Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Da gentileza social, da garotinha chinesa e da sociedade das mãos não estendidas

João Baldi Jr.

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude, Mundo


Mesmo tendo nascido no Rio eu, bem cedo, me mudei com meus pais pra uma cidade mineira chamada Juiz de Fora. Para os que não conhecem, Juiz de Fora é uma cidade relativamente grande, com mais de 600 mil habitantes, longe daquela ideia que algumas pessoas tem de que Minas Gerais toda é um imenso sítio e nós mesmos tiramos nosso leite e fazemos nosso pão, mas que em alguns aspectos ainda tem um pouco aquele ar de interior, com pessoas sentadas numas pracinhas, crianças brincando numas ruas e coisas assim.

Tendo morado lá, nesse ambiente calmo e bastante seguro, durante basicamente toda a minha idade de formação, eu desenvolvi alguns hábitos que podem ser considerados típicos das pessoas que vieram de cidades menores. Eu cumprimentava o motorista quando saía do ônibus (lá a gente saía pela frente), eu dava bom dia para desconhecidos em bancas de jornal ou dentro de lojas, eu parava pra dar orientações ou responder as horas pra qualquer pessoa que me perguntasse e ajudava idosos ou deficientes visuais que precisassem de auxílio para atravessar a rua.

E não, nada disso porque eu sou um cara excepcionalmente bacana, um ser humano absurdamente legal ou uma pessoa muito ciente dos meus deveres e responsabilidades cívicas, mas apenas porque foi assim que eu vi todos fazendo, assim que eu aprendi que deveria ser feito e assim que provavelmente todos esperavam que eu fizesse. Eu apenas era fiel ao meu ambiente, num certo grau.

"Deixa, senhora, que eu levo pra você"

E o mesmo valeu pro meu período em Viçosa – outra cidade mineira, menor ainda – onde eu fiz amigos em pontos de ônibus, dei carona no táxi pra desconhecidos, entrei em caminhões com pessoas estranhas e levei gente que nunca tinha visto pra hospitais após festas onde a galera abusou demais. De novo, era o espírito do local, era praticamente a zeitgeist daquele lugar e daquele período. Mais ou menos como numa tabuleta de pub, não tínhamos estranhos e sim amigos que ainda não se conheciam, algo assim.

Mas depois de formado eu comecei a procurar emprego, viajar mais, sair daquela bolha do interior mineiro e, com dois ou três dias em São Paulo, numa ida ao centro com a minha ex-namorada, fui abordado por um cara pedindo informações. Prestativo e solícito – o que nem fazia sentido se for levar em conta que eu tava na cidade há 48/72 horas – me aproximei apenas para ter uma arma apontada pra mim e perder todo o dinheiro da carteira, enquanto minha namorada perdeu dinheiro, celular e passou ao menos umas semanas com medo de sair na rua, assustada com a possibilidade de que aquilo acontecesse novamente.

Resultado: hoje eu sou muito mais defensivo com estranhos, muito menos prestativo com as pessoas em geral e antes de parar pra falar com qualquer um na rua eu faço uma breve análise mental dos resultados de um conflito com essa pessoa, nos termos de “força x velocidade x objetos que estamos portando”, além de sempre ficar desconfiado se aquela pessoa que eu estou ajudando a atravessar realmente não enxerga ou é tudo um golpe mais elaborado.

Mas por que toda essa história? Porque hoje, lendo a notícia da garotinha chinesa que foi atropelada e ficou durante vários minutos estendida no chão sem que nenhuma pessoa se dispusesse a ajudar e vendo que aparentemente a justificativa das pessoas pra esse tipo de omissão foi o fato de que, por conta das leis chinesas relacionadas a vítimas de acidentes, qualquer tipo de intervenção poderia resultar em processo, eu acabei, mais do que culpando a “frieza do povo chinês” ou “os males do regime comunista” pensando em como as duas atitudes, a minha e a dessas pessoas, são parecidas, ao menos num certo grau.

Não que eu ache que algum dia vou ser capaz de não ajudar uma criança machucada na rua, mas conceitualmente a motivação, seja quando você deixa de orientar um recém-chegado por medo de ser assaltado ou quando deixar de assistir a uma criança que sofreu um acidente por medo de ser processado, é basicamente a mesma: considerar que o bem-estar do próximo não vale a possibilidade de colocar o seu bem-estar em risco.


Link YouTube

E claro, a criança é o exemplo extremo. Ela é frágil, ela é indefesa, ela é aquilo que nós temos o maior comando moral – e até biológico – de proteger. Por isso quando todos nós vemos o vídeo, lemos a matéria, ouvimos falar sobre o acontecido, a nossa reação também é extrema, pelo choque, pelo absurdo evidente dos fatos. Mas se formos pensar, vários de nós, diariamente, tomam várias pequenas atitudes comandadas pelo mesmo tipo de imperativo. Ouvimos um grito e corremos na direção oposta, vemos alguém caindo e não ajudamos pra não perder o ônibus, vemos uma pessoa precisando de ajuda e não nos aproximamos por desconfiança.

Não, não que eu esteja dizendo que devemos prioritariamente colocar a vida do próximo a frente da nossa, que devemos deixar as portas de casa abertas para estranhos, ou mesmo que você deveria parar pra conversar com aquele desconhecido de gorro, casacão e mãos no bolso que parou pra te abordar pedindo um cigarro no meio da madrugada, não é exatamente isso. Apenas pode ser que é em momentos assim, quando tendências que ainda pareciam dormentes acabam se apresentando de forma absurdamente clara diante dos nossos olhos, talvez seja uma boa hora pra uma análise dos hábitos, das ações, das normas que vem guiando o comportamento de todos nós.

Provavelmente existem coisas menores que nós podemos fazer. Ajudar alguém, ser menos defensivo com uma pessoa estranha, estar mais disposto a colaborar com o outro, pensar um pouco menos em si em ocasiões em que isso for possível, lembrar que em algum momento podemos estar do outro lado. Porque, afinal, perdemos a nossa capacidade de nos chocar com esses pequenos egoísmos do dia a dia e pode ser uma boa hora pra corrigir a rota antes que a gente não se choque mais nem com os grandes.

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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  • Anônimo

    Sou do interior de Minas Gerais, nasci numa cidade de 10 mil habitantes e mudei pra uma maior de 100 mil habitantes. Comungo do que você descreveu no início do texto. Mas João, esta defesa foi necessária uai, senão quantas vezes mais você poderia ter passado pelo que passou nos primeiros dias em SP?

    “Cachorro picado por cobra até de lingüiça tem medo”

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Ah, eu entendo o instinto de auto-preservação, a necessidada da gente aprender com as experiências anteriores pra não cair nas mesmas furadas de novo, mas eu admito que fico um pouco preocupado com o resultado disso no longo prazo e de um mundo onde a gente vai focar apenas nisso, sabe?

      • Anônimo

        De fato, isso é uma restrição onde guardamos “o melhor que podemos oferecer” apenas a um restrito grupo de amigos/família que são as pessoas que passamos menos tempo.

        E você, trate melhor os seus colegas de serviço viu!? rs

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Tô focando nisso, cara, pode ter certeza

  • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

    Nossa, eu não tinha visto isso ainda, que crueldade…
    Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante” Albert Schwweitzer Nobel da Paz – 1952O que precisamos é isso, respeito ao próximo!

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Nasci e moro em São Paulo mas meu pai veio de Minas e ainda tem parentes lá, certa vez por volta dos meus 14 anos, fomos para Sabará, lugar onde mora os primos do meu pai. Era a primeira vez que visitava Minas Gerais e muita coisa me impressionou, o clima, o ar bucólico, as praças sempre cheias de gente mas de tudo isso o que mais me deixou de boca aberta foi o fato das pessoas darem e pedirem carona pra chegar no centro da cidade, aquilo pra mim era surreal.

    Eu vivia com aquele mantra que as mães nos ensinam logo cedo : “Nunca aceite caronas de estranho” e mesmo com pouco maturidade, pra quem vive em sampa sabe a importância desse conselho. Então não entendia porque as regras não valiam naquele local.

    Mas é triste mesmo a frieza de São Paulo, o que aliás de certo modo é um tanto justificado, o medo nos deixou apaticos, desconfiados e um tanto insensíveis, não só deixamos de fazer algumas gentilezas a estranhos como por vezes soa bizarro pedir por isso, como que quem pedi orientação cometesse uma falta grave de etiqueta.

    Certa vez procurava um endereço no Centro e depois de muita relutância minha (detesto pedir direção rs) resolvi perguntar para um guarda municipal, quando o abordei pra pedir direção a primeira coisa que fez foi colocar a mão no coldre e olhando desconfiado me indicou o lugar o mais rápido que pode. 
    Achei bizarro aquilo. Até os guardas temem ajudar alguém aqui.

    Mas quanto a garotinha do vídeo eu já tinha visto e digo que a lei chinesa de não tocarem os feridos não colou comigo não, o pessoal podia ter ficado do lado da criança e ligado para um resgate ou coisa assim sem que precisasse tocar, alias um segundo caminhão passou por cima do corpo estirado sem ao menos se importar, ou seja o cara teme ser processado por ajudar alguém mas não por matar.

    Mundo louco!

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Engraçado que estou em SP há mais de três anos e nunca aconteceu nada parecido comigo. E sim, eu ajudo estranhos na rua, cumprimento, etc etc etc. E eu moro no Centro, cheio de noia.

    Como sempre morei em cidades grandes (sempre com 1 milhão ou mais de habitantes), acabei nunca cultivando esse “medo” que o povo dos pequenos municípios parece ter quando chega em uma metrópole como SP pela primeira vez.

    Por outro lado, já tomei umas feias em cidades menores. Relógio, celular, documentos…até espocaram o vidro do meu carro uma vez em Guarujá, por exemplo.

    As vezes não é pela cidade ser grande ou pequena. É azar mesmo. Esse tipo de coisa pode acontecer em qualquer lugar.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Sandro, pode ter até soado assim, mas o texto não é uma “ode a cidade pequena” e muito menos uma crítica as grandes. Claro que tem gente que vai viver em São Paulo durante vinte anos sem nunca tomar nenhum susto e gente que vai passar um final de semana em João Monlevade (pop. 75 mil habitantes) e perder carro, carteira e documentos. Como você falou, não tem necessariamente a ver com a cidade (eu mesmo moro no rio há dois anos e a coisa mais assustadora que eu já vi foi o cara que racha apê comigo dormindo sem camisa no sofá)

      Acho que eu queria falar mais da sensação e da linha de pensamento, independente do local em que ela foi gerada.

      • Anônimo

        Já me roubaram num show em João Monlevade. 

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Eu entendi, João.

        E a última vez que fui no Rio um maluco tomou meu celular da mão e pulou do bonde nos arcos da Santa Teresa uhauhahua

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

         Ladrões de celular e narradores esportivos: únicas pessoas que ainda mantém acesa a rivalidade rio x sp

  • http://www.facebook.com/people/Henrique-Moretti/100001275443748 Henrique Moretti

    Sou de Minas, e pra ser sincero, morro de medo de sair daqui hahahaha.

    É muita barbaridade fora desse estadinho aqui uai.

    Onde eu moro posso sair e deixar a porta destrancada, sem medo de alguém entrar, roubar algo…  Posso dar carona, informação, até abrigar alguém da chuva sem medo nenhum…

    Sempre a pessoa vai ser filho de ciclana, primo de terceiro grau de algum conhecido…

    Em relação a isso, sou muito comodado aqui em Minas… E não quero sair daqui tão cedo.

    • Juka

      Parabéns, você tem medo da vida!

    • http://www.facebook.com/people/Rafael-Rápres/1287490651 Rafael Rápres

      Por incrível que pareca aqui em Palmas-TO tb tem essa segurança toda….não tenho la essas vontades de conhecer SP…ja conheço as maiores cidades do litoral nordestino e DF e vejo como a insegurança e forte por la…acho que por isso ha tanta migração para minha cidade principalmente de pessoas dos estados do sul.

      • @Edubds

        Putz primeiro cara do Tocantins que vejo aqui! Moro em Araguaína e realmente  nossa capital é bem segura… Já aqui a situação anda meio crítica: só pra você ter uma ideia, moro em um bairro nobre e já entraram na minha casa duas vezes… Felizmente não estava em casa, pois ultimamente sabe-se de casos em que os bandidos tiram a vida dos outros de graça.. Não tô falando que Araguaína é mais tranquila que Palmas, tenho certeza que não é… mas quanto mais a cidade cresce… maior a insegurança… Parece que tem gente que vem do interior só pra infernizar a vida dos outros, cara!  Sem generalizar, pois nem mesmo sou daqui… Sou do Bico do Papagaio, de uma cidade com pouco mais de 30.000, onde estava acostumado a chegar da balada ás 5 horas da manhã e encontrar a porta aberta, que minha tia deixava quando eu tava sem chave!

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    Prezado MINEIRO …

    Assim como fui criado em JF, porém nasci tb nessa cidade. Hoje moro no Rio e com o mesmo pesar observo minha transformação gradativa para um mundo onde a distância é nossa forma de segurança.
    Ainda tento preservar alguns bons hábitos …. como conversar com os porteiros e faxineiros e tratá-los com carinho. Conhecer meus vizinhos e não deixar de cumprimentá-los e convidá-los para um café com um bom papo. Ainda aprecio uma boa oportunidade de jogar um conversa fora com amigos em qualquer lugar. Ser educado no trânsito, dando passagem, respeitando o pedestre … e essas coisinhas que hoje parecem tão sem sentido.

    Mas assim como vc … tenho me mantido alerta para não perder as características que tanto prezo do local que cresci. Sei que muitas vezes nossa gentileza e atenção são confundidas e mal interpretadas … mas prefiro acreditar que estou mantendo o que há de mais puro em mim.

    Meu pai sempre disse algo que me serviu a vida inteira:” Se queres saber com que tipo de pessoa vc está lidando, preste atenção na forma como ela trata aqueles que estão numa posição social inferior.”

    Parabéns pelo texto … e mais ainda pela honestidade moral

  • Juka

    Sou do interior também e tenhos os mesmos hábitos… Se bem que em algumas partes daqui é praticamente como São Paulo. O segredo é saber distinguir quem é malandro e quem não é, tanto que nunca fui roubado enquanto varios outros amigos, amigas, parentes e etc, já foram. Pré-conceito é uma merda, mas no caso, necessário.

    De qualquer forma, não pensaria duas vezes em ajudar alguém da maneira que estiver ao meu alcance. Citando um exemplo bem tosco, por exemplo quando alguém leva um tombo e todos ficam rindo, eu vou lá e, se preciso for, levanto a pessoa, fico todo preocupado, perguntando se ela tá bem, se ela quer algum tipo de ajuda, as vezes até tento compartilhar um pouco da vergonha da pessoa pra ela não se sentir tão mal, sei lá, nunca achei engraçado esse tipo de coisa…

    E sobre a menininha, fiquei completamente chocado com o caso, por mais que seja outra cultura, não consigo encontrar uma palavra pra definir tamanha bárbarie. Ridículo, simplesmente ridículo!

  • http://www.twitter.com/brogiatto Nathalia Brogiatto

    sabe, eu penso exatamente o contrário. não sei se é uma visão otimista demais, mas acho que o mundo caminha para uma melhora.
    é só observarmos como eram as coisas antes: guerras e mais guerras, mortes aplaudidas, extinção de povos, etc, etc…
    acho o mundo hoje muito mais humanizado, o problema ou a questão, é que temos acesso a informações que antes não tínhamos.
    acesso fácil a tragédias e coisas bacanas. mas as tragédias sempre fazem mais sucesso, néam?
    ;)

    • Anônimo

      Nathalia, num aspecto geral com certeza você esta certa. Quando ouço alguém falar “mas esta violência tá cada dia maior” eu já rebato “Porra! Violência maior do que a escravidão?!” (que é o exemplo mais evidente e repugnante que recordo)…

      São fatos isolados com ampla cobertura que nos assustam hoje em dia.

      Não tô ignorando que exista barbarie em vários níveis e locais inimagináveis. Mas sim, está ocorrendo uma melhora!

      • Juka

        Ah, concordo até certo ponto.

        Era piro mesmo, porém a cultura era diferente, as informações eram escassas, a técnologia era rústica, as religiões faziam o que bem entendiam para seu próprio beneficio. Enfim, uma série de variáveis que contribuiam para que o mundo fosse da maneira que era, além do que a sociedade moderna ainda estava sendo rabiscada, não dá pra comparar…

      • Anônimo

        Pra comparar em termos analíticos nunca dá. Os números de violência que lidamos hoje em dia num devem refletir nem 1/3 da realidade.
        Mas dá pra ter uma noção sim uai.

        Fazer uma comparação de comportamentos tidos como medianos que hoje, na maioria, refutam a violência. Já é partir de uma premissa com o que a gente tinha idéia do que era antes.

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      o problema é a exaltação à violência. Acontece muita coisa boa todo dia, mas notícia ”boa” não dá tanto retorno.
      Eu, quando tomo café da manhã e assisto à tv, logo me dá vontade de desligá-la porque meu Bom Dia Brasil já é um soco no nariz, logo pela manhã, pra lembrar de toda coisa ruim que existe no mundo.
      Eu prefiro acreditar no ser humano. E pra ilustrar isso, lembrei daquela propaganda da Coca. Ela me emociona até hoje!
      http://www.youtube.com/watch?v=nWEgjrvVXUs

  • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

    Moro numa cidade do RS que nem 200 mil habitantes tem ainda (mas está chegando lá) e percebo isso que tu relataste com muita força no verão. Como minha cidade abriga um balneário, percebo pessoal que vem de Porto Alegre e cidades mais centrais do estado com uma espécie de alívio por estar em um local onde podem andar mais relaxadas e mais a vontade, ainda que aqui não seja o local mais seguro do mundo, mas é mais tranquilo que na capital.
    Realmente a aglomeração de pessoas nos tira um tanto da sensibilidade com o próximo que não deveriamos perder. Espero eu nunca perder certos hábitos de “cidade pequena”.

  • Victor Alexandre

    Eu acredito que isso vem do jeito de ser de cada um(a), concordo que os acontecimentos da vida nos fazem refletir sobre nossas atitudes, e dependendo desses acontecimentos, passamos a agir da maneira que acreditamos ser melhor pra nós. Sou a favor do bem-estar do próximo, da ajuda a seu semelhante e com um pé atrás, ajudar um extranho, até por que, um dia, poderemos precisar dessa mesma ajuda. Magnífico João, parabéns.

  • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

    Nunca me senti tão em casa fora de casa. João, eu tive basicamente a mesma trajetória que a sua. Nasci e cresci perto de JF (Ubá), estudei em Viçosa e me mudei pra São Paulo há dois anos… seria prolixo dizer o quanto compartilho da sua opinião.

    Mas depois desse tempo aqui na selva eu até que entendo o ritmo. Eu entendo porque as pessoas se fecham em mundinhos iphonicos no metrô, porque a pressa é tão imperativa e o que faz as pessoas evitarem contato com o desconhecido. Não é só o medo e a busca pela segurança. Por trás de cada aparente má vontade, eu imagino, na melhor das hipóteses, que há pessoas se reservando ao direito de ter alguns poucos minutos de sossego interior no meio da multidão. É como se trancassem todas as fechaduras do contato social não só por cautela, mas pra encontrar algum aconchego. Eu entendo, mas ainda não quer dizer que concordo. Afinal é esse isolamento que vai gerar o descaso do vídeo aí de cima.

     É o kitsch de Kundera.. verdades implícitas de uma realidade. Numa visão otimista, ele diz:
    “O kitsch faz nascer, uma após outra, duas lágrimas de emoção. A primeira lágrima diz: Como é bonito crianças correndo num gramado! A segunda lágrima diz: Como é bonito se emocionar com toda a humanidade ao ver crianças correndo num gramado! Somente essa segunda lágrima faz o kitsch ser o kitsch. A fraternidade entre todos os homens não poderá ter outra base senão o kitsch.”

    É o que faz tanto o mineiro cumprimentar estranhos, quanto o paulista não ver sentido nisso. Não que uma verdade seja boa e a outra ruim, o que vale é não torná-las universalmente aplicáveis pra não correr o risco de ser roubado a cada boa noite na rua ou passar apático por uma criança atropelada.

  • André Kaminski

    Entendo bem a ideia que o João passa através do texto. De certa maneira, está certo visto que suas experiências trouxeram isso a você.

    Cidades pequenas, médias e grandes possuem suas vantagens e desvantagens. Seja na segurança, seja  em outras áreas. Mas o melhor sempre é acreditar no ser humano. Ao menos, com isso, consegui ótimas amizades e um ótimo círculo social.

  • Renato

    Aprendi a.., sempre desconfiar de pessoas entre 15 e 28 anos (e moleque mal vestido), que chega perguntando hora ou pedindo alguma coisa.

    Jamais tirem o celular do bolso pra falar as horas ¬¬ (maldito ladrão!!!).

    Infelizmente com leis tão leves, esse tipo de gente sempre vai existir nas cidades grandes…

    obs: só um desabafo rs

  • Rodolfo Viana

    Pessoal, uma curiosidade: o que acharam da imagem usada na home do PdH para este texto? É pesada demais para estar em destaque ou não?

    (Explico: tivemos essa conversa hoje aqui no QG para tentar prever a reação dos leitores. Rolou até um debate sobre a imagem ser “chocante, mas vale capa por retratar o horror do ocorrido” ou “chocante, no pior estilo NP — sensacionalista e de mau gosto”. Aí ficamos em dúvida se deveríamos usá-la ou não. E, na dúvida, a gente sempre escolhe fazer experimentos e ver qualé. Agora vocês nos digam o que acharam para a gente alinhar se, quando necessário, devemos cair em capas do gênero ou não.)

    • http://fabiobracht.tumblr.com Fabio Bracht

      A imagem da capa é forte, mas bate com o texto. Não achei ruim, não. Até porque, sejamos sinceros, chocante mesmo é o vídeo que tá no post. 

    • Rafa

      Eu achei a imagem ótima, mas eu ainda assim não a colocaria na capa da matéria, para evitar aborrecimentos e merdas com o povo que entende tudo errado.

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Como pode uma vida ser tão desvalorizada?
    Passei mal, de verdade, vendo esse video.

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Verdade.

    O vídeo não se fazia necessário para comprovar a ideia.
    Ele mostra uma brutalidade. Talvez uma pequena descrição no meio do texto e um link para a matéria fosse suficiente.

    E eu que achei a imagem de capa forte/desnecessária…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Paulo,

      Muitos não clicam em links (ou leem o texto todo antes), por isso colocamos o vídeo no texto, pra quem não sabia o que aconteceu. Caso contrário, a força do texto (que dialoga com o fato) se perderia um pouco.

      Quanto à capa, eu acho problemático sempre usar imagens assim, mas não vejo problema em mostrar a realidade, até pra treinarmos um olhar que não seja sensacionalista. Aliás, o sensacionalismo vem justamente de olharmos isso tudo apenas como uma “notícia”, não como uma menina que poderia ser nossa irmã.

      Eu vi meu vô quase morto, inchado, na UTI, quase irreconhecível, horas antes de sua morte. E aquela imagem era fortíssima (mais até do que a da capa, que tem uma certa doçura), era sem esperança alguma, era a morte, mas não havia nenhum sensacionalismo ou notícia ali. E acho que é esse olhar que podemos expandir para os seres que não nos parecem tão próximos.

      O que acha?

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Realmente, Gitti, o que me preocupa sao tendencias.
        Por um instante eu vi o Papo de Homem se transformando naqueles jornais bizarros.
        Se isso nao virar costume (ainda que seja com o intuito de treinar esse olhar, vai terminar sendo sensacionalista), faz sentido.

        Meus pesames sobre seu avo.

  • Eudu

    Cara, como comentei no facebook a imagem não é nada perto do vídeo! To horrorizado com o vídeo! Caraleo! 
    E achei impressionante como quase ninguém comentou o vídeo! Que sinistro! Mal consigo comentar….

    Sobre o post, realmente é uma pena como a maioria, eu inclusive, se omite de pequenas atitudes que poderiam tornar nosso cotidiano bem melhor.
    Mas sendo sincero, eu tento sim fazer várias dessas coisas e quando não faço fica um mosquitinho na cabeça enchendo o saco por não ter feito!

  • http://www.facebook.com/people/Caio-Kumyoshi/741242508 Caio Kumyoshi

    Se o homem é o produto do meio em que vive, então é natural que as pessoas em cidades grandes brasileiras tenham uma vida diferente do que quem vive em cidades pequenas, porque cidades maiores tem problemas maiores, mas as soluções não são tão maiores assim. 

    Nem toda pessoa bonita e bem vestida é de boa índole, e nem toda pessoa mal vestida é bandida, ainda prefiro acreditar nisso, mesmo já tendo passado por uns sufocos depois que me mudei pro centro de São Paulo. Mas se você tiver medo e se fechar no seu mundo, quem perde é você, afinal você deixará de sair na rua, o bandido não. Você deixará uma criança ferida no meio da rua, e vai sentir-se mal por isto depois. Você deixará de viver, somente você.

  • http://www.facebook.com/people/Raquel-Casonatto/1796022080 Raquel Casonatto

    Parabéns pelo texto! 
    Instiga a análise do nosso comportamento!Quando acontecem fatos chocantes como o veiculado, nossa atitude é de revolta e critica ao nível de frieza a que o ser humano pode chegar, contudo, quase nunca analisamos como estamos agindo…Normalmente não nos damos conta de que nossas condutas são moldados com a influência do meio em que estamos inseridos, até que um dia acontece uma inversão total dos nossos valores, e a essência foi deixada de lado, e o pior de tudo é que nem sempre enxergamos essa inversão.. ou não a questionamos para saber até que ponto ela nos protege ou é útil. 

  • http://www.facebook.com/people/Graziela-Grazieadio/100000160322021 Graziela Grazieadio

    Eu tive uma experiência totalmente oposta à sua. Sou de Minas, interiorzão, 30 mil habitantes. Ok, morei um bom tempo no interior de São Paulo, agora tô em Minas de novo, mas enfim, antes de me mudar com ânimo definitivo para uma cidade maior, há uns quatro anos atrás comecei a viajar constantemente pra São Paulo. Pelo menos uma ou duas vezes por mês passava meus finais de semana na capital, onde eu tinha opções de lazer melhores (afinal, sempre detestei música sertaneja, e na “minha terra” o sertanejão sempre reinou). Pra economizar nas viagens, eu costumava transportar algumas mercadorias para o meu chefe, porque a gráfica onde eu trabalhava tinha alguns clientes na terra da garoa, e com isso meu patrão economizava frete. E eu ia de busão, carregando aquelas malas enormes cheias de papel, um peso enorme, chegava, pegava metrô, descia na República, entregava as coisas e ia pros meus rolês. Pois bem, um dia estava eu me matando de esforço para carregar um pedido de cardápios que, naturalmente, tinham sido impressos em papel mais grosso. Não tinha dinheiro pro táxi, pra variar, desci na estação e lá fui eu, pensando na vida e no peso do pacote… até que dei de topo com dois guris, um magrinho e outro um pouco mais rechonchudo, esfarrapados, sujos, vindo na minha direção. Óbvio, capiau como eu era, vi canivetes imaginários voando em todas as direções e me furando até que eu morresse de tanto sangrar, quando eles então descobririam que eu não tinha dinheiro pra cola ou pro crack deles. Tentei apressar o passo, nisso o gordinho pergunta: “Moça, quer ajuda?”. Respondi com um “hãm?” e ele: “deixa que eu levo pra você!’. E não é que ele carregou meu pacote até a Praça Júlio Prestes (acho que é esse o nome), sem reclamar, sem nada, sequer pediu trocado quando cheguei no meu destino? Acabei oferecendo a ele como recompensa pela ajuda alguns bilhetes de metrô, já que eu não tinha outra coisa. Acho que naquele dia me senti uma privilegiada beneficiária da “corrente do bem”. Foi algo pequeno, mas tocante, mexeu comigo pra caralho, me fez bem. Enfim… tomara que boas lições e perspectivas venham mais de situações como a que eu vivi, e muito menos de vídeos como esse. :)

  • Rodrigo

    Não sabia dessa lei chinesa e agora fiquei sem uma opinião definida sobre os chineses que passavam com indiferença pela garota. |:

  • http://www.facebook.com/people/Maurícia-Berne-Brandão/100000811868850 Maurícia Berne Brandão

    Vendo esse vídeo, me lembrei de um tema discutido há apenas alguns dias atrás, aqui no PdH, sobre a educação de crianças.
    Li estórias de pais incríveis como o Verossímel e o Vito, relatando a luta para que seus filhos cresçam como adultos de bem e todo o carinho com seus filhos.
    E agora, cenas tão antagônicas…
    Essas imagens me levaram aos seguintes questionamentos: Todas essas pessoas no vídeo, nenhuma seria pai? Ou ainda, quão severo pode ser um processo, a ponto de impedir um pai ou qualquer outro ser  humano de prestar socorro a uma criança, ou a qualquer outro ser vivo na mesma situação?
    Seria eu utópica demais em dizer que nada me impediria de ajudar?
    “Entendo” as questões culturais e políticas. Mas me nego a aceitar esse comportamento.
     
    Já presenciei inúmeras cenas de solidariedade entre animais, seres ditos irracionais ou desprovidos de sentimentos. E não falo apenas de cães e gatos, acostumados com o convívio humano. Falo de ovelhas, cavalos… Só quem já viu a ferocidade com que uma vaca protege um filhote – nem sempre seu - entende o que falo. Com isso me pergunto: o que dizer desses seres do vídeo, então?  Seriam eles racionais, teriam eles sentimentos?

     Em contrapartida, infelizmente já presenciei em São Paulo um senhor passando mal no ponto de ônibus e todos ao redor se negando a ajudar, por poder se tratar de um bêbado – o que não era de fato – e mesmo que fosse, não justifica em nada o comportamento das pessoas.

     Como disse um leitor, em comentário no post do facebook sobre o tema: “tem como desassistir isso?”

  • Rafael R. D.

    Minha opinião: Os motoristas devem ser presos por crime doloso, os possíveis caronas devem ser presos como cúmplices do assassinato, e todos outros que passaram por ali devem ser presos por omissão de socorro.

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    João, não sabia que vc é de JF. Vc deve ter andado pelas mesmas bandas q eu ando hoje. Jf, viçosa, ubá, etc…
    Em JF as coisas continuam na msma: a gnt cumprimenta o cara da banca, ajudamos velhinhas a atravessar a rua, o pessoal falando o S puxado igual carioca. Só que agora descemos pela traseira do onibus.

    E JF e Viçosa são isso tudo que vc falou: interiorzão, é facil criar amizades efêmeras pela rua, dá pra andar sem medo.

    Se bem que nem em JF tem tanto aquele clima de cidade pequena. Andar aqui à noite tá ficando igual em cidade grande. Outro dia teve até tiroteio numa avenida principal aqui.
    Mas é a vida…

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      É, hoje eu vou a JF mais como visita, pra ver meus pais, mas já ouço umas histórias que eu não ouvia quando garoto e vejo umas notícias diferentes das de antigamente (lembro de ter crescido numa época em que manchete do MGTV era árvore caindo e não tiroteio na zona norte)

  • Anônimo

    O seu texto é incrível , de enorme qualidade e sua moral é admirável.
    Esse episódio abominável com a garotinha é uma extrapolação do comportamento da sociedade contemporânea: hoje não nos chocamos mais com nada, seja um amigo que “puxou o tapete” do outro até o atropelamento de uma criança de 2 anos. Aí eu me pergunto, qual a razão?
    Acho que boa parte da razão reside no fato que hoje em dia, mostrar preocupação, choque ou tristeza em relação a qualquer coisa é sinal de fraqueza. A sociedade foi ficando lentamente cada vez mais apática e indiferente às atrocidades , e é essa indiferença que, infelizmente, creio que levará o mundo à destruição.

  • Victor

    O certo é que a violência no caso do Brasil ajuda muito para que as pessoas se tornem mais fechadas nas grandes cidades. Mas há outra variável que contribui para isso que é a perda do senso de comunidade devido o tamanho das metrópoles. Assim, as pessoas se tornam meio que ilhas fechadas em si mesmas ou em pequenos grupos e pouco dialogam com o restante da cidade. E a temática do medo contribui para que os espaços públicos, de convivência coletiva sejam reduzidos.

    • lucia moreira

      ñ tem conserto ñ, as pessoas realmente estão mais frias, ja presenciei coisas k ñ da pra desculpar a ñ ajuda,sou ativista na causa animal,mas quando vejo como as coisas andam para os humanos vejo k meus amigos os animais ñ tem a minima chance,mas mesmo assim continuo a minha luta, desanimar nunca

  • Guigs

    Estou morando na China ha dois anos. Tudo bem, nao eh bem China, eh Hong Kong. Sempre que posso faço uma viagens para “mainland” e as vezes tenho que ir a trabalho tambem.
    Olha, entender a cultura chinesa nao eh facil. Porem, depois de dois anos, posso dizer que o saldo eh positivo.(eu ja morei 4 anos na Italia, por exemplo, e o saldo foi bem negativo!!).
    Os chineses sao “formiguinhas atomicas” que decidiram carregar o mundo nas costas!
    Uma vez, por engano, eu e meu marido compramos bilhetes para voltar de trem da Expo Shangai pensando de ter feito o melhor negocio das nossas vidas porque o valor era bem mais barato… Dois bilhetes – dois lugares- duas pessoas, certo?Errado: dois bilhetes – dois lugares – 5 pessoas!!!!24 de viagem amontoados, pessoas em pé no banheiro. E todos quietinhos, calmos, resignados!?. O governo chines nao peca na infraestrutura, mas eles sao muitos, muitos, muitos …e do lado da nossa linha de trem eles ja estavam derrubando casas para construir mais uma…todos os jornais do mundo criticam o governo chines por isso, mas  vivendo a experiência daquelas pessoas eu comecei a entender certas atitudes.
    O negocio do chines nao eh o individual. Eles sao um desatre nisso, totalmente atravessadores e fominhas, mas como naçao, eu tiro o chapeu para eles!!!!

  • http://about.me/thiagosouza Thiago de Souza

    A sensação de segurança no interior é bem maior, fato. Mas o problema de São Paulo (onde moro atualmente) é que o pessoal é muito mal-educado. Quem anda de transporte publico sabe disso. Quem já andou de carro aqui sabe disso. Quem já se perdeu e precisou de informação  …….

    as vezes eu esqueço que to em sampa e cumprimento as pessoas na rua (e obvio, fico no vácuo)

    Pra reforçar a minha opinião, uma amiga que veio do Japão disse o mesmo. Chegou em casa chorando porque não conseguia informações na PF e ninguém ajudou ela (ninguém sabia ingles, e ninguém sequer tentou ajudar)

  • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

    Eu gostaria poder apagar essa imagem, e esse vídeo da minha memória, mas não posso é uma triste realidade, como pessoa eu tento sempre, apesar de ter morado sempre em SP, ser o mais gentil possível, por conta da educação que recebi dos meus pais e como você achei que era assim que devia ser, não que eu me ache a melhor pessoa de todas, mas eu sempre tempo tratar todos do modo que eu gostaria de ser tratada, eu também já fui assaltada por dar uma informação no centro de SP, acho que já aconteceu com todo mundo, mas a vida devia ser mais valorizada, triste ver isso triste demais..

  • Kamila

    Não tinha visto esse vídeo, fiquei chocadíssima.

    Sou de cidade pequena de Minas tbm, e por aqui as coisas são assim mesmo: descemos pela porta da frente do ônibus, cumprimentando o motorista, qdo a chuva aumenta, pedimos abrigo na varanda de alguém e batemos papo até a chuva passar, pedimos e damos informações a qualquer um, e adoramos tocar violão nas praças até de madrugada… Confesso que mesmo aqui há violência, claro. Mas bem menos que em cidades grandes.

  • http://profiles.google.com/anderson.cunha23 Anderson Araujo

    Eu nasci e cresci em São Paulo, já fui assalto algumas vezes, outras fui vítima da má fé que impera nessa cidade. Mas em nenhum momento eu pensei em parar de ajudar as pessoas, já impedi roubo, já reagi a assalto, já participei de socorro de acidentados certamente colocando minha vida em risco em alguns momentos. 

    Eu acho que a posição de não ajudar por isso ou aquilo é uma posição covarde e mesmo que coloquemos isso na balança de nossa sociedade estúpida e violenta ainda assim acho covarde muitas posições que eu já vi. Mesmo que isso custe os meus dias neste lugar (mundo) eu vou continuar seguindo ajudando todo tipo de gente e batendo de frente com essas atitudes covardes que vemos todos os dias.

    Quanto a China por N leis ou motivos não consigo ser compreensível ou tecer alguma opinião sobre um tipo de gente que ignora uma criança desfalecendo no chão que não seja um bando de FDP os que passaram pelo local e não fizeram nada.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.
  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Costa/100002117497909 Matheus Costa

    Cara, não sou nenhum religioso fervoroso, mas na bíblia diz que por aumentar a iniquidade o amor de muitos se esfriariam…tá ae um exemplo claríssimo, um ser totalmente indefeso ser atropelado duas vezes por dois caminhões ( a cena do primeira caminhão passando devagar com as rodas de trás não sai da minha cabeça) e ainda ficar 7 minutos agonizando no chão sem que nenhuma pessoa ao menos se importasse com a dor e o sofrimento que ela estava passando. Se isso não é o amor se esfriando, eu sinceramente não sei mais o que é…

  • Henrique

    Esse vídeo correu o mundo todo, mas as pessoas não prestaram atenção que ali é um contexto cultural e social diferente. Esse foi só um, de muitos casos que acontecem na China. O fato é que chocou o mundo por se tratar de uma garotinha.

    Como foi explicado por um chinês:

    “Nos últimos anos, houveram vários casos em que homens e mulheres que sofreram acidentes em espaços públicos processaram os bom-samaritanos que tentaram ajudá-los. Esses casos difundiram um medo genuíno de que ajudar uma pessoa em apuros pode levar a perdas financeiras.”

    Recomendo ler esse post aqui para entender o contexto do acidente da garotinha (em inglês): http://www.isidorsfugue.com/2011/10/people-not-helping-accident-victims-in.html

    • Rafa

      Porra?!? Por que processar alguém te ajudando?! o.O

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    Eu não agüentei assistir o vídeo. Já o tinha visto em outro site, e não suportei vê-lo até o final. Tem que pegar uns caras desses, e enfiar a porrada neles com vontade.

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    Que merda de gente ruim é essa, que não para nem para socorrer uma criancinha???? O primeiro cara já errou feio em tê-la atropelado. Depois disso, eu parei de assistir. Eu sei que a China tem um problema sério de superpopulação. MAS ISSO É SACANAGEM, PORRA!!!!

  • convidado

    nao importa quantas vezes voce foi assaltado, nem se vai ser processado pelo estado
    um caminhao passou por cima de uma criança que tava morrendo no chao.
    o que tem na cabeça desses filhos da puta ?

  • Peter Sechi

         Também sou de Juiz de Fora e vivi lá quase a vida toda. É mesmo uma excelente cidade para se morar, com quase tudo que grandes cidades têm, contudo, sem perder a tranquilidade e os itens que você mencionou de uma cidade pequena. Somente deixei Juiz de Fora (onde estou sempre) por compromissos profissionais, mas tive a sorte de me mudar para uma cidade bem menor, no interior de São Paulo, onde, contudo, a qualidade de vida também é muuito boa.
          Infelizmente, cidades grandes (Rio e SP, por exemplo), cada vez mais, são muito boas para se passear, passar alguns dias e pronto. Morar, nem pensar. Quem nasce nessas cidades nem imagina o quanto é bom não morar nelas…

  • http://www.facebook.com/people/Hiro-Miyakawa/100002163257780 Hiro Miyakawa

    As vezes tenho medo de como vou reagir. Algo inesperado, sem menor intenção de ser uma pessoa má, mas pela situação acabar reagindo de uma maneira que eu odiaria. Acho que a percepção, preocupação com o próximo, nosso senso de gentileza está em falha. Até mesmo quando vejo uma atitude gentil, uma ação solidária ao ver um voluntário numa ONG, tento decifrar qual a real intenção da pessoa. É cruel.

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