Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Dinheiro: um outro modo de usar

Eduardo Amuri

por
em às | Artigos e ensaios, Cabana no PdH, Trabalho e negócios


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Saio de casa às 8 da manhã. Desço até o subsolo, abro a porta do carro, que me leva onde quero ir, mesmo eu não tendo a menor ideia de como um motor funciona. No caminho para o trabalho, paro na padaria. Como se fosse mágica, antes que eu tivesse que me preocupar em fazer uma massa de ovo e farinha, um pão com manteiga surge na minha frente.

Já tava assim quando eu cheguei

Saio da padaria e dirijo. No caminho, parado no farol, um rapaz limpa o vidro. Na empresa, encaro uma lista de problemas que não eram meus, mas que agora são. Dispenso, em função deles, uma atenção que poderia ser dada aos meus amigos, a minha família ou a qualquer hobbie que eu por acaso queira. A noite me encontro com alguns amigos em um bar. Levanto a mão e um garçom vem até mim. Digo o que quero e em poucos minutos tenho um belo prato na minha frente. Volto para casa, vejo um seriado. Na TV, pessoas bonitas fingem ser outras pessoas. Decoram falas, encenam e eu dou risada. Poucos minutos depois, durmo.

Este foi meu dia.

Foi como se eu tivesse um pó mágico no bolso. Um pó poderoso. Com ele, fiz com que um cara saísse de casa, assasse alguns pães, cortasse, passasse manteiga e me servisse. Mobilizei centenas de operários, para que juntassem parafusos e pedaços de metal em um fábrica abafada e construíssem um carro para mim. À noite, me fiz de rei e fui servido como tal. Era só levantar a mão. Por fim, pessoas encenavam fatos engraçados na minha frente, me faziam rir. Montes de energia movidos a meu favor.

Esse artefato mágico existe. Chama-se dinheiro.

Propósito (queremos dinheiro, é isso?)

“Queremos vocês ocupando altos cargos gerenciais, que nos convidem para a inauguração das filiais das multinacionais que estão dirigindo, que se sintam pessoas completas, preenchidas e satisfeitas.”

Lembro da coordenadora do colégio em que estudei dizendo algo parecido com isso, tentando nos motivar para uma turbulenta maratona de vestibulares. Aquilo fazia muito sentido. Era aquilo que queríamos, naquela época e hoje. Uma vida repleta de prazeres, uma conta bancária entupida de dinheiro, um carro extremamente caro e uma carreira de sucesso. Queremos escolher roupas sem olhar o preço, escolher destinos sem cotar passagens e ter uma TV que ocupe a parede da sala inteira. Mentira.

Queremos ser felizes. Por um lapso, acidente, personalidade, criação, contexto ou panorama mental, acreditamos que o faremos bem vestidos, assistindo TV numa tela imensa, com uma viagem para uma ilha paradisíaca marcada.


Link YouTube | É exatamente isso que a gente quer. Casa (grande), comida (farta) e roupa (cara) lavada. Além de carro, mulher, fama, ouro e uma cama gigantesca

Queremos algo que não tem preço, uma sensação de preenchimento, de ausência de ausência. Com a busca frustrada, vamos nos virando sobre esse buraco, desejando mais, sonhando com o próximo degrau, com o próximo aumento, em criar uma empresa, em ter tempo de sobra para ler, assistir filmes e fazer churrasco. Tentamos materializar nossa felicidade, racionalizá-la, para que nossa busca por uma receita finalmente termine.

Pense na sua carreira até aqui. No seu primeiro trabalho e no quanto você recebia para fazê-lo. Em algum momento, o seguinte pensamento deve ter passado pela sua cabeça:

“Quando eu receber X mil reais por mês, aí sim. Aí sim eu vou ter grana para realizar meus sonhos, levar uma vida boa e parar com essa correria desenfreada.”

E esse salário chegou. Mas o relaxamento e a sensação de realização não vieram junto com o novo holerite. Seus sonhos mudaram, seu padrão de vida mudou. Agora você quer um carro melhor, apartamento maior, mais viagens. E a vida segue.

Enxergar nossa ambição como materialismo vazio é uma visão bem limitadora. É possível expandir mais.

O dinheiro como treinamento

Em posse de uma visão menos turva, o dinheiro passa a ser um meio extremamente hábil, uma plataforma para a realização de projetos e sonhos. É como se ele servisse de corrimão, de apoio para que cada setor caminhe melhor.

Praticamos esportes para mantermos nosso corpo em forma, consumimos cultura e nos relacionamos para mantermos uma mente sadia, nada mais justo do que administrar bem o que temos no bolso para potencializar nossas relações, viabilizar nossos projetos e impulsionar nossas vidas na direção desejada.

Tão importante quanto a ação é a motivação que faz com que o ímpeto surja. É necessário descontruir a visão padrão, para que algo melhor ganhe espaço:

“Você pode fazer um chá e apenas fazer um chá, escrever um texto e apenas escrever um texto, dar uma palestra e apenas dar uma palestra, limpar sua casa e apenas limpar sua casa. Ou pode aproveitar cada ação para se engajar em algum treinamento, para desenvolver qualidades corporais e mentais que serão utilizadas em muitos outros contextos.”

(Gustavo Gitti no texto “O método do Sr. Miyagi”)

Sr. Miyagi, após ler um texto do Gitti

Podemos pagar 100 reais para uma diarista, para que ela mantenha a casa arrumada, como se fosse uma simples troca: dinheiro pelo serviço feito. Ou podemos despender esses mesmos 100 reais enxergando nisso um investimento, acreditando que um ambiente limpo e organizado nos favorece de diversas formas, acreditando que eu posso empregar as horas que gastaria limpando de uma maneira que me favoreça ou agrade mais. Academia, empreendimento, aula de inglês, cinema, boteco.

Na primeira visão, pagamos por preguiça, somos escravos, dependentes. Ao invés de utilizar o dinheiro para avançar, presentamos nossa criança mimada com um doce, para que ela pare de chorar e o desconforto da casa suja não incomode mais.

O dinheiro como feedback

Além de servir como corrimão e logística para a maneira como nossa vida está sendo conduzida, a nossa relação com o dinheiro serve também de termômetro. As mesmas aflições que sentimos ao andar pelo shopping aparecem também no nosso ambiente de trabalho, no nosso círculo de amizades e na maneira como nos posicionamos perante as discussões do dia a dia.

A mente aflita que não se controla e gasta mais do que deve na loja de eletrônicos é a mesma que não deixa o outro terminar de falar, não escuta, não relaxa e anseia pelo depois, incessantemente.

Quando recebemos uma bonificação da empresa em que trabalhamos, imediatamente surgem necessidades imprescindíveis, vontades inadiáveis que precisam ser sanadas. É quase uma agonia. É a mesma urgência que nos acomete quando executamos uma tarefa e o reconhecimento não vem. Se já trabalhamos tanto, se sofremos tanto, parece natural nos julgarmos merecedores de um agrado.

Nossa relação com o dinheiro

Considerando o dinheiro como uma ferramenta de apoio para nossos projetos, faz muito sentido tentar entender como nos relacionamos com ele atualmente. De que maneira enxergamos os recursos que nos são confiados?

Uma boa relação com o dinheiro não necessariamente significa ter tudo organizado em planilhas, embora ter controle sobre o que entra e o que sai seja um excelente ponto de partida.

Organizar o caminho é justo e preciso, mas há que se olhar tudo que está ao redor

É necessário identificar se estamos investindo os recursos que recebemos na direção em que desejamos que nossa vida caminhe. Estime quanto dinheiro você ganhou no ano anterior. Você pode fazer uma conta de padaria, multiplicando seu ordenado mensal por 12, ou analisar seu imposto de renda.

Vamos supor que, nos 12 meses passados, você tenha recebido 36 mil reais. Deste montante, quanto você aplicou na realização de sonhos, de coisas que você sente que contribuíram para seu desenvolvimento, que valeram a pena? Quanto do que você recebeu foi aplicado de modo a servir de base para o caminho que você quer seguir? Quanto foi empregado na manutenção do seu padrão de vida, para que o teto fique onde está e para que você se mantenha estável?

Esse último é um valor importante. É ele que vai segurar as pontas enquanto estamos focados no que realmente importa, no que nos dá prazer.

Same old story

Sobram referências internet afora. Gente com uma cacetada de gabarito abordando o tema “finanças pessoais”, propondo soluções, paliativos e metodologias. Tem tudo para funcionar, mas falha.

O método padrão é muito simples:

“Defina seus objetivos de curto, médio e longo prazo, estime-os e coloque-os em um espaço de tempo viável. Pronto. Agora é só poupar o valor determinado, periodicamente.”

Mesmo num horizonte curto, de 1 ano, oscilamos demais. Fiquei por quase 6 meses bolando uma viagem de um mês para o Canadá. Na época era estagiário, recebia R$ 1200,00 por mês e precisava de mais de R$ 7500,00 para viajar. Pensava na viagem todos os dias. Eu sabia o quanto precisava poupar por mês, a motivação era muito válida, mas a execução do plano simplesmente não engrenava. Sempre após uma semana difícil, surgia uma pequena viagem, uma compra imprescindível, um jantar caro, e o depósito mensal pró-viagem era adiado. Além do mais, pensava eu, o que seriam 200 ou 300 reais, quando estamos falando de quase 8 mil?

A coisa só andou quando eu dei dois passos para trás e quebrei a missão em pequenas tarefas. Ao invés de pensar no valor total, foquei em comprar apenas a passagem. Os R$ 300,00 gastos em uma compra aleatória, que antes representam uma parcela muito pequena dos R$ 8000,00, agora significavam quase 20% da minha passagem. Era muito mais fácil recusar programas e passar ileso pelas vitrines pensando dessa forma.

Com dinheiro na mão, a gente não ouve, a gente não enxerga, a gente não fala. Só gasta

Construir uma planilha de Excel (ou anotar seus gastos em um caderno) é uma parte pequena processo. A maneira como nos posicionamos é que dita quão longe o plano chega.

Do que você sente falta em textos sobre dinheiro?

Além de ter uma motivação muito clara, fracionar o projeto (o problema, a missão, a vida) e de fazer correlações pouco usuais (uma balada vale 6 almoços?), quais outros rituais ajudam a manter o foco mais estável? De que maneira vocês têm encaixado o dinheiro como viabilizador, como parte de um processo maior?

Tenho um respeito imenso por quem trabalha com educação financeira atualmente. Alguns, inclusive, já escreveram por aqui. Mas ainda acho que nos perdemos. Muito. Em algum ponto desvirtuamos, mandamos as planilhas pro inferno e vamos preencher os vazios com moedas.

Que método você já tentou utilizar e que não funcionou? De que maneira você enxerga o dinheiro na sua rotina? De que maneira você gostaria de lidar com seu dinheiro para além do jogo econômico usual?

Quem já leu bastante sobre finanças e na real nunca mudou sua relação com o dinheiro? Do que vocês sentem mais falta? O que gostariam de entender ou saber fazer? Quem aqui não aguenta mais esse papinho sobre propósito, motivação, planejamento e disciplina?

Além de toda a parafernalha tradicional (um bom discurso, um filme motivacional com uma música tocante de fundo e uma planilha), o que falta para que o dinheiro deixe de ser problema e vire parte integrante da sua jornada?

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Eduardo Amuri

Fascinado por cultura, viagens, pessoas e mudanças. Estuda a relação do homem com o dinheiro e dedica-se a entender de que maneira nosso potencial financeiro pode ser utilizado para transformar nossas vidas. Está para o que vier. | www.amuri.com.br


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  • Rodrigo Cambiaghi

    Amuri,

    O maior passo que dei na minha vida financeira foi admitir que eu não sei guardar dinheiro e portanto, precisava delegar essa tarefa para quem soubesse.
    Resolvi isso em um dia indo até o gerente do meu banco e dizendo:

    “Quero que todo dia 5 quando cair meu salário vocês debitem R$ X da minha conta corrente e apliquem num fundo de investimento.”

    Continuo não sabendo guardar dinheiro, mas o sistema do banco ta pouco se fodendo se eu tenho um jantar caro, viagem inadiável ou compra imprescindível.

    • http://www.facebook.com/people/Amauri-Braz/100002095426593 Amauri Braz

      Rodrigo, a 2 anos comecei a aplicar 20% da minha renda em um fundo de investimento privado, tomei uma atitude parecida com a sua, deu certo por exatos 12 meses, prazo de carência estipulado pelo banco para resgate total do investimento, até hoje não consigo me lembrar o porque resgatei a grana e nem como gastei, sinto que fracassei comigo mesmo.

      • Eduardo Amuri

        Não vejo muito que fazer além de começar de novo, sem culpa.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

      Cara, deixar o banco cuidar do seu dinheiro é uma opção cômoda, mas cara. Por que você não faz assim, acredito que todos os bancos tenham isso: todo mês, no dia que você recebe seu salário, um valor X vai automaticamente pra poupança. Enquanto isso você vai estudando outras formas de investimento e quando tiver determinado valor acumulado, investe. As taxas que os bancos cobram para pequenos investidores dificilmente vale a pena, e educação financeira é algo válido pra vida toda.

      • Eduardo Amuri

        É isso ;)

      • Rodrigo Cambiaghi

        Sim sim, essa foi a medida inicial e drástica que me “livrou” de um mau hábito. Hoje eu me adaptei a passar o mês com X a menos na minha conta.
        Recentemente diversifiquei meus investimentos em curto e longo prazo e criei uma regra para mim mesmo que o dinheiro poupado só pode ser gasto com ativos.

        O tratamento de choque tem funcionado viu?

    • Eduardo Amuri

      Cambi,

      É uma solução paliativa, que te coloca numa situação melhor do que a anterior, onde você não guardava nada. Mas está longe de ser a ideal, certo?

      O gerente certamente está aportando seu dinheiro no fundo que faz mais sentido… para ele. Mesmo sem saber qual seu banco, posso te afirmar com certeza que existem opções melhores.

      Hoje você está ai, galanteador, com dentes fortes e namorando uma moça bonita, ou seja, você vive plenamente bem sem esse dinheiro que o gerente está tirando da sua conta. Porque não faz um novo teste e se propõe a buscar opções menos drásticas e automáticas?

      Abraço.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        @eduardoamuri:disqus quais seriam essas opçoes menos drásticas? Estou no mesmo nível que o @jubareba:disqus.

        O meu irmão está investindo em lotes e imóveis na planta, sempre achei isso um risco, mas enfim, ele fala que não.

        Qual a sua sugestão?

        Abs.

      • Eduardo Amuri

        Independente do que seu irmão diga, é um risco. Existe uma chance de algo não se comportar exatamente como ele quer que se comporte, portanto, é risco. Se for controlado, maravilha. Se ele estiver ciente disso, maravilha.

        Eu precisaria entender algumas coisas antes de dar um pitaco mais certeiro. Qual o perfil, idade, renda, previsão de retirada do dinheiro, dentre outros. Se eu chutar, seria igual eu recomendar uma compra de roupa sem conhecê-los antes. Chance de errar é imensa.

        Considerando que aqui não é um bom lugar para expor as informações todas, proponho:

        @jubareba:disqus qual o nome do produto que sua gerente aplica seu dinheiro? Se você me passar o nome, eu consigo buscar as características e te sugerir algo mais rentável, com menos taxas de administração e integrante da mesma categoria.

        @BrisaFeliz:disqus vamos ter uma série caudalosa de textos sobre finanças por aqui, com certeza os primeiros deles vão falar sobre reserva de emergência, primeiros (realmente primeiros) passos para escolher um investimento, etc. Para quem não tem tempo para dedicar fortemente ao estudo das opções, existem fundos muito interessantes no mercado. A partir do tópico “fundo”, se desdobram sub-categorias. Fundo renda fixa, multimercado, ações, dentre (muitos) outros. Vamos esperar a resposta do Cambi, eu tenho quase certeza que o fundo que a gerente recomendou é um renda fixa ou multimercado. Podemos discutir a partir daí, enquanto não saem os primeiros artigos. O que acha?

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        Grata, querido.

        Continuarei acompanhando suas dicas.

        Abs.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

    Eu estou na fase de vestibulando e estimo uma vida financeira de sucesso. Pra muitos, ganhar muito dinheiro com a profissão basta como motivação, pra mim não. Eu sou o cara que questiona para que diabos preciso saber o nível de oxidação. No meu caso, não importa quantos zeros estejam no final da minha conta, a forma que eu tenho para chegar até a faculdade me desanima totalmente

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Amauri, você acha que ganhando 1200 por mês vale mesmo a pena juntar para uma viagem de 8 pau?
    Respeito seu objetivo, mas discordo.
    Acho que você poderia deixar essa viagem para para um momento que pudesse arcar com esse custo com mais tranquilidade.
    Lógico que é minha experiência de vida falando, eu mudei muito em relação à isso. Sou contra gastar mais do que se ganha, mas também sou contra abdicar de tudo por um objetivo.
    Sei que não vamos ganhar muitos ouros olimpicos com esse meu pensamento, mas não sei até que ponto correr atrás do pote de ouro do outro lado do arco-íris traz mais benefícios do que prejuízos na nossa vida.

    • Eduardo Amuri

      Se você encarar como “uma viagem de 8 pau, lazer, bagunça”, não, não vale. Se você encarar como um investimento, uma experiência no exterior, sim, vale muito. Foi um período da vida que rendeu frutos. Foram 8 ou 9 meses de privações controladas que refletem em como minha carreira se alavancou até hoje.

      Me abriu muitas portas, explodiu minha cabeça. Tenho plena convicção que minha vida profissional não estaria onde está se eu não tivesse investido pesado em cultura.

      Investimento não é só bolsa de valores, tesouro direto, etc.

      O que pensa sobre? Como você faz para classificar seus objetivos como “esse é compatível com meu salário”, “esse não”?

      • http://www.facebook.com/antonio.t.filho Antonio Teixeira Filho

        Ainda… Acho que a aplicação do conceito “não gastar mais do que se ganha” não está muito correta. O não gastar mais do que se ganha, aplica-se no mês a mês, despesas fixas. No exemplo citado, foi feita uma poupança para viabilizar uma situação. Assim como se faria com a compra de um carro ou apartamento, por exemplo…

      • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

        O princípio da Economia é justamente recursos finitos para necessidades infinitas. Acho difícil racionalizar isso, depende de muitos fatores. Mas por já ter me ferrado em relacionamentos e negócios, aprendi que não vale a pena juntar todas as energias para um só objetivo. Funcionou para mim. Não tenho o máximo em lazer, não invisto tudo que eu posso, não tenho o melhor carro possível, não frequento os melhores restaurantes, não comprei o melhor presente que poderia para minha namorada. Mas acho que consegui equalizar tudo isso de forma satisfatória sem ter que abrir mão de nada.

  • Luciano

    O dinheiro sempre tem um propósito melhor. Mas dinheiro é combustível, alimentação, sexo, bem estar, educação, segurança, auto estima. Dinheiro é tudo. Não ficamos 10 minutos do nosso dia sem o dinheiro estar influenciando no nosso meio. A cama que dormimos , o celular ao lado, o relógio , a roupa , o computador que digita, a ida ao parque, o tempo que passa e os centavos que ganhamos , ou deixamos de ganhar. Muitas poucas ações hoje fazemos sem que o dinheiro tenha participado. Acho que começa por ai, se desapegando de tudo que o dinheiro faz. Não radicalmente, mas apenas para a sobrevivência…..ahhhhhhh mas não vamos ficar sem nossa janta boa com a namorada, ou sem o motel , ou passeio de carro, ou a balada cara com os amigos, estamos deixando de viver daí! Sim, mas aprendemos a viver dessa maneira, e agora é um conforto que não abrimos mão perdendo a chance de direcionar melhor o dinheiro em nossas vidas.

    Planejamento a longo prazo de verdade , 30 anos, é uma excelente estratégia.

    Parabéns pelo texto. Do caralho, mesmo.

  • Bandeira

    Dinheiro na mão é vendaval… É muito e ao mesmo tempo tão pouco.

    • Eduardo Amuri

      Ok, mas o que fazer para que o dinheiro deixe de ser “vendaval”?

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Texto muito interessante, cara. Eu sempre me pergunto qual é o valor de viver em função do dinheiro. Aliás, fico pensando em qual é o valor que as pessoas dão ao dinheiro, no sentido de ‘aonde eles investirão isso?’. Tem gente pão dura, como o meu pai. Mas tem quem prefira gastar bem numa balada. Gastar um valor “pequeno” umas 10x. Essas 10x poderiam equivaler a uma viagem bacana de alguns dias. Faz parte, vai de cada um. O importante é que o valor, independente do destino, seja gasto com essa filosofia de ‘valeu a pena’ (apesar de a concepção de ‘valeu a pena’ ser bem subjetiva huauahau).

    É muito fácil gastar, e também sou um merda pra administrar o que ganho. Até tenho alguma disciplina e evito grandes gastos, mas vou gastando um pouquinho aqui e um pouquinho ali, até ver que não consegui economizar muito. Quando voltei pra São Paulo, há uns 5 meses, fiz uma projeção babaca e simples de ‘quero que minha conta bancária cresça x todo mês’. Começou dando certo. Aí comecei a namorar e a sair mais. Adeus projeção. Dois meses seguidos sem alcançar o esperado, e agora fiz um investimento que saiu mais caro do que eu planejava. Em resumo, ao invés de trabalhar com aquela previsão antiga, terei que replanejar tudo considerando esses novos fatores, como namoro etc hahaha

    Tento, também, adaptar meus anseios à minha realidade. Você falou de uma viagem de 8 mil dinheiros em uma época na qual ganhava 1,2 mil dinheiros. Muita gente planeja esse tipo de coisa na vida, mas é surreal querer fazer rapidamente algo que custa mais de 6x o seu salário, principalmente quando nos tornamos mais responsáveis por nós mesmos e viver começa a custar bem mais caro. Por outro lado, achei bem interessante essa questão de planejar por partes. Não dava pra ter aplicado isso em minha aquisição recente, mas prestarei atenção nas próximas vezes em que planejar gastos…

    • Eduardo Amuri

      Guerra,

      Acho natural sua necessidade de planejamento. Não vejo problema nisso. Em um dia, você estava solteiro, focando no próprio umbigo. No outro, você estava namorando, planejando coisas junto com outra pessoa. Se nossa vida muda com essa facilidade, sem aviso prévio, é normal que nossos horizontes financeiros acompanhem.

      Vejo dois pontos importantes ai:

      - Excluir a culpa: Seus planos não funcionaram, certo? Comece de novo. Não tem porque falar deles com esse pesar. Reprojete. Essa “culpa” nos desmotiva, faz com que pensemos que a projeção não serve pra nada, que não prestamos para administrar o que recebemos, etc. Tudo piração.

      - Guardar espaço para o imprevisto: Por mais que você comece de novo, e de novo, e de novo, relaxar e entender que algumas situações fogem do nosso controle é bem útil. Ou seja, vale a pena afrouxar o cinto na revisão das suas projeções. Não vale a pena colocar metas que te sufoquem. Seja realista. Vá se desafiando aos poucos. Isso vai eliminar o “sentimentozinho” de frustração que as vezes surge quando não conseguimos chegar no ponto que nos propomos.

      E, por ultimo, sobre o que você falou sobre “ser surreal fazermos rapidamente algo que custa mais que 6x nosso salário”. Não precisa ser rapidamente, certo? Considerando que há a consciência de que é algo que vale a pena ser feito, não vejo problemas em ter planos para 6, 12, 18 meses. Saudável, até.

      Faz sentido para você?

      Bem interessante os pontos que você levantou.

      Abraço.

      • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

        É bem por aí, Amuri. Como não tenho o costume de planejar direito, certas vezes vem aquele peso de ‘porra, gastei mais do que devia por relaxo’. Mas no final das contas sempre valorizo o pensamento de ‘por que fiz isso, e o que posso fazer a partir de agora?’. Isso já me fez mudar a postura com alguns gastos…

        E sim, os planos não precisam ser apressados. Mas sei que, quando a pessoa fica muito empolgada com algo, quer que aconteça logo, e é por isso que muitos ficam desesperados para atingir essas metas… no caso do meu investimento recente, eu acho que levaria menos tempo para fazê-lo se tivesse planejado tudo (foram anos), mas de qualquer jeito não me sacrificaria só pra comprar a parada. Isso não é saudável. Não adianta parar de comer só pra sobrar alguns reais a mais por dia, por exemplo (apesar de que reduzir e mudar a alimentação é cogitável aeheuah…). O problema maior pode ser o ímpeto que as pessoas têm pra atender a esse anseio.

        No mais, tô pouco me ferrando pra imprevistos! hauhaeuhuae shit happens, tanto quanto surpresas boas rolam (como o meu namoro). Gasto mais, mas estou mais feliz. Acho que isso basta. O fundamental é não viver no mundo da Lua achando que nunca rolará alguma merda, né?

        Valeu pelo texto, sensacional.

        E Marcos, essa é uma boa ideia, cara. Acho que vou arriscar separar um tempinho do fim de semana pra começar a organizar tudo, e aí, semanalmente, por exemplo, dar uma olhada no andamento dos planos. Valeu pela ideia.

      • Eduardo Amuri

        Acho que você tem um ponto interessante quando diz que “gasta mais, mas é mais feliz”. Mas vale a atenção.

        Seu salário vai aumentar e suas responsabilidades também. Descartar os imprevistos e pensar que “shit happens” vai ficar cada vez mais dolorido.
        Não precisa se tornar um maluco obsesseivo, mas vale a pena se planejar para viver bem. Você vai continuar gastando e continuar sendo feliz.

        E obrigado pelos elogios.

        Seguimos o papo!

    • Marcos

      Eu acho que vc pode dedicar alguns minutos na sua semana para pensar, planejar e controlar seus gastos.
      Assim vc não precisa “viver em função do dinheiro”, não vai pensar nele na hora de gastar (tá planejado) e pode replanejar sempre que algo começa a tomar um rumo diferente (tá controlado).
      Eu gasto 1 hora da minha semana controlando o que foi gasto e (re)planejando o que vem pela frente, se alguma coisa vai ter que ser adiada ou pode ser adiantada.

  • Flávio

    Vou deixar minha pequena contribuição…

    Tenho uma planilha no Excel com gastos resumidos (salário – líquido, fatura, modem 3g, saques que fiz) e tenho uma visão de pelo menos uns 3, 4 meses na frente. Não precisa ser atualizada A CADA COMPRA no cartão que você faz ou a cada saque, mas sou um cara que gosta de viajar, então já dá pra ver HOJE se eu vou ter grana pra viajar quão mais próximo da data estiver. Não é só o controle que me ajuda, a previsão da grana lá na frente também dá uma força.

    Outra coisa é que quando a situação fica mais apertada, de acordo com as previsões acima, eu dou férias forçadas ao meu cartão de crédito. É difícil andar sem ele por ai e voltar a era do dinheiro vivo (eu sei), mas, ainda moro na casa dos meus pais, então peço a grana pra gasolina da moto e almoço em lugares mais baratos, quando não trago comida de casa. Enfim, grana não é infinita, e se eu gastei demais num intervalo de tempo, nada mais justo do que gastar “demenos” em outro.

    Parece fácil só dizendo, mas não é… por “férias forçadas” quero dizer ser embalado em papel com frases hostis escritas debaixo de 3 livros de 400 páginas que tenho no meu guarda-roupa. Disciplina exige alguns métodos dolorosos de vez em quando…

    • Eduardo Amuri

      Interessante o método. Tenho amigos que colocam o cartão de crédito num copo com água e enfiam no congelador ;)

      Dúvida, Flávio: se você não tivesse esse amparo dos seus pais para quando sua situação aperta, como seria?

      • Flávio Sousa da Vitoria

        Olha – numa analogia básica, seria fazer uma conta de quanta grana eu precisaria pra um determinado período de tempo pra necessidades básicas, colocar uma gordura pequena, e, bem, tentar viver só com aquilo. SÓ e ponto. O problema é o risco inerente com adversidades (carro quebra / sem cartão isso fica um problema mais complicado). Mas dá uma oportunidade interessante de visualizar realmente quais são seus custos básicos indispensáveis. Se você consegue passar uma semana com 50 reais pra TUDO, parabéns – se você não precisa menos que 500, tá na hora de rever algumas coisas, não?

      • Eduardo Amuri

        Não entendi. Minha dúvida é se você agiria dessa maneira se não tivesse a tranquilidade do amparo dos seus pais.

        Sobre os imprevistos, um bom conselho, ao meu ver, é provisionar.

        É fato que seu carro quebrará pelo menos uma vez por ano. Raro gastar menos de 500/ano com manutenção. Então, ao invés de tratar como um gasto apartado, surpresa, vale a pena contar com isso na hora do seu orçamento mensal, ou seja, separar 50 ou 60 reais por mês como se fosse um montando destinado a “imprevistos” (agora entre aspas) com o carro.

        O mesmo vale para diversas outras categorias de gastos.

        Já experimentou?

      • Flávio Sousa da Vitoria

        Ah sim, não havia entendido sua pergunta. Confesso que a tranquilidade não seria tanto a mesma – mas acredito que acabaria agindo da mesma forma. Acredito que talvez, sabendo que estou por mim mesmo, ela teria uma eficácia melhorada visto que bem, não há pra aonde correr e tem um sonho a ser realizado. (ou divida a ser paga, enfim, depende do momento). Mas eu agiria assim também, mesmo sem apoio dos pais. Como tantos outros por aqui, aprendo bem só quando sofro na pele!

        E não, não experimentei, mas tenho depósito programado na poupança para essas ocasiões – só tenho uma idéia do montante que tem lá propositalmente, pra quando houver necessidade, ter um colchão pra cair em cima – sabendo até onde posso cair. Se eu precisaria chegar em casa pra buscar a provisão guardada mensal pra pagar um guincho, eu posso tirar o cartão de sua prisão e sacar a quantia da poupança. Ah, e eu sou um pouco mais duro na quantia – todos recomendam 20% da renda bruta, eu reservo 30% da renda liquida.

      • Eduardo Amuri

        Então, a provisão de gastos é BEM diferente da reserva de emergência. Ter a reserva (“o colchão para cair morto”) é muito importante também, mas eu me referia a organizar pequenos fundos destinados a despesas que não são tão óbvias, mas que também não podem ser classificadas como imprevistas. Por exemplo: 50 reais por mês, para que quando rolar aquela ralada na lateral do carro, o gasto não atrapalhe tanto seu fluxo mensal.

        Vale a experiência.

      • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

        Uma coisa interessante: também moro com meus pais, daí que minhas despesas são muuuuito reduzidas. Sempre pensei que não há como me meter em dívidas deste modo. Mas descobri que não com a minha irmã. Ela também mora e consegue dever horrores ao cartão de crédito porque vai se metendo em parcela atrás de parcela… Me dá desespero só de ouvir ela falando naturalmente que “entrou 200 na conta dela, daí ela paga o mínimo do cartão”.

    • Fellipe Melo

      Meu método forçado foi perder o cartão, há uns dois meses que estou sem ele, e tem sido muito melhor pra administrar minhas finanças, daqui há três meses não terei mais débitos no cartão de crédito e quero permanecer assim o máximo que puder!

  • Nélio Oliveira

    Nossa relação com dinheiro é assunto pra livros e mais livros (basta ver as prateleiras abarrotadas de “autoajuda financeira”).

    O dinheiro é um MEIO, não um fim em si mesmo. É INSTRUMENTO pra alcançar a liberdade, não a liberdade em si. Quando se tem liberdade (a.k.a. independência financeira) se tem a liberdade inclusive de NÃO GASTAR, e optar por uma vida “monástica”, com a certeza de que essa postura não impactará a nossa sobrevivência e tampouco a sobrevivência daqueles que dependem de nós.

    O melhor conselho que se pode dar pra quem deseja alcançar a independência financeira e, em consequência, uma melhor relação com o vil metal, é o já batido mas eficiente PAGUE A SI PRIMEIRO. Ou seja, não poupe o que sobrar. Poupe o que for possível e viva com o que sobrar.

    • Eduardo Amuri

      “Nossa relação com dinheiro é assunto pra livros e mais livros (basta ver as prateleiras abarrotadas de “autoajuda financeira”).”

      É esse meu ponto. Não precisa ser dolorido desse jeito. Se fosse simples como pregam os livros de auto-ajuda, não existiriam milhões de pessoas atoladas em dívida, cheque especial, etc.

      Além do que está na prateleira de auto-ajuda e do “pague primeiro a si mesmo”… o que mais te ajuda?

      • Nélio Oliveira

        Olha, me ajuda ter sido pobre e passado necessidade, ter tido um pai e uma mãe com seis filhos pra criar (e olha que sou o caçula, o que menos passou perrengue).

        Quando eu era moleque eu gostava de gibi de heróis, mas não tinha dinheiro pra comprar. Então eu ia e voltava a pé pra escola e vendia os passes estudantis. Sempre consegui ter um nível de poupança alto, de tal maneira que, nas diversas fases da vida, nunca tive dificuldades em ter o que queria (considerando o nível de gastos em cada fase da vida, pra ficar claro).

        Mas mesmo hoje, com a vida já encaminhada, não perco alguns hábitos. Por exemplo, pelo menos uma vez na semana eu venho trabalhar de transporte público (gasto de seis reais em vez de vinte). Mais pra manter contato com o que é o NORMAL do trabalhador comum do que pra fazer diferença no patrimônio, é verdade, mas nem por isso menos importante.

        Outra coisa que ajuda, mas só depois que se tem alguma estabilidade, é a aptidão pra correr riscos, que pode remunerar MUITO bem e alavancar o patrimônio. Afinal, a diferença entre RICO e RISCO é só um S (ou $… rs…).

      • Felipe Cardoso

        1 dia por semana com transporte público? e isso não tem nada a ver com o rodizio MESMO???

      • Nélio Oliveira

        Onde eu moro não há rodízio.

  • Marcos

    Controle:
    Eu uso um conceito semelhante no controle dos gastos, padrão de vida e extra. Aliás, gostei da forma como você descreve os gastos, um tipo para nos manter nesse mundo moderno e outros são as “extravagancias”.
    Plano:
    Sou capitalista. Ou junto uma grana com um objetivo. Ou compro e vou pagando ao longo do tempo. Sempre com um planejamento do que posso pagar. Tento ao máximo as formas sem juros. Requer disciplina.
    No fim desse ano estou terminando de pagar um sonho realizado. Me descontrolei um pouco a 5 meses atrás. Acabei acumulando 2, 3 parcelas para os meses seguintes, não foi nada bom, tive que deixar muita coisa de lado. Acertei os ponteiros e tudo caminha para a concretização no tempo certo agora.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

    quero comprar uma les paul e uns pedais, e comecei a me interessar mais pelo instrumento e a tocar violão vendo o slash… em novembro tem um show dele, que só o ingresso é 200 reais.. afinal, ele quer ou nao que eu compre minha guitarra? pq assim a coisa nao anda…

    • Eduardo Amuri

      Ele não quer nada relacionado a você, Vitor. Ele quer fazer o show dele, entupir o camarim de “hot brazillian girls” e ser feliz.

      Dúvida, você já está no ponto em que comprar uma Les Paul realmente vai ser algo relevante?

      Se sim, se for algo que realmente te dá prazer, e que você pode arcar sem que isso impacte negativamente os outros projetos (profissionais, culturais, qualidade de vida, etc), acho válido.

      Se não, eu ponderaria comprar uma não tão cara.

      O que acha?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        Então Eduardo, já pensei também em comprar algo mais barato. Mas há pouco tempo vi uma Les Paul de perto, e cara, foi de arrepiar. Acho que essa seria uma ótima conquista, serviria até como um “projeto”, exatamente por ser uma Les Paul, uma daquelas que vejo na mão dos meus ídolos… mas estou vendo como as coisas se encaminham. To procurando investir mais em experiências que em coisas, e como deixar de ir a um show do slash pra comprar uma guitarra mais cara por causa do cara não é exatamente uma ação inteligente, estou disposto a comprar algo mais barato, se isso me possibilitar ver o cara de perto.

      • http://www.facebook.com/people/Helio-Junior/100000148732272 Helio Junior

        Uma coisa que um professor meu falou, mudou minha maneira de ver, nunca tinha parado para pensar: Você pode ter o melhor equipamento do mundo, mas quem faz a arte é a pessoa, não o instrumento.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        Até certo ponto sim, cara. Mas é uma ilusão achar que qualquer equipamento de esquina passe perto de algo com uma (MUITO) maior qualidade… e eu não quero a Les Paul apenas por ser de maior qualidade, mas também por ser o instrumento que os caras que eu admiro usaram ou usam..

      • Fellipe Melo

        Certo, quem faz a arte é a pessoa, mas quão bom seria o som de um Jimi Hendrix tocando uma guitarra strimberg, com uma zoom 505, numa caixa pré-amplificada oneal? Ou Buddy Rich tocando numa bnb?
        Se o cara não toca nada não importa a qualidade do instrumento, mas pra um bom músico ser bem interpretado, ele precisa de um bom instrumento pra se expressar bem.

      • http://www.facebook.com/people/Helio-Junior/100000148732272 Helio Junior

        Quem sabe? Talvez eles se adaptariam o estilo ao equipamento, mas aí já não seria o Jimi que conhecemos. É complexo!

  • http://www.facebook.com/jessica.marola Jessica Marola

    Ótimo texto! Eu planilho meus gastos, mas saber de onde vem e para onde vai não ajuda muito se no fim do mês vc não se sente realizado, satisfeito com a situação em que se encontra. Eu trabalho desde os 15 anos e hoje posso dizer que apesar de não ganhar muito, soube investir o meu dinheiro. Conheci lugares lindos que estão bem pertinho, no Brasil mesmo, o inglês está fluindo e a facul quase no fim. Acredito que o importante não é o quanto vc ganha e sim o que vc faz com o seu dinheiro para que ele se torne rentável em sua vida. Ele age a seu favor ou através de vc? Tudo isso conta.

  • Vítor Moreira Barreto

    Cara, já tentei usar esses programas tipo Organizze e planilhas. Mas acabo achando que sou frenético demais e largo o controle, mantendo na cabeça. Fico oscilando entre ter dinheiro para gastar e entrar no especial.

    Seu texto deixou um ar de “vem por aí”, que estou ansioso para conferir.
    O texto é otimista, fiquei feliz.

    • Eduardo Amuri

      Tem muita coisa legal para abordar e a ideia é justamente essa: abrir espaço. O grande lance é que precisamos de uma inteligente coletiva para não cair num blablabla comum. Podemos falar sobre planilhas, investimentos, etc.

      Mas o que mais vale a pena ser abordado?

      Que tipo de conteúdo podemos produzir, do tipo que não se encontra em qualquer site sobre finanças pessoais?

      • Vítor Moreira Barreto

        Quando se fala em investimento já sinto calafrios. Apesar de saber que é super importante, eu preferia conseguir investir em uma viagem no fim do ano, por exemplo. Já seria um bom começo. Quando eu conseguir fazer uma viagem, imaginar quitar o carro, talvez consiga me organizar o suficiente para ter minha previdência ou ações…

      • Eduardo Amuri

        Acho que vai deixar de ser um bicho-papão quando você realmente entender que isso é parte da sua rotina, que interfere diretamente na sua qualidade de vida, nas experiências que você vai ter e proporcionar para quem te rodeia.

        Muitas vezes é o caso de dar dois passos para trás e contemplar a situação. Falar sobre investimentos, ações, previdência, etc seria a cereja do bolo.

        Seguimos ;)

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Antes de fazer algum gasto, eu me pergunto se ele é absolutamente essencial e necessário. Se for, pago sem pensar muito.

    Se não for, me pergunto o quanto de aborrecimento aquele gasto pode me trazer. Por exemplo, se eu cogitar a compra um violão novo: eu terei tempo de toca-lo? A grana vai fazer falta em outra área? Será uma compra que vai valer a pena mesmo ou eu vou empatar dinheiro num elefante branco? Essa despesa vai me trazer, de tabela, outras despesas? Vou me aborrecer aprendendo violão ou serei feliz?

    Costumo fazer essas perguntas antes de fazer gastos grandinhos

  • http://www.facebook.com/Daniel.Pregioni Daniel Pregioni Castro

    “….o que falta para que o dinheiro deixe de ser problema e vire parte integrante da sua jornada?”

    No meu caso, a resposta eu obtive com apenas 1 palavra!

    MONAVIE!

    • Rodrigo Cambiaghi

      Sério mesmo? só escuto histórias terríveis dessas empresas de marketing piramidal.

      • http://www.facebook.com/Daniel.Pregioni Daniel Pregioni Castro

        Sim, a maioria das pessoas que se dá mal nisso, é pq encara essa oportunidade como um MILAGRE, algo que elas não vão precisar se esforçar e do nada vão atingir ganhos altos, viajar e ser feliz pra sempre…..

        Conheço algumas empresas do ramo, já fui convidado para várias, e nunca me interessei pela maneira de trabalhar, sempre tinha que me arrebentar pra vender de porta em porta, sou Advogado, que tempo tenho eu pra isso….

        Quando fui apresentado por um amigo a Monavie, aí sim eu vi futuro, é um Plano B, vc desenvolve nas horas vagas, e com a mente voltada para um retorno a médio prazo, +-6 meses!

        Vc apenas faz o marketing para a empresa, pq ela não iria te pagar por isso? e sim, vc está trabalhando para a empresa, e para os seus amigos, sempre pensando nos seus amigos, no próximo, naquele que acabou de embarcar nisso, todos vão e se esforçam pra ajudar akele novato a obter sucesso, sinceramente, qual ramo que vc vê uma maneira de trabalho como esta? eu nunk vi isso me nenhum Multinível, foi só por isso que eu resolvi tentar, e ademais, não precisei pagar taxas pra empresa, apenas comprar akele Kit inicial que é 100% produto, e eu já estava comprando suplemento para meu treino na academia, e gastando muito, agora, eu tenho suplemento a preço de custo, com muito mais qualidade doq os do mercado tradicional (indiscutivelmente superiores), e ainda tou obtendo renda com isso, tenho amigos de longa data, amigo pra toda hora mesmo, que estão atingindo ganhos Absurdos, que eu nunk pensei que seria possível, pra mim foi uma maravilha hehehehe!

        Putz, ficou parecendo até akele papo de sempre de todo multinível =/ mas deixa eu ser mais sincero. Eu duvidei de quase tudo, como sempre (sou cético e quase tudo pra falar a verdade), mas, com um mercado virgem aki no Brasil, eu pensei assim…. “Mesmo que eu esteja entrando numa pirâmide pura, vou estar quase no topo, então, vou tentar, porque não? o máximo que pode acontecer, é eu ter comprado meus suplementos a preço de custo.”

        Bom, não vou ficar aqui fazendo propaganda e tal, acho até que me alonguei demais!

      • Rodrigo Cambiaghi

        Ok, acho que foco da discussão aqui não é Monavie nem Herbalife.

      • http://www.facebook.com/Daniel.Pregioni Daniel Pregioni Castro

        Caraca, fiz bagunça e não consigo editar kkkkkkkkkkkkk

  • http://www.facebook.com/anacarolinaguerreiro Ana Carolina Guerreiro

    Entendo que só quando você passa por uma situação realmente desconfortável relacionada ao dinheiro (desemprego, perdas financeiras por flutuações nos investimentos econômicos ou a realização de uma meta – ex. aquisição de imóvel), é que você se dá conta de que não precisava ter titubeado e cedido diante dessas aflições que você mencionou no texto. Como tudo na vida, quem já teve muito, não se contenta com pouco – quem já teve cobertura não se contenta com o apto do 5º andar. Viagens inadiáveis, compras desmedidas em shopping, jantares caros…tudo é tirado de sua vida, no entanto você consegue sobreviver. Você sofre, sente-se por baixo, mas sobrevive e sinceramente, até adquire uma MATURIDADE antes não vista. E aí se pega lembrando do quanto era feliz com tão pouco na época de estagiário, por ex. Já tive experiência com investimentos diversificados, com controle de gastos em planilhas, porém como você mesmo afima: “nos perdemos”. Então vejo que, hoje me dia, a melhor forma de otimizar meu dinheiro é tentar controlar a ansiedade e diferenciar o que é essencial e o que é supérfluo na minha vida…sem ser extremista, claro. Adorei o texto, leio sempre o site, mas nunca havia comentado nada aqui. Parabéns!

    • Eduardo Amuri

      Interessante os pontos, Ana. Bastante aplicáveis em vários setores da vida.

      As coisas parecem fáceis quando já passamos por elas. Então aparece esse sentimento de “porque me preocupei tanto?”. De todo modo, na ocasião, a coisa era de fato um monstro.

      Você parece bem lúcida com relação a rigidez do controle. Em qual medida costuma praticar? Controla todos os gastos? Anota? Separa dinheiro mensalmente?

      Curioso para saber como você encara a parte prática do processo ;)

  • http://www.facebook.com/polyana.galligani Polyana Galligani

    Acho que devemos ter consciência e prioridades. As vezes achamos um absurdo uma pessoa gastar com roupas (por exemplo) ou com eletronicos, mas para ela, aquilo naquele momento é a sua prioridade…e no fim, ao mesmo tempo que criticamos, gastando um absurdo com decoração de casa, mimos para criança ou sapatos. Gastar, comprar, dinheiro não é problema…isso é mercado, sistema…o problema é quando perdemos o controle e gastamos mais do que ganhamos.
    Eu, aprendi a definir meus planos de curto e medio/longo prazo e para dar mais vida e entusiasmos tenho uma poupança e uma foto ilustrativa para cada plano de longo prazo. Talvez pareça loucura, mas tem dado mto certo…por exemplo: tenho uma poupança para a minha casa azul, com direito a uma foto da tal casa..uma poupança para minha viagem para a Europa com direito também a uma foto dos lugares e assim vpor diante. Além disto, tinha um caderno com meus gastos que recentemente substitui por uma planilha no excel. Talvez a poupança da casa azul nem vire a casa azul mas a laranja, ou um apartamento….talvez a poupança da viagem vire uma mudança repentina de cidade…o mais importante é criar o hábito e sem neuras. O objetivo não é ser avarento…longe disto…mas ter controle do seu dinheiro e não ele de você. Do resto Eduardo, acho que queremos sim uma vida com mais conforto mas não podemos achar que é só isso…e nem ignorar…a felicidade é muito complexa e cada um tem a sua definição e seus motivos. O que seria a felicidade? Provavelmente oscilaremos nas definições entre eu comigo mesma e eu com os outros…mas o que faz você levantar todos os dias e ir para a empresa, encarar uma lista de problemas que não eram seus, e aceita-los como seus…dispensando, em função disto, atenção que poderia ser dada aos seus amigos, a sua família ou a qualquer hobbie que por acaso gostaria é também o pó mágico…você também está servindo…é o sistema!!

    • http://www.facebook.com/people/Amauri-Braz/100002095426593 Amauri Braz

      Polyana, quando li seu texto achei muito interessante, meus parabéns pela sua determinação, mas por outro lado me surgiu uma dúvida, você disse que tem uma poupança para cada objetivo que você almeja, certo! a dúvida é: quando você sai para uma eventual balada; restaurante; sorveteria, etc , você aceita dividir a conta ( como uma verdadeira mulher independente, que lutou por seus direito e não fica dependendo de homens ) ou acha que é da responsabilidade do Homem, eu digo isso porque vejo varias amigas minhas que se gabam dizendo que consegue poupar dinheiro, mas não aceitam pagar uma bala, vejo que assim fica fácil poupar, Por favor não veja como uma ofensa, é somente uma dúvida.

      • Eduardo Amuri

        Belíssima pergunta. Acho essa questão “relacionamento x dinheiro” fantástica ;)

      • http://www.facebook.com/polyana.galligani Polyana Galligani

        Amauri, vc esta certo, poupar encostando no outro é facil, mas este não é o caso. Eu não só aceito dividir a conta, como divido…no entanto não nego que me agrada a atitude do homem que, esporadicamente, resolve pagar a conta, não pelo dinheiro, mas pela atitude que interpreto como cortês. Por isso é importante incluir na planilha os gastos fixos, entrando presentes, cinemas, restaurantes etc. E Amauri não pense que sempre controlei bem meu dinheiro, pelo contrário…era resistente a planilhas, achava preciosismo e chato…até que uma hora tive que olhar para isso, assumir as rédeas do contrario a gente até pode ganha mais, mas não sai do lugar e hoje ainda continuo aprendendo. Qto a suas amigas, diga a elas que alguem lá atrás resolveu rasgar o soutien, e desde então este discurso de responsabilidade do homem tem ficado cada vez mais arcaico…sendo substituido por gentileza e delicadeza…pelo men os é esta a minha opinião.

  • http://twitter.com/RCNobile Rodrigo Nóbile

    Tenho 21 anos, e nunca ganhei dinheiro. Realmente me sinto mal pensando assim, nunca tive dinheiro ganhado por trabalho meu, nem um centavo.

    Logo estarei terminando a faculdade, e antes disso estarei fazendo estágio, e não sei qual será minha relação com dinheiro. Mas tenho uma idealização de como será, nunca exagerar, nunca buscar o que não convém, veremos.

    Não entendo de banco, cartão, investimentos, ativos e passivos, mas posso brincar de comentar as pequenas ações do cotidiano.

    Pagamos pelo que não precisamos, por comodismos que nos deixam alienados e nos tiram aprendizado. Como no exemplo do texto, muitas vezes pagamos para que limpem nossa casa, sem considerar que limpando teremos uma certa evolução pessoal do próprio ato de fazer, além de ter uma contemplação diferente da casa limpa.

    Importante é sempre pensar no que fazemos, sair da zona de conforto, e de vez em quando, fazer uma bagunça gigante na cozinha para assar um pão, em vez de comprarmos pronto e nunca entender como é a jornada diária de uma figura tão comum como o padeiro.

    • Eduardo Amuri

      Tenho algumas curiosidades com relação a expectativas. Se não se importar de responder, podemos seguir discutindo:

      - O que vai mudar no seu padrão de vida quando você passar a ser um assalariado?

      - Como você imagina que vai ser sua ascenção salarial?

      - Quanto você acha que precisaria ganhar para se decidir a comprar um carro?
      - Quanto você acha que precisaria ganhar para que o seguinte pensamento surja: “Não sei o que fazer com meu dinheiro que eu ganho”.

      Obrigado pelo comentário.

  • Rick

    O melhor texto do PdH até hoje!

    • Eduardo Amuri

      Do que gostou, Rick? O que me diz com relação as questões que o texto propõe?

      • Rick

        Cara eu me identifiquei muito com a sua escrita, você conseguiu traduzir em palavras a talvez situação mais comum hoje em dia, a de constante instisfação com o presente, a de idolatração do dinheiro. Você conseguiu mostrar o que É o dinheiro, um meio para o fim de tudo que fazemos: a felicidade.

        Vou transmitir seu texto a todos que conheço. Parabéns!

  • Thiago Di Rosato

    “A felicidade é um momento fugaz dentro da infelicidade”, já diizia o filósofo Alemão Arthur Shopenhauer em seu livro “A metafísica do amor” já dizia que a felicidade ada mais é que um momento fugaz na infelicidade. Tu pode ter todo o dinheiro do mundo para poder viajar, ter carros luxuosos, mulheres desejáveis, etc. Vai chegar um momento (e não vai demorar muito) em que tudo vai ficar desinteressante, pois o teu sistema de recompensa não será mais acionado. É pelo próprio descontrole que muitos idiotas, filhos de ricaços, acabam por se integrar ao mundo do crime e das drogas.

    “Não importa o que você tem, mas o quão você controla a sua mente. O mundo é pura ilusão!”

    • http://www.facebook.com/jonathancbatista Jonathan Batista

      “A felicidade é um momento fugaz dentro da infelicidade”

      Não será possível atingir um estado de equilíbrio mental onde tais anseios e neuroses não nos atinjam mais?

      Já que sabemos dessas insatisfação não é possível ver quando ela surge? Não é possível desconstruí-la e (talvez) notar como ela não tem fundamento?

      Se tudo é pura ilusão não seria a infelicidade também outra ilusão?

      Um abraço.

      John

  • RodrigoG

    Ótimo texto, Amuri! Gostei principalmente dessa parte:
    “Quando eu receber X mil reais por mês, aí sim. Aí sim eu vou ter grana para realizar meus sonhos, levar uma vida boa e parar com essa correria desenfreada.”

    Se não começarmos a realizar nossos sonhos AGORA não adianta esperar X anos pra receber um salário Y, comprar um carro Z ou uma casa no bairro A para sermos felizes.

  • http://www.facebook.com/people/Edson-Maruyama-Diniz/100000197168023 Edson Maruyama Diniz

    Eduardo, achei seu texto muito bom, mas um pouco mais do mesmo. Digo isso porquê já lí infinitos textos sobre o mesmo tema e poucos me fizeram questionar e mudar minha relação com o dinheiro. Acho que o seu foi um dos poucos a ter a ousadia de realmente dizer que este modelo de orientações não surte efeito.
    No meu caso, o dinheiro me dá uma certa raiva. Talvez porquê ele não seja o suficiente para as coisas que eu quero. Eu tenho os meus gastos controlados em uma planilha e tento manter um fluxo constante de poupar os excedentes. Tem funcionado, mas a que custos? Às vezes, parece que a vida se esvai nestes momentos que você está poupando.
    Minha dúvida é em relação aos gastos extras. Como fazer quando as suas contas estão redondas e, do nada, surge outra demanda como um doença, o carro que quebra ou um evento imperdível que não dá pra adiar?
    Aquele abraço, EZ!

    • Eduardo Amuri

      Muito obrigado pelo comentário sincero. De coração. Essa visão mais crítica é muito importante. Mais do que todas as outras.

      Vou levantar alguns pontos que talvez te ajudem a vislumbrar o que não está tão explícito no texto.

      1) Se os seus ganhos não atendem o padrão de vida que você gostaria de ter, acho que faz bastante sentido investir em um plano profissional consistente, que vise uma renda maior. Com isso, me refiro a investir em setores que te valorizem, aumentem seu passe junto ao mercado. Aprender uma nova língua (além do pacote português+inglês), pós graduação, especialização, livros e cursos no exterior são bons exemplos.

      Existe uma crença comum de que quanto antes entramos no mundo dos investimentos, antes vamos parar de depender de nossa renda mensal (salário) para viver. Vale a pena não enxergar isso como verdade absoluta. Muitas vezes é mais vantagem deixar de investir “de maneira convencional” (fundos, bolsa de valores, títulos do governo) para investir no seu próprio desenvolvimento. Salvo raríssimas exceções, os mais qualificados ganham mais.

      Acho que é o principal ponto que vejo, especialmente para começo de carreira. Vale a pena segurar para começar a investir de maneira mais consistente depois.

      2) Sobre a dúvida que você levantou, a respeito dos gastos imprevistos, vou te propor o mesmo que propus ao @google-437166e4f9e0bb0c9cbf5367a6b00f80:disqus. Dá para antever muita coisa. Vou supor que você tem um carro. Se você ganha 2 mil reais por mês, gasta 1500 para viver e poupa 500, sem se preocupar em separar uma pequena parcela para os gastos com o carro, esse aporte de 500 reais é ilusório. Pequenas reservas mensais são necessárias.

      Existe uma solução bem interessante no exterior, chamada YNAB (you need a budget). É um software muito bem montado, com versão mobile e tudo o mais, mas é pago. A metodologia por trás, no entanto, é bem simples e pode ser facilmente aplicada com uma folha de papel e uma calculadora. Vale a pena conferir: http://www.youneedabudget.com/method.

      Com as despesas mais básicas provisionadas, ai sim, você pode dizer que está com suas contas redondas.

      Espaço aberto para sugestões de temas que não caiam no “mais do mesmo”.

      Abraço.

  • VdeV

    Sempre me pego fazendo essas comparações ou cálculos. Multiplico minha média salarial por 12 e tento ver como consegui poupar tão pouco. Esses dias fiz uma compra pra uma semana de tudo que iria precisar na minha dieta e descobri que a grana que eu gasto numa noite de Sushi eu consigo me alimentar bem por uma semana. O segredo é poupar sempre uma quantia do seu salário.. Comece com 10%, passe para 15% e assim vai, sem comprometer demais. Hoje não vejo mais sentido em ganhar um salário e não poupar nada para o futuro. Apesar de que ultimamente acabei escorregando nas despesas e estou no segundo mês sem poupar 1 centavo.. é preciso ter muita disciplina!

  • http://www.facebook.com/fernando.cavichioli.9 Fernando Cavichioli

    Creio que quando se tem um salário fixo mensal, o controle financeiro seja bem mais simples de ser feito. Agora veja meu caso, sou um Profissional Liberal, então tenho uma receita variável, e as despesas não são poucas, pois moro sozinho e tenho um escritório, e da-lhe plano de saúde, seguro de vida, inss, previdência privada, aluguel, fone, internet, energia elétrica, academia, supermercado, carro, lazer, viagens e ainda tem que sobrar pro investimento… rs
    Fiquei uma semana com dor de cabeça depois que organizei e detalhei minha planilha, entre gastos pessoais e gastos profissionais e fluxo de caixa ideal. Pois percebi o quanto de $$ que sou obrigado a ganhar por mês pra manter isso tudo, mas ao mesmo tempo foi desafiador, me fez aumentar minhas metas e consequentemente, animou a trabalhar mais.

    Ainda estou caminhando em direção ao equilibrio, mas ter noção exata de onde piso está me ajudando muito (ou as vezes desesperando… rs)

    Abraços e parabéns pelo texto!

    • Eduardo Amuri

      Obrigado pelo relato, Fernando.

      O que mais gostaria de ver? Que tipo de conteúdo seria bacana para profissionais autônomos?

      • http://www.facebook.com/fernando.cavichioli.9 Fernando Cavichioli

        Obrigado Eduardo!
        Sinto falta de conteúdo voltado para esse tipo de profissional, muita gente ainda se perde com essa história de receita variável.
        Qual melhor forma de admistrar tudo isso, como os separar os gastos pessoais e profissionais, enfim um apanhado geral sobre o tema…

  • Thiago Ohara

    Grande Amuri!

    Gostei do texto, gostei bastante. Gostei da abordagem humana, do lado de quem ta aqui “se fodendo” pra “ficar rico”. Me vejo bem nessa posição de “quando ganhar X, aí sim”. Os anos passam, ganho mais, e gasto mais também.

    Você falou de traçar planos a curto, médio e longo prazo. Mas e se não tenho planos como fica? A minha maior dificuldade ta nesse ponto: não faço esses planos e nem tenho idéia de por onde começar. Digo, tenho meus planos a curto prazo, mas é só. Tenho uma vaga preocupação com minha aposentadoria, porque imagino que um dia não vou conseguir exercer alguma função remunerada, qualquer que seja. No fim das contas, não faço idéia do que quero pro meu “futuro”. O que você sugere nesse sentido? Com que base posso formular (ou mesmo só chutar) alguma meta/objetivo?

    • Nélio Oliveira

      Depende de quanto você ganha e de onde você quer estar daqui a 5, 10, 20, 30 anos etc.

      Não é possível que você viva o hoje sem se preocupar com o amanhã. Se você começou a faculdade agora, já tem um plano: estar formado dentro de 4 ou 5 anos. Se você começou um trabalho agora, pode estabelecer metas tanto organizacionais como puramente salariais.

      Lembre-se de que metas devem ser “SMART”: ESPECÍFICAS, MENSURÁVEIS, ATINGÍVEIS, REALISTAS e TEMPORAIS.

    • Eduardo Amuri

      Fala Ohara!

      Vale ressaltar que o trecho em que me refiro a estabelecer metas de curto/médio/longo prazo é justamente um trecho em que questiono a abordagem comum.

      Sobre os tais planos, acho que você pode se aproveitar dessa posição aparentemente livre de expectativas, para começar a montâ-los sobre bases melhores do que o dinheiro. Isso abre espaço para que o fator financeiro entre como viabilizador, não como fator fim.

      Na parte prática da coisa, você já tentou abrir um arquivo de texto e escrever alguma vontade que tenha? Não precisa se preocupar em ser algo plausível ou facilmente executável. A princípio só escreva. Acho dificil não surgir algo palpável daí.

      Por exemplo, vou tirar um exemplo do seu facebook. Você poderia ter pensado em algo assim: Seria fantástico aprender a fotografar.

      Um plano, por exemplo, seria fazer um curso de fotografia, ou comprar uma câmera bacana. Se você girar a cabeça por entre seus hobbies, vão surgir N possibilidades.

      Projetar como seria um Ohara-fodão também ajuda. O que falta para caminhar em direção a esse cara?

      • Thiago Ohara

        UAHEUHAUEHAUHEUAHEUAHEAUEHAUHUEAEAHU

        Comprei a “câmera bacana” hoje! Uma Canon T2i. To feliz pacas! =D
        Faz sentido isso aí que você falou. To correndo atrás das coisas de fotografia e vídeo (que tem me atraído muito ultimamente), e umas coisas que antes eram apenas uma curiosidades estão se desdobrando em novas possibilidades, como você disse.

        Mas vou botar no papel isso tudo. As coisas que realmente quero realizar antes de morrer, e começar a rascunhar algo daí. Valeu!

  • http://www.facebook.com/ogabrielterra7 Gabriel Terra

    Ótimo texto! O Papo de Homem está cada vez melhor!

    • Eduardo Amuri

      Obrigado, Gabriel ;-)

  • Eu_Du

    Minha relação com o dinheiro sempre foi “Dinheiro é pra gastar!” constantemente escutado em casa… E como minha mãe, já sou um endividado aos 27 anos. O que eu gostaria é que a educação financeira fosse mais cotidiana do que o “Aprenda a investir na bolsa e fique rico” ou o “pague a si mesmo primeiro”.

    • Eduardo Amuri

      Eu_Du, veja também se o que falta não é um pouco de disciplina da sua parte. Entendo o ponto que você levantou, relacionado a educação financeira ser mais prática, mas o “pague primeiro a si mesmo” é bem direto, não? Não vejo algo muito mais prático que isso.

      Sobre os gastos de rotina, o desafio de abordar é bem grande. São diferentes padrões, diferentes personalidades, mas certamente você vai achar uma literatura que te agrade, que seja mais hands on.

      O que você já experimentou?

      • Eu_Du

        Caraca! Agora que vi aquele “My Disuqus” ali, que tem onde fui respondido! Legal!

        Cara, já li o investimentos inteligentes do Cerbasi e to com o pai rico pai pobre em pdf.
        E li um pouco do dinheirama e tal…

        Mas preciso mesmo é mudar minha relação com o dinheiro… Alguma sugestão?

  • CDP

    Tive uma relação muito boa com as minhas finanças por um curto espaço de tempo. Sou guitarrista e apaixonado pelo instrumento, coloquei a meta de ter uma guitarra construída pra mim e um amplificador top de linha, seria necessário uns 8 salários meus pra conseguir tê-los e colocando na ponta do lápis consegui. Agora depois desse “sonho” surgiram outros relacionados ao mesmo assunto, aí me endividei e por fim me recuperei. Porém dá pra se notar que é um efeito dominó, cada vez eu quero mais uma coisinha ali e outra aqui. Agora parei com tudo de vez e consegui me controlar. Realmente é uma armadilha difícil de escapar
    Mas quando estou determinado eu consigo segurar a grana, sou bem anti-consumista pois sei o mal que isso faz em uma pessoa, mas as vezes a gente acaba queimando a língua justificando os gastos com nossas muletas mentais.

  • http://www.facebook.com/felipe.barbieri Felipe Brito Barbieri

    Parabéns pelo texto!

  • http://www.facebook.com/jonathancbatista Jonathan Batista

    Agora estou começando a olhar melhor para a questão financeira. Sempre tive meu próprio dinheiro, conta no banco, cartão. Mas isso tudo era só para meus gastos pessoais, baladas, presentes e manutenção da moto.

    Agora estou tendo que realmente planejar com o que e como vou gastar meu dinheiro. Vou ter que procurar um lugar pra morar, só isso já será uma grande decisão, pois impacta forte no orçamento. Decidir onde comer, como comer e o que comer. Decidir se viajo pra casa ou não também são coisas novas para mim.

    No quesito ‘frivolidades’ eu sempre avalio o que eu já gastei no mês. É como se tivesse uma cota pra gastar com comidas mais caras, baladas, e etc. Sempre tento avaliar porque quero aquilo, às vezes gasto outras não.

    Uma dificuldade no meu caso é aumentar o ganho, já que sou pós-graduando e ganho bolsa, que é pouco. Agora estou meio que de olho aberto á outras fontes de renda pra complementar essa bolsa magra…

    É muito bom ver textos como esse. Me pareceu um texto muito realista e simples de se entender. Bem direto mas profundo no sentido de questionar a relação que temos com o dinheiro.

    Um abraço.

    John

    • Eduardo Amuri

      Fala John.

      É uma época bem boa para engrenar em um planejamento um pouco mais dedicado. Com a casa nova virão diversos gastos, somados ao desafio de empregar esse dinheiro em algum projeto interessante, ou na manutenção de um padrão de vida que te agrade.

      Fundamental também sua preocupação em aumentar seus rendimentos. No seu caso em específico, acho que aulas particulares são um bom alívio, não?

      Outro adendo bem importante: vale muito a pena se dedicar a organizar bem esse valor que você já recebe hoje. Quando aumentar (e vai aumentar), só mudará a escola do comprometimento. A metodologia será semelhante.

      Seguimos.

      Abraço.

  • Donato Orquisa

    É mais ou menos assim: Você enfia a mão no bolso, e saca 50 pila, e pensa, só tenho 50 pila, erro! na verdade deveria pensar, tenho apenas 20 pila.

  • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

    O legal então é perguntar: o que é ser rico?

    Texto foda, cara.

    • http://www.facebook.com/mdiegot Diego Teixeira

      Isso vai de cada um. Pra mim, ser rico é quando você não tem que precisar se preocupar com o dinheiro para comprar aquilo que você vê valor. Bem resumido, pra mim é isso.

  • Anonimo Comentarista

    Achei o texto muito longe do dia a dia de pessoas comuns, achei mais um do tipo “guarde dinheiro pra investir na bolsa e garanta seu futuro….”. Como se um cara q ganha 1500 e tem q sustentar a casa e filho tivesse essa opcao. Investir onde, se nao sobra nada. E sobre a viagem de 8000 ganhando 1200 eh foda, tipo, junte 100 reais durante aprox. 80 meses e vá pro canada, parece meio irreal isso ai, teus pais devem ter te ajudarado muito. é apenas a minha opiniao

    • Eduardo Amuri

      “Anônimo”,

      Não entendi os pontos que você levantou. De que maneira esses argumentos invalidam o texto, ou o torna exclusivo para uma maioria rica?

      Meu exemplo foi só um exemplo. Não passa disso. Cada um transpõe para sua realidade. Tive sorte de ter quem me sustentasse até os 17/18 anos, época em que essa viagem para o Canadá foi planejada. Meu salário, na época, era só para mim, para meus gastos rotineiros. Foram 12 meses.

      Fico bem pensativo quando vejo você falar que o que te chamou a atenção foi o “guarde dinheiro e garanta seu futuro”. Reli o texto mais uma vez, procurando indícios dessa relação ingênua que você suscitou, mas não encontrei. Será que isso não era um mindset/preconceiro seu, gravado aí dentro desde antes da leitura?

      Um abraço.

  • Felipe Giannella

    Gostei desse “outro modo de usar dinheiro” apresentado no texto. Muito legal a ideia de usar o dinheiro como um meio para alcançar seus objetivos e sonhos. Do meu ponto de vista, percebo que para usar bem o dinheiro, temos que ter algum nível de lucidez que enxerga além das necessidades imediatas, e que sabe aonde se quer chegar. Aí entra a motivação, o direcionamento, que tanto falamos na cabana. É isso que vai mudar a minha e a sua relação com o dinheiro.
    No mais, achei o texto muito legal. Só penso que poderia ser melhor no “fim”, com a proposição de ações para melhorar nossa relação com o dinheiro, e de como usá-lo para melhorar nossas relações. Um exemplo disso é algo que o Celso Zanchetta me falou, de que quando você receber seu salário, não simplesmente “receba-o”, mas “faça o dinheiro, ganhe o dinheiro”. Essa mudança de visão torna o salário algo que você está fazendo por merecer, e não estão simplesmente te dando de lambuja.

    • Eduardo Amuri

      Grande Gianella.

      O único motivo de eu não ter colocado ações concretas, step by step, é que, sendo sincero, eu desconheço-as. Tenho alguns insight’s, algumas visões que facilitam um bocado, que tornam a coisa mais fácil (fracionar o objetivo, pagar a si mesmo, enxergar o dinheiro como energia), mas nada demasiadamente prático *ainda*.

      De todo modo, o texto serve como convite. Certamente virão outros, para aprofundar cada uma das facetas que este sugere.

      Interessante o ponto do Zanchetta, vou tentar desenvolvê-lo também.

      Abraço!

      • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

        esse post mais parece encontro da cabana.

      • Eduardo Amuri

        mi. mi. mi.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Amuri, parabéns, que baita texto! Fez muito sentido pra mim.

    Sou super controlada. Não tenho espasmos ao passar por vitrine. Tenho nem cartão de crédito porque morro de medo de DEVER PRO BANCO, sou pobre, sou velha, sou antiga. hahaha.

    Se quero alguma coisa, a solução me é muito simples: poupo para poder tê-la. Ou compro de uma vez e maneiro no resto do mês, passo a pão e água, exatamente como estou vivendo de agora até o dia 15.

    Acontece que não faço a menor ideia de como aplicar meu rycoh dinheirinho. A poupança é o que me parece mais confortável, tenho a impressão que se der a louca consigo tirar tudo de lá… E os outros fundos eu sei lá se posso. É tudo muito complicado na página do banco, embora eu saiba na teoria mais ou menos o básico que difere os investimentos uns dos outros…

    Tem como entender isso de uma forma mais prática, mais professora de educação infantil, mais concreta, mais realidade?

    • Nélio Oliveira

      Posso tentar? Tudo o que vou escrever é fruto de vivências pessoais, OK?
      Sobre fundos de investimento:
      1. quanto menor a aplicação inicial requerida, maior a taxa de administração;
      2. quanto maior o risco do fundo, maior a taxa de administração, podendo inclusive ser cobrada outra taxa, de performance;
      3. obviamente, quanto maior a taxa de administração, menor o rendimento do fundo.
      4. existem fundos de curto e longo prazo. Eles diferem quanto à tributação.
      (um bom guia: http://www.hsbc.com.br/1/2/portal/pt/para-voce/investimentos/fundos-de-investimento/o-que-sao-fundos-de-investimento)
      Só mais três coisas:
      a) investir diretamente em ações, embora não seja difícil, tem custos que fazem com que só seja recomendável a partir de uns R$ 10.000,00;
      b) títulos de capitalização NÃO SÃO investimento;
      c) em matéria de investimentos e multiplicação do SEU capital, o SEU gerente do banco é o SEU pior inimigo.

      • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

        uau, nélio, obrigadíssima, mas preciso de um curso pra entender direito tudo isso, hehehe!

    • Anonimo

      Não sou consultor financeiro, mas vou te dar uma idéia inicial. Pense assim:
      Por que ter apenas uma fonte de renda? Se algo der errado, vc perde sua galinha de ovos de ouro. Diversificar os rendimentos é uma prática simples e comum, que gera uma certa segurança. Caso uma delas dê merda, vc tem as outras. Estude os casos a partir desse ponto.

  • tolokoo

    Eduardo muito bacana seu post!
    Lí nos comentários que você vai fazer uma série sobre finanças, que vai vir muito a calhar! Tenho 23 anos, sendo que os 4 últimos, eu estagiava para pagar minha faculdade… agora que formei, fiquei esse “começo” de ano fora do mercado de trabalho e começo trabalhar novamente na próxima segunda-feira…. agora vou poder gastar com o que quiser e meu primeiro objetivo é juntar grana pra comprar uma moto, porque depender de carona é osso! Eu nunca fui uma pessoa “gastona”, além de ter a moto como objetivo, posteriormente, vou querer guardar/aplicar/multiplicar, então espero aproveitar seus posts para conseguir dar um melhor destino a minha grana! :D
    Valeu! Fico no aguardo do próximo post!
    Abraço!

    • Eduardo Amuri

      Bom que gostou, Vinicius.

      Seguiremos explorando por aqui ;)

      Abraços.

  • http://twitter.com/JackCostaD Jack Costa

    Amuri, parabéns pelo texto, devorei… muito esclarecedor!

    Meu antigo jeito impulsivo de ser não me deixava ler mais a respeito, me faltava paciência e especialmente aquela visão de encontrar sentido, sabe? Tudo soava inatingível dentro das minhas possibilidades. Até que uma amiga pisou forte no calo: “Você precisa se reorganizar: nunca tem dinheiro, além de não pagar suas contas e não comprar nada de novo. Onde está o buraco negro?” E foi essa a motivação, encontrá-lo!!

    De uns tempos pra cá, consegui mudar abruptamente a minha relação com toda a energia que o dinheiro oferece e, pasme, sozinha! Regularizei completamente minha situação em todos os sentidos e ainda consigo guardar algum. Bastou dar o primeiro passo. E olha que meu salário ainda tem muito para crescer. hahaha Agora estou em busca de mais informações para aperfeiçoar o que já alcancei.

    Queria dicas de como não me perder ao elaborar uma planilha eficaz, que vai além do débito/crédito. Se alguém puder ajudar. Agradeço muito!

    • Eduardo Amuri

      Que beleza de relato, Jack. Com certeza vamos abordar aplicativos e planilhas que facilitam a organização. Mas não se iluda, o mais importante, o crucial da coisa, você já fez, que é conseguir virar a mesa e enxergar o dinheiro de outro modo. Muito bom, de verdade.

      Seguimos.

      Abraço.

      • Marcelo Alves Monteiro

        Texto muito bom!
        É como você disse Amuri, o que as pessoas não entendem é que o dinheiro não é um fim, e sim um meio.
        Meu irmão mais velho costuma dizer que dinheiro é apenas uma ideia, você faz dele o que sua mente pensar que está certo.

        Outro ponto importante que acho interessante deixar claro é que não interessa o quanto você ganha e sim o quanto você gasta. Um exemplo que demonstra bem isso é Michael Jackson, embora ele ganhasse milhões ele tinha gastos na mesma proporção, ou seja, não adianta ganhar muito se você gasa muito, é preciso ter um equilíbrio.

    • Gabriel

      Tente usar um programa Jack.

      Ele faz o trabalho de organizar os dados pra você. Depois dos dados cadastrados você consegue gerar gráficos e ver de maneira mais clara suas despesas e sabe onde alterar algo se precisar.

      Além disso você consegue criar orçamentos(Alimentação, Night, Carro) e sabe quando está passando dos limites em algo, se está exagerando na balada precisa ir a menos restaurantes, e por aí vai.

      Uso o Moneydance, que apesar de antigo, me atende bem, sincroniza com meu iPhone e tudo fica resolvido.

      • http://twitter.com/JackCostaD Jack Costa

        Obrigada, Gabriel. Buscarei. ;)

    • Eduardo Amuri
  • http://www.facebook.com/mdiegot Diego Teixeira

    Parabéns
    pelo texto Amuri! É muito bom ver uma abordagem diferente do que costumamos ver
    hoje em dia no ramo da educação financeira. Hoje, não se salva metade dos “teóricos”
    dessa área.

    Acho
    importante sempre se lembrar de tratar o dinheiro como a representação do meu
    trabalho, que é isso que o dinheiro é. Então antes de comprar algo busco lembrar
    do valor do bem que quero consumir em relação à minha hora trabalhada.

    Além disso,
    incorporei o hábito de sempre anotar os meus gastos. Independente de parecer clichê
    ou não, anotar os gastos é comprovadamente a forma mais eficiente de manter as
    finanças em ordem. Duvido muito que encontre uma forma melhor que essa ;).

    Pra mim, o
    que não funciona é tentar fazer formulas miraculosas, gráficos disso ou daquilo
    ou qualquer coisa muito complexa, tudo tem que ser o mais simples possível, se
    não, não será incorporado no seu cotidiano.

    No mais, o
    que falta pro dinheiro ser uma parte integrante na vida das pessoas, em minha
    opinião, é lembrar-se da real e mais primitiva função do dinheiro, um meio
    utilizado para adquirir facilmente um bem de seu desejo sem ter que se dar ao
    trabalho de fazê-lo, apenas em troca do dinheiro que você ganhou executando o
    seu trabalho, como você exemplificou muito bem.

  • alexandre lavrador

    Por favor, alguem que tenha um blog pode me explicar esse site? O_o

    http://www.divulgablog.site11.com

    É isso mesmo???

  • http://www.facebook.com/roberto.leones.96 Roberto Leones

    Muito bom o texto! Me prendeu do início ao fim! Eu costumo usar uma frase sobre meu salário: Ganho menos do que acredito que mereça, porém mais do que preciso! Ele dá para todos os meus mimos e ainda sobre uma quantia boa para pensar no futuro!

    Meu planejamento é fraco, mas consigo fazer tudo que tenho vontade! ;)

  • Guest

    Aqui no espirito santo a gente fuma nota de R$50 xD

  • Guest

    Aqui no espirito santo a gente fuma nota de R$50 reais

  • heloisafr

    Acho difícil melhorar a relação com o dinheiro sem ter uma planilha…

    Há muito tempo estou tentando e fazendo isso, cheguei até a desenvolver um sistema em PHP (sim eu sim programadora), mas me dei conta que as coisas devem ser simples para que funcionem…

    Hoje eu tenho uma planilha simples, esta dividida por mês, nela consta o meu salario e despesas fixas, do que sobra pego a maior parte para investimentos, deixo uns trocados para desejos… sim, eu tenho uma lista de desejos (aqueles que podem ser comprados rsrs) tento realizar um por mês, se for algo caro divido o valor em mais meses.

    Se eu caí em tentação e gastei com algo que não estava previsto, deixo a realização do desejo previsto para o mês seguinte…

    Tem funcionado :D

  • andre

    Meus amigos sempre me tiraram pra “mao de vaca”, isso demonstra um pouco que aprendi a guardar meu suado dinheirinho desde a epoca de estagio… Sou bom nessa historia de guardar grana =)

  • Tiago Medeiros

    Cara, é o seguinte. Leio todos os dias algo sobre finanças pessoais e já sei que há pessoas com educação financeira vinda de berço (eu não nasci assim, mas meus filhos nascerão). Tive que aprender tudo depois de velho. Nunca fui consumista, mas também gastava exatamente quanto ganhava. Acho que os ensinamentos de alguns especialistas na área são realmente muito válidos. Fora isso, há muitos pseudo-especialistas que acham que aquilo que deu certo pra eles vai funcionar pra todo mundo também. O importante também é não ficar viciado, neurótico nessa história de dinheiro, de tal forma que ele passe a mandar em ti definitivamente. Se isso acontecer, aí ferrou. Tem que fazer uma desintoxicação de avareza no Tibete. Mas o cara que trabalha e ganha sua grana honestamente, seja muito ou pouco, tem mais é que se educar mesmo e buscar, mesmo depois de macaco velho, um modo de poupar e realizar seus sonhos de vida. Porque é pra isso que dinheiro serve na minha opinião: nos dar qualidade de vida. E ficar pagando juros pra banqueiro e lojista milionário, pegando empréstimo à toa como se fosse piriguete, é furada. Eu poupo sim e estou vivendo. Tem gente que não poupa e está devendo hehehe. Abraço e parabéns pelo texto.

  • http://www.facebook.com/Rodrigogracie Rodrigo Fernandes

    Bom sempre fui muito gastador, muita balada. uísque caro. gasto imensos em carros.

    sempre querendo ostentar algo, pra que?

    As vezes paro pra pensar, e chega ser ridículo tanta ostentação. só pro meu ego !

    Assim como o @jubareba:disqus Fiz a mesma coisa, assim eu consigo guardar!

    Viro prioridade guardar o dinheiro, e o resto eu me viro com o que eu tenho .

  • http://twitter.com/geniodagarrafa goido

    Muito bom o texto Amauri! Eu desde novo (e olha que tenho 20 anos
    apenas) me dediquei à tentar viver equilibrado em relação às finanças.
    De todo conhecimento e sabe adquirido em artigos e estudos, ainda hoje
    eu não obtive maturidade o bastante para controla: o impulso. Uma vez um
    amigo psicólogo me falou sobre uma teoria em que o ato de fuma das
    pessoas se devia ao fato de elas estarem felizes, como se fosse um
    troféu por ter alcançado aquele nível de tranquilidade. Pode ser até
    mentira dele (eu só acredite depois do que aconteceu o que irei contar a
    segui), de nunca existir uma única publicação científica sobre essas
    constatações, mas depois que ele me falou sobe tal teoria, comecei a
    pensar sobre algo semelhante que me ocorre: eu, desde meus 17 anos moro
    longe da minha cidade natal, longe da família e longe dos amigos (o que
    me faz maior falta), e toda vez que vou pra lá (sempre que posso, vou,
    indiferente de ter dinheiro ou não) ocorre algo que já me falaram que
    seria a “felicidade absoluta”, o ato de estar tão bem com si mesmo por
    influencias interiores ou exteriores que chega ao ápice de tal
    sentimento. Nessa idéia, nesse estado de leveza e felicidade, longe de
    preocupações é onde o crime acontece: por menor que seja o tempo que eu
    fique lá, não existe tempo ruim: se for preciso gastar eu gasto, vivo o
    momento. Já tive problemas por isso, já tentei me controlar, mas acho
    que a teoria qual este meu amigo me fala é válida.

    Dei uma volta ao mundo para explicar que me controlo, mas que em certa
    situação o controle é dispensado pelo fato de conseguir atingir um nível
    satisfatório de felicidade. Tem o outro lado, as semanas seguintes do
    meu retorno são tão produtivas, tão cheias-de-vida que concluo que vale a
    pena, afinal: “a amizade é maior do que tudo já diziam os antigos.” (Aos meus Amigos – Vera Loca).

    Agradeço por prover um belo texto para nós!

    Long live PdH!

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Eu já devo ter recomendado este livro aqui no PdH umas cem vezes, mas ele praticamente cabe em qualquer post: O Valor do Amanhã do Eduardo Giannetti. Quase certamente você não vai se tornar um poupador por ler o livro mas com certeza vai entender por que é tão difícil ser uma formiga previdente ao invés de uma cigarra gastadora.
    Basicamente nosso sistema límbico faz com que valorizemos muito mais bens presentes do que futuros, logo é muito mais fácil gastar 50 reais todos os dias do que juntar para comprar um apartamento daqui a alguns anos mesmo sabendo racionalmente que o apartamento é melhor do que a soma dos benefícios que os 50 reais diários proporcionam. E tudo funciona assim por que nossa espécie foi naturalmente selecionada em um ambiente hostil onde viviamos poucos anos. Em muitos aspectos é algo parecido com o acúmulo de gordura… Hoje em dia todo mundo reclama da facilidade com que ganhamos peso mas nas savanas africanas onde nossa espécie surgiu guardar gordura eficientemente era absolutamente necessário. Ou como disse Demócrito:
    “Não é certo que o jovem chege a velhice por isso o bem que se possui
    atualmente tem mais valor do que aquele que ainda iremos possuir”.

  • Pingback: Quem é seu autor preferido no PapodeHomem? | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/fenixrossi Luiz Rossi

    Cara, eu faço mo seguinte: Sempre que preciso comprar algo que é necessário parcelar (um curso por exemplo), pergunto quanto sairia à vista, dependendo do desconto que ganho e quanto pagaria parcelando, eu pago a vista e me devolvo à prazo como se estivesse pagando esta coisa.

    Exemplo: um curso de R$ 3.000,00
    Se fose parcelar sairia em 10x R$ 300,00

    Porém, se pagar à vista há um desconto de 5% o que daria R$ 2.850,00

    O que faço? Pago à vista e me devolvo à pravo em 10x de R$ 300,00 ou até mais.
    “Ganhei” os juros que o banco ou a empresa ganharia.

    • Eduardo Amuri

      É um raciocíonio bem plausível, Luiz.

      Outro, um pouco mais realista e matemático, mas que exige mais disciplina, seria:

      - Pago a vista se, e somente se, o desconto oferecido for maior do que o rendimento que eu obteria mantendo esse dinheiro guardado pelo prazo do financiamento.

      Exemplo: Quero comprar um notebook de R$ 3000,00. Pagando a vista, teria 5% de desconto, portanto, R$ 2850,00. Pagando parcelado, seriam 12 de R$ 250,00.

      Salvo alguma questão psicológica, relacionada ao conforto de ter o item pago, valeria a pena parcelar, já que facilmente encontraríamos um investimento que renda mais que os 5%/ano economizados na compra a vista. No caso, em questão, até a poupança resolveria.

      O que acha?

  • http://www.facebook.com/vitor.bueno.9889 Vitor Bueno

    É fato que o dinheiro é totalmente necessário – na vida de homens, mulheres ou crianças -, e saber administrar com cautela, para que sonhos sejam realizados depende muito de cada um. Por exemplo, eu consigo guardar dinheiro muito facilmente, seja para comprar uma roupa, ou planejar a compra de um apartamento (é o que eu faço neste exato momento, mesmo tendo 17 anos), porem, para algumas pessoas apenas o fato de passar em frente a qualquer loja que a síndrome do “Eu preciso” libera-se.

    Concordo com o autor, tenho o mesmo respeito que ele por quem trabalha com economia, pois querendo ou não, podemos considerar economizar uma arte.

  • http://twitter.com/thiago_minas thiago oliveira

    Ótimo texto, me deu algumas idéias de como fazer para me organizar. Principalmente, organizar o planejamento em curto, médio e longo prazo.

    A minha maior dificuldade até hoje, foi encontrar um sistema que funcione comigo. Não como uma questão de guardar dinheiro especificamente, mas de definir prioridades, metas, prazos, etc. Já tentei várias planilhas e métodos, sem sucesso.

    Talvez começar a planejar semana a semana, me sobre alguns caraminguás no final do mês.

  • http://www.facebook.com/memriso Marcos Riso

    O problema é que a vida cobra sua conta. Todo dia primeiro já acordo devendo 4 mil pra vida…

  • Andre Cardoso

    @eduardoamuri:disqus, como eu poderia entrar em contato com você? Preciso muito de uma sugestão relacionada ao assunto do post.

    Brigadão desde já.

    Abraços

    • Eduardo Amuri

      Oi André. Desculpe pela demora.

      Podemos conversar através do eduardoamuri@gmail.com.

      Abraço.

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  • http://www.facebook.com/agages Hugo Fellipe

    Na faculdade temos um método muito bom para controle financeiro, trocamos o real como moeda padrão e utilizamos o “RU” e a “caixa de cerveja” como coletivo de “RU”. O RU vale R$1,80 e a caixa de cerveja vale 25 RUs (45 reais), assim fica fácil ver quanto valem as coisas de fato

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