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	<title>Papo de Homem</title>
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		<title>Deus lhe pague</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nota do editor: Esse é um novo experimento do PapodeHomem, explorando novos tipos de narrativa em diferentes formas. Um conto escrito por mim que, depois de uma troca de ideias com o Felipe Franco, resultou nessa mistura de ficção, literatura e visual. Acharam interessante? Conseguem ver esse experimento ampliado com outras ideias? Clássicos da literatura [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://papodehomem.com.br/deus-lhe-pague/deus-lhe-page-pagina-2/" rel="attachment wp-att-58356"><span id="more-58344"></span></a><img class="alignnone size-full wp-image-58356" title="deus-lhe-page-papodehomem" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/deus-lhe-page-pagina1.jpg?95884c" alt="Deus lhe Pague" width="620" height="1941" /></p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Nota do editor:</strong> Esse é um novo experimento do PapodeHomem, explorando novos tipos de narrativa em diferentes formas. Um conto escrito por <a href="http://papodehomem.com.br/author/jader-pires/" target="_blank">mim </a>que, depois de uma troca de ideias com o <a href="http://papodehomem.com.br/author/felipefranco/" target="_blank">Felipe Franco</a>, resultou nessa mistura de ficção, literatura e visual.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Acharam interessante? Conseguem ver esse experimento ampliado com outras ideias? Clássicos da literatura em forma de quadrinhos, notícias transformadas em historietas desenhadas? Pirem à vontade, coloquem todas os pitacos sobre esse e os possíveis próximos.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Carlinhos, o machista gay, e as delícias de ser abordado na rua</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/machista-gay/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/machista-gay/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 19:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=58277</guid>
		<description><![CDATA[<p>Abordar mulheres desconhecidas na rua é uma forma comum de agressão. Você está literalmente invadindo o espaço de outra pessoa, se impondo, forçando uma reação. A maioria das mulheres não gosta, se sente acuada. Pior é quando os homens não só defendem esse tipo de atitude (&#8220;poxa, é só um elogio, qual é o problema?&#8221;) [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://papodehomem.com.br/qual-a-ultima-vez-em-que-elogiou-uma-mulher-desconhecida-abertamente/" title="Qual a última vez em que elogiou uma mulher desconhecida abertamente?" target="_blank">Abordar mulheres desconhecidas</a> na rua é uma forma comum de agressão.</p>
<p>Você está literalmente invadindo o espaço de outra pessoa, se impondo, forçando uma reação. A maioria das mulheres não gosta, se sente acuada.<span id="more-58277"></span></p>
<p>Pior é quando os homens não só defendem esse tipo de atitude (&#8220;poxa, é só um elogio, qual é o problema?&#8221;) como ainda dizem que os gays são muito piores, que os gays mexem muito mais.</p>
<p>Será?</p>
<p>Abaixo, alguns quadros humorísticos do programa &#8220;<a title="Vai tudo abaixo" href="http://naturainutiliarum.blogspot.com.br/2010/03/vai-tudo-abaixo.html" target="_blank">Vai tudo abaixo</a>&#8220;, do canal de TV a cabo português <a title="SIC Radical" href="http://sicradical.sapo.pt/" target="_blank">SIC Radical</a>. O impagável personagem &#8220;Carlinhos, o Machista Gay&#8221; é escrito e interpretado pelo comediante Nuno Duarte, vulgo Jel.</p>
<h3>Como seria o mundo se os homens fossem tão abordados nas ruas quanto as mulheres</h3>
<p><object width="620" height="450" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/N1nvYh-JsZw?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="450" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/N1nvYh-JsZw?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/N1nvYh-JsZw" target="_blank">Link YouTube</a> | Disse uma amiga: &#8220;olha como no vídeo todos os homens reagem, coisas que nós mulheres aprendemos a nunca fazer!&#8221;</em></p>
<h3>Mais alguns conselhos do Carlinhos</h3>
<p><object width="620" height="345" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PRmrCJb90yQ?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="345" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/PRmrCJb90yQ?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/PRmrCJb90yQ" target="_blank">Link YouTube</a> | Carlinhos gosta de homem com cheiro de cavalo!</em></p>
<p>E você, iria gostar de ser abordado pelo Carlinhos?</p>
<p>Pois é. Talvez seja VOCÊ o Carlinhos das mulheres da sua rua.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Que tal uma reforma no jornalismo?</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/jornalismo-literario/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Viana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nenhuma categoria da lista da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) me chama mais a atenção do que a de literatura. Todo ano, aguardo com devoção especial os resultados de melhor obra de biografia e melhor reportagem. Justifica essa minha espera – ou seria vigília? – o momento raro: quando a relação dos melhores [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma categoria da lista da <a href="http://www.apca.org.br/" target="_blank">Associação Paulista de Críticos de Artes</a> (APCA) me chama mais a atenção do que a de literatura. Todo ano, aguardo com devoção especial os resultados de melhor obra de biografia e melhor reportagem. Justifica essa minha espera – ou seria vigília? – o momento raro: quando a relação dos melhores do ano é divulgada na imprensa.</p>
<p><span id="more-56670"></span>É ali, naquele instante, que o ofício mundano do jornalismo se mescla com o quê mais etéreo das artes. <strong>Sim, jornalismo pode ser arte. Pergunte a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Hersey" target="_blank">Hersey</a>.</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A noite estava quente e o calor parecia ainda mais intenso por causa dos incêndios, porém uma das meninas que os religiosos resgataram se queixou de frio. O padre Kleinsorge a cobriu com sua túnica. Com várias partes do corpo em carne-viva, conseqüência de enormes queimaduras produzidas pela radiação térmica da explosão – a menina ficara horas dentro do rio, com sua irmã mais velha e a água salgada do Kyo seguramente lhe causara uma dor excruciante. Ela se pôs a tremer e novamente se queixou de frio. O padre Kleinsorge pediu um cobertor emprestado e a agasalhou, porém ela tiritava cada vez mais. `Estou com muito frio´, disse. De repente parou de tremer e morreu.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Parece literatura, mas é jornalismo</h3>
<div id="attachment_58172" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-58172" title="Página da New Yorker com trecho de Hiroshima" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/hiroshima.jpg?95884c" alt="Página da New Yorker com trecho de Hiroshima" width="620" height="850" /><p class="wp-caption-text">Página da New Yorker com trecho de Hiroshima</p></div>
<p><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hiroshima_(book)" target="_blank">Hiroshima</a></em>, de John Hersey, tomou toda a edição de 31 de agosto de 1946 da <em><a href="http://www.newyorker.com/" target="_blank">New Yorker</a></em>. Não por acaso, o texto da devastação da bomba atômica que culminou no fim da Segunda Guerra Mundial foi eleito o mais importante relato do século 20 pela <a href="http://www.columbia.edu/" target="_blank">Universidade de Columbia</a> e ficou em primeiro lugar na lista das cem maiores reportagens da <a href="http://www.nyu.edu/" target="_blank">Universidade de Nova York</a>. Um dos motivos é a forma como Hersey conduz sua escrita que, <strong>à primeira vista, pode soar a literatura, mas nada tem de ficção; é jornalismo</strong>.</p>
<p>Da mesma fonte de Hersey, beberam alguns dos nossos mais célebres jornalistas, tais como José Silveira, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Braga" target="_blank">Rubem Braga</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Callado" target="_blank">Antônio Callado</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Hamilton_Ribeiro" target="_blank">José Hamilton Ribeiro</a>. À parte produções pontuais, a revista <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_(revista)" target="_blank">Realidade</a></em> e o <em><a href="http://www.jt.com.br/" target="_blank">Jornal da Tarde</a></em> são obeliscos do gênero. Durante a década de 1960, suas publicações traziam reportagens de fôlego numa escrita fluida, o que ajudou a moldar a cara do Brasil na iminência dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_de_chumbo" target="_blank">anos de chumbo</a>. A prática de jornalismo literário na redação do <em>JT</em> feneceu na década de 1990, enquanto a <em>Realidade</em> jaz na memória nostálgica de quem tem mais de cinquenta anos e que lamenta não terem surgidos, nos últimos anos, textos similares aos da extinta publicação da Editora Abril.</p>
<p>Quase sete décadas depois da publicação de <em>Hiroshima</em> e cinco após o fim da <em>Realidade</em>, o gênero literário continua atraindo as atenções e fazendo adeptos na imprensa. Seja para tratar de um mendigo que nunca pediu coisa alguma ou um terminal rodoviário em São Paulo, <strong>profissionais fazem uso da literatura de não-ficção para contar belas histórias reais</strong> e transformam uma simples notícia em arte.</p>
<h3>&#8220;Textos duram décadas&#8221;</h3>
<p>De fato, o jornalismo literário feito no Brasil perdura, não morreu com a <em>Realidade</em> e o <em>JT</em>. Quando a RBS adquiriu o <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zero_Hora" target="_blank">Zero Hora</a></em> na década de 1970, havia forte concorrência do centenário <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Correio_do_povo" target="_blank">Correio do Povo</a></em>. Para encarar o mercado, o diário passou por um processo de consolidação e de melhoria editorial e gráfica e o jornalismo narrativo surgiu como diferencial. &#8220;Foi então que se criou a tradição de grandes reportagens na redação&#8221;, explicou <a href="http://www.coletiva.net/site/perfil_detalhe.php?idPerfil=176" target="_blank">Marcelo Rech</a>, ex-editor do jornal e atual diretor-geral de produto da RBS, num bate-papo há uns anos. Para ele, num mundo em que há rádio e web, <strong>o jornal que leva ao leitor notícias simples está fadado a sucumbir</strong>.</p>
<p>Neste século, a primeira empreitada comercial do jornalismo literário veio em formato de livrorreportagem. A <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/" target="_blank">Companhia das Letras</a> endossou a ideia do jornalista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Matinas_Suzuki" target="_blank">Matinas Suzuki Jr.</a> e passou a lançar periodicamente clássicos do gênero. O primeiro deles foi <em>Hiroshima</em>, em 2001. Até o momento, são 32 obras, das quais cinco são de escritores brasileiros – Joel Silveira, com <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11882" target="_blank"><em>A feijoada que derrubou o governo</em></a> e <em><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11761" target="_blank">A milésima segunda noite da avenida Paulista</a>;</em> Antonio Callado, com <em><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12859" target="_blank">Esqueleto na Lagoa Verde</a></em>; Zuenir Ventura, com <em><a href="http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11815" target="_blank">Chico Mendes: crime e castigo</a></em>; e uma coletânea de autores da revista Piauí com <em><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13017" target="_blank">Vultos da República</a></em>. Segundo Matinas, o gênero não é uma &#8220;modinha&#8221;:</p>
<blockquote><p>&#8220;Alguns dos textos têm mais de 60 anos. Foram publicados para serem lidos no dia, na semana ou no mês, e já duram mais de seis décadas.&#8221;</p></blockquote>
<h3>&#8220;Ver de outra forma&#8221;</h3>
<p>A vocação pela narrativa jornalística não requer o rótulo literário. Foi o que aconteceu na década de 1990, quando houve reformas curriculares nas universidades. &#8220;A inserção da possibilidade de o aluno de Comunicação fazer um livrorreportagem como trabalho de conclusão de curso expandiu o gênero. Não se falava em JL na época, mas o livrorreportagem ficou associado ao jornalismo literário. Isso gerou trabalhos rasos, mas o excesso gera coisas legais&#8221;, comenta <a href="http://www.sergiovilasboas.com.br/" target="_blank">Sérgio Vilas Boas</a>, jornalista e coordenador da <a href="http://www.abjl.org.br/" target="_blank">Academia Brasileira de Jornalismo Literário</a>.</p>
<div id="attachment_58175" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-58175" title="O livro amarelo do terminal, de Vanessa Barbara" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/MG_3592.jpg?95884c" alt="O livro amarelo do terminal, de Vanessa Barbara" width="620" height="396" /><p class="wp-caption-text">O livro amarelo do terminal, de Vanessa Barbara</p></div>
<p>Um dos bons exemplos contemporâneos do que a reestruturação acadêmica proporcionou saiu das mãos de <a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/category/colunistas/vanessa-barbara/" target="_blank">Vanessa Barbara</a>, que se utilizou da arte literária para escrever <em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u417949.shtml" target="_blank">O livro amarelo do terminal</a></em>, um retrato preciso e irreverente do Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. O que era um trabalho de conclusão de curso tornou-se título publicado pela <a href="http://editora.cosacnaify.com.br/Default/1/Default.aspx" target="_blank">Cosac Naify</a> em 2008 e reverenciado pela APCA no mesmo ano. Desde a época de faculdade, a jovem jornalista busca &#8220;ver as coisas de outras formas&#8221;. Influenciada por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gay_Talese" target="_blank">Gay Talese</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Mitchell_(writer)" target="_blank">Joseph Mitchell</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Truman_Capote" target="_blank">Truman Capote</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lillian_Ross_(journalist)" target="_blank">Lilian Ross</a>, Vanessa confessa que não seria capaz de &#8220;ligar para uma assessoria de imprensa pedindo dados sobre a movimentação de veículos nas estradas&#8221;.</p>
<h3>Auto-indulgência dos editores</h3>
<p>O recente interesse do gênero literário na imprensa não se deve apenas à superficialidade das notícias e reportagens, mas também ao advento da recepção em massa de material jornalístico na rede mundial de computadores. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Claudio_Tognolli" target="_blank">Claudio Tognolli</a> aponta a tendência da dispersão de informações sem estrutura, por repetição, tal qual um eco. &#8220;As redações esperam colaborações de fotos e textos emanados de leitores que, por sua vez, programam as páginas da internet, via RSS, e editam de casa o que querem ler. Essa linguagem do jornalismo é resumida, &#8216;ecolálica&#8217;.&#8221;</p>
<p>A propagação de informações em larga escala pela rede mundial, no entanto, <strong>pode ser um motivo para alavancar o jornalismo narrativo na mídia impressa</strong>, uma vez que este gênero seria o diferencial do conteúdo encontrado na internet. &#8220;O jornalismo literário, o gonzo e outras variantes seriam uma grande oferta para quem está cansado de abrir os jornais e ver que não tem nada diferente do que se leu um dia antes&#8221;, diz o cronista <a href="http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/" target="_blank">Xico Sá</a>, que percebe a necessidade em se contarem boas histórias, &#8220;independentemente do rótulo&#8221;.</p>
<p>Xico, porém, relaciona a cisma que persiste nos grandes veículos de comunicação em não aceitar uma narrativa que fuja aos padrões da empresa. &#8220;É um preconceito antigo. Lembro quando ouvia nas redações aquela sentença, sempre seguida de uma risada, &#8216;Lá vem o poeta&#8217;. A maioria dos cargos de comando dos jornais está nas mãos de burocratas que insistem na política da chatice mesmo&#8221;. Tognolli concorda: &#8220;infelizmente, o jornalismo literário no Brasil só ocorre em acessos de auto-indulgência por parte dos editores&#8221;.</p>
<div id="attachment_58176" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-58176" title="Xico Sá sofria bullying na redação" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mg1392e.jpg?95884c" alt="Xico Sá sofria bullying na redação" width="620" height="620" /><p class="wp-caption-text">Xico Sá sofria bullying na redação</p></div>
<h3>Rótulo entra como &#8220;charminho&#8221;</h3>
<p>Neste cenário, é comum cair no erro de crer que o jornalismo literário é melhor do que o convencional. Ledo engano. Matinas aponta que ambos podem coexistir em harmonia: &#8220;O noticiário do dia a dia precisa de uma linguagem simples, direta, com <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lead" target="_blank">lead</a></em> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_invertida" target="_blank">pirâmide invertida</a>; o jornalismo literário tem outras necessidades&#8221;. Mesmo nas redações <em><a href="http://www.caduxavier.com.br/mackenzie/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=278:fichamento-modelos-de-jornalismo&amp;catid=64:comparada-ii&amp;Itemid=56" target="_blank">hard news</a></em>, &#8220;não é impossível ser um pouco mais criativo, dar todas as informações essenciais e, ao mesmo tempo, ter um texto mais bem escrito&#8221;.</p>
<p><a href="http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/" target="_blank">Eliane Brum</a>, que já passou pela redação do <em>Zero Hora</em>, ganhou o <a href="http://www.cbl.org.br/jabuti/" target="_blank">Prêmio Jabuti</a> 2007 na categoria livrorreportagem com <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=5048945" target="_blank">A vida que ninguém vê</a></em>, uma coletânea de escritos produzidos para a edição de sábado do periódico gaúcho.</p>
<p>&#8220;Sempre busco fazer um texto que o leitor possa ler com o prazer de uma ficção. Isso só é possível com uma apuração tão completa, tão detalhada, que permita ao leitor ser transportado para a realidade que nós, repórteres, tivemos o privilégio de testemunhar. Então, ele pode fazer suas próprias escolhas, ter suas próprias opiniões. Algumas pessoas identificam essas características com o jornalismo literário; para mim, isso é bom jornalismo.&#8221;</p>
<p>A busca por gêneros tem a pretensão de elevar o valor do texto, como se o termo &#8220;literário&#8221; atribuísse ao escrito a perenidade que a ficção detém. &#8220;A verdade é que fica forçada a tentativa de muita gente de transformar bons textos jornalísticos em obras-primas literárias&#8221;, aponta o crítico e jornalista <a href="https://sistemas.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=C7A12BCB69AC" target="_blank">Adriano Schwartz</a>. Lançar mão de beletrismos em material noticioso é reservar uma suposta nobreza a uma atividade prática e concreta. &#8220;A grandeza do jornalismo literário está em ele ser &#8216;grande jornalisticamente&#8217;. Eu não acredito muito nessa mistura: o rótulo parece entrar como um &#8216;charminho&#8217;, um símbolo de status.&#8221;</p>
<h3>O público não quer ser ignorado</h3>
<p>Sua opinião baseia-se nas definições essenciais de cada campo: a <strong>literatura tem como elemento primordial o trabalho com a linguagem, enquanto sua relação com os fatos é ocasional</strong>. &#8220;O jornalismo, por outro lado, busca sempre uma representação de alguma fatia da realidade. Nessa construção, ele pode, eventualmente, atingir um nível de trabalho com a linguagem tal que termina por passar uma impressão de texto literário.&#8221;</p>
<p>Mas afinal, pode-se considerar uma determinada reportagem literatura? <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A7al_Aquino" target="_blank">Marçal Aquino</a>, escritor e jornalista, acredita que sim, &#8220;na medida em que existe a preocupação declarada de produzir algo além da mera informação, algo com estilo&#8221;. Ele lembra a experiência do <em>Jornal da Tarde</em> que, &#8220;ao menos até a década de 90, mostrou que é possível dar as notícias com estilo, e que é legítimo um texto jornalístico aspirar à literatura&#8221;.</p>
<p>Estilo é bem-vindo em peças jornalísticas. Antes de ser literário, porém, é um produto informativo e deve manter este seu caráter. Isso significa que &#8220;a pior coisa é pretender ser muito elevado, é querer escrever bonito e sacrificar a reportagem em benefício de um texto cheio de mesóclises&#8221;. Vanessa Barbara aposta na parcimônia e ressalta a necessidade de &#8220;saber equilibrar e apresentar simplesmente os fatos para escrever um texto bom, ao contrário do que se pensa&#8221;.</p>
<p>Um bom texto. Nossa imprensa está repleta de números apenas, e carece de boas histórias. Podem pretender uma elevação artística. &#8220;Jornais e revistas desprezaram por muito tempo os leitores que gostam de um bom texto simplesmente pelo prazer de lê-los e eu acho que este público não quer mais ser ignorado&#8221;, percebe Matinas.</p>
<p>Aos poucos, a mídia também vai percebendo: <strong>jornalismo pode ser arte</strong>.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li>&#8220;<a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R1327-1.pdf" target="_blank">Algumas metáforas: o jornalismo literário como redenção</a>&#8220;: artigo meu para o Intercom 2007 - XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.</li>
<li>&#8220;<a href="http://rodolfoviana.com/?p=397" target="_blank">Talese e a Máfia</a>&#8220;: entrevista que fiz com Gay Talese na ocasião do lançamento do seu livro <em>Honra Teu Pai</em>, em 2011.</li>
</ul>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A vaidade do artista</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/artista/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/artista/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 03:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Não acredito em artista não-vaidoso. É necessário muita vaidade para se sentar diante da página em branco e achar que pode acrescentar algo a Shakespeare e Machado de Assis. Ou para subir no palco onde interpretou Paulo Autran, ou criar na tela onde pintou Di Cavalcanti. Não aguenta, bebe leite Uma vez, critiquei um jovem escritor [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acredito em artista não-vaidoso.</p>
<p>É necessário muita vaidade para se sentar diante da página em branco e achar que pode acrescentar algo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare" target="_blank">Shakespeare</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis" target="_blank">Machado de Assis</a>. Ou para subir no palco onde interpretou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Autran" target="_blank">Paulo Autran</a>, ou criar na tela onde pintou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Di_Cavalcanti" target="_blank">Di Cavalcanti</a>.<span id="more-57576"></span></p>
<h3><a href="http://papodehomem.com.br/artista/mittarakis-lia-rio-de-janeiro/" rel="attachment wp-att-57596"><img class="alignnone size-large wp-image-57596" title="Mittarakis-Lia-Rio-de-Janeiro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Mittarakis-Lia-Rio-de-Janeiro-620x458.jpg?95884c" alt="" width="620" height="458" /></a></h3>
<h3>Não aguenta, bebe leite</h3>
<p>Uma vez, critiquei um jovem escritor citando Machado e ele protestou:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pô, é covardia me comparar com o Machado!&#8221;</p></blockquote>
<p>Mas não é.</p>
<p>Se você é brasileiro e se propõe a escrever ficção, quem está se comparado a Machado <em>é você</em>, ao presumir se meter na área onde ele é a referência incontestável.</p>
<p>Ser escritor de ficção no Brasil e não querer ser comparado a Machado de Assis é como ser jogador profissional de futebol, entrar em campo contra o antigo Santos e não querer ser driblado pelo Pelé:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pô, Pelé, roubar a bola de mim é covardia.&#8221;</p></blockquote>
<p>Colega, você entrou em campo porque quis. Agora, aguenta.</p>
<p>É a vaidade que nos faz entrar em campo e, ao longo dos muitos anos de frustrações e derrotas que todo artista enfrenta, é a vaidade que nos <em>mantém</em> em campo.</p>
<h3>Como estar lá em cima e trabalhar a vaidade</h3>
<p>Antes de subir ao palco, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udia_Raia" target="_blank">Claudia Raia</a> tem um mantra: pede humildade, para que sua vaidade não se sobreponha ao personagem. Sábia diva.</p>
<p>O historiador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evaldo_Cabral_de_Mello" target="_blank">Evaldo Cabral de Mello</a> comentou que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Freyre" target="_blank">Gilberto Freyre</a> era intragável de tão vaidoso.</p>
<p>Evaldo é autor de uma das grandes obras historiográficas do Brasil e, como quase todos os acadêmicos, deve ser vaidoso também. Mas a vaidade de um professor universitário é uma distração diletante comparada à vaidade profissional de um artista.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/artista/sincretismo-religioso/" rel="attachment wp-att-57599"><img class="alignnone size-large wp-image-57599" title="SINCRETISMO-RELIGIOSO" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/SINCRETISMO-RELIGIOSO-620x322.jpg?95884c" alt="" width="620" height="322" /></a></p>
<p>Basta ler <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa-Grande_%26_Senzala" target="_blank">Casa-Grande &amp; Senzala</a></em> para saber que Freyre era, antes de tudo, um artista e um dos maiores que já escreveram qualquer coisa, prosa, poesia ou ensaio, na língua portuguesa. Talvez por isso só tenha sido reabilitado pela academia quando morreu, quando sua presença física desconcertante não mais atrapalhava a consideração de sua obra.</p>
<p>Os tímidos são os piores.</p>
<p>Quem auto-publica contos, faz lançamento na mercearia, se auto-promove feito puta e participa até de antologia de bula de remédio não tem metade da vaidade megalomaníaca do outsider que não sai de casa, despreza os contemporâneos, mal se interessa em publicar e, em sua cabeça, só dialoga com o futuro, com a posteridade, com o eterno, com o transcendental!</p>
<p>Espalhados no continuum de vaidade entre a puta da mercearia e o outsider da quitinete, estamos todos nós, cada um onde pode.</p>
<h3>Como conviver com a vaidade alheia</h3>
<p>Estou cuidadosamente evitando aquela velha <a title="“Não cometerás nenhuma dessas 24 falácias lógicas”" href="http://papodehomem.com.br/falacias-logicas/" target="_blank">falácia</a> de minimizar seus defeitos extrapolando-os para os outros:</p>
<blockquote><p>Sim, roubei, mas qualquer um roubaria na minha situação, etc.</p></blockquote>
<p>Não digo que artistas são todos vaidosos só porque <em>eu</em> sou um poço borbulhante de vaidade incontrolável (aliás, sou) e daí concluo que todo mundo deve ser igual. Digo isso porque passei a vida cercado de artistas.</p>
<p>Quem nunca conviveu de verdade com um artista, seja como familiar, cônjuge ou amigo próximo, não faz ideia do que é a vaidade de um artista profissional. A mais tímida e humilde dançarina contemporânea tem uma vaidade profunda e constitutiva que deixa no chinelo a mais fútil e vaidosa engenheira, professora ou publicitária.</p>
<p>Um diretor de criação, que vive de vender pasta de dente e se acha tão criativo e tão vaidoso, não subsiste só de sua descomunal vaidade, mas ganha também um polpudo contra-cheque ou, pelo menos, espera ganhar no futuro.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/artista/favela-alegre/" rel="attachment wp-att-57601"><img class="alignnone size-large wp-image-57601" title="FAVELA-ALEGRE" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/FAVELA-ALEGRE-620x381.jpg?95884c" alt="" width="620" height="381" /></a></p>
<p>Já para a dançarina contemporânea, durante grande parte ou toda sua carreira, a vaidade da beleza realizada, do movimento perfeito, da arte ideal, será toda a recompensa que terá para subsistir. Enquanto isso, as ciências atuariais estão sempre aí, nos tentando com uma carreira segura na lucrativa indústria de seguros.</p>
<p>Lidar com um artista não é para qualquer um. É necessário uma tolerância específica e temperamental à vaidade e ao auto-centramento alheios.</p>
<p>Todas as mulheres com quem me envolvi romanticamente chegaram a mim através dos meus textos. Sem exceção. Até aquelas que conheci por outros meios só se interessaram por mim como homem depois de saber que aquele colega de trabalho &#8220;escrevia umas coisas aí&#8221; e pedirem pra ver.</p>
<p>Depois desse primeiro momento, encarando o desafio de se propor a amar um homem vaidoso, elas se dividiram em dois grupos: as tietes mantiveram sempre uma postura de &#8220;fãs número um&#8221;, se envolviam em minha carreira, lutavam por minha arte; as ausentes, talvez imaginando que meu ego já era grande demais, faziam questão de não alimentá-lo e ignoravam estoicamente minha carreira e minha arte, tratando-as como se fossem um emprego qualquer.</p>
<p>Hoje, aos quase quarenta anos, eu diria que a segunda postura é mais condizente com um relacionamento sério de longo prazo.</p>
<p>A função mais importante da esposa de Shakespeare é justamente mandar ele parar com essa masturbação mental de ser ou não ser e ir lavar a porra da louça, que ela não vai se lavar sozinha.</p>
<p>Sem o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Memento_mori">memento mori</a>, a vaidade vira megalomania.</p>
<h3>Ao que a vaidade nos obriga</h3>
<p>Meu mantra pessoal é: antes de recusar qualquer coisa, me pergunto:</p>
<blockquote><p>&#8220;estou recusando por pura preguiça?&#8221;.</p></blockquote>
<p>Antes de aceitar,</p>
<blockquote><p>&#8220;estou aceitando por pura vaidade?&#8221;</p></blockquote>
<p>Noventa por cento de tudo que faço ou deixo de fazer é por preguiça ou vaidade.</p>
<p>Dependendo do artista, a conta da vaidade pode chegar a 100%, pois até sua sobrevivência é um ato de vaidade, seja porque acredita que sua vida é sua obra de arte, seja porque deseja viver apenas para poder brilhar de novo e, se não fossem os aplausos e os holofotes, já teria desistido desse mundo.</p>
<p>Para o artista, por definição, a vida sem público não faz sentido. Nem que seja um público imaginário e futuro que existe só na sua cabeça.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/artista/festa-de-sao-pedro/" rel="attachment wp-att-57614"><img class="alignnone size-large wp-image-57614" title="FESTA-DE-SAO-PEDRO" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/FESTA-DE-SAO-PEDRO-620x279.jpg?95884c" alt="" width="620" height="279" /></a></p>
<h3>A vaidade é tudo o que um artista tem</h3>
<p>Se uma pessoa diz que é bióloga e alguém duvida, ela mostra o diploma. Se duvidam que é vice-presidente de vendas, é só puxar o cartão de visitas.</p>
<p>Mas artista? Para muita gente, se dizer artista por si só já é arrogante ou vaidoso:</p>
<blockquote><p>Quem ele pensa que é, hein?</p></blockquote>
<p>O artista depende sempre do olhar do outro e não existe validação incontestável ou reputação inexpugnável.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Coelho" target="_blank">Paulo Coelho</a> é o autor em língua portuguesa que mais vendeu em todos os tempos e muitas pessoas afirmam, sem a menor dúvida nem cerimônia, que ele não é escritor e pronto.</p>
<p>Artistas plásticos que dedicaram toda a vida ao estudo e à prática de sua arte são rotineiramente chamados de &#8220;charlatães&#8221; ou &#8220;picaretas&#8221; por gente que não entende nada de arte, mas acha que &#8220;faria igual&#8221;.</p>
<p>Um engenheiro, se construir um prédio que cai, será considerado um mau engenheiro, um engenheiro criminoso até. Idem para o médico que mate o paciente.</p>
<p>Já o artista nunca está livre de ser sumariamente despido de sua condição de artista.</p>
<p>Graças ao mesmo mecanismo que faz a auto-afirmação &#8220;sou artista&#8221; parecer arrogante e vaidosa (pois as pessoas percebem &#8220;ser artista&#8221; como algo intrinsecamente bom), uma crítica a um artista muitas vezes não se limita a atacar sua arte ou suas escolhas artísticas, mas também lhe nega a própria condição de artista (afinal, ser artista é intrinsecamente bom, e ele não é bom&#8230;. é um charlatão!)</p>
<p>Ou seja, despido da segurança oferecida por um diploma ou por alguma forma de validação incontestável, o artista é forçado a se auto-afirmar artista, na esperança que outras pessoas concordem e também o vejam como artista, mas quanto mais se auto-afirma artista mais é hostilizado ou criticado pela vaidade e arrogância de se auto-declarar artista.</p>
<p>Esse círculo vicioso de bipolaridade constitutiva, onde a obrigatoriedade de se auto-promover vem junto com os ataques pela vaidade arrogante da auto-promoção, é simplesmente massacrante.</p>
<p>Às vezes, quase me esmaga.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/artista/ponte_rio_niteroi___54x72_/" rel="attachment wp-att-57615"><img class="alignnone size-large wp-image-57615" title="Ponte_Rio_Niteroi___54x72_" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Ponte_Rio_Niteroi___54x72_-620x476.jpg?95884c" alt="" width="620" height="476" /></a></p>
<h3>E como se deve portar um artista?</h3>
<p>Ser artista e não ser narcisista é impossível.</p>
<p>Hoje, o desafio da arte é outro: como ser artista/narcisista, em um mundo onde o Pinterest e o YouTube, o Twitter e o Facebook, não só estimulam um narcisismo generalizado galopante como permitem que qualquer um tenha um público?</p>
<p>A internet tornou-se a primeira barreira de entrada: se a sua arte, gráfica ou narrativa, em vídeo ou em música, não é melhor do que o grosso da produção amadora que pode ser consumida gratuitamente pela internet, talvez você devesse mesmo considerar aquela sólida carreira em seguros.</p>
<p>A luta contra a vaidade é um exercício sisifeano diário de auto-conhecimento e disciplina.</p>
<p>Encaro minha vaidade como os holandeses encaram o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_do_Norte" target="_blank">Mar do Norte</a>: já estava lá quando nasci, me define, me possibilita, me traz prosperidade e, se não for contido, me devora.</p>
<p>* * *</p>
<p><em>As ilustrações desse texto são todas de arte naif, uma arte que muitos não consideram arte, feita por artistas que raramente se consideram artistas. Para quem está no Rio de Janeiro, recomendo fortemente uma visita ao <a title="Museu Internacional de Arte Naif do Brasil" href="http://www.museunaif.com.br/" target="_blank">Museu Internacional de Arte Naif</a>, ali no Cosme Velho, do lado da subida para o Corcovado, um dos meus museus preferidos de todos os tempos e um dos maiores acervos mundiais de arte naif. Depois de alguns anos fechados por falta de verba, o museu foi reinaugurado em abril de 2012 e merece muito mesmo a sua visita.</em></p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/artista/museu-internacional-de-arte-naif-do-brasil/" rel="attachment wp-att-58216"><img class="alignnone size-full wp-image-58216" title="Museu-Internacional-de-Arte-Naif-do-Brasil" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Museu-Internacional-de-Arte-Naif-do-Brasil.jpg?95884c" alt="Museu Internacional de Arte Naif do Brasil" width="620" height="388" /></a></p>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quanto vale morar perto do trabalho?</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/quanto-vale-morar-perto-do-trabalho/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/quanto-vale-morar-perto-do-trabalho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=57841</guid>
		<description><![CDATA[<p>O artista plástico brasileiro Paulo Nazareth acabou de caminhar de Belo Horizonte até Nova York. Foram seis meses e quinze dias. Segundo reportagem da Folha, ele não lavou o pé durante todo o percurso, para levar um pouco da poeira da América Latina para os EUA. Só lavou os pés no rio Hudson. O feito [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artista plástico brasileiro Paulo Nazareth <strong>acabou de caminhar de Belo Horizonte até Nova York</strong>. Foram seis meses e quinze dias.</p>
<p>Segundo <a title="Artista sai de favela brasileira e vai a pé até Nova York" href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1085933-artista-sai-de-favela-brasileira-e-vai-a-pe-ate-nova-york.shtml" target="_blank">reportagem da Folha</a>, ele não lavou o pé durante todo o percurso, para levar um pouco da poeira da América Latina para os EUA. Só lavou os pés no rio Hudson.<span id="more-57841"></span></p>
<div id="attachment_58235" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-58235" title="Artista Paulo Nazareth" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nazareth.jpeg?95884c" alt="" width="550" height="372" /><p class="wp-caption-text">Taí o artista</p></div>
<p>O feito de Nazareth é parte de um projeto artístico, <strong>mas as pessoas costumavam andar enormes distâncias simplesmente para chegar em seu destino</strong>. Caminhar é o mais antigo meio de transporte da humanidade.</p>
<p>O homem chegou nas Américas pelo Estreito de Bhering e, em menos de mil anos, completamente a pé, colonizou todas as Américas.</p>
<p>Não precisam acreditar em mim: bastar ler os <a href="http://www.asterix.com/" target="_blank">gibis do Asterix</a>. Quase todas as viagens que ele e Obelix empreenderam foram a pé.</p>
<p>O filósofo e escritor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Jacques_Rousseau" target="_blank">Jean-Jacques Rousseau</a> morava em Genebra e, sempre que tinha que ir a Paris, ia caminhando — uma distância de 500 km, mas ladeira abaixo. A volta não sei se Rosseau fazia a pé também.</p>
<p>Na verdade, pensando em sua saúde física e mental, eu te sugeriria sempre morar perto do trabalho. Se você mora na zona oeste de São Paulo e aceitaria um trabalho na zona norte, mesmo significando, digamos, três horas por dia no carro, mas não aceitaria um emprego em Limeira, porque é longe demais, então claramente você tem um raio de quilômetros em sua cabeça dentro do qual é factível trabalhar.</p>
<p>Mas eu te pergunto: é mesmo?</p>
<p>Não valeria a pena procurar outro trabalho — já que esse é tão longe? Não valeria a pena vender sua casa e comprar outra mais perto? Ser adulto também é saber abrir mão.</p>
<p>Já falamos sobre isso aqui no PapodeHomem, <strong>um trajeto curto casa-trabalho é um dos <a title="A economia da felicidade. Onde a grama é mais verde?" href="http://papodehomem.com.br/onde-esta-a-grama-mais-verde-a-felicidade-enquanto-economia/" target="_blank">principais indicadores de felicidade</a>.</strong></p>
<blockquote><p><strong>Um homem teria que ganhar um total de 40% a mais num trabalho para compensar um tempo mais longo no trânsito.</strong> E, ainda assim, as pessoas frequentemente escolherão a maior casa em detrimento da menor e da possibilidade de andar até o trabalho. Por quê? Eles cometem um “erro de ponderação”, que é explicado pelo <a href="http://scienceblogs.com/cortex/2010/03/commuting.php">autor Jonah Lehrer e pelo psicólogo Ap Dijksterhuis</a>:</p>
<p>“Suponha duas opções de moradia: um apartamento de três quartos localizado no centro da cidade, a 10 minutos do trabalho, ou uma McMansão de cinco quartos no subúrbio, a 45 minutos. As pessoas pensarão sobre essa troca por um bom tempo”, diz Dijksterhuis.</p>
<p>“E a maior parte delas escolherá a casa maior. Afinal de contas, um terceiro banheiro ou um quarto extra são muito importantes para quando os avós vêm passar o Natal, e dirigir duas horas todo dia não é tão ruim assim”.</p>
<p>O que é interessante, segundo Dijksterhuis, é que quanto mais tempo as pessoas passam deliberando, mais importante aquele espaço extra se torna. Eles vão imaginar todo tipo de situação (uma grande festa, jantar de ação de graças, mais um filho), que tornará a casa suburbana uma necessidade absoluta. Enquanto isso, a aflição do trânsito parecerá mais e mais insignificante, ao menos quando comparada à atração de um banheiro extra.</p>
<p>Mas, aponta o psicólogo, o raciocínio é exatamente o inverso: “O banheiro extra é um adicional completamente supérfluo durante pelo menos 362 ou 363 dias por ano, ao passo que um longo percurso se torna um fardo depois de um tempo”.</p></blockquote>
<p>Pensa assim: se você escolheu essa casa, longe do seu trabalho, porque ela tem um quintal ou um quarto de hóspedes, e se essa casa linda e longe te faz passar todo dia duas horas A MAIS no trânsito, será que vale mesmo a pena? Duas horas a mais no trânsito todo dia&#8230; por um quintal que você usa quando? Um quarto de hóspedes útil quantas vezes por ano?</p>
<h3>Andar pode ser um meio de transporte factível ou é puro lazer?</h3>
<p>O nosso alcance é impressionante. Pense em quanto tempo se demora para percorrer, de carro, 6km na cidade de São Paulo na hora do rush. <strong>Pois bem, 6km é uma caminhada super tranquila de uma hora.</strong></p>
<p>Para ter uma ideia de distâncias, do QG do PapodeHomem, em Perdizes, até a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, são apenas 5km. Da USP para a Paulista, só 6km. Do Parque do Ibirapuera ao Estádio do Pacaembu, outros 6km.</p>
<p>No Rio, em 4km se vai do Mirante do Leblon ao Arpoador. E, com mais 4km, se chega ao Leme. Tudo pela orla. As coisas são mais próximas do que parecem: do Shopping Rio Sul até o Aeroporto Santos Dumont, passando por boa parte da zona sul, são somente 5km.</p>
<p>Quando era moleque, no Rio, eu morava na Barra e estudava no IFCS, no centro. Uma distância de 36 quilômetros. Algumas vezes fiz o percurso da volta a pé. Saía do IFCS ao meio dia e vinha andando. Centro, Lapa, Glória, Botafogo. Nunca me senti tão próximo da minha cidade.</p>
<p>Em três horas, eu chegava ao Mirante do Leblon e dava uma descansada antes da parte realmente punk da jornada: a avenida Niemeyer e o Joá. Na Niemeyer, andando por cima da mureta, o mar à minha esquerda, eu tinha que parar e firmar os pés sempre que vinha um ônibus ou caminhão. Mesmo com os meus cem quilos, se estivesse com um dos pés levantados, o deslocamento de ar poderia me jogar lá embaixo.</p>
<p>Como nunca morri, chegava sempre em casa lá pelas seis da tarde, bem a tempo de ver o pôr-do-sol na praia. <strong>36 km em seis horas e meia</strong>. Sem fazer esforço físico algum. Passeando.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/4636202?byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="348"></iframe><br />
<em><a href="https://vimeo.com/4636202" target="_blank">Link Vimeo</a> | Cristoph Rehage andou 4500km pela China, rumo à Alemanha, durante um ano.</em></p>
<p>Navegar não é preciso, caminhar sim. Para onde você anda?</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Como planejar um não-jantar perfeito</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/naojantarperfeito/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/naojantarperfeito/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred Fagundes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Savoir-faire. Do francês, literalmente &#8220;saber fazer&#8221;. É a arte de se comportar com confiança nas mais variadas situações, estando preparado ou não. De porte desse atributo, as mais delicadas e sensíveis situações se tornam naturais. E naturalidade, em um encontro, é roubar no jogo. Com ela é possível criar uma noite única, tirar do chão [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Savoir-faire.</p>
<p>Do francês, literalmente &#8220;saber fazer&#8221;.</p>
<p><span id="more-58150"></span></p>
<p>É a arte de se comportar com confiança nas mais variadas situações, estando preparado ou não. De porte desse atributo, as mais delicadas e sensíveis situações se tornam naturais.</p>
<p><strong>E naturalidade, em um encontro, é roubar no jogo.</strong></p>
<p>Com ela é possível criar uma noite única, tirar do chão os pés de sua amada &#8211; ou futura amada. Focando em detalhes básicos como música e decoração, um jantar intimista é facilmente oferecido mesmo com pouca grana. Você não precisa nem ser um gênio da criatividade, um mestre cuca, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Don_Juan">Don Juan</a> ou um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=StPUJ5Kki3I" target="_blank">Guilherme Valadares</a>.</p>
<p>Basta estar de olhos abertos. Te mostramos como.</p>
<p><a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-58181" title="Como planejar um não jantar perfeito " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/aceitou1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="400" /></a></p>
<p>Nada de detetives ou horas pesquisando os gostos e locais preferidos no Foursquare. Isso qualquer imbecil descobre. É preciso ter tranquilidade para saborear o doce prazer de se conhecer uma pessoa pouco a pouco, sem a ânsia de antecipar seus gostos e preferências. Em tempos de Facebook e Twitter, é um alívio estar frente a frente com um mistério a se desvelar.</p>
<p>Seja atencioso, mas não nunca um vendedor de concessionária barata. Você confia no que tem na garagem.</p>
<p><strong>Um jantar não é só um prato.</strong></p>
<p>Nem entrada, comida ou sobremesa.</p>
<p>Um jantar preparado e oferecido deve ser visto como uma ocasião. Ninguém vai até sua casa somente para comer, como um restaurante. Prepare-se para tratar a convidada como uma pessoa que tem na comida somente a última das expectativas.</p>
<p>Entra aqui a importância dela ser apresentada à sua realidade. Apresente suas músicas favoritas, seu filme, um pintor que te agrade. Não se preocupe se possuírem gostos distintos. Isso reflete uma autenticidade confiante, de quem não precisa se provar.</p>
<p>Querer agradar, exageradamente, é brochante.</p>
<p>Convide-a para sonhar contigo, conhecer novos mundos e experiências. Poucas coisas dão tanto prazer a uma mulher como ser habilmente conduzida.</p>
<p><a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-58229" title="Como planejar um não-jantar perfeito " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/nunca-cozinhei11.jpg?95884c" alt="" width="620" height="400" /></a></p>
<h3>A arte de improvisar na cozinha</h3>
<p>Ela está no seu território, na sua caverna, no seu ambiente. Você conhece cada centímetro dessa casa. É chegado o momento de proporcionar essa mesma sensação a ela.</p>
<p><strong>Deixe para cozinhar coisas simples na frente dela.</strong> A mulher gosta de saber que o cara teve essa disposição de preparar algo especial. Chame-a para cozinhar, converse enquanto manuseia as facas com destreza. Improvise com charme. Compre aquele petit gateau pré-pronto. É a coisa mais simples do mundo e praticamente infalível.</p>
<p>Um ambiente informal &#8211; mas limpo, cheiroso, com boa música e razoavelmente organizado &#8211; é o necessário para quebrar a possível falta de intimidade. Velas e meia luz ajudam, claro.</p>
<p><strong>Cuide para detalhes de limpeza e higiene, em especial no banheiro.</strong> Mulheres tendem a ficar desconfortáveis em banheiros estranhos. Ela não necessita encontrar pelos ou odores estranhos por lá.</p>
<p>Sobre o restante da casa, apenas não vá ser organizado em excesso. Vai causar uma sensação meio neurótica de que nada deve ser tocado ou mexido.</p>
<p>Quer ser bom? Seja autêntico. Esqueça de sequências, de listas e manuais prontos.</p>
<p>Esse artigo, quando muito, é um paradoxal guia de &#8220;como não planejar o jantar perfeito&#8221;. Pois a &#8220;perfeição&#8221; está aí, em tornar o momento tão leve, despretensioso e agradável quanto possível.</p>
<div id="attachment_58230" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-58230" title="Como planejar um não jantar perfeito " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/tabela2nova.jpg?95884c" alt="" width="620" height="475" /></a><p class="wp-caption-text">Essa tabelinha linda feita pra ser ignorada é tudo que você não precisa</p></div>
<p>Basta seguir o que você sempre foi. E não as listas de como agir.</p>
<p>Raramente uma dica ou guia será mais eficiente do que sua própria personalidade.</p>
<p>Isso, de demonstrar quem você é, já demonstra um claro sinal de atitude e confiança. É esse pensamento que te leva até a recompensa. Afinal, eu já disse. E disse mais de uma vez: a recompensa não se pede.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TeaAIZqC2vo" target="_blank">Se faz pedir</a>.</p>
<p>Ah, e faça-nos esse favor: <strong>prove-nos que você pode ser o melhor do seu jeito e conte-nos como foi.</strong></p>
<h3>Mecenas: <a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank">Philadelphia</a></h3>
<p><a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-58203" title="Como planejar um não-jantar perfeito " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/desafio_philadelphia-2.jpg?95884c" alt="" width="359" height="274" /></a></p>
<p><em>Agora que você aprendeu o passo a passo para preparar um jantar matador, <a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank">que tal entrar na fanpage de Philadelphia e retribuir nossa boa ação votando no PapodeHomem?</a></em></p>
<p><em>A cada mês, dois sites fazem a disputa. <a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank">Clicando aqui você decide como será o encontro de maio</a>. Se esse artigo for eleito o melhor do desafio, o PapodeHomem será o anfitrião de um baita evento no Mercadão de São Paulo.</em></p>
<p><em>Além de escolher o seu tema favorito, você vai poder participar do evento. Mas fique esperto: as vagas são limitadas. <a href="http://pdh.co/pdhiladelphia" target="_blank">Portanto, vote no PapodeHomem, torça com todas as forças e garanta seu lugar.</a></em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Bom dia, Emily quietinha</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 12:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Bracht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Loja do Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Bom dia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Shhh&#8230; Bom dia, sim, mas não faça barulho. A Emily Ratajkowski está tentando posar, mas ela precisa de silêncio. No máximo, uma musiquinha suave. ᔥ Vimeo Aproveite esse estado de relaxamento e transe para dar bom dia para a segunda-feira, a semana e o resto da sua vida. Faça isso na forma de uma expiração [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Shhh&#8230;<span id="more-58145"></span></p>
<p>Bom dia, sim, mas não faça barulho. A Emily Ratajkowski está tentando posar, mas ela precisa de silêncio.</p>
<p>No máximo, uma musiquinha suave.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40363349?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<em><a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/40363349">Vimeo</a></em></p>
<p>Aproveite esse estado de relaxamento e transe para dar bom dia para a segunda-feira, a semana e o resto da sua vida. Faça isso na forma de uma expiração lenta e longa. Permaneça assim o máximo de tempo que conseguir.</p>
<p>Quando a vida tentar te puxar para o ritmo frenético, lembre-se: shhh&#8230; A Emily precisa se concentrar.</p>
<p>Boa&#8230; semana.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os 26 melhores vídeos do ano &#124; Vimeo Awards 2012</title>
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		<comments>http://papodehomem.com.br/vimeo-awards-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 22:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Bracht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ao contrário do YouTube, onde qualquer um pode publicar uma coleção de cenas de anime com trilha sonora do Evanescence e chamar de &#8220;vídeo que eu fiz&#8221;, o Vimeo é uma comunidade de videomakers feita só com conteúdo realmente original. Talvez você já tenha percebido que boa parte dos vídeos impressionantes que você vê (por [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do YouTube, onde qualquer um pode publicar uma coleção de cenas de anime com trilha sonora do Evanescence e chamar de &#8220;vídeo que eu fiz&#8221;, o Vimeo é uma comunidade de <em>videomakers</em> feita só com conteúdo realmente original.</p>
<p><span id="more-58132"></span></p>
<p>Talvez você já tenha percebido que boa parte dos vídeos impressionantes que você vê (por exemplo: os nossos <a href="http://papodehomem.com.br/tag/bom-dia/">Bom Dias</a>) são publicados por lá. Tendo em mãos esse acervo valioso, nada mais lógico para eles do que organizar um evento de mostra e premiação dos melhores do ano.</p>
<p>E nada mais natural para nós do que filtrar isso e mostrar para você.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-58148" title="Vimeo Awards" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/vimeo-awards-wide.jpg?95884c" alt="Vimeo Awards" width="620" height="111" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <a href="http://vimeo.com/awards/shortlist">lista de indicados</a> está sensacional. Seja na íntegra ou apenas alguns trechos, assisti a quase todos os vídeos para selecionar dois bons exemplos de cada uma das 13 categorias e te mostrar aqui abaixo.</p>
<p>Não me arrisco a dizer que são os melhores, por isso não deixe de <a href="http://vimeo.com/awards/shortlist">ir ver os outros</a> se gostar do que vê aqui.</p>
<p>Se posso te pedir uma coisa: <strong>por favor</strong>, assista em HD e tela cheia.</p>
<h3>Animação</h3>
<p>Uma história contada ao dar vida a objetos inanimados ou designs de personagem, usando computadores ou animação quadro a quadro.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32397612?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="348"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/32397612">Vimeo</a> | Um boneco solitário resolve viajar o mundo do único jeito que ele consegue</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31423544?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/31423544">Vimeo</a> | Quando você começa a fazer as coisas fora do ritmo e da maneira como o seu ambiente te impõe, não espere uma transição fácil</em></p>
<h3>Clipe de música</h3>
<p>Um vídeo curto que acompanhe uma peça musical completa.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/22379296?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/22379296">Vimeo</a> | Uma das minhas bandas favoritas atuais, em um clipe baseado na ideia de ver a vida passar diante dos olhos na hora da morte</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27184948?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/27184948">Vimeo</a> | Para contrabalancear com o anterior, um clipe propositalmente ridículo, divertido, com estética anos 80</em></p>
<h3>Experimental</h3>
<p>Um vídeo que experimente com novas ideias e/ou técnicas, geralmente caracterizados pela ausência de narrativa linear.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/28304264" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/28304264">Vimeo</a> | Se alguém conseguir me explicar o que diabos está acontecendo nesse vídeo, eu agradeço. Só consegui entender uma coisa: é bonito</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/37074698?color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/37074698">Vimeo</a> | Além de 100% brasileiro, este é também um dos mais bizarros que você vai ver</em></p>
<h3>Capturado</h3>
<p>Um vídeo que capture a sua própria performance ou expressão artística como assunto.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/33091687?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/33091687">Vimeo</a> | Um homem resolve fazer um retrato do seu pai usando apenas pontos, sem nenhum traço. Este é o making of</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25401444?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/25401444">Vimeo</a> | Um experimento usando areia, luz do sol convergida e uma máquina esquisitona para fazer esculturas de vidro</em></p>
<h3>Motion graphics</h3>
<p>O uso de princípios de design gráfico para criar um vídeo usando técnicas fílmicas ou de animação.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/24496773?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/24496773">Vimeo</a> | Uma lindíssima &#8220;ilustração em movimento&#8221;, tendo as quatro estações como tema</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/34750078?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/34750078">Vimeo</a> | Por onde passam as mensagens que você manda? Este infográfico em vídeo explica como funciona esse trânsito e quem põe a mão em suas informações</em></p>
<h3>Esportes de ação</h3>
<p>Um vídeo que use o cinegrafismo para demonstrar esportes de ação criativamente.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/36168588?color=87cdff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/36168588">Vimeo</a> | A beleza do skate e da vida urbana traduzida em um vídeo (atenção para a trilha sonora inesperadamente sofisticada)</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/37108199?color=87cdff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/37108199">Vimeo</a> | Surfe, ondas e partículas de água mostradas de um jeito que você nunca viu</em></p>
<h3>Moda</h3>
<p>Um vídeo demonstrando uma coleção de moda ou beleza, ou uma tendência, com imagens em movimento.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/18667898?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=87cdff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/18667898">Vimeo</a> | Todo dia ela sai para tomar sol na areia com uma roupa diferente. É isso</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/30693152?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="333"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/30693152">Vimeo</a> | Aparentemente, é para mostrar jóias ou algo assim, mas só consegui prestar atenção nos longos, lindos e loiros cabelos dessas duas ao vento</em></p>
<h3>Narrativa</h3>
<p>Narrativa com atores reais contada através de filme/vídeo.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/21216091?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/21216091">Vimeo</a> | Nem mesmo um robô feito para ser seu amigo é capaz de aturar uma criança tão pé-no-saco</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23925061?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/23925061">Vimeo</a> | Uma história sobre viagem no tempo, sanduíches de presunto e um nerd coxinha maltratado pela vida</em></p>
<h3>Remix</h3>
<p>Um vídeo que é criado usando imagens, sequências ou áudio de trabalhos já existentes para formar uma peça nova, original e independente.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27778119" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/27778119">Vimeo</a> | Uma coleção de frases famosas de filmes que rimam umas com as outras</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/26784202" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/26784202">Vimeo</a> | All you need is risadas</em></p>
<h3>Documentário</h3>
<p>Um vídeo curto que apresente uma reportagem factual a respeito de um assunto ou ideia.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/24718582?portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/24718582">Vimeo</a> | Um olhar sobre a vida de Jody Pendarvis, este velhinho que construiu um &#8220;centro de boas vindas para discos voadores&#8221; depois de ter avistado extraterrestres, na esperança de que eles voltem</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32493819?portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/32493819">Vimeo</a> | Acompanhe uma das últimas famílias de &#8220;wall riders&#8221; da Europa enquanto eles fazem suas motos andarem pelas paredes</em></p>
<h3>Publicidade</h3>
<p>Um vídeo curto encomendado por uma marca ou agência de publicidade para promover uma empresa, produto ou serviço.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25451551?byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/25451551">Vimeo</a> | Uma história de amor contada em duas metades. Sendo bem sincero, me emocionei no final</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/26325973?byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/26325973">Vimeo</a> | Kenny Powers é o novo <strong>MOTHERFUCKING CEO</strong> da marca de tênis K-Swiss e tem algumas mudanças a fazer na empresa</em></p>
<h3>Lírico</h3>
<p>Um vídeo que demonstre o mundo natural ou uma experiência pessoal usando um estilo criativo distinto.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/22564317?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/22564317">Vimeo</a> | Para cada frio, um quente; para cada gato, um rato; para cada morte, uma vida cheia de simetrias</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/37157187?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/37157187">Vimeo</a> | Um olhar único sobre a nossa cidade maravilhosa</em></p>
<h3>Séries</h3>
<p>Um conjunto de vídeos relacionados ou temáticos, lançados periodicamente.</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32113233?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/32113233">Vimeo</a> | Retratos de gente que faz coisas impressionantes à mão (este vídeo específico já foi inclusive <a href="http://papodehomem.com.br/korehira-watanabe-a-vida-pela-espada/">publicado aqui no PdH</a>, pelo Luciano Ribeiro)</em></p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/18446531?byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/18446531">Vimeo</a> | Gente dançando na frente dos outros sem se preocupar com mais nada nessa vida</em></p>
<p>* * *</p>
<h3>Bônus</h3>
<p>O Guilherme pediu para que eu incluísse o favorito dele, que é este:</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/35547877?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/35547877">Vimeo</a> | Clipe de &#8220;Foreign Language&#8221;, do Flight Facilities, bem canastrão </em></p>
<p>Com o precedente aberto, coloco o meu favorito também, dentre os que não entraram na listagem acima:</p>
<p><em><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27246366?color=ffffff" frameborder="0" width="620" height="348"></iframe><br />
<a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">ᔥ</a> <a href="http://vimeo.com/27246366">Vimeo</a> | Sincronia perfeita</em></p>
<p>E o seu?</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/vimeo-awards-2012/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
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		<title>Elogio aos pés</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/elogio-aos-pes/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/elogio-aos-pes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 03:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Amo pés. Olhá-los, ouvi-los, tocá-los, cheirá-los, saboreá-los. O que se pode fazer com um olhar? A maioria das mulheres gosta de dizer que o mais lhes atrai nos homens são os olhos. Acho isso de uma falta de imaginação tremenda. Meu maior tesão, mais do que pés, meu tesão como homem e como romancista, é [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amo pés. Olhá-los, ouvi-los, tocá-los, cheirá-los, saboreá-los.<span id="more-57505"></span></p>
<div id="attachment_57537" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57537" title="balançando." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_012-620x465.jpg?95884c" alt="balançando." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">balançando.</p></div>
<h3>O que se pode fazer com um olhar?</h3>
<p>A maioria das mulheres gosta de dizer que o mais lhes atrai nos homens são os olhos. Acho isso de uma falta de imaginação tremenda.</p>
<p>Meu maior tesão, mais do que pés, meu tesão como homem e <a title="alex castro" href="http://alexcastro.com.br/" target="_blank">como romancista</a>, é penetrar na mente das pessoas, entrar dentro delas, saber quem são, o que são, como ficaram assim e o que se tornarão. Não consigo imaginar nenhum escritor que não tenha esse tesão primordial. E, para entrar dentro de alguém, o portão são os olhos.</p>
<p>Mas olhos excitam minha curiosidade, provavelmente meu amor, mas não aquele tesão primordial que arrebata o pau.</p>
<div id="attachment_57544" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57544" title="solinha." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_010-2-620x464.jpg?95884c" alt="solinha." width="620" height="464" /><p class="wp-caption-text">solinha.</p></div>
<p>Olhos são para o amor, não para o sexo. Olhos me atraem, mas não me excitam. Afinal, o que se pode fazer com um olhar &#8211; a não ser olhar pra ele de volta? Dá pra beijar um olhar? Lamber um olhar?</p>
<p>Eu sou muito pouco visual e excessivamente sinestésico. O que me vem somente pelos olhos raramente conseguirá me excitar. Preciso de tudo, junto, o tempo todo.</p>
<p>Então, se gosto de pés, então, é pelo seguinte:</p>
<div id="attachment_57539" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57539" title="tudo azul." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_021-61-620x465.jpg?95884c" alt="tudo azul." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">tudo azul.</p></div>
<h3>Pés são para ser vistos</h3>
<p>Eu gosto de <strong>ver </strong>pés.</p>
<p>Admiro a curva acentuada do arco, as dobrinhas nas solas, as veias azuis no peito, o movimento vivaz dos dedos.</p>
<p>Quanto mais vivos os dedinhos, maior o meu tesão. Uma mulher mexendo os dedos dos pés pra mim é capaz de me fazer largar qualquer coisa. Visualmente falando, só mãos e cabelo tem tanto movimento quanto os pés. Movimento é vida, movimento é sexo.</p>
<div id="attachment_57522" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-57522" title="dedão empinado." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_010-400x533.jpg?95884c" alt="dedão empinado." width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">dedão empinado.</p></div>
<p>Tenho até uma posição favorita, na foto acima: me parece que os pés ficam mais sinistros assim, como se preparados para o mal. Dirce fazia isso pra me dar beliscões com os pés, e era uma delícia: uma forma de usar os dedos dos pés para ser malvada. (E eu adoro <a title="Malvadas, vilãs &amp; femme fatales" href="http://papodehomem.com.br/malvadas-vilas-femme-fatales/" target="_blank">mulheres malvadas</a>.)</p>
<p>Nada me tira da cabeça que essas mulheres que equilibram o sapato nos dedinhos e balançam (em inglês, &#8220;<em>dangling</em>&#8220;) sabem exatamente o efeito que isso tem nos pobres homens. Já fiquei mais de uma vez imobilizado e hipnotizado em lugares públicos, incapaz de tirar os olhos de uma sandália que balançava pra lá e pra cá, uma tirinha de couro displicentemente enrolada em um belo dedão.</p>
<div id="attachment_57517" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-57517" title="como um pêndulo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_020-2-400x533.jpg?95884c" alt="como um pêndulo" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">como um pêndulo</p></div>
<p>O que também me hipnotiza: aquelas tornozeleiras com pingentes, que balançam ao ritmo do andar, e que me põem como um cachorro bobo acompanhando o osso na mão do dono. Para não falar, claro, dos sempre deliciosos anéis de dedo do pé, uma moda que parece estar tristemente desaparecendo.</p>
<p>Adoro cor nas unhas, ainda mais quando vivas e exóticas, prateado, azul, verde, amarelo, laranja, preto, roxo. A cor do esmalte diz muito sobre uma mulher: quem pinta a unha de um rosinha básico está passando uma mensagem diferente daquela que pinta de preto. (E quem faz francesinha? Qual a mensagem? &#8220;Quero enlouquecer os homens&#8221;, só pode ser.)</p>
<div id="attachment_57533" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-57533" title="pernas." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_021-8-400x533.jpg?95884c" alt="pernas." width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">francesinha.</p></div>
<p>Um dos meus rituais preferidos com Mariana era sair para comprar esmalte, rir dos nomes, decidir o clima, escolher cores. Um tesão.</p>
<p>Nada mais sexy (apesar de às vezes brega) do que desenhos nas unhas, com as mais diferentes mensagens, ideogramas japoneses, cores do clube e até uma caveira. Caveiras malvadas me seduzem, sempre.</p>
<div id="attachment_57519" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57519" title="anel." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_008-620x465.jpg?95884c" alt="anel." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">anel.</p></div>
<p>A súbita visão de um par de pezinhos no painel de um carro, ou muito pior, de um par de pezinhos saindo languidamente pela janela do passageiro, já causou mais de uma morte no trânsito. Ainda bem que não dirijo mais.</p>
<p>A sola do pé tem cor. Amo as solas amarelinhas e cascudinha da Lúcia, que anda muito descalça. Adoro o contraste entre a sola branquinha e a pele escura da Myali. E quer coisa mais sexy e mais praieira do que a marca da tira das havaianas nos peitos dos pés das ratas de praia?</p>
<div id="attachment_57525" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57525" title="quase batida." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_015-4-620x465.jpg?95884c" alt="quase batida." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">quase batida.</p></div>
<p>Moro no Rio e basta olhar os pés das moças para saber que estamos perto da praia: os dedinhos das cariocas são muito mais abertos e separados que os das paulistas ou nova iorquinas. Há sempre um generoso espaço ali entre o dedão e o segundo dedo que não se vê em muitas outras culturas. As moças que usam botas e sapatos fechados por décadas e décadas ficam com os dedos bem mais fechadinhos e apertadinhos que as ratas de praia que, nessa cidade abençoada, vão até ao teatro e jantares finos de dedinhos de fora.</p>
<p>(Os sapatos pré-históricos desapareceram, mas sabemos quando o ser humano começou a usar sapatos justamente pelas mudanças que eles <a title="Sapatos na pré-história" href="http://www.livescience.com/4964-shoes-worn-40-000-years.html" target="_blank">causam nos pés</a> de quem os usavam.)</p>
<div id="attachment_57529" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57529" title="praiera." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_011-5-620x465.jpg?95884c" alt="praiera." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">praiera.</p></div>
<h3>Pés são para ser ouvidos</h3>
<p>Eu gosto de <strong>ouvir </strong>pés.</p>
<p>Me excita o som dos passos suaves de pés descalços se aproximando brincalhões, o plaque-plaque das sandálias de dedo vindas da praia, o passo imperioso e algo sinistro das botas de salto, o delicioso claque da madeira dos tamancos.</p>
<div id="attachment_57547" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57547" title="tamanco." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_003-2-620x465.jpg?95884c" alt="tamanco." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">tamanco.</p></div>
<p>Já morei num prédio com corredor de chão de mármore. Quando Gláucia vinha me visitar, sempre de saltos altos, eu já começava a ouvi-la lá do elevador, a cinquenta metros de distância, seus passos firmes e decididos ecoando pelas paredes do corredor. Antes mesmo de chegar em minha porta, eu já estava salivando mais que o cachorro de Pavlov, pau em riste, completamente condicionado, pronto pra todas.</p>
<p>Já escrevi um romance policial em que o mistério é solucionado porque o detetive, podólatra de carteirinha, consegue distinguir entre os sons de vários tipos de sapatos femininos. (Algo que a pobre assassina jamais imaginara que um homem hetero fosse capaz de fazer! Tolinha.)</p>
<div id="attachment_57532" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57532" title="arco." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_003-5-620x465.jpg?95884c" alt="arco." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">arco.</p></div>
<h3>Pés são para ser tocados</h3>
<p>Eu gosto de <strong>tocar </strong>pés.</p>
<p>Enfiar o indicador entre cada dedinho, sentir as ruginhas e ondulações da sola, esfregar as unhas na calosidade dos calcanhares, umedecer as pontas dos meus dedos e passá-los lentamente na pele sensível e fininha do arco.</p>
<p>Gosto mais ainda de sentir aquela sola no meu rosto, andando sobre mim, <em>these boots are made for walking</em>, deitar no chão, fechar os olhos e me deliciar com uma mulher andando sobre meu corpo, pisando cuidadosamente nas minhas costas e coxas, sentindo o passo que começa com o contato do calcanhar e vai descendo, até ela espalmar seus dedos em meu corpo e tamborilá-los sobre minha pele, esfregar sua sola contra minha barba por fazer, saboreando as cosquinhas deliciosas, e pisar em mim como se eu fosse seu tapete particular.</p>
<div id="attachment_57542" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57542" title="pisando." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_0141-620x465.jpg?95884c" alt="pisando." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">pisando.</p></div>
<p>Me dê uma sola do pé e eu te dou uma biografia.</p>
<p>Nada pode ser mais diferente do que a solinha do pé de uma menina urbana e bem-comportada, que cresceu dentro de casa, sempre de meia e chinelinho, e a sola do pé de uma moleca, que vai à praia descalça, que escala pedras quentes com os pés nus.</p>
<p>A solinha da primeira, branquinha e lisinha, às vezes mal pode ser tocada de tão sensível, sofre de muitas cócegas, mas é fácil fazê-la gozar só com a língua. Já a solinha da segunda, deliciosamente áspera e cascudinha, é um desafio constante, exige toda a minha experiência e perícia para ser estimulada. E são as duas igualmente lindas, gostosas, tesudas.</p>
<p>Nosso corpo é nossa história.</p>
<div id="attachment_57520" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-large wp-image-57520" title="dedão em riste." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_018-600x800.jpg?95884c" alt="dedão em riste." width="600" height="800" /><p class="wp-caption-text">dedão em riste.</p></div>
<h3>Pés são para ser cheirados</h3>
<p>Eu gosto de <strong>cheirar </strong>pés.</p>
<p>O poder sexual do olfato é impressionante. Poucas coisas me fazem ir de zero a cem tão rápido. Parece até um daqueles testes comparativos de carro:</p>
<blockquote><p>“é impressionante, meus amigos, ela tirou o sapato na cara dele e o homem foi de pinto encolhido a pau em riste em menos de dois segundos!”</p></blockquote>
<p>Os cheiros de um pé saído de um sapato de couro e de uma melissa de plástico não poderiam ser mais diferentes – e mais deliciosos.</p>
<div id="attachment_57538" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57538" title="movimento." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_012-2-620x465.jpg?95884c" alt="movimento." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">movimento.</p></div>
<p>Ah, o raro prazer de descalçar um tênis depois da malhação, ou uma bota depois da danceteria: é como desembrulhar um presente, pegar nas mãos aqueles pezinhos quentes, tão pulsantes, tão vivos. O mero movimento dos dedinhos, subitamente livres e felizes, já é o suficiente para levantar aquele aroma verdadeiramente divino até o meu nariz e me colocar imediatamente no clima para sexo.</p>
<p>Depois de um suado dia no escritório, Amanda sempre me visitava ao final do expediente. Com o tempo, sem eu nunca pedir, passou a vir sempre de melissa. Tolinho, achei que fosse coincidência, até que um dia fui viajar e ela comentou:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eba, vou poder usar sandalinha a semana toda!&#8221;</p></blockquote>
<p>Trabalhar o dia inteiro de melissa não era apenas um carinho para mim, mas também puro auto-interesse: segundo ela, o efeito em minha libido e performance sexual era fora de escala.</p>
<p>Melissas mereciam um capítulo a parte. A pior coisa de estar solteiro é não ter pra quem dar melissas.</p>
<div id="attachment_57545" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-57545" title="corrente." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_006-2-400x533.jpg?95884c" alt="corrente." width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">corrente.</p></div>
<h3>Pés são para ser degustados</h3>
<p>Eu gosto de <strong>provar </strong>pés.</p>
<p>Passo meus dedos entre cada dedinho e, depois, os enfio um a um na boca, como se tivesse acabado de raspar uma lata de leite moça. Em seguida, é a hora de passar minha língua diretamente entre cada dedo, acariciando delicamente aquela pele sensível e raramente tocada.</p>
<p>Chupo cada dedinho individualmente, sorvendo seu sabor como se fosse uma bala, e o gosto acaba rápido, em breve só consigo sentir o gosto de minha própria saliva, mas enquanto dura, ah, não há manjar dos deuses que se compare.</p>
<div id="attachment_57543" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57543" title="banco." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_018-3-620x465.jpg?95884c" alt="banco." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">banco.</p></div>
<p>A pior coisa: antes de sair comigo pela primeira vez, Keila pesquisou meus gostos e se preparou para me agradar. Resultado: terminei a noite frustrado, com gosto de acetona e tênis pé baruel na língua. Argh.</p>
<p>Existem sabores melhores, como lamber um pezinho na volta da praia e sentir na língua aquele sabor suave do sal, do mar, do iodo.</p>
<div id="attachment_57516" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57516" title="gosto de sal" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_003-3-620x465.jpg?95884c" alt="gosto de sal" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">gosto de sal</p></div>
<p>Mordisco a pele dura do calcanhar, e passo a ponta, só a pontinha da língua, por toda a sola, sentindo aquele gosto sensacional, e palmilhando tactilmente cada ruguinha, cada ondulação, para por fim colocar o pé inteiro na boca e sentir os dedinhos mexendo alegremente lá dentro. Pés grandes são bons, pois há mais superfície para lamber; pés pequenos são bons, pois cabem inteiros na boca.</p>
<p>Uma viagem sensorial completa.</p>
<p>E isso é só o início. Depois, começo a subir pelo tornozelo.</p>
<div id="attachment_57536" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-57536" title="espelho." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dld_002-2-620x465.jpg?95884c" alt="espelho." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">espelho.</p></div>
<p>Todas as fotos desse texto são da belíssima <a title="Cynthia Mendes" href="http://www.facebook.com/CynthiaMendes.PrincessCy" target="_blank">Cynthia Mendes</a>, dona do site <a title="Princess Cy" href="http://princesscy.com" target="_blank">Princess Cy</a>. Recomendo sem restrições.</p>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 13:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Primeiro, a resolução. O atual Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, assinou a chamada Resolução 13, em 2007, que consiste na &#8220;atuação conjunta de órgãos de segurança pública, na realização de eventos artísticos, sociais e desportivos, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro&#8221;. Cá está a resolução completa, em [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, a resolução. O atual Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Mariano_Beltrame" target="_blank">José Mariano Beltrame</a>, assinou a chamada Resolução 13, em 2007, que consiste na &#8220;atuação conjunta de órgãos de segurança pública, na realização de eventos artísticos, sociais e desportivos, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro&#8221;.<span id="more-58058"></span></p>
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<em>Cá está a resolução completa, em PDF. É só clicar para ver em tela cheia e, se preferir, dá pra ver <a href="http://issuu.com/jaderpires/docs/resolu__o_13?mode=window&amp;backgroundColor=%23222222" target="_blank">aqui</a></em></p>
<p><em></em>Em resumo, a tal resolução dá ao poder público o poder de meter o bedelho em qualquer evento dessas características, dentro do Estado do Rio de Janeiro. A medida seria tomada, em tese, para tentar minar a atuação criminosa desses eventos, muitas vezes organizados por chefes de tráfico de drogas ou de qualquer outro tipo de crime organizado, bem como a própria venda de drogas, prostituição etc.</p>
</div>
<h3>O outro lado</h3>
<p>Para as pessoas que vivem em comunidades pobres do Rio, a resolução 13 afeta diretamente o cotidiano local, que se vê privado de organizar, por menor que seja, qualquer tipo de evento que trabalharia suas culturas e todo o tipo de lazer.</p>
<p>Há, hoje, um pedido em forma de abaixo-assinado, para que a resolução seja revogada e que o Estado não interfira mais no que seria de interesse da comunidade, seja um campeonato de futebol de várzea, um sarau dentro de um boteco qualquer, ou os grandes bailes funk que tanto sofrem preconceito por parte de grande parte da sociedade brasileira. O abaixo-assinado está no site do <a href="http://meurio.org.br/na_atividade/18/assine_embaixo/funk013" target="_blank">Movimento Meu Rio</a>.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/gQTfjtezVPY" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/gQTfjtezVPY" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
<h3>E eu com isso?</h3>
<p>Apesar de muitas pessoas não gostarem do funk carioca como estilo musical (eu, inclusive, nunca gostei. Não que a batida não seja interessante e que as letras não tenham lá sua relevância. Apenas não é pra mim), isso nunca impediu que o estilo se desenvolvesse, ficasse cada vez mais forte e fosse, hoje, o tipo de música mais ouvido e consumido no Rio de Janeiro.</p>
<p>Não posso ver as músicas como agressivas, relaxadas, que influenciam pessoas ao sexo desenfreado, ao consumo de drogas e ao crime. Isso é balela. O que leva alguém a isso tudo nada mais é do que a desinformação e a falta de estrutura básica em quase todos os sentidos &#8211; em suas casas, suas escolas (ou a falta delas), a dificuldade de encontrar um trabalho que valha, as ruas por onde andam e, claro, os eventos culturais tão raros nas partes mais pobres de qualquer estado daqui do Brasil.</p>
<p>E aí que, em meio a tudo isso, temos a cultura brasileira (não só de nossos políticos) de sempre encontrar medidas paliativas para qualquer problema. Nunca houve por essas terras medidas preventivas, com intuito a longo prazo, para que as coisas se desenvolvessem.</p>
<p>Se a criminalidade toma conta desses eventos dentro de favelas e comunidades pobres, é porque o Estado nunca lá se preocupou em desenvolver o lugar, desenvolver a cultura e a educação dessas pessoas. Sempre há de se achar uma medida paliativa para os buracos que nunca são preenchidos porque, claro, esse tipo de ação leva mais de quatro anos e assim, nenhum político vai dar crédito de algo finalizado para seu antecessor de outro partido.</p>
<p>O problema não é o funk. O problema não são os eventos organizados por criminosos. O problema não é a ignorância do povo. O problema é tentar fechar uma rachadura com o dedo, e não com cimento.</p>
<blockquote><p>&#8220;Porra, Jader, o cimento tá caro pra cacete. Deixa que eu fico com o dedo aqui até o próximo eleito e, daí, ele que se vire&#8221;.</p></blockquote>
<p>Por favor, autoridades quaisquer que sentem empatia por lenhadores e, com isso, acompanham as traquinagens desse site saco-roxo. Deixem a molecada jogar bola, deixem a meninada rebolar, larguem mão de descarregar nessa galera toda a frustração de não conseguirem dar conta da bandidagem e não receberem qualquer apoio a longo prazo dos que estão acima, mamando gostoso nas tetas.</p>
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