O lutador turco Yasin virá da Alemanha para conduzir mais um encontro em nossa jornada nas Artes Marciais. INSCRIÇÕES ABERTAS →
​​​​​

Crowdfunding, Tim Schafer e você

Fabio Bracht

por
em às | Cultura e arte, PdH Shots, Trabalho e negócios


Você sabe que cada ocasião merece um som e um drink especial.

E pra comemorar 230 anos, um visual novo também.
Schweppes Music & Drinks. Escolha um evento e um clima, que nós damos o drink e a música perfeita pra você. Clique aqui.

Deixa eu contar uma pequena história sobre um cara chamado Tim Schafer e um projeto que ele tem.

Se você comprou um computador daqueles com “kit multimídia” lá pela metade da década de 90, certamente deve ter se deparado com um dos clássicos joguinhos da LucasArts no estilo “adventure point and click” – Maniac Mansion, Full Throttle, Day of The Tentacle, Gim Fandango etc. Tim Schafer esteve envolvido com todos esses jogos.

"Whenever I think of asphalt, I think of Maureen"

Após décadas trabalhando em outros tipos de jogos, mais modernos, Tim, um mestre da sua arte, decidiu que queria fazer outro jogo no estilo clássico que o consagrou. Mas esbarrou em um grande problema: nenhuma empresa acreditou que o projeto seria lucrativo nos dias de hoje. Logo, não houve investimento. Logo, não houve jogo.

Onde muitos desistiriam, Tim e a sua empresa atual, a Double Fine, resolveram fazer as coisas de modo diferente. Acreditando que haveria, sim, um público grande para este jogo, o designer resolveu lidar diretamente com quem interessa: os jogadores. Colocou no ar uma página no Kickstarter pedindo contribuições de qualquer valor para quem estivesse interessado em ver esse jogo produzido.

O objetivo era reunir 300 mil dólares em 30 dias.

Eles conseguiram mais de um milhão de dólares nas primeiras 24 horas.


Link Kickstarter | O hilário vídeo de apresentação do projeto

Agora o jogo não apenas será feito, como o dinheiro extra será usado para contratar atores para representar as vozes dos personagens, produzir versões para mais plataformas – inicialmente seria apenas para computador –, providenciar localização em vários idiomas, além de produzir um documentário com trilha sonora original, mostrando todo o processo de criação do jogo. Todos os jogadores que contribuíram com uma quantia acima de 15 dólares receberão acesso a um fórum fechado onde poderão ajudar no desenvolvimento, debatendo caminhos e dando ideias.

Acima do fato de que o jogo será criado, o que esse episódio realmente mostra é a época maravilhosa em que vivemos para a criação cultural. Seja música, cinema, games, software, eventos… quase tudo hoje em dia pode ser realizado sem a participação de uma grande empresa por trás, financiando. Basta que seja uma ideia boa o suficiente para que o público se interesse e queira contribuir.

Isso se chama crowdfunding – em português, financiamento coletivo.

A união faz a força, aparentemente

O Kickstarter é um site americano baseado nessa premissa. É o maior do mundo, e já serviu de ponte para o financiamento coletivo de muitos outros projetos bacanas. No Brasil, temos o Catarse, que funciona da mesma forma e, apesar de estar meio tímido, já deu luz a projetos como o Que Ônibus Passa Aqui? e o Primeiro Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre. Aqui mesmo no PdH, já listamos 8 projetos brasileiros que você pode fazer acontecer.

Você já teve alguma ideia que poderia funcionar nesse esquema de financiamento coletivo pela internet? Já contribuiu com alguma? Qual? Vamos bater um papo sobre isso.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Isso me lembrou a criação do Linux, a diferença é que Linus ao invés de pedir dinheiro pediu somente conhecimento.

  • Anônimo

    Alguma possibilidade de controle quanto ao retorno aos “financiadores”? De outra forma fica parecendo uma versão (claro, mais sofisticada e complexa) da famigerada “vaquinha”.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Como assim?

      Meio que é uma vaquinha mesmo. Mas em escala global. E quem contribui ganha uns mimos legais. 

    • Andrewhr

      Isso, meio que fica uma vaquinha. O retorno vai de quem se propôs a ser ajudado. No caso citado é coisa de receber mimos mesmo, mas já vi por exemplo um cara pedir para ser financiado em produzir um software. Quem ajudasse receberia versões de teste antes de todos. Acho que no fim ganhariam a versão final também (dependendo com quanto contribuíram).

      Mas vai do projeto, de quem faz e de quão viável é né.

      • Anônimo

        Beleza. Coloquemos à prova o conceito. Idéia: peço financiamento público pra minha nova tatuagem, comprometo-me a blogar (no meu quintalzinho) todo o processo, fotos, texto e publicidade ao tatuador. De repente possibilito até que escolham a tatuagem. Funciona(ria)?

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Se a quantidade de pessoas interessadas em que isso aconteça for suficiente, funcionaria. 

  • Andrewhr

    O Tim Schafer (e a Double Fine) são fantásticos nisso. Lembro ele falando sobre o Stacker e como eles gostam de fazer os jogos que eles simplesmente querem. “Vamos lá galera, enquanto vocês nos darem dinheiro, vamos continuar a fazer o que gostamos! ^^”

    Malandro esse Schafer ;)

  • Bethania

    Já contribuí com um projeto no benfeitoria.com . Que teve exito!
    De acordo com o valor doado, recebíamos algumas gratificações, todas virtuais.
    Acho uma alternativa válida, mas senti que ainda gera MUITA desconfiança das pessoas.

  • http://twitter.com/ritter_br Bruno Ritter

    Crowdfunding, Tim Schafer, Gustavo Lima e você tcherereretcherere

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Sem esquecer The Dig! Mas Full Throttle deixou ótimas lembranças. Até hoje sinto uma leve e feliz alteração no estado de espírito ao ouvir a música tema do jogo: Legacy, do Gone Jackals.

    Acho que a ideia de crowdfunding é sensacional. Você pode direcionar o seu dinheiro para onde quiser. Você ajuda em algo que você acredita que vale a pena, seja por lazer, seja para melhorar o mundo etc. É claro que no caso do Tim Schafer a situação foi razoavelmente fácil. Ele podia não acreditar num sucesso tão grande, mas quer queira quer não ele é conhecido por parte dos nerds.

    No mundo de hoje, em que as informações são espalhadas facilmente na internet, ter uma ideia foda e demonstrar motivação podem ajudar bastante a obter resultados. Afinal, ninguém mais depende de anúncios em televisão, jornais nem nada. Qualquer um pode expor o que quiser pela internet :D

  • Murilo

    será que já rolou algum caso da pessoa ter solicitado esse “patrocínio” em alguma dessas plataformas, ter conseguido a grana, ter enfiado a grana no bolso e deixado o projeto em questão de lado? e se acontecesse, haveria ressarcimento praqueles que colaboraram? quem arcaria no caso?

  • Rodrigo

    O cara criou Full Throttle e nenhuma empresa acreditou no projeto? Maldita geração do fps generico

  • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

    Como tu avalia? Deu muito certo, pouco certo, quase nem deu certo…?

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4338 artigos
  • 588393 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine