Papo de Homem

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Dr. Drinks ensina como preparar e tomar o elixir do guerreiro


Publicado por Junior WM em 05.2.2010 às 07:54 em Dr. Drinks

Depois de trabalho, trânsito, chuva, mais chuva, falta de luz no escritório e prazos nada amigáveis, resolvi que era hora de parar o mundo e observar as pequenas coisas que nosso sempre inflado ego não nos deixa enxergar.

Foi aí que percebi o quanto um simples drink feito com três ingredientes pode melhorar nossa percepção da vida.

Veja o drink que preparei para deixar minha vida um tantinho melhor após um dia apocalíptico e depois leia meus comentários.


Link YouTube | Playlist com todos os 20 vídeos do Dr. Drinks

O elixir do guerreiro

O Daikiri (ou Daiquiri) tem sua origem em Cuba, porém sua história é controversa.

No início do século XX (1905), havia uma mina de ferro próxima a Santiago de Cuba – cujo nome era Daikiri – onde trabalhava um engenheiro metido a bartender chamado Jennings Cox. Reza a lenda que uma noite estavam todos no bar Vênus de Santiago e acabou o gin, então Cox resolveu inventar alguma coisa com rum branco pra entreter os convidados.

Também existe uma outra versão pra história, muito mais nobre, que diz que o drink foi criado por Constantino Ribalaigua no restaurante La Floridita, inspirado nos soldados cubanos que lutavam contra os colonizadores espanhóis no final do século XIX e carregavam uma espécie de odre com uma mistura de rum branco e suco de limão que chamavam de “elixir do guerreiro”. Após a luta contra os espanhóis foi a vez dos americanos invadirem Cuba pela Praia de Daikiri. Sacou a origem do nome?

Receita do Dr. Drinks para um bom Daikiri

Este drink é muito simples de ser feito, como todos os grandes clássicos o são. E nem por isso deixa de ser sensual, como até o ar que se respira em Cuba.

Você vai precisar de:
• Uma taça de Martini gelada
• Suco de limão
• Rum branco
• Simple syrup (xarope simples de açúcar que ensinei no último post)
• Gelo

daiquiri-drink
Tiramos essa foto logo depois da gravação.

Adicione gelo à coqueteleira, 2 doses de rum, suco de meio limão e meia dose de simple syrup. Bate até gelar a parede da coqueteleira e sirva o drink coado sem gelo algum na taça de Martini previamente gelada.

O daikiri é um dos drinks favoritos de Ernest Hemingway (que o pedia sempre duplo quando ia ao Floridita) e de sua grande amiga, Lilian Hellman. Lilian morava em New York e era casada com Dashiell Hammet, que estava em Los Angeles quando ela tomou um porre de conhaque na noite da estreia de sua peça The Children’s Hour na Broadway (NY).

Reza a lenda que Lilian acordou numa tremenda ressaca na manhã seguinte e ligou para o marido, porém sua “secretária” atendeu o telefone. Lembrando que o marido não tinha secretária e que na hora que ligou eram três da manhã na Califórnia, a escritora pegou o primeiro voo para Los Angeles, se embriagou com tudo que pode no caminho e, chegando no apartamento do marido, se preocupou unicamente em destruir todo seu bar. Depois pegou calmamente um avião de volta.

Sobre como tornar nossa vida melhor

Já falamos sobre os aspectos sociais de beber vendo a bebida como uma forma de nos conectar ao outro. Mas você já parou pra pensar que ela pode ajudar a nos conectarmos a nós mesmos?

No dia que fiz esse vídeo, parecia que o universo inteiro conspirava para que tudo desse errado. Todos nós temos dias assim. Aqueles quando, ao chegar em casa, temos a certeza de que nunca deveríamos ter saído, de que era melhor ter dormido o dia todo.

Nada melhor para aliviar o trauma causado por um dia ruim do que um drink relaxante. Ok, muitos de vocês vão dizer quer o melhor é ir pro bar beber cerveja. Concordo, pode ser também, não tenho nada contra cerveja. Mas tenho contra o excesso de extroversão que nos cega para algo que sempre deveria estar em nosso campo visual: nós mesmos.

A cerveja é uma bebida que implica no consumo coletivo. Por ser mais fraca que os destilados, para atingir o mesmo grau de concentração alcoólica no sangue que dois ou três Daikiris, precisa-se de mais tempo de consumo. E ficar por horas a fio num bar bebendo cerveja sozinho é, no mínimo, preocupante do ponto de vista social.

O momento coletivo faz com que não paremos para entrar em contato com nós mesmos. Aqueles minutos que precisamos de introspecção para refletir sobre a real necessidade de toda tensão e estresse que nos proporcionamos desnecessariamente e nem percebemos. Estamos sempre tão preocupados com o mundo ao nosso redor que esquecemos de ter dois dedos de prosa com nossa consciência e, por isso, muitas vezes esquecemos do que e de quem somos.

escher
M.C. Escher, “Self-Portrait in Spherical Mirror” (1935)

Parar o mundo

A partir do momento que nos analisamos friamente, temos a chance de diminuir a importância de nossas emoções e, assim, mudar nossa leitura sobre a realidade. Muito da forma como enxergamos a vida é fruto do conjunto de crenças e costumes que foi plantado por nosso meio em nosso inconsciente. Ou seja, se conseguirmos, mesmo que por apenas um instante, filtrar nossos sentimentos sobre nossa visão de mundo, existem grandes chances de surgirem novas percepções.

Então percebemos que, por exemplo, uma hora no trânsito só nos incomoda porque não temos uma atitude firme diante da vida a ponto de mudar nossos hábitos ou de juntar tudo e começar uma nova vida numa cidade mais pacata.

São reflexões como essas que nos remetem aos primórdios do uso das bebidas alcoólicas: acessar uma visão superior para encontrar alguma entidade que não se manifesta de forma corriqueira, mas por um momento único, um ritual. Só que nesse caso essa entidade é você mesmo. O âmago do seu ser.

É duro se olhar no espelho com sinceridade e não gostar do que se vê. Ao mesmo tempo é necessário, pois é só conhecendo nossas falhas, sejam elas de caráter ou de conduta, que temos condições de melhorar o que precisa ser melhorado e assim, aos poucos, nos tornarmos pessoas mais evoluídas.

Engolindo os problemas

Você já parou pra questionar sobre porque uma quantidade enorme de pessoas que conhecemos fazem análise? O que elas buscam com isso?

Também fiz análise durante muito tempo e a conclusão a que cheguei é que o psicanalista é um profissional treinado para me proporcionar uma auto-reflexão e, dessa forma, fazer com que eu consiga encarar meus problemas de frente. Todos aqueles problemas que fingimos que não vemos e inconscientemente queremos afundar dentro de nós mesmos usando vícios ou qualquer forma de entretenimento, distração.

A adicção nada mais é do que uma forma inconsciente e um reflexo físico de manter dentro de nós tudo aquilo que não temos coragem de externar, tudo aquilo que não conseguimos encarar como um problema a ser resolvido. Quando bebemos além da conta, isso sai pra fora facinho, facinho. Ou alguém tem uma explicação melhor para justificar a atitude das pessoas que bebem e ligam pra ex-namorada(o)s?

orelhao
Dica: nunca deixe seu amigo ficar esperando a ex retornar a ligação.

Tornar seu dia mais nobre

Você já experimentou, em vez de sentar num bar rodeado de amigos pra tomar cerveja e literalmente jogar conversa fora, ir para casa preparar um drink e refletir sobre você? Perceba que pode começar essa reflexão de forma elevada, o que torna mais suave o confronto com seu ego.

Se você sabe preparar um bom drink e conhece sua história, já começa se sentindo conectado aos piratas ingleses do século XIX ou até mesmo aos frequentadores dos saloons do velho oeste. Suas histórias, preocupações e desafios cotidianos não mais existem, assim como as preocupações que fisgam você atualmente perderão todo o peso daqui a alguns meses ou anos. Eles nasceram, viveram, fizeram algumas coisas, beberam e morreram, assim como você morrerá em breve.

Fazer isso é também uma forma de voltar aos antigos rituais e usar a bebida como forma de proporcionar uma nova consciência em relação à vida e ao mundo.

Para tomar o elixir do guerreiro, não basta beber um Daiquiri.

Uma pergunta…

Agora que vimos a bebida como uma forma de nos levar à introspecção, a novas leituras da realidade, podemos fazer um questionamento que demonstrará claramente se nossa relação com a bebida é algo sadio e inteligente ou simplesmente automatizado, mecânico, excessivo.

O que você já aprendeu sobre você mesmo enquanto bebia?

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Foto do autor

Designer, Gremista, Maragato, por oito anos trabalhou com bares e casas noturnas. Agora conta histórias vividas atrás do balcão...

Outros artigos escritos por Junior WM

  • Daiquiri não é tipo Frozen?
  • GreG
    Ótimo post!

    Cada vez mais se consagrando como uma dos melhores colunistas da melhor revista on-line do país.


    peace
  • RenanNas
    Obs: "esperando no aguardo" ficou fera! hahahaha

    Aproveitando a correção, eu aprendi que beber em grupo sem ter o porquê, não é muito divertido. Por exemplo: Passar o dia inteiro bebendo na praia num feriado. Seria melhor fazer uma festinha e beber a ceva do dia nessa festa!
    Abraços
  • RenanNas
    Estou no aguardo pelo link do simple syrup!
    Abraços!
  • Ao ler o #27 lembrei da famosa frase:

    In Vino Veritas.

    Não escapa um. :) hehhhe
  • Juniorwm
    #28 Pablo,
    Algumas de suas observações sobre Hemingway estão equivocadas:
    Pra começo de conversa não é ela, Ernest Hemingway era homem! E o Daikiri não era seu drink favorito, ele gostava muito deste drink e consumiu-o avidamente no Floridita, porém seu drink favorito era o Mojito da Bodeguita del Medio. Não é um mojito qualquer, o da Bodeguita é único!

    Fora isso mandou muito bem, reza a lenda que ele era espião mesmo!

    Abrax
  • Daniella
    Ótimo post!
    Eu quando bebo, na primeira hora sempre feliz e divertida, depois vem o remorso, o encontro comigo mesmo! Fico pensando na vida, se é realmente o que queria seguir nela! Se as escolhas que fiz foram corretas!
    Beber é isso! As vezes bate a vontade de ligar para o ex sim quando a bebida entra na mente, mas quem não já fez besteiras quando termina um copo a mais de cerveja? Que atire a primeira pedra! SENSACIONAL o post!
  • Realmente SENSACIONAL! Acabei de fazer... tomei 3 taças. Não é a toa que esse era o drink preferido de Hemingway. Aliás, pra quem não sabe, Hemingway foi espião norte-americano em Cuba. Talvez tenha sido lá que ela conheceu o Daikiri! Sabia disso Dr. Drinks? Abraços!
  • Foda o post!
    Acho que um dos melhores do Dr. Drinks! Valeu!
    Daikiri é muito bom mesmo.
    Você podia fazer posts especiais com tipos de bebida também, como por exemplo, bebidas com rum, com vodka, etc
    (...)
    Aprendi que mesmo sendo gente fina, posso ser muito escroto e FDP... e que esta parte costuma ser mais evidente quando bebo.
  • #21 - Lucas,

    já procurou em casa de utensílios domésticos? Normalmente tem por lá, ou então em tabacarias, sempre vejo pra vender.


    #22 - Carol Romano,
    venha por aqui toda sexta, sempre temos "boas novas"!

    #23 - IGUARÁ,
    absinto demais faz mal filho!

    #24 - Camilo,
    não é forçado não, é que sou contido mesmo, rs. O vídeo do xarope ainda não teve sua edição completa, deve sair essa semana!

    #25 - l.,
    admiro sua coragem de admitir isso. É um ótimo começo rumo à maturidade, rs.

    Abrax a todos, vcs são foda!
  • l.
    Eu aprendi que sou uma criança e ciranças nao sabem lidar com bebidas. de fato
  • Camilo
    Conteúdo sensacional! Artigo+vídeo nota mil!!! Só uma coisa: o "sensacional" ficou meio forçado... eu achei pelo menos rsrsrsrs

    Tenho uma dúvida: em qual vídeo ensina a fazer o xarope de açucar? Faça um vídeo ensinando, para a galera referenciar melhor. Também um vídeo ensinando a fazer o xarope de gengibre. Tenho certeza que a galera vai curtir bastante.

    abraços
  • IGUARÁ
    Dr. Drinks
    Desculpe se eu o evito é por mim mesmo e pelos meus; incrível seu poder de sedução assim como o álcool a droga institucional da sociedade no final do segundo seculo e inicio do terceiro.
    A hipocrisia é a arte de quem sabe esperar e a sociedade espera auto-evolução para regulamentar o uso de substancias que não possuem na cultura do seu uso, contribuição ao fisco mas o bebum não, esse pela minima complexidade relevante foi o escolhido por Reis para deleitar a massa no processo de atendimento das atenções para a dominação.
    Por um sentimento de sobrevivencia segui-se aos formadores de opinião que interressam-se neste publico criando uma massa de um aglomerante e aglomerados de todos tamanhos e formas isso nos faz viver essa vida de olhos no umbigo.
    Eu digo que conheço muita Gente, pessoas que se não bebessem seriam gradientes da evolução da sociedade pelo carater e lucidez (hick) que possuem embriagados.
    Os indios não souberam contribuir com a arrecadação e a baixissima complexidade na obtenção do atalho ilustrativo do insismesmar e ocio e na evolução da sociedade e enquanto não houver paridade no tratamento o seu drink vai ser fantastico.
  • Opa, depois do Dr. Jack, Dr. house e alguns outros da telona, eis que surge Dr. Drinks e seus comparsas...adorei! Boas reflexões regadas a goles de primeira e muita despretensão, na medida certa! Parabéns Drs.
  • Lucas
    Aí, curti demais!

    Tem dado mais conteúdo ao post, e além de ensinar drinks, está mostrando coisas que um homem de verdade deve saber.

    Dr Drinks, fica meu problema: Não consigo achar parar comprar a Coqueteleira e o dosador, tem alguma indicação? São Paulo - capital

    Valeu, tá muito foda a coluna!
  • minduim
    E essa agora... um expert em drinks e filósofo. E nem precisa bater na coqueteleira.
    Nesta aridez de texto provocativos nos blogs que perambulam pela rede, é ótimo ler algo que aumente o rtimo da sinapses, que dá um beliscão nas emoções e junta alguns cacos que sempre se quedam sueltos todavia.
    Poderia me espalhra mais já estou com meu caderno de desenhos, minha lapiseira 0,9, a caminho da minha terapia etilico/parceristica.
    Lá vou resolver os problemas do mundo... pelo menos tentar e continuar aprendendo e bebendo, bebendo e pensando, pensando e falando, falando e escrevendo... opa isso está ficando com cara de papo de beldo, né não
    Minduim
  • Hmm vero vero.. bebidas e charutos produzidos pré-revolução. De fato o sabor é outro, saudosista até.

    Mas que há romantização sobre a situação atual, há. :P

    A propósito, quando você disse que prepararia uma bebida com 3 ingredientes pensei se tratar da bebida que gosto, mas acho difícil ver algum dia publicada aqui. Mas quem sabe um dia.
  • Juniorwm
    #12 - Helga Maria,

    também conheço o Generación Y, porém acho que a visão dele sobre a realidade cubana não se encaixa nem no espirito e nem no contexto histórico dos drinks lá produzidos, visto que estamos falando do começo do Século XX, quando ainda nem se falava em Che ou Fidel.

    #14 - Luc,
    concordo plenamente, apenas sugiro usar o momento de relaxar com um drink para uma análise mais profunda de si mesmo, e não que a análise precisa de um drink para acontecer.


    #15 - Rafael Rendeiro

    Valeu cara!

    Abrax
  • Rafael Rendeiro
    Os artigos do Dr. Drinks estão ficando cada vez melhores. Aliás, estão muito do caralho!

    Nunca li, ouvi ou pensei nessa sua visão da bebida. Nem imaginava que ela podia ser usada como um ritual. Algumas pessoas usam incenso, outras rezam e outras bebem, mas tudo como uma forma de elevar a visão.

    Agradeço muito pelos "novos" olhares que você está expondo. :D
  • Eu acho que nós não precisamos da bebida para nos conectar a nós mesmos... só um pouco de reflexão....
  • Juniorwm
    #9 - Diga,

    Valeu garoto! Só está melhor porque vocês dão um feedback sincero de tudo que temos feito aqui desde o começo!
  • Opa opa, post do Dr. Drinks melhor que a media. Vamos aos comentarios:

    "Este drink é muito simples de ser feito, como todos os grandes clássicos o são. E nem por isso deixa de ser sensual, como até o ar que se respira em Cuba."

    Olha, depois que ouvi relatos de pessoas que visitaram Cuba (e foram além do roteiro para turista ver), ouvi falar um pouquinho mais sobre o fanfarrão Che, fui estudar História Mundial (pra um concurso, confesso) e, mais importante, passei a acompanhar o ótimo blog Generación Y (de uma jornalista cubana contando a verdade de como é viver lá) passei a achar Cuba cada vez MENOS sensual e romantizada. Cuba só é lindo pra quem não mora lá.

    Que massa a posição da Lilian Hellman, hhaahhaah. Vinganças femininas são ótimas.

    Fazer análise é tudo de bom. Afinal: se você não consegue fazer a análise da sua vida sozinho, nada melhor do que a ajuda de um profissional qualificado (sem vínculo emocional com você e com sua permissão para mexer nas feridas mais profundas).

    Eu bebo, de fato, para esquecer dos problemas. Ok, na verdade é só a intenção inicial. Aaaaí vou me acalmando, botando as ideias no lugar e aí pensando melhor.

    COm a bebida eu aprendi a reconhecer o meu limite e, mais importante, a não ultrapassá-lo. Ok, só quando eu tenho amigos que cuidem de mim se eu passar do meu limite (mas é raro). Um porre ou outro são altamente necessários na vida. E só.
  • Juniorwm
    #5 - Gustavo,

    o gomme syrup é o mesmo simple syrup que usamos, porém com a adição de uma pequena quantidade de goma arábica, que deixa a textura mais firme, não influencidando nada no sabor.

    Você encontrará a goma em qualquer casa de produtos de confeitaria e terá apenas um drink mais denso.

    Abrax
  • Diga
    Bebidas e reflexão de vida... Nunca pensei nisso antes. Sua coluna está cada vez melhor. Ponto.
  • Nunca tive o hábito de tomar drinks, no máximo algumas cervejas diferentes do comum para experimentar, e essa coluna está sendo uma ótima porta de entrada pra essa nova experiência.

    Gostaria de saber qual a música que está rolando de fundo no vídeo.
  • Lucas Henrique de Souza (Rocco
    Grande Doc Drinks!!!!


    ótimo drink...esse eu aprendi num jogo da minha infância (não sei por que tinha a skill "shake a drink" num jogo infantil...mas continuemos). Alem desse, aprendi faze screwdriver, e tequila sunrise. Tive uma infância feliz =]

    ahahaha

    mas sobre sua pergunta... uma vez... deitei na rede da varanda de casa... com um copo de rum e o narguilê aceso... e fiquei vendo a chuva... deu uma sensação de conforto e de realização mui grande... fiquei pensando com meus botões por horas... deitado na rede... mas nada de introspecção. Eu já tenho minha opinião formada pra vida desde muleque.


    sobre drinks que induzem a auto-reflexão, eu conheço um que é bem contraditorio no ponto de vista da sociedade. O chá de cogumelo. Eu nunca tomei (ainda), mas já conversei com pessoas que tomaram, já li relatos e tudo mais. Todas me disseram a mesma coisa. O "poder" do chá joga na tua cara as coisas do seu subconsciente. Alguns dizem que você precisa estar "realizado consigo mesmO". Por isso tem gente que diz "tem loco que toma chá de cogumelo e não volta mais da brisa". As vezes, essas pessoas não aguentam a pressão de certas coisas da sua própria existência e acabam se entregando. São coisas pessoais né. Vai de cada pessoa.

    valeu dr drinks!! como sempre... a melhor coluna do PdH!!!! ahahaha
    e mais uma vez eu faço a ti um pedido. Domingo que vem (ê carnaval!!) é meu aniversario. Cê tem algum drink especial para comemoração de aniversariO?


    abraçosss!
  • GilzaoFolador
    Aprendi que bebendo eu esqueço dos meus problemas pessoais e do trabalho. É como se eu estivesse em um mundo totalmente diferente onde nada importa alem de festejar, estar com os amigos e ser feliz.

    Creio que hoje, Sexta-Feira, vai ser um dia assim. Beber para esquecer.

    =]
  • Andrew
    Demais Dr.!

    Já fiz algumas vezes o Black Russian para beber em casa, apenas para curtir o silêncio.
    Depois deste artigo, preciso fazer mais disso. E aprender mais com o processo.

    Texto fantástico!

    Abraço!
  • Gustavo
    Sem dúvidas um drink pra relaxar no fim de um dia tenso é sempre bem vindo. Geralmente, o meu preferido para essa ocasião é um martini seco.

    Sobre a pergunta, acho que o álcool, que logo sobe à cabeça nessas situações, me ajuda a parar de pensar um pouco nesses pequenos problemas que nos cercam. Eu paro pra pensar mais sobre a vida, e como melhor aproveitá-la, sem estresse.

    Além disso, uma pergunta que talvez você saiba me responder Dr... Onde eu arranjo o tal do gomme syrup??? Já havia pensando em fazer esse daiquiri anteriormente, mas a receita oficial do IBA vai gomme syrup, e não o xarope normal de açúcar. Não encontrei nenhum lugar que venda.
  • Danilo
    Antes de tudo, parabéns pelos últimos artigos. Esse novo ponto de vista sobre as bebidas é muito legal e aprender um pouco de história sobre isso não faz mal a ninguém... hehehe

    Quanto à sua pergunta, bebendo (drinks num bar, não só cerveja... hehehe) aprendi que a vida pode ser mais leve, mais divertida, mais apaixonante, mais completa. O ponto principal é você levar consigo essas reflexões para depois que o efeito do álcool passar, e ter coragem de colocar seus pensamentos em prática, sem ficar remoendo ideias e sofrendo por coisas que você tem todo o poder de mudar. Bola pra frente!

    abraço e sucesso!!
  • gustavo
    parabéns pelo novo enfoque dado a coluna!
    e muito legal esse 'merchan' pro autoconhecimento vindo em um espaço aonde isso, normalmente, não ocorreria. hoje em dia, a arte do 'ócio', do tempo disponível para não fazer nada - e com isso pensar um pouco sobre si mesmo - está cada vez mais em extinção.

    parabéns, também, pelo drink. eu gosto de rum branco, comprarei os ingredientes pra testar o daikiri
  • Creio que todos começam a beber com os amigos no bar, mas acho que poucos fazem algum drink, ou bebem sozinhos em suas casas, exatamente por acharem que bebida é muito mais para meios sociais do que solitários. Eu mesmo tenho um pequeno bar (que eu mesmo fiz) em meu escritório, que bebo algumas coisas ao decorrer dos dias, sozinho, refletindo sobre a vida.

    Acredito eu, então, que a bebida realmente leva à introspecção, como você disse, mas não só ela. Muitas coisas levam a nos conhecer nós mesmos, porém, com um drink, o caminho fica MUITO mais fácil, já que o álcool no sangue faz diminuir a inibição, até nos fazendo pensar mais claramente sobre o que nos incomoda, ou qualquer fato da vida, deixando de lado as crenças que nos prendem, a teimosia que nos fixa e assim por diante...

    E, respondendo sua pergunta, eu aprendi comigo mesmo que eu SEMPRE devo seguir meus instintos, que as vezes faz mal pensar muito para tomar alguma atitude que fica martirizando na cabeça. Com a bebida isso foi mais fácil de entender. (lógico que eu digo coisas não absurdas, hehehe).

    Abraços! ^^
  • Marcos Barretta
    Boa Comedor de papelão!!!!

    bjunda. (coisa de macho)
  • Adriano
    Eu aprendi que não importa quantidade ou qualidade de bebidas eu não me altero =D
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