Duas mentiras, das quais uma é verdade

Rodrigo Borges

por
em às | Artigos e ensaios, Cultura e arte, Esportes


Você consegue adivinhar qual das duas mentiras abaixo é verdade?

Nós gostamos de ouvir histórias. Sejam elas verdade ou não. Na verdade, quanto mais aparentemente mentirosa, mais legal costuma ser uma história.

Metade das mentiras que você conta não são verdade. Ou não.

Metade das mentiras que você conta não é verdade.

Há um episódio do Radiolab que trata especificamente disso. Radiolab é um programa de rádio da WNYC, a rádio pública de Nova Iorque. Vocês podem conhecer mais sobre o programa nessa matéria do New York Times ou, claro, ouvindo o danado.

Abaixo, você pode ouvi-lo. Ou mesmo baixá-lo como um podcast. O programa trata da Guerra dos Mundos, de Orson Welles e dura uma hora. Sei que você pode estar se perguntando “Uma hora?! Como diabos vou ouvir rádio por uma hora?”. Bem, eu costumo ouvir no carro ou quando estou cozinhando alguma coisa. Acreditem, não machuca.

Cá entre nós, eu sou um péssimo mentiroso. Sou do tipo que, ao saber que uma mentira vai ser contada pra alguém, precisa se esconder pra não ficar rindo na cara do cidadão que será enganado. É, sem graça assim mesmo.

Mas, no mundo moderno, não saber mentir é praticamente um defeito. Portanto, convoco você, um dos meus três a quatro leitores, a me ajudar. Abrace esse desafio de fazer o Rodrigo treinar para mentir por um mundo melhor.

Vou contar duas mentiras sobre esportes pra você. Só que uma delas é verdade. Mudarei nomes para dificultar eventuais buscas na internet – está vendo como é difícil mentir hoje em dia? – afinal, o importante é chegar ao fim do texto sem saber. Se depois de ler você quiser dissecar obsessivamente as histórias, tudo bem.

Valendo.

História 1: Gol de placa para a posteridade

Tem gente preocupada com o ano 12011. Sei que é meio estranho se pensar nisso, ainda mais faltando a construção de uns 10 estádios para a Copa de 2014, mas o mundo é composto, entre tantas figurinhas, de visionários. E alguns deles moram no Novo México. Obviamente, não me refiro à imensa torcida do Botafogo, da caravana de General Severiano, que se espalha por todo esse mundo em busca de um sentido na vida e preocupada com o próximo título nacional – que talvez chegue até 12011.

Os visionários neste caso são cientistas que lidam com um assunto sério: como criar registros consistentes da nossa sociedade atual para os milhares de anos que se seguirão após a nossa provável extinção. É, vamos sumir. Mas sem alarde, porque isso é coisa de muito, muito tempo.

Fato é que, quando olhamos para trás, enxergamos sociedades antigas que sumiram, mas deixaram registros. O problema é que até hoje muitos dos códigos escritos antigamente não foram decifrados. E isso enche o saco de muita gente.

Então, nossos intrépidos cientistas passaram a procurar uma linguagem universal. Algo que, independente da sociedade, do tempo e do espaço, pudesse ser compreendido.

Claro que isso é muito relativo. E, o máximo que se pode fazer, é “cercar” assuntos que nós consideramos universais. Por exemplo, o próprio ato de contar histórias. Um grupo de cientistas sugeriu criar lendas que se perpetuassem por músicas e contadores de história, a ponto de não precisarem de tecnologia, papel ou qualquer meio físico para atravessarem o tempo. Outro grupo propôs criar uma lua artificial (satélite) que ficasse girando ao redor da terra com conteúdo acessível que, após milhares de anos, cairia de volta no planeta. Mais curiosa ainda: uma proposta de se criar uma seita que ficaria responsável por guardar e perpetuar as mensagens mais importantes (cálculos científicos, realizações do homem etc.). Tipo maçons nerds, sabe?

Bem vindo ao Novo México. Estamos tentando salvar a humanidade!

"Bem-vindo ao Novo México. Estamos tentando salvar a humanidade!" | Foto: Wolfgang Staudt

Mas então, nessa busca pela humanidade na humanidade, um grupo de cientistas teve a ideia que considero mais significativa. Pode até não ser a escolhida, mas é a minha favorita: esportes.

A ciência muda. As regras sociais, o regime econômico, o clima, as notícias mudam. E, nessa mudança, tornam-se instáveis. Marcam épocas quando têm mais valor. Mas não podemos dizer que a ciência resume nossos últimos três mil anos. Ou a economia. Entretanto, tem algo que representa a sociedade humana como ninguém. Algo que prova nossa evolução, nosso crescimento. Uma invenção que reúne nossa atração pelo desafio e pela competição. Um resumo de nossa vontade de aprendizado, da nossa capacidade de levantar e ir à luta.

Se desejamos deixar uma mensagem às futuras gerações, o que seria melhor que o esporte? Histórias que se repetem. Antigos hobbies de milênios que hoje se tornam profissionais, mas seguem hobbies. Marcas de uma sociedade que chorou derrotas, sorriu vitórias e seguiu em frente até quando deu.

Registros impressos e audiovisuais seriam acondicionados em recipientes herméticos para resistir ao tempo. E, quando abertos, revelariam torcidas vibrando, atletas sorrindo, chorando, estabelecendo novos limites. Quem sabe, então, quando abertas essas caixas de história, lá por volta do ano 12.000, ao ver um drible do Garrincha, o futuro realmente reconhecesse o Fogão como o maior time de futebol que já existiu?

História 2: “Marcelo, o homem que cresceu a própria perna”

Correr é um dos esportes mais libertadores que eu já pratiquei. E é simples pra caramba: coloque um tênis (ou não) faça um alongamento e saia por aí.

Ultimamente, tenho lido muito sobre corrida. E me deparei com a seguinte história.

Som de galho quebrando, piruetas e cambalhotas na neve. Marcelo, que já foi esquiador profissional, estava “brincando” pelas montanhas de Las Leñas, Argentina. Então, por um descuido, após um salto, aterrissou em um buraco não aplainado.

Sabe o som do galho quebrando? Era a perna dele.

Sem dor, mas receoso – principalmente, por não estar sentindo a tal dor – Marcelo organizou seu resgate. Paramédicos chegam e aquele sonzinho gostoso de fíbula raspando na tíbia é ouvido enquanto o imobilizam para evitar conseqüências piores.

Vale a pena encarar a montanha.

Vale a pena encarar a montanha.

Mas vamos voltar alguns anos. Aos nove, Marcelo conheceu os esquis na Itália. Precoce e esforçado, acabaria se consagrando tricampeão brasileiro de esqui e vice de snowboard. Disputou três Mundiais e duas Olimpíadas de Inverno. O cara competia em tudo: slalom, downhill, superslalom, slalom gigante.

Em 1993, primeiro acidente grave: queda a 130 km/h no downhill. O que poderia ser uma catástrofe, revelou-se apenas um ligamento rompido e uma lesão no joelho. Nada que três meses de molho não ajudassem a recuperar. Em 1996, uma pancada de esqui rendeu um nariz quebrado.

Mas nada disso representava muita coisa após sua queda em Las Leñas. Tivesse acontecido na década de quarenta, o acidente custaria a perna de Marcelo. Mas, graças à tecnologia, aos 26 anos, ele perdera apenas seis centímetros de perna esquerda.

Segundo os médicos, era isso aí: esperar o osso se consolidar (“cicatrizar”), aprender a mancar direitinho e seguir a vida. Nada de esquiar de novo. Mas Marcelo não desistiu. Descobriu um método desenvolvido por um médico russo, chamado Ilizarov.

O que aconteceria é o seguinte: uma “gaiola” seria colocada na perna de Marcelo. O osso seria perfurado em vários pontos, todos ligados a uma haste perpendicular por parafusos. De tempos em tempos, os parafusos eram apertados para “incentivar o osso a crescer”. Anões cresciam até quarenta centímetros com essa técnica.

O problema era só a dor.

Por falar em anão... tamanho é documento?

Por falar em anão... tamanho é documento?

Imagine ter que apertar lentamente os parafusos, porque o tecido do corpo (pele) tinha que acompanhar esse crescimento. Imagine tomar banho e lavar os trinta furos com cuidado para não infeccionar. Um mês sem dormir.

Mas valeu a pena, os seis centímetros foram alcançados. Agora era só esperar seis meses para o osso se consolidar novamente. E demorou. Diversas tentativa de acelerar ou, ao menos, incentivar a consolidação foram feitas. Quimioterapia se revelou como a solução – improvável, mas eficaz.

Então, dois anos após o acidente, lá estava Marcelo em Las Leñas novamente. Não era o mesmo, mas podia esquiar. Não satisfeito, um ano mais tarde, corria a meio Iron Man de Pirassununga. E, em 2009, correndo a Maratona de Berlin, completou a prova em 2h37min58. O que, para um amador, é pra lá de invejável.

E aí, menti bem?

Qual é a verdade? Qual é a mentira?

A resposta aparece aqui em 24 horas.

Atualização

Acho que ficou meio óbvio que a primeira era mentira, né?

Então, a primeira, na verdade, é meio mentira, como você podem ver por essa matéria. A segunda história é verdade. O nome verdadeito do Marcelo é Lelo, e a história está nesse livro.

Rodrigo Borges

Rodrigo Borges não costuma falar na terceira pessoa quando se refere a ele mesmo. Tenho um Twitter meio paradão, mas estou sempre pela internet. Inclusive, sou editor do OsGeraldinos, um portal bacana sobre esportes (passa lá). Entendo o futebol como uma forma de linguagem e acabo misturando outros assuntos com ele. E acaba dando nessas coisas aí.


Outros artigos escritos por


SEPARAMOS MAIS TEXTOS PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO




O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Conheça a visão e a essência por trás do que fazemos. Queremos uma discussão de alto nível. Antes de comentar, leia nossas boas práticas. Caso deseje enviar um texto e se tornar um autor, venha por aqui.


  • Thiago

    Só li até a parte em que aparece a foto da mulher gostosa, mas creio que a primeira história é falsa.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Pesquisar não vale, OK? Então acho, ou melhor, ESPERO que a mentira seja a primeira.

  • Guilherme Rocha

    As duas me parecem mentira, mas vai lá, fico com a segunda, acho muito estranho ter um ferimento que te faz perder 6 cm de perna num acidente, e ainda ligar pro socorro. o.o

  • Guilherme Rocha

    Sem falar que jogaram 6 cm da tibia do cara fora por nada? xD

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    AAHH, essa segunda é a mentira.
    O quase nada que sei de ciência não consegue me fazer acreditar que corpos humanos (ou partes deles) possam crescer quando esticados.

    Se fosse assim, a Idade Média estaria cheia de gigantes heréticos, graças à Igreja Católica.

    • Dr Health

      O alongamento ósseo funciona da seguinte forma:

      1- Cria-se uma fratura no local que será “a fonte do crescimento”.
      2- Com isso, o osso não tem condição de sustentar carga normalmente. Aí entra o fixador, que será aplicado nos dois fragmentos, estabilizando a fratura. Isso é pré condição para que o osso “cole”.
      3- Além dessa função de estabilidade, o fixador também fará o alongamento. Para isso, interconectando a armação na parte de antes da fratura, com a parte depois da fratura, existe um sistema de pistões. Esses pistões, ao serem acionados em sentido anti horário, farão com que a parte antes e a parte depois da fratura se afastem, alargando o foco de fratura, e aumentando o comprimento do osso.
      4- É necessário deixar uns 10 a 15 dias depois da cirurgia, sem ativar os pistões. Isso para que o organismo comece a organizar um calo primário na fratura.
      5- Como esse calo primário é elástico, à medida que ocorre o afastamento gradual dos fragmentos ósseos, o calo também se estica. Nesse momento, chamamos esse calo de “regenerado”
      6- O alongamento é feito gradualmente. Cada volta do pistão aumenta o comprimento do membro em 1mm, e orientamos que o paciente faça 1/4 de volta, 4 vezes ao dia. Se fizer mais do que isso, arrebenta o regenerado, que vai se tornar uma pseudartrose (fratura não colada), e também, o envelope de partes moles (pele, músculos, nervos e vasos sangúineos) não suporta. Soube de um caso que o paciente se confundiu e deu UMA VOLTA completa 4 vezes por dia. Chegou urrando de dor no hospital… Pudera, né?
      7- Também é importante que o alongamento seja feito regularmente. Senão o regenerado calcifica, formando osso compacto, e girar os pistões só vai deformar o fixador, sem afetar o osso. Digo, afeta sim, porque vai DOER PRA *#¨#@%#%
      8- Finalizado o alongamento desejado, é só parar de rodar os pistões. O regenerado se calcificará, as partes moles se adaptarão, e o membro terá seu comprimento aumentado.

      Rapaz, a ciência médica é linda, pena que paga mal, heheheheh

      • Dr Health

        Ah, sim, os fixadores para alongamento, tanto o Ilizarov quanto o Orthofix, foram projetados para que o paciente ANDE com ele. Isso porque a carga sobre o membro é fator importante na consolidação da fratura.

        Como eu gosto de dizer pro paciente: Pode largar o pé que a galhada aguenta… E se colocar um bombril em cima, vira antena de TV!!!

      • Dr Health

        Ah, sim, os fixadores para alongamento, tanto o Ilizarov quanto o Orthofix, foram projetados para que o paciente ANDE com ele. Isso porque a carga sobre o membro é fator importante na consolidação da fratura.

        Como eu gosto de dizer pro paciente: Pode largar o pé que a galhada aguenta… E se colocar um bombril em cima, vira antena de TV!!!

      • Arnaldo Rocha

        Dr Health, tava lendo essa matéria no New York Times e só me lembrei de você.
        http://www.nytimes.com/2011/03/06/health/policy/06doctors.html?_r=1

        Tem a ver com sua última frase: “Rapaz, a ciência médica é linda, pena que paga mal, heheheheh”
        Fala sobre o que se tornou, hoje, nos Estados Unidos, a “Medicina de mercado”. Segundo a matéria, a especialidade que mais perdeu foi a psiquiatria, um médico que acompanhava 50-60 pacientes em sessões de 45 minutos 1-2 vezes por semana, hoje atende a 1.200 pessoas por 15 minutos em intervalo de meses. E a terapia de fala foi exterminada, sobrou a pura medicação.

        Sinta o drama:
        O paciente confidenciou que o filho recém-nascido tinha sérios problemas
        de saúde, a mulher abalada gritava com ele e ele tinha voltado a beber.
        Com a vida e o segundo casamento desabando, o homem disse que precisava
        de ajuda. O médico o faz parar e diz: “Peraí, não sou seu terapeuta. Poderia ajustar suas medicações, mas não acho que seria apropriado”.
        O médico virou um monstro? Não. É que os planos de saúde pagam praticamente o dobro se ele apenas drogar o paciente.
        Diz o médico: “Tenho saudade do mistério e do enredo da psicoterapia, agora me sinto com um mecânico da Volkswagen”.

        Leia a matéria, é grande mas muito boa.

      • Victor

        Uma dúvida Doc, o osso alongado é tão resistente quanto o original ou o paciente irá experimentar algum tipo de limitação? Se o cara quiser praticar esqui, corrida ou alguma outra coisa que exija bastante das pernas não vai dar merda não?

      • Dr Health

        Quando o regenerado se calcifica adequadamente, é osso como qualquer outro.

        Uma das dificuldades do tratamento é justamente avaliar a maturidade do regenerado. Não é tão fácil como parece, a radiografia é um tanto imprecisa, e podem ocorrer fraturas. 

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Obrigado, Dr.
        Eu morreria e não ia saber disso.

      • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

        E se o cara quiser adiantar um pouco o processo, e der, algo entre 5/16 e 3/8 de volta???? vai crescer mais ou mais rápido????

  • Acho que é a primeira é a mentira.

  • Acho que é a primeira é a mentira.

  • http://www.facebook.com/people/Renato-Monteiro-Barbosa/1377216285 ‘Renato Monteiro Barbosa’

    A primeira tem cara de ser mentira… E @paulorrjr:disqus é possivel sim, veja o caso daquelas mulheres “girafas” da Tailandia, elas realmente conseguem esticar o pescoço.
    Agora eu acho um pouco “absurdo”  a raça humana guardar a história através do esporte, acho que um boom parecido ao filme 2012 é mais provável..

  • http://www.facebook.com/people/Renato-Monteiro-Barbosa/1377216285 ‘Renato Monteiro Barbosa’

    A primeira tem cara de ser mentira… E @paulorrjr:disqus é possivel sim, veja o caso daquelas mulheres “girafas” da Tailandia, elas realmente conseguem esticar o pescoço.
    Agora eu acho um pouco “absurdo”  a raça humana guardar a história através do esporte, acho que um boom parecido ao filme 2012 é mais provável..

  • Bruno Elias

    Eu tinha um vizinho que tinha a perna esquerda menor. Ele, criança ainda, tinha um equipamento tipo o descrito: barras de metal transversais unidas por outros metais circundantes e pinos que saiam delas e invadiam o osso da perna. Às vezes ele ficava só com os pinos e uma haste (se a memória não me falha, afinal já se vão 20 anos).
    Ele tinha que arrochar os pinos sistematicamente, era uma dor, mas deu resultado. Chegou perfeito à juventude, não tem quem diga que aquele caboclo sertanejo do nordeste brasileiro nasceu ‘desnivelado’.

    A 1ª eu cheguei a acreditar, mas ela se entrega no final: “o Fogão como o maior time de futebol que já existiu”. Muito cara-de-pau essa.

  • Bruno Elias

    Eu tinha um vizinho que tinha a perna esquerda menor. Ele, criança ainda, tinha um equipamento tipo o descrito: barras de metal transversais unidas por outros metais circundantes e pinos que saiam delas e invadiam o osso da perna. Às vezes ele ficava só com os pinos e uma haste (se a memória não me falha, afinal já se vão 20 anos).
    Ele tinha que arrochar os pinos sistematicamente, era uma dor, mas deu resultado. Chegou perfeito à juventude, não tem quem diga que aquele caboclo sertanejo do nordeste brasileiro nasceu ‘desnivelado’.

    A 1ª eu cheguei a acreditar, mas ela se entrega no final: “o Fogão como o maior time de futebol que já existiu”. Muito cara-de-pau essa.

  • Anônimo

    Crescer 40cm esticando o osso? Ah,só pode ser mentira…

  • Anônimo

    Crescer 40cm esticando o osso? Ah,só pode ser mentira…

    • Dr Health

      O método Ilizarov realmente existe. Mas tanto tíbia como fêmur tem um limite de crescimento de no máximo 10 cm. Ou seja, uns 20cm no máximo, e francamente, eu nunca vi isso ser feito.

      Hoje em dia, com o advento dos fixadores Orthofix, o Ilizarov está em desuso. Como diz um chefe meu, foi o “legado ortopédico do comunismo”, hehehe

    • Dr Health

      O método Ilizarov realmente existe. Mas tanto tíbia como fêmur tem um limite de crescimento de no máximo 10 cm. Ou seja, uns 20cm no máximo, e francamente, eu nunca vi isso ser feito.

      Hoje em dia, com o advento dos fixadores Orthofix, o Ilizarov está em desuso. Como diz um chefe meu, foi o “legado ortopédico do comunismo”, hehehe

  • http://profiles.google.com/jhonatanbianchi Jhonatan Bianchi

    Acredito que a primeira é mentira, cientistas não gostam de esportes.

    • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

      Esse é um bom ponto. Eu acho válido a ideia de deixar um registro nosso e acredito que a ciência tenha ideias para fazer isso, mas as ideias apresentadas me parecem estranhas.

  • http://profiles.google.com/jhonatanbianchi Jhonatan Bianchi

    Acredito que a primeira é mentira, cientistas não gostam de esportes.

  • http://www.facebook.com/hdonatto Henrique Donatto

    No texto um, a primeira parte do ano 12011 não sei; entretanto, a segunda parte na qual diz que tem uma galera pesquisando a respeito de maneiras possíveis de preservar o conhecimento da humanidade isso é verdade, aliás, tem um arquivo gigantesco que rola na internet que contém o suposto “conhecimento” relevante, como práticas de agricultura, etc. Portanto, digo que o dois é falacioso, historinha de supersuperação haha

  • http://www.facebook.com/hdonatto Henrique Donatto

    No texto um, a primeira parte do ano 12011 não sei; entretanto, a segunda parte na qual diz que tem uma galera pesquisando a respeito de maneiras possíveis de preservar o conhecimento da humanidade isso é verdade, aliás, tem um arquivo gigantesco que rola na internet que contém o suposto “conhecimento” relevante, como práticas de agricultura, etc. Portanto, digo que o dois é falacioso, historinha de supersuperação haha

  • Aluísio

    Oh seus otários a segunda é a verdadeira concerteza é verdade,esse procedimento médico pra crescer existe mas só é praticado na China e é extremamente doloroso porém funciona,tem até uma edição da Superinteressante que fala sobre esse procedimento médico.

    • Dr Health

      Só na China? Negativo.

      Até no SUS se faz alongamento ósseo. Digo isso porque participei de cirurgias desse tipo quando era residente. E o INTO, referência nacional de ortopedia, do qual sou funcionário, também faz, mas com um fixador mais moderno.

      • Aluísio

        Onde eu li dizia que só fazia na China, a edição da revista é antiga e não é da área médica,tava escrito mais como uma curiosidade e não uma reportagem msm ou algo assim.

        Ah,e depois de ver a descrição de como é feita essa cirurgia e ainda por cima vc diz q já viu coisa mais bizarra,acabei por desistir de fazer Medicina,não que eu seja fresco mais por medo de errar msm,eu não tenho vocação vou deixar pra quem sabe.

  • Daniel Bulsing

    A segunda é a história do Marcelo Apovian (entreguei..)
    http://www.marcospauloreis.net/novo/relato_005.asp

  • Thiago

    A segunda é verdadeira por que estudo medicina na Rússia e essa técnica é bem conhecida por aqui…
    Aumenta-se 1 mm a cada dia ou 1 cm a cada 10 dias…

    • Thiago

      Só pra deixar claro que o 1mm é o correto e que a cada dez dias 1 cm é alcançado…

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Caraca, então é vivendo e aprendendo!
      Medicina na Rússia, @e7f3d116e6f2752ff6be3d7a8d263e3d:disqus ?
      Que massa!

      Bem lembrado, Renato.

    • Dr Health

      Verdade em partes.

      O osso não suporta mais de 10 cm de alongamento. Como expliquei abaixo, no máximo dá pra crescer 20cm, 10 na perna e 10 na coxa. Além disso, as partes moles não suportam esse alongamento todo de forma funcional.

      Novamente, o Orthofix superou e MUITO o Ilizarov. 

    • Dr Health

      Verdade em partes.

      O osso não suporta mais de 10 cm de alongamento. Como expliquei abaixo, no máximo dá pra crescer 20cm, 10 na perna e 10 na coxa. Além disso, as partes moles não suportam esse alongamento todo de forma funcional.

      Novamente, o Orthofix superou e MUITO o Ilizarov. 

  • Anônimo

    Acho que as duas são verdade…já ouvi relatos da primeira (mas se não me engano eles armazenavam as paradas na Sibéria, ou em um outro lugar bem frio desses) e a segunda me parece muito plausível.

  • Anônimo

    Acho que as duas são verdade…já ouvi relatos da primeira (mas se não me engano eles armazenavam as paradas na Sibéria, ou em um outro lugar bem frio desses) e a segunda me parece muito plausível.

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Eu acho que é mentira eu estar tentando descobrir qual é a mentira se daqui 24 horas saberei. Ou não… talvez seja essa a mentira!

  • http://www.facebook.com/people/Vini-Micorriza/100000759879163 Vini Micorriza

    Acho que as duas são verdades! ;D

  • Davi Brasil Khouri

    Nem li a primeira. A segunda é verdadeira. Já li sobre o método.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001683998983 Ana Ribeiro

    A primeira absurda, mas a segunda é mentira… Detalhes demais ;D

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Cerqueira/100001376540403 Rodrigo Cerqueira

    “…à imensa torcida do Botafogo” Ahhh assim é fácil neh meu broder… nem precisei ler o post todo!!

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Cerqueira/100001376540403 Rodrigo Cerqueira

    “…à imensa torcida do Botafogo” Ahhh assim é fácil neh meu broder… nem precisei ler o post todo!!

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      Seu sarcasmo foi o melhor de tudo até agora nesse post!

  • Dsf

    Tem uns cientistas malucos que querem deixar registros pra posteridade. E tem uns malucos que acham que o Botafogo é um grande time. Assim como tem uns médicos malucos que esticam ossos. Mas meio iron man em Pirassununga? A segunda é mentira.

  • Rods

    ah vá a merda, li esta bosta até o fim para saber da resposta daqui 24hs? Só passo por aqui a cada semana, e agora ficou o convite de não voltar, ou pelo menos não ler seus posts..

  • Dr Health

    Se eu te contasse as bizarrices que já vi…

    6cm de perda óssea é fichinha.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-David-Muzel/100000112660515 Lucas David Muzel

    A história do conhecimento humano preservado é verdade, tanto é que já tem alguns projetos em andamento.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Westinghouse_Time_Capsules – Criada em 1939, para ser aberta no ano de 6939.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Crypt_of_Civilization – Criada em 1936, para ser aberta em 8113.
    Tem também algumas que já estão orbitando o espaço:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Voyager_Golden_Record – 1977, que ficará vagando no espaço, e durará muitos anos antes de ficar inutilizável.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Pioneer_Plaque
    http://en.wikipedia.org/wiki/KEO – será lançado em 2012, e retornará na terra no ano de 52.000.

  • Supersimpson

    Já ouvi falar alguma coisa sobre a segunda história. Mas talvez ele tenha colocado algum elemento mentiroso no meio de várias verdades.
    Como não sei de nada a respeito da primeira, fica difícil opinar.

  • Anônimo

    A 1ª creio que seja mentira. Não seria muito lógico, na minha concepção, colocar imagens de esportes. As pessoas teriam dispositivos pra ver isso? Essa é a informação mais relevante que temos? Vibrar e chorar são capacidades natas, todos os seres humanos podem fazer isso e entenderiam essas coisas independente da civilização. No caso da raça humana sofrer uma adaptação que levasse a perda dessas características, quem garante que essa nova espécie poderá enxergar?

    Sei lá, penso que se fossemos colocar informações elas teriam que ser de várias formas, de modo que pudessem ser entendidas por diversoso meios. De resto, analisar uma mentira sem ver a expressão, tom de voz, tempo de resposta da pessoa é meio difícil.

  • Anônimo

    A 1ª creio que seja mentira. Não seria muito lógico, na minha concepção, colocar imagens de esportes. As pessoas teriam dispositivos pra ver isso? Essa é a informação mais relevante que temos? Vibrar e chorar são capacidades natas, todos os seres humanos podem fazer isso e entenderiam essas coisas independente da civilização. No caso da raça humana sofrer uma adaptação que levasse a perda dessas características, quem garante que essa nova espécie poderá enxergar?

    Sei lá, penso que se fossemos colocar informações elas teriam que ser de várias formas, de modo que pudessem ser entendidas por diversoso meios. De resto, analisar uma mentira sem ver a expressão, tom de voz, tempo de resposta da pessoa é meio difícil.

  • Bira

    peraí, mas a segunda história fala de um campeonato brasileiro de esqui. Isso existe? Nem neve tem aqui

  • Diego o’Bryan

    Acredito que a segunda seja falsa, 40cm é muita coisa!

  • http://www.facebook.com/people/Victor-Yago-Camilo/707979012 Victor Yago Camilo

    A primeira me parece a falsa, por ter menos possibilidade de embasamento. O esporte por si só traduziria quanto de uma sociedade? Pode até ser significativo, mas faltaria muita coisa, na minha opinião.

  • http://www.facebook.com/people/Victor-Yago-Camilo/707979012 Victor Yago Camilo

    A primeira me parece a falsa, por ter menos possibilidade de embasamento. O esporte por si só traduziria quanto de uma sociedade? Pode até ser significativo, mas faltaria muita coisa, na minha opinião.

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Borges/100000215261630 Rodrigo Borges

    É, minha gente. Acho que ficou meio óbvio que a primeira era metira, né?

    Então, a primeira, na verdade, é meio mentira, como você podem ver por essa matéria aqui:
    http://www.mentalfloss.com/blogs/archives/84797

    A segunda história é verdade. O nome verdadeito do Marcelo é “Lelo”. E a história está nesse livro aqui:
    http://arquipelagoeditorial.com.br/blog/?page_id=522

    Obrigado pelos comentários!
    =)

  • Anônimo

    Acertei! Deveria ganhar uma estrela de papel laminado por isso (igual na pré-escola).

  • Anônimo

    Acertei! Deveria ganhar uma estrela de papel laminado por isso (igual na pré-escola).

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Placa um: “EU JÁ SABIA”
      Placa dois: “FILMA EU, GALVÃO”

      • Anônimo

        A estrela de papel laminado já tava bom pra mim, mas tem que ser grande.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Placa um: “EU JÁ SABIA”
      Placa dois: “FILMA EU, GALVÃO”

  • http://twitter.com/luisrangell Bastard bar

    As duas são verdades com pequenas doses de mentiras. ;D

  • Dr Health

    Por nada, não.

    Mas por exemplo, existem acidentes que causam fratura exposta, e um fragmento ósseo de até 10 cm totalmente desnudado, ou seja, os músculos que estavam ali grudados foram descolados. Chamamos isso de osso desvascularizado.

    Deixar esse osso que não vai receber sangue lá dentro é um erro. Ele está cheio de bactérias e sem defesa, e fatalmente virará fonte de osteomielite (infecção óssea). Dá dó, mas o osso tem que ser retirado mesmo, e jogado no lixo. É preferível deixar o buraco do que tapá-lo com esse osso morto. 

    Depois faz-se um procedimento para preencher a falha, seja enxertia, alongamento ou transporte.

  • http://www.facebook.com/people/Flávio-Matos/1626263017 Flávio Matos

    eu somente ri… e verifiquei a veracidade dos fatos KKK

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 5553 artigos
  • 662678 comentários
  • leitores online