O lutador turco Yasin virá da Alemanha para conduzir mais um encontro em nossa jornada nas Artes Marciais. INSCRIÇÕES ABERTAS →
​​​​​

Dublagem: uma injustiça, um horror ou o fim do mundo?

Alex Castro

por
em às | Debates, PdH Shots


Poucas coisas podem ser mais classe-média-sofre do que bradar contra a dublagem.

Quando encontro um militante anti-dublagem, eu explico, pacientemente:

Se a dublagem elimina o som original, as legendas tapam parte da tela. Quem passa o filme lendo não consegue absorver completamente o aspecto visual da obra. Em alguns filmes, pode-se perder muito, ou quase tudo, daquilo que ele tem de melhor.

Além disso, grande parte da população não consegue ler legendas na velocidade que seria necessária para acompanhar o filme. Pior ainda, quanto mais lenta é a leitura da pessoa, menos ela consegue prestar atenção no que acontece no resto da tela. E, naturalmente, quanto mais difícil e cansativo for o processo de ir ao cinema, menos filmes essa pessoa vai querer ver. Pra não falar, claro, nas crianças que estão aprendendo a ler, nos idosos que tem a vista fraca, e nas pessoas de todas as idades com problemas de visão que lhes impede de focar nas letrinhas.

Então, por tudo isso, essa defesa intransigente das legendas e esse ataque feroz à dublagem como se ela fosse o fim do mundo equivalem basicamente a se tomar como o “padrão normativo” e dar um foda-se para todo mundo que não tem a felicidade de ter a sua visão perfeita e sua escolaridade completa.

Ou seja, elitismo em último grau.

Maria Antonieta: "Eles não entendem inglês? Que façam IBEU!"'

Maria Antonieta: "Eles não entendem inglês? Que façam IBEU!"

Mas os anti-dublagem são ferrenhos. Exigem em altos brados seu direito de ouvir a voz do Brad Pitt, mesmo que não entendam nada do que ele está dizendo.

Por debaixo de seu discurso liberal e moderninho, a mensagem subjacente é o bom e velho narcisismo egocêntrico do eu-primeiro:

Que se fodam as pessoas que não tiveram educação o bastante para ler legendas em alta velocidade. Se eu consigo, então todo mundo tinha que conseguir e pronto. Elas que estudem mais!

Eu, então, para explicitar o não-dito, adoto o meu melhor tom de voz altivo e elitista, e respondo:

EU falo inglês fluentemente, já morei nos Estados Unidos, já dei aulas em universidades americanas. Que se fodam as pessoas que não tem educação o bastante para entender esses filmes no original. Afinal, se EU entendo, eles também poderiam entender, não? O que não pode, o que não dá!, é EU, logo EU, ter que aturar umas letrinhas sambando lá embaixo, bloqueando os pés das atrizes que EU mais quero ver e distraindo meus olhos, só porque tem gente ignorante que não é fluente em inglês, né? Tenha santa paciência! Que se matriculem no IBEU!

Nessa hora, o militante anti-dublagem me acusa de elitista, reclama que estou dando carteirada, e se ofende de eu usar meu inglês perfeito para diminuí-lo — comprovando assim, de fato, que a ironia e o sarcasmo estão mortos nessa terra.

Uma das melhores soluções para o elitismo da classe média é aplicar sobre eles toda a força excludente do elitismo da classe rica. No mínimo, é divertido.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // todos os meus textos são rigorosamente ficcionais. // se gostou, me siga no facebook, compre meus livros ou faça uma doação. // não leio comentários dos meus textos. para falar comigo, mande um email.


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://twitter.com/_jbernardes Jair Bernardes Jr.

    Se tá ruim prá nós, imagina pra classe média…

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    hahahaha, muito bom, Alex!

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-Werlang/1298794174 Leonardo Werlang

    nao tenho essa fixacao por militar contra a dublagem de filmes. Agora quanto tudo quanto é filme é dublado pelas mesmas 15 pessoas sempre, e seja la qual for o momento historico ou geografico do filme, sempre tem um personagem dublado exalando um inconfundivel e repugnante carióquêixXx, dai acaba passando do limite…

  • Rosangela Lima

    Não sou contra a dublagem, sou contra ter somente essa opção, como tem acontecido com frequência em alguns cinemas aqui em Salvador.

    • Dimas Stecca

      Não é so aí, São Paulo tbm tem sofrido desse mal, quem não quer ouvir o Brad Pitt falando com sotaque carioca ou a Angelina Jolie usando gírias locais, fica sem opção, pois as salas com filmes legendados são cada vez mais raras… Acho que pelo menos UMA sessão com o audio original por dia não ia ser tão prejudicial para os lucros da bilheteria, pois e ganham de um lado perdem em outro.
      Conheço muito gente (e eu mesmo em alguns casos) que desistiu de ver o filme por não encontrar a opção legendada.

      • Rosangela Lima

        Eu também, Dimas! Já desisti de ir ao cinema ver um filme por só ter dublado, foi como um “protesto” pela falta de opção. A rede UCI é danada pra fazer esse tipo de coisa.

    • http://issodavaumpodcast.com.br/ Vítor Padilha

      Exatamente meu ponto de vista. A falta de opção faz com que eu tenha que rodar 40km para aproveitar um cinema.
      Mas aí entramos na novela do sistema de distribuição Brasileiro e os altos custos de manter uma sala de cinema… Se as sessões legendadas estão mais raras, é porque a demanda não é suficiente para manter o filme e a lucratividade do cinema.

      • Rodrigo Carvalho

        Vitor, esse é o problema, altos custos. Aqui no Brasil pagamos impostos para tudo. Se fossem pouco tudo bem, mas são absurdos pela corrupção que fode com o Brasil. Sem contar as leis daqui que são porcas.
        Mas sobre não ter salas com filmes legendados é besteira, pois gastariam mais ainda contratando dubladores.

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Alguns criticam meu modo de ‘sentir’ os fatos que acontecem ao nosso redor. Mas, você só saberá o que alguém passa quando se colocar no lugar dela.

    Tenho costume de ver filmes/animes/seriados legendados. Porém, prefiro a dublagem. Grande coisa ouvir a fala original do ator… Como o Alex ressaltou bem, muito se perde da obra, no quesito visual, quando se é repassada com legenda.

    • Justicer

      Concordo com o Mark! Nos filmes dublados voce perde muita qualidade do som, das entonações e emoções dos personagens.

  • Elbarto

    Meu problema com a dublagem é que, em muitos casos, ela passa a ser uma reinterpretação do filme, com adaptação de piadas e elementos do filme para serem entendidos pelo público local (não só aqui, mas nos EUA e na França, onde a dublagem é mais comum do que no Brasil).
     Com isso, quem assiste o filme perde a oportunidade de não entender a razão da graça ou daquela sacada e de poder pesquisar o motivo, aprendendo com isso. Sempre me parece como a reprodução de um quadro, na qual o pintor que faz a adaptação substitui toranjas (grapefruits) e oxicocos (cranberries) por cajus e jaboticabas. 
    Isso também pode ocorrer com legendas, claro. Mas creio que, pelas mesmas razões de divisão de público descritas no artigo, as legendas costumam ser mais literais. 

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000925921631 Rebeca Galabarof

    Desculpa, mas acho que isso é só mais uma desculpa pra falar mal da classe média. TODOS os filmes podem ser facilmente encontrados na versão dublado.

    E honestamente, qual é o problema de querer ver um filme legendado? 
    Quem tem qualquer noção de cinema sabe o quanto se perde na dublagem de um filme.

    E só pra constar, meu problema não com o povo que mete o pau em filmes dublados, mas sim em quem mete o pau na classe média/ neo pobres, assim… sem motivo digno de post.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      como sofre a classe média, meu deus! é ataque de todos os lados! e agora, quem poderá nos defender?

      • Elbarto

        Independente de opinião ou lado sobre o assunto, tento seguir a ideia de um cara muito inteligente: “Don’t be a dick” (ver http://www.youtube.com/watch?v=dmP9XozKEV0 ). 

  • Karine

    Nem injustiça, nem horror, nem fim do mundo, acho ótimo que filmes dublados levam mais pessoas ao cinema. Contudo, acho que ter a opção de ver com som original e legendas importante, que deixem algumas salas para quem não quer ver filmes dublados.

  • http://www.facebook.com/koticho Gustavo Bertassoli

    Eu como consumidor me dou ao direito de consumir aquilo que melhor me agrada. A dublagem brasileira é ruim, chega a soar incomodo uma voz que nada tem a ver com a original, exalando a mesma emoção que um tamanduá bandeira. 

    Perde-se completamente valores da atuação que quer queira ou não são elementos importantes pra qualquer um que preze por um bom filme, fora problemas como descontextualização e tudo o mais. Legenda atrapalhar a parte visual? Balela, nós temos visão periférica, dá pra captar tranquilamente todos os elementos da tela. 

    Enfim, o mercado está cheio para ambos, dublados continuam sendo maioria, inclusive na TV a cabo onde esse argumento de coitadismo se perde, visto que o nicho consumidor dela são as classes médias e altas. No final das contas só mais um blablabla que só faltou usar o já tão clichê “mimimi pseudo-cults”, onde é repudiado qualquer tipo de exigência mais rebuscada. 

    • http://www.facebook.com/marcel.cardim Marcel Cardim

       Isso sim, senhor, são bons argumentos. Ao contrário do que fez o autor do texto, que somente fez ironizar o tema, ao inves de apresentar seus argumentos.

    • http://www.facebook.com/filyppe Filyppe Saraiva

      Depois dessa, deixo aí pro autor do texto, que com seu inglês perfeito provavelmente me entenderá claramente, uma expressão que dublagem nenhuma vai conseguir reproduzir com o devido intento:

      IN YOUR FACE!

    • Pedro

      Concordo em gênero, número, e grau… :D

  • Convidado

    Tudo bem Alex, achei seu ponto de vista interessante, não sou defensor da não Legenda, como também da legenda, assisto sem reclamar, pra mim o que interessa realmente é se eu vou entender ou não o filme, mas que é bem revoltante a dublagem com o original falando “muddafuckaa” e na dublagem o cara diz: – Seu Sem Vergonha !!!! É de uma tristeza imensa(medo da igreja processar ou excomungar). A dureza também é que só existe uma duzia de dubladores e assistir o cara dublando por exemplo o Butters do South Park e comparar com o original, na minha opinião acaba com o humor que o personagem quer passar.

    • No

      Mas se um dos maiores problemas pra você é a falta de palavrões, amigo, então a culpa não da dublagem ou dos dubladores. A culpa é da distribuidora que pede pra fazer isso.

  • http://www.facebook.com/luks.lima Lucas Lima

    Prefiro assistir filme legendando pois, além de manter a qualidade sonora original, ainda posso aprimorar meu inglês.
    -
    Não condeno quem só assiste dublado, eu mesmo prefiro alguns (poucos) filmes assim.
    -
    Mas não sei, acho que você “viajou” nesse texto. Afinal “o bom e velho narcisismo egocêntrico do eu-primeiro” vale para ambos os casos: tanto pra quem prefere legendado quanto para quem só assiste dublado.

  • Brites

    É verdade, a classe média. a burguesia, é a tal classe que sustenta todas as outras, e a mais mal falada…Qual sua classe, afinal?!?!? Eu detesto filme dublado, sou classe média, burguesa, nunca morei fora do Brasil. Prefiro ouvir o som original do filme, ainda que isto me custo parte da imagem. Leio as legendas e cruzo com o som, mesmo porque por vezes a legenda não faz jus ao texto original. Nada contra quem quer ver dublado, tem todo direito, mas nem quero obrigar os outros a ver como eu, nem quero ser obrigada a ver como outros querem. Postagem com cheiro forte de preconceito, viu? Em se tratando de tv, basta disponibilizarem a opção com e sem legendas. Em se tratando de cinema, basta haver horários com ambas as opções. Não é necessário ditadura nem de uma opção , nem da outra. Discutir por causa disso é dividir para governar. Ao invés de uma solução que agrade a todos, mas com um custo para o exibidor, mais fácil fazer a platéia discutir entre si e agradar aos vencedores da desnecessária desavença!  :-)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    O que eu acho mais errado nessa história toda é querer impor um padrão. Tudo bem, a dublagem é mais aceita pela maioria, pode ser o padrão. Mas em TV por assinatura, por exemplo, é muito fácil ter a opção de escolher entre legenda ou dublagem. Só que na imensa maioria das vezes não temos essa opção. Sempre pensei que tecnologia mais avançada significava maior liberdade de escolha para as pessoas.

  • Vatayana Yoga

    Esse fim de semana tava pensando nisso mesmo. Com tanta tecnologia muderna por aí, porque ainda não colocaram fones individuais nos cinemas? Assim, quem quer ouvir o som original, ouve, quem quer ouvir a dublagem idem, e todos ficam felizes, inclusive o articulista polemizador aí…

  • Aldo

    Você esqueceu dos analfabetos.!? 

  • Aldo

    Você esqueceu dos analfabetos.!? 

  • Custer

    tosco babaca. esse foi um post para tirar onda e nada mais.

  • Anônimo

    Também n˜åo entendo essa babaquice de ficar pura e simplesmente reclamando de dublagem. Quando se questiona se a dublagem é mal feitou ou não ai sim, agora reclamar de filme dublado e ver legendado, não dominar o idioma do filme é muita falta de roupa suja pra lavar mesmo. Eu prefiro mesmo o filme dublado, a tantos detalhes legais para se reparar em um filme e você vai logo ter que dar atenção a dublagem.

  • http://www.facebook.com/jeffseguros Jeff Seguros Bueno

    Bem eu como cego, sou contra a a legenda. Um por ser cego e outro que sou a favor da valorização do idioma

  • thiago

    deveria haver tanto dublado quanto legendado, é questão de preferência
    o que não deveria acontecer é um cinema oferecer o filme só dublado ou só legendado oras, simples assim, qual a necessidade de defender qualquer ponto de vista quando não faz a menor diferença de ser dublado ou legendado? ah sim, criar confusão… é verdade, classe média sofre mesmo

  • Marcio Goulart Silveira

    Como diria o meu professor da faculdade: “sabe porque na Espanha é um país onde eles falam um inglês horrível? Porque eles assistem programas como Os Simpsons dublado, ou seja, quase nunca entram em contato com o inglês. Aqui na Suécia todo programa em inglês é legendado.”

    Eu tenho a certeza de que vou parar qualquer sueco na rua e ele vai entender inglês e conseguir falar comigo também. Um alemão foi fazer intercâmbio na empresa que eu trabalhava no Brasil e ele teve tempos difíceis, porque a maioria esmagadora do povo não tem nem noção do básico de inglês, nunca sequer ouviu alguém falando e por isso não tinha condições de ajudar em simples tarefas cotidianas.

    Sobre tapar parte da tela chega a ser piada. Existe um padrão de legendas que limita o número de caracteres a serem exibidos.
    “Em alguns filmes, pode-se perder muito, ou quase tudo, daquilo que ele tem de melhor.”

    Cita um aí, mestre do inglês. De brinde, até deixo uma cena onde a dublagem estragaria completamente a atuação:

    http://www.youtube.com/watch?v=4e9CkhBb18E

  • Anônimo

    O protesto que eu vi  (e participei) não é para extinguir o filme dublado e sim para colocá-lo como opção. Quem quer assistir dublado, assiste, quem quer legendado, que o faça, essa é a idéia, o problema está em pagar uma tv e não ter a opção de ver o programa como se quer. Não é uma questão de “classe média sofre” é só uma questão de querer mais opções mesmo.

  • Henrique Assis (Mirai)

    Se vamos falar de exclusão, a falta de filmes legendados acaba com as chances de pessoas surdas irem ao cinema. Eu já vi isso acontecer mais de uma vez, especialmente no caso de animações que são tratadas ainda como “filmes de criança” no Brasil.

    Dá pra agradar gregos e troianos nesse caso. Existe oferta de salas e horários o suficiente pra equilibrar legenda com dublagem.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Dhdds/100001550125680 Daniel Dhdds

    pegou pesado no final, mas ambos os lados são dignos de voto.

    eu, particularmente, gosto do filme legendado (e com isso aprimoro meu inglês, que está capenga), mas comédia não dá, não tem como perder tempo tentando entender a piada, e o gênero em si não traz muito apelo ao som ambiente, nesse caso é dublado e não tem dúvidas.

    Você, defende o dublado, nos filmes atuais, com tecnologia 5.1 surround, tem como sobrescrever uma trilha, dublando, sem que haja perda na qualidade das outras, mas e como ficam séries/filmes antigos? Será que não vale a pena ouvir os sons dos phazer no Jornada nas Estrelas? Ou o sabre de luz e os tiros em Star Wars?

    Ambos argumentos tem seu ponto forte e seu ponto fraco, a escolha entre ambos é que vale. ;)

  • Pepe

    como pseudo-intelectual sofre com as reclamações da sofrida classe média, é muito elitismo!

  • Angelo

    Eu não gosto de dublagem e nem por isso sou elitista. Acho que ela é necessária, porque nem todas as pessoas conseguem acompanhar a velocidade das legendas. Contudo, se conseguissem, iam preferir os filmes e seriados legendados. Perde-se um pouco da imagem, mas ganha-se em qualidade de som e de interpretação dos atores. Quem é cinéfilo sabe disso. Ah não! será que ser cinéfilo também é elitismo?!  

    O grande problema é que a maioria dos canais passa somente os filmes dublados e isso é injusto. Acho que deve ter espaço nos canais para as duas preferências. Só quem não entendeu isso foi o autor do texto que chama de elitista quem gosta de filmes legendados.Enfim, não entendi o que há de elitista em colocar uma minoria de filmes legendados na televisão, mantendo a maioria dublada. O autor teve tempo pra estudar fora do país, mas não teve tempo pra aprender a formular bem uma argumentação sobre o que é ser elitista.

    De acordo com ele, elitista é: pessoa que gosta de filmes legendados. E se for cinéfilo, pior ainda.
    Temos um novo gênio no Brasil!

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o elitismo está em acha que, só pq VC consegue ler as legendas, então dane-se quem não consegue ler. e a graça é que, quando eu faço o MESMO com você, e digo, se EU consigo entender o filme original sem precisar de legendas, então foda-se quem precisa de legenda, vc fica chateada. então saiba que é assim q se sentem os analfabetos que não poderiam ver os filmes que você quer q sejam legendados. é isso. nada mais que isso.

      alias, sou cinefilo, nao, cruzes!

  • Guilherme F Araujo

    Eh… acho q da pra satsifazer a ambos. Mas ouvir o Sean Connery com sotaque bahiano ou paulista ia ser o fim da picada. O ator tornou-se famoso em grande parte devido a sua voz e nao permitir q o publico ou parte dele desfrute disso, nao eh justo e tb eh aculturacao

  • Vanessa S

    Nossa, esse Alex Castro fica tanto tempo sem escrever e quando escreve é essa decepção. Além de ser hiper mal educado e sarcástico respondendo os comentários.

    Acho que não existe o porquê de todas as sessões de cinema serem dubladas. Uma ou duas sessões legendadas não matam ninguém. Eu já viajei pra outra cidade só pra ver um determinado filme legendado. É o meu gosto, é assim que prefiro e pouco me importa se isso é classe média sofre. O fato é que depois de fazer as contas, não vale a pena e por isso passei a baixar pela internet. Se a indústria não liga pro meu gosto, eu também não ligo para ela.
    Não vou ser coagida a assistir algo que vai me irritar muito mais do que me entreter. A legenda é ótima, vozes originais melhores ainda. Dane-se o pé da atriz. Eu quero ver os rostos, as expressões e poder eu mesma descobrir e rir das piadas em inglês sem depender da mediocridade da dublagem em transformá-la em algo em português.

    Alex Castro cagou regra a vontade e discordo totalmente do texto. Riquinho que gosta de rir da classe a vontade. Por que não rir dos ricos ou pobres? O preconceituoso é você.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “Nossa, esse Alex Castro fica tanto tempo sem escrever e quando escreve é
      essa decepção. Além de ser hiper mal educado e sarcástico respondendo
      os comentários.”

      eu sou uma pessoa horrível.

  • Anônimo

    “todas as traduções são necessariamente imperfeitas” Arthur Schopenhauer

    Mas algumas abusam e você perde o entendimento de parte do filme. Vejamos mais filmes nacionais!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1550431242 Livia Caroline

    Eu aprendi inglês com filmes, séries e músicas e nada, absolutamente nada substitui o idioma original. Da mesma forma que é absolutamente ridículo assistir O Senhor dos Anéis dublado, eu não suportaria ver O Auto da Compadecida em outro idioma. Nunca perdi a grandiosidade de uma cena ou detalhes de um filme por causa de uma legenda. 
    Mas se tem uma coisa que eu não suporto é imposição, como já falaram lá em cima. Tentei por duas vezes assistir Sherlock Holmes e nos dois cinemas que fui, um no interior e outro na capital, a película estava sendo exibida dublada. Robert Downey Jr dublado? Não, obrigada. Por que não posso ter a chance de ver o filme legendado e me deliciar com o sotaque do Jude Law?Aí vem a bonita da Sony e resolve passar Grey’s Anatomy e CSI dublados usando desculpas esfarrapadas pra justificar, o que só me deixa com mais raiva. Pelo menos me dê a opção de ouvir o áudio original, como quase todos os outros canais fazem. A gente paga caro e ainda tem que ser forçado a isso?
    Costumava ir ao cinema toda semana, mas sinceramente não consigo mais lembrar o último filme que assisti na telona. Roubaram-me de um prazer imenso que eu tinha.

    É a mesma coisa que acontece com as calças skinny que tanto abomino. Espalharam como praga e as lojas tentam empurrar aquelas belezas goela abaixo. Achar uma boot cut é um milagre. Por que preciso gostar? Não tenho mais direito de escolha?

    Palhaçada.

    • Pedro

      Engraçado Livia vc comentar isso! Infelizmente assisti Sherlock Holmes 2 dublado, e achei um lixo, diálogos sem graça, sem intensidade, sem personalidade que cada ator tem pela sua própria voz e tonalidade…

      Assiti novamente, só que legendado, e minha percepção mudou completamente quanto ao filme…

  • Leonardo

    É só dar a opção, ter cópiar legendadas E dubladas. Uma pessoa errar não te dá o direito de errar com ela. Só fez prolongar uma discussão de uma forma babaca.

  • Anônimo

    Pô até americano tem birra para assistir filme legendado. Assim Hollywood inventou os remakes de filmes estrangeiros que estrearam um ano atrás…

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      sim. ler enquanto se vê filme, pra quem não cresceu acostumado a isso, é um saco até pra quem é bem alfabetizado e tem visão perfeito.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Queridos,

    ninguém propôs, que eu saiba, extinguirmos filmes legendados. Os cinemas passam filmes legendados ou dublados de acordo com sua conveniência e com o público que esperam, de acordo com as sacrossantas leis de mercado. Se as sessões legendadas/dubladas estiverem vazias e as sessões legendadas/dubladas estiverem bombando, podem ficar tranquilos que os donos de cinema vão fazer o que der mais lucro. Dono de cinema não rasga dinheiro: se as sessões legendadas estão minguando (não sei se estão, vocês é que dizem), a explicação é que existe mais gente querendo filme dublado.

    Agora, TV aberta é concessão pública e é a ÚNICA opção de entretenimento para grande parcela da população. Então, pesando de um lado a fidelidade ao som da obra original (ui ui ui!) e, do outro, tornar aquela obra mais acessível para o maior número possível de pessoas, o governo, sabiamente, escolheu a opção dois.

    Empresas de TV a cabo também não rasgam dinheiro: se existem cada vez mais filmes e seriados e canais dublados, é porque as empresas estão vendo que é isso que o grosso dos assinantes quer.

    Pra quem acha a dublagem esse horror todo, recomendo aprender inglês e ver tudo no original.

    • http://www.facebook.com/koticho Gustavo Bertassoli

      Você aponta benefícios em relação a dublagem, malefícios em relação a legendas, postura tendenciosa e falaciosa, fora todo o cínismo na argumentação, assim fica difícil.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        nada mais difícil do que conversar com alguém que aponta os benefícios da posição que defende ao mesmo tempo em que aponta os malefícios da posição contrária!!

        eu gosto de discutir quando o outro cara aponta os malefícios do que ele acha e os benefícios da minha posição, assim fica muito mais fácil, poxa!

    • Nelson Sant’Ana

      Pelas mesmas leis sacrossantas de mercado, quando mais filmes dublados, mais dubladores, ou seja, menos sotaques/vozes repetidas. Sem problemas na dublagem repetitiva, apenas façam suas partes.

      Filme legendado? Gosto muito. Mas não faz falta. Não sou assim tão dependente de interpretações quase impossíveis. Posso assistir como for no cinema ou na tv, e esperar chegar na locadora. Se a interpretação for realmente boa, vale a pena rever o filme.

      Quase como Alex, sei um pouco de inglês, e dá para assistir a maioria dos filmes sem legenda. Mas posso esperar sair em DVD aquele filme que quero muito ver sem legenda. A regra é, se eu quero ver o filme sem legenda, no audio original, é por que vale a pena comprar o DvD.
      Só acho chato filme em espanhol legendado em português. Entendo metade do que dizem, e tento acompanhar pela legenda, e acaba confundindo.

    • Leandro

      Concordo que a melhor opção pra TV aberta é dublagem, mas isso não muda que seu texto cheio de generalizações está bastante equivocado. Eu não sou de classe média / alta, aprendi inglês sozinho, vendo filmes legendados e traduzindo músicas. Tudo o que eu precisei foi um dicionário e interesse.
      Pobre não tem que ser ignorante, não tem que se esconder atrás de meia dúzia de desculpas, e aceitar que não sabe das coisas, pq não teve condição. Não consegue acompanhar as legendas? Não entende nada de inglês? O primeiro passo é abandonar dublagem e começar a ver só legendados. Isso foi uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida, consigo ver qualquer coisa em inglês sem depender de ninguém, e ao contrário do que o seu texto assume, não precisei ser classe média/alta pra isso…

  • Rafael Dorcel de Souza

    Simples, a maioria só fala mal de filme dublado para não ser rotulado de algo que eles acham que não são. A sociedade é assim rotula tudo, aí eles preferem a legenda só para se sentir por cima. Tudo tem seus pros e contras. 

  • http://profiles.google.com/rafaelhborges Rafael Borges

    Onde já se viu, tocar músicas em inglês nas rádios? Ora, que absurdo! E quanto à todos os brasileiros e brasileiras que não conseguem entender inglês? Será que ninguém se importa com eles? Todas as músicas deveriam ser dubladas, e quem discorda é um elitista de último grau!

    Mas falando sério: ao contrário do que o autor desse texto acredita, dar preferência ao áudio original não é uma questão de elitismo ou instrução, mas sim de fidelidade à obra original. Um filme com áudio original e legendas é muito mais fiel à visão do diretor do que um filme dublado. Dá pra absorver muito mais da história com o áudio original porque ele foi pensado e planejado para complementar o aspecto visual. A forma como um ator diz suas falas não é aleatória.

    Defender a dublagem sob a justificativa de que grande parte da população brasileira não pode acompanhá-las é como defender a alteração/censura de obras de arte sob a justificativa de que elas não apetecem ao gosto popular. “Mulher com os peitos de fora? Pode cobrir! Crítica ao catolicismo? Pode censurar!”

    “Mas os anti-dublagem são ferrenhos. Exigem em altos brados seu
    direito de ouvir a voz do Brad Pitt, mesmo que não entendam nada do que
    ele está dizendo.”

    Uma vez eu tentei assistir Oldboy (um filme coreano muito bacanudo, recomendo) dublado em inglês, e não consegui passar dos dez minutos. Não é uma questão de compreensão, mas sim de entonação e sentimentos. Sim, eu prefiro assistir Oldboy legendado mesmo sem entender nada do que eles dizem. Sou um elitista por causa disso?

  • http://profiles.google.com/rafaelhborges Rafael Borges

    “Pra quem acha a dublagem esse horror todo, recomendo aprender inglês e ver tudo no original.”

    Claro, pois todos os filmes estrangeiros são em inglês.

  • Teo

    O que vem a seguir é um épico de grandes proporções; caso não tenha interesse, ele está convenientemente sumarizado no fim do post.

    Aqueles que prestarem atenção às notícias que rondam por
    todos os lugares notarão a crescente ameaça da MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM. Todos sabem quem esses cidadãos são – aqueles
    intelectuaizinhos que passam a tarde toda fazendo piquete frente ao multiplex
    mais próximo, com o único intuito de impedir que crianças e cegos possam
    exercer aquele sacro direito, conquistado a tanto esforço e com tanto sangue,
    de assistir aos filmes que tanto amam. Se ninguém fizer nada a respeito, eles
    poderão vencer, com seus posts no Facebook e no Twitter, deixando as crianças e
    os idosos e os deficientes visuais à míngua cinematográfica.

     

    Mas, aleluias sejam dadas – há poucas razões para
    alegrias nos dias de hoje e devemos apreciar cada uma delas –, temos entre nós
    o paladino dos oprimidos que atende por Alex Castro que se propõe a explicar pacientemente – que outros terão essa
    honra? Ele tem a graça de ter paciência
    a explicar para esses monstros ignorantes, tão ocupados em chafurdar nas
    profundezas do próprio ego; um homem menor sem dúvida já teria descambado para
    os insultos, beijemos seu pé por ele ser tão compreensivo – porque esse
    cidadão, esse MILITANTE ANTI-DUBLAGEM
    está incontrovertidamente errado. Poderá o autor desmontar o jogo elitista
    dos MILITANTES ANTI-DUBLAGEM? Serão
    as crianças, os velhinhos e os deficientes visuais salvos da tirania desses
    déspostas medioclassistas?

     

    (spoilers: ele não pode. Ele não faz nem idéia do que
    está atacando. O MILITANTE ANTI-DUBLAGEM
    que quer simplesmente retirar toda dublagem de circulação é um espantalho criado
    na cabeça dele. Mais detalhes abaixo.)

     

    Primeiramente, o autor relata de seus encontros com os MILITANTES ANTI-DUBLAGEM e como ele
    totalmente os humilhou com sua visão clara da realidade e, além de tudo, com
    sua paciência – um homem menor teria
    descambado para os insultos, mas não nosso autor, com ele é na paciência. Sintam-se agraciados, MILITANTES ANTI-DUBLAGEM, já pensaram se
    ele resolvesse simplesmente ir para a porrada? Pois é. Pensem e tremam.

     

    Não será necessário reproduzir os argumentos de nosso
    herói aqui, ele mesmo já o fez acima com a clareza – e a paciência, não esqueçamos
    – que lhe são características. Explica ele, pacientemente, os malefícios da
    legenda – para fazer uma referência àquele elitista-mor brasileiro que atende
    por Pablo Vilaça, provavelmente um dos tais MILITANTES
    ANTI-DUBLAGEM com quem o autor, espada e paciência em mãos, já se
    deparou em seu estudo da classe média brasileira –, como o fato daquelas
    letrinhas chatas – aqui vai uma revelação chocante; por favor, aqueles com os
    olhos mais sensíveis, façam a gentileza de cobri-los – taparem parte da tela, o
    que resultaria numa perda visual tamanha e potencialmente muito pior do que o
    desaparecimento da voz de Marlon Brando numa dublagem de O PODEROSO CHEFÃO. Alguém
    assistiu aqui a O HOMEM-MORCEGO – O CAVALEIRO DAS TREVAS em sua versão dublada?
    (por que chamam de Batman, mesmo? E as crianças? E a cultura nacional? E o
    sentido da vida?) Eu posso falar de experiência própria que perdi muito mais
    com o que estava escrito por trás daquela letra “A” inconveniente do que com a
    substituição de Heath Ledger por este sujeito: http://www.youtube.com/watch?v=V7H7eHPJL0Y&feature=related

     

    O autor prossegue com a refutação devastadora e paciente,
    não deixando espaço para a oposição sequer respirar: a MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM, veja só, não dedica um minuto de seu tempo para as crianças – pensem nas
    crianças! Por que ninguém pensa nas crianças!? –, os idosos e os deficientes
    visuais. A implicação contida nesse trecho, claro, é que a MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM quer obliterar todas as cópias dubladas de
    qualquer filme; mandar – como coloca ele tão eloquentemente – um “foda-se” para
    as crianças, os idosos e os deficientes visuais, fazer com que cinemas não
    exibam mais cópias dubladas em português nem do mais novo desenho animado da
    Disney. Fora de questão está a possibilidade da MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM estar simplesmente preocupada com o fato
    dos cinemas estarem aumentando o número de cópias dubladas em detrimento das
    legendadas, ou da MILITÂNCIA
    ANTI-DUBLAGEM simplesmente considerar filmes legendados superiores a filmes
    dublados por quaisquer razões. Razões para que esse seja o caso o infinitamente
    paciente autor não nos oferece. Algum mal-intencionado poderia sugerir que esse
    seria o caso por ele está simplesmente palpitando sem muita base. Sugiro que
    esse mal-intencionado tenha paciência. Como o autor.

     

    O massacre proporcionado pelo sempre paciente autor
    contra a MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM
    continua, implacável. Aqui, nosso herói desfere o equivalente a um fatality retórico:
    pare de chorar, medioclassistazinho; diz ele, só porque você não vai ouvir a
    voz do Brédi Pitti não é motivo para ficar choramingando, o dublador
    provavelmente é tão bom quanto, e você não está nem entendendo mesmo o que ele
    está dizendo, nhé.

     

    Visto que o autor deixou comprovado que esse negócio de se
    apreciar a construção de personagem por meio de maneirismos, tom de voz,
    sotaque etc é coisa de elitista burguês medioclassistinha, vamos em frente para
    o golpe de misericórdia que Alex desfere bem na jugular da MILITÂNCIA ANTI-DUBLAGEM. O MILITANTE
    ANTI-DUBLAGEM residente perto dele – de que outra maneira poderia
    ele obter informações tão precisas a respeito da ideologia ANTI-DUBLAGEM? –,
    como todo bom MILITANTE ANTI-DUBLAGEM, não tem objetivo senão a completa
    erradicação de todas as cópias dubladas em português de qualquer coisa (Chaves
    incluído). Argumenta esse diabrete: hahaha! Essa ralé não sabe ler, então não
    merece assistir a filme algum! Que se danem! Botem legendas até no novo desenho
    do Shrek! Há há há!

     

    Essa é a deixa para que o autor finalmente mate a besta:
    ora, diabrete – prossegue nosso herói –, se você é tão foda assim, por que não
    assiste aos filmes sem legenda? Afinal – isso é Ironia & Sarcasmo, ok, é
    que você não é tão bom nisso quanto eu, então eu tenho que destacar –, legenda
    é pros fracos, pra ralé. É totalmente a mesma coisa ler umas linhas em sua
    língua nativa e ter que aprender outra língua. Oh, não me chame de elitista,
    você que não é nem de longe tão bom em Ironia & Sarcasmo feito eu, mas
    ainda bem que sou paciente para lhe escutar, mesmo você com essa opinião
    medioclassistazinha aí.

     

    XEQUE-MATE.

     

    Então, recapitulando, do glorioso artigo acima retiramos o seguinte:

     

    O autor realmente acha que o que uma legenda bloqueia
    na tela é equivalente ao impacto de uma dublagem no áudio original.

     

    O autor acredita piamente que criticar a dublagem de
    filmes é o mesmo que clamar pela extinção de todas as sessões dubladas nos
    cinemas.

     

    O autor literalmente pensa que o único valor de
    alguém querer ouvir a voz de um ator no original está em se entender o que ele
    está dizendo.

     

    O autor realmente compara o aprendizado de uma
    linguagem nova até o nível do entendimento sonoro com a leitura de legendas.

     

    O autor escreveu um ótimo exemplo de como crítica à
    elitização de um meio de comunicação pode facilmente escorregar para um
    populismo anti-intelectual.
     

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      nao consegui ler nem um terço, mas merece nota 9 pelo esforço e pela empolgação.

  • Marcelo Caetano

    Eu não gosto de dublagem.E só vejo filmes/seriados dublados quando não tenho opção. E isso não faz de mim “gente diferenciada”. Nunca vi um dublador que tenha o meu sotaque (baiano),gosto de ouvir a voz dos atores e acharia esquisito ouvir Angelina Jolie falando português em Veneza,em O Turista.

    Vida longa às dublagens,sei que muita gente opta por elas. Eu não opto,mas nem por isso sou partidário de sua extinção. Assim como não gosto de cachorro-quente,e nem por isso saio pregando que as pessoas devem parar de comer pão com salcicha.

  • http://about.me/xkitamura Alexandre H. Kitamura

    Prefiro filmes legendados pois não é simplesmente a voz do ator que se perde com a dublagem, perde-se um pouco do personagem tb. Afinal a entonação, o modo de falar fazem parte do papel desempenhado pelo ator.

  • Guilherme

    Se quem dubla fosse bom de interpretação, tinha virado ator de verdade.

    • Diogo Batalha

      Para ser dublador precisa ter formação de ator, gênio.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho legal essa questão da falta de empatia, dá para discutir ela sob diversos ângulos.

  • João Antonio Guerra

    Adoro: o Alex Castro chega, traça o perfil do militante anti-dublagem, e logo depois a maioria dos comentários não é escrita para adicionar nada à discussão, mas provar, pelamordebrahma! não, eu não sou um militante anti-dublagem, e além do mais o autor deste artigo é um cínico.

    Cara, amo isso aqui.

    • Teo

      Que perfil? O “militante anti-dublagem” que o Alex Castro descreve (o tipo cujo sonho molhado é o fim de todas as sessões dubladas no país) literalmente não existe, pelo menos não em quantidade significante. O que existe são pessoas que acham dublagem inferior ao áudio original e oferecem razões para isso.

      Esse texto é o Alex sendo sarcástico (ainda bem que ele esclarece que é sarcástico, o humor dele é refinado demais para os mortais acompanharem) contra quem acha dublagem terrível atribuindo a eles posições que não têm.

      • João Antonio Guerra

        Se o perfil não existe, como você diz, então qual a razão de uma porção de gente comentar aqui só pra tirar o c* da reta?

        Se o que você escreveu fosse a mais absoluta verdade, multiplicaria por milhares o valor pífio do meu comentário.

        De novo, eu amo isso aqui.

  • cristina

    Eu só queria saber se quem defende filme legendado “pra manter a obra original” lê Shakespeare ou Dostoievski no original.
    Aliás, lamento informar, mas se você não tiver nascido na classe média branca americana, nunca vai conseguir apreciar toda a obra original. Você não tem comando nativo da língua nem de todas as referências culturais presentes no filme.

  • http://www.facebook.com/people/Jhoy-Ascari/1237852469 Jhoy Ascari

    Simples, tem que ter as duas opções.

    Eu assistiria sem problemas filme dublado, se as dublagens tivessem um mínimo de qualidade, na maioria esmagadora dos filmes principalmente comédia acabam com toda a graça do filme…sem mencionar aqui que “palavrões são proibidos” na nossa querida dublagem.

    E um exemplo fictício mas que ocorre bastante, você ver o cara que dublou o Sid da Era do Gelo, dublando o carinha fodão do filme de ação, o quanto isso se torna ridículo?

    Achei bastante tendencioso o texto e sem muitos argumentos válidos, mas como a intenção dos textos aqui são gerar debates, funcionou muito bem, então parabéns.

  • http://incelencamalditadopavor.blogspot.com/ Thiago Bastos Zucarini

    Todo mundo parece ficar em comunhão em alguns assuntos aqui no PdH, mas ele custa em botar fogo num assunto em que sabe que as garrinhas hipócritas vão aparecer.

    Alex, você é foda.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o que posso dizer? criar confusão é um dom.

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Então tá, tô de volta, guys!

    90% da minha família deixa de ir ao cinema porque não gosta da legenda. Só desse dado, já penso que deveria sim ter mais filmes dublados nas telonas, mesmo que eu deteste assistir filme dublado.O fato é que se mais gente for ao cinema, mais empregos para a classe (puxo a sardinha mesmo pro meu lado, sou atriz) isso sem contar o aumento da demanda para os dubladores.
    É claro que há vantagens e desvantagens tanto no caso da legenda quanto no da dublagem, mas é aquela coisa né gente: não se pode ter tudo. Fato.
    Boa proposta de discussão, Alex!!!

  • http://twitter.com/LucasMalto Lucas Malto

    “Aplicar sobre eles toda a força excludente do elitismo da classe rica”
     QUEMEDO!

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      uia. nem me fale. tremi aqui tambem.

  • Bento

    Muito bom o texto, eu (por ser tradutor) particularmente prefiro assistir com legendas tanto para ouvir o que é dito e comparar com o que foi escrito. Porém, assisto filmes dublados sem frescura. De fato é um pé no saco ver um marmanjo barbado com aquele discurso de “não assisto filme dublados”, é como ouvir “mamãe não como pickles”, pura frescura. Concordo, muitas traduções e dublagens são verdadeiras tragédias cômicas. Também é muito curioso perceber como em outras culturas as pessoas convivem com “fool language” como “fudeu”, “caralho”, “buceta”, “bosta”, “porra”, “filho da puta” e aqui os dubladores transformam em “caramba”, “filho da mãe”, “droga”, “diabos”, “maldição”.

  • http://twitter.com/BarbieFurtado Barbara Furtado

    Pra alguém que é contra os militantes anti-dublagem, o autor do texto é bem militante a favor da dublagem, insultando a classe média é o público que prefere legendas sem nem conhecer as pessoas. Na verdade EU falo inglês fluente, morei fora, dou aula. Tanto, que pra filmes legendados em inglês, nem leio as legendas, só escuto o audio. Mas não falo Francês, Alemão, nem Sueco, nem nenhuma outra língua estrangeira fora Inglês e Espanhol. Mesmo assim, não assito filme dublado, em nenhum idioma.

    Não sei se você sabe, mas a intonação é uma GRANDE parte da narrativa. A “voz” do Brad Pitt pode não ser essencial para a história do filme, mas o TOM dele, é. E, desculpa, dublagem não representa tom. É igual tradução de livro, uma adaptação do que se chama “voice, não a voz falada, mas o rítmo, a forma que o texto flui, como tudo se uni. E a mesma coisa acontece em filmes, seriados, e até animações. A dublagem mata isso. Deixa de ser o original, a “voice” dos atores, e passa para o rítimo, a interação dos tradutores, e isso influencia na percepção que se tem do filme. É uma parte crucial da história (e muita gente, como você, nem percebe), tanto quanto as imagens, que quem consegue ler as legendas nãoo vai perder. A voz, a intonação, o tom faz parte do personagem, da interação.

    Sem contar as piadas que são perdidas na adaptação, as tiradas, que as pessoas não tem a chance de entender, a menos que você entenda tanto o idioma que fique tentando decifrar.

    Por isso eu sou contra dublagem, ou, contra o domínio da dublagem, como primeira e única opção. Acho, que principalmente para a tv a cabo, o som original deveria e TINHA que ser o padrão, porque estamos pagando caro por um produto original. Mas, para o cinema, as duas opções deveria ser viáveis. Há meses que não vou ao cinema porque as sessões legendadas são tarde, lotadas, ou simplesmente não existem.

  • Sérgio Ricardo Braga

    Muito interessante seu texto.Tenho um certo grau de deficiencia auditiva e por causa disso tenho mais facilidades para filmes legendados. Ficou claro que vc ataca no texto não os filmes legendados em si, mas os pensamentos pseudos-superiores de quem assiste filmes legendados. Eu mesmo me
    envergonho de já ter tido tais pensamentos, como os descritos em seu texto, mesmo apesar de assistir legendado pelo motivo da audição, como já disse acima.

    Esse texto só vem a acrescentar para quem quer realmente se tornar uma pessoa melhor (digo, menos babaca).
    Texto provocativos, que machucam quando se lê, proporcionam crescimento para quem procura deixar a máquina massageadora de ego sob controle, já que é impossível mantê-la fora de alcance!

    Parabéns!

  • http://www.cintiamcr.com.br Cíntia Mara de Castro Ribeiro

    A questão não é querer que os outros se virem pra conseguir ler. Às vezes eu estou com atenção suficiente pra assistir a um filme em inglês sem legendas e sem me perder. Às vezes eu estou fazendo outra coisa e prefiro do dublado. Mas, na maioria das vezes, eu quero ouvir o áudio original e ter a opção de ler o que estão falando. O problema é não ter OPÇÃO. É uma revolta com quem tira o meu direito de escolha e não com quem escolhe a dublagem.

  • Thiago Andrade

    Na boa, isso é muito simples de resolver. Basta colocar as opções de escolha, que nem na TV a cabo. Se quiser ver dublado veja, se quiser legendado veja, se quiser sem legenda veja também. Simples. O Telecine Premium faz isso, por exemplo.

  • http://twitter.com/AndreV_ Andre V

    Eu lembro de uma experiencia interessante que eu fiz durante  o filme Gosford Park.   Uma das cenas chaves do filme se passava entre a Helen Mirren e o Clive Owen que meio que resolvia o assassinato do filme. Durante o dialogo a Helen dizia pro Clive o que definia um bom criado que era o senso de antecipação. Se eles [ os patroes ] sentiam fome ela estava com o jantar servido. Se eles sentiam sono a cama ja estava arrumada. Na dublagem  [ que eu vi logo depois de ve-lo legendado ] o dialogo saiu mais ou menos assim: ” Se EU estou cansada EU deito e durmo. se estou com fome EU como ” . O.o 

  • Leonardo Alcantara

    Alex, perfeito como de costume. Mas infelizmente usar sarcasmo no Brasil é coisa de mané. Mané porque você fala e ninguém entende. O corolário é que você foi mané. 

    Não, eu não prefiro filmes dublados. Por sorte tive boa educação e desde pequeno fui treinado a assistir filmes legendados. Posso dizer até mais, minha educação de classe média foi tão boa que também consigo assistir os filmes com o som original praticamente sem precisar da legenda, exceto em alguma gíria menos usual. Já inclusive professei esta fé que filme bom é filme legendado, e não tenha dúvida em qual das salas de exibição você vai me encontrar quando há opções. 

    Isto posto não me impede de ter o senso crítico e concordar com o Alex que a disponibilização de filmes dublados resolve muitos problemas dos menos favorecidos. Tenho uma filha de classe média, bem educada, que estuda inglês na escola todos os dias. Mas infelizmente por mais que eu queira ela não é capaz de ler ainda, e seu inglês ainda é muito básico. Nem com todo o Danoninho que forneço ela foi capaz de aprender a ler antes de passar pela classe de alfabetização, hoje em dia 1º ano do ensino fundamental. Então quando eu quero que ela me acompanhe sou obrigado há (tapem os ouvidos) ver o filme com som dublado. 

    Minha mãe por sua vez já não enxerga tão bem. E fui obrigado a comprar uma tv bem maior só para ela poder ver filmes na tv com legenda. De fato ela não se importa nem um pouco se o filme for dublado.

    Consegui dar dois bons exemplos sem tirar o foco do meu umbigo!

    Por fim tive um colega de trabalho Alemão que me confessou que nunca ouviu a voz original do Swa#!$ger. Já que na Alemanha todos os filmes são sempre dublados. E mesmo ele um representante da classe média elitizada alemã, bom falador de inglês nunca teve esta oportunidade de realmente praticar seu inglês coitado ouvindo um “hasta la vista baby” com a voz do austríaco exterminador. Mas lá é bem melhor porque o filme é dublado em alemão, a língua de Goethe, o que dá toda uma dramaticidade filosófica aos filmes. 

    Em resumo, você pode gostar do que quiser. Mas se você quer ir contra a maré prepare-se para coçar o bolso e comprar o DVD original. Ir contra a maré no caso é ir contra o que dá mais lucro para as distribuidoras/emissoras/salas de cinema pela visão privada ou contra a visão do que beneficia a maior parte da população, e diga-se a menos favorecida, pela visão governamental, 

    []s

  • Leonardo Alcantara

    Nenhum destes nunca participou de um filme botando o carão. Oh… wait !!

  • Paulo F.

    Se querem ler um texto de algum especialista que realmente entende de cinema, recomendo que leiam este texto do Pablo Villaça sobre a dublagem.

    Os malefícios da dublagem

    http://www3.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2012/01/19/Os-maleficios-da-dublagem.aspx 

  • Fabiana_serra

    Eletista? Quer dizer que ter estudo é eletista?
    Ninguem consegue entender que a causa raiz desse problema de dublagem é pela pessima qualidade do ensino no Brasil? Que mesmo uma crianca, em fase de alfabetizacao tem que aprender a ler e interpretar texto? Isso sem falar em se esforcar…para que eu vou incentivar uma crianca a ler? Se ela pode ouvir! Alias, para que incentivar uma crianca a qq coisa, estudar, viajar, conhecer? Quanto absurdo! 
    Acorda povinho!

  • http://twitter.com/KdChikleti Hydrocodone

    Não sou anti-dublagem. Assisto com legenda porque prefiro. Odeio a voz da dublagem brasileira. Mas se estiver em grupo e a maioria quiser o dublado, aí vou eu.

  • Igor Freire

    O primeiro argumento é vergonhoso. Uma criança de 12 anos já consegue ver filme com legendas sem prejudicar o aspecto visual. E do jeito que você fala, parece que dublagem é coisa nova… Sempre existiu e ninguém nunca foi contra, o problema é que estão tirando o direito das pessoas que preferem as obras originais de verem os filmes da forma que mais lhes apetecem. Ora, ainda que sejam minoria, nao é você, Alex, que defende as minorias? Problemas de visão? Sabia que problemas de audição são mais comuns que problemas de visão, em idosos? Acho que ninguém defende a extinção da dublagem, necessaria para crianças e pra quem nao consegue ler as legendas. Mas a extinção dos filmes legendários vem ocorrendo, tanto nos cinemas quanto nos canais de tv. Se me dessem a opção de escolher sempre ou de poder ver as obras originais nos cinemaemcena eu jamais reclamaria da dublagem.

  • Pingback: Telecurso Nota Zer0 #02 – Filmes dublados X Filmes legendados | Nota Zer0!

  • Mossatto

    Texto medíocre

  • Rodrigo Carvalho

    Não tenho nada contra quem goste de assistir filmes dublados. mas quando fala que não assiste legendado por preguiça daí mando tomar no meio do cú sem enrolar. Se a pessoa ficou braba comigo peço para ela pegar a ficha entrar na fila.
    E hoje em dia o que noto é que não escolhem o mesmo dublador para cada ator. Aí que fica escroto assistir uma voz que combina com o ator original num filme e em outro é completamente diferente.
    Não que eu gostasse de escutar a voz do He-Man na boca do Arnold Schwarzenegger mas pelo menos era sempre o mesmo dublador.

  • Leandro

    O meu problema com dublagem é apenas no cinema. Se existe público pra dublado, lógico, tem q ser oferecido, o meu problema é quando tudo o que eu encontro é cópia dublada (perdi 100% o costume, simplesmente não consigo assistir, prefiro perder o filme), quando todos os cinemas brigam por esse mesmo público e esquecem de quem curte legendado, aí sim, fico puto com dublagem…

    Eu não tive nenhuma educação privilegiada, não fiz nenhum curso de inglês, só fui ter computador depois dos 20 (sendo que uso PC pra trabalhar desde pequeno). Se eu me sinto confortável hoje em ver até mesmo filme sem legenda, não foi pq eu sou de classe média ou qualquer outra generalização que vomitada aqui, eu folheei muito dicionário e abri mão do “conforto” de não ter q ler legendas. Se hoje eu sei, é pq me dispus a aprender, é pq não quis depender de outros pra entender uma língua que é tão comum na cultura que consumimos. Fui e aprendi, ao invés de bancar o coitado.

    Essa dependência de dublagem que o brasileiro tem não é nada mais que um reflexo dessa nossa mania de se inferiorizar, de se considerar coitadinho e esperar dos outros, esperar por benefícios, ajudas e heróis em cavalo branco. A maioria que vê dublado, não é pq não teve condição de aprender a ter uma leitura melhor, ou até saber outra língua, é que não está afim de aprender mesmo, não tem o menor interesse, se tivesse, via legendado e perdia um tempinho aprendendo inglês. Não é questão de classe, é questão de interesse, e o nosso interesse normalmente pende ao mais fácil, o mais confortável.

    Bom, eu tive interesse, e claro que fico puto se eu não tenho a opção de assistir da forma que eu me esforcei pra aprender. Todo mundo quer ver dublado? Legal, só me dá a opção de ver legendado…

  • Gia Andreozzi

    Um mundo dividido entre:
    Pessoas que apreciam o áudio original, além de estimular o conhecimento e prática de um idioma novo [não precisa ser ingles] x pessoas que preferem ou não conseguem acompanhar a imagem e legenda…

  • Anita

    Muito egoísmo não pensar na deficiência auditiva (legenda) ou dos que simplesmente não gostam de dublagem.

  • Aline

    Ótima matéria!
    No entanto , “inglês perfeito” é um bocado de exagero, não? Nem o próprio nativo de um idioma tem o domínio perfeito da língua (quem tem o português “perfeito”? e o que é o perfeito?), imagina alguém que a aprendeu ao longo da vida….

  • Pingback: Telecurso Nota Zer0 #02 – Filmes dublados X Filmes legendados | Nota Zer0

  • Marianna

    O certo era que houvessem opções, não? Eu não perco absolutamente nada do filme lendo legenda, mas perco o som, perco as belíssimas atuações, claro porque quem dubla não vai chegar aos pés da verdadeira atuação e não posso mais assistir filme no cinema porque são todos dublados e caricatos. Pode chamar de elitismo à vontade qualquer coisa hoje é desculpa para críticas de ambos os lados sempre negativas, se não é elistismo é populismo ou assistencialismo barato…

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4343 artigos
  • 590157 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine