Papo de Homem

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Cultura de Paz: a melhor herança que podemos deixar para nossos rebentos


Publicado por Rogério Guimarães em 07.10.2009 às 10:54 em Bate-Papo, Desenvolvimento Pessoal

Depois que tive meu primeiro filho, sempre lembro dele quando vejo outras crianças. E quando vejo crianças maiores ou adolescentes, penso em como ele vai ser quando tiver aquela idade.

Hoje, no metrô, tinha um garoto de uns dez ou doze anos, pele muito branca e cabelos cacheados (o meu filho também tem cabelos cacheados), sentado sozinho no banco do trem. Observava distraído as pessoas que entravam no vagão. Parecia tão desprotegido…

Na verdade, ele está protegido por uma cultura de paz.

Pode sair de casa sozinho e ir à escola ou à casa de um amigo somente porque vivemos numa sociedade estruturada. Mesmo com alguns problemas, ela existe e funciona.

mansao-heranca
“Não, não é bem isso que vou te deixar como herança.”

Nossa independência é ilusória. A roupa que eu uso, não fui eu quem fez. O alimento de hoje, não fui eu quem plantou. Eu nem mesmo preparei o meu almoço! Outras pessoas fizeram isso por mim. Existe uma cultura de paz que organiza os nossos esforços, para o bem coletivo. Constrói ruas, escolas, hospitais. Nós a recebemos dos nossos antepassados.

Nascemos todos muito frágeis e dependentes. Precisamos do cuidado dos pais, precisamos ser acolhidos pelo grupo social. Depois, ao crescer, aprendemos a contribuir de alguma forma com a coletividade que nos acolheu. Aprendemos a gerar benefícios para outras pessoas.

O engenheiro não constrói as casas somente para ele e sua família. Ele utiliza sua força de trabalho para suprir as necessidades de outras pessoas. Da mesma forma, outras pessoas trabalham para que ele tenha um carro, o combustível esteja acessível, o celular e o computador funcionem. Somos todos amparados pela coletividade, os seres humanos não sobrevivem sem isso.

Eu não sei quanto tempo vou viver, até quando vou poder dar apoio e proteção ao meu filho. Mesmo agora, eu não posso estar junto dele o tempo todo, ninguém pode. Depois que eu me for, e a mãe dele também, ele vai ser amparado por uma cultura de paz. A maior proteção que podemos dar aos nossos filhos é conservar, ampliar, melhorar essa cultura. É a única proteção possível.

Sem uma cultura de paz, mesmo que eu ficasse 24 horas ao lado do meu filho, não seria capaz de protegê-lo. Se mísseis desabassem sobre as nossas cabeças, se exércitos invadissem as nossas ruas, o que eu poderia fazer? Nem se fosse um super-herói e tivesse poderes sobrenaturais, não teria condições de salvá-lo.

superman
Há um modo de ser mais poderoso do que os super-heróis…

Outro dia, também no metrô, vi um rapaz conversando no celular com o pai dele. Era um cara alto, com barba curta, cabelo preto, liso, idade entre vinte a trinta anos. Carregava uma mochila vermelha nas costas. Tinha um olhar sonolento, apático. De repente, o celular tocou e ele atendeu:

— Alô, pai, arrumei trabalho.

Ele conta rapidamente que arrumou um trabalho, freelance, de uma semana. Falava com o pai de forma muito doce. Sentado ao lado, viajei para o futuro e imaginei meu filho me ligando para contar coisas de sua vida. “Pai, arrumei um emprego”, ao ouvir aquela frase, foi como se estivesse ouvindo meu filho. Magicamente, eu me alegrei com a felicidade de uma pessoa que eu nunca vi antes. É como se eu tivesse virado pai de todo mundo, e me alegrasse com a felicidade de todos.

Raros, estes momentos existem. Porque a felicidade não conhece fronteiras, os sentimentos são contagiosos. E esta capacidade de se alegrar com a felicidade alheia é o que torna possível uma cultura de paz. Não somente para mim, nem somente para meu filho, mas para todos nós.

O melhor presente que podemos deixar para nossos filhos, netos e descendentes, é um ambiente limpo e sadio, uma sociedade mais livre (de injustiças e preconceitos) e menos violenta, um espaço fértil para nossas potencialidades.

Se você tem filhos, ou pretende tê-los, invista em cultura de paz.

É a melhor herança que podemos deixar.

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Rogério Guimarães é advogado e pai de primeira viagem. Gosta de ler, tocar violão e praticar tai chi chuan. Escreve no blog Bodisatva.

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  • Armando
    Fico feliiz em ver que prossegue a leitura desse texto - acrescida pelos comentários, ainda que esporádicos - pela proposta que contém. Não é à toa que a pregação da sacanagem, de um individualismo exacerbado e egocêntrico, da competição selvagem e destrutiva entre os indivíduos, sempre atrai mais adeptos, leitores e comentadores. É o mero reflexo de um condicionamento a que estamos submetidos, pela ideologia dominante, em vigência na sociedade hoje.

    Resistir a isso não é apenas otimismo, utopia, ou cair na ingenuidade do 'políticamente correto'. Mas, isto sim, ter atitude, fazer uma escolha, assumir o lado do inconformismo, de não se sujeitar a esse status quo. Aderir a ele é, de fato, sempre mais cômodo, e sempre haverão aquêles - neuróticos, frustrados, perversos e patologizados - que preferem mesmo chafurdar na lama - dos desafetos, da violência urbana, da agressividade e hostilidade social, pela negação do coletivo - em que estamos afundados.

    É sempre um alento constatar que, ainda que minoritários em relação a outros posts, os comentários aqui primam pela qualidade, superando e compensando em muito a quantidade.
  • Eu também, Armando, eu também pra tudo o que disse.
  • Márcia Morsch
    Devemos todos nós ir em busca da paz, pois ela é fundamental para vida. Começando pela nossa convivência familiar, nas escolas e faculdades. O Respeito pelo Próximo é fundamental, é dando exemplo que conseguimos um mundo melhor.
    Pensar seriamente no futuro dessa nova geração. Na televisão passa todos os dias o reflexo da violência e falta de entendimento. Estudamos tanto para quê???
    Tenho certeza que as grandes mudanças vem na hora do voto, pois são os grandes governantes que definirão o destino do nosso Povo e País (Consciência).
    Devemos também fazer nossa parte todos os dias, não fraquejando, porque a maldade e as facilidades da ilusão impera.
    Vamos seguir em frente com fé e força de vontade, para deixarmos um bom legado para o futuro de amanhã.
    Abçs
    Márcia Morsch
  • Diego
    Texto de arepiar! (em um ótimoo sentido)
    Palavras sensatas e equilibradas, pelo bem maior.

    Grande abraço.
  • Elia
    Amei o texto e concordo plenamente. Meu pequeno tem 2 anos, e ele me fez repensar e mudar muita coisa. Sou uma pessoa infinitamente melhor e bem consciente de que um mundo melhor para ele depende de como vou prepará-lo para esse mundo.
    Parabéns, Rogério.
  • sandra leite
    Rogério,
    Pelo número de posts , dá pra vc pensar no impacto do seu texto....Uma onda de benefícios pela sensibilidade e delicadeza que vc construiu.... A paternidade e maternidade nos abrem o coração para o mundo e para as pessoas .... Gentileza gera gentileza....
  • Stela
    Guto, belo texto!
    HO!
  • Lilla
    Amei. É tão bom ver que existem muitas pessoas difundindo a cultura da paz.O texto me fez lembrar o Dalai Lama no excelente "Uma ética para o Novo Milênio" no qual ele nos convida a uma revolução espiritual não de cunho religioso, mas de caráter ético que possibilite moldar o foco de nossos atos. A visão errônea de que a sociedade é uma mola autopropulsionada leva a esse grande sofrimento que vemos explodindo massivamente em jornais e estatísticas alarmantes. Aliás, a infelicidade não está apenas nos números de violência (a diferença social e cultural gritante) mas no consumo exagerado de drogas lícitas ou ilicítas. Quando percebemos a grande dependência quase invisível que temos como seres, podemos refletir melhor sobre nossa conduta e o quanto podemos melhorar nossa sociedade partindo de mudanças internas. Não é utopia e nem figura de retórica. Apenas uma questão de foco nas ações.
    Rogério, volte mais vezes para postar.
  • beto
    parabéns mesm, muito bomm!
  • João Carlos Ferreira
    Gostei e concordo. Parabéns.
  • Pen and Teller sobre a "paz mundial": http://www.youtube.com/watch?v=2ID_8syE4Pc&
  • Tenho certeza e concordo que um mundo melhor se faz com a união, os esforços em conjunto, uma organização maior na sociedade.

    E juntos podemos fazer de nosso bairro, nossa cidade e o país cada vez melhor.

    Com maior seriedade nas decisões (eleições), olhar mais para o próximo, pelo próximo. Respeitar as pessoas, e ter sempre, muito amor.

    Mas se nada der certo, viramos Hippies!

    Um ótimo e comovente texto, parabéns!
  • 1berto
    Já comecei ler sabendo que encontraria os 'sábios' reclamando
    que 'não há paz no mundo'.
    É óbvio que temos muitos problemas (o próprio autor fala disso),
    mas para mim negar os avanços que a humanidade conseguiu
    é tão injusto quanto negar nossos males.
    Uma das coisas que me causam mais repulsa são pessoas 'com
    saudades' da idade média, ou de regimes totalitários, onde mães
    tinham que ter vários filhos para 'escapar' um.
    Até este debate que estamos tendo aqui é uma demonstração dos
    avanços da humanidade. Desafios? Há muitos, mas vamos a eles,
    maldizer o que conseguimos e sentir saudades de coisas bem piores
    com certeza não farão bem algum a nossos filhos.
  • Rogério Guimarães
    Agradeço a atenção de todos que leram e comentaram.
    Agradeço também as idéias novas, complementares, e mesmo opostas.
    Este diálogo ajuda a crescer e é um grande estímulo para escrever mais, compartilhar idéias, dúvidas e esperanças.

    Também penso, como o Alessandro e a Helga (# 21 e 22), que os pais devem deixar os filhos melhores para o mundo, devem abrir portas, integrá-los na cultura de paz existente. Isso acontece quando os filhos aprendem a gerar benefícios para a coletividade.

    Muitas vezes a pessoa pode até nem ter consciência, pode apenas pensar no retorno financeiro, mas quando alguém faz uma faculdade de engenharia ou de medicina, ou outro curso que a qualifique, ela está aumentando sua capacidade de prestar benefícios. Esta capacidade vai facilitar seu ingresso numa cultura de paz.

    Mas se tivermos esta visão de trazer benefícios, muito melhor. Mais estímulo para assistir as aulas, para persistir no esforço ano após ano de estudo, e depois no trabalho. Porque no fim não se trata apenas de uma questão pessoal. Podemos ajudar as pessoas e a coletividade, e podemos aumentar a capacidade de ajudar que já possuímos.

    E como pais, professores, instrutores, devemos transmitir as formas de prestar benefícios que dispomos, ou permitir que os mais novos desenvolvam esta capacidade de uma ou outra forma.

    Abraços
  • Sostenes
    Parabéns, ótimo texto, cultura de paz em nossas vidas !!!
  • Cara, parabéns pelo artigo!
    Gostei muito!
  • 30tão
    texto excelente!!
    posso falar por mim, quando afirmo que a paternidade me torna uma pessoa melhor a cada dia!!

    tudo o que citou como herança, podemos chamar de LEGADO.

    afinal, o que realmente importa, é QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS. nenhuma obra é maior que o seu criador!! mas a maneira que educamos nossos filhos ou vivemos, pode E MUITO, superar quem fomos enquanto aqui estivemos... ;-)

    parabéns!!

    abraço.
  • Armando
    Muito bom, dos melhores textos que li aqui, singelo e profundo ao mesmo tempo. E bastante realista também, não vejo inocência, nem utopia e nenhum otimismo exagerado naquilo que diz.

    A verdade é que existe, de fato, uma relação de absoluta interdependência entre os sêres humanos. O Homem é um ser gregário por natureza, necessita do Outro tanto para sua sobrevivência material quanto para sua realização no plano dos afetos.

    [Essa vocação inata do ser humano para o respeito a vida e a generosidade com o seu semelhante se expressa diáriamente no nosso cotidiano, como nas cenas recentes de inundações em várias cidades onde cidadãos arriscaram voluntáriamente suas próprias vidas para salvar outras. Uma pessoa que é atropelada, ou simplesmente desmaia na via publica, e imediatamente várias outras se mobilizam para acudir, e tantos outros exemplos.]

    Utópico, no sentido de irreal, ilusório, é não compreeender ou não querer aceitar isso. E numa sociedade que nos condiciona a uma competitividade e um individualismo extremos, somos levados a esse paradoxo: de negarmos o Outro e ao mesmo tempo precisarmos desse Outro. E é esse mesmo condicionamento ideológico que não nos deixa ver os exemplos citados acima, para aplacar a nossa consciência: é mais cômodo ver os outros sempre como uma ameaça.

    "O inferno são os outros", como disse Sartre pela boca de um personagem, a nos lembrar que nesse paradoxo é justamente onde reside a fonte de todos os nossos dramas humanos, desde os amorosos e familiares, as neuroses e, por extensão, até as guerras e os conflitos sociais.

    Enfim, é preciso superar essa aparente contradição entre o individual e o coletivo. Mas pra isso é preciso querer, é preciso ter atitude. E não tenho dúvidas que esse post esteja dando uma importante contribuição pra isso.
  • Dsuisso
    Um dos melhores textos que já li na PdH
  • Matheus
    (minha primeira participação no blog, vou tentar caprichar)

    Achei seu texto muito bom, mas ao mesmo tempo muito inocente, porque, ao mesmo tempo que o engenheiro constrói a casa para outra pessoa ele espera uma (caralhada de dinheiro) recompensa em troca do seu esforço, não apenas que outras pessoas também favoreçam seu bem-estar.

    Realmente vivemos em uma cultura de paz, mas também em uma cultura de violência, e é exatamente esta dualidade que nos faz seres humanos, ou seja, ao mesmo tempo que existe o belo, existe o feio,o bem, o mal, etc.

    Enfim, seu texto foi uma visão meio cega do mundo, uma visão otimista, mas não realista.
  • Amélia...
    Pois é Rogério..Mundo moderno construído pelo homem.. mas deturpado por ele também. Outro dia, no metro, vi uma moça dando um puta tapa em uma criança de 04 anos, e atribuia a essa criança um comportamente adulto.. Não resisti e sente do lado dela, ela meio sem graça começou a justificar sua atitude.
    Um tapinha só.. de leve pra educar não tem como não dar... Falei : um tapinha.. um tapa.. uma surra é agressão fisica. É como roubar... podemos roubar 10 reais ou 10 mil e continua sendo roubo.
    Vejo gente batendo em crianças e pedidno por um mundo menos violento... Vai entender?
    Bjusss
  • edujanu
    cara até arrepiei de ler seu post
    gostei pra caramba
    penso +- como vc a respeito desse assunto, vou ver se acompanho seu blog
    e outra, seu Guimarães é por parte de pai?
  • Gustavo Calzavara
    texto do caralho. parabéns.
  • VovoKrall
    porra ... ótimo texto!

    parabéns
  • Ale
    Rogério querido,
    amei muito o teu texto!
    Feliz do teu pequeno por ter um pai consciente assim!
    Transgeracionalidade...amo tb!
    bjo
  • Alessandro e Helda,

    Sem dúvidas!

    Conheço o Guto pessoalmente e sei que ele tem essa preocupação.

    Aliás, "Cultura de Paz" vai muito além de "um mundo melhor", no sentido físico da coisa. It's all about people.
  • Tou contigo. :)

    PODER DO EXEMPLO, já diria o #5.

    Ah, teu texto me lembra de outra frase boa, a já clássica: Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.. Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
  • Muito bom!

    Mias que pensar em deixar um mundo melhor para nossos filhos é tentar deixar filhos melhores para o mundo.
  • Rose
    Quando ele diz: Se vc quer a paz, esteja pronto para a guerra. Não quer dizer que as pessoas tenham de ser belicosas, mas sim que devem saber se defender e estar dispostas a defender quem não tem condição de se defender sozinho.

    Os budistas rezam pelos seus vizinhos, amigos e familiares, pois sabem que se eles estiverem bem ele próprio estara bem também. Visar a paz e o bem comum. Isso deveria ser a meta de todos e não obter vantagens pisando nos outros.

    Bom texto. Vivemos num país pacífico e muitas vezes esquecemos de dar valor à paz.
  • Tonhá
    Ótimo texto, muito bom mesmo. Se cada um fizesse sua parte...
  • alpha
    (8) as grades do condomínio são pra trazer proteção mas também trazem a dúvida se é você quem está nessa prisão...(8)
  • Um dos melhores artigos que já li aqui no PdH. Parabéns!
  • Caio Hess
    Incrível, maneiríssimo, bacana, supimpa. Curti o post!
  • Hugo Barbieri
    Discordo do comentário de #2...

    Cito o escritor Paiva Netto que ensina:
    "Se queres a Paz, prepara-te para a Paz!"

    O texto está perfeito no que diz respeito a deixarmos uma cultura de paz pra futuras gerações pois se quisermos mudar o mundo devemos começar mudando o mundo dentro de nós mesmos...
    Como buscaremos a paz fazendo guerras?
    A reforma do mundo começa no coração do homem!
    É urgente Reeducar!
  • Daniel
    Excelente texto.
  • Eu tenho 19 anos, acabei de entrar na faculdade, (ainda bem que) não tenho filhos e sei lá se um dia eu vou querer tê-los. Mas, curiosamente, meu modo de pensar é bem parecido com o do autor.

    Eu não viso a perfeição, nem minha, nem das pessoas ao meu redor, nem do mundo como um todo, até porque sei que, se existe, ela está a anos luz de ser alcançada. Mas vivo a vida ao mesmo tempo fazendo as coisas que gosto e tentando melhorar a mim mesmo e as coisas e as pessoas ao meu redor.

    Assim, quem sabe, as próximas gerações consigam viver tão bem ou melhor que nós. Sei lá. Foi um modo que eu encontrei de dar um sentido à minha existência.
  • Cazzodf
    Assino embaixo.. tenho um molequinho lindo de 1 anos e 2 meses... e depois que ele chegou an minha vida mudei muito meu modo de ver as coisas ... a dimensão que passei a ter do mundo ficou muito maior e mais harmoniosa... acredito que fazendo a minha parte deixo um mundo melhor pro meu Luquinhas... e vcs? oq ue fazem de bom pra melhorar???
  • D.
    É isso ai kra! É isso que falta pra muita gente! Isso que falta para os nossos políticos! Cada um fazendo seu trabalho com respeito e honestidade. E isso vem da educação (de pais com educação e escolas de qualidade), pena que para o Brasil esse tipo de educação está um pouco longe.. A maior prova disso é o nosso presidente! Povo de ignorantes vota em ignorante, nada mais justo! Assim minoria de honestos e "educados" pagam o pato!
    Mas é demorada a transição e nós vamos fazendo a nossa parte para deixarmos essa melhor herança para nossos próximos..
    Parabéns! Excelente Texto!
  • kk
    me emocionei....snif!!!

    mas entendi também os comentários, concordo que no mundo de hoje a paz é na maioria das vezes utópica, mas podemos ensinar a idéia de defesa sem pregar uma atitude violenta.

    parabéns!!!!
  • Diego
    Acredito que a "cultura de paz" é uma utopia realizável, pois há "n" fatores envolvidos para que ela se desenvolva ou não dentro da socieadade, e o principal deles, é o homem trabalhar em prol disso. É a velha história que já mencionaram ai em cima: sempre fazer a sua parte.
    Parabéns Rogério por compartilhar sua reflexão com o PDH.
  • Samuel Carnero
    Altruísmo, Compaixão e Respeito ao próximo. Daí sim a tão sonhada Cultura de Paz. Demora-se um pouco ainda, devido ao incosciente coletivo. Poucos no Planeta já tiveram suas consciências despertas. Muitos tem, mas poucos são. A Consciência é a base do Ser e o Amor é (deveria ser) a língua Universal
  • Mister M
    Muito bom! Escreva mais!
  • Rodrigo
    Eu concordo e também sou adepto de tal teoria.
    O mundo onde não exista conflitos é uma utopia Daniel, mas não é disso que estamos falando.
    A maior ilusão é acreditarmos que nos armando poderemos enfrentar grandes guerras.
    Se pudermos fazer o melhor pelo nosso próximo estaremos plantando positividade.
  • Jáder, O Pitoresco
    Muito bonito este post. Sei que é dificil propagar a ideia de que "cada um fazendo sua parte o mundo será melhor". Mas este texto ilustra muito bem os benefícios de se "fazer a sua parte".

    É bom também lembrar do PODER DO EXEMPLO. Se eu mudo pra melhor, as pessoas com quem eu convivo irão pouco a pouco mudar pra melhor também.

    E tem gente que acha difícil mudar o mundo... não é difícil quando se inicia a mudança do ponto de partida certo: você mesmo.
  • Parabéns pelo texto, gostei!

    Mas eu preciso fazer uma reclamação: eu estava para escrever exatamente sobre isso no meu blog, você "roubou" minha ideia... ;)
  • Daniel Sugui
    Desculpe, mas eu discordo. Paz é uma ilusão, a vida é feita de conflitos, em maior ou menor grau. É ingenuidade achar que os princípios e valores pacifistas pregados pela sociedade politicamente correta vão ser adotados por todas as pessoas do mundo.
    Si vis pacem, para bellum.
  • André Selva
    muito bom o texto, parabéns
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