Dan Osman | Homens que você deveria conhecer #19

Alberto Brandão

por
em às | Entrevistas e perfis, Esporte


Medo. Todo mundo já passou por alguma situação em que se deparou com essa fascinante dinâmica.

Normalmente existem duas formas de reagir ao medo: nos retraímos ou sentimos uma explosão de euforia. Em perigo, sabemos que tudo pode acabar a qualquer instante. O cérebro dispara. A pressão arterial começa a subir, a cabeça fica pesada, o corpo aumenta a irrigação dos músculos e reduz a da pele. O calafrio surge. Os músculos se contraem chegando a tremer, enquanto seus pulmões se expandem e uma quantidade maior de ar começa a entrar.

Se a foto fosse até o chão, você nunca chegaria ao resto do post

Para entender Dan Osman, é preciso compreender essa sensação, ter vivido e sentido na pele essa sensação de euforia que sentimos quando somos expostos a uma situação de perigo. Este sentimento deve se manter presente durante todo o relato sobre a vida de Dan Osman. Ele mais do que ninguém gostava desta sensação e buscava isso da forma mais profunda e extrema, de uma forma que é até difícil de compreender.

Escalada livre (e veloz)

Dan Osman começou seu trajeto como escalador, e se tornou pioneiro em uma modalidade um pouco convencional, a escalada livre (free solo). Dan (ou Dano como seus amigos o chamavam) subia as mais altas e complexas paredes naturais sem utilizar nenhum tipo de corda ou equipamento. E não se contentava com o perigo da falta de equipamentos: ele também gostava de ir bem rápido.

Subindo em uma espécie de escalada de velocidade, seus movimentos precisavam ser rápidos e precisos. O estado de alerta e adrenalina eram altíssimos. Tudo deveria ser muito bem pensado. Qualquer erro em uma escalada livre pode ser fatal. Quanto mais alto Dan estava do topo, maior o grau de atenção, concentração e precisão necessários. Até chegar ao ponto em que não se pode mais errar, o momento em que se está a um passo do sucesso absoluto, ou do deslize mortal. Essa era sua vida.


Link YouTube | A 120 metros de subida em apenas 4 minutos (outros levam 4 horas)

Phantom Lord e a invenção da queda livre controlada

Toda a trajetória de Osman começa a mudar em 1989, em Cave Rock, Nevada (que ele chamava de Phantom Lord), durante uma escalada de dificuldade 5.13 – o nível mais alto atualmente é 5.15. Dan caiu 50 vezes enquanto tentava fixar um parafuso de ancoragem (chapeleta).

Osman percebeu que sua grande emoção não estava mais em escalar e sim na sensação do medo. Ele gostava mesmo era da queda. Seu interesse pela escalada já vinha diminuindo, algo fortalecido quando um grupo de franceses atravessou facilmente Phantom Lord por uma rota de dificuldade 5.14, sendo que Dan demorou um ano para concluir. Com sua paixão esfriando, precisava substituir a necessidade de aventura. Começou a experimentar algo completamente novo, a queda livre controlada.

Cave Rock, Phantom Lord

Dan começou brincando de lugares mais baixos. Fazia um sistema de ancoragem e se lançava do penhasco seguro apenas por uma corda convencional de escalar. Com o tempo Dan aumentou a complexidade do seu sistema de segurança e a altura dos saltos. brincadeira que tiraria sua vida. Toda a emoção da queda livre controlada era a forma com que o sistema de compensação funcionava, fazendo com que a velocidade de desaceleração fosse a mais abrupta possível e a sensação de choque com o chão a mais próxima possível da realidade.

O outro lado de Dan Osman

Depois de terminar a fase escolar, Osman largou tudo para passar uma temporada em um vale chamado Yosemite, muito popular entre os escaladores americanos. Levava uma vida totalmente alternativa, alheia as responsabilidades modernas e preocupações do cotidiano. Junto a amigos, Dan passava os dias escalando nas montanhas de Yosemite e durante noite se virava para dormir onde dava.

Como não tinha dinheiro, roubava o que precisava para comer e pagar pelo banho. Trabalhava apenas para conseguir o dinheiro necessário para manter seus equipamentos e continuar escalando. Dan quase não mantinha contato com o mundo externo, não costumava ligar nem enviar correspondências. Ao retornar a sua cidade, Osman e sua namorada tiveram uma filha, a quem deu o nome de Emma, mas logo em seguida se separaram. Apesar de toda sua distancia e irresponsabilidades, Osman sempre foi um pai presente para a filha, sem deixar que nada faltasse.

Dano não ganhava muito bem pela atividade que exercia e os riscos que corria. Gastava tudo que ganhava para pagar suas contas, e cuidar de sua filha, mas tinha uma quantidade enorme de multas, e outras contas que ele deixava para trás. Também precisava de dinheiro para pagar os hospitais que frequentemente visitava em casos de acidente. Mas Dan também deu um jeito para isso. Consultava-se com um médico e também escalador, que muitas vezes não cobrava, além de presentear Dan com equipamentos e acessórios que ganhava de seus patrocinadores.


Link YouTube | Saltando da Leaning Tower, em Yosemite (lugar que meses depois seria o sepultaria)

O último salto

Quando decidiu fazer os saltos com cordas, Dan Osman começou saltando da altura em que quedas normais de escalada aconteciam e que davam para ser sustentadas por equipamentos comuns de escalada. Conforme foi ganhando confiança, desenvolveu sistemas de ancoragens complexos para as cordas, de forma com que espalhassem melhor todo o impacto, possibilitando que ele conseguisse saltar de alturas que nunca ninguém se atreveu a saltar usando cordas de escalar.

Em outubro de 1998, enquanto se preparava para mais um salto rumo ao recorde que buscava tanto, o celular tocou. Sua filha Emma (na época com 12 anos) chorava dizendo que estava preocupada com ele. Dan avisou seus amigos que precisava ir embora, pegou seu caminhão e saiu para encontrá-la.

Dois dias depois quando voltou ao vale, Dan foi preso pelos policiais do parque. A prisão não tinha nada a ver com suas atividades arriscadas (algumas atividades como base jump eram proibidas no vale, mas eles saltavam escondidos) , mas com multas de trânsito vencidas, dirigir sem carteira e todas as coisas que Osman ignorava na vida cotidiana. Dan permaneceu 14 dias preso na cadeia de Yosemite. Enquanto isso sua família e amigos levantavam dinheiro para pagar a fiança de 22,5 mil dólares.

Ao sair da prisão, Dan foi passar um tempo com sua irmã e seu cunhado para ficar um pouco com a filha. Esse tempo fora o levou a certa reflexão, se convenceu que era hora de parar, que já havia passado dos limites com os riscos que corria e a qualquer momento poderia sofrer algum acidente.

No dia 18 de novembro, Dan ligou para um amigo pedindo carona até Yosemite para remover as cordas e estruturas que ficaram lá dos últimos saltos, os guardas estavam ameaçando confiscar todo o material. Quando chegou a Yosemite, após passar a noite escalando para chegar até as cordas, ao invés de removê-las, Dan fez um salto de 285 metros de altura (995 pés), a maior altura que havia saltado até então.

A corda estava há mais de um mês exposta ao tempo, pegando neve e chuva. O amigo que o acompanhava questionou sobre o estado das cordas porque as cordas perdem força quando estão molhadas, mas foi tranquilizado pela explicação de Dan sobre a resistência das cordas, as mesmas que alpinistas usam no Everest, projetadas para suportar as piores alterações climáticas, frio e umidade. Convencido também entrou na brincadeira. O conhecimento de Dan Osman sobre os equipamentos, sistemas de ancoragem e compensação eram enormes. Ninguém ousava discordar dele.


Link YouTube | Saltando com amigos

Durante a noite os dois compraram comida e ficaram conversando sobre o recorde que Dan Osman pretendia bater naquele dia, ninguém falou mais nada sobre desmontar a estrutura. Na tarde dia 23, Miles Daisher fez um salto e depois desceu até o chão. Quando voltou ao topo da Leaning Tower, encontrou Dan apressado arrumando sua estrutura para o grande salto. Queria pular antes de escurecer.

Daisher disse em alguns depoimentos que sentia uma má sensação quanto ao salto. Ele saltaria de um ângulo bem diferente do que saltavam normalmente, o que significaria que ele deveria pular por cima da corda de segurança, que seria difícil de ver por estar já estar bastante escuro. Dan adicionou 22 metros a mais de corda, três vezes mais corda do que adicionava de um salto para outro. Ficaria a 45 metros do chão quando o salto acabasse.

Dan ligou para outros dois amigos que não puderam chegar porque estavam presos na neve e disse que estava pronto para fazer o salto. Prendeu o celular no suporte do peito para que pudessem acompanhar, então começou a contagem, que logo interrompeu perguntando se Daisher estava filmando tudo. Dan interrompeu uma segunda vez a contagem porque achou ter ouvido os amigos falando algo no celular.

E então saltou. Seu amigo que observava a luz de seu capacete desaparecendo na escuridão enquanto a corda esticava, fazendo o som característico que tanto gostavam, soava como um chicote. Mas o som da corda foi interrompido antes do fim. Ouviu-se então um longo grito, e o barulho de Osman caindo por cima das árvores. Seu amigo desesperado correu até a ponta acreditando que tivesse apenas balançado contra uma corda, e gritou tentando contato, mas sem resposta.

Desceu de rapel o mais rápido que conseguiu e foi seguindo o rastro de luz de sua lâmpada de cabeça pelas pedras e árvores. Encontrou o resto das cordas e avistou Dan deitado no chão. Correu até o telefone público mais próximo, ligou para os amigos que estavam no celular com Osman e deu a inevitável noticia. Dan estava morto.

Imprudência, destino ou falha técnica?


Link YouTube | Reportagem sobre os últimos momentos

Existem várias hipóteses sobre as causas do acidente. Muitos chamam Dan de imprudente, dizem que o estado das cordas expostas ao tempo fez com que elas se enfraquecessem e se rompessem, e que ele não poderia ter sido tão descuidado assim. No entanto, em uma análise técnica da corda utilizada no salto, um engenheiro especialista em equipamentos de escalada, também escalador, diz que a corda estava em perfeito estado, e que ele mesmo escalaria usando aquelas mesmas cordas.

O perito explica que a mudança de ângulo fez com que as cordas se cruzassem, fazendo com que deslizassem umas nas outras em uma velocidade altíssima, gerando um enorme calor. As cordas e partes metálicas apresentavam derretimentos bem característicos, denunciando que houve atrito entre as cordas.

As cinzas de Dan Osman foram espalhadas em Cave Rock, no frio do Lago Tahoe, enquanto seus amigos faziam discursos e levavam flores.

Eles se uniram e formaram um fundo de arrecadação de verbas para ajudar na criação da filha, Emma Osman.

Alberto Brandão

Escreve no Kuro-Obi sobre artes marciais e no Decimadomuro sobre Parkour. Faixa preta de Taekwondo, azul de Jiu-Jitsu e praticante de MMA e Parkour. Fala sobre treinos em seu blog. Curiosamente, trabalha como analista de sistemas.


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83 comentários

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  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Teste

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      Funcionou. 

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Um aventureiro, que podemos dizer que tinha uma vontade de quebrar todas as regras e queria ter um “tete a tete” com a morte sempre para poder dizer a ela que ela era fraca. A morte, que raras vezes tem sentimentos (ver o livro A menina que roubava livros) fazia de conta que não era com ela.
    Em um dia estressante a morte não aguentou a tiração de sarro por parte de Dan”o” e o levou.
    Enquanto uns lutam desesperadamente pela vida, outros a jogam por um penhasco.
    De todos os cara que li aqui e que disseram que eu deveria conhecer, esse é o que não me deu nenhuma vontade.

    • http://www.facebook.com/people/Jacque-Briquet/100000412892683 Jacque Briquet

      Idem..não vi  menor graça, principalmente comparando às outras histórias de vidas extraordinárias!!

    • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

      Eu costumo admirar pessoas que seguem seus sonhos, que se dedicam ao que amam, e que fazem o que gostam.

      Entender a beleza por trás de uma vida dedicada a uma paixão, é pra quem já sentiu balançado em largar tudo e viver seu sonho, independente das dificuldades que acompanhem isso. Para fazer isso você tem que ter “the guts”.

      Os homens que você deveria conhecer contam histórias de homens que mudaram a forma com que as pessoas enxergam o mundo. Osman inspirou inúmeros atletas de vários meios, mostrando como buscar o seu sonho. Quantos tem as bolas pra deixar a vida confortável de lado e ir viver o que ama, pelo que ama, independente da dificuldade que isso trouxer?

      Ter morrido em um acidente é o menor dos problemas, quando se vive pela espada, morre-se pela espada.

    • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

      Eu costumo admirar pessoas que seguem seus sonhos, que se dedicam ao que amam, e que fazem o que gostam.

      Entender a beleza por trás de uma vida dedicada a uma paixão, é pra quem já sentiu balançado em largar tudo e viver seu sonho, independente das dificuldades que acompanhem isso. Para fazer isso você tem que ter “the guts”.

      Os homens que você deveria conhecer contam histórias de homens que mudaram a forma com que as pessoas enxergam o mundo. Osman inspirou inúmeros atletas de vários meios, mostrando como buscar o seu sonho. Quantos tem as bolas pra deixar a vida confortável de lado e ir viver o que ama, pelo que ama, independente da dificuldade que isso trouxer?

      Ter morrido em um acidente é o menor dos problemas, quando se vive pela espada, morre-se pela espada.

    • http://www.plims.com.br/ Bruno Lima

      Já pra mim, esse foi o cara que achei mais interessante nesta série.
      Como não admirar alguém que vive da forma que melhor lhe convém, que ama o que faz e não fica preso apenas ao discurso?
      Como não ficar boquiaberto com a história de alguém que durante toda a vida cuspiu na cara da morte?

      • FIDEGA

        Idolatrar um cara que levou uma vida dessas – inclusive roubando para se sustentar – é o fim da picada.

  • http://www.facebook.com/people/Fabricio-Senna-Monteiro/100001083369774 Fabricio Senna Monteiro

    Dá um frio na barriga vendo o video “Speed Clambing”!!!
    foda!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    As vidas dos outros não existem para acharmos graça ou não. Nem para ser extraordinárias.

    Quanto a Dan Osman, ele explorou limites que a maioria dos homens (eu incluso) não consegue nem imaginar, nem considerar a possibilidade de explorar.

    Só isso, meus amigos, só isso, essa confrontação com a morte, já valeu entrar para a série.

    Não admirar quem se confronta com a morte diz muito sobre como estamos nos desafiando na vida. Uns se desafiam e se cobram excessivamente. Outros vivem no conforto. E isso não significa ser estúpido e inconsequente, mas localizar nosso limite (e não estou falando de esporte) e nos empurrar sempre um pouco além, tirando o conforto.

    O que acha, Jacque?

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    As vidas dos outros não existem para acharmos graça ou não. Nem para ser extraordinárias.

    Quanto a Dan Osman, ele explorou limites que a maioria dos homens (eu incluso) não consegue nem imaginar, nem considerar a possibilidade de explorar.

    Só isso, meus amigos, só isso, essa confrontação com a morte, já valeu entrar para a série.

    Não admirar quem se confronta com a morte diz muito sobre como estamos nos desafiando na vida. Uns se desafiam e se cobram excessivamente. Outros vivem no conforto. E isso não significa ser estúpido e inconsequente, mas localizar nosso limite (e não estou falando de esporte) e nos empurrar sempre um pouco além, tirando o conforto.

    O que acha, Jacque?

    Abraço.

  • http://www.facebook.com/cleiton.maranhao Cleiton Souza

    A versão que conheço da morte diz que ele havia quebrado o recorde de mil pés de altitude e, uma semana depois, quando foi recolher os equipamentos, resolveu fazer o último salto…

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    Mais um homenzinho (perguntem ao Bender a verdadeira definição de homenzinho) idiota, imbecil, e babaca. Se ele queria se matar, por que não fez o que todo homenzinho faz (enfiar uma bala na cabeça, dirigir bêbado o carro do pai, cornear um PM)????  Se ele queria ser diferente, em termos de cometer suicídio, era só enfiar um fuzil AR-15 no rabo, e disparar.

    • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

      Ele não cometeu suicídio :)

    • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

      Eu concordo integralmente.
      Acho de uma babaquice extrema um cara com filho levar a vida desse jeito.

      Cara, uma coisa é um cara solteiro sem dependentes desafiar vida e morte.
      Agora um cara com filha viver arriscando assim?
      Isso é  ser moleque, pois homem que é homem assume suas responsabilidades e sabe das pessoas que dependem dele.

    • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

      Eu concordo integralmente.
      Acho de uma babaquice extrema um cara com filho levar a vida desse jeito.

      Cara, uma coisa é um cara solteiro sem dependentes desafiar vida e morte.
      Agora um cara com filha viver arriscando assim?
      Isso é  ser moleque, pois homem que é homem assume suas responsabilidades e sabe das pessoas que dependem dele.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Francisco, esse comentário vai valer um outro post aqui, cara.

        É uma discussão EXCELENTE essa.

      • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

        Cara,

        Como disse no texto, e em qualquer lugar que você pesquisar sobre a história vai dizer a mesma coisa: Ele era um pai super presente, e fazia tudo pela filha.

        São decisões, paraquedistas tem filhas, policias do BOPE RJ que sobem o morro todo dia tem filhos, lutadores profissionais, pescadores de tubarões, motoqueiros do x-fighters, pilotos de acrobacia aérea, pilotos de f1, várias pessoas que se arriscam como profissão também. Não é porque encontrou seu modo de vida em algo arriscado que significa que ele não dava atenção, ou não assumia suas responsabilidades como pai. Aquilo era além de tudo seu emprego. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

        Eu concordo que desisti da ideia de ser policial tapa na cara e pé na porta no dia em que pensei “quero ter uma família, esposa e filhos”. Mas pessoas tem amor diferente, por coisas diferentes

      • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

        Cara, todas essas profissões que vc citou, é pra colocar o pão na mesa. O cara arriscava a vida pelo simples prazer de arriscar a vida.
        Blza, o cara pode ter sido um pai espetacular. mas sua brincadeira deixou uma menina de 12 anos sem pai. imagina a barra que uma menina dessa passa ao perder o pai tão cedo?

        Acho foda o cara que dá a cara a tapa e vai a luta, que arrisca a própria vida em prol do que ama. mas cacete, ser homem tambem é saber a hora de renunciar certos prazeres em função de sua responsabilidades. e quando essa responsabilidade envolve outra vida então…

      • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

        Mas como o sujeito era um bom pai? levando em consideração o texto, o cara roubava a própria comida, trabalhava só pra comprar os equipamentos da sua brincadeirinha. No mínimo quem deu todo sustento da menina foi a mãe ou os avós. Ser presente, dar carinho não é o bastante. Homem que é homem, dá o sustento dos seus.
        Policiais, pescadores, esportistas, todos eles arriscam o pescoço pelo pão de cada dia.
        O Sujeito em qustão não. arriscava pelo desafio de arriscar o pescoço. O que ele não entende, é que não se joga só lá de cima. Ele joga junto o pai de uma criança de 12 anos.

      • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

        Francisco,

        Enquanto pesquisava pra aprofundar no assunto e escrever, eu li um depoimento da filha do Dan, contando que sua tia roubava dinheiro da conta de doação que ela tinha, e amigos e familiares levaram tudo de valor que ele deixou quando morreu. Mas ela termina dizendo dizendo:

        “Mas não posso ser mais feliz, não porque me deixou apenas memórias, mas porque fez ele fez tudo que fez. Eu tenho fotos, posters, artigos de revistas e programas de tv. Eu amo o fato de que sempre que quero lembrar dele, só preciso digitar Dan Osman no google ou ligar no Spike TV quando está passando Max X,que mostram ele com tanta freqüência que só consigo ve-lo”

        Quando você paga as contas e tem um emprego de 8 as 18, segue a tediosa rotina de:
        trabalho, casa, paga as contas, acorda no outro dia, vai pro trabalho, volta, dorme, acorda, trabalho, casa, trabalho, contas, banco, trabalho, casa. Você está sendo um Pai. Quando você mostra pro seu filho que faz o que ama, que tem felicidade, que vive diferente, que seguiu seu sonho, você está sendo um herói, seu filho não tem só um pai, seu filho tem um ídolo.

      • http://www.plims.com.br/ Bruno Lima

        Amigo, não é babaquice quando você sabe o que está fazendo.
        Você fala como se o cara fosse um amador qualquer, ele era o maior atleta nessa modalidade.

  • marck

    Quem disse ai embaixo que não tem nada de extraordinário ou interessante para conhecer sobre Dan Osman devia ver o vídeo Speed Climbing e ficar queto.. sinceramente.. nunca vi ninguém fazer oq ele fez nesse vídeo.. abraços !

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Quando eu vejo esses casos eu lembro de torcedores que deixam de levar pão pra casa, deixam faltar dinheiro em casa pra acompanhar o time em outros estados/países.
     

    • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

      Sem falar nos babacas que optam, deliberadamente, por não trabalhar, não estudar, não fazer MERDA NENHUMA que preste para a sociedade, e passam o resto da vida “correndo atrás” de tudo o que é “divertido” e FÚTIL. Tentam “conquistar” alguma coisa, de modo “aparentemente” mais “fácil”. E posam de coitadinhos, de “vítimas” do sistema. VÍTIMA DO SISTEMA É O CACETE!!!!

    • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

      O cara roubava para sustentar sua “diversão”. Se ele roubava, ENTÃO ELE ERA UM LADRÃO!!!! Era um bandido. Um criminoso. Simples assim.
      O cara tinha até pensado em parar com essa palhaçada, por causa da filha. Por que não parou???? Era tão grande a vontade de “saber o que acontece”. Queria ir mais e mais longe, até dar merda???? Pronto. Deu merda. Tá satisfeito agora, seu Zé Ruela????
      Será que o fogo na bunda de se expor o um risco inútil de vida era maior que a vontade de ver a filha crescer???? De, pelo menos tentar, fazer ela feliz????
      Eu não consigo entender, porque isso não faz sentido.

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Quando eu vejo esses casos eu lembro de torcedores que deixam de levar pão pra casa, deixam faltar dinheiro em casa pra acompanhar o time em outros estados/países.
     

  • http://twitter.com/_Croco Adriano C.

    Já conhecia essa história.

    Foi um final adequado para a vida que tinha. Realmente, foi um cara que fez o que queria nessa vida. Se ele não valorizou a vida ou não, para mim, é irrelevante. O que importa foi a coragem de fazer o que ele precisava fazer (segundo a visão dele, é claro).
    E chuto que ele sabia que o ângulo das cordas o mataria…

  • Mendigo

    alguns homens nascem com asas…e não precisam de cordas…

  • Lucas Freitas

    Um cara que deixou a filha desamparada depois de morrer pulando de penhasco só para satisfazer sua vontade de adrenalina?

    Com certeza todos deveriam conhecer. Pra servir de mal exemplo.

  • http://twitter.com/Edubds Eduardo BdS

    A questão é que criticar é fácil, mas e fazer… O pessoal tá maldoso demais, um cara não era um atleta não, era um artista! Sensacional as performances!

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Gomes/100001660279459 Diogo Gomes

    Já conhecia esta história há alguns anos. Até compreendo algumas críticas postadas aqui, por mais imbecis que tenham sido. Penso que Osman viveu intensamente o que muitos só vivem em sonhos, foi atrás dos teus objetivos, e certamente se matar não estava entre eles. O cara era um super atleta, a frente do seu tempo, seu esporte é radical, requer técnicas, muitas técnicas. O cara não era louco num sentido literal, ele era só muito doido… Sei lá, sou fã do cara das antigas e acho ridículo dizerem que ele queria se matar…

    Aproveito pra cobrar a volta do Dr. Love, mandava super bem! abs

  • Pepe

    Um herói pra quem quer viver intensamente. Um vilão pros pais de família.Mas definitivamente digno de cupar um lugar na categoria de homens que se deveria conhecer.

  • Lucas Okawa

    Conheci essa historia ja faz uns dois anos, so acho que nao importa se ele era ou nao irresponsavel. Ele fez oque quis da vida, e morreu fazendo o que amava, na minha opniao nao existe jeito melhor de morrer. E como o texto mesmo disse, ele sempre foi um pai presente, acidentes acontecem com qualquer um, claro que as chances de acidentes com esse estilo de vida acaba sendo muito maior. Dan Osman merece ser um dos “Homens que Voce Deveria Conhecer” simplesmente por ter a coragem, e o espirito de fazer algo que ama independente dos riscos.

  • http://twitter.com/LanderMAIS Lander Brahz

    Não gostaria de conhecer esse Dan, o ato dele buscar sempre algo mais perigoso não era coragem, era o simples fato dele ser viciado em adrenalina.
    Não vejo isso como coragem, deixar uma criança órfã e morrer por um motivo tão banal.

  • http://www.facebook.com/lzenon Leonard Zenon

    esse aí só conheço se morrer! kkk tô fora por enquanto.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Lander,

    “morrer por um motivo tão banal”

    O cara dedicou boa parte da vida a isso. Será mesmo que é um motivo banal?

    Para que você dedica sua vida?

    Acho complicado fazer tais julgamentos. Chegou a ver a palestra sobre a boa vida com o professor Clóvis?

    http://papodehomem.com.br/boa-vida/

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Francisco, e quem disse que a vida se resume a ter uma família e ser um bom pai?

    Às vezes pais presentes e atenciosos são péssimos exemplos justamente porque não tem coragem de viver uma boa vida (seja isso o que for para quem for).

    Será mesmo que você sabe o que passa pela cabeça da filha do Dan? Será que ele mesmo não estava numa posição melhor para saber como ser um bom pai PARA ELA (não para a filha dele hipotética na sua cabeça ou para a sua filha)?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “imagina a barra que uma menina dessa passa ao perder o pai tão cedo?”

    E os filhos de pais estressados que chegam em casa sem tesão pela vida e mal realmente convivem com os filhos (eu digo tempo de qualidade, presença verdadeira)?

    E os filhos que vivem muito bem depois que o pai morre logo de cara, quando têm 4, 5, 6, 7 anos? Será mesmo uma tragédia? Conheço muitas pessoas que perderam o pai e vivem muito bem, até melhores do que outros que tem o pai presente.

    O que é mesmo nossa responsabilidade?

    Um pai que dirige bastante ou pega muitos voos deveria parar de fazer isso para evitar morrer e evitar causar sofrimento? Quais os limites do quanto temos de nos proteger?

    Abração!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sem generosidade, sem visão ampla, podemos julgar assim QUALQUER pessoa.

    Buda deixou a esposa também. Gandhi certeza que pode ser resumido assim, como mal exemplo. É só listar a pessoa e olhar sem dar créditos, focando num só aspecto, e todo mundo perde valor.

    Agora, apreciar, se identificar, ter algum nível de empatia, realmente olhar as qualidades positivas de alguém e validar a porra toda, não, isso é errado, né?

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Em resposta ao Gitti ainda.
    Claro que a pessoa pode superar a barra de perder um pai, a vida não se resume só em ter familia e ser um bom pai.
    concordo.
    Mas é o que aquele Wallpaper do PDH diz “Um homem muda de vida quando deixa de fazer o que quer para fazer o que é preciso”. Sempre que leio essa frase penso na questão da família.
    A Atitude de uma pessoa descente, de um Homem, é assumir a responsabilidade sobre o seus. não só os filhos, mas todos os seus.
    Claro que a filha pode superar a perda do pai e, apesar dos pesares, ainda guardar a imagem dele com carinho. Mas como Homem, não posso deixar minha filha passar por isso.

  • Thiago

    há homens que nascem com asas…e não precisam de cordas…

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Konzen/100000484278504 Gabriel Konzen

    como li a alguns dias atrás no blog do Davi Marski sobre Vitor Negrete, esse cara ai, embora eu não saiba com que  idade que tenha morrido, viveu uma vida abundante, enquanto muita gente bate o coração até os 70, 80, 90 sem jamais ter vivido.

  • http://twitter.com/ronigomes Roni Gomes

    Gostei de conhecer o Dan! Sou fã de pessoas que tem coragem de abrir mão de tudo pra ir em busca de seus sonhos. Admiro muito mesmo! São pessoas assim, que não se importam com o ritmo do mundo e que, na verdade, criam seu próprio ritmo, que eu gosto de conhecer e ter como exemplo! 

    O cara cometeu seus erros sim, em relação a sua família, mas não tem aquele clichê: ‘ninguém é perfeito!’ ? Então, encaixa perfeitamente aqui.

    ;)

  • Marcoscarraro

    O foda seria ele viver a vida inteira cheia de adrenalina..subindo sem corda e pulando de montanhas e no fim acabar morrendo atropelado HAHA.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Claro, com certeza, cara. Se o Dan fosse meu amigo, eu diria: “Porra, cara, para com isso”. Mas ainda assim admiro MUITO o cara por ele ter feito algo que eu não tenho a menor coragem de fazer. Vejo o caminho dele possível, não acho errado.

    Em relação à responsabilidade, quem dirige bêbado, por exemplo, cai no mesmo problema. E MUITOS pais dirigem bêbado, não?

    Abraço.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Bom exemplo, Gitti. Conto nos dedos de uma mão os sujeitos que conheci que nunca dirigiam após beber, afinal, estão “sob controle”.

      Essa coisa de apontar o dedo no outro e se vestir de moralidade como argumento é sempre um festival de incongruências.

  • Thiago

    Perdoe a minha ignorância, mas nessa frase  ”Um homem muda de vida quando deixa de fazer o que quer para fazer o que é preciso.”, o que um homem precisa fazer não é necessariamente o que ele quer fazer? Já que o que ele faz define o que ele é? Ou o que um homem precisa fazer é ater-se a sua família e por causa disso deixar de buscar os seus sonhos, ou seja, deixar de viver (já que estar vivo é buscar)? O que um homem precisa fazer? Não é sonhar e buscar esse sonho?

  • Vagner_cv

    Homem que é homem larga desse comodismo e dessa sociedade monótona para viver o impossível

  • http://twitter.com/LanderMAIS Lander Brahz

    Gustavo, outras pessoas que ganharam artigo aqui, tinham algo em comum, pensar nas outras pessoas e ajuda-las de alguma forma.

    Por isso digo que o motivo dele era banal, ele não fazia isso para melhorar sua vida e nem muito menos melhorar a vida dos outros. Fazia  pelo simples prazer de sentir medo, me lembra um viciado em drogas que busca a todo custo “seu prazer”.

    Não digo que ele era uma má pessoa, mas sinto uma liberdade muito grande em dizer que ele não fez diferença alguma.

  • http://twitter.com/_jbernardes Jair Bernardes Jr.

    CARALHO… fiquei quase sem fôlego no final da narrativa. Arrepiante.

  • Victor

    Aquela escalada em velocidade foi do caralho, só mesmo um cara com muito culhão pra fazer aquilo. Com certeza admiro as pessoas que têm habilidades que eu não tenho (coragem pra fazer uma parada destas, por exemplo).

    De todos os caras que apareceram até agora este pra mim foi o mais impactante (não que seja o mais “exemplar”), o que mais destoou dos meros mortais. Fiquei muito feliz com a escolha dele pra esta seção, já tava de saco cheio de bom-mocismo, esta porra tava parecendo uma Reader’s Diggest da vida! Tava com a metralhadora engatilhada pra mandar balas em vcs caso aparecesse mais um adolescente que dedicou a vida toda em prol da humanidade ou algo semelhante. Nem sempre o que deve ser admirado é o politicamente correto, adoraria ter alguns “erros” de caráter e me detesto por ser incapaz de cometê-los. Como disse sabiamente um tal de Shakespeare uma vez “Algumas pessoas triunfam pelos seus pecados e outras se arruínam pelas suas virtudes”.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      “esta porra tava parecendo uma Reader’s Digest da vida!”

      Genial, Victor.

      Eu estava com essa sensação também.

      Abraço.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Aham, compartilho que tava sem saco de ler mais coisas nessa linha.

    • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

      O politicamente correto é uma ilusão. Ilusões não devem ser admiradas.

  • Hugo Cardoso

    Achei fantástica o história de Dan, o que me intrigou msm foram essas reações aqui embaixo. Como diabos pode um homem não entender as motivações de Dan? Um homem que nega seus instintos em prol de uma imagem de bom pai priva seus filhos da convivência com um homem de verdade. Se no lugar de escalada, Dan fosse alucinado por um trabalho de escritório e acabasse morrendo de ataque cardiaco com 30 anos ai faria sentido? Ficar em casa escondido nas responsabilidades da familia de forma alguma afasta a morte de alguem. Até parece q a vida vai ter dó de deixar as criancinhas sozinhas!
    Duvido que a filha dele trocaria a história única dele e o seu legado, por um pai acomodado no sofá!

  • http://pulse.yahoo.com/_FUT4DR7VSKHTTZ747SN6WDNKRM Vinícius Policarpo Quintão

    Acho que a maioria não leu que o cara era ladrão, não pagava multas, dirigia sem habilitação, e “sugou” uma fiança de $22.500,00 da família e dos amigos…
    Acho que deveriam ser conhecidos todos os que saem dos padrões, tanto bons quanto ruins. Afinal de contas a gente só sabe o que é normal pelo anormal, certo? Agora, dizer que ele tá de parabéns é um pouco além do limite não é não?

    • Vagner_cv

      “Acho que a maioria não leu que o cara era ladrão, não pagava multas, dirigia sem habilitação, e “sugou” uma fiança de $22.500,00 da família e dos amigos…”

      Infelizmente tudo isso que você falou são conseqüências do sistema que rege a nossa sociedade, reflita sobre isso, pois uma das coisas que a maioria admira nesse cara é essa característica de tentar fugir do paradigma do que é certo e errado e não viver baseado no que a sociedade julga certo padronizando tudo e todos.Abraço

      • http://pulse.yahoo.com/_FUT4DR7VSKHTTZ747SN6WDNKRM Vinícius Policarpo Quintão

        “Infelizmente tudo isso que você falou são conseqüências do sistema que rege a nossa sociedade”

        Isso aí é falácia de “revolucionário de faculdade” (aquele cara que briga por tudo, sem nem saber nada do que é tudo), consequências do sistema. Tudo que é contra quem vive reclamando é consequência do sistema. TUDO E TODOS sofremos influência do “sistema”, não tem essa de a culpa não é dele, é do cruel e malfadado sistema.

  • http://profiles.google.com/lebowskiwashere Paulo Gameiro

    Se ele é idiota o sujeito que o Will Smith interpretou no A procura da felicidade é uma bela duma anta, e o Amyr Klink pe digno de pena. São pessoas obsessivas, paranoicas, psicóticas, e com desvio de moral que acabam se destacando. É muito bonito só lembrar do Bill Gates (desvio de moral), do Jobs (obsessivo) e do Zuckerberg (Todas as alternativas) na hora de falar “temos que seguir nossos sonhos”. Para cada um deles existe um pentalhão de gente que se fode.
    Isso julgando que o cara falhou. Para mim velejador morre no mar, escalador morre na pedra, e ponto.Como o Beto bem falou, quem vive pela espada morre pela espada.

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    Este cara era parente do homem aranha com certeza. O interessante da vida que ela é tem o princípio do livre arbitrio, podemos escolher ter uma vida simples cuidando da família, ou escalar montanhas sem proteção alguma, nós escolhemos. Dois pontos antagônicos que acho fundamentais nesta narrrativa:
    — a “falta” de atenção maior a família (como o Francisco bem citou, não pela questão carinho, mas pela questão segurança, tenho quatro sobrinhos que amo demais, e quando tiver um filho, certamente que pensarei na segurança dele, depois na minha)
    — o desafio ao medo, o ir além dos limites (este é o ponto que considero positivo, que deve ser levado em conta, não precisamos saltar de altas montanhas apenas com cordas, mas saber que a cada dia podemos “empurrar” nosso limite um pouco a mais, ser melhor pai, esposo, trabalhador, pra mim, isto suscita que a mente humana sempre é capaz de proezas incríveis, basta treiná-la)

  • João Vitor Schulte

    As pessoas criticam tanto por que só de se imaginar numa situação dessas voltam correndo pra se aninhar no sofá ou na cama e assim assistir mais um pouquinho do que há de bom na vida TV. Isso sim é uma vida admirável certo?
    O cara talvez tenha sido imprudente sim, mas soube aproveitar a vida melhor que muitos e muitos por ai. É uma história de vida ótima com um fim trágico como a maioria das melhores!

  • Fids

    que lição eu tiro disso?

    viver como nas cavernas a margem das coisas e morrer na insanidade? parabens dan, morreu pelos proprios principios… muito admiravel no mundo de hoje

  • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

    Prefiro pensar que ele era um amigo tão bom, que valia a pena pagar a fiança dele para ter ele por perto.

    Quantos amigos você tem, que você pagaria uma grana dessas pra soltar ele da cadeia?

    Quantas pessoas você conhece, que pagariam pra te tirar da cadeia? Nem sempre o “politicamente correto” é o melhor amigo, ou a melhor pessoa.

    • http://pulse.yahoo.com/_FUT4DR7VSKHTTZ747SN6WDNKRM Vinícius Policarpo Quintão

      O jeito “politicamente correto” é o que rege qualquer sociedade, se todo mundo fugir desse padrão não tem sociedade, uai (mineirês online).

      Com relação a pagamento de fiança, eu não tenho essa grana, mas, por um cara que deve dinheiro ao governo e não possui a “ficha limpa”, eu não pagaria a fiança, eu pagaria um advogado. Isto se eu soubesse que ele se importaria em resolver a situação.

      Dificilmente verdadeiros amigos não pagariam a fiança de uma pessoa de conduta ilibada, mas, a questão não é se os amigos pagariam, a questão é se as pessoas deveriam desembolsar tal quantia por uma reincidência que, ao que parece, não teria fim,. Acho que o altruísmo dele andava meio em baixa, se é pra analisar a conduta.

      Sobre pagar pra me tirar da cadeia, bom, não faço ideia por alguns motivos:
      - Não dá pra saber porque seria preso (eu não largaria tudo pra roubar meu sustento e viver um sonho, acho que não é por aí);
      - Não concordo que pessoas que me importo gastem seu dinheiro em prol de uma causa que eu não teria orgulho algum;
      - Não dá pra saber se realmente queria ser tirado da cadeia (sim, acredito que existam situações nas quais estar na cadeia é melhor do que estar fora dela);

  • http://www.facebook.com/niverprado Niver Prado

    Caso encerrado!

  • http://www.facebook.com/niverprado Niver Prado

    Admiro muito Dan, me faz lembrar ao meu maior herói, Ayrton Senna da Silva e a sua busca pelo limite, sua cede por vitórias e até mesmo sua obsessão em mostrar que era o melhor, fazendo aquilo que mais gosta, fez o seu legado, e morreu fazendo o que gostava, como um verdadeiro herói, vidas medíocres vividas apenas com pensamentos politicamente corretos, baseado em hipocrisias, pra mim nem se compara a história que grandes homens constroem, ninguém é obrigado a fazer o bem a todos, fazer o que a sociedade espera que você faça, assim como ninguém é obrigado a se privar dos seus sonhos e das suas vontades, se fosse meu pai, tenha certeza, estaria orgulhoso, seria o maior pra mim, muito mais que um pai que fica morgado no sofá fora de forma perdendo todos os vínculos com o seu antepassado, eu tenho o mesmo DNA que homens que caçavam animais ferozes, que fabricava a própria roupa arrancando o couro de sua caça, que também inventaram o Surf, o Bungee Jump, entre outros esportes radicais que os grandes homens criavam para sustentar suas vontades de sentir sensações adrenalizantes, os mesmos grandes homens que antes de pensar em construir uma televisão e um sofá, descobriram o fogo e a cerveja, me sinto inferior por estar forá do seu habitat natural e não fazendo nada que está programado pela evolução em meu DNA, concerteza de todos os homens que gostaria de conhecer, Dan está na minha lista, assim com outros grandes que sequer são mencionados

  • Jack Rocha

    Sou pai de uma linda garotinha fazem 4 anos, montanhista a 15 anos e escalador a 5 meses.
    Não acho que Dan Osman estava correto quando se arriscou para o segundo salto, foi egoísta da parte dele, pois com certeza sabia dos riscos envolvidos naquele ato. Acho que foi um daqueles momentos de bobeira que acabou tirando sua vida.  Agora, com certeza ele entra no top 5 dos homens que se deveria conhecer. Inspirou e inspira montanhistas até hoje. Quando se fala numa academia de escalada ou na montanha sobre escaladores que significaram ou significam alguma coisa para o esporte, Dan Osman é o primeiro nome citado, sempre. Muitos de seus feitos nunca foram repitidos e talvez nunca venham a ser. Dentro da escalada, Dan Osman já entrou para o status de “Lenda”.  A filha dele com certeza deve escalar hoje em dia e pela sua foto no facebook é super orgulhosa com relação a quem foi seu pai.
    Sou fã desse cara e acho que ele merece todo o respeito pelo que foi e pelo que é para muitos jovens até hoje.

  • Anônimo

    Caralho, que inspirador!

    Isto me fez lembrar da “Familia Wallenda”. Uma familia inteira  de equilibristas de cordas-bambas que nao usavam proteçao alguma.

    Saiba um pouco deles:

    - http://youtu.be/8BUrc0Eq6FA //Apresentaçao deles, e no final, uma recriaçao de outros para homenagem.

    - http://youtu.be/HB9q2R44pAk //Neto, inspirado por seu avo, termina o desafio o qual avo morreu, e assim homenageando-o.

    - http://www.imdb.com/title/tt0077635/ // e tornou-se ate filme.

    - http://www.wallenda.com/

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Não fez diferença alguma na *sua* vida, Lander. É absolutamente justo que você tenha liberdade pra dizer isso.

    No entanto, ele foi e continua sendo um marco para milhares de outros, mundo afora. Mais, ele explorou limites que inspiraram inúmeros outros atletas a tentar o impossível. Essa busca pelo suposto inalcançável é a própria essência humana. É essencial a todos nós ter sujeitos que explorem os limites da realidade, e não precisamos necessariamente gostar de cada um deles.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Belo comentário, Jack, ainda melhor por vir de um montanhista e escalador!

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Artigo FODA, Alberto! Pqp, esse tipo de conteúdo engrandece o PdH.

    Havia escrito sobre ele no PdH há anos, algo muito curto, nem de longe digno de sua trajetória:

    http://papodehomem.com.br/dan-osman-a-vida-no-limite/

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    A diferença é que o Ayrton Senna GANHAVA BEM PRA CACETE pra fazer o que fazia. E esse maluco???? NÃO GANHAVA NADA!!!! Se arriscava de bobeira. Deixava de botar o “dicumê” na mesa pra escalar montanhas. Lembra esses esquerdinhas de merda babacas, que militam em defesa de muçulmanos, por exemplo, e morrem na mão justamente daqueles que ele defendia com tanto afinco.

    • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

      É Sério que você postou isso? Quando o propósito da vida se tornou dinheiro? Quer dizer que se arriscar por dinheiro é tranqüilo,mas se arriscar pelo que ama, pela paixão é errado?

       Lembrando que o texto diz claramente que todo dinheiro dele eram paras contas, e para a filha. Que ele era patrocinado e ganhava seu material de escalada (depois de famoso, não no começo da vida obvio.) ? Os dois foram ícones e lendas do que fizeram, nas devidas proporções Osman representa talvez até mais do que o  Ayrton (com todo respeito). Osman desenvolveu técnicas que são referencia até hoje, criou uma modalidade inteiramente nova, e fez a diferença na vida de milhares de atletas de todas as mais variadas modalidades.

      Se você gosta de pensar em dinheiro vamos a uma triste realidade:

      Homem, 45 anos, cabelos brancos e uma grande barrigona. Trabalha de 8 até a hora que consegue sair da empresa, normalmente as 21 ou 22 horas. Chega em casa com um certo rancor da mulher que está em casa, enquanto ele estava se matando de trabalhar. Ela reclama que ele chega tarde todos os dias, e ele já está irritado porque faz isso para alimentar ela e os filhos. Ele mora numa grande casa e ganha bem, tem até piscina, e dois carros do ano na garagem.

      Ele acorda todos os dias reclamando da vida, fala mal da mulher que gasta mais do que deve. Reclama do filho que a única coisa que precisa fazer. Ele já não sente mais prazer em ficar em casa, e tem raiva reprimida da mulher que só sabe cobrar dele, e seu único prazer agora é pegar prostitutas nos outros dias que não está trabalhando até tarde, mas mente para esposa.

      Ele houve bronca do chefe todos os dias, abuso moral já não define a forma que ele é tratado pelos superiores na empresa. Ele pensa todos os dias “se não fosse a porra daquela familia eu largava tudo e mandava todo mundo pro inferno”. Ele consegue mandar os filhos pra disney nas férias escolares. Sua sala tem televisão de 57 polegadas, sistema de home theater, mas ele nem lembra a última vez que teve tempo de sentar lá.

      Um dia ele acorda e briga com a esposa por que chegou com bafo de cerveja na noite anterior. Da uma bronca no filho que não vai bem na escola. Se atrasa por causa dessas brigas e toma uma bronca do chefe. Nosso personagem vai ter que compensar o atraso na hora do almoço e não vai comer. Ele vai exagerar no café para disfarçar a fome, e seu nível de estresse já está no limite, já não consegue pensar e se concentrar no trabalho.

      Quando senta no carro, ele começa a tremer, e a vista começa a ofuscar. Ele sente que a língua não cabe na boca, ele baba, e apaga. Seus colegas o encontram desacordado e levam para o hospital. Ele teve um AVC por causa do estresse.

      Eu não consigo contar na mão história de pessoas que por bons salários entraram nessa vida, no terror do cotidiano, e se mantinham em trabalhos e profissões que odiavam, simplesmente pelo dinheiro.

      As pessoas precisam deixar de ser covardes e fazer o que amam.

      “Faça por amor, e o dinheiro vem. Faça por dinheiro e você nunca vai amar o que faz.”.
      (Alguém que estou com preguiça de procurar)

      • http://donluidi.wordpress.com don luidi

        Belíssima definição de uns 70% dos homens da “dita sociedade moderna”. Parabéns Alberto.

      • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

        É sério que eu postei isso. Não quis dizer que o propósito da vida é ganhar dinheiro. Mas o dinheiro ajuda, não é verdade????
        O que eu quis dizer é que, no caso do Ayrton Senna, o risco era, pelo menos “aparentemente”, planejado. O Dan Osman não planejava nada. Às vezes é bom planejar, sabe????
        Eu sei que o dinheiro não é tudo na vida. O que eu quis dizer é que loucura tem limite. Ele não precisava parar de vez, só dar um tempo para pensar, para refletir.
        Eu tenho um sonho. Quero quebrar o recorde de guitarrista mais barulhento do mundo. Tenho que sentar e planejar. Pensar muito, por que eu sei que isso não vai sair barato. E não vai ser fácil. Assim como nada neste mundo é fácil.
        Eu tinha um sonho quando adolescente. Eu sonhava em ser astro de Rock. Sonhava em montar uma banda de Heavy Metal. Nunca consegui realizar este sonho. Acontece. Às vezes, sonhos não se realizam.
        O outro lado é representado pelo cara que você citou na sua história. Abrir mão do todos os seus sonhos, por medo de não conseguir sustentar sua família. Dá vontade de mandar todo mundo tomar no meio dos cornos. Talvez se ele tivesse procurado um hobby, música por exemplo, em vez de prostitutas, o AVC demoraria mais para acontecer.

    • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

      É Sério que você postou isso? Quando o propósito da vida se tornou dinheiro? Quer dizer que se arriscar por dinheiro é tranqüilo,mas se arriscar pelo que ama, pela paixão é errado?

       Lembrando que o texto diz claramente que todo dinheiro dele eram paras contas, e para a filha. Que ele era patrocinado e ganhava seu material de escalada (depois de famoso, não no começo da vida obvio.) ? Os dois foram ícones e lendas do que fizeram, nas devidas proporções Osman representa talvez até mais do que o  Ayrton (com todo respeito). Osman desenvolveu técnicas que são referencia até hoje, criou uma modalidade inteiramente nova, e fez a diferença na vida de milhares de atletas de todas as mais variadas modalidades.

      Se você gosta de pensar em dinheiro vamos a uma triste realidade:

      Homem, 45 anos, cabelos brancos e uma grande barrigona. Trabalha de 8 até a hora que consegue sair da empresa, normalmente as 21 ou 22 horas. Chega em casa com um certo rancor da mulher que está em casa, enquanto ele estava se matando de trabalhar. Ela reclama que ele chega tarde todos os dias, e ele já está irritado porque faz isso para alimentar ela e os filhos. Ele mora numa grande casa e ganha bem, tem até piscina, e dois carros do ano na garagem.

      Ele acorda todos os dias reclamando da vida, fala mal da mulher que gasta mais do que deve. Reclama do filho que a única coisa que precisa fazer. Ele já não sente mais prazer em ficar em casa, e tem raiva reprimida da mulher que só sabe cobrar dele, e seu único prazer agora é pegar prostitutas nos outros dias que não está trabalhando até tarde, mas mente para esposa.

      Ele houve bronca do chefe todos os dias, abuso moral já não define a forma que ele é tratado pelos superiores na empresa. Ele pensa todos os dias “se não fosse a porra daquela familia eu largava tudo e mandava todo mundo pro inferno”. Ele consegue mandar os filhos pra disney nas férias escolares. Sua sala tem televisão de 57 polegadas, sistema de home theater, mas ele nem lembra a última vez que teve tempo de sentar lá.

      Um dia ele acorda e briga com a esposa por que chegou com bafo de cerveja na noite anterior. Da uma bronca no filho que não vai bem na escola. Se atrasa por causa dessas brigas e toma uma bronca do chefe. Nosso personagem vai ter que compensar o atraso na hora do almoço e não vai comer. Ele vai exagerar no café para disfarçar a fome, e seu nível de estresse já está no limite, já não consegue pensar e se concentrar no trabalho.

      Quando senta no carro, ele começa a tremer, e a vista começa a ofuscar. Ele sente que a língua não cabe na boca, ele baba, e apaga. Seus colegas o encontram desacordado e levam para o hospital. Ele teve um AVC por causa do estresse.

      Eu não consigo contar na mão história de pessoas que por bons salários entraram nessa vida, no terror do cotidiano, e se mantinham em trabalhos e profissões que odiavam, simplesmente pelo dinheiro.

      As pessoas precisam deixar de ser covardes e fazer o que amam.

      “Faça por amor, e o dinheiro vem. Faça por dinheiro e você nunca vai amar o que faz.”.
      (Alguém que estou com preguiça de procurar)

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Costa/100002117497909 Matheus Costa

    Também conhecia essa versão. E que ele passou alguns anos de sua vida sobrevivendo dos testes que fazia nesses tipos de equipamentos.

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Costa/100002117497909 Matheus Costa

    Também conhecia essa versão. E que ele passou alguns anos de sua vida sobrevivendo dos testes que fazia nesses tipos de equipamentos.

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Costa/100002117497909 Matheus Costa

    Também conhecia essa versão. E que ele passou alguns anos de sua vida sobrevivendo dos testes que fazia nesses tipos de equipamentos.

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Costa/100002117497909 Matheus Costa

    Não existe ninguém totalmente bom, e ninguém totalmente mal, e sinceramente acho que todo esse debate sobre a vida de Dan Osman, é uma questão de pontos de vistas. O que muito me chamou atenção foi a questão de sua filha, pra mim Dan deixou a Emma o maior ensinamento que o pai pode deixar para o filho, fazer o que ama. 

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    Mas, diferentemente dele, você sabe dos riscos. Você tem tudo planejado.

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    Você não entendeu nada. Leia minha resposta ao Alberto Brandão aí em cima, e você vai entender. Não precisa se retirar. Ninguém está expulsando você.

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