“Não cometerás nenhuma dessas 24 falácias lógicas”

Fábio Rodrigues

por
em às | Cultura e arte, Frentes, Listas


O filósofo, matemático e cientista americano Charles Sanders Peirce fala que as lógicas são “ferramentas para o raciocínio correto”.

Não sou nenhum grande entendido sobre o assunto, mas acho lógica um assunto fascinante. O pouco que conheço e observo já acaba sempre sendo muito útil em conversas, diálogos, em qualquer ocasião que peça algum tipo de análise, construção e exposição de raciocínio ou argumentação.

Agora, quando falamos “construção e exposição de raciocínio ou argumentação“, isso pode ficar parecendo uma coisa meio séria, sisuda, de professor de filosofia ou discussões inflamadas entre ateus e crentes na internet. Mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo. As lógicas são o próprio esqueleto que torna as linguagens (dos idiomas à matemática, passando, e muito, por tecnologia da informação) possíveis.

Como de fato dependemos disso pra nos relacionarmos uns com os outros, para nos fazer entender claramente, melhorar nossa forma de pensar e para resolvermos as coisas práticas da vida, pode ser bem útil conhecer e entender estes processos, ainda que superficialmente.

Platão, Sócrates e Aristóteles estão sempre prontos para uma boa argumentação

Já demos algumas pinceladas sobre o tema aqui no PapodeHomem, mencionando algumas das famosas falácias de lógica argumentativa – que são um capítulo específico dentro do tema, mas que tem aplicações bem práticas. E estamos também preparando um novo material, bem completo, tratando não só de lógica, mas das noções de debate, diálogo e conversação, que são temas relacionados, igualmente ricos, complexos e comumente pouco explorados.

Agora achei o site Thou Shalt Not Commit Logical Fallacies, o mais simpático que já vi sobre o assunto. Ele lista as 24 falácias mais comuns, em linguagem simples, com exemplos engraçadinhos, e tem até um pôster para você baixar em PDF, mandar imprimir na gráfica e colar na parede. Tudo de graça.

Como em português o material sobre isso é escasso, e esse é um conhecimento bem importante quando se quer travar diálogos e debates saudáveis, resolvemos fazer um esforço extra e traduzir todo o conteúdo do Thou Shalt Not… para disponibilizar aqui.

Abaixo, 24 das mais comuns falácias lógicas argumentativas. A numeração não indica nenhum tipo de hierarquia entre elas, é apenas para facilitar futuras referencias a exemplos específicos.

Leia, entenda e não as use.

1. Espantalho

Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.

Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade – se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?

Exemplo: Depois de Felipe dizer que o governo deveria investir mais em saúde e educação, Jader respondeu dizendo estar surpreso que Felipe odeie tanto o Brasil, a ponto de querer deixar o nosso país completamente indefeso, sem verba militar.

***

2. Causa Falsa

Você supôs que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.

Uma variação dessa falácia é a “cum hoc ergo propter hoc” (com isto, logo por causa disto), na qual alguém supõe que, pelo fato de duas coisas estarem acontecendo juntas, uma é a causa da outra. Este erro consiste em ignorar a possibilidade de que possa haver uma causa em comum para ambas, ou, como mostrado no exemplo abaixo, que as duas coisas em questão não tenham absolutamente nenhuma relação de causa, e a sua aparente conexão é só uma coincidência.

Outra variação comum é a falácia “post hoc ergo propter hoc” (depois disto, logo por causa disto), na qual uma relação causal é presumida porque uma coisa acontece antes de outra coisa, logo, a segunda coisa só pode ter sido causada pela primeira.

Exemplo: Apontando para um gráfico metido a besta, Rogério mostra como as temperaturas têm aumentado nos últimos séculos, ao mesmo tempo em que o número de piratas têm caído; sendo assim, obviamente, os piratas é que ajudavam a resfriar as águas, e o aquecimento global é uma farsa.

***

3. Apelo à emoção

Você tentou manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.

Apelos à emoção são relacionados a medo, inveja, ódio, pena, orgulho, entre outros.

É importante dizer que às vezes um argumento logicamente coerente pode inspirar emoção, ou ter um aspecto emocional, mas o problema e a falácia acontecem quando a emoção é usada no lugar de um argumento lógico. Ou, para tornar menos claro o fato de que não existe nenhuma relação racional e convincente para justificar a posição de alguém.

Exceto os sociopatas, todos são afetados pela emoção, por isso apelos à emoção são uma tática de argumentação muito comum e eficiente. Mas eles são falhos e desonestos, com tendência a deixar o oponente de alguém justificadamente emocional.

Exemplo: Lucas não queria comer o seu prato de cérebro de ovelha com fígado picado, mas seu pai o lembrou de todas as crianças famintas de algum país de terceiro mundo que não tinham a sorte de ter qualquer tipo de comida.

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4. A falácia da falácia

Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.

Há poucas coisas mais frustrantes do que ver alguém argumentar de maneira fraca alguma posição. Na maioria dos casos um debate é vencido pelo melhor debatedor, e não necessariamente pela pessoa com a posição mais correta. Se formos ser honestos e racionais, temos que ter em mente que só porque alguém cometeu um erro na sua defesa do argumento, isso não necessariamente significa que o argumento em si esteja errado.

Exemplo: Percebendo que Amanda cometeu uma falácia ao defender que devemos comer alimentos saudáveis porque eles são populares, Alice resolveu ignorar a posição de Amanda por completo e comer Whopper Duplo com Queijo no Burger King todos os dias.

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5. Ladeira Escorregadia

Você faz parecer que o fato de permitirmos que aconteça A fará com que aconteça Z, e por isso não podemos permitir A.

O problema com essa linha de raciocínio é que ela evita que se lide com a questão real, jogando a atenção em hipóteses extremas. Como não se apresenta nenhuma prova de que tais hipóteses extremas realmente ocorrerão, esta falácia toma a forma de um apelo à emoção do medo.

Exemplo: Armando afirma que, se permitirmos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, logo veremos pessoas se casando com seus pais, seus carros e seus macacos Bonobo de estimação.

Exemplo 2: a explicação feita após o terceiro subtítulo – “O voto divergente do ministro Ricardo Lewandowski e a ladeira escorregadia” - deste texto sobre aborto. Vale a leitura.

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6. Ad hominem

Você ataca o caráter ou traços pessoais do seu oponente em vez de refutar o argumento dele.

Ataques ad hominem podem assumir a forma de golpes pessoais e diretos contra alguém, ou mais sutilmente jogar dúvida no seu caráter ou atributos pessoais. O resultado desejado de um ataque ad hominem é prejudicar o oponente de alguém sem precisar de fato se engajar no argumento dele ou apresentar um próprio.

Exemplo: Depois de Salma apresentar de maneira eloquente e convincente uma possível reforma do sistema de cobrança do condomínio, Samuel pergunta aos presentes se eles deveriam mesmo acreditar em qualquer coisa dita por uma mulher que não é casada, já foi presa e, pra ser sincero, tem um cheiro meio estranho.

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7. Tu quoque (você também)

Você evitar ter que se engajar em críticas virando as próprias críticas contra o acusador – você responde críticas com críticas.

Esta falácia, cuja tradução do latim é literalmente “você também”, é geralmente empregada como um mecanismo de defesa, por tirar a atenção do acusado ter que se defender e mudar o foco para o acusador.

A implicação é que, se o oponente de alguém também faz aquilo de que acusa o outro, ele é um hipócrita. Independente da veracidade da contra-acusação, o fato é que esta é efetivamente uma tática para evitar ter que reconhecer e responder a uma acusação contida em um argumento – ao devolver ao acusador, o acusado não precisa responder à acusação.

Exemplo: Nicole identificou que Ana cometeu uma falácia lógica, mas, em vez de retificar o seu argumento, Ana acusou Nicole de ter cometido uma falácia anteriormente no debate.

Exemplo 2: O político Aníbal Zé das Couves foi acusado pelo seu oponente de ter desviado dinheiro público na construção de um hospital. Aníbal não responde a acusação diretamente e devolve insinuando que seu oponente também já aprovou licitações irregulares em seu mandato.

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8. Incredulidade pessoal

Você considera algo difícil de entender, ou não sabe como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.

Assuntos complexos como evolução biológica através de seleção natural exigem alguma medida de entendimento sobre como elas funcionam antes que alguém possa entendê-los adequadamente; esta falácia é geralmente usada no lugar desse entendimento.

Exemplo: Henrique desenhou um peixe e um humano em um papel e, com desdém efusivo, perguntou a Ricardo se ele realmente pensava que nós somos babacas o bastante para acreditar que um peixe acabou evoluindo até a forma humana através de, sei lá, um monte de coisas aleatórias acontecendo com o passar dos tempos.

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9. Alegação especial

Você altera as regras ou abre uma exceção quando sua afirmação é exposta como falsa.

Humanos são criaturas engraçadas, com uma aversão boba a estarem errados.

Em vez de aproveitar os benefícios de poder mudar de ideia graças a um novo entendimento, muitos inventarão modos de se agarrar a velhas crenças. Uma das maneiras mais comuns que as pessoas fazem isso é pós-racionalizar um motivo explicando o porque aquilo no qual elas acreditavam ser verdade deve continuar sendo verdade.

É geralmente bem fácil encontrar um motivo para acreditar em algo que nos favorece, e é necessária uma boa dose de integridade e honestidade genuína consigo mesmo para examinar nossas próprias crenças e motivações sem cair na armadilha da auto-justificação.

Exemplo: Eduardo afirma ser vidente, mas quando as suas “habilidades” foram testadas em condições científicas apropriadas, elas magicamente desapareceram. Ele explicou, então, que elas só funcionam para quem tem fé nelas.

***

10. Pergunta carregada

Você faz uma pergunta que tem uma afirmação embutida, de modo que ela não pode ser respondida sem uma certa admissão de culpa.

Falácias desse tipo são particularmente eficientes em descarrilar discussões racionais, graças à sua natureza inflamatória – o receptor da pergunta carregada é compelido a se justificar e pode parecer abalado ou na defensiva. Esta falácia não apenas é um apelo à emoção, mas também reformata a discussão de forma enganosa.

Exemplo: Graça e Helena estavam interessadas no mesmo homem. Um dia, enquanto ele estava sentado próximo suficiente a elas para ouvir, Graça pergunta em tom de acusação: “como anda a sua rehabilitação das drogas, Helena?”

***

11. Ônus da prova

Você espera que outra pessoa prove que você está errado, em vez de você mesmo provar que está certo.

O ônus (obrigação) da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação. A impossibilidade, ou falta de intenção, de provar errada uma afirmação não a torna válida, nem dá a ela nenhuma credibilidade.

No entanto, é importante estabelecer que nunca podemos ter certeza de qualquer coisa, portanto devemos valorizar cada afirmação de acordo com as provas disponíveis. Tirar a importância de um argumento só porque ele apresenta um fato que não foi provado sem sombra de dúvidas também é um argumento falacioso.

Exemplo: Beltrano declara que uma chaleira está, nesse exato momento, orbitando o Sol entre a Terra e Marte e que, como ninguém pode provar que ele está errado, a sua afirmação é verdadeira.

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12. Ambiguidade

Você usa duplo sentido ou linguagem ambígua para apresentar a sua verdade de modo enganoso.

Políticos frequentemente são culpados de usar ambiguidade em seus discursos, para depois, se forem questionados, poderem dizer que não estavam tecnicamente mentindo. Isso é qualificado como uma falácia, pois é intrinsecamente enganoso.

Exemplo: Em um julgamento, o advogado concorda que o crime foi desumano. Logo, tenta convencer o júri de que o seu cliente não é humano por ter cometido tal crime, e não deve ser julgado como um humano normal.

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13. Falácia do apostador

Você diz que “sequências” acontecem em fenômenos estatisticamente independentes, como rolagem de dados ou números que caem em uma roleta.

Esta falácia de aceitação comum é provavelmente o motivo da criação da grande e luminosa cidade no meio de um deserto americano chamada Las Vegas.

Apesar da probabilidade geral de uma grande sequência do resultado desejado ser realmente baixa, cada lance do dado é, em si mesmo, inteiramente independente do anterior. Apesar de haver uma chance baixíssima de um cara-ou-coroa dar cara 20 vezes seguidas, a chance de dar cara em cada uma das vezes é e sempre será de 50%, independente de todos os lances anteriores ou futuros.

Exemplo: Uma roleta deu número vermelho seis vezes em sequência, então Gregório teve quase certeza que o próximo número seria preto. Sofrendo uma forma econômica de seleção natural, ele logo foi separado de suas economias.

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14. Ad populum

Você apela para a popularidade de um fato, no sentido de que muitas pessoas fazem/concordam com aquilo, como uma tentativa de validação dele.

A falha nesse argumento é que a popularidade de uma ideia não tem absolutamente nenhuma relação com a sua validade. Se houvesse, a Terra teria se feito plana por muitos séculos, pelo simples fato de que todos acreditavam que ela era assim.

Exemplo: Luciano, bêbado, apontou um dedo para Jão e perguntou como é que tantas pessoas acreditam em duendes se eles são só uma superstição antiga e boba. Jão, por sua vez, já havia tomado mais Guinness do que deveria e afirmou que já que tantas pessoas acreditam, a probabilidade de duendes de fato existirem é grande.

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15. Apelo à autoridade

Você usa a sua posição como figura ou instituição de autoridade no lugar de um argumento válido. (A popular “carteirada”.)

É importante mencionar que, no que diz respeito a esta falácia, as autoridades de cada campo podem muito bem ter argumentos válidos, e que não se deve desconsiderar a experiência e expertise do outro.

Para formar um argumento, no entanto, deve-se defender seus próprios méritos, ou seja, deve-se saber por que a pessoa em posição de autoridade tem aquela posição. No entanto, é claro, é perfeitamente possível que a opinião de uma pessoa ou instituição de autoridade esteja errada; assim sendo, a autoridade de que tal pessoa ou instituição goza não tem nenhuma relação intrínseca com a veracidade e validade das suas colocações.

Exemplo: Impossibilitado de defender a sua posição de que a teoria evolutiva “não é real”, Roberto diz que ele conhece pessoalmente um cientista que também questiona a Evolução e cita uma de suas famosas falas.

Exemplo 2: Um professor de matemática se vê questionado de maneira insistente por um aluno especialmente chato. Lá pelas tantas, irritado após cometer um deslize em sua fala, o professor argumenta que tem mestrado pós-doutorado e isso é mais do que suficiente para o aluno confiar nele.

***

16. Composição/Divisão

Você implica que uma parte de algo deve ser aplicada a todas, ou outras, partes daquilo.

Muitas vezes, quando algo é verdadeiro em parte, isso também se aplica ao todo, mas é crucial saber se existe evidência de que este é mesmo o caso.

Já que observamos consistência nas coisas, o nosso pensamento pode se tornar enviesado de modo que presumimos consistência e padrões onde eles não existem.

Exemplo: Daniel era uma criança precoce com uma predileção por pensamento lógico. Ele sabia que átomos são invisíveis, então logo concluiu que ele, por ser feito de átomos, também era invisível. Nunca foi vitorioso em uma partida de esconde-esconde.

***

17. Nenhum escocês de verdade…

Você faz o que pode ser chamado de apelo à pureza como forma de rejeitar críticas relevantes ou falhas no seu argumento.

Nesta forma de argumentação falha, a crença de alguém é tornada infalsificável porque, independente de quão convincente seja a evidência apresentada, a pessoa simplesmente move a situação de modo que a evidência supostamente não se aplique a um suposto “verdadeiro” exemplo. Esse tipo de pós-racionalização é um modo de evitar críticas válidas ao argumento de alguém.

Exemplo: Angus declara que escoceses não colocam açúcar no mingau, ao que Lachlan aponta que ele é um escocês e põe açúcar no mingau. Furioso, como um “escocês de verdade”, Angus berra que nenhum escocês de verdade põe açúcar no seu mingau.

***

18. Genética

Você julga algo como bom ou ruim tendo por base a sua origem.

Esta falácia evita o argumento ao levar o foco às origens de algo ou alguém. É similar à falácia ad hominem no sentido de que ela usa percepções negativas já existentes para fazer com que o argumento de alguém pareça ruim, sem de fato dissecar a falta de mérito do argumento em si.

Exemplo: Acusado no Jornal Nacional de corrupção e aceitação de propina, o senador disse que devemos ter muito cuidado com o que ouvimos na mídia, já que todos sabemos como ela pode não ser confiável.

***

19. Preto-ou-branco

Você apresenta dois estados alternativos como sendo as únicas possibilidades, quando de fato existem outras.

Também conhecida como falso dilema, esta tática aparenta estar formando um argumento lógico, mas sob análise mais cuidadosa fica evidente que há mais possibilidades além das duas apresentadas.

O pensamento binário da falácia preto-ou-branco não leva em conta as múltiplas variáveis, condições e contextos em que existiriam mais do que as duas possibilidades apresentadas. Ele molda o argumento de forma enganosa e obscurece o debate racional e honesto.

Exemplo: Ao discursar sobre o seu plano para fundamentalmente prejudicar os direitos do cidadão, o Líder Supremo falou ao povo que ou eles estão do lado dos direitos do cidadão ou contra os direitos.

***

20. Tornando a questão supostamente óbvia

Você apresenta um argumento circular no qual a conclusão foi incluída na premissa.

Este argumento logicamente incoerente geralmente surge em situações onde as pessoas têm crenças bastante enraizadas, e por isso consideradas verdades absolutas em suas mentes. Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas.

Exemplo: A Palavra do Grande Zorbo é perfeita e infalível. Nós sabemos disso porque diz aqui no Grande e Infalível Livro das Melhores e Mais Infalíveis Coisas do Zorbo Que São Definitivamente Verdadeiras e Não Devem Nunca Serem Questionadas.

Exemplo 2: O plano estratégico de marketing é o melhor possível, foi assinado pelo Diretor Bam-bam-bam.

***

21. Apelo à natureza

Você argumenta que só porque algo é “natural”, aquilo é válido, justificado, inevitável ou ideal.

Só porque algo é natural, não significa que é bom. Assassinato, por exemplo, é bem natural, e mesmo assim a maioria de nós concorda que não é lá uma coisa muito legal de você sair fazendo por aí. A sua “naturalidade” não constitui nenhum tipo de justificativa.

Exemplo: O curandeiro chegou ao vilarejo com a sua carroça cheia de remédios completamente naturais, incluindo garrafas de água pura muito especial. Ele disse que é natural as pessoas terem cuidado e desconfiarem de remédios “artificiais”, como antibióticos.

***

22. Anedótica

Você usa uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.

Geralmente é bem mais fácil para as pessoas simplesmente acreditarem no testemunho de alguém do que entender dados complexos e variações dentro de um continuum.

Medidas quantitativas científicas são quase sempre mais precisas do que percepções e experiências pessoais, mas a nossa inclinação é acreditar naquilo que nos é tangível, e/ou na palavra de alguém em quem confiamos, em vez de em uma realidade estatística mais “abstrata”.

Exemplo: José disse que o seu avô fumava, tipo, 30 cigarros por dia e viveu até os 97 anos — então não acredite nessas meta análises que você lê sobre estudos metodicamente corretos provando relações causais entre cigarros e expectativa de vida.

***

23. O atirador do Texas

Você escolhe muito bem um padrão ou grupo específico de dados que sirva para provar o seu argumento sem ser representativo do todo.

Esta falácia de “falsa causa” ganha seu nome partindo do exemplo de um atirador disparando aleatoriamente contra a parede de um galpão, e, na sequência, pintando um alvo ao redor da área com o maior número de buracos, fazendo parecer que ele tem ótima pontaria.

Grupos específicos de dados como esse aparecem naturalmente, e de maneira imprevisível, mas não necessariamente indicam que há uma relação causal.

Exemplo: Os fabricantes do bebida gaseificada Cocaçúcar apontam pesquisas que mostram que, dos cinco países onde a Cocaçúcar é mais vendida, três estão na lista dos dez países mais saudáveis do mundo, logo, Cocaçúcar é saudável.

***

24. Meio-termo

Você declara que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.

Em muitos casos, a verdade realmente se encontra entre dois pontos extremos, mas isso pode enviezar nosso pensamento: às vezes uma coisa simplesmente não é verdadeira, e um meio termo dela também não é verdadeiro. O meio do caminho entre uma verdade e uma mentira continua sendo uma mentira.

Exemplo: Mariana disse que a vacinação causou autismo em algumas crianças, mas o seu estudado amigo Calebe disse que essa afirmação já foi derrubada como falsa, com provas. Uma amiga em comum, a Alice, ofereceu um meio-termo: talvez as vacinas causem um pouco de autismo, mas não muito.

***

Espero que essa lista seja útil.

Por fim, questiono: onde já identificaram falácias lógicas em seu dia-a-dia? Compartilhem suas dúvidas e percepções sobre o tema.

 (Tradução das 24 falácias por: Fabio Bracht)

Fábio Rodrigues

Trabalha em espaços de aprendizado sobre como melhorar a vida e as relações, como ter melhor equilíbrio emocional e encontrar uma felicidade mais genuína – sem oba-oba, com o pé no chão da vida cotidiana. Coordenador do lugar e do CEBB Joinville, professor do programa Cultivating Emotional Balance, desenhista e professor de desenho, baixista na banda Vacine, pai do Pedro | www.fabiorodrigues.org


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  • Marcos Augusto Nunes

    Ainda hei de encontrar alguém que não recaia em no mínimo 50% dessas falácias. A que mais me irrita é aquela em que determinada pessoa, possuidora de uma verdade mui questionável, sustenta que, sem sonbra de nenhuma dúvida, determinada ação acarretará determinadas consequências, mesmo impossibilitada de comprovar suas hipóteses muitas vezes pelo simples ineditismo de determinada ação que, por inédita, pode levar a um grande número de consequências, e não a uma só determinada, por mais que se assemelhe com outra ação que tenha produzido, majoritariamente, tais e tais efeitos.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002630545299 Yago Fagundes

    Pra ser sincero já usei várias , mas é até comum que aconteça em rodas de bar hahaha

  • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Souza/100000766871404 Guilherme Souza

    E mesmo conhecendo-as acabando por comete-las impiedosamente haha

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    Muito bom! Recomendo a leitura sobre a dialética erística e os 38 estratagemas de Arthur 
    Schopenhauer. 

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Utilidade pública eterna, Fabio.

    Resolve ou minimamente avança 92,5% das questões “complexas/polêmicas” na web, na mesa de bar, na vida.

    Deveria ser matéria obrigatória nas escolas. Lógica.

    Não vai faltar na educação dos meus filhos, em fartas doses.

    • http://www.facebook.com/villeth Gustavo Almawi Villeth

      E tão importante quanto aprender a identificar(e eventualmente se defender das) falácias é ser capaz de admitir quando se está usando uma.

      Muitas vezes acabamos utilizando esses artifícios mesmo sem perceber, principalmente quando uma opinião muito querida a nós é atacada. O artigo do Bracht foi sensacional nesse sentido, atraindo várias críticas emocionais típicas de quem vê sua “paixão” ser criticada ou posta em xeque…

      Particularmente tenho um grande caminho a percorrer nesse sentido, creio que não são muitos os que seriam capazes de abandonar uma crença defendida a anos, mesmo sob uma refutação convincente…

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        //E tão importante quanto aprender a identificar(e eventualmente se defender das) falácias é ser capaz de admitir quando se está usando uma.

        Perfeito!

        E sim, o artigo do Bracht recebeu um festival de argumentações falaciosas.

        Pra quem não viu:

        http://papodehomem.com.br/voce-nao-torce-pro-seu-time-voce-torce-pra-cores-so/

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      ///Deveria ser matéria obrigatória nas escolas. Lógica.

      Verdade, cara. Eu realmente não entendo como não aprendemos isso nas escolas. É tão fundamental, e a maioria das pessoas parece sequer saber que isso existe.

      • http://twitter.com/Ritocaaa Rita Gomes

        Sou professora de Filosofia, e um dos conteúdos do 2º ano do Ensino Médio é lógica e seus elementos. Inclusive já favoritei a reportagem para apresentar aos alunos mais estes exemplos de falácias.

      • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

        Que beleza, @twitter-47742279:disqus! ;-)

      • Anna Carla Fabris

        Também sou professora de redação e favoritei a matéria para conteúdo das aulas de argumentação. (:

      • Johnny

        Acho que seria interessante a escola básica estimular o senso crítico dos alunos, com debates saudáveis e discussões sobre temas “polêmicos” e tabus, como uma “mesa redonda”, desde que não apelem para “provas” de conteúdo teórico. De fato, fazer o aluno perder o medo de pensar seria muito útil para sua formação cidadã. Mas isto deveria começar desde cedo, na 5º série por exemplo.

      • http://www.facebook.com/people/Mario-Alexandre-Teixeira/100002522277662 Mario Alexandre Teixeira

        Interessante ? Não. Essencial. Mas aí gera um “problema” maior. Os que dão as cartas na educação, terão problemas para se elegerem, pois as pessoas identificarão suas falácias, então, deixe como está, e de vez em quando inventem índices, institutos, gráficos, etc, cheios de falácias.

      • http://www.facebook.com/pmarcelotb Marcelo Tavares

        Isso interessaria a quem? Nem ao ignorante, nem a quem o domina. Só nós que assistimos a tudo e somos afetados.

      • http://www.facebook.com/pmarcelotb Marcelo Tavares

        Eu aprendi no ensino médio, oras. Mas estudei em escola federal, talvez seja uma exceção.

    • Daniel Benigno

      vc comento faz tempo mas… na minha escola se da aula de lógica e filosofia

    • Paulo Vinicius Oliveira Santos

      “Deveria ser matéria obrigatória nas escolas. Lógica”.
      Onde eu assino???

    • Paulo Vinicius Oliveira Santos

      “Deveria ser matéria obrigatória nas escolas. Lógica”.

      Onde eu assino???

  • Rodrigo Cambiaghi

    Sugestão de subtítulo.

    “O que eu aprendi assistindo aos debates e campanhas de políticos na televisão”.

    Muito bom.

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Onde identifico falácias no dia-a-dia? Em todo lugar, a todo momento, em cada frase que ouço. Até mesmo nas coisas que falo ou escrevo.

    Nossa cultura inteira é baseada em camadas e mais camadas de conceitos ou idéias falaciosas. É inescapável, exceto que…dá pra escapar. De vez em quando. (ahn?)

    E concordo com o Guilherme, deveria ser matéria obrigatória nas escolas. Lembro que em meu curso de Administração houve dois periodos de lógica argumentativa e proposicional e…preciso falar como foi o desempenho de 98% dos alunos? Ficaram perdidos, voando, aquilo não batia com suas formas de pensar. Teve gente que berrou na sala, acusando o professor de ser o filho de satanás. WTF, seriously?

    Nós não somos educados e nem preparados para a lógica. Todo o nosso modelo de educação nos afasta da coerência lógica, infelizmente. E quando somos confrontados com ela, acabamos apelando, entrando em contradição, desespero.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      //Lembro que em meu curso de Administração houve dois periodos de lógica argumentativa e proposicional e…preciso falar como foi o desempenho de 98% dos alunos? Ficaram perdidos, voando, aquilo não batia com suas formas de pensar. 

      Pra se ver. A formação universitária deveria pensar em criar profissionais de diferentes áreas que fossem capazes de se comunicar.

      No entanto, a realidade nos mostra como as profissionais tendem a operar não somente com jargões próprios, mas com lógicas inteiramente próprias. Isso, por si só, pode não ser ruim.

      Mas se torna ruim à partir do momento em que isola um conjunto de profissionais de outras maneiras de pensamento, creio.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Pois é, Guilherme. Vejo isso também. E pior, faço um curso de Administração onde não se ensina a…administrar. Aprendo muito sobre matemática financeira, pesquisa operacional, investimentos…mas e aquela coisa bonita que dá nome ao curso, cadê? Temos um breve contato com o tema no primeiro periodo e só.

        Não somos ensinados a gerir, a raciocinar, a compreender, a ter visão de pássaro e nem mesmo a ver uma empresa como um sistema que deve ser regulado com eficiência. Somos forçados a buscar fora o conhecimento fundamental e dialético que deveria estar embutido na grade do curso.

        Não vejo problema em um profissional de TI, Design ou Arquitetura entender somente a lógica de sua atividade individualmente, mas um curso de ADMINISTRAÇÃO deveria ensinar um mínimo sobre como lidar com profissionais de areas distintas, capacitar o aluno a ver e lidar com o conjunto da obra, e não somente com os balanços patromoniais. Triste pra caralho isso.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        O curso de Adm lá da FECAP? Acho que pegou pesado. Eu não conheço outro curso de Adm na cidade de SP que ofereça Lógica como matéria obrigatória. Posso estar enganada.

        “Não somos ensinados a gerir, a raciocinar, a compreender, a ter visão de pássaro e nem mesmo a ver uma empresa como um sistema que deve ser regulado com eficiência. Somos forçados a buscar fora o conhecimento fundamental e dialético que deveria estar embutido na grade do curso.”

        Somos, senão, o que acontece nas suas aulas de Sociologia, Teorias de Administração, Comunicação empresarial, Lógica, Psicologia, Ética, cada uma com 2 semestres? Fora empreendedorismo, recursos humanos, gestão de projetos…E também há muita matemática, com certeza, mas já não era de se esperar? 

        Você sai de uma forma com outros sei lá quantos estudantes. Se destaca quem busca o algo a mais, processa e aplica a informação que recebe. 

        ps: não sou funcionária da FECAP =P(quiz: quantas falácias cometi acima?)

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Marcelle, vou responder aqui pq o Disqus não me permite colocar diretamente abaixo da sua resposta.

        Na real a FECAP é sim uma instituição acima da média, considerada por muitos a melhor privada do país, mas também se prende muito em conservadorismo -o que a torna mais “peneira” e menos “disseminadora de aprendizado”. Aqui e acolá vejo instituições menores que se arriscam e testam métodos de ensino diferenciados que podem funcionar até melhor do que os que estamos acostumados. O problema da FECAP é que ela está presa em seu status, teme por demais perdê-lo e acaba se amarrando em um método tão ou mais velho que a própria instituição. (Aliás, o mesmo problema de todo o sistema de ensino regularizado pelo MEC, creio eu, tentarei falar um pouco disso adiante)

        Lógica, Sociologia, Psicologia, Ética, Direitos Humanos e outras coisas (como, duh, TGA) são até que comuns nas grades de ADM (nessa vidinha de viajante eu já cursei em quatro instituições o mesmo curso, dessa vez espero terminar e foda-se), inclusive em uma que estive antes da FECAP tive um semestre de “Metodologia do Estudo”, uma matéria que não existe na grade desta e que simplesmente não entendo porque não está lá. Foi de longe a matéria mais útil do curso inteiro, em minha humilde opinião.

        Todas as disciplinas citadas acima podem até ter o objetivo de passar essa “visão de administrador”, mas são dadas de forma tão superficial que os alunos de quinto ou sexto semestre simplesmente esquecem de quase tudo quando começam a focar nas matérias de cálculo (dominantes na grade a partir do quarto semestre). Vira a página mesmo, “ah vi alguma coisa disso lá atrás, mas nem lembro mais”. É um curso complicado, que mira muito alto e não entrega o que promete, infelizmente.

        Eu acho mesmo que esse foco na “visão de administrador” deveria ser mantido ao longo de todos os semestres, e não somente abordados brevemente no primeiro e/ou no segundo, como ocorre normalmente. Acho que as instituições deveriam fazer mais no que diz respeito a estimular o pensamento crítico e auto-crítico do aluno, mas tudo o que consigo ver é um método engessado que o aluno ou engole ou diz adeus a uma infinidade de oportunidades profissionais.

        É fácil dizer que isso tudo é culpa do aluno, que não é proativo, que não corre atrás. Mas eu já acho que o aluno pode ser motivado por um sistema que busque mais entender suas necessidades, dificuldades e aptidões, onde o aluno não seja somente mais um número. Sei que to mirando alto demais ao falar isso, mas realmente é o que penso. Talvez algo que intercalasse aulas presenciais, atividades online e trabalhos complementares envolvendo visitações a exemplos reais do que deve vir, um dia, a ser seu ambiente de trabalho. Não sei, não estou capacitado a entregar uma solução para o problema, mas não acredito que eu seja o único a ver que HÁ um problema aí.

        E sim, entendi onde você quis quando relembrou minha antiga postagem a respeito do sistema educacional, mas acredito que isto só reforça meu argumento. MUITA gente jovem e cheia de talento(s) acaba tendo suas aptidões negadas ou subaproveitadas quando percebem não se adequar ao sistema de ensino tradicional. Tanto nas escolas quanto no ensino superior o sistema age de forma a “peneirar” os alunos, ao assumir que se não foi aprovado é porque necessariamente não aprendeu. É sempre o aluno, dificilmente vejo os próprios agentes do sistema olhando para si mesmo e se questionando se eles próprios não falharam em passar seus conhecimentos, a prestar o serviço pelo qual são pagos.

        Enfim, alonguei demais isso aqui, to com coisa pra caralho na cabeça e, por mais que não me falte vontade, não acho que consigo diminuir o texto e deixá-lo mais limpo ou direto. Não sei quantas falácias há em seu argumento, mas uma em particular me veio à mente quando li: A de número “20″ descrita no artigo, de argumento circular =)

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Imagina, Sandro! Argumento circular? Preciso de umas aulas de nivelamento com o Robinson então rs realmente não consegui identificar. Desfiei sua grade curricular e mostrei até uma postagem antiga sua afirmando que não está nem aí pro ensino e que “pretende quebrar o recorde de reprovações” rs…provei o meu ponto. Se eu me baseasse apenas no conceito de que “estou certa e fim de papo”, aí sim. Mas vou respeitar seu ponto de vista. Talvez esteja enxergando algo que não consigo.
        Apenas não encare como uma crítica destrutiva. Eu quero mais é que você olhe pra si e se pergunte “estou dando o melhor de mim? estou tirando todo o proveito do que me oferecem?”. Não proteste pondo o seu futuro em xeque, empurrando com a barriga pq não é do jeitinho que vc quer. Quando eu me senti insatisfeita com o conteúdo das aulas, agendei uma reunião com o coordenador, expus o meu ponto e em 2 dias houve uma completa mudança de postura dos professores. Pensei que fosse temporário, mas já faz mais de 2 meses. E olha que eu não pago um centavo por lá. Se vc sabe se posicionar, aumenta suas chances de conseguir o que quer. 
        Daqui a 5 meses, talvez vc comente novamente no Papo de Homem falando sobre os seus êxitos, e não sobre “fracasso”, como vc definiu sua vida acadêmica. É o meu desejo pra você.

        ps: concordo sobre a parte em que a instituição vive de conservadorismo.

      • http://www.otravezagain.blogspot.com/ Larissa Lira

        Falou o que eu queria dizer. Assino embaixo. O ensino da lógica melhoria muito as discussões dentro das salas de aula e na resolução de conflitos. O primeiro passo para resolver um conflito é uma comunicação real né não?

      • Eduardogreat

        Só uma coisa: não se põe o sinal indicativo de crase na preposição anteposta ao verbo.

    • Arthur Franco Ferreira

      No primeiro período de Sistemas da Informação que fiz, haviam 40 alunos. No segundo período, haviam 15. Adivinha o motivo? rs

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Se A, portanto B, logo C?

      • Arthur Franco Ferreira

        Perguntamos pra nossa coordenadora o motivo da queda tão brusca. A maioria dos alunos (que se prestaram a responder) disseram que imaginavam que a faculdade seria diferente. Que quando tiveram de lidar com lógica de programação, algorítimos e cálculo, não foi tão interessante quanto imaginavam heh.

      • http://herberthamaral.com/ Herberth Amaral

        A diferença é que falácias em algoritmos = bug :P

      • http://www.facebook.com/pmarcelotb Marcelo Tavares

        Havia***
        Haver, no sentido de ter ou existir, sempre no singular. ;)

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Concordo plenamente com o Guilherme, deveria ser mesmo matéria escolar, isso melhoraria o nível de conversas em qualquer esfera da sociedade, inclusive nas próprias escolar com professores impertinentes , donos da verdade ou despreparados.

    Nas esfera politica seriamos mais atentos às armadilhas de retorica tão comuns nos discursos de candidatos e autoridades, na mídia, em telejornais onde se usa muito dos apelo a emoção, o ad hominem  e o anédotica entre outras.

    Por fim peço que não levem esse comentário a sério, afinal de contas, ele esta exposto num site que fala sobre pau, grelo entre outras coisas de ordem, pasmem, sexual, nada bom pode advir disso.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Ei, por que não podemos levar algo a sério escrito num site que fala sobre paus, grelos entre outras coisas de ordem sexual, oras? :)

      • Juliano Ceconi

        Ironia?

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Por um acaso, Lógica é matéria obrigatória no 1º ano de Publicidade lá na FECAP. Toda terça-feira arranca lágrimas e suor de muita gente. Posso até ter boas notas, mas quase sempre lanço mão de uma falácia. É a maldita mania de ter respostas na ponta da língua. Identificar e avaliar um argumento exige prática. Principalmente nesta última semana, tenho procurado aplicar no meu cotidiano.
    Ouço/leio tudo com atenção e quase sempre percebo que não devo dar uma resposta. A não ser q eu *realmente* esteja a fim de provocação…aí vale usar 24 falácias, dvd com extras, chute no saco e escarrada. Não consigo afirmar que um dia estaremos 100% livres disso.

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

       É com o Robson? Curtia demais aquele jeito doidão dele =D

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

       É com o Robson? Curtia demais aquele jeito doidão dele =D

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

       É com o Robson? Curtia demais aquele jeito doidão dele =D

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

       É com o Robson? Curtia demais aquele jeito doidão dele =D

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        o próprio!

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Nunca vou me esquecer dele correndo em uma diagonal pela sala e pulando em cima da mesa de uma menina e falando “AMORZINHO, XUXUZINHO, vai prestar atenção na aula não? Ó, eu até pulo na mesa! Mas se não bastar, por favor retire-se da minha classe ^^” hahaah

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        ou quando ele me flagra checando o celular, vai como uma águia até a minha mesa e diz “EU QUERO VOCÊ SÓ PRA MIM” ahahahaha

    • Carvalhosemv

       A lógica já é ensinada nas escolas, chama-se Matemática. Disciplinas de
      exatas te ensinam  a pensar logicamente, vale física, estatística,
      matemática financeira…cálculo. Só que a maioria foge das aulas de
      matemática, e muitos cursos enfiam matérias de humanas que mais
      atrapalham que ajudam. Fiz ADM na USP e aprendi sobre admininistrar mais com os os engenheiros do que com os sociólogos…

      Quanto à parte das falácias em si, boa parte delas são armadilhas argumentativas, truques de linguagem. Para se defender deles tivemos na escola Redação e Interpretação de Textos. A esmagadora maioria das pessoas não é capaz de compreender textos complexos ( vide sucesso do Twitter) nem explicar seu ponto de vista com clareza. Faltou estudo lá na escola básica…

      Claro que estudar filosofia mais tarde ajuda muito, mas para isso é preciso dominar o idioma e conhecer os fundamentos da lógica. Portugês + Matemática na veia….o resto vem sozinho…

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Gagueira?

        Certo, falando sério…é uma boa linha de raciocínio, mas diria que na Lógica se exercita o bom senso e a eficiência nas relações humanas. Não é só interpretação de texto.

        Sobre o sucesso do Twitter, não atribuo à falta de entendimento. Poderia ser a perfeita ferramenta lógica.

        Bjs

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Interessantíssimo! Obrigada!!
    Havendo duas coisas que são certas, uma é que devemos evitar tais falácias; e outra, que jamais conseguiremos nos livrar completamente delas.

     

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

    Um outro resumo visual sobre falácias lógicas, ainda mais abrangente.

    http://www.informationisbeautiful.net/visualizations/rhetological-fallacies/

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Muito bom, cara! 

      Bem direto e mais completo mesmo. Adorei. Pena que esse assunto já é pesado mesmo quando em português “normal”, como aqui nesse texto, então é muito mais em inglês. Completamente inacessível pra muita gente. 

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

        É, e acho ele completo demais para uma pessoa não-introduzida no assunto.
        Melhor primeiro assentar o básico e aprofundar depois, para não sobrecarregar.

  • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

    Valeu, Paulo!
    Material foda, organização gráfica bem interessante. Guardando aqui como referência ;-)

  • Patrizia Bittencourt

    Caro Fabio,

    É um assunto realmente apaixonante! Todos estes estratagemas fazem parte da “Dialética Eristica”, ignorada por muito tempo, que voltou à tona com os estudos de retórica relançados à moda nos anos 80, mais ou menos. Quem os estruturou em um livro e o deixou inacabado foi Arthur Shopenhauer e a única tradução é do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, única pessoa no Brasil que fala disso com total propriedade. Se puder dê uma olhada no livro que desmascara os esquemas de argumentação maliciosa e falsa. Um abraço, Patrizia Bittencourt 
     
    COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZAO EM 38 ESTRATAGEMAS (DIALETICA ERISTICA) , SCHOPENHAUER, ARTHUR.

  • Marcos Augusto Nunes

    Acho que faltou aí o diversionismo; aquela desconversa para não ter que encarar o assunto de frente, daí se foge para a frente oferecendo outro assunto, não raro colocando esse outro assunto como algo que o primeiro tenta esconder quando propôs o assunto inicial ou ainda outros que vão se alternando na ordem do dia.

    Exemplo: agora tudo o que o governo federal faz, promove, publica, não passa de cortina de fymaça para ocultar o mensalão, quando na verdade a oposição usa este argumento para fugir ao destaque dado à CPI do Cachoeira, que a aflige por atingir várias de suas figuras de proa (independentemente de atingir outras do governo federal ou a ele ligadas).

  • Patrizia Bittencourt

    Esse assunto é apaixonante mesmo!
    Estes estratagemas fazem parte da Dialética Erística, esquecida por muito tempo e voltou à moda nos anos 80, mais ou menos quando foram recuperados estudos de retórica. Foi Arthur Schopenhauer quem as estruturou em um livro inacabado traduzido e comentado pelo filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, uma das únicas pessoas no Brasil capazes de falar sobre isso com propriedade. Dê uma olhada no livro que desmascara os 38 esquemas da argumentação maliciosa e falsa. Um abraço, Patrizia Bittencourt. Livro: COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZAO EM 38 ESTRATAGEMAS (DIALETICA ERISTICA) , SCHOPENHAUER, ARTHUR

    • Carvalhosemv

       Esse livro é muito bom realmente. Vale a pena comprar.

      Quanto ao texto, muito interessante mas um pouco complicado demais…24 falácias??? Mais fácil lembrar de 3…

  • http://twitter.com/amanteeconomico Amante Econômico

    Uma das coisas mais úteis que eu já li na internet.
    É pra imprimir e ficar sempre checando se estamos caindo nessas falácias.
    Aliás, o que eu mais encontro são falácias no meu dia-a-dia, só não sabia que existia uma ‘classificação’ delas. rsrsrrsrs. Agora será muito mais divertido entrar num debate depois disso.

  • http://www.facebook.com/mariana.benedett Mariana Benedett

    Vou fazer o possível para não usá-las!!! hehehe
    P.S.: Pra mim, a união de todas as falácias resulta na religião.

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    Se a Filosofia fosse levada a sério nas escolas acredito que o caminho natural seria aulas de retórica.

  • Xiton

    Assim você Marcele e o grande Sandro, também faço FECAP ( adm 7 semestre), e vi como as aulas de lógica são realmente imporantes. Assim, posso afirmar com base no que já tive, que esse artigo está fodástico demais, tudo resumidamente bem explicado, com exemplos e que para um leigo ( acho que ainda me considero um!) consegue entender com facilidade.

    Parabéns, mais uma vez Fabião!

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Questão: usar-se de lógicas puras no dia-a-dia não significa ser “certinho demais”? Imaginem se o mundo não tivesse falácias, se tudo fosse dito-pelo-não-dito?

    • Carvalho

       Seria mais simples…o que é dito é o que se quiz dizer. isso dá chance ao assunto andar, qualquer que seja ele…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Talvez não. É o que fiquei pensando aqui. Falácias revelam muitas vezes a intenção psicológica da pessoa. Uma pessoa recorrer a uma falácia significa que aquele assunto ou ela quer que seja totalmente explicado para ficar claro a ela, ou que a situação fique a favor dela.

        Como disseram, muitos não se dão bem conversando sem falácias. “A gente” sempre acaba apelando a algo para provar que A é A, B é B e por aí vai. Inclusive, as vezes creio que buRRocratizamos as coisas para falar “ah, esse não merece nossa atenção, erra demais, não usa as palavras corretamente, usa-se muitas falácias”. Segregamos por inteligência.

        (Aí vão falar que neste comentário estou usando “apelo a emoção”, “apelo ao anônimo”, etc… )

        Penso que se for usar-se de lógica pura para a vida, para começar, não teríamos emoções. É o que penso e posso estar errado.

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Muito bom, deveria ser leitura obrigatória mesmo. Eu tendo ao 22, mas não como maneira de provar que se aconteceu comigo, necessariamente, vai acontecer com outrem, mas pra exemplificar melhor os meus argumentos, mas realmente, dá pra soar como se eu estivesse agindo de outra maneira. 

    Artigo altamente aplicável nas discussões que rolam por aqui!

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Na verdade, é um artigo aplicável a qualquer discussão. Só que tem um porém, todos nós em algum momento acabamos usando falácias. Queremos provar que A é A, só que pelo nosso ponto de vista.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000798431089 Vinícius Santos

    Obrigado Fábio pelo texto, vou estudar mais a fundo para melhorar a minha argumentação e discussões.

    Favoritado!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000798431089 Vinícius Santos

    Obrigado Fábio pelo texto, vou estudar mais a fundo para melhorar a minha argumentação e discussões.
    Favoritado!

  • https://www.facebook.com/leonardocosta81 Leonardo Costa

    Uma das falácias que percebo ” Tal pessoa disse uma inverdade sobre você, se aceitar qualquer convite dela é porque você concorda com o que ela falou “

  • Ceci

    Muito bom! É o tipo texto que mais apreciei neste blog.:D 

  • http://www.facebook.com/nunosancha Nuno Sancha

    Lembro-me como se fosse ontem a primeira vez que estudei matemática elementar e depois lógica aplicada à computação, primeiro estranha-se e depois entranha-se, sofri para tentar entender a lógica da lógica (humm talvez ainda não tenha entendido), mas acabei por gostar do assunto quando abandonei o curso e vi a lógica a funcionar no mundo real em argumentos, aquela simbologia matemática de repente fazia sentido, apesar de ter seguido para uma área que hoje em dia me deixa muito feliz, agradeço pelo tempo que passei estudando lógica, algoritmos e cálculo. Agradeço também pelo esforço que tiveste em traduzir isto, espero que o teu esforço seja compensado por debates mais lógicos e menos falaciosos na World Wide Web.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    A se pensar: falácias elegem presidentes.

  • Marcelo de Assis

    Esse número 3, o apelo emocional, acontece demais nas nossas mães e namoradas.
    Vai tentar rebater estes argumentos delas pra você ver…

  • Mari Dias

    Já vivenciei todas, a ponto de dar um nó na minha mente. Inclusive já usei algumas 
    quando não tinha profundidade sobre o assunto. Em debates fervorosos na internet, o mais comum é alguém  começar a criticar seu português porque já não tem mais argumentos lógicos para refutar suas ideias. 

  • http://profile.yahoo.com/4CVQUITMUGUSUG2PDN3F6TOA2E Felipe

    A falácia mais cometida pelos anti-evolucionistas:

    ESPANTALHO, com a famosa “retórica”:
    SE O HOMEM VEIO DO MACACO, PORQUE AINDA EXISTE MACACO?

  • Breno Tiki

    Usamos muitas falácias propositalemente pois sempre queremos ganhar a argumentação ao invés de construir conceitos

    EM tempo: quantas falácias já surgiram nos comentários deste post?

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Excelente!

      Aí vai saber, as vezes o que é falácia para um, não é para outro.

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Uma não é algo passível de interpretação. Ou é (e tu pode provar que é), ou então não é.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Digo que muitas vezes pegamos conceitos pessoais. Para a pessoa, aquilo não é falácia, para nós, somos. Tive tempos atrás uma discussão sobre pirataria tempos atrás (e que o burro teimoso que vos digita, na auto-raiva, acabou apagando boa parte dos posts feitos), e noto que um cara que é contra a pirataria sempre vai usar a lei (e a experiência pessoal de não receber ou ter o trabalho copiado) como escudo e vai acusar o cara de criminoso. Quem apóia a pirataria, vai defender a atitude acusando o cara de enriquecimento, de anti criativo, etc… etc…

        Muitas discussões polêmicas acabam tendo sempre dualidades não resolvidas, pois ambos vão sempre defender seus interesses. Logo, o que argumento verdadeiro a um vai ser falácia a outro. Um não vê o lado do outro.

    • Thalita Rissi

      Perfeito! Precisamos vencer o Ego, e buscar a verdade!

  • http://www.ahduvido.com.br ahduvido

    Eu preciso desse post para o meu blog, PRECISO! Hehehehhe. Mas é impressionante como todas essas falácias são aplicadas, em especial, na Internet. Existe algum problema em copiar e creditar vocês? Achei o post excelente. Estava procurando algo assim faz tempo. 

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Nenhum problema, meu caro.

      Pedimos o seguinte:

      - nos linkar ao começo, enfatizando autoria
      - não usar o mesmo título ou reproduzir o texto na íntegra – apenas parcialmente. ou o Google nos penaliza na busca, por conteúdo duplicado.

      Grande abraço!

  • http://twitter.com/thiagoskald Thiago Monteiro

    Vou falar o que todo mundo deve ter percebido. O lugar onde mais ouvimos essas falácias são em discursos políticos e religiosos. Principalmente as nº 16 e 20.

  • Dennis

    Ao ler a falácia n. 21 (Apelo à natureza) lembrei de uma letra do Planet Hemp que dizia “uma erva natural não pode te prejudicar”. Na verdade, nem tudo que é natural é necessariamente saudável. Chumbo e mercúrio são elementos naturais e altamente tóxicos.

  • Cesarnic

    Muito bom! 

    Vai ficar nos meu favoritos

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1794349925 Ana Elisabete Soriano

    Para quem está acostumado com foruns de debates no orkut, isso não é nenhuma novidade. Na verdade é a prática mais comum de foristas, principalmente de evangélicos, crentes insuportáveis e racistas homofóbicos idem.

    • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

      Falácia lógica argumentativa número 6: Ad hominem (ou melhor, Ad religio).

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1794349925 Ana Elisabete Soriano

        Veja bem meu querido, não tenho nada contra crença de ninguém como o senhor fez transparecer, o que falei foi contextual, sobre o que factualmente ocorre nos fóruns, não ataquei diretamente ninguém, tampouco aatquei argumento de alguem aqui com base em crença religiosa – fail épico seu –  relatei o que costuma a ocorrer com frequencia. Se duvidas vá la ver por si mesmo e tire suas conclusões.

        abç

      • alexmamed

        não ataquei diretamente ninguém (evangélicos, crentes insuportáveis e racistas homofóbicos idem). aheuhauehauheuaheuahuehauehuaheuahe

  • http://www.facebook.com/romuloviana Romulo Viana

    “Maconha é natural, não pode fazer mal.”

    Isso seria um exemplo do item 21?

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      Não, Romulo. Seria se *consumir maconha* fosse natural – não a *maconha*

      Agora, esse argumento de que maconha é bom porque é natural é bem burrinho né? Se é bom simplesmente por ser natural, poderíamos consumir qualquer planta ou coisa da natureza ;-)

  • Rodrigo Saraiva

    Existe um livro muito interessante sobre o tema chamado: Stephen’s Guide to the Logical Fallacies.
    Ele pode ser encontrado traduzido aqui: http://str.com.br/Scientia/falacias2.htm

  • Frederico Muller

    Cara, excelente!

    Com conhecimentos como este, podemos evitar que aceitemos certos conceitos.
    É praticamente um escudo contra a hipocrisia…

  • Pingback: Sistema de Saúde: modo de usar | Papo de Homem

  • http://www.facebook.com/adriana.fayadcampos Adriana Fayad Campos

    Vejam esse link:
    http://www.humornaciencia.com.br/miscelanea/irrac.htm
    Mais absurdos pseudo-argumentativos e alguns, hilários…

  • http://www.facebook.com/marcela.mendes.526 Marcela Mendes

    lógica aplicada ao direito, você por aqui?!

  • Pingback: Seis dicas de Arne Naess para um bom debate | PapodeHomem

  • Pingback: Ser dono da verdade é uma grande merda | PapodeHomem

  • Pingback: Ser dono da verdade é uma grande merda | Mugango

  • http://www.facebook.com/FernandoMDB Fernando Malheiros Dal Berto

    Sugestão:

    Assim como existem os plugins para tweeter, facebook e g+1 ao lado das matérias facilitando o compartilhamento, o site poderia incluir um botão imprimir. Assim facilitaria a impressão apenas do artigo. Alguns valem a pena o papel da árvore derrubada, esse é um deles.

  • Filipe

    Está faltando uma… A falácia da Regressão Infinita (Infinite Regress). Seria legal colocá-la.
    Abraços e ótimo trabalho.

  • Pingback: Mulheres também gostam de olhar | PapodeHomem

  • Pingback: FIZ Magazine

  • Hellraiser

    “Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas”… Isso foi tão absurdo, que li todos os comentários pra ver se alguém ressaltaria o ponto, ou se o autor explicaria que foi uma ironia ou algo assim. Mas não há nenhuma indicação de que tenha sido ironia…

  • Zé Maria

    Seria interessante também postar algo sobre a crítica que Nietzsche e seus seguidores (Foucault, Deleuze etc) fizeram à racionalidade instaurada por Sócrates, Platão, Aristóteles e Descartes, com sua pretensão de ser a ferramenta da verdade. Entendo que este não é um blog de filosofia, mas sempre é bom expor os vários pontos de vista sobre uma questão, ainda que sucintamente. É interessante questionar não só a pretensão de possuir a verdade, como a própria noção de verdade em si. Talvez o mundo esteja como está justamente por causa dessa racionalidade socrático-cartesiana, segundo a qual “só o que pensa existe” e tem mais valor. Em vez de brigarmos entre nós para ver quem tem razão, talvez fosse o caso de abrirmos espaço para um pouco de “Desrazão” como forma de tornarmos nossas vidas mais criativas. Pela dissolução do sujeito lógico ocidental! Pela afirmação de uma nova subjetividade! Ser ou vir-a-ser (devir), eis a questão…Abraços.

  • Carlo

    muito bom, mas cuidado com o português… envieSar e não “envieZar”…

  • http://www.facebook.com/bernardo.lepore Bernardo Lepore

    “Beltrano declara que uma chaleira está, nesse exato momento, orbitando o Sol entre a Terra e Marte e que, como ninguém pode provar que ele está errado, a sua afirmação é verdadeira.”

    Olha que curioso, “Beltrano” soa parecido com “Bertrand”.

  • Pingback: Suicídio: sem justificativa | WTF #15 | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/agages Hugo Fellipe

    Sempre foi muito útil pra discussão paterna hahahahhha

  • Pingback: Não cometerás nenhuma dessas 24 falácias lógicas | Portal Conservador

  • Pingback: Sobre dinâmicas saudáveis e atritos em nossa comunidade | PapodeHomem

  • Fabio

    Tem coisa aí que nem é falácia. Sem falar que vários exemplos não são exemplos da falácia que pretendem explicar. Inaugurou uma nova falácia: a falácia do eu sei explicar o que é uma falácia.

  • http://flaviomorgen.blogspot.com Flavio Morgenstern

    Se querem entender por que eu recomendo que vocês PAREM de usar a palavra “falácia” antes de um bom curso de retórica e dialética, basta ler esse “manual” explicando falácias na internet. Em pelo menos 80% dos exemplos expostos, o exemplo dado NÃO comente a tal falácia que é “explicada”.

    Isso quando a explicação da falácia não está errada (um debate político gratuito na internet para quem adivinhar qual foi a primeira), ou quando o exemplo dado sequer uma falácia é (mania de chamar erro ou manobra retórica de “falácia” por achar o nome pomposo e “científico”).

    Reclamo sobretudo por citarem um texto meu logo no começo (“Já falamos aqui…”). Um texto que começa mostrando que, em debates na internet, 99% das pessoas usa a palavra “falácia” erroneamente. Seria até um apelo à autoridade isso? ;)

    Brincadeiras á parte, falácia é um erro lógico num argumento. Diria eu que TODA falácia é alguma espécie de non sequitur – apenas vamos as categorizando conforme alguns usos se tornam comuns. Se algo não é um argumento (premissa maior, uma quantidade de premissas menores não menores do que 1, conclusão), não tem como haver falácia. Tem como haver mentira (“Não roubei”), manobra retórica (“Meus amigos, eu não roubei”) ou pura falta de caráter.

    Vide o exemplo 10 dado. Sequer um argumento é. Aliás, sequer uma proposição, uma parte de um argumento. Apenas se usa uma técnica retórica para causar repulsa (“você está usando drogas”).

    Notem como a famosa Dialética Erística de Schopenhauer, traduzida e comentada recentemente por Olavo de Carvalho com o título “Como Vencer Um Debate Sem Precisar Ter Razão”, cita muito raramente a palavra falácia, corretamente mostrando que a maior parte do que se faz NÃO é falácia.

    Enfim, triste ver que a internet se municia cada vez mais pra virar uma guerrinha pra ver quem sabe o nome de uma falácia sem saber do que está falando (e errando em 99% das vezes que profere o termo), como se fossem golpes de Street Fighter. Lembrando sempre que juntando ki o suficiente na barrinha de especial dá pra soltar um post hoc ergo propter hoc com meia lua pra frente e os dois de soco.

    Imagino Sócrates interpelando Górgias na Ágora e começando a berrar: “Falácia do espantalho! Ad hominem!”

    Aliás… http://curmudgeonjoy.blogspot.com.br/2012/08/thermippos-complete-dialogue.html

    • http://flaviomorgen.blogspot.com Flavio Morgenstern

      Por sinal, escrevi um longo post no Facebook que cabe bem como comentário a este texto:

      A FALÁCIA DO ESPANTALHO virou a nova modinha da internet. QUALQUER discussão na internet, maior ferramenta criada pelo homem para compartilhamento de vídeos de dupla penetração, terá sempre alguém que sacará o PMFB (Pequeno Manual de Falacias de Bolso™) para usar um termo com pinta de complexo e científico e achar que está indo contra argumentos de autoridade (inconsciente de que está, justamente, tentando dar uma autoridade artificial à sua falta de talento dialético).

      A modinha dos primórdios era não perder uma oportunidade de perder uma oportunidade de aplicar a Lei de Godwin, comparando tudo com Hitler. Essa pentelhação gerou dois efeitos: deu um disfarce perfeito para os que REALMENTE têm um programa parecido com o nazismo (controle estatal através do sindicalismo, iniciativa privada existente apenas para criar empregos que o Estado nunca conseguiria criar, centralização das decisões num grupelho de ideologia definida como irmandade e, claro, um discurso fortemente anti-comércio e ultrapassando as raias do racismo contra uma etnia que o dominou – sério, esquerdistas, vocês acham que Hitler, hoje, teria um discurso diferente do seu NO QUÊ?!?!), além de ciar um clichê tão chato que, quando algo DEVE ser comparado ao nazismo (cf. parêntese anterior), perde caralhosamente a força.

      Então veio a segunda onda. Os neomasturbadores mentais. Era o Comitê Recursivo Ultra-Jovem do “Ad Hominem”. Estes adolescentes tinham em comum tão somente o fato de serem chatos que só a linguagem de Martin Heidegger, com um conhecimento de filosofia clássica radicalmente inverso. Durante a primeira onda, ainda era possível sobreviver decorando o que era post hoc ergo propter hoc, um dicto simpliciter, saber que uma contradicto in adjecto pode gerar uma reductio ad absurdum, mas que o contrário era impossível.

      Mas tinha a turma que ficava sempre em último lugar nas discussões, e resolveu criar uma contra-ofensiva em bando. Esta segunda onda do Ad Hominem achou que aprender a decoreba de 5 expressões em latim era muita trabalheira, e decidiu chamar TUDO de ad hominem. Mas não tudo, TUDO MESMO, meu nêgo. Aliás, te chamei de meu nêgo? Ad hominem. Disse que você é chato? Ad hominem. Disse que não aceito argumentos sobre o mensalão ser uma mentira vindos do blog do Zé Dirceu? Ad hominem. Mandei tomar no cu? Ad hominem. Acabo de ver que uma crítica aos dados da UNICEF sobre redução da maioria penal é, ADIVINHEM?, ad hominem. SANTÍSSIMA CARALHA DA DIALÉTICA ARISTOTÉLICA, aprendam que ad hominem é um troço BEM MAIS RARO do que vossas cabecinhas infanto-juvenis pensam e parem de chamar tudo das únicas duas palavras em latim que descobriu num manualzinho de internet!

      Agora chegamos numa nova leva. São os perobentos da “falácia do espantalho”. Conseguiram piorar o que já era ruim. A falácia do espantalho é uma modalidade de ad hominem (ou seja, algo ainda mais raro do que o que já era raro), de exagero e falsificação meticulosa e premeditada da posição do caboclo. Algo que, via de regra, é feito lenta e buriladamente (não consigo falsificar o que você pensa em duas frases, mas sempre dizem “falácia do espantalho!!!”, o que me faz pensar que tenho um talento dialético filho da puta, de matar Quintiliano de inveja). Qualquer definição genérica quando o energúmeno quer se ater a um detalhe particular é “falácia do espantalho”. Qualquer inversão de palavras numa citação é “falácia do espantalho”. A mais inocente piadinha, ironia ou deboche com as conseqüências mais inescapáveis do que o micróbio defende sem perceber tais conseqüências (e, portanto, acredita que não as defende) é “falácia do espantalho”.

      São umas azêmolas incapazes de tirar uma nota maior do que 1 numa prova de Retórica, uns zé-goiabas que não saberiam dizer se Tertuliano é discípulo ou crítico de Cícero, se Lísias é discípulo de Sócrates ou se é “sofista” (outra palavra usada errada em aproximadamente 258% das vezes em que é citada na internet), se Perelman trata a nova retórica do mesmo jeito que São Bernardo trava a dialética. Mas tão lá, usando termos técnicos sem o mais remoto rigor científico jurando que estão causando. E FODENDO a vida de quem quer que estes termos continuem sendo levados a sério e servindo para separar o joio do trigo, e os fragorosamente otários dos apenas levemente torcedores do New England Patriots.

      Aprendam: erro é uma coisa. Falácia é outra BEM diferente. Generalização é uma coisa aceitável. Generalização excessiva é outra bem distinta. Vocês não sabem nem diferenciar premissa de argumento sem correr pra Wikipedia e querem saber como funciona falácia de uso específico?! E, pior para vocês, seus destruidores da língua latina que só sabem decorar termo bobo como se fosse magia de Harry Potter, perceberam que o uso que vocês fazem do nome da falácia justamente aquilo que acreditam que ela faz: usam uma falsificação de seu nome achando que conseguem fazer um apelo à autoridade científica, sendo que estão dizendo uma coisa que nada tem a ver com o que o nome dela significa. Criam um espantalho do espantalho.

      PARABÉNS ADOLESCENTES POR FODEREM O TRABALHO DE QUEM FAZ CIÊNCIA MAIS UMA VEZ. E leiam isso, que nunca esteve tão atualizado: http://papodehomem.com.br/manual-compacto-de-como-foder-por-completo-uma-discussao-na-internet/

      http://www.facebook.com/1529993855/posts/10200995063228684

      ;)

  • wellfik

    Há um erro nessa lista que aliás é muito comum em listas do tipo e até mesmo entre filósofos e icones importantes da área. A falácia Inversão do ônus da prova. O onus da prova não é de quem afirma, afinal afirmações são obrigatorias em qualquer discussão. Então na verdade o onus da prova não é de quem afirma, mas de quem quer convencer um exemplo.

    Eu acredito que Deus existe. Eu acredito que Dilma seja honesta. Então eu posso formular duas afirmações sem ter o onus da prova:

    Deus existe.
    Dilma é honesta.

    Enquanto eu não estive tentando convencer/import a alguem de minhas posições eu não tenho qualquer onus de prova, isso é apenas um conjunto de crenças pessoais minhas, que sem apresentar indicios tem 50% de chance de estar correta e 50% de chances de estar errada.

    No entanto já discuti com ateus que tentam me impor o onus da prova mesmo eu não tentando convencer a ninguém.

    Um exemplo de uma discussão do tipo

    A: Deus não existe.
    B: Deus existe. é o que acredito
    A: Se Deus existe prove. (opa inversão do onus da prova)

    B: Eu não preciso provar nada. É vc que está tentando convencer que Deus não existe. Portanto é vc que precisa apresentar provas, ou então eu fico com meus sistema de crenças e vc com o seu.
    A: A ciencia nunca achou provas da existencia. (opa mais falacia). e tome-le monstro do macarrão, e tome-le bule voador, e tome-le unicornio e tome-le ciencia, e blablabla

    B: Tambem nunca achou provas da inexistencia. E falta de provas da existencia não signfica prova da inexistencia.

    Fica claro que que a pessoa A está tentando a todo custo convencer B de que Deus não existe. Ora se ela tenta convencer ela tem todo o onus de provar. O A só terá algum onus no momento em que tentar convencer B de que Deus existe. Enquanto um ou outro não apresentar algum indicio de que sua parte pode estar correta as chances continuarão de 50/50 para cada lado. Falta perceber que a ciencia não tem poderes ilimitados e que ela é formada exclusivamente pelo observavevel + logica. A partir do momento que algo escapa do observavel fica dificil obter provas para concluir o pensamento hipotetico-dedutivo.

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  • Rodrigo

    Parabéns pelo texto. Senti falta da associação de recursos para defender-se das falácias e numa busca superficial encontrei os links abaixo:

    (1) http://ateus.net/artigos/ceticismo/guia-de-falacias-logicas-do-stephen/

    (2) http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/aprenda-a-defender-se-contra-as-falacias-dos-clientes/27324/

    Gostaria que validasse os links para tais defesas e indicasse outras fontes.

  • Zequinha

    Deveriam adotar a falácia do pombo enxdrista. Aquele que joga as peças no chão, suja o tabuleiro e sai cantando vitória. Muito comum.

  • Saulo Dias Silva

    Quem dera se isso fosse ensinado nas escolas desde cedo e se todo mundo usasse isso na sua vida , o mundo seria um lugar melhor, faco das minhas palavras as do Guilherme Nascimento Valadares.

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  • Henrique Pessoa

    Pena que a falácia seja dom dos ignorantes.
    Esse guia na verdade serve aos dignos, os outros continuarão se valendo desses meios baixos kkk.

  • Paulo Ratti

    Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas

    Hahahahaha

  • Pablo Marcial

    Artigo de utilidade publica.
    Mas é preciso tomar cuidado pra não cair sempre no ceticismo.

    Estudar epistemologia é muito útil também na construção de um pensamento lógico.

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  • Vanessa Noland

    Ah! Quantas vezes eu paro de conversar com alguém, exatamente porque a pessoa não permite uma discussão saudável, e fica tentando sobrepujar quem somente está dialogando, querendo trocar informações, somar conhecimento…Adorei a lista! Acredito que vou ter que imprimi-la e usá-la como estatuto nas próximas conversas de bar.

  • Ramon Machado

    Uma falácia muito comum hoje em dia é uma técnica de dispersão conhecida como ad hitlerum que é associar o argumento do adversário ao nazismo e ao fascismo,quando o adversário cai nessa falácia ele perde mais tempo discutindo sobre o nazismo e o por quê seu argumento não tem nada a ver com o assunto,do que argumentando seu posicionamento.

  • Tarciano Gonçalves Dias

    A “Falácia da Falácia” é a mais curiosa de todas, a pessoa tendo o conhecimento de reconhecer uma falácia argumentar que fulano cometeu uma para supostamente vencer a discussão quando na realidade esta cometendo o mesmo erro e segundo seu próprio raciocínio esta perdendo a mesma. Que doidura. Mas depois de ler o artigo fico feliz de ter evoluído tanto em tão pouco tempo, obrigado Sr.Fábio.

  • Leonardo Pessoa

    Por que eu não li isso há dois anos atrás?

  • Wagner Cesar

    Cagando um monte de regras pra dizer o que eu devo fazer em uma discussão ou não…

    Quantas regras quebrei galera?

  • henriquearake

    Lembrando apensa que o livro do Schoppenhauer está inacabado. Esse livro, e o título, foram completados pelo Olavo de Carvalho. A leitura da introdução é imprescindível e, de toda sorte, é uma obra derivada do Topica de Aristóteles.

  • Bruno Rosa // TaRuGo

    Vou imprimir e levar pro bar.

    • Bruno Rosa // TaRuGo

      Pessoal do Papo De Homem, favor fazer uma versão “imprimível”, Obrigado.

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  • Edilson

    Conhecem:
    Como Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão
    Arthur Schopenhauer

    ?

  • Lorena Muricy

    Didático e de excelente conteúdo. Obrigada por compartilhar.

  • http://Batimafeiradafruta.com Fabio Silva

    Esse post foi feito pra todos, mas especialmente pra quem compardtilha Tv Revolta?!
    A cada compartilhamento de um amigo meu de algo da Tv Revolta, vou compartilhar

  • Paulo Mota

    Sou um pecador, ou melhor, falacioso algumas vezes =/

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