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Festival Internacional de Música Corporal pela 1ª vez no Brasil

Gustavo Gitti

por
em às | Aventuras e celebrações, Cultura e arte, PdH Shots


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Se você não é músico e não trabalha com nenhuma técnica corporal, talvez pense em ignorar esse post. No entanto, é justamente por não ter experiência com ritmo e consciência corporal que você pode se beneficiar muito desse evento.

Seu objetivo pode não ser entrar para o Stomp e aprender a fazer música com o cotovelo ou com uma bola de basquete, mas desenvolver presença corporal e rítmica transforma a qualidade de todas as experiências, afinal tudo é vivido com o corpo.

Ingresso na faixa para workshop de TaKeTiNa

Em 2008, nas oficinas de TaKeTiNa com o alemão Henning von Vangerow, tive o prazer de conhecer o pessoal dos Barbatuques, especialmente o líder, Fernando Barba, gente finíssima, e a Lu Horta, com quem hoje faço aula de canto. Em 2009, também em uma roda de TaKeTiNa, conheci o Pedro Consorte e a Mari Maziero, do grupo Fritos. Eles me mostraram alguns sons de percussão corporal e uns movimentos que aprenderam com Keith Terry.

Roda de TaKeTiNa na França.

Na semana que vem, todos esses mundos vão se encontrar. Estou bem feliz. Pra completar, o americano Sam Rogers (One Mouth Band), também professor de TaKeTiNa, estará no evento junto com o Henning, que vem pela terceira vez para conduzir mais rodas de TaKeTiNa, já que não existe nenhum professor em toda a América Latina (eu ainda estou no meio do treinamento).

Um desses workshops de TaKeTiNa será dentro do festival, dia 17/11, quarta, das 12h às 13h30, na rua Cotoxó, 321, no bairro Pompeia, em São Paulo. Consegui dois ingressos (cada um custa R$ 100,00) para os leitores PdH. Para concorrer e trocar o almoço por uma sessão de piração mental e corporal, basta enviar a seguinte mensagem pelo Twitter:

Quero explodir minha cabeça com @papodehomem no workshop de TaKeTiNa do 3º Festival Internacional de Música Corporal: http://bit.ly/9raneb

O sorteio será feito amanhã de manhã. Fiquem ligados pois preciso passar o nome para os organizadores. Só participe se for de São Paulo e puder ir ao workshop nesse dia e horário.

Os outros workshops com o Henning serão mais longos (10h), depois do festival, em dois ou três dias. Eu estarei em todos. Mais informações no meu blog.

Shows gratuitos no 3º Festival Internacional de Música Corporal


Link YouTube

As duas primeiras edições aconteceram em São Francisco, Califórnia. Dá orgulho ver um evento desses no Brasil, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e o Consulado Americano. A direção é do Fernando Barba e a produção é do Núcleo Barbatuques, grupo Fritos e amigos.

Será de 16 a 21 de novembro. A programação está distribuída nos espaços Galeria Olido, Centro Cultural São Paulo, Teatro Cacilda Becker, Centro Cultural da Juventude, Espaço 10×21, Raies e Centro Cultural Rio Verde.

Tem de tudo: workshops, shows, bate-papos, open mic e exposição. Todos os shows são gratuitos (os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência). As oficinas principais são gratuitas, mas já não há mais vagas. Há vários workshops extras também, pagos.

Eis a lista de artistas:


Link YouTube | LeeLa Petrônio


Link YouTube | Tekeyé, o Stomp colombiano.

Veja a programação detalhada no site oficial.

Gustavo Gitti

Professor de TaKeTiNa, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e coordenador dO LUGAR (ex-Cabana). Interessado na transformação causada pelo ritmo e pelo silêncio. | www.gustavogitti.com


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  • http://twitter.com/rafzan rafael zanetti

    gitti… vc é meio desses caras que começa a apitar pela faculdade fazendo intervenção cultural, né?!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Apitar? Não saquei a imagem.

      Em geral, não tenho saco pra coisas “culturais”. Na faculdade eu não ia em porra nenhuma e não ajudava em porra nenhuma. Mas depois passei a ser mais curioso.

      Quando a coisa é foda, eu vou e divulgo.

      Quando sai do SESC SP, pensei que não ia seguir indo ver peças, shows, filmes, mas até que segui mantendo uma vida cultural prazerosa.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Apitar? Não saquei a imagem.

      Em geral, não tenho saco pra coisas “culturais”. Na faculdade eu não ia em porra nenhuma e não ajudava em porra nenhuma. Mas depois passei a ser mais curioso.

      Quando a coisa é foda, eu vou e divulgo.

      Quando sai do SESC SP, pensei que não ia seguir indo ver peças, shows, filmes, mas até que segui mantendo uma vida cultural prazerosa.

  • http://twitter.com/rafzan rafael zanetti

    gitti… vc é meio desses caras que começa a apitar pela faculdade fazendo intervenção cultural, né?!

  • Gesoaress

    Olá Gustavo!Sou sua fã e estou muito curiosa com Taketina e quando li sobre o sorteio fiquei animada por demais e corri pra me inscreve no site e aí… li que só rola para os moradores de Sampa,que peninha… eu ia adorar ir pra Sampa ,conhecer o Taketina,voce e ainda matar um pouco a saudade de Sampa ,onde morei por dois anos quando fiz FGV.
    Vou deixar meu protesto aqui:os cariocas também podem e devem se inscrever sim !!!! rs
    Beijo carinhoso

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Acho que não compensa você vir pra Sampa só pra um workshop curto.

      Compensa, sim, vir pra um workshop de fds. Todas as infos aqui: http://www.takadime.com

  • Nando Zapelini

    Fala Sr. Gitti!

    Não me interesso (nem um pouco) em aprender esses lances, mas acho interessante assistir.
    E muito legal esse festival vir para o Brasil. Aos poucos, nosso país vai revelando várias possibilidades.

    Engraçado que isso é algo pouco divulgado pela TV. Na verdade, deve haver vários festivais poucos divulgados e que o povo (sociedade) acaba sem saber da magnetude que eles têm para certos grupos culturais, como esse festival é para quem curte e pratica, como você.

    Bom fim de semana a todos!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Nando,

    Essa ideia de “grupos culturais para quem curte e pratica” é um mito. Quando você vai a algum evento desse (seja um curso de salsa ou um de percussão africana com as pernas), quando realmente se dispõe, é curioso, percebe que tem TROCENTAS pessoas assim também. Elas não querem aprender um hobby, não querem se especializar em sua profissão, não querem nada disso. Querem apenas se desenvolver e se relacionar com pessoas em outros contextos.

    Em geral, nosso mundo é MUITO limitado. Eventos assim servem, antes de qualquer coisa, para abrir nosso mundo. Você vai, conhece um americano que já viveu em algum lugar da África, aí ele te conta uma história que te faz pensar em tal coisa, aí você vai com ele pra um sambão, ele curte, e assim vai…

    Eventos do SESC SP são um bom exemplo disso. Nesse festival certamente haverá uma boa diversidade de público também, não apenas os mais envolvidos em percussão corporal. E é por isso que divulgo aqui, como parte de nosso trabalho em deixar claro a importância do CORPO na vida de qualquer homem. Não exatamente o corpo como material para ser trabalhado na musculação ou em esportes, mas como sujeito da nossa ação no mundo, muito mais do que o que chamamos de mente.

    Na Cabana PdH, enfatizamos muito isso também. Sem termos essa presença no corpo, esse olho interno que percebe o mundo emocional e as oscilações de nossa energia vital, sem ritmo, sem precisão, nossa vida é sempre meio torta e opaca.

    Abração.

    • Nando Zapelini

      Então Gitti,

      Concordo plenamente com você, talvez tenha me expressado mal.
      Quando disse “grupos culturais…” queria me referir que esse festival tem uma importância muito maior pra ti, que conhece a história, essência, enfim, do que para mim, que não faço a mínima idéia do que seja. Da mesma forma que um evento sobre o escotismo, por exemplo, seja mais importante para mim que participei por anos do que para alguém que nunca foi escoteiro.

      E em todos os casos, com certeza os eventos não se restrigem apenas aos que conhecem. O bom disso tudo é, realmente, a troca de experiências.

      E o corpo, ah o corpo! Hehe
      É com ele que mais nos expressamos e é, através dele, que passamos a imagem que queremos, aumentando a importância do corpo não só para o homem como para a mulher também né.

      Abç.

  • Rodrigomengaogarcia

    Pois é Gustavo,muitos como o Nando ainda não entenderam que a vida tem muita coisa para ser experimentada.Eu tinha uma visão de mundo muito pequena à uns 2 ou três anos atrás.Vivia burocraticamente e com os clichezinhos de saída com a galera do trabalho para relaxar às sextas,a cervejinha gelada no sábado à tarde como é comum ver isso aqui na ilha( a famosa base como dizemos por aqui),para depois curtir à noite.Isso tudo foi me cansando sabe…é lógico que de vez em quando dá muita vontade de fazer essas coisas que fazia antigamente,e,de vez em quando até faço,mesmo porque os prazeres dessa vida mundana são complicados de combater.Só que hoje minhas atitudes e os meus pensamentos mudaram demais com relação a tudo nessa vida,evoluí muito espiritualmente,principalmente depois da morte do meu pai.
    Percebi o quanto estava sendo vazio e pouco proveitoso para mim conviver com essa rotina que não me levava a lugar algum.Sem projetos,sem conhecer algo novo.Sem conhecer histórias novas.
    Sempre fui muito curioso para descobrir porque algumas pessoas fazem tal coisa,bem diferente do que beber uma cerveja no sábado á tarde por exemplo.
    E foi aí que entrei e estou desvendando mundos que a príncipio eu tinha muito preconceito como o teatro,a capoeira,a dança de salão etc..Poxa vida,tô aprendendo tanta coisa,me admirando a cada dia com as histórias das pessoas que conheci,tá sendo muito legal.Até exposição de arte eu já estou indo.Quem diria …rsr,hoje papai deve tá rindo de mim lá no céu quando me ver fazendo aula de expressão corporal e técnica vocal lá nas aulas de teatro.
    Só sei que o marasmo espiritual foi embora e hoje vivo muito mais completo.

    Agora, imagina,se tivesse um workshop de taketina( tenho que confessar que não tenho a menor idéia do que seja) aqui em São Luís,ou então um festival Internacional de Música Corporal,com certeza estaria dentro.

    Abraço.

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