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Fazendo miojo com água do chuveiro & outras histórias bem pessoais sobre morar sozinho

Alberto Brandão

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude, PdH Shots


Nos meus textos anteriores sobre morar sozinho, tentei dar algumas dicas para facilitar essa por vezes difícil fase transição da vida de um homem. Digo “difícil” porque, bem, pra mim foi bastante.

Aqui no PapodeHomem, a caixa de comentários é uma ampliação do horizonte, revelando pontos sobre o texto que nem o autor considerou. No meu caso, os comentários evidenciaram que não esclareci de onde surgiram aqueles conselhos, de quais experiências elas saíram.

O percurso que me levou a morar sozinho e assumir as rédeas da minha própria vida não foi tranquilo. Nenhum dos eventos que vou relatar a seguir me dão orgulho. Mas foram importantes e, com o tempo, aprendi a contá-los de uma forma até descontraída.

Peço desculpas aos amigos e parentes que lerão isso, já que são coisas que contei a pouquíssimas pessoas.

Não sei por que esse cara está triste. O apartamento dele é grande, bem acabado, tem cozinha americana, luz spot, e ele tem grana para cerveja. Não tive nada disso

Quando eu menos esperava

Há alguns anos, quando ainda não morava sozinho, recebi uma das ligações mais importantes da minha vida. Era o meu irmão. Contando que a nossa mãe havia sido internada. Acidente Vascular Cerebral.

Quando meu irmão desligou o telefone, foi como se tivessem apagado 23 anos da minha vida. Nada nunca voltou a ser nem parecido com o que era antes.

Depois de muitos problemas, conseguimos uma UTI para ela, e tudo parecia que ia se resolver. Mas não. Minha mãe acabou perdendo a capacidade de fala e os movimentos de todo o lado direito do corpo.

A nossa primeira grande ilusão, tão primordial que acabamos tendo como verdade por mais que nos lembrem do contrário, é a de que nossos pais estarão sempre lá, prontos para nos ajudar quando precisarmos, ou que vai demorar muito para eles nos deixarem. Mas uma ilusão se dissipa.

Depois da alta, minha mãe saiu do hospital e foi morar sob os cuidados do meu avô, o guerreiro que cuida dela até hoje. E foi assim que eu, que até então morava com ela, precisei arrumar um lugar para mim.

O primeiro ano

Passei um bom tempo me dividindo entre o sofá de um grande amigo e a casa da namorada, onde dormia por alguns dias. Quando os pais dela começavam a se incomodar, eu voltava para casa do meu parceiro, dava um tempo e voltava.

Ao final de um ano bem complicado, sem instalações fixas ou luxos, andando sempre com umas roupas na mochila e deixando o que podia na casa da namorada, tomei coragem resolvi alugar um lugar. Mesmo sem ter renda o suficiente para sustentá-lo.

O apartamento era perfeitamente localizado, pelo menos. Eu chegaria no trabalho antes do miojo ficar pronto, se colocasse no fogo na hora que saísse de casa. Meu objetivo era não precisar gastar dinheiro com transporte, nunca, para nada. Qualquer “doirreal” de ônibus me faziam diferença.

A quitinete que aluguei estava vazia. Só tinha um guarda-roupa embutido que nunca consegui preencher direito. Deixei muita coisa pra trás. Não dava para viver o ano que eu vivi mantendo as coisas que eu tinha.

Consegui um colchão inflável onde dormi por um certo tempo, até ganhar uma cama de presente. Eu tinha comprado um notebook pouco antes de tudo acontecer. A cena que se repetiu por um bom tempo, como você pode imaginar, é a seguinte: eu sentado com um notebook sem internet em um colchão inflável dentro de uma sala de 23 m².

Pouco depois ainda fiquei solteiro, só para dificultar as coisas.

Na porta do guarda-roupa, colei vários post-its com itens que eu precisava para viver um pouco melhor. Eram meus sonhos e planos, coloridos e retangulares, com cola fraca.

Dinheiro não compra felicidade, mas faz uma falta do caralho

Nesse ponto, o aluguel mais barato da cidade matava mais da metade da minha renda. Sobrava pouquíssimo dinheiro para todo o resto. Comer, comprar produtos de limpeza, higiene e quem sabe, uma camisa menos surrada para poder ir trabalhar. Cada uma dessas necessidades era pensada em uma programação de prioridade que, se feita de forma errada, poderia comprometer o mês inteiro.

Eu não tinha fogão, geladeira ou microondas. Não tinha um bom salário e meu nome estava sujo (por causa de contas que nem eram minhas). Sem dinheiro e sem crédito. A compra de um fogão ou geladeira me parecia algo tecnicamente impossível.

Só rolava de comprar comidas que não estragam. Comidas que não estragam são caras e rendem pouco.

Testei o limite de quase todos os alimentos. Um queijo muçarela consegue ficar até 4 dias fora da geladeira antes de embolorar. Quando estiver mofado, é só cortar o pedaço verde fora e aproveitar o resto. Isso serviu de base para meu primeiro conceito pessoal de sobrevivência: a comida só estraga quando está verde. Prazo de validade é meramente ilustrativo.

Uma das saídas que melhor funcionava na tentativa de conseguir comer sem gastar dinheiro era chamar um amigo para comer pizza em casa. Sabe aquela pizzaria que você compra uma e ganha outra na terça-feira? Eu combinava com meu amigo, ele passava e buscava as pizzas no caminho. Comíamos uma, e a outra, ou o que sobrava dela, virava meu jantar pelos próximos quatro dias. Quando rolava isso era quase um evento. Saía do trabalho ansioso, louco para comer aquela pizza de pepperoni que estava há três dias dormindo fora de uma geladeira.

O meu momento mais eureka foi quando aprendi a fazer Cup Noodles com água quente do chuveiro. Depois consegui reproduzir o experimento com miojo num tupperware. É fácil: só abrir o chuveiro bem pouquinho, deixando a água bem quente, e encher o potinho, tampar e esperar uns 5 minutos.

Já fez comida com isso?

Outra descoberta: um pacote de biscoito recheado custa, ou custava na época, R$1,36. Dá para passar com metade no almoço e metade na janta. Já passei semanas comendo só Negresco e bebendo água da torneira.

A propósito, água gelada é um luxo do caralho.

Cheguei a ficar alguns períodos sem ter o que comer. O orgulho me segurava de contar isso para qualquer pessoa, pedir alguma ajuda. Minha família, até o momento em que algum deles ler este texto, nunca soube.

Certo dia, um amigão meu descobriu que eu não comia fazia uns quatro dias. Saiu da casa dele às 10 da noite, me buscou, levou para comer, brigou comigo por ser cabeça dura e me deu 50 reais.

Cinquentinha dava pra comprar Negresco para mais de um mês, e rolou até uma garrafa de água gelada no mercado.

Aquele vazio nem sempre é fome

À medida que as coisas ficavam mais críticas, eu me afastava de quase todo mundo. Não queria contar para as pessoas o que estava acontecendo e também não conseguia mais sair com o pessoal. Tudo gastava dinheiro, tudo era muito mais caro do que eu podia pensar em pagar.

No meio dessa bagunça, é obvio que eu já não tinha mais dinheiro para treinar, então também me afastei dos amigos de treino. Nessa época, até Parkour, que é de graça, não rolava. Quando resolvia treinar, acabava com tanta fome que me arrependia profundamente.

Eu preferia que as pessoas pensassem que estava sumido ou ocupado do que tivessem pena de mim. Não sou o tipo de homem que nasceu para as pessoas terem pena. Eu não.

Fiquei muito, muito tempo sentado, olhando para aquelas paredes. Não havia nada que eu odiasse mais do que feriados prolongados. Trabalhar fazia minha mente se ocupar. No trabalho tem café de graça, que ajuda a disfarçar a fome, e tem pessoas para conversar. Ficar em casa significava tentar ler algum livro, ouvir música ou ficar pensando enquanto olhava paro o teto.

No começo eu gostava muito de pensar, mas quase fiquei maluco

No começo você fica triste porque se sente sozinho e é comum chorar. Mas entende que ninguém está vendo, que nada daquilo vai mudar muita coisa e nessas você vai acabar parando de chorar concretamente. As lágrimas acabam se transformando num choro interno, algo bem mais abstrato e sutil do que o choro representa culturalmente.

Você não precisa demonstrar para ninguém que está triste. Não tem ninguém ali.

Tudo sempre pode piorar muito: fiquei doente

As coisas não acontecem quando queremos, e obviamente eu ia ficar doente. Adoecer naquela época foi das experiências mais fortes que tive. Foi algo transcendental, responsável por drásticas mudanças na minha percepção quanto ao mundo.

Comecei a me sentir molenga perto do meio dia. Cheguei em casa por volta das 18 horas, meus olhos estavam bem quentes e ardiam muito. Tomei uma série de banhos frios para tentar baixar a possível febre que, aparentemente, não resolveu. Comecei a suar frio e sentia tremedeiras bem fortes. Quando me cobria, o calor era insuportável, mas sem o cobertor, meus ossos doíam de tanto tremer. Os calafrios eram assustadores.

Não conseguia pensar em ninguém para ligar e pedir ajuda. Não pensei em nada que poderia ser feito. Não dava para comprar remédio ou pegar um táxi para ir ao hospital. Muito menos tinha forças para andar até uma parada de ônibus. Eu estava ali, esperando alguma coisa acontecer.

Nesse momento, senti falta das pessoas, de ter alguém comigo.

Eu que sempre pensei que não precisava de ajuda, que poderia me virar sozinho. Eu que nunca tinha pensado em casar ou ter filhos. Naquele ponto da vida, ou da quase morte, só queria alguém que pudesse me abraçar e falar palavras legais. A aflição que eu tinha era muito mais de não ter ninguém comigo do que estar passando dessa para melhor. E sim, eu realmente achava que estava morrendo.

No filme “Na natureza selvagem”, quando Christopher McCandless estava à beira da morte, ele escreve em um livro a frase que até hoje uso como subtítulo do meu blog de treino:

“A felicidade só é real quando compartilhada.”

Durante toda essa noite turbulenta, pensei sobre o que aconteceria depois daquilo. Eu iria morrer e não deixei uma esposa para sentir saudades de mim ou um filho para crescer e seguir com o que construí — até porque não havia construído nada. Pensei no meu corpo apodrecendo naquele apartamento. Demoraria uns dias até começar a feder e os vizinhos chamarem a polícia, que me encontraria deitado na cama, meio coberto.

Iriam atrás do proprietário do imóvel, que guiaria até a imobiliária. Lá encontrariam os dados de referência que dei para alugar o apartamento. Avisariam minhas tias e meu avô.

Essa hora, já nem teria defunto direito para enterrar.

De uma forma talvez amplificada pelo medo, foi essa a conclusão que cheguei:


Link YouTube | “Happyness is only real when shared”

Sei que tudo isso é meio dramático, mas naquela época, foi exatamente o que passou pela minha cabeça. Ao longo desse pensamento, apaguei esperando a morte, enquanto abraçava o travesseiro bem forte.

Acordei no dia encharcado de suor e me sentindo bem melhor.

Quando batemos no fundo, já passou da hora de subir

Tudo o que aconteceu foi muito significativo para mim. Enxergo que cresci e amadureci muito em todo esse tempo, com todas essas sensações. Não conto nada disso com tristeza ou mágoa, acho tudo até um pouco engraçado em alguns pontos. Depois que passa, olhamos para trás e tudo chega a ser meio bobo.

Hoje vivo em uma condição muito boa, não tenho nenhum dos problemas relatados. Mas guardo o que passou como uma grande escola.

O primeiro texto que escrevi sobre morar sozinho usa o tema como um símbolo, uma analogia à independência e emancipação pessoal. Todos os pontos sugeridos por ele não vão fazer você morar sozinho de uma forma melhor, mas vão transformar toda sua emancipação como homem, muito mais fáceis.

Todos aqueles pontos foram elementos que me ajudaram a sair daquela pequena sala e me alavancaram para a vida, que arrisco dizer que muito boa, que vivo hoje. Tudo aquilo é uma compilação de tudo que a vida me ensinou naquele ponto específico dela.

* * *

Depois de acompanhar essas histórias, quero convidar você a ler de novo os meus textos dois textos anteriores sobre o assunto, dessa vez entendendo o contexto por trás daquelas falas.

Alberto Brandão

Escreve no Kuro-Obi sobre artes marciais e no Decimadomuro sobre Parkour. Faixa preta de Taekwondo, azul de Jiu-Jitsu e praticante de MMA e Parkour. Fala sobre treinos em seu blog. Curiosamente, trabalha como analista de sistemas.


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  • Leandro

    Excelente texto. Leva o leitor pra dentro desta realidade.

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Que história linda!!!
    Você é um homem admirável e incrível. Nenhuma escola é melhor do que a necessidade. Estou arrepiada de emoção!

  • http://www.facebook.com/eloya.porto Eloya Porto

    Alberto, recentemente tive problemas parecidos aos seus. Lendo seu texto, todo o sentimento passado por mim a tão pouco tempo veio a tona. Senti vontade de te confortar, de fazer o que não fizeram por mim.Enfim..Parabéns pela superação!

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Brandão, meu respeito por você só cresce, cara.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Digo o mesmo.

      • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

        Brandão, meu respeito por você só cresce, cara. (2)

  • Raul Rafael Aureliano Antunes

    Alberto…

    Estou me preparando para ir morar sozinho… E todos os seus textos sobre este assunto, tem me servido como um manual.

    Estou quase te chamando de Mestre Miyagui, rsrsrs.

    Excelente texto e excelente lição… Tenho o mesmo pensamento que você teve: SEI ME VIRAR SOZINHO.

    Mas, seria ilusão minha achar que estaria feliz, Se:

    “A felicidade só é real quando compartilhada.”

    Obrigado pelos textos.

    • Nélio Oliveira

      Longe de mim querer ensinar alguma coisa, mas vou te dar dois toques:

      1. sujou, lave imediatamente.

      2. nunca, JAMAIS , subestime o miojo, e de preferência use seus componentes separados. Isso mesmo, use o macarrão (cozido al dente, só por 2 minutos), sem o tempero, e tempere com tomates cereja, manjericão, queijo ralado, alho, sal e pimenta do reino. E guarde o tempero pra quando sobrar comida e você for fazer um mexidão, tipo com arroz, feijão, ovo, tomate, carne etc., jogar meio saquinho por cima. Vai TRANSFORMAR seu mexido.

      Esse negócio de não subestimar o miojo é seriíssimo. Saiba que há quem sirva miojo a 82 reais em um restaurante: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/um-miojo-de-82-reais

      • Raul Rafael Aureliano Antunes

        Nelião… Quanto mais informações (úteis), melhor cara.

        Dicas anotadas!!!

        Valeu.

  • francisco

    Já passei por coisas parecidas, mas não me orgulho…dentre elas fazer a única coisa que deu a grana, miojo e aqueci com “rabo quente” porque acabou o gás e o rabo quente queimou, então tive que comer miojo com sabor fio queimado. foi um aprendizado, esse foi o fundo, depois não desci mais. baita post

  • Rafael

    caraca, Betão, não soube mesmo dessa barra não.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      O dia que o henrique soube, eu quase apanhei haha

    • Arthur Moura Carvalho

      Eu moro sozinho no leite com pêra e ‘ovo maltino’ na geladeira.

  • http://www.facebook.com/caducbraga Carlos Eduardo Correa Braga

    Textos como esse sempre me fazem repensar muito a forma como encaro a vida.
    Obrigado. :-)

  • http://www.facebook.com/alvaro.bernart Álvaro Bernart Filho

    Não consegui encontrar palavras, boas ou suficientes, para a reação que este texto despertou em mim. E olha que me considero um jornalista medíocre. Sinceramente, demais.

  • http://about.me/roh Rodrigo Santos

    Espero que as pessoas pensem nisso que você passou, sei de perto o quanto é estar sozinho e pedir ajuda aos outros. É bom que tenha passado por isso, pois viu as necessidades mais simples da vida muito de perto, e até ficou doente por você ter ficado triste com tudo isso. Encarar a vida com esse aprendizado é ótimo!

    Belo texto e história de vida, parabéns!

  • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

    Que sensacional Brandão! Parabéns cara!
    Perto da sua história, chego a considerar se morei realmente sozinho alguma vez na vida.
    Talvez pelo orgulho não ser tão forte em mim, eu pedi (peço) ajuda de muita gente já.
    Obrigado pelo relato.

  • ednezer

    Bonito. Parabéns pelo texto.

  • Nélio Oliveira

    EXCELENTE texto, muito “visceral”. Você levou às raias do absurdo o aforismo “o que não me mata me fortalece”.

  • Ddilson

    Olha, sinceramente….de arrepiar…. parabéns pelo texto, parabéns pelo sucesso na vida!!!!!! já passei por situações semelhantes, e sempre fico agradecido pelo colchão macio, pelo cobertor quentinho, pela água gelada….lendo este texto vi um pouco de mim….. novamente…… parabéns

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    Caralho, que história! Que texto!

    O primeiro texto sobre morar sozinho é um dos mais úteis do PdH. Reli ele após saber do “contexto”, e ele realmente se transforma. Imagino que tenha sido muito difícil pra você escrever este texto, pois vc está expondo a parte mais difícil da sua vida. Como disseram, respeito é a palavra. Moro sozinho, mas não consigo imaginar e o que faria na sua situação. Obrigado por compartilhar isso com a gente!

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Alberto, você poderia complementar com a experiência que teve depois da merda toda. Queria saber também se você acha que poderia ter feito diferente, se seu orgulho te atrapalhou ou te ajudou nesse processo todo. No meu caso, meu orgulho sempre foi uma faca de dois gumes. Grande abraço!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Cara,

      Eu pensei em escrever sobre todo o processo de mudança e toda sequencia de epifanias que se seguiram até eu melhorar no trabalho, financeiramente e consequentemente todo o resto, mas ficaria muito grande e acabaria fugindo do assunto que era relatar de onde surgiram minhas dicas sobre morar sozinho.

      Comentei sobre o orgulho, e não fiz questão de esconder que ele me fodia, isso é uma informação valiosa. Não coube tudo que eu queria, e tive que condensar tudo em menos espaço. O texto inicialmente tinha 4 vezes o tamanho que esse ficou.

      Quem sabe num futuro eu construa um texto sobre a mudança.

      abraços

      • Luciana_Marques

        Por favor, escreva!!!

  • http://www.facebook.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Brandão,

    Antes de tudo, excelente texto, cara. Obrigado.

    Eu passei por experiências bem parecidas quando fui morar só. As impressões do momento foram idênticas. A coisa sobre o momento de ter ficado doente e tudo mais, igualzinho. Mas, no final, me pareceu que as conclusões às quais chegamos foram muito diferentes.

    Eu também entendo que muitas das experiências que temos no dia-a-dia são privilégios, também concordo que é importantíssimo sabermos nos cuidar e que o treinamento de independência é essencial e tudo mais.

    Mas, lendo daqui, tive a impressão de que essa situação toda reforçou algum orgulho que existia aí. Como se você tivesse conseguido reafirmar para si mesmo: “é, eu REALMENTE sei me virar sozinho” e, então, se fechou para eventuais contribuições que podem surgir.

    Quando eu passei por essas coisas, no final das contas, a conclusão a que eu cheguei é de que o meu orgulho me fodeu tanto a ponto de eu pensar que sofri puramente por ser idiota, por não aceitar contribuições espontâneas, por não ter tido o bom-senso de buscar ajuda. Eu olhava pra mim e me questionava “por que MESMO que eu fiquei trancado dentro de casa chorando e me fodendo de fome, frio e febre, sendo que eu podia ter pego o telefone, ligado a cobrar pra alguém e pedido pra me buscar em casa?” Sei lá, parece que não me custava nada, a não ser a violação de um voto orgulhoso.

    Se olharmos para o filme/ “Na Natureza Selvagem”, parece tudo muito heróico e bonito, mas ele *morreu* por levar esse pensamento às últimas conseqüências. Assim como o Chris, eu poderia ter morrido. Você poderia nunca mais ter acordado depois dessa febre, cara.

    Eu sempre penso que contar a história e dizer que não fui buscar ajuda e
    consegui sair dessa dá um tom que beira o heroísmo, mas olhando de
    novo… será mesmo? Quando me vem esse “será mesmo?” na cabeça, percebo que ter dado a chance aos outros de me ajudar poderia ter gerado muito mais méritos, relações virtuosas e benefícios mútuos do que o fechamento orgulhoso.

    E, também, me parece que esse sofrimento todo foi quase inútil, quase burrice. E isso é só o meu orgulho que me impede de realmente admitir que foi mesmo.

    Daí, minha pergunta é: você *realmente* acha que isso o fortaleceu tanto assim? Nem por um momento você pensa que pode ter simplesmente perdido tempo e sofrido à toa?

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Luciano, talvez você tenha interpretado errado o que eu escrevi, ou talvez eu mesmo tenha falhado na escrita, meu papel como escritor é facilitar a mensagem para o receptor.

      Eu acredito ter explicado que o orgulho me impediu de pedir ajuda, pensei ter transmitido isso de uma forma que desse para entender. “Orgulho está me fodendo”. Também no exemplo do Chris McCandless, deixei claro que entendi que senti falta das pessoas e, inevitavelmente, me abriu para entender melhor essa necessidade.

      Tentei deixar explícito que não me orgulho de nada disso, mas que guardo os aprendizados com todo o valor que tiveram para minha formação moral.

      Não tive intenção de transformar tudo em um ato de heroísmo, até porque, herói é sempre o primeiro a morrer.

      • http://www.facebook.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        É que no começo você fala o que está dizendo aqui e no decorrer do texto, me pareceu isso que comentei. Talvez, eu também tenha trazido essa impressão de outros contatos e não só do texto.

        Só pra reafirmar: muito bom o texto. ;)

    • Nélio Oliveira

      Muito interessante o seu contraponto. Ao mesmo tempo em que eu louvo a determinação do Alberto, não posso deixar de reconhecer méritos em agir como você sugere. Não sei que caminho tomaria.

  • http://www.facebook.com/macako.babuino Macako Babuino

    Já vivi nessas condições, só que um pouco pior. Não tinha energia elétrica, ou eu pagava o aluguel ou a energia. Pra fazer miojo eu quebrava ele dentro de uma garafa e deixava de dia no sol, ai a noite era só comer, frio mas cozido. Hahahaha

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Caraca! Ai é osso, mas a dica do miojo vai ficar anotado no meu caderninho de: “Culinária em tempos de guerra” ahaha

      • http://www.facebook.com/christian.carvalho.5811 Christian Carvalho

        Quando você acha que teve uma história sofrida, vem alguém e diz que cozinho miojo na garrafa no sol e depois comia frio. : )

  • http://www.facebook.com/andre.kaminski.75 André Kaminski

    Muito tempo que não visito aqui, mas resolvi abrir o site, vi o texto e fiquei impressionado. Muito disso que você passou, eu estou passando agora.

    Mas é nessa hora que eu vejo como tem gente legal e bacana no mundo. Diferente de você, eu expus a minha situação crítica para todos os meus amigos e conhecidos do trabalho. Hoje mesmo a minha casa só tem um sofá e o meu quarto. Mas um aluno meu disse que seu sogro estava vendendo uma geladeira bem barata. No colégio onde eu trabalho, fizeram uma caixa escrito “chá de cozinha do André” onde muitos professores estão me dando presentes pequenos mas úteis, como facas, talheres, panos de prato e tudo mais. Acredito que vou conseguir montar uma casa simples em pouco tempo.

    Se você é uma pessoa legal mas está em dificuldades, você vê o quanto vai ter gente querendo ajudar e o quanto as pessoas são generosas contigo. É algo que eu aprendi e me mostra muito de como o mundo apesar de cruel, também é bastante generoso.

    Bacana que aprendeu bastante com isso, assim como eu também estou aprendendo e vivenciando algo próximo do que você viveu.

    Abraços!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      André,

      Como coloquei nos outros textos, estabelecer essa relação com os amigos e o “Chá de Casa Nova” ou “Cozinha” ou o que for, são coisas que ajudam muito, são dicas que sempre sugiro quando me dizem que vão morar sozinho. Você sempre pode contar com as pessoas nesses momentos, mas as vezes a gente acaba cego por conceitos bobos.

  • LorranW

    Bicho, o mínimo que eu posso fazer é te agradecer de coração por esse texto, Alberto. Emocionante e me fez pensar sobre umas questões que ando levando de forma errada. Valeuzão

  • carla

    Muita coragem a sua, não passei necessidades deste tipo, como a fome, mas a depressão ja me bateu total, de ver que as coisas não iriam mudar, eu sentia que não conseguia me mexer, fazer as coisas, de não ter dinheiro e principalmente dos amigos me virarem as costas.
    Você nos dá uma lição de vida.

  • João Sousa

    Foda!
    Sem mais.

  • Luciana_Marques

    Caralho, revivi dois anos de minha vida nesse texto.

    Não importa o que houve, mas acho que as dificuldades e os sentimentos foram muito parecidos… E concordo plenamente… na hora que estamos doentes parece que realmente vamos morrer. Hoje, hilário.

    Concordo com vc: o meu orgulho tb fudeu tudo! Apesar de sugerirem nos comentários a história de “mas vc faria diferente?” eu acho isso meio sem razão. O tempo não volta, não há como mudar! Fato.

    Não foi ato heroico. Mas e daí? Crescemos, amadurecemos e agora o que importa: HOJE FAZEMOS DIFERENTE… Bom, pelo menos eu… (pareceu-me que vc tb).

    Enfim, muito foda mesmo. Parabéns pela coragem de escrever… essa eu não tenho ;)

  • http://about.me/xkitamura Alexandre H. Kitamura

    Caramba! Ótimo texto!!

  • Pedro

    Cara parabéns !!!

    Esse p/mim foi o seu melhor post.

    Isso sim são coisas que ninguém conta sobre morar sozinho.

    Alberto passei praticamente por tudo que vc passou….. foi a narrativa de minha vida a pouco tempo atrás pouco mesmo (questão de meses).

    Lembro extamente o dia em que cair doente… velho não tinha a quem recorrer.
    Foi uma noite de dor e de introspecção.

    E nunca tive coragem de dizer isso a alguém …

    Mais também não tenho mágoas até gosto de lembrar….

  • line

    Morro sozinha…ops…
    Moro sozinha à sete meses…

    Obrigada pelos textos, dá força!!!

  • http://www.facebook.com/viniciosgs Vinicios Guimarães

    Matou a pau!

  • eliane

    interessante texto e fico imaginando a reação das pessoas “mais próximas” a você que desconheciam essa situação.
    tenho um amigo de outro município que passa por uma situação extremamente semelhante (inclusive a dica do biscoito ele já me disse) e eu sou uma das poucas pessoas que sabem disso. ele é rejeitado pela família e tem poucos amigos pra contar, além de ter vergonha demais para pedir ajuda. alguns meses em que sei que a situação está pior que o normal chego a transferir R$ pra ajudar um pouco, mas sei que ele aceita a muito contragosto, pois fere demais o orgulho (nao sei se é a palavra ideal) dele. e se até “ajudando” você se sente mal, só pode ser porque a situação toda é realmente foda. eu torço muito pra que ele consiga sair dessa, assim como você conseguiu.

  • Eduardo Prado

    Relato sensacional, Brandão. Passo por perrengues bem bravos por aqui e meu orgulho me fode muito. No entanto, acho que arrego mais fácil. Hoje mesmo chorei um saco de arroz pra minha vó, que me deu bronca por não contar sobre as dificuldades aqui em casa. Viajei 120 km com um vale transporte intermunicipal pra trazer o arroz. Orgulho é uma bosta, cara.

  • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

    Li uma frase que acho sensacional, e que resumi tudo que li nesse teu texto: “A experiência é o professor mais brutal que existe.”

    Achei sensacional teu texto. Cada passo que te levou onde chegaste deve ter sido gigantesco, e as vezes isso nem se percebe, imagino, mas o aprendizado foi inigualável! Parabéns!

  • Felipe

    Moro só à um tempo para vir estudar na capital e realmente é barra, graças a Deus ainda não passei por isso e espero não passar (só alguns casos de solidão) que é foda mas consiguimos reverter com amigos nos finais de semana.
    gostei do texto.

  • http://www.facebook.com/mari.moscou Marília Moschkovich

    Muito bom o texto. Como mulher, devo dizer que não tem nada aí específico ou típico de ser homem, compartilho de uma experiência muito parecida na primeira vez em que morei sozinha.

  • http://www.facebook.com/gicrila Gisele Cristina Laranjeira

    Admirável… não só o que você passou, mas a força de reconhecer e carregar como um tesouro a ser guardado. Me sinto honrada por ler seu artigo, valeu mesmo.

  • Chloé Pinheiro

    Cara, fazia tempo que eu não me identificava tanto com um texto.
    Moro sozinha há um ano, meu apartamento no começo só tinha um colchão e a cozinha que ainda bem veio de sobras da família… Nos primeiros meses foi lindo pq meu salário até que dava OK.
    Agora, com as complicações todas que vão aparecendo a gente começa a olhar pra roupa que usa e pensa “porra, essa blusinha tá gasta demais”, ou “olha a sola esburacada do meu sapato” e simplesmente não tem dinheiro pra comprar nada porque se você não comprar um veja e um detergente o apartamento vai ser engolido pela sujeira. E miojo, comida congelada e todas essas outras coisas viram luxos…
    Daí semana passada minha geladeira quebrou e eu tinha 10 centavos na carteira… E eu também passo pela mesma coisa de não conseguir pedir ajuda pra ninguém, merda total. Ainda bem que às vezes tem gente que ajuda sem você nem precisar pedir, coisa linda.
    Sinto-me menos sozinha agora nesse mundo hahaha

  • AlexandreS

    Brandão,
    que foda cara! Que Foda!

    Já te
    admirava e respeitava pelo pouco que te conheço beeeeeem de longe. Ao ler esse
    texto, como disseram os amigos Guilherme, Bracht e Cleyton por exemplo: meu
    respeito por você só cresce, cara.

    Inspirador!

  • http://www.facebook.com/fabiobrasileiro Fabio Brasileiro

    Brandão, muito bom texto!!!
    Tive experiências em que também fui torturado pelo orgulho quando fui morar sozinho.
    Fui morar sozinho por escolha do destino também, tinha acabado de me mudar para uma cidade um pouco interiorana, que por ter pouca vida noturna haviam poucas oportunidades de trabalho para mim que trabalhava como músico fazendo voz e violao em barzinhos. Sem carro, carregava caixas de som, violão e acessórios de ônibus e houve um período de mais de 6 meses durante a baixa temporada em que só consegui trabalhar em um barzinho as sextas e sabados e recebia R$40,00 por noite, num total de R$ 320,00 por mes e pagando um aluguel de R$ 220,00 em um quitinete. Lembro de ir no supermercado e comprar 30 miojos para passar o mês. Ficar doente nesse período foi inevitável. Compartilho com voce toda a impotencia, solidão e desespero da experiencia de morar sozinho tão almejada por qualquer adolescente.
    Hoje, depois de 16 anos morando sozinho, construi uma familia e tenho uma princesinha de um aninho quase completos.
    Obrigado por compartilhar sua historia!

  • Larissa

    Ficar doente sozinho é realmente uma experiência importante.

    A minha situação não foi tão tensa como a sua. Nem de longe…. Eu tinha um frigobar. Mas passei dois anos sem luz no banheiro. ahisuhiusah Hoje é engraçado, eu me pego pensando! Eita puxa, posso me depilar a noite, pq nesse banheiro tem luz. Que coisa engraçada, um banheiro com luz.

    E para cozinhar, eu tinha uma chaleira e uma panela elétrica. Na segunda eu fazia o feijão, na terça o arroz e na quarta, aí sim eu conseguia fazer uma carne e ter uma refeição completa. Ou nos fins de semana, que eu decidia me amar, e dar um jeito de fazer bacalhau, tarrine, legumes refogados, tudo na panela elétrica.

    Isso tudo nos ajuda a ser mais fortes, autônomos.

    • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

      Verdade Larissa!

      Há dias venho pensando em morar sozinho como uma experiência para se chegar à independência, a tal da autonomia…
      Quero o quanto antes dar esse passo em minha vida.

    • Marcelo

      “Que coisa engraçada, um banheiro com luz” (Adorei isso) É exatamente assim que nos sentimos quando nos privamos de algo tão simples e tão essencial. Isso molda a gente, nos deixa incrivelmente mais fortes a felicidade se torna mais fácil, tudo se torna melhor, tenho certeza que isso deve ter transformado vc em uma pessoa incrível.

      • Larissa

        Incrível eu não sei, mas que transformou, isso sim :)

  • http://www.facebook.com/thiago.figueredo Thiago Figueredo Cardoso

    Grande experiência, cara! Esse e os outros textos da série eu repasso pra quem pergunta sobre morar só. São de grande valia as dicas!

    Uma das coisas que aprendi morando só é o que você destacou: “a comida só estraga quando está verde. Prazo de validade é meramente ilustrativo.” Eu passei a usar bastante o olfato também para testar a comida. Aproveito pra guardar como dica para situações extremas a receita do miojo com água do chuveiro e a outra que alguém comentou aqui do miojo no sol (pois chuveiro quente também é luxo).

    • Larissa

      Chuveiro quente é luxo… depende. Chuveiro quente em Teresina é a única realidade possível.

      • http://www.facebook.com/thiago.figueredo Thiago Figueredo Cardoso

        Verdade! Corrijo com “chuveiro elétrico é luxo”

  • http://www.facebook.com/ric4rdo.pinheiro Ricardo Pinheiro

    A cada texto aumenta mais a minha vontade de ir morar sozinho. Lendo tudo isso, percebo o quanto estou mimado.

  • Gean Machado

    Aos 17 anos eu já morava só.

    Me identifiquei em algumas partes do texto. Ficando doente, Com a falta de comida, com o meu orgulho. Com a frase “Happyness is only real when shared” quando assisti “Na natureza selvagem” (volta e meia assisto ele novamente).

    O toda essa experiência te ensina a dar valor à pequenas coisas, a pequenos gesto de gentileza.

    E que todo o silêncio que por vezes se passa por auto-controle e visto como independência diante os outros, se mostra como orgulho e egoismo.

  • Vivi

    Alberto, posso pedir uma opinião? Se tua namorada tivesse continuado contigo naquela época, tu acha que as coisas teriam sido MUITO mais fáceis? Te pergunto porque meu namorado tá na mesma situação que tu estava, e eu penso seriamente em terminar com ele… mas não tenho coragem, porque ele tá numa situação muito difícil e eu tenho medo de prejudicá-lo mais. Faz sentido isso? valeu, e excelente texto, por sinal!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Vi,

      É uma questão muito complicada pra dizer assim, solto. Não faço ideia de como é a relação de vocês. Mas se você acha que não quer mais ficar com ele, e pensa em ficar apenas para não prejudicar mais, deixar ele é um verdadeiro favor. Isso não inclui cortar a amizade e o apoio, mas acho muito importante ele estar o mais consciente da situação dele o possível.

      Quem sabe ele não está se segurando em uma situação ruim, rejeitando alguma boa oportunidade pensando que você pode não aprovar? Ou que possa influenciar no relacionamento de vocês? Como um trabalho em outra cidade, coisa parecida.

      Único motivo para ficar com ele, do meu ponto de vista, é se você ainda quiser continuar com ele. Não por pena ou receio de machuca-lo.

      Abraços

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003902156985 Sâmara Souza

    Depois de ler a sua história e ter essa mesma sensação de viver numa ‘bolha’ sempre protegida e amparada pelos pais, vou começar a incluir nas minhas economias uma reserva pro item “vai que eu precise morar sozinha de uma hora para outra?”
    Obrigada pelo tapa de realidade na cara.

  • troy

    Cara, meu olho brilhou com esse texto, deve ser porque me identifiquei bagarai!!!
    sou teu fã brother, kkkkk!!!!
    tamo junto!!!!
    e como dizia Alexander Supertramp, a felicidade só é real, quando é compartilhada!!
    Sucesso, mano!!!

  • http://www.facebook.com/danielmcavalcante Daniel Cavalcante

    Clube da luta cotidiana

  • Lay

    Muito bom o texto!
    Depois disso você pediu ajuda? Como fez para sair?

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Acompanhe os próximos episódios ahha.

      O processo de mudança, apesar de ter sido rápido, foi bastante complexo. Muita gente envolvida, muitas reflexões e mudanças de postura. Tudo que falo nos outros dois textos, desde estabelecer relação boa com vizinhos, profissionalismo, e que aparentemente não tem nada a ver com morar sozinho, vieram disso, de serem pontos que reconheci para mudar a minha situação.

      Como mencionei em outro comentário por aqui, pretendo escrever só sobre o processo de mudança. Apesar de saber que a mudança é constante, e que daqui a alguns meses, eu posso estar de volta com a vida que tive antes.

      • Lay

        Gostei desde o primeiro texto, muito bons. Recomendei para amigos que estão nesse processo de saída de casa. De toda forma, estou ansiosa pelos próximos. É muita experiência para assimilar e pegar emprestado, sempre gostei de ler sobre isso!

  • Adriana R.

    Oi Alberto! Gostei muito do seu depoimento…experiência que todos vivenciamos em algum momento da vida. Antes de despertar pra esta verdade, sempre nos arrogamos no direito de achar de não precisamos de ninguém para sobreviver, e não é bem assim. Não vencemos sozinhos. Sempre tem alguém na retaguarda, cuidando das nossas roupas, da nossa comida, nos medicando, dando atenção, amor…este ultimo, acredito ser o nosso maior alimento, o que nos move, para que possamos cuidar dos nossos assuntos. Mas é importante percebermos também, que os outros precisam de nós, e nem sempre devemos esperar o sinal de “SOS” pra socorrer alguém.
    O sentido de “a felicidade só é real quando compartilhada”, é mais abrangente do que imaginamos. É quando saímos do EU e vamos pro SOMOS TODOS UM.
    Palavras de quem já tomou o mesmo “caldo” que você.
    Abraço fraterno.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Sensacional, cara. Só fiquei com uma dúvida: que idade você tinha quando isso tudo rolou?

    Eu sou meio orgulhoso e evito pedir ajuda, sempre foi assim. Nunca gostei de pedir dinheiro aos meus pais, mesmo quando criança. Pros amigos, então, nunca pedi uma ajuda dessas. Só que eu aprendi, de um jeito peculiar, que as pessoas se preocupam contigo pra valer, e que você pode recorrer a elas se precisar.

    No começo de 2010, no início do meu quarto ano em São Luiz do Paraitinga (interior de São Paulo), rolou a enchente de que muitos ouviram falar. A casa em que eu morava era alugada, menos mau, mas eu e minha mãe perdemos 99% do que tínhamos. Eu nunca reclamei disso. Nem minha mãe. Amigos com quem deixei de ter contato fazia anos ligaram para mim oferecendo ajuda. E nem precisei recorrer a essa ajuda, porque minha mãe recebeu muito suporte. E mais: ela recebeu ajuda até de gente que ela não conhecia, possivelmente pessoas que a conheceram em palestras ou aulas que ela dava. Ou simplesmente pessoas de ordens com que ela teve contato por bastante tempo, como a Rosacruz.

    Em resumo, as doações que ela recebeu abasteceram o pequeno apartamento que ela alugou. Uma tevê pequena, um computador velho, alguns livros (a maior perda na casa foi a biblioteca dela), comida para ela e para os gatos (que sobreviveram, alguns heroicamente [mas aí é outra história]), e por aí vai. E ela é orgulhosa pra caramba. Fico imaginando o que teria acontecido se a tragédia não tivesse sido noticiada. Muito possivelmente ela não teria corrido atrás de ajuda.

    Nesse meio tempo, fiquei perto de São Luiz para concluir a faculdade. Passei o ano morando em um seminário, convivendo com padres e seminaristas etc. E me sentindo em casa MESMO.

    Com isso, eu vi que as pessoas ajudam porque gostam de você, porque se preocupam e porque podem ajudar. Se elas o fazem, certamente não é um sacrifício. Portanto, pedir ajuda pode não implicar em problema algum.

    Mas, é claro, há o lado negativo. Pessoas mal acostumadas podem viver dependendo dos outros à toa, mas aí a discussão é outra.

    O seu relato é foda, cara. Eu voltei pra capital paulista há seis meses, mas tô rachando um apartamento com um amigo. Tenho fogão, microondas, máquina de lavar roupa (só preciso enxaguar e torcer as roupas, mas isso está longe de ser um sacrifício). Comprei um colchão inflável, mas ganhei uma cama. Eu não passei por essas paradas por que você passou, mas sei que posso, a qualquer momento, encontrar uma situação dessas. E, no momento em que isso acontecer, eu lembrarei desse texto e da importância de não deixar o orgulho foder tudo…

    Valeu.

  • Ed Silva

    Momentos difíceis estes…vividos por muitos,acredito;alguns uma dose a mais ou a menos de dramaticidade,mas ainda assim enriquecedores. São vivências como esta que delimitam um homem mimado e ‘idiota’ de um Homem de verdade,que sabe o valor das coisas,conhece o valor das pessoas, e principalmente, descobre mais sobre si mesmo. Descobertas são feitas de situações, e (não querendo desejar o mal a ninguém) seria bom se metade (quem sabe até mais) dos jovens passassem por isso…

  • fez pensar

    Pois é. Poucos tem a coragem de relatar estes eventos e como são verdadeiros. Eu não tenho aptidão para escrever descentemente ou de forma interessante, mas eu gostaria muito se a qualquer momento você puxasse mais ganchos para esta série de artigos. Por exemplo, é clichê afirmar que a maioria dos pisos saláriais da maioria das categorias laborais não são suficientes para um ser humano se manter descentemente. Isso qualquer asno sabe, mas porque continuamos mantendo este modelo de trabalho pós escravidão e pós industrial onde temos de arcar com casa, roupas, alimentação, educação, saude e entretenimento? Esta droga de modelo só favoreceu quem tinha muitos escravos e a despesa para manter um era alta, um funcionário é muito mais barato e ele continua vivendo a mesma vidinha. Nesse momento eu me lembro de uma coisa, quando se esta vivendo esta vida assalariada de batalhas, nos sobra tão pouco tempo para pensar nos fatores macro que nos atingem e que são fervorosamente debatidos na sociedade. Quanta gente não esta nessa agora neste momento e com pouco ou nenhum suporte. Debater? Espera aí, eu só queria o meu negresco.

  • http://www.facebook.com/pablo.gates Pablo Gates

    Sem palavras para esse texto meus parabéns, quero ir morar sozinho porque está um pouco ‘difícil’ morar com a minha mãe e estou reconsiderando todas as possibilidades

  • http://www.facebook.com/andre.lr.alencar Andre Alencar

    miojo no chuveiro, essa foi master, kkkkkkkkkkk

    Moro sozinho, por escolha minha e passo por dificuldades. Para mim a solidão é a pior. Muito inspirador seu texto, me deu esperanças e aumentou minhas forças para continuar lutando.

  • aninha vgtal

    li todo o todo o texto e boa parte dos comnts….e me emocionei mt, é, so quem viveu é que sabe, qualquer doença nos deixa fragilizados fisicamente e emocionalmente…sozinha então… nooossa foram momentos bem dificeis pelos quais passei tambem….mas tudo isso me ajudou a ser mais compreensiva e sensata, agradeço por tudo que aprendi, e encontrar pessoas fortes, guerreiras como as que encontrei aqui me deixou sem palavras p dizer o q sinto…..bjão a todos gostei mt

  • http://www.facebook.com/orlandocastilho Orlando C. Neto

    Você pode dizer com orgulho ” Eu venci na vida”

  • http://www.facebook.com/thassius Thássius Veloso

    Belo relato. Gostaria de fazer uma pergunta ao Brandão: como foi a sua relação com a religião (ou mesmo com o transcendental) nesse período complicado?

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Antes de tudo isso rolar eu tinha crenças e fé. Depois de tudo isso, a unica fé que tenho em em mim mesmo. Vão apontar apontar o orgulho que existe nisso, mas é como vejo as coisas hoje em dia. Eu sou a unica pessoa que posso me esforçar pelo meu bem, não posso passar a vida esperando que alguém faça. Seja alguém uma pessoa ou uma divindade. Hoje em dia dou abertura para as pessoas me ajudarem, peço ajuda e tudo mais. Mas longe de me deixar depender disso. Mas minha relação com religião se tornou negativa depois de tudo isso.

  • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

    Porra, depois daqueles dois textos, nunca imaginei que sua história pudesse ter começado assim. Parabéns por ter aprendido com isso e mais ainda por ter superado. E obrigada por compartilhar conosco uma história tão emocionante.
    Eu moro sozinha há pouco mais de um ano, mas já fui casada antes e quando vim morar sozinha tive ajuda da mamãe…. então foi bem tranquilo.

  • bruno

    Orgulho excessivo não deveria ser sinônimo de reconhecimento e admiração, e sim burrice ao meu ver. Estamos em um mundo que querendo ou não, gostando ou não, dependemos de outros e de uma sociedade estruturada para vivermos.

    Dificuldades todos passamos, e quando estamos no fundo do poço temos a FAMÍLIA a quem recorrer, nossa base segura… então, não aprovo determinadas atitudes suas.
    Agora, te parabenizo pela garra que tu teve cara, não se deixou abalar em certos momentos… isso sim, é importantíssimo para a vida.
    vlw

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Bruno,

      Lendo comentários como o seu, eu sempre tenho uma certeza. Preciso trabalhar mais minha escrita.

      Tentei mostrar em todos os pontos do texto o quanto fui prejudicado pelo orgulho, e como no momento mais profundo de todos, o que mais queria era alguém. Juntando isso com a dica dos dois outros textos, que falam exaustivamente sobre a relação com o próximo, amizades, pedir ajuda. Achei que ficasse claro que durante os 3 textos, que o que menos podemos ter, é orgulho.

      Fico muito triste em ver comentários como o seu, de pessoas que não entenderam absolutamente nada do que eu falei. Realmente faz eu me sentir como um péssimo escritor, que não sabe transmitir uma mensagem.

      • Bruno

        Caro Alberto,

        Humf, você que não entendeu meu comentário. Ele foi dirigido a pessoas que vangloriaram certas atitudes suas e não você apesar de você dizer que isso não se de fazer(ser orgulhoso) etc.
        But, relax man… great text hehe

  • http://www.facebook.com/aredeflavia Flavia Arede

    Sensacional! Estou indo morar sozinha com meu marido e provavelmente vamos passar por situações complicadas mas o seu texto nos deu ainda mais força pra ir em frente! Parabéns pela sua história!

  • Gustavo Gasiglia

    Brandão, meu camarada, escreva um livro, sucesso garantido de vendas. Suas experiências tem sido de muita utilidade nessas minhas aventuras e desventuras de morar sozinho. Troca de experiências funciona sim! Abraço meu amigo você merece todo o sucesso que vem fazendo na Web e fora dela!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100004001727038 Sérgio Azevedo

    Eu achando que minha vida adolescente está difícil… Tsssss!
    Tenho muito que aprender ainda. Obrigado Alberto Brandão e PdH por mais um incrível artigo.

  • http://www.facebook.com/bassnelson Nelson Donizeti

    Que texto animal Brandão. Passei por algo parecido também, só que em escala infinitamente menor.

    Hoje, lembrando da época que morei sozinho, o que mais me marcou foi a solidão, o vazio que fica dentro da gente. A tuberculose que eu peguei na época e o aperto de grana não me marcaram, mas a cicatriz da maldita solidão até hoje me incomoda. Quando eu chegava em casa (depois de ver os amigos) a minha depressão piorava pois era palpável o que eu não tinha aqui em casa. Com o tempo, percebi que eu evitava ver as pessoas: assim a apatia tomava conta e ficava mais suportável ficar sozinho. Isso só foi passar quando eu casei, um ano depois.

    Você tem um fã novo, cara. Não sei se eu aguentaria o que você passou não.

    • Marcelo

      A solidão é cruel !

  • Nara Brum

    Li esse texto por indicação de um amigo. Como universitária que mora fora e longe de casa, me identifiquei com alguns fatos. Acredito que eu não tenha passado por tantos problemas, mas sim, sempre tem.
    Parabéns pelo ótimo texto.

  • http://www.facebook.com/MarcelaRCastro Marcela Castro

    Noooossssaa mãe…..pra quem já trabalhou ao seu lado e te achava o garoto mais mimado e playbozinho…..Ler isso é um baque mt grande….Quer dizer a verdade é nunca esperaria ver q td isso aconteceu com vc….Morar sozinho é bom mas a pior parte é não ter ninguem pra dividir a vida com vc….Mas ainda bem q vc está feliz e q td isso só foi uma fase da sua vida q te fez crescer….Isso só prova q a frase q sempre recordei nos meus momentos mais dificies é verdadeira pois, O QUE NÃO MATA, FORTALECE ….Fortalece o corpo, a mente ou a alma!!!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Bom saber que achava isso de mim! hahaha

  • buceta no pau

    Oi gostosos esse papo e bom mas venham aqui transar comigo vem to esperando

  • http://www.facebook.com/nathy.resende.5 Nathy Resende

    Brandão, o que relatou sobre morar sozinho é o que acontece comigo. Fico horas pensando o dia que eu adoecer e não ter ninguém por perto para me acudir, das pessoas só perceberem minha ausência depois que sentirem um odor forte saindo do meu apartamento. Me sinto assim, sem chão, sem rumo.
    Parabéns pelo texto.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      É,

      tenho tentado estreitar alguns laços para não me sentir assim, faz pouco tempo que estou morando sozinho de novo, e a sensação de solidão é sempre a mesma.

  • Luiz

    Excelente Texto! Me lembrou algumas coisas de como é duro morar sozinho

  • Josias Lopes

    Admirável.

  • Júlia Costa

    Brandão, seu relato é emocionante!
    E se assemelha muito a minha condição agora: minha mãe tbm sofreu um AVC assim que comecei a morar sozinha. E as coisas começaram a complicar de verdade. E a dificuldade em pedir ajudar é mesma!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Júlia,

      Tomara que tudo fique bem, tem coisas que não sei lidar até hoje, e realmente fico pensando em formas de lidar melhor com tudo. Talvez um dia você quem possa nos ajudar a entender como lidar com esses problemas. Sem o orgulho que tive.

  • http://www.facebook.com/jorge.oliveira.3760 Jorge Oliveira

    Apesar de ler todos os textos do pdh incrivelmente ainda nao tinha lido esse, simplesmente sensacional. Incrivel como vc fez meus “problemas” parecerem minimos. Morar sozinho é realmente um aprendizado sensacional, e felizmente ainda nao precisei passar por metade das coisas que vc passou pra aprender. Quando comecei a morar sozinho meu orgulho estava nas nuvens, e infelizmente hj nao é muito diferente disso, mas depois do seu texto me fez refletir bastanteeee sobre o assunto!
    Fico esperando ansioso pelo texto com maiores detalhes

  • Gabriel

    Obrigado pelo texto, veio no momento certo para mim.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Espero que tudo melhore cara.

  • Rachel Jellinek

    Apesar de ser papo de homem, acho bastante válida a minha experiência e gostaria de compartilhá-la.
    Na época em que eu saí de casa, saí por causa de brigas familiares. Descobri que o orgulho é ainda maior nessas situações.
    Eu trabalhava em um escritório que tinha biscoito “água e sal” e café na cozinha. Resultado: num mês em que as finanças realmente apertaram e eu não tinha nada para comer na geladeira que eu alugava junto da kitnet, cheguei a passar quase uma semana (trabalhava de segunda a sábado) comendo biscoito “água e sal” e tomando cafezinho no café da manhã, almoço e lanche da tarde (saía de lá já alimentada)! Também nunca contei pra ninguém, devo ter feito menção para alguém, mas nunca foi algo que eu me orgulhasse…
    Depois disso tudo, descobri que é um perrengue que te faz crescer e dar ainda mais valor na vida e no que hoje eu tenho na geladeira para comer!!!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      É Rachel, também acho que os problemas e dificuldades acabam sendo um duro atalho para a maturidade. Não acho que seja um caminho obrigatório, mas é um grande atalho.

  • Pingback: Guia para achar que morar sozinho é sensacional | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/people/Caue-Tozati/100001915325894 Caue Tozati

    Cara parabéns pelo Texto, eu tive e tenho uma história um pouco parecida, morava com meus avós e tinha uma vida de moleque, tocava em uma banda, trabalhava e ganhava uma merda de salário, tinha terminado o curso técnico e estava começando a faculdade, meu avô havia um infarto, mas depois ficou “bem”, um ano depois ele sofreu um AVC e paralisou todo o lado esquerdo, detalhe ele é canhoto!

    Bom como eles tinham um AP em São Bernardo e outro em Santos e meu pai e minha tia moram em Santos, resolveram morar lá por “N” fatores, na época do AVC eu trabalhava na empresa que trabalho hj, porem ganhava mal “não que eu ganhe BEM hj!”, mas melhorou!

    Nessa época tive MUITOS gastos, fiz 3 emprestimos seguidos, um atrás do outro LITERALMENTE… E fui mantendo tudo, eles foram para Santos e eu fiquei no AP de São Bernardo, eu pagava R$ 250,00 para meus avós na época que morava com eles, depois que aconteceu isso, só o condominio era esse valor.

    Meu avô não trabalhou mais e dividimos as contas da seguinte forma, eles pagam tudo de Santos que é mais barato e eu fiquei com as contas de SBC, mas eu ganhava pouco e tinha feito os emprestimos e comecei a pagar as parcelas, ai você sabe! É uma fudição e só quem passa…

    Eu nunca imaginava que iria acontecer uma coisa dessas comigo, para ajudar meu irmão voltou do Paraná para morar comigo “Na época pensei, blz vamos dividir e vai melhorar” porra nenhuma o cara simplesmente ficou um ano desempregado e dando R$ 150,00 por mês de ajuda… Hj ele está morando mais com a namorada do que em casa… Eu graças a Deus sempre tive uma namorada MUITO, mas MUITO parceira que me ajudou e ajuda em tudo, mora comigo desde que aconteceu tudo, ela ganha menos que eu e tem as dividas dela, por isso nunca pedi nada finenceiro para ela, pq se ela não tivesse ao meu lado certeza que eu tinha surtado.

    Agora fazem mais de 2 anos que tudo isso aconteceu, ainda pago um emprestimo, um terminou e outro mês que vem acaba, meu salário é melhor e consigo manter até que bem as coisas. Não me ferrei tanto quanto você, mas já tive MUITOS dias de não poder sair de casa por não ter R$ 2,00 na carteira.

    Não conhecia seu blog, um amigo me passou… Parabéns!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Experiência sinistra cara, até bem mais pesada do que a minha. Acho muito bonito ver a galera saindo dos apertos e se virando..

  • http://www.facebook.com/fernandozilio Fernando H. Zilio

    Cheguei a esse texto por causa do título e pelo meu interesse em lifehacking. Não esperava ler o que eu li…

    Nunca precisei morar só e eu ainda estava trocando os dentes quando a crise bateu lá em casa. Nunca me faltou nada, meus pais se viraram do avesso pra isso. Eu digo: Graças a Deus. Quem não acredita Nele ou quem sentiu isso na pele pode não gostar, mas é o que eu digo.
    Mesmo assim, meu coração apertou ao ler esse texto e eu pensei em quanta gente perde a cabeça ao passar por tal agrura. Não sei se pode haver coisa pior do que carestia e solidão. Talvez, só um combo das duas…

  • http://www.facebook.com/iseneves Íse Neves

    aconteceu comigo, te entendo cara, e é foda… barra pesada, mas que bom que superamos :D

  • Hilton Machado

    Albertão,

    Nesta época que isto tudo aconteceu, eu lembro perfeitamente de toda a transição, das dormidas na ex, no ap novo, eu era seu gerente, e em nenhum momento você de fato tocou ou demonstrou tais fatos. Isso em um homem é respeitável, mas eu poderia ter ajudado :). Li alguns pontos e me vi no dia seguinte quando voce relatava os fatos, lembro dessa sua aventura de “quase-morte”. Putz…

    Excelente texto bichão.
    abraço!
    Hilton

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      ajahahaha que saudades mano! Nunca imaginei que leria isso. Mas são coisas que a gente faz pra crescer. É foda mas uma hora passa.

      Grande abraço

  • Marcelo

    Magnífico texto !
    A técnica do miojo no chuveiro não é exclusiva.
    “Aquele vazio nem sempre é fome” (Grandiosa frase)
    Água gelada. Agora está bem melhor. Mas ainda existem momentos de crise.
    Incrivelmente quem lê um texto assim e se encontra em situação parecida se sente melhor.

    • Marcelo

      Haaaaa o orgulho ! O orgulho nessa situação é necessário, é como um tenente cruel frente ao treinamento de um soldado. Nesse caso molda nosso caráter e nossas atitudes de uma maneira assustadoramente boa.

  • Lázaro Costa

    Vou começar a morar sozinho mês que vem… Tou lendo tudo sobre o assunto na internet. Passos horas e horas nesse blog. Valeu por compartilhar experiências, espero que todas me ajudem nesse futuro incerto! xD

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