“É só um jogo” e outras reações à derrota (na Copa e na vida)

Gustavo Gitti

por
em às | Artigos e ensaios, Atitude, Cabana no PdH


Não, eu não vou falar dessa frase do Galvão Bueno ou da seleção brasileira na Copa do Mundo. Vou apenas aproveitar o evento para falar de rodopios comuns quando perdemos, erramos, decepcionamos, fracassamos na vida.

A derrota primeira: “Vamo lá time!”

Já entramos em campo derrotados. Nosso carrasco inicial é a esperança de vitória, o foco no sucesso, a expectativa, a necessidade de se dar bem. Olhar demasiado à frente que nos faz perder contato dos dedos com o chão. Ao menor obstáculo ao sucesso, seguem naturalmente ansiedade, desespero, confusão, cegueira. Sem um final feliz, é como se o jogo não tivesse sentido algum.

Ainda que se atinja alguma vitória, sempre somos perdedores nesse processo.

No entanto, para que o jogo se faça é preciso querer ganhar. Como então desfrutar do jogo e não ser escravo da vitória? Guardemos essa questão por enquanto. Antes, listo o que mais tende a acontecer quando nos damos mal.

Covardia: “É só um jogo”

Na vitória, é o seu país. Na derrota, é só tinta no rosto.

O cara se esforça para reconquistar a ex-namorada. Se ela voltasse, ele logo admitiria que nunca a esqueceu e que estava sofrendo dia a dia. Como ela não volta, ele mantém um contato meia-boca como se tudo estivesse bem. Entra no jogo apenas para ganhar e pula fora assim que a derrota mostra a cara. Fica no fogo para se aquecer e sai correndo quando queima.

Somos assim. Contamos nossa vitória aumentando o valor do jogo do mesmo modo com que diminuímos o significado ou até anulamos a aposta quando perdemos. “Ela nem era tudo isso”, “É só um jogo”, “Eu nem estava querendo isso mesmo”… Não conseguimos admitir a derrota e ficar, apenas ficar ali, dentro de campo.


Link YouTube | Moleque chorando depois do jogo contra a Holanda (a mãe fala “É só um jogo!”). Lembrou de algum momento da sua vida? ;-)

Culpa: “Eu errei”

Além de tentar cancelar ou, pelo menos, apagar a intensidade do jogo no qual perdemos, uma das primeiras reações à derrota é a culpa. Apontamos para outras pessoas, condições externas e, principalmente, para nós mesmos. Se deu errado é porque alguém fez algo errado. Vivemos sob a crença de que errar não é natural: “Não era pra ser assim”. Somos o Jack falando para a Kate, em Lost: “We have to go back!”.

Errar é completamente natural. Dar merda também. Ou você esqueceu que estaremos todos mortos em breve?

Nosso desconforto com o erro se soma a uma auto-importância exagerada. O resultado é a culpa. Em vez de reconhecermos que falhamos porque operamos sob o efeito de alguma confusão, em vez de olhar para os fenômenos de modo impessoal, reificamos nosso senso de identidade ao olhar para o passado: “Eu errei, eu sou culpado por aquilo”. Se há culpa, a possibilidade de um novo erro idêntico é maior, já que o padrão confuso ainda está presente, camuflado por um fator compensador, um auto-flagelo, uma dor na consciência.

Se não mais me identifico com a confusão ou com a aflição que gerou a falha, não há a necessidade de me punir, ou seja, eu não sinto culpa. Por consequência, paro de culpar os outros e exigir explicações constrangedoras quando tudo dá errado.

É sempre o mesmo desconforto quando sofremos alguma derrota.

Experiência: “Vamos entender o que deu errado e onde precisamos melhorar”

Simultâneo à culpa, surge o hábito de listar os equívocos em nossa lista de “Fazer / Não fazer”. Geramos espertezas que interpretamos como insights de elevada sabedoria. Contamos orgulhosos para os amigos: “Depois dessa, aprendi que…”. Ganhamos experiência. Nas próximas vezes já saberemos o que fazer para dar tudo certo, não é mesmo? Pena que a vida é sacana e nunca repete um evento…

Não conseguimos lidar sequer com a perspectiva de um novo fracasso. Fazemos de tudo para criar uma identidade imbatível, infalível, perfeita, preparada, turbinada, com todas as defesas possíveis para qualquer situação imaginável. Queremos vencer, queremos nos sair bem. A grande ironia é que, mesmo quando fazemos tudo certo, muitas vezes dá tudo errado. Ou seja, o fracasso não é critério pra nada. ;-)

Quando mais uma derrota acontece, a maior causa do sofrimento não é a derrota em si, mas a frustração de nosso longo processo de preparação para a vitória. Não sofremos pelo jogo, não tanto quanto sofremos pelo colapso da identidade que tentávamos sustentar.

Necessidade de resolver: “Assim não dá mais”

Na verdade, a listagem de erros e melhorias é um efeito de nossa incapacidade de ficar parado. Sempre que algo dá errado em nossa vida, a primeira reação, antes mesmo de qualquer sofrimento ou confusão, é uma ansiedade em se mover, uma necessidade de resolver as coisas – seja demitir o técnico ou pedir divórcio.

Por que mesmo o Dunga tem de ser substituído?

Sentimos nitidamente que estamos diante de algo que não deveria acontecer e então nos esforçamos para consertar, para mover as coisas de volta ao “normal”. Como a vida não está nem aí para nossos pedidos de mimos e confortos, sofremos de tempos em tempos, ao menor movimento contrário ao nosso.

A sensação de derrota vem justamente de querermos que as coisas sejam de um jeito diferente desse que se faz presente. Sem essa teimosia mimada, sem essa tentativa de controle, sem essa esperança infantil, nossas derrotas seriam bem menos sofridas. Ou melhor, seriam vividas como derrotas, erros, fracassos, falhas, sem nenhuma necessidade de justificativa, retoque, conserto, culpa ou promessa.

É por isso que quando uma pessoa me escreve listando mil problemas e pedindo uma saída, eu muitas vezes digo: “Por que você acha que é preciso mudar alguma coisa?”. Tal insatisfação – necessidade de viver algo diferente da situação atual – é o que age por trás e  causa a maior parte da confusão. Não desconfiamos desse processo interno e apontamos com toda certeza mil elementos externos como sendo o verdadeiro problema, a causa de nossas aflições.

Outra possibilidade diante da derrota…

O padrão que descrevi acima é bem previsível e facilmente encontrado em todos nós. Nossa ação, porém, pode ser completamente diferente.

Para responder a pergunta do começo do texto, vamos analisar a qualidade sacana de qualquer jogo, ou seja, qualquer espaço no qual podemos viver algo. Sem entrar em um relacionamento amoroso, por exemplo, não é possível transar, casar, ter filhos e viver mil experiências que esse jogo torna possível. No entanto, esse mesmo jogo abre várias outras possibilidades ruins: traição, pensão, morte da mulher, morte do filho, ciúme…

Como somos sedentos por experiências positivas que movimentam nossa energia, entramos no jogo e fazemos de tudo para evitar as possibilidades negativas. Sem o jogo, não teríamos acesso a nada, então arriscamos. Sabemos o que fazer na vitória, mas viramos bebês na derrota.

Nosso equívoco, portanto, é achar que pode existir um jogo em que não haja derrota. Sem essa cegueira, é possível errar sem justificar, cair sem imediatamente levantar, falhar sem se culpar, perder sem reclamar ou sair de campo. É possível viver o desconforto da derrota sem tentar apagá-la e pular logo para a próxima vitória.

Como jogar com um pé dentro e outro fora de campo

Foto de como seria um jogo da Copa do Mundo sem a alucinação coletiva.

Podemos dar solidez e seriedade aos jogos a ponto de esquecermos que eles são jogos, brincadeiras, peças, filmes, sonhos, assim como acreditamos que a mulher que dorme na nossa cama é, de fato, nossa esposa. Ou podemos abdicar de jogar, não construir a aura de esposa em nenhuma mulher. Ambos são extremos: um exagera o jogo, outro o apaga por completo.

Um caminho além dos extremos é jogar com um pé dentro e outro fora. Jogar como se não fosse jogo e, ao mesmo tempo, sabendo que é um jogo. Um pé confere intensidade e nitidez, enquanto o outro pé fica responsável pela leveza, ludicidade e liberdade. Um joga pela taça, outro dribla como se fosse uma pelada qualquer. Um entende e respeita as regras, o outro enlouquece e anda livre no espaço além dos campos. Ao mesmo tempo em que pisamos como todos esperam, mantemos um sorriso misterioso como se estivéssemos em outro lugar.

Comparado com nossa condição atual (jogamos com um pé atrás, não fora), jogar assim é muito mais divertido porque tem um outro meta-jogo rolando sempre: além do jogo em si, há a experiência de estarmos sempre conscientes da loucura daquilo. É como fazer um filme no qual você interpreta você mesmo. Imagine, sua vida seria igualzinha, com a diferença de que você saberia que existe um ator por trás de cada cena. A consciência não diminui, pelo contrário, amplia o personagem e o jogo. Por estar além do jogo, você mergulha com os dois pés e explora muito mais suas possibilidades, como se virasse bilionário do dia pra noite e começasse a trabalhar sem o objetivo de ganhar dinheiro e sem medo de perder o emprego.

Perder assim é mais real porque (justamente por sabermos que a derrota é limitada ao horizonte de um jogo específico) podemos ficar e queimar, sem sair correndo. Ganhar assim é melhor porque sentimos a felicidade própria de cada jogo sem gerar orgulho ou qualquer outra complicação de achar que a vitória é absoluta e existe para além dos limites do jogo.

Assim, no momento mais angustiante do jogo, enquanto todos se desesperam temendo a derrota, você começa a brincar ainda mais, calmo, preciso, como se estivesse pirando em outro jogo. Avança sem medo com uma bomba surpresa no meio do peito. Aliás, isso é o melhor tipo de trapaça, caminho direto para a vitória. E mesmo quando vem a derrota você a recebe inteira em sua textura.

Ao ganhar, é possível que outros perguntem por que você não leva aquilo tão a sério. Ao perder, talvez alguém estranhe a ausência de culpa. Eles talvez confundam essa liberdade com indiferença, mas descartam essa opção assim que reparam no brilho dos seus olhos e na intensidade com que você dribla sem se preocupar tanto com o placar.

Créditos das imagens: G1 e The Boston Globe (“Big Shots”)

* Dedicado a Carlos Caetano Bledorn Verri e a todos nós, perdedores.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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103 comentários

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  • Anônimo

    Gitti, exatamente isso que eu pensei sabe, todo mundo no twitter, “acabando’ com o dunga, felipe melo.. e outros… eu sempre tento ver o outro lado, a reação brasileira num geral não só especificamente em relação ao futebol é sempre muito agressiva e impulsiva, em questão do jogo, no fim fiquei muito emocionada ao ver, atitudes como a do goleiro julio cesar, ao falar com a globo, foi forte aquele depoimento que ele deu…. já a respeito da comparação feita concordo totalmente com você temos que repensar muitos valores e modos de ver o mundo, a reação que todos tiveram sobre essa perda mostrou que tipo de pessoas somos e que precisamos urgentemente de mudanças internas e pessoais.. não sabemos realmente lidar com a perda ou com a possibilidade dela, ……………adorei o texto… bjo l.

  • Pingback: Tweets that mention “É só um jogo” e outras reações à derrota (na Copa e na vida nossa) | Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    Como dizem, o segredo é não levar nada na vida muito a sério. É difícil pra caramba as vezes, mas pra se viver com uma certa leveza tanto na vitória quanto na derrota, é necessário ter uma ponta de humor, saber rir de si mesmo e desse mundo doido que nos cerca.

    Em se ganhando ou se perdendo, o que importa é jogar porque o a vida só tem uma rodada mesmo. É clichê, e é verdade pra caramba também.

    Post sensacional, você usou o gancho da copa pra filosofar sem nem falar de futebol em si. Vai enganar todo mundo direitinho, ha!

  • Cal

    perfeito!

  • Natã

    Gostei muito do texto, Gitti.

    Por coincidência, aprender a lidar com o fracasso, com a rejeição, especifícamente, é algo que coloquei como meta há poucos dias.
    Baseado no que estudei até hoje sobre inteligência emocional/psicologia/desenvolvimento pessoal.. assim que eu acabo experienciando um sentimento desses, a estratégia que eu uso é simplesmente aceitar o sentimento e as sensações que ele trás, porém não me identificar com ele. Não sei se racionalizei, mas interpretei um pouco dessa idéia que eu uso no seu texto, você fez isso conscientemente? Outra pergunta: O que você procurou manter em mente, especifícamente, enquanto aprendia a lidar com o fracasso?

    Abraço!

  • Natã

    Gostei muito do texto, Gitti.

    Por coincidência, aprender a lidar com o fracasso, com a rejeição, especifícamente, é algo que coloquei como meta há poucos dias.
    Baseado no que estudei até hoje sobre inteligência emocional/psicologia/desenvolvimento pessoal.. assim que eu acabo experienciando um sentimento desses, a estratégia que eu uso é simplesmente aceitar o sentimento e as sensações que ele trás, porém não me identificar com ele. Não sei se racionalizei, mas interpretei um pouco dessa idéia que eu uso no seu texto, você fez isso conscientemente? Outra pergunta: O que você procurou manter em mente, especifícamente, enquanto aprendia a lidar com o fracasso?

    Abraço!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Natã, eu não curto nada nada essa abordagem de “aprender a lidar com o fracasso”, cara, pois isso pra mim é sinônimo de sair correndo, AINDA MAIS quando isso é colocado como meta. ;-)

    Eu acho que a melhor forma de aprender a lidar com o fracasso é não tentar fazer isso. Deixar a derrota ser total, perder e não tentar “aprender” algo com isso.

    Quando percebemos que a vida não tem saída, que não há nenhuma fonte estável de felicidade, que a vida não é boazinha, que “Deus” não está nem aí pra nós, que catástrofes acontecem, ou seja, quando vemos a merda bem de perto sem tentar maquiá-la com alguma filosofia new age, bom, aí o lance começa a ficar interessante.

    Minha motivação na web é justamente descrever a merda, apontar bem o problema; não falar da saída, pois não tenho autoridade alguma pra isso. Por questões editoriais, às vezes eu falo um pouco de alguma versão teórica da saída, mas eu realmente acho que deveríamos olhar um pouco mais para a merda antes de procurar uma solução, caso contrário essa solução será apenas paliativa.

    (O fato é que não sabemos qual é o problema. A gente acha que sabe, mas não sabe.)

    Enquanto isso, vou tentando praticar para liberar aflições e desenvolver estabilidade para viver sem precisar controlar as coisas, sem aquela necessidade de mudar tudo quando as coisas não seguem do jeito que desejamos.

    E, claro, compartilho tudo o que vejo pelo meio do caminho. ;-)

    Abração.

  • http://www.coisasdamara.blogspot.com Maraysa

    Humm…. É curioso o Galvão ter dito aquela frase: “É só um jogo”. Para a Imprensa, de modo geral, não era apenas uma partida de futebol. Ganhar a Copa é uma oportunidade de distrair, de encher a mente dos telespectadores com o assunto até esgotá-lo. E toda a cobertura do evento, e toda as promoções, e todos os funcionários, e todos os enfeites nas ruas? Agora, tudo ficou sem sentido. Vestir a camisa verde-amarela é motivo de vergonha. Todos têm uma explicação, uma justificativa. Agora o Dunga foi demitido, a culpa é dele, por que não levou o Ganso? Por que n levou o Neymar? Isso, aquilo, aquilo outro. Nada disso importa. Por que temos que sofrer tanto com a derrota, se é apenas um jogo? Maas…. E se o Brasil ganhasse? Quem iria questionar o técnico? Quem iria reclamar? Todos iriam beber e comemorar. Afinal, ganhar a copa é uma honra, somos os melhores no futebol. E as demais notícias perdem destaque porque, afinal, o Brasil seria Hexa. Mas, de verdade, o que muda?
    Me sinto feliz por n ter torcido, por n ter me dedicado a ver os jogos. Tive o desprazer de assistir apenas aos 10 minutos finais do momento que a Holanda nos mandou pra casa, e foi aí que escutei a pérola do Galvão.

    Agora, ficou a piada: o Brasil tem 1 Dunga, 11 Sonecas e 90 milhões Zangados.

    x)

  • http://twitter.com/JulioKirk Júlio Kirk

    Texto bom. Tenho que admitir que não sei perder. E não falo só de jogos, mas também de qualquer situação que na qual eu perceba que estou em desvantagem, ou é insatisfatória.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Você, eu e mais alguns bilhões de pessoas.

    O problema não é esse. Aliás, não existe saber perder. Não tem como. Perder é justamente se foder a ponto de perder o conforto e a certeza de saber alguma coisa.

    O problema é vivermos como se perder não fosse natural, como se o objetivo fosse manter sempre alguma espécie de vitória. A gente até entende teoricamente que perder “faz parte”, mas nosso peito não. Na real, vivemos sempre tentando se dar bem e achamos que quando nos fodemos é porque fizemos algo errado, como se não fosse natural, como se o correto fosse outra coisa.

    A maior prova disso é nossa reação à derrota da seleção. Somos incapazes de admitir que jogamos e perdemos. Ponto. Não, não, na verdade tínhamos de ter ganhado, fizemos alguma coisa errada e só isso perdemos. hahaha… É muito legal observar isso em todas as direções.

    Na vida, mais do que na Copa, é mais fácil de comprovar que, MESMO FAZENDO TUDO CERTO, muitas vezes perdemos. E, pra piorar a situação, mesmo se ganharmos tudo, a morte ganhará o grande jogo. Ou seja, nossa derrota é inescapável, mesmo se fizermos tudo certo. ;-)

  • Mario de Souza

    Muito bom Gitti!
    Enquanto lia seu texto me lembrei de um dos meus escritores favoritos:Albert Camus.Além de ser um apaixonado pelo futebol, algumas frases em seu ensaio me lembraram idéias dele.

    No mais, Gitti para técnico da seleção ;)

  • rafaelolg

    Gustavo, você não acha que estar meio dentro meio fora de qualquer coisa na vida não é deixar de viver intensamente aquilo? Quer dizer, se uma pessoa pretende (e quanta pretensão) sentir alguma plenitude na vida não acredito que abstrair e se distanciar é o caminho para isso.

    Mas talvez seja esse o caminho, afinal quem sou eu para dizer qual é o caminho, se é que o há. Mas todos os lampejos de plenitude – lampejos pois também não acredito que esse sentimento possa ser eterno ou vitalício – que na minha experiência tive aconteceram quando me foquei, e me arrisquei, e me doei por completo.

  • Ramon

    Muito legal esse texto,
    Mas a fossa faz parte, sem ela a vitória não fica tão boa, não é tão suada, não é recompensadora, ela quem nos marca, assim como a derrota, constroi nossa personalidade. Acho que até o sofrimento da derrota torna o evento tão recompensador quanto a vitória. você poder dizer que deu o sangue mesmo que não teve o resultado, e isso depois vai se tornar indolor, e como alguns dizem as experiências ruins com o tempo se tornam boas.
    Por outro lado quem tem capacidade para se distanciar e ao mesmo tempo estar presente não perde o foco, o autocontrole, e principalmente a habilidade de julgar e se adaptar a realidade e aos empecilhos sempre vindos nas piores horas. Essa pessoa quem acaba se tornando o Herói, o brilhante, o habilidoso.
    Não consigo encarar como um erro uma ou outra atitude, nem como melhor ou pior, mas realmente tem horas que você pensa “putz se eu tivesse agido daquele jeito não tinha sido tão difícil.”

    Sempre são teus textos que eu acho mais Phodas!!!

    Valeu Gustavo!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sim, Camus é foda. Lembro até hoje quando acabei de ler O ESTRANGEIRO. Fiquei meio pasmo, foi uma leitura muito forte pra mim. Acho foda também O MITO DE SÍSIFO.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    São dois extremos: mergulho e negação, hedonismo e ascetismo. Nenhum deles funciona. No primeiro, você é arrastado. No segundo, você não consegue sequer testar sua estabilidade diante de situações mais intensas.

    É uma GRANDE ilusão achar que viver com os olhos abertos é viver menos intensamente. Pelo contrário, quem tem o pé atrás somos nós que temos medo de nos queimar. Se você não tem medo de se queimar, se sabe que está além daquele jogo, aí sim você se joga completamente com 100% de presença e destemor.

    A maioria das pessoas ama pouco porque tem medo de sofrer e ser abandonado ou traído. Clichê que é o retrato das relações atuais. Puro medo. A mulher que não dá pra outro porque tem medo do que isso pode impactar no seu casamento. O cara que não investe 100% na namorada porque sempre acha que consegue melhor. Medo do homem que não come outras porque tem certeza que sua mulher o abandonará se descobrir. Medo, medo, medo… Isso é viver intensamente? Tsc, tsc, tsc…

    O sonho lúcido (sonhar sabendo que se está sonhando) é SEMPRE mais foda que o sonho convencional. Faça a comparação com a vida e seja feliz.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sem dúvidas, Ramon, todos esses processos de conserto são importantes.

    Pedimos desculpas, nos arrependemos, aprendemos, tentamos fazer melhor… Tudo isso é ótimo e meu texto não é contra nada disso, apenas adiciona uma camada no lance, sacou?

    Adiciono uma outra camada pois nós nos enrolamos nesse processo de conserto e fazemos ainda mais cagadas do que faríamos se não estivéssemos presos a esse padrão. Foda, né? ;-)

  • Flávio

    Muito bom o texto.

    A propósito, a Maraysa tocou num ponto interessante. E se o Brasil ganhasse? As pessoas tem muita dificuldade pra entender o papel do acaso nas nossas vidas e, na minha opinião, são pragmáticas demais, isto é, o que interessa pra todos é sempre o resultado. Entendo que isso é impossível, mas acho que seria ótimo se fosse claro para todos como resultados não dizem diretamente sobre a qualidade ou talento das pessoas.

    Todos adoram dizer como sabem disso, mas a verdade é que ninguém age como se soubesse. Prova disso é a imprensa e os comentaristas de futebol, que adoram dizer que “apontar os erros depois que acontece é fácil,” mas ficam absolutamente deliciados quando suas previsões se concretizam. Os grandes gurus do mercado financeiro nascem assim: as pessoas atribuem talento à eles pelos anos seguidos de previsões concretizadas.

    Coisas que não ocorreram, mas que sempre foram perfeitamente possíveis: dunga ter ganhado a copa de 2010; Felipão ter perdido a copa de 2002; Crepúsculo ter sido um fracasso; você ter sido aprovado no vestibular; o Ayrton Senna só ter corrido em carro ruim…

    A história muda de acordo com o acaso e, apenas por acaso, o Dunga foi demitido, Felipão foi glorificado, Stephanie Meyer seria tão conhecida quanto eu, seu pai acha que você é um vagabundo e Senna seria só um Bruno Senna.

    Felizmente, existe uma arma contra os infortúnios “injustos”: a persistência.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Boa, Flávio. Tem umas análises meio freakonomics que mostram como o acaso é MUITO mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Eu curto muito qualquer visão (a la Freud e Darwin) que dinamite nossa sensação de estar no controle das coisas e ter livre-arbítrio.

    Eu acharia sensacional uma análise da seleção na Copa assim: “Se fizemos tudo certo ou não, nunca saberemos. Se tivéssemos feito tudo diferente, talvez tivéssemos perdido logo na primeira fase. Ou não. Kaká poderia ter explodido. Felipe Neto poderia ter sido um mestre zen em campo. Fizemos apostas, como faríamos em qualquer situação. E jogamos e perdemos. O que mais poderia se esperar de uma Copa do Mundo?”. ;-)

  • Pedro Alves

    A muito tempo não comento em um post do Papo de Homem. Não sei dizer o motivo, mas sei que comento esse por me identificar pra caramba com o que foi dito aqui.

    Não sei perder, não gosto de perder e me sinto um lixo se não atinjo meus objetivos.
    Acho que esse texto foi exatamente o que eu precisava ler nessa fase da vida que estou passando atualmente.

  • Mister M

    Muito bom Gitti! O que eu me questionava na Cabana era justamente isso. Se devemos ser guerreiros, sem gerar expectativas, sem querer sempre a vitória (sem buscar sempre o sucesso), qual seria o sentido de viver, de trabalhar, de procurar uma mulher interessante, de “lutar” pelas coisas, etc? Não seria melhor desistir de tudo então? Dessa forma não teríamos expectativa em nada, não “sofreríamos” por nada. Algumas “soluções” seriam então vegetar, não correr atrás de nada, não falar com ninguém? Esse texto me ajudou bastante nessas questões. Parabéns, e obrigado!

  • Rodrigosmc_

    Falando sobre a imprensa, acho que 2006 foi tão exagerado e intenso que nem se compara agora, em 2010 a copa está mais tranquila, sem aquela caça as bruxas de quase todo o elenco. É claro que o Felipe Melo e o Dunga estão marcados, mas em 2006 os jornalistas reclamavam até do modo de agir do Parreira, do modo como o Cafu se sentava ao banco de reservas, da meias do jogador tal, da torcedora que invadiu o treino, etc etc
    Nossa, tudo era culpa pela derrota do Brasil

    Ao menos esse ano se disse logo de uma vez: A Holanda simplesmente jogou melhor e o Brasil honrou a camisa, se entregou. E isso que fica marcado.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Desistir de tudo é apenas o outro lado do esforço em querer se dar bem. É o que chamei de covardia nesse texto. É como um jogo em que você quer muito ganhar, mas não ganha, aí desiste de jogar. O suicídio é a maior prova de que esse caminho é fruto de uma confusão.

    Lidar abertamente com vitórias, derrotas, expectativas, esforço, desistências, erros e tudo o que vier como vier quando vier, bem, isso é bem mais interessante. E o tal do sentido da vida só se amplia em vez de se reduzir. Quando nosso sentido pra viver não mais se restringe aos nossos sucessos pessoais, aí sim temos ainda mais energia pra viver. Qualquer um pode comprovar isso em pequenos eventos, não precisamos de muito pra sacar.

    Abração.

  • http://twitter.com/_dacruz DaCruz

    Po Maraysa, eu assisti todos os jogos do Brasil, torci, gritei e, até mesmo, chorei ao lado do meu sobrinho de 10 anos quando fomos eliminados. Nas vitórias, no empate contra Portugal e na derrota para a Holanda, não tive _desprazer_ algum. Alegria ou tristeza, orgulho ou decepção; não importa, o legal é viver tais sentimentos sem tentar enquadrá-los como bons ou maus.

    ps: Espero que se recupere logo. ;)

  • Vitor Abreu

    E no caso da derrota que sabemos que não fizemos o 100%?
    Encarar a derrota apenas como derrota não seria “renegar” uma possível evolução, uma possível lição (sabendo que em alguns casos essa lição não existe), porem podendo ser util em uma situação que se configure parecida com uma já vivenciada?
    A derrota não é só um calculo de ganhas e perdas, sendo variavel a cada jogador?
    E o caso de jogos que ambos podem sair ganhando?
    Porque a morte deveria ser considerada derrota?

    Só algumas perguntas para pensarmos, mesmo sabendo que pode não haver resposta…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sim, Vitor, tem espaço pra tudo, é esse o barato da vida. São todas ações complementares.

    Sobre o 100%, ele não existe. Nunca fazemos, vivemos, oferecemos 100%, então OK. Como se diz no Zen, 80% é perfeito.

    Eu mesmo acho essa ideia de derrota bastante relativa, mas é engraçado ver como todo mundo tem uma certa aversão a ela, assim como não gostamos quando somos chamados de LOSERS.

    A morte é a grande derrota. Se não a vemos como derrota e não a tememos (de verdade, não só teoricamente), maravilhoso.

    E, sim, há os jogos em que ambos saem ganhando. E vejo muitos deles cada vez mais, o que não descarta os jogos em que temos a experiência de cair, perder, falhar, sofrer, se dar mal. E, sim, a derrota é uma experiência, uma sensação, não um fato. E, portanto, podemos transformar essa experiência.

    Nenhuma derrota existe para além dos limites do jogo. O melhor jeito de perder é viver o jogo e, a um só tempo, reconhecer que vivemos em um espaço além dos jogos e além das identidades que já manifestamos, de onde, aliás, vão surgir outros jogos, relações, mundos e identidades para povoar nossa vida no futuro.

    Desse modo, não negamos nem fugimos de nada do que surge, mas também não temos a comum ilusão de vivenciar o que surge como absoluto, 100% abrangente, o que realmente causa sofrimento em algumas derrotas da vida. Ou seja, somos mais livres assim. E mais estáveis também.

    Abração.

  • Vitor Abreu

    E no caso da derrota que sabemos que não fizemos o 100%?
    Encarar a derrota apenas como derrota não seria “renegar” uma possível evolução, uma possível lição (sabendo que em alguns casos essa lição não existe), porem podendo ser util em uma situação que se configure parecida com uma já vivenciada?
    A derrota não é só um calculo de ganhas e perdas, sendo variavel a cada jogador?
    E o caso de jogos que ambos podem sair ganhando?
    Porque a morte deveria ser considerada derrota?

    Só algumas perguntas para pensarmos, mesmo sabendo que pode não haver resposta…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sim, Vitor, tem espaço pra tudo, é esse o barato da vida. São todas ações complementares.

    Sobre o 100%, ele não existe. Nunca fazemos, vivemos, oferecemos 100%, então OK. Como se diz no Zen, 80% é perfeito.

    Eu mesmo acho essa ideia de derrota bastante relativa, mas é engraçado ver como todo mundo tem uma certa aversão a ela, assim como não gostamos quando somos chamados de LOSERS.

    A morte é a grande derrota. Se não a vemos como derrota e não a tememos (de verdade, não só teoricamente), maravilhoso.

    E, sim, há os jogos em que ambos saem ganhando. E vejo muitos deles cada vez mais, o que não descarta os jogos em que temos a experiência de cair, perder, falhar, sofrer, se dar mal. E, sim, a derrota é uma experiência, uma sensação, não um fato. E, portanto, podemos transformar essa experiência.

    Nenhuma derrota existe para além dos limites do jogo. O melhor jeito de perder é viver o jogo e, a um só tempo, reconhecer que vivemos em um espaço além dos jogos e além das identidades que já manifestamos, de onde, aliás, vão surgir outros jogos, relações, mundos e identidades para povoar nossa vida no futuro.

    Desse modo, não negamos nem fugimos de nada do que surge, mas também não temos a comum ilusão de vivenciar o que surge como absoluto, 100% abrangente, o que realmente causa sofrimento em algumas derrotas da vida. Ou seja, somos mais livres assim. E mais estáveis também.

    Abração.

  • Bruno Cavalcanti

    Vamos aos números da “Segunda era Dunga”:

    60 jogos
    42 vitórias
    12 empates
    6 derrotas

    Títulos

    Copa da América (2007)
    Copa das Confederações (2008)

    Esqueceram de dizer ao professor Dunga que Copa América é dever de casa da seleção e Copa das Confederações não é uma Copa do Mundo.

    O único que vi até hoje ter atitude de vencedor e silenciar uma nação inteira que pedia um jogador na copa (em tempo: Romário) foi Luiz Felipe Scolari.

    Hoje, com tanto atacante brazuca se destacando, o Dunga nem sequer tinha atacantes (que fazem mesmo a diferença) na reserva para momentos como este. Demorou demais para substituir. Tirou um centroavante, colocou outro centroavante.

    O resultado? Mais uma vez, saímos nas quartas-de-final…

    Acho que o time no vestiário achou que o show do primeiro tempo já carimbava o passaporte para as Semifinais. Ledo engano. O time voltou totalmente desconcentrado, apagado e permitiu que a Holanda começasse a gostar do jogo. Entretanto, Felipe Melo foi o maior vilão porque, apesar de ter dado um passo magistral pra Robinho no primeiro gol, foi prepoderante nos dois gols da Holanda: no primeiro, ele era o único que tava marcando ninguém na área e ainda por cima, atrapalhou a saída de Julío César. No segundo gol holandês, era o único que podia impedir que um tampinha como Snejider fizesse a porra do gol.

    Ou seja, temos que reconhecer que existe uma “derrota”, porém, lutamos como se ela não existisse.

    Parabéns aos guerreiros Júlio César, Lúcio e Robinho. Vocês e 190 milhões de brasileiros mereciam mais que isso.

    CAMPANHA: SCOLARI DE VOLTA!

  • deco

    Muito bom o texto, acho que em partes eu já sigo essa filosofia.
    Mas é sempre bom ler, e aprender um pouco mais sobre.

    abs

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

    Para o Galvão, fica a fábula A Raposa e as Uvas, de Esopo:

    “Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

    - Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.”

    Moral da história: CALA BOCA GALVÃO!

  • Guto

    Sem a tristeza não há a felicidade
    Sem a derrota não há a vitória
    Sem o sofrimento não há o alívio..

    Sei lá, mas eu acho que é isso que nos faz humanos. Diminuir ou abdicar dos ´´maus´´ sentimentos é o mesmo de diminuir ou abdicar dos ´´bons´´ sentimentos. São as diferentes faces de uma mesma moeda.

    A nirvana é um estado completamente apático!

  • Daniel Guichard

    Eu reconheço que a dificuldade é nos desprendermos da necessidade de ganhar, mas sei que ainda devo expandir a minha consciência em relação a perdas e ganhos. É complicado, pois crescemos em uma sociedade onde perder é sempre ruim, perder sempre te desmerece. O negócio é olhar um pouco mais longe que isso e perceber que cá estamos a viver, e perder ou ganhar serão sempre relativos ao ponto de vista de quem julga.

  • http://profiles.yahoo.com/u/3TP5TTTGO57ULPDGIXQC5T6N2E Márcio Siviero

    Agora sim um texto digno do Papo de Homem! E não aquele texto preconceituoso de “qual música a seleção deve ouvir”.
    Parabéns! Gostei muito!

  • Pablo Fernandes

    Gitti,

    Excelente texto.

    Fiquei bons minutos relembrando todos as minhas reações e pensamentos diante de várias derrotas na vida.

    Quando eu tinha a vitória como certa, a minha reação era exatamente como descreveu. Sempre buscava uma justificativa para ser dada, sempre tinha um pensado orgulhoso por trás. Quando eu não criava expectativas pra vitória e a derrota era mais presente no meu pensamento, agia de maneira quase que fria.

    O texto abriu novos horizontes na minha mente. Vou reforçar mais vezes esse pensamento.

    Valeu. ;)

  • Reginaldo nery

    Eu simplesmente fiquei chateado com a derrota do brasil, não consigo entender a derrota, por mais que eu me esforce, e olha que eu já tive várias, mais faz parte do contexto, perder pra ganhar à frente, no futebol e na vida, um abração!

  • http://profiles.yahoo.com/u/T32ACTQRNJRGJO73D2VJ3S43PA felipe augusto

    Lembrei daquele trecho de música: “nem desistir nem tentar agora, tanto faz…”

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    Eu entendi a mensagem Gitti e concordo.
    Mas como funciona na prática?
    Como encontrar o equilibrio?

    Muitas vezes me pego envolvido de mais num assunto, puxo o freio “coloco um pé fora” mas acaba virando um “Foda-se Mode [ON]“.

    Qual o termometro?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Se você quer aprender engenheira, você se dedica de modo estruturado por anos, não é mesmo? Pra treinar a própria mente é a mesma coisa. ;-)

    O engraçado é que nós esperamos milagres, como se fosse possível aprender com o passar do tempo. Basta olhar bem para nossos avós e para os humanos mais velhos. Há mesmo sabedoria ou eles continuam com visões estreitas, cheios de gosto / não gosto, preconceitos e emoções perturbadoras?

  • tvbarao

    No fim do artigo você descreveu o jeito Garrincha de se jogar..

    Há técnicos que dizem aos times “joguem com alegria, divirtam-se em campo”.. funciona até enfrentarem um time realmente mais forte. Não sei como eles encaram a derrota quando jogam dessa maneira mas nas experiências que eu tive (jogando society) ela não foi tão dolorosa. Mas não senti o jogo com a mesma intensidade. Há um quê de indiferença quando se faz isso.

    E… Não conheço um amante de futebol sequer que diga “é só um jogo” quando perde. Isso é pra cara que só assiste futebol em final de campeonato ou época de Copa do Mundo. Aliás, se tem algo que irrita algum amante do esporte é alguém dizer “é só um jogo” pra tentar consolar após uma derrota.

    Para eles, fica a mensagem: NÃO é só um jogo. Envolve muito mais. Só um jogo é o par ou ímpar que eu brincava com a minha irmã despretenciosamente quando tinha 8 anos e estava aprendendo o que era par e o que era ímpar. Isso sim é só um jogo. Futebol (ou qualquer outra modalidade) envolve mais que isso, seja amador ou profissional.

  • Jefferson

    O que eu notei mesmo foi: Porque os técnicos de futebol nunca ficam num time por muito tempo? Mesmo quando ganham! Vide Felipão em 2002, o Murici depois de três vitórias do brasileirão consecutivas… O tempo máximo de um técnico no mesmo time parece ser de 4 anos!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Thiago, dizer “É só um jogo” é como olhar para um paciente terminal e dizer “É só uma vida”. Não deixa de ser verdade. Melhor ainda se isso não vier com indiferença, frieza, exclusão, com apagamento, com desconsideração, mas com apenas um sorriso que lembra de cada detalhe intenso sem perder a grande visão, na qual, de fato, é apenas uma vida. ;-)

    “Apenas um jogo” pode expressar covardia ou não, assim como “Não é só um jogo” pode expressar confusão emocional ou não. Talvez o melhor seja dizer ambas ao mesmo tempo, sem que nenhuma frase seja mais verdadeira que a outra.

    Abração.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Jefferson, 4 anos é mais do que duram nossos técnicos internos, não é mesmo? ;-)

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Felipão foi o técnico brazuca na derrota para Honduras. Copa América, sei lá, 2001?

    Nas eliminatórias, os amareludos por ele comandados só se classificaram na última rodada, ganhando (sem sobras) da Venezuela.

    Isso pra não falar da tragédia luso-grega da Eurocopa de 2004.

    Atitude de vencedor, no caso, é a constatação de que, em 2002, venceu. Embora, claro, pudesse não ter vencido. Basta lembrar que:

    - descontado o “mistão” já pré-classificado do jogo com a Costa Rica, o time chegou a ter Anderson Polga (depois substituído pelo Edmílson) e Juninho Paulista (depois substituído pelo Kléberson) entre os titulares

    - nenhum atacante reserva (Luizão “barrica”, Denílson “foca amestrada” ou Edílson “acarajé”) fazia sombra aos titulares Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho

    - houve “apito amigo” contra Turquia, na estréia (pênalti do segundo gol), e contra a Bélgica, nas oitavas (gol belga mal anulado quando o jogo estava no zero), “goleiro amigo” (nas quartas, contra a Inglaterra), “sorteio amigo” (primeira fase com as “cabaçudas” Turquia e China, mais a poderosíssima Costa Rica) e até “trave amiga” (na final com a Alemanha, ainda no zero)

    Detalhes, é neles que moram deus, o diabo e tudo entre os dois. De besta a bestial num bater de asas da famosa borboleta na Indonésia.

  • EZ!

    òtimo artigo, muito bom para reflexão.
    o começo dele, é bem aquilo que o House fala ” Hope is for sissies” a medida que a pessoa se agarra as esperanças e nega sua realidade.
    EZ!

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Então tá, entendi. Simples, a receita. Basta abdicar do que nos fazer ser HUMANOS. Ou aplicar o conceito à perfeição, sendo perfeitamente humanos, que, por definição IMPERFEITOS, não têm como perfeitos serem.

    Contradigo a contradição, não há para esse caso solução, e o que se entende por razão é só mais um grau de confusão.

  • Marcão, macho-alpha++

    Mais do mesmo pra variar como sempre.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    E você esperava outra coisa, “Marcão, macho hífen alpha mais mais”?

  • Marcão, macho-alpha++

    Originalidade, mas acho que estou me repetindo…..

  • Niccola Torres

    não sou de fazer muitos comentários aqui no PdH mas todos que faço, acredito eu, que são valiosos.
    Essa matéria, me despertou um interessa além do normal de comentar. Fiquei impressionado com as palavras e imagens da mesma (como de praxe em outras do PdH).
    Venho então falar de uma coisa: “não é só um jogo, é sim, uma união”
    Não há nada que nos uni mais do que o futebol. Tô falando de proporção universal. Quem olhava pra africa antes da copa? Acho que só ONGs e outras.

    Com esses “jogos” nós nos juntamos em prol da humanidade, esquecendo diferenças raciais e outros fatores ridículos que nos façam ser de uma espécie mediocre.

    Mesmo que os argentinos mereçam os 4 a 0. Não nos encomodamos de ficar sentado em uma mesa com, ou num mesmo ambiente em que eles estejam.

    Nossa afinidade de ser-humano e a nossa humanidade já evoluída (em vista dos acontecimentos passados) faz com que uma diferença dessa seja irrelevante.

    Particularmente, qualquer time que torçamos, a COPA une os diferentes tipos de pessoas, com crenças diferenças com uma só força, Torcer pela sua pátria!
    E não é só nesse momento que devemos pintar a bandeira em nossa cara, ou levanta-la frente nossa casa. Devemos erguê-la todos os dias, em nossos corações bem como em frente nossa casa. Pois é nesse território “ideologicamente” delimitado que vivemos e lutamos para que sejamos mais valorizados.

    Sendo assim, eu acho uma besteira levantar a bandeira verde, amarela e azul somente nos dias de jogos. Devemos levanta-las todos os dias, encarando as dificuldades e lutando para que nosso pais melhore, pois o país é NOSSO! De mais ninguém.

    Por isso, não acho que seja só um jogo, mas sim um estado de patriotismo que desperta em nós brasileiros e já estão presentes em outros países cujos habitantes são mais patriotas. Além disso, esses jogos fazem mais do que colocar pessoas perante a televisão ou uma imagem e ver o craque enterrando a bola em um paralalepípedo “enredado”, esses jogos nos trazem alegrias com a quebra de rotina monótona. Vendo as imagens do novo clipe da Shakira (Waka Waka) me faz ver as expressões faciais dos jogadores e torcedores e ver que alí tem uma conexão muito forte que faz-nos emocionar.
    Todos nós, independente do país, temos um único princípio em dias de copa: Abraçar e torcer pela nossa PÁTRIA AMADA (Brasil)!

  • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

    Entrar no jogo sabendo que tem o vestiário depois. Entrar no jogo e ver o mesmo jogo ali na várzea. Ser jogador – goleiro e atacante -, juiz, apostador, torcedor.
    Acho que é sim um bom caminho pra se jogar bem.

    Da mesma forma que o cara que diz querer reconquistar a ex-namorada, o atual deve se lembrar que está jogando com os futuros namorados dela! E a namorada também, que o próximo tá ali por perto. Estão ali no campo. E, ao mesmo tempo, não estão. A idéia é mesmo olhar isso com um sorriso. Ganhamos mais e melhor.

    Aliás, já viram esse documentário de um homem e uma mulher que rodaram o mundo procurando peladas:
    http://vimeo.com/9869545
    (considere que o jogo te quer)

  • Rodrigo garcia

    Perfeito seu texto.Mas vou fugir um pouco da parte filosófica,sensacional por sinal.

    Eu sou um grande apaixonado por futebol desde pequeno,principalmente pelo meu Flamengo.Costumo dizer para minha mãe que é o único momento da minha vida que eu perco minha integridade é quando converso(discuto) sobre futebol.

    Agora,sobre a seleção,acho que você falou e disse : perdemos e ponto final.

    Toda eliminação do Brasil em mundial é sempre essa chata caça ao grande vilão.Pura besteira,se formos analisar friamente,o Dunga acertou mais do que errou.Fez coisas que outros que passaram por lá não fizeram,como peitar a rede globo.Foi chucro e às vezes mal educado com a imprensa,mas pelo menos foi com toda a imprensa e não privilegiou a toda poderosa globo(que tem contrato com a FIFA).Foi 100 % coerente com tudo que fez na sua gestão.

    Gustavo,futebol é uma coisa que mesmo tu fazendo tudo certo,pode dá tudo errado.Um exemplo disso é a nossa própria vida.

    O Brasil no meu modo de ver fez os primeiros 45 minutos mais incríveis que eu já assisti no comando do Dunga,fomos implacáveis na marcação,não deixamos a Holanda jogar,o meio campo brasileiro sobrou e tava mandando no jogo.Se pegar o tape,vai ver que no primeiro tempo o time holandês tava assustado e completamente perdido dentro de campo.Fomos castigados na segunda etapa por não termos matado o jogo no primeiro tempo,mas isso é futebol e pronto.

    Execrar o Dunga é uma grade injustiça.

    O grande problema é que o futebol preenche várias lacunas dentro da subjetividade das pessoas;principalmente no torcedor brasileiro.Na Copa do Mundo,é o único momento em que o Brasil vira primeiro mundo,e temos que agradecer isso ao nosso futebol.

    Das últimas 5 copas,fomos para final em 3 ocasiões e ganhamos 2 vezes.
    Não é porque ganhamos que está tudo certo e nem porque perdemos que está tudo errado.

    Quando era criança,lembro que brigava por causa do Flamengo.E descobri muito tarde que ser fanático é uma bobagem;o bom mesmo é ser apreciador de futebol.Me diverti mutio nessa copa deixando o fanatismo de lado.Ganhar ou perder faz parte.

    Gustavo,queria fazer uma pergunta.Como você coloca em prática no seu cotidiano tudo isso que você sabe,e que as outras pessoas deveriam saber mais não sabem ? Porque eu me espiritualizei muito depois da morte do meu pai,só que as vezes as pessoas não conseguem compreender algumas coisas que descobri e fazem parte hoje em dia da minha vida.

    Um abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Porra, deve ser animal esse filme. 45 países? Puta ideia.

  • http://twitter.com/edsonmgarcia Edson Martins Garcia

    “Eu esperava mais de você…”
    Filho de uma mãe que não merece ser chamada de mãe, isso é o que você é se um dia falar isso para alguém, ou se já falou.
    Todos nós temos nossas limitações, tanto nos nossos atos, como pensamentos, como escolhas, palavras, enfim, somos limitados por natureza. Isso não quer dizer que não possamos evoluir, ou melhor, isso quer dizer que sempre devemos evoluir, através de conhecimentos adquiridos, através de traumas, por meio de ensinamentos, enfim, pelos mais diversos métodos.
    Quem trabalha ou trabalhou com um gerente ou diretor que tem mentalidade pequena, sabe que as opções são vencer ou vencer. Se você falhou, já era. Se você errou, já era também.
    Sempre temos a ideia de que temos que vencer, sempre. Muitas vezes, errar pode ser acertar também.
    Uma coisa que eu sempre digo é que existe uma diferença gritante entre errar e falhar.
    “Tentei fazer o que era certo, fazer da maneira correta, mas não consegui”. Você falhou.
    “Sabia como era o certo, mas não me importei, fiz de qualquer jeito, e não consegui”. Você errou.
    As pessoas não mudam, apenas se adaptam quando lhes convém. Para uma pessoa mudar, ela precisa “morrer para algo antigo e renascer para algo novo”. Creio que somente assim conseguiremos chegar próximo à perfeição.
    Finalizando, minha opinião sobre o técnico Dunga. Ele falhou em alguns pontos, errou em outros, mas não podemos nos esquecer de que ele possui uma bagagem muito boa para chegar onde chegou, e que a nós fica fácil criticá-lo.

  • http://twitter.com/JackCostaD JackCostaD

    Excelente texto!

    Mas, fica a dúvida para a prática: como adotar essa postura diante do curto espaço de tempo que dispomos entre o edital e a prova para o concurso dos sonhos? Sem criar a expectativa de que, se fizermos tudo direitinho, (abdicar de uma boa parte do lazer, da companhia dos amigos, família, namorado, festas, leitura no PdH) a vitória é apenas uma consequência… pelo menos, aos olhos (e cobrança) de todos que estão ao redor, deveria ser. E quando ela não se concretiza, somos 'obrigados' a entrar na fase: culpa/culpados.

    Ai, ai….

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Não somos obrigados a entrar na fase da culpa e podemos sorrir para as cobranças (incluindo as nossas). Não rir de deboche, mas sorrir entendendo e não se perturbando. Ou se perturbando e observando o processo inteiro girar. ;-)

    Não vejo problema nas expectativas. Elas são pensamentos que vem e sempre nos acompanham. O problema é nosso refúgio nelas e nosso desconforto quando elas não se realizam.

  • Cassio (Y)

    Legal, sabe, estive aqui pensando comigo, os textos do PdH – principalmente os seus e do Dr. Love, sem querer “babar ovo”, mentira é babando ovo mesmo =D – leva as pessoas a pensarem de modo diferente, talvez um modo mais complexo até nas pessoas mais jovens, como eu (15 anos), ocorre isso, ler isso me faz bem, abre a mente para novas opnioes e novos estilos de pensamento sem contar com a experiencia aprendida (Y).

    PdH muito foda! (To babando o ovo de novo)

  • Chuck Norris

    Dunga não soube repassar o conhecimento que tinha ensinado para ele, vou “bater um papo (enfase no bater)” com ele depois.

    Chuck Norris

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Cassio,

    Minha namorada leria seu comentário e diria “Que fofo!” ou “Que bonitinho!”.

    Eu digo apenas que isso me motiva muito a continuar escrevendo. Quando eu tinha 15 anos, sem Internet, não tinha acesso algum a visões assim, exceto por algum texto perdido em alguma revista…

    Abraço.

  • Cassio

    Grosso! brincadeira, fico feliz que motivo alguem a escrever algo que me faz pensar! (Y)

    O coquetel modernização + internet esta deixando as pessoas mais privadas as conversas online, eu mesmo quase virei um nerd total mas consegui me libertar do meu proprio quarto.

    Eu gostaria de escrever um artigo sobre algo do tipo “Vida privada: 3x3m e um computador” (não sou muito bom com titulos), tem algum espaço aqui no PdH para que os leitores possam escrever algo?

    Abraço².

    PS:Sei ser “fofinho” quando eu quero, ehsuehsuhe

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Claro, Cassio! Envie seu texto para gitti@papodehomem.com.br

  • rodrigoalmeida

    Fala Gustavão!

    pela primeira vez, sou obrigado a não concordar com você e, na verdade, com quase nenhuma opinião dos comentários do texto.

    Minha opinião, é examente contrária.

    Desde pequeno fui educado a não encarar derrotas como “é só um jogo” ou com o clássico “o importante é partipar”.

    A vida é uma grande competição. No trabalho somente os melhores subirão. Ao final de uma partida só existirá um vencedor.

    Por mais que a campanha do Dunga tenha sido quase impecável, será pela falha no momento decisivo que será lembrado. Por mais que a campanha do Felipão tenha sido pífia, é pela vitória final que ele é reconhecido.

    Tenho muitos colegas que carregam por aí a filosofia de não levar as coisas tão a sério pois a vida é mais que isso e deveria ser vivida de maneira leve. São os mesmo colegas que depois acabam ficando chateados ou frustados quando vêm os vencedores se destacando cada vez mais e subindo em uma velocidade exponencial.

    Não consigo evitar. Na hora, derrota me abate como um voadora no peito. Não gosto de perder e não vou gostar nunca. Não interessa se é uma pelada com uns amigos, se era um prova na época da faculdade, um processo seletivo de admissão ou a disputa pelo ponto mais alto no trabalho. Perder ou ser ultrapassado é muito ruim.

    Felizmente, por não negligenciar nenhuma derrota, depois do baque inicial sempre tenho serenidade para me distanciar em perspectiva e analisar erros e identificar pontos de melhorias. Assim, posso focar em treinamento, preparação contínua e repetição, repetição, repetição até internalizar as ferramentas que preciso para não ser derrotado nas mesmas condições novamente.

    O resultado disso é que as oportunidades seguem surgindo e as portas se abrindo para os que vencem sempre. A sensação de triunfar onde antes parecia ser impossível obter êxito é indescritível. Atingir aquilo que poucos achavam que você seria capaz é melhor ainda. Ser devidamente reconhecido pelos seus esforços para ter chegado lá é o uma das maiores satisfações pessoais minha e, na minha opinião pessoal, de qualquer pessoa normal.

    Essa é a alma do esporte. Superar absolutamente todas as barreiras e dificuldades para que no final da jornada você seja premiado com essa droga viciante que é a deliciosa sensação de ser um vencedor.

    Justamente em virtude dessa maneira de encarar as coisas, hoje quando surge um desafio ou um problema tão grande que tira a calma e a tranquilidade da maioria das pessoas normais, eu respiro fundo para me acalmar, colocar as coisas em perspectiva e logo volto a pensar em que graça teria se fosse fácil?

    ps: daqui a pouco estou em sampa Gitti, vamos sair pra tomar uma devassa!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Fala Rodrigo!!!

    Vamos beber, sim.

    Quanto ao comentário, você não discorda de nada, apenas comprova o que descrevi acima. Fiquei até impressionado. Você parece ser o exemplo vivo de tudo que descrevi acima. hahahah

    Essa postura funciona, muito, e faz o mundo girar. Pena que não funciona para todos. Essa ideologia do sucesso e do “vencer na vida” é importante num âmbito e desastrosa em outro.

    Eu sempre achei engraçado esse discurso de esforço e sucesso pessoal, mas não tenho dúvidas que funciona. Já bati de frente, mas hoje, na web, prefiro focar em quem é excluído por esse movimento dos vencedores e acaba sofrendo por isso.

    Portanto, dentro do seu mundo, concordo contigo, sem tirar nem por. ;-) A diferença é que, pra minha vida, essa visão não me estimula, não me deixa com tesão, não dá sentido algum. Se fosse viver por esforço e sucesso pessoal, não duraria nem 1 ano, me mataria antes, com certeza.

    Admiro os que conseguem, mas admiro ainda mais quem já avançou para além dessa visão pessoal.

    Abração.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=566232867 Pedro Almeida

    E ai Gitti tudo bem? Já sou leitor do PDH a 1 ano e meio e acabei que nunca comentei nada por aqui!
    E to começando com um blog agora e hoje fiz um post sobre futebol e copa do mundo!
    Gostei muito sobre o texto que você escreveu, as observação bem pertinentes, gosto das analises comportamentais das pessoas!

    tá ai o link do meu blog se der pra dar uma olhada e alguma opinião ficaria muito agradecido!
    http://reflexoespessoaisecoletivas.blogspot.com/2010/07/brasil-selecao-futebol.html

    abraço

  • Seu zé

    Traduzindo o post para uma versão minimalista.
    “Shit Happens!”

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Boa! Sempre curti essa frase.

  • Pingback: Seresteros » Enquanto a Copa não termina…

  • Caio Durigan Piascitelli

    Gitti, eu acho que você normalmente exagera em tudo o que você reflete… e não digo isso sem refletir!
    Você sempre busca inverter tudo o que a sociedade é para expor um pensamento. Tem hora que é aceitável, e até saem coisas boas, mas tem hora que sai muita coisa que não deveria ser questionada.

    Porém, nesse texto você mandou muito BEM! Parabéns!

    Obs.: continuo não conseguindo logar no Disqus pelo Facebook

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Porra, Caio, você começou bem…. eu achando que ia elogiar o texto, dizer que é uma inversão, que é inaceitável, que não é coisa boa, que isso não deveria ser questionado. E você diz que eu mandei bem? Me decepcionou. ;-)

    Vou pedir pro Gus ver o que rola com o Facebook.

    Abraço, velho.

  • Rodrigocarlomagno

    Fala Gitti!

    Seus textos são sempre um convite a reflexão. Porém, um dia ainda aprendo a colocar toda essa teoria na prática. Acho fácil de ler, mas difícil de aplicar (se é que é para aplicar)

    A parte do acaso prendeu minha atenção em especial. No ano passado tive um problema grave de saúde e de alguma maneira pensei; é apenas uma vida. Então, o medo de morrer esvaiu-se e a aflição maior era a de pensar no desespero das pessoas que iam ficar.

    É engraçado que quando se descobre algo grave, você parte imediatamente para o sonho lúcido descrito acima. Esse pensamento de que as coisas só acontecem com o vizinho, é menosprezar o acaso.

    É impossível tentar antecipar e prever o futuro, já que aquilo que conhecemos é muito menor em relação ao que não conhecemos. Como uma pessoa deve lidar com eventos inesperados em um mundo imprevisível e que elas tenham a consciência e aceitem que esses eventos uma hora ou outra acontecerão?

    Não temos consciência prévia de nenhum fenômeno, dado que os seres humanos estão programados para aprender coisas especificas e não pensar em generalidades. Assim não conseguimos avaliar claramente as oportunidades, nem somos suficientemente abertos para fazermos fé naqueles que conseguem imaginar o impossível.

    Se não imaginarmos que é apenas um jogo, a expectativa de vitória quebra o ritmo de vida levando em conta que estamos fadados a derrota e imprevistos a qualquer momento.

    A vida é sim um jogo, mas não dá para jogar sozinho.

  • Marianadois

    P.S.: Também não consegui comentar pelo facebook.

  • Luiz

    Perfeito!!!

  • manuelradaelli

    Só uma dúvida guitti … segundo tuas reflexões, a culpa existe ou não?

    (Pra ti entender o que eu realmente quis saber ja coloco meio que uma pergunta à tua resposta, pode ser?)

    Se há culpa: voce apenas a ignora?
    Se não há culpa: as conseqüências não se imputam a ninguém?

    Ótimo texto para refletir. Agradeço compartilhar tais pensamentos!
    Abraço

  • Bruno Cavalcanti

    Ok……

    Vamos aos fatos, caro verossimil.

    Não importa de que forma nos classificamos: ganhamos a copa e pronto. Dunga ganhou tudo que foi de campeonato, nos classificamos em primeiro lugar na América do Sul, mas ganhamos o torneio que muitos de nós julgamos o mais importante?

    Felipão, aos trancos e barrancos, levou um time totalmente desacreditado a vencer o torneio mais importante.Outra coisa: nada contra o Dunga, pelo contrário, é um bom técnico, mas levando-se em consideração o que tu disse acima, um bom técnico conta, é verdade, muitas vezes com a sorte.

  • http://www.coisasdamara.blogspot.com Maraysa

    Cara, por incrível que pareça (para quem me conhece), eu até fiquei tensa, e claro que antes do tempo acabar, eu ainda torci por um empate, para que o jogo não terminasse ali, e fosse para os pênaltis. Quando digo que tive desprazer, é porque, simplesmente, não pude ver algo bonito, que me encantasse e me desse algum tipo de razão para uma grande comoção, como vejo que acontece com muitas pessoas. Minha mãe, por exemplo, assistiu a todos os jogos na casa de amigos, comprou camisa, acessórios, torceu pra valer. Quando o Brasil saiu, ela passou mal, chorou, bebeu pra caramba… Isso é o que não entendo.
    Tipo, quando acabou a partida, eu desliguei a TV e voltei a ver o filme que tava vendo. E isso porque só tinha ligado rapidinho, pra ver enquanto almoçava.

    O que eu acharia realmente bonito seria os brasileiros não terem vergonha da derrota, como nossos Hermanos Argentinos, que receberam a seleção deles com festa e alegria. Não vão deixar de usar suas cores, porque eles se orgulham não só do time de futebol que possuem, mas do país onde moram. Já aqui, é tudo diferente. tsc….

    (Acho que me prolonguei)

    ps: Como ficou sabendo que eu tive câncer? Quer dizer, foi a isso que se referiu qdo desejou que eu me recuperasse logo?

    Abraço!

  • Marianadois

    Eu fiquei MUITO feliz lendo esse texto. Obrigada Gustavo. =D

  • Marianadois

    P.S.: Também não consegui comentar pelo facebook.

  • http://twitter.com/_dacruz DaCruz

    Sim, foi isso mesmo. Eu li no seu blog.
    []'s

  • http://twitter.com/_dacruz DaCruz

    Sim, foi isso mesmo. Eu li no seu blog.
    []'s

  • Ramon Távora

    Foda é saber que por mais que a gente tente controlar, é uma coisa incontrolável e que muda a qualquer segundo, pois por mais que eu tente me afastar é improvável que consiga, e por mais que tente me envolver nao dou o valor suficiente!
    coisa de louco!!! hehehehe

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Oi Monik,

    Legal esse lance de experiência x resistência. Você tem algo online seu sobre isso?

    Beijo.

  • http://www.facebook.com/monikornellas Monik Ornellas

    Caramba Gitti, eu nem sei o que comentar por que de uma forma geral gosto demais do você escreve, mas esse artigo é digno de ser impresso e lido em sala de aula.

    Eu trabalho muito com o não-julgamento e a beleza da presença, e para ficar mais fácil a compreensão de certos princípios pelos alunos, gosto de atuar dentro da importância das polaridades e de todas as vivências, experiências e possibilidades que elas nos proporcionam.

    Então, dentro disso tudo,nossa realidade literalmente se torna é uma grande experiência, mas atuamos em grande parte pela resistência. Resistência em sentir, resistência em estar totalmente no presente, resistência na permissão, enfim!

    Você compôs isso tudo de forma magnífica e simplificada!

  • Ramon Távora

    Foda é saber que por mais que a gente tente controlar, é uma coisa incontrolável e que muda a qualquer segundo, pois por mais que eu tente me afastar é improvável que consiga, e por mais que tente me envolver nao dou o valor suficiente!
    coisa de louco!!! hehehehe

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Oi Monik,

    Legal esse lance de experiência x resistência. Você tem algo online seu sobre isso?

    Beijo.

  • Douglas Henrique

    Quando terminei de ler o texto, já comecei a pensar em comentar, mas preferi ler os comentários afim de verificar se alguém havia pensado como eu. O Caio Durigan Piascitelli me surpreendeu quando mandou aquele “mandou bem”.

    Enfim, vamos ao que interessa:

    Gustavo, assim como o começo do comentário do Caio fala, eu também acho que você sempre exagera nos seus textos. Desperta uma reflexão não trabalhada e, asssim como o Cassio (Y) disse, abre visões ocultas.

    Eu sou bem conservador e mantenho as visões e conceitos que eu acho certo. Por isso, quando concordo com uma opinião alheia – seja esta inversa a minha antiga ou não -, isso causa algumas mudanças drásticas na minha vida, pois eu realmente adoto aquela visão.

    Entretanto, apesar de concordar com alguns pontos do seu texto, fiquei com algumas dúvidas e gostaria que você opinasse ou explicasse:

    -A morte não é um processo deliberado, assim sendo, não pode ser comparado ao fato de errar. Errar é realmente comum – quando se está no início -. Como dizem por aí “A persistência é o que leva a perfeição”. O que você quis dizer com essa comparação?
    -Você diz que deveriamos nos confortar com a falta de clareza e com a não-culpa unipessoal, mas isso seria o mesmo que correr da própria responsabilidade?
    -Você afirma que “Se há culpa, a possibilidade de um novo erro idêntico é maior, já que o padrão confuso ainda está presente, camuflado por um fator compensador, um auto-flagelo, uma dor na consciência.” – A experiência carregada de culpa não cria métodos para que não erremos novamente?

    Algumas dúvidas eu sanei relendo o texto. Apesar de te criticar em outros textos pelo seu modo muito “moderninho”, gostei desse. Me fez refletir bastante.

    Abraços Gustavo.

    Nota: Alguém falou nos comentários que o Disqus está com problemas para se conectar ao Facebook. Só ratificando que eu também não consegui me conectar.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Fala Douglas!

    “A morte não é um processo deliberado, assim sendo, não pode ser comparado ao fato de errar. Errar é realmente comum – quando se está no início -. Como dizem por aí “A persistência é o que leva a perfeição”. O que você quis dizer com essa comparação?”

    Essa pergunta é ótima, pois vemos a morte como algo inevitável no fim da vida, mas esse algo inevitável acontece o tempo todo. Nunca temos controle e sempre agimos com uma base condicionada que fica oculta, principalmente por nossa ilusão de livre arbítrio.

    Muitos de nossos erros são apenas nosso fracasso ao tentar controlar a vida que se movimenta livre (dentro ou fora de nós). Ou seja, erramos por seguir impulsos ou pensamentos (reagimos por dentro) ou por ser arrebatados por forças maiores ou mesmo por reagir a situações que nos perturbam e desestabilizam (um marido que mata o amante, por exemplo).

    Sua pergunta é muito boa, pois leva ao entendimento que os erros nunca são pessoais. Eles acontecem, igual a morte. Daí meu argumento contra a culpa.

    “Você diz que deveriamos nos confortar com a falta de clareza e com a não-culpa unipessoal, mas isso seria o mesmo que correr da própria responsabilidade?”

    Eu não disse nada disso, mas entendi sua pergunta.

    Não, seria o oposto, seria ASSUMIR a responsabilidade. Veja, normalmente não assumimos a responsabilidade e por isso nos culpamos e culpamos os outros. Explico.

    Assumir a responsabilidade é, antes de tudo, como diz Humberto Maturana, assumir responsabilidade por nossa responsabilidade: reconhecer a liberdade e a autonomia que temos a cada minuto. Uma pessoa que se culpa não reconhece sua liberdade de fazer diferente, caso contrário perceberia que agiu sob alguma espécie de confusão no passado, que, por ser detectada, não mais a comanda. Logo, não surge a identidade que fez a cagada, que é vista como um outro, externamente, sem identificação. E é essa identidade que sente culpa. Se não nos identificamos com aquele que fez a merda, não nos sentimos culpados. E só fazemos isso quando assumimos responsabilidade pelo que somos, ou seja, pela liberdade que se perdeu no momento da cagada.

    “Você afirma que “Se há culpa, a possibilidade de um novo erro idêntico é maior, já que o padrão confuso ainda está presente, camuflado por um fator compensador, um auto-flagelo, uma dor na consciência.” – A experiência carregada de culpa não cria métodos para que não erremos novamente?”

    Não, não cria. Pode observar: as pessoas que mais sentem culpa são as que mais seguem fazem as mesmas cagadas. Às vezes a pessoa se sente MUITO culpada por algo e segue fazendo aquilo. A culpa sempre é da identidade que faz a cagada. Se ela está presente, a identidade, o padrão, a estrutura negativa está presente.

    O melhor jeito de não repetir uma cagada é entender o mecanismo que a gerou. Se entendemos isso, não mais no sentimos culpados, pois sabemos que aquilo aconteceu por tais e tais causas e condições, não porque somos uns imbecis, porque somos ruins, negativos, estúpidos, ridículos, patéticos, como uma pessoa bem culpada se descreve.

    Eu já vi mais de uma pessoa se sentindo culpada, se descrevendo assim à noite, e fazendo a mesma cagada no dia seguinte. É um mecanismo que se retroalimenta: eu faço cagada e me puno me sentindo mal.

    Se eu faço cagada e entendo o que está acontecendo, não há por que se sentir mal. É como ver a chuva e saber que está tudo OK, está chovendo porque isso acontece assim e assim. Olhamos e entendemos, sem se debater ou lutar contra, sem reclamar. Olhamos e até sabemos o que fazer quando chove. E depois, quando está Sol, não ficamos lembrando de como foi horrível quando choveu. Apenas nos levantamos e deixamos o Sol bater na cara.

    Uma pessoa que erra e não se culpa está bem mais livre para agir de modo mais positivo e responsável no dia seguinte. Não porque ela focou em não se culpar, não, isso é efeito da coisa, mas porque ela entendeu que agiu de modo confuso ou que a merda simplesmente aconteceu, como uma chuva. Ela não é tao autocentrada a ponto de achar que é a causa de toda a merda. Mas isso não significa que ela abdique de toda responsabilidade. Pelo contrário, ela descobre que é responsável por suas experiências e começa a se relacionar com a liberdade dos outros de construir suas próprias experiências. isso significa que ela entende melhor o mundo dos outros, o fato de que eles constroem experiências igual ela e vivem em outros mundos. Resultado: ela procura evitar causar sofrimento e confusão para eles, pois sabe bem como isso é ruim para ela e como acontece o mesmo com os outros. Enfim, não sentir culpa ajuda a criar esse ciclo ético.

    Ao mesmo tempo, a pessoa entende que todas as aflições são impessoais. Então ela para de culpar os outros. Quando o cara vai lá e mata sua mulher, ele sabe que o cara agiu com alguma espécie de cegueira. Ainda que seja importante prender o cara, ele sabe que não adianta culpá-lo. Que se há um inimigo, é a cegueira, a ignorância, a raiva, a confusão que fez o cara matar sua esposa. Isso não significa que ele não sofra, claro, e que não surjam pensamentos do tipo: “FDP, eu vou te matar”. Significa apenas que a culpa é desnecessária e que se reagirmos a esses pensamentos, bem, reproduziremos o mesmo processo que causou a morte de nossa mulher.

    Abração.

  • http://www.facebook.com/people/Douglas-Henrique/100000196772990 Douglas Henrique

    Perfeito.

    Valew Gustavo.

  • http://www.facebook.com/people/Douglas-Henrique/100000196772990 Douglas Henrique

    Perfeito.

    Valew Gustavo.

  • Cleyton

    Gitti,

    Muito bom seus textos! Sempre leio e recomendo! Essa semana mesmo apresentei o portal para um amigo meu que acabou de terminar o namoro, mostrando os seus e outras partes do PdH que acho interessante.

    Agora só não entendi seu comentário quando coloca: “O sonho lúcido (sonhar sabendo que se está sonhando) é SEMPRE mais foda que o sonho convencional. Faça a comparação com a vida e seja feliz.”.

    Eu sei o que é sonho lúcido, mas não entendi sua comparação =/

    Até!

  • Cleyton

    Gitti,

    Muito bom seus textos! Sempre leio e recomendo! Essa semana mesmo apresentei o portal para um amigo meu que acabou de terminar o namoro, mostrando os seus e outras partes do PdH que acho interessante.

    Agora só não entendi seu comentário quando coloca: “O sonho lúcido (sonhar sabendo que se está sonhando) é SEMPRE mais foda que o sonho convencional. Faça a comparação com a vida e seja feliz.”.

    Eu sei o que é sonho lúcido, mas não entendi sua comparação =/

    Até!

  • nobody

    tu veio escrever isso justo quando eu me divertia criando um novo super man.

  • nobody

    tu veio escrever isso justo quando eu me divertia criando um novo super man.

  • http://www.facebook.com/monikornellas Monik Ornellas

    Oi Gitti, não tenho nenhum post específico, está diluído em diversos assuntos abordados. Mas fui buscar um texto muito legal (é uma canalização) sobre “Rendição e Resistência”, que também abarca um pouco disso, segue:

    “Toda lição que você vivencia é acompanhada pela escolha da rendição ou da resistência. Você não vê freqüentemente a rendição como uma opção porque não entende o que isso significa ou a vê como uma escolha que nunca está disponível a você. A necessidade de resistir, de continuar pressionando adiante e tentar todas as opções até que você sinta que as superou é uma resposta de temor. A superação apresenta uma opção mais fácil e a sua crença de que as lições devem ser difíceis mantém você em resistência até que você pare de lutar e permita que o Universo aponte para a sua cura. Resistência é energia bloqueada; rendição permite que a sua energia flua e se mova adiante. A resistência é o oposto da rendição.

    Suas lições não são como a vitória, elas são como aprendizados e curas. Quando você está na resistência você quer ganhar e conduzir por seu próprio desejo, o que implica em juntar-se a resultados particulares. Juntos, estes o protegem de ver todos os aspectos das suas lições e o tolhem de uma perspectiva mais alta onde a opção da rendição e permissão faz com que a energia flua na direção necessária, e não na que você controla.

    Quando você aprender a render-se e libertar sua resistência, suas vibrações aumentam e você tem fé em seu poder e no Universo.”

    Valeu Gitti!

  • Sfreitas09

    Gustavo,

    ao ler esse excelente texto, me veio a mente o teu texto sobre o uso do humor, postado por ti no teu blog Não2Não1. É por meio da experiência de se estar vivendo alguma coisa mas também, de se ter um distanciamento interpretativo da mesma situação, como fazem os atores e como tu bem citaste ( e eu sempre gostei de pensar a vida desta forma e achava que era o único, heheheh..) é que os humoristas e as pessoas que consideramos engraçadas, espirituosas, conseguem levar a vida de maneira tão leve e de bom humor e possuir tiradas ótimas que nos fazem rir. Não achas ?

  • Daniel Pires

    O fantasma e a chama. a dicotomia que nós deveríamos seguir.

    Fantasma pra tudo passar por nós sem nos abalar. Chama, pra ter tesão no que fazemos, sem nos preocuparmos com resultados.

    Toda e qualquer coisa que se faça baseado demais em resultados, vai dar em merda. A postura que mais traz resultados é focar no processo, e não no resultado.

    Pelo menos, é minha visão.

  • http://www.facebook.com/monikornellas Monik Ornellas

    Oi Gitti, não tenho nenhum post específico, está diluído em diversos assuntos abordados. Mas fui buscar um texto muito legal (é uma canalização) sobre “Rendição e Resistência”, que também abarca um pouco disso, segue:

    “Toda lição que você vivencia é acompanhada pela escolha da rendição ou da resistência. Você não vê freqüentemente a rendição como uma opção porque não entende o que isso significa ou a vê como uma escolha que nunca está disponível a você. A necessidade de resistir, de continuar pressionando adiante e tentar todas as opções até que você sinta que as superou é uma resposta de temor. A superação apresenta uma opção mais fácil e a sua crença de que as lições devem ser difíceis mantém você em resistência até que você pare de lutar e permita que o Universo aponte para a sua cura. Resistência é energia bloqueada; rendição permite que a sua energia flua e se mova adiante. A resistência é o oposto da rendição.

    Suas lições não são como a vitória, elas são como aprendizados e curas. Quando você está na resistência você quer ganhar e conduzir por seu próprio desejo, o que implica em juntar-se a resultados particulares. Juntos, estes o protegem de ver todos os aspectos das suas lições e o tolhem de uma perspectiva mais alta onde a opção da rendição e permissão faz com que a energia flua na direção necessária, e não na que você controla.

    Quando você aprender a render-se e libertar sua resistência, suas vibrações aumentam e você tem fé em seu poder e no Universo.”

    Valeu Gitti!

  • Sfreitas09

    Gustavo,

    ao ler esse excelente texto, me veio a mente o teu texto sobre o uso do humor, postado por ti no teu blog Não2Não1. É por meio da experiência de se estar vivendo alguma coisa mas também, de se ter um distanciamento interpretativo da mesma situação, como fazem os atores e como tu bem citaste ( e eu sempre gostei de pensar a vida desta forma e achava que era o único, heheheh..) é que os humoristas e as pessoas que consideramos engraçadas, espirituosas, conseguem levar a vida de maneira tão leve e de bom humor e possuir tiradas ótimas que nos fazem rir. Não achas ?

  • Daniel Pires

    O fantasma e a chama. a dicotomia que nós deveríamos seguir.

    Fantasma pra tudo passar por nós sem nos abalar. Chama, pra ter tesão no que fazemos, sem nos preocuparmos com resultados.

    Toda e qualquer coisa que se faça baseado demais em resultados, vai dar em merda. A postura que mais traz resultados é focar no processo, e não no resultado.

    Pelo menos, é minha visão.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Achos! ;-)

  • http://twitter.com/thiagovls Thiago Santistevan

    Meio atrasado aqui pra comentar, mas nunca é tarde (certo?)
    Realmente, se eu entendi direito o texto, acredito que me identifico muito com ele, pois, meio que deixo tudo frio, imparcial, vou tentar explicar (talvez fale totalmente o contrario do sentido do texto):
    Vejo que tudo, TUDO, está suscetivel a erros (ahh é?!), sim, é meio óbvio isso, mas sei lá, percebo que muitas pessoas mesmo “sabendo” disso, não aceitam isso, porque parece que errar é algo extremamente não humano! e ahh de quem errar!
    Mas acredito que sobre erros, além de suscetiveis, eles estão presentes, estão no pacote. Não há um relacionamento só com coisas boas, não há uma profissão só com coisas boas, nada. Vc não tem que aceitar que aconteceu o erro, tem que aceitar que ele existe, que ele já tava lá.

    Mas sei lá, parece que erro para a maioria das pessoas é um “defeito”, algo que não deveria existir. É uma pena pra elas, pois vão viver sofrendo com ao invés de viver “vivendo”.

  • http://twitter.com/thiagovls Thiago Santistevan

    Meio atrasado aqui pra comentar, mas nunca é tarde (certo?)
    Realmente, se eu entendi direito o texto, acredito que me identifico muito com ele, pois, meio que deixo tudo frio, imparcial, vou tentar explicar (talvez fale totalmente o contrario do sentido do texto):
    Vejo que tudo, TUDO, está suscetivel a erros (ahh é?!), sim, é meio óbvio isso, mas sei lá, percebo que muitas pessoas mesmo “sabendo” disso, não aceitam isso, porque parece que errar é algo extremamente não humano! e ahh de quem errar!
    Mas acredito que sobre erros, além de suscetiveis, eles estão presentes, estão no pacote. Não há um relacionamento só com coisas boas, não há uma profissão só com coisas boas, nada. Vc não tem que aceitar que aconteceu o erro, tem que aceitar que ele existe, que ele já tava lá.

    Mas sei lá, parece que erro para a maioria das pessoas é um “defeito”, algo que não deveria existir. É uma pena pra elas, pois vão viver sofrendo com ao invés de viver “vivendo”.

  • Danilo Noturno

    Atrasado também, mas disseram que nunca é tarde.

    O texto é sensacional,me ajudou a refletir neste momento da minha vida! Li os comentários antes de escrever algo!
    E comprrendi que errar é humano, e se martilizar como eu estou fazendo, não! Perder todos perdem uma hora, ou outra, e ninguém gosta, a diferença é a reação há perda!
    O texto me fez sentir mais humano! Gitti Tks!

    Só queria ver se vc me ajuda em algo, como continuar atrás do meu objetivo sendo que eu errei feio, e já sei que perdi! Será que a melhor opção é esquecer ou encarar de frente e aguentar o distrato?
    Ou nenhuma delas…rs

    A pergunta é confusa, mas só pra num escrever uma historinha.

    Lembrei de uma frase que estou tentando seguir: “Sábio aquele que apreende com os erros dos outros, e inteligente aquele que apreende com os próprios erros!”

  • Danilo Noturno

    Atrasado também, mas disseram que nunca é tarde.

    O texto é sensacional,me ajudou a refletir neste momento da minha vida! Li os comentários antes de escrever algo!
    E comprrendi que errar é humano, e se martilizar como eu estou fazendo, não! Perder todos perdem uma hora, ou outra, e ninguém gosta, a diferença é a reação há perda!
    O texto me fez sentir mais humano! Gitti Tks!

    Só queria ver se vc me ajuda em algo, como continuar atrás do meu objetivo sendo que eu errei feio, e já sei que perdi! Será que a melhor opção é esquecer ou encarar de frente e aguentar o distrato?
    Ou nenhuma delas…rs

    A pergunta é confusa, mas só pra num escrever uma historinha.

    Lembrei de uma frase que estou tentando seguir: “Sábio aquele que apreende com os erros dos outros, e inteligente aquele que apreende com os próprios erros!”

  • Rheydercastro

    Quando vc tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!!!

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