Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Então ninguém tem pau, nem grelo, nem tara e ninguém goza?

Nayara Barreto

por
em às | Cultura e arte, Debates, Ladies Room



Link YouTube | Mr. Catra com Vanessa Popozuda: “Mama. Pega no meu grelo e mama. Me chama de piranha na cama. Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar”

No pensamento da sociedade ocidental, o sexo é tabu faz séculos. Vale lembrar que a scientia sexualis (salve Foucault) nos ensinou, em uma pedagogia bastante eficaz, que falar de sexo era proibido, visando assegurar um vigor físico e uma pureza moral. Isso, para mulher, se instaurou de maneira muito mais marcante ainda no século XIX. Esse “tabu”, o entrave em relação à livre falácia sobre os prazeres sexuais foi construído culturalmente, bem como tudo que envolve produção de sentido em um dado estrato social.

Sabe aquele dado de que “a história é contada pelos que venceram”? Pois é, poderíamos dizer que a “alta cultura” venceu e, junto com ela, diversos preceitos morais advindos do projeto de modernidade, que ainda povoam, e muito, o juízo de valor feito pelo senso comum? A arte criou ares e lugares de distinção, discriminação.

Juntando a proibição de se falar de sexo (o que data do século XIX, meu amigo) com a cultura da periferia (dos funkeiros), mais a opressão que a mulher viveu durante muito tempo em relação ao seu corpo e sua própria sexualidade, vemos um massacre “culturocêntrico” e moralista que parece não precisar de argumento algum para fazer sentido. Simplesmente é feio falar de sexo explicitamente e isso corromperá profundamente nossos filhos. Sexo? Corromper? Ah, claro, o grande problema é a promiscuidade.

Os pais se perguntam, “que será dessa geração que tem tudo tão explícito, tão solto, tão líquido e fugaz? Não seria um correlato meio torto da geração que aprendeu que a masturbação era doença e falar de sexo era proibido?”. A grande questão é que também foi essa construção histórica que nos ensinou que existia o público e o privado e alguns assuntos não deveriam ser tratados assim, à vista de todos. Para isso, existiam os lugares adequados. No entanto, hoje, as fronteiras estão borradas entre essas duas instâncias, mas o julgamento continua o mesmo.

O sexo: fazemos, falamos (com grande dificuldade) e, no entanto, não podemos ousar colocá-lo em um lugar de produção de sentido e conformador da cultura. Aí ele é categorizado como perversão. E a liberdade de expressão esbarra no sexo, numa realidade onde ofender e bradar aos quatro ventos o seu preconceito contra homossexuais e negros é defendido por muitos como “direito de livre expressão”, contraditoriamente, falar de sexo explicitamente é motivo de “pouca vergonha” e, claro, se for mulher, é puta e não se dá valor.

No entanto, todos esses lugares comuns que insistem em manter a mulher como um ser inócuo e manter o assunto sexo entre quatro paredes (ou dentro de um consultório médico, assim como no século XIX), não se renovam para compreender que o movimento de empoderamento do corpo (e toda a problematização que esse conceito traz) é um dado muito mais complexo que uma moral pré estabelecida possa explicar ou definir.

Então, dá licença, prazer, sou mulher e, sim, eu tenho um grelo.

Nayara Barreto

Nayara Barreto é jornalista formada em Estudos de Mídia pela UFF e mestranda em comunicação e cultura pela mesma instituição. Estuda pornografia, nudez e feminismo. É autora do O viajante e sua sombra.


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  • Rodrigo Cambiaghi

    3 palavras pra você Nayara:

    “Abre essas pernas” 
    - Velhas Virgens em 1997
    http://www.youtube.com/watch?v=zGhSZjHNv2E

    Valeska Popozuda fica no chinelo perto dos Velhas Virgens 
    Como que a galera acha que essa mulher é polêmica?
    Vocês esquecem que cantaram Mamonas Assassinas no colégio?

    • http://www.gustavosa.com Gustavo Souza Gonçalves de Sá

      Comparar velhas virgens com valeska? Ta de sacanagem né meu brother?

  • Cleberson Pertile

    Olha Nayara, sinceramente, acho que o problema não é esse.

    Falar de sexo é bom (inclusive os pais deveriam falar mais de sexo com seus filhos), fazer sexo é ótimo (se for responsável, melhor ainda), o problema está na vulgarização (vai me crucificar por utilizar essa palavra) e por usar a música como instrumento comercial de disseminação dessa ideia.

    Eu, como músico amador, grande admirador do poder de persuasão de uma trilha sorona (treino-me diariamente para “sentir” as músicas que ouço), fico profundamente triste em perceber que existem pessoas que criam músicas tão vazias de conteúdo… 

    Sexo é um assunto tão amplo, tão divertido, tão belo, é muito mais do que “piscar o cu”… Cito uma música: “Venha mulher, deixa de manha, minha cobra quer comer sua aranha!”. Veja a diferença, esta música tem ritmo divertido, que remete aos dancing days, passa exatamente a mensagem que quer passar sem enfiar um “buceta” no meio. Não tenho receio algum que as crianças fiquem “vazias” por causa das músicas que existem hoje, mas essa música é exatamente igual à maioria das músicas de “sertanejo universitário”. Cito um exemplo bem conhecido na mídia: ”Ai ai, ai ai ai ai, assim você mata o papai.”

    Que raios de canções são essas? O problema não acontece só nas músicas de “baixaria” (como a sociedade rotula), o problema acontece em todos os ritmos musicais! Uma canção é um conjunto de melodia e letra (que, nas mãos de um compositor talentoso, é uma poesia), mas hoje em dia as canções são apenas instrumentos de venda, são apenas produtos! O que os “artistas” querem é que toquem suas músicas em todas as baladas do Brasil e que todos os carros parados nos postos de combustíveis repitam incessantemente o seu produto. O cenário musical está infestado de artistas que fazem músicas só pra vender, não para passar uma mensagem, ou contar uma história, ou mexer com o ouvinte de alguma forma que só a música consegue mexer.

    As pessoas estão diminuindo o poder emocional de uma música e aumentando o seu poder comercial! Isso é horrível! Veja um bom exemplo: até mesmo o cara mais macho, de saco roxo, fica emocionado assistindo Titanic nos momentos que aquela velha conhecida música toca. Tem gente que, se assistir Titanic 5 vezes seguidas, chora nas 5. Tem gente que já viu quase 50 vezes e ainda se emociona, e as partes mais emocionantes do filme são potencializadas pela trilha sonora envolvente e emocional.

    Agora me diga, qual emoção você sente ao ouvir uma música assim? Criada em 5 minutos, onde as rimas foram simplesmente escolhidas (“O que que rima com cu, pra gente colocar na próxima frase?”), fabricadas, são sintéticas e sem emoção.

    Em termos do Layman, a música é um lixo. Tudo bem que o “gosto” pessoal deve ser respeitado, e já estou preparando minha mente (e meus ouvidos) para ouvir essa música saindo dos carros desfilando na avenida nos próximos dias, mas o que não entendo é como alguém pode PREFERIR esse estilo musical esdrúxulo e comercial, ao invés de música “foderosa”, música que mexe, música que alegra, música que emociona, música que aumenta seu batimento cardíaco… 

    Deve ser porque o estilo musical que uma pessoa gosta reflete sua própria personalidade. Deve ser por isso que as pessoas que mais gostam de músicas como “Sou cachorrona mesmo e ninguém vai me segurar, DAQUELE JEITO!” ou “Dou o cu de cabeça pra baixo” são, bem… funkeiros.

    Argh.

    • http://www.facebook.com/gogoulartbio Guilherme Orlandi Goulart

      Cleberson, concordo contigo. A minha tristeza em escutar uma música dessas não é escutar “vou apagar teu fogo com a mangueira do negão”…. e sim saber que a música, logo a música, que é um dos instrumentos mais eficientes em transmitir cultura com diversão e entretenimento, está virando isso. Rimas toscas, vocabulário tosco… e não vem me dizer “Ahh, mas isso é a realidade deles”. Tenho certeza que dentro da realidade deles ocorrem coisas muito mais interessantes, e que merecem serem transmitidas.

      Achei o texto pobre, superficial e reto. Eu também tenho cu, tenho cacete… mas a questão não é essa, sério.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

        Eu chamo isso carinhosamente de NÚSICA. É a não-música. 
        Brincadeiras à parte… sei que vão atirar pedras, mas a verdade é que se isso vende é porque tem gente querendo comprar. 

        Será que o povo está ficando burro, preguiçoso? Parece que ninguém mais quer ter que “pensar” para “entender/sentir” uma música. A mensagem tem que ser cada vez mais direta, tem que pegar o ouvinte de primeira. Tem que chocar.

        Por outro lado, não deixo de pensar: será que essa polêmica não é exatamente a mesma que rolou lá na época do surgimento do rock, por exemplo? Ou quando os ritmos africanos que deram origem ao samba, choro, e etc ganharam as massas no Brasil? O Jazz, nos EUA? Vamos lembrar que em suas respectivas épocas esses ritmos todos foram considerados inferiores, vulgares… levou tempo até ganharem o respeito que tem.

        Cleberson, concordo com você no poder da letra poética, divertida, brincalhona. Pessoalmente, prefiro. Mas também não acho correto decretar que uma letra assim é superior que a letra “pobre” que fala do assunto de forma explícita.

        Acredito na música/núsica (rs) como forma de expressão. Acho que o que nos choca aqui ver a forma com que a galera que produz/consome essas núsicas lida/quer lidar com o sexo.

        Outras pessoas lidam de forma diferente. Talvez lá no fundo do inconsciente todos nós gostaríamos de ter o despudor de lidar como os funkeiros lidam, mas por conta de toda essa “educação” e cultura em que vivemos não nos permitimos. E por isso nos chocamos quando nos deparamos com essa outra realidade, diferente da nossa.

        Não estou dizendo que ninguém é melhor que ninguém, nem julgando a qualidade musical de nada, só estou tentando explicar porque não fico tão chocado assim com isso (apesar de que, lá no fundo, fico sim hahaha).

        Abs

        Glauco

      • http://www.facebook.com/people/Nick-Matos/100000112885301 Nick Matos

        Man, vc disse o que eu ia dizer.

      • Ida Lenir Mulher Despeitada

        Realmente, Clauco, você foi ao âmago da questão. Parabéns! www.diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com

      • HelenaPistune

        concordo… e pra quem citou Mamonas e Velhas Virgens: letras escrachadas, mas cheias de ironia tbm… e sem contar a parte instrumental. Fazer um funk não dá trabalho nenhum.

    • Ceciliaknv1624

      Eu ia falra isso, mas você já falou tudo. 

    • Marianna

      Disse tudo….!!!

    • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

      Concordo em gênero, número e “degrau”.

    • Bruno Cavalcanti

      Disse tudo Cleberson.

      Artigo lamentável: uma coisa é dizer tudo isso da música entre 4 paredes, sem expor ao mundo inteiro. Uma coisa é vir à público falar tais coisas. O que a autora não percebe é que essa forma de “cultura” musical influencia (e muito) de modo negativo na sociedade como um todo.

      E sim, viva a hipocrisia. Prefiro esta do que essa putaria toda escancarada cada vez mais em nome da tal “liberdade de expressão” – que muitos de nós não sabemos utilizar.

      Evoluímos em quase todas as coisas. E estamos involuindo cada vez mais enquanto seres humanos e enquanto sociedade…

    • http://twitter.com/josemarbj Josemar

      Perfeito!
      Pega Borbulhas de Amor, de Fagner, por exemplo:
      “Um peixe
      Para enfeitar de corais
      Tua cintura
      Fazer silhuetas de amor
      À luz da lua
      Saciar esta loucura
      Dentro de ti…”

      O cara tá falando de sexo, mas de foma poética, bela, inclusive permitindo diferentes interpretações. Dá de 10000 a 0 na composição da Valeska aê. O problema não é falar de sexo, o problema é como se falar dele.

    • Laiew Felipe Lucena

      cara, na boa, tem anos que eu tento explicar algo assim, mas nunca tenho as palavras necessarias, e voce foi direto ao ponto, tudo que eu precisava ler esta aqui, fico muito feliz que nao souu so eu qeu penso assim.

    • vitor

      O sujeito quer “alertar” acerca da industrialização da cultura, elogiando a trilha sonora pastiche hollywoodiana do filme Titanic.
      Filosofia crítica profunda.

      Pelos “argumentos”, parece alguém criado na decada de 60 e 70, batendo pézinho e assobiando Chico Buarque.

      Longa vida ao funk carioca (que, apesar de ser uma arte ingênua, tanto em crítica, quanto em aspiração em atingir o grande mercado) ganha sua aderência sem desembolsar nenhum tostão de jabá.

      Aliás, este nem é o cerne da questão levantada pela garota.

      Fico por aqui.

    • Aryane

      Concordo em genero, numero e grau.

  • Jefferson Nascimento

    Texto bacana. E um viva para a infinita hipocrisia e cinismo da sociedade.

  • http://twitter.com/JardesonBarbosa Jardeson Barbosa

    Texto ótimo, parabéns para a autora.

  • http://twitter.com/warioTW Wario The Winner

    O problema maior não é falar de sexo, o que é muito saudável. O problema é o alcance que esse tipo de música tem,E sim ,estou falando de funk. Eu nunca vi uma criança na porta da escola cantando Velhas Virgens…Mas ouço todos os dias na escola aqui em frente de casa crianças cantando esse tipo de coisa, que convenhamos, é normal pra um adulto, mas não para uma criança.Alguém tocaria essa música numa festa de aniversário de uma criança? Duvido…. Imagina toda a criançada, inclusive a filha de alguém aqui, cantando…. – “ 
    Mama. Pega no meu grelo e mama. Me chama de piranha na cama. Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar” … legal né? NOT Alguém tocaria essa música numa suruba, por exemplo? Bem provável que sim, e seria um up legal.

    O que quero dizer, é que tudo tem sua hora e seu lugar. Não sou hipócrita nem sensor pra querer proibir algo que que não gosto. Mas vamos pensar mas amplamente sobre o todo. E, sério….Mamonas é música de ninar perto disso aí.

    • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

      Eu já ouvi esse tipo de música em festa de aniversário de crianças. Nunca duvide da mediocridade do ser humano.

    • Helena Pistune

      exatamente. Sem contar que uma criança cantar isso pode ser o suficiente pra deixar um pedófilo excitado… Não que a culpa seja da música, o cara é doente e criminoso e deve ser punido, mas o que a gt puder fazer pra evitar…

    • Roger

      Há outras músicas de funk que não são tão explícitas, do mesmo nível de mamonas e velhas virgens e o povo critica do mesmo jeito. hipocrisia…

      • HelenaPistune

        as que são menos explícitas e tem um bom vocalista são legais.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002631645981 Vinícius Radetzke

    Tchê Loco…….fico me perguntando, será que esta cantora de 5ª categoria vai a televisão cantar em algum programa de auditório ? Isso deve ser proibido…………não tem o menor poder de censura, visto que o you tube é acessível a qualquer criança hj em dia. Ou até mesmo as rádios de favela, que com toda certeza devem estar com esta múscica entre as mais tocadas. Isso é um lixo. Não sou hipócrita de dizer que não faço, não gosto, mas trazer isto em uma música ? Francamente.

    Quero ver quando o refrão deste lixo( que andam chamando de música) cair na boca das crianças, sim né, por que garanto que nenhuma delas saberá o real significado destas palavras.  

  • http://www.facebook.com/Danpresto Daniel Lopes

    Fica só uma Citação: 
    Sugar e ser sugado pelo amorno mesmo instante         boca milvalenteo corpo dois em um         o gozo plenoque não pertence a mim nem te pertenceum gozo de fusão difusa transfusãoo lamber o chupar e ser chupado        no mesmo espasmoé tudo boca boca boca bocasessenta e nove vezes boquilíngua.  (Carlos Drummond de Andrade)

    • Helena Pistune

      mas isso é uma poesia isso ficou bonito, A porra da b*ceta é minha, não.

  • Estefânia

    Adoooro sexo e não tenho preconceitos com nomes, porém os uso com o meu namorado (qdo o tenho) e em conversas intimas com minhas amigas.
    Desculpa mas todos devem ter opiniões diferentes. Acho uma humilhação qualquer mulher dançar, cantar ou mesmo ouvir esse tipo de música. Tem letras que são desrespeitosas e tratam a mulher como lixo. 
    Não vou ser mais uma “cabeça oca” ouvindo essa porcaria.
    Abomino funk e sua cultura pornográfica.
    Não é preciso usar um megafone pra falar sobre sexo. 

  • http://www.facebook.com/people/Patricia-Ferreira/100002531929899 Patricia Ferreira

    Isso me vem sempre à cabeça quando vejo as pessoas no face esculaxando funk, por se dizer de baixo escalão e pornográfico. Não importa o estilo. Quando se põe sexo de for bem explicita repele boa parte dos ouvintes. E é pq fala de algo tão comum do dia-a-dia… =T 

  • Rafa

    Eu não acho que devia ser proíbido, claro que não, mas que é um vulgar, ah isso é. Sexo não precisa ser polemizado, mas também não precisar ser banalizado.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

      Gente não tem nada mais vulgarizado na música hoje em dia do que o amor. Mas só porque amor é “fofinho”(aham), “bonitinho”(aham), aí pode né? Todo mundo ama e todo mundo tem tesão… porque vulgarizar o amor pode e vulgarizar o sexo não?

  • http://www.facebook.com/tassoevan Tasso Evangelista

    Só eu li pensando que era um texto de “mimimi machismo”?

    • jaderpires

      E depois de ler, achou o que, Tasso?

      • http://www.facebook.com/LucasAG31 Lucas Albertine De Godoi

         Um texto de “mimimi hipócritas”.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Considerações:

    1 – Acho perfeitamente válido as pessoas criticarem esse tipo de musica, mas replicá-lo ad eternum na internet só vai chamar mais atenção e populariza-lo ainda mais. O vídeo só fez sucesso porque um monte de gente que o odeia fez o favor de replica-lo. Exatamente como estamos fazendo agora.

    (eu pelo menos não curti a música, e estou replicando mesmo assim, ao comentar neste post e botar um pouco mais de lenha na fogueira)

    2 – O que tá tocando no vídeo é pagode, e não funk. Com direito a melodia, harmonia e ritmo. Agora não podem mais dizer que Valesca é ruim porque não tem esses três elementos básicos da música.

    3 – O que mais tem na música brasileira é letra falando de putaria.

    https://www.youtube.com/watch?v=TjTFU1jzuYw&hd=1

    Se putaria é ruim e Chico Buarque fala de putaria (a letra assume uma traição numa boa), logo…

    • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

      ” Agora vem pra perto, vem, vem depressa, vem sem fim, dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo pesando sobre o meu…”

      Marisa Monte

      • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

        Mas o problema não é falar de sexo, mas como é dito.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Marcio, eu não vejo muita diferença em dizer que quer sentir alguém dentro de você e dizer mama meu grelo. É sexo. E não me leve à mal, eu não gostei da música da Valeska, mas o texto retrata bem como essa hipocrisia está enraizada na gente… Se uma mulher dissesse isso pra você na cama, você talvez gostasse. Aí uma mulher resolve cantar sobre isso e todos se espantam?

      • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

        Ariana,
        “e uma mulher dissesse isso pra você na cama, você talvez gostasse. Aí uma mulher resolve cantar sobre isso e todos se espantam? ”

        A questão não é o espanto e nem hipocrisia mas o incomodo causado pelo explicito em lugar que não cabe ou que não seria o melhor. Gosto sim quando uma mulher fala putaria pra mim na cama mas não ia ficar feliz se a mesma mulher falasse putaria numa reunião de negócios com meu chefe presente, como fazer piada falando de merda e vomito pode ser legal num bar entre amigos e desagradável à mesa.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Vou responder aqui, ali não dá mais.. 

        Sim, eu concordo com você e é por isso que eu não ouço Valesca e voce não sai com mulheres como as que você descreveu. Mas elas têm direito de existir e de se expressarem do jeito que quiserem.

      • verossimil

        Goste-se ou não de Marisa Monte, essa música (menos) e essa frase (mais) são SEXY. Valesca e Catra são outra coisa, mais como uma suruba de hipopótamos numa loja de cristais…

      • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

        Mamonas Assassinas cantavam música sobre zoofilia.

        Mr. Catra é, na verdade, um reacionário =P

      • http://twitter.com/damillamares Ms. Damilla

        “me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar…
        e vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer…”

        - Ana Carolina e Jorge Versilo, Eu que não sei quase nada do mar

        Concordo plenamente

      • http://twitter.com/damillamares Ms. Damilla

        “me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar…e vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer…”

        - Ana Carolina e Jorge Versilo, Eu que não sei quase nada do mar

        Concordo plenamente

      • verossimil

        Ariana, claro, tem absoluta razão quando denuncia a hipocrisia embutida na crítica à ~bela canção~ da popozuda Valesca. Mas, à parte uma certa tara minha por mulher falando palavrão (e a moça ali não economiza!), o troço é ruim por demais.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Eu concordo, mas, ainda assim, há quem goste…. 

      • http://profiles.yahoo.com/u/GKFMTD3TXJGM4KSDM4RN4HP444 Osmar

        Numa boa, a comparação entre a música da Ana Carolina e a da Valeska é totalmente descabida. Penso que a única intenção da Ariana (autora) era provocar a polêmica, não acredito que alguém que saiba escrever e usar a internet seja capaz de defender o o 
        funk!

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Osmar, eu, em momento algum defendi o funk, mas dizer que pessoas alfabetizadas e incluídas digitalmente não podem defender o funk é meio preconceituoso… Eu só apontei a hipocrisia das pessoas ao ouvirem essa música… Eu não ouço funk, mas não acho um absurdo essa música existir… As palavras utilizadas são diferentes, sim, mas o significado, a essência, que é o sexo, continua sendo a mesma. 

      • Bruno Cavalcanti

        Ariana Mendonça, você fala muito besteira viu?

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Falo? Deve ser porque moro no Rio e aqui o funk toca o tempo todo… Devo ter sido influenciada mesmo.

      • http://profiles.yahoo.com/u/GKFMTD3TXJGM4KSDM4RN4HP444 Osmar

        Oi Adriana, 
        outro dia quando respondi um post seu acho que tava meio mal humorado.

        Mas a letra da música da Valeska está para a letra da música da Marisa monte, assim como uma mulher sair nua na Avenida Paulista está para uma outra mulher saí na mesma avenida com um sexy vestido  Versace.

        Não há nada de mal em ficar nú, mas é inadequado em nossa cultura ficar nú em público. Não tem nada de mal falar putaria entre 4 paredes mas não é legal dizer essas coisas em uma música.

        Veja a situação. Um elegante cavalheiro te aborda na balada e de cara dispara: quer trepar comigo? E um segundo diz quer dançar comigo? No fundo os dois querem a mesma coisa mas o 1º convite é ofensivo o segundo não.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Osmar, nem percebi o mau humor, só ofendeu agora, errando meu nome, rs.

        Então, é que pra mim não faz muita diferença. Eu ainda acho hipocrisia… E quanto aos cavalheiros, se a intenção é a mesma, eu não vejo porque a abordagem vá influenciar na minha decisão e isso vindo de uma mulher que, em geral, nao fica com ninguém em balada, justamente por saber da intenção dos caras que abordam, independentemente de como o façam. 

        A minha intenção em participar do debate aqui é de defender o direito da mulher de se referir a si mesma do jeito que quiser.. Se eu acho feio, bonito, se eu vou fazer a mesma coisa, se eu quero que a minha filha faça (argumento citado por muitos), são ouuuutros quinhentos. 

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

      Hahahha bem lembrado, Rafael, não é funk, gente, é pagode!!!

  • http://www.facebook.com/adamobrasildias Ádamo Dias

    Parece-me que o grande problema não é tratar de sexo. A questão toda é a abordagem. A música vulgariza. Talvez no futuro isso seja visto de forma diferente. Mas hoje é ainda um golpe à noção moral então vigente.

    Talvez no futuro a pedofilia seja visto como algo aceitável, mas hoje não é. No passado distante (tribos primitivas) o estupro era algo normal. A velha e bem humorada imagem do homem das cavernas que arrasta a fêmea desacordada para a caverna, nada mais é do que uma forma gentil de abordar a realidade da época: as mulheres eram estupradas. E isso, naquela época (há mais de 4 mil anos), era tido como “normal”.

    Então, a questão é que essa exposição vulgar do sexo não é bem aceita pelo consenso da sociedade. Já uma exposição mais bem humorada (ao estilo Mamonas Assassinas ou Pedra Letícia) pode ser bem aceita. Como eu disse, o grande problema da Valesca Popozuda é a abordagem.

    • http://danillonunes.net/ Danillo Nunes

      Não é bem aceita mas se tornou tão popular que estarmos discutindo o fenômeno aqui no PdH. Isso é um contra-senso interessante, é como quando, numa roda de amigos alguém faz uma piada sobre uma pessoa chata que ninguém gosta, todo mundo ri e depois dizem “que maldade”…

      • verossimil

        MEME.

    • verossimil

      Nunca gostei de Mamonas Assassinas. E não faço a menor idéia do que seja Pedra Letícia. A tal “exposição mais bem-humorada” possivelmente tenha tanta graça quanto o Pânico (de quem já ri muito, confesso), o Casseta (que só funciona no papel), o Zorra Total ou a Praça do Carlos Alberto de Nóbrega…

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

      Eu acho a abordagem dela bem franca, e isso não pode ser considerado menor… é uma realidade que está aí na nossa cara gente… não falar dela é só tapar o sol com a peneira… melhor falar mesmo! Não gostou? Não ouve, então, oras! Provavelmente você detesta pagode e não ouve. Que nem um monte de gente que detesta bossa nova, e por isso não ouve também. Pronto.  

    • Helena Pistune

      concordo, só espero que a pedofilia nunca seja vista como normal, afinal, bebês e crianças sofrem todos os dias com isso.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

        pedofilia é crime, sexo não

      • HelenaPistune

        maaaaas… existe uma ala de cientistas nos Estados Unidos querendo legitimar a prática da pedofilia… ou seja… AINDA e POR ENQUANTO é crime. Eu temo pelo que vem pela frente.

    • Amanda

      E porquê todos falam do funk e ninguém fala da pornografia explícita na internet, que distorce o sexo totalmente? Porquê ninguém fala da novela das 8 com cenas de sexo e com classificação etária de 10 anos? 

    • Roger

      Bom eu acho q a música da Valesca tem uma certa abordagem humorística. Eu, particularmente, ri quando ouvi pela primeira vez…

  • http://www.facebook.com/diariodeumamulherdespeitada Ida Lenir Maria

    Foi uma grata surpresa ler o teu texto, cujo link peguei no Facebook. Como você mesmo disse, o assunto é muito mais complexo do que parece à primeira vista. Nasci no final da década de 50 e vivi toda a “rebeldia” dos anos 60 e a mudança objetiva na vida da mulher. Falo objetiva porque, com relação à moral e os “bons costumes”, a transformação se dá de forma bem mais vagarosa. 
    Quanto à letra da música, a qual não conhecia, confesso que fiquei chocada. São frases ditas entre quatro paredes, em situações específicas.Mas, como vc mesmo disse, tudo é uma questão do gueto cultural a que se pertence. Se há quem goste e se sinta bem, voilà, que relaxe e goze. Abraço,
    http://www.diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com

    • Nayara Barreto

      Oi Ida,

      Fico feliz em saber que você pensou e refletiu para além do meu texto, esse é o grande objetivo. Nem digo concordar ou não, mas se abrir para receber e refletir, e foi exatamente o que você buscou.
      O nosso choque é sintomático, mas é preciso tentar compreender tudo que envolve esse fenômeno (o da letra explícita e o do choque), pois tanto o choque quanto a abertura para o surgimento de letras assim fazem parte de um processo maior, e explicar isso através somente da moral e preconceito não é muito rico nem produtivo.
      Obrigada pelo comentário e foi, também, uma grata surpresa conhecer seu blog.
      abraço

  • Thyago Francco

    Sei lá cara, acho que o fato de todo mundo fazer não dá o passe livre pra que todo mundo fique comentando.

    Afinal de contas todo mundo caga, mas já imaginou se você fosse contar numa roda de amigos (ou em uma música!) sobre aquele símbolo da Nike que deixou no banheiro?

    Nonsense, imo.

    • Leandro

      kkkkkkkkkkkkkk……ou da Adidas. Vai saber…….rsrsrs

  • http://www.ensaiofashion.com bill rodrigues

    A liberdade de expressao esbarra no sexo de fato, otimo texto este seu.

  • Alooin

    Sério que você acha revolucionário falar de sexo hoje em dia? Esse texto é supostamente rebelde e radical?

    Radical hoje em dia é o pudor. A revolução sexual já foi faz tempo, querida. Crianças de quatro anos tem aulas de educação sexual nas escolas e as meninas e meninos perdem a virgindade antes de começarem a puberdade. Essa histeria sua é que está out-of-place.

    Quanto à música, é ridícula sim. Não podemos ter medo de chamar o feio de feio. O problema da música é que ela apela somente para a energia sexual, essa que é das mais fáceis de atingir, captar, é só mostrar o orgão, e por isso é pequena, pobre. Falta complexidade, ousadia. Mostrar as partes qualquer macaco bonobo na floresta faz. Difícil é fazer uma sinfonia clássica, compôr “Construção”, tocar um maracatu ou um samba decente (porque o que tem de canastrão…).

    Esse relativismo sim é que é um dos grandes problemas do Ocidente, não a moral sexual, que se em uma ou outra ocasião é um pouco reprimida, no geral é de léguas de distância a mais liberal do mundo – ou sua cabecinha world music progressista amo-povos-oprimidos acha que, para usar seu termo, seu grelo estaria melhor na África, arrancado, ou nos países árabes ou no oriente?

    Repito, não podemos hesitar para chamar as coisas pelo seu nome. Essa música é um lixo, tem rimas pobres, apela para um dos sentimentos mais primários e fáceis do ser humano e só um escravo do politicamente correto para escrever um texto com pretensões libertárias como esse como se a música fosse um hino de liberdade revolucionário.

    • Helena Pistune

      Radical hj em dia é pudor… falou tudo! 
      perder a virgindade depois dos 20 é ser visto como E.T. pelos amigos, quase inaceitável, principalmente se vc diz q ainda não encontrou ninguém que te atraísse de verdade. Aí perguntam se o cara/a moça é assexuado-a. E se for, meu? Dane-se. Falar de sexo é bom, fazer sexo é bom, forçar tudo isso é que é ridículo. Por causa dessa mídia idiota muita menina de 15 fica complexada por nunca ter beijado, muito rapaz perde a virgindade com a primeira que aparece, por pressão dos amigos.
      Ser bem resolvido com a sexualidade é o que vale, e isso não precisa ser cantado aos 4 ventos. 
      As pessoas tem todos os orgãos supracitados, beleza, façamos uma música sobre frieiras, sobre hemorróida, sobre intestino grosso e ver se faz sucesso.

    • http://www.facebook.com/andrencoelho André Coelho

      Só de ler esta sessão de comentários percebe-se que a revolução sexual ainda está sendo feita. Vide a luta GLS pelo direito de poder casar e expressar a sexualidade sem ser agredido.

      Há quanto tempo as escolas têm educação sexual? Quando terminei o ensino médio, há 6 anos, este era ainda um tabu na minha escola e na escola de meus amigos. Uma prima mais nova estuda na mesma e não tem nem nunca teve educação sexual.

      A educação sexual ainda está sendo alardeada como revolucionária nas escolas. Métodos novos ainda são exibidos na TV. O Fantástico ainda dá dicas de como conversar sobre isto com o seu filho e, pelo menos até pouco tempo, o Altas Horas levava uma especialista em educação sexual pra tirar dúvidas (bobas, diga-se) de adolescentes e jovens adultos.

      No meu mundo – Brasil, Minas Gerais, Belo Horizonte – o sexo é tabu. Mulheres, principalmente, que se sentem livres para praticar a sexualidade da maneira que preferem são tidas como putas sim.

      Além disso, música é gosto, que nem comida. Pra uns, pizza de chocolate é uma afronta à cultura italiana, um terror inimaginável exatamente pelos mesmos motivos que você atruibui à qualidade musical do funk. É fácil gostar de chocolate. Difícil é fazer uma boa margherita, com boa massa, recheio de qualidade que te fará perceber as peculiaridades do sabor.

  • Brunowjr

    Repercussão Hipócrita?!?!?!?
    pega no meu grelo e mama?
    Realmente, você deve achar que é uma expressão artística isso aí, né? huahauahauha…. 
    Não tinha ouvido isso aí até ler este post! Não sei o que você anda vendo e ouvindo, mas certamente essa baixaria é inaceitável! coisa de péssimo gosto!
    É incrível como o mau-gosto e a baixaria estão grassando e aparece gente idiota querendo ainda apoiar esse lixo, só para dar uma de cool e inteligente…
    Lamentável é o PDH abrir espaço para esse tipo de postura – devem estar realmente precisando  aumentar o número de acessos ao site

    • Eduardo Amuri

      A hipocrisia reside no fato de que, instintivamente e lá no fundo, as pessoas querem estar livres, acessando sensações viscerais, berrando o que quiserem (“chupa meu caralho” ou “eu te amo”, tanto faz), enquanto que, publicamente, divulgam uma vida novela-das-oito, com sexo burocrático e tranquilo, sem grandes emoções.

      Não vejo problema em abrir espaço para esse tipo de coisa, Bruno. No big deal. Não quer dizer que você vai ouvir isso no seu carro, nem que vai escutar isso no auto-falante da escola ;)

      O que acha?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

        VAMOS LEMBRAR DE UM HIP-HOP QUE EXPLODIU AQUI NO COMECO DOS ANOS 2000:

        “My neck, my back,
        lick my pussy and my crack.”

        Tooooodo mundo ouvia isso nas boates e não tinha problema, né? Ouvia nos carros, nas academias, e não tinha problema né?

        Por favor…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Eu tenho um exemplo mais popular ainda mais antigo ainda: “Don’t wanna short dick man”, da Gillette.

        http://www.youtube.com/watch?v=S1w8OQEcplY 

        (e de pensar que quando criança escutava muito essa música sem saber o que dizia… :p )

      • Maverick_RJ

        Ladies down, ass up
        That’s way I like fuck

      • Alooin

        Isso que você chama de hipocrisia, eu chamo de civilização. Reprimir instintos é parte fundamental do que nos torna humanos. Sem nenhum pudor, nós somos animais de quatro urrando no bosque, para parafrasear o gênio Nelson Rodrigues.

        De mais a mais, essa palavra “hipocrisia” é a palavra mais super-utilizada dessa época. Todo indivíduo pouco educado frente a qualquer artigo/opinião referente a comportamentos excêntricos vem com esse papo de “hipocrisia da sociedade”. Outro dia tinha um texto aqui de um cara defendendo que dar a bunda era coisa de macho e um bando de comentaristas emasculados, escravos do pós-modernismo relativista sem nem saber o que significa qualquer dessas palavras, chamava quem gritava contra o texto de “hipócritas”, outra palavra que não sabem direito o que significa.

        Devem estar todos urrando no bosque a uma hora dessas.

      • Helena Pistune

        sim, todo mundo comendo todo mundo, matando quando sente raiva, independente de quem seja, não seria nada legal.

      • Alooin

        Felipe Cardoso, preconceito? Sério?

        Bem, tem o fato de que é uma expressão literária de Nelson Rodrigues, uma frase de efeito desse que é um dos maiores frasistas que o país já conheceu. Só isso já deveria deixar claro a intenção quase mais de estilo do que de passar significado da sentença que, apesar disso, encerra em si grande verdade.
        De qualquer forma, a coisa é pior do que eu pensava. O politicamente correto chega a um ponto de o sujeito achar preconceito um ser humano achar vital que, para ser um humano pleno, o sujeito deixe de lado a animalidade, pare de jogar fezes nos semelhantes e de ‘urrar no bosque’. Isso é… preconceito?

        Qual seria a nossa diferença para os outros animais então? A razão e a civilização seriam realmente tão insignificantes a ponto de ser mimimi-que-feio-e-preconceituoso pensar que essas duas características definem algo de especial que temos em relação ao resto do reino animal? Seria a civilização uma conquista equivalente a uivar para a Lua? Ou seria você um enganado por Rosseau, inocente e romântico, que acha que estaríamos todos melhores em cavernas, ocupados em sermos ‘bons selvagens’?

        Dá um tempo, vai.

    • Nayara Barreto

      Como já falei no outro comentário: ”

      A grande questão aqui
      é: não estou falando de música, nem avaliando a qualidade do que
      vai sendo replicado, muito menos discorrendo sobre opiniões alheias
      ou pessoais sobre a música em si. Estou falando de uma falsa
      liberdade e uma alta moralização de algo que já é tratado de
      outra forma faz tempo, mas quando se torna público todos preferem
      tolher ou limitar a reflexão sobre os desdobramentos que esse
      assunto tem no meio cultural, familiar ou profissional. Não estou
      tratando também de certo ou errado, só estou alertando para algo
      que é amplamente naturalizado como sendo proibido, mas faz parte de
      uma construção histórica e cultural bem capilar”.

      E sobre o que escrevo e
      o que abordo nenhuma relação tem com a necessidade ou vontade de
      demonstrar alguma capacidade intelectual diferenciada. Talvez nos
      esqueçamos (ou alguns nem mesmo conhecem para se lembrar) que é
      exatamente através do consumo e do gosto que se estabelece uma
      relação bastante moral e etnocêntrica de distinção de “bom”
      e “mal” gosto. Eu sinto dizer que, você (e não só você) não
      tem muita autonomia sobre o que já foi postulado como bom e ruim, mas no máximo replica com toda a sua consciência de sujeito
      ocidental. E isso, sim, replicar o que já nos foi pedagogicamente
      ensinado, tem relação com o texto.

      • Guilherme Z.

        Muito bom, Nayara!

        Quando li o texto, não o achei “ruim”, nem “hipocrita”, nem “inadequado”… Apenas pensei que haveria mais temas a ser debatidos, porque ninguem se chocaria com essa canção hoje em dia.
        Obviamente (conforme os comentarios nos mostram), eu estava errado.
        Então, com isso em vista, quero registrar minhas felicitações pelo seu texto, por aclarar algo que – por incrível que pareça – ainda não está óbvio para todos: o fato de as construções culturais serem a definidoras do próprio conceito de moralidade e suas implicações. Parabéns novamente!

      • Guifernes

        As meninas de 14-15 anos que já são mães fora de um casamento… Que jogam para os avós (moralistas né?) criarem enquanto elas trabalham que o diga!

        Muito fácil criticar a “moralidade” sem falar das conseqüências pela falta dela! Óbvio que nada precisa ser extremista! Nada de cinto de castidade nem taboos em que pais não falam com os filhos sobre sexo… Mas esta “libertinagem” que se criou em prol de combater o “moralismo” é um câncer na nossa sociedade! Nenhum extremo é bom! 

      • Guifernes

        Interessante a sua incoerência nos argumentos e a forma como você usa “termos acadêmicos e filosóficos” pra dar voltas, fazer confusão e “pagar” de intelectual.

        “não estou falando de música, nem avaliando a qualidade do que vai sendo replicado, muito menos discorrendo sobre opiniões alheiasou pessoais sobre a música em si” 

        Mentira! Se você usou a música pra ilustrar é porque concorda parcialmente ou totalmente com a mensagem! Se a qualidade da música não estivesse em “pauta”, porque usa-la pra ilustrar sua retórica? A mensagem que você passa é clara e fácil de entender até pra um babuíno! “A mulher pode e deve falar sobre sexo e a sociedade criou taboos morais que inibem isto”… Em resumo você dá nas entrelinhas licensa poética pra Valeska falar o que quiser! Você dá a justificativa necessária pra algo baixo! Se você quiser realmente discursar sobre o assinto, use um modelo real de mulher! Seja séria ao invés de sensacionalista!


        Talvez nosesqueçamos (ou alguns nem mesmo conhecem para se lembrar) que é exatamente através do consumo e do gosto que se estabelece uma relação bastante moral e etnocêntrica de distinção de “bom”e “mal” gosto. Eu sinto dizer que, você (e não só você) não tem muita autonomia sobre o que já foi postulado como bom e ruim, mas no máximo replica com toda a sua consciência de sujeito ocidental.”Hein? Infelizmente você vai ter que começar a fazer versão resumida! Não dá pra entender o que você  fala! Você não se comunica em linguagem simples! A quem você pretende atingir com sua “inteligência”? Duvido que você converse desta forma com seus pais e amigos! Então… Quando quiser demostrar inteligência, e mostrar tudo que você aprendeu na faculdade, pós, horas de leitura, etc… Mostre humildade e simplicidade! Pare de enrolar! Pare de tentar “forçar”! Você será mais respeitada e entendida!

      • LuizZamboni

        Não há falsa liberdade, a liberdade está sendo exercida ao se tocar a música , mas isso não é impedimento para que outros se expressem sobre ela, que também é uma liberdade. Como você escreve parece que a música é proibida de ser tocada…Que mentira.

        Não sejamos mariquinhas de não suportar críticas.

    • Leandro

      Concordo. Realmente não devemos falar sobre sexo como se fosse algo sujo ou pecaminoso, mas daí a dizer coisas absurdamente grosseiras ao ar livre com tom de naturalidade é fazer com que sejamos ainda mais baixos na escala de evolução. 

  • Alooin

    E para desmistificar essa sua visão do sexo como se fosse uma atividade tão prosaica e livre de consequências como comer um repolho, estragada apenas por uma suposta moral judaico-cristã repressora, vá estudar um pouco de psicanálise e psicologia evolutiva – ou então, para facilitar, assista “Shame”.

    O fracasso do Ocidente é o politicamente correto exacerbado. O sexo é a atividade humana mais ligada com esse direcionador fundamental da vida na terra que é o processo evolutivo das espécies. Nada mais ridículo e anti-científico que essa insistência dos marxistas culturais, relativistas pós-modernos, que graças aos deuses vem sendo vencida pela ciência e pelo bom senso, de que uma atividade tão central na existência da vida na terra seja igual em impactos na psicologia humana como comer um repolho. Vai ler, vai, e para de papagaiar discursos superados de teoria de gênero.

    • Nayara Barreto

      Alooin,
      Muito coerente sua argumentação. No entanto, desculpe, mas
      a minha grande referência (de leitura mesmo), para questionar o que
      questiono no texto, é exatamente de um “cara” que estuda a fundo a
      construção e disseminação de um poder capilar que se espalha
      pelas redes sociais e é instaurado, principalmente, pela psicanálise
      e na forma como ela nasce bem no âmago do projeto moderno. Michel
      Foucault desconstrói toda a produção de discursos carregados de
      efeitos de verdade que imperam até hoje, inclusive através do seu
      discurso, no seu comentário. O lugar de verdade dos discursos
      disciplinadores é problematizado de forma muito mais plural e abre
      muito mais possibilidades do que uma teoria que limita o ser humano e
      fixe como verdades concretas e inabaláveis o que, na realidade, é
      produção contínua, e mutável, de sentido. Como então falar que
      algo É, se estamos lidando com uma questão muito mais complexa.
      Sim, concordo contigo quando diz que “O sexo é a atividade
      humana mais ligada com esse direcionador fundamental da vida na terra
      que é o processo evolutivo das espécies”, seria fácil assim se
      tivéssemos tratando de cachorros, ou cavalos. No entanto, tratamos
      de sujeitos produtores e conformadores de cultura. E não são os
      “marxistas culturais” ancorados pelos deuses que “transformaram”
      isso em algo que seja igual em impactos na psicologia humana, foi a
      própria psicanálise e muitas outras instituições que nasceram
      nessa sociedade disciplinar. E os sociólogos, os antropólogos (se é
      o que você quis dizer) só tiveram o trabalho e destreza de estudar
      esse fato.

      Interdisciplinaridade,
      talvez seja uma palavra boa a ser conhecida.

      • Alooin

        “O lugar de verdade dos discursos disciplinadores é problematizado de forma muito mais plural e abre muito mais possibilidades do que uma teoria que limita o ser humano e fixe como verdades concretas e inabaláveis o que, na realidade, é produção contínua, e mutável, de sentido. (…) 
        seria fácil assim se tivéssemos tratando de cachorros, ou cavalos. No entanto, tratamos de sujeitos produtores e conformadores de cultura. ”
        É como se você estivesse contra-argumentando meu argumento ateu com uma citação da Bíblia. Meu problema é justamente com o método – com a análise do discurso, com o “método” da desconstrução e com a ideia implícita no seu texto de que o que nós somos é completamente socialmente construído. Não é. Os seres humanos têm, para usar uma palavra, digamos, controversa, uma ‘natureza’, um conjunto de impulsos e comportamentos registrados em nossa biologia através de milênios de evolução.

        Determinadas expressões da análise do discurso/desconstrucionismo de Foucault, Derrida e cia. estão entre as maiores imposturas intelectuais do século XX. Esses “métodos” basicamente negam que um autor possa ter qualquer intenção coerente ou que um texto possa ter um significado particular – é tudo implícito, tudo expressão de relações de poder. É niilismo, solipsismo e relativismo extremo. Se todo “discurso” pode ser desconstruído dessa forma, então o próprio discurso do desconstrutor ao desconstruir não pode ter qualquer privilégio em relação ao discurso desconstruído e assim nada vale nada, é tudo expressão de poder e o conhecimento é impossível. Fora o non-sense de Derrida, por exemplo, cujos escritos não fazem o menor sentido e não só para mim, com minha inteligência e cultura limitadas, mas para gente como Noam Chomsky – e graças aos deuses que Chomsky é esse bastião da esquerda e sua crítica não pôde à época ser deixada de lado como mero surto de conservadores. Conhece o Caso Sokal? Procure Sokal Affair no Google e entenderá.

      • Alooin

        “Michel Foucault desconstrói toda a produção de discursos carregados de efeitos de verdade que imperam até hoje, inclusive através do seu discurso, no seu comentário. O lugar de verdade dos discursos disciplinadores é problematizado de forma muito mais plural e abre muito mais possibilidades do que uma teoria que limita o ser humano e fixe como verdades concretas e inabaláveis o que, na realidade, é produção contínua, e mutável, de sentido.”
        E a neurociência “desconstrói” todo esse relativismo pós-moderno pseudo-científico de Foucault, Derrida e cia. ao mostrar que existem sim absolutos, traços que são comuns às mais diversas culturas e que, portanto, mostram que certos traços humanos são parte de nossa natureza e não meramente socialmente construídos. Bebês recém-nascidos, jovens demais para terem se ‘aculturado’ a qualquer coisa, exibem certas preferências mensuráveis por determinados tipos de rostos e pela voz materna. Mulheres em fase de ovulação mostram, em testes de atenção com fotos e medição através do globo ocular, clara preferência por rostos pré-definidos como mais masculinos e agressivos. O livro “Human Universals”, escrito por um antropólogo chamado Donald Brown, lista centenas de características culturais, de sociedade, linguagem, comportamento etc. para as quais não são conhecidas exceções entre as culturas humanas, o que sugere serem traços que emanam de certas características inatas humanas, provavelmente derivadas do nosso processo de evolução como espécie.

        Isso é conhecimento objetivo, método científico. Você pode sempre agarrar-se em meia dúzia de intelectuais franceses de meio de século para defender que o conhecimento objetivo é impossível, que o método científico é uma farsa, que, como defendia Feyerabend, a nossa descrença para com a astrologia e a dança da chuva como métodos para entender e influenciar a realidade não podem ser justificadas cientificamente e são fruto de elitismo e racismo. Nesse caso, só um Abraham Lincoln para me defender: ”Se um homem se levanta e afirma, e repete, e reafirma, que dois mais dois não são iguais a quatro, eu não conheço nada no campo dos argumentos que possa convencê-lo”.

      • Alooin

        Para finalizar, melhor ainda que as dicas anteriores, “The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature”, de Steven Pinker. É para destruir paradigmas, especialmente esses de estudante de humanidades educado no quase sempre precário, ideologi/idioti-zado e fossilizado ambiente das ciências humanas na academia brasileira.

      • Nayara Barreto

        Alooin,

        Não farei nesse espaço um embate acadêmico (principalmente nesse nível, não tenho necessidade alguma de me reafirmar dessa maneira), esse, definitivamente, não é meu objetivo.
        No entanto, caso queira continuar o debate de forma aberta, terei prazer em lhe escrever. Agora, caso não tenha interesse (que pelo pouco que pude inferir sobre ti, provavelmente não o terá), será mesmo uma pena.

        fica meu e-mail: naolamentarei@gmail.com

        abs

        Nayara

  • Nayara Matos

    A grande questão aqui é: não estou falando de música, nem avaliando a qualidade do que vai sendo replicado, muito menos discorrendo sobre opiniões alheias ou pessoais sobre a música em si. Estou falando de uma falsa liberdade e uma alta moralização de algo que já é tratado de outra forma faz tempo, mas quando se torna público todos preferem tolher ou limitar a reflexão sobre os desdobramentos que esse assunto tem no meio cultural, familiar ou profissional. Não estou tratando também de certo ou errado, só estou alertando para algo que é amplamente naturalizado como sendo proibido, mas faz parte de uma construção histórica e cultural bem capilar. Vai muito além do entendimento restrito do texto no que resume seu tema e objeto sobre o qual falo. Estou tratando do assunto que envolve falar de sexo explicitamente, putaria, como o seja. Falo da dificuldade que existe de ultrapassarmos séculos de conformações históricas, sociais e morais a problematizarmos um pouco mais a configuração complexa da sociedade e da mídia hoje. Vide pessoas sendo demitidas ou não contratadas simplesmente por falarem que sua opção sexual não é o sexo oposto.

    Sim, Valesca está cantando pagode (que também é um gênero que sofre alto preconceito), mas ela nasceu como uma funkeira e sua principal matéria prima de trabalho é sua bunda, mesmo que ela cante ópera, a alcunha de funkeira vai segui-la e, para o sendo comum, não é o fato de cantar uma música que pertença a um nicho cultural menos massacrado que irá legitimá-la a falar de putaria. É para essa questão que também chamo atenção. Chico está no seu lugar de fala mais legitimado possível como cultura brasileira, Velhas virgens, de alguma forma também está, não tão legitimado, claro, mas pertencem a um outro cenário que não é do mainstream. Mas a Valesca, é mulher e funkeira e sua imagem é extremamente consumida, toda a sua história pesa muito ao fazermos qualquer comparação levando em conta simplesmente a letra e o ritmo que está sendo cantado por ela.

    • http://www.facebook.com/este.campos Estefânia Campos

      “O funk incentiva o sexo e a violência e passam valores errados . O mais interessante é que muitas letras incentiva a promiscuidade sexual, banaliza a violência contra a mulher, hoje a mulher no funk é tratada como cachorra , afinal um tapinha não dói ! ” Leandro de Souza
      Essa cultura menospreza o ser humano e inverte os valores morais e éticos sim.A mulher atual e autêntica é aquela que se valoriza, que controla seus sentimentos e usa sua sexualidade com dignidade.Ah! Esqueci que não funk é pagode. Grandes merd* 

      • Nayara Barreto

        Cara Estefânia,

        Bem, primeiro, mais
        uma vez, não estou falando de música, de funk, de qualidade, de
        nada disso. Concordo que existam várias letras que podem até
        rebaixar a mulher, mas essa, não o faz. Ela fala de um sexo
        explícito sim (que na convenção é guardado para quatro paredes) e
        é aí que mora o contrassenso de dizer que essa música tá passando
        “valor errado” (já falei em outro comentário sobre “certo”
        e “errado”), e aí mora a nossa conhecida hipocrisia. Mas nem é
        disso que to tratando.O que quero te falar é, existe uma
        teórica feminista chamada Robin Morgan que uma vez falou a seguinte
        coisa “a pornografia incita a violência, incentiva o uso do
        corpo da mulher como mero objeto sexual. A pornografia é a teoria, o
        estupro é a prática”. Mas aí outras feministas se
        perguntaram: mas se essa premissa é verdadeira, onde fica o lugar do
        prazer que a mulher pode sentir com o sexo, o prazer que ela
        pode ter conhecendo e usando seu próprio corpo, o direito de se
        exitar sim com o sexo, o direito de se exitar vendo sexo, vendo
        pornografia? Ah, mas ensinaram para nós mulheres, que a pornografia
        não nos pertence, não pode. É, faz séculos que nós mulheres
        aprendemos a controlar nossos sentimentos, pois nos ensinaram
        isso.Há dois séculos, as mulheres aprenderam a controlar
        até sua fala, controlar o seu corpo e os lugares que frequentavam.
        As mulheres não podiam entrar em universidades, não podiam falar em
        certas ocasiões, lhes era proibida a fala em público, não podiam
        andar nas ruas, a casa era o lugar reservado a elas, não podiam
        sentir prazer, escolher o marido etc…… Mas elas podiam pensar! E
        acredito que foi pela impossibilidade de proibir o pensamento
        da mulher que eu, você e outras mulheres estamos escrevendo aqui
        hoje.

        Pense sobre isso. Não
        estou pedindo que concorde, só que pense.

      • http://www.facebook.com/este.campos Estefânia Campos

        Nayara  

        Cada um tem sua opinião mesmo.  
        As mulheres evoluíram muito, tanto no pensar, no falar, nos estudos… isso eu não tiro sua razão porque a história e a realidade mostra isso.

        Quero deixar claro que sinto vergonha de escutar esse tipo de música e minha opinião não vai mudar mesmo sabendo que a mulher pode fazer o que quiser no mundo de hoje. 
        Não sou puritana, porém compactuar (ouvir, cantar, dançar) isso agride minha dignidade. Os meus valores, minha postura e minha decência jamais será influenciada. Pra vc ter noção eu nem vi o vídeo e nem ouvi a letra, mas essa semana eu li um post de um amigo no fb, e ele descreveu a letra abertamente.  Replico referindo-me a letra da “música” e ao artigo da autora que achei um tanto pobre. 

        Bom, não vou mais dar minha opinião sobre esse artigo. rs…   É muita moral pro papo de homem e para esses pseudo-artistas.

      • gingervixen

        Estefania, fico feliz em ver pelo menos UMA MULHER por aqui que se sente envergonhada como eu de saber que outra mulher – no caso Valeska – resolveu cantar essa coisa degradante e que muitas outras mulheres por aqui ainda estão aplaudindo o fato.

        Passamos ANOS, SÉCULOS tentando não sermos vistas como meros objetos sexuais , pra agora uma mulher vir e falar “pega no meu gr****” , e todas as outras mulheres aplaudirem e acharem isso bonito ? Vcs realmente acham que estão sendo modernas e feministas ? Não. Vcs estão agindo mais ou menos como aquelas concubinas de haréns. Disputando pra ver quem é a que parece mais moderna, mais apta pro ato sexual, pra agradar a todos os homens . Vergonhoso, vergonhoso. E depois essa mulherada ainda reclama porque está solteira.

      • Helena Pistune

        é tipo: as ,mulheres não queriam mais ser vistas como meros objetos e brigaram pelo direito de… querer ser objeto?
        contraditório.

      • Duarteanselmo

        Estefânia Campos e Gingervixen, como é bom ver mulheres pensando como vocês, aliás, pelas fotos são uns espetáculos!… Então, mulheres bonitas, inteligentes e interessantes… Do resto, eu tenho VERGONHA ALHEIA!… Penso que, como pai, se tivesse filhas com 3, 4 ou 5 anos (não importa a idade) e ouvisse cantando e dançando esse tipo de “sarna”, ficaria decepcionado. Atualmente as escolas utilizam a educação sexual com um título bastante provocador (no bom sentido) e muito útil: Afetivo Sexual, que ensina todos os nomes cientificos das partes sexuais… Já pensou os meninos/as lá na escola aprendendo: Aqui é o grelo, podem mamar aqui também! Aqui são os peitos (Vamos apertar!) e aqui, galerinha fica a brioco… Esse é pauzão, turma, Aqui se faz xixi e usa também para boquete…Fala sério! O problema é a cultura, sociedade? Tô com dó de pessoas como Einstein, Joana Darc, Rainha Vitória, Anita Garibaldi, Santos Dumond, Martin Luther King, Thomas Edson e recentemente Steve Jobs e Michelle Obama…. Ahhh Nem… 

    • Ceciliaknv1624

      Então você deveria ter detalhado mais sua análise… ficou um texto curto e passível de ser interpretado como limitado e acusador. Você acusa a classe média e alta que supostamente oprime os pobres que vivem no submundo da cultura e chama a todos de hipócritas apenas por condenar essa música e sua cantora. Se a coisa vai mais além, deveria ter tido mais cuidado com o seu texto. 

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    E eu cliquei em curtir, tinha opção de publicar no facebook, lembrei dos alunos… melhor não. Infelizmente ainda sou hipócrita, mas concordo com o texto, apesar de não curtir o estilo musical, acredito que muita coisa tem de ser dita para que a mulher de fato tome posse do seu grelo.

    • Ceciliaknv1624

      Putz, que comentário foi esse? 

      • Alice

         Um comentário que você não tem capacidade intelectual suficiente pra entender.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         Qual o problema com o comentário, Cecília? Só não entrei no mérito da música e procurei me ater àquilo que o texto, para mim, dizia: que há muita hipocrisia relacionada a sexo no mundo, até reconheci a minha qdo não publiquei no face, e que textos como esses e talvez músicas como essas ainda precisam ser feitas para que a mulher alcance alguma liberdade sexual. Só isso.

  • http://www.facebook.com/alexcarv Alex Carvalho

    Nayara! (fúria?) Você não tem nenhuma. Quer polemizar? Realmente esse asunto não deveria ter espaço aqui!

    • Nayara Barreto

      Não quero polemizar, Alex. Quero problematizar.
      e fiquei curiosa para saber o por que esse assunto não deveria ter espaço aqui. você já leu a proposta desse site? Está bem no fim do post, mas eu colo aqui pra você dar uma olhada:

      Conheça nosso projeto editorial
      O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um
      espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate
      saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.

    • http://www.facebook.com/people/Nick-Matos/100000112885301 Nick Matos

      Cara, como assim “esse assunto não deveria ter espaço aqui”. Que repressão, vá ler a bíblia, rapá!

  • http://www.facebook.com/MrJTCarioca MrJTCarioca

     Puritanismo, Hipocrisia e Falso Moralismo.Não é o tipo de Musica que vai tocar nas rados por exemplo, então nem tinha motivos para Criar tanto caso em cima dessa musica. Seu Filho de 10 não não sabe nada sobr sexo? então é o papel dos pais estar presente é educar sexualmente o Filho (a).

  • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

    Bom, com certeza foi um tempo perdido ler este texto. E pior que eu nunca tinha ouvido esta ‘música’. Tá parecendo papo daquelas garotas que andam de bumbum de fora imaginando estarem fazendo algo provocante e revolucionário. Limites devem existir para que não vire tudo um caos, uma verdadeira bagunça. Ou vc quer que o país inteiro vire uma favela? Não sei se vc tem filhos, mas quem coloca umas porcarias destas tocando esquece que criança e inocência deveriam andar juntas. Por isto que existem tantas crianças mal criadas, mal educadas, fazendo sexo, engravidando. Pela falta de limites. E não é culpa delas ter sua pequena fase da vida roubada, é culpa de quem, por exemplo, coloca uma porcaria destas pra ouvirem. E pior é que mesmo eu não ouvindo alguém sempre ergue o som. Hoje muitas pessoas estão forçando a decência a virar um crime. E se tudo virar esta putaria, que valores vamos passar para os nossos filhos, e que valores eles passarão para os filhos deles? 
    Se tudo deve virar esta anarquia, então  coisas como estupro e incesto devem deixar de ser crime, é assim? Porque o coitadinho do estuprador só tava com tesão e tem que se satisfazer porque tinha um grelo, um forébis e uma boca passando perto dele. É assim que vai ficar bom? Sexo é maravilhoso, falar de sexo é bom, mas tudo o que sobra acaba virando uma porcaria. E isto não é falar de sexo, é uma voz horrenda, vulgarizando completamente uma coisa tão boa, mas que praticada sem pelo menos um pouco de bom senso acaba trazendo só desgraças. Lembra da história de ser uma dama na sociedade e uma puta na cama? Te garanto que agrada bem mais do que ficar gritando pra todo mundo que quer que chupe seu grelo, que coisa feia.

    • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

      Antonia, eu também sou mãe e não, não deixaria nunca minha filha ouvir uma música dessas. Ao menos não enquanto for criança. Porque eu não quero que ela faça sexo? Que ela saiba sobre sexo? Que ela seja a melhor puta na cama que ela puder e quiser ser? Não! Até porque eu QUERO isso tudo pra ela. Eu quero que ela seja sexualmente saudável, só que isso tem seu TEMPO. Eu nao quero é que ela perca a “inocência” dela antes do tempo, afinal, ela tem uma vida inteira pra aprender sobre isso, ninguém precisa acelerar o processo.

      No entanto, sou obrigada a discordar que, caso ela ouvisse, ela sairia dando  com 10 anos, engravidaria com 11 e n outras coisas precoces. Não é UMA música que vai influenciar todo o caráter e todas as decisões da minha filha e de quaisquer outras crianças. A identidade sexual de cada um é construída por muitos mais fatores que apenas uma música. 

      Eu pretendo conversar com ela sobre o assunto no momento certo, quer seja quando eu achar que a idade chegou, quer seja quando ela vier me perguntar coisas sobre o assunto… Ela tem 4 anos. Eu sou separada e ela nunca conviveu com uma mãe que namora, ou seja, ela não tem influências de tendência sexual vindas de mim, porém, já me perguntou sobre sexo, sobre homossexualidade… Eu respondi como achava que devia, com contornos, logicamente, já que ela só tem 4 anos e, acredite, mesmo sabendo sobre a homossexualidade, por exemplo, ela já passou uma tarde na presença de um casal homossexual amigo meu… Houve proximidade, houve troca de carinhos, mas não houve beijo.. eu não me preocupei e também não chamei a atenção dela pra aquilo. No caminho de casa eu perguntei a ela o que ela achava que eles eram. Sabe o que ela me respondeu? “Irmãos”. Isso que eu chamo de inocência, isso sim, deve ser preservado. Ela sabe da existência e nem por isso soube reconhecer, achou engraçado, ou diferente….

      Nos tristes casos em que crianças perdem essa inocência precocemente, certamente foi mais que uma música, embora explícita como essa, que fizeram que elas perdessem. É toda uma cultura, uma criação, exemplos vistos pela criança… E falar sobre sexo abertamente, como na música e que eu acredito que seja o ponto de vista da autora é BEM diferente de defender ideias que abusam do outro, como estupro, pedofilia e outros exemplos citados acima.

      • http://pulse.yahoo.com/_XDO2TFDXLCT4RQMWWAMODL7B6I renato

        Ariana, o teu foi o único comentário decente que li aqui. Tenho uma tendência a concordar com o texto porque gosto de criticar e contestar essas coisas que são de um jeito somente por serem desse jeito. Então, para mim, seguir uma moralidade imposta por não-sei-quem é algo que deva ser pensado e criticado.
        Porém, me parece que ficou de fora das considerações da autora o fato de que existe essa inocência que você falou, a da sua filha e de milhares de crianças, a ser preservada. E o fato de que por milhares de anos da nossa evolução cultural certos temas foram tabus, sujeitos a controle social, mas que havia um motivo não racional (natural?) para isso. Muitas transições, por exemplo, da infância para a idade adulta, eram ritualizadas. O corpo tem seu ritmo e suas mudanças (os pentelhos do grelo quando começam a aparecer, por exemplo), e com as mudanças do corpo a psicologia vai mudando, e em tudo isso fomos um dia amparados por iniciadores, mentores e rituais. Tudo isso com vistas a transformar uma menina numa mulher sã e íntegra.
        Um dos grandes problemas, no meu ver, da sociedade ocidental contemporânea, é justamente a diluição desses rituais e a perda da integridade mitológica/psicológica que uma vez tivemos, acreditando que com a razão sozinha conseguiremos atingir o mesmo resultado dos rituais. É não saber pedir a liberdade que merecemos (como no caso das mulheres, homossexuais, negros, e até dos animais, a liberdade de expressão, os tabus, o sistema produtivo etc.) sem pôr em risco essas estruturas invisíveis que são talvez a parte mais importante do ser humano.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        É, mas a preservação dessa inocência cabe a cada pai.. É lógico que temos nosso limite de controle sobre nossos filhos, mas podemos colocar filtros nos computadores em casa, para que vídeos como esse não sejam assistidos, mudarmos o canal, não ouvirmos rádios que toquem isso, etc, etc, etc… 

        Quanto ao ritual de transição, sim, ele está quase extinto, ainda temos alguns grupos, como os judeus com seus bar e bat mitzvahs, entre outros, mas, em geral, está um processo diluído, que vai ocorrendo com o decorrer do desenvolvimento de cada indivíduo.. Eu mesma, com meus 26 anos de idade, ainda tenho alguns aspectos infantis, mas ter passado por um ritual não iria, necessariamente, acabar com esses aspectos. Talvez, quando eles existiam, o próprio fato das crianças passarem por ele impunham à elas essa maturidade, de maneira que elas passassem a agir como maduras, sem que necessariamente maduras fossem. O que é melhor, ou pior? Difícil saber… Eu ainda prefiro que seja gradativo, cada um aprendendo conforme as experiências vividas ou passadas por outros… Até porque há aspectos infantis bons de serem mantidos. Eu mesma não quero ser adulta 100% do tempo…

      • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

        Ariana, não estou falando apenas desta música, estou falando em criminalizar a decência. Só comentei porque fiquei chocada que o Pdh aceitasse este tipo de post xulo. E música influencia mais o que vivenciar, pode crer. A música é um instrumento poderoso para difundir idéias. E o que me irrita é ver meus filhos sendo obrigados a ouvir porcarias como estas porque alguém acha lindo. Podem não ouvir na minha casa, na minha vizinhança, mas acabam ouvindo na escola, no caminho, em carros que passam com sons arregaçados. Tua filha tem só 4 anos. Eu tenho uma de 15 e um menino de 12 que consegui criar com mentes perfeitamente saudáveis, resumi o que queria dizer pq não tenho tempo de colocar os mínimos detalhes, mas falar de sexo desta maneira vulgar gruda na mente sim. Vc nunca leu na Bíblia que ‘as más conversações corrompem os bons costumes’? Alguém sabe melhor do que Deus o que pode fazer mal à mente? (isto pra quem acredita em Deus, não estou forçando ateus e agnósticos a aceitarem este argumento, mas eu acredito) E considero sexo uma coisa tão boa que fico indignada que estas frouxas precisem desta apelação pra fazer de conta que sentem prazer sexual. E a minha referência a estupro é válida sim, pq do jeito que as coisas andam banalizadas logo deixará de ser crime sim, é só pensar um pouco num futuro com todo mundo sem limites assim.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Criminalizar a decência? Acho que aí houve um exagero… A começar que o que é ou não decente varia para cada um… Música influencia mais que vivenciar? Pergunte a uma mulher estuprada se essa música mesmo da Valeska a influencia… ou se as lembranças que ela tem ainda a movem. 

        E quanto à divulgação da música em locais públicos, aí sim, eu concordo, pois é essa a proteção que nos foge, mas temos que confiar na educação que damos, nos exemplos, nas conversas e sabermos que uma música, até porque essa não é a primeira nem será a última, fará com que eles pensem que o sexo é banal… 

        Eu fui criada numa família com 4 tios e uma tia. As conversas de família sempre giraram em torno de sacanagem. Um dos meus tios brinca, dizendo que se fosse mulher, dava todo dia. Nem por isso eu dou todo dia ou pra qualquer cara que queira me comer…. Eu conheço a bíblia sim, sei também do quanto as conversas podem influenciar, mas, como eu disse antes, não é só isso que influencia… é todo um conjunto de fatores… Sinceramente, as minhas escolhas sexuais atuais são baseadas nas minhas vivências. Não no que alguém vai pensar, não no que uma música me fala. São baseadas no que eu já fiz, já deixei de fazer e onde eu percebi que está delimitado o meu limite, a minha vontade, o meu desejo… E falar sobre isso não me faz mais nem menos “puta”. As ações nos definem, não as palavras.

        E mais uma vez, quanto ao estupro, eu discordo plenamente. Cada vez mais está aberta a consciência de que tem que haver consentimento com completa ciência do que está acontecendo para que uma relação sexual seja “legal”, digamos assim (legal no sentido da lei mesmo, não no sentido de bom, ou ruim). Basta relembrar da última edição do programa BBB, em que a sexualidade é banalizada, as mulheres se expõe o tempo todo, mas, ainda assim, quando houve uma possibilidade de estupro, a justiça entrou em ação e a sociedade se mobilizou… claro que houve os que se mobilizaram contra o argumento do estupro, mas pelas circunstâncias do ocorrido, pois tenho certeza que se fosse um estupro, teríamos um caso de mobilização semelhante à do caso da menina estuprada no ônibus, por exemplo. O rapaz foi capturado, e, quase linchado no caminho da delegacia. Estupro é visto sim como algo terrível e não está banalizado. Lembre-se do tratamento que estupradores recebem na cadeia. Até aqueles que são marginais à lei os vêem com outros olhos.

      • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

        Em nenhum momento eu disse q o estupro está banalizado, disse que se continuar assim uma hora deixara de ser algo ruim, assim como o adultério deixou de ser crime, a pornografia virou uma coisa bonita e até artística, o exibicionismo, que antes dava cadeia, hj é uma piada, etc. Leve seu pensamento para daqui a alguns anos e vc vai entender o que eu disse. Se ama tanto tua filha comece a ficar preocupada. Porque não estou falando somente desta musiqueta, estou falando sobre perda de valores geral por causa de coisas deste tipo aí. 
        Mas pelo jeito vc não está nem tentando entender o que eu falei só pq citei o estupro. Pra seu governo, eu já fui estuprada e não to aqui me lamentando, então para de bater nesta tecla, querendo fazer eu me sentir culpada por ter falado isto, que comigo não funciona. E as coisas estão tão fúteis, que qdo contei pras umas pessoas logo depois do estupro elas riram, dizendo q um cara lindo daquele não precisava ter me forçado, e acabaram me tirando a coragem de denunciar. Só falta a coisa ficar legalizada, sim, porque a mente das pessoas está cada dia mais pervertida e inocentes hj parecem os culpados. Não fica aí se fazendo de chocada, já que achou o post bom.
        E vou parar de falar sobre este lixo, pq tem muita coisa boa pra eu ler aqui no pdh, já perdi mt tempo hj só pq resolvi dizer q não gostei e dar minha opinião. Tua verdade não é a verdade de todo mundo, muito menos a minha. Mas eu sou livre para pensar e decidir os caminhos que quero seguir, não tenho q gostar de algo só pq alguém achou bonito. E sou livre pra dizer isto.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Eu entendi sim o que você disse, Antonia, eu só não achei que as coisas fossem comparáveis, só isso. 

        Eu me preocupo e muito com ela, mas o que mais martela na minha cabeça ´q eu ela tome as decisões dela consciente do que está fazendo. Eu sei que a nossa realidade atual tem meninas de 9 anos engravidando e sem estupro, fizeram sexo consensualmente, o problema nisso é que eu, pelo menos, até os 13 brincava de boneca… com 9 eu não faria a menor ideia do que aquilo seria, por mais que o praticasse. Essa é a minha preocupação, que as crianças percam essa inocência e pratiquem o sexo ou qualquer outra coisa fora de época, sem saber 100% no que estão embarcando.  Eu só não acho que seja uma música que vá mudar isso. A música reflete como a sociedade tem se comportado ou  a música rege o comportamento da sociedade? 

        Veja bem, eu não estou a favor dela, eu não acho a letra legal, bonita, admirável. Essa música nunca vai ser tocada na minha casa e eu entendi seu ponto de vista de que ela vai ser tocada em locais públicos e, caso não tivesse sido criada, isso não aconteceria, eu só afirmei que não acho que o nosso comportamento possa ser definido por conta de uma música, ou uma novela.. Não é uma influência só, é um conjunto e nós como pais temos papel fundamental em filtrar isso e caso não consigamos, em explicar da melhor maneira possível isso aos nossos filhos… Falar que o que está sendo cantado pode ser vivido, mas que está “vulgar”, que não devia ser exposto dessa maneira, que é pra ser vivido na hora certa, com a maturidade certa e etc… 

        E sim, é claro que você é livre pra dizer isso e o que mais quiser, só que eu também sou…

      • Helena Pistune

        agora eu concordei com vc :D
        crianças são educadas mais por exemplos que por palavras – ou palmadas.
        Só que a música é um “a mais” nos fatores que podem vir a deseducar. Agindo em conjunto.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Isso! Em conjunto. Quando uma música destoa do conjunto inteiro, qual o percentual de influência que ela vai ter?

    • Ceciliaknv1624

      Mandou bem!

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Parabéns, Antonia… Matou a pau!

    • HelenaPistune

      nada mais a adicionar!

  • Rafael Dorcel de Souza

    O assunto é meio clichê, não existem tabus já faz tempos, pelo menos sobre sexo. Não é feio falar sobre sexo, mas ter que puxar sempre esse assunto porque somos moderninhos, ou ficar fazendo músicas apelativas é ridículo, (obs: eu curto velhas virgens, e muito, mas vou explicar isso…), ridículo no sentido de não saber o momento oportuno das coisas, hora de putaria é hora de putaria, hora de manter o nível é hora de manter o nível, só porque a guria chupa e da o cu, não quer dizer que ela tenha que ficar falando pra todo mundo porque ela é moderna ou sei lá o que, isso é uma questão de nível SIM, e NÃO de tabu.

    Dificuldade para falar de sexo?  Não consigo enxergar isso na sociedade de hoje, a dificuldade que se tem hoje é bem pequena e normal, normal porque nem todo mundo gosta de revelar sua intimidade ou quer discutir coisas mais importantes, e esse é um direito que todo mundo tem, mesmo que chupe e de o cu, mas repito, não é questão de TABU. 

  • http://www.facebook.com/ocapela Caio Capela

    Tá bom então! Promiscuidade liberada!!! Vamos parar de ser hipócritas e quando um filho perguntar sobre sexo, mostraremos um filme pornô com todas aquelas frases e gemidos de sacanagem. tssssscc’

    Realmente o pior texto que li aqui no PdH. De longe! 

    Há uma GIGANTESCA diferença entre falar sobre sexo e essa música. E outra, existem sim outras músicas que falam de sexo explícito, como Velhas Virgens que o rapaz comentou aqui e também Skank (Formato Mínimo).Mas me diga uma coisa… Essas músicas são interpretadas com voz de puta e tom de sacanagem?

  • Amoral Heart

    A maioria dos comentarios critica o valor artistico da musica, mas acho que o foco do texto nao e esse.

    Detesto funk, mas o gosto dos outros nao me diz respeito, entao defendo o direito de expressao de quem gosta. Como o Jefferson Nascimento comentou: “E um viva para a infinita hipocrisia e cinismo da sociedade.”

    • Ceciliaknv1624

      Ninguém está desrespeitando o direito de ninguém de ouvir porcaria, mas deve ser dado o direito a quem quiser de dizer que isso é porcaria cultural e vai descer pelo ralo da mídia com o tempo.

  • http://www.facebook.com/thiagotatagiba Thiago

    Texto sensacional,nada mais a ser dito!

  • Isabella

    Muito bacana o texto. Você toca num ponto fundamental: a sociedade ainda não está preparada pra isso (falar de sexo de forma aberta) e as mulheres realmente são as que mais sofrem com isso. Mas de qualquer forma, nåo acho que músicas como a da Walesks ajudam alguma coisa, porque só aumentam aimda mais o preconceitocm com o assunto. Falar de sexo com o parceiro/a, amigos/as não precisa ser tabu…mas chegar a dfalando:’quero mamar, gozar…’ Não é a melhor forma de quebrar este ‘gelo’

  • http://www.facebook.com/ramomzagonel Ramom Zagonel

    Realmente, o tabu do sexo existe, é só reparar na sociedade à sua volta, quando alguém quer falar de algo sexual, maquia, disfarça a frase, e o outro entende, é COSTUME.

    Mas, essa ‘coisa cantada’, porque não devia ser tratado como música, não tem como objetivo FALAR DE SEXO SEM TABUS, o objetivo dessa droga é tão somente POLEMIZAR e fazer com que os ‘cantores’ apareçam na mídia.

    Em outras palavras, querem GRANA.

    E eu abri o texto achando que ia haver uma abordagem muito maior. Um dos piores textos que vi por aqui.

  • thyadipaula

    Não preciso gritar aos quatro cantos que tenho um grelo para saber que o
    tenho, nem afirmar que sei como extrair prazer dele. Não preciso me
    apresentar a uma nova pessoa dizendo “O, sou a Cínthya, e eu tenho
    orgasmos, viu só como sou liberada e conheço meu corpo?”…

    Decerto, mal nenhum
    há em gostar de sexo, em fazer sexo, em falar de sexo.
    A vulgarização do sexo não indica existência de liberdade sexual. Exercer a liberdade é se
    conhecer e se respeitar. Caso assim não fosse, Gretchen e Rita
    Cadillac, mulheres incensadas como “super liberadas”, não teriam se
    arrependido dos filmes pornôs que fizeram
    (
    e
    ).

    Eu me preocupo quando ouço músicas com esta dose de vulgaridade no baile funk próximo à minha casa – e as ouço à revelia da minha vontade. Me preocupo quando vejo meninas passando pela minha rua, na saída do baile, com as saias levantadas, sem calcinha, bêbadas e drogadas. “Ah, mas que se dane, ela manda no próprio corpo, é livre, dá pra quem quiser, onde quiser, quando quiser!”

    Será mesmo?

  • http://www.facebook.com/viictor7 Víctor Alexandre

    Então, lá vamos nós…

    Primeiro: Falar sobre sexo abertamente deixou de ser clichê pra mim e pra muitas pessoas que eu conheço.

    Segundo: Se você autora, atenta que mulheres podem falar sobre sexo sem serem vulgarizadas ou chamadas de putas, poderia procurar tantos outros meios melhores de mostrar isso, menos pelo funk.

    Terceiro: A discriminação para com o funk acontece simplesmente e só pela baixaria contida nas letras. 

    Quarto: O funk, pra mim, não é música.

    E por último: Quer mostrar que você é uma mulher livre das amarras da sociedade e não tem vergonha alguma de falar sobre buceta e pau? Faça uma palestra. Na sua comunidade, escola. Mostre as pessoas que é possível aprender sobre sexo de uma forma bacana.

    Né Rita Lee?! http://www.youtube.com/watch?v=zS80zuVj5XE

    • thyadipaula

      Na verdade, Arnaldo Jabor.  ;)

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Os comentários reafirmam o texto. Fazer, todo mundo faz, falar abertamente sobre o assunto? Não, jamais! 

    E quanto aos que dizem ser o pior texto do pdh, os outros de sexo foram lidos, homenageados e tudo bem, né? 

    • Nayara Barreto

      É, Ariana, queria mesmo que algum leitor notasse isso. Porque eu falando, ficaria muito óbvio. obrigada.

    • http://www.facebook.com/ocapela Caio Capela

      Tem algum texto aqui que vulgariza o sexo? Me mande o link, por favor.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        O que você chama de vulgarizar o sexo?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Acho que quando se fala em “vulgarizar” ou “banal” (no contexto de alguns como ele), é deixa-lo extremamente popularizado, ridicularizado, rebaixado, desvalorizado, sem pudor, vergonha nenhuma.

        É como se eu usasse aqui no avatar uma imagem minha com foco “naquilo”. Não é uma imagem que muitos gostariam de ver a qualquer momento. 

        O que hoje o “funk carioca” faz é mais ou menos isso: tá certo que muitos aqui falaram que existem músicas que falam de sexo meio que abertamente, mas o “funk carioca” 
        em si , na sua versão atual,  expõe demais isso, e as pessoas se sentem incomodadas. Nem todos aguentam ver uma bunda gigante ou escutar um cara falando o que é considerado “besteira vulgar” muitas vezes.

      • HelenaPistune

        todos gostam de sexo, mas a maioria se sentiria desconfortável vendo um casal transando em público em plena luz do dia, à vista de todos. O funk é mais ou menos isso.

      • http://www.facebook.com/ocapela Caio Capela

        O colega Vagner Alexandre respondeu bem por mim. O problema é que você põe tudo no liquidificador e nem tudo é pra se fazer assim. “Fazer, todo mundo faz, falar abertamente sobre o assunto? Não, jamais!” Agora sou eu quem pergunto: o que seria ‘falar abertamente sobre o assunto’? “Enfiar meu pau duro latejante na sua buceta gostosa molhadinha até você acordar o quarteirão de tanto gemer” é falar mais abertamente do que “transar contigo e te fazer ter um super orgasmo”?

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Respondi no lugar errado..

      • http://www.facebook.com/people/Nick-Matos/100000112885301 Nick Matos

        Vulgariza o sexo?!!? Uma porra que agente já nasce sabendo fazer. Leia um pouco sobre sexualidade nos fetos. Se quiser abri sua mente, mas se não , sou paciente. ;)

      • http://www.facebook.com/ocapela Caio Capela

        vééi, para de viajar! Você é como a Ariana, põe tudo no liquidificador.

        A questão aqui não é o ato de fazer sexo. Ninguém aqui nasce falando que vai enfiar um pau grosso no cu de uma gostosa até ela não aguentar mais e depois chupar a buceta dessa gostosa até ela gemer e desmaiar de tanto prazer. Acorda!

        Vou fazer a mesma pergunta que fiz para a Ariana:

        “Fazer, todo mundo faz, falar abertamente sobre o assunto? Não, jamais!”
        O que seria ‘falar abertamente sobre o assunto’? “Enfiar meu pau duro latejante na sua buceta gostosa molhadinha até você acordar o quarteirão de tanto gemer” é falar mais abertamente do que “transar contigo e te fazer ter um super orgasmo”? 

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Caio, eu não tinha respondido ,pois esperei a sua resposta. Eu concordo sim que há diferença, mas a sua pergunta foi se aqui há textos que, conforme a sua visão de vulgaridade, vulgarizam o sexo. Sim, há vários. Há manuais de como fazer sexo oral, há artigos que têm em partes contos eróticos, no próprio Ladies Room há muitos. Só que são publiados anonimamente. A Valesca canta isso dando a cara pra bater.
        E eu não ponho as coisa no liquidificador. O problema é que as pessoas tendem a interpretar tudo que é contraditório às proprias opiniões de maneira limitada. Eu não defendi o funk, o pagode, a Valesca, nada disso. Eu também acho a música feia. Eu já deixei claro que não colocaria pra minha filha ouvir. O negócio é achar o quanto da música EXISTIR é problema. Pra mim, não é. Só isso.

    • http://www.facebook.com/people/Nick-Matos/100000112885301 Nick Matos

      Palmas e mais palmas e mais palmas, Ariana! ^^

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Ariana, seu próprio argumento é contraditório. Se os outros textos foram lidos, homenageados e tudo bem. Então não existe tabu para falar de sexo.

      O que a Nayara não entende, é que sexo é feito para ficar entre quatro paredes, sim. Ninguém precisa sair por aí gritando aos quatro ventos o que faz ou deixa de fazer. Isso é confundir tabu com decência e discrição. Garanto que já fiz muita putaria por aí, e só por isso eu tenho que sair contando pra todo mundo? O que eu faço ou deixo de fazer? A conversa é prata mas o silêncio é ouro.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Bem, aí já entra a questão da sua opinião. Eu não tenho problema algum em falar sobre o assunto, se eu converso da mesma maneira que a explicitada na música? Não, mas converso, não tenho problemas com isso, acho saudável, até. Tem TANTA gente infeliz com suas vidas sexuais e a maioria desses problemas está na falta de comunicação… 

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        Concorda que para sanar a infelicidade sexual a pessoa tem que conversar com o seu parceiro(a)?

        Falar sobre sexo é bom e saudável, concordo contigo. Mas tudo tem que ter um nível. Falar que existe um tabu para se falar de sexo no BRASIL é a real hipocrisia. Existe hora e lugar para tudo. Não devemos banalizar o que deveria ser intimidade, não sou um santo e nem quero que homens e mulheres sejam santos, mas isso é confundir educação e limites com tabu. A nossa sociedade já vive numa putaria praticamente sem limites, querer aumentar isso só torna a coisa pior. Nós temos que ter limites, sim.

        Quer falar sobre sexo? Ótimo, eu te apoio, pode ter certeza. Mas fale em particular com algumas poucas pessoas do seu convívio íntimo e em quem confie e estará fazendo do jeito certo. Eu ainda acho que quem muito fala, pouco faz, e no caso de homens, faço o tipo que não fala nada… absolutamente NADA. Tenho histórias para contar que deixariam muito marmanjo com inveja, mas fico quieto e guardo pra mim, não preciso contar nada para me vangloriar nem para denegrir as mulheres com quem já estive. Sim, chegamos ao ponto chave, falar X ou Y denigre a mulher, sim. E as mulheres de hoje em dia estão lutando pelo direito de serem denegridas e ofendidas… vai entender!

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        E por que que falar y ou x de uma mulher a denigre? Porque ainda não temos a capacidade de enxergar a mulher como um ser sexualmente ativo, ativo no sentido de ter desejo, de querer, de ter e liberdade de falar sobre isso. 

        E sobre sanar a infelicidade sexual, como uma pessoa que não tem parceiro pode conversar com um?

        Eu, no meu comportamento particular, converso com poucas pessoas sobre a minha vida sexual, mas sobre sexo em si, eu nao tenho problema algum em falar, inclusive, penso em me especializar em Sexologia (faço Medicina). Então, a questão de como expor as opiniões e vontades de cada um cai no subjetivo, no conceito de cada um de limite, do que é certo e errado…

      • HelenaPistune

        por isso há meninas achando que ficam por fora se ainda não fizeram sexo mesmo JÁ tendo 14 anos… está banalizado demais. Apesar de ainda existirem alguns tabus… comunicação é necessária sim, só acho que estamos fazendo da forma errada. Vão me perguntar qual é a certa? Não sei. Alguém sabe?

    • HelenaPistune

      alto lá! todo mundo pode falar abertamente…
      mas por que não falar de uma forma mais sutil? Menos nojenta?
      Sexo é bom. Sentir tesão também. Sentir os instintos mais primitivos. Falar sobre isso é legal. Porém, não só a respeito de sexo, de qualquer assunto, não precisamos ter uma linguagem chula o tempo todo, como há nas letras da Valesca e do Catra… Falamos desse jeito com quem temos intimidade. Não falamos assim com pais, filhos, chefes, pessoas que conhecemos há pouco tempo. Questão de respeito.
      Claro que há formas bem mais graves de desrespeito que ocorrem na sociedade, e eu não quero mudar a opinião de ninguém. Não sou reacionária e nem celibatária, só não gosto desse tipo de abordagem, desse linguajar… não nas músicas.
      Não sou elitista também… garanto que do dia a dia da favela há coisas muito mais interessantes a serem extraídas. Sexo, a princípio, todos podem fazer.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    A Valesca popozuda não tá cobrando nada e nem obrigando ninguém a ver o vídeo, ouvir a música e passar o recado adiante.

    Sério, merece o prêmio de troll do ano

  • Pedro Marques

    Eu já acho que esse tabu ta mais do que morto. Hoje em dia em todo lugar se fala disso e, muitas vezes, só disso. Pessoal anda falando muito e fazendo pouco

  • Anonimous

    Todo mundo defeca, urina, escarra, peida… é preciso fazer música sobre isso??? A música é ridícula, não por falar disso ou daquilo, é porque é ridúcla e pronto.

    • Alice

       Nossa, dá pra fazer uma tese sobre a quantidade de pessoas que associam a música a familiares (pais, filhos, avós) e a escatologias! Freud adoraria estar vivo para fazê-la! Nortes para tal:

      1) filhos: a mãe é figura sagrada, à qual é vetado o direito ao desejo sexual.
      2) pais/avós: são repressores ‘naturais’. Freud sustenta que a morte simbólica do pai é necessária para a realização sexual.
      3) crescemos julgando que nossa cabeça é mais importante que nosso corpo e que há uma separação entre os dois (isso é basicamente a moral judaico cristã). o que o corpo faz é feio. associar as excrecências naturais do corpo ao sexo só indica que o sexo é considerado torpe. as excrecências, nos comentários, aparecem como torpes, e sobre as quais se deve calar – o silêncio é o castigo, é o tabu.

  • John

    Bom, 1° – sexo não precisa ser dito em um MEGAFONE, 2° – Apesar de tudo, escuta quem quer, 3° – Texto horrível que a moça escreveu.

    Assim, esse lance de tabú, mulher, homem, sexo e qualquer coisa da sociedade, carrega uma bagagem cultural por trás que vem desde muito antes de qualquer um existir aqui, e o fato é, as coisas vão mudar? sim, quando? com o tempo.

    Queremos ser diferentes, sair das regras que a sociedade carrega e viver como queremos. Vai lá e faça, não ligue para o que os outros vão falar de você, o ser humano é muito contraditório para atendermos todas as demandas de criticas…esse texto surgiu por que alguém ou ela continua ligando para os outros ao invés de se preocupar com ela mesma, faça a sua parte, por que quem vive dentro do pensamento social de massa vai evoluir com forme todos evoluem, e se você está fora desse grupo, siga independente.

    Expor suas ideias, legal, mas não com um monte de afirmações como se fosse tudo verdade, e não venha com citações como se fosse um trabalho acadêmico, por que até a citação é uma ideia e não a verdade. O lance é, bacana você pensar assim, eu não penso da mesma forma, felizmente. 

  • Mari Dias

    A repressão sexual que a mulher sofre e o Tabu que ” sexo é coisa de macho Alpha ” é muito predominante no nosso querido Brasil Patriarcal e machista. Então entrar em contato com uma linguagem puramente chula sobre o sexo e não a visão romanesca e sacrossanta como aprendemos na nossa colonização é no mínimo chocar conceitos e valores morais.. Por isso eu achei interessante e paradoxal o tamanho do absurdo que viria a ser isso.. Lidamos com mulheres semi nuas vestidas e desnudas das mais diversas formas, nas mais diversas mídias o tempo todo. E em uma música que usa os termos mais práticos. Até porque todo mundo transa… Mas de repente nos tornamos puritanos, porque é o Funk e isso não é música, não é uma expressão popular musical de uma classe..É baixaria. 

    O que eu sei é que enquanto esse pensamento arcaico existir, mulheres falando de sexo na sua linguagem mais explícita sempre vai parecer espantoso.. De repente todo mundo passou a ter piu-piu e não pau…

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    Eu não tenho problema nenhum em fazer ou falar de sexo! Nem de ouvir coisas ~~pornográficas~~! o meu problema é com a “música” em sim, que é um lixo!
    Eu consigo postar por horas músicas explicitas de sexo e sem qualidade artística questionáveis!!

    http://www.redtube.com/25232 – eu não errei o link não. O clipe do Rammstein (sem as censuras) não é encontrado em outro site que não o Redtube! e aê? rsrs

  • Nayara Barreto

    Vulgar, feio, bonito,
    ruim, bom, boa música, música ruim, qualidade, falta de qualidade.
    Essas são definições pré concebidas, construção histórica,
    produção de sentido da própria língua e da cultura. Nem é disso
    que trato no cerne do texto, mas já que é disso que trata a maioria
    dos comentários…
    Deixo o texto em aberto para que isso seja
    desconstruído. Isso não significa que no fim da sua desconstrução,
    você vai achar funk ótimo, maravilhoso, mas que você vai enxergar
    para além do que o senso comum já te diz e a mídia já apregoa. “A
    distinção acontece no hábito de consumo e na produção de sentido
    das classes sociais existentes”, não fui eu quem disse isso
    não, só uso palavras de Bourdieu pra falar que a própria definição
    de baixaria vem dessa distinção.Lendo os comentários, parece
    que isso tudo é dado e fixo, uma listinha: Isso é baixaria, isso
    não é e ponto!Só quero alertar que isso não surge do nada e
    não é natural, é mediado, é transformado pela própria cultura e
    não dá pra apreender sem refletir ou simplesmente repetindo lugares
    comuns.

  • http://twitter.com/melinafranca Melina França

    Valeska Popozuda diz “pega o meu grelo e mama”. Algumas pessoas interpretam como “A barbárie completa! Nossas crianças serão estupradas, nossos ouvidos violentados, o horror, o horror, run to the hills”. Oi??? E ainda argumentam que não existe mais tabu ao falar abertamente de sexo…

  • http://www.facebook.com/people/Carla-Rodrigues/1014618676 Carla Rodrigues

    Achei o texto pobre…

  • Ceciliaknv1624

    Acho que a autora entendeu tudo errado. A crítica corrente a esse tipo de “música” e letra é a qualidade do que se produziu, e a vulgaridade… e vulgaridade não num conceito moral, mas no mesmo nível do que um indivíduo de sensibilidade média sentiria ao ouvir uma música com a seguinte letra: “hoje eu caguei uma imensa bosta marrom/passei o papel higiênico no c*/etc”. Bem, todos nós cagamos, mas não é preciso fazer uma música sobre isso, e espalhar pra todo mundo ouvir na mídia. Isso é ser elitista? Então chame Tom Jobim e Pixinguinha pra uma conversa sobre cultura, mídia e a “vitória da alta cultura”.

  • Ceciliaknv1624

    Outra coisa: a mulher em questão não é “puta”, etc, porque está cantando isso, mas porque explora a própria sexualidade publicamente pra fazer sucesso… isso a denigre e desvaloriza sim, assim como a própria luta feminista. Estranho a autora, mestranda na área, não ter entendido isso. O texto ficou superficial e falsamente acusatório de uma hipocrisia generalizada, mas há diversos contextos aqui e um texto sério deveria ter analisado todas as vertentes.

    • Nayara Barreto

      Cecilia
      “isso a denigre e desvaloriza sim, assim como a própria luta feminista”. Estude bem os embates feministas contemporâneos e vai entender do que falo, provavelmente você fala pautando-se em um feminismo disseminado como hegemônico, existem várias vertentes e não somente O Feminismo. Talvez você não tenha alcançado as referências precisas para achar “estranho” a autora, mestranda na área, “não ter entendido”.
      Leia minhas respostas aos comentários anteriores, talvez tenha alguma pista sobre a minha forma de entendimento.

  • Taka henrique

    Polêmica é bom pra se discutir, sexo é bom pra saúde, promiscuidade é bom pra putaria.  A divergência existe pra ser exposto ao público refletir,   quando há controvérsias,  então o bom senso deve prevalecer para se viver em harmonia na sociedade  tão preconceituosa.  Respeite a opinião dos outros, mas não os abusos. Sacanagem tem o seu lugar, como tudo na vida tem, e não chore quando um demente  abusar da sua loucura. Hitller conseguiu, não esqueçam!

  • MageCiconello

    Há quem se choque com essa música, mas tem uma vida sexual muito mais ativa do que a da própria Valesca. Conheço gente que sai com pessoas casadas, mas que fica ruborizada quando eu pergunto “Você já deu para ele?” ou “Você já comeu ela?”.

  • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

    Seguindo o seu raciocínio: Vamos trocar a nossa novela das nove por um pornozão.

    E porque os desenhos infantis não tem sexo ainda? Um absurdo.

    Melhor liberar geral.

    • Alice

       sem sofismos, vai. do raciocínio da Nayara não se deduz o que você diz.

      • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

        Gosto de fazer observações irônicas e desconexas sobre textos que não me agradam, seja em forma ou conteúdo. (Não leve a sério o que escrevi). 

        Não gosto de desenhar as minhas opiniões, tenho a estranha mania de achar que todas as pessoas com quem dialogo são inteligentes.

      • Alice

        e eu tenho a estranha mania de achar que gente que pensa expõe argumentos (e que argumentos) como você é pouco inteligente.

  • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

    Porque diabos as pessoas precisam usar palavras vulgares para falar de sexo? Porque essa necessidade? 

    Sexo é algo comum e corriqueiro, não entendo porque tem de ser apresentando sob um luz negativa. Existem tantas músicas inteligentes que falam de sexo abertamente, e até com humor e duplo sentido. 

    Isso me faz lembrar algo interessante: As mulheres lutaram tanto para deixar de ser tratadas como objeto e a suprema complementação da sua luta é: Ser apresentada como um mero objeto de novo. Isso é o “feminismo”.

    Quanto à música, eles tem o direito de cantar o que quiser, mas eu não sou obrigado a gostar.

    • Alice

       Ah, vá, reduzir um movimento complexo como o feminismo a ‘isso’ é mentiroso. O que sinto no seu discurso é um imenso medo do sexo, do desejo (consequentemente, das mulheres). Como se falar vagina em vez de grelo transformasse o seu mundo belo e natural em um bordel demoníaco de uma hora pra outra.

      • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

        Como disse: eles tem direito de cantar o que quiser e eu tenho o direito de não gostar, simples assim. Sem mais.

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    O texto peca pela falta de objetividade, usa de um expediente “polemico”(?) pra derramar um discurso feminista que nem ao menos cabe a proposta do texto.

    Sinceramente o discurso todo esta engessado por uma militância que, me desculpe, beira ao cômico e não falo isso como ofensa, é impressão que me passou.

    Caracterizar o sexo nos dias de hoje como tabu é um exagero nos dias de hoje, talvez devamos nos concentrar mais em leituras atuais sobre esse assunto e não tantos em autores de outros séculos. O discurso é outro. É a banalização do que outrora foi um tabu, a exposição sem medidas e o que traz isso de bom ou ruim para a sociedade, seja homem ou mulher.

    “…manter a mulher como um ser inócuo e manter o assunto sexo entre quatro parede”

    Qual é a proposta de ação então, falar sobre grelo, essa é a ideia de posse do próprio corpo?

    • Alice

      1) qual é o problema do texto ser feminista?

      2) certeza de que sexo não é tabu? ou não é tabu na sua cerveja com os amigos?

      3) canta o pagodinho aí: ‘mama, PEGA NO MEU PAU e mama!!!’ gargalhou? deu um risinho, pelo menos? deu, né? agora repense o texto.

      • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

        1) Simplesmente porque a bandeira cega a lógica.

        2) Sexo em si não é tabu nem na mesa do bar nem em sua sala onde fica a tv.

        3) Não! Não gosto de pagode e nem tenho nada contra quem gosta. Não dei risadinha alguma. Agora repense o texto.

      • Alice

        1) não há problemas de lógica no texto.
        2) ou seja, sexo ainda é tabu.
        3) não acredito em você. ;)

  • Ivan

    A questão ao meu ver não vem a ser discutir a temática referente ao sexo, e sim esse tema ser divulgado e chegar até ouvintes em partes “indefesos” em razão de não ter Ideia do que realmente vem a ser o sexo, digo indefesos entre aspas haja vista que graças a musicas e exposição de temas como esses as crianças perderam a sua pureza e “inocência”. Por isso na minha opinião já que cada um tem a sua, sexo pode ser divulgado SIM, Porém, desde que atinja somente o público capaz de entende-lo e que se encontre em idade para não torna-lo algo banal. Cabe ressaltar que a mídia não permite esse controle de acesso a mídia, então qual a solução? na minha opinião cantores como Chico Buarque, autores como Carlos Drummond de Andrade souberam transmitir essa temática com uma abordagem onde somente os adultos ou aqueles com um conhecimento mais elevado é capaz de entender, e essa sim é a melhor maneira de se abordar o sexo em mídias

  • Ps.

    pode linkar outro blog??

    a Lasciva falou muito bem sobre o assunto aqui voltado mais pra crise da moça, http://www.lascivacontatudo.com/2012/04/dicas-da-lasciva-questione-moral.html#more

    E nao gostod dessas musicas q deixam o sexo crú desse jeito…
    mas Natalya eu acho q entendi o que vc quis dizer! Se querem falar de sexo na forma crua, falem, se querem poetizar poetizem, mas deixem todos falar de sexo, grelo, pau etc.
    E sim, sexo é tabú e sim dizem q sexo pervertem, seu texto tá muito bom! Mas o video velhas virgens dá de mil nessa valesca, ok.

    Bj.

  • Ps.

    a autora é Nayara…rs deculpa!!

  • gingervixen

    Eu pergunto à autora, que aparentemente tem ZERO tabus , se ela ouviria essa ode à vergonha num almoço em família, na frente dos avós. Se vocês têm zero tabus , assumam a baixaria de que vocês gostam, sem medo de ser feliz. Sem mais.

    • Alice

       kkkkkkkkkkkkk….. agora a outra pensou nos avós!!!! se bem que se os avós são sossegados vão cantar junto!!!! kkkkkkkkk o nível de argumentação da galera já foi melhor, né?

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

    O Ultraje a Rigor cantou: “só pra garantir esse refrão, eu vou enfiar um palavrão: cú”. Já a Valesca e o Mr. Catra garantiram a música inteira.

  • Alexandre Fernandes

    Sexo é bom e tem que ser praticado e não ficar berrando em música idiota no YouTube. O artigo falou muito e não disse nada. Falar sobre sexo ok, tem que se falar mesmo. Agora o funk (no geral) trata a mulher como objeto e sexo tem consequencias. Sexo sem proteção leva a doenças e gravidez precoce. Pergunte para um agente de saúde ou assistente social se a maioria das adolescentes grávidas ouvem Mozart e fazem ballet. Essa vulgarização do sexo pela mídia (não só pelo funk) leva a um cenário deprimente e isso não é preconceito e não discutir isso também é hipocrisia! Vamos falar sobre sexo e fazer sexo, agora, não me venham querer justificar essa pseudo-música que rola por aí e é gritada por essa molecada de hoje. Com certeza isso não é música para festa de criança, assim como os adultos não vão para o motel e pedem pra tocar Atirei o pau no gato.

  • Paulo

    Galera que curte essa música e/ou que é a favor dos termos que são usados, ponham seus filhos pequenos e pré adolescentes para ouvi-la até eles aprenderem a cantar ela toda e entenderem tudo o que ela quer dizer! E façam com que eles usem esses termos no dia a dia deles.. Porque é isso que acontece nas comunidades, aliás, tem música bem pior que essas, e a gurizada das comunidades dança, faz movimentos de sexo sem nem saber falar direito, segurando armas maiores que elas..

    Muita gente não sabe que o QI das pessoas tem a ver com as músicas que elas ouvem e gostam.. Não estou dizendo qual música reflete qual grau, mas é um dado interessante..

    Infelizmente tem muito brasileiro no Brasil..

  • gmaravilhosas

    O problema não é a musica falar de sexo. O problema é que assim como na mesa de domingo com nossos familiares, acho que não é pra se falar ainda de um jeito tão escrachado em um meio de divulgação de massa. Pega mal. É desrespeitoso com quem não da intimidade para se falar sobre o assunto.
    Não sou puritano, mas não sentaria com meus pais e cantaria pega no meu grelo e mama. Só isso

    • Alice

       hahahahahhahahahhhahahahahahhahahahahahhahha!!!! cara, vocês são muito pervertidos!!! uma queria cantar pro filho, a outra pensou nos pais…. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • LunnaMiranda

    Não tenho problemas em falar sobre sexo, mas tenho com um pagode que diz “Logo encharcou minha xota e ali percebi que piscou o meu cu”. Tenho vergonha de dizer que ouvi isso… KKKKKKKK

    • Alice

       Mas não tem vergonha da sua foto… #contradiçãofeelings
      (pode censurar editor!)

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Fuck The Pain Away . Assim, na voz de  Peaches, fica melhor?

     http://www.youtube.com/watch?v=GmFp0I8AZqw

  • Cleiton

    Não é porque todo mundo tem uma vida sexual que tem que sair fazendo música de putaria. Não é hipocrisia guardar nossa intimidade pra nós mesmos.  Rídiculo é sair falando e se exibindo pra todo mundo.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    House Music é bem “caliente” muitas vezes. Algumas músicas roqueiras também são bem pesadas em relação a sexo. Todos os tipos de música tem pelo menos algo com “duplo sentido” ou provocação sexual. E aqui no PdH fala bem abertamente sobre isso também. Tem matérias mesmo que muitos aqui que reclamam do estilo musical também pegariam para crucificar…

    Eu sinceramente não gosto do funk e de fato é também pelo fato de eu achar isso provocativo demais. Mas falo POR MIM. Nada contra quem escuta (mentira!). E de fato o texto está certo, a música, por mais provocativa que seja, não pode ser proibida de ser tocada. Quem é responsável pela “censura”, por evitar que filhos escutem, somos NÓS mesmos. Quem deve selecionar o que quer ouvir ou o que vai falar com cada um somos NÓS mesmos.

    De fato, hoje é difícil falar sobre sexo abertamente, porque NÓS nos fechamos, achamos isso bem íntimo demais muitas vezes, ou vemos com um viés controlado. Isso vai de cada cultura ou de cada um. Minhas irmãs são mais novas que eu, escutam funk as vezes e nem por isso vão “se dando” por aí, pelo contrário.

    Como dito em um dos comentários, a música é um instrumento que mostra a difusão ou faz a difusão da cultura. E querendo ou não, sexo também faz parte da cultura.

    Deveríamos pensar melhor sobre isso. E fazer a “censura” por si, não pelos outros. :)

  • Thay

    Adoro esse site, adoro liberdade de expressao. Sou uma mulher moderna, bem casada, e não acho que numa relação numa relação a dois deve-se ter pudores. Sexo é bom, é normal, e faz parte da vida das pessoas. Mas quero ver se os defensores dessa vulgaridade vão achar bonitinho quando seus filhos, crianças r adolescentes

  • Anderson

    Só eu reparei que embaixo do vídeo está escrito ”Vanessa” ao invés de ”Valesca”?

  • Thay

    Continuacao
    Criacas e adolescentes chegarem em casa e na escola cantando essa musica vulgar …. #vergonha

  • http://www.facebook.com/rodrigosantiago Rodrigo Santiago Juacaba

    Eu não tenho nada contra a música, me divertiria ao som dela numa festa e acho que tem muito papo furado girando em torno disso…

    Mas não posso deixar de aproveitar a oportunidade pra compartilhar o que é uma transa bem retratada:

    http://www.youtube.com/watch?v=VQimEYIwXDo

  • Lilian

    Ouvi a música… não é meu gênero favorito, mas dei altas risadas. Acho que o propósito do funk é esse mesmo, não? Tem uma coisa que eu gosto no funk: é justamente essa “libertação sexual” feminina. Pode ser tosco, escrachado e engraçado, mas não deixa de ser interessante uma mulher cantar que é dona de si e transa com quem quiser, ou que tem direito de receber um carinho extra quando paga a conta do motel.

    Quanto ao escracho da letra, sou obrigada a dizer que 99% das pessoas que acharam isso um absurdo, ou são hipócritas, ou não entendem inglês. Tem muito hit gringo que é pior (Don’t Wanna Short Dick Men, Because I Got High, só pra lembrar alguns). Tem muita banda de rock consagrada que faz letras do tipo “vou cortar o seu bolo com a minha faca”, “quero guardar sua portinha dos fundos”, “eu vou fazer uma festa na sua b#ceta” e coisas do gênero. Aliás, será que todo mundo sabe o que significa rock’n'roll? Lembrando que eu não tô julgando a qualidade musical, mas sim as letras.

    Mas enfim…. só digo que as pessoas levam as coisas a sério demais. E muitas vezes não se dão conta de que podem estar ouvindo algo não muito diferente daquilo que condenam.

  • Ksks

    que texto fraco, muito abaixo do nivel dos outros textos que o blog apresenta.

  • Renan

    Lamentável esse texto…
    Pior artigo que foi escrito. Desculpe aos outros autores, mas esse texto fez o site perder o foco.

  • Dado Teles

    Respondendo aos questionamentos do post: sim temos tudo isso, mas não é preciso fazer uma música(?) e contar pra todo mundo o que somos, temos ou fazemos. Simples assim.

    • Alice

       Na verdade, é preciso sim. Talvez não um pagodinho zombeteiro (parece que muita gente levou a música a sério por aqui), mas FALAR de sexo (tudo sobre sexo) é absolutamente necessário. Não sei se você sabe, mas a maioria das pessoas NO MUNDO tem a ideia deturpada e plantada pelas religiões de que sexo é feio, sujo, errado. É absolutamente necessário falar sobre sexo simplesmente para torná-lo o que é: natural e prazeroso.

  • Andre Azzolini

    Não, o problema não é falar de sexo em uma musica, falar de sexo em livros, musicas, no teatro e em qualquer lugar nunca foi o problema e com certeza não é o problema da referida musica alvo de sérias criticas. O problema consiste no valor artístico que ela não contem. Chama-la de musica soa como um insulto a alguns ouvidos mais sensíveis. Não digo que meus ouvidos sejam sensíveis assim, eu até gosto destas pseudo manifestações artistiscas, mas para “nossa alegria” a arte da periferia não se resume a isso, a musica que vem do gueto aumentou sua qualidade no brasil e no mundo. Mas aqui em nosso pais o problema é que a qualidade não vende e não lota show. Esse tipo de musica  esta na boca do povo porque o caminho da diversão, como a maioria dos prazeres hoje tem de ser rápido e fácil, com uma acessibidade (linguagem em linguagem e presencial) na mesma proporção. O que torna este tipo de musica mais consumível. Falar que o sexo explicito na musico gera repercussão hipócrita e que é a voz da repressão sexual querendo ejacular é exagero.            

    • Alice

       Você, claro, tem o direito de achar que a questão do valor da arte, que nos remete à questão ‘o que é arte’ é mais importante que a questão da sexualidade feminina aí colocada. Mas são só questões diferentes. Leia os comentários e vai perceber como a ‘voz da repressão sexual’ está presente.

  • Leandro

    Pior do que ouvir essas ”músicas” é saber que quem as cria recebe um dinheiro absurdo por isso…..#desigualdadetotal

  • Marcos Augusto Nunes

    Nayara,

    Gostaria que você escrevesse um tedto sobre o sexo tratado como mercadoria. Me parece que disso é que se trata. Além das frescalhadas burguesas á parte, há a questão de um sobrediscurso dominador machista patriarcal antigo que hoje se compraz em tratar o sexo e a mulher como mercadoria. Onde o grelo é item de fábrica, e os peitões acessírios siliconados à parte e ao gosto do freguês.

    • Nayara Barreto

      Oi Marcos,

      Sem dúvida, existe essa arena do consumo que é, sim, extremamente importante para o que esta sendo dito no texto. O grande problema aqui é que a maioria dos que postaram comentários se limitaram ao texto em si, e não perceberam, ou não quiseram perceber, que deixo ele em aberto. Quando digo que “é um dado muito mais complexo que uma moral pré estabelecida possa explicar ou definir” abro exatamente para a reflexão, isso inclui diversos outros fatores externos que eu gostaria que as pessoas pensassem. Não dou respostar no texto, lanço questionamentos, e você fez uma reflexão fundamental.

      Para escrever um texto com essa abordagem proposta por você, será necessário contextualizar toda a cultura do consumo e a lógica de consumo que domina todas as esferas de nossas vidas e de que forma ela se instaurou de maneira tão incisiva, transformando praticamente tudo em mercadoria, até mesmo nossas relações interpessoais. Obrigada pela sugestão. Mas nesse texto em si não quis tratar disso, embora seja uma vertente inquestionável do mesmo assunto.

      Abs

      Nayara

  • Raquel Meireles

    Uma letra que diz ““Mama. Pega no meu grelo e mama. Me chama de piranha na cama. Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar”, não garante gozo, nem liberdade, na verdade não garante nem o fogo do tesão e nem tão pouco que as mulheres sairam de seus pedestais e passaram a ser vistos pela galera sem os mesmos tabus.Acho estranho os pensamentos mais reacionários passam pelas cabeças de muitos que defendem os funks dessee gênero. Muitos inclusive ainda dizem abertamente que as personagens, como a dessa letra são para diversão e que as “santas” são pra casar. Então cantar me mama, não quer dizer que estamos diante de alguém liberto das amarras sociais sobre sexo, estamos diante de alguém que encontrou uma faixa de mercado e ganha seu dinheirinho assim.

  • Fernando

    É a manifestação da cultura deles. Não gosto da folia de
    bois ,não gosto de samba enredo. Ouve quem quer. E quem se preocupa com as
    crianças ouvindo, eu digo que apesar do governo não ter o direito de censurar,
    os pais tem, então ,cada um que cuide da sua família.

    E entendo os músicos que defendem apenas os aspectos técnicos para defender que
    isso não é música, mas é bom lembrar que antes mesmo de existir a métrica e a
    análise técnica a música já existia, se não podemos afirmar também, que música
    tribais africanas ,ou de tribos primitivas não tem nenhum valor cultural ou artístico.

    Acredito que uma parte das pessoas aqui, eu inclusive, conviveu na adolescência
    com músicas como as do Raimundos “Puteiro em joão pessoa”, ou que tal “Entrei
    no trem esporrei na manivela…”.  Isso
    me faz pensar, se falassem essas coisas todos num ritmo de Rock(gosto
    absurdamente de rock), seria mais legal ou artístico? As vezes parece que só
    determinados gêneros musicais não podem ter liberdade de expressão.  Ou será que é muito diferente a Ana Carolina
    ter uma música dizendo que ela comeu a madona, e descrevendo detalhes : “me
    levou num cantinho e disse morde”? Ela pode porque é uma pseudo-cult e canta
    MPB? Ou quando Chico Buarque canta “Joga bosta  na Geni” é valorizar mais a mulher?

     

    Pra mim isso parece mais a “velha moda” de odiar o que é
    moda.

     

  • indivíduo

    Vou criticar o texto em si, muito confuso, o que foi esse trecho: “o entrave em relação à livre falácia sobre os prazeres sexuais foi construído culturalmente, bem como tudo que envolve produção de sentido em um dado estrato social.”, sinceramente, quase desisti aí mesmo. Serviu apenas para iniciar a discussão. Dos comentários sim, se aproveita alguma coisa. Achou isso polêmico para você Nayara? Sobre a música, ah, não dá pra chamar isso de música.

    • Alice

       Basicamente, sim, é uma música: tem harmonia, melodia e ritmo.

      Quanto ao que não entendeu, vou traduzir da forma mais básica: a proibição de falar sobre sexo é cultural, como é tudo.

      O problema não está no texto dela, mas na sua pouca habilidade com sua própria língua.

  • Mel Tupinamba

    Gente, e eu pensando que já tinha visto de tudo… Rs… 
    Gostaria de saber se alguém aqui cantaria essa música p/ seu filho dormir, aliás, gostaria de saber da própria Walesca Popozuda, se ela cantaria. A música e o seu conteúdo é degradante (sem contar na voz da criatura que pqp…ninguem merece…). Pelo amor…!!! Se for isso que nós mulheres precisarmos fazer p/ alcançar alguma “liberdade sexual” (AINDA SE PRECISA DE MAIS???)… PQP…. Senti vergolha alheia como mulher ao ouvir a letra dessa música. Não sou puritana, nem hipócrita. Já tenho a liberdade que quero e preciso nesse sentido. Não preciso de mais. Mas, parece que nós mulheres estamos SEMPRE precisando provar algo p/ alguém (sociedade/homens/familia) e NÃO É BEM POR AÍ. Não preciso compor uma canção (ok, fui gentil, eu sei… rs) e enfiar goela abaixo do mundo, quando posso falar baixinho, ao pé do ouvido, o que quero do sujeito… e me sentir FELIZ, LIBERTA EEE RESPEITADA… Me desculpem as feministas ou quem quer que seja mas, ESSA bandeira eu não levanto. Aliás, se pudesse, enterraria. Rsrs 

    • Alice

       É bem difícil contestar alguém que não tem visão histórica. E é muito triste ver uma mulher se contentar com o cadinho de liberdade que alcançou até agora (por causa da luta de outras mulheres) e desmerecer o trabalho daquelas que ainda percebem o básico: mulheres, em nossa sociedade, não têm status de ser humano. A música não serve para ninar o seu filho, assim como ‘Apesar de Você’, do Chico Buarque, também não. Essa música só mostra o quanto a sociedade se escandaliza com o básico: uma mulher tem, tal qual um ser humano, desejo sexual. E, tal qual os seres humanos, a mulher faz humor com o próprio desejo (a música é uma paródia, que é uma das formas do humor).

      Olha como é tudo tão simples. Mas você ainda está escandalizada. Sente vergonha, se constrange. Por que será?

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1007692713 Glauco Guigon

    A polêmcia gera discussão, e toda discussão é saudável, quando as partes estão dispostas a falar e ouvir.

    Então pelo menos uma coisa boa a música e o artigo já geraram.

  • http://twitter.com/Gabriellacom2Ls Gabriella Marques

    Não é se colocar como objeto sexual, é apenas uma questão de liberdade sexual. uma coisa tão simples que nossos avós, pais, e praticamente todas as pessoas que conhecemos fazem ou fizeram se tornou uma enorme discussão. É tão difícil assim ouvir uma mulher falar de seu grelo? Todas temos, intitulem como queiram mas todas temos um! É sexo gente, não é eutanásia! 

  • Alice

     Acho que o título nos engana. Acho que o texto não está bem escrito. Acho que homens e mulheres, se tivessem ouvido ‘mama, pega no meu pau e mama’, estariam rindo ou simplesmente teriam ignorado – o que nos mostra a validade do texto.

    A música é uma paródia muito bem sacada dos pagodinhos mela-cueca/calcinha. E, depois da reação exacerbadamente contrária das pessoas a ela, vejo que é necessária.

    • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

      O problema é esse: Você acha.

      • Eduarda Vassanezzi

        Ainda bem que é só ela, né Marcio?! kkkkkkkkk

        Coragem desse pensamento !! 

      • Alice

        Uau, que argumentação…

  • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

    Não tenho nada contra putaria, nada contra falar de sexo. É que funk não é música mesmo.

    Falar da realidade? Escutem Consciência Humana, MV Bill, Racionais MC’s, Ao Cubo, etc. Eles sim falam da realidade.  Funk é algo vazio e sem conteúdo. O Rap é o verdadeiro representante musical das periferias, fizeram vários alertas e garanto que o rap tirou muita molecada do crime. Enquanto isso o funk apenas fala de putaria e faz apologia ao crime – sim, esqueceram dessa parte?

    A questão não é sobre o tabu sobre sexo. Não concordo com o tabu sobre o assunto, mas só porque não gosto tenho que ouvir isso nos carros tocando por aí o dia todo? Eu quero uma música com conteúdo, que inspira, que emociona e que anima… é isso que é música, e funk não tem nada disso.

    Ah, já ia me esquecendo. Nós temos todo o direito de rotular e julgar, sim. De que outra forma poderíamos escolher as nossas companhias, amigos, namoradas e etc? Se eu estou interessado em uma garota e descubro que ela é funkeira, eu descarto ela na mesma hora. Mulher funkeira não tem nível para estar ao meu lado e tenho dito. É um direito meu isso. Já sua vontade de falar de putaria aos quatro ventos não é direito seu, temos que manter um nível. Isso influencia crianças, isso é desagradável e ofende as pessoas. Eu tenho TODO o direito de me sentir ofendido quando alguém coloca uma música dessas perto do meu filho de 3 anos.

    Esse foi de longe a pior publicação que eu já li no PdH.

    • André Coelho

      Já que você citou Racionais, o Mano Brown fala com você sobre as preferências musicais, estilo de vida, apologia e seu terror de funkeiros :

      “Sente o negro drama,

      Vai,
      Tenta ser feliz,

      Ei bacana,
      Quem te fez tão bom assim,
      O que cê deu,
      O que cê faz,
      O que cê fez por mim?

      Eu recebi seu tic,
      Quer dizer kit,
      De esgoto a céu aberto,
      E parede madeirite,

      De vergonha eu não morri,
      To firmão,
      Eis me aqui,

      Voce não,
      Se não passa,
      Quando o mar vermelho abrir,

      Eu sou o mano
      Homem duro,
      Do gueto, brow,

      Obá,

      Aquele louco,
      Que não pode errar,
      Aquele que você odeia,
      Amar nesse instante,
      Pele parda,
      Ouço funk,

      E de onde vem,
      Os diamantes,
      Da lama”

      • Diogo

        Cara esse funk é outro, não é esse que está sendo colocado em jogo!
        O Funk está ai pra isso, a autora do texto e a nova graduada que aprendeu a fazer trabalhos e dissertações da facu está ai, está querendo te dizer o seguinte, minha bandeira é essa, você está errado em ter paradigmas, em ter preconceito, está errado, vamos pular essa barreira, vamos voltar ou avançar no tempo, (não sei aonde estou) e levantar o dedinho pra cima e dizer foda-se, agora espera ai que minha vizinha está pelada na janela, e eu já estou de pau duro! E mundão acaba não!

  • Alice

    Me preocupa muito esse tipo de reação tanto à música quanto ao texto. As pessoas falam como se estivessem diante do apocalipse. Se elas tivessem um pouquinho de noção de história (musical e literária, inclusive) não se escandalizariam tanto assim. Há mais de 2000 anos (restringindo-me à ‘história do ocidente’) já se faziam músicas/poemas cujo teor era obsceno e essa produção sempre acompanhou a produção dita séria (mesmo durante a Idade Média existia, ainda que em menor quantidade). Bem próximos a nós temos ritmos considerados vulgares a sua época e que hoje parecem ser de extremo bom gosto: o jazz swing, o maxixe, o foxtrote, o rock. E olhem esses versos de Gregório de Matos:
    “Passou o surucucu,

    e como andava no cio,

    com um e outro assobio,

    pediu a Luísa o cu:”
    Isso é século XVII, gente. Falar de putaria sem meias palavras não é de hoje. Pelamor, parece que é necessária uma revolução sexual mais profunda que a da década de 1960 (quem fala que o Brasil é especialmente liberal e que as pessoas já fazem sexo demais vive num mundinho à parte e não tem a MÍNIMA noção sobre que país, de fato, é o Brasil).

    E, no fim das contas, todo mundo deixa de lado as questões do texto: a mulher tem hoje tanto direito a seu corpo e a sua sexualidade quanto um homem tem (quanto qqr ser humano)? A mulher tem direito, inclusive, a se apropriar de todos os nomes do seu corpo, como um homem (como qualquer ser humanos) efetivamente tem?

    E não me venham com: ‘mas é isso que vocês feministas querem, poder usar os palavrões que os homens usam? poder ser putanheiras como um homem é?’ Pra essas perguntas toscas: o que eu NÃO quero é que me digam o que posso ou não posso ser/fazer/dizer por ser MULHER. Enquanto for possível ouvir a frase ‘Você não pode porque é mulher.’ o feminismo será necessário (substituam mulher por negro e feminismo por movimento negro e talvez percebam a lógica e a necessidade do texto da Nayara). 

    • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

      THIS

  • http://www.facebook.com/marco.t.araujo Marco Túlio Araujo

    O problema da banalização do sexo, do falar o que pensa, é que fez tudo perder a graça, o brio. Antes tinha toda uma expectativa ao se falar de sexo, de peito, bunda. Hoje é tudo banal. Tudo sem graça. Se eu pudesse, voltaria no tempo. k

  • Michel Colombo

    Por que mistificar tanto? Pra que tentar embelezar, deixar rebuscado uma idéia tão simples e óbvia?
    Citações de Carlos Drummond, Marisa Monte, Raul Seixas, Velhas Virgens sendo comparadas com citações de Funk?
    Na boa, isso é coisa de estudante de Filosofia ou Antropologia.” Bla bla bla, vamos analisar analiticamente.”

    Sexo todo mundo fala, todo mundo canta e todo mundo faz. Contudo, existe uma ENORME diferença em como se fala, como se canta e como se faz. Não é tudo a mesma coisa.

    A partir do momento que sou uma figura publica, tenho responsabilidade maior sobre o que digo e faço. E se meu público não tem nada na cabeça e dança semi nu, abrindo a xana pra molecada do bairro, sim, esse problema é meu e do resto da sociedade. 

    Hipocrisia? Sei não hein… Sexo sempre esteve aí, mas nunca vi tanta buceta, grelo, pau, cu pegando fogo e mulher piranha tocando em carro de pamonha pelo bairro em pleno meio dia na entrada do colégio. 

  • http://www.facebook.com/villeth Gustavo Almawi Villeth

    Putz vi várias as falácias do texto do Fábio(
    http://papodehomem.com.br/falacias-logicas/) nos comentários aqui…rsrs

    Acho que as crítica mais comum são do tipo “Isso não é música” ou “Não é o meio apropriado pra falar desses assuntos”; pra mim parece que a definição de Normalidade(http://papodehomem.com.br/vamos-nos-livrar-da-normalidade-racismo-e-normalidade-parte-3/) de muita gente foi criticada, o que é muito positivo…

    Bem, que as críticas não a impeçam de continuar!

  • http://www.facebook.com/marianaaasouza Mariana Souza

    Seu comentário transmitiu meu pensamento.

  • Marcos

    Tenho pavor de funk e pagode. Sou branco, classe-média, cultivo o bom gosto e me esforço regularmente para me tornar cada vez mais culto. Sem modéstia, porque a modéstia sempre é falsa. A humildade se exercita.O compositor dessa música: http://www.youtube.com/watch?v=-4IaAdIGIfI, a original, não a versão da Popozuda e do Catra, é bom. E olha, isso nunca vai tocar no meu som, mas tenho que reconhecer. A mensagem dele (sim, tem mensagem… talvez não faça sentido pra alguns, mas faz pra muitos, com certeza) vai direto ao ponto. É crú. É atual. Escutem outras coisas dele, conheci hoje no youtube. Vale uns minutos.
    Acho que falar de sexo é bom. As pessoas ainda dão sorrisos afetados, se envergonham, ou se escondem atrás de chavões quando falam sobre sexo. Eu gosto de falar sobre sexo. E sexo não é aquilo que papai fez com mamãe no escuro. Sexo é cú, buceta, pica, grelo, cuspida. Envolve agressividade. Não combina com pudores e vergonhas e nojinhos.
    Então achei massa o esquema. Mamar no grelo e socar com força no cu. Adoro. E gozar, gozar pra caralho. Que seja dentro de casa, que seja no motel, ou que seja escondido num canto na rua. Se for no meio da rua… eu acho bom. Dá um tesão do caralho.
    No fim das contas, quem não gosta que se fale é poque não faz. Ou não faz direito. E tem vergonha. E medo. E se morde de inveja quando ouve uma história de foda bem sacana.
    Azar de quem não fode. Os cães ladram e a caravana passa. Viva a pica, o grelo e o cu. E a chupada. Ou mamada.

  • Vmarxx

    Praticamente todos se espantam quando descobrem que o pai fode a mãe…pais e mães são assexuados, anjos.
    Depois crescem e se assustam de novo quando descobrem que os filhos tem desejo e fodem também.
    Quer dizer, burgueses não tem conserto… não aprendem nada e não esquecem nada.

  • Vmarxx

    Praticamente todos se espantam quando descobrem que o pai fode a mãe…pais e mães são assexuados, anjos.
    Depois crescem e se assustam de novo quando descobrem que os filhos tem desejo e fodem também.
    Quer dizer, burgueses não tem conserto… não aprendem nada e não esquecem nada.

  • http://www.facebook.com/andrenaves7 Andre Naves

    É impressionante como algo tão natural causa tanta polêmica.

  • Guifernes

    Cara! Disse tudo! Vou só reproduzir a última frase pra ver se a Sr. Nayara entende direitinho…

    “Odeio pseudo-intelectuais do contra”! 

  • Guifernes

    Nayara,

    Seu texto está muito bem escrito e estruturado! Que mostra seu nível de erudição e técnica de redação.
    Porém… Dá pra ver nitidamente seu “desespero” em “aparecer”. Não vai ser apoiando uma causa que nem você acredita para se auto-promover e “pagar de intelectual” que você será notada e levada a sério!
    Pra que estudar tanta pra escrever um texto tão sem sentido e prolixo? 

    Até parece que quem frequenta esta página/blog é um bando de “medíocres” (no sentido literal de ser mediano em mentalidade) com os hormônios pulando! Já passamos da adolescência!

    Por favor, nunca mais desrespeite o nível das pessoas deste lugar escrevendo semelhante bobagem, que no fim vem a dizer que cantar “putaria” é o mesmo que “liberdade sexual e de expressão da mulher”!

    É mais fácil você defender Adolf Hitler e alguém aceitar sua argumentação do que “afirmar” que Valesca Popozuda é uma prepus-sora da voz feminina que clama por liberdade sexual e de expressão!

    Obs: Tomara que este “nojo” de música (se é que pode ser chamado música) toque no almoço de domingo na sua casa, com seu pai, sua mãe e seus sobrinho de 8 anos de idade (ou menos) sentados a mesa. E aí vamos ver se a letra é ridícula, desmoralizante e ofensiva ou não!

  • Mitisplick2012

    intelectual de buteco… sim pq mulher assim gosta só de duas coisas: álcool e pinto!
    cai na real moça… 

  • http://www.facebook.com/anderson.ramos.carneiro Anderson Carneiro

    Não é pq era tabu que precisa se tornal banal.
    Eu prefiro ver alguns aspectos da vida com certo romantismo, senão vira punheta.

    Nayara, vc deixaria uma filha sua, criança, imitar a valesca popozuda?

  • Tkdsantiago

    Nayara parabéns pelo texto. Ainda bem que algumas pessoas ainda resistem contra certas imposições desse falido/hipócrita e insistente projeto pequeno burguês da modernidade. Impressionante pelos comentários como as pessoas ainda trazem em si traços conceituais desse projeto, alguns inclusive tão radicais e intransigentes que não percebem que a questão não está na letra do funk, mas, sim, nas prisões mentais que histórico-culturalmente somos submetidos (como Foucault bem aponta). Excelente reflexão. Beijo.

  • Carolmb_2

    Na outra matéria da Nayara ela inicia com a questão do quão naturalizado é o fato de pensarmos em um relacionamento binário homem/ mulher. Essa maneira de vermos e aceitar as coisas como são, sem ao menos nos questionarmos está inserida em diversos campos como, o sexo. Falar sobre sexo não significa necessariamente ter que falar entre quatro paredes, ou ter que falar de uma maneira contida, “afinal se você não tomar cuidado acaba na baixaria”, há milhares de maneiras de se abordar esse assunto e sim você pode expressar-se da maneira que quiser. No entanto, como notei nos vários comentários acima quando a expressão sai do que foi moralmente e socialmente construído, ninguém pára realmente para compreender, é muito mais fácil acionar o botão de julgamentos e sair criticando. É claro, as respostas estão todas prontas fervilhando para sair exclamando “que vulgar” “lixo de música” “é puta”, só que ninguém pára para pensar que aquele que produziu um funk ou que ouve um funk considera SIM isso como uma música e NÃO só, mas também como um meio de construir sua identidade e de se afirmar na sociedade em que vive, e antes que as pedras sejam jogadas, já esclareço que essa sociedade é a mesma em que você vive. Sociedade em que nos achamos tão abertos, tão democráticos, tão justos, mas que com aquilo que achamos natural reproduzimos tantos preconceitos e desrespeito.  
    Parabéns Nayara pela coragem e iniciativa de expor um tema com este! 

  • HelenaPistune

    não, não sou esse tipo de pessoa. E eu estou falando do meu julgamento, pra mim não é bonito. 
    Eu não posso mais ter opinião própria e discordar de um texto, é isso?
    quem é você pra me dizer o que é certo e o que é errado?
    e eu não sou o tipo que põe frases de C.L. no facebook.

    • http://www.facebook.com/Danpresto Daniel Lopes

      Carlos Drummond de Andrade é phoda… e pornográfico tbm!!

      • HelenaPistune

        eu sei @facebook-1348620678:disqus mas o tal @google-2c77e106e3459775101b48f5eab00a46:disqus não me levou a sério, talvez eu tenha cara de quem não lê poesia…
        cuidado, ele já pergunta se você tem o cadastro do ISPB!!! hahaha…
        abraços =)

  • HelenaPistune

    AMO quando me julgam sem me conhecer ¬¬

  • HelenaPistune

    coisa de elite wannabe é usar o termo wannabe e derivados anglo-saxônicos nas frases,,,

  • LuizZamboni

    forçação de barra descarada…rs

    Antropologicamente TUDO pode ser ANALIZADO (como manisfestação cultural), se vc vai fazer um estudo sobre o caso, o que não implica no objeto ter algum valor que eleve as pessoas da comunidade a uma situação melhor de educação, cultura ou valores.

  • Angel Six

    Tem como curtir 1000000 de vezes esse texto que transmitiu tudo que eu penso há anos? Eu odeio são os pseudo-intelectuais que acham bonito e bacana ofender a cultura alheia, ou o gosto diferente. Sou da seguinte questão: Não tem algo bom a dizer? CALE A BOCA, não fique disseminando seus ódios e pré-conceitos mascarando de “liberdade de expressão”.
    Já ouviram de falar de respeito? Respeitar as diferenças? É isso que tá faltando nessa geração de gente careta. Não gostou? Então ”
    Pega no meu grelo e mama” rsrsrsrs

  • Fox McCloud

    Primeiro de tudo, temos que parar para analisar a sociedade, com nossos “preconceitos” (como você mesma disse)!

    Não acho errado falar de sexo, e sim, pais falam de sexo com os filhos, vemos isso até em filmes! Quem não lembra da clássica cena em que os pais pensam: Chegou a hora de ter a “conversa” com nosso filho!
    O grande problema aqui, é a falta de vergonha na cara! Não só por ofender moralmente as pessoas, mas culturalmente! Pior que isso, usar uma coisa tão linda pra isso, a Música… a Mesma que Kurt amava, a mesma que Hendrix adorava, a mesma que Beethoven vivia… entre outros tão conhecidos e idolatrados músicos.

    Sinceramente, acha que não gostamos da música por ela simplesmente falar de sexo? Na-na-ni-na-não minha cara! Sou músico há 9 anos, estudei música, sou compositor, e me considero um “crítico” musical!

    Quem estudou música, sabe a facilidade de fazer um Funk, sabe o quanto poderia ser melhor aproveitado! Existem Funk’s que até são audíveis, têm uma batida boa, leve, suave, e uma letra coerente!

    Agora me fala o que você acha de inspirador, bonito, tocante, extasiante, excitante, apaixonante, etc, no trecho a seguir:

    Pega no meu grelo e mama, me chama de piranha na cama, minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar…

    Estou esperando… Nada né?… Sabia! Sabe por que eu sabia?
    Porque são rimas forçadas, são pobres e ofensivas!
    (Existem tantos outros jeitos de se falar sobre sexo em uma música, mas peço que veja os trechos citados pelos outros colegas, como a música do Fagner.)

    PORÉM! Existe uma coisa chamada liberdade de expressão! Que é muito mal-utilizada hoje em dia. Pessoas acham que ela se limita a simplesmente: “Você não gosta? Não ouve! Não gosta? Então não fala”. Não é assim! eu tenho o direito de me expressar e falar que eu não gosto!, claro, visando sempre o debate e a discussão amigável…

    Nayara, seu texto é tão vazio quanto a letra da música… Só consegui captar o sentimento de uma Pseudo-intelectual metida a Sociologista, porém não passa de uma feminista irritada… ;)

  • Avila

    Esse texto reproduz exatamente o que esses vagabundos querem, fazer desse lixo uma expressão cultural e sociológica…
    E vc autora do texto, caiu direitinho nesse caô…
    Esse Catra que tem dezenas de mulheres, mas, não permite que elas tenham outros homens a não ser ele… isso é um retrocesso a todo avanço que os movimentos pelos direitos das mulheres lutaram durante anos…
    Utilizam meninas criadas na favela, sem perspectiva alguma de futuro, constroem um império em cima desse lixo e vem pseudo-intelectuais defenderem… é a formalização da idiotice…

  • rebeca

    sexo é muito bom…falar sobre ele deve ser natural…ensinar as mulheres da minha familia a arreganhar e os machões a F@@@.d não se trata de sexo…é vulgar…é pobre…e nojento…não se trata de ser moralista…mc catra é um otario ridiculo…e nunca vi mulheres mais submissas q as que a seguem….nos shows…ele berra como uma cabra dando a luz enquanto as moça tentam arreganhar o quanto pode para mostrar a vagina aos machões que sempre estão filmando tudo com celular, enquanto esse circo rola mc guiaa a dama em como a xereca dela pode ficar mais visivil ao publico…junte isso a um bando de bebados com tesão e cercado mulheres deprimentes e ai vc tem o que chamam de liberdade!? cultura?! so demonstra a pobreza de nosso favelado pais…os verdadeiros mestres da cultura devem estar se revirando na cova…e as mulheres que lutaram por liberdade (e ainda lutam) devem se sentir castradas diante da nossa ignorancia

  • http://www.facebook.com/people/Manuela-Esquivel-Rodriguez-Montero/781643242 Manuela Esquivel Rodriguez Mon

    ninguém consegue entender que o estado atual da sociedade é, simplesmente, o que é. ERA INEVITÁVEL QUE CHEGÁSSEMOS A ESSE PONTO. era inevitável que, com tantos séculos de repressão sexual, ocorresse uma revolução que levasse as coisas ao outro extremo. a autora do texto não está colocando em questão a qualidade musical das composições apresentadas e tão difundidas na cultura de massa, e sim o fato de que elas estão aí. e isso deve ter algum motivo.

    será que ninguém consegue pensar um pouco além do “gosto”, “não gosto” ou do “isso é bom” e “isso é ruim”?

  • Anony.

    O único problema de alguns funks é o tratamento da mulher como um objeto. Fora isso, que fale de sexo explícito, não tem problema nisso. A questão é que esse tipo de música é o tipo “fácil”, que acessa facilmente uma maioria e, consequentemente, vende. E música só pra vender, ninguém merece. Então a questão do funk é: ser uma música direta e fácil, unicamente com fins lucrativos. Assim como Restart e a maioria das bandas de metal que se vestem de preto e agem como ultra machões pra ter mais fã machista que precisa deixar isso bem na testa.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1354665636 Fernanda Gomes

    Falar que fazer sexo é bom somente quando entre quatro paredes é o mesmo que ter vergonha do próprio sexo. A música que traz o sexo-baixaria na letra é melodia pra muitos e não deveria ser um problema, mas uma questão de gosto.

  • Wesley Ferreira

    O Problema não é falar de sexo e sim como falar de sexo. A Música tem um poder de influenciar de mais as pessoas, principalmente os jovens, e ai que esta a questão … Será que esse tipo de música vai trazer beneficio para nossa sociedade ? Sera que falar de sexo desta forma acrescentara algo de bom na nossa sociedade ? A Realidade é que esse tipo de música tem levado a família a destruição, é através desse tipo de “arte” que adolescentes são influenciados a tomar atitudes erradas como transar loucamente e acabar tendo filho com 14 anos…E isso só fortalece o crime, prostituição, violência etc…Resumindo, devemos sim falar de sexo, mais de maneira inofensiva rsr.

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