você gosta de ser respeitado, respeite. Não vale aquela história de “eu trato bem e sou taxado de gay”. É uma mulher que não gosta de ser respeitada que você quer? Insista. Se quer alguém que se ame e se respeite, e te ame e te respeite abandona as que não valem à pena, uma hora você encontra alguém que tenha os mesmos valores que você.
      Se quer alguém que te trate como objeto e que vc possa tratar como objeto aí são outros 500 .
      Se sua família “não presta”, então pense em como gostaria que o familiar fosse e como vc gostaria que ele fosse tratado, pq sei que essa virá a ser uma questão, pois pessoas ruins também tem família e assim sendo também é passível existir pessoas ruins na sua família.
      Não há desculpa para o desrespeito, porque por mais que a sua criação, a sua personalidade, ou seja lá o que for diga que está tudo bem em ser desprezível, tanto homem quanto mulher, todos sabemos o limite que está bem explícito na frase “o seu direito acaba aonde o do outro começa”. Se não te deram limite, se te abusaram, se te socaram, se te humilharam e você perdeu a noção do certo e do errado, só respeite a palavra NÃO! E cabe também a quem não quer ser abusado a reunir forças mesmo no momento que o medo paralise à dizer não, por mais difícil que a situação seja. Creio que assim acabem as desculpas de que foi um mal entendido, ou a dúvida da vítima de se foi bem clara quanto a sua posição quem sabe diminuindo o sentimento de culpa na hora de reunir forças para denunciar.
      Sei o quanto na teoria é fichinha perto da prática.. Ô se sei.. Vivo isso diariamente..
      Eu ensino a minha sobrinha mais velha, às filhas das minhas amigas, que se alguém tentar fazer algo com elas que elas não se sintam confortáveis, que elas tenham a mínima sensação de que está errado não importa quão bobo possa parecer, a dizer NÃO! Gritar bem alto e contar ou à mãe delas, ou a quem elas se sentirem a vontade. E ensinarei para minhas sobrinhas mais novas, a de 3 anos e a que está para nascer a mesma coisa assim que elas começarem a entender algum coisinha que seja sobre o certo ou errado. Não tive isso, e sei o quanto me fez falta. Não vai salvá-las de todos os males, mas o que eu puder fazer pra evitar que elas tenham certas experiências podres na vida delas eu farei…

      • http://www.facebook.com/cleiton.pessoa Tom Pessoa

        Cara kelly,

        Sei que pode parecer absurdo mas é impossível colocar todas as mulheres em uma mesma bandeja. O assunto é complexo e o ser humano é complexo. Existem puteiros, com putas, putas essas que são mulheres que vendem seus corpos para homens satisfazerem seus instintos mais básicos, ou seja, sexo. Algumas apanham, outras já vem de um lar destruído, outras foram violentadas e ficaram sem saída, mas todas querem amor, carinho, compreensão…. todas não, a maioria. Há as que traíram e foram traídas, há as com tendências criminosas, há as que tem humor ameno outras são cleptomaníacas, outras gostam de apanhar outras gostar de fingir, outras tem outras taras que enfim, são N mulheres para N situações.

        Assim é o mundo, com N mulheres diferente e N homens na mesma toada. Tem gente que gosta de sexo a força (Não estupro), tem mulher que gosta de apanhar, ser submissa, de mandar, de bondage… etc etc, são tantas parafilias que não caberia em um texto normal. Como tratá-las? igual trata a sua mãe? errado… você não tem tesão por sua mãe. Para o homem, o sexo é muito importante… e cada um tem seu fetiche sua tara ou seja lá qual for o nome dado a isso, e não espere você que isso irá mudar.

        O problema da maioria das mulheres e achar as coisas e achar que os homens tem que adivinhar o que se passa em seus pensamentos. Não somos adivinhos, não sabemos que aos 12 anos vc foi violentada, que sofreu um acidente de carro, que não suporta escutar ou sentir um cheiro pré-definido por conta de um trauma. Sente com seu parceiro e conte suas angústias, quer transar normalmente? é assim que se faz… se o cara for bom pra você, ele vai te compreender. Não somos adivinhos, eu sempre tento conversar com todas as minhas amigas e com minha mulher, mas vocês tem uma mania muito grande de guardar as coisas pra si, e só liberar qdo está tudo acabado….

        O mundo te compreende se você tentar falar com ele.

    • Vinícius

      Paula, do mesmo modo que você lembrou no texto, repito: é apenas mais um estupro em 1 bilhão (sem querer minimizar seu sofrimento, é claro). Mas fato é que essa leitura me permitiu visualizar dados e fatos que vejo no dia-a-dia da faculdade, no transporte público; coisas bobas maximizadas por estresse que minha mãe ou irmã contam de algum engraçadinho ou pessoa nojenta na rua disseram/gesticularam. Isso realmente prova que as mulheres não estão seguras, e que nós homens somos protegidos por uma sociedade machista em que esse tipo de comportamento não ganhe tanta relevância em alguma discussão.
      E estupro, bom, acontece não só no corpo, mas também na cabeça. E isso, é o que praticamente todas as mulheres sofrem durante todos os dias da própria vida, ao comprar uma roupa, ao subir alguma escada, ao se abaixar pra pegar algum objeto, ou qualquer coisa do tipo.

    • Erick Serejo

      Paula Abreu, vendo o seu relato, lembro que eu preservei tanto uma certa menina q eu fiquei um tempo, até que um belo dia ela inventa q já foi estrupada. Mas eu desconfiei da historia ser mal contada. Larguei ela em seguida, e descobri que ela aprontava mta coisa. Agora me diga, como eu vou acreditar em uma menina q não dá valor ao próprio corpo ? Eu larguei dela, e hj não quero mais ver. Eu sou inesperiente, mas não sou bobo, eu sei que o mundo é cheio de historinhas.

    • Samara

      Tantos e bons comentários! Tantos e tristes relatos! Babacas… sempre vai ter um pra falar alguma besteira, culpar a mulher… Sei que desde muito nova eu aprendi que tem homens que te olham e tem homens que te olham e sabem só mesmo com o olhar violar a pureza do seu corpo! E o que sempre foi contante é a culpa de que na cabeça da vítma ela foi abusada por que seu corpo atraiu o abusador! CULPA por ser agredido! Isso é absurdo mas é comum!! Desde muito pequena eu já sabia que devia ter medo dos homens… abuso?? já sofri alguns… e toda mulher que conheço já sofreu! Mas o mais importante é ver dentre os comentários homens perguntarem se só homens são estupradores. -Não! Sei que existem mulheres que abusam de homens, mas falemos de números e veremos que TODAS as mulheres já sofreram abuso. Lendo os relatos me identifiquei com vários deles. Pau pra fora no ônibus, velhos que te olham e se masturbam, parentes que passam a mão em vc, grosseirões na rua que falam que querem te “comer”, namorado que forçou psicologicamente o sexo e que vc não tava nem um pouco afim (relatei isso para poucas pessoas), que por mais que eu não tenha apanhado eu sofri abuso sexual SIM, eu sinto atéhj medo de homem SIM! Hoje sou casada, tenho um mega companheiro do meu lado, um cara super gentil e que se preocupa comigo acima de tudo! Sei que poucas mulheres que foram abusadas vão conseguir isso por medo. E eu só tenho uma coisa a dizer: Estou do lado de todas vcs! Mulheres uni-vos!! Contem! Desabafem! A culpa não é de vcs!!

  • Paula Abreu

    Leiam esse relato incrivelmente honesto e foda de um leitor do PDH depois de ler o artigo:

    http://menteabertacabecadura.wordpress.com/2012/09/17/violencia/

  • Stefani

    Toda vez que leio esses relatos me sinto um peixe fora d’água.
    Aos 6 ou 7 anos meu primo de 16 colocou o pau pra fora e me fez brincar com ele. Chamava de “escondala”. Quando andávamos a cavalo ele me colocava na frente da sela, para que roçasse nas paretes dele. E eu sentia claramente aquilo duro.
    Mas ao contrário da maioria, não sentia nojo, vergonha, ódio. Achava aquilo normal, legal, e, mesmo quando contei para meus pais e vi a crise que isso gerou na minha família, nunca pensei que fosse culpa minha.
    Mas, por muito tempo, MUITO tempo mesmo, pensei que sexo era uma expressão de aprovação. E fiz de tudo para me enquadrar nessa, me ensinuei, permiti que me tocassem, e toquei também.
    Acho que isso é o que mais me magoa.
    Eu fui abusada, mas também abusei.
    Eu não sou um monstro. Não fiz por mal.
    Sabia que não era certo, mas não achava errado.
    Quanto ao meu primo mais velho, não sei o que ele pensava.

    Acho que a maioria dos abusos que eu possa ter sofrido passaram despercebidos graças a essa noção torta de afeto que eu adquiri.
    Até, já mais velha, ter sido estuprada.
    Meu então namorado ficava muito nervoso quando começavam as intimidades.
    Tão nervoso que não subia.
    Eu tentava mantê-lo calmo, e brincava para relaxarmos.
    Um dia ele conseguiu manter a excitação.
    E enfiou em mim.
    Assim.
    Sem mais nem menos.
    Eu não tive voz, não tive ação, não tive força.
    Fiquei dura como pedra, seca. E lembro dele elogiando como eu estava apertada.
    Quando me desvencilhei, me vesti, e me despedi dele.
    Ele percebeu o que acontecera e m epediu perdão, mas eu já não sentia nada.
    Me tranquei no banheiro, tomei um banho longo, e nunca mais consegui olhar para ele, ou trocar uma palavra.
    - Nunca contei nada disso a alguém

    • Alice

      Quanta coisa reprimida, meu deus… É assustador.

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Paula, que maravilha seu texto! Já passei por várias situações que poderia chamar de estupro, ou quase estupro. A mais grave, talvez tenha sido um ataque de um juiz, dentro da minha própria casa. Chegou a rasgar um pedaço da minha roupa, lambendo meu pescoço e se esfregando em mim, enquanto eu pegava um copo no armário. Eu tinha 15 anos, mas num descuido dele, consegui sair correndo e me trancar no banheiro. Nem sei quanto tempo fiquei lá…e na próxima vez em que me viu, ele não hesitou em me assediar novamente.
    Durante a vida, me vi em algumas situações que só mais tarde pude classificar como “violentas”. E ainda hoje, me pego pensando o quanto nós mesmos (sociedade) fomentamos essas práticas de forma corriqueira…precisamos muito falar sobre sexo, de maneira aberta. Em especial, as mulheres. Obrigada, querida!

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Me da vergonha ser homem ao imaginar que gente assim existe aos montes e circulam por aí o tempo todo.
    Ao mesmo tempo me da forças pra mostrar que nem todo homem é um porco como esses.
    Os porcos que me desculpem, me faltaram adjetivos.

  • bruno

    Sou totalmente contra estupro, mas convenhamos, muitas de vocês “estupram” psicologicamente. O jogo todo mundo já conhece, aquele bom e velho: “não quero…ahh agora eu quero”… eu sei porque já passei por isso, e não é bom… fiquei numa bad e pressão filho da puta por causa de algumas.

    Reafirmando, sou totalmente contra qualquer forma de “Invadir o espaço do outro”. Só que SEMPRE há os dois lados da moeda. Se nós homens estamos mudando, e vocês mulheres sabem disso, acredito que vocês devam também mudar determinados conceitos.

  • http://www.facebook.com/kivsonm Kivson Andrade

    Um ótimo texto, com comentários bons também. Gostei da conversa mais geral sobre violência apesar de não ser o foco do texto. =)

  • http://www.facebook.com/ibellabella Isabella Montalvao

    GENIAL

  • Isis

    Paula, ainda dá tempo de denunciar. Se você se sentir melhor, faça isso! Estou do seu lado.

  • Anna Müller

    É simples sim, é bem simples. Mulheres, parem de agir como se fossem
    propriedade dos outros. Muitas até gostam. Agem, tem a noção de que
    estão agindo e mesmo assim adoram se sentir um pedaço de bife.

    E essas mulheres não merecem respeito nenhum. Mas por todas as outras,
    dignas, com ou sem dificuldades de se impôr, se imponham, coragem. Nosso
    corpo e mente são uma das poucas coisas no mundo que ainda são nossas,
    só nossas.

    • Sa

      o que é agir como propriedade alheia?

  • http://www.facebook.com/camilla.stone.940 Camilla Stone

    Mesmo que eu me vista de forma provocante. Mesmo que eu, socialmente, gargalhe, sorria, dance sensualmente, isso não dá o direito de abusarem do meu corpo. Respeito-me e faço-me respeitar, mesmo estando nua diante de muitos. É isso que os “homens-vermes-estupradores” deveriam entender…mas é demais para o pequeno cérebro que possuem. Sigamos em frente. Adorei a sua coragem, Paula Abreu. Como vc afirmou em seu texto, todas já fomos estupradas em algum momento de nossas vidas. O problema é que, quanto mais nova, mais inocente, piores e mais avassaladoras são as consequências. Abs!

  • Liz

    É impressionante como as pessoas tem uma visão deturpada do estupro!!!
    Como se estupro fosse unicamente aquele praticado por um desconhecido num beco escuro com uma arma na mão…
    Eu também já fui estuprada, o meu estuprador fazia parte do meu meio social, não era nenhum maníaco e tal…Trabalhava, estudava, tinha pai, mãe e sinceramente, não sei se ele tem consciência do estrago que ele fez na minha vida…
    Sim eu estava bêbada, como todos os outros convidados da festa (o que é absolutamente comum em festas de universitários…)
    Aceitei a carona de um colega de curso por não ter condições de dirigir… Não sei em que momento ele achou que uma carona era passaporte para o sexo, sei lá… Mas o que aconteceu depois foi bastante violento!!!
    A sensação de IMPOTÊNCIA de não ter força física para se defender, de não adiantar gritar é absurda!
    Eu fui barbaramente machucada fisicamente… O banco do carro dele ficou cheio do meu sangue…
    Eu tb não denunciei o meu agressor… Logo eu uma estudante de Direito… Não sei direito o porque… No fundo morria de medo da reação da minha família, muito rígida… Fiquei com medo de perder a pouca liberdade que tinha, sei lá…
    Achei que apagando aquilo da minha cabeça seria mais fácil de superar, mas não é assim…

    • Maverick_RJ

      Não é para aceitar, porém, aquela máxima, cu de bêbado não tem dono, quer dizer exatamente isso…

      Teve outro relato parecido aqui nos comments e um universitário relatou não ficar bêbado em festas assim…

      Eu também nunca perdi o controle diante de amigos da faculdade…

      Se nós homens, mais fortes fisicamente, nos preservamos (alguns), por que vocês bebem até cair e entram no carro de desconhecidos, por mais conhecidos que os considerem ?

      Não justifica (cansei de dizer isso já), ele não tinha esse direito, porém, você se arriscou…

      Se eu não tiver condições de dirigir, deixo meu carro e vou embora de táxi…

      Se a refutação for, não tenho/tinha dinheiro para pegar táxi… NÃO VÁ…

      Cansei de ouvir mulheres dizendo: Fulano deixa a gente em casa depois…

      Alguma vai ficar por último…. e aí….

      Não corram o risco por que escolheram correr…

      • Liana

        MUITO LEGAL ESCREVER SUA PÉSSIMA EXPERIÊNCIA NUM BLOG EM QUE A AUTORA ABRE EXPAÇO PARA TROCA E DEPOIS TER QUE LER COMENTÁRIOS DESSE TIPO “Não é para aceitar, porém, aquela máxima, cu de bêbado”.

        ESTÁ AJUDANDO A VITIMA SUAS PALAVRAS? PRECISA DIZE-LAS? O SEU SILENCIO SERIA OTIMO NESSE COMMENT!

      • Liana

        Sério, por que ainda não apagaram esse comentário ridiculo? É pra isso os depoimentos deixados aqui? Para os machistas de plantão culparem ainda mais a vitima? Nossa o PdH virou reduto dessa turma que encontrou aqui espaço!

  • brunobelo

    Muito triste o seu relato. Homem não “entende” muito bem o conceito de “não”, boa parte por causa do privilégio que estão acostumados a… Nem todo homem é assim, claro, mas é foda. E, como vc mesma disse, vc é um caso “apenas”, isso acontece todo dia, toda hora e é difícil explicar pros homens que não é, definitivamente, não. Meus pêsames e espero, de verdade, que não tenha nenhum comentário de algum imbecil dizendo que vc “provocou”, embora saiba que a probabilidade disso é nula. :(

    • André Martins

      Não é apenas questão de “privilégio”, tem muita mulher que acha que, para não parecer vadia, tem fazer um doce, se “valorizar”, a sociedade cobra isso delas. É preciso que os homens sejam ensinados que não é nossa função tentar descobrir se o “não” tem outro significado. Mesmo porque, na maioria das vezes não tem.

  • Zoo

    É incrível ver quantas pessoas já passaram por isso. Eu perdi as contas, de quantas vezes na vida, isso me ocorreu. Os fatos mais traumatizantes, ocorreram na minha infância e é chato ver que muitos casos acontecem dentro da própria família.
    Quando eu tinha 8/9anos, um primo de 14 me estuprou. Não foi um estupro com violência nem nada disso. Ele apenas me convenceu. E eu não sabia o que estava fazendo. E com 8/9 anos, eu fiz sexo anal….sabe quando fui me dar conta do que aconteceu? Eu já tinha uns 16 anos…e aí eu me dei conta da monstruosidade q eu sofri!!!…hoje, com 23 anos, não consigo fazer sexo anal com meu marido…não sei se é trauma, só sei que ñ quero.
    Ninguém da minha família sabe, nunca contei, nem para o meu próprio marido. E opior, ainda tenho contato com esse primo, e tb nunca tive coragem de dizer umas boas para ele…e mesmo com toda consciência do que aconteceu, não tenho coragem de contar para a minha mãe, avó, irmãos…trazer isso à tona…fazer aquele reboliço na família…prefiro deixar para lá. Já aconteceu…não tenho como voltar atrás.

  • Priscilla

    Olá, também acho difícil haver alguma garota que não tenha passado por nenhuma coação dessas.
    A primeira foi meu próprio tio, irmão do meu pai, ele se aproveitou de um momento em que meus pais trabalhavam e que eu chegava da escola. Ele passava a mão em mim e enfiava a língua na minha orelha, eu tinha 7 anos e ainda perguntava se eu sentia prazer e que eu causaria uma tragédia na família se contasse para o meu pai. Até hoje nenhum namorado pode nem tocar na minha orelha …
    O primo da minha mãe também fez esse tipo de coisa.
    Passada de mão pelo corpo também do irmão mais velho da minha melhor amiga e ele ainda chamou um amigo para ajudar, eu tinha 9 anos.
    Membros para fora da calça também, no ônibus de um homem que estava sentado no banco ao lado e na rua da escola …
    Acho que todas essas coisas culminaram para que hoje eu tenha uma vida sexual bem travada, não consigo me soltar, estou constantemente com medo, até mesmo de andar sozinha na rua, até isso me tiraram.
    Também não havia contado para ninguém …

    • Alice

      Força, garota. Procure ajuda, fale, troque experiências e reaja. O feminismo pode te ajudar muito.

  • Chiquinha da silva

    Realmente o número de homens que comete violência sexual contra mulheres é enorme e pelo visto não há pesquisas sérias disponíveis à população que defina a grandeza do problema, mas podemos perceber que cada mulher que faz algum relato aqui teve mais de um incidente. Eu mesma nunca parei para contar de quantas já escapei ou de quantas fui vítima. Aos 7 anos um tio que estava morando em nossa casa disse que ia me ajudar a tomar banho e tirou minha roupa no quarto, depois tirou a dele e pude ver um pau ereto, que me causou nojo e confusão (até aquele momento não entendia o que estava acontecendo). Fui salva pela empregada que notou algo estranho e começou a bater na porta e gritar para que ele saísse de lá, aí entendi que estava acontecendo algo errado e contei para minha mãe assim que ela chegou do trabalho. Ele teve que ir embora da nossa casa, mas continuou sendo tratado normalmente pela família, menos por mim. Ele também se comportou como se nada tivesse acontecido, o que me causou um pouco de confusão ao longo dos anos, e eu não sabia mais se era verdade ou imaginação. Mas quando eu tinha 21 anos ele me ligou pedindo desculpas pelo que tinha ocorrido. Eu o desculpei e me senti muito aliviada de saber que minha memória não era falsa. Aos 12 anos tive que correr de amigos que pensavam que com insistência podiam me convencer a transar… uma vez fui à casa de um para brincar e ele começou com essa estória, eu me fechei sozinha em um quarto fugindo, ele pegou uma máquina de choque e disse que se eu segurasse a maçaneta me daria um grande choque, eu continuei segurando a porta sem pegar na maçaneta até ele desistir e dizer que eu poderia ir embora. Quando saí houvi muitas risadas dos garotos… eles acharam toda aquela situação muito engraçada. Acho que o último homem a abusar sexualmente de mim foi meu ex-namorado, com quem perdi a virgindade e o único com quem transei fora meu marido. Eu tinha 19 anos e pensava em perder a virgindade só para diminuir a pressão social que eu sentia entre amigas por ser uma das únicas virgens… na verdade não me sentia tão atraída pelo cara a ponto de querer algo sério com ele e quando ele percebeu que tinha transado sem muito envolvimento veio com um discurso cheio de moral que me fez sentir uma vadia, uma mulher sem caráter, enfim, me senti no dever de provar que não era isso e passei a investir num namoro. Ele tinha “necessidade” de transar SEMPRE que a gente se encontrava, e eu me sentia no dever de dar, afinal “coitadinho” ele estava tão excitado, e a culpa era minha!!! Essa culpa me fez ser estuprada várias vezes e talvez ele nem saiba disso… mas por falta de interesse, qualquer homem pode notar quando a mulher não está gostando, é só se importar com ela mais do que com seu orgasmo. Tanto era assim que demorei a parar de pedir desculpas ao meu marido quando ele queria transar e eu não! Tive vários outros namorados com quem não transei. Acho que namoro não envolve necessariamente sexo. Com meu marido nunca tive que deixar isso claro, foi tudo tão natural, que na primeira vez que ele tocou o meu seio, fui eu quem conduziu sua mão. Eu nunca precisei que ele tentasse me tocar para perceber que ele estava afim ou até que já estava excitado. Se alguma mulher realmente fala que não quer querendo ou fica esperando que o homem a apalpe para dizer que não quer ou que quer, é porque a cultura do estupro não está só nos homens, mas também em mulheres, em crianças e em adolescentes. Não são só os homens que têm que mudar de atitude, e a roupa da mulher com certeza não é o ponto, ou nos países islâmicos não haveria estupro. Fora essas ocasiões que relatei, ainda há incontáveis situações em que tive que correr de homens na rua, em que passaram a mão na minha bunda sem que eu nem visse de onde veio, tentativas de beijo forçado na escola… posso rapidamente contar uns 20 casos de violência sexual provenientes de homens diferentes a uma só criatura do sexo feminino (eu). Homens com certeza também são vítimas, mas, por favor, não vamos comparar! Acho que eu mesma já abusei sexualmente do meu marido, pois eu não imaginava que podia acontecer tal situação de eu estar afim e ele não, pensava que se isso estava acontecendo era incompetência minha de não conseguir excitá-lo… mas percebi que homem também diz não! Então fundemos juntos uma nova cultura: NÃO é NÃO, tanto para o homem como para a mulher!

    • Alice

      NÃO é NÃO, tanto para o homem quanto para a mulher!

    • Maverick_RJ

      “qualquer homem pode notar quando a mulher não está gostando, é só se importar com ela mais do que com seu orgasmo.”

      Egoísta é aquele que se preocupa mais consigo mesmo do que comigo.

      Então fundemos juntos uma nova cultura: NÃO é NÃO, tanto para o homem como para a mulher!

      Sou Ateu, e isto é irrelevante, mas conheço a palavra… SEJA O TEU DIZER, SIM SIM e NÃO NÃO..

      Não me importa se uma divindade ou não disse isso, fato é que estas palavras teoricamente possuem mais de 2 mil anos… Não reinvente a roda.

      Não tenho que me importar mais com o seu orgasmo que com o meu… com seu prazer que com o meu… se você está satisfeita ou não do que se eu estou ou não satisfeito.

      Sexo é uma troca… tem que ser prazeroso aos dois… o orgasmo é apenas o fim do caminho e talvez inicio de outro caminho… a “viagem” de chegada até ele é que tem que ser prazerosa, curtida, como se o prazer obtido fosse único e ímpar…

  • Cacá

    Um homem me seguiu para fora do ônibus no meio da avenida Paulista e pegou no meu peito, como se meu corpo fosse um direito dele. Mais tarde naquele dia o ví em outro ônibus, conversando com amigas mulheres na maior normalidade. Não tive coragem de dizer nada.
    Gosto de acreditar que hoje eu faria diferente.

    Homens, por favor, já que tocamos no assunto, essas coisas que vocês nos chamam na rua e consideram “elogios” são ofensas. São formas horríveis e nojentas de tratar alguém. “gostosa”, “delícia”, “te chupo todinha”, “perco a noite inteira” não são elogios. Eu não quero ouvir isso. EU NÃO PEDI SUA OPINIÃO. Muito menos preciso que você valide minha “beleza”.

    Eu não sou seu pedaço de carne.

    • Felipe G.

      Vc deveria responder com um “Vai se fuder, babaca!” quando alguém te fala isso na rua. Homem de verdade jamais trataria uma mulher assim.

      • chiquinha da silva

        Imagina o medo de uma mulher andando sozinha e três caras olham pra ela e dizem: “ai se eu te pego”… pela minha cabeça passa: “se eu respondo o vai se fuder que eles merecem eles partem pra cima, melhor ficar como está”, e sigo andando.

      • http://www.facebook.com/LynOnMars Evelyn Luz

        Exatamente isso. Além de tudo ainda temos que temer esses fdps!

      • Cacá

        Se eu responder com um “Vai se fuder, babaca!” o que acontece é que imediatamente o que era um “gostosa, bucetuda, te chupo toda” vira “gorda escrota, nojenta, puta”; Ele parte pra outra, e continua achando que o simples fato de eu estar na rua dá a ele o direito de gritar palavras de todo tipo sobre o “valor” que ele dá a mim. A mudança tem que ser no valor que esses homens dão às mulheres….não virar uma briga de rua com gente gritando.

  • P*

    Enquanto lia o seu texto ficava a pensar nos meus 19 anos, e se alguma vez já tinha acontecido algo comigo.. infelizmente lembrei de algumas cenas.
    O mais ‘clássico’ se podemos dizer assim, foi no ônibus. Um cara começou a me encoxar, e eu tentando sair de perto quando ele se aproximou pra me dizer “me passa seu número, prometo te ligar hoje a noite, e te fazer muito feliz”. Fiquei tão chocada com aquilo que só consegui balançar a cabeça negativamente, e graças a Deus, uma passageira que estava no ônibus começou a conversar comigo, dando a entender pra ele ir embora.
    Outra um pouco mais difícil até pra mim mesma acreditar. Tenho um primo da mesma idade que eu e sempre foi normal ir na casa dos meus tios dormir, e acabava dormindo na cama da minha prima e ela no chão. Certa vez, por volta dos meus 13 anos, eu acordei no meio da noite porque sentia que alguém estava passando as mãos nas minhas coxas. Na mesma hora eu vi a sombra dele, e comecei a me mexer como se fosse acordar pra ver se ele ia embora. Ele com medo provavelmente, acabou indo pro quarto dele. Essa foi uma entre várias vezes. Com o passar do tempo comecei a adquirir um certo medo, e quando dormia na casa dele, não importa o calor que tivesse, dormia de blusa de frio, calças e cobertor até a cabeça, o que às vezes não o impedia, e acordava no meio da noite e via sua sombra tentando se esconder. Com o tempo parei de dormir na casa da minha tia, e quando devido a uma festa ele teve que dormir em minha casa, tranquei meu quarto e ficava acordando toda hora.
    Acredito que eu nunca contei isso a minha família por achar que talvez fosse algode criança, mas percebo agora que não. Não dou confiança pra ele e sempre estou atenta quando ele está por perto. Foi agora lendo seu texto que percebi o quão não normal é isso que me ocorreu.
    Muito obrigada pela sua coragem, pois isso me abriu os olhos.

  • Felipe G.

    Dois pontos que eu gostaria de fazer:

    Primeiro pras meninas:

    Gritem, reclamem, batam, chamem outros machos que estiverem na volta pra protege-las. Eu e tenho certeza que uma outra cambada de marmanjo mal encarado iria se levantar e ficar do lado de vcs. Não tenham medo de dizer não, e se disserem não sejam firmes e decididas, não fiquem dando meia conversa.

    Segundo para todo mundo:

    Parem de pensar que sexo é algo sujo ou que deve ser feito apenas no mais alto nível de intimidade e de se sentir mal quando algo não sai muito como o planejado. Faça sexo, faça o tempo inteiro. É natural, bonito e gostoso. Use proteção e caia matando.

    E uma última nota:

    Pelo que li nos comentários tem várias meninas que estão falando de casos que não são estupro mas sim uma brincadeira mal entendida ou falta de saber dizer NÃO e sair de perto ou pedir ajuda. Não estou tentando justificar sexo a força, claro que não. Porém algumas meninas estão claramente distorcendo situações, algumas até mesmo falando que foram estupradas pelo namorado. Vc tem um namorado pq se sente a vontade com ele e sexo com seu parceiro é natural, não precisa de permição e hora marcada. Simplesmente acontece. Vc não precisa se sentir pressionada a fazer sexo com ele quando não quer. Se vc se sente então procure outra pessoa pois isto não é normal.

    Novamente, peça ajuda. Eu e mais meia dúzia de homens de verdade iremos ficar do seu lado e a coisa vai ficar feia.

    • Chiquinha da silva

      Olha só, eu vejo que você tem boa intensão, mas ao invés de taxar os relatos aqui como se o mundo das mulheres fosse tão simples quanto o seu reflete um pouco mais. “Parem de pensar que sexo é algo sujo ou que deve ser feito apenas no mais alto nível de intimidade”. Se reparar muitas mulheres sofreram abusos na infância e a sensação mais comum é de nojo, de estar suja (eu cheguei a ter alucinações com vermes)… e intimidade seria o que nos salvaria de um outro abuso. Digo “seria” porque se maridos e namorados não estuprassem mesmo, Maria da Penha, de quem a lei herdou o nome, talvez não tivesse sofrido tanto… isso explica um pouco?

      • Felipe G.

        Chiquinha isso não faz muito sentido.

        Pq vc ficaria namorando e casaria com um cara com quem vc não tem tesão de fazer sexo?

        Eu não sei se sou novo, se sou homem, se sou safado. Mas eu tenho 21, e tenho vontade de fazer sexo com minha namorada sempre. E quando não estou a fim é só ela me dar aquela olhada mais sugestiva que rola tbem, mesmo com dor de cabeça ou depois de ter um dia horrível. Eu simplesmente não consigo entender o pq de vcs mulheres continuarem com um cara com quem vcs não se sintam bem e se vejam forçadas a fazer sexo com, isso não faz sentido nenhum.

        E sim, tenho lido mais sobre isso. Cerca de 70% das mulheres sofreram abusos quando crianças, dessas 50% foram pelos pais. Em países como o Japão é quase normal as meninas terem a primeira experiencia sexual com os pais.

        Claro que não podemos levar estatísticas muito a sério mas elas tem um fundo de verdade.

        Eu realmente não sei o que fazer ou qual seria a situação correta. Acho que a coisa básica é todos entendermos num primeiro momento que ninguém deve ser obrigado a fazer ou sofrer algo que não quer. Depois que passarmos disso e tivermos consciência disso poderíamos debater sobre como tratar esse tipo de envolvimento entre familiares e menores.

        Outro ponto interessante a ser levantado é como somos “estuprados” todos os dias pela vida quando somos forçados a trabalhar em algo que não gostamos para podermos pagar nossas contas e estudos.

        Novamente, o ponto mais importante que acho que devemos perceber é de que ninguém deve ser forçado a nada.

        E meninas, se vcs não se sentem a vontade com seus namorados ou se eles forçam vcs a terem relações procurem outra pessoa. Não se sujeitem a isso. Vcs não precisam disso e ele é um babaca. Não, namorar não te dá o direito a sexo sempre, mas não querer fazer sexo QUASE sempre com seu namorado é estranho – pelo menos pra mim.

    • Nicole

      Namoro não é consentimento vitalício para sexo. Eu não devo sexo ao meu namorado.

  • Marina

    Lendo os comentários a baixo, eu pense: nossa, eu sou a excessão, nenhum homem me agrediu na minha vida, deve ser porque sou uma garota bem-educada, forte, que não leva desaforo para casa e nunca permitiria algo do tipo acontecer (falando das agressões dos chamados date rapes e agressões mais sutis, sempre tive medo do estuprador estranho e armado na rua). O fato de frequentar baladas gls e sempre ter amigos por perto que de alguma maneira me protegeriam também me deu uma sensação de segurança.
    Aí parei para pensar melhor.
    Caras mostrando o pau na rua eu já tinha visto (mas como era em público e não diretamente para mim, eu achava ridículo, nunca me senti pessoalmente ofendida), cantadas idiotas, mão na bunda em balada já tinham acontecido, como sempre respondi, reclamei e fiquei com raiva, achei que tinha lidado bem com a situção.
    Mas lendo esses relatos lembrei de situações em que me senti impotente. Estava em uma festa de um evento de um encontro de grupos estudantis (apesar de tudo, não me sinto a vontade de falar o grupo, por não achar que a culpa é deles. Mas era um encontro nacional, em SP, e não era um daqueles encontros que são desculpas para festas, era um evento de trabalho). Nessa festa, eu estava na fila para pagar a comanda e sair do local. Um garoto idiota começou a dar em cima de mim, eu falei que ele era um idiota e sai de perto. Sentei num sofá e esse cara apareceu por perto, baixou a calça mostrou a bunda e veio com ela em minha direção, eu literalmente dei um “pé na bunda” do cara e uns amigos afastaram ele de mim. Ouvi uns comentários de amigos dele, então soube o nome do cara e que ele estava trabalhando na organização do evento. Sai e voltei para o hotel em que estava, no caminho comentei a história com alguns colegas, ri e até falei que a bunda do cara era mole. O que eu não dividi com ninguém foi como a situação me abalou. Cheguei no quarto e não consegui dormir. Fiquei lembrando de tudo que aconteceu, e acabei me sentindo mal comigo mesma. Me senti gorda e feiam que eu era o tipo de garota que ia passar por coisas desse tipo, que ele nem tinha dado em cima de mim, que deveria ser uma brincadeira dele e dos amigos: que tal zoar com a gordinha? Eu lembro de ter me sentido muito bonita no começo da noite, mas depois daquele idiota, eu não conseguia. Me vi como gorda, feia, quase um monstro. Alguém que nunca ia atrair nenhum tipo normal de atenção positiva, que de alguma forma eu merecia aquilo que aconteceu comigo. Eu achava que todas aquelas pessoas ao meu redor deveriam estar rindo de mim.
    Depois tentei afastar esses pensamentos, ficar com raiva do babaca, ficar com raiva de mim. Eu deveria ter chtuado mais forte, deveria ter batido nele, feito um escandalo. Não devia ter saído da balada como se nada tivesse acontecido, não devia ter rido de tudo isso como se nada tivesse acontecido.
    Eu era alguém importante na organização que estava se reunindo. Meus melhores amigos eram da direção, eu era do conselho. Poderia ir atrás do cara, falado com a prganização do evento, expulsar ele da comissão, denunciar ele para a faculdade que ele estudava. Eu estva com tanta raiva, mas a vergonha era maior. Acabei não fazendo nada, colocando a história na conta de coisas bizarras que acontecem na balada. Achei que não era nada, mas continuei me sentindo idiota e feia. Essa é a primeira vez que falo realmente sobre o que aonteceu.
    Ai pensei em como eu me sentia segura, forte, inteligente, que nada poderia aconte@er comigo. Que eu era esperta o suficiente para não me colocar em uma situação de risco. Hoje eu vejo que não tem como estar completamente segura ou contar que você vai reagir extamente como deveria. Acho que as mulheres têm que começr a falar, não achar que é tudo normal.
    Recentemente um membro do congresso americano falou que era contra o aborto em caso de estupro, porque nos casos de estupro “de verdade” o corpo da mulher reagiria e evitaria a gravidez. Muito se falou sobre a estupidez do cara, como não existe um sistema de lasers nas vaginas que impedia a gravidez em caso de estupro. Mas a parte que me chocou foi o “estupro de verdade”, aquele que está na nossa cabeça quando falamos de estupro, aquele cometido por um estranho, um monstro armado. Essa ideia acaba ficando arraigada nas nossas mentes, como se date rapes ou outras situações de agressão fossem besteira, algo que não é tão importante. E essa ideia nos deixa menos alertas para outros tipos de agressão, de como nos proteger. Por muito tempo as mulheres deixaram o debate sobre assuntos “femininos” como aborto, métodos anti-concepicionais e violência contra as mulheres serem feitos por homens. Talvez esteja na hora de falar “se você não tem útero, cala a boca, está na hora de as mulheres serem ouvidas”. Estou exagerando por causa da raiva, mas é frustrante ver padres, pastores, deputados, com todo o poder na hora de falar sobre o corpo das mulheres.

    • Marina

      P.S: não fui estuprada. Várias vezes disse não, gritei, chamei amigos. Não quero dizer que todas agressões são iguais a estupro. Só queria desabafar que aconteceu algo comigo, que me fez sentir mal e que nós mulheres devemos mostrar que essas coisas são normais e que a gente não devia esquecer.

      • Juca

        Bem notado… que de estupro isso não tem nada. E o que o furico do individuo tem a haver com sua gordura ou feiura? O rapaz só era retardado, não leve a idiotice alheia para o lado pessoal… Devia chutar mais forte pro sujeito cair com a bunda para cima

    • chiquinha da silva

      “Me vi como gorda, feia, quase um monstro. Alguém que nunca ia atrair nenhum tipo normal de atenção positiva, que de alguma forma eu merecia aquilo que aconteceu comigo.” Sabe, de tanto abuso que sofri, era difícil acreditar que os caras é que estavam errados, afinal, eram tantos tentando passar a mão na minha bunda a pesar de eu sempre me manifestar e até bater em caras que faziam isso. Mas o que seu relato me fez lembrar é que eu me achava feia a pesar disso. Achava que era “gostosa da cara feia” como já tinha houvido dizerem para mim e que devia ser burra também, e que nunca ia encontrar alguém que prestava.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        De alguma forma quando acontece sempre a gente acaba achando que merece todas as coisas ruins que nos acontece… Tenho lutado contra isso mas é difícil viu? Te desejo força! Pq ninguém merece nada de ruim que pessoas sem escrúpulos, sem amor ao próximo, fazem pra se divertir.

  • Tina

    situação extremamente difícil. Também aconteceu comigo desde muito nova, na escola, aos 8 anos. entre os proprios alunos. Nao preciso relatar porque o roteiro todos ja sabem. Nao era so comigo, com outras meninas tambem.
    Ao longo dos anos (e hoje tenho 30) passei por varios abusos e ate com meu proprio marido (ate hoje). a separacao vira em breve quando tudo estiver em ordem para isso.

  • Anna Haddad

    Belo texto, Paula.

    “Não só sobre estupro, mas mão na bunda, mão nos peitos, puxões de cabelo, paus pra fora da calça, agressões verbais.”

    É isso. A questão toda gira em torno de entender, primeiro, que o abuso, o desrespeito, vão muito além da tentativa/consumação física ou de atos escrachados quaisquer. Depois, que a raiz do mal não está na mulher ou é a mulher (atitudes, roupas, sensualidade/sexualidade). Peitos e bundas para fora, pouco importa. Dar em cima, se mostrar, querer e depois mudar de ideia – e aí? Esse entendimento tem que existir, tanto de lá como de cá, para se desconstruir aos poucos a noção de mulher que se consome feito bala de goma vs. culpa arraigada, que as mulheres todas carregam por aí, nas costas. Exagerei na roupa, não devia ter dado bola, devo ter dado a entender que, errei, e por aí vai.

    O documentário Femme de la rue traz um pouco dessa noção. A tal da Sofie Peeters tentou dar voz às mulheres ao mostrar o que acontecia e como se sentia ao andar nas ruas de Bruxelas ouvindo um bando de comentários sexistas:

    http://www.guardian.co.uk/world/video/2012/aug/03/femme-de-la-rue-sexism-brussels-video

    O que não dá é para entrar numa noção bizarra de normalidade. Normalidade do ouvir o como você é linda na rua, o gostosa, as olhadas cima a baixo que viram nosso o estômago do avesso, e as reportagens do pdh que buscam “meninas, mulheres, gatinhas e delicinhas” para gravarem um vídeo “f* pra cacete”. Vem tudo do mesmo lugar – e não, não é normal, nem aceitável, nem bacana. É a linha mestre de todo um comportamento incrustado numa sociedade errada, que se aceitou errada e paciência. Essa mesma sociedade que tem a mulher em tão baixa conta que acha tudo isso normal, e até – por que não? – engraçadinho. E elas que se cuidem, se cubram, se portem bem e não saiam à noite sozinhas.

    Afinal, nada mais justo e natural.

    • Felipe G.

      Tá, tudo bem. Nada justifica a violência sexual e tal.

      Mas vamos ter bom senso tbem. Se vc sai rua com uma legging vc tem que SABER que vc vai chamar atenção. Homens VÃO te olhar.

      Gritar alguma babaquice e tocar em vc é desrespeito, agora olhar? Olhar é normal e pedir para que nós homens não olhemos mulheres mais na rua quando elas estão vestindo roupas que chamam a atenção é babaquice e feminismo sem fundamento.

      Assim como a gente tem que ter noção quando vai num evento social e vestir um terno ou como nós temos noção de vestir algo mais formal para irmos trabalhar temos que ter noção de que a roupa que usamos pode não ser adequada ou que irá chamar atenção.

      • Vivi

        Enraçado seu argumento… homens saem sem camisa na rua , aqui onde eu moro alguns tem a coragem de sair de sunga na rua e não sofrem as mesmas olhadas constrangedoras que uma mulher recebe por estar com roupa de ginástica.
        O seu comentário q é babaquice e machismo sem fundamento!
        Nós mulheres temos o direito de sair na rua de calça legging e que os homens nos olhem da mesma forma que olham para um homem sem camisa na rua.

      • Felipe G.

        Não sei em que parte do país vc vive mas pelo jeito é bem diferente daqui. Homens aqui saem na rua sem camisa e recebem olhadas e muitas vezes até comentários de mulheres.

        Alias já estive diversas vezes no ônibus em que vou para casa mulheres tocarem nas minhas coxas achando que eu estava dormindo, uma até foi mais longe e me acariciou por cima da calça jeans. Ando de ônibus executivo que é um modelo onde todos os passageiros vão sentados e as luzes são apagadas pois vamos de uma cidade a outra e isso já aconteceu diversas vezes.

        Eu tenho 20 anos a propósito, se é que isso importa. Já “sofri” olhadas na praia de mulheres por estar sem camisa e comentários sobre meu físico enquanto jogava futebol com os amigos em uma praça aqui da cidade.

        Vcs tem realmente o direito de usar o que vcs quiserem e eu tenho o direito de olhar para onde eu quiser.

        Não tenho o direito de te faltar com respeito nem tocar em vc.

        O que vc sugere? Que todos os homens finjam que não se sintam excitados quando vêem uma mulher bonita? Me poupe.

      • Sa

        Cara, estupro ocorre independente da roupa que a vitima veste, é difícil entender isso?

  • Thiago Di Rosato

    Não importa o quão duro a lei seja: sádicos, psicopatas, maníacos, estupradores e todo o tipo de pessoa com as mais distintas aberrações mentais e comportamentais SEMPRE irão existir. Eu vi mulher dizendo que não importa o quão provocante , bêbada e fora de si ela esteja, ninguém tem o direito de estuprá-la. Ninguém tem o direito de ceifar a vida de alguém, e, no entanto, ceifam-na, sem um pingo de remorso; ninguém tem o direito de roubar a propriedade alheia, mas também o fazem; ninguém tem o direito de fazer qualquer tipo de mal à vida alheia e, no entanto, também o FAZEM. Acordem!O mundo é um lugar tão maravilhoso quanto perigoso. A outra moça, ali, veio dizer ser “comum estar muito bêbado em festas universitárias”; moça, eu sou universitário, e nunca saí bêbado de uma festa; sempre me policiei para estar suficientemente atento ao sair de festas para cuidar de mim mesmo. Inicialmente, quem cuida de ti, é tu próprio; portanto, ao sair da tua casa e ir a alguma festa, faz, pelo menos o favor para a tua própria pessoa de te manter sóbria; não saia por aí, achando que até mesmo todos os teus “amigos” são pessoas boas e mal algum te farão; mantém a tua sobriedade e consciência e carregue qualquer arma cortante e com ponta na tua bolsa ou até mesmo no bolso: uma canivetada faz até o maior dos marmanjos padecer. Acordem para a vida, parem de ficar sonhando acordadas e passem a cuidar melhor de vocês mesmas. Se alguém tentar abusá-la no ônibus, mete a porrada e faça “um barraco”; não aceite, nã fique na defensiva. Reajam e cuidem melhor os lugares por onde andam; abram os olhos quanto às pessoas que conhecem e, por fim, PROTEJAM SUAS VIDAS, porra!

    • Anna

      É bem por aí, Thiago.
      As mulheres tem de sair dessa posição passiva e adotar uma postura mais reativa. Quero ver quantos engraçadinhos vão sobrar pra contar história.

    • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Batista/783731906 Guilherme Batista

      Então basicamente a culpa do abuso é da vítima, que se deixou exposta, que por um breve momento quis curtir a vida do jeito que lhe aprouvesse (sem prejudicar ninguém)?

      • Grosso

        Adolescente, a culpa não é dela, ele não disse isso. Vc tem dificuldade em ler?
        Isso lhe deixa mais vulnerável apenas!

      • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Batista/783731906 Guilherme Batista

        Pra mim ele quis dizer exatamente isso. Ele sequer levou em consideração que existem crianças que são estupradas, por exemplo, muitas vezes por seus próprios pais. E aí, a criança se permitiu “vulnerável”?

        E eu realmente não concordo com essa idéia ridícula de que “a pessoa se deixou vulnerável”. Não há isso de vulnerabilidade, principalmente quando a ação são outras pessoas. Quer um exemplo mais claro?

        Você está atravessando uma avenida movimentada. Na faixa de pedestres, no farol preferencial para pedestres, com todos os carros parados e tudo mais. Vem um desgovernado numa moto e atropela você. Seguindo a lógica do cidadão acima, ou eu deveria ter andado de armadura porque, né, existe chance de isso ocorrer, ou eu “fiquei vulnerável” e mereço ser atropelado.

      • Grosso

        Não era para ser ofensa, era só para caracterizar sua maturidade intelectual mesmo, que não, necessariamente, acompanhará sua idade cronológica hava vista sua dificuldade em debater e interpretar.
        O cara não disse que todas as situações a pessoa “se permitiu vulnerável” (dá até arrepio esta construção frasal). Ele só mencionou algumas, não quer dizer que todas vão ser daquele jeito.
        Acho que na lógica dele não é andar de armadura, seria prudente olhar pro lado, antes de atravessar, igual mamãe lhe ensinou, calculando os riscos.
        No fim das contas, acho que ele quis dizer foi o seguinte, desgraças vão acontecer, seria então PRUDENTE tentar diminuir os riscos. Acredito mesmo que quando uma mulher fica bêbada na “balada”, ela aumenta e muito as chances de ser estuprada. Não estará errada, no sentido legal, mas sim estuprada.
        É tudo questão de risco, vc acha que é mais tranquilo sair a pé de dia ou à noite em ruas escuras? Em nenhum ponto vc estará errado, mas a chance de vc ser roubado é maior em uma delas, não preciso nem dizer. É isso que ele tentou dizer.

        Agora, FazavÔ? Isso é o quê? Palavreado emo, gay?

      • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Batista/783731906 Guilherme Batista

        Acontece que você simplesmente não pode prever esse tipo de coisa. Simplesmente não dá para saber que, ao andar em uma rua escura, você vai ser vítima de uma pessoa maníaca psicopata.

        Se for pensar assim, é melhor nem sair da cama. Ou se matar logo. Qualquer coisa que você fizer pode causar alguma desgraça com você, veja que maravilha! Conheço gente que quebrou a bacia só de levantar da cama. A culpa foi dela por que não tomou os cuidados necessários! Essa pessoa mereceu isso!

        Essa idéia é simplesmente injustificável nos tempos modernos. Todo mundo tem direito de se divertir, como eu disse, desde que não vá prejudicar outrem.

        ——-
        Fora do contexto: rapaz, eu quero acreditar que você só está me xingando para ver se ganha atenção. Dá para parar de descer o nível, por gentileza?

      • Grosso

        cara, sério, não é isso, nem ia responder. Mas vamos lá, vc ou é burro ou não quer mesmo debater?
        Quantas pessoas são estupradas em ao meio dia na paulista e agora me diz quantas são estupradas no subúrbio? Vc vai me dizer que não dá para prever, com certeza, claro que não, mas podemos estratificar risco. Eu não ando a noite a pé sozinho, nunca fui assaltado.
        Outro ponto, quantos caras que vc conhece que quebraram algum osso por estarem se levantando? Agora me diz qts quebraram um osso andando de moto? Viu, criança? Vc não precisa ser um gênio para saber que algumas situações invariavelmente vão te expor a um risco maior. Mas tudo bem, faça como quiser, ande como quiser, embora eu possa apostar como é seu comportamento….

      • Gabrielle Rodrigues

        Eu acho que você deveria se concentrar mais em dar suas próprias opiniões a respeito dos assuntos comentados do que ficar defendendo Maverick. Mesmo que você concorde com ele.
        E ele deve saber defender as próprias opiniões sozinho.

      • Thiago Di Rosato

        Rapaz, parabéns por ser inteligente! A gente diz “travessa” e muitos entendem “asvessa”.

      • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Batista/783731906 Guilherme Batista

        PS: “Adolescente” e “você tem dificuldade de ler”? Isso era para ter sido uma ofensa? Fazavô, tio: para com essa merda. Sério. Para.

    • Cacá

      vou comprar uma arma e METER BALA!!! enquanto isso os caras podem continuar achando que OK tratar mulher como pedaço de carne, pq se ela não gostar,deveria ter REVIDADO COM FORÇA E ATITUDE!!!
      Pelo amor de deus, meu amigo. Somos seres racionais, podemos mudar as coisas com conversa, debate e educação. Mas pra isso precisa um pouco mais de força de vontade…

      • Maverick_RJ

        Pra acabar com a violência, só dando muito tiro… hehehehehe

  • Laila

    Paula, dá uma olhada no site
    http://projectunbreakable.tumblr.com/
    Se você ainda não conhece, vale muito a pena. Mas tem que ter estômago!

  • Mariana

    Paula, obrigada por contar sua historia. Este ano, faz 10 anos que também fui estuprada. E por mto tempo, eu mantive a história só pra mim. eu tinha vergonha de ser eu com aquela marca no corpo. Aquela invasão. Mas hoje, consigo me expor mais, bater o pé, e dizer que isto não está certo. Que eu não sou a pessoa que precisa ter vergonha, eu não sou um ser humano capaz de tamanha atrocidade. Eu não sou o meu estuprador, que era alguem que eu conhecia, sabia onde morava, e qual era a sua cor preferida. Hoje, consigo contar a história, que é sua, minha, e de todas as mulheres.

  • Trinity

    Eu não consigo condensar em palavras o que sinto ao ler esses relatos. Apenas me sinto impotente diante da coragem de muitas que denunciaram, e eu, não…
    Tinha uns 11, 12 anos. Estava na varanda de casa, de frente pra rua. Apenas um muro um pouco maior que eu mantinha eu e minha irmã da rua. Era um sábado, ou domingo… não lembro. Apareceu um homem de uniforme azul, de obra. Perguntou onde era a rua tal. Eu, muito idiota, me aproximei e fui lá dizer onde era. Ele disse não ter entendido, “dava pra você repetir?”.
    “Ali, moço, você dobra ali”. Ele pediu pra eu subir no portão, pra mostrar melhor a ele a direção da rua… eu subi. Quando notei, ele estava me tocando lá embaixo. Imediatamente, ao olhar, vi que ele tirava o pênis dele, horroroso, cheio de cancros, pra mim. Pulei imediatamente, o coração voando, e sentei na varanda ao lado de minha irmã, que nada notou. Ele foi embora. Nunca me esqueci. Tenho mais medo de ser estuprada do que de ser morta.

    • M

      Eu tb sinto o mesmo medo

  • Jo

    Alguém compartilhou este texto no facebook e eu acabei chegando aqui.
    Sou mulher, tenho 31 anos e já passei por algumas situações desagradáveis… Não quero justificar a atitude errada que tiveram comigo, mas eu acredito que eu poderia ter evitado passar pelo que eu passei.

    Com oito anos, eu estava atravessando um terreno baldio e um homem abriu as calças e mostrou o pau pra mim. Minha mãe sempre me disse que jamais passasse por lá porque era perigoso (tinha fama de ter buracos, escorpiões e tarados). No entanto eu fui. Fui e vi o que eu vi. Foi minha culpa o fato de ele ter me mostrado o pau? Não, de forma alguma. Nada justifica a atitude dele. Mas eu ainda penso, porque eu desobedeci a minha mãe?

    Com doze anos estava “botando corpo” e era muito assediada. Sinceramente, eu me achava. Era a gatinha do colégio e estava sim, louca pra começar minha vida sexual. Era um vulcão em atividade. Eu provocava, usava de propósito roupas curtas e justas, enchia o sutiã com meias e fazia caras e bocas. Meus pais se esforçaram pra me mostrar que eu poderia provocar atitudes inesperadas com aquele comportamento, mas eu nunca liguei. Minha vó estimulava: “Tá uma moça! Já pode namorar! Tem mais é que andar assim mesmo, bonita e arrumada, passar batom…”. Na TV e nos filmes, tudo era sexualizado. Eu queria ser como as atrizes, ser uma rainha. Lia livros sobre sexualidade, beijava os meninos nas festinhas, dançava colado… mas os meninos eram todos da minha idade e eram muito inocentes, eu já era “uma moça”, eu queria mais. Então comecei a me insinuar para um sujeito desconhecido e mais velho até que ele cedesse. Ele tinha uns 20 anos. Eu sabia que eu não devia sair com alguém tão mais velho, mas eu insisti. Menti minha idade e provoquei. Quando ele finalmente cedeu, me agarrou, passou a mão no meu corpo e nos meus seios por debaixo da blusa e eu fiquei COMPLETAMENTE sem reação. Fui invadida. Foi simplesmente chocante. Eu não tinha idéia do que eu estava provocando. Eu não disse não, eu não disse nada. Eu não sabia que era assim. Sinceramente, eu não tinha idade e maturidade pra isso, mas eu procurei, influenciada pela mídia, pelas amigas e pela malícia da minha avó. Pras amigas, contei como um trunfo a minha aventura com o estranho, uma grande vitória. Eu era a liberada e moderna da turma. Mas no fundo, eu fiquei chocada com aquilo e arrependida.

    E por fim, aos vinte anos, depois de terminar um namoro conturbado, fiquei uma semana sem falar com o meu ex. Ele me ligou e pediu que eu fosse na casa dele conversar. Minha mãe pediu que eu não fosse. Eu sabia que eu não devia ir, mas eu fui. Resolvi não subir no apartamento, ficamos no hall do prédio. Conversamos um pouco e de repente, ele me empurrou para a escada de incêndio, começou a me beijar e tentou transar comigo ali mesmo. Consegui escapar e nunca mais olhei na cara dele.

    Em todas as situações eu sempre soube que eu não deveria ir, mas fui mesmo assim. Em muitos casos, a gente sabe que não deve. Aquela voz na nossa cabeça está gritando para nós: “seja prudente, não vá, não provoque, não se coloque em situação de risco”. Mas nós vamos. Por quê? Eu não sei. Eu acho que gostamos de brincar com o perigo. Nos colocamos em risco pra sairmos ilesas e vitoriosas. Sabemos que não devemos beber aquele copo a mais de álcool…. mas bebemos. Sabemos que não devemos entrar na casa do cara sem a intenção de transar… mas entramos. Sabemos que não deve usar determinadas roupas em determinados lugares… mas usamos. Não estamos firmes em relação aos nossos sentimentos… mas transamos. Nossos erros justificam os erros dos outros? Não, de forma alguma. Mas também estamos errando.

    Eu aprecio imensamente a liberdade. Quero viver num mundo onde eu tenha o direito de circular por qualquer lugar em segurança, ser respeitada e voltar para casa ilesa. Infelizmente o mundo ainda não é assim.

    Eu acho que muitas de nós, mulheres, não nos respeitamos. Não prestamos atenção aos nossos instintos e à nossa intuição. Não nos protegemos, não temos consciência da nossa própria fragilidade. Ignoramos o perigo – “porque é meu direito ser livre e fazer o que eu quiser”. Será que estamos sendo sensatas? Quando alguém fala que nós “estamos dando mole para o perigo” ficamos indignadas! Eu fico. Mas, será que muitas vezes não estamos mesmo dando mole?

    • Felipe G.

      Meu deus. Esse comentário é melhor que o texto inteiro da Paula.

      Simplesmente sensacional.

    • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

      Nada justifica as atitudes que tiveram com vc, com certeza. Eles eram adultos, e tinham completa noção do que é certo ou errado. Claro que é bom se precaver, mas quem garante que os mesmos malucos não fariam isso dentro da sua própria casa? Quem tem coragem ou sente prazer de ferir de qualquer forma outra pessoa, vai aproveitar as oportunidades, mas quando as oportunidades não bastarem não vão se contentar em esperar uma mulher “dar sopa” numa rua abandonada. Não acho que os animais devam ficar livres e as mulheres trancadas por medo. Eles vão viver a vida tranquilamente pq são mais fortes enquanto as mulheres evitam de sair na rua temendo cruzar o caminho de um deles?

      • Jo

        Kelly,
        Eu mudei minha postura. Eu não boto um homem pra dentro da minha casa, a menos que eu tenha certeza que eu quero transar com ele. É claro que eu posso desistir no meio do caminho e ele deve me respeitar. Mas se eu não estou segura de que quero sexo, eu não convido. Hoje em dia, se eu transar com um cara, vou fazer porque eu quero ter um relacionamento com ele. Tive minha fase de transar por transar e acho que todo mundo tem o direito de experimentar sexo sem compromisso, mas o risco de quebrar a cara é grande. Beber, dormir sob o mesmo teto com pessoa de outro sexo (ou do mesmo sexo, em alguns casos), usar certas roupas e andar sozinha são situações que nos expôem a riscos, e devemos assumir o risco conscientemente, homens e mulheres.
        Meus trinta anos me trouxeram maturidade e respeito pelo meu corpo e pelas minhas vontades. Hoje eu não me exponho a situações constrangedoras, eu me cuido.
        É claro que aquele estupro clássico pode acontecer. Aquele dos filmes, onde alguém invade a tua casa e te estupra. É horrivel e é o meu maior medo. Eu tenho verdadeiro PAVOR da invasão do meu espaço pessoal, em todos os sentidos – invasão da minha privacidade, do meu corpo e da minha alma.
        Não acho que temos que ficar trancadas, de forma alguma. Me esforço para construir um mundo justo e seguro, onde todas as pessoas tenham mais liberdade. Mas a experiência traz sabedoria e discernimento. Meus pais fizeram o que puderam para me ensinar este discernimento, mas eu não quis aprender. Eu preferi ouvir as amigas e outras influências “liberais”. Eu me neguei a ouvir meus próprios instintos! Tive que sofrer muito até perceber que eles estavam certos.
        Eu sei que sou quem eu sou por causa das minhas experiências, mesmo as ruins. Os caras erraram comigo? Sim. Mas eu não posso negar que eu também errei.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        É, a culpa é minha porque eu era sexy demais aos 7 anos de idade… E o filho da mãe sarrar em mim até gozar enquanto eu chorava e nem soube o nome pro que ele estava fazendo até meus 17…
        E porque eu ia à igreja com meus pais onde esse desgraçado frequentava e tomava conta das crianças…A culpa é minha por namorar na varanda da minha casa aos 14, com minha família na sala, e perder a virgindade sem coragem de gritar pq estava paralisada por passar por nem entender o que estava acontecendo! A culpa é minha por namorar com ele?Entendo o seu ponto de vista, mas é por pensar em tudo o que podia ser feito pra evitar que AS VÍTIMAS SE CULPAM. Evitar é bom, não entrar em carro de estranho, casa de estranhos… Mas quem vai dizer que eu estava errada por ter 7 anos e ter que aceitar que o responsável por mim me levasse pra casa, ou o tio da minha amiguinha aos 4 quisesse passar a mão em mim… Ou por querer ter um relacionamento. A culpa é minha porque eu poderia praticar o celibato. Será que a minha mãe deveria ter me trancado em casa? A culpa é dela por não ter me trancado em casa, claro. O que não adiantaria pois os sujeitos eram amigos da família!No meu caso eu nem de casa saía até o final da minha adolescência, fui molestada e estuprada por quem devia estar olhando por mim e olhando por esse lado, as coisas ruins pararam de me acontecer quando passei a sair e entender melhor. A única vez que eu reagi foi quando 3 caras que eu não conhecia, na festa de um amigo se trancaram em um quarto comigo, o quarto era ao lado do banheiro e quando saí simplesmente me puxaram pra dentro. E eu gritei o quanto pude e eles riram dizendo que ninguém me ouviria por causa da música alta. Segurei as pernas bem forte com os dois braços enquanto tentavam me segurar na cama e pra minha sorte quando demorei 5 minutos pra voltar à minha cadeira meu amigo foi me procurar. E sendo a casa dele bateu na porta trancada e eu gritei e aí sim ele pode me ouvir e arrombou a porta. Então, eu não deveria ter saído de casa? Ou não deveria ter ido ao banheiro na festa?Eu bebi sim, mas eu estava bem e estava mais do que óbvio que eu não queria aquela situação horrorosa, senão eles não precisariam me segurar, ou me forçar!Vamos combinar, de todos atalhos e caronas que peguei, a minha história de vida me mostra que eu estava mais segura aonde eu deveria estar me sentindo vulnerável.

      • Jo

        Kelly,
        Não me interprete mal. Eu nunca vou dizer que tu teve culpa em qualquer uma destas situações que tu descreveu. Lamento tudo o que você passou, são situações muito tristes.
        Os responsáveis pelo abuso são os que abusam, isso é indiscutível. Assim como o responsável pelo roubo é o ladrão, não a pessoa que tem um relógio bonito. É claro que a culpa não é da vítima. Nenhuma atitude tua (boa ou ruim) justifica o abuso. Ok?

        O que eu quis mostrar com a minha história particular é que eu me expus conscientemente ao risco. Eu sabia que havia risco e ainda assim, entrei na situação. Vou contar o que houve com uma amiga recentemente:

        Estudávamos juntas e na nossa turma tinha um cara que não gostávamos porque sempre fazia uns comentários grosseiros sobre mulheres. Desconfiamos até que ele já tinha batido em mulher, pelo jeito que ele falava. Este cara pediu carona para minha amiga depois de uma noitada num bar. Ela deixou todas nós em casa e deixou ele por último. O cara interpretou que ela queria dar uns beijos nele. Na frente do prédio, agarrou ela no carro e queria que ela entrasse, mesmo sabendo que ela tinha namorado. Ela conseguiu escapar e nos contou. Ficamos horrorizadas e passamos a nos cuidar com ele. Aí um mês depois, teve uma festa da turma e ele estava lá. Durante a festa, deu em cima da minha amiga, que toda amável, ficou falando: “ai não”, “ai, ai”, ao invés de cortar ele de vez. Ela estava bebendo muito e uma hora caiu num canto. O dono da festa largou ela num quarto. Meia hora depois, o tal sujeito suspeito sumiu da festa. Eu e outras amigas não tivemos dúvida: fomos correndo para o quarto e lá estava ele, tentando abusar da minha amiga!

        Agora me diz… O cara tem fama de cafajeste. A guria dá carona e fica sozinha com ele no carro (podia ter evitado). Na festa ela não corta ele, mesmo depois do que ele fez (podia ter sido ríspida). Aí caí bêbada e perde a consciência (não devia ter bebido tanto com um sujeito desses por perto). Se não tivessemos de olho nele, ele teria estuprado ela! Ela teve muita sorte!

        Alguns dos depoimentos que eu li nos comentários são exatamente isso: a pessoa sabe
        que existe o risco de um abuso e ainda assim ela não se cuida. Age sem pensar! São estas pessoas que eu quero alertar – que prestem atenção nos sinais e se cuidem. Não brinquem com fogo que podem sair queimadas.

        ps.: e mais uma vez, não, a culpa do abuso NÃO é da menina. Nada justifica o abuso.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Eu sei… Também te entendo…
        O fato é que fiz muita maluquice anos atrás e nada me aconteceu, durante as maluquices..
        Hoje em dia praticamente não saio, e quando saio vou pra academia, bares, casa de amigas, tudo aqui por perto de casa. E quando vou mais longe ou viajo pra outro Estado procuro estar acompanhada de alguma amiga, ou que alguma amiga me busque no aeroporto e tal.
        Não faço pq acho certo e cuidadoso, faço pq na maioria das vezes não sou capaz de mover meus pés sozinha por causa do que já me aconteceu. Isso não acho justo.
        Imagina, Por causas de coisas que eu não poderia evitar, hoje evito e me sinto desconfortável com abraços, com carinho e meus amigos sabem, concordam apesar de não entenderem… Não consigo pegar um ônibus sozinha sem suar frio, mas pego, pq trabalhar, estudar e mover a vida é necessário, mas é desagradável como uma diarreia cada vez que eu faço.
        Quero fazer faculdade, mas não consigo me mover pensando em pessoas estranhas no ônibus no caminho todos os dias, todos os dias com pessoas estranhas na sala de aula.. Farei a bendita faculdade apesar de evitar tudo o que posso viver sem, mas sabe o sentimento de impotência de todos os abusos? Eles me perseguem todos os dias e é um saco, pq já fazem anos do ultimo acontecido. E sofrer pra entrar em um ônibus? Pelamor né! Uma coisa que todo mundo consegue fazer e faz todos os dias!
        Já tomei tudo que é tipo de remédio controlado, faço acompanhamento com psicóloga desde sempre, mas parece que em cada pequena e maldita coisa eles estão presentes mesmo quando não me lembro deles. Bom, pelo menos mesmo doendo, passando mal toda vez, eu faço. Um dia quem sabe eu consiga fazer tranquilamente.
        E os caras que fizeram isso comigo, inclusive o que me molestou aos 7 tentou estuprar minha prima aos 15 e é tio dela, estão casados, com filhos e vivendo normalmente. Quando cheguei a ter a força pra denunciar, me disseram que o crime já tinha prescrevido e não poderiam fazer nada. Então, é eles livres e eu presa dentro de mim. E a minha prima, virgem aos 27 anos e solteira! Sem conseguir um relacionamento normal também…
        No caso da sua amiga… Acontece o fato de não ter crime pra denunciar, pq é aquele caso que se a merda não aconteceu não é crime e a polícia não leva a sério… Mas é foda, deveria ser bem guardado a jaula pra animais, seres humanos que não sabem se portar como tal.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Ainda tive esse ano uma coisa que me aconteceu que me constrangeu, mas como não foi extrema não sei o que fazer ainda, de novo em um lugar onde eu deveria me sentir segura, no consultório do ginecologista… E ainda sinto como se fosse a minha culpa, e ainda não me sinto confortável com a idéia de confrontar isto.

      • Jo

        Que bom que nos entendemos!
        Kelly, espero sinceramente que você (e todas as outras pessoas que sofreram abuso e deram o depoimento) se recupere e consiga levar uma vida normal. O abuso é mesmo muito, muito lamentável e afeta completamente a auto estima e a vida da pessoa. No caso da minha amiga, fico feliz que nada grave aconteceu e ela está bem.
        Eu não comentei nos posts anteriores, mas sou casada há alguns anos e creio que meu marido foi abusado pelo pai na infância. Ele não me disse com todas as letras ainda, mas eu e a psicóloga temos certeza. É tão difícil e constrangedor que ele não consegue dizer exatamente o que houve. Ele só consegue falar que algo devastador aconteceu com ele, e que não é possível expressar em palavras. Ele já passou por fases terríveis de auto-mutilação e tentativas de suicídio.
        Infelizmente, parece que existe um ciclo do abuso. O pai dele foi abusado, abusou meu marido, e é possível que meu marido abuse nossos filhos, se um dia nós tivermos. É horrível falar sobre isso, mas sim, eu tenho medo do que pode acontecer. Meu casamento está em crise desde que meu marido firmou uma amizade com um garoto de 8 anos. Não, não houve abuso. Felizmente o garoto mudou da vizinhança e pelo que sei, nada aconteceu. Mas imaginem o fantasma que surgiu na nossa relação. Estamos tentando enfrentar estes fantasmas com terapia e é extremamente doloroso.
        E não é simplesmente uma questão de “larga o cara, ele é um futuro pedófilo/estuprador”. Não sabemos do futuro. Eu o amo e quero que ele se cure, que fique bem e supere isso. Mas é realmente muito difícil, ele acredita que foi o responsável por ter sido abusado e não consegue, de forma alguma, culpar o pai pelo que houve. Caso ele não consiga se recuperar, vou ter que tomar uma decisão difícil entre ficar com ele (e não ter filhos) ou abandoná-lo. Não quero ter que decidir isso.

        Agradeço a Paula por ter nos dado a oportunidade de conversar sobre este assunto tão difícil.

      • Marcela

        é FATO que abusos acontecem mesmo quando você se protege e são inesperados, é FATO que a culpa não é de quem sofre abuso, e é FATO que não custa tomar cuidado porque você pode SIM evitar um abuso…acho que tem que ter equilibrio em ambos os pontos de vista gente, se não, não se chega a lugar nenhum!!! Muita gente discute só para ter razão e não com o objetivo de construir alguma coisa.

      • Guest

        exatamente o que a Marcela disse

    • Alice

      Você é um homem que inventou essa história. E, a-hã, senta lá, Cláudia! Claro que tudo o que devemos fazer é ficar quietinhas para que não mexam com a gente… Isso chama-se terror. E eu e todas as mulheres temos direito à liberdade. Fora que, mesmo ficando quietinhas e tendo muito muito menos liberdade que você homens, somos assediadas, abusadas e estupradas.

      • Jo

        Não sou homem. As mulheres não são todas iguais, lamento se é dificil entender isso.
        Eu tive uma vida liberal e fiz sempre o que eu quis. Não estou dizendo que as mulheres não têm o direito de serem liberais e fazerem o que quiserem. Elas têm. Eu defendo a liberdade de escolha. As mulheres têm o direito de sair sozinhas à noite, andar com roupa sexy, pegar todo mundo, fazer sexo sem compromisso, beber e fumar. Eu fiz isso. Eu acho que todas têm o direito de fazer.
        Temos o direito. Porém.. é prudente no mundo de hoje? Nossos atos trazem consequências que, às vezes, não dimensionamos bem. Com todo o bombardeamento da mídia, amigas e internet nos dizendo: “vai, faz, vc é livre”, a gente tende a acreditar que sim, podemos fazer qualquer coisa e sairmos ilesas. Mas o mundo ainda não é assim, infelizmente.
        O que estou tentado dizer é que usar a prudência e nossa intuição pode nos salvar de uma série de situações desagradáveis. Se eu tivesse me cuidado mais, teria sofrido menos. Só isso.
        De qualquer forma, nenhum comportamento feminino justifica uma agressão masculina. Espero que isso tenha ficado claro.

        E se você não acreditou na minha história, paciência. Ninguém tem a obrigação de acreditar em uma pessoa que escreve no anonimato.

      • Paula Abreu

        Os atos das mulheres trazem consequencias muito diferentes dos mesmos atos praticados por homens. Esse é o problema que estamos debatendo aqui. ;)

  • Victor

    Essa história de pressão psicológica não me convence. A menos que exista agressão física, faz porque quer. Minha ex-namorada era virgem e passou quase 6 meses pra decidir me dar. Obviamente eu sempre deixei claro que queria, mas ela não cedeu até se sentir pronta. O cara ta botando “muita pressão”, acaba a porra do namoro, pq o cara não sabe respeitar ou da a ele tal da carta branca. A depender da relação e da sua “modernidade”.
    ps: que fique claro que provavelmente devo ser um dos caras mais aversos a estupros que existe na terra. Para mim estuprador devia era perder o pau e ter as bolas cortadas fora.

    • Felipe G.

      Exatamente.

      Se não quer, manda a merda e sai de perto. Não fica dando trela e namorando o babaca.

    • Nanda

      Victor, existem muitas coisas que acontecem além da sua experiência. Não é porque você não vivenciou isso que tantas outras pessoas não viveram.
      Existe sim a coação psicológica, bem como a tortura psicológica.
      Tenha um pouco de empatia.

  • Nanda

    “E as mulheres precisam falar mais sobre isso, se abrir, contar suas histórias, ter coragem de se expor. Não só sobre estupro, mas mão na bunda, mão nos peitos, puxões de cabelo, paus pra fora da calça, agressões verbais. ”

    Acho importante ressaltar que o conceito de estupro abrange toda e qualquer contato libidinoso não consensual.
    Carícias, como as citadas acima, (mão na bunda, mão nos peitos, etc) são tão estupro quanto a penetração.

    • eikinkloster

      @disqus_nUUQPBdtOr:disqus “Acho importante ressaltar que o conceito de estupro abrange toda e qualquer contato libidinoso não consensual”
      Por esse critério então deve ser difícil achar um ser humano, homem ou mulher, que não tenha sofrido estupro…

      • Nanda

        Se o ato libidinoso não é consensual, é estupro, de acordo com o critério legal (Lei n°12.015 de 7/8/2009). E infelizmente o desrespeito ao consentimento alheio é tão corriqueiro que frequentemente é visto com naturalidade, como algo menor.
        Sim, envolve homens e mulheres, a lei não restringe à mulher. Mas não podemos ignorar que entre as mulheres o número de casos é absurdamente maior.

  • K.

    Fui estuprada pelo meu ex-noivo. Aliás, o estupro causou o término. Me senti suja e usada por semanas e não conseguia entender. Quase enlouqueci, porque estávamos numa fase absurdamente feliz, com planos para toda a vida, e ele me traiu e traiu a si mesmo. Tomei calmantes e quase fui parar numa clínica psiquiátrica, porque eu não conseguia aceitar o que ele tinha feito. Não havia desculpa de termos bebido, porque sempre bebíamos juntos e nada disso acontecia. Não havia desculpa de eu tê-lo beijado de um jeito mais assim ou assado. Ele me disse, “Aconteceu… Você estava desmaiada e eu fiz… Fiquei com vergonha de assumir”.
    Eu o perdoei, deixando que tudo isso passasse por mim, e se perdesse no passado, mas confesso que nunca me recuperei completamente do que aconteceu.

  • Oculto

    o fato é oque uma Criança de 12 Anos anda fazendo Tomando uns Drinks e estando em Apartamento sozinha, ela queria oque com isso, ser estrupada é logico né, olha oque ela diz ”eu e meu amigo tivemos um “date”, saímos juntos pra jantar, conversamos, rimos. Fomos pro meu apartamento, depois. Tomamos um drink qualquer. Eu queria estar com ele, eu estava atraída, eu estava a fim.” e a culpa é de quem, ?

    • K.

      nossa, cara. você precisa voltar para as aulas de interpretação de texto.

    • Felipe Cardoso

      cara, releia o texto, ela não tinha mais 12 anos nesta circunstancia… (a menos que ela tenha apenas 22 anos de idade…)

    • Paula Abreu

      Fácil: de quem estuprou.

      • Victor

        E sua também, que sem sombra de dúvidas brincou com os sentimentos do cara!!! Um homem não é uma mulher com pau, vcs feministas têm que entender isso!!! Chamar o cara pro seu ap, tomar um drink, ai depois a coisa esquenta e vc não se sente mais tão confortável, e simplesmente manda o cara pra casa. Isso não é crueldade da sua parte não? Não concordo com o qu ele fez, ele te estuprou, mas você foi ABSOLUTAMENTE INSENSATA. Já fui a outra parte, o cara que levou o grande “blue balls”… Chorei por dias, me achando o maior retardado da história, sabendo que alguém que eu gostava estava me tratando com um grande idiota, eu apaixonado e não tive coragem de fazer o que esse cara fez contigo. Sinceramente, as vezes me pergunto se agi certo…

      • Paula Abreu

        Victor: não tive culpa NENHUMA no que me aconteceu. NÃO brinquei com os sentimentos do cara nem o tratei como idiota. Nem sequer me recusei a fazer sexo, não mudei de ideia nem nada (o que, diga-se de passagem, seria um DIREITO meu!). Não ME julgue baseado com coisas que aconteceram com VOCÊ. Releia meu texto e veja que estou falando em sangue na roupa de cama, uso de força física irresistível pra uma mulher do meu tamanho e por aí vai. Isso é muito diferente de simples sexo. Este homem me machucou para se satisfazer e não, NUNCA serei culpada por isso. Inadmissível, desculpe.

      • Victor

        Bem, no seu texto, pra mim, não tinham ficado claros alguns pontos que você acabou de escrever. Se realmente o cara quis exclusivamente te agredir e você não se opôs a fazer sexo com ele, retiro o que disse, totalmente. E também me perdoe pela minha precipitação e conclusões erradas. Lamento pelo o que ocorreu com você, de verdade…
        Agora, deixa eu tentar (tentar) esclarecer alguns pontos e dar a minha opinião sobre a reação exagerada de alguns caras(como eu) ao seu texto. Pra mim é surpreendente a ocorrência de um fato desses, nessas condições (na casa da vítima, sendo tão escroto com a mulher que você de dispôs a sair). De alguma forma, ao ler um texto desses, nos (me) parece que é uma acusação pessoal, um aviso chocante do quão agressivos e escrotos somos. Machuca, queremos responsabilizar a vítima, sei lá. Fiquei surpreso também com a passividade, por conta do choque, que acomete algumas mulheres! Algumas garotas comentaram que simplesmente não conseguem reagir ou falar coisa alguma quando se vêem numa situação similar. Isso é tudo o que não pode acontecer, no auge do tesão do homem agressivo e sem noção, o silêncio da mulher é um absoluto consentimento.Nunca estuprei, tenho asco quando imagino alguém que conheço sendo estuprada. Mas esse tipo de dominação é sim estimulante pra mim, confesso. Me dá tesão imaginar a mulher totalmente subjulgada. Seu texto serviu de (doloroso) alerta sobre até onde a coisa chega quando se perde a noção sobre o que se passa do outro lado, nesse ponto seu texto realmente acrescenta, além de provavelmente ter te servido como terapia.
        Parabéns pela coragem…

  • Anon

    Topless é um direito feminino ou um atentado ao homem?

    • Anon

      Somente recebo dois negativos e nenhuma argumentação? Desculpas mas os peitos femininos tem uma conotação muito mais sexual que os masculinos, tem de se escolher um caminho na discussão, ou a nudez da sexualidade é abuso ao par ou não é.

  • http://www.facebook.com/paula.maria.16906 Paula Mariá

    Paula, muito forte e cheio de coragem o seu texto. Eu só quero pontuar uma coisa nele: Não foi a sua atitude frente ao estupro que colaborou com ele, não é ela que faz com que os abusos contra a mulher continuem acontecendo, foi a DELE. Nós tendemos muito a achar que temos culpa da violência sofrida, mas nós não temos. A atitude que faz com que as mulheres continuem sendo estupradas é a de não se importar com o nosso consentimento, de achar que estamos ali para agradar e para servir de objeto, coisas cometidas exclusivamente por ELE, não por você.

    Não carregue uma culpa que não é sua. Quem colabora para a cultura do estupro é o estuprador.

  • marcelo

    Ta na moda agora dizer que foi abusada, pegou o bonde da xuxa?
    Socializar a dor ajuda a amenizá-la?
    Devia fazer esse relato pra um agente público nao em um blog, o que deseja é a repercussão e nao tentar evitar que outras mulheres sejam abusadas por quem te abusou, internet nao é psicólogo. Sua omissão só deixou um criminoso impune e esse relato nao serve pra nada.
    Isso ajuda a alguem? Só a voce.

    • Guest

      A sua opinião opressora também não ajuda ninguém. Por que não guarda ela para si?
      Homens podem falar de mulheres como querem, contar quantas garotas pegaram, se gostam de bunda peitos grandes, pequenos, médios. Fazem relatos minuciosos sobre como conseguir isso, aquilo, e tudo mais na cama. Nos xingam, nos diminuem e nos difamam. Muitos chegam até riem.
      Agora uma mulher falar “naturalmente” sobre um assunto feminino, é moda? Sinto pena de homens que acreditam que falar abertamente sobre estupro é querer se promover. Porque muitas de nós se mantêm caladas pelo simples fato de ser um assunto absurdamente humilhante e embaraçoso. Não se fala “Fui estuprada” como se fala “Tomei um banho”.
      Não se assume uma violência dessa por qualquer coisa. Ter coragem de contar para uma outra pessoa é um passo para ter coragem de ir à polícia fazer uma denúncia e passar por um processo degradante de perícia, no qual, no meio de tudo isso, podemos passar por mentirosas e até sermos acusadas de calúnia, dentro de um sistema muitas vezes absurdamente machista. Ter coragem de escrever sobre um estupro para tantas pessoas, é dar coragem à outras mulheres de se abrirem e terem mais coragem para se livrar desse bicho-papão que tira o sono de muitas de nós.

    • K.

      A sua opinião opressora também não ajuda ninguém. Por que não guarda ela para si?
      Homens podem falar de mulheres como querem, contar quantas garotas pegaram, se gostam de bunda e peitos grandes, pequenos, médios. Fazem relatos minuciosos sobre como conseguir isso, aquilo, e tudo mais na cama. Nos xingam, nos diminuem e nos difamam. Muitos homens até riem.
      Agora uma mulher falar “naturalmente” sobre um assunto feminino, é moda? Sinto pena de homens que acreditam que falar abertamente sobre estupro é querer se promover. Porque muitas de nós se mantêm caladas pelo simples fato de ser um assunto absurdamente humilhante e embaraçoso. Não se fala “Fui estuprada” como se fala “Tomei um banho”.
      Não se assume uma violência dessa por qualquer coisa. Ter coragem de contar para uma outra pessoa é um passo para ter coragem de ir à polícia fazer uma denúncia e passar por um processo degradante de perícia, no qual, no meio de tudo isso, podemos passar por mentirosas e até sermos acusadas de calúnia, dentro de um sistema muitas vezes absurdamente machista. Ter coragem de escrever sobre um estupro para tantas pessoas, é dar coragem à outras mulheres de se abrirem e terem mais coragem para se livrar desse bicho-papão que tira o sono de muitas de nós.

    • Livia

      Meu, cala a boca, seu babaca. Você não sabe o que está falando. Eu queria ter a coragem que ela teve de contar a minha história de abuso. SIM, ela fez muito! E não ajudou só a ela, ajudou a mim também! Eu li o texto e os comentários me abriram os olhos no sentido de que isso acontece com muito mais gente do que a gente imagina.
      Você não sabe o que está falando sobre OMISSÃO. Você não sabe tudo o que acontece na nossa cabeça.
      Eu me achava a sabichona e acabei mordendo a minha língua. Falava: “Mas essa trouxa, por que não denunciou o cara?”. Ah, se fosse fácil assim. Mordi minha língua MESMO. Então, muito cuidado pra não morder a sua também.

    • Victor

      Cruel da minha parte, admito, mas penso igualzinho a você!!!

    • eikinkloster

      @8fb1f7b86933be9d51c3f12d446c1622:disqus “Socializar a dor ajuda a amenizá-la? ” claro que ajuda. e publicar esse tipo de relato tem mais efeito social do que a própria denúncia crime. discutir socialmente questões muda paradigma.

    • Marcela

      Ajuda sim, me ajudou e deve ajudar muita gente. Você é MUITO mas MUITO ignorante, sem empatia e compaixão.

  • http://www.facebook.com/volstag.thunderhead Volstag Thunderhead

    Tenho vergonha de viver entre homens assim, fui criado por uma familia que me deu muito carinho e vivi por muito tempo sem saber que existiam essa e outras realidades, tive educação para sequer pensar em uma coisa dessas, e até hoje me é dificil tomar certas liberdades com mulheres, geralmente elas tem que tatuar na cara delas a intenção do que querem, enfim, conforme fui crescendo e adquirindo conhecimento, fui me horrorizando cada vez mais com esses caras, que podem ser qualquer um, um amigo, um parente, isso choca totalmente qualquer um e NÃO deve ser levado como algo natural ou corriqueiro!
    Esta grande mensagem que você postou pode ter certeza que dará coragem a outras pessoas, e elas irão lutar, e fazer a diferença.
    Na minha opinião, homem que faz algo assim com uma mulher merece cadeira elétrica.

  • Maíra

    Passei por uma situação parecida, com final diferente. Um ex que virou amigo, não tínhamos mais nada há coisa de uns dois anos, e numa dessas noitadas da vida ele foi dormir lá em casa. Foi, sem ser convidado, pra minha cama (ofereci o sofá-cama pra ele, e só), e só parou com as investidas (vários nãos depois), quando consegui me desvencilhar, acender a luz e encarando ele gritei: “é sério que você vai me estuprar?”. Ele ficou chocado, levantou e voltou pro lugar “dele”.
    Não estou defendendo ele, até porque, nunca mais entrou na minha casa – quase escorracei de manhã. Nos falamos, ele me trata bem e com carinho, mas não confio mais. Ao mesmo tempo, lembrando do choque dele quando falei a palavra estupro, com todas as letras, me pergunto até que ponto ele tinha a exata noção que era isso mesmo o que estava fazendo.
    Precisamos contar mais as nossas histórias, deixar claro que não dizemos “não” por charminho ou “cu doce”, como eles tanto gostam achar, e deixar claro também que o fato de eu ter escolhido dar um dia não libera o meu corpo para o prazer dele para todo sempre e amém. Temos que deixar claro que é sim violência, que é sim estupro; deixar claro para nós e para eles também. E se possível, mães e pais de meninos, expliquem isso para seus pequenos o quanto antes. Nossa sociedade está ainda com valores distorcidos demais, se não deixarmos isso claro e transparente para eles, eles podem cometer essas violências achando que não é “nada demais”.

  • Joana

    Escrevi um texto contando minha história, mas pelo jeito não foi…

    Em primeiro lugar, nada, nada justifica o estupro. Nem saia curta, nem mulher sozinha, nem bêbada ou drogada… nada.

    Porém….

    Nós mulheres precisamos ouvir mais nossa intuição e nos respeitar mais. A maior parte de nós sabe o nosso limite… Sabe que um copo a mais vai nos deixar tontas, sabe que deixar o cara entrar no nosso ap pode ser interpretado como convite para o sexo, sabe que aquela saia curta vai provocar desejo nos homens. Mas nós queremos ficar soltinhas e sentir que somos desejadas e gostosas… Então passamos por cima dos nossos limites pra atender nosso ego, e aí corremos perigo. Quantas vezes ignoramos aquela voz na nossa cabeça dizendo: “Pare de beber”, ou “Não durma com este cara”, ou “Não fique sozinha com esta pessoa”. Mas a gente é muito moderna e feminista, a gente é livre e pode tudo. O cara que tem que nos respeitar! .. Pois, sim, é verdade, o cara tem mesmo que nos respeitar. Mas acho que muitas vezes, nós não estamos nos respeitando. Brincamos com o perigo e queremos sair ilesas, grandes heroínas. Mas quando fazemos isso, não somos coerentes nem sensatas. E depois reclamamos que não nos respeitam…

    • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

      E quando vamos poder usar a roupa que quisermos e beber o quanto tivermos vontade, como fazem os homens? Quando isso deixará de ser perigoso?
      Quero muito viver num mundo assim, onde minha saia ou meu decote não me tragam perigo!

  • Andi

    Paula, mesmo que seja uma exposição muito grande (como tantas outras nos comentários e, em breve, o meu relato), parabéns pelo texto. É preciso falar e alertar sobre isso.

    Com um ex-namorado, passei por situações que me chocaram, uma no começo e outra no fim (fiquei um ano com ele, mas nem sei bem o motivo). Até o segundo mês de namoro, ele falava, tanto pessoalmente como no msn, que ia “me estuprar de brincadeirinha”, como se isso existisse e fosse normal. Bem, para ele, devia ser. Ele parou com essas menções depois de eu deixar muito claro, com voz firme, que era pra parar, que eu não gostava de ouvir aquele tipo de coisa.

    Deveria ter terminado tudo já naquela época, mas, entre outros fatores, outro fato influenciou para que eu terminasse com ele: estávamos discutindo um caso que foi muito comentado no RS e em SC, o do filho da maior empresa de comunicação do Sul que teria estuprado, junto com amigos, uma colega de escola de uns 14 anos com o “plus” de introduzir um controle remoto na menina. Palavras do meu ex: “ah, mas ela deve ter feito alguma coisa pra acontecer isso aí”.

    Juro, foi um choque. Contra-argumentei, claro, até porque somos estudantes de Comunicação Social e senso crítico costuma ser valorizado no nosso ambiente. Mas a coisa ia muito além da faculdade, e ouvir essas palavras de um namorado, como se a mulher – qualquer mulher – fosse um nada, isso me paralisou e me fez pensar por horas.

    Na mesma faculdade onde estudamos, alguns colegas têm a mesma mentalidade. É vadia, é vagaba, mereceu. No caso da moça do Big Brother, nesse ano, foi mais ou menos assim.

    Jamais permiti que esse meu ex me tocasse quando eu não queria, mas acredito que qualquer pessoa é perfeitamente capaz de cumprir o que diz “brincando”. Antes disso, os mesmos abusos comentados antes são alguns pelos quais passei (desconhecidos no ônibus, não estar tão a fim de transar…).

    • Felipe G.

      Existe estupro de brincadeirinha, é chamado estupro consentido e é uma fantasia de várias pessoas – homens e mulheres.

      E pelo amor de deus mas usar aquela mulher do big brother como argumento não faz sentido nenhum. Ela claramente ficou bebada e topou ir para a cama com o cara.

  • Ludmila

    Parabens pela coragem. As coisas vão melhorar. =)

  • Paula

    Ótimo texto querida. Senti uma angústia muito grande ao lê-lo, pois me
    recordei de diversos abusos, que só recentemente fui entender como
    violência. Tenho apenas vinte anos, e com 16 anos um homem tentou me
    estuprar no banheiro de um bar, eu havia ficado com ele, mas em nenhum
    momendo dei a entender que queria sexo, e ele me empurrou para dentro do
    banheiro e mesmo eu gritando ele me segurava, felizmente consegui
    fugir, e sai correndo do local. E sofri outros diversos tipo de assédio,
    como um homem roçando em mim no ônibus, e ele ainda teve a ousadia de
    me dar um tapa na bunda e me chamar de safada ao sair. E eu meio
    paralizada de medo, meio sem entender ou acreditar que um desconhecido
    poderia ser tão desrespeitoso, fiquei calada. Felizmente hoje ajo
    diferente. Há alguns meses eu estava andando na rua pela manhã, vestida
    discretamente (e mesmo que não estivesse, isso não daria direito nenhum à
    homem algum) e um desconhecido apertou a minha bunda, e saiu dando
    risada. Quando ele percebeu que eu não ia deixar passar e comecei a
    gritar “estuprador!” ele saiu correndo, o persegui por algumas quadras,
    pedi ajuda em uma viatura, mas nada. Ele escapou e os policiais (homens)
    disseram que não poderiam fazer nada. E só me restou a sensação de ter
    sido roubada, injustiçada, abusada..
    Mais recentemente, há uma
    semana, eu tive uma briga com meu namorado e ele me espancou. Ele não
    tentou nenhuma violência sexual, mas me subjulgou. Ele, que sempre
    defendeu as mulheres, sempre se declarou feminista, se descontrolou e me
    espancou, me segurou, me jogou no chão, socou meu rosto e apertou minha
    garganta. Sim, o homem que era feminista, e mais, o homem que dividia a
    cama comigo há anos. Talvez isso não pareça muito grave para todos, mas
    como fica o psicológico de uma mulher que tem a confiança traída dessa
    maneira? Que é subjulgada e agredida pela pessoa que ama? E ele não
    admite que me machucou ou que me bateu, então me vejo sem saída, como
    feminista, como MULHER, eu não posso perdoar essa violência. Se eu
    perdoar, posso estar legando à outra mulher o mesmo sofrimento que eu
    passei. Então me vejo em uma situação muito dificil emocionalmente, que é
    punir judicial e publicamente o homem que amava. E acho que o dano
    psicológico para quem sofre essa e outros tipos de violência sexistas, é
    algo que não é compreendido pela sociedade, e só sentimos solidariedade
    de outras vítimas, infelizmente.

    • Tassita

      Nem sei o que dizer. Coragem, minha amiga!

      • Paula

        Obg querida! Mesmo sendo doloroso, não podemos nos calar. Não quero ser cúmplice de algo que repudio.

    • Maverick_RJ

      Não misture as coisas..
      Ele te agrediu e deve ser repreendido e punido por esta violência…

      Nada tem a ver com o fato dele ser um defensor das mulheres, simpatizante do feminismo…

      A menos que você garanta que mulheres não brigam entre si, e que uma não espancaria a outra, mesmo se tratando de duas feministas…

      Sou separado. O desrespeito da parte dela para comigo era tão grande, que sim, cheguei a beira da violência algumas vezes…

      Refletindo sobre isso, e comparando minha essência e meu comportamento em outros relacionamentos, me dei conta de que o sentimento de agressão não era meu, e que ela não “foderia” mais minha paciência…

      Escolhi por me separar…

      Hoje vivo um namoro feliz, com uma doce mulher, equilibrada, que procura resolver tudo da maneira que eu gosto… Carinho e diálogo…

      Escolhi não agredir, tive que me controlar sim, o sangue fervia…

      Isso era ela se pondo na situação de risco por escolha própria…

      Se eu a agredisse, ainda que sem justificativa, seria por ter sucumbido a uma modificação onde o produto final não era eu…

      Se eu a agredisse, deveria sim ser punido…

      Se eu a agredisse, teria meus motivos, ainda que não tivesse razão…

      Diferente do cara que chega em casa bebado/drogado e bate na mulher/filhos e etc…

      No dia em que saí de casa, eu estava tranquilo, conversando em voz baixa, sem alterações… E ela me agrediu, me cortou, me arranhou, me chutou e etc…

      Chamei a polícia militar…. que RIU da minha chamada e perguntou se deveriam mesmo mandar uma viatura… eu disse que sim…

      A viatura nunca chegou….

      E se eu a tivesse espancado, a viatura chegaria ?

      Triste é contestar que a mulher agride o cara (não afirmo que foi seu caso) de alguma maneira e não quer revide…

      Homens, não revidem, por favor…
      Mas, não deixem impune tb…
      É louca e Agressiva, VAZEM, METAM O PÉ…
      Como o Leão da Montanha: Saída estratégica pela esquerda….

      Quer nos contar, por que apanhou ?
      Ele tem que pagar. Está errado de qualquer maneira.
      Mas, a menos que vocês não estejam preparadas para entrarem numa briga como se fossem homens, e em um espancamento que pode terminar em morte, não agridam um homem… Nada lhes dá este direito também…

      Uma vez minha mãe apagou um cigarro na cara do meu pai, em copacabana, no meio do público… Eu não o culparia se ele tivesse virado o focinho dela pro outro lado… Revide a uma agressão gatuita, sim, minha mãe é uma louca ciumenta… Não tenho o que reclamar dela, mas, meu pai tem, e muito…

      Meu pai não revidou, e o respeito ainda mais por isso…. mas, o resultado de atos como este será mais trágico na maioria das vezes….

      • Paula

        Maverick, primeiramente, eu não disse que ele tem algum mérito em ser feminista, eu adicionei essa informação para mostrar a minha surpresa e confusão perante ser agredida por um homem que dedica sua vida há anos à causa feminista (entre outras). Então eu jamais esperaria ser agredida pelo homem que me ensinou sobre feminismo, porque boa parte da minha formação se deve à ele. E isso não tem cabimento, mulheres brigam, casais também, etc, mas a questão é de posicionamento ético. Ele tem o dele esclarecido. Por exemplo, eu sou vegana e luto pelos direitos dos animais, então se um dos meus gatos quebrasse algo ou me atacasse eu jamais bateria nele, porque os meus estudos me levaram a crer que o animal tem direito ao bem estar tanto quanto eu, que sente medo e dor, como eu. Então como eu jamais bateria em uma mulher, eu não faria isso com um animal, ou criança, ou homem. E ele pelo menos dizia ter o mesmo entendimento que eu..

        Agora, eu jamais agredi ele, e inclusive, eu tenho 1,60 e sou magra. Nem que eu quisesse eu conseguiria agredir um homem muito mais forte do que eu.

        Eu acho que a violência não cabe em caso algum, de parte alguma. Mas vamos avaliar: Eu descobri que ele estava mentindo p’ra mim e fui esclarecer, quando começamos a brigar, ele me jogou no chão e o amigo dele teve que segurar ele para que não me agredir. Eu relevei isso afinal ele estava de cabeça quente e as pessoas se descontrolam, ok.

        A discussão acabou de maneira calma, e nós dois decidimos que não mais nos veríamos. Eu fui para a minha casa e cerca de uma hora depois, ele apareceu lá. Quando eu abri a porta ele entrou sem falar nada, foi até o meu quarto e derrubou tudo o que tinha em cima da mesa (computador, esculturas de gesso (sou artista plástica), tinta, livros, tudo o que tinha) quebrou tudo o que pôde, abriu as gavetas e jogou as roupas para fora, etc. Aí ele abriu a janela e ameaçou jogar uma caixa cheia de coisas pela janela do apartamento, e durante tudo isso eu gritando pra ele parar, para ter calma, etc. Nisso eu comecei a gritar mais, e ele me socou. Aí me jogou no chão várias vezes, me socando, e eu implorando para ele parar. Então ele me jogou na cama e começou a me estrangular, felizmente a menina que mora comigo chegou e interveio, falou que ia chamar a polícia e tal. Aí ele se acalmou, chamou ela de querida e falou que não estava acontecendo nada. Eu falei que se ele não fosse embora, eu chamaria a polícia, então ele foi. (Detalhe, quando ele chegou quebrando tudo e eu peguei o telefone pra chamar a policia, ele jogou o telefone em cima do armário.)

        Acho que uma mulher que agride o companheiro está completamente errada, inclusive está doente em cultivar umam relação baseada em humilhação e violência. Mas é muito diferente quando um homem agride uma mulher. Você e seu pai poderia ter fácilmente domado as mulheres se fosse necessário. O meu companheiro teria me matado se a minha amiga não tivesse chego. Ele teria me espancado até a morte, e a única coisa que eu tive forças para fazer foi arranhar o rosto dele enquando ele me estrangulava. Então acho que são situações bem diferentes.

        Mas com certeza, se nos percebemos em um relacionamento doentio, tanto homens quanto mulheres precisamos ter força para sair. Mas ainda afirmo que exite diferenças cruciais. Eu sou uma mulher independente, eu não dependia de nada dele, exceto emocionalmente. Mas e se eu tivesse engravidado como ele queria? E se tivesse ido morar com ele e ficasse apenas cuidando do nosso filho, como ele queria? Para onde eu iria? Eu seria obrigada à ficar com um homem que é um monstro para não ir para as ruas com um bebê no colo? Eu não tenho família que me abrigue, e muito pouco dinheiro. E se eu dependesse dele? Teria que sofrer agressões para sempre? Então acho que você deve considerar que essa minha hipótese é a realidade de milhares de mulheres. Não é tão fácil assim, e mesmo quando não há dependência material, eu mesma tenho que lutar com a minha conciência para punir o homem que era o amor da minha vida.

      • Raquel Dörnfeld

        Muito corajoso o seu relato, Paula. Sou filha de um casal que brigava muito, e no caso, minha mãe, de um metro e meio, era a agressora (meu pai com 1,92m, nunca revidou usando força física, me lembro apenas dele falar para ela calar a boca). Em nós, ele batia sempre que podia, nela não. Nosso maior medo era pensar que um dia ele poderia “perder as estribeiras” e revidar. Quando enfim eles se separaram, as quatro filhas não ficaram nem por um segundo tristes, na verdade nós comemoramos porque assim teríamos pai e mãe vivos. O segundo casamento da minha mãe também continha uma dose de violência, e o que eu aprendi com isso? Que não há nada pior do que permanecer quieta pra ver como as coisas ficam. Se você acha que alguma coisa vai acontecer se você denunciar, faça isso. Infelizmente, eu não acredito na justiça dos homens, conheço pelo menos uns cinquenta relatos em que a Lei Maria da Penha não foi capaz de proteger a mulher de novas agressões ou até mesmo da morte. Mas na justiça de Deus eu acredito. Guarde uma distância segura desse monstro e observe por si mesma como tudo tende ao equilíbrio, é só esperar. Que Deus te proteja e que vc continue firme na luta por direitos iguais em questões de gênero.

      • Areno

        @disqus_hSlHrBGjo9:disqus : Concordo que seu ex-marido foi ou ex-namorado não lembro agora foi covarde e isso é um absurdo!!!

    • Karine

      Ele não era feminista, só dizia que era.

  • anonimo

    http://papodehomem.com.br/fui-estuprada/#comment-653076231
    comentei antes e deram milhoes de negativos hahahhah

    seguinte: qq coisa q se faça com conotação sexual com uma criança merecia, na minha opinião, que o abusador sofresse uma pena em que sofresse mto, mto mesmo.

    eu sou da opinião de evitar me incomodar, então se a mulher fica fazendo mto doce eu me vou embora sem problemas, obviamente nunca mais procuraria esta mulher d novo, até pq acho q isso não é coisa de mulher, é de adolescente.

    porém tem mta mulher q é trouxa, como o caso que comentei do meu amigo, que não quis comer a mina e ficou com fama de viado na faculdade por causa disso (a mina espalhou isso pq ficou mordida c ele).

    acho q sempre devemos sempre respeitar o limite de não tocar nas mulheres sem ter certeza que pode, nisso se deduz q é lógico q uma estranha na rua com toda certeza do mundo não quer q tu passe a mão nela, é óbvio isso, tem q cagar a pau os caras que fazem isso com as mulheres na rua, é um desrespeito do caralho.

    também é óbvio pra mim que falar coisas tipo chamando a mulher de puta, vadia, enfim, xingar ela por causa da roupa que tá usando é mega desrespeitoso, é uma baita babaquice.

    porém creio que vocês (comentários) estão exagerando ao dar a entender q é um absurdo, que é um quase um estupro, que é humilhante pra mulher, mexer com ela, de boa, tipo assobiar ou chamar de gata, gostosa, linda.

    • Paula Abreu

      Ninguém falou que é quase um estupro, mas é, SIM, humilhante, desrespeitoso, incômodo e a prova gritante da diferença de tratamentos do homem e da mulher na sociedade. E discursos como o final do seu comentário são exatamente onde mora a causa do problema.

      • Paula Abreu

        Só a mulher sabe o que é humilhante para a mulher. Se uma mulher lhe diz que certa atitude é humilhante, errada, incômoda ou abusiva, ACREDITE.

      • anonimo

        Paula, concordo q se um cara, ao ver uma mulher na rua, fazer aquela cara de maniaco e chamar ela de gooooossssttttooosssssa, salivando, é ruim para ela, mas duvido, DUVIDO, que uma mulher fosse ficar ofendida se passasse o gianechini e mexesse com ela simplesmente falando gostosa e seguisse com o seu rumo. é isso q to falando, tu ta dizendo q é ofensivo pra mulher o cara assobiar fiufiu, isso q acho extremamente exagerado

      • Paula Abreu

        Anônimo, pense que essa mulher, muitas vezes, está acompanhada de seus filhos, amigos ou amigas. É sim, ofensivo/humilhante/um transtorno, mesmo que seja o Gianechini. E, mais uma vez, te dou a dica: temos aqui mais de 300 comentários, muitos deles de mulheres contando as suas histórias. Leia. Veja o que dizem as mulheres. E repita pra si mesmo esse mantra: é a mulher que sabe se o que se faz para/contra a mulher é ofensivo ou não. Aliás, o que você acharia se fosse a sua mãe, ou a sua filha? Acharia bacana também, respeitoso? Exagero delas ficar chateada?

  • http://www.facebook.com/carloshenriquedes Carlos Henrique Souza

    O pior de tudo é que hoje em dia é totalmente errado as coisas, as mulheres são ensinadas a se defender quando na verdade o ensinamento deveria vir de casa ensinando a respeitar o próximo, falta respeito e amor ao próximo e principalmente falta EDUCAÇÃO

  • Yorick

    Há *grandes chances* dessas estatisticas estarem totalmente erradas. É meio triste, porque abuso sexual é um problema serio, mas a realidade é que é extremamente comum e rotineira a distorção de dados em função da retórica feminista. Não adianta simplesmente ir no site do Instituto Patricia Galvão e puxar uns números. É preciso entender de que forma esses estudos são feitos. Não quero minimizar a importância de discutir violência sexual e estupro, pois sei que é uma dura realidade, tampouco quero fingir que abusos não acontecem. Mas é preciso que fiquemos com os pés no chão pra falar do assunto. E é preciso mais humanismo também.

    Pelo que já li, quando estudam ocorrências de violência sexual, é extremamente comum contabilizarem como estuprada toda e qualquer mulher que tenha sido penetrada depois de consumir álcool ou maconha, e também mulheres que respondam “sim” à pergunta “você alguma vez fez sexo e se arrependeu no dia seguinte?”. Esse tipo de coisa deu força à propagação do mito “1 in 4 women will be raped”, que ainda é repetido por aí sem que muita gente pense a respeito, só porque parece a coisa certa a se fazer.

    Nesse ponto, acho importante a atenção de mulheres, e principalmente de mulheres feministas: categorizar como “estupro” uma noite em que a mulher se entrega consensualmente, mas se arrepende no dia seguinte, é desrespeitoso com mulheres que passam por situações de violência real. E por mais que a gente saiba que há, sim, casos e mais casos de mulheres e homens que são abusados porque estão fragilizados após o consumo excessivo de álcool, não podemos fingir que toda e qualquer mulher bêbada não sabe o que faz, e está sendo estuprada. E não podemos fingir que apenas a mulher tem o juízo incapacitado por conta da embriaguez. Todo mundo faz sexo depois de beber, e isso muito raramente é um problema.

    O texto é corajoso? Sim, claro. Mas quando a autora diz coisas do tipo “mulheres nunca estão a salvo” ela assume um tom acusador, ajudando a sustentar um clima puramente adversarial, de medo e paranoia constante, e isso não empodera ninguém. Mulheres estão, sim, a salvo. Seja sozinhas, em boa parte dos casos, seja ao lado da grande maioria dos homens, não há nada o que temer. Homens não são vilões.

    Lendo os comentários, vi que a autora do texto escreveu: “Homens, não se sintam tão confortáveis assim simplesmente porque não são estupradores.” Isso tá totalmente errado, e sinceramente, eu considero um comentário agressivo e violento. Me ofende enquanto homem. Nós não somos estupradores. Estupradores são estupradores. A vasta maioria dos homens nunca estuprou e nunca vai estuprar ninguém. A vasta maioria dos homens não precisa refletir sobre nada disso – a não ser que queira se envolver com o assunto, que é o que eu tenho feito -, e pode ficar perfeitamente confortável. A vilificação de homens e da sexualidade masculina precisa parar.

    O discurso em prol da liberdade feminina continua sendo importante, e sempre será, mas é importante reconhecer que há excessos no feminismo. Quem se interessar leia “Who Stole Feminism?”, de Christina Hoff Sommers, o ensaio “No Law in the Arena”, de Camile Paglia, ou “The Myth of Male Power” de Warren Farrell, três feministas dissidentes que atentaram para os problemas decorrentes de campanhas feministas recentes, e cujo discurso dificilmente encontra muito espaço por conta de dogma. É importante discutir o assunto, mas insisto: é importante que isso seja feito com honestidade e respeito. E isso, infelizmente, tem faltado em muitos casos.

    • Jo

      Yorick,
      fiz dois comentários neste site e ambos foram apagados. Creio que segui a política do site e não quis ofender ninguém. No primeiro comentário, me dei ao trabalho de contar minha história, os assédios, e dei minha visão sobre o que houve – eu acho que eu me expus demais e errei. Isso não justifica a atitude dos caras, mas eu errei. Apagaram meu comentário. Então escrevi outro mais resumido, criticando a postura feminista de colocar toda a culpa no homem. Novamente, foi apagado.
      Este é o último comentário que vou fazer aqui. Este site que parece ser liberal e moderno censura comentários contrários a sua postura. Mal posso acreditar que perdi meu tempo escrevendo minha história para alguém ler e decidir que não está de acordo com a filosofia do site. Dar liberdade de opinião às pessoas, isso sim é moderno. Forçar a barra e botar a mulher como uma vítima em qualquer ocasião é falso manipulador. Achei lamentável a postura do site.

      • Alice

        e eu achei lamentável você ser um homem…

    • Paula Abreu

      Desculpe, mas não entendi como o meu comentário foi agressivo ou violento. O que eu disse foi que, ainda que não sejam estupradores, os homens leitores também podem refletir sobre como tratam as mulheres no dia-a-dia, pois há outras ações e atitudes machistas ou abusivas mencionadas tanto no meu texto quanto em dezenas de comentários. Que, mesmo que o leitor homem não pratique, é interessante que perceba o quanto incomodam, atrapalham e intereferem diariamente na vida das mulheres. E, com isso, talvez o leitor homem não estuprador e nem abusador de mulheres, consiga entender um pouco melhor as mulheres e suas histórias de vida. Foi só isso. Abraços!

      • Yorick

        O que interessa aqui é o discurso do subtexto, e não do texto por si só. O que reside por trás da sua recomendação para que homens reflitam? A reflexão é sempre interessante para todos: homens e mulheres. O fato de que você escolhe destacar os homens, em particular, para uma sugestão de reflexão e desconforto, é agressivo e ofensivo.

        Homens não são estupradores.

        Estupradores são estupradores.

        Não há nada de particular no gênero masculino, como um todo, que mereça esse tipo de destaque, mas sabemos que é comum nos discursos feministas, que esse destaque seja feito sempre na insinuação de que existe um estuprador em todo homem, ou que todos que são machos participam em conluio de uma mítica cultura de segregação de privilégios ou de uma suposta cultura de estupro, que evidentemente não existe.

        Mais honestidade, por favor. A dinâmica de relações humanas é complexa, e não existe uma via só. São duas. Curiosamente, se você for pesquisar o debate atual na vanguarda dos estudos sobre violência sexual lá fora, você vai perceber que um dos assuntos mais falados é o fato de que a grande maioria dos estupradores foi abusada **por mulheres** na infância. Alguns estudos colocam a cifra em 60% e outros em 80%.

        Vamos acordar pra realidade, galera. Homens não são vilões, e mulheres não são donzelas indefesas.

      • Paula Abreu

        Yorik, você está tirando meu comentário de contexto. No texto em si, eu falo principalmente às MULHERES, e somente ao final digo que é importante os homens saberem o que acontece com as mulheres e como elas se sentem sobre isso.
        E o comentário a que você se refere – em que eu falo que os homens, mesmo não estupradores, também devem prestar atenção e refletir sobre o texto – é uma resposta a um comentário em que um homem diz que, como não é estuprador, então não tem nada a ver com ele o texto.
        Outra coisa: a quantidade de mulheres que se declararam ofendidas/humilhadas por comentários verbais e “elogios” feitos na rua, versus a quantidade de homens – que imagino não sejam estupradores – que comentaram que isso não passa de exagero, frescura, etc. é a prova cabal da importância de que os homens “normais” que não são estupradores reflitam sobre o texto e, principalmente, os comentários aqui.

      • Yorick

        Paula, eu lamento muitíssimo o que aconteceu com você. Sei que é um horror, e sei que não é raridade. Já aconteceu com amigas, já aconteceu com namoradas minhas. É um horror. No entanto, reitero a importância de lidar com o assunto de forma honesta. Sem tom acusativo, sem exagero, sem extrapolação de dados estatísticos.

        Considero exagero colocar o estupro em patamar de comparação com o assédio nas ruas. Lembre-se que os homens que assediam nas ruas (prática que não aprovo de forma alguma) são os mesmos homens que condenam o estupro veementemente.

        A ideia de que esse tipo de assédio, ou que homens, no geral, ajudam a perpetuar uma “cultura de estupro” cai por terra totalmente quando você para pra pensar no que acontece com estupradores na cadeia.
        Homens não são estupradores.

        Homens odeiam estupro.
        Vamos separar as coisas pra que possa haver uma discussão honesta.

      • Paula Abreu

        Yorick, eu não estou falando que homem que assedia na rua é um estuprador. Mas é, sim, um homem que vê a mulher como um objeto, que a incomoda, a humilha, interfere no seu direito de ir e vir, causa transtorno na vida dela. Aliás, não sou só eu que estou falando, leia as centenas de comentários aqui.
        O ponto é: o direito das mulheres ao próprio corpo é violado por homens em diversas situações na rotina diária de uma mulher. E está na hora das mulheres falarem mais sobre o que as incomoda, pra que os homens possam entender melhor (e por alguns comentários aqui, nota-se que precisam MUITO começar a entender).
        Em nenhum momento no meu texto falei em “cultura do estupro”.

      • Yorick

        Paula, você tá insistindo em misturar assédio nas ruas com estupro. São coisas diferentes. O cerne do seu texto não é sobre assédio. Não adianta pegar uma sacola e botar dentro dela todo tipo de queixume feminino e querer entregar pro mundo. Cada coisa no seu lugar. Homens também tem muito do que reclamar. Todo mundo tem.

      • Alice

        e, pan!, jo e yorick são a mesma pessoa!

      • Yorick

        Não.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Sei bem que a maioria dos estupradores sofreram algum tipo de abuso. Pesquiso muito sobre isso. Nem todos de cunho sexual, e sim de violência por parte das mães provavelmente por isso o desprezo pelas mulheres como pessoa, mas a maioria dos garotos que foram molestados sexualmente na infância foram molestados por homens.

      • http://www.facebook.com/kzuda Kelly Nogueira Mulinari

        Claro, que mulheres também abusam, até mesmo estupram, mas se vc quer focar na “maioria”, tem algumas coisas que vc tem que rever…

    • Alice

      Baby, vá ser mulher primeiro, e ouvir de todas as suas amigas (todas) e também da sua mãe e das suas tias e das suas avós – de todas as mulheres que você conhece – as histórias de violência. Depois, venha falar de ‘excessos do feminismo’. Só haverá excesso no feminismo quando tivermos a mesma liberdade de ir e vir que vocês. E isso está longe de acontecer. Nem me venha com Solanas e blablablá. Essa discussão é legítima, a luta é legítima. Estamos falando de violência de gênero e não há forma alguma de dizer que ela não existe. Ah, rapidinho, mesmo que eu considerasse excessos do feminismo, teria que considerar que nenhuma luta deixa de ser legítima por seus excessos (o movimento negro cometeu excessos? talvez. deixou de ser legítimo por conta deles? nunca).

      • Yorick

        Excessos podem não tornar o feminismo ilegítimo como um todo, mas apontam para a necessidade de revisão de prioridades e reformulação de discursos. Diversas pessoas já apontaram aqui os problemas mais comuns, que se resumem à vilanização do homem e à vitimização da mulher.

        Sua liberdade de ir e vir, por ser mulher, não é mais ameaçada do que a dos homens. Muito pelo contrário: as grandes vítimas de violência no mundo todo são os homens. Quando isso vem à tona – e é uma verdade que ninguém questiona – o contra-argumento mais comum é de que também são homens praticando a violência em boa parte dos casos. Sim, mas e daí? Que importa pra mim, homem pacífico e inocente, que os criminosos também sejam do sexo masculino?

        Não importa. Que seja: atos de violência são causados também por homens. Com a exceção do estupro (se praticado fora das cadeias, é claro), homens representam *disparado* a maior quantidade das vítimas de violência. O que temos é um percentual ínfimo de criminosos, que em grande parte calham de ser do sexo masculino, ameaçando a população como um todo, e atingindo na maior parte dos casos homens inocentes, que não podem pagar o preço pelos desvios de uma minoria.

        A violência contra mulheres só assume um caráter especial pois se filia à percepção milenar de que, por gerarem a prole no ventre, possuem mais valor do que homens e por isso precisam ser protegidas.

        A realidade é que o “ir e vir” que você põe em questão é muito mais arriscado pra média dos homens do que pra mulheres. Dá uma olhada nas estatísticas de vítimas de crimes violentos por gênero e volta pra contar o que você descobriu.

        Enfim, recomendo, como já recomendei noutros comentários, ler Camille Paglia e Christina Hoff Sommers. São autoras feministas que trazem uma boa dose de sensatez a um discurso extremamente inebriado e movido muito mais pelo combustível da hubris do que pela luz da razão.

      • Alice

        ah, tá, claro que você sabe diferenciar direitinho híbris de razão. e claro que seu discurso é o da razão e não o da híbris. sei… no dia em que parar de usar argumentos mascus, ô homem pacífico e inocente, talvez mereça algum crédito. e tenta deixar de ser tonto só nisso aqui: homens não sofrem violência de gênero – nenhum homem é atacado por ser homem, ninguém julga seu gênero inferior, ninguém lhe diz onde é o ‘seu lugar’.

      • Yorick

        Eu não considero “mascu” ofensa. Não sou discípulo da Lola. Acho extremamente grosseiro, violento e agressivo, o modo como algumas feministas se esforçam pra calar vozes masculinas exigindo respeito e direitos.

        Masculinismo é uma realidade, e é uma necessidade. Curiosamente, as maiores vozes do movimento de Men’s Rights nos EUA são mulheres: mães que se preocupam com o futuro de seus filhos masculinos.

      • Yorick

        “Nenhum homem é atacado por ser homem”

        Você claramente vive noutra realidade.

      • Maverick_RJ

        O Homem só é morto por ser homem…

        Relatei acima, Guerra de torcidas organizadas… Vítimas 4, 3 homens e uma mulher…

        A mulher só perdeu a blusa do seu time. Não foi violentada ou agredida…

        Os homens foram violentamente espancados…

        Mas não era por serem homens… eram por serem integrantes da quadrilha rival… Como ela…

      • Maverick_RJ

        Arlindo Cruz diz:
        O meu lugar….

      • Jo

        “Sua liberdade de ir e vir, por ser mulher, não é mais ameaçada do que a dos homens”

        Opa! Não concordo contigo!
        A minha liberdade de ir e vir é mais ameaçada sim!

        Posso não ser estudiosa no assunto, mas creio que as mulheres representam alvos mais fáceis para os assaltantes, estupradores e etc. Eu fui assaltada duas vezes assim (o assaltante deixou passar um homem, mas quando eu estava passando me atacou) e presenciei um assalto da exata mesma maneira (o assaltante deixou o homem passar e atacou a mulher).

        Há maior quantidade de violência contra o homem porque há maior quantidade de homens se expondo ao perigo. É só olhar as estatísticas das grandes cidades no Brasil: grande parte das mortes são vinculadas ao tráfico de drogas, que é um negócio conduzido majoritariamente por homens.

        Imagino que se você for analisar a circulação das mulheres, verá que esta é muito mais restrita que a do homem, em termos de espaço físico e em termos de horários.

  • http://www.facebook.com/lilly.munster.35 Lilly Monster O Leticia de Mor

    Passando para deixar um relato, nós mulheres somos tão frágeis nesse mundo e nessa cultura em que temos que abaixar a cabeça para o outro mesmo estando certa. No carnaval deste ano em uma cidade próxima, uma jovem foi morta pq disse não! Somos sujeitas a isso, o medo de reagir e morrer deixamos que coisas ruins nos aconteça!! Segue no link a matéria do acontecido!

    http://extra.globo.com/casos-de-policia/jovem-de-21-anos-leva-tiro-na-testa-morre-ao-reagir-cantada-durante-carnaval-de-rua-em-nova-iguacu-4040659.html

  • Só um detalhe

    Desculpem, eu li tudo e achei muito legal o texto, mas tenho que falar isso: Os desrespeitosos são mais valorizados do que os respeitosos. Isso não justifica nada, eu sei, mas estimula esse tipo de comportamento idiota por parte dos homens.

    • alice

      Em que círculo social você vive? No meu círculo não é assim. Acho que você precisa conhecer outras coisas, outros mundos.

  • Yorick

    Há *grandes chances* dessas estatisticas estarem totalmente erradas. É meio triste, porque abuso sexual é um problema serio, mas a realidade é que é extremamente comum e rotineira a distorção de dados em função da retórica feminista. Não adianta simplesmente ir no site do Instituto Patricia Galvão e puxar uns números. É preciso entender de que forma esses estudos são feitos. Não quero minimizar a importância de discutir violência sexual e estupro, pois sei que é uma dura realidade, tampouco quero fingir que abusos não acontecem. Mas é preciso que fiquemos com os pés no chão pra falar do assunto. E é preciso mais humanismo também.

    Pelo que já li, quando estudam ocorrências de violência sexual, é extremamente comum contabilizarem como estuprada toda e qualquer mulher que tenha sido penetrada depois de consumir álcool ou maconha, e também mulheres que respondam “sim” à pergunta “você alguma vez fez sexo e se arrependeu no dia seguinte?”. Esse tipo de coisa deu força à propagação do mito “1 in 4 women will be raped”, que ainda é repetido por aí sem que muita gente pense a respeito, só porque parece a coisa certa a se fazer.

    Nesse ponto, acho importante a atenção de mulheres, e principalmente de mulheres feministas: categorizar como “estupro” uma noite em que a mulher se entrega consensualmente, mas se arrepende no dia seguinte, é desrespeitoso com mulheres que passam por situações de violência real. E por mais que a gente saiba que há, sim, casos e mais casos de mulheres que são abusadas porque estão fragilizadas por conta do consumo excessivo de álcool, não podemos fingir que toda e qualquer mulher bêbada não sabe o que faz, e está sendo estuprada. Todo mundo faz sexo depois de beber, e isso muito raramente é um problema.

    O texto é corajoso? Sim, claro. Mas quando a autora diz coisas do tipo “mulheres nunca estão a salvo” ela assume um tom acusador, ajudando a sustentar um clima puramente adversarial, de medo e paranoia constante, e isso não empodera ninguém. Mulheres estão, sim, a salvo. Seja sozinhas, em boa parte dos casos, seja ao lado da grande maioria dos homens, não há nada o que temer. Homens não são vilões.

    Lendo os comentários, vi que a autora escreveu: “Homens, não se sintam tão confortáveis assim simplesmente porque não são estupradores.” Isso tá totalmente errado, e sinceramente, eu considero um comentário agressivo e violento. Me ofende enquanto homem. Nós não somos estupradores. Estupradores são estupradores. A vasta maioria dos homens nunca estuprou e nunca vai estuprar ninguém. A vasta maioria dos homens não precisa refletir sobre nada disso – a não ser que queira se envolver com o assunto, que é o que eu tenho feito -, e pode ficar perfeitamente confortável. A vilificação de homens e da sexualidade masculina precisa parar.

    Quem se interessar leia “Who Stole Feminism?”, de Christina Hoff Sommers, o ensaio “No Law in the Arena”, de Camile Paglia, ou “The Myth of Male Power” de Warren Farrell, três feministas dissidentes que atentaram para os problemas decorrentes de campanhas feministas recentes, e cujo discurso dificilmente encontra muito espaço por conta de dogma. É importante discutir o assunto, mas com honestidade e respeito.

  • ANA

    A tá então vamos mudar o foco né, não vamos mais defender as mulheres e sim defender os pobres homens que são estuprados por segundo no mundo. Poupe-nos de suas hipocresias! Vocês devem pensar em quantas já estupraram. DESVIA O FOCO NÃO!

  • Tati

    Caramba! Parabéns pela coragem. Triste é ver alguns comentários que jogam a culpa para a pessoa que sofreu o abuso. Me lembrou o caso de uma famosa que ao admitir seus problemas devido a abusos sexuais sofridos na infância, tornaram o menor desqualificando a mesma.
    É super importante que isso esteja aqui e que outras mulheres relatem o sofrido e tenham coragem de dizer NÃO ao agressor.

    Eu sofri diversos abusos que você relatou. Desde imbecis exibicionistas a passadas de mão nas nádegas e puxadas de cabelo. Quando eu tinha 12 anos, recebi o recado de uma amiga para que eu fosse à casa dela. Chegando lá, encontrei o irmão dela que disse que a minha amiga estava no quarto dela. Ela não estava. Quando voltei para o local que ele estava, percebi que o filho da mãe tinha trancado a porta e ele foi logo me segurando pelo braço. Tentando me arrancar um beijo. O cara era duas vezes o meu tamanho. Me senti frágil, mas comecei a gritar que nem louca e disse até a mãe dele ouvir. Depois de tanto me debater, ele me soltou. Disse que gostava de mim. Nossas famílias eram muito amigas, e a irmã dele era minha melhor amiga. Eu não contei nada a ela e nem a ninguém. Sumi literalmente da vida da minha antiga amiga por causa do ocorrido. Não queria encontrar um cara que queria me forçar a qualquer coisa.
    Aos 13 estava em um ônibus com a minha mãe. Não vestia roupas provocantes, mas estava em um ônibus lotado e um velho idiota tentou passar a mão em mim. A minha começou a gritar no ônibus que o idiota de tão sem graça que ficou saiu do ônibus alguns pontos depois da tentativa.
    Você disse bem, não é só o estupro que nos agride, mas também as grosserias ditas como se fossem elogios. O puxão de cabelos e a pegada no braço que eu não autorizei. Me lembro de uma festinha que um armário tentou algo comigo e me ameaçou jogar na água (estava em um píer com uma amiga). Só não fui agredida porque uma amiga me salvou que viu a cena de longe e estranhou. Acreditem o segurança da festa chamado pela minha amiga, disse que não poderia fazer nada por mim. Como assim? Eu posso ser agarrada em uma festa que o segurança ficaria de camarote assistindo à agressão? É isso mesmo?
    Foi como alguém disse nos comentários… por uma diversão para o agressor, a vida de uma mulher é destruída.

  • Camila

    Que horror!

  • Marcos

    Não agarro mulher pelo cabelo ou pelo braço na balada, isso com certeza absoluta me faz um homem com menor eficiência em termos numéricos, mas e daí? Eu sou assim, sou gentil, sou romântico e carinhoso. Claro que às vezes me chateia ver os ogros se dando bem, não vou mentir, já tentei, assim como um chimpanzé de circo, imitar o comportamento deles, mas isso não me fez feliz. Já não tenho vergonha de responder à pergunta “e aí, pegou quantas?” com um grande conjunto vazio. Apesar de não justificar a violência, as mulheres têm que tomar cuidado com aqueles ambientes onde os processos se desencadeiam mais facilmente: baladas, motéis, etc. Homens têm que ter mais educação, respeitar a mulher, a namorada, a vizinha, a mãe, a professora, os amigos, os animais, o mundo está muito bagunçado. Mulher também tem que melhorar a educação, respeitar os homens e, principalmente, se respeitar.

  • Kaio Sousa

    O importante é que, depois do estupro, ainda falei amigavelmente com meu estuprador, e ainda tive pena dele.

    Pena?? Você deveria ter chamado a polícia isso sim.

    • Alice

      Último comment: vai te catar! Falta de empatia é psicopatia.

  • RenatoP

    Esses números são irreais demais.

    Se
    uma mulher fosse estuprada a cada 12 segundos isso representaria 5
    mulheres por minuto, 300 mulheres estupradas por hora… 7200 por dia…
    216 mil todo mês…2,628 milhões todo ano. Em alguns anos todas as mulheres do país teriam sido estupradas.

    Pra
    se ter idéia do que é isso, no GENOCÍDIO de Ruanda 250 mil mulheres
    foram estupradas em um ano. Isso é dez vezes menos do que o relatado aí
    no texto. Em um GENOCÍDIO.

    Isso é ridículo.

    Violência contra a mulher tem que acabar, mas eu já estou cansado de ver essas manipulações terríveis.

    Nos EUA, com 300 milhões de habitantes, temos 78 mil estupros/ano. Você realmente acha que com 200 milhões de habitantes nós estupramos 33 vezes mais? E aparentemente ninguém percebe essa chacina toda, já que a capital mundial do estupro é a África do Sul, com 1 estupro a cada 27 segundos… metade da quantidade de estupros que você relatou.

  • RenatoP

    Esses números são irreais demais.

    Se
    uma mulher fosse estuprada a cada 12 segundos isso representaria 5
    mulheres por minuto, 300 mulheres estupradas por hora… 7200 por dia…
    216 mil todo mês…2,628 milhões todo ano. Em alguns anos todas as mulheres do país teriam sido estupradas.

    Pra
    se ter idéia do que é isso, no GENOCÍDIO de Ruanda 250 mil mulheres
    foram estupradas em um ano. Isso é dez vezes menos do que o relatado aí
    no texto. Em um GENOCÍDIO.

    Isso é ridículo.

    Violência contra a mulher tem que acabar, mas eu já estou cansado de ver essas manipulações terríveis. Nos EUA, com 300 milhões de habitantes, ocorrem 78 mil estupros/ano. Você realmente acredita que o Brasil, com 200 milhões, estupra 33 vezes mais?

    PS: pare de deletar meu comentário, não estou sendo ofensivo, apenas estou expondo seu erro (ou sua mentira).

    • Alice

      Essa estatística tem como base a nova tipologia do crime de estupro no código penal, que considera qualquer ato não consentido estupro (pode ser um beijo violento, p.ex.). É um problema, por um lado, porque nos acostumamos a considerar estupro a ‘conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça’, mas não é uma estatística incorreta, no sentido que expliquei.

      • http://www.facebook.com/malubrazil Maria Luiza

        eu acredito que contabilize o numero de abusos, nao de mulheres. uma mulher pode ser assediada, abusada e violentada diversas vezes durante a vida.

  • http://www.facebook.com/felipe.prolo Felipe Prolo

    Sobre essa questão de dizerem que “há mulheres que provoquem” e/ou que “há mulheres que gostam da insistência”, já pensei bem a respeito. Minha conclusão foi: se acha que fazem assim, deixe-as na vontade. Que mudem de postura se realmente estiverem afim de te pegar. Não tenho o direito de arriscar um abuso em função de um “senso comum” sobre atitudes femininas. Se há “várias” que gostam do lance forçado, posso muito bem em algum momento, ou em vários, cometer abuso tanto contra alguma que pense diferente, como mesmo a alguma que compartilha desse “senso”. Independentemente disso, se você abusar, a culpa será sua, pois foi sua escolha arriscar o abuso ou não.

    Não é porque você por acaso topou com alguma idiota que significa que todas sejam. Nós homens também não gostamos de ser “generalizados”. Então que não façamos o mesmo. Considerem o discurso que cada mulher, individualmente, utiliza. Se diz “sim”, considere “sim”; se diz “não”, considere “não”. Há coisas muito maiores nisso do que o risco de perder uma trepada. Se ela reclamar depois, tente fazê-la refletir sobre o que isso significa, e seja firme na sua postura, se você realmente não quer cometer abusos. Se acham que as “dinâmicas” tem problemas, que tentemos mudá-las, ao invés de simplesmente reforçá-las, por talvez acharmos mais conveniente.

    Não se esqueçam que há também mulheres machistas, mas isso não nos dá o direito de também sê-lo. Como bem disse a autora do artigo, as mulheres juntas podem fazer muito. E nisso acrescento: os homens também. E homens e mulheres, conjuntamente. Não acredito que as mazelas do machismo irão se resolver completamente somente com mulheres discutindo sobre o assunto. Questionem seus amigos, ou mesmo estranhos, que constranjam mulheres publicamente. Tentem fazê-los refletir. Reflitam sobre suas próprias posturas. E mesmo questionem mulheres que dizem “não” e depois reclamem por vocês não terem “forçado a barra”.

    Tentar culpar todas as mulheres em função de atitude de uma parte delas não livra nossa barra. Não se esqueçam disso. Nós também não querem ser considerados dessa forma.

    Talvez os pontos que levantei aqui já tenham sido abordados nos comentários (não li todos). Mas deixo aqui o registro da minha opinião.

    • Alice

      Discurso lúcido, maduro. O melhor elogio a você nem sei qual é. Mas posso dizer: é isso.

    • Raquel Dörnfeld

      Felipe, se eu não fosse casada, iria cogitar essa hipótese agora, pois você é “pra casar”!!!! Brincadeiras à parte, fico realmente feliz e aliviada de saber que há pessoas sensatas e coerentes nesse mundo!!!

    • Thiago Di Rosato

      Compartilho o teu ponto de vista. Se a mulher quer fazer jogo duro, ela que fique na vontade ou vai toar uma “siririca”, então. Que fique no 0 x 0 ou que ela dê para um outro babaca. Eu entendo o “não” como “não” e não insisto. Azar!

  • http://www.facebook.com/mayra.balthar Mayra Balthar

    Poxa Paula, parabéns pela sua coragem em nos contar esse episódio da sua vida. Infelizmente, nós mulheres somos desrespeitadas em tantos níveis na nossa sociedade que determinadas aitudes acabam se “naturalizando”. Exemplos simples podem ilustrar a nossa situação: quando uma menina perde a virgindade isso é motivo de vergonha para ela. Pq? E pq o contrário ocorre com os meninos? Quando uma mulher chega cansada do trabalho e deixa a louça para o dia seguinte, ela é relaxada e porca. Quando o homem faz o mesmo, a culpa é da mulher dele. Quando um homem passa ao lado de uma mulher e fala palavras horríveis ( a fim de intimidar a mulher, só pode, pq nunca vi ngm ganhar o sim de alguém dessa forma) ele é visto como um garanhão. Agora, quando uma mulher olha um homem com um pouco mais de ousadia, ela é considerada fácil, depravada, até.
    Em vários momentos da minha vida já senti o “peso de ser mulher”. Além , das mãos abusadas que tentaram me apaupar no meio da multidão, tem a parte em que “ora bolas vc é uma mulher, a sua opinião não é tão importante quanto a de um homem”. Isso ocorre de uma forma velada às vezes, outras nem tanto. Infelizmente vivi um episódio recente em que quase fui agredida por um “amigo”, isso pq eu estava no telefone falando com a minha amiga – esposa dele- e ele achou que eu estava falando mal dele – detalhe, eu estava rindo e conversando um assunto que nada tem a ver com ele. Outros rapazes tiveram que segurá-lo para que ele não me batesse. Quem ficou como a culpada de causar a briga no final da história?? queem? eu! Simplesmente pelo fato de ter ligado pra minha amiga/esposa dele. Quer dizer, em pleno séc. XXI, o que difere essa cena daquela em Gabriela, onde o coronel Jesuíno pergunta muito irritado o pq dele não poder matar a própria mulher?! Uma vez que eu provoquei a briga pq liguei pra alguém, imagine o que a mulher dele não teria se o traísse! A impressão que tenho é que continuamos sendo tratadas como objetos por muitos – não somente homens, mas também por outras mulheres – e continuamos sendo subjulgadas e consideradas inferiores, só que veladamente (em alguns casos), que é pra não dar processo.

  • Tamires Murrad

    Essa é a realidade de muitas mulheres ao redor do mundo… O grande problema acredito eu, é que a maioria dos homens e infelizmente até algumas mulheres são infectados com essa visão, ou melhor com esses valores machistas seculares impostos em nossa sociedade, muitas vezes de caráter religioso… Somente quando evoluirmos como seres humanos, e atingirmos a consciência crítica é que de fato esses pensamentos e valores arcaicos vão perder força e importância… E para chegarmos à esse estágio temos de começar pela educação, é ela, e apenas ela que de fato transforma as pessoas… É isso!
    Ah, por favor gostaria de saber o nome do pintor dessas gravuras lindíssimas?Obrigada!!

  • Sofia

    Posso considerar que fui estuprada, só nao sei porque nao houve forca física, houve sim pressão psicológica, houve aproveitamento da circunstancia.
    Meu primeiro contato com um orgao sexual masculino, foi com meu irmao.
    Uma vez dormimos na cama de casal quando eu tinha uns 4 ou 5 anos, e ele tinha uns 7 ou 8. Eu estava de conchinha e ele começou a aproximar o pintinho dele na minha bunda. Eu estava sonolenta mas começou a me incomodar, e ai ele começou a tentar encaixar entre minhas nádegas, ele pediu que eu o ajudasse mas eu nao ajudei, fiquei queta, e acho que em algum momento me mexi para retirar seu pintinho do contato com meu corpo. Em outra ocasião, ele me chamou para o quarto dele (eu tinha meus 7, ou 8, e ele seus 10 ou 11) e estava pelado, mandou sentar do lado, e brincar de subir e descer com meus dedos no pintinho dele. Foi estupro? Eu tive curiosidade, tive ingenuidade por se tratar de meu irmão maior, uma referencia ou autoridade. E ele sempre foi muito agressivo comigo moralmente, verbalmente, e fisicamente com o tempo cada vez mais, entao eu era como anestesiada, ele sempre foi problemático, mimado, irado (ira mesmo), e perdido, e eu sempre fui o saco de pancada, a juiza das brigas, e o motivo de ciumes paternos ilusorios que alimentaram todos seus disturbios que eu tinha que aguentar.
    A primeira relacao sexual que eu tive, também acredito que tenha sido um estupro. Eu estava bebada e com sono, era numa festa na minha casa em que todos ja tinham se ido, e o menino com quem eu estava ficando dormiu comigo. Eu tinha 15, ele 20 ou 21. Eu estava de saia no escuro e nao podia ver nada, só deitei, mas uma brecha de luz iluminou que ele estava ficando nu e fez a pergunta ‘camisinha?’ eu só consegui responder ‘nao, nao… ‘ mas me referia a que nao queria que rolasse nada, e claro , ele entendeu que nao quis camisinha só. Quando deitou eu estava nas nuvens de sono e bebedeira de olhos fechados e mal conseguia sentir meu corpo. Aí fui sentindo algo entre minhas pernas, até que num momento senti uma dor MUITO forte, que por sorte, ou nao, foi amortecida pela anestesia que o alcool em excesso tinha me dado, mas dei um ‘AAAI’ de dor. Aí ele percebeu a situação e disse ‘voce é virgem??’ eu só consegui balancar a cabeça que sim e ficar de conchinha com a mao entre as pernas, ele falou ‘descuuuulpa nao sabia!’, e dormiu abraçado comigo. Isso foi um estupro, e nunca consegui assumir como tal. Acho que é a primeira vez que assumo, porque eu sempre considerei pra mim que nao foi minha primeira transa, porque nao tinha ‘entrado tudo’. A questão foi que na segunda vez, nao senti dor, entao eu realmente perdi a virginidade assim, mesmo sem entrar tudo.
    Num show quando eu tinha 14 anos um homem botou a mao dentro da minha saia e apertou minha bunda, eu virei pra trás e chinguei um ‘fdp!’ o mais extenso e alto da minha vida com toda minha raiva, ele ja tinha sumido, mas um menino que viu pareceu sentir raiva da situacao ou compaixao. Aqui no Rio de Janeiro houve uma moda muito babaca de ‘viver par mulé’ criada e alimentada por uns meninos mimados que resolveram fazer uns raps super machistas, e os garotos iam ao delírio. Esses caras nao viviam par mulé, viviam pro pau deles.
    Gostei muito do comentário do Alex falando sobre a ‘posse’ que corroi tudo que o homem toca. A mulher, a natureza, sao vítimas do sufoco mental que torna o homem um cego e inconsequente, impulsivo e impulsionado com a mesma irracionalidade de um impulso sexual. A falta de autoconsciencia e autocontrole foi glorificada e justificada para os homens em nome ao falo e também foi o cerne das religioes que fundamentam o Ocidente e carregaram consigo toda uma fundamentacao social do papel do genero masculino e do feminino, este ultimo sendo desvalorizado proporcionalmente a(crase) falta de autocontrole/consciencia masculina, desvalorizacao necessária para equilibrar todo esse machismo violento e dar espaco a tantos paus famintos e selvagens na sociedade com o minimo de resistência e dificuldades. Triste texto que escrevo sem pensar muito, triste realidade que sei e se sabe e se percebe. Triste inconsciencia humana e anti-ética.
    Tenho mais a dizer, mas estou com sono. Só sei que o cérebro humano na verdade tem 3 cérebros, 3 mecanismos: pimitivo (impulsos animais: ataque/defesa, acasalamento, medo, agrupamento, seguir líder), emocional, e racional. Ironicamente as sociedades se contorcem e retorcem e focam toda sua racionalidade e emotividade em controlar e regrar as causas e consequencias do cérebro primitivo. Sim, a mídia vangloria a entrega ao primitivismo, a inconsciencia e torna a evolucao muito dificil.
    É necessário sensibilizacao, autoconsciencia, autocontrole, e ética para evoluir como humanos e sair do estágio de animais selvagens portadores de um orgao que proporciona prazer físico. O prazer que pode proporcionar aliado a um equilibrio moral e energetico, é muitissimo maior que pagando uma puta com gonorréia, os homens tem de desistir do conforto de serem instintivos por compaixao de mulheres evoluidas.

  • http://www.facebook.com/juliojulianajulia Juliana Mendonça

    Eu concordo com a Paula em se tratando de ser algo mais do que estupro a questão e digo mais e algo muito social também uma coisa leva a outra um estuprador homem muitas vezes foi estuprado em sua infância ou adolescência ou ate depois de adulto ninguém esta livre de sofrer uma violência e na maioria das vezes quem faz já sofreu a mesma dor fui abusada (estuprada) com 5 anos de idade pelo tio do meu pai e o filho dele pelo padrasto do meu irmão mais velho filho do meu pai com outra mulher e pelos meus primos mais velhos depois com 6 anos parou por um tempo quando eu estava com 12 anos fui morar com a minha mãe (meu pai e minha mãe se separarão quando eu estava com 5 anos) e naquele mesmo ano antes de completar 13 meus padrasto teve relação sexual comigo pode parecer engraçado ou ate incrível mais a primeira vez que ele me penetrou eu achei que era so abuso eu ñ briguei ou chorei nem mesmo falei nada deixei ele fazer o que ele queria e confesso que ate gostei um pouco naquela época minha mãe e ele brigavam e bebiam muito quase todos os dias eu ia muito mal na escola mais ninguém ligava eu tinha que cuidar da casa e tinha mais dois irmãos menores para cuidar passamos por necessidades pois meu padrasto so queria saber de beber e minha mãe também minha mãe muitas vezes ia beber na rua e eu a acompanhava para tomar conta dela e dos meus irmãos que ela levava pra rua depois de muitas horas quando ela finalmente ia embora para casa quase sempre levava um amigo ou ate alguns amigos para beber em casa com eles ela depois de muito bêbada algumas vezes ia dormir e bom na verdade nem faço idéia de quantas vezes isso chegou a acontecer mais depois que eu colocava meus irmãos e a minha mãe na cama eu ficava a mercê desses homens algumas vezes quando meu padrasto não estava na rua e sim em casa eu fazia sexo com ele pra que ele não ñ brigasse com a minha mãe eu estava com 14 anos quando conheci o homem que hoje conseguiu me ajudar a mudar tudo isso mais eu estava naquela época muito decadente em casa fazia sexo na rua por $ 5 ou $ 10 reais pra comprar um leite e pães pra casa consigo me lembrar de chegar em casa com os joelhos ralados e minha mãe me perguntar o que eu estava fazendo eu dizia _mãe eu cai na rua.uma vez eu já cansada de tudo aquilo e me sentindo pior que um nada eu tranquei meus irmãos no meu quarto e disse que era pra eles irem dormir liguei um radinho do meu quarto e os deixei em casa sai dela porta da sala e meu padrasto e minha mãe se xingando minha mãe estava com uma faca e tentando furar a camisa do meu padrasto ela me olhou e gritou _Juliana vai agora chamar a policia corre que se não ele vai me matar. ele dizia pra mim _vai buscar mesmo a policia porque quem vai me matar e ela. Eu olhei pra eles e fui para a rua quando sai pensei eles não se matarão ate hoje não vão se matar agora e fiquei dando um tempo na rua daí fui a um bar de uma conhecida sentei lá e um homem se aproximou de mim (nessa época ainda tinha 13 anos) ele me ofereceu salgado e refrigerante eu estava com fome então aceitei ficamos ali conversando ate umas 2 hs da manhã quando eu resolvi ver se na minha casa já estava tudo calmo ele se ofereceu para ir comigo ele me acompanhou para chegar a minha casa existem 3 caminhos (minha mãe mora lá ate hoje) todos os três passavam por lugares escuros terrenos baldios resolvemos ir pelo morão era um morro uma decida um bocado íngreme que ñ tinha (e ainda não tem) iluminação publica quando chegamos à metade deste morão ele me puxou para um muro que tinha lá ele ficou me beijando e tentando tirar meu chorte eu não deixava foi à primeira vez que lutei com alguém em minha vida para não transar eu disse que era por volta de umas 2hs da manhã bom eu lutei com ele ate umas 6 horas choveu passou um homem eu pedi socorro e ele me ignorou eu continuei lutando ele me machucou um bocado quando eu já estava bem casada de lutar eu disse pra ele que já não agüentava mais eu disse pode fazer o que vc quiser so ñ me beije por favor então ele me olhou e disse assim ñ tem graça e foi embora eu entrei dentro de casa pela janela tomei um banho e deitei do lado da minha mãe quando eu já estava quase conseguindo pegar no sono o meu padrasto veio e fez sexo comigo bom meu pai é usuário de drogas e bom frisar pq isso fez uma grande diferença em minha vida pq quando eu estava com 14 anos em uma visita que fiz a ele e perto de completar 15 anos eu disse para o meu pai _pai eu quero experimentar drogas. ele disse _vc quer então espera. ele foi à rua e depois de meia hora ele voltou foi ao banheiro e cheirou cocaína saiu e me deu uma nota de 50 pra fazer um canudo e me disse como puxar eu experimentei e fiquei querendo mais depois disso descobri que a cocaína pra quem trabalha na noite e um meio de vc trabalhar a noite sem ficar cansada eu comecei a trabalhar como prostituta na noite do Rio de Janeiroeu me lembro que nessa época minha casa era farta eu só gastava com a cocaína e com roupas pra eu trabalhar na noite eu já estava com 15 anos eu já tinha me separado do meu namorado (homem que ajudou a mudar a minha vida) eu estava direto no centro do Rio de Janeiro trabalhando minha mãe estava bebendo menos mais meu padrasto ainda me usava quando eu ia completar 16 anos eu já tinha voltado com este homem que fez diferença (logo direi o porque) ele me disse que queria casar comigo então resolvi contar a ele sobre meu padrasto quando contei ele se revoltou e quis tomar uma atitude eu ñ o deixei pq sabia que a minha mãe gostava muito dele (padrasto) então eu disse pra ele vamos casar e esquecer tudo isso ir embora eu queria muito levar meus irmãos comigo mais um dia eu já com 16 anos recém completos eu descobri que meu padrasto estava abusando da minha irmã também ela era mais nova que eu 4 anos ela tinha 12 anos a idade que ele começou comigo eu me senti muito mal fiquei deprimida o dia todo na escola então decidi vou contar pra minha mãe e contei a revolta dela foi grande na hora mais com 1 mês ela já avia colocado ele em casa de novo e me expulsou de casa eu nesse dia quase bati na minha mãe mais eu ñ o fiz e por pior que ela possa parecer pra vcs nesse momento ela e a minha mãe e eu ainda devia respeito a ela demorou uns 2 meses e ele voltou de vez pra casa e quando eu estava com 16 anos e 8 meses eu casei mais continuei freqüentando a casa da minha mãe sempre me senti no dever de proteger a minha família msm que isso me custasse a minha vida bom quando eu estava com 18 anos poucos meses antes de engravidar da minha filha (tive 2 abortos anteriores) Julia ele voltou a me procurar eu tinha bebido um pouco e acabei deixando ele me usar depois que tive a minha filha eu cai em depressão e comecei a me entregar cada dia mais a drogas e a bebida me envolvi com o crak e a maconha também acabei indo morar do lado da casa da minha mãe e quando eu estava com 20 anos começou tudo de novo meu marido Julio trabalhava (e ainda trabalha) em plataforma de petróleo ele faz um regime de 15 dias embarcado e 15 dias em casa quando ele estava em casa eu usava menos drogas quando ele saia eu me entupia de drogas e ele se aproveitava disso bom a Internet derrepente apareceu na minha vida eu estava com 22 anos eu me envolvi com uma menina da Internet e sofri uma desilusão amorosa quando sai deste relacionamento já com meu casamento em crise e em uma forte depressão e muito envolvida com as drogas eu estava querendo mudar minha vida e já estava com 24 anos quando veio a acontecer algo que mudou radicalmente a minha vida e o meu modo de ver a violência sexual (notem que e a primeira vez que pronuncio violência) pq fui estuprada por um grupo de homens que usavam drogas comigo erão 8 ou mais homens e naquela noite me senti o pior dos piores seres humanos apanhei muito fui usada de todas as formas e passei quase uma noite inteira com eles se ñ bastasse à violência ainda fiquei grávida (eu avia saído de moto para comprar algo para fazer janta e comprar maconha quando a droga chegou com um amigo meu que tinha ido buscar pra mim na minha moto ele me chamou pra fumar um basiado com ele estávamos eu ele e mais 3 conhecidos nossos eu conhecia todos da escola já avião cidos meus amigos de escola bom eu fui fumar com eles um basiado e quando dei por mim já avia fumado 3 eles começarão a pedir que eu fizesse sexo oral neles eu disse que ñ ia fazer então eles começarão a me bater eu confesso que apesar de estar chapada eu tentei gritar e bater neles mais estava muito chapada eles sumirão com a). chave da minha moto e me segurarão quando eu vi tinha um bolinho de homens comigo e um bolinho esperando a vez eles gozavam na minha cara ñ sei pq mais faziam questão disso quase todo o tempo então quando o bolinho de homens acabava vinham o outro bolinho e aqueles que tinham acabado iaô fumar mais e depois voltavam de novo e de novo fiquei com eles lá por mais ou menos 4 horas ou mais eles ainda me levarão pra casa depois disso eles souberam que eu fiquei grávida e tentarão me estuprar mais 3 vezes delas só conseguirão 2 a ultima vez eu denunciei no DEAM já tem um ano isso e ate hoje eu ñ obteve nenhuma noticia da denuncia eu fui embora dessa cidade meu filho já esta com 3 anos hoje e ñ posso ir visitar minha mãe ou meu irmão pq tenho medo deles vivo em cárcere privado um cárcere criado pela justiça que ñ e feita tudo o que relatei tenho como provar com documentos e tenho ate fotos da ultima vez que me baterão eu ainda acredito que vou poder me sentir livre um dia mais livre da sociedade que me mantém com medo pq a justiça ñ e feita vlw por me ouvirem.

    • alice

      meu deus, quanta tristeza no seu relato! força aí! o feminismo pode te ajudar muito.

  • http://www.facebook.com/guuhsantanna Gustavo Sant’Anna

    Paula, aprecio sua coragem primeiramente. E repudio qualquer tipo de violência para ambos os lados.

    Digamos que no geral, digo NO GERAL, as pessoas tem muita facilidade em banalizar palavras e termos, não digo que é seu caso e sim nos comentários, sempre existiram os “machões” que irão querer arrumar X razões pra colocar a culpa na pessoa violentada, ou indo mais alem, no individuo que foi sequestrado, assaltado e afins.
    Fui criado com 3 mulheres em casa, 2 irmãs e minha mãe, não cresci com o pensamento machista que muitos de meus amigos cresceram, e também não cresci com o Feminismo. Detesto ambos os termos. Aprendi a ter respeito mutuo, não faço com os outros o que não quero que façam comigo, ou com qualquer outra pessoa.
    Esse assunto é complicado, porque da mesma forma que acho ridículo o cara que pega 50 mulheres numa micareta, é ridículo que uma mulher faça a mesma coisa, o cara que pega varias só ganha fama para os amigos, porque entre as mulheres será o “galinha” , e da mesma forma que a mulher que pega vários sera a “vadia” pros homens. Claro, isso é algo que acredito e que em conversas com outras pessoas se confirmam.
    Fato é, todos temos escolhas se a mulher quer transar com 100 caras? Ótimo, arque com as consequências, e se for um homem querendo transar com 100 mulheres? Ótimo também, arque com as consequências. As consequências que eu digo é, a mulher ou o homem será julgado pela sociedade, crescemos com muitos vícios, e o povo não perdoa irão apontar o dedo sem pensar duas vezes.

    • Nanda

      Gustavo, quero apenas ressaltar que o feminismo não prega a superioridade da mulher, nem tornar o homem vilão. O feminismo luta pela igualdade entre ambos, pois o machismo não prejudica apenas às mulheres, mas também aos homens e à toda a sociedade.
      Pra completar, o texto e o debate não estão tratando sobre “moralidade”, mas sobre “direitos sobre o próprio corpo e própria vontade”. Se sair com 50 homens ou 50 mulheres é vadiagem ou galinhagem para algumas pessoas ou para os olhos da sociedade, pouco importa. O importante é ter seus direitos de cidadão respeitados.

  • homem

    Acho incrível como o acesso a informação promove uma generalização da filosofia e da teorização das coisas. Pessoas sem muito preparo nessas áreas resolvem conceituar, reconstruindo e também desconstruindo alguns paradigmas ao seu bel prazer. Péssimo, péssimo…
    O texto estaria razoável, sim, nada brilhante, mas razoável, num caminho mediano de coerência interna e desenvolvimento de idéias simples não fosse pela tentativa de aprofundamento do conceito de estupro, alargando-o para um conjunto muito maior de variáveis.
    O que você tenta promover eu espero e rezo a Deus que nunca em tempo algum se consolide. Fazê-lo seria incorrer no mesmo erro que os pró-viados hoje em dia fazem. Criminalizam a “homofobia” baseado nos ataques de violência efetiva (concreta e física) contra bichas, mas alargam o conceito de homofobia até chegar aos comediantes que não podem mais fazer piadas com travestis.
    Pela sua linha de pensamento, é um pulo para o legislativo resolver eleger comunistas e feministas prontas para transformar qualquer mão-na-bunda de balada em prisão. É por aí que o Brasil caminha com kit-gay, lei das palmadas e outras patifarias.
    Não estou dizendo que isso foi sugerido efetivamente pelo texto, apenas antevendo um erro iminente que certamente adviria dele caso fosse aceito como a norma dentro de alguns anos.
    O mais incrível de tudo isso é que a moça escreveu um texto com idéias meio que diferentes, partindo de um pressuposto e estendendo seus limites para algo um pouco mais profundo. A população brasileira, provando sua ignorância completa, responde em grande maioria com comentários totalmente deslocados, incoerentes e em desacordo com o que foi dito no texto (sim, me dei ao trabalho de ler algumas dessas porcarias comentadas).
    De fato, sinto-me extremamente bem comigo mesmo, encaixando-me perfeitamente na classificação de alguma mulher-moderninha comentarista como “porco asqueroso”, que olha mulheres bonitas e gostosas na rua por inteiro, lambendo os beiços e fazendo comentários maliciosos. É a velha história: não quer ser olhada, não quer ser assediada? Não saia com shorts abaixo dos joelhos, não saia com decotes de nenhum nível, nem sequer fique maquiada. Pra que parecer bonita se não pode ser admirada? Tenho certeza de que a pobre menininha inocente de 11 anos com corpo de mulher que foi olhada por marmanjos e tolamente não entendi por que faziam “comentários feios” não estava vestida como uma criança dos velhos tempos, não estava de vestido longo, não estava com boneca na mão, pais do lado, olho nas estrelas e nas próprias ilusões de meninice.
    Não, hoje em dia garota de 11 anos quer ser mulherão. Sai com bolsa, maquiagem e salto alto. Onde é que nós estamos, santo Cristo?
    Eu não posso evitar ser visado na rua se saio com meu BMW. Mulheres gostosas: usem roupas apropriadas e nada disso acontecerá.

    • alice

      ah, tá. só falta você dizer “mulheres feias, pra vocês estupro é uma dádiva em Cristo”.

    • Reu

      Um cara inteligente, escreve bem, tem conhecimento até para julgar o nivel do texto. Otimo,
      Mas não tem a sensibilidade de sentir pelo oque essas mulheres passaram.
      Sou Homem, tarado, como a grande maioria , Olha sim mulheres na rua com muita malicia, me seguro nos comentarios pois nunca ví homem ganhar mulher com isso.
      Mas consegui ficar angustiado com os relatos. mulheres são bem diferentes de nois, Já tive brincadeiras na infancia com primas e vizinhas, lembro de ter sido algo inocente, sem penetração, só descobrindo o outro Sem forçar nada e tal, mas me preocupo de ter causado algum trauma.
      Uma mão boba na balada não deve ser considerado crime ? Mas se for na sua mulher vc quebra a cara do cara ? (isso se ele for menor que vc).
      E uma mulher sozinha, faz oque ? se desculpa por ser gostosa ?

      Acho que tem muita coisa errada nese sentido, as feministas tem grande razão em querer o direito iguais. Mas não somos iguais, Crucificar um rapaz de 15 que abusou de uma menina de 12 ? Talvez, Muitos de nos homens não recebemos esse limite , e qndo os hormônios estão em alta não conseguimos pensar nas consequências , temos a ilusão, a fantasia, de que a mulher vai gostar , (Assim como num comentário que o cara abusou da menina no ônibus e depois pediu o telefone).

      Esse limite, essa noção sobre como estaremos ferindo alguém tem que ser adicionado na nossa educação desda infância, ou começarmos agora mesmo.
      Algo tão grave não deve ficar oculto na sociedade.

      Vi vários relatos aqui que a mãe pode ser considerada cúmplice por não saber lidar com isso, deixa que a menina “esqueça” ou simplismente esconda essa ferida, assim como elas fizeram alguma vez na vida.

      Nem tudo é maldade, tem muita IGNORÂNCIA na humanidade.

  • Lucas Emanoel Moura de Lima

    Sempre a mesma coisa! Isso não deveria ser uma competição. Fodam-se os números, fodam-se as estatísticas. Esse tipo de atitude abusiva é absurda, nojenta. Não interessa com quem acontece mais, Não interessa se ele(a) estava com uma roupa “provocante”, Não interessa se ele(a) “queria”, não interessa! Vocês e seus comentários me enojam!

  • http://www.facebook.com/rodrigo.kobeh Rodrigo Costa

    Quando eu li esse texto só consegui pensar nas mulheres q eu conheço. Amigas, ex-namoradas, parentes, colegas da epoca da escola, etc. Um homem q faz uma coisa dessas não tem nenhum respeito de verdade por nenhuma mulher. Quando digo q tenho aversão a micaretas e baladas, sempre preferindo algo mais alternativo, é para evitar de me misturar com pessoas q cometem esse tipo de atitude.
    Na verdade, eu já tive caso com duas mulheres q sofreram algum tipo de violência sexual, e fico admirado q apesar do trauma que elas possuem, conseguem força para levar suas vidas em frente e serem sexualmente ativas.
    Eu não sei porque após centenas de anos de civilização esse tipo de coisa ainda esta tão enraizado em nossa sociedade. E vendo certos comentários, parece q existe uma especie de consentimento inconsciente… Sempre pensei isso, e as vezes tenho q tomar cuidado para não me tornar paranoico ou super protetor com as mulheres com quem me relaciono.

  • André Martins

    Amiguinhos, existem mulheres que gostam que um estranho chame ela de gostosa no meio da rua, eu conheço algumas. Mas uma parcela muito grande não gosta. E não é simplesmente um desgosto tipo “não gosto de suco de caju”, é um desgosto tipo “não gosto que chamem minha mãe de piranha”. Creio que podemos fazer o supremo sacrifício de parar de assediar estranhas na rua em nome do conforto de uma parte grande das mulheres. Se a mina for muito gata e você não conseguir resistir, então vai lá, conversa com ela, chama para sair, pede o telefone. Se rolar, beleza. Se não rolar, mesmo que ela seja grossa ou agressiva, deixa quieto, parte para outra.

    • Maverick_RJ

      Ahhh….
      Então, ela pode ser grosseira ao ser cortejada ?!?!?!?!
      Então, posso falar o que bem entender… Ou não ?!?!?!?!?

      Acho que, quando abordada amistosamente, a mulher pode e deve rejeitar a investida caso não a desperte o mínimo de curiosidade em descobrir mais a respeito daquele que a aborda…

      Jamais ser grossa, se não for abordada com grosseria…

      • André Martins

        Você aborda uma estranha na rua, não sabe nada da vida dela, se está com algum problema ou é maluca. Mesmo assim invade o espaço dela. O ideal é que ela não fosse grosseira, mas e se for? Vai estressar? Você arriscou porque achou que valia a pena. Não quer arriscar conhecer maluca ou estressada, fique na sua.

      • Maverick_RJ

        Se ela for abordada com educação, exijo sim que o tratamento seja igualitário…. me revoltar e revidar, xingar e etc se ela for grosseira… claro que não… quero a concordância ou discordância dos presentes e suas opiniões fundamentadas…

        Se você achar que ela tem o direito de te responder com um : SAI DAQUI SEU RÍDICULO, DEIXA DE SER IDIOTA, CARA ESCROTO… E ETC… quando você foi cordial….

        Então não critique o cara que diz: PUTA QUE PARIU, QUE PEITÃO TU TEM HEIN GOSTOSA, QUE BUCETÃO…

        O desrespeito é o mesmo…

        Ou vale para os dois lados ou não vale para nenhum… posicione-se