É isso que estão querendo fazer as crianças vestirem hoje em dia?

Fabio Bracht

por
em às | Estilo, PdH Shots


Eu nunca navego no Pinterest, juro. Não faço ideia de como fui parar lá esses dias — e tudo bem, porque isso não é importante –, mas o fato é que acabei vendo algo que me subtraiu de todos os butiás que carregava comigo nos compartimentos costurados às minhas roupas: fotos assustadoras de moda infantil.

Crianças são bonitas. Que meu pai não saiba disso, sob pena de começar a perguntar “cadê os meus netos?” de novo, mas de vez em quando eu vejo algumas que até me dão vontade de ter as minhas próprias. Elas têm uma qualidade de inocência inegavelmente agradável às sensibilidades dos adultos corrompidos pela adultez. Além do mais, elas nunca vão responder “ah, naquela correria de sempre” quando você perguntar como vai a vida.

Outra coisa bonita: moda. Apesar dos excessos das passarelas, posso afirmar de maneira bem heterossexual que poucos estímulos visuais são tão apelativos ao nosso senso estético quanto uma seleção de roupas bem cortadas, combinadas e harmonizadas sobre o corpo de outra pessoa. Uma pessoa feia e bem vestida passa uma impressão melhor do que uma bonita e mal vestida. Sei disso mesmo sendo feio e mal vestido — ou talvez justamente por isso.

No entanto, o que eu vi foi que somar essa Coisa Bonita 1 (crianças) à essa Coisa Bonita 2 (moda) às vezes resulta num número negativo.

As fotos de moda infantil que vi no Pinterest (e que você também pode ver, é só fazer uma busca simples por “kids fashion”) não têm quase nada de infantil. Muito pelo contrário: atribuem valores exclusivamente adultos a seres humanos que não precisarão desses valores por um bom tempo ainda e deveriam estar celebrando este fato.

Alguns exemplos:

Imagine uma mulher adulta nessa mesma foto. A mesma expressão, a mesma tiara de flores, o mesmo vestido sendo levantado para mostrar a coxa, o mesmo cabelo cuidadosamente preparado horas antes para ficar com os cachos perfeitos, o mesmo cenário natural desfocado ao fundo. O que temos?

 

Que criança faz essa cara? O que há de errado em pelo menos aparecer na foto com um sorriso infantil, em vez dessa boca entreaberta, que, em adultas, é usada para expressar desejo e sexualidade?

 

Mesma coisa. Em fotos de adultos, uma praia deserta (ou qualquer locação vazia e externa, na verdade) evoca pensamentos de “imagine eu e ela sozinhos nessa praia”. Uma criança nesse tipo de cenário, ainda mais quando foi dirigida para fazer expressão de adulta, é algo extremamente subversivo a esses conceitos.

 

Quando foi a última vez que você viu uma criança dessa idade sentar desse jeito e fazer essa cara?

 

Nem comento.

 

Comento menos ainda.

 

Pra que isso?

* * *

E os guris também estão nessa.

O principal problema nesse caso são as expressões nada infantis. Talvez eu esteja sendo anti-moderno nesse quesito, mas realmente penso ser meio “errado” — ou no mínimo estranho — uma criança estar vestida apenas em tons neutros, sóbrios, sérios, sem absolutamente nenhum toque lúdico, nenhuma cor minimamente vibrante, nenhuma alusão ao universo infantil. Como esse carinha abaixo:

Enquanto isso, esses próximos parecem prontos para pegar o carro e sair para a balada pra “catar muita mina”. Apesar de estarem a muitos anos de poderem dirigir, beber, ou mesmo se interessar pelo sexo oposto. Estou errado em achar isso errado?

É isso que estão querendo fazer as crianças vestirem hoje em dia?

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • Nélio Oliveira

    Que assunto interessante de abordar!

    Roupa de criança é muito legal, diferente de roupas de adultos em tamanho próprio para crianças.

    Tivesse eu um filho homem, não gostaria que ele se vestisse nem como esses pequenos emos e muito menos como esses pequenos yuppies. “Brooksfield Jr” pra mim é uma loja sem razão de existir, uma contradição em termos.

    Mas o pior de tudo, o mais NOJENTO, é o biquíni com enchimento nos seios. Pra crianças de dois anos! É de embrulhar o estômago, literalmente.

    EDIT: OLHA ESSE ÚLTIMO MOLEQUE TATUADO! Ah, se eu fosse um Promotor da infância e da juventude esses pais estariam encrencados. Ô se estariam…

  • Fernando Diomar

    Estão fazendo as crianças perderem a melhor época da vida! Querem fazer elas parecerem, se comportarem como adultas! Isso é um absurdo, meu filho tem um mês, mas nem cogito vestir ele desta forma!

  • Tatiane Souza

    A garotinha de preto, da roupa de paetês, tem uns 20 anos, neh?! Fico abismada… Lembro dos meus 9 anos com short de coton, bom pra sair correndo pela rua e ralar o joelho e da minha camiseta dos Looney Tunes…

    • Marcos Filho

      por mais tempo que eu parei nessa foto ainda não consigo acreditar que essa menina/mulher esteja na infância, é surreal.
      quando eu tinha essa idade andava com roupas coloridas com estampas alegres, e principalmente com um sorriso no rosto.

  • Tatiane Souza

    Acho nojento forçar sensualidade nas crianças…

  • Andre Souza

    Deprimente o que estão fazendo com nossas crianças. É indiferente uma criança bem vestida ou mal vestida. A maior qualidade delas está no seu carisma, o encanto que causam quando dão gargalhadas sem motivo algum, aquele rosto todo lambuzado, e consequentemente a roupa, quando saboreiam um chocolate, isso sim é uma criança de verdade.
    O pior de tudo isso, é que os pais em sua ganância, usam seus filhos como objetos para ganharem dinheiro com desfiles, e outros pais com sua ignorância, usam seu dinheiro para transformarem seu filhos em objetos.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    Isso me lembrou na hora Jogos Vorazes e seus tributos! MEDO, muito medo!

  • Reparador

    Caralho, tá foda mesmo!!! Excelente texto!
    Até meus doze ou treze anos, minhas fotos de carteirinha eram todas rindo, a que mais gosto é a com janelinha dupla frontal! :)
    Mas acho que esta, infelizmente, é a tendência, não digo só na moda mas em todo sentido. o apelo sexual, a necessidade de esforços da “adultice” cada vez mais cedo estão tornando as crianças assim.
    Sabia que a média da primeira menstruação das meninas caiu vertiginosamente de 50 anos para cá?
    A informação vai acabar com este mundo, antes as coisas eram descobertas aos poucos, não que fosse perfeito, mas não tínhamos essa avalanche.
    Lembro como foi descobrir a punheta na minha vida, como era conseguir ver uma foto de mulher pelada na revista escondido, como escolhia o tênis apenas batendo o pé no chão… Tempos que não voltam. Acho que me sentia perto das pessoas, diferente de hoje, com suas redes socias de 1000 amigos.
    Sabe aquele negócios dos “Anos Incríveis” aquele insight, a gnt tinha tempo, a gnt não era conectado!!! A gnt vivia na casa dos amigos, a gnt tiha amigos para a vida toda!!! Aqueles que cresceram com a gnt! Ainda bem que tenho estes em extinção, nunca mais os fiz depois de velho neste mundo de IPI reduzido, promoçoes da gol ah nem quero mais falar nisso, fico triste. Se pudesse acabava com esta “evolução”, me parece que ela só acarreta mais segregação e escravidão ao “sistema” e modelo.

    • Fábio H.

      Pois é, compartilho com você as mesmas sensações sobre o mundo atual!
      Para enriquecer este espaço, gostaria de adicionar alguns pontos de vista que possuo sobre o assunto. Sobre o fato de a primeira menstruação estar absurdamente precoce, não são apenas fatores psicossociais que contribuíram para tal resultado. Um importante contribuinte é a própria água que consumimos, devido à tecnologia de tratamento de água que é utilizada na maioria dos países do mundo (captação e gradeamento, primeira cloração, floculação, decantação, filtração e adsorção, segunda cloração e fluoretação). Apesar de eliminar resíduos e biontes patogênicos, o tratamento de água não retira uma variedade de moléculas, sejam essas macro ou mini. Tais moléculas incluem hormônios femininos (em PPB), como os estrógenos e progesterona (presentes na água principalmente por causa do uso das pílulas anticoncepcionais), os quais sem dúvida provocam uma alteração precoce no corpo das cidadãs. Alguns países (não me lembro quais =/) utilizam o método de osmose reversa como processo de obtenção de água potável, o qual virtualmente livra tais moléculas, mas com o revés de ser um processo altamente custoso.
      Em relação à sociedade, não possuo muita competência para opinar, mas mesmo assim vou arriscar. A sociedade está em constante modificação, não necessariamente positiva, nem negativa (parâmetro conceitual, não passível de definição). Estamos sempre nos ajustando a tais modificações e, por isso, é meio arriscado realizar comparações de gerações passadas, a fim de evitar problemas relacionados ao anacronismo. Também acho essa “erotização” uma problemática, apesar de meus pensamentos predominantemente liberais.
      Aliás, acho incrível como 10^23 amigos podem ser considerados como zero em alguns casos… As pessoas, sob meu ponto de vista, estão ficando cada vez mais distantes, apesar da proximidade física.
      Em relação ao “sistema”, é meio complicado seguir diretrizes opostas, pois na grande maioria das vezes somos postos à margem da sociedade, justamente pelo fato de não estarmos seguindo os padrões definidos.

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Na real, acho maior bonitinho.

  • Gustavo Henrique Avallone de B

    Sempre quando penso em criança penso em um molequinho meio zureta com uma fantasia de super-herói, sei lá, Flash ou Capitão América. Amadurecer a criança precocemente pra que?
    Isso é ridículo demais.

  • http://www.facebook.com/people/Júnior-Rodrigues/100001707027066 Júnior Rodrigues

    Ao meu ver o maior problema é a erotização da criança, porque sempre os adultos vestiram as crianças com roupas adultas “encolhidas” ou de cortes similares, até porque não existia bem uma indústria para servir às crianças.

    Até mesmo os brinquedos de outrora eram versões encolhidas e não “letais” de objetos adultos, espadas, estilingues, paus, fogões, panelas e etc.

    Talvez o que nos assuste nessa foto não seja a foto, mas a produção por trás; não sei…

    • http://www.facebook.com/people/Fabio-Moreira/100000057399213 Fábio Moreira

      Acho que o que assuta, além do absurdo da erotização, é que essa criancças não estão só vestidas como pequenos adultos, estão com expressões de adultos, imaginem todos esse garotinhos não em poses sérias e adultas mas com uma sorriso infantil e em posses naturais. Fica uma coisa muito mais legal.

  • Fernando Mauro

    Nos casos das fotos apresentadas não vejo problema, justamente porque as crianças não se vestem assim. Nem seguem essa lógica de moda, se você for dar um rolê no shopping Pátio Higienópolis é provável achar algo parecido, mas a moda do dia-a-dia que mais me preocupa é a erotização vulgar, tanto de roupas quanto de idéias.
    A falta de idéias, de assunto, que vai puxando os rebentos prá esse lado.

    Mas nos casos destas fotos me parecem mais de experimentação, de exceção, de dar cara de sério a quem ainda não é, só prá ver como é que fica. Não peças completas ou separadas que vamos ver as crianças usando por aí amanhã.

  • Jean

    Bem, eu tenho 16 anos, então devo dizer que estou bem mais perto da infância que o Fabio, e vendo essas imagens tenho quase a mesma reação que ele, para mim essas crianças parecem com os modelos de moda inatingíveis da mídia, estão erotizando demais a infância, é quase como se a estivessem encurtando, acho isso tremendamente estranho, talvez um motivo para comportamentos típicos de adultos em crianças cada vez mais jovens(nota-se meninas de 12 anos namorando ao invés de brincar).

  • http://www.facebook.com/paolo.gracas Paolo Das Graças

    Na
    verdade, se eu não lesse o texto e só passeasse pelas fotos, não perceberia
    nada do que foi escrito, o que me faz crer que o autor do texto é que possui
    tais conceitos, não as fotos.

    • Nélio Oliveira

      Que senso crítico apurado você tem…

    • http://www.facebook.com/rrizette Rogéria Rizette Linares

      Vc tem filhos? Pq eu tenho uma filha de 9 anos e já comentei isso que o texto fala um monte de vezes com meus amigos. Quando uma colega da mesma idade da sua filha for na sua casa usando meia-calça preta, botas, saia curta, roupa colada e maquiagem, vc vai ver que a erotização das crianças acontece o tempo todo, não está so na cabeça do autor. A mídia bombardeia isso em cima das crianças o tempo todo, basta ver o que apresentadoras infantis vestem nos programas (não falo de Xuxa, falo de apresentadoras que ainda são pré-adolescentes). É uma tristeza. Crianças são crianças, não devem se parecer adultos. Mesmo pq existem muitos loucos que não acham isso apenas “bonitinho”, acham isso sexualmente atraente.

      • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

        Cabe aos pais dosarem isso, ou você compraria roupas “sexys” para sua filha?

      • http://www.facebook.com/rrizette Rogéria Rizette Linares

        Jamais. Mas só eu sei o quanto ela reclama porque não permito comprar roupas como as das colegas. rs

    • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

      Devo descordar, eu vi primeiros as fotos e só li o texto por achar estranho ver crianças assim.
      Mas, pode ser que eu tenha tantos preconceitos quanto o autor.

  • Marcus V.

    Doentio, na moral.

    Mas o primeiro moleque ficou muito bonitinho hahaha

  • luciana corato

    concordo plenamente! fiquei chocada com essas fotos. sou mãe de uma garotinha de 4 anos, e que se veste como criança, sempre! e é lindo! pra que querer encurtar uma fase tão gostosa da vida.

    • http://www.facebook.com/brincando.devestir.1 Patty Furlan Brincando de Vest

      Concordo totalmente. Estão, ou vulgarizando ( com suas roupas sexy…) ou miniaturizando adultos. Mas isso é cultural! Não é de hoje. E o pior é feito pelos próprios pais!

  • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

    Esquisito sim, mas é engraçado perceber essa nossa idealização da infância.

    Isso é coisa recente. Já houve momentos na história em que crianças eram tratadas como mini adultos e a infância não era vista como uma fase especial de formação.

    Longe de achar isso bonito, mas uma defesa da infância idealizada pode conduzir a uma geração de crianças presas em bolhas de conforto. Tem umas discussões bem interessantes sobre se estamos mimando nossas crianças demais.

    Claro que não é pela moda que vai se resolver isso, mas não deixa de ser uma forma de perceber essas tensões.

    • Abobrino

      Concordo com você, de fato essa idealização da infância é coisa recente na história, mas a atitude de tratar a criança como um adulto em miniatura era no sentido de lhe atribuir responsabilidades, e não de deixar que imitasse as nossas bobagens. Isso fazia toda a diferença.

      De qualquer forma, não vejo qualquer mal nessa inocente atitude infantil. O problema é conosco, pq quando a adulto põe a mão é que fode a porra toda. Muitas meninas (senão todas) passam o batom da mãe escondidas e enfiam os pés nos saltos delas, mas quando elas aparecem com lápis cuidadosamente passado nos olhos certamente a mãe (que talvez queria ser uma modelo e não pode realizar o sonho, projetando-o na filha) ou até mesmo o pai trabalharam ali. E aí começa o “não pode!”: Passar a mão no rosto? Não pode! Sentar no chão? Não pode! Brincar correndo? E se cair a ralar essa pele perfeita? Não, não pode!

      Triste isso…

    • Guilherme Z.

      Eu ia fazer justamente esse comentário, Tiago, sobre os períodos históricos em que não havia tanta idealização da infância e as crianças eram tratadas como mini adultos. Um exemplo simples que podemos rememorar é a revolução industrial, particularmente na Inglaterra, onde as crianças trabalhavam diversas horas por dia em fábricas, ambientes completamente insalubres.

      Ademais, penso que a tendência de vestir as crianças como adultos não implica uma “aceleração de todos os processos” conforme foi dito, tanto é que pessoas mais velhas tentam combater os indícios de idade que porventura tenham. Ao meu ver, o que acontece é uma fantasia da juventude, essa fase que deveria ser um meio termo entre a infância e a maturidade e que é imensamente explorada e idealizada pelos meios de comunicação.

    • Ana

      A moda pode ser um indício de que isto está mudando…

    • Luciana_Marques

      Vou responder à vc, Tiago, mas refiro-me tb às respostas ao seu cometário.

      Concordo plenamente com todos em relação ao fato de que a idealização da infância é algo construído e não reflexo de uma verdade. Não estou discordando de vc, apenas acrescentando, eu diria.

      Quanto à moda (tópico do texto), na minha opinião – especialista em porra nenhuma! – Vestir as crianças dessa maneira acelera um processo de sexualização desnecessário. Na minha infância – década de 80 – isso já era real com as roupinhas da xuxa. Podemos acrescentar a isso, as pequenas meninas dançando altamente rebolantes antes de atingirem dois dígitos na idade (mas aí eu estou saindo do tema).

      Na minha opinião, isso é roubar das crianças a experimentação no tempo dela. Roubar o prazer em se sujar, em misturar cores e texturas dentro do desejo da criança (sem a ditadura do que está na “moda”).

      A questão não é que eu defenda colocar as crianças numa bolha, mas apenas não antecipar a elas os anseios e as angústias da vida adulta.

      Abraços, espero ter sido clara.

      ;)

    • Luisa

      Só porque é uma coisa recente não significa que não tenha fundamento. A sociedade, apesar de tudo, evolui. E a correta valorização da infância – e não sua idealização – faz parte dessa evolução. Se a sociedade distorce os conceitos e transforma valorização em mimos, a história e os problemas são outros.

  • paideduas

    Mais um ótimo post!

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Revoltante, Fabio!

    Que bom ler isso de um cara como você, sem filhos, sem alunos… Mas que mostra que há consciência deste absurdo dos nossos tempos!

  • http://www.facebook.com/pedropaulo.moraesgomes Pedro Paulo Moraes Gomes

    Elis regina sobre issso “Como nossos pais”
    Esse texto soou meio tea party de longe, mas concordo com alguns aspectos, e com outros nem tanto.
    Por exemplo não acho que o maior prejuízo seja a crescente erotização qual é submetida as mais jovens juventudes, e mesmo que já hiperexposta ao sexo, eu com essa idade aê falava que pegava minha tia avó.

    Mas a imposição, não acho que fosse natural as crianças gostarem de se vestir assim ou sei lá elas já tem um senso modistico apurado da porra, e acho que isso é bem limitante de certa maneira até ou vicioso.

  • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

    Fabio, vc convive com alguma criança que tenha mais que 5 anos? Minha sobrinha tem 7 anos e faz essas caras e poses sozinha. Ela comenta o que eu estou vestindo sem ngm pedir a opinião dela. Ela tem liberdade pra escolher o que vestir, o que eu acho MUITO legal pq estimula a imaginação dela. A gente só não deixa ela sair só de calcinha, pq se deixar ela sai.

    A Rochelle Costi, uma fotografa brasileira fudida, tem uma filha que chama Lola que é a coisa mais linda do mundo e é apaixonada por criar seus “looks” (conheci ela com 5 anos…agora deve estar nos 12). Não vejo nada de errado nisso, até porque eu era assim qdo pequena. A Lola decide o que comprar e vestir. Quantos de nós tiveram essa liberdade de escolha?

    O que eu acho errado: a erotização da criança. Ponto.

    A Suri Cruise de saltinho por exemplo, acho errado. A primeira foto, acho errado a publicação, mas a erotização vem da nossa cabeça. Crianças fazem poses eróticas sem saber. De resto é normal (inclusive a menina vestida de preto não é uma criança, é no mínimo uma adolescente de 14 anos pelas proporções das mãos, pescoço e orelha). A coisa de não ter “sorriso” é um problema da moda em geral, da qual eu não gosto tbm.

    De resto, eu acho que sejam percepções suas pelo ambiente que vc vive. Se vc morasse na Europa (Austrália, Japão (olhas as harajukus!), etc) sua percepção de moda seria outra. Seria algo comum no seu dia a dia ver gente bem vestida, inclusive crianças. E mais que isso, o mercado básico lá tem peças de bom gosto pra se comprar, não é esse desperdício de matéria prima em design tosco que se vê no Brasil.

    A maioria de nós, quando pequenos, apenas escutava “veste isso aqui e não chora”. Roupas com as quais a gt não se comunicava, elas simplesmente apareciam no armário com todo o mal gosto brasileiro pro tema.

    Eu qdo pequena fazia pose, usava maquiagem e esmalte da minha mãe, passava o dia fazendo roupas pras minhas barbies e kens e quando eu tava na praia eu tinha certeza que era a Ariel (Pequena Sereia) e amigo, eu me achava a menina mais sexy do pedaço.

    Absurdo é ver neném dançando Axé e sacudindo o quadril, não criança bem vestida.
    E por mal vestida entenda roupas pink ou azuis com mil estampas idiotas, patches, glitters e combinações de cores escalafobéticas em tecido sintético com o logo HOT WHEELS.

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      V., o buraco é mais embaixo. Sua sobrinha muito provavelmente não se veste deste modo à toa. Ela está inserida em um meio que preza por isso. Ela vê crianças fazendo estas poses. Ela incorpora isso.

      Eu tenho alunas de três anos de idade que gostam de brincar com maquiagem. É um mundo muito legal este mesmo, mas não pode ser o foco. Enquanto a criança passa maquiagem pra brincar, pra testar, ok. Quando a maquiagem, a roupa, a pose viram um problema de adulto… Tem coisa errada aí.

      A diferença da gente se vestir de um jeito que consideramos legal e a criança fazê-lo é que em todos os casos somos levados por uma indústria que diz 1) temos que estar lindjos assim, 2) temos que ter a roupa que ditam que é lindja assim, 3) vamos comprar!

      E nós já somos mais grandinhos e conseguimos entender (alguns ainda não) que a sandália da Xuxa, da Ivete, da menina da novela não vai nos fazer mais felizes.

      Nós entendemos. Publicidade com a criança é grotesco, injusto, triste!

      Infância é espaço para brincar, explorar, não pensar na roupa como instrumento para se expressar. Criança tem que se expressar correndo, brincando, pulando. Misturando as roupas, ousando, criando? Sim. Mas não tem que ser como é para a gente.

      Não podemos perder a infância assim…

      O melhor filme que ilustra isso (entre muitos dos problemas) é este daqui: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU

      • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

        Isa, em nenhum momento o Fabio questiona publicidade pra crianças. Ele questiona estética visual. E o ponto onde eu estou de acordo é quando colocam o erótico no meio. Mas dizer “Em fotos de adultos, uma praia deserta (ou qualquer locação vazia e externa, na verdade) evoca pensamentos de “imagine eu e ela sozinhos nessa praia” é um comentário totalmente infundado pra mim.

        Essa publicidade que ele mostra nas fotos é direcionada pra adultos, crianças não tem acesso a catálogos e revistas sozinhas. Provavelmente o primeiro contato da criança com essa moda será na própria loja, uma loja que não fala com mais ninguém além dela. Nenhuma dessas fotos aponta pra uma marca, celebridade ou ícone infantil que impulsione a vontade de consumo delas. O que pode impulsionar é o senso estético. Coisa que muito adulto subestima e reprime em uma criança.

        O que eu discordo é do incomodo que muitos tem de uma criança que se veste (ou é vestida) com senso estético apurado. Qual o problema? Vestir ela com roupinha da Hello Kitty pra mim é muito pior.
        Se o artigo é pra questionar publicidade pra criança então aqui deveria estar cheio de videos o Ben 10, Pokemon, Xuxa e quaisquer outras tranqueiras que eles assistam na TV hoje. Tipo essa http://youtu.be/hpK6l8BLvWA
        Crianças bem vestidas continuam sendo crianças, brincando, correndo, sujando e melecando. Se o problema é a publicidade, corta a TV. A maioria das crianças aprendem o que é consumo por lá, como mostra o documentário que vc passou. Vc já viu algum comercial infantil na TV com crianças bem vestidas como essas da foto? Eu nunca vi, nem aqui nem lá fora.

        A questão é explicar prioridades, deixar (ou fazer com) que ela se vista bem está lá embaixo na escala do que realmente importa. No máximo ela vai aprender a ter opinião própria sobre o que vestir e como vestir, independente de um impulsionador de consumo. Explicar pra ela que isso não define caráter faz parte de um trabalho diário relacionado à todas as informações que ela recebe. Seja ensinar a dividir um brinquedo com o amigo ou pra entender que o Pedrinho não é melhor que o Joãozinho só porque ele tem o carro novo do Hot Wheels.

      • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

        E adicionando: brasileiro vê bom gosto como ameaça, como se não fosse algo de direito e que depende de dinheiro pra se ter. Quando boa arte, moda, educação, etc são começo básico na vida de um ser humano isso perde todo o questionamento que vc coloca.

        Ensinar estética não quer dizer ensinar consumo.

        Vide o bom gosto berlinense que vê ostentação como a coisa mais cafona do mundo, onde o básico é produzido com extremo senso estético a preço de banana, sem entuchar as pessoas de publicidade.

      • Nélio Oliveira

        #classemediasofre

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        @veronicagunther:disqus @twitter-37005361:disqus @google-f08a9f0f7d589cb025f8edae28c45df6:disqus Muito legal mesmo ver esse debate rolando por aqui. Eu estava mesmo esperando a tua opinião, V.

        Não tenho nada a acrescentar no momento. Meramente expus a minha visão, na esperança de que 1) seja reverberada por quem concorda e 2) seja contestada e complementada por quem discorda.

        Obrigado por fazerem isso. :)

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        É um gentleman, esse Bráquiti. Aposto que quando era criança ele andava de fraque.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Fabio, então expôs sua visão sem saber direito de onde vem?

        Me pareceu nessa linha.

        Pois se surgem argumentos contestadores com alguma estruturação, parto da premissa que é interesse do autor trocar ideias, checar raciocínios…

        A diferenciação entre estética, consumo, noção de criança… é um território incrível. E dá pauta pra novas discussões e artigos excelentes.

        Por ex, você pode convidar vozes opositoras pra escreverem textos pro PdH e seguir daí. Ou qualquer outro modelo pra amplificar uma conversa que, com seus 650+ likes, claramente ressoa com muitos.

        grande abraçø,

      • Cristiano

        Me desculpe Veronica, mas ouvir minha sobrinha de 4 anos dizer que já é ‘mocinha’ e querer ser comportar como uma dama da época vitoriana sem saber o porque é no mínimo nojento. A infância é uma época de aprendizado, de desenvolvimento de ideias e pensamentos. Querer ensinar aos pequenos os princípios do ‘bom gosto’ é algo salutar, desde que não seja empurrado goela abaixo, pois assim não será aprendizado e sim repetição de comportamento, como as experiências de Pavlov em animais.

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Verônica, não sei se peguei direito os pontos.

        A publicidade não é o ponto do artigo, nem mesmo o senso estético. Mas o confronto de uma certa estética com a infância.

        Se a sexualização é ponto pacífico, pra mim um guri de gravata causa estranheza sim. Nem vou entrar em valoração moral/estética da gravata (que diz muito mais sobre como eu vejo a gravata do que o que eu acho de criança usar gravata).

        E, uma vez que você reconhece que a publicidade da moda infantil é dirigida à adultos, o argumento principal do texto ressoa aí. Quais os valores em jogo aí? A quem interesse colocar uma gravata numa criança? Aposto que a gravata não foi fruto do senso estético do menino.

      • A Verdade

        Essa Veronica deve ser uma puta defendendo os direitos das piriguetes… e incentiva isso na sobrinha. Piranha….

      • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

        Vem cá, dá um abraço! Foi um dia difícil? ♥

      • Fabiano

        Muito interessante o Documentário, Isabella. É espantoso como a publicidade midiática age nas cabecinhas… Confesso que senti vergonha alheia de certos pais.

    • http://www.facebook.com/people/Giovana-Camargo/1469800599 Giovana Camargo

      #classemédiasofre

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Excelente comentário da Veronica.

      Bem importante se fatiar essa discussão nas muitas camadas que ela envolve.

      - erotização – realmente, está FORTE em várias das fotos
      - estética
      - estética infantil

      A própria noção de criança é algo beeem moderno. Tem seus 200 anos.

      Antes, elas se vestiam como pequenos adultos e ponto.

      É bem fácil a discussão toda virar um moralismo meio confuso de “isso é um absurdo, isso não se faz, isso é inadmissível” e não avançar pra local algum.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Freitas/1406823492 Lucas Freitas

    fora o primeiro muleque, concordo em genero numero e e degrau.

  • http://www.facebook.com/people/Taiguara-Almeida/100000509380157 Taiguara Almeida

    Acho bizonho, doentio e danoso.

  • http://www.facebook.com/claiton.ferreira Claiton Martins-Ferreira

    Fabio, compartilho da tua ‘estupefatez’. As crianças estão se tornando mini adultos. Dessa forma se tornam consumidores cada vez mais vorazes. A quem interessa esse tipo de comportamento e consumo? Muitas vezes são modas passageiras, mas com consequências em longo prazo. Crianças exageradamente erotizadas estimulam a imaginação de predadores. As estatísticas estão aí para conferir: 76% dos casos de pedofilia no mundo estão no Brasil. Muitos predadores são estrangeiros, de onde essas modas são importadas, e acabam se baseando no Brasil em função das leis mais relaxadas. Vejo tudo isso com muita preocupação.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Essa tua estatística tem fonte, Claiton?

      • http://www.facebook.com/claiton.ferreira Claiton Martins-Ferreira

        Tchê, eu retirei desse blog aqui:
        http://paulohenriquecontraapedofilia.blogspot.com.br/2012/05/76-de-todos-os-pedofilos-do-mundo-estao.html Mas fazendo uma busca pela internet, tu percebes que isso é largamente difundido e discutido. No artigo do blog, o autor remete a uma edição da Revista Isto É. Não achei essa edição especificamente, mas achei outras que também discutem o mesmo tópico. Enfim, há bastante fonte para se discutir esses números.

  • http://www.facebook.com/adriana.fayadcampos Adriana Fayad Campos

    Criança bem vestida é uma coisa, vestida como miniatura de adulto é outra bem diferente. Concordo com o autor, e não acho que se trata de uma idealização infantil. Apenas qdo se é criança, a prioridade deveria ser o conforto pra brincar, acima de roupas supostamente elegantes, mas que tolhem a riqueza do movimento infantil.
    A gente tem o resto da vida pra se vestir e agir como adultos, já a infância tá mais curta a cada geração, então pra que queimar etapa? A erotização da criança é uma perversão do mercado de consumo, mas a função dos pais deveria ser protegê-las disso e não cair nessa também.
    Achar graça na filha pequena se vestir como uma clubber e dançar aqueles funks ou seja lá que som for onde se rebola até o chão e depois achar ruim qdo ela começar a fumar, transar e cair na balada aos 12 é no mínimo incoerente… Já cheguei a ver mãe saindo da maternidade com a filha recém-nascida no colo e e unhas pintadas de vermelho! E não me venham falar que os índios se pintam e tal e coisa, sei muito bem da variedade cultural e suas nuances, mas aqui pra nós, passar esmalte, um produto químico completamente desnecessário, num bebê recém-nascido é um absurdo! É uma questão de bom senso.

    • Kelvin

      Eh isso aí! Criança tem que ser CRIANÇA! Ser adulto é pra bem mais tarde!

    • Carleial

      A PERMISSIVIDADE SEXUAL

      Os seres humanos são animais
      sexualizados como quase todos os demais seres vivos. Porém, nos tornamos uma
      espécie hipersexualizada, pelo condicionamento excessivo de estímulos
      erotomaníacos que atingem, a todo o momento, a nossa mente consciente e
      inconsciente. Esses bilhões de estímulos diários que vêm erotizando,
      patologicamente, o nosso cérebro, se originam dos meios de comunicação,
      principalmente da televisão, que há décadas vem nos condicionando “a violência,
      ao sexualismo degenerado e exacerbado, à traição, à corrupção, à
      desestruturação familiar e outros tantos males individuais e sociais. Basta que
      se assista aos filmes, novelas, publicidades e muitos outros programas (e, até
      alguns ditos “infantis”), para verificarmos o quanto o “Mal” é glorificado e o
      “Bem” é ridicularizado; impondo-nos uma verdadeira inversão de valores.

      Muitos pais que procuram tratamento psicoterápico,
      preocupados com os distúrbios psíquicos familiares não sabem que são vítimas da
      erotização precoce de seus filhos, recém-saídos da puberdade. Esses distúrbios
      estão se tornaram comuns em nosso tempo. Os psicólogo-clínicos e psiquiatras
      são testemunhas dessa avalanche de problemas psicossexuais. O que uma determinada
      Senhora nos relatou sobre o seu caso, evidencia os transtornos pessoais,
      familiares e sociais gerados pela permissividade sexual reinante nos dias
      atuais. O que levou aquela jovem mãe ao consultório foi o grande sofrimento
      familiar em torno de sua filha de 14 anos. Esta desestabilizou a família com o
      seu comportamento sexual intenso e promíscuo; um autêntico caso de ninfomania.
      A garota já não conhecia limites para a sua precocidade sexual e procurava
      extravasar a sua angústia erótica nos amigos, conhecidos, parentes e até em
      desconhecidos encontrados ao acaso, de qualquer nível social, etário e
      econômico. A família já havia “tentado tudo”, desde agressões físicas até o seu
      confinamento em casa de parentes distantes, sem obter resultados positivos; até
      procurar a terapia mental.

      Casos como este não são raros e são difíceis de
      solução, tendo em vista que tal comportamento deixa marcas profundas e sequelas
      traumáticas na personalidade, como abortos, depressão, decadência psicofísica ,
      drogas e doenças sexuais. O sexo está presente em todas as atividades e
      momentos da nossa vida. Utilizam-se todos os meios e formas de exploração
      sexual, quase sempre com fins lucrativos desse mercantilismo desenfreado.
      Procura-se vender tudo através do sensualismo e da provocação e depravação
      erótica. Poucos são os apelos publicitários que não empregam o sexo como
      atrativo de vendas e, de forma cada vez mais vulgar e depreciativa, não só
      dessa atividade tão natural e espontânea; como, também, da imagem da mulher. O
      que surpreende é ver que muitos dos publicitários e artistas que colaboram na
      vulgarização do corpo feminino são justamente mulheres.

      A mulher é mais visada como alvo do erotismo vulgar e espetacular porque sofre
      milenar condicionamento para se preocupar, principalmente, com o seu exterior
      epidérmico e com o seu contorno periférico. Usa-se, fala-se, pensa-se,
      persegue-se e cultiva-se com ansiedade os cabelos, seios e traseiros; mais do
      que com a saúde e a inteligência. Quando há uma preocupação exagerada sobre uma
      atividade que é natural; é porque ali existe problema! Se alguém se “alimenta”
      de sexo…, por certo a sua área sexual no cérebro está carente e afetada. Se o
      sexo, por si mesmo, promovesse felicidade ou superioridade, a atual geração
      seria campioníssima em felicidade e em sabedoria. Não se pode negar que a
      atividade sexual pode ser fonte geradora de bem-estar e saúde; mas, somente
      quando praticada com responsabilidade, maturidade, amor e afetividade. Não há
      evidência científica que o sexo é indispensável à sobrevivência individual.

      Muitos Homens viveram e vivem de forma asceta e
      casta, como Gandhi, Cristo, Tomás de Aquino, Tereza de Calcutá,

      Irmã Dulce, Anchieta e outros gigantes
      do espírito e da Ciência, Artes e Letras que estão além, mentalmente, dos
      nossos contemporâneos tão sensualistas. Vale ressaltar que o ascetismo e a
      castidade não são sinônimos de assexualidade; mas, sim, de domínio consciente
      sobre os impulsos libidinosos. O excesso sexual quase sempre é mais prejudicial
      que a sua escassez. A carência sexual pode ser sublimada através do trabalho e
      da criação. Os impulsos sexuais podem ser canalizados, com muito acerto, para
      as atividades criativas com recompensa para o indivíduo e para toda a
      coletividade. Existem inúmeras formas de prazer, além do sexismo, sexualismo e
      erotismo. Talvez até os hipossexualizados sejam mais saudáveis que os
      hiperssexualizados (é claro que toda regra tem exceções), visto que, se
      descermos na escala zoológica, verificamos que os animais inferiores como as
      galinhas, ratos, baratas, moscas, coelhos e outros menos radicais; são muito
      ativos sexualmente. Se a natureza tivesse priorizado o sexo com a importância
      que a maioria das pessoas lhe dá, os coelhos e as moscas seriam os reis da
      bicharada e os mentores dos humanos.

      Que o sexo é fundamental para as Espécies, não resta dúvida; mas, para o
      indivíduo, este fundamento é questionável. Não se duvida que o prazer erótico é
      muito agradável e salutar, como já dissemos antes, desde que o envolvimento
      aconteça entre pessoas saudáveis, maduras, conscientes e responsáveis. Qualquer
      variação neste contexto, ditado pelas regras da Natureza; não passa de desvio
      sexual, rotulado de sensualidade moderna, quase sempre punível por
      enfermidades, vícios, dependências, criminalidade, etc.. É preciso lembrar que
      as manifestações sexuais infantis são comportamentos esperados durante o
      desenvolvimento da personalidade. Entretanto, deixam de ser normais se essas
      manifestações excessivas e compulsivas causam desvios sexuais e erotização
      precoce.

      É justa a preocupação de muitos pais quando suas
      crianças

      (principalmente meninas) estão
      descobrindo o sexo e, mais tarde, quando começam a se envolver com o sexo
      oposto (namoradinhos, coleguinhas, etc.). Têm razão para se preocuparem, pois
      com a hipererotização atual, nunca se sabe se o outro não é um sexo-maníaco que
      irá abalar a personalidade presente e futura de seus filhos. Na clínica,
      tratamos de vários adultos com problemas mentais e psicossomáticos derivados de
      suas “brincadeiras” sexuais na infância, puberdade e adolescência. De onde
      provém essa exagerada “fome” de sexo que assola as sociedades modernas? Aí está
      uma das raízes desse grave problema que pode levar ao suicídio, crimes,
      promiscuidade, violência, prostituição, abortos, decadência cultural e pobreza
      social. Diariamente, a cada minuto, um número imenso de estímulos eróticos
      atinge os nossos sentidos.

      A criança, desde a sua primeira
      infância está submetida a um intenso bombardeio de sensações dessa natureza,
      provocando-lhe a erotização, antes mesmo do seu amadurecimento genital e das
      estruturas cerebrais responsáveis pela atividade sexual. O erotismo antecipado
      é causa de graves transtornos psicossomáticos e de degradação social. Quando
      cedo é despertado, condiciona as pessoas imaturas a pensarem muito no sexo,
      desviando-as das atividades mais importantes para elas e para a comunidade. Um
      indivíduo super erotizado deixa de ser Homem para se tornar, apenas, um macho
      ou uma fêmea animal, tal como os seus ancestrais zoológicos. Desleixa-se do seu
      preparo intelectual (única diferença entre os humanos e os animais irracionais)
      e social, fixando-se, avidamente, nos prazeres efêmeros e momentâneos do “aqui-e-agora”.
      A grande maioria dos mais novos em idade encontra-se nesta situação calamitosa,
      atestada pela intensa decadência cultural, sobejamente demonstrada nas
      pesquisas de opinião, nos resultados de exames vestibulares, concursos públicos
      e nas páginas criminais dos Jornais e nos noticiários televisivos. Não é
      preciso lembrar que esses estímulos erotizantes são, em sua maioria, gerados e
      propagados pelos meios de comunicação (como já nos referimos acima),
      principalmente pela Televisão.

      Este grande invento, transformou-se no maior e mais
      forte condicionante dos maus costumes e inúmeros comportamentos negativos.
      Invadindo, em qualquer horário, quase todos os lares de todas as cidades e
      recantos do mundo (até nas tribos indígenas), a TV promove a expansão do
      erotismo sem limites, vulgarizando o ritual amoroso natural, reduzindo-o a mero
      objeto e objetivo de prazer inconsequente e irresponsável. Para se avaliar os
      seus efeitos nocivos e perversos, basta que se compare os costumes
      (principalmente familiares) de uma pequena cidade, antes e depois da invasão e
      intromissão da Televisão. Até em uma mesma cidade poderemos avaliar a diferença
      quando se analisa os costumes das famílias viciadas em TV e das que não são.

      Geralmente os veículos de publicidade se utilizam
      de imagens femininas, de forma subserviente e vulgar para ganhar audiência e
      lucrar com os seus patrocinadores (também ávidos por lucros, pouco ou nada se
      importando com as suas vítimas) . Nada escapa ao oportunismo desses
      comerciantes; qualquer novela, por exemplo, mesmo em horário matinal, apresenta
      erotismo, intrigas, agressividade, além de estimular a vadiagem, o adultério e
      a “esperteza” (entenda-se: desonestidade ). Praticamente não existe mais
      publicidade comercial que não se utilize do apelo erótico e agressivo, até
      mesmo expondo imagens e símbolos sagrados de religiosidade (não utilizam os
      símbolos militares, porque é menos perigoso desafiar Deus, que é muito mais
      paciente e benevolente que as Forças Armadas!). Não escapam da onda erotizante
      os programas ditos “infantis”, em que algumas vezes crianças são estimuladas a
      se apresentarem com vestimentas sensuais, dançando e se rebolando lascivamente,
      imitando muitos adultos decadentes e desestruturados. Não é raro que alguns
      apresentadores e produtores desses programas exibam pessoas que são símbolos
      sexuais notórios e conhecidos em publicações eróticas (prostituição)!

      Imaginem tais pessoas modelando e educando a
      personalidade dos nossos filhos! Inconscientemente influenciam as crianças,
      tornando-se exemplo de comportamentos eróticos, sexistas e sensualistas. É
      natural que as crianças queiram imitá-los, julgando esses trejeitos lascivos
      atraentes, bonitos e dignos de serem imitados. Não nos espantemos com a
      irresponsabilidade social futura de nossos filhos; eles estarão, brevemente,
      muito ocupados com o embelezamento de seus corpos para usufruírem por mais
      tempo e com mais parceiros, dos encantos físicos da sensualidade exacerbada.
      Raros serão aqueles que se preocuparão com o cultivo dos autênticos valores
      humanos e sociais. Com citamos no começo, o Homem, como os demais animais, tem
      a sua sexualidade natural e funcional. Porém, os outros animais usam o sexo
      apenas como meio de procriação e perpetuação da espécie; sendo esta, a razão
      única da diferenciação sexual entre machos e fêmeas; desde os animais
      inferiores até os Primatas não humanos. A finalidade do sexo é a de procriação
      e manutenção das Espécies. Naturalmente esta é, de fato, a finalidade do sexo.
      Portanto, o sensualismo e o erotismo são criações humanas com a finalidade de
      expandir o prazer no ato procriador.

      Os humanos Foram mais além, desvirtuaram o sexo de
      suas naturais finalidades biológicas, tornando-o maior fonte de prazer, através
      do erotismo, sensualismo e sexismo compulsivos. A procriação, razão única do
      sexo, passou a ser até indesejável. Calcula-se em milhões os números de abortos
      provocados, só no Brasil, anualmente! Deste número, quase a metade refere-se a
      abortos em adolescentes. Segundo dados jornalísticos praticam-se em nosso País,
      cerca de 6 ou mais abortos por minuto, com a finalidade de se desvencilhar do
      fruto do sexo irresponsável e inconsequente. E a nível mundial? E as muitas
      outras formas de contracepção existentes!

      E o grande interesse e gastos com a pesquisa abortiva e preventiva do
      nascimento? Somente vistos sob esses ângulos, já temos motivos de sobra para
      pensarmos melhor sobre o condicionamento dessa sexualidade exacerbada. Mas, não
      é “só isso” o que nos preocupa; há muitos outros fatores sérios e até
      alarmantes. O emprego de drogas, corrupção, vadiagem, doenças mentais e
      físicas, bebidas, crimes e propagação de doenças sexualmente transmissíveis;
      muitas vezes associadas ao erotismo e à sexualidade irresponsável. E as novas
      doenças que surgem originadas da promiscuidade e desvios sexuais?

      Agora vamos analisar as origens internas da
      erotização precoce e da hiperssexualidade. O que acontece dentro da cabeça de
      uma pessoa que recebeu e recebe exagerado número de provocações eróticas? Sabemos
      que qualquer comportamento, ação, ideia, pensamentos e movimentos; dependem do
      comando cerebral. As unidades cerebrais, os Neurônios, são os
      responsáveis por todos os atos humanos, quer sejam conscientes, quer
      inconscientes. As pesquisas psicobiológicas vêm localizando no interior
      cerebral grupos de células que comandam os nossos múltiplos comportamentos.
      Elabora-se, cada vez melhor, o mapa cerebral que define regiões encefálicas que
      são responsáveis por atividades como a olfação, audição, visão, tato, gustação,
      movimentos voluntários e autônomos, emoções, pensamentos, memória etc.
      Interessam-nos neste trabalho, algumas estruturas intracranianas que
      compreendem diversos núcleos neuronais (conjuntos de células), relacionados com
      as emoções e com o sexo. Essas estruturas são: o Hipotálamo e o Sistema
      Límbico. Este último é representado por algumas estruturas de neurônios e a
      hipófise, que em ligação íntima com o hipotálamo, formam, por assim dizer, o
      substrato anatômico e material das emoções.

      O Hipotálamo engloba alguns núcleos neuronais e
      está situado no diencéfalo, pouco acima do tronco cerebral. Os núcleos
      hipotalâmicos se relacionam com inúmeras funções neurovegetativas, vitais para
      o organismo. É importante conhecermos as relações do hipotálamo com os estados
      emocionais de agressividade, violência, choro, riso, apatia, etc. e com a
      atividade sexual. Ressaltamos que nenhum desses conjuntos de células (núcleos)
      e estruturas nervosas trabalha isoladamente. Pelo contrário, todo o cérebro
      está interligado através de microestruturas, funcionando o Sistema Nervoso de
      forma integrada para o necessário equilíbrio biopsicossocial. O cérebro
      processa milhões de estímulos por minuto, em estado de vigília.

      Esses estímulos são as sensações internas
      referentes ao funcionamento de todos os órgãos e estruturas internas; assim
      como, os estímulos externos que incidem sobre os receptores dos cinco sentidos,
      provenientes do mundo externo. A maior parte desses estímulos é inconsciente
      para o indivíduo.

      Os estímulos ambientais físicos, químicos e
      mecânicos, incidem sobre as terminações nervosas localizadas nos receptores
      sensoriais, localizados nos órgãos dos sentidos que transformam esses sinais do
      mundo exterior, em impulsos nervosos. Esses impulsos se encaminham, em forma de
      código, aos centros nervosos específicos do encéfalo. Todos os sinais assim
      recebidos são decodificados, onde serão respondidos através de respostas
      adequadas ao bom equilíbrio orgânico, chamado Homeostase. Comandam,
      ainda, os movimentos externos e serão, ou não, armazenados como memória para ideias
      e pensamentos propícios a futuras ações adequadas à vida. Quando colocamos algo
      na boca; quando cheiramos, ouvimos, vemos e sentimos na pele, percebemos a
      origem do estímulo porque esses receptores sensoriais informam ao cérebro o que
      se passa, a fim de decidirmos a ação a ser tomada.

      Incontáveis estímulos vindos do mundo são
      canalizados para o cérebro, gerando o comportamento consciente e inconsciente;
      enriquecendo o estoque de informações da memória, para a sobrevivência adequada
      no futuro. Quando recebemos os estímulos relacionados com o sexo, fome, sede,
      agressividade e diversos outros estados emocionais. Eles são direcionados para
      o sistema límbico e, particularmente, para o hipotálamo, que são centros
      neuronais especializados, situados no encéfalo. Aí, os núcleos hipotalâmicos
      são estimulados, conforme a sensação e intensidade, recebidas pelos órgãos dos
      sentidos ( epiderme, olhos, ouvidos, nariz e boca. Ao ouvirmos, cheirarmos,
      vermos, provarmos e sentirmos na pele algo relacionado com sexo, o núcleo
      sexual do hipotálamo se ativa, estimulando , a seguir, as demais estruturas
      cerebrais, para o comportamento (ação ou ideia) sexual. O mesmo se passa ao
      lidarmos com pessoas agressivas ou ao assistirmos cenas de violência,
      através dos múltiplos exemplos que presenciamos, ouvimos e sentimos no
      dia-a-dia, habituamos e condicionamos os núcleos hipotalâmicos da agressividade
      que irão gerar um estado constante de agressividade (vemos pessoas que sempre
      estão numa posição agressividade, como se estivesse prevenida para um provável
      ataque !) Não é de se espantar que a violência cresce a cada dia e em todos os
      níveis e partes do mundo.

      Talvez não seja coincidência que o sexo prostituído
      esteja muito ligado à violência, principalmente entre pessoas mentalmente
      atrasadas e imaturas. Como os núcleos do hipotálamo relacionados com o sexo e
      os da agressividade são vizinhos ( unidos uns aos outros), é nossa tese ( desde
      fevereiro de 1987) que a estimulação exagerada de um núcleo, interfere no
      funcionamento do outro, principalmente porque os impulsos nervosos são
      elétricos e, provavelmente, gera campos ionizados nas redondezas dos outros
      núcleos neuronais da vizinhança . Talvez ondas eletrizadas dos núcleos sexuais
      ativados interfiram para a estimulação da área da agressividade, da fome, da
      sede e outros grupos de neurônios vizinhos. É fácil ver-se isso nos machos
      acasalados. Eles se tornam ferozes, principalmente para a defesa da fêmea. Não
      se assemelha com o comportamento agressivo de certos homens enciumados?

      Nas novelas, no cinema, nas revistas, no teatro,
      etc., há, comumente, uma mistura “indigesta” de sexo, gula e violência. É uma
      excelente fórmula de atrair leitores e expectadores , cujos hipotálamos já
      estão condicionados (viciados) no sexo e na violência. O pior é que cada vez se
      exige mais perversão sexual e, no caso da violência, esta se apresenta com
      requintes crescentes de mais violência e atrocidade; o assassínio não se
      restringe mais à morte do outro; mas, ao requinte atroz que se faz no corpo e
      do corpo da vítima. A crueldade crescente atende ao suprimento da ansiedade
      exigida por hipotálamos doentios, criando um círculo vicioso cruel e perigoso
      para todos nós. Basta se ler os títulos de revistas, filmes, peças teatrais,
      novelas, livros e se ver os tipos de literatura expostos nas bancas de jornal
      de qualquer cidade ou país, para se aquilatar o nível erotomaníaco a que se
      chegou. A Imprensa, o cinema, a TV e os Editores sabem disso e alimentam esse
      processo perigosíssimo, mas, muito lucrativo para eles. Quase sempre nas
      novelas, filmes e demais meios de comunicação, há o endeusamento dos indivíduos
      mais agressivos e acrobatas sexuais. Raro os programas de TV que não fazem a
      apologia da anormalidade, da agressividade, do sexismo e da violência; criando inúmeros
      seguidores imaturos.

      Muitas pesquisas com cérebros realizados por
      neurocientistas de renome comprovam a veracidade desses fatos. A estimulação
      elétrica por microeletrodo de determinados centros do hipotálamo, provocam
      violentas crises de agressividade; em outros pontos estimulados a resposta é
      uma intensa demonstração de erotismo. Como acreditamos que o excesso de
      estimulação erótica e agressiva, vindo do meio ambiente, altera as condições de
      funcionamento dessas importantes áreas cerebrais, será mera coincidência o
      aparecimento crescente das patologias sexuais? E a escalada de atrocidades e
      violência será, também, ocasional? É claro que não nos esquecemos da injustiça
      social na raiz de muitos desses transtornos que os deixamos com os sociólogos,
      educadores, políticos e governantes menos afetados por seus inconscientes
      doentios. Ressaltamos, ainda, que os neuróticos sexuais, os agressores e os
      violentos nem sempre são os mais pobres e socialmente rejeitados. Além do mais,
      procuramos analisar, no presente trabalho, os acontecimentos “dentro” do
      cérebro excitado pelos incontáveis estímulos do mundo externo.

      - —————————————-

      Carleial. Bernardino Mendonça

      Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de
      Minas Gerais;

      Bacharelando em Direito da Faculdade Direit Estácio
      de Sá;

      Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e
      do Direito.

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    • Bianca Fernandes

      TAMBEM CONCORDO COM O AUTOR! FAZER DAS CRIANÇAS ADULTAS? FALA SERIO!!! OS CENARIOS TERIAM QUE TER CORES VIVAS… COM CRIANÇAS SORRINDO, FAZENDO GRAÇA E MOSTRANDO FELICIDADE PRA QUEM VE… (NÃO QUE ELAS ESTEJAM TRISTE) TRABALHO COM CRIANÇA É UMA COISA E COM ADULTO É OUTRA! affs’

  • http://www.facebook.com/daniela.avelar.18 Daniela Avelar

    As crianças estão cada vez mais presentes nos editoriais de moda adultos. E isso infelizmente, traz como consequência a triste realidade, de torna-las em mini-adultos.

  • Guest

    As crianças estão cada vez mais presentes nos editoriais de moda adultos. E isso infelizmente, traz como consequência a triste realidade, de torna-las em mini-adultos.

  • Túlio Freitas

    Também acho muito errado crianças usando roupas de adulto, nenhuma criança nasce e gosta de roupa de adulto por gostar, é sempre influência de amiguinhas ou pais, um grande exemplo de o quão escroto isso pode ser são aqueles concursos de “Misses Mirins”, onde as crianças ficam parecendo umas palhaças de tanta maquiagem e acessório que fazem elas usar, tem casos de crianças que chegam a fazer cirurgia para ficar “mais bonita”, muito bizarro.

  • http://www.twitter.com/quelmt Raquel

    bons tempos aqueles em que ganhar roupa no aniversário era a PIOR COISA DO MUNDO.

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Verdade.

    • Pinto Virgem

      Principalmente quando eram meias,das tias avos!!!

    • http://twitter.com/JABE36 joao alberto borelli

      +1

    • Adriana

      continua sendo, pergunta pras crianças…

  • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

    Esse tipo de coisa sugere insanidade e repressão, embora discretamente, isto é, a ponto de não ser considerado pernicioso. Acredito que não haja tanta diferença entre um pedófilo e alguém que idealiza esse tipo de “projeção” da
    moda nas crianças… É apenas uma variação de grau, onde o pedófilo idealiza
    sexualmente e quem idealiza nas crianças esse tipo de projeção da “maturidade”
    o faz por demência. Também há, é claro, uma aceleração da vida, e na
    pré-adolescência a gente já percebe sinais dessa compulsão por maturidade,
    sendo que esta para ser boa é resultado da própria imaturidade… O tipo de
    cultura que se produz hoje em dia está mais voltado para a aceleração das
    coisas em geral. As pessoas seguem esse ritmo frenético e as gerações vão se
    inspirando por falta de referência. Já disse o poeta: “Não espere a estrela que guiou os três reis magos, a 2ª vinda acontece todo dia em cada parto. A Torre de Babel vai desabar se a humanidade acreditar que só no berçário existe a chance pro mundo se salvar.”
    A cada dia, vejo que o fictício filme Idiocracia não é assim tão exagerado para
    representar o mundo de amanhã!

  • sergio costa

    Ué… crianças não vestem mais camisetas com seus super-heróis favoritos? Casacos com capuzes em forma de bichos “meigos”? Chinelos do topo giggio? É meus prezados… até as lancheiras acabaram abolidas, afinal, do tablet é possível pedir um lanche até no colégio e vejam só, é delivery.
    Eu era uma criança feliz mesmo quando vestia somente uma camiseta velha de um político qualquer e sabem porque? Pois eu tinha mobilidade pra brincar, não havia frescura em voltar com ela suja de terra ou sangue (de eventuais machucados – sim, eu brincava na rua, correndo, pulando, etc.).
    O mundo está se tornando precoce, o que inclui as crianças. Pessoas de “trinta e poucos” tem doenças geralmente dos cinquentões, especialmente pelo estresse do dia-a-dia. Olhando sob esse aspecto, me parece normal que vistam as crianças cada vez mais cedo como adultos. É a antecipação das fases da vida.

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Primeiramente tenho que destacar a pérola :
    “Uma pessoa feia e bem vestida passa uma impressão melhor do que uma
    bonita e mal vestida. Sei disso mesmo sendo feio e mal vestido — ou
    talvez justamente por isso.”

    Hoje mesmo estavam mostrando na Ana Maria Braga essa moda pra crianças, já achei uma merda, agora, essas fotos exploram muito a sexualidade dessas crianças.
    Isso não está certo.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Fiquei #chatiado que ninguém comentou do lance dos butiás. haha

  • http://www.notsosweet.com.br/ Magê Ciconello

    O mais assustador é que por trás dessas fotos tem uma equipe de produção de moda e um fotógrafo pedindo para a menina levantar a saia e mostrar a coxa, para a outra abrir um pouco a boca, etc.

    • Pinto virgem

      A funcao dos pais e simplesmente verem o limite de erotizacao da crianca.Se levantar um pouquinho a saia nao faz mal,mas se pedirem a rapariga para fazer aquelas posses de piriguete?ai nao,a sessao acaba logo,nem que o fotografo ser preso por pedofilia.

      O problema sao os pais que querem serem famosos a custa do filho.Compreendo que o sonho de qualquer crianca de 10 ou 11 anos de idade,sair das capas de todas as revistas de moda espalhadas pelo mundo todo.Mas tem hora para tudo.A erotizacao numa pessoa so pode ser valida quando a mesma atinja a maior de idade legal.Que ja tenha uma palavra a dizer sobre o assunto.Crianca nao tem nenhum ponto de vista historico para poder ter uma postura dimansiada assexuada.

      • Nélio Oliveira

        Nunca antes na história deste país um pseudônimo casou tão bem com um comentário!

      • Pinto virgem

        Muitissimo obrigado!!!

  • Letícia

    Antes fossem só as roupas que as fizessem aparentar miniaturas de adultos.. O problema maior é que ninguém precisou ensinar essas garotas a serem sensuais pra foto, elas ja sabem, aprenderam imitando a modelo que viram na capa da revista de moda da mãe!
    As maioria crianças de hoje não só se vestem como também se comportam como adultos, não brincam de pega-pega ou pique esconde, não correm, não ralam os joelhos, já não são mais crianças, nem na aparência, nem na essência! E isso é triste!

  • LorranW

    é triste até porquê se reparar bem, é esse buraco que estamos cavando. Há um tempo atrás na minha meninice ter 11-13 anos era sinônimo de jogar bola descalço, fazer guerra de lama só de cueca, brincar com pistolas d´água. Daí hoje os moleques já falam sobre depressão, são extremamente vaidosos (negativamente), sabem tudo de tecnologia, postam frases românticas nas redes soc.

    Sei que posso tá pensando da mesma forma que meus pais e avós pensam, mas na moral, minha infância foi BEM mais divertida do que a da maioria dos moleques de classe média hoje, sem dúvida.

  • http://www.facebook.com/karenoliveiraa Karen Oliveira

    É proposital!
    Marcas como Calvin Klein e muitas outras apostam MESMO na sensualidade infantil, seja pra causar polêmica, seja pra chamar atenção. Isso não apenas no kids, mas também, obviamente, nos adultos com cenas um pouco mais explícitas.
    No final, você gostando ou não (MUITA gente reclama) este tipo de anúncio vende! Gera tanta polêmica que acaba sendo positivo e lucrativo para as marcas.

    Sad, but true.

    A propósito. Concordam que sejam mini adultos e não crianças nestas roupas e fotos. Não tenho nada contra criança se vestir bem, ser fashion e etc, desde que não deixe de ser criança e vista o que gosta (e não o que os pais querem vestir).

  • http://www.facebook.com/MrJTCarioca MrJTCarioca

    Sinceramente, as unicas que Achei erradas foram as fotos: #6 • por ser muito perua, Alem de ter o fator maquiagem esse tipo de roupa é mais indicado para uma Mulher que tenha no minimo 20 anos. | #7 • Só pela falta de roupa mesmo, completamente desnecessário… os modelos masculinos foram bastante estilosos por sinal, e as meninas das 3 primeiras fotos tambem ficaram legais.

  • http://www.facebook.com/a.gente.somo.gabriela Gabriela Barros

    Foda são os filhos de celebridades que são tratados como ícones fashion, minifashionistas. Já têm a liberdade tão podada, ainda têm que carregar títulos fúteis do mundo adulto toda vez que sai de casa?

  • Will

    Mas a infância é uma invenção do iluminismo, lá nos idos do século retrasado, e se foi inventada, pode ser ‘desinventada’.

    • Ana

      Perfeito!

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Legal, vamos transformar as crianças em adultos, e todas as liberdades e sacanagens permitidas na fase adulta e madura da vida, agora podem ser praticadas livremente entre os mais jovens, afinal é apenas uma construção social.

    • Luciana_Marques

      A concepção protecionista sim… foi “inventada”. Mas de fato, a infância foi RECONHECIDA nessa época. Ou melhor, a compreensão de que crianças não são adultos em miniatura e, portanto, não devem ser tratadas como tais.

    • Nélio Oliveira

      É melhor ler certas coisas do que ser cego. Será mesmo?

  • Ana

    Pessoal falando de conforto, DUVIDO que alguém aqui não tenha fotos de roupas hiper desconfortáveis em fotos de aniversário… meia calça, sapatinhos, vestidos engomadinhos (para menino é mais fácil).
    Acho que maldade está nos olhos de quem vê… Sério, quem iria imaginar alguma cena sexual só porque a menina está em uma praia de areia deserta??? E o menino todo arrumadinho “pronto para catar mina na balada”… Sério, que tipo de preconceito é esse?
    >>Na história sabemos que crianças eram vestidas mesmo como mini adultos… isso é cultural e muda com o tempo.<>Claro que salto alto não é para ser usado por crianças (nem por ninguém, diga-se de passagem)…<< Além da menina de salto (a de preto) e algumas roupas muito coloridas e estranhas, achei o resto muito legal…
    E outra… essa criança não vai se vestir assim 100% do tempo, fora que a maioria está posando para ensaios fotográficos apenas.
    Não estou vendo problema nenhum.

  • http://twitter.com/dazedingalway Dazed in Galway

    Vi esta matéria no Facebook (postada por Adriana Fayad Campos) e vim aqui dizer que isto é sexualização de crianças que deveriam ser protegidas por seus pais e não vendidas ao mercado de consumo. Deveria ser ilegal publicar estas fotos.

  • http://www.facebook.com/lilitinhaumjeitoestranho Liana Weber Pereira

    ótimo texto e parabéns por ser um cara são (coisa rara nos dias de hoje)

  • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

    Me considero bem liberal em relação as coisas, mas sinceramente considerar normal as fotos das crianças em posições erotizadas, é coisa de que tem merda na cabeça.
    Nada contra o look em sí ou as roupas, mas da pra ver claramente que algumas fotos acima, além de totalmente artificiais há uma clara conotação erotizante.

  • http://www.facebook.com/daniela.a.rabelo Daniela A Rabelo

    Está certíssimo. A ditadura infantil começa aí – na cultura da roupa. Em vestes que não são de gente pequena. E os meninos tornam-se ditadores. As crianças de hoje impõem ordens e mandam nos adultos. Qual resultado disso? Ainda há falta de leitura, de escolarização e o nariz empinado – eu sou o tal. Mas quem eles são? Crianças fúteis e fora do mercado. Não gostam de cultura, de leitura, de nada. Ou melhor, gostam si. Desse cult lixo importado.

  • http://www.facebook.com/ian.black Ian Black

    Só não é o pior texto do PdH pq já li aquele do Kling David no Jô Soares e o do cara que fez boquete em outro. De resto, um texto recalcado, constrangedor, e que definitivamente mostra como o autor não entendeu absolutamente nada da proposta.

    Primeiro que não há erotização alguma, mas apenas conceitos, e em alguns casos, uns looks bem legais. Que bom que crianças tem melhores opções para se vestirem. Tirando a da menina de preto (que claramente é uma proposta, um conceito) as roupas seguintes são bem tranquilas para qualquer criança.

    Vocês tão viajando, e sendo velhos e conservadores do jeito errado.

  • http://www.facebook.com/mary.steffens.7 Marianna Steffens

    Post interessante, mas é preciso lembrar que tornar a criança uma “mimificação” do adulto por via das roupas não é algo recente. Pelo contrário, a idéia da do vestuário da criança que temos atualmente (das cores vibrantes, com a vestimenta mais inocente e ampla para brincar) é que é extremamente recente. É só observar isso nos quatros retratanto infantes do século 12, 13, 14 e 16, e antes disso também. Os rufos, os espartilhos, as anáguas, tudo da vestimenta adulta se encontrava no guarda roupa infantil, justamente por não se existir um conceito forte de infância. Só apartir do século 17 que começou a se criar a idéia de guarda roupa infantil, porque antes disso a criança não passava disso: um quase-adulto, sendo preparado desde cedo para a maturidade.

    Então, apesar de discordar bastante desse comportamento hoje em dia, isso não passa de uma saturação da moda, que acontece em pretty much qualquer aspecto dela, seja infantil, masculino ou feminino. O momento que uma… bom, uma tendencia começa a saturar, existe essa busca do completo oposto para contrabalancear a busca incansável da moda pelo novo.

    Não acho legal, também, mas só pra exclarecer, haha.

  • Pedro

    na boa, uma das coisas q eu mais quero fazer qdo tiver um filho é fantasiar ele/ela pra sair na rua… imagina sair com um chapolin no colo! Sou altamente contra a desinfantilização das crianças.

  • http://www.facebook.com/lucas.carvalho.357622 Lucas Carvalho

    o mercado de trabalho infantil infelizmente está aumentando. Esse tipo de trabalho infantil não é crime porque estimula o consumo ? ou porque é vontade própria da criança ?

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1705812045 Thiago Atanazio

    to realizando aqui essas roupas depois de brincar de caça ao tesouro no quintal da minha vó, ou da pelada no meio da rua, ou de apostar corrida de bike, sem falar os fight com os moleques, alias, uma roupa dessas na minha época era pedir para levar uma sova da rapaziada do colégio
    td deve ter seu tempo

  • Pablo Cardoso

    Muito bom, falou tudo. Tem algo errado nessa história, e a gente sabe muito bem o quê, e quem são os culpados. Cabe aos pais ter cabeça…

  • http://twitter.com/rafa_bc Rafael Barbosa

    A cada foto eu falei VAI TOMAR NO CU

  • http://www.facebook.com/amandagsreis Amanda Gabriela Souza Reis

    Na minha época ( e olha que tenho 19 anos) usava era short de uniforme velho da escola e blusa desbotada e tava linda pra jogar rouba-bandeira na rua hahaha

  • http://www.facebook.com/people/Graziela-Grazieadio/100000160322021 Graziela Grazieadio

    Concordo plenamente contigo nesse ponto da erotização da criança, é algo perigosíssimo, e enxergar algo de mais nas poses não é fruto de preconceito, mas de um bom conhecimento do mundo real, o famoso “mundo cão”.
    Talvez quem produz este tipo de material nem tenha idéia do efeito dessa exposição da criança na cabeça dos “tarados”, “perversos” “pedófilos” e blablabla… Nos meus “áureos” tempos de escrevente na vara da infância e juventude daqui tive o prazer de pegar um processo lindo, de uma menina de uns nove anos que tinha acabado de ser mandada pro abrigamento porque se vestia super descolada, sainhas curtas, maquiagem… Na verdade não por isso, né – mas o pai viúvo, depois que a estuprou disse que a culpa do estupro era dela mesma, que tinha virado “mocinha” e ficava se exibindo para ele. :/ Essa mãe deve ter achado lindo quando a filha rebolava, deve ter passado nela seu primeiro batom. E provavelmente nunca imaginou que deixaria praticamente sozinha no mundo uma criança confusa, que aprendeu as coisas antes do tempo ou, pelo menos, fora de contexto.
    Ok, isso me lembra aquele outro texto do PhD, de que a culpa do estupro é só do estuprador, e o mal está nos olhos de quem vê, mas… é diferente uma mulher adulta que sabe se defender, conhece seus direitos, sabe gritar e protestar porque o que está acontecendo com ela é totalmente errado e uma criança que se tentar dar um tranco mais duro em alguém corre o risco de quebrar os próprios ossinhos. Sei lá, talvez eu seja primitiva demais, mas acho que é instinto querer proteger a prole, né? Passar as mensagens aos poucos, ensinar sobre ação e reação, causa e consequência. E aí então, cumprido meu papel, deixá-la livre para escolher,
    Não acho nada mal as crianças terem algumas coisas de adultas; por exemplo, “quer comprar um brinquedo novo então economize no lanche e guarde sua mesada uns tempos”. Por mais que sejam crianças, não podem ser deixadas para trás e precisam acompanhar a evolução do mundo… especialmente nessa parte, né, precisam aprender que dinheiro não cai do céu, que por mais que o apelo do consumo seja forte (e “bota da Xuxa” já tinha no meu tempo, era a “nossa” Gucci) nem tudo está ao alcance, mas com um bom bocado de paciência dá pra conquistar boas coisas. Aprender que há coisas que estão aí de graça e também podem entreter. O complicado não é a criança gostar de brincar com a maquiagem da mãe, querer uma roupa bonita ou fazer poses de “modelo” na frente do espelho. O complicado é quando ela deixa de fazer as lições da escolinha para isso. Quando a mãe passa tanto tempo tentando ensinar “bom gosto fashion mimimi whiskas sachê Brasil é lixo” pra filha que não sobra tempo pra ajudá-la a resolver os desafios da cartilha. Leva a criança num shopping e não leva num bom museu, num bom zoológico (lugares que, por sinal, dá ela pra ir muito bem vestida). A mensagem é jogada para a criança totalmente fora de contexto, e aí… como posso dizer? A criança não aprende que usar uma roupa “esteticamente linda” não vai salvá-la de um futuro de merda se isto não ajudar que ela desenvolva sua coordenação, sua imaginação, sua inteligência. Tem muito pajem e daminha de casamento com as roupas sociais mais lindas de morrer (Constanza aprova!)… que aparecem em fotos sorridentes, alegres, soltas.
    A criança querer imitar adultos… bem, se um dia eu tiver um filho ou filha vou querer que ele aprenda a gostar das mesmas coisas que eu e provavelmente vou chorar de emoção de ver minha cria vestindo um moletom dos Ramones. E como eu vou trabalhar pra caralho para tentar franquear para ela bons estudos e boa saúde, evitando que ela ganhe dinheiro por mim (como provavelmente muitas crianças das fotos fazem pelos pais) vamos fazer coisas divertidas juntos sem perder o freio das responsabilidades. Falei demais, mas enfim… o que eu queria dizer era meio clichê, no fundo, como sempre: o triste não é criança arrumada, o triste é pai e mãe fúteis.

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Intrigante…

    Há um post publicado aqui no pdh (http://papodehomem.com.br/novinha/) que conta com comentários dos próprios membros da equipe sobre, por exemplo, como a Isabelle Drummond (Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo) “…já era pedra cantada, de longe via-se o potencial” (para ser gostosa, no contexto da postagem). A menina q, na época das gravações, tinha 11 anos. O que há de tão sexy e inspirador na fantasia de Emília? Nada. Está na cabeça de cada um. Assim como a avaliação sobre as fotos do post.
    Eu sei que é legal aplaudir o PdH e dizer “uhuuull” pra tudo, mas que oportunidade de melhora isso traz? Críticas ocultas não agregam.

    • Nélio Oliveira

      Mas você não acha que são coisas TOTALMENTE diferentes pais PRODUZIREM suas crianças para que elas sejam “sexies” e eventualmente alguém, olhando-as num contexto em que estão agindo (e se vestindo) com naturalidade vaticinar que essas crianças serão sexies (ou boas jogadoras de futebol ou vôlei, ou bailarinas, a “aptidão”, em si, importa menos)?

    • Eduardo B.

      Marcelle, eu olhei o texto que você indicou, e a minha interpretação foi diferente da sua.
      Para mim, o texto não disse que a menina que fazia a Emília era sexy. O que ele disse é que a menina que fazia a Emília cresceu e se tornou uma mulher sexy.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        sério? eu atentei para a palavra “potencial”, ou seja, ela ainda n tinha chegado lá. but whatever…não entro mais no papo de homem.

      • Eduardo B.

        Espero sinceramente que você não cumpra essa promessa.
        Mas “potencial” é uma coisa que está nos olhos de quem vê, e na cabeça de cada um, exatamente como você disse.
        Uma coisa é olhar uma menina vestida de maniera nada sexy e promissora, e ver nela o potencial para se tornar uma mulher sexy. Esse potencial estará nos olhos de quem vê.
        Outra coisa bem diferente é vestir as meninas da forma ilustrada nas fotos acima. Aí não estamos falando de potencial, estamos falando de um ato concreto.
        E a Isabelle nem de longe se vestia como as meninas dessas fotos.

      • vanessa

        nossa eu tenho um namorado mas ele gosta muito de mim ele vai me buscar a casa vamos passear e tudo eu amo voce fofo!<3

      • vanessa

        querida eu sei ninguem tem uma vida na 5 ano como eu todos eles ademitiram que gostam de mim!

  • Filipe Barros

    Concordo plenamente e já fiquei puto muitas vezes com essa tendência quase pedófila no pensamento das pessoas. Uma criança dá um beijo inocente em outra e os comentários que se ouve dá a entender que elas vão se pegar, ou ao menos pretendem.

  • Felipe

    Já tinha visto isso um tempo atrás nas páginas do facebook e olha que me surpreendi vendos as pessoas falarem “Meu filho vai ser assim” ou “que lindo… onde compramos?”.
    Posso até não esta sendo “moderno” para alguns, mas no meu ponto de vista isso é ridículo: fazer com que crianças se vistam e façam caras e bocas como adultos, ai vai a pergunta – o que estão querendo fazer com isso? mostrar que já podem ser atraentes e tão sexys como adultos da moda?
    ah fala sério!

  • Thais

    E, a pergunta é…onde estão os pais dessas crianças? Nós, pais e mães somos responsáveis por resguardar a infância de nossos filhos. Sem negociação.

  • http://www.facebook.com/Phillipjk Filipe de Oliveira

    tenho pena das crianças de hoje, elas não sabem o que é ser criança!!!

  • http://www.facebook.com/tina.simi Tina Simi

    concordo em tudo! E me digam se estas fotos acima não são incentivo à pedofilia? Acho absurdo! Tem muita coisa de muito errado sim!

  • http://www.facebook.com/ric4rdo.pinheiro Ricardo Pinheiro

    Eu,
    sinceramente, não consegui enxergar esse ‘erotismo’ de que falaram.

    Achei
    até bonitinho. Feio é adulto que se veste como criança..

    PS. As fotos 5 e 6 ficaram feias, pelo excesso de maquiagem.

  • http://twitter.com/hcalves Henrique C. Alves

    Doente.

    Isso é porque se as crianças forem mini-adultos, a moda pode impor as mesmas porcarias que impõem aos adultos. Roupas caras e comportamento. Abre-se mais um mercado.

    • lil

      Correto. Se forem mini-adultos, mais gente pra consumir as mesmas porcarias que vendem aos adultos (idiotas o suficiente pra serem engambelados pela ‘indústria da moda’).
      Esse papo de criança bem vestida dá ânsia de vômito. Criança tem que usar fantasia, roupa colorida, que ‘não combina’, com estampa de desenho animado e o que mais gostar..e, de preferência, passar o dia com a roupa suja das brincadeiras.. Tem época pra tudo, e a infância é (ou deveria ser) a fase do espírito livre, da imaginação, do fantástico. (E daí que em determinadas épocas crianças trabalhavam o dia todo? Isso ainda acontece – tem criança quebrando pedra por algumas moedas nesse momento – , mas acredito que a maioria imagina que isso não é algo ideal.)
      Essas aberrações (crianças que são treinadas pra fazer cara de tesão) só acontecem porque esses produtores, os pais e os que consomem esse lixo são pessoas doentes. Mas isso aí é o ser humano… e como já disse Einstein, a estupidez humana não conhece limites.

  • Gustavo

    isso é só moda, não tem nada demais nessas fotos, nada que demonstre esse preocupação toda no texto e essas crianças ganham pra fazer isso. elas mesmo não darão no dia-a-dia essa moda que faz para tirar as fotos, são coisas bem diferentes. Não distorce as coisas.

  • Arlete

    Por onde andam os pais destes meninos e meninas? Em outro planeta? Como aceitam este argumento da moda para suas crianças? Concordo com o autor e acho que os pais precisam urgente de ajuda. Um psiquiatra e uma reunião num conselho tutelar. Alguém que possa dar a eles a noção do mundo infantil. Podem me chamar de careta, mas o que se vê nestas fotos é um absurdo.

  • Fernanda Mazi

    Infelizmente não é só a moda que os pequenos estão tentando utilizando para se parecerem cada vez mais com os adultos. Eu mesma, quando era pequena não via a hora de fazer 12 anos para ganhar um celular. E posso dizer que enquanto os 12 anos não chegavam, vivi muito bem obrigada com as minhas bonecas e escorregadores. Hoje em dia as crianças nascem sabendo mexer em Ipads, nascem aprendendo a tocar instrumentos… Pra que? Leave them alone!!

  • loveshaft

    Isto se chama, trabalho infantil :)

  • http://www.facebook.com/calebfagundes Caleb Fagundes

    Isto não é apenas moda, como muitos pensam. Mostra uma tendência cada vez mais forte, de trazer a sexualidade para as crianças. Bela máquina de geração de pedófilos, não?

  • http://www.facebook.com/people/William-Haddad/1222322920 William Haddad

    eu gostei pois não estavam apelativos….bom gosto e bonito desenho todos lindos…..

  • CJ-BH

    A “adultificação” de crianças para mim só significa uma coisa: PEDOFILIA!

    • Pinto virgem

      Por parte a equipa profisional ou dos pais?

  • Leo

    meu caro Fábio, vc definitivamente está sendo anti-moderno! qual o problema de pais quererem q seus filhos se vistam bem? agora so pq eh criança, tem q usar roupa com figura de desenho animado e coloridas?! nada a ver! não tem nenhuma roupa dentre as q apareceram q tenha toque de erotismo e as poses, claro, são copiadas de modelos adultas, mas nada erotizadas…

  • rodolfo.rba

    As empresas capitalistas que estão atras disso!

  • rodolfo.rba


    O principal problema nesse caso são as expressões nada infantis… uma criança estar vestida apenas em tons neutros, sóbrios, sérios, sem absolutamente nenhum toque lúdico, nenhuma cor minimamente vibrante, nenhuma alusão ao universo infantil. ” Belo texto! concordo exatamente com isso

  • Camilla Audi

    Porra, eu adorei os modelitos. Não vi problema algum.. ;)

    • Nélio Oliveira

      Você REALMENTE acha q

  • Lucas

    Os Pedobears pirão…
    Malditos pais que não deixam a fase das crianças chegar

  • carlos

    eu acho que as crianças ficam tentando imitar os adultos.
    se isso e errado. devemos parar de incentivalas

  • joao

    esses meninos principalmente o segundo, se continua assim acho que nunca vai c interessa pelo sexo oposto. hahahahah

  • Augusto

    o menino com camisa listrada e bermuda azul parece um mini viado. E te pai que ainda deixa…

  • Carol

    Nojo dos adultos que fazem isso com essas crianças, é triste demais ver alguém tão novo com uma imagem tão sexualizada. Criança tem que vestir o que bem quiser, quer sair de casa vestido de batman ou bela adormecida? DEIXA ELES!

  • http://www.facebook.com/pedroturambar Pedro Américo

    A falta que o moleton não faz pra essa molecada…

  • Gabi Wolff

    Awn, o filho da Gwen Stefani é fofo demais .-.

  • Natalice

    Absurdo, não tem outra palavra para descrever essa situação. Claro, que é fofo vê crianças com roupas, inspiradas nas de adulto. No entanto, elas tem que se vestirem de acordo com a sua idade, com roupas coloridas, alegres e de seus personagens de desenho animado preferido. As melhores lembranças da infância, estão relacionadas as suas roupas de princesas e de heróis em quadrinho.

  • http://www.facebook.com/francyelle.lemes Francyelle Lemes

    Nem comento ². Não existe infância hj em dia, por isso não existirão adultos felizes.

  • Anderson

    como individuo devo confessar q concordo com certos aspectos do seu texto mas como professor de historia da moda devo dizer que a criança ate o inicio do seculo XX sempre foi tomada como uma miniaturizaçao do adulto, verifique nas pinturas historicas, a infantilizaçao das roupas se deu somente a partir da decada de 20 ok? portanto agora nao estamos fazendo nada que ja nao tenha sido feito antes, nao digo q isso e certo, mas apenas quero deixar claro que isto ja ocorria, nao é um fato novo.

  • LuizZamboni

    Não há o que discordar…

  • http://www.facebook.com/brincando.devestir.1 Patty Furlan Brincando de Vest

    Nossa, total contra crianças vestidas de mini-adultos. Criança tem que vestir roupa divertida, confortável, lúdica, colorida…

  • Steffani

    Desde que a minha filha nasceu eu sempre tive em mente: “Minha filha NUNCA se vestirá como adulta enquanto for bebê/criança. Eu não entedo por que meu Deus as pessoas querem tanto acelerar esse processo.
    Criança quer brincar, se sujar, subir em árvores, andar de rolimã, comer amorinhas e manchar toda a roupa e creio eu que usar roupas tão formais assim, tão sérias e tão adultas não combina muito com ese mundo.
    Claro, existem pessoas (várias) que gostam e fazem questão que seu filho use e exiba a sua nova roupa da grife X, nada conta, pelo contrário, mas para mim criança tem que ser criança e ponto final.

  • Steffani

    Escrevi na pressa e comi algumas letras.

  • Alberto

    Para mim isso é quase uma pedofilia mascarada, porém extremamente subversiva com uso de linguagens que nem todos os ADULTOS são capazes de entender, quem dirá uma criança…

  • Gika

    Eu ganhava do meu irmão mais velho calças, já com couro costurado no joelho, que não serviam mais nele pra brincar na rua.
    É claro que quando tinha algo mais formal, como um casamento ou uma festa, eu tinha meus vestidos (rodados) e minha mãe escovava meus cabelos e eu colocava uma tiara bonita. Ah, sim, e tinha que sorrir e lembrar de ser educada. E era isso. Criança não precisava de mais nada pra ficar bonita.
    Realmente, a moda muitas vezes exagera.

  • http://www.facebook.com/marcelaquint Marcela Quint de Campos

    Fábio, há pouco tempo começou-se a investir na “desinfantilização” (acho que essa palavra nem existe) das crianças. A moda, os filmes e as mídias mostram isso com bastante clareza (cadê os desenhos matinais na TV?). O amadurecimento precoce da aparência antes mesmo da mentalidade é muito lucrativo. Vale a pena dar uma olhada nesse documentário: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU

  • samuca’

    Os socialistas cultivaram esse tipo de coisa e agora estão fazendo uma autocrítica. Já é alguma coisa.

  • Barbara Brunet

    Simplesmente revoltante que os próprios pais contribuam para roubar infância das crianças para satistafer seu próprio ego e ganho financeiro.

    Colocam suas próprias crianças como objeto de consumo, vestidos de
    mini-adultos e as expondo como figuras de desejo, com poses insinuantes que se
    fossem feitas por adultos, seriam sem dúvida sensuais.

    As crianças de hoje são encorajadas a apreciar e imitar ídolos adultos que são
    símbolos sexuais. Nossa sociedade plaude e acha bonito, por ter perdido a
    percepção das consequências disso.

    Conheço a familia da menina mostrando a perna, na primeira foto, que os pais fazem questão de promover e estimular a criança para ser seguidora de sua tia, a modelo mais famosa do Brasil.

    Também existe uma história proibída sobre esta importante familia e que a
    maioria das pessoas desconhece. Vale apena se inteirar da campanha contra pedofilia do saite (www.r-eap.org) de uma parente delas.

  • scuriosa

    Judiação dessas crianças!!! Chega a dar asco!

  • Veridiana

    As crianças são lindas, mais realmente as poses e roupas talvez não estejam totalmente adequada para a idade deles. São fotos assim que os pedófilos procuram na internet, São lindas com toda a inocência de uma criança e não com a sensualidade de um adulto. Sou contra.

  • amanda cavalcanti silva

    amei as roupas

  • karem

    nao gostei

  • jays

    vcs são uma graça

  • Pingback: Para os pais: seu filho está sendo enganado | PapodeHomem

  • julia

    vcs sao super bregas

  • Cristiane

    Caro…no meu “pensar”… vc tá certíssimo..desde onde estudei e sei…criança tem que ser criança… brincar e vestir-se como tal…pena que nem todo mundo estuda ou ê sobre tal assunto que é tão importante para a educação e formação de nossos pequenos…

  • Carleial

    A
    PERMISSIVIDADE SEXUAL

    Os seres humanos são animais sexualizados como quase todos os demais
    seres vivos. Porém, nos tornamos uma espécie hipersexualizada, pelo
    condicionamento excessivo de estímulos erotomaníacos que atingem, a todo o
    momento, a nossa mente consciente e inconsciente. Esses bilhões de estímulos
    diários que vêm erotizando, patologicamente, o nosso cérebro, se originam dos
    meios de comunicação, principalmente da televisão, que há décadas vem nos condicionando
    “a violência, ao sexualismo degenerado e exacerbado, à traição, à corrupção, à
    desestruturação familiar e outros tantos males individuais e sociais. Basta que
    se assista aos filmes, novelas, publicidades e muitos outros programas (e, até
    alguns ditos “infantis”), para verificarmos o quanto o “Mal” é glorificado e o
    “Bem” é ridicularizado; impondo-nos uma verdadeira inversão de valores.

    Muitos pais que procuram tratamento psicoterápico, preocupados com os
    distúrbios psíquicos familiares não sabem que são vítimas da erotização precoce
    de seus filhos, recém-saídos da puberdade. Esses distúrbios estão se tornaram
    comuns em nosso tempo. Os psicólogo-clínicos e psiquiatras são testemunhas
    dessa avalanche de problemas psicossexuais. O que uma determinada Senhora nos
    relatou sobre o seu caso, evidencia os transtornos pessoais, familiares e
    sociais gerados pela permissividade sexual reinante nos dias atuais. O que
    levou aquela jovem mãe ao consultório foi o grande sofrimento familiar em torno
    de sua filha de 14 anos. Esta desestabilizou a família com o seu comportamento
    sexual intenso e promíscuo; um autêntico caso de ninfomania. A garota já
    não conhecia limites para a sua precocidade sexual e procurava extravasar a sua
    angústia erótica nos amigos, conhecidos, parentes e até em desconhecidos
    encontrados ao acaso, de qualquer nível social, etário e econômico. A família
    já havia “tentado tudo”, desde agressões físicas até o seu confinamento em casa
    de parentes distantes, sem obter resultados positivos; até procurar a terapia
    mental.

    Casos como este não são raros e são difíceis de solução, tendo em vista
    que tal comportamento deixa marcas profundas e sequelas traumáticas na
    personalidade, como abortos, depressão, decadência psicofísica , drogas e
    doenças sexuais. O sexo está presente em todas as atividades e momentos da
    nossa vida. Utilizam-se todos os meios e formas de exploração sexual, quase
    sempre com fins lucrativos desse mercantilismo desenfreado. Procura-se vender
    tudo através do sensualismo e da provocação e depravação erótica. Poucos são os
    apelos publicitários que não empregam o sexo como atrativo de vendas e, de
    forma cada vez mais vulgar e depreciativa, não só dessa atividade tão natural e
    espontânea; como, também, da imagem da mulher. O que surpreende é ver que
    muitos dos publicitários e artistas que colaboram na vulgarização do corpo
    feminino são justamente mulheres.

    A mulher é mais visada como alvo do erotismo vulgar e espetacular porque sofre
    milenar condicionamento para se preocupar, principalmente, com o seu exterior
    epidérmico e com o seu contorno periférico. Usa-se, fala-se, pensa-se,
    persegue-se e cultiva-se com ansiedade os cabelos, seios e traseiros; mais do
    que com a saúde e a inteligência. Quando há uma preocupação exagerada sobre uma
    atividade que é natural; é porque ali existe problema! Se alguém se “alimenta”
    de sexo…, por certo a sua área sexual no cérebro está carente e afetada. Se o
    sexo, por si mesmo, promovesse felicidade ou superioridade, a atual geração
    seria campioníssima em felicidade e em sabedoria. Não se pode negar que a
    atividade sexual pode ser fonte geradora de bem-estar e saúde; mas, somente
    quando praticada com responsabilidade, maturidade, amor e afetividade. Não há
    evidência científica que o sexo é indispensável à sobrevivência individual.

    Muitos Homens viveram e vivem de forma asceta e casta, como Gandhi,
    Cristo, Tomás de Aquino, Tereza de Calcutá,

    Irmã Dulce, Anchieta e outros gigantes do espírito e da Ciência, Artes e
    Letras que estão além, mentalmente, dos nossos contemporâneos tão sensualistas.
    Vale ressaltar que o ascetismo e a castidade não são sinônimos de
    assexualidade; mas, sim, de domínio consciente sobre os impulsos libidinosos. O
    excesso sexual quase sempre é mais prejudicial que a sua escassez. A carência
    sexual pode ser sublimada através do trabalho e da criação. Os impulsos sexuais
    podem ser canalizados, com muito acerto, para as atividades criativas com
    recompensa para o indivíduo e para toda a coletividade. Existem inúmeras formas
    de prazer, além do sexismo, sexualismo e erotismo. Talvez até os
    hipossexualizados sejam mais saudáveis que os hiperssexualizados (é claro que
    toda regra tem exceções), visto que, se descermos na escala zoológica,
    verificamos que os animais inferiores como as galinhas, ratos, baratas, moscas,
    coelhos e outros menos radicais; são muito ativos sexualmente. Se a natureza
    tivesse priorizado o sexo com a importância que a maioria das pessoas lhe dá,
    os coelhos e as moscas seriam os reis da bicharada e os mentores dos humanos.

    Que o sexo é fundamental para as Espécies, não resta dúvida; mas, para o
    indivíduo, este fundamento é questionável. Não se duvida que o prazer erótico é
    muito agradável e salutar, como já dissemos antes, desde que o envolvimento
    aconteça entre pessoas saudáveis, maduras, conscientes e responsáveis. Qualquer
    variação neste contexto, ditado pelas regras da Natureza; não passa de desvio
    sexual, rotulado de sensualidade moderna, quase sempre punível por
    enfermidades, vícios, dependências, criminalidade, etc.. É preciso lembrar que
    as manifestações sexuais infantis são comportamentos esperados durante o
    desenvolvimento da personalidade. Entretanto, deixam de ser normais se essas
    manifestações excessivas e compulsivas causam desvios sexuais e erotização
    precoce.

    É justa a preocupação de muitos pais quando suas crianças

    (principalmente meninas) estão descobrindo o sexo e, mais tarde, quando
    começam a se envolver com o sexo oposto (namoradinhos, coleguinhas, etc.). Têm
    razão para se preocuparem, pois com a hipererotização atual, nunca se sabe se o
    outro não é um sexo-maníaco que irá abalar a personalidade presente e futura de
    seus filhos. Na clínica, tratamos de vários adultos com problemas mentais e
    psicossomáticos derivados de suas “brincadeiras” sexuais na infância, puberdade
    e adolescência. De onde provém essa exagerada “fome” de sexo que assola as
    sociedades modernas? Aí está uma das raízes desse grave problema que pode levar
    ao suicídio, crimes, promiscuidade, violência, prostituição, abortos,
    decadência cultural e pobreza social. Diariamente, a cada minuto, um número
    imenso de estímulos eróticos atinge os nossos sentidos.

    A criança, desde a sua primeira infância está submetida a um intenso
    bombardeio de sensações dessa natureza, provocando-lhe a erotização, antes
    mesmo do seu amadurecimento genital e das estruturas cerebrais responsáveis
    pela atividade sexual. O erotismo antecipado é causa de graves transtornos psicossomáticos
    e de degradação social. Quando cedo é despertado, condiciona as pessoas
    imaturas a pensarem muito no sexo, desviando-as das atividades mais importantes
    para elas e para a comunidade. Um indivíduo super erotizado deixa de ser Homem
    para se tornar, apenas, um macho ou uma fêmea animal, tal como os seus
    ancestrais zoológicos. Desleixa-se do seu preparo intelectual (única diferença
    entre os humanos e os animais irracionais) e social, fixando-se, avidamente,
    nos prazeres efêmeros e momentâneos do “aqui-e-agora”. A grande maioria dos
    mais novos em idade encontra-se nesta situação calamitosa, atestada pela
    intensa decadência cultural, sobejamente demonstrada nas pesquisas de opinião,
    nos resultados de exames vestibulares, concursos públicos e nas páginas
    criminais dos Jornais e nos noticiários televisivos. Não é preciso lembrar que
    esses estímulos erotizantes são, em sua maioria, gerados e propagados pelos
    meios de comunicação (como já nos referimos acima), principalmente pela
    Televisão.

    Este grande invento, transformou-se no maior e mais forte condicionante
    dos maus costumes e inúmeros comportamentos negativos. Invadindo, em qualquer
    horário, quase todos os lares de todas as cidades e recantos do mundo (até nas
    tribos indígenas), a TV promove a expansão do erotismo sem limites,
    vulgarizando o ritual amoroso natural, reduzindo-o a mero objeto e objetivo de
    prazer inconsequente e irresponsável. Para se avaliar os seus efeitos nocivos e
    perversos, basta que se compare os costumes (principalmente familiares) de uma
    pequena cidade, antes e depois da invasão e intromissão da Televisão. Até em
    uma mesma cidade poderemos avaliar a diferença quando se analisa os costumes
    das famílias viciadas em TV e das que não são.

    Geralmente os veículos de publicidade se utilizam de imagens femininas,
    de forma subserviente e vulgar para ganhar audiência e lucrar com os seus
    patrocinadores (também ávidos por lucros, pouco ou nada se importando com as
    suas vítimas) . Nada escapa ao oportunismo desses comerciantes; qualquer novela,
    por exemplo, mesmo em horário matinal, apresenta erotismo, intrigas,
    agressividade, além de estimular a vadiagem, o adultério e a “esperteza”
    (entenda-se: desonestidade ). Praticamente não existe mais publicidade
    comercial que não se utilize do apelo erótico e agressivo, até mesmo expondo
    imagens e símbolos sagrados de religiosidade (não utilizam os símbolos
    militares, porque é menos perigoso desafiar Deus, que é muito mais paciente e
    benevolente que as Forças Armadas!). Não escapam da onda erotizante os
    programas ditos “infantis”, em que algumas vezes crianças são estimuladas a se
    apresentarem com vestimentas sensuais, dançando e se rebolando lascivamente,
    imitando muitos adultos decadentes e desestruturados. Não é raro que alguns
    apresentadores e produtores desses programas exibam pessoas que são símbolos
    sexuais notórios e conhecidos em publicações eróticas (prostituição)!

    Imaginem tais pessoas modelando e educando a personalidade dos nossos
    filhos! Inconscientemente influenciam as crianças, tornando-se exemplo de
    comportamentos eróticos, sexistas e sensualistas. É natural que as crianças
    queiram imitá-los, julgando esses trejeitos lascivos atraentes, bonitos e
    dignos de serem imitados. Não nos espantemos com a irresponsabilidade social
    futura de nossos filhos; eles estarão, brevemente, muito ocupados com o
    embelezamento de seus corpos para usufruírem por mais tempo e com mais
    parceiros, dos encantos físicos da sensualidade exacerbada. Raros serão aqueles
    que se preocuparão com o cultivo dos autênticos valores humanos e sociais. Com
    citamos no começo, o Homem, como os demais animais, tem a sua sexualidade
    natural e funcional. Porém, os outros animais usam o sexo apenas como meio de
    procriação e perpetuação da espécie; sendo esta, a razão única da diferenciação
    sexual entre machos e fêmeas; desde os animais inferiores até os Primatas não
    humanos. A finalidade do sexo é a de procriação e manutenção das Espécies.
    Naturalmente esta é, de fato, a finalidade do sexo. Portanto, o sensualismo e o
    erotismo são criações humanas com a finalidade de expandir o prazer no ato
    procriador.

    Os humanos Foram mais além, desvirtuaram o sexo de suas naturais
    finalidades biológicas, tornando-o maior fonte de prazer, através do erotismo,
    sensualismo e sexismo compulsivos. A procriação, razão única do sexo, passou a
    ser até indesejável. Calcula-se em milhões os números de abortos provocados, só
    no Brasil, anualmente! Deste número, quase a metade refere-se a abortos em
    adolescentes. Segundo dados jornalísticos praticam-se em nosso País, cerca de 6
    ou mais abortos por minuto, com a finalidade de se desvencilhar do fruto do
    sexo irresponsável e inconsequente. E a nível mundial? E as muitas outras
    formas de contracepção existentes!

    E o grande interesse e gastos com a pesquisa abortiva e preventiva do
    nascimento? Somente vistos sob esses ângulos, já temos motivos de sobra para
    pensarmos melhor sobre o condicionamento dessa sexualidade exacerbada. Mas, não
    é “só isso” o que nos preocupa; há muitos outros fatores sérios e até
    alarmantes. O emprego de drogas, corrupção, vadiagem, doenças mentais e
    físicas, bebidas, crimes e propagação de doenças sexualmente transmissíveis;
    muitas vezes associadas ao erotismo e à sexualidade irresponsável. E as novas
    doenças que surgem originadas da promiscuidade e desvios sexuais?

    Agora vamos analisar as origens internas da erotização precoce e da
    hiperssexualidade. O que acontece dentro da cabeça de uma pessoa que recebeu e
    recebe exagerado número de provocações eróticas? Sabemos que qualquer
    comportamento, ação, ideia, pensamentos e movimentos; dependem do comando
    cerebral. As unidades cerebrais, os Neurônios, são os responsáveis por
    todos os atos humanos, quer sejam conscientes, quer inconscientes. As pesquisas
    psicobiológicas vêm localizando no interior cerebral grupos de células que
    comandam os nossos múltiplos comportamentos. Elabora-se, cada vez melhor, o
    mapa cerebral que define regiões encefálicas que são responsáveis por
    atividades como a olfação, audição, visão, tato, gustação, movimentos
    voluntários e autônomos, emoções, pensamentos, memória etc. Interessam-nos
    neste trabalho, algumas estruturas intracranianas que compreendem diversos
    núcleos neuronais (conjuntos de células), relacionados com as emoções e com o
    sexo. Essas estruturas são: o Hipotálamo e o Sistema Límbico. Este último é
    representado por algumas estruturas de neurônios e a hipófise, que em ligação
    íntima com o hipotálamo, formam, por assim dizer, o substrato anatômico e
    material das emoções.

    O Hipotálamo engloba alguns núcleos neuronais e está situado no
    diencéfalo, pouco acima do tronco cerebral. Os núcleos hipotalâmicos se
    relacionam com inúmeras funções neurovegetativas, vitais para o organismo. É
    importante conhecermos as relações do hipotálamo com os estados emocionais de
    agressividade, violência, choro, riso, apatia, etc. e com a atividade sexual.
    Ressaltamos que nenhum desses conjuntos de células (núcleos) e estruturas
    nervosas trabalha isoladamente. Pelo contrário, todo o cérebro está interligado
    através de microestruturas, funcionando o Sistema Nervoso de forma integrada
    para o necessário equilíbrio biopsicossocial. O cérebro processa milhões de
    estímulos por minuto, em estado de vigília.

    Esses estímulos são as sensações internas referentes ao funcionamento de
    todos os órgãos e estruturas internas; assim como, os estímulos externos que
    incidem sobre os receptores dos cinco sentidos, provenientes do mundo externo.
    A maior parte desses estímulos é inconsciente para o indivíduo.

    Os estímulos ambientais físicos, químicos e mecânicos, incidem sobre as
    terminações nervosas localizadas nos receptores sensoriais, localizados nos
    órgãos dos sentidos que transformam esses sinais do mundo exterior, em impulsos
    nervosos. Esses impulsos se encaminham, em forma de código, aos centros
    nervosos específicos do encéfalo. Todos os sinais assim recebidos são
    decodificados, onde serão respondidos através de respostas adequadas ao bom
    equilíbrio orgânico, chamado Homeostase. Comandam, ainda, os movimentos
    externos e serão, ou não, armazenados como memória para ideias e pensamentos
    propícios a futuras ações adequadas à vida. Quando colocamos algo na boca;
    quando cheiramos, ouvimos, vemos e sentimos na pele, percebemos a origem do
    estímulo porque esses receptores sensoriais informam ao cérebro o que se passa,
    a fim de decidirmos a ação a ser tomada.

    Incontáveis estímulos vindos do mundo são canalizados para o cérebro,
    gerando o comportamento consciente e inconsciente; enriquecendo o estoque de
    informações da memória, para a sobrevivência adequada no futuro. Quando
    recebemos os estímulos relacionados com o sexo, fome, sede, agressividade e
    diversos outros estados emocionais. Eles são direcionados para o sistema
    límbico e, particularmente, para o hipotálamo, que são centros neuronais
    especializados, situados no encéfalo. Aí, os núcleos hipotalâmicos são
    estimulados, conforme a sensação e intensidade, recebidas pelos órgãos dos
    sentidos ( epiderme, olhos, ouvidos, nariz e boca. Ao ouvirmos, cheirarmos,
    vermos, provarmos e sentirmos na pele algo relacionado com sexo, o núcleo
    sexual do hipotálamo se ativa, estimulando , a seguir, as demais estruturas
    cerebrais, para o comportamento (ação ou ideia) sexual. O mesmo se passa ao
    lidarmos com pessoas agressivas ou ao assistirmos cenas de violência,
    através dos múltiplos exemplos que presenciamos, ouvimos e sentimos no
    dia-a-dia, habituamos e condicionamos os núcleos hipotalâmicos da agressividade
    que irão gerar um estado constante de agressividade (vemos pessoas que sempre
    estão numa posição agressividade, como se estivesse prevenida para um provável
    ataque !) Não é de se espantar que a violência cresce a cada dia e em todos os
    níveis e partes do mundo.

    Talvez não seja coincidência que o sexo prostituído esteja muito ligado
    à violência, principalmente entre pessoas mentalmente atrasadas e imaturas.
    Como os núcleos do hipotálamo relacionados com o sexo e os da agressividade são
    vizinhos ( unidos uns aos outros), é nossa tese ( desde fevereiro de 1987) que
    a estimulação exagerada de um núcleo, interfere no funcionamento do outro,
    principalmente porque os impulsos nervosos são elétricos e, provavelmente, gera
    campos ionizados nas redondezas dos outros núcleos neuronais da vizinhança .
    Talvez ondas eletrizadas dos núcleos sexuais ativados interfiram para a
    estimulação da área da agressividade, da fome, da sede e outros grupos de
    neurônios vizinhos. É fácil ver-se isso nos machos acasalados. Eles se tornam
    ferozes, principalmente para a defesa da fêmea. Não se assemelha com o comportamento
    agressivo de certos homens enciumados?

    Nas novelas, no cinema, nas revistas, no teatro, etc., há, comumente,
    uma mistura “indigesta” de sexo, gula e violência. É uma excelente fórmula de
    atrair leitores e expectadores , cujos hipotálamos já estão condicionados
    (viciados) no sexo e na violência. O pior é que cada vez se exige mais
    perversão sexual e, no caso da violência, esta se apresenta com requintes
    crescentes de mais violência e atrocidade; o assassínio não se restringe mais à
    morte do outro; mas, ao requinte atroz que se faz no corpo e do corpo da
    vítima. A crueldade crescente atende ao suprimento da ansiedade exigida por
    hipotálamos doentios, criando um círculo vicioso cruel e perigoso para todos
    nós. Basta se ler os títulos de revistas, filmes, peças teatrais, novelas,
    livros e se ver os tipos de literatura expostos nas bancas de jornal de
    qualquer cidade ou país, para se aquilatar o nível erotomaníaco a que se
    chegou. A Imprensa, o cinema, a TV e os Editores sabem disso e alimentam esse
    processo perigosíssimo, mas, muito lucrativo para eles. Quase sempre nas
    novelas, filmes e demais meios de comunicação, há o endeusamento dos indivíduos
    mais agressivos e acrobatas sexuais. Raro os programas de TV que não fazem a
    apologia da anormalidade, da agressividade, do sexismo e da violência; criando inúmeros
    seguidores imaturos.

    Muitas pesquisas com cérebros realizados por neurocientistas de renome
    comprovam a veracidade desses fatos. A estimulação elétrica por microeletrodo
    de determinados centros do hipotálamo, provocam violentas crises de agressividade;
    em outros pontos estimulados a resposta é uma intensa demonstração de erotismo.
    Como acreditamos que o excesso de estimulação erótica e agressiva, vindo do
    meio ambiente, altera as condições de funcionamento dessas importantes áreas
    cerebrais, será mera coincidência o aparecimento crescente das patologias
    sexuais? E a escalada de atrocidades e violência será, também, ocasional? É
    claro que não nos esquecemos da injustiça social na raiz de muitos desses
    transtornos que os deixamos com os sociólogos, educadores, políticos e
    governantes menos afetados por seus inconscientes doentios. Ressaltamos, ainda,
    que os neuróticos sexuais, os agressores e os violentos nem sempre são os mais
    pobres e socialmente rejeitados. Além do mais, procuramos analisar, no presente
    trabalho, os acontecimentos “dentro” do cérebro excitado pelos incontáveis
    estímulos do mundo externo.

    - —————————————-

    Carleial. Bernardino Mendonça

    Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;

    Bacharelando em Direito da Faculdade Direit Estácio de Sá;

    Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.

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  • Elaine Silva

    Concordo plenamente. Tenho uma filha de cinco anos e procuro inspirações na internet, mas tem campanhas infantis que parecem para adultos.
    Se as crianças de hoje parecem mais ‘adultas’ no modo de falar e agir, então pra quê fazer isso até na roupa? Não concordo.

  • camila

    lindo

  • Cristyna

    Estão diminuindo e muito o tempo que os seres humanos têm para serem crianças, inocentes, curiosas, doces. Crianças precisam do tempo certo para descobrir as coisas, o mundo, o sexo, a vida. Imagens dessas chocam apenas os que ainda têm consciência desse fato, pq existem mtos que olharão e acharão bonito e certo. São pessoas desse tipo, com mentes vazias e sem valores é que estão preparando nossas crianças para serem “pais” quando ainda nem tiveram tempo certo para curtirem o “ser filho”. Nesses casos os fotografos, maquiadores…enfim todos os profissionais que estão por trás das fotos estão apenas fazendo o seu trabalho (discutível, é claro), mas é o que fazem para ganhar a vida. Eu me pergunto é que tipo de pais permitem que arranquem seus filhos da melhor fase da vida deles apenas por interesse financeiro?

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