Utopia, distopia e um papo sobre ficção científica com 6 recomendações de livros | WTF #5

Eduardo Pinheiro

por
em às | Artigos e ensaios, Ciência e tecnologia, Cultura e arte, Listas, WTF


Utopia? Distopia?

São dos dois conceitos mais universalmente utilizados em ficção científica. Segundo a Wikipedia:

Utopia: Tem como significado mais comum a ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. O “utopismo” consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.

Distopia: é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”. As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismoautoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações. Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo.

Quando criança eu gostava muito de ciência, mas não me interessava a fantasia. Até para a ficção científica eu torcia o nariz. Mas isso até os dez anos de idade, quando comprei um livro de divulgação científica de Isaac Asimov, “O Colapso do Universo”.

Ele contava de forma dramática a história das estrelas de diversos tamanhos, passando por sua formação até seu derradeiro final, como gigantes vermelhas, anãs brancas, estrelas de nêutrons ou buracos-negros. Gostei tanto do livro (cheguei a apresentar um trabalho na escola sobre ele) que ansiosamente persegui inúmeros outros livros de divulgação de Asimov, até que um dia não resisti: comprei um de seus livros de ficção científica (“Poeira de Estrelas”).

Naquela época (1985), talvez seja preciso dizer, as coisas eram diferentes. Não havia internet, e eu não conhecia ninguém que tivesse interesse em literatura de ficção científica. Alguns amigos gostavam de Star Trek, e vez que outra encontrava alguém que ficava acordado e assistia a Sessão Corujão na Globo – já que VHS era meio caro e pouca gente tinha no Brasil.

Ilustração de Franco Brambilla (www.francobrambilla.com), parte de uma série que retrata alienígenas invadindo cenas típicas de décadas passadas

Daí era possível conversar sobre filmes como “A última esperança da terra” ou “No mundo de 2020”, “Planeta dos macacos”, “Logan’s run”, “Silent running”, etc. Mas de forma geral, minha experiência com Ficção Científica consistia em passar horas em sebos e ir montando um mapa de possíveis leituras com algumas referências feitas em introduções, ou recomendações de velhos donos de sebos.

Fora a mera curiosidade científica e talvez uma mente imaginativa, não parei muito para tentar entender porque eu segui o “caminho do geek”, ou seja, afinal de contas porque eu pessoalmente haveria criado essa afinidade.

Mas o certo é que, já naquela época, a Ficção Científica era anacrônica: eram livros velhos, de páginas amareladas, da “era de ouro”, isto é, os anos 50. O futurismo, as “previsões” científicas, não me interessavam tanto (e isso foi muito antes do steampunk, que realmente transformou o anacronismo num estilo).

Três fatores pareciam me fascinar nesses primeiros contatos:

  • tramas de cunho lógico ou de engenho, nas quais soluções eram obtidas por uma mistura de raciocínio e conhecimento científico;
  • surpresa, quebras de padrões, mundos, seres e relações sociais inusitados;
  • o próprio aspecto já envelhecido, imperfeito, desqualificado ou escanteado dessas obras.

Com o passar dos anos fui construindo um conhecimento relativamente bom de uma vasta gama de autores, e outros três fatores contribuíram para que eu depurasse meu gosto e encontrasse novos interesses dentro da ficção científica:

  • a chegada da Isaac Asimov Magazine no Brasil, em 1990;
  • minha inscrição no “Clube de Leitores de Ficção Científica”, que produzia um ótimo zine chamado Somnium, e onde conheci luminares da ficção científica no Brasil, como o Dr. Ruby Felisbino Medeiros, dono da maior biblioteca de FC no Rio Grande do Sul, talvez do Brasil;
  • e o fantástico livro de Gilberto Schröder, “Ficção Científica”, que descrevia centenas de livros e filmes e continha pequenos ensaios extremamente instigantes sobre os vários temas da FC.

Repito: numa era sem internet, onde certos livros eram inalcançáveis, e existiam apenas como lenda.

Com o passar do tempo meu interesse começou a se voltar a histórias de cunho mais filosófico, psicológico e antropológico. A ficção científica guiou a maior parte de meus interesses e perspectivas, e quando o “futuro chegou”, em algum momento dos anos 90, e se abriram os portais da cultura irrestrita com a Internet, creio que ela me ajudou a encarar as mudanças de forma diferente da maioria das pessoas ao meu redor.

Ao mesmo tempo é curioso como a ficção científica envelheceu e perdeu relevância no mundo de hoje: ela já era velha na década de oitenta, e só foi caducando mais até os dias de hoje.

É claro que há o comentarista de Facebook que posta algo no sentido de “meu deus, toda essa vida em redes sociais, isso é um horror para os relacionamentos, as pessoas vivem em bolhas!” (a inovação como pathos), e o neófilo fascinado, que vê todos os seus gadgets como extensões naturais de sua humanidade (a inovação como ethos). Eu já tendo a ver com certo olhar cansado: foram tantas leituras de robôs terríveis e espaçonaves maravilhosas, utopias e distopias, mundos ótimos que se revelam horripilantes e vice-versa, que naturalmente surgiu certo distanciamento analítico e engajamento mais criterioso nesses tipos de visões ora catastróficas, ora deslumbradas.

Mas a ficção mesmo, produzida nos últimos 10 anos especialmente, não parece ter relevância alguma. Talvez eu tenha que ler mais Cory Doctorow, ou algo assim. Mas virou muito mais cultura de nicho do que era no passado, isso sem dúvida.

Particularmente com relação a como a tecnologia afeta nossa humanidade, a ficção científica tem nos preparado desde que Mary Shelley escreveu Frankenstein. Esse é o tema central desse gênero de literatura fantástica: seja ele mais crítico e desconfiado com a tecnologia, seja ele progressista, deslumbrado e propagandista com a mesma.

É curioso que o tema nos seja tão desinteressante hoje, ao mesmo tempo que é talvez uma explicação: chega, né? A distopia e a utopia já estão aqui e agora, totalmente operantes.

Minhas 6 recomendações

Ainda assim, aproveito para fazer meia dúzia de recomendações. Alguns desses livros podem ser encontrados em português também (links para as edições na nossa língua estarão entre parênteses).

1) “The Three Stigmata of Palmer Eldrich“, Philip K. Dick
Um traficante interplanetário dotado de estigmas como os de Jesus Cristo vende uma droga que permite a trabalhadores em condições chinesas atuais vivam uma “segunda vida” amena e relativamente feliz ao brincarem com bonecos. (Em português.)

2) “The Sirens of Titan“, Kurt Vonnegut Jr.
Douglas Adams, autor da popular série Guia do Mochileiro das Galáxias, aprendeu tudo que sabia desse romance. Um milionário e seu cão penetram uma “infundíbula-crononsinclástica” e surgem como projeções de tempos em tempos, revelando aos poucos a função da história humana.

3) “Babel 17“, Samuel R. Delany
Uma língua é inventada como uma arma, ela altera o modo de pensar dos que a aprendem, transformando-os em traidores. Muitos elementos de linguística são apresentados. (Em português.)

4) “Concrete Island“, J. G. Ballard
Robinson Crusoe, mas no meio da “selva de pedra”.

5) “Schrödinger’s Cat Trilogy“, Robert Anton Wilson
Uma brincadeira com elementos de Finnegans Wake, de James Joyce, mais contracultura hippie drogada, personagens que são como “partículas-onda”, um anão que promove uma forma de terrorismo baseada em distorcer estatísticas, mudança de sexo e os Illuminati.

6) “The Dragon’s Egg“, Robert L. Forward
Um romance de ficção científica no estilo Hard (com muitos detalhes científicos corretos e precisos) mas de especulação imaginativa fantástica: uma civilização de seres inteligentes se forma não na base orgânica da vida terrestre, mas com o plasma da superfície de uma estrela. Um satélite humano estabelece comunicação, porém a civilização nasce, se desenvolve e morre em questão de dias humanos.

E, se vocês se interessarem por história da FC e quiserem ficar com vontade de ler uma pá de livros, duas aulas em áudio sobre Ficção Científica são excelentes: “TTC – Science Fiction – The Literature of Technological Imagination” e “TMS – From Infinity An Exploration of Science Fiction Literature”. Juro que tentei encontrar links onde vocês pudessem comprar tais cursos, mas não os encontrei… eles podem ser encontrados na sua forma “pirata” através do Google, mas isso é por sua conta e risco.

*   *   *

Na coluna “WTF”, Eduardo Pinheiro tem total liberdade para nos ajudar a ver o que precisa ser visto.

WTF” no sentido do espanto que dá origem à filosofia, à ciência, às tradições de sabedoria. E WTF no sentido do impacto que isso talvez nos cause, quebrando cegueiras, ilusões.

Além de seguir o papo abaixo nos comentários, você pode enviar suas mais profundas perguntas para wtf@papodehomem.com.br.

Eduardo Pinheiro

Diletante extraordinário, ganha a vida como tradutor e professor de inglês. É, quando possível, músico, programador e praticante budista. Amante do debate, se interessa especialmente por linguística, filosofia da mente, teoria do humor, economia da atenção, linguagem indireta, ficção científica e cripto-anarquia.


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  • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

    Eu adoro cultura derivada da ficção científica, sejam livros como abordados no texto, filmes ou séries. Principalmente os romances destópicos. Acho incrível poder ver um poder absoluto que controlo tudo e a todos.
    Realmente não entendo por que FC perdeu relevância. Provavelmente por que não vende bem numa era de livros de auto ajuda, não ficção e ficções baratas.
    Eu recomendo o Fahrenheit 451, do Ray Bradbury, Trilogia Padrões de Contato, do brasileiro Jorge Luiz Calife, Trilogia Fundação, do Isaac Asimov e O Caçador de Apóstolos e Deus Máquina do Leonel Caldela.

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

    Eduardo, você, de fato, foi um daqueles jogadores que entrou para o time e elevou o nível geral da galera. Muito bom ver seus textos no PdH.

    Quanto à ficção científica, reconheço que até bem recentemente nunca gostei. Gosto muito de ciência, mas ficava sempre frustrado com o enredo de algumas ficções científicas (na época conhecia poucas), que violavam CLARAMENTE a ciência atual. Eu queria uma ficção mais próxima da realidade, baseada na ciência de hoje (talvez na esperança que um dia se tornasse real? ainda acho um universo no qual não há teletransporte meio chato).

    Há pouco tempo, participando de um clube do livro, tive a oportunidade de ler Asimov [1], em sua trilogia A Fundação. Fiquei fascinado com o gênero. Li também Slaughterhouse Five[2]. Ambos viraram episódio do podcast. Mas ainda nem toquei em grandes autores da área.

    [1] http://satiraplatonica.com/fundacao-isaac-asimov/
    [2] http://satiraplatonica.com/matadouro-5-kurt-vonnegut/

    Sua lista de sugestões veio a calhar.

    Abraço

    • VicenteGomesFilho

      Chegou a ler Prelúdio da Fundação?

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        Sim!
        A versão que eu peguei do livro um incluía esse prelúdio. Mais tarde descobri que ele foi escrito depois da série, para deixar as coisas mais claras.

      • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

        O que mais gostei foi Fundação II (depois da trilogia da Fundação). O Prelúdio é um bom livro, mas o livro final, ou os livros finais, em que o Asimov atou todos os seus universos (robos, fundação, etc) eu achei muito forçado(s).

      • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

        (Eu não leio Asimov desde meados da década de 90…)

  • everton maciel

    se me permitem sugerir algo também: contra o método, de feyrabend (sei lá se se escreve assim). Não é literatura ficcional. Mas é um excelente guia filosófico para ficção científica. Os capítulos iniciais têm um caráter bastante panfletário. Parece até fanfarrice. Mas a porra fica séria, logo que o caldo engrossa. Os limites das nossas alucinações são escancarados fodasticamente.

    Dos que o colega citou, aquele que li tudo e digo que ele coloca o pau na mesa é o vonnegut.

  • Diego Dubard

    Fantástico.

  • camila

    Fahrenheit 451 bão também.. O filme e o livro!

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Sim, eu tentei fazer uma lista de livros que considero um tanto esquecidos… Se fosse fazer uma lista dos “livros de FC que você tem que ler antes de morrer”, incluiria esse, o Cronicas Marcianas e o F de Foguete, do Bradbury. Ia ter uns 100 títulos…

      • Leonardo Martins

        Eu gostaria de ver essa lista! ;-)
        Só conheço os clássicos e os populares.

        Uma pergunta: dá pra considerar livros como Admirável Mundo Novo e 1984 como ficção científica? Ao menos distópicos eles são.

      • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

        Sem dúvida, especialmente o Admirável Mundo Novo, que lida mais diretamente com novas tecnologias e o impacto no homem. Mas 1984 também. Na verdade são os dois livros “arquetípicos” da ficção distópica.

      • VicenteGomesFilho

        O Homem do Castelo Altto do Dick creio que seria uma boa pedida dentre os distópicos

      • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

        Quanto a uma lista maior… tem alguma FC na minha lista de livros que mais me marcaram http://tzal.org/livros-que-me-marcaram/

        Pretendo escrever, para o portal homem, mais dois textos de FC, um sobre o K. Dick e outro sobre o Kurt Vonnegut, onde vou falar sobre os livros mais importantes deles. (Mas vou manter pelo menos 2 assuntos não-fc antes do próximo texto de FC.)

        O livro do Gilberto Schroder, se você o encontrar num sebo ou via estante virtual, vai descortinar uma série de obras e autores, e os cursos em áudio (em inglês) que citei no final, me fizeram querer muita coisa que eu ainda não tinha lido, e tinha meio que ouvido a respeito superficialmente, ou mesmo nunca tinha ouvido falar…

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Daria pra fazer uma coluna semanal por anos, só de Ficção Científica, sem dúvida, só recomendando coisas que quase ninguém conhece e que são espetaculares.

  • Jean

    Gostaria de lembrar também da série Perry Rhodan

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Perry_Rhodan

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Com essa aí nunca consegui me conectar. Tinha uns livros, mas nunca consegui ler…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001317628816 João Brizzi

    O filme “Inception” é totalmente Palmer Eldrich.

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Inception tem um pouco mais de Ubik, mas a parte boa não tem, que é uma sátira com alvo no excesso de publicidade.

  • Guest
  • VicenteGomesFilho

    Cara, um livro fantástico que entra num top 5 fácil fácil é: O Fim da Infância (Childhood’s End) do Arthur C. Clarke.

    Série de TV recomendo Battlestar Galactica.

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Esse livro é excelente sim. Minha série favorita é Twilight Zone, a clássica. Embora goste da de 1985 também. Algumas séries que copiaram Twiligh Zone (Fifth Dimension e outras) também tem pelo menos alguns episódios fantásticos. Mas na época que eu realmente teria gostado de assistir tudo isso, era impossivel de conseguir no Brasil… Hoje é só clicar num link e aguardar umas horas, e tudo está ali…

      • joãozinho

        até hoje tenho pesadelos com aquele monstro sambando na asa do avião. muito bom o texto.

      • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

        William Shatner naquele episódio!

  • Esdra

    Pra quem gosta de FC e Fantasia, estamos começando um projeto da Academia de Literatura Fantástica do Brasil, por enquanto apenas no facebook, para ingressar basta apenas dar um like. Assim como no Papo de Homem, todos são bem-vindos: escritores, leitores, entusiastas e curiosos. Interessados apresentem-se.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000896274463 Ygor Canute

    Eu lembro que eu ia nos sebos da vida, e comprava em lote os livros de ficção rs
    Teve uma vez que eu fiz um achado na casa do meu pai, encontrei uma caixa cheia de livros da antiga coleção argonauta e várias revistinhas Asimov.
    Mas minha paixão mesmo são os pequenos contos de ficção cientifica. Eu achei online uns dos primeiros que li do gênero – Outros Tempos, Outros Mundos do Robert Silverberg, genial o cara:
    http://pt.scribd.com/doc/39285796/Outros-Tempos-Outros-Mundos-Robert-SilverBerg
    E todos eu recomendo esse sensacional conto do Isaac Asimov:
    http://www.tocadoelfo.com.br/2008/01/isaac-asimov-ltima-pergunta.html

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      O conto a “Última Pergunta” é do livro “Nove Amanhãs”, é o único livro do Asimov que mantive comigo (vendi uns 80 livros dele em 2000). Na primeira vez que li, li o da biblioteca da escola.

  • Breno Tiki

    Neuromancer do William gibson é essencial! Junto com Asimov e K dick

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      O cyberpunk como um todo foi um movimento interessantíssimo. Alguns contos que apareciam na Isaac Asimov Magazine eram excelentes também.

      • VicenteGomesFilho

        Cyberpunk é um dos melhores “estilos”. Neuromancer, monalisa overdrive e count zero (todos do Gibson) são fantásticos.

        Me lembro quando achei uma asimov magazine por 50 centavos num sebo, foi um dos dias mais felizes hahahahaha

  • 49 Mimi

    eu li asimov e ele é realmente incrível…

  • http://www.facebook.com/lgustavobarreto Gustavo Barreto

    Julio Verne para mim é leitura obrigatoria para qualquer pessoa que goste de ler um pouco de ficção…

    • http://www.facebook.com/padma.dorje Padma Dorje

      Nunca fui tanto do Verne, li só versões resumidas. Com comentário consigo entender algo das picuinhas de época em que ele entrava, satiricamente. É um dos grandes autores da FC, o primeiro grande autor, na verdade, mas a FC norte-americana dos 50 e dos 60, para mim, é o bicho.

  • Paulão

    Eduardo Pinheiro é o único autor que salva o Papo de Homem de ser um canteiro boçal de machões

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Paulão, não me incomoda ser chamado de boçal. E nem o elogio rasgado ao Pinheiro – ele é foda mesmo.

      Mas tem um bocado de caras na equipe e outros como colaboradores ocasionais que são espetaculares. Pra citar alguns:

      Gustavo Gitti
      Fabio Rodrigues
      Jader Pires
      Bracht
      Luciano
      Alex Castro
      Fred Mattos
      por aí vai…

      Dá uma passeada por nosso arquivo: http://papodehomem.com.br/tesouro/

      abraço!

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Brave New World

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