Papo de Homem

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Estilo e Atitude com Beth Vieira – 3


Publicado por Beth Vieira em 26.5.2007 às 17:56 em Lifestyle, Principal

Lembro que no primeiro texto que escrevi aqui para o Papo de Homem falei de estilo e atitude. Estas duas palavras são a cara da moda. Em moda até se banalizou um pouco a força delas, principalmente a palavra atitude.

No fundo ambas se fundem em uma só, personalidade. Ou pelo menos deveriam. E quem tem personalidade, pouco se importa em ter ou não ter. E isso faz toda a diferença.

Atitude é muito mais do que pose para foto ainda que para muitos seja só isso. Banalizada, a atitude parece algo como “Sou o que sou, e daí, vai encarar?!”, no entanto, muito mais que uma afronta, tem horas que parece mais uma necessidade de aceitação, pelos outros e por si mesmo.

No primeiro post aqui no PdH falei de tribos urbanas e sobre o estilo mais “radical” do menino de boné, lembram?! E ele depois que leu o post com a minha opinião fez um comentário.

    “Radical? Essa eu não sabia… Gostei! E o que você indica pra mim, fora este radical.”
    E minha resposta não podia ser outra.
    “Você está na idade que pode tudo! Seja o que quiser, quando quiser.”

Ser jovem é isso, poder abusar do estilo que quiser sem pecar. Ser demais, ser de menos, ser o que quiser porque é uma idade em que estamos formando a nossa identidade, porque não o nosso estilo? Aliás, o estilo também pode variar com o tempo ou ocasião, mas daí já seria outro post. Moda é comportamento e é isso que nos interessa. E é inegável não ver um típico exemplo dessa tal atitude, como sinalizador de um comportamento, nas fotos abaixo.

O rapaz da foto é quase que uma vitrine do estilo Street Wear. Tem toda a atitude de um amante do Hip Hop (pelo menos na foto) da pose e estética corporal aos elementos que compõem o visual. Volto a afirmar, é típico ao jovem agregar-se a alguma tribo urbana na busca pela própria identidade, primeiro identifica-se com o grupo, para só depois identificar seus próprios gostos.

E isso é bem interessante de ver na outra foto que ele mandou. Onde o seu colega (na foto) é quase um clone dele mesmo em estilo e atitude.

E se eu pudesse apostar na “achologia”, certamente nosso amigo e o colega estariam perfeitos para ir a um show dos Racionais. Fazer aqueles improvisos de poesia e música daquele jeitinho todo especial imitando batidas eletrônicas com a boca e se divertir horrores sem gastar muito.

Isto é, sem gastar muito com boagens. Mas sem economizar um real em roupas, tênis e acessórios, tudo em nome do estilo, ou melhor, da atitude. Personalidade? Bem, isso é com eles…

Se quiser ter seu estilo e atitude avaliados também, envie uma foto de corpo inteiro para o e-mail gnv.bhz@gmail.com . Todo Domingo vai sair uma nova avaliação com os corajosos que enviarem fotos.
Além de ser a primeira mulher a entrar na equipe do Papo de Homem, Beth Vieira tem 36 anos e é designer de moda com formação em duas escolas do Rio de Janeiro, a Cândido Mendes e o SENAI-CETIQT. Hoje trabalha com moda em confecção industrial, desenvolvendo coleções e estamparias para diferentes segmentos de moda masculino, feminino ou infantil.

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Outros artigos escritos por Beth Vieira

  • eu sou roqueiro
    eu tenho orgulho de ser roqueiro
  • Então pelo que li dos comentários dos colegas, toda roupa que utilizamos é para nos rotular. Eu não creio.
    Nem sempre usamos algo para rotular, ou demarcar nossa tribo, nosso estilo, nossa ideologia ou nosso gosto por algo, por uma banda, ou um clube.

    As vezes é questão simples de gosto e afeto pela roupa ou pela cor ou pelo desenho da mesma ou design. É querer ficar bonito ou que seja notado, ou que passe discretamente pelas pessoas ou quem sabe indiscretamente.

    Não concordo com a opnião que a roupa "rotula" a pessoa ou indivíduo que a usa. Pode alguém usar um all-star e não ser "emo" ou nem roqueiro lado B, usou porque gosta, porque assistia a Punk, a levada da breca (acho que era assim o seriado/desenho), usa um adidas porque gosta da qualidade e não porque deseja ser europeu ou retrô quando usa aqueles adidas estilo skatista.
    Sou muito mais adepto da opnião que devemos deixar de rotular a sim deixar as pessoas viveram os seus gostos.

    Sim, sim, existem quem se influência pelas tribos, pelo estilo de alguns, de artistas, de novelas e por ai vai, entretanto burrice seria nossa generalizar, pois como já dizia o sábio: toda unânimidade tende a ser burra.
  • Beth Vieira
    É... Estou com o Trodat... Sabe aquela coisa de que tudo pode, mas nem tudo convém? Só que sinceramente... Se o indivíduo "acredita" que pode. Quem ousa dizer o que não convém? E se ousar... De que importa? Isso é personalidade.
  • Trodat
    O estilo e a atitude não estão no que você veste, mas no que você faz. Se você manda bem, é craque no que faz, inventivo e criativo, pode se vestir igual a um jeca que todo mundo vai te admirar.
  • Cada um com seus gostos e com suas verdades. Não tem nada de mau você se vestir de roqueiro se não gosta disso, ou pintar o cabelinho de amarelo sem nunca ter pegado num pandeiro.
    Mas não reclame quando passar vergonha perto de quem entende de verdade da coisa.
  • "Quanto ao comentário do Muneo, não acho que uma camiseta ou um tênis faça você parecer ridículo, só pq pertence a outra “tribo”".

    A questao aqui nao é combinar ou nao. A questao aqui é de autenticidade. Mas enfim, IMHO eu acho que parecer que vc é de uma tribo, sem fazer parte dela uma pura falsidade.
  • Opiniões femininas nas roupas masculinas é o que há, realmente. =)


    Quanto ao comentário do Muneo, não acho que uma camiseta ou um tênis faça você parecer ridículo, só pq pertence a outra "tribo".

    Se ela estava usando camiseta dos Ramones pq achou bacana, qual o problema? Mesmo assim, as pessoas ainda conseguem identificá-la como sendo "patricinha".

    Eu até curto algumas bandas de rock, e às vezes ando com a galera roqueira. Mas nem por isso eu deixo de usar meu Nike.

    E tem dias que gosto de ir pra facul com meu All Star.

    Ser ridículo é não saber combinar roupas. E não vestir coisas que não pertencem a sua "tribo".
  • Sobre o assunto de personalidade, vão dizer que é uma opinião meio radical, mas abomino pessoas que usam camisetas de bandas de rock sem que nem saiba o que a banda realmente toca. Já vi uma patricinha(nada contra) usando uma camiseta dos Ramones. Ficou simplesmente ridículo! Perguntada se conhecia a banda, disse que não, mas achou a camiseta legal! =P

    Mas o que tem a ver com esse post? Tem tudo a ver! Você pode usar tudo, mas tome cuidado de não ser ridículo naquilo que veste.
    E o que é ser ridículo naquilo que veste?
    Tentar ter atitude através da roupa e, principalmente, querer parecer que faz parte de uma tribo que não é a sua.
    []s
  • Um beijo, gostei
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